sexta-feira, 3 de abril de 2009

Malditos Talebans?

Ao ler esta notícia qualquer um suporiase tratar de algo vindo do Talebã mas na verdade....

"Una nova llei afganesa legalitza violar la dona xiïta dins del matrimoni"

... Uma nova lei afegã legaliza a violação de mulheres xiitas dentro do matrimônio ...


E segue:

"L’Afganistan que presideix el prooccidental Hamid Karzai ha aprovat una llei segons la qual les dones xiïtes estan obligades a mantenir relacions sexuals amb el seu marit cada quatre dies, si aquest és el desig d’ell"

... O Afeganistão, presidido pelo pró-ocidental Hamid Karzai aprovou uma lei segundo a qual as mulheres xiitas estão obrigadas a manter relações sexuais com seu marido a cada 4 dias, se este for o desejo dele ...

Segundo a UNIFEM, a lei "legaliza o estupro".

Fontes: Time e MónDivers

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Não há sequer o que comentar... quando se trata dos direitos da mulher, pelo menos no Afeganistão, não se sabe se é pior um governo Talibã ou um governo "pró-ocidental".

Que as mulheres queiram usar burca ou não, queiram sair em fotos, retratos e na TV descobertas ou não ou ainda queiram ser independentes e etc é problema delas e de sua cultura e não cabe aos "ocidentais" ou ninguém mais criticar mas, legalizar o estupro, já é abuso demais dos limites de "respeito à cultura alheia".
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Procon e telefonia...

É um tanto quanto antiga a notícia, em 6 dias mais de 100 mil já se cadastraram.

Mas vale o post:

Procon abre inscrições de cadastro para bloqueio telemarketing

A Fundação Procon-SP disponibilizou nesta sexta-feira, 27 de março, canal em seu site para o consumidor se inscrever no Cadastro para Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing” , conforme estabelecido pela Lei 13.226/08, regulamentada pelo Decreto Estadual 53.921/08.
O consumidor já pode cadastrar, sem custo, números de telefones fixo ou móvel, do Estado de São Paulo, que estiverem em seu nome. Após 30 dias da inscrição, as empresas ficam proibidas de ligar, a não ser que tenham autorização por escrito (o padrão para essa autorização também está disponível no site).
“A legislação fortalece o poder de escolha do consumidor. Quem não deseja receber ofertas de produtos e serviços agora passa a ter a opção de não ser incomodado em seus telefones. Já quem gosta não precisa fazer o cadastro”, salienta o diretor-executivo da Fundação Procon-SP, Roberto Pfeiffer.
No espaço disponibilizado pela fundação, o consumidor (pessoa física ou jurídica) poderá, além de bloquear ou desbloquear linhas telefônicas, registrar reclamação contra alguma empresa que tenha desrespeitado o bloqueio. Nesse caso, as punições previstas são de acordo com o artigo 57 do Código de Defesa do Consumidor.
As empresas de telemarketing, por sua vez, terão um ícone para se cadastrar e, assim, poder consultar os números dos consumidores que não desejam receber ligações – os demais dados serão mantidos sob sigilo. As empresas de outros estados também ficam proibidas de efetuar ligações para os números bloqueados.
O Procon-SP elaborou um folder contendo algumas perguntas e respostas visando a um melhor esclarecimento do funcionamento deste cadastro e, também, um passo a passo de como o consumidor poderá acessar e cadastrar seu telefone. Este material estará disponível no site e nos postos de atendimento pessoal do órgão.
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Hipocrisia? Ou louvável?

Opinião sobre os 94 anos de condenação da criminosa e dona da Daslu:


"Achei pouco [a pena] porque, segundo informações passadas pelo Ministério Público, ela continuou reincidindo no crime [de importação fraudulenta] cometido anteriormente. Quem sonega está prejudicando não só uma pessoa, mas toda a população. São menos recursos na saúde, na educação, na segurança pública. [Quem sonega] Deveria ser pregado na cruz." Mauro Ricardo Costa, secretário da Fazenda paulista.
Funcionário do Serra dizendo algo desse tipo é suspeito. Se ele aparecer demitido amanhã saberemos que não foi hipocrisia.

Afora este detalhe, apoio totalmente a declaração.

O Brasileiro tem a mania de achar que se resolve os problemas do mundo condenando um assassino a 500 anos de cadeia, pode até funcionar para este indivíduo que será excluído da sociedade, mas nunca param pra pensar porque esta pessoa virou o que virou.

Ok, existem os irrecuperáveis, os que são realmente ruins mas MUITOS são levados ao crime pelas péssimas condições a que foram submetidos durante toda sua vida.

Exclusão social, nenhuma educação, saúde ridícula, humilhações, moradia precária e por aí vai.

E o que causa esse problema social tão gigantesco? Essa falta total de saúde, educação, cultura, lazer e moradia para a população carente?

Dentre as razões está uma das principais, a sonegação de impostos, os crimes fiscais e afins que desviam verbas de impostos, verbas públicas, que poderiam financiar todas as necessidades básicas do povo.

Corrupção.

O corrupto deveria ser acusado não só pelo crime de corrupção em si, mas por crimes contra a humanidade porque é ele quem torna o pobre mais pobre e a situação social ainda pior.

Crime do colarinho branco deveria ser punido exemplarmente, para nenhum Gilmar Mendes poder mexer seus pauzinhos e salvar os amigos da elite.
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Lula e o FMI [Update]

"Lula quer entrar para a História como primeiro presidente do Brasil a emprestar para o FMI"

Vejamos se eu entendi:

Lula passou toda a vida (Lula, o PT, a Esquerda brasileira no geral) lutando contra o FMI, gritando pelo seu fim, para que "ele" não mais emprestasse - eufemismo para "escravizasse" - soma alguma para o Brasil ou qualquer outro país "emergente" - eufemismo para terceiro mundo, pobre - e agora, presidente, poderoso e elogiado por Obama, resolveu "ajudar" o FMI emprestando para a entidade.

Não compreendo, perdoem minha ignorância, mas qual o sentido em dar sobrevida a uma instituição contra a qual se lutou toda a vida?

Qual o sentido em emprestar dinheiro para a instituição que escravizou o país por anos e anos?

E, finalmente, qual o sentido ou interesse em, dando sobrevida ao FMI, escravizar outros países pobres (emergentes, sigamos com o eufemismo) como foi um dia o Brasil?

Agora Lula resolveu ser carrasco e defender a submissão de outros países que estiveram onde estivemos? E há orgulho nisso?

Grotesco!

Aliás, essa charge diz tudo:

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Momento piada...

"Violência em Guiné-Bissau preocupa comunidade internacional"


Sem querer desmerecer a importância do país (?) mas, convenhamos, ao ler essa notícia só penso em chefes de Estado procurando em seus mapas onde raios fica Guiné-Bissau!

É o típico país-propaganda, é irrelevante regionalmente e você pode soltar bravatas à vontade, dizer que vai reconstruir, vai ajudar e etc e ficar parecendo bonzinho na foto.

O Brasil vai "colaborar financeiramente" com o país. Louvável! Seria bom se o Brasil também colaborasse - e nem precisava investir nada - com o fim do conflito em Darfur, não votando contra o envio de observador independente, ou poderia votar contra a Coréia do Norte ou contra o Congo, como eu já expliquei aqui no blog antes! Mas, oras, são países relevantes e centros de atenção mundial!

O Brasil já anunciou que pretende colaborar financeiramente e também enviará missão de cooperação militar para áreas de treinamento das Forças Armadas e elaboração de políticas para o setor – no dia 21 deste mês, o Brasil participará de reunião da CPLP sobre a reforma das Forças Armadas da Guiné-Bissau. Em outubro, a ONU aprovou financiamento de US$ 5,6 milhões para a reabilitação de quartéis das forças armadas, formação e criação de emprego para jovens e reabilitação de quatro estabelecimentos prisionais – ações previstas no Plano Estratégico de Consolidação da Paz para a Guiné-Bissau.
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Papa leva fora da Bélgica...

Comentemos a notícia como ela merece...

"Vaticano rejeita censura belga ao papa por preservativos"

Phil Stewart, REUTERS

CIDADE DO VATICANO - O Vaticano rejeitou nesta sexta-feira uma resolução do Parlamento belga que condena o papa Bento XVI por dizer que o uso de preservativos pode piorar a propagação da Aids.

Em um mundo decente o Papa seria proibido de entrar em qualquer país sério depois de dizer tamanha barbaridade
As declarações feitas pelo pontífice no mês passado na África atraíram ampla condenação de políticos, autoridades sanitárias e da imprensa da Europa. Mas a resolução do Parlamento belga representou um inédito protesto diplomático ao Vaticano.

E por isso a Bélgica deve ser louvada! Muita coragem e decência! Já cansou aguentar as sandices que o senil papa fica desfilando pelo mundo. Se ele não compreende as consequências - ou pior, não se importa - do que fala entã odeveria simplesmente ser ignorado e proibido de entrar em qualquer país, que fique no seu Vaticano, isolado, como bem merece.

O texto, aprovado na noite de quinta-feira, pede que o embaixador belga no Vaticano apresente um protesto formal contra os "inaceitáveis comentários" de Bento 16, e ordena ao governo de Bruxelas que "reaja fortemente contra qualquer Estado ou organização que no futuro coloque em dúvida o benefício de usar preservativos para prevenir a transmissão do vírus da Aids".

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, se disse chocado.

- É surpreendente, já que parece óbvio em qualquer Estado democrático que o Santo Padre e a Igreja são livres para expressar suas próprias posições - afirmou.

Claro, são livres para expressar suas opiniões retrógradas desde que isso não signifique a defesa de um crime contra a humanidade. Defender que a camisinha não protege contra a AIDS<>

No início da sua primeira viagem pontifícia à África, continente mais devastado pela epidemia, o papa disse que a Aids "não pode ser superada pela distribuição de preservativos".

- Pelo contrário, eles aumentam o problema - afirmou.

E o magnífico porta-voz se baseia no que para dizer isso? Não na ciência, isso é certo - se bem que a igreja não é conhecida pelo seu respeito à ciência, basta nos lembrarmos de Giordano Bruno ou Galileu Galilei.

Claro que se formos pedir qualquer fonte para sustentar esta declaração infeliz o máxiomo que receberemos é algum artigo da inútil lei canônica ou alguma frase de efeito da bíblia...

Jornais como The New York Times, Washington Post e muitos outros publicaram editoriais indignados, e em vários países houve uma reação negativa de autoridades e políticos. A influente revista médica britânica The Lancet acusou o papa de ter "distorcido evidências científicas para promover a doutrina católica".

BINGO!
O ex-premiê francês Allain Juppé chegou a dizer que o papa alemão parece "viver em uma situação de total autismo".

Pelo menos, para o papa, as pessoas acham que ele é só autista, cego ou imbecil, ele ainda escapa da acusação de criminoso.

A resolução belga leva a polêmica à beira de um incidente diplomático entre dois Estados soberanos.

Ok, considerar o Vaticano um "Estado soberano" tem suas falhas... Levando em conta que o território é ínfimo e todos os serviços são providos pela Itália, inclusive a defesa, é querer demais achar que o Vaticano, como Estado soberano, tenha qualquer relevância em um conflito contra a Bélgica, sede da União Européia.

A Igreja Católica prega que a fidelidade dentro do casamento heterossexual e a abstinência sexual são as melhores formas de prevenir a Aids, e argumenta que os preservativos induzem a um comportamento de risco.

Seria bom que a igreja, ao menos, fizesse o que prega! Os casos de pedofilia pelo mundo põem abaixo a idéia de casamento, de heterossexualidade, de abstinência sexual, de decência, respeito, seriedade e etc, etc, etc.... Faça o que eu digo, não o que eu faço. Pois sim!

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Novos estados?

"Congresso tem pelo menos 14 projetos para criar novos estados no país"


Mapa aqui.

Em um país decente, repito, DECENTE, e não no Brasil, a proposta teria seus méritos... Ou as propostas, no caso.

Eu poderia analisar brevemente o caso do Maranhão do Sul. A idéia, no papel é boa. Haveria uma expansão do interior, uma nova capital, um novo polo de atração e etc. O ônus de arcar com nova burocracia, novos inúteis (ops, parlamentares) e afins poderia ser compensado pelo desenvolvimento que a região teria ao se criar um novo centro de atração mais distante de São Luís.

Mas, além do ônus da burocracia e novos picaretas (ops de novo, parlamentares), no caso específico do Maranhão do Sul, seria só mais um feudo para os Sarney. A idéia central é dar mais cargos federais para a família Sarney.

Voltando a ogeral, em um país decente, e de tamanhos ocntinentais, a idéia de se criar novos centros é boa. Especialmente no caso do Amazonas e Pará, onde é quase impossível controlar toda aquela imensidão de Manaus ou Belém.

As cidades mais distantes são esquecidas e abandonadas.

Com novos centros nasceriam novos polos no meio do que hoje é um nada, haveria um gigantesco inveestimento em infra-estrutura, em cosntrução e estradas, aeroportos e afins. Uma verdadeira mexida na economia MAS, é o Brasil....

Claro, existem problemas mais além dos de ordem burocrática e da criação de novos cargos e afins que é a resistência dos Estados que serão desmembrados e também a questão da perda de arrecadação ou de regiões de grande importância econômica, como seria o Pantanal ou o Triângulo Mineiro. Para os estados desmembrados sobraria o prejuízo, em muitos casos.

Em alguns casos, ainda, especialmente se imaginarmos o Piauí ou o Amazonas, os novos estados dificilmente teriam, a curto prazo, condições de andar com suas próprias pernas, necessitando de constante ajuda federal , ou seja, dos contribuintes, que não tem nada a ver com a situação.

No geral pesando todas as opções, é melhor que nada se aprove e as idéias morram, especialmente quando falarmos em regiões sem condições de se manter sozinhas e na quantidade de safados (ops, parlamentares) que iriam surgir e os feudos que iriam se espalhar.
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Isso é Sionismo

Manifestantes na vila de Bi'lin




Demonstração de coragem extrema!

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Eusko Gudariak! [Update]

Electos abertzales se ponen en pie y entonan el "Eusko Gudariak" en el Parlamento navarro

Alcaldes, ex alcaldes y ex parlamentarios de la izquierda abertzale han interrumpido el solemne

acto de conmemoración del 30 aniversario del Parlamento de Nafarroa nada más iniciarse, al ponerse en pie y proceder a cantar el "Eusko Gudariak". La presidenta de la Cámara ha ordenado desalojarles.

03/04/2009 12:41:00

IRUÑEA-. Como ocurriera hace 28 años en la Casa de Juntas en Gernika con motivo de la presencia del rey español, una veintena de alcaldes, ex alcaldes y ex parlamentarios de la izquierda abertzale que asistían como invitados al acto de conmemoración de los 30 años de constitución del Parlamento navarro se han puesto en pie y han comenzado a cantar en "Eusko Gudariak", a la vez que exhibían ikurriñas y banderas de Nafarroa, poco después de que la presidenta de la Cámara diera inicio a la sesión.

Elena Torres ha ordenado inmediatamente a los servicios de seguridad que los desalojara, lo que se ha producido sin que los representantes abertzales opusieran resistencia. Después, han procedido a identificarles dentro del Parlamento.

Via Gara


Eusko Gudariak

Hino Abertzale (Nacionalista) Basco

Eusko gudariak gara
Euskadi askatzeko
gerturik daukagu odola
bere aldez emateko.


para liberar Euskadi,
generosa es la sangre
que derramamos por ella.>

Eusko gudariak gara
Euskadi askatzeko
gerturik daukagu odola
bere aldez emateko.

Irrintzi bat entzun da
mendi tontorrean.
goazen gudari danok
Ikurriñan atzean.


desde la cumbre:
¡Vamos soldados todos
detrás de la Ikurriña!>

Irrintzi bat entzun da
mendi tontorrean.
goazen gudari danok
Ikurriñan atzean.





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Nacionalismo na Europa ganha mais visibilidade...

The European Free Alliance gives green light to EU internal enlargement

31/03/2009

The European party, made up of more than 30 pro-independence and autonomist parties, has held the fifth assembly in Barcelona · EFA President Nelly Maes, has announced integration of Frisian, South-Tyrolean and Roma parties.

Pro-independence and pro-autonomy parties have gathered in Barcelona on March 26-28 to hold the fifth general assembly of the European Free Alliance (EFA) −the only European party openly in favour of the right to self-determination for stateless nations− under the slogan “Making Europe grow”. The meeting has been organized by Esquerra Republicana de Catalunya (ERC, Catalan Republican Left) and has dealt with the European Union internal enlargement, that is to say, the emergence of new countries out of current member states.

In her final statement President of EFA Nelly Maes has assessed the five years-old party positively, and has said that EFA “not only represents minorities and stateless nations and regions but also emerging new states like Països Catalans, Scotland and Wales”. Maes has also underlined the need for Europe to become “more social”, and called for solidarity to grow between big and small parties within EFA.

The president further added that “Europe should grow, grow up and become greener” −EFA runs elections alongside the European Greens. The party has also announced the decision “to embrace small states who are a minority within the enlarged EU-27 context”.

The assembly revealed the list of new full members in EFA: Die Friesen (“The Frisians”, East Frysian minority in Germany), Strana Regiónov Slovenska (SRS, multiethnic regional party in the Slovak Republic) and Sud Tiroler Freiheit (“South Tyrolean Freedom”, party representing the German speaking minority in the Italian Tyrol). New observers in EFA are: Südschleswigschen Wählerverbandes (SSW, party representing Frisian and Danish minorities in Schleswig-Holstein, Germany); Lista per Fiume-Lista za Rijeku (pro-autonomist party from the city of Rijeka, Croatia); the Hungarian Roma Party (MMRÖP); Movimento per l’Indipendenza della Sicilia (MIS, pro-independence party of Sicily); Wendische Volkspartei (SLS, Wend Popular Party, representing Sorbian minorities within Saxony and Brandenburg, Germany), and ProDG (Die Unabhänginge Kraft für Ostbelgien, representing Germans in Belgium).

The EFA-Green coalition currently holds 43 seats in the European Parliament, 6 of which belong to EFA parties. Some of the most significant parties within the European Free Alliance are the Scottish National Party (2 seats), Plaid Cymru (Wales), Eusko Alkartasuna (Basque Country) and ERC (Catalan Countries).


Fonte: Nationala.info


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Fantástica notícia, o fortalecimento de grupos que pregam a autodeterminação ou a autonomia de seus povos é sempre bem vindo.


É preciso muita coragem para, no parlamento europeu e outras instâncias européias, afirmar em voz alta o direito à autodeterminação da Catalunya, Escócia, Gales, País Basco e demais nações e reafirmar a defesa do direito destas nações a um Estado próprio no contexto europeu.


O direito à autodeterminação é inviolável, é soberano, deve ser respeitado pelos Estados de hoje e alcançado pelas nações que lutam por este fim.



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Protógenes neles!


"Protógenes afirma que "há clamor" para que se candidate"


Sendo pelo PSOL, tendo apoio do Plinio e para qualquer cargo, eu apóio!

Se ele tiver no parlamento atuação pelo menos próxima a que vem tendo investigando a elite do país, fico satisfeito.

É ver que manobras a elite tentará faze para prendê-lo ou para evitar que ele possa se candidatar... Basta esperar! Gilmar Mendes está de olho!
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Planos ilimitados limitados...

O final, pelo menos por enquanto, da história do acesso 3G para o notebook foi inesperado para a platéia: acabei ficando com a Tim, que já é minha operadora de voz. O motivo, resumidamente, foi o preço de uma oferta da Tim para quem já é cliente (todas as operadoras têm alguma versão disso, consulte a sua) e a convicção, pelos comentários aqui no blog e buscas pelos intertubos, de que na média todos as operadoras ainda são uma porcaria. Dependendo do lugar onde você mais vai usar uma ou outra vai ser melhor mas você sempre vai achar que o 3G da grama do vizinho é mais rápido.

A parte tragicômica da busca pelo plano de dados ideal foi o conceito de plano ilimitado das operadoras de celular: você contrata uma determinada velocidade máxima (jamais garantida) e pode baixar quanto quiser sem ficar se preocupando em monitorar o tráfego. Sem limites. Até, veja você, atingir o limite de 1GB de dados baixados no mês, momento em que sua velocidade cai drasticamente (que é ou é uma nova medida técnica ou sinal de que os vendedores das operadoras não fazem a menor idéia de quanto seja). Estrelinha dourada para a frase nas letras miúdas “a critério da operadora”. (os limites podem mudar de operadora para operadora, mas nos planos que me ofereceram, Vivo, Claro e Tim limitam a 1GB)

E não é apenas só isso, como diria o locutor das Organizações Tabajara. Você pode ter contratado (no caso da Tim) o mega-boga plano de 7Mbits e o limite continua o mesmo: 1 gigabyte por mês. Na minha pobre cabeça de tamanho avantajado eu acho que se eu contrato um plano com mais velocidade é porque pretendo baixar mais coisas mais rápido. Sei lá, é como se meu carro só pudesse andar a 100 km/h nos primeiros 200km da Dutra, dali em diante só a 40km/h. É a mania de os provedores de serviço no Brasil tratarem seus clientes como inimigos trapaceiros. “Se eu não botar um limite vocês me quebram!!!”

Importante dizer que essa imbecilidade prática não é exclusividade da Tim. O vendedor da Vivo, quando perguntei “então o que raios é ilimitado nesse plano?” chegou a dizer que era o tempo da conexão, eu podia ficar conectado quanto tempo quisesse online. “Desde que eu não navegue” fui obrigado a emendar. A Tim é, das grandes, a que chega a dizer nas peças publicitárias “você não precisa mais de provedor de Internet em casa, use o nosso”. Esse pessoal realmente entende de uso de Internet rápida? A Oi ainda está apanhando para montar sua rede 3G em São Paulo. Na Claro a coisa anda na mesma, como narrado pelo Neto no texto que me motivou a sentar o rabo e escrever esse aqui.

“Luciana, você acha que a Claro sabe o que ‘ilimitado’ quer dizer?”

No mundo da boa e velha conexão a cabo os limites também aparecem nas letras miúdas dos contratos, mas que eu saiba só o Virtua anda fazendo valer. Pelo menos (tentando ver a porcaria pelo lado meio-cheio do copo) eles oferecem um plano ilimitado-realmente-ilimitado por um preço extra. (não faço idéia de quanto seja) Se você tem um plano de 4Mbits pode trafegar (baixar ou subir) 40GB por mês. 6Mbits, 60GB e por aí vai nessa multiplicação por 10.

Estes limites colocam os usuários num constante estado de medo de usar o produto que contrataram. “Melhor não usar agora porque posso não conseguir baixar Lost semana que vem…” As empresas estão literalmente dizendo ao consumidor “por favor, contrate nosso serviço mas não use, ou vamos penalizá-lo” Em vez de fomentar o uso da Internet para desenvolver o mercado as operadoras querem que você fique na receita e-mail-Orkut e tudo bem. Já deu para sacar que empresas de vídeo online como o enxame, da qual sou sócio, ficam com as proverbiais pernas quebradas. Cada vídeo de alta qualidade do enxame tem mais de 100MB de tamanho. Assistir a programação normal do enxame via modem 3G e mais nada vai colocar você pra lá do limite mensal.

Enquanto isso nos EUA os consumidores estão revoltadíssimos porque a Comcast anunciou que vai começar a impor limites nos downloads. O teto? 250GB por mês.


Via CrisDias.com


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Me lembro de já ter discutido MUITO esse assunto com amigos...

Assinei o Velox por muitos e de vez em quando tinha algum problema com meu limite mas a verdade é que não eram tantos, na época eu ainda não era um heavy downloader...

Meus problemas começaram a ficar sérios quando assinei o Virtua 4mb mais ou menos em 2006, quando me mudei pra São Paulo.

40GB de limite só pode ser brincadeira! Eu costumava chegar ao limite antes do dia 15 do mes! O resto era um verdadeiro sofrimento e constantes ligações carregadas de ódio para a Net, maldita seja!

É impensável que hoje, num mundo onde o streaming é realidade, onde os programas e sites de download são fartos e abundantes e onde milhões de pessoas passam dias em jogos pesadíssimos online, que haja um limite, seja qual for, especialmente um tão ínfimo quanto o que a Net nos impõe.


Claro, além dos limites ainda somos obrigados a lidar com uma conexão intermitente, onde se temos um problema - a conexão caiu! - e ligamos pra central, somos obrigados a esperar horas por um atendimento minimamente decente (hoje isso, em teoria é proibido).


Depois que conseguimos ser atendidos o/a atendente, não conseguindo fazer nossa conexão voltar com testes que vão do estúpido tirar da tomada o moden por alguns segundos, até você convencer o/a desgraçado/a que não é retardado e ele/a começar a te fazer mexer no ip e etc, somos obrigados a marcar uma visita técnica.


Esta visita que você tenta marcar para alguma data decente e um horário compatível com seu trabalho ou seu estudo normalmente acontece em alguma hora totalmente díspare da original e muitas vezes você não está em casa. Nem comento a demora, normalmente a maravilhosa net só te algum horário para daqui ha 5 ou 6 dias, sem contar o fim de semana! E você fica a ver navios, ou melhor, tem que desenhar num papel um navio se quiser ver algum, porque internet, só semana que vem, se você estiver em casa por todo o horário comercial e não for demitido ou reprovar no meio tempo!


Mas, bem, "escapei" da Net, me mudei e a fantástica empresa do Skavurska se recusou a instalar a Tv e a Internet no meu novo endereço, bem no centro de são Paulo. No meu prédio ninguém tinha net porque a incrível empresa só instala num prédio o cabeamento se mais de uma pessoa pedir - ao mesmo tempo - a instalação. Resultado, no meu prédio todos tem Speedy ou Ajato e a net ficou a ver navios... E eu idem!


Anyway, fui forçado a instalar o pior serviço da minha vida. Speedy. A Telefónica é o que há de pior na face da terra em termos de serviço.


Mas, voltando ao limite, ao menos, a Telefónica não te impõe algum limite absurdo, você é livre (desde que sua conexão funcione) para usar quanta banda você quiser.


O problema básico é que, com a Telefónica você NUNCA conseque usar o máximo de conexão que contratou. Com a Net e Velox, pelo menos, eu conseguia vez ou outra usar toda minha velocidade. Com o Speedy, JAMAIS! Fora as quedas, os "problemas técnicos" e etc... Já estou indo pro terceiro desconto pelos problemas constantes que tenho com essa empresa ridícula.


Enfim, cheguei à algumas conclusões:


1. Impor limites é um absurdo, quem pratica esse tipo dde coisa deveria ser preso e multado;


2. Speedy e Telefónica são terríveis! É mais sofrimento que vantagens;


3. É necessário, urgentemente, regulamentar essa coisa das velocidades, não é possível pagar por 4 e receber 1. Se eu quisesse 1 eu pagava por um, caramba! O cliente é lesado, se eu compro um sapato quero que ele venha com sola, não só cadarço! Se eu compro uma garrafa de 2 litros de coca-cola, não aceito que venha com 600 ml! É um conceito básico de receber pelo que pagou.


4. Nem comecei a falar do Traffic Shaping, seria demais!


5. Toas as empresas acima são péssimas e enganadoras.


6. No Brasil o cliente é sempre o único e eterno lesado.



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Lula e o FMI


"Lula quer entrar para a História como primeiro presidente do Brasil a emprestar para o FMI"


Vejamos se eu entendi:

Lula passou toda a vida (Lula, o PT, a Esquerda brasileira no geral) lutando contra o FMI, gritando pelo seu fim, para que "ele" não mais emprestasse - eufemismo para "escravizasse" - soma alguma para o Brasil ou qualquer outro país "emergente" - eufemismo para terceiro mundo, pobre - e agora, presidente, poderoso e elogiado por Obama, resolveu "ajudar" o FMI emprestando para a entidade.

Não compreendo, perdoem minha ignorância, mas qual o sentido em dar sobrevia a uma isntituição contra a qual se lutou toda a vida?

Qual o sentido em emprestar dinheiro para a instituição que escravizou o país por anos e anos?

E, finalmente, qual o sentido ou interesse em, dando sobrevida ao FMI, escravizar outros países pobres (emergentes, sigamos com o eufemismo) como foi um dia o Brasil?

Agora Lula resolveu ser carrasco e defender a submissão de outros países que estiveram onde estivemos? E há orgulho nisso?

Grotesco!
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Protestos continuam na Grécia... E a mídia não sabe de nada...

Grecia: Sucesión de ocupaciones universitarias, en un ambiente eufórico.

El desalojo de la ocupación del Decanato en Tesalónica dio lugar a ocupaciones de universidades de toda Grecia. Manifestaciones paralizan Atenas los últimos días antes de la huelga general del jueves

La decisión de las autoridades académicas de desalojar la ocupación de las oficinas del Decanato en Tesalónica ha dado lugar a una sucesión de ocupaciones de las oficinas administrativas universitarias a lo largo de toda Grecia. Al mismo tiempo manifestaciones paralizan Atenas los últimos días antes de la huelga general del jueves.

La decisión del Decano de la Universidad de Aristóteles de Tesalónica, Manthos, de desalojar a los estudiantes y radicales que ocupaban las oficinas administrativas de la Universidad demandando el fin inmediato de todos los contratos y subcontratos de la universidad con las compañías de limpieza en solidaridad con K. Kouneva y la lucha de los limpiadores, recibió el apoyo de los medios conservadores como una dura medida pionera contra el auge del movimiento social.

A comienzos de esta semana el Decano ha llamado al personal académico a una contramanifestación contra la ocupación, que no ha recibido ningún apoyo. Por el contrario, docenas de académicos han realizado declaraciones de apoyo a la causa de la ocupación. La reunión convocada por el Decanato el martes 31 de enero para discutir la ocupación y sus demandas hubo de interrumpirse por la asistencia de cientos de estudiantes. Terminó cuando un huevo aterrizó sobre el Decano.

Además, las amenazas de levantar el asilo académico (con la excusa de que estaba siendo violado por la ocupación, un truco sucio y sin precedentes que servirá para mayor represión) y permitir la entrada de las fuerzas antidisturbios en el campus universitario en caso de que la ocupación no se disolviese el martes a mediodía, resultaron en un aluvión de ocupaciones de decanatos universitarios a lo largo de todo el país.

Se ocuparon las oficinas del Decanato de la Universidad de Atenas, un edificio principal situado en el centro de la ciudad. En ellas se colocó una pancarta que se podía leer: "¡Manos fuera de las ocupaciones!". De manera similar, se ocuparon las oficinas del Decanato de la Universidad de Ciencias Sociales Panteios de Atenas, y las oficinas del Decanato de Patras, exigiendo el fin inmediato de las subcontratas de limpieza y el respeto a las ocupaciones como medio de lucha.

Las últimas semanas las autoridades de ambas universidades, de Atenas y Tesalónica, han lanzado un ataque a los centros sociales okupados, exigiendo una investigación sobre status de los edificios ocupados y cargos legales contra los propietarios que no desalojen a los okupas. Atenas y Tesalónica son hogar de docenas de okupas políticas, una uña en el ojo de la autoridad estatal.

Los sucesos en el campus se han dado en un momento en que el Estado griego y sus lacayos están poniendo en marcha todo su arsenal propagandístico y sus trucos legales para parar el auge del movimiento social en vísperas de la Huelga General que paralizará todo el país el jueves, 2 de abril.

Se respira una gran tensión en el país, especialmente tras el aluvión de ataques contra el Estado y el capital la noche del lunes en Atenas y Tesalónica. Fueron presa de las llamas cinco bancos, un concesionario y muchos vehículos estatales y diplomáticos en Atenas, mientras que en Tesalónica un ataque simultáneo realizado con bombas de gas en el centro de Atenas golpeó las oficinas políticas de los ministros del Gobierno y el Primer Ministro, dando lugar al acordonamiento policial de la calle principal.

Al mismo tiempo, también es muy alta la conflictividad laboral, justo antes de la Huelga General. Los pastores y tejedores tomaron las calles de Atenas el martes 31 de enero.

Cientos de trabajadores de Lanaras de las fábricas textiles han estado acampando en las cercanías del Ministerio de Economía desde el lunes exigiendo la intervención del Estado para evitar el colapso de la industria y asegurar el pago inmediato de sus salarios. El pasado año movilizaciones similares por parte de los trabajadores de Lanaras dieron lugar a enfrentamientos alrededor de la plaza de Syntagma.

Al mismo tiempo, cientos de pastores se reunieron ante el Ministerio de Agricultura y marcharon hacia el Parlamento exigiendo apoyo a su sector. Anteriormente, el mismo día, los tejedores habían ocupado el Ministerio de Agricultura y rodeado al ministro en su coche, dando lugar a la violenta intervención de los antidisturbios.


Fonte: Kaos en la Red

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Cenas de Gaza...

Cenas de Gaza depois dos ataques de Israel, Estado Genocida:


Cenas de Rafah



Cenas de Al-Atattara


Cenas de Gaza (Cidade de Gaza)


Fonte: Diarios desde Gaza
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E o Serra novamente... Belas apostilas!

Como já mostrei aqui, as apostilas de Serra para as escolas estaduais continham um erro grotesco, um mapa onde víamos dois Paraguais e nenhum Equador, e agora alunos e professores descobriram mais um:

A América foi descoberta por Colombo a menos tempo do que imaginávamos, foi em 1942!

450 anos depois do que todos os especialistas afirmavam! Fantástico! Os historiadores do Serra conseguem informações onde nenhum outro jamais conseguiu!

E o melhor, nenhuma apostila vai ser recolhida - se fossem recolhidas teríamos que pagar 40 milhões. E o prejuízo não é do governo, é nosso!

Alunos da rede pública é que estão corrigindo os erros... Já imagino ano que vem, quando Serra tentar se eleger para alguma coisa e seus aliados o seguirem:

- Os mapas e datas não estavam "errados", foram colocados propositadamente com informações trocadas! Foi a maneira, depois de muito estudo, que o governo encontrou para estimular os estudantes a pesquisarem! Encontrando os erros os alunos demonstravam claramente a qualidade das escolas de São Paulo e como ensinam bem nossos professores!


É esperar para ver!
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E a boquinha continua....

"Senado aprova PEC que cria novas vagas de deputados"


O senado, hoje, tem 513 vagas.

Querem criar mais 4 ou 7.

Para representar brasileiros que sequer vivem no Brasil.

São 3 milhões de brasileiros vivendo fora do país (estimativa)

Nas últimas eleições o número de brasileiros no exterior votando não chegou a 300 mil.

O Senado é, obviamente, uma piada e quer continuar com a boquinha.

Agora teremos mais milhões de gastos com deputados inúteis, mais corruptos estarão nos "representando", mais acessores e cargos comissionados surgirão...

É mesmo uma vergonha esse país! Senadores e deputados só legislam para si, para aumentar seus salários (o deles aumenta todo ano, já o dos funcionários públicos...), para criar cargos para si e seus cúmplices....

E estão pouco se lixando para a opinião de especialistas, do povo. Votam como querem e sobre o que querem e depois ainda discursam sobre se sentirem ofendidos com o ódio do povo!

Sorte deles que no Brasil ainda não existem homens-bomba...


Será que o Brasil precisa de mais 7 deputados em meio aos já 513 inúteis que já temos?

Será que a população estrangeira está realmente interessada em ter deputados "próprios"? Eles foram perguntados?

Alguém foi, na verdade, perguntado?
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Maluf corrupto?

"Banco alemão vai devolver US$ 5 milhões desviados durante a gestão de Maluf"

Uma coisa que me ocorreu ao ler esta notícias: Se um banco decide devolver 5 milhões - e não 5 míseros tostões - que foram desviados na gestão Maluf, alguém me explica como Maluf não está na cadeia?

Ah, esqueci, a justiça brasileira é famosa por seus bons serviços prestados e pela condenação de ricos e corruptos, algo que acontece todo dia!
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País avançado é outra coisa...

"Suécia aprova casamento gay"


O "sim" massacrou, 261 votos contra 22.

Mais um exemplo para o mundo de tolerância e respeito à diversidade.

Fosse no Brasil....
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Lei da Imprensa...

"Após dois votos pela extinção da Lei de Imprensa, STF adia julgamento para o dia 15"


Antes de mais nada, me impressiona a capacidade que o STF tem de fazer pausas - Almoço, cafézinho, banheiro, troca de figurinhas, lanchinho da tarde, bate-papo ameno, tempo para o xixi e etc - e de levar eras para julgar qualquer coisa.

Começam hoje, adiam pro mês que vem, adiam de novo pro ano que vem e daí passa uma década e nada...

Porque esses prolíficos senhores simplesmente não dizem "sim" ou "não" e escrevem um livro com suas opiniões desnecessárias de 6 horas e nos poupam da lenga-lenga inútil?

Uma coisa é fato, a necessidade dos "nobres" senhores de aparecer e de se mostrarem conhecedores das leis, do direito, defensores perpétuos de tudo que é justo em discursos longos, tediosos, rebuscados e enfadonhos é simplesmente absurda!

Mas, indo ao ponto, espero que os demais ministros sigam a tendência e acabem abolindo de vez a Lei da Imprensa, em sua totalidade.

Mas, claro, até que o STF, em sua velocidade habitual, termine de votar tudo, eu já estarei aposentado.
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Um pouco de música.



Sorkun - Goiz Zen (Era cedo)

Euskaraz:
"Goiz zen, estuegi, / mugarik gabe eman, / horrek ni izutzen nau. / Zu ikuste hutsak / astintzen nau. / Sentitzen dudana ezin menpera nabil. / Nekatzen hasia naiz, / gorrotoa bertan dut. / Zu ikuste hutsak astintzen nau. / Goiz zen, estuegi. / Atseginez agurtu eta abiatu. / Zu behar izatearen / beldurrak mintzen nau. / Garaile atera nahi dut, / lasai, bare..."

Em português:
"Era cedo, demasiado aperto, / entregar-me sem limites, / isso assusta-me. / Só o poder ver-te me faz estremecer / O que sinto por ti é tão grande que não o posso combater. / Começo a cansar-me, / estou quase a odiar-te. / Era cedo, demasiado aperto. / Saudar-te com prazer e partir. / Dói-me o medo de precisar de ti. / Quero sair vitoriosa, / tranquila, serena…"
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Estado e Nação.

Ao ler a notícia abaixo acabei me lembrando de uma discussão antiga - e falha, em minha opinião - sobre dois assuntos que me interessam muito.

Primeiro, é comum ler diversos "intelectuais" prenunciando o fim dos nacionalismos, ou a obsolescência deste ou ainda que o nacionalismo não tem mais espaço no mundo "moderno".

Segundo, é um ponto interessante para se discutir o que alguns colocam como imposição ocidental o modelo de Estado ou mais ainda, Estado-Nação. Da mesma maneira que alguns chamam de imposição imperialista a noção "ocidental" de Direitos Humanos também chamam de resquício colonial, imposição ou coisa do tipo a idéia e estruturado Estado e a organização deste em torno da idéia de nação.

O primeiro ponto, para mim, não é discutível. O Nacionalismo é um fenômeno atual, moderno, pós-moderno (como queiram) e quem nega sua validade e vitalidade é cego ou desavergonhadamente míope. Mal intencionado, em alguns casos.

O Nacionalismo, fenômeno moderno, sim, mas de raízes antiquíssimas (ainda que em alguns casos suas origens tenham sido aumentadas e até inventadas, no que Hobsbawm descreve em sue "Invenção das Tradições") e que começou a surgir/ganhar força, no fim do séc. XIX, na pós-Revolução Industrial e hoje continua forte, ativo e presente no cotidiano de todos no mundo.

Por mais que Estados tentem homogeneizar seus povos, suas minorias - como a França pós-Rev. Francesa - é fato que o nacionalismo não morreu e pede passagem (pede ou exige pela força das armas).

O segundo ponto já pode ser discutido mais abertamente. Fato, a idéia de Estado, co0mo conhecemos pós-Rev. Francesa, é ocidental, européia e carregado de falhas e de problemas inerentes ao seu local de origem e cultura formadora, mas é universal, ou, pelo menos, pouco contestado na prática e com princípios aplicados universalmente

Por mais que muitos bradem contra sua estrutura, este não é contestado ou confrontado com outro modelo viável, utópico ou coisa do tipo. Ele é criticado mas permanece inalterado.

A grande questão, aqui, é a junção dos dois "problemas". Nacionalismo com o Estado. Quando um Estado engloba perfeitamente uma nação, que assim se reconhece, como Comunidade Imaginada (para citarmos Benedict Anderson, a quem adoro), então podemos afirmar que este Estado funciona com perfeição (ao menos quando falamos em função do nacionalismo).

Porém, quando o Estado engloba várias etnias, línguas e culturas e forja uma suposta supranacionalidade (caso da Espanha, onde temos diversas nações que hoje são reconehcidas sobre um guarda-chuva ou da França, que sequer reconehce suas minorias como deveria e todos são apenas "franceses") aí temos a receita para a confusão.

Confusão é um termo impreciso, besta, falemos de crises institucionais, greves, conflitos políticos e sociais até a luta armada.

Eu particularmente não considero obsoleto o Estado, o problema é quando o Estado se apega ferrenhamente à sua unidade frente aos interesses de parte do povo que não está satisfeito em permanecer sobre suas ordens, quando um povo quer exercer seu direito à autodeterminação e quer seguir seu caminho sozinho, como nação, como Estado independente e não como parte de uma nação na qual este não se reconhece.

O caso abaixo, da Indonésia, ilustra a questão. A Indonésia é um Estado, possui um povo, o Indonésio mas, também, diversas minorias. Umas dóceis, outras, como os Papuas e os Acehneses, indócil e que chegou ao ponto de pegar em armas.

O Estado-Nação, ainda que um modelo válido, peca pela sua rigidez, sua soberania é levada à cabo sob todas as consequências e a "nação" muitas vezes é forjada à força, em detrimento da diversidade.

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Indonesia is heading towards elections with conflicts in Aceh and Papua still unresolved

24/03/2009

Worst tension since 2005 peace agreement has mounted in Aceh between pro-independence supporters and Indonesian army · On the opposite end of the country, in West Papua, thousands of people have demonstrated in favour of a referendum for self-determination, and a pro-independence leader gets back from exile to hold peace talks with the Government · The country is holding parliamentary elections next April 9.

Indonesia, the enormous archipelago stretching out from South-east Asia to Oceania, is undergoing its election campaign to elect Parliamentary seats next April 9. Jakarta, the capital, is witnessing two different movements challenging the unity of the state, each one from opposite ends of the country. To the West, in the province of Aceh, tension between pro-independence guerrillas and the Indonesian army has sprouted again and seems to bring memories back to a conflict which went on for 30 years. To the East, Papuans have rallied again for independence with the slogan "Elections no, referendum, yes".

International 'think tank' International Crisis Group has warned this week over potential violence escalating in Indonesia, although it reports that it is unlikely that war breaks out in Aceh. Aceh, the westernmost province of the island of Sumatra and the whole country, went through a period of armed conflict between the Gerakan Aceh Merdeka (GAM, Free Aceh Movement), a pro-independence guerrilla, and the state army, until 2005, when both parties signed a peace agreement. With parliamentary elections ahead, now the army is afraid that the goal of independence is assumed by the Party of Aceh (Partai Aceh) -considered to be GAM's political successor-, a political party which is expected to win a considerable number of seats in the provincial parliament. During the last months, three former pro-independence fighters have been murdered, and shootings and grenade attacks have occurred. Even though they have no evidence, the GAM and Partai Aceh are convinced the army could be behind the attacks.

The International Crisis Group report [available here] states that the conflict outdoes the question of elections, so it recommends that confidence-building measures should be taken between both parties. All there is for the time being is a mutual accusation of violating the 2005 Helsinki peace agreements.

Demonstrations in West Papua
In the meantime, thousands of Papuans from the Indonesian island of New Guinea have taken to the streets to demand a referendum for independence of West Papua -one half of the island. According to Reuters, West Papua has also witnessed tension mounting between the Indonesian army and the pro-independence movements. Demonstrators called for the withdrawal of troops from the province and the end of "genocide for Melanesian race in West Papua".

Nicolas Jouwe, leader of the Free Papua Movement (OPM) has met this week with representatives of the Indonesian government to find a peaceful solution to the conflict in Papua, a country that was taken over by Indonesia in 1969 after an irregular referendum. A soldier and two civilians have been killed in Papua in the last month.

Further information:

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Turquia e suas minorias...

Me impressionou como esta pequena notícia conseguiu ser tão profunda e direta em sua análise e passar tanta informação....

O ponto central, a turquia recentemente permitiu uma rádio em Armênio (população vítima do primeiro genocídio do séc. XX, mais de 1 milhão de mortos e deportados) e um canal de TV em idioma curdo.

Os Curdos são vítimas diárias de um genocídio cometido pelos turcos mas, curiosamente, foram grandes responsáveis pela morte dos armênios no passado, tendo participado ativamente nos massacres de 1915-1917.

Realmente, não existem inocentes no mundo.

Mas, voltando à notícia, o ponto central é a razão apra esta suposta demonstração de tolerância e amizado por parte dos Turcos para suas minorias: A União Européia.

Os Turcos só poderão ter esperanças de adentrar à União Européia caso melhores seus indicadores sociais e, acima de tudo, que passem a respeitar os Direitos Humanos (não que a União Européia seja um poço de respeito e justiça, vide a Espanha e as torturas e perseguições contra os Bascos, a situação dos imigrantes na Itália, o tratamento Grego à Macedônia e etc).

Deve ser MUITO difícil para os turcos engolirem.... Mas, estão tentando (ao menos, a propaganda é boa).

A radio station in Armenian is launched in Turkey

19/03/2009

NEWS IN BRIEF. Ankara continues to take steps to improve diplomatic relations with Yerevan.

Reuters news agency recently announced, quoting official Turkish sources, that the government of Turkey is about to launch a new radio station broadcasting in Armenian, a language spoken by 600,000 Armenians in Turkey. The measure is seen as a bid to improve the record of respect of human rights in the eyes of the EU, as well as restoring good diplomatic relations with Armenia, one of Turkey's main regional opponents.

The principal reason for discord between both countries is the killing of Armenians by Ottoman troops during First World War. Erevan, which counts with several international supports -including the US-, has branded the event as an "attempt of genocide". Ankara not only denies the accusation, but persecutes within itsboundaries those who hold so.

Some months ago, Turkey also sponsored the launching of a new TV channel in Kurdish, in a bid to win support among the Kurds for next elections on March 29, and neutralize the influence of Kurdish TV stations broadcasting from abroad, such as Roj TV.

Further information:

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Isso é Sionismo!

"The Israeli army on Monday closed an investigation into alleged killings of civilians during its offensive in the Gaza Strip, saying soldiers' testimonies were based on hearsay, "purposely exaggerated" and not supported by facts."

Via The Angry Arab
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FEBEAMU*, ex-FEBEAPÁ

* Festival de Besteiras que Assolam o Mundo, grande Stanislaw Ponte Preta em livre adaptação!


Impressionante como em apenas uma cúpula - e em uma notícia - é possível um desfile tão grande de besteiras e de diplomacia tosca!

Vamos aos fatos.

"Lula abandona almoço no Qatar ao perceber que ditador sudanês se sentaria a seu lado"


Louvável... Se o Brasil, pelo menos, como signatário do TPI (tribunal Penal Internacional), declarasse publicamente sua posição quanto ao mandato de prisão de al-Bashir, presidente (ditador) genocida do Sudão.

O Brasil, na ONU, preferiu votar contra o envio de um relator independente para analisar as denúncias em Darfur, ou seja, votou a favor do Bashir, logo, a atitude de Lula é, minimamente, anacrônica e está em descompasso com sua própria política diplomática.

O padrão da posição brasileira na ONU tem sido um fator de surpresa para entidades internacionais, como a Human Rights Watch, que alerta para a "contradição" no Brasil entre defender os direitos humanos e continuar a votar contra resoluções que condenem governos que violam direitos básicos. Além de apoiar o Congo, o Brasil evita condenar o Sudão e ainda não ataca frontalmente a Coreia do Norte, dois dos regimes mais duros hoje no mundo.

"O Brasil ratificou o TPI, mas até hoje não se pronunciou sobre Al Bashir. O chanceler Celso Amorim afirmou que o tema do sudanês não estava na agenda"

Impressionante! O país que tem a intenção de entrar no Conselho de Segurança com uma vaga permanente não tem espaço na sua importnatíssima (?) agenda para discutir a condenação de um genocida? É o fim da picada!

Sigamos a notícia...

"[...] o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, convidou Al Bashir para visitar Caracas. Para ele, Shimon Peres, de Israel, e o ex-presidente americano George W. Bush deveriam ser presos por "genocídio.""

Eu apóio muitas das políticas de Chavez e simpatizo com o mesmo mas, dessa vez, foi o limite. Shimon Peres e toda a elite governamental e militar israelense deveria ser processada e condenada por genocídio, Bush, igualmente, e al-Bashir, indubitavelmente!

al-Bashir é um genocida igual aos outros citados acima e é um absurdo que para defender sua política na região Chavez prefira falar uma bestiera dessas a se limitar a ficar calado.

É compreensível, do ponto de vista diplomático, em um momento em que Chávez se aproxima do Irã e dos países árabes que ele acabe apoiando posições controversas da Liga Árabe mas tudo tem limite. A defesa do ser humano, pilar fundamental do Socialismo - que diz defender Chavez - não pode ser estuprado de tal maneira.

"Já Michelle Bachelet, presidente do Chile e que teve seu pai morto pela Ditadura, foi explícita em sua posição e deixou claro que não compartilhava da posição de Chávez ou da Liga Árabe[...]"

Excelente, o que se esperaria de qualquer líder mundial consciente. Quem sofreu na pele os efeitos de uma ditadura não pode, em sã consciência, apoiar um regime igual.

"Chávez alegou que a soberania dos países e a imunidade dos presidentes não poderia ser violada, recomendando o Brasil a também condenar o tribunal.

- Se o presidente cometeu algum crime, cabe à Justiça de seu país julgar - afirmou. - O Brasil deveria se sentir atropelado, assim como todos os países do Terceiro Mundo."

No mínimo, a declaração é incoerente. Se a soberania do Sudão é inviolável então como seria possível violar a israelense e estadunidense em possíveis julgamentos por genocídio?

Não posso crer que Chavez espera que Israelenses julguem os seus por genocídio ou os estadunidenses façam o mesmo. É utopia em demasia! A solução única seria um tribunal internacional, o TPI, o mesmo que Chavez pede para ser esquecido.

Finalmente, o final cruel e infantil.

"Lula apoia plano de troca de "terra por paz" com Israel"

Primeiro: Israel JAMAIS permitirá aos Palestinos formarem um Estado verdadeiro. JAMAIS Israel permitirá aos Palestinos terem um governo que escolherem, caso não seja o de seu interesse, não terão jamais exército ou forças armadas equipadas e preparadas. É uma ilusão.

Segundo: A troca de terras é ilegal. Ou pelo menos imoral. A ONU já reconehceu em DEZENAs de resoluções o direito da Palestina existir no território com fronteiras anteriores à ocupação ILEGAL de 1967. Qualquer território cedido, tomado ou aifns é ilegal ou, novamente, imoral na pior das hipóteses.

Terceiro: Reeditar Camp David é uma jogada tola e inútil. Israel, buscando escapar de seu isolamento, relança uma carta marcada na esperança de ganhar credibilidade. E Lula engole.

Faz um desserviço ao povo Palestino.
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Ainda o Golpe (GOLPE) de 64 e a DITADURA!

Acho interessante e pertinente analisar três argumentos comuns dos milicos e da direita reacionária sobre o porque da "ditabranda", "Revolução" e baboseiras afins...

1. Poucas mortes:

Primeiro argumento que é horripilante. A DITADURA teria matado pouco em comparação com as demais ditaduras da AL.

Cá entre nós, a Ditadura poderia ter matado menos que o Maníaco do Parque, não importa. MATOU e TORTUROU. Foram 300 ou 300 mil, não interessa. Quantas famílias não choraram e ainda choram seus parentes e amigos mortos? E os torturados? Não morreram mas ainda estão aí, alguns com sequelas - como Vandré - outros sãos mas ainda assim marcados, de uma maneira ou outra, por um episódio terrível da história, uma ditadura.

2. Perigo do Comunismo:

Razão dada pelos milicos para se justificar. Sem comentários, é simplesmente boçal acreditar nisso antes e hoje - aliás, Olavinho de Carvalho ainda acha que os Comunas vão tomar o país e que Lula deve ser o novo Stálin! - e como "motivo histórico" é mais uma piada e um demérito no histórico de nossas forças armadas que já tem na bagagem o golpe que deu origem à República e o genocídio no Paraguai.

3. Guerrilha

Usar a revolta armada como desculpa para torturar é clássico. A Espanha faz isso ainda hoje, torturando Bascos em nome da luta contra o Terrorismo, personificado pela ETA.

Vale sempre lembrar que as torturas já existiam, os "desaparecimentos" já existiam antes da Guerrilha se ativar. Esta foi uma REAÇÃO.

Não cabe aqui defender ou criticar, não é o ponto e sim mostrar que a Guerrilha foi uma reação a um regime de exceção e assassino.

Ademais, alguns ainda poderiam dizer "ok, era uma guerra, matar e torturar guerrilheiros poderia até ser justificado."

Já ouvi coisas do tipo.

Discordo mas, digamos que o argumento seja válido (não é, vale apenas pela discussão), mesmo assim podemos encontrar milhares de casos de torturas e dezenas de mortos - quiçá centenas - dentre pessoas que NUNCA foram guerrilheiros, que NUNCA pegaram numa arma ou que JAMAIS se levantaram contra o regime com mais que palavras e escritos.

O injustificável permanece, contra todo e qualquer argumento.

A Ditadura é DURA, não é branda. Matou, torturou e envergonhou o país. Manchou nossa história com sangue e até hoje se recusa a reconhecer e, pior, glorifica assassinos e torturadores.

O Brasil só começará a caminhar como um país decente quando puser detrás das grades seus criminosos mais notórios, a começar pelos militares que cometeram crimes contra a humanidade.


Idéia para o texto veio de leituras no Futepoca.
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terça-feira, 31 de março de 2009

Jornalismo e o diploma [Update]

Li hoje n'O Globo que amanhã, provavelmente, haverá o julgamento definitivo sobre a necessidade ou não de diploma para exercer a profissão de jornalista.

Desde já digo minha posição: Sou totalmente a favor que QUALQUER um com capacidade exerça a profissão, não há sentido em exigir diploma para tal função.

A maior parte dos argumentos que ouvi, de jornalistas, é a de que o jornalista, na faculdade, aprende a escrever, a coletar dados e coisas do tipo. Oras, qualquer bípede com um mínimo de cultura e vontade sabe e pode fazer o mesmo!

Talvez o jornalista, de início, tenha mais estilo ou saiba como tratar suas fontes de uma maneira mais... correta (?) mas, me desculpem, afirmar que só jornalista forma pode exercer a profissão é desmerecer, por exemplo, um Nelson Rodrigues! Será que ele não tinha capacidade para exercer a profissão? Que levante a mão o corajoso!

Quem nunca se deparou, por outro lado, com absurdos vindos de jornalistas, formados, e cheios de si? Quantas vezes não fui obrigado a ler matérias extremamente rasas sobre política internacional, por exemplo, em um ou outro jornal, assinadas por jornalistas com diploma mas que sabem escrever bem, mas não sobre o objeto da matéria!

Qualquer pessoa que estude política ou mais especificamente política internacional ou Relações Internacionais (como eu) fica abismado com a precariedade de algumas matérias de jornalistas diplomados.

Só para citar um exemplo, noto o constante uso de "militantes inslâmicos" para todo e qualquer grupo que cometa algum crime em um país muçulmano. Não importa a razão, se o grupo que reivindica for muçulmano ou o país do ataque for muçulmano então os perpetradores são, automaticamente, "militantes islâmicos".

Primeiro lugar, ser "militante" não infere crime.

Ser islâmico ou militante islâmico não quer dizer absolutamente nada! Quer dizer apenas que a pessoa é muçulmana e busca, de alguma maneira, transmitir sua crença.

Não sei se é estupidez, ignorância ou má fé simplesmente.

Me lembrei agora, mas me escapa o nome do autor, uma pesquisa feita com as famílias de vários homens bomba que morreram em atentados suicidas em nome do Hezbollah.

Qualquer jornalista com diploma diria que os ataques foram cometidos por militantes islâmicos, por fanáticos islâmicos ou ainda terroristas islâmicos sem, porém, qualquer tipo de análise crítica ou pesquisa.

Saibam, pois, que vários destes militantes islâmicos eram, na verdade, cristãos, e a franca maioria (até a data pesquisada pelo autor) de esquerda, ou seja, não eram "militantes fanáticos" como a mídia adora reproduzir e (des)informar o público.

Acabei de encontrar o artigo que trata sobre o assunto dos três últimos parágrafos. O autor em questão é Robert Pape que analisou - através das biografias e de entrevistas com familiares dos suicidas -, entre 1982 e 1986, 38 dos 41 "terroristas" suicidas do Hizbollah.

Qualquer jornalista formado (desculpem a generalização) , diria que foram todos ataques cometidos por "militantes islâmicos" quando, na verdade, apenas 8 eram fundamentalistas islâmicos, 27 eram de grupos de Esquerda (logo, não poderiam ser encarados como militantes islâmicos) e 3 eram, vejam só, cristãos!


Este pequeno exemplo serve apenas para ilustrar que ter diploma de jornalista torna a pessoa apta a escrever bem, sim, mas não a saber sobre o que escreve.

Confio muito mais em alguém da área de Ciência Política ou Relações Internacionais - em geral, óbvio - para escrever sobra uma crise na Tanzânia, que em um jornalista que passou pelos editoriais de moda, esportes e caiu de para-quedas na página internacional.

Acredito, por outro lado, que não seria ruim um curso - talvez uma pós de curta duração ou um mini-curso ou até uma pequena especialização - para àqueles de formação diversa que tem interesse em adentrar na área jornalística mas, exigir uma graduação completa e um diploma para ser jornalista é, na melhor das hipóteses, um disparate.

Trazendo o assunto para um campo ainda mais moderno, quantos são os blogueiros que jamais cursaram jornalismo mas que estão aí, noticiando o que acontece no mundo, opinando e informando o público? Serão todos eles incapazes de seguir sua veia jornalística por não terem diploma?

Não vejo um jornalista falando com maior propriedade sobre física nuclear em um jornal que um físico nuclear ou um jornalista falando sobre a situação política da Ingushétia que um cientista político especialista em Ingushétia.

Claro, não tenho a intenção de desmerecer qualquer jornalista e apenas ilustrar que, mesmo que muitos tenham a capacidade de tratar de diversos assuntos e sejam excelentes no que fazem - como Clovis Rossi, Azenha, PHA, Noblat, dentre outros -, ter um diploma não é tudo, é preciso, antes de mais nada, ter interesse, disponibilidade, honestidade, vontade e conhecimento.

imaginem só se Antônio Maria, Nelson rodrigues (como disse Miro Teixeira), ou Euclides da Cunha, Carlos Lacerda, Jaguar, dentro outros fossem proibidos de escrever porque não tinham diploma!

Jornalismo não é ciência!

Daqui ha pouco pedirão diploma para cartunista, para escritor. É algo que não tem sentido e nem fim.

Diploma é acessório. Um belo acessório mas, ainda assim, acessório.
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Machismo e preconceito Espanhol!

A Federación Española de Fútbol nega ás mulleres o dereito a seren profesionais

O fútbol feminino segue un chanzo por detrás do masculino

Un grupo de clubs de fútbol e asociacións deportivas, entre as que se atopa MUDEGA están traballando para rachar cunha herdanza histórica da normativa da Federación Española de Fútbol, que impide ás mulleres acadar unha licenza profesional. Este tipo de licenzas, da clase "P", concédense só aos equipos das tres primeiras divisións do fútbol masculino, e as mulleres xogan todas con licencias "amateur".

Isto implica que as mulleres que se adican profesionalmente ao fútbol non poden cotizar na Seguridade Social polo seu traballo real, e tampouco se poden beneficiar dos acordos recollidos no convenio colectivo para xogadores profesionais. A consecuencia directa é que a maioría destas mulleres son contratadas como teleoperadoras, comerciais, vendedoras ou persoal de limpeza; cando en realidade reciben os seus salarios polo traballo que fan no céspede.

O vindeiro mércores realizarase unha xuntanza cos diferentes clubs e asociacións deportivas en Madrid, á que acudirá a vicepresidenta de MUDEGA, Mercé Barrientos. Nesta reunión decidirase a estratexia coa que se tratará de mudar a agravio comparativo derivado do reparto de licenzas, estratexia que se baseará na incompatibilidade desta realidade coas leis existentes hoxe sobre a igualdade entre mulleres e homes. As protestas de clubs e asociacións deportivas nacen dunha reclamación comezada pola presidenta do Cáceres feminino, María José López.

Via Vieiros
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Laerte Braga: O golpe de 64

O GOLPE MILITAR DE 1º DE ABRIL DE 1964


Laerte Braga

Entender o golpe militar de 1964 é entender boa parte da História do Brasil e penso que o ideal é tomar a “proclamação” da República em 1889, como ponto de partida. Independente da campanha republicana e do juízo de mérito sobre um regime e outro, monarquia ou república, o que Deodoro fez foi dar um golpe de estado. Havia um descontentamento geral dentro das Forças Armadas com o imperador e não uma identificação dos militares com a campanha republicana.

Militares, começa aí o problema, sempre se consideraram à margem do restante dos brasileiros. Um estamento do Estado e das instituições, ou seja, uma espécie de instituição com o poder de juízo final. Apartados do resto do País. À época de Deodoro eram capazes de olhar para dentro, como via de regra o fazem, mas incapazes de perceber, por exemplo, que a Guerra do Paraguai fora um massacre brutal e estúpido financiado pelos ingleses sem heroísmo algum, apenas a clássica boçalidade dos mais fortes contra os mais fracos que, naquele contexto, se opunham aos grandes.

Solano Lopes, como Lugo hoje, sonhou e lutou por um país independente no sentido pleno da palavra.

De lá até 1964 o Brasil viveu de sucessivas rebeliões, ou tentativas de grupos de militares e curiosamente, até que o general Castello Branco fixasse em quatro anos o tempo máximo de permanência numa patente de general (brigada, divisão, exército – contra almirante, vice-almirante, almirante de esquadra – major brigadeiro, tenente brigadeiro, brigadeiro do ar), cada um que alcançasse o posto se transformava numa espécie de general mexicano dono de determinada área, de determinado comando, numa eternização de uma oligarquia que gerou, por exemplo, Góis Monteiro, Eurico Gaspar Dutra, notórios militares de inclinações fascistas e vocações golpistas.

E outros tantos.

Reações é claro que existiram. O próprio Eduardo Gomes no episódio do Forte Copacabana. Ou a Revolução dos Tenentes, a Coluna Prestes, os primeiro momentos da revolução de 1930 (a conquista do voto secreto e do direito de voto pelas mulheres) e em 1964, o confronto entre militares controlados pelos Estados Unidos (os que deram o golpe) e militares brasileiros lato sensu, com visão do processo democrático e da necessidade de modernização da sociedade brasileira a partir das reformas de base para usar uma expressão da época.

Se formos nos alongar nesses episódios, militares como Cordeiro de Faria, Juarez Távora, participantes da Coluna Prestes, se transformaram em líderes à direita da sociedade e clássicos legalistas como o marechal Lott vieram a ser avalistas da democracia burguesa, mas com visão correta e precisa da realidade histórica e da importância – volto a repetir a expressão da época – das reformas de base. Lott é o grande nome militar brasileiro do compromisso de uma força armada com o seu país. E com a vontade popular.

Quais? Reforma agrária, reforma urbana, democratização das comunicações (Jango assinara pouco antes de cair um decreto autorizando a outorga de concessão de canais de rádio e tevê a sindicatos e organizações populares), a reforma política, fiscal, tributária (que fizesse a elite pagar impostos ao invés de gerar o modelo corrupto de hoje FIESP/DASLU – quadrilha).

Jango sofrera seu primeiro revés quando ministro do Trabalho, Indústria e Comércio do governo Vargas (1951/1954) e um grupo de coronéis afinados com empresários paulistas em sua maioria, se levantou contra o aumento de 100% do salário mínimo. A mentalidade escravagista permanecia presente e hoje se mantém sob formas outras. Nos grandes latifúndios continua como antes de 1888.

Patriotismo acendrado e slogans como “Deus, Pátria e Família” sempre foram os instrumentos dessa canalha ao longo do processo. Na prática 1964 foi um inferno comandado por uma potência outra que desabou sobre os brasileiros e se transformou na noite mais sombria da História em nosso País.

Seqüestros, assassinatos, tortura, estupros, toda a sorte de violência e barbárie em nome de uma democracia que calaram e de interesses que representavam. O mínimo vagido de tentativa de redemocratizar o País terminou quando Costa e Silva – um trêfego que vivia nos quartéis e nas mesas de jogos dos cassinos clandestinos – deu um murro à mesa e decretou que o próximo seria ele.

Castello, um fraco com imagem de forte, sentou em cima, calou-se e figuras vampirescas como Jarbas Passarinho emergiram das sombras e das catacumbas das câmaras de tortura, para dar seqüência ao projeto montado em Washington pelo governo Lyndon Johnson, com o comando do general Vernon Walthers, verdadeiro chefe militar dos golpistas de 1964, uma espécie de comandante oculto dos militares supostamente brasileiros – a bem da justiça exclua-se Ernesto Geisel dessa horda aí – Tinha visão diversa da chamada linha-dura, uma espécie de companhia de “açougueiros" – na barbárie que se espalhou por toda a América Latina. Com todo respeito aos açougueiros.

A “doutrina de segurança nacional”. Retratada com perfeição no livro do mesmo nome escrito pelo padre Joseph Comblin, expulso do Brasil pela ditadura.

A grande preocupação dos norte-americanos com essa parte do mundo, chamada de América “Latrina”, onde despejavam seus dejetos chamados “negócios”, era exatamente a ascensão de lideranças populares e o temor do que denominavam “efeito cubano”. A influência da revolução de Fidel Castro na conquista da independência de Cuba. A real independência. Não essa que Wall Street respira e aqui precisamos de aspirina para combater febres e coisas mais, na globalização que Milton Santos chamou de “globalitarização”.

Moniz Bandeira, em seu livro “o governo João Goulart” narra a briga da Bayer com o governo do Brasil. É que o ácidoacetilsalicílico chinês era mais barato que o alemão. Isso acabou gerando a “aspirina comunista”, incompatível com os “ideais democráticos”.

O governo Goulart viveu dois momentos distintos. O que se seguiu a posse, sob a égide de um parlamentarismo que Tancredo Neves chamou de “híbrido” – o presidente conservava alguns poderes –. E o presidencialismo, decidido pelos brasileiros num referendo em 1963.

O parlamentarismo foi conseqüência de um acordo para a posse do vice, João Goulart, diante da renúncia de um tresloucado eleito em 1960 Jânio Quadros. A decisão dos militares controlados pelos EUA e escorados no “patriotismo”, “o último refúgio dos canalhas" – Samuel Johnson – de impedir a posse do vice, a reação de Leonel Brizola – então governador do Rio Grande do Sul que acabou apoiado por parte dos militares e ampla maioria popular – e o acordo costurado por Tancredo na iminência de um confronto entre golpistas e legalistas como se dizia à época.

O presidencialismo foi conseqüência natural do hibridrismo do parlamentarismo brasileiro e da própria reação popular a sucessivas crises que se seguiram à saída de Tancredo, em 1962.

Começa aí um processo aberto de luta entre brasileiros e elites com apoio dos militares controlados pelos EUA. É aberta a intervenção norte-americana através do embaixador Lincoln Gordon e a designação do comandante militar dos donos para o Brasil, Vernon Walthers (o general era amigo de Castello e falava português fluentemente; fora o intérprete das tropas brasileiras na IIª Grande Guerra).

Jango forma um governo com figuras como Darcy Ribeiro, Evandro Lins e Silva, Hermes Lima, mesmo contrabalançado por políticos de centro-esquerda, todos, no entanto, afinados com o processo de reformas de base.

Parte para medidas ousadas como o controle da remessa de lucros das empresas estrangeiras para suas matrizes, arquiteta o monopólio estatal do petróleo de uma ponta e outra (o que incluía a distribuição – postos de venda). Abre espaços para o educador Paulo Freire e seu método de alfabetização, estimula a formação de organizações camponesas (Ligas Camponesas), privilegia sindicatos e derruba pelegos históricos na Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria – a mais poderosa organização sindical do País – surgindo daí o primeiro embrião de uma central sindical, o CGT – Comando Geral dos Trabalhadores – e a intensa participação de organizações populares como a UNE e a UBES – foi na época de Jango que surgiu o CPC – Centro Popular de Cultura – que criou uma nova linguagem para o próprio teatro brasileiro no trabalho de formação popular. Isso em linhas gerais. E em linhas gerais abria as perspectivas para mudanças profundas na estrutura política e econômica do País, com largos reflexos sociais.

Enfrenta, em 1962, a primeira tentativa de golpe travestida de “legalidade”, a aberta ingerência de grandes empresas multinacionais e supostamente nacionais nas eleições quase que gerais (foram eleitos vereadores, prefeitos, deputados estaduais e governadores da maioria dos estados do País – alguns tinham mandato de cinco anos como presidencial –, deputados federais e senadores).

Os grupos golpistas criaram o IBAD – INSTITUTO BRASILEIRO DE AÇÃO DEMOCRÁTICA – para financiar a campanha de candidatos à direita – a maioria da antiga UDN – e tal e qual acontece hoje com organizações criminosas como a FIESP/DASLU, despejaram dinheiro em candidatos comprometidos com os negócios.

Em 1962 pela primeira vez na História é eleito deputado federal na legenda do PTB – partido de Jango, fundado por Getúlio – um sargento. O sargento Garcia, na cidade do Rio de Janeiro, então estado da Guanabara.

A vitória de Jango nas eleições de 1962, acima de tudo a derrota contundente de Carlos Lacerda para Leonel Brizola no Rio e a eleição de Miguel Arraes em Pernambuco, a luta popular pelas reformas de base e a disposição de executar a reforma agrária, precipitaram o confronto entre as forças golpistas e as do governo. Uma série de pequenos focos de conflitos acabaram por desembocar no golpe articulado em Washington e comandado por Vernon Walthers.

É um erro acreditar que o general Olímpio Mourão Filho, comandante da IV Região Militar – sediada em Juiz de Fora – MG – tenha saído com suas tropas à revelia dos comandos golpistas. Mourão, que fora o autor do Plano Cohen, mistificação sobre uma revolução comunista que serviu de pretexto para o golpe de Vargas em 1937 – o Estado Novo – aliou-se à linha dura e a ação foi de fato comandada pelos generais Antônio Carlos Muricy e Siseno Sarmento, alinhados com Washington, mas em desacordo com Castello Branco e seu grupo, que incluía os irmãos Geisel.

Castello só foi presidente por imposição dos EUA. Assim que Mourão saiu de Juiz de Fora, Costa e Silva, dentro do planejado, como oficial general mais antigo, foi para o Ministério da Guerra, hoje Secretaria Geral do Exército, ocupando um espaço vago, já que o ministro Jair Dantas se encontrava internado num hospital e o general comandante do I Exército, Âncora de Mores – Rio de Janeiro – era legalista.

De lá para cá só a barbárie, a estupidez e o expurgo de civis e militares brasileiros contrários à ditadura. Perto de dois mil e quinhentos militares entre oficiais superiores, subalternos e sub-oficias e praças foram expulsos.

Os generais de linha dura, dispostos a cair de quatro diante de Washington, mas temerosos das ligações de Castello com o chefe das forças armadas “brasileiras” Vernon Walthers, resolveram largar na frente.

Os pretextos? O comício da Central no dia 13 de março. Jango assinara ali o decreto que expropriava refinarias de petróleo e postos e impunha o monopólio total do petróleo. A desapropriação das terras às margens de rodovias, ferrovias, rios e lagos numa extensão de oito quilômetros para a reforma agrária (os maiores proprietários dessas terras eram Ademar de Barros, golpista e corrupto, governador de São Paulo e Moisés Lupion, ex-governador do Paraná – o filho hoje é líder da UDR – União Democrática Ruralista –, organização terrorista do latifúndio brasileiro e subordinada à MONSANTO.

E uma série de outras medidas de cunho nacionalista e popular.

E por fim, o discurso do presidente no clube dos sargentos e sub-oficiais da Marinha onde reafirmou seu compromisso com a luta popular e com a democracia, em 30 de março de 1964. O clima se acirra como conseqüência também da revolta dos marinheiros na semana santa de 64. Vigorava na Marinha, uma das mais reacionárias forças militares do País, boa parte do modelo pré abolição da escravidão.

Jango não quis reagir. Ladário Teles, general legalista que tomara o comando do III Exército no Rio Grande do Sul e Leonel Brizola, ofereceram ao presidente condições para a luta. Jango preferiu não “derramar sangue”.

Os golpistas derramaram o sangue de milhares de brasileiros em câmaras de tortura comandadas por carrascos como Brilhante Ulstra, Torres de Melo, num aparato que resultou numa organização subordinada à CIA – a Operação Condor – usada para eliminar lideranças populares de toda a América Latina.

Construíram um país de fantasia, entregaram os interesses nacionais em mãos de Washington e de empresas estrangeiras – coordenaram a OBAN (Operação Bandeirantes), constituída com recursos de empresas como a Gásbras, a Mercedes, a GM, apoio da FIESP, voltada para seqüestros, tortura e assassinato de opositores.

1964 foi, em linhas gerais, seria muito longo historiar ou relembrar cada momento, foi isso. A mesma coisa que se vê hoje num contexto de tempo e espaço diferentes.

De um lado a quadrilha FIESP/DASLU associada a tucanos e democratas – FHC, Serra e outros golpistas (no duplo sentido da palavra) –, um governo de um operário com alguns avanços, mas ora tímido, ora medroso diante dos golpistas de agora e a necessidade de perceber a falência do modelo que reflete apenas o diagnóstico de um dos militares de maior peso no golpe de 1964.

Golbery do Couto e Silva – “há momentos de sístole e momentos de diástole” – Ou seja, de abertura e de fechamento. Vale dizer, modelo é sempre o mesmo. Abrir ou fechar é questão de momento, de conveniência dos donos.

Vale relembrar que o pai de um dos maiores criminosos do País, Antônio Ermírio de Moares, foi eleito senador em 1962 pelo antigo PTB, no Estado de Pernambuco, apoiando Miguel Arraes e alinhava-se com um setor de empresários que se intitulava “nacionalista”. E, à época, era. José Ermírio de Moraes.

Um fato que considero de suma importância, levando em conta a manchete do jornal O GLOBO, edição de 29 de março, domingo, deste ano, acusando Leonel Brizola e César Maia de receberem propina dos empresários do setor de transportes no estado do Rio é que Brizola, antes do golpe, quando nascia a REDE GLOBO, denunciou a presença de capital estrangeiro no grupo (TIME/LIFE) e o caráter golpista da empresa.

E pós anistia, desmontou o esquema fraudulento que tentou impedir sua eleição para o governo do Rio, em 1982, chamado PRO CONSULT. César Maia teve papel importante naquele momento – é um matemático notável e demonstrou a fraude – Brizola foi o único a conseguir direito de resposta até hoje no JORNAL NACIONAL. Cid Moreira, o William Bonner da época, foi obrigado a ler o documento do governador desmentindo as costumeiras mentiras da quadrilha Marinho.

O detalhe importante é que Carlos Lacerda, em 1964, antes do golpe, também acusou a GLOBO de vínculos com grupos estrangeiros. Mas logo mudou de opinião...


Via Vi o Mundo

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