sábado, 21 de março de 2009

Universal, Renascer e outras piadas...

"Vítimas de desabamento querem processar Renascer"


"Luíza se viu incentivada a lançar um grande desafio em nome da fé: juntar R$ 10 mil para doar à Igreja (além da contribuição mensal). A fiel chegou a economizar R$ 3 mil"

"pastores especularam sobre os bens deixados pela aposentada e chegaram a perguntar se a vítima havia deixado algo para ser doado à Igreja"

Fonte: Uol

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Chego apenas à uma conclusão, o Brasil deveria adotar o mesmo posicionamento da Zâmbia e de Madagascar , seja com a "igreja" Renascer ou com a Universal.

Talvez não pelas mesmas razões que a Zâmbia, mas quanto à Madagascar, sabemos que a prática não é incomum...

O benefício para o país seria imenso!

Os pobres - mas não só - deixariam de sofrer lavagem cerebral e de "doar" sua já pequena renda a gente da laia de "Bispa" Sônia e afins e os demais brasileiros ficariam livres da praga de pregações incessantes, de não poder mais assistir TV sem um pastor brandando impropérios ou "desencapetizando" algum pobre coitado.

Seria um verdadeiro ganha-ganha.
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sexta-feira, 20 de março de 2009

Surpreso??? Com o que?

"U.S. surprised by Spain troop decision on Kosovo"


Via Reuters

Com o que estão surpresos os EUA?

A Espanha quer se manter longe de qualquer cenário que possa pôr em risco sua própria integridade. O Kosovo é um espelho para os nacionalistas periféricos na Espanha, como os Bascos e Catalães.

A Espanha, de seu ponto de vista, tomou uma decisão acertada de se retirar de cena e não dar chances à agitação interna.

Continuará, pois, a torturar e oprimir sem se comprometer no cenário externo.

A Espanha não tolera que um país da Europa tenha exercido - e milagrosamente tenha sido respeitado - seu direito à autodeterminação e teme que o mesmo aconteça com as regiões que mantém oprimidas em seu seio.
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Madagascar, a situação complica

Situação e Posse:

- Depois de diversos protestos e da morte de mais de 150 pessoa,s o Presidente Ravalomanana é deposto por um golpe civil-militar;
- Assume, ilegalmente e ferindo a constituição, Rajoelina, opositor e incitador dos protestos;
- Como primeiro ato de Rajoelina, o acordo entre Madagascar e a Daewoo, empresa Sul-Coreana, que cedia 40% das terras produtivas do país para a exploração por parte da empresa e para ap produção de alimento a ser enviado única e exclusivamente à Coréiado Sul. Ao menos foi uma excelente primeira medida;
- O Parlamento é suspenso.

Comunidade internacional:

- União Africana suspende Madagascar;
- EUA ameaça suspender ajuda não-humanitária;
- Países do Sul da África (SADC em inglês) prometem sanções contra Madagascar;
- Sarkozy pede eleições o mais rápido possível para resolver a crise.

E, no fim, a crise pode piorar.

A Noruega também ameaça cortar sua ajuda.

A principal fonte de renda de Madagascar, o Turismo, está seriamente ameaçado. Opaís enfrenta instabilidades e a partir de agora paga o preço de um golpe de Estado, sanções, suspensão e organismos internacionais e a falta de confiança por parte de outras nações.

Para piorar, com toda esta situação, o turismo torna-se insustentável pois Madagascar dá mostras de ter uma estruturafraca apra garantir a segurança dos turistas quando sequer pode garantir a segurança de seu próprio povo e sua segurança institucional.
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Projeto excelente do Cristovam

Eu posso não gostar do senador Cristovam Buarque, tenho diversas discordâncias com as posições dele e em muitos casos o acho um belo de um oportunista mas, agora, tenho que aplaudir.


Claro, é um projeto de lei inconstitucional, fere a liberdade de escolha, sem falar que filho de deputado, senador e etc, por mais que tenha um pai salafrário, não pode ser responsabilizado por ter nascido na casa em que nasceu.

Mas o projeto é de uma coragem e lucidez poucas vezes vista.

O ensino público no país é uma lástima, é simplesmente ridículo e fora algumas poucas escola modelo pelo país, a franca maioria das escolas públicas são um lixo.

Este projeto deve ser divulgado amplamente, deve cair na boca do povo!

Até parece que qualquer agente público matricularia seus filhos em escolas que eles mesmos ajudam a dilapidar, só em sonho! Mas ao menos, se tal obrigatoriedade fosse cosntitucional, fosse legal, com certeza TODAs as escolas públicas mudariam da água para o vinho porque se os "agentes públicos" pouco se importam com o filho do joão, da maria e do josé, sem dúvida iriam se preocupar com os seus próprios, matriculados nas mais caras e de eleite escolas do país.

Não sei a quantas anda este projeto mas é fantástico e merecia um amplo debate público.
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E o Rio de Janeiro continua.... abandonado! São Paulo, não está melhor....

Li recentemente (ainda ha pouco, na verdade) que o mais novo e ousado projeto da prefeitura do Rio para melhorar (sic) a situação de total abandono da cidade do Rio é a colocação de divisórias nos bancos das praças para, vejam só, evitar que mendigos durmam ali.

Segundo Eduardo Paes, o prefeito, "A gente já colocou divisórias nos bancos das praças para o pessoal não dormir porque isso aqui não é cama, é para as pessoas virem sentar e contemplar a cidade mais maravilhosa do mundo".

Lindo! Fantástico!

As ruas mal iluminadas e perigosas do Rio agora tem bancos com divisórias pra não deitar nenhum mendigo! Só a família que, a meia noite, gosta de dar uma passeio nos parques lotados e securíssimos do Rio (sim, foi ironia)!

Se jánão bastasse o "choque de ordem" da prefeitura (que o JB cosntantemente monitora e denuncia, nesto ponto fazem um excelente trabalho), que se limita a expulsar os pobres, mendigos e correlatos das ruas de alguns bairros para outros, tirando o problema de um bairro e passando para o vizinho pois, expulsar sem projeto, não muda nada, agora os mendigos sequer tem onde dormir.

Vale a pena ler as críticas das várias associações à novidade:

"A medida, porém, causou revolta em entidades ligadas aos direitos humanos e à ressocialização de moradores de rua, como a Fundação São Martinho, que tem um prédio na Lapa, perto da Praça Paris. Rafael Senna, assistente social da fundação, acredita que a medida servirá apenas para maquiar o problema social.

– A divisória mostra a que veio o novo governo, excluindo ainda mais os excluídos – criticou. – O governo tira os pobres da rua para dar a sensação de ordenamento urbano a fim de agradar a alguns setores da sociedade. Mas nada mais faz do que maquiar o problema.

Diretor da Associação de Moradores do Centro, Fernando Bandeira faz coro:

– É uma grande bobagem, a prefeitura deveria é colocar guardas à noite e melhorar a iluminação – acusou. – É uma medida discriminatória.

Já a vice-presidente da Associação de Moradores e Amigos de Laranjeiras, Maria da Glória Figueiredo Souza, foi sucinta:

– Ninguém escolhe dormir em banco de praça – atacou. – A mendicância é um problema social que não se resolverá com essa medida." Via JB

Basicamente, a prefeitura, até hoje, se limitou a tomar medidas cosméticas e de higienização social, expulsando os moradores em situação de rua das praças e os marginalizando ainda mais!

Em momento algum buscou-se atacar as causas que levam estas pobres almas às ruas, não se discutiu qualquer proposta para amenizar a situação destas pessoas e, olhando por outro lado ou pelo outro lado, também não foi dada qualquer solução apra a questão da péssima iluminação e insegurança das praças e vias públicas do Rio.

O problema é a insegurança, a falta de policiamento (como se policiamento, tamanha a corrupção e o envolvimento com o tráfico destes, não fosse em si um problema imenso) em qualquer hora do dia - da última vez que estive no Rio, caminhei por todo o centro e raramente vi qualquer tipo de patrulha, base móvel ou policiamento sério, exceto sob os Arcos da Lapa mas, mesmo ali, os policiais mais se preocupavam em conversar que em patrulhar -, é a falta de iluminação, falta de infra-estrutura urbana e, acima de tudo, falta de respeito e comprometimento com quem vive na rua que, salvo raríssimos casos, não escolheu estar nesta situação.

Para estes, vale a mão de ferro, a expulsão e a exclusão maior ainda.

Aqui em São Paulo não é muito diferente, Kassab, prefeito de sampa, ainda não teve a brilhante idéia de negar aos mendigos até os bancos para dormir, mas sua higienização do centro, com a demolição de prédios populares como o Mercúrio e São Vito - e consequente expulsão destes moradores ou para a rua ou para bairros extremamente periféricos, agravando ainda mais a situação de completo abandono da população carente na cidade.

Curiosamente - e desgraçadamente - a expulsão dessa população para periferias agrava ainda mais o trânsito caótico de São Paulo. Um efeito colateral óbivo e nefasto.

Além da demolição destes prédios para a construção de praças (olha aí a oportunidade de colocar bancos anti-mendigos!), há o fechamento de albergues, patrocinado pela prefeitura, jogando a população atendida nas ruas.

Moro na Praça Roosevelt, bem no centro de São Paulo e nos fins de semana é impressionante a quantidade de mendigos que ficam na esquina, na Ipiranga, na Consolação... E durante todos os outros dias é imensa a quantidade de mendigos nas ruas. A situação ficou MUITO pior com as políticas de higienização do centro.

Esta semana, outra novidade, centenas de comerciantes da região de Santa Ifigênia, no centro, protestaram contra sua provável expulsão do centro pela prefeitura, que demolirá suas lojas e desapropriará seus terrenos e entregará tudo à iniciativa privada em um processo de concessão urbanística à iniciativa privada, um absurdo!

Na Zona Sul (extremo sul) de São Paulo, na Comunidade Parque Cocaia I, está havendo um despejo criminosos dos moradores, com direito à intimidação e muita truculência. A população, já extremamente pobre, está vendo suas casas serem demolidas, muitas com os pertences ainda dentro!

Existe muito mais atrocidades como estas sendo cometidas todos os dias contra a população mais pobre das duas maiores cidades do país, mas seria impossível analisar todos os pontos dos vários absurdos propostos pela prefeitura de São Paulo, assim como pela do Rio.

Fica a questão, até onde ou onde querem chegar os prefeitos? Qual será o próximo passo de higienização?

Mas atacar os reais problemas da cidade?

Nem pensar!
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quinta-feira, 19 de março de 2009

Torturas e Espanha

Scheinin aborda novamente a tortura no Estado espanhol


O Relator da ONU Martin Scheinin defende que as denúncias de tortura têm de ser resolvidas antes de os detidos serem julgados. Insiste ainda, numa entrevista concedida ao diário Berria, que a kale borroka ou as actividades políticas não devem ser consideradas “terrorismo”.

“De cada vez que uma denúncia de tortura surja pelo meio, o julgamento deverá ser adiado até que seja esclarecida”. Essa é a opinião do Relator Especial da ONU para a Promoção e Protecção dos Direitos Humanos na Luta contra o Terrorismo, Martin Scheinin, que, numa entrevista concedida ontem ao Berria, afirmava serem muito poucas as denúncias de tortura que se investigam e julgam no Estado espanhol. Scheinin mostrou-se também contrário a que a denúncia de tortura e o delito se investiguem paralelamente e em tribunais diferentes.

Scheinin tornou público há algumas semanas um relatório no qual patenteia a sua preocupação pela aplicação do regime de incomunicação, pelo carácter extensivo do conceito de “terrorismo” e a aplicação da Lei de Partidos.

Na entrevista, o Relator da ONU assegura que perseguir os mesmos objectivos políticos que a ETA “não deveria ser delito, nem justificação para ilegalizar uma formação política”. Refere também que definir o “terrorismo” com base em critérios políticos “levaria a que qualquer formação que trabalhe contra o Governo pudesse ser considerada terrorista”.

Na sua opinião, esse conceito “encontra-se bem enquadrado na legislação espanhola, mas não assim na prática”. Opina que delitos que não têm nada a ver com “terrorismo” são julgados com base nesta legislação, e recorda que é isso que acontece sistematicamente com as acusações de kale borroka. Scheinin refere que esta prática corresponde a “uma forma de violência, mas não a terrorismo”, e realça que se trata de “duas coisas bem diferentes”.

O Relator da ONU também alerta para a Lei de Partidos, que, em seu entender, “poderia ser utilizada contra a liberdade de expressão”, e insiste na sua “falta de claridade”. Deste modo, afirma que, “para o seu gosto”, a norma implementada pelo PSOE e o PP “vai demasiado longe”.

A atitude do Estado espanhol relativamente a temas como o regime de incomunicação é, na perspectiva de Scheinin, “muito mais perigosa do que a da maioria dos estados europeus”. E afirma que o Estado espanhol possui “demasiadas medidas restritivas e instituições que não têm lugar em democracia”.

Durante a entrevista, o Relator também critica a função da Audiência Nacional espanhola, que conta com “demasiadas competências e demasiado controlo”.

Fonte: kaosenlared e ASEH

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Resumindo: O Estado Espanhol tortura Bascos.

O Estado Espanhol ilegaliza formações políticas sob falsas acusações

O Estado Espanhol prende e acusa de terrorismo qualquer tipo de opositor político.

O Estado Espanhol é criminoso.

O Estado Espanhol tem o costume de deixar presos políticos incomunicados por dias, sem poder ter acesso a um advogado, sendo torturados e submetidos à todo tipo de interrogtatórios suspeitos.

Todo partido político que se reivindica Abertzale e não condena a ETA, é ilegalizado. Não condenar agora é motivo para ilegalização e para ser considerado criminoso.

Os partidos D3M (Democracia 3 Milhões) e Askatasuna (Liberdade) foram ilegalizados e proibidos de concorrer nas últimas eleições Bascas de primeiro de março porque, dentre outras acusações, são nacionalistas. Não condenam a ETA.

No caso da Askatauna a coisa tomou proporções ridículas. O processo não soube diferenciar o partido Askatasuna da organização de defesa de presos políticos de mesmo nome, já ilegalizada. Erroneamente - ou de má fé - "confundiu" aas organizações.

Outra pérola é a acusação de que a ETA, através de um Zutabe (informe político da organização), teria comentado da importância de estar presente nos comícios... Tal Zutabe nunca foi encontrado ou apresentado pela acusação!

Por fim, das acusações mais esdrúxulas está a de que membros dos partidos, há mais de 20 anos, teriam ido visitar presos políticos ligados à ETA em prisões.

Há mais de 20 anos! Ou, pior, que neste meio tempo teriam participado de manifestações políticas pela independência de Euskal Herria!

Oras, participar de protestos é crime?

Enfim, o Estado Espanhol não é democrático, age como um Estado terrorista, que tortura e mata cidadãos de Euskal Herria todos os dias e os proíbe de ter qualquer voz política e se manifestar livremente por seu direito a autodeterminação.
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Madagascar... Complicou!


Pelo visto a tomada de poder de Rajoelina não será tão fácil quanto ele esperava...

O grupo dos países do Sul da África lançou comunicado afirmando que não irá reconehcer o novo governo.

"SADC does not and cannot recognise Mr Rajoelina as president ... because his appointment not only violates the constitution of Madagascar and democratic principles, but violates the core principles and Treaty of SADC, the African Union and the United Nations Charters,"

E a coisa pode ficar ainda pior, a Zâmbia pede que Madagascar seja suspensa do grupo e tanto a ONU quanto a União Africana demonstram preocupação com a atual situação do país.

"Though Madagascar's Constitutional Court has endorsed Rajoelina's takeover, various world bodies including the AU and U.N. have expressed concern at the change in leadership without a vote. Zambia wants Madagascar suspended from the SADC and AU."

Curioso é que a França, antiga metrópole, se mantém calada até agora. Segundo a reuters, provavelmente deu apoio ao golep e preferiu fingir que não sabe de nada.

Mas a notícia engraçada do dia fica por conta dos EUA que afirmam que a mudança de poder em Madagascar foi "antidemocrática".

Não dá pra discordar desta afirmação, afinal, foi um Golpe de Estado, um golpe militar que depôs o presidente legalmente eleito e colocou seu inimigo político que, além de tudo, tem 6 anos a menos do que a Constituição permite para ser presidente.

Mas é engraçado que logo os EUA venham fala de democracia ou de tomada de poder antidemocrática.

Só para enumerar alguns fatos:

Vietnã (anos 50, 60 e 70)
Granada (1982)
Guatemala (anos 60, 70, 80 e 90)
El salvador (anos 80 e 90)
Nicarágua (séc. XIX e séc XX, até os anos 90)
Iraque (2003-hoje)
Apoio à Israel e não-reconehcimento da vitória eleitoral do Hamas
Apoio às ditaduras do Chile, Argentina, Brasil e Uruguai (anos 60-80)

Dentre outros episódios que ilustram o comprometimento dos EUA com a democracia e quão risível é ver a palavra "antidemocrática" sair da Casa Branca.

Uma coisa é certa, os EUA nãovão cortar relações, diminuir ajuda ou coisa do tipo. Só queriam mostrar que estão vendo o que acontece no mundo e que, talvez, dessa vez, não foram eles quem apoiaram ou tramara o golpe.

Milagre!
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Israel mata ou "Israel vai investigar denúncias de abuso em Gaza"

Guerra, morte e sujeira são sempre sinônimos. E nunca demora muito após um conflito como o da Faixa de Gaza, em janeiro passado, para que os detalhes mais desumanos de um combate venham à tona.

"Vou contar a vocês uma história característica. Um dos nossos comandantes, líder de uma companhia, viu alguém. Uma senhora passando por um corredor, numa longa distância, mas uma distância capaz de atingir e eliminar o alvo identificado. Se ela era suspeita, se não era, não sei qual era sua história... O que ele fez foi mandar que um grupo subisse ao telhado e que, juntos, "acabassem com ela". Essa descrição me fez sentir como num assassinato a sangue frio".

A história, publicada originalmente aqui, está causando uma verdadeira tempestade no país desde ontem. As palavras duras são do soldado Aviv (nome fictício), que participou do combate no território palestino. Denúncias como essa surgiram no mês passado durante um congresso realizado para discutir as ações do Exército durante a guerra. Várias acusações de matança indiscriminada de civis e destruição de propriedade privada surgiram entre os alunos da academia militar Oranim.

As denúncias foram feitas por pilotos de combate e soldados da infantaria, como podem ler aqui (em inglês), e contrariam todas as alegações das Forças de Defesa de Israel de que suas tropas seguiram à risca altas normas de comportamento e boa conduta durante as três semanas de ofensiva à Faixa de Gaza.

"Havia uma casa com uma família dentro. Nos os colocamos num quarto e, mais tarde, deixamos a residência. Um outro destacamento ocupou a casa e uns dias depois, havia uma ordem para libertar os membros da família. Havíamos criado uma posição no segundo andar e havia também um posto para atiradores de elite no telhado. O comandante do destacamento deixou que os palestinos fossem embora e disse a eles para seguir à direita. A mãe e duas crianças não compreenderam e viraram à esquerda. Esqueceram de avisar ao atirador que estava no telhado que as tropas haviam lhes dado permissão para sair, que estava tudo ok, que não deveria abrir fogo.


Pichação em hebraico numa casa palestina em Zaitoun.
"Morte aos árabes. Givati (uma unidade do Exército)". Foto: Associated Press

E ele... Fez o que deveria fazer, como se estivesse apenas cumprindo ordens. O atirador viu a mulher e as crianças se aproximando, chegando perto da linha imaginária que ninguém deveria ultrapassar e abriu fogo direto. E matou-os. Não acho que ele tenha se sentido tão mal com isso depois. Apesar de tudo, ele estava seguro de que estava apenas cumprindo as ordens de seus comandantes. O clima, do que eu entendi depois de conversar com vários soldados... Não sei explicar... As vidas dos palestinos, digamos assim, têm muito menos importância que as vidas de nossos soldados. Eles acreditam que podem justificar seus atos assim".

Os depoimentos abriram mais um crise na alta cúpula do Exército. Pressionado, o procurador-geral da IDF, brigadeiro-general Avichai Mandelblit, determinou a abertura de uma investigação sobre o ocorrido. Há algumas semanas, Danny Zamir, diretor do centro de preparação "Rabin", onde estudaram os soldados, enviou uma carta ao alto escalão do Exército dando conta das denúncias duras e das queixas feitas pelos militares durante a operação "Chumbo Fundido" na Faixa de Gaza. Somente depois de discutido, o assunto foi levado à Procuradoria-Geral militar.

Analistas locais acreditam que a divulgação do caso é apenas um "mea culpa" da forças armadas visando abrandar a opinião pública internacional frente às dezenas de investigações independentes internacionais realizadas sobre os combates na Faixa de Gaza. É esperar para ver.

A palavra do dia em hebraico é "bushá". (בושה) Em bom português, "vergonha".


Fonte: O Outro Lado da Terra Santa (O Globo Blogs)


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Nada que ninguém já não soubesse.


O Exército de Israel mata, tortura, destrói e acaba com a Palestina.


A novidade é a declaração de que o Exército irá investigar alguma coisa.


Alguém acredita?


Não eu.


Em meio ao isolamento imposto pela Comunidade internacional (nome tremendamente ridículo e impreciso, de "comunidade" não temos nada), daos inúmeros protestos pelo mundo, ao boicote imposto aos produtos israelenses por milhares de pessoas pelo mundo e ao ódio de Palestinos, Árabes e qualquer outro ser pensante, Israel tenta fazer, como dizem os analistas do texto acima, uma "mea culpa".

Não serve.

Se, por algum milagre, alguém for preso por ter cometido algum abuso contra os Palestinos - dos inúmeros só nesta última "guerra" - com certeza será algum soldado raso selecionado por não ter os contatos necessários para escapar.


Sharon foi preso pelo massacre de Sabra e Shatila? Algum "grande" foi preso ou sequer relegado ao ostracismo pelas constantes invasões à Faixa de Gaza, pelo cerco criminoso?


Alguém foi condenado por ter transformado Gaza em um Campo de Concentração?


Não.


E nem vai ser enquanto Israel não for colocada em seu lugar, punida pela ONU, pela opinião Internacional, pela força das armas e por toda e qualquer maneira possível.


Continuando, segundo Richard Falk, Relator Especial da ONU para Direitos Humanos na Palestina, Israel cometeu um "crime de guerra de grande magnitude sob o direito internacional" ao não distinguir entre alvos civis e militares - o que manda a convenção de Genebra - e por ter, então, lançado ataques sem a possiblidade de não atingir civis.


"De acordo com Falk, o bloqueio da Faixa de Gaza, ainda parcialmente em vigor, também viola as Convenções de Genebra, o que indica outro crime de guerra, além de possíveis crimes contra a humanidade.

A ofensiva militar não foi legalmente justificada e pode representar "um crime contra a paz", conceito estabelecido nos julgamentos de autoridades nazistas pelos tribunais de Nuremberg, após a 2ª Guerra Mundial, de acordo com Falk, um professor norte-americano de Direito que atua como investigador independente do Conselho de Direitos Humanos.

O relator especial sugeriu ainda que o Conselho de Segurança da ONU poderia criar um tribunal penal especial para estabelecer as responsabilidades pelos crimes de guerra em Gaza, e lembrou que Israel não assinou os estatutos de Roma, que criaram o Tribunal Penal Internacional, em Haya."

Via JB Online


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"Jeografya vrazileña"

Maravilha, somos motivo de piada até no Chile!

Tudo graças ao nosso maravilhoso governador Tucano, José Serra!

"Jeografya vrazileña"

Más que fe de erratas, la Secretaría de Educación del estado de Sao Paulo, Brasil, debería enviar una "fe de horrores" para aclarar los groseros errores contenidos en un texto escolar, distribuido en forma gratuita en la red pública de colegios paulistas.

Los autores del libro -destinados a alumnos de 12 y 13 años- decidieron rehacer la labor de Simón Bolivar y, simplemente, renovar los actuales límites de Sudamérica. Así, decidieron realizar un enroque entre Uruguay y Paraguay quedando este último con salida al Atlántico. Además, crearon un segundo Paraguay y lo instalaron en la parte sur de Bolivia, país que se redujo notoriamente y que, lamentablemente, ni siquiera en este entuerto le tocó alguna playita. Peor le fue a Ecuador que de un plumazo fue eliminado del mapa al igual que una parte de Colombia.

El periódico Folha de Sao Paulo informó que la Secretaría de Educación no cambiará el libro -también con numerosos errores de ortografía-, pues ya orientaron a los profesores para que expliquen las correcciones a sus alumnos.

La confección del texto estuvo a cargo de la Fundación Vanzolini, que se defendió señalando que el material fue elaborado por profesores de geografía propuestos por las autoridades educacionales de Sao Paulo. ¡Buena la caipiriña!

Via: La Nación

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Sionismo

" Israeli soldiers have described wanton killings of Palestinian civilians and destruction of property during the deadly 22-day Gaza war, according to a journal published on Thursday. One soldier spoke of an Israeli sharpshooter killing a Palestinian mother and her two children who had left their home on a path the troops had declared off-limits, according to the journal of the Yitzhak Rabin pre-military academy."

Via The Angry Arab
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Advogado de país fictício quer ser desembargador em São Paulo

O advogado Paulo Roberto Yung não se conforma com o fato de ter rejeitada sua inscrição para concorrer a uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo pelo quinto constitucional da OAB. O pedido foi negado pela Comissão de Inscrição do Quinto Constitucional da OAB-SP. O advogado recorreu. Ao analisar o caso, o conselheiro Horacio Bernardes Neto entendeu que o pedido de inscrição foi uma tentativa de achincalhe às referidas instituições, um desrespeito à profissão e a seu órgão de classe. (clique aqui para ler o voto do conselheiro)

Bernardes também votou no sentido de encaminhar o recurso ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB paulista para ver se o advogado agiu com falta de ética ao apresentar o pedido de inscrição. O conselheiro pediu, ainda, que o processo fosse encaminhado ao Ministério Público. Horacio Neto foi acompanhado pelos demais conselheiros da OAB-SP.

O motivo de tanta indignação foi o contrato de prestação de serviço apresentado pelo advogado como um dos requisitos exigidos pela OAB para se inscrever na lista que irá selecionar os seis candidatos à vaga de desembargador. O advogado levou à OAB um contrato de prestação de serviço e honorários advocatícios, de 1996, assinado pelo Consulado do Domínio de Melchizedek.

Horacio Neto foi procurar o que era o Domínio de Melchizedek na internet. Não gostou do que achou. Segundo o conselheiro, há um Estado chamado Domínio de Melchizedek. O conselheiro foi adiante. Procurou na lista de consulados oficiais instalados no Brasil, do Ministério das Relações Exteriores, se havia um do Domínio de Melchizedek. Não encontrou.

É bom que se informe a este Nobre Conselho que o Domínio de Melchizedek se apresenta em sua home page na internet (www.mechizedek.com) como um estado pós moderno, um estado na internet, de reconhecimento eclesiástico - não há notícias da igreja que o reconheceu, embora haja rumores não confirmados, também presentes na rede mundial de computadores http://desciclo.pedia.ws/wiki/Dom%C3%ADnio_de_Melchizedek de que teria ele sido criado para servir como paraíso fiscal por religiosos dissidentes de conhecida igreja brque requereu pequena área de terra a Antártida e que afirma administrar 500 acres de terra na ilha não povoada de Taongi, no longínquo Pacífico Norte! Para se solicitar cidadania e passaporte do Domínio de Melkizedek, basta clicar no ícone eletrônico correspondente a essa bizarra naturalização!, escreveu o conselheiro da OAB-SP. O conselheiro faz referência ao site "Desciclopedia", uma enciclopédia humorística que faz paródia da wikipedia. Suas informações são para divertir, não para serem levadas a sério e muito menos inserida num documento da natureza do que ele produziu para a OAB.

Para o conselheiro, o advogado postulante à vaga na lista que irá escolher o desembargador do TJ paulista instruiu o pedido com um único documento tosco, injurídico, imperfeito, quiçá fraudulento, formalizado por uma representação diplomática inexistente em nosso país, firmado por um cidadão estrangeiro, não regularmente identificado, que se auto intitula adido comercial de uma nação virtual sem representação no Brasil, por intermédio do qual qual fica o requerente nomeado advogado para assuntos inexistentes e impossíveis de se verificar e de se comprovar!.

O conselheiro da OAB-SP disse, ainda, que ao procurar no sistema processual do TJ paulista, não encontrou uma única ação em que o advogado defenda o consulado. A ConJur encontrou, no sistema de buscas, várias ações em que o advogado representa empresas em processos de execução e indenização, por exemplo, não só no Tribunal de Justiça de São Paulo, como nos Tribunais Superiores.

Direito de defesa

O advogado Paulo Roberto Yung afirmou à revista Consultor Jurídico que não foi dada a ele a oportunidade de prévio conhecimento da acusação. O advogado explicou que, embora o presidente da OAB-SP, Flávio D'Urso, tenha perguntado se ele queria se manifestar durante a sessão da seccional, foi pego de surpresa, pois esperava que no julgamento de seu recurso fosse deliberado se seria ou não deferido. Meu pedido era simples, afirmou.

Yung disse que vai provar que não houve fraude nenhuma. Ele disse que o ex-adido comercial que assinou o contrato na época já se prontificou a levar suas credenciais junto com documentos. Para Yung, se o consulado estava irregular, não era sua atribuição verificar quando o cliente o procurou.

O advogado espera que os conselheiros peçam desculpas pelas acusações e uma revisão do caso, com a apreciação da defesa e apresentação de documentos. Em nenhum momento, agredi ninguém. Nunca me neguei a prestar informações, disse. Ele entende que as pessoas não devam ser acusadas sem se ter certeza.

Já advoguei para desembargador do Tribunal de Justiça. Se isso não demonstra conhecimento técnico e responsabilidade, não sei o que demonstra, afirmou. Yung disse, ainda, que é ex-professor universitário e palestrante da própria OAB. Não ia jogar fora 22 anos de advocacia, utilizando de algo tão primário como um documento falso.


Via JusBrasil

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Fantástico!





Nani, impecável!

Isso me lembra (alguns) muçulmanos que costumam matar mulheres que foram estupradas, como se elas fossem as culpadas. E, se não me engano, foi Mswati III, Rei da Suazilândia, - ou talvez Jacob Zuma, sul-africano - que afirmou que as mulheres "pedem" para ser estupradas porque usar mini-saias.

Alguém me explica porque as mulheres são sempre vítimas, não importa a cultura?

E pensar que são elas que carregam os machistas no ventre!=/ Ironia, para dizer o mínimo.
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Jus Cerebri Electronici

Este conceito tem como base a idéia de que o servidor ou servidores que servem como base à atividade micronacional não estão sob jurisdição de país algum, de qualquer Estado Nacional e qualquer reclamação por parte de um Estado sobre um servidor baseado no local onde este se encontra ou foi fabricado é ilegítimo. Cesidio defende que, de acordo com a Convenção de Montevidéu, um Estado só assim o é caso tenha um território, desta forma, entidades não-territoriais ou Estados virtuais não são Estados de fato sob a luz da Convenção, logo, eles não são uma jurisdição, o local onde os poderes de um Estado poderiam intervir. Desta maneira, computadores, servidores e redes, como a Internet, não são jurisdições legais onde o poder do Estado possa intervir. (Referência).

Esta corrente defende que a Internet, as Águas Internacionais e o Espaço sideral são áreas que saem ou não pertencem à jurisdição de qualquer país e, nos EUA, tal visão é apoiada pela Suprema Corte no caso ACLU v. Reno. (Referência).

" 'the Internet connects over 159 countries and more than 109 million users,' American Civil Liberties Union v. Reno, 217 F.3d 162, 169 (3rd Cir. 1999), over whom the United States does not have sovereignty. Indeed, 'no single organization or entity controls the Internet' American Civil Liberties Union v. Reno, 929 F.Supp. 824, 838 (E.D.Pa.1996); American Civil Liberties Union v. Reno, 31 F.Supp.2d 473, 484 (E.D.Pa. 1999). The 'international' nature of the Internet results from the fact that activities which occur on it are not limited to a particular jurisdiction:

[T]he Internet 'negates geometry . . . it is fundamentally and profoundly anti-spatial. You cannot say where it is or describe its memorable shape and proportions or tell a stranger how to get there. But you can find things in it without knowing where they are. The [Internet] is ambient--nowhere in particular and everywhere at once.' "
(
Referência)

Tallini afirma que a Lei Romana (Jus Soli e Jus Sanguini) não se aplica à internet pois esta funciona baseada numa "Lei Maior", exercida pelo usuário/dono/programador do servidor, por sua mente (mind, no original) e esta não está sujeita à lei romana ou a qualquer ti pode controle estatal ou jurisdição.
Comum: Jus Soli > Jus Cerebri Electronici
Proposta de Tallini: Jus Cerebri Electronici > Jus Soli

Qualquer instrumento ou ambiente controlado e moldado pela mente humana, tais como a internet, clientes e servidores, não podem ser objetos de controle estatal ou jurisdição pois a mente humana não é passível de tais limitações, logo, Estados não-territoriais, encontrados na internet portanto, frutos da mente humana, não são passíveis de controle por parte de Estados territoriais - assim como pelas extensões da mente humana, como os computadores e servidores - e podem exercer sua soberania livremente sobre seus "territórios", no caso das micronações, territórios virtuais (ie.: Listas, sites, etc). (Referência)

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Isso é Sionismo

"From the beginning the Israeli military and illegal settlers alike used force to make room for more colonies in the area. Abu al-Aez recalled his family's flight in 1974 from the valley to the center of Aqraba on the mountain after the occupying Israeli army launched a rocket that hit their home: "Thirty dunums of land were stolen from us and now the settlers plant grapes there." According to official reports, last week the Israeli army issued orders to demolish six homes, their adjoining barns, one elementary school, and a mosque in the valley of Aqraba. However, families there say they suspect that up to 20 houses will be destroyed. On 26 March they are scheduled to have a hearing in an Israeli colonial court in Beit El, a settlement close to al-Bireh, to challenge this decision."

Via The Angry Arab
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Força simbólica do triunfo popular em El Salvador

Para completar meus raciocínios sobre El salvador nos últimos dias!=)
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Ricardo Zúniga García *

Adital -
Tradução: ADITAL


O desenlace do processo eleitoral salvadorenho visto a partir da história da América Central tem um profundo simbolismo. Vejamos:

1. É a primeira vez que El Salvador triunfa um governo com signo popular no menor país (21.000 km quadrados) e mais densamente povoado (7.000.000 habitantes) em terra firme americana.

2. As lutas salvadorenhas têm sido marcadas por reações extremamente violentas dos grupos hegemônicos. Em 1932, em uma insurreição camponesa demandando terra e trabalho, a oligarquia latifundiária salvadorenha, liderada pelo governo de turno, responde com uma repressão cruel e totalmente desproporcionada, assassinando a mais de trinta mil pessoas.
Para que se faça uma ideia do impacto desse massacre em termos humanos, devemos ver que, em 1932, El Salvador tinha aproximadamente um milhão de habitantes. Ou seja, que em um país de 100 milhões de habitantes como México, por exemplo, representaria a terrível soma de 3.200.000 pessoas assassinadas. Além do impacto numérico, a crueldade e o ódio classista sumário do massacre foram impressionantes. Nesse massacre foi assassinado o líder do movimento -Farabundo Martí-, que dá seu nome ao frente guerrilheiro que dirigiu a luta armada na década dos 80; representou a esquerda salvadorenha no processo de paz assinado em 1992; a partir daí, converteu-se em movimento e partido político; apresentou-se como alternativa popular em sucessivas eleições. Obtém uma bancada de deputados que vem crescendo desde 92 e agora chega a triunfar nas eleições presidenciais.

Quando foi assassinada praticamente toda a comunidade de jesuítas da universidade Centroamericana José Simeón Cañas (UCA), incluindo a Dona Elba Ramos e sua filha Celina, de 15 anos (novembro de 1989)(1), o Partido Arena já governava o país. É impossível que as autoridades supremas do país não tivessem tomado ciência de um ato de tão grande transcendência política, como o assassinato de pessoas com relevância e prestígio internacional, em uma área da cidade considerada estratégica e na qual somente se podia circular à noite com autorização especial do exército.
As investigações sobre o assassinato de Monsenhor Romero, por outro lado, apontaram o Major Roberto D’Aubuisson, fundador da Arena, como autor intelectual. Porém, mesmo com os resultados das investigações, foram eleitos em El Salvador quatro sucessivos presidentes, candidatos da Arena: Cristiani, Calderón Sol, Francisco Flores e Antonio Saca. Não deixa de ser paradoxal e de causar impacto que, mesmo exercendo a chantagem e agitando o medo, o Partido Arena, herdeiro de D’Abuisson, a quem jamais deslegitimaram, nem expulsaram, conseguisse eleger presidentes marcados pelo assassinato de Romero e por outros crimes horrendos (Sumpul, comunidade da UCA...), mundialmente conhecidos e condenados por governos, por instituições e personalidades.
Cortar esse ciclo de vergonha e tirar Arena do governo é efetivamente superar o doloroso paradoxo e expressa que o povo salvadorenho é hoje mais lúcido e claro do que nas eleições anteriores. Com a nova eleição, a maioria do povo está dizendo que já podemos resistir à chantagem de que eleger o FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional) é confrontar-se com os Estados Unidos, é colocar em perigo o envio dos dólares que os laboriosos migrantes salvadorenhos despacham para seus familiares a partir do Norte.

4. El Salvador é atualmente um dos países com maior índice de violência no continente, com 117 homicídios em cada 100.000; é, juntamente com a Guatemala, o país com maior inequidade, na desigual América Central. Podemos, portanto, ler o resultado da eleição do passado 15 de março de 2009 como expressão de uma vontade política de ir superando essa desigualdade e suas consequências. O presidente eleito, Mauricio Funes, expressou que seu governo deseja assumir como guia a opção pelos pobres, proclamada firme e incansavelmente por monsenhor Romero. Como sabemos, Mons. Romero foi muito concreto ao falar de uma opção pela causa dos pobres. E sublinhou que um povo para ser respeitado e levado em consideração deve ser organizado.

5. É também um dos países com maior número de migrantes em relação à sua população; existem cerca de 2.500.000 salvadorenhos no exterior. Possivelmente, por isso Romero tenha sido capaz de suscitar durante a década dos 80 um vigoroso movimento de solidariedade com o povo salvadorenho, que ainda se mantém vivo.
Que esse histórico 15 de março seja um estímulo para continuar avançando na luta pelos direitos humanos dos migrantes ameaçados por leis discriminatórias nos serviços de educação e saúde nos Estados Unidos, pela ‘Diretiva do Retorno’ na Europa e por uma xenofobia crescente em muitos países desenvolvidos. Seja também uma motivação para a revitalização de uma dinâmica solidária entre todos os povos latinoamericanos que estão avançando na conquista de uma melhor qualidade de vida para seus povos, por mais respeito à natureza ‘única casa comum’ e fonte de vida.
Que o espírito de Monsenhor Romero, que convocou à solidariedade mundial com os povos em luta na América Central nos anos 80 nos interpele, os latinoamericanos, a sermos mais solidários na dimensão Sul-Sul e que desafie os países do mundo economicamente desenvolvidos a realizar novas formas de solidariedade, respeitando a autonomia de povos empobrecidos e propiciando relações de intercâmbio justo.

6. El Salvador já tinha uma importante e vigorosa organização popular que já funcionava desde os anos 20 e 30 do passado século XX. Como em muitas partes da América latina, as organizações revolucionárias salvadorenhas têm sofrido divisões, sectarismo e atomização. A morte do poeta Roque Dalton (2) e da Comandante Ana María (3) são um exemplo disso. O triste papel de Joaquín Villalobos (4) também. Os resultados alcançados em 2009 manifestam um avanço na unidade e ao mesmo tempo são um convite para alcançar uma maior unidade político-organizativa em torno aos interesses populares.

7. El Salvador é a pátria de Monsenhor Óscar Arnulfo Romero, de muitos sacerdotes, pastores religiosos/as que anunciaram uma ‘boa-nova’ concreta para seu povo. É a pátria de milhares de mártires dirigentes sociais, comunitários, camponeses/as e populações pobres, caídos desde o massacre de 1932 até o massacre de Sumpul e o assassinato coletivo da comunidade de jesuítas da UCA. Por isso é um desafio para todos/as os/as cristãos que cremos no poder multiplicador da semente que cai na terra, apodrece e frutifica, a renovar nossa fé e esperança e buscar os caminhos, os meios e as formas para a construção de uma sociedade menos injusta, menos violenta, começando por nosso próprio entorno, no rumo dos valores do Reino anunciado por Jesus e recordado por Romero. É um desafio a todas as pessoas com sensibilidade social e humana a trabalhar pela plena conquista dos direitos humanos sociais e individuais, pela unidade dos povos latinoamericanos.

Notas:

(1) Massacre da UCA: Na madrugada do dia 16 de novembro de 1989, em plena ofensiva do então insurgente FMLN, vários soldados invadiram no campus da Universidade José Simeón Cañas (UCA) de El Salvador e mataram a sangue frio seis sacerdotes católicos jesuítas e as duas trabalhadoras da residência religiosa.
(2) Roque Dalton García (San Salvador, 14 de maio de 1935 - 10 de maio de 1975), foi um poeta e político revolucionário de El Salvador. Descrevia com crua realidade sobre a conformação social e econômica do país.
(3) Mélida Anaya Montes, guerrilheira salvadorenha conhecida como Comandante Ana María, foi morta no dia 6 de abril de 1983, aos 53 anos, na Nicarágua.
(4) Joaquín Villalobos: Fundador e máximo dirigente do Exército Revolucionário do Povo (ERP), uma das cinco organizações que conformavam em 1980 o FMLN. Continuou como membro do FMLN até 1994, em 1995 o abandonou para formar um novo partido de centro, Partido Democrata, que desapareceu em 1999. Atualmente, é um crítico aberto da esquerda salvadorenha e de todos os movimentos de esquerda de outros países latinoamericanos.


* Colaborador de Adital. Educador nicaragüense. Analista político.
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quarta-feira, 18 de março de 2009

Fisk e a extrema-direita em Israel

Avigdor Lieberman é a pior coisa que poderia acontecer ao Oriente Médio


18/3/2009, Robert Fisk, The Independent, UK

http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/fisk/robert-fisk-why-avigdor-lieberman-is-the-worst-thing-that-could-happen-to-the-middle-east-1647370.html

Apenas poucos dias depois de terem rugido, furiosos com os sucessos do lobby israelense que escalpelou o falante Charles Freeman e o despachou antes de assumir o cargo de Inteligência para o qual o governo Obama o convidara, os árabes agora têm de lidar com um ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel e seus – falemos francamente – comentários racistas sobre 'testes de lealdade' para os palestinos, introduzidos no novo governo de Netanyahu por um dos mais desagradáveis políticos de todo o Oriente Médio.

Os iraquianos produziram o odioso Saddam; os iranianos, o caricato Ahmadinejad – por motivos de sanidade, nem falo do grotesco ditador da Líbia. Agora, os israelenses trazem à cena um homem, Avigdor Lieberman, que supera os Sharons, até Ariel Sharon.

Alguns palestinos manifestaram um prazer cruel, porque, afinal, o Ocidente conhecerá "a verdadeira face" de Israel. Já ouvi essa há tempos – quando Sharon tornou-se primeiro-ministro – e o nonsense de sempre dizia que só um "extremista linha-dura" conseguiria negociar com os palestinos.

Esse tipo de auto-engano é uma doença no Oriente Médio. O fato é que o primeiro-ministro indicado de Israel já declarou, bem claramente, que não haverá Solução de Dois Estados; e já plantou uma árvore no Golan, para mostrar aos sírios que Israel não arredará pé de lá. Agora, traz para o governo um homem para o qual os árabes israelenses são cidadãos de segunda classe.

A primeira visita de Lieberman a Washington será imperdível. O AIPAC – que posa como lobby israelense, quando de fato trabalha para o Partido Likud – lutará por Lieberman, e Lady Hillary terá de sorrir para ele no Departamento de Estado. Sabe-se lá, talvez Lieberman sugira a Hillary que institua um teste de lealdade para as minorias nos EUA – o que implicará obrigar Barack a jurar fidelidade aos brancos. E a coisa por aí vai, sem fim.

No Egito, Avigdor Lieberman enfrentará briga mais dura. Hosni Mubarak é gentil com os norte-americanos, mas não esquece que Lieberman disse que o presidente do Egito tinha obrigação de visitar Israel "ou que fosse para o inferno". Lieberman ofendeu gravemente um homem que arriscou muito para manter a paz entre Israel e o Egito.

Os egípcios também sofreram o ultraje de ler nos jornais que Lieberman falara sobre afogar os palestinos no Mar Morto e sobre executar os palestinos-israelenses que se reunissem com o Hamás. Ontem à noite, um apoiador de Lieberman, entrevistado pela rede Al-Jazeera de televisão, descreveu o Hamás como "organização antissemita bárbara" – apesar dos vários altos oficiais do exército israelense que se reuniram com os supostos "bárbaros" antes e depois do acordo de Oslo.

Mas o fortalecimento desse governo extremista em Israel e a nenhuma resposta do governo Obama aos ditos apoiadores de Israel que destruíram a carreira de Freeman parecem ser notícias perigosas só para o Oriente Médio.

O jornal Arab News, de Jeddah, chamou o desastre de Freeman de "grave derrota para a política exterior dos EUA".

A imprensa árabe em geral, ao mesmo tempo em que enuncia as platitudes de sempre, tem dado destaque à resposta acovardada do secretário de imprensa de Obama, Robert Gibbs, ao ser perguntado por que Obama não se manifestara no caso Freeman. "Tenho observado com grande interesse o modo como as pessoas percebem coisas diferentes sobre nossa política e durante a campanha, sobre se estamos mais próximos de um grupo ou de outro. Não estamos preocupados com isso." Quando lhe pediram "respostas diretas", Gibbs disse: "Dei-lhes a resposta mais direta possível."

Foi quase tão engraçado quanto o The New York Times, semana passada, tentando explicar por que Lady Hillary mostrara tanto medo de ofender os israelenses durante o processo de formação do governo de Netanyahu, quando ela disse que a destruição de 1.000 casas de palestinos seria movimento que "não contribui".

O cuidado em relação ao Oriente Médio seria, explicou o NYT, "reflexo da paisagem traiçoeira no Oriente Médio, quando uma frase mal posta faz rufar penas também entre deputados e senadores nos EUA." Que as penas rufam, rufam – e quando Lieberman chegar por lá, veremos quais são as penas mais rufantes.

As mesmas penas rufantes, contudo, melhor fariam se se preocupassem com a linguagem incendiária de Avigdor Lieberman. Ele fala como um russo nacionalista, não como o israelense secular que diz ser.

Eu cobri os massacres da Bósnia no início dos anos 90s e sei ver que a linguagem de Lieberman – de execuções, afogamento, o inferno dos juramentos de lealdade – é idêntica à linguagem dos Mladic e Karadzic e Milosevic.

Lady Hillary e seu chefe deveriam ler alguma coisa sobre a guerra na ex-Ioguslávia, para conhecer melhor os tipos com os quais estão negociando. Responder que eles "não contribuem" jamais será resposta adequada.


Via Vi o Mundo

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Collor imperdível


Por Dacio Malta

O senador Fernando Collor é o entrevistado desta noite do programa 3 a 1, da TV Brasil, às 22 horas. Ele falará sobre os diversos momentos de sua carreira política. Com as pancadas que está levando da imprensa, o homem que disse ter “aquilo roxo” poderá explodir ou no mínimo se explicar.

Tem gente no PTB que sonha com a idéia de lançá-lo candidato à Presidente da República no próximo ano. Como tem seu mandato de senador, não tem nada a perder. Derrotado, voltaria para o Senado. Como Collor sempre teve voto nas camadas populares, os “descamisados” como ele os chamava, uma eventual candidatura sua prejudicaria Dilma Roussef.


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Deixa eu ver se entendi. O PTB, partido que não é conhecido por sua honestidade, vide seu ex-presidente e deputado cassado Roberto Jeferson (que não é honesto, é tão corrupto quanto os outros mensaleiros, a diferença é que ele denunciou o esquema, o que não o exime de culpa, como muitos acham), quer lançar Collor, o homem que confiscou nossas poupanças - que até hoje tem gente correndo atrás e banco não querendo pagar - como candidato à presidência do Brasil? A mesma da qual ele foi expulso em um impeachment histórico?


Só mesmo num país como o Brasil um corrupto "cassado" como Collor consegue se eleger Senador e, pior ainda, sonah em conseguir novamente a presidência!


Vale ainda analisar como jogam baixo os partidos para aparecer.

O PTB vai tentar de tudo para conseguir aparecer de novo, depois do mensalão, lançando alguém com um passado totalmente negro mas que consegue enganar uma boa quantidade de "descamisados" e, claro, outra "pá" de membros da elite interessados em ver o que sobra pra eles.


Quanto à tirar votos da Dilma, não me importa.

Eu não voto na Dilma não sujo minha mão votando no PT, jamais! Depois de tudo que fgizeram, de toda a enganação, traição, expulsão dos que defendiam o PT histórico, eu não voto. Mas tampouco voto em DEMOS, Tucanos e corjas do tipo.


Qualquer um que entrar, seja Serra/Aécio, seja Dilma, seja Collor (cof, cof) será péssimo para o país.

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Micronacionalismo versus MMORPGs e RPGs

Cabe, de início, definir MMORPGs (Massive Multiplayer Online Role-playing Games) como jogos de interpretação on-line, similares aos jogos de RPG (Role Playing Game), onde os indivíduos assumem personas, avatares ou personagens dentro de um “mundo sintético”, ou seja, “um ambiente expansivo, similar a um mundo, para um grande número de pessoas, feito por humanos, para humanos e mantido, gravado e renderizado por computadores” (Castronova, 2005).

Diferenciamos o Micronacionalismo de um simples jogo MMORPG ou RPG pelo primeiro não ser meramente “similar a um mundo” senão parte integrante deste mesmo mundo em que vivemos, em outras palavras, o micronacionalismo é parte de nossa realidade, sendo uma ampliação desta não se constituindo, portanto, em um mundo separado, similar ou parecido com o que vivemos.

Ainda que, segundo Rheingold (1998) o agrupamento de jogadores, por afinidade, acabe por criar relações de amizade e confiança ao participar em um dos mundos sintéticos de um jogo em particular, criando algo como uma proto-comunidade imaginada, Caillois (1958/2001) afirma ser o jogo uma atividade essencialmente “separada: circunscrita dentro de limites de tempo e espaço, previamente definidos e fixados”.

Não cabe aqui entrar no mérito de se jogos virtuais de estilo MMORPG ou RPGs podem ou não formar comunidades imaginadas e sim diferenciar estas do micronacionalismo onde os primeiros se baseiam em um espaço-tempo pré-determinado e delimitado, possuem um meio e fim claros, objetivos e regras imutáveis explícitos e conhecidos por todos ao adentrar na atividades (nos jogos) e todos os participantes passam a se relacionar utilizando artifícios tais como avatares e personagens, criando uma artificialidade que não existe no micronacionalismo que é um processo de criação cultural e social, de reprodução de relações sociais e não um jogo com regras imutáveis e leis pétreas mas uma construção diária.

Os jogos são meros intervalos, escapes da vida real, do dia-a-dia, meios de relaxamentos e nada mais, o micronacionalismo é um projeto de sociedade.

O micronacionalista não é um personagem, não vive em mundos fantásticos, não é um indivíduo que fantasia um personagem em um mundo paralelo e sim, enfim, um indivíduo real que se reifica, se reterritorializa na internet, em uma comunidade virtual sem, porém, deixar de ser - em ambas as realidades – o mesmo ou ele mesmo.

Em casos extremos, os jogos de RPG possuem um mestre que comanda o jogo ditando suas regras, sua história inicial e todo o desenrolar desta, para personagens criados pelos indivíduos participantes, com características normalmente sobre-humanas, em um mundo fantástico e sem qualquer relação com o “real”, de fato, completamente desconectados – alienados – da realidade.

Os jogos MMORPG e RPG são, invariavelmente, criados como um universo pronto, com regras pré-definidas que devem ser cegamente seguidas por todos os participantes. A história e o enredo são igualmente pré-definidos e em alguns casos há um mestre único que comanda a história e o desenvolvimento da história. Busca-se, nestes jogos, interação social (Castronova, 2005), porém esta tem por base a não-realidade, os personagens fictícios, e os objetivos dos jogos se resumem aos simplórios “ganhar”, “zerar”, “acumular” ou “ser melhor que o inimigo” enquanto o micronacionalismo se constrói diariamente, sem um fim último que não o de sua constante reprodução e continuidade.


Referências:
CAILLOIS, Roger. Man, play and games. Champaign, EUA: University of Illinois Press, 1958/2001.

CASTRONOVA, Edward. Synthetic Worlds: the business and culture of online games. Chicago: University of Chicago Press, 2005.

RHEINGOLD, Howard. The Virtual Community. [1998]. Disponível em: http://www.rheingold.com/vc/book/.
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Pirataria?

Imagine a seguinte cena: os funcionários da APCM vêem um link no 4Shared com conteúdo musical para baixar e logo pensam em retira-lo do ar para poder satisfazer os cada vez mais pobres, mas ainda nervosos, donos de gravadoras. Eles enviam uma correspondência/ intimação/ ameaça para o 4Shared com o intuito de pedir para que o link seja retirado do ar, afinal, isso é pirataria e o mundo NÃO pode baixar NADA sem autorização deles.

Tirando o fato de que eles não têm qualquer poder para pedir que qualquer coisa saia do ar, tá tudo normal, isso acontece (com mais frequência do que gostaria). Só tem um problema nessa história: a banda não tem qualquer vínculo com gravadora nenhuma, e muito menos pediu ajuda para a APCM, além dos próprios integrantes da banda terem colocado o álbum para baixar. Trata-se da banda Lagartos de Saturno, que o nosso amigo blogueiro André Pacheco, do Vestiário, está ajudando a divulgar.

Ao receber um e-mail do 4Shared avisando que o link seria removido, o Pacheco foi dar uma olhada e se deparou com a mensagem abaixo:

This file is no longer available because of claim by APCM - Associação Anti-Pirataria Cinema e Música.

Ele não perdeu tempo e mandou logo uma réplica das mais potentes, que eles, com certeza, jamais irão responder:

Sem querer parecer grosso, mas já sendo: Vocês têm merda na cabeça? Eu postei um link no 4Shared para o EP de uma banda independente e o download foi retirado do ar. A justificativa do 4Shared é que vocês clamaram que este arquivo ia contra as leis de direitos autorais. Te dou o link? Aqui, ó:

http://www.4shared.com/file/88876793/876c2a70/2008_Lagartos_de_Saturno_EP.html

Só tem um problema. Eu estou fazendo a divulgação dessa banda, e tenho autorização deles para postar o material. Vocês estão tão afoitos em querer mostrar serviço que saem atirando pra tudo quanto é lado? É uma vibe do tipo é mp3 é crime? Desde quando vocês são donos de todas as obras CULTURAIS feitas no Brasil?

Faça-me o favor. Depois não reclamem quando pedirem falência. Faliu não porque as pessoas baixam músicas, mas porque vocês são burros mesmo.

Agora eu pergunto: quem vocês apoiariam ou apoiam? Nerds que disponibilizam suas músicas online pelo simples desejo de compartilhar (90% de quem disponibiliza alguma coisa na internet, não ganha um centavo com ela), ou tubarões que somente querem seu dinheiro e não estão nem aí para arte? Coloque no caldo o fato deles invadirem propriedade alheia, mentirem, espionarem fóruns, e nem saberem o que combatem. Sim, além do fato de serem criminosos, são estúpidos.

É como eu disse ontem: virei pirateiro, não vou financiar quem se acha dono da internet!

Via Vestiário

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Comentário pessoal?


A coisa está passando dos limites.


As gravadoras estão já abusando além do aceitável do que elas poderiam até reclamar, se é que alguém pode dar qualquer razão à uma indústria que ao invés de se modernizar, luta contra os que querem.


Absurdo é pouco. Daqui ha pouco as gravadoras vão tornar a posse de um mp3, não importa qual ou de onde, crome.


Eu tenho milhares de mp3 comigo de bandas independentes, a maioria peguei de membros das próprias bandas e outra grande parte eu comprei o CD da banda depois de conehcer o som pela internet.


A "industria" vai proibir isso também? Minha liberdade de ouvir musica, a liberdade da banda ou do cantor/cantora de divulgar seu trabalho?


Patético!


O download de MP3's é real, impossível retroceder, impossível controlar.


Aliás, existe um teórico que trata da questão da internet ser um espaço fora do controle estatal, a parte. Procurem por Cesidio Tallini e a Cesidian Law, especialmente a parte sobre Jus cerebri electronici.


Dando um resumo, este dispositivo defende, juridicamente, que a internet não é e nem pode fazer parte da jurisdição de qualquer país, de qualquer Estado. Nem a internet, nem os servidores ou os computadores.


Fica a dica.


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Finalmente!

"Oficializa-se o senhor Carlos Mauricio Funes Cartagena como presidente da República"

Agora é oficial, a FMLN chega ao poder!
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Alguém entende a Telefónica?

Quem já teve que resolver algum problema, qualquer um, com a Telefónica, sabe porque ela é campeã de reclamações há anos.

Eu assino Speedy e Telefónica TV Digital, além do telefone fixo, ou seja, o Pacote Trio.

Eu deveria pagar R$249,90 mas estou pagando, desde que assinei, R$297,59, ou seja, quase 50 reais a mais!

Dia 04/03 entrei em contato com a telefónica e meus problemas começaram.

Aogra, ao invés de discar um número para o serviço que você quer, vem uma voz irritante dizer que eles desenvolveram um sistema novo de reconhecimento de voz.

Uma serviço de m* se me permitem dizer.

Você não sabe o que dizer para, por exemplo, falar com o setor financeiro. tentei 7 vezes dizer "setor financeiro" ou "problema financeiro". Em TODAs as vezes o serviço "inteligente" me dizia que iria me transferir para a área de reparos!

Quando me cansei, resolvi falar "falar com um atendente" e a bendita voz continuava a me perguntar "ok, mas para saber pra que área transferir diga o problema" e a ladainha continuava.

Depois de quase 10 minutos venci, pelo cansaço, a maldita voz e fui transferido para um setor aleatório.

Que falta de respeito! Se era pra agilizar, piorou. E MUITO!

Ah, e quanto ao meu problema, não foi resolvido. A Telefónica sequer quis analisar.

Abri outro chamado e ficaram de me ligar amanhã.

Se não ligarem ou não resolverem, PROCON direto.

Quem me dera processar a voz!
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Livro lançado no Twitter: "Para entender a internet"

Do Blog Não Zero:


Mais um livro está saindo do forno. E, dessa vez, um livro 100% Web, integralmente disponibilizado em PDF e também por um site para leitores debaterem e conversarem entre si e com os autores sobre assuntos de interesse comum. O livro é uma coletânea e se chama Para entender a internet - Noções, práticas e desafios da comunicação em rede - ao lado, a capa. Participam 38 autores, todos eles protagonistas brasileiros em seus campos de atuação.

Apesar de terem sido produzidos pensando no leitor com pouca familiaridade com a Web, os textos vão além das simplificações e dos modismos para, ao mesmo tempo, ensinar e provocar. E os autores têm intimidade com o assunto para fazer isso. Por exemplo, Edney Souza, o Interney, um dos blogueiros mais conhecidos do Brasil hoje, é quem escreve sobre blog. Soninha Francine, vereadora, atual sub-prefeita em São Paulo, escreve sobre internet e lei eleitoral. Fábio Seixas, um dos brasileiros mais seguidos no Twitter, fez o texto sobre micro-blogging. Sérgio Amadeu, ativista combativo do software livre, escreve sobre pirataria online. Ronaldo Lemos, um dos ativistas brasileiros mais conhecidos e respeitados internacionalmente, explica o que é o Creative Commons. E por aí vai a lista.

Muitas pessoas ainda sentem que a tal revolução trazida pela Web é uma festa para a qual eles não foram convidados. Muitos professores de escolas públicas e privadas, empreendedores, executivos, comunicadores, administradores públicos e uma boa parte da sociedade civil não entendem o motivo de tanta euforia em relação à internet. Esse livro pretende ser um convite para que elas entrem e participem da festa.

Para chegar a essas pessoas sem contar com os meios tradicionais de divulgação e distribuição, o jeito é usar a rede. E é por isso o arquivo em PDF do livro tem menos de 1000k - para caber em uma mensagem de email - e é por isso também que o lançamento deste livro não será em uma livraria e nem em outro espaço físico, mas online, pelo Twitter.


O livro pode ser encontrado aqui!

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O papa e o novo genocídio

O papa recentemente afirmou que "[a Aids]é uma tragédia que não pode ser superada com o dinheiro e nem com a distribuição de preservativos, que podem aumentar os problemas'".

Perdeu uma grande chance de ficar calado. Uma das milhares que já perdeu.

A doutrina da igreja pode ser contrária à camisinha, ok, mas antes da doutrina da igreja vem a lei, a saúda, a decência.

A AIDS mata milhões por ano e falar besteiras como a AIDS só vai ser curada quando fhouver uma renovação moral na humanidade é o mesmo que condenar todos à morte porque a moral cristã, defendida pela igreja, não é respeitada sequer pelos seus padres pedófilos, que o diga pleos "reles mortais" que sobraram!

O Papa faria um grande favor à humanidade se calasse sua rica boca e se retirasse em seus palácios até sua morte. quanto menos ele fala, melhor fica o mundo.

O Papa recentemente esteve na África. Região onde a AIDS é uma verdadeira epidemia e, ao memso tmepo, onde o número de igrejas cristãs cresce exponencialmente. Ou seja, mais e mais AIDS enquanto a Igreja e demais seitas cristãs continuarem a defender o atraso e seus "dogmas".

Em um continente em que tribos acreditam que transar com virgens cura a AIDS, as declarações do Papa são ainda mais perigosas.

A Igreja, com o aumento da AIDS, está apenas criando seu genocídio particular, e deveria ser repsonsabilizada por cada caso da doença em paciente que não usou camisinha por ouvir as sandices papais.
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Continua o Genocídio Palestino

"Supremo israelense libera destruição de casa de palestino

JB Online

JERUSALÉM - De acordo com informações da agência EFE, a Corte Suprema israelense deu sinal verde, nesta quarta-feira, para o governo do país destruir a casa de um palestino residente em Jerusalém Oriental que matou três israelenses em um ataque com uma escavadeira antes de ser morto a tiros, em julho de 2008.

A destruição de casas de familiares de autores de atentados suicidas e outro tipo de ataques foi uma prática comumente utilizada por Israel, especialmente durante a Segunda Intifada. Em 2005, uma comissão militar israelense opinou que essa tática não servia como elemento dissuasório de eventuais ataques terroristas.

A Corte Suprema chegou a rejeitar um recurso contra esta decisão, feito por Taiser Duwiyat, pai de Hussam Duwiyat, o autor do ataque.

Taiser apelou à instância suprema da Justiça israelense no início deste ano, alegando que o filho não morava legalmente no imóvel. O pai também argumentou que não era responsável pelos atos do filho e que a destruição da casa seria um castigo desproporcional contra sua família."

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Continua o Genocídio Palestino.


Porque a família de um herói Palestino tem que sofrer a destruição de sua casa pelos atos cometidos por ele?


Por acaso o pai deste matou? Não. Porque deve perder a casa e ser condenado?


É este o modus operandi de Israel, punição coletiva aos Palestinos pelos atos de um ou outro. E o genocídio continua!


Os Palestinos continuam vivendo em Guetos, sem direitos, ameaçados, vivem em prisões a céu aberto, como Gaza e são constantemente presos, torturados e massacrados.


Israel é uma vergonha, uma mancha no mapa do Oriente Médio.

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Sudão, como sempre...

"'Nenhuma corte pode me tocar', diz presidente do Sudão"


O pior? Ele está certo.

Nenhuma corte vai tocá-lo enquanto EUA e China derem apoio a seu regime.

É lindo ouvir a Hillary falar que a situação em Darfur é horrenda, que há uma crise humanitária, que expulsar as ONG's internacionas expõe a população à um tremendo risco e outras obviedades.

O problema é que apenas ouvimos a Hillary falar. Ouvimos a ONU falar, ouvimos muitas coisas. A decisão do TPI contra Bashir do Sudão é louvável. Mas inócua.

Se ouvimos a representante da nação que pode tudo (ou diz poder), que invade países em permissão da ONU (Iraque) ou com permissão da ONU (Afeganistão), que possui bases em dezenas de países, o maior orçamento militar do mundo e etc, etc, etc, dizer que ""Que pressão se pode exercer sobre o presidente Bashir e o Governo de Cartum para que entendam que serão responsáveis por cada morte que ocorrer nesses campos (de refugiados)?"" então é porque os EUA realmente não tem interesse em fazer nada.

Lavaram as mãos. Ou pior, não vão permitir que nada seja feito, não vão desagradar os "amigos" Chineses no Conselho de Segurança.
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Madagascar, finalmentes....

"O novo presidente de Madagascar, Andry Rajoelina, celebrou sua ascensão ao poder e consolidou-se no cargo nesta quarta-feira (!8) depois de ter sido nomeado pelos militares, em um movimento que atropelou a Constituição da ilha do oceano Índico."

A constituição não proibia menores de 40 anos no cargo?

"A Alta Corte Constitucional de Madagascar (HCC, em francês) aprovou a designação de Rajoelina como "presidente de transição"."

Pelo visto o "jeitinho" não é só coisa de brasileiro...

"A União Africana exigiu na terça-feira que a Constituição fosse respeitada. Mas o fato de que as forças armadas se recusaram a tomar o poder, como Ravalomanana havia requisitado, significa que a entidade não deve classificar o que ocorreu no país como golpe, o que poderia levar à suspensão de Madagascar de seus quadros."

O "jeitinho" pelo visto, é amplamente usada em toda a África.


Vejamos os fatos. Rajoelina, o "presidente de transição" é "menor" se levado em conta a idade mínima para a presidência.

Não importa, a Corte de Madagascar (primos do Gilmar Mendes, talvez?) passou por cima do "problema" e empossou Rajoelina.

O ex-presidente, Rovalomanana sumiu - morto? - e dizem que renunciou.

Claro, sob a força das armas quem não renunciaria? Não temos mais Allendes hoje em dia que, pelo povo, morrem e não se entregam!

Coube aos militares golpistas, para dar um ar de legalidade, passar o poder a Rajoelina - não se sabe se independente ou títere dos militares - e, então escapar de qualquer pressão da União Africana.

O que houve foi um golpe. Reconhecido pelo Judiciário, fato, mas ainda assim um golpe ma,s por manobras espúrias, passa a ser visto como um movimento democrático, ao menos para a UA.

Longe de defender Rovalomanana, que não era - nem de longe - bonzinho, mas também longe de defender um golpe militar.
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Questão urbana.

Condomínio vira bairro privativo

Até 2011, SP ganhará mais 7 conjuntos ?quatro em um?, que unem residência, trabalho, lazer e comércio

Rodrigo Brancatelli

O slogan "VENHA MORAR SEM GRADES", estampado em letras maiúsculas num panfleto imobiliário, parece um tanto contraditório. A propaganda serve para vender um novo empreendimento de alto padrão na região do Campo Belo, na zona sul de São Paulo, com uma torre comercial, um minishopping center, um miniparque e três prédios residenciais - com apartamentos que de "mini" não têm nada. As grades, os muros altos e as câmeras de vigilância estão ali, demarcando a área de quase 40 mil m². Mas, com seis meses de anúncio, cerca de 70% das unidades já foram vendidas para paulistanos que pretendem morar, trabalhar e se divertir nesse bairro privativo.

Com a promessa de comodidade, qualidade de vida, tranquilidade e segurança, diversos empreendimentos "quatro em um" estão sendo erguidos atualmente em São Paulo, unindo num mesmo espaço moradia, trabalho, lazer e consumo. Até 2011, serão sete lançamentos, totalizando 490 mil m² de terreno e um valor geral de vendas na casa dos R$ 2,5 bilhões. E outros cinco estão sendo planejados por três incorporadoras. Se por um lado esses megaempreendimentos multifuncionais servem como alento ao trânsito, propondo um novo jeito de viver dentro da metrópole, muitos urbanistas torcem o nariz para o que consideram empobrecimento da questão urbana.

"É possível sim integrar esses projetos à cidade, mas não dá para fechar todas as portas, erguer muros de 7 metros e criar bairros fechados e autossuficientes", diz o arquiteto e urbanista Cândido Malta, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). "Os novos empreendimentos de uso mistos estão refletindo a insegurança social dos nossos tempos. É um exagero, uma paranoia."

Na cidade de 22 mil prédios residenciais, onde 5 milhões de pessoas moram em apartamentos, a escalada por novidades parece ser um fenômeno natural. O marco da vida entre muros em São Paulo foi a inauguração há cerca de três décadas dos residenciais de Alphaville, em Barueri, a 30 km da capital. Já os empreendimentos "quatro em um", que levam a ideia do isolamento à enésima potência, surgiram com o Parque Cidade Jardim, na zona sul, que contempla o Shopping Cidade Jardim, nove edifícios residenciais e três torres comerciais. Seis meses antes da entrega das chaves, 80% das unidades de alto padrão já haviam sido vendidas - com valores que iam de R$ 2 milhões no apartamento menor até os R$ 18 milhões da cobertura tríplex de 1,8 mil m².

"Não é só a comodidade de pegar um elevador para ir ao cinema ou tomar um sorvete e comprar um livro, mas a sensação de segurança também é muito maior", diz a empresária Lucia Barra, que está de malas prontas para mudar para um apartamento no complexo. "Nesses empreendimentos de uso misto, a família tem a loja do lado, pode montar o escritório ali, então é um conforto", completa Ubirajara Spessoto, diretor-geral da Cyrela em São Paulo, que planeja o lançamento de três projetos do mesmo tipo. "É uma coisa que veio para ficar."

O Parque Cidade Jardim teve como inspiração grandes empreendimentos ao redor do mundo, como o Time Warner Center, em Nova York, e o Bal Harbour Shops, em Miami - o primeiro foi lançado há cinco anos em Tóquio, chamado de Roppongi Hills, que reúne num só endereço escritórios, hotel, apartamentos, lojas, restaurantes e até um museu. "Em geral, sou favorável à mistura de usos em qualquer cidade, faz sentido que as pessoas morem perto de onde trabalham", diz o arquiteto e urbanista Jonas Rabinovitch, que há 15 anos trabalha em Nova York como coordenador de Desenvolvimento Urbano da Organização das Nações Unidas (ONU). "O problema é que a inserção de um prédio no seu entorno urbanístico é sempre uma questão importante para a cidade. Se o condomínio em questão significar a criação de um gueto físico, social e econômico, isso obviamente não pode ser bom para a cidade."

No encalço do Cidade Jardim, os novos empreendimentos só reforçam a ideia de um oásis dentro de uma cidade caótica. O Condomínio Paulistano, por exemplo, que se vende como "bairro privativo" dentro do Morumbi, na zona sul, terá casas, escritórios, lojas, prédios residenciais, praças e um clube esportivo completo num terreno de 155 mil m². No panfleto, lê-se: "Faz tempo que São Paulo não vê namoros na porta das casas, crianças brincando na rua, amigos sentados na calçada. Felizmente, as coisas mudam."

CASA, ESCOLA E LOJA

E a mesma incorporadora que fez o Parque Cidade Jardim agora prepara algo mais ambicioso no km 50 da Rodovia Castelo Branco, na altura de São Roque - numa área de 7 milhões de m², serão construídas casas, apartamentos e toda uma estrutura privativa com postos de saúde, escolas, universidades, igrejas e lojas para atender a população de quase 60 mil pessoas. "Aí não é nem um bairro privativo, é uma cidade fechada", diz o urbanista Cândido Malta. "Claro que com cada vez mais assaltos, com prédios sendo assaltados por quadrilhas, as pessoas começam a procurar esses empreendimentos. Mas é preciso ter um balanceamento. Antes de combater as grades, é preciso combater a insegurança."

NÚMEROS

70% das unidades de um empreendimento do gênero no Campo Belo foram vendidas em 6 meses

R$ 2,5 bilhões vão custar os 490 mil m² de condomínios de uso misto
previstos para serem abertos nos próximos 2 anos. Isso sem contar mais 5 conjuntos, que estão ainda em projeto


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Vamos por partes:

""VENHA MORAR SEM GRADES""

De início já é possível estranhar o slogan. Na verdade pode-se dizer que, "venha morar sem grades" entre você, seu trabalho e sua diversão (fútil) mas tudo em um espaço de 40 mil metros quadrados, de onde vocÊ não poderá/precisará sair.

E, completando, pode-se dizer que "venha morar sem grades" entre você e os de sua classe social, porque de outra classe só seus empregados e subalternos, o resto da pobretada não entra e, parafraseando Caco Antibes, você não terá que sentir cheio de pobre.

É realmente um absurdo... Me lembro daquela musica do Rappa "As grades do condomínio são pra trazer proteção/mas também trazem a dúvida se é você que está nessa prisão". Cabe como uma luva!

Nada contra a idéia do 4 em 1, não é ruim. A idéia de tornar o acesso mais fácil ao trabalho e ao lazer não é nova e não é ruim! O problema, lógico, é quando isso significa a criação de condomínios milionários onde só uma ínfima parcela da população terá condições de morar/trabalhar/trafegar e onde o grosso da população está totalmente excluída.

O problema é quando a facilidade de aproximar significa ao mesmo tempo afastar o resto, os "subalternos", a "classe inferior".

"É um exagero, uma paranoia" diz o professor.

Discordo. É higienização social, é exclusão social, preconceito, discriminação, conflito de classe.

Pode-se argumentar que a cidade é perigosa, que os ricos tem condições então querem proteger a si e aos seus filhos. Seria até aceitável se não fosse exatamente pelo descomprometimento desses ricos com o Social, com o resto da sociedade, que a situação chegou a este ponto. Com insegurança generalizada.

A solução deles é, ao invés de se mobilizar para mudar a situação, se trancam entre muros altos e deixam o resto da população agonizar. E muitas vezes nem os muros destes condomínios barram a violência e o crime. Traficantes de classe alta, bandidos ricos e etc são algo totalmente comum. Nenhuma classe está livre, não importa quão alto ergam muros para se "proteger".

"Se o condomínio em questão significar a criação de um gueto físico, social e econômico, isso obviamente não pode ser bom para a cidade."

E são exatamente o que significam. Guetos fechados, pontos de exclusão social, de limpeza social.

"Antes de combater as grades, é preciso combater a insegurança."

Nisso, os ricaços não pensam. Desde que estejam longe dos pobres, está ótimo para eles.
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Mais uma do Kassab...

Prefeitura de São Paulo atrasa verba, dizem ONGs

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Entidades de atendimento à população carente conveniadas com a Prefeitura afirmam que o repasse de verba para os projetos sociais está sendo feito com atraso e acusam a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social e vice-prefeita, Alda Marco Antonio, de não estar aberta à discussão. As ONGs divulgaram nos últimos dias uma carta aberta assinada por 20 entidades, que ao todo são responsáveis pelo atendimento de 200 mil pessoas ao mês. As organizações não descartam uma mobilização nos próximos dias.

Maria do Socorro Rodrigues dos Santos, do Clube de Mães do Parque Santa Rita, na zona leste, diz que o repasse de janeiro foi feito em 12 de março para dois convênios que atendem 240 jovens em liberdade assistida. Não há previsão para novos depósitos. ?Nós estamos sobrevivendo pela misericórdia de Deus, essa é a verdade?, afirma a coordenadora. Segundo ela, os funcionários estão descontentes e pedindo demissão, já que os salários também atrasam. ?Para prestar um bom atendimento é preciso funcionários motivados e como se faz isso sem dinheiro??, questiona.

A assessoria de imprensa da secretaria afirmou que os atrasos são decorrentes de ?problemas do sistema? no início do ano, mas que já estão sendo normalizados. A pasta afirmou que os demais repasses serão feitos na data correta e disse também que a secretária está aberta ao diálogo, bastando ser procurada. As informações são do Jornal da Tarde.

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É, os atrasos são "problemas no sistema"... Vai ver que a completa falta de preparação apra aguentar temporais também seja apenas um "problema no sistema",ou talvez a insegurança seja outro "problema no sistema"....

Mas, alguém já ouviu falar de um DEMO preocupado com questão social? Grande indicador, no caso de São Paulo, é o projeto Nova Luz... Os mendigos estão sendo expulsos do centro, famílias do São Vitto forma expulsas de casa, comerciantes da St. Ifigênia serão expulsos do bairro... Tudo para colocar mega empreendimentos no lugar, grandes empresas, grandes comércios e etc. Quem é pequeno, pobre ou correlato não tem vez.

É o modus operandi DEMO.

Aliás, li ainda agora algo que comprova o dito, Kassab investe mais em publicidade que em obras antienchente... Jura???
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terça-feira, 17 de março de 2009

El salvador, uma breve análise

A vitória da FMLN é emblemática.

A Onda Vermelha se espalha e parece que não há mais volta e em meio à crise mundial é mais um recado aos EUA e às potências, a de que é sim possível mudar e ir atrás de novas alternativas.

Espero, honestamente, que o Funes não siga o caminho de Lula e sim o modelo Chavista. Compactuar com a Direita não dá mais, não da forma que vemos no Brasil. Não precisa ser tão radical, mas também não precisa ser tão entreguista.

E, no fim, que não acabem como os sandinistas, que lutaram, lutaram, até que ganharam, mas expurgaram seus históricos e hoje fazem um governo vergonhoso que mancha a luta de Sandino.

Mas, voltando, será que a FMLN vai conseguir governar ou a direita vai se opor em bloco no legislativo ou vai partir, como na Bolívia, para a confrontação direta?

A luta não terminou, mal começou, em El salvador. Os índices sociais do país são vergonhosos, depois e 9 da noite a população sequer encontra transporte público, tamanha a violência e o medo. A população vive, em sua maioria, abaixo da linha de pobreza e o país foi vítima de políticas neoliberais e de oligarquias regionais desde o fim da Guerra Civil, em 1992.

Além de esperar para ver se a direita irá aceitar quieta e dócil a derrota, é preciso ver como será o governo da Frente no poder. Será que os líderes guerrilheiros estão preparados para assumir a responsabilidade de governar todo o país?

Espera-se que sim e que tanto a Venezuela quanto o Brasil, não importando para que lado a Frente caia, estejam prontos para cooperar e dar todo o apoio necessário.

Vale sempre lembrar que a mulher do Funes é brasileira e ligada ao PT, o que pode facilitar os contatos ainda que, é sempre bom lembrar, o Lula muitas vezes age como se não fosse do PT, como nos recentes episódios das eleições do Sarney e Collor. Em ambas, o Lula fez o que pôde para desbancar o PT e apoiar seus "aliados". Não cabe aqui comentar sobre a safadeza de tais atos.

Uma amiga minha, que morou em El salvador ano passado, escreveu um interessante artigo para uma revista Salvadorenha, a Contrapunto, sobre essa aproximação de El Salvador com o Brasil, vale a pena dar uma lida: http://archivo.contrapunto.com.sv/index.php?option=com_content&task=view&id=1379&Itemid=124&ed=52

Finalmente, temos que nos lembrar que a FMLN venceu por uma diferença mínima de votos, mal chegou a 3% e em um país fragmentado por lutas internas e por um passado de luta armada, esses mísreros 3% podem ainda causar inúmeros problemas.

Para começo de conversa o presidente do Supremo de lá se recusou a reconhecer o resultado antes do resultado final, como pode ser visto:

"Apesar dos números confirmarem a vitória de Funes, o presidente do Supremo Tribunal Federal de El Salvador, Walter Araujo, afirmou que ainda não vai proclamar o vencedor e disse que os resultados finais só serão anunciados no final desta semana. (http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/03/16/ult1859u778.jhtm)"

Se o Presidente do Supremo deles for igual ao nosso, então temos um grande problema!

Outras leituras recomendadas:

http://contrapunto.com.sv/index.php?option=com_content&view=article&id=228:mauricio-funes-primer-presidente-de-izquierda-en-el-salvador

http://contrapunto.com.sv/index.php?option=com_content&view=article&id=233:a-voto-limpio-la-ex-guerrilla-qtomaq-el-salvador&catid=46:elecciones-2009&Itemid=56

http://contrapunto.com.sv/index.php?option=com_content&view=article&id=229:festividad-elecciones-triunfo&catid=46:elecciones-2009&Itemid=56
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segunda-feira, 16 de março de 2009

La izquierda abertzale invita a todos los independentistas a buscar «una estrategia eficaz»

La izquierda abertzale proclamó ayer la necesidad de poner en marcha una «estrategia independentista eficaz» basada en sumar las fuerzas de quienes desde el campo político, sindical, social y popular estén dispuestos a unirse para abrir un proceso democrático que sitúe a los trabajadores en su eje. Para ello anunció que durante las próximas semanas su labor se centrará en contrastar sus análisis con otras fuerzas que también aspiren a construir un Estado.

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Iñaki IRIONDO | DONOSTIA

Una representación plural y aglutinadora de la izquierda abertzale compareció ayer públicamente para anunciar el inicio de contactos con otras formaciones políticas, sociales y sindicales que «creen en Euskal Herria y aspiran a la formación de un Estado», con el objetivo de sumar fuerzas en la concreción de «una estrategia independentista eficaz».

Este intento de unir esfuerzos tendría dos objetivos, según señaló Arnaldo Otegi que ejerció de portavoz. Por un lado, «abrir el proceso democrático que necesita Euskal Herria, para que por medio de la negociación y el acuerdo nos lleve a un escenario político en el que todos los proyectos políticos, incluido el independentista, no sólo sean defendibles sino que sean también alcanzables, sin más limitación que la voluntad popular expresada de forma libre, democrática y pacífica».

El otro objetivo, al que se dio especial importancia en estos tiempos de crisis, es el de «volver a situar a los trabajadores y a los sectores populares de este país en el centro de los intereses políticos, económicos y sociales en Euskal Herria». Según apuntó Otegi, la izquierda abertzale ha venido reivindicando históricamente que «la construcción de un Estado interesa fundamentalmente a las trabajadoras y los trabajadores».

Según quedó de manifiesto en la comparecencia pública de Donostia, la izquierda abertzale dedicará las próximas semanas a reunirse con otras fuerzas que apuestan por la creación de un Estado para contrastar posiciones e intercambiar análisis políticos sobre las fórmulas con las que se podría poner en marcha esa «estrategia independentista eficaz» que la izquierda abertzale considera necesaria poner en marcha.

Elecciones antidemocráticas

Arnaldo Otegi comenzó haciendo un análisis de la situación abierta tras las pasadas elecciones, pero más que en los debates de estos días sobre quién puede ser lehendakari o quién ha ganado y quién ha perdido, se fijó en un esquema general.

La primera constatación que la izquierda abertzale traslada -aun siendo consciente de que puede resultar repetitivo, según confesó el propio Otegi- es que las elecciones se han dado en un contexto antidemocrático, marcado por la exclusión de una parte del electorado. Subrayó que se trata de «un caso único en Europa», dado que no hay otro lugar en el que «las instituciones no respetan la voluntad popular ni son acordes a la representación popular».

Esto conduce a que los dos parlamentos de Hego Euskal Herria, tanto el de Iruñea como el de Gasteiz, «sean antidemocráticos» y fruto de la aplicación del apartheid político.

«Si antes teníamos un marco jurídico político agotado, ahora tenemos además dos parlamentos antidemocráticos que pretenden seguir gestionando un marco que carece ya de recorrido estratégico en Euskal Herria», insistió Arnaldo Otegi, que aclaró que la situación actual es la consecuencia lógica del proceso puesto en marcha hace treinta años.

En opinión de la izquierda abertzale, esta situación antidemocrática de Euskal Herria «sólo subraya la necesidad de un verdadero cambio político, pero para ello hay que poner en marcha una estrategia independentista eficaz».

La «base real» no cambia

A pesar de las lecturas que se están haciendo de los resultados electorales -que la izquierda abertzale definió como «una imagen creada artificialmente» al haberse trucado los comicios- lo que se constata es que «la base real», los denominados «factores estructurales», no cambian a pesar de que se quiera alterar la composición de las instituciones tanto de Nafarroa como de la CAV.

Arnaldo Otegi destacó que los resultados demuestran que sigue habiendo una mayoría electoral abertzale y también una mayoría que apuesta por el diálogo cómo fórmula de resolución del conflicto.

Según manifestó el portavoz independentista, a pesar de las circunstancias irregulares en las que van produciéndose las elecciones «existe una mayoría que es abertzale, que reclama el respeto a la nación vasca, que reclama el derecho de autodeterminación o el derecho a tomar en sus manos de manera pacífica y democrática las riendas de nuestro presente y futuro como pueblo».

Además, Otegi señaló que si existe una verdadera «reivindicación transversal» en el seno de la sociedad vasca es la que reclama «una salida democrática en base al diálogo, la negociación y al acuerdo». Se trata de una demanda que no es exclusiva de las formaciones abertzales y que está constatado, según la izquierda abertzale, que es mayoritaria en la sociedad.

Con estas premisas, la conclusión final es que «el conflicto sigue en sus mismos parámetros» y, por lo tanto, sigue siendo necesario darle una salida democrática.

Arnaldo Otegi reiteró la idea de que, viendo los resultados, «el Estado no tiene un conflicto con la izquierda abertzale o con una sigla concreta, sino con la mayoría de Euskal Herria».

«Somos muchos, seremos más»

La intervención de Arnaldo Otegi, aunque no se fijó en las tendencias electorales de cada formación, sí destacó que los re- sultados del voto anulado demostraron que la «izquierda abertzale tiene enraizamiento popular y capacidad de movilización. Somos muchos y seremos más», concluyó incidiendo nuevamente en la necesidad de articular «una estrategia independentista eficaz que dé un camino de expresión a esa mayoría social».

La comparecencia de la izquierda abertzale -a cuya conclusión no hubo turno de preguntas de los periodistas- le- vantó una gran expectación entre los medios de comunicación. Una decena de cámaras se situaron en la parte trasera de la sala de un hotel donostiarra donde se celebró, mientras los micrófonos se agolpaban en el centro de la mesa y algunos periodistas tuvieron que seguir la intervención de Arnaldo Otegi de pie o sentados en el suelo.

EL CONFLICTO NO VARÍA

Pese a que los resultados dan una composición trucada de las instituciones, los votos demuestran que sigue habiendo una mayoría abertzale y que también son mayoría los favorables a una solución democrática, dialogada y negociada.

«SANTOÑA POLÍTICO»

La izquierda abertzale reitera la definición de «Santoña político», en recuerdo de la claudicación de 1937 ante el levantamiento franquista, para el documento que 5 de marzo el EBB entregó al PSE ofreciéndole un Gobierno de coalición en Lakua.

DIFERENCIA PNV-EBB

Según el análisis del independentismo, aunque el EBB ha optado por darle la espalda a los principios de Lizarra-Garazi, entre los militantes y votantes del PNV son mayoría los que exigen respeto a la nación vasca y derecho a decidir.

«El PSE fracasará» con el cóctel de pacto unionista y represión

Al hilo de los movimientos que se han dado tras las elecciones del 1 de marzo, la izquierda abertzale dedicó dos reflexiones a las actuaciones de los dos partidos más votados. Del PSE dijo que va camino de firmar con el PP lo que Arnaldo Otegi definió como un «Lizarra constitucional», cuyo objetivo será el de neutralizar los avances surgidos del Acuerdo de Lizarra-Garazi. Y recordó, además, que aunque Patxi López llegue a Ajuria Enea «gobernará en contra de la mayoría del pueblo».

En opinión de la izquierda abertzale, la formación de un gobierno en base a un pacto unionista y en un contexto antidemocrático conllevará además una apuesta del PSE por la represión como forma de intentar «evitar el cambio» que necesita este pueblo.

Sin embargo, Arnaldo Otegi considera que esa estrategia del PSE está abocada al fracaso, porque «ése no es el camino» para la resolución del conflicto en Euskal Herria.

La izquierda abertzale también quiso llamar la atención sobre el hecho de que el PNV apenas hubiera tardado cinco días desde las elecciones del 1 de marzo para ofrecer una coalición de gobierno al PSE. El documento con la propuesta que los jeltzales entregaron al partido de Patxi López el jueves 5 de marzo en Sabin Etxea fue calificado como «Santoña político» por Arnaldo Otegi, retomando una expresión que la pasada semana ya utilizó Rafa Díez. El dirigente independentista aseguró que al escrito del PNV le faltaba un primer párrafo en el que pudiera leerse «cautivo y desarmado el Ejército rojo, la guerra ha concluido», rememorando el último parte de Guerra con el que el 1 de abril de 1939 Francisco Franco dio por finalizado y victorioso su levantamiento militar contra la legalidad republicana.

Al entender de la izquierda abertzale, el documento del PNV constituye la certificación por escrito de que la mayoría del EBB da la espalda a las bases que se pusieron en el Acuerdo de Lizarra-Garazi, deja de lado la reivindicación de crear un Estado vasco y «apuesta por ser una formación regionalista dentro del Estado español y de sus reglas de juego».

En cualquier caso, Arnaldo Otegi quiso dejar claro que «si bien es evidente que la mayoría del EBB apuesta por eso», la mayor parte de quienes han votado al PNV no tienen el mismo objetivo. La izquierda abertzale entiende que entre los votantes y también entre los militantes del PNV son más quienes creen en la necesidad de que se respete a la nación vasca y su derecho a decidir, y probablemente también son muchos los que apuestan por la creación de un Estado» propio, de manera libre y pacífica. I.I.


Desde Gara

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