Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral...
Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
One injured in a completely different demonstration
This Friday 19th of June 2009 in Bilin Weekly Protest
Demonstration was different from these of the last months
Bilin – Palestine. There, we had the first surprise. The IOF were hiding behind the concrete walls and non of the soldiers were seen only the jeeps. Demonstrators didn’t shower with tear gas as every past Fridays. When few activists opened the external gate fortified with barbed wire, still nothing. Not even when some approached the electronic fence and put there on fire a used car tier.
After 20 – 30 minutes a troop of The IOF started to appear and through tear gas at the demonstrators. Few times, the border police unit came running and throw some tear gas canisters that did not deter the stone throwers. The IOF fired tear gas some grenades. After a long while, when demonstrators and photographers started to return to the village the tear gas machine gun shoot a barrage of tear gas, which to injury of Rani Burnat. Form the village and dozens affected by the inhalation of the tear gas. In a call to nilin popular committee that “they said, the same way the IOF Treated them in the weekly protest of Nilin against the apartheid wall.”
The Demonstration started as usual after the Friday pray finished were Palestinians, internationals and Israelis joint together and marched into the demo. Demonstrators marched into the village streets.
For more information please contact:
Abdullah Abu Rahma
The coordinator of the local committee to resist the Wall and settlements
A reitora finalmente entendeu que PM não USP não dá. Os grevistas suspenderão os piquetes nos dias de negociação e a reitora resolve deixar um pouco da truculência de lado e negociar. É um começo.
Espera-se, porém, que a negociação seja de duas vias, que a reitora aceite as reivindicações, ou então os piquetes serão retomados e a situação voltará à estaca zero. A reitoria e o governo tem que deixar a intransigência de lado e colocar as opções na mesa, dialogar, conversar e aprender a ceder, caso queira que as aulas e o clima voltem ao normal.
A reitora realmente espera manter-se no cargo baixo sua intransigência? Serra realmente acha que será presidente com diversas batalhas campais às suas costas (USP, PM versus Civil, etc)? Realmente o vampiro anêmico acha que seu passado de "grande negociador" não virá à tona?
Decisão foi tomada após funcionários grevistas decidirem suspender os piquetes, pelo menos em dias de negociação
Saída dos policiais militares, no entanto, pode não ser definitiva, mas dependerá do andamento das negociações, que começam na segunda
TALITA BEDINELLI DA REPORTAGEM LOCAL
A reitoria da USP afirmou ontem que a Polícia Militar deixará, na segunda-feira, a Cidade Universitária (zona oeste de SP). A decisão foi tomada depois que funcionários, em greve desde 5 de maio, decidiram suspender os piquetes -que tinham como objetivo fechar as portas de oito prédios da USP, incluindo o da reitoria. A saída dos policiais, no entanto, pode não ser definitiva, já que os manifestantes dizem que os piquetes só serão suspensos em dias de negociação. “Se a negociação for segunda e quarta, por exemplo, na terça faremos o piquete”, disse Magno de Carvalho, diretor de base do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP). Os piquetes eram o último impasse para a retomada das negociações entre grevistas de USP, Unesp e Unicamp e as reitorias das três universidades. Por causa dos bloqueios aos prédios, a PM ocupa a USP desde o começo do mês para cumprir um mandado de reintegração de posse pedido pela reitora Suely Vilela. Em resposta à entrada da PM, parte dos professores e estudantes da USP decidiu aderir à greve em 5 de junho. Eles pedem ainda que a reitora deixe o cargo. As negociações haviam chegado a um impasse: os grevistas afirmavam que não as retomariam enquanto a PM estivesse no campus; a reitora dizia que os policiais só sairiam quando os piquetes terminassem. No dia 9, após um ato na USP, PMs entraram em confronto com alunos e servidores, deixando dez feridos. Ontem, o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) confirmou que a negociação com o Fórum das Seis -entidade que representa alunos, funcionários e professores das três universidades- está marcada para segunda, às 14h.
Reivindicações Entre as reivindicações dos grevistas, estão reajuste salarial maior e a readmissão do sindicalista Claudionor Brandão. O diretor de base do sindicato voltou ontem a defender os piquetes, dizendo que eles são necessários para evitar que os trabalhadores em greve sejam obrigados pelos chefes a retornar ao serviço. “Eles ligam ameaçando, dizendo que o prédio está aberto e que, se os trabalhadores não voltarem, podem sofrer consequências.” A assessoria de imprensa da reitoria afirmou que não há como verificar a veracidade das informações, porque não há nenhuma reclamação de trabalhadores em greve contra os supostos assédios dos patrões. Com a presença da PM no campus -pela primeira vez no dia 1º de junho e permanentemente a partir do dia 3-, os manifestantes iam até as portas dos prédios diariamente, mas não conseguiam bloqueá-las. O Sintusp afirmava, no entanto, que, no momento em que os policias saíssem, as portas seriam bloqueadas de novo. Para segunda-feira, dia da negociação, os grevistas da USP marcaram um novo ato em frente à reitoria. A manifestação deve contar também com a presença de grevistas da Unesp e da Unicamp.
A situação no Irã vem se tornando cada vez mais tensa. Pela primeira vez alguém - em especial uma figura pública como Mousavi - teve a coragem de criticar o Aiatolá. Isso por si só demonstra o ânimo dos que foram fraudados e demonstra que tudo pode acontecer.
"Em uma mensagem publicada no site de sua campanha, Moussavi, um conservador moderado, acusa o líder religioso, sem citar o nome do aiatolá Ali Khamenei, de ameaçar o caráter republicano da República Islâmica e de ter como objetivo a imposição de um novo sistema político.
"Todas as contagens (de irregularidades), às quais se acrescentam as demais mencionadas em minhas cartas anteriores, são suficientes para anular a eleição", afirma Moussavi em uma mensagem enviada ao Conselho dos Guardiães.
Nenhum político iraniano jamais ousou fazer uma crítica de tal importância ao aiatolá Khamenei desde que ele assumiu a função de guia supremo em 1989."
Os tempos são incertos, o Conselho dos Guadiães resolveu contar ínfimos 10% dos votos, algo totalmente insuficiente e um insulto aos que protestam por justiça e contra a fraude e o nascimento de uma perigosa ditadura reacionária.
Perto do Mausoléu de Khomeini, que fica a 20km de Teerã um homem-bomba matou duas pessoas e deixou várias outras feridas e durante os protestos ao menos mais um foi morto pela milícia Basij e até 60 podem ter sido feridas e foram encaminhadas para hospitais da capital - em alguns casos manifestantes feridos depois de espancamentos foram presos enquanto tentavam ser atendidos nos hospitais.
"Testemunhas disseram à agência Associated Press (AP) que 50 a 60 manifestantes gravemente feridos pela polícia e por milícias pró-governo foram levados ao hospital. Alguns manifestantes aparentemente resistiam aos ataques e incendiavam as motocicletas dos milicianos. Helicópteros voavam sobre Teerã. Em todas as partes, ouviam-se sirenes de ambulâncias e viam-se colunas de fumaça negra. "
Neste link, o momento em que uma manifestante é baleada e morta. Conteúdo forte.
Segundo Huffington Post, o nome da mulher assassinada pela milícia é Neda, que em Farsi significa "chamada" ou "voz"
"From Twitter, via Chas: "Her name was ندا (#Neda), which means voice or call in Farsi. She is the voice of the people, a call to freedom - RIP, Neda""
Hoje, os reformistas derrotados - fraudados - Mousavi e Karoubi, deveriam comparecer à uma reunião convocada pelo Conselho dos Guardiães, porém não apareceram, em uma demonstração
Moussavi e Karubi não compareceram neste sábado a uma reunião com o Conselho dos Guardiães, órgão responsável por validar as eleições e analisar as denúncias de irregularidades, e demonstram que as instituições tradicionais iranianas começam a ser questionadas.
Apesar de tudo Mousavi disse expressamente que não defende a derrubada do regime islâmico e sim busca justiça.
"Iran's defeated presidential candidate Mirhossein Mousavi told his supporters on Saturday that he would always be at their side, he said in a statement, the semi-official Fars news agency reported. Mousavi also said in the statement, adressed to his supporters, that he was not confronting the Islamic state. He added that by not allowing legal rallies, the Islamic state may face "dangerous consequences"."
"We are not against the Islamic system and its laws but against lies and deviations and just want to reform it," he said on his website"
Ainda sobre Mousavi, o memso diss eque está pronto para o martírio.
"Opposition leader Mirhossein Mousavi said he was "ready for martyrdom", according to an ally, in leading protests that have shaken the Islamic Republic and brought warnings of bloodshed from Iran's Supreme Leader."
Durante a noite os manifestantes sobem aos telhados para gritar "Allah u Akbar", slogam da Revolução Iraniana, durante o dia os protestos são sileciosos mas ouvem-se gritos de "morte ao Ditador", em referência ao Ahmadinejad. Já são 8 dias de protestos, todos os dias, o dia todo, e os manifestantes não dão mostras de cansaço, de se intimidarem ou de perderem as esperanças, a cada dia aumenta a violência e aumenta a vontade de manifestar repúdio à fraude.
O medo dos manifestantes de que o Irã se torne uma ditadura não é de graça. Ao ler qualquer notícia sobre o país na Reuters vemos o informe do editor:
"EDITORS' NOTE: Reuters and other foreign media are subject to Iranian restrictions on their ability to report, film or take pictures in Tehran."
Ou seja, uma política de censura, intimidação da imprensa e contra-informação foi lançada e vem sendo mantida pelo governo iraniano que, além detudo, intimida e espanca os iranianos que tenta tirar fotos e mostrar ao mundo o que acontece no país.
A foto abaixo, do site Demotiximages (que ainda tem uma interessante galeria de fotos dos protestos), é de um fotógrafo que contribui com o site que foi espancado por tirar fotos em Teerã.
"I was beaten for taking photographs." That's Hanif, a contributor to the citizen photojournalism site Demotix, which has captured dozens of great images over the past week. (Check out Hanif's full gallery from today here.)
Hanif is the third person today who says they were targeted for carrying a camera or cell phone. The paramilitaries have found a new target now that the foreign media are off the streets.
Reformistas incendiaram um prédio em Teerã usado pelas milícias pró-Ahmadinejad e a escalada de violência parece não ter fim. Mousavi convocou o povo a realizar uma greve geral caso ele seja preso e, sem dúvida, o povo está disposto a seguí-lo até as últimas consequências.
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Update:
No blog do Noblat vejo que, segundo a CNN, os mortos, só hoje, são 19, já os jornais europeus falam em até 100 mortes.
"Um correspondente da BBC na praça Enghelab, em Teerã, disse ter visto uma pessoa tomar um tiro e outras pessoas ficarem feridas em um confronto entre manifestantes e o forte esquema de segurança que foi montado no local."
De certa forma, pode-se dizer que o país já está em guerra civil ou, ao menos e para os mais cautelosos, que falta muito pouco para chegar às vias de fato.
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Update 2:
Seguindo a corajosa atitude de Mousavi de criticar - veladamente - o Aiatolá Ali Khamenei, Ali Larijani, porta-voz do Parlamento Iraniano (Majlis) resolveu chutar o pau da barraca e num mesmo pronunciamento para a TV estatal iraniana (Islamic Republic of Iran Broadcasting [IRIB]) criticou o Conselho de Guardiães, também de forma velada o Aiatolá (ao afirmar que houve fraude) e o próprio canal de TV.
"a majority of people are of the opinion that the actual election results are different than what was officially announced."
"The opinion of this majority should be respected and a line should be drawn between them and rioters and miscreants,"
"Although the Guardian Council is made up of religious individuals I wish certain members would not side with a certain presidential candidate."
"The Guardian Council should use every possible means to build trust and convince the protesters that their complaints will be thoroughly looked into," the parliament speaker added.
"the IRIB should not act in a way that provokes people."
A clara desobediência de importantes figuras iranianas é um marco.
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A ONG Repórteres Sem Fronteira (RSF) criticou o Irã, chamando o país de "maior prisão do mundo para jornalistas", ao denunciar a prisão de pelo menos 30 jornalistas e ciberdissidentes, num visível aumento da repressão, censura e perseguilão contra membros da imprens aindependente.
"A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou neste sábado o aumento da repressão no Irã, país ao qual definiu como "a maior prisão do mundo para os jornalistas". "A repressão aumentou ainda mais" depois que o líder supremo da Revolução, o aiatolá Ali Khamenei, confirmou a surpreendente vitória do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, nas eleições presidenciais de 12 de junho, afirmou o comunicado divulgado neste sábado pela RSF.
Segundo a organização, já são 30 os "jornalistas e ciberdissidentes" que foram presos em território iraniano desde as eleições e "a violência das manifestações" que acontecem nestes dias em Teerã faz temer que aumente o número de detenções de iranianos e as expulsões de correspondentes estrangeiros.
O regime iraniano, acrescenta a nota, "não pode tolerar" que o mundo veja o que está acontecendo e, por isso, quer silenciar a imprensa. "A comunidade internacional não pode ignorar mais a situação", segundo a organização, que considera que deve haver "uma reação clara e unânime" que esteja à altura da gravidade dos eventos destes dias.
A RSF reiterou que vários locais sobre os quais não se tem notícias há dias e entre os quais alguns estão presos e foram vítimas de tortura. A organização denuncia que a televisão estatal está atribuindo informações falsas aos candidatos da oposição e que os jornalistas estrangeiros sofrem pressões para que não transmitam as opiniões dos opositores."
Estamos prestes a ver um verdadeiro milagre acontecer! Na verdade três!
Primeiro, a ANATEL resolveu dizer "Eu existo!" e punir a Telefónica!
Segundo, uma grande empresa vai ser efetivamente punida em um país onde normalmente o úncio e constante prejudicado é o consumidor!
Terceiro, e o melhor, a Telefónica vai ser punida pelo seu serviço medíocre!
Situando os desavisados, a Folha noticiou há pouco que a ANATEL proibiu a Telefónica de vender assinaturas do Speedy a partir da semana que vem, por coisa de um mês!
A pena para descumprimento é de 15 milhões mais mil reais por assinatura habilitada!
Estou ansioso pelo comunicado oficial da Telefónica, sua humilhação pública e reconhecimento de sua falta de infra-estrutura e descaso!
A decisão é uma vitória para todos os usuários de internet, em especial os da Telefónica, mas esta decisão não é única, a Net já foi proibida no passado também de comercializar seu vírtua em Goiás, por prestar um serviço medíocre, ao estilo telefónica.
"Diante das inúmeras reclamações registradas em razão da má qualidade dos serviços prestados, o Procon em Goiás suspendeu temporariamente as atividades de comercialização de serviços da empresa NET Goiânia. Cerca de 60 mil domicílios cobertos pela empresa não serão prejudicados.
A partir de amanhã, 21, ficam suspensas a comercialização de serviços, a assinatura de novos contratos para telefonia fixa, TV por assinatura e internet banda larga, separados ou em conjunto. Desse procedimento instaurado, poderá vir uma ação coletiva de consumo, visando à compensação financeira dos consumidores prejudicados.
Até que sejam solucionadas as pendências, implantado um atendimento por telefone e presencial eficiente, melhorada a qualidade técnica dos serviços prestados pela empresa e solucionando os processos administrativos registrados no órgão por clientes, a suspensão será mantida."
A telefónica é péssima, mas não está sozinha, os serviço de banda larga no Brasil (que de banda larga em muitos casos só tem o nome, porque conexões de 128, 256 e 512kb são meras ofensas) é, como um todo, de péssima qualidade. Não há investimento sério, modernização, velocidade garantida, a prática de traffic shaping é uma constante, a prática de limitar a quantidade de dados é vergonhosa e, pior de tudo, os preços praticados no Brasil estão entre os mais caros do mundo, e de longe!
Resta saber se a suspensão da Telefónica ocorrerá de fato, se nenhuma jogada "legal" será tentada e se a empresa será efetivamente multada caso desrespeite a decisão. Aliás, cabe saber se realmente a Telefónica fará melhorias no sistema nesse período ou só fingirá.
---- Update: Vale lembrar que no passado - fevereiro deste ano - o Ministério Públicou multou a Telefónica em 1 bilhão em uma ação pedindo "o ressarcimento a danos materiais e morais causados a milhões de consumidores nos últimos cinco anos diante da má qualidade dos serviços prestados e violação dos direitos dos usuários". Até agora não ouvi falar neles pagando um centavo sequer... -----
Anatel proíbe Telefônica de vender assinaturas do Speedy colaboração para a Folha Online, em Brasília
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) vai proibir, a partir da semana que vem, a habilitação de novas assinaturas do serviço de banda larga Speedy. A medida, que tem caráter cautelar, será publicada no "Diário Oficial da União" na segunda-feira, 22.
A decisão deve durar até a prestadora comprovar para a Anatel que está tomando medidas para melhorar a qualidade do serviço e para coibir novas falhas. A expectativa da Anatel é de que isso seja feito em 30 dias. A empresa registrou seguidas panes nos primeiros meses deste ano.
Se descumprir a medida, a empresa pode ser punida com multa de R$ 15 milhões, além de R$ 1.000 por assinatura habilitada. Além disso, a Telefônica deverá publicar comunicado informando a situação aos consumidores.
A decisão teria sido tomada pelo conselho da agência em reunião na quarta-feira.
A Telefônica informou que "não teve conhecimento oficialmente" do caso, por isso não se manifestou.
Atualmente, a Telefônica tem cerca de 2,6 milhões de usuários do Speedy no Estado de São Paulo. No primeiro trimestre, foram cerca de 100 mil novas assinaturas, de acordo com a empresa de consultoria Teleco.
Depois dos 150 reunidos para protestar contra a greve de manhã na USP, cerca de 300 "estudantes" se reuniram na Praça do Relógio na segunda rodada de protestos anti-greve.
Um amigo meu, que esteve na USP disse que os "manifestantes" não passavam de 50, até 100 mas, tudo bem, vamos com os 300.
Vale lembrar que nem somando os números inflados da manhã e noite, os mauricinhos conseguiram superar o número de pessoas presentes na assembléia da SINTUSP (700) ou o número de pessoas em qualquer manifestação grevista (5 mil na Paulista, 2-3 mil no dia da invasão....).
Realmente, a "franca maioria" dos que são contra a greve se manifestaram, agora, por favor, voltem ao limbo, já tiveram seus 10-15 minutos de fama (minutos, aliás, que constava da convocatória original do flash mob, afinal, os mauricinhos tinham que se preparar para a balada depois!) e vão se divertir em alguma balada cara e deixem os verdadeiros estudantes, os que querem lutar pela USP, e manifestar democraticamente.
"Para a diretora do DCE (Diretório Central de Estudantes), Júlia Almeida, que esteve presente ao evento, havia cerca de 100 pessoas. "São setores que infelizmente não participam do movimento e não se sentem representados", disse a estudante de letras. E ressaltou que os "fóruns de participação do DCE estão abertos para a participação".
O evento estava marcado para as 18h55. Uma hora depois, ainda havia pessoas chegando, mas a lotação estava menor: cerca de 200 participantes, segundo Cristina Chaim, que também estava no grupo de alunos do departamento de publicidade, relações públicas e turismo da ECA e organizadores do evento."
O engraçado - e para quem conhece o movimento estudantil - é que normalmente quem reclama contra a greve, que reclama contra qualquer manifestação, que se diz "não-representado", normalmente jamais participa de qualquer assembléia, qualquer reunião. Se mantém à margem do Movimento Estudantil e, na hora em que a maioria decide alguma coisa, reclamam não terem sido consultados!
Realmente, não dá para perder a aula de francês, a academia e a ida ao shopping para participar de uma assembléia do DCE! Que absurdo!
"Já tem bastante gente dispersando, porque está começando horário de aula", explicou Cristina. Ela disse que, ao contrário do que as entidades estudantis dizem, a USP não está em greve.
Kiko emenda: "a quantidade de pessoas que compareceram aqui mostra que há insatisfação contra a greve no mundo real e não apenas no virtual como andaram dizendo". Um aluno da Escola Politécnica criou uma enquete virtual, em que a maioria dos estudantes votam contra a paralisação do campus"
A ginpastica dos organizadores da "greve da greve" é curiosa. O povo vai protestar mas abandona o protesto, muda de idéia porque a aula está começando. Não tem nem a capacidade de manifestar sua vontade, de manter sua posição. E, por favor, 100 gatos pingados reunidos por 10 minutos demonstra que uma ínfima parcela da USP, nem 1% dela está insatisfeita! Oras, o Serra e a Suely também estão!
Realmente, patético. Lamentável ver o nível a que chegou uma parcela da juventude, ignorante, acrítica, reacionária.
Lula presta mais um desserviço ao Brasil, mais um das dezenas dos últimos tempos, sem contar os lamentáveis comentários do nosso querido presidente em política externa, vide a barbaridade dita por ele sobre o Irã e Direitos Humanos, como mostrei aqui. A CPT e o Sakamoto já vem há algum tempo denunciando a MP 458 ou MP da Grilagem e esperando que o Lula tenha a decência de vetá-la, senão na totalidade, ao menos nos pontos mais polêmicos.
Não vou discorrer sobre os efeitos nefastos da MP, o Sakamoto já o fez com maestria em seu blog, mas o fato é que o Lula vai aprová-la na totalidade, vai legalizar a grilagem na Amazônia e acelerar sua destruição.
É simplesmente vergonhoso que Lula passe não só por cima das Ongs e dos ambientalistas mas, especialmente, por cima de seu próprio partido, o PT, que se colocou contrário à esta temerária MP.
Lula será lembrado como o presidente que entregou a Amazônia à corja dos ruralistas, comandados pela nefasta Kátia Abreu. Será o presidente que sepultou a Amazônia.
O que os Lulistas tem a dizer sobre isso?
Lula nega que MP da Amazônia incentive a grilagem e diz que ONGs não falam a verdade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou hoje que a MP da Amazônia incentive a grilagem de terra. Ambientalistas, ONGs e o próprio PT --partido de Lula-- pediram que o presidente vetasse dispositivos da MP (medida provisória) 458, que que regulariza a posse de terras na Amazônia.
Pela MP, serão legalizados os ocupantes das áreas públicas de até 1.500 hectares. A proposta foi alvo de críticas de ambientalistas, que dizem que ela beneficiará especuladores e grileiros.
"Primeiro, eu tenho um profundo respeito pelas ONGs, mas não sou obrigado a concordar com o que elas dizem. O projeto de lei, tal como está, não incentiva a grilagem de terra em hipótese alguma", disse Lula hoje em Alta Floresta (MT).
Lula disse que está disposto a debater o assunto com as ONGs e a sociedade civil. "O governo está disposto a debater com qualquer ONG e qualquer público porque, primeiro, a medida provisória foi resultado de um grande acordo no Congresso Nacional, em que participaram todos os partidos."
O presidente lembrou que tem até o dia 25 para decidir se vetará dispositivos da MP. "Mas, independentemente de mudar qualquer coisa, eu posso dizer que as ONGs não estão dizendo a verdade quando dizem que a medida provisória incentiva a grilagem de terras no Brasil. O que nós queremos fazer é exatamente garantir que as pessoas tenham o título da terra, para ver se a gente acaba com a violência neste país. É isso que nós queremos fazer."
Página da convocatória,aqui. Dia 27 de junho ocorrerá na Catalunya um grande protesto pela independência da Catalunya me Barcelona, com uma caminhada e ato em frente ao Parlamento Catalão e que promete tomar dimensões ainda maiores depois que um acordo entre partidos no parlamento regional decidiu não discutir/votar a Iniciativa Legislativa Popular (ILP) que pretendia forçar o parlamento a discutir um referendo pela independência da Catalunya para setembro de 2010.
A Mesa do Paralmento entendeu que a proposta era inconstitucional, o que provocou revolta em diversos setores nacionalistas que não consideram a Constituição Espanhola como ferramenta válida para definir limites à vontade do povo Catalão.
Sem dúvida a crítica do grupo Deumil.cat é válida, como podem os soberanistas e nacionalistas se valerem ca Constituição Espanhola para impor limites à vontade de autodeterminação de seu povo? Buscam a independência de seu povo mas esbarram propositadamente na imposição de outro, do que os submete, oprime.
A Deumil.cat convoca todos os Catalães a protestar me nome de uma "nació catalana lliure i sobirana", forçando uma ação contreta da CiU e ERC, partidos que dizem representar a camada nacionalista, mas que na prática pouco vem atuando no caminho da independência.
L’òrgan argumenta que la qüestió depassa les competències catalanes · Deumil.cat crida a manifestar-se el proper 27
Darrera actualització: 17 de juny de 2009
En una decisió presa per unanimitat, la Mesa del Parlament de Catalunya ha acordat no admetre a tràmit la iniciativa legislativa popular (ILP) que pretenia forçar la cambra catalana a debatre sobre la convocatòria d’un referèndum d’autodeterminació el setembre de 2010. La Mesa ha considerat que la ILP és inconstitucional i antiestatutària, i que no es podia acceptar perquè el Parlament no té competències per tractar sobre aquesta qüestió.
En una nota de premsa, l’entitat que promovia la ILP, Deumil.cat, ha expressat la seva profunda decepció perquè la proposta hagi estat tombada malgrat ser «la ILP amb més suport popular al nostre país abans de passar cap tràmit».
Sense citar-los per les sigles, Deumil.cat ha estat especialment crítica amb els diputats de CiU i ERC: «No entenem que els partits polítics nacionalistes i independentistes que reconeixen el dret d’autodeterminació als seus estatuts s’emparin en la Constitució espanyola per negar-se a discutir al Parlament el dret inalienable de la nació catalana a autodeterminar-se».
Davant de la situació, Deumil.cat ha reclamat a «tots els catalans» que participin a la manifestació del proper 27 de juny a Barcelona organitzada pel Grup Acte de Sobirania, que arribarà al Parlament per reclamar als parlamentaris «que explicitin si estan disposats o no a rectificar i fer un Acte de Sobirania que permeti reprendre un projecte de construcció de la nació catalana lliure i sobirana».
El dia 27 de juny, a partir de les 5 de la tarda, farem un seguit d’accions que ens duran a plantar-nos davant el Parlament de Catalunya per exigir als nostres representants electes que ens explicitin si estan disposats, o no, a fer un Acte de Sobirania que permeti reprendre el projecte de Construcció Nacional.
La teva implicació personal és imprescindible per a l’èxit de la convocatòria. Els que viviu lluny, busqueu els companys, organitzeu-vos, i veniu plegats. Si voleu organitzar un autocar, truqueu-nos i ens coordinarem (Rosa 692 047 183).
S’ha fet evident que la via autonòmica és una via morta, que no duu enlloc ni ens permet avançar i que ens aboca, en definitiva, a desaparèixer com a país i com a poble. Estem davant d’una situació d’emergència nacional que reclama de les nostres autoritats i del nostre poble l’assumpció de responsabilitats i la recerca d’una sortida que garanteixi la continuïtat de la nostra cultura, la nostra llengua i la nostra manera d’interpretar el món.
Des del Grup Acte de Sobirania proposem que sigui el nostre poble qui emplaci els nostres representants polítics a acabar amb aquesta situació d’asfíxia i mort lenta. Per això, fent un pas endavant, us proposem que us afegiu a aquesta crida i materialitzeu el vostre compromís amb el país.
El Grup Acte de Sobirania no és ni una plataforma ni una associació. Som un grup de persones, amb capacitat i experiència en el món associatiu. Ens sentim hereus de l’esperit de l’Assemblea de Catalunya, de la Marxa de la Llibertat, de les manifestacions del 2006, el 2007 i de la de Brussel·les el 2009.
✱ El mes de maig, vam fer un assaig de mobilització per Internet, consistent a enviar massivament una carta oberta al President de la Generalitat.
✱ El dia de Corpus, ens vam concentrar davant la Generalitat de Catalunya, per escenificar la defunció de la via estatutària i emplaçar els nostres polítics a donar resposta a les nostres demandes. Ara en recollirem la resposta.
Ha arribat l’hora de creure’ns, com a col·lectiu i com a poble, capaços d’urgir els nostres representants perquè tirin endavant un veritable projecte nacional, projecte que volem saber si comparteixen o no amb nosaltres.
-------------------------------------------- Apenas para constar, uma interessante notícia da Polinésia Francesa e sua luta pela independência da França:
Oscar Temaru, presidente da Polinésia Francesa, ainda hoje uma colônia da França, dá sólidos passos no caminho da independência do país, iniciando com a tentativa de mudar o nome de Polinésia Francesa para Ma’ohi Nui ou Tahiti Nui, numa referência à população indígena na língua da principal ilha do arquipélago, o Tahiti.
O primeiro passo seria um referendo pela mudança do nome do país e logo depois um roteiro concreto para a independência.
El president polinesi parla clar: el seu objectiu és la independència
Temaru lliga el progrés de l’arxipèlag amb la sobirania · El president proposa un referèndum per canviar el nom del país
Darrera actualització: 18 de juny de 2009
Davant dels Estats Generals de la Polinèsia Francesa, el president d’aquest territori d’ultramar francès ha estat transparent: el seu objectiu és aconseguir que aquest país oceànic assoleixi la independència. «Si no aspirem a la plena autonomia, a la sobirania, a la independència, quin progrés podrem realitzar?», s’ha preguntat Oscar Temaru.
Curiosament, Temaru ha citat el president de la República, Nicolas Sarkozy, per justificar per què es referia a la independència justament davant dels Estats Generals. I és que Sarkozy havia demanat anteriorment que s’encetés un debat «sense tabús» sobre el futur dels departaments i territoris francesos fora d’Europa. Aquí ho té: Temaru planteja obertament que el millor per al futur de la Polinèsia és un estat independent.
Un primer pas, almenys simbòlic, seria canviar la denominació oficial de la Polinèsia Francesa. Temaru també ho ha plantejat. El president polinesi pensa en convocar un referèndum per rebatejar el territori amb el nom autòcton de Ma’ohi Nui, explica RFO. Una denominació alternativa, Tahiti Nui (que inclou el nom de l’illa polinèsia més coneguda arreu del món) també s’ha plantejat.
Um inspector da polícia espanhola, chefe do Grupo de Vigilâncias Especiais da Brigada de Informação de Bilbau, morreu esta manhã quando o seu carro foi alvo de uma explosão. Às 9.05 da manhã, uma bomba-lapa colocada junto ao depósito de gasolina e composta por dois quilos de material explosivo foi espoletada quando Eduardo Puelles Garcia se preparava para ir trabalhar. O atentado deu-se no bairro de Ollargan de Arrigorriaga, arredores da cidade de Bilbau.
Eduardo Puelles Garcia era um dos principais dirigentes das forças repressivas que operam no País Basco contra a esquerda independentista. Estaria entre os chefes da estrutura policial encarregue de vigiar, seguir e escutar todos aqueles que ousassem desafiar a ideia da "Espanha una e indivisível". Daí o significativo peso desta acção da ETA e o seu impacto político e militar.
Tanto os órgãos do Estado espanhol como a comunicação social estão de acordo com que era um "polícia dedicado à luta antiterrorista". Patxi López, presidente da Comunidade Autónoma Basca eleito graças à ilegalização da esquerda independentista e a uma coligação com o PP, afirmou: "era um dos nossos".
A esquerda ‘abertzale’ afirma que «fica bem patente a crueza do conflito político»
A esquerda abertzale afirma que o atentado que custou a vida a um inspector da Polícia, as detenções da semana passada e o desaparecimento de Jon Anza “voltam a deixar bem clara a crueza do conflito político que vivemos em Euskal Herria”, pelo que defende “lograr um cenário democrático, assente na liberdade e no respeito dos direitos deste povo”.
“O diálogo e a negociação são para a esquerda abertzale os únicos instrumentos eficazes para uma resolução democrática do conf lito político e armado, os únicos instrumentos que permitirão conduzir este povo a um cenário de paz e democracia”, afirma a esquerda abertzale em comunicado.
Considera que “todos os elementos” estão na mesa, pelo que defende uma acção responsável por parte dos agentes políticos “para com o nosso povo, iniciando dinâmicas de diálogo e negociação política que permitam superar a actual situação de confronto”.
Entende, neste contexto, que a “actual aposta” do PSOE no “incremento da repressão em todas as frentes e no fechamento obstinado ao diálogo não fazem mais do que alimentar a confrontação, perpetuando o conflito e gerando mais sofrimento”.
Lembra que as tentativas do Governo espanh ol de “estabelecer a solução policial como alternativa ao conflito político e armado” se mostraram “infrutíferas, além de absolutamente irresponsáveis”, e sublinha que “só a partir do diálogo, da negociação e do acordo político será possível edificar cenários que permitam a paz e a liberdade em Euskal Herria”.
Reitera, por isso, a sua plena disponibilidade para contribuir para a busca de cenários que “possibilitem abrir um processo de diálogo inclusivo e englobante”, que “estabeleça definitivamente um cenário de paz que supere todas as expressões de violência. Esse é o caminho, não há outro”, constata.
Mais informações no Gara. Vale também ler sobre as reações dos diversos partidos.
Este novo atentado foi claramente uma resposta à violência que os Abertzales vem sofrendo e os processos de ilegalização de opções políticas nacionalistas e a fraude eleitoral contra a Iniciativa Internacionalista. Além disso vale destacar o desaparecimento do ex-preso político Jon Anza. O incremento da repressão por parte do governo SocioFascista do PSOE no País Basco e as prisões arbitrárias começam a receber a resposta devida.
O governo se recusa a dialogar com a ETA, se recusa apermitir a livre-manifestação, tortura, prende e mata Bascos continuamente, não poderíamos esperar outra reação do grupo armado que não a reação, a resposta à altura e igual violência contra os opressores.
Recentemente mais uma montagem, mais uma farsa criada pelo governo Espanhol, o do suposto plano de fuga de presos do ETA, em 2007, que levou à prisão de diversos Bascos, dentre eles de Iñaki Goioaga, advogado de presos políticos Bascos.
"En las prisas por encubrir la operación política detrás de los delitos electorales en contra de Iniciativa Internacionalista el responsable directo Alfredo Pérez Rubalcaba no se coordinó adecuadamente con el juez designado para hacer la tarea sucia y al final el auto de Fernando Grande-Marlaska a dejado a Pérez Rubalcaba sin cortina de humo ni helicóptero. Esto se ha publicado en Gara:
El auto de prisión del juez Grande-Marlaska contra Gorka García Sertutxa, Iñaki Goioaga y Ana Paz -ésta bajo fianza- no sólo exculpa a los otros cuatro detenidos, sino que desmiente todo el alcance dado por el Ministerio del Interior al supuesto plan de fuga de Huelva. El magistrado no cree que estuviera «activado», como dijo Interior, ni encuentra a sus participantes.
Ramón SOLA | IRUÑEA
Ningún portavoz del Ministerio del Interior o la Guardia Civil ha corregido su versión oficial sobre el supuesto plan de fuga de Huelva después de que esta tesis se viniera abajo en gran parte al paso por la Audiencia Nacional. Con los mismos documentos presuntamente incautados a ETA en la mano, el juez Fernando Grande-Marlaska ha llegado a conclusiones muy diferentes a las que presentó el Ministerio el sábado, y que explicitó en rueda de prensa su titular, Alfredo Pérez Rubalcaba.
La nota seguía ayer colgada en la web del Ministerio del Interior, lo que permite a cualquiera constatar las diferencias existentes entre las afirmaciones policiales y las constataciones presentadas por el juez.
En términos cuantitativos, lo que más llama la atención es que la Guardia Civil practicara siete detenciones por estos hechos y la Audiencia Nacional sólo impute ahora a tres de ellos. Dos de los exculpados son presos: Arkaitz Goikoetxea y Jon Igor Solana. Otra persona, Juana Orta, ni siquiera fue llevada ante el juez; está libre sin que ningún portavoz oficial haya explicado la razón del arresto y después de que su nombre, su fotografía y su domicilio fueran difundidos por muchos medios.
Pero la diferencia entre la tesis policial y la judicial afecta sobre todo al aspecto cualitativo. Así, mientras que el Ministerio de Pérez Rubalcaba trató de presentar la redada como un éxito policial al haberse evitado «el plan de fuga que se mantenía activado» y que se iría a materializar este verano, la Audiencia Nacional lo ubica en todo momento en el pasado. No hay datos en el auto judicial que apunten a que fuera a llevarse a cabo este próximo verano, como dejaron caer las FSE y reprodujeron los medios.
Del auto judicial se desprende que la fuga sería en todo caso una idea sin materialización concreta a la vista. Tras exculparse a cuatro de los siete detenidos y reducirse la acusación a dos de los encarcelados a la mera condición de presuntos «correos» del supuesto plan, el juez no ha hallado estructura alguna que lo soporte. Tampoco sabe quién sería la segunda persona que se iría a fugar. Y no hay datos sobre el resto de extremos del operativo: el helicóptero a robar, los vehículos que se usa- rían después, el destino posterior de los huidos... En este último caso, Grande-Marlaska se limita a apuntar que «previsiblemente» se escaparían «vía Portugal».
Goioaga, máximo afectado
Pero la operación policial sí que ha servido para llevar a prisión a un abogado habitual de presos políticos vascos, Iñaki Goioaga. El auto judicial lleva a concluir que no ha sido encarcelado por pruebas relacionadas con esta supuesta fuga, aunque se afirma que pudo trasladar algún mensaje, sino por otros dos elementos hallados presuntamente en el registro y que el juez considera que pueden relacionarle con ETA.
En la práctica, el encarcelamiento de Goioaga es el único efecto real de esta redada, dado que otro de los apresados por el caso ya está entre rejas por otras causas (Gorka García Sertutxa) y a la tercera enviada a prisión, Ana Paz, se le ha impuesto una fianza de 60.000 euros.
En este último caso, la acusación judicial queda también lejos de la policial. Marlaska entiende que Paz sacó de prisión un mensaje de García Sertutxa, pero lo presenta como «un auxilio esporádico, no reiterado en el tiempo, sin perjuicio de su gravedad y de que no cabe alegar desconocimiento»."
O discurso de Khamenei foi lamentável. De um lado dá total apóio à fraude, se recusando a verificar as acusações sérias contra a lisura do processo eleitoral, do outro, defende punição exemplar para o povo que protesta, que é morto por uma milícia criminosa e que quer ter seu voto e seu direito respeitados.
Fonte: Canal 4 (Grã Bretanha)
Disse Khamenei: "Exijo que encerrem os protestos nas ruas, de outra forma eles serão responsáveis por suas consequências, e pelas consequências de qualquer caos."
Resta saber se tudo isto é fruto do medo deste de ver uma nova Revolução em curso.
Veladamente o Aiatolá faz uma ameaça, a de que a violência por parte do governo aumentará, que o povo não poderá mais manifestar-se, não poderá mais reclamar e que tempos negros virão.
Interessantes ainda são as acusações de fraude não só dos partidários de Mousavi mas também do conservador derrotado Mohsen Rezai, que afirma terem havido fraudes nas eleições. Enfim, as acusações não vem só pelo lado reformista, mas também pela linha-dura conservadora. Apenas o aiatolá não enxerga, ou não quer enxergar e talvez denunciar sua participação.
Em algumas regiões do país mais de 100% da população votou. Nas regiões de maioria Azerbaijana (Etnia de Mousavi), Ahmadinejad venceu, algo jamais pensado. Ahmadinejad ainda conseguiu votações gigantescas em grandes cidades mesmo que todos saibam que a força dele vem do interior, nas grandes cidades os reformistas historicamente tem maiores votações.
Todos os indícios indicam fraude a o mero fato do Aiatolá Ali Khamenei ter ido até a Universidade de Teerã para tentar desmentir o óbvio, já denuncia que algo realmente aconteceu.
"O guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, declarou nesta sexta-feir na Universidade de Teerã, que 'o povo escolheu quem queria' como presidente do Irã, na votação da semana passada criticada pela oposição e que terminou com a reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad. Khamenei afirmou que Ahmadinejad foi eleito com 24 milhões de votos e que as opiniões do presidente são mais próximas das ideias dele. Os candidatos derrotados na eleição, no entanto, seguem na denúncia de irregularidades.
No mesmo discurso, o aiatolá ainda afirmou que qualquer dúvida sobre os resultados das eleições de 12 de junho deve ser investigada por meio dos canais legais, mas ao mesmo tempo confirmou a reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad e descartou uma fraude na vitória do ultraconservador.
Khamenei aproveitou a ocasião para criticar o comportamento dos países ocidentais a respeito da eleição presidencial e das manifestações de protesto contra os resultados.
Mais denúncias
O candidato conservador iraniano Mohsen Rezai, terceiro colocado na eleição presidencial de 12 de junho, denunciou mais irregularidades durante a apuração e afirmou que em algumas circunscrições a participação chegou a 140%, informa o site Tabnak.
- Quando apresento a lista de 170 circunscrições onde a participação ficou entre 95% e 140%, isto quer dizer que falo generalidades ou que os casos devem ser examinados? - questionou em um discurso na televisão estatal.
Kamran Daneshjoo, diretor eleitoral no ministério do Interior, declarou que os três candidatos derrotados em 12 de junho diziam 'generalidades' quando falavam de irregularidades.
Não existe um censo eleitoral no Irã e um eleitor pode, em tese, votar em qualquer lugar do país, mas na prática se conhece a quantidade de potenciais eleitores para cada circunscrição.
Rezai criticou mais uma vez a recusa do ministério do Interior de divulgar os resultados detalhados de cada local de votação, como exige desde sábado.
Os três candidatos derrotados apresentaram uma demanda por 646 irregularidades, segundo o porta-voz do Conselho dos Guardiães da Constituição, Abas Ali Kadjodai."
--------------------------------------- A Anistia Internacional denunciou que "baseada em notícias e informações recebidas do Irã, até dez pessoas podem ter morrido nos enfrentamentos com as forças de segurança e as milícias armadas".
A AI também acusou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, de "legitimar a brutalidade" policial em seu sermão desta sexta-feira em Teerã.
No pronunciamento, Khamenei voltou a apoiar a polêmica vitória eleitoral de Ahmadinejad e qualificou de "inaceitável os enfrentamentos nas ruas".
O líder supremo disse à oposição que ela "será responsável pelo caos" se continuar com os protestos.
"Estamos muito preocupados com as declarações do aiatolá Khamenei que parecem dar sinal verde às forças de segurança para que reprimam violentamente a manifestantes que exercem seu direito a protestar e expressar seus pontos de vista", disse Hassiba Hadj Sahraoui, subdiretor do programa para o Oriente Médio da AI.
"Se nos próximos dias muita gente for para as ruas manifestar seu protesto, tememos que se exponham a detenções arbitrárias e ao uso excessivo da força, como ocorreu em dias passados", acrescentou.
"Que um chefe de Estado responsabilize pelas possíveis consequências em matéria de segurança manifestantes pacíficos e não as próprias forças de segurança constitui uma prevaricação e uma licença para eventuais abusos."
A AI lembrou ao governo iraniano que o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos do qual Teerã é parte ampara expressamente o direito de reunião pacífica.
As forças da ordem "só devem fazer uso da força quando for estritamente necessário", afirmou também a AI."
Apenas pelo dever democrático de informar que divulgo tal coisa. discordo frontalmente, dos argumentos, das razões, das motivações e etc, porém, é um direito legítimo dos que querem protestar contra a greve.
Recebi a msg abaixo, anônima, de um dos grupos que participo, a gênese do flash mob anti-greve de hoje.
A argumentação é pueril, o cartaz em si já demonstra preconceito e o e-mail abaixo é simplesmente risível. Um flash mob seguido d uma "balada", pra "se dar bem", falta completa de comprometimento, só uns 20 minutinhos pra ir embora cuidar da vida... Sequer para um protesto os anti-greve (quantos serão?) se dispoem a gastar alguns minutos com planejamento, convocação ou mesmo tempo com a ação!
Não apresentam qualquer proposta, não demonstram porque discordam da greve ou das razões que levaram à greve, querem apenas juntar meia dúzia de pessoas para dizer "não quero, não gostei" e ficar por isso mesmo.
No fim, uma provocação tola, um comentário totalmente imbecil... Bem, esperemos as 18:55 e vamos ver o estacionamento de carros caros e roupas de gripe na Praça do Relógio para o flash mob, seguido de uma balada.
"Galera,
Eu acho que é muito bom a gente debater nossos pontos por aqui, mas, infelizmente, nossa discussão aqui não consegue alcançar mais do que a nós mesmos. Acho que é mais do que hora de a gente fazer alguma coisa, não só pelo que esta acontendo este ano, mas pelos anos que já passaram, e pelos que virão. Os pontos desta greve são rasos e, por isso, geram respostas rasas da nossa parte. Não acho que a gente tenha mais que debater sobre o que pode acontecer (brandão, univesp). Acho que temos que fazer algo sobre o que já está acontecendo, que é uma greve que usa nosso nome pra falar coisas com as quais não concordamos (pelo menos, a maioria).
Por isso, proponho que façamos algo. Se eles se mobilizam, porque a gente não deve fazer o mesmo. A palavra deles tem prevalecido porque nós estamos deixando. As assembleias são viciadas e é dificil mesmo debater com eles (tanto que eles não debatem com a gente, apenas fazem o que entender ser o melhor), mas essas não são unicas maneiras da gente se fazer ouvir. A votação que está rolando é um exemplo disso. Nossa politica do "deixa pra lá" esta afetando cada vez mais nossos estudos e nossa facu.
O que eu estou propondo é um Flash Mob na praça do relógio. Eu sei que já é dificil pra maioria da galera chegar na USP a tempo pras aulas, ou perder aulas pra fazer assembleias, mobilizações, etc. por isso acho que essa ideia é bem razoavel. É rapida e não requer pratica nem experiencia, e ainda pode ser legal. Alem disso, pode gerar uma repercussão boa e tirar o apoio dessa greve que só esta fudendo a gente. É só ir lá, trocar uma ideia, fumar um cigarrinho, levar uma brejinha, fazer um volume por uns 15, 20 minutos e pronto. Se forem 200 pessoas, já é mais do que os que votaram a favor da greve. Se forem 1000, 2000 a gente acaba com essa greve de vez (quem sabe com algumas proximas) e ja faz uma balada pra comemorar ( lol ). Depois todo mundo toma seu rumo, vai pra aula, pra casa ou pra onde for (afinal, se rolar balada, vai que você se da bem).
Se vocês concordam com isso, divulguem nos grupos de email que vocês tem acesso. Se gente da USP toda for lá por alguns minutos a gente pode mostrar que "os alunos da USP" somos nós, não o fã clube do brandão.
Imagina que lindo se passa o "globocop" (pausa para risadas...) e ve a praça lotada de alunos fazendo greve da greve...
Bom.. divulguem... ou daqui a uns anos nosso reitor vai ser o brandão...."
--------------------------------------- Update: Aparentemente outro flash mob ocorreu hoje na USP, ao meio dia. Resta saber se o das 18:55 está mantido.
150 gatos pingados caminharam ao redor da ECA e resolveram provocar cerca de 700 grevistas em assembléia do SINTUSP e acabaram apanhando.
"Os engajados no protesto relâmpago fizeram caminhada ao redor do prédio da ECA e foram à assembleia que estava sendo realizada pelo Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), com cartazes com dizeres como "Fora Brandão". Os grevistas presentes à reunião - cerca de 700, segundo a organização - começaram a pedir que os "anti-greve" fossem embora. Algumas pessoas da assembleia acabaram se desentendendo com os alunos que foram para o "flash mob"."
É engraçado, no momento em que ocorre uma assembléia, alguns babacas aparecem para tumultuar e ainda reclamam que foram expulsos do local.... Para piorar, um dos babacas no protesto afirmou que eles sequer sabiam da assembléia!
"Murilo Lacerda, 19, estudante do terceiro ano de geofísica, afirma que o grupo não pretendia afrontar os funcionários. Segundo ele, a convocação foi feita no decorrer da semana por e-mail e pelo site de relacionamentos Orkut e que os estudantes não sabiam da assembleia, marcada ontem. "
Então além de tumultuar e convocar um protestinho ínfimo, sequer sabem o que acontece na USP. A assembléia foi marcada ONTEM, dia 18, mas ninguém se deu ao trabalho de descobrir e, vendo depois que uma assembléia estava acontecendo, resolveram provocar e tumultuar? Se bem que, de acordo com o diretor do Sintusp, os estudantes não só sabiam da assembléia como tinham a intenção de invadá-la.
"A assembleia de hoje deveria começar às 11h na faculdade de história. De acordo com Magno de Carvalho, diretor do Sintusp, o local foi alterado depois que funcionários tiveram a informação que alunos invadiriam o sindicato. "
Por mais que eu não simpatize com o Brandão - sua demissão arbitrária e política é uma das razões para a greve atual -, nem de longe, não posso deixar de reconhecer que esta frase dele é certeira:
""Esses alunos de bochechas rosadas vêm aqui sem ter ideia [da pobreza do país, da situação do país]""
O governo Brasileiro, finalmente, demonstrou um pouco de lucidez. O jogo entre Corinthians e Flamengo será definitivamente em Ramallah e sob hipótese alguma em território Israelense, tampouco haverá um segundo jogo em Israel.
Foi um passo a frente da diplomacia brasileira, agora seria excelente que o congresso vetasse o acordo de livre comércio com os Genocidas de Israel.
Brasilia wants to hold friendly game between Sao Paulo's Corinthians, Rio de Janeiro's Flamengo in Ramallah, with no plans to hold similar game in Israel. Decision said to cause diplomatic tensions between countries
Diplomatic tensions have sparked recently between Israel and Brazil over none other than a soccer match, Yedioth Ahronoth reported Wednesday. he Brazilian government decided to extend a gesture to the Palestinian people and hold a friendly game between two of its leading soccer teams – Sao Paulo's Corinthians and Rio de Janeiro's Flamengo – in the West Bank city of Ramallah.
With famed player Ronaldo as the Corinthians' striker and Flamengo being one of the world's top soccer teams, many Israelis would undoubtedly love to attend the game, but the Brazilians have made it clear that they are not interested in playing in Israel – only in the Palestinian Authority.
Giora Bachar, the Israeli ambassador to Brasilia inquired about the reports in the local media with the Brazilian Foreign Ministry, which confirmed them.
Bachar filed an official protest with the Brazilian Foreign Ministry, but his report to Jerusalem did indicate that the initiative has yet to find a sponsor.
"I intend to make the Brazilians understand that if a similar game is not held in Israel, we will see it as an act of ostracism," he said. "It would be better off if they held two games, or better still – a joint game for the Israelis and Palestinians."
""I intend to make the Brazilians understand that if a similar game is not held in Israel, we will see it as an act of ostracism," he said. "It would be better off if they held two games, or better still – a joint game for the Israelis and Palestinians."" They don't want to play with you. They just don't. And you keep begging. Israel reminds me of those really annoying and unpopular kids in high schools who beg other kids to take them with them to movies and such. And Israel stinks which makes it even less popular.
Hoje mais de 100 mil pessoas participaram de manifestações em Teerã, em mais um dia de luta contra a fraude eleitoral conservadora no país. Hoje a marcha foi em homenagem aos 8 mortos pela milícia Basij, pró-Ahmadinejad.
Vale, como de costume, uma ida ao Blog do Pedro Dória.
Peru:
Vitória do povo peruano, vitória dos indígenas, o governo Peruano derrubou as leis que causaram os protestos e as mais de 30 mortes no país nas últimas semanas.
É uma grande derrota política para Alan Garcia, que ainda vem enfrentando uma batalha midiátia contra Evo Morales.
Lentamente Garcia vai sendo colocado em seu devido lugar e espera-se que rapidamente volte para o limbo do qual nunca deveria ter saído.
Israel/Canadá:
Organização judia canadense Independent Jewish Voices, decidiu, depois de votação, aderir à campanha mundial pelo boicote à Israel.
"Independent Jewish Voices has voted to join the international boycott campaign because we stand in solidarity with the Palestinian people and support their right to self-determination," says Diana Ralph, co-chair of IJV. "We are calling on the Canadian government and all Members of Parliament to push for immediate sanctions on Israel."
"The time has come for people around the world to rise to the challenge in Israel/Palestine, as we did for South Africa," says Fabienne Presentey, Steering Committee member of IJV. "All voices that can be raised against this injustice must be."
95% dos membros da organização aprovaram a adesão ao boicote internacional e à buscar uma atitude mais coerente e menos acrítica por parte do governo canadense em relação ao seu apoio à Israel.
Aliás, lembrando a piada de Neatanyahu sobre o "Estado" Palestino, Lieberman, seu chanceler, demonstra as reais intenções do Estado Genocida de Israel ao afirmar que não porá fim ao "crescimento natural" do país e não frerá os assentamentos ilegais na cisjordânia.
"No tenemos ninguna intención de modificar el balance demográfico en Judea y Samaria"
"Dondequiera que nazcas tienes derecho a morir, y no podemos aceptar la visión de poner fin por completo al mantenimiento de las construcciones. Debemos continuar con el crecimiento natural"
Não, apesar do título dar a entender, minha crítica não é ao protesto, que por sinal apóio incondicionalmente!
A crítica vai à vergonha que foi o episódio - ou episódios - de intransigência, desrespeito, violência (e quais outros adjetivos couberem para descrever o comportamento imbecil dos que são contra a greve ou sequer sabem o que acontece) contra os manifestantes na Paulista.
Podem reclamar de barulho, podem reclamar do trânsito, da confusão, do que quiser, mas é direito legítimo o protesto, a manifestação, a passeata.
5 mil pessoas, entre estudantes, professores e funcionários fizeram uma bela manifestação na Paulista, legítima, democrática, ordeira, e foram covardemente atacados por algum imbecil - sim, porque não tem nome melhor, não dá pra "pegar leve" - com ovos, cubos de gelo e, pasmem, garrafas de vidro!
Como pode um ser jogar garrafas de vidro do décimo segundo andar de um prédio contra estudantes! Contra seres humanos!
Será que este ser, este imbecil, não sabia que poderia causar a morte de alguém? Ou seria sua intenção, a maneira da direita "protestar", com violência?
Este energúmeno deve ser prontamente identificado, processado e preso, por tentativa de homicídio pois sua atitude demonstra que era essa a intenção, pois pessoas normais não jogam garrafas de vidro sobre pessoas que protestam pacificamente - nem que não fosse um protesto pacífico!
Uma estudante de Ciências Sociais de 22 anos foi atingida por uma pedra de gelo, nos informa o G1. Menos mal que não foi uma garrafa, mas, ainda, o autor tem que ser processado e preso, da mesma maneira, pois cometeu um crime, uma agressão, uma tentativa de homicídio clara. Isso me faz lembrar de algo que ocorreu na PUC, nas assembléias pré-invasão da reitoria, onde os mauricinhos do prédio em frente ao TUCA começaram a jogar pedras e ovos em quem estava na assembléia, com centenas de estudantes reunidos.
Atitude lamentável, repressora, violenta e criminosa. Mas não se pode esperar muito em um país onde impera o autoritarismo, o coronelismo e a bandalha geral. Onde Sarneys são defendidos pelo antigo líder da Esquerda e atual presidente, em uma demonstração de que não existe peroba na política federal, onde Paloccis são inocentados e etc, etc, etc....
Agora é oficial, acabou a exigência de diploma para exercer a função de jornalista!
Uma verdadeira vitória de todos!
Abaixo, a notícia vinda do blog do Noblat, informando que pelo menos 7 dos 11 ministros do STF presentes votaram a favor do fim desta lei criada pela Ditadura Militar que limitava o direito do povo de exercer a profissão.
Quem sabe, agora, pessoas realmente capazes irão escrever notícias relevantes e não mais o show de barbaridades e senso comum que lemos todos os dias nos jornais?!
É quase um sonho pensar em alguém que realmente entende de Relações Internacionais escrevendo sobre o assunto e não alguém que "sabe escrever bem" mas não entende nada do assunto, mas é jornalista, tem diploma! Alguém realmente capaz de fazer análises políticas, que seja da área e não um diplomado sem qualquer conhecimento.
É uma nova era para o jornalismo, de um lado poderemos ler notícias escritas por quem realmente entende do assunto e, por outro, os jornalistas vão ser obrigados a buscar especializações nas áres em que querem atuar. Todos sairão ganhando.
Maioria vota contra exigência de diploma para jornalista
Para sete dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federa (STF), o diploma não deve mais ser obrigatório para o exercício da profissão de jornalista.
Os ministros estão julgando desde as 15h30, uma ação protocolada pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) e pelo Ministério Público Federal, que pedia o fim da obrigatoriedade do diploma.
Com a decisão de hoje, fica a cargo das faculdades e das empresas decidir se cobram ou não o diploma. Mas o Estado não poderá intervir em nenhum caso.
Por quase 1h, Gilmar Mendes, presidente do tribunal e relator do caso, votou contra a obrigatoriedade do diploma. Para ele, a profissão de jornalista não oferece perigo à coletividade, como outras profissões. O ministro Cezar Peluso seguiu o raciocínio:
- Não garante eliminação do mau exercício da profissão, à deficiência de caráter, ética, de cultura humanística e até de sentidos. Ou seja, não existe, no campo do Jornalismo, o risco que venha da ignorância de conhecimentos técnicos.
Os ministros seguiram os argumentos de Taís Borjas Gasparini, advogada do Sertesp. Ela defendeu que o Jornalismo não deve ser comparado às profissões de "médico, engenheiro ou piloto de avião":
- Ao contrário destas profissões, o Jornalismo é um exercício puramente intelectual. Depende talvez do domínio da linguagem e do vasto campo de conhecimentos humanos. Mas muito mais que qualificação, é a lealdade, curiosidade, sensibilidade e ética que o jornalista deve ter. A obtenção desses requisitos não se encontra nos bancos da faculdade.
João Roberto Fontes, advogado da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), contrapôs:
- O jornalismo já foi chamado de quarto poder da República. Como, então, não é necessário o conhecimento específico pra ter poder desta envergadura? É evidente o efeito devastador de uma notícia feita por um inepto. A divulgação de um balanço errado é uma catástrofe que se multiplica em segundos pelo mundo inteiro.
Os ministros Joquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não estavam presentes na sessão.
Reposto um comentário antigo meu sobre a obrigatoriedade do diploma:
Li hoje n'O Globo que amanhã, provavelmente, haverá o julgamento definitivo sobre a necessidade ou não de diploma para exercer a profissão de jornalista.
Desde já digo minha posição: Sou totalmente a favor que QUALQUER um com capacidade exerça a profissão, não há sentido em exigir diploma para tal função.
A maior parte dos argumentos que ouvi, de jornalistas, é a de que o jornalista, na faculdade, aprende a escrever, a coletar dados e coisas do tipo. Oras, qualquer bípede com um mínimo de cultura e vontade sabe e pode fazer o mesmo!
Talvez o jornalista, de início, tenha mais estilo ou saiba como tratar suas fontes de uma maneira mais... correta (?) mas, me desculpem, afirmar que só jornalista forma pode exercer a profissão é desmerecer, por exemplo, um Nelson Rodrigues! Será que ele não tinha capacidade para exercer a profissão? Que levante a mão o corajoso!
Quem nunca se deparou, por outro lado, com absurdos vindos de jornalistas, formados, e cheios de si? Quantas vezes não fui obrigado a ler matérias extremamente rasas sobre política internacional, por exemplo, em um ou outro jornal, assinadas por jornalistas com diploma mas que sabem escrever bem, mas não sobre o objeto da matéria!
Qualquer pessoa que estude política ou mais especificamente política internacional ou Relações Internacionais (como eu) fica abismado com a precariedade de algumas matérias de jornalistas diplomados.
Só para citar um exemplo, noto o constante uso de "militantes inslâmicos" para todo e qualquer grupo que cometa algum crime em um país muçulmano. Não importa a razão, se o grupo que reivindica for muçulmano ou o país do ataque for muçulmano então os perpetradores são, automaticamente, "militantes islâmicos".
Primeiro lugar, ser "militante" não infere crime.
Ser islâmico ou militante islâmico não quer dizer absolutamente nada! Quer dizer apenas que a pessoa é muçulmana e busca, de alguma maneira, transmitir sua crença.
Não sei se é estupidez, ignorância ou má fé simplesmente.
Me lembrei agora, mas me escapa o nome do autor, uma pesquisa feita com as famílias de vários homens bomba que morreram em atentados suicidas em nome do Hezbollah.
Qualquer jornalista com diploma diria que os ataques foram cometidos por militantes islâmicos, por fanáticos islâmicos ou ainda terroristas islâmicos sem, porém, qualquer tipo de análise crítica ou pesquisa.
Saibam, pois, que vários destes militantes islâmicos eram, na verdade, cristãos, e a franca maioria (até a data pesquisada pelo autor) de esquerda, ou seja, não eram "militantes fanáticos" como a mídia adora reproduzir e (des)informar o público.
Acabei de encontrar o artigo que trata sobre o assunto dos três últimos parágrafos. O autor em questão é Robert Pape que analisou - através das biografias e de entrevistas com familiares dos suicidas -, entre 1982 e 1986, 38 dos 41 "terroristas" suicidas do Hizbollah.
Qualquer jornalista formado (desculpem a generalização) , diria que foram todos ataques cometidos por "militantes islâmicos" quando, na verdade, apenas 8 eram fundamentalistas islâmicos, 27 eram de grupos de Esquerda (logo, não poderiam ser encarados como militantes islâmicos) e 3 eram, vejam só, cristãos!
Este pequeno exemplo serve apenas para ilustrar que ter diploma de jornalista torna a pessoa apta a escrever bem, sim, mas não a saber sobre o que escreve.
Confio muito mais em alguém da área de Ciência Política ou Relações Internacionais - em geral, óbvio - para escrever sobra uma crise na Tanzânia, que em um jornalista que passou pelos editoriais de moda, esportes e caiu de para-quedas na página internacional.
Acredito, por outro lado, que não seria ruim um curso - talvez uma pós de curta duração ou um mini-curso ou até uma pequena especialização - para àqueles de formação diversa que tem interesse em adentrar na área jornalística mas, exigir uma graduação completa e um diploma para ser jornalista é, na melhor das hipóteses, um disparate.
Trazendo o assunto para um campo ainda mais moderno, quantos são os blogueiros que jamais cursaram jornalismo mas que estão aí, noticiando o que acontece no mundo, opinando e informando o público? Serão todos eles incapazes de seguir sua veia jornalística por não terem diploma?
Não vejo um jornalista falando com maior propriedade sobre física nuclear em um jornal que um físico nuclear ou um jornalista falando sobre a situação política da Ingushétia que um cientista político especialista em Ingushétia.
Claro, não tenho a intenção de desmerecer qualquer jornalista e apenas ilustrar que, mesmo que muitos tenham a capacidade de tratar de diversos assuntos e sejam excelentes no que fazem - como Clovis Rossi, Azenha, PHA, Noblat, dentre outros -, ter um diploma não é tudo, é preciso, antes de mais nada, ter interesse, disponibilidade, honestidade, vontade e conhecimento.
imaginem só se Antônio Maria, Nelson rodrigues (como disse Miro Teixeira), ou Euclides da Cunha, Carlos Lacerda, Jaguar, dentro outros fossem proibidos de escrever porque não tinham diploma!
Jornalismo não é ciência!
Daqui ha pouco pedirão diploma para cartunista, para escritor. É algo que não tem sentido e nem fim.
Diploma é acessório. Um belo acessório mas, ainda assim, acessório.
Por fim, um apanhado do Idelber sobre as diversas posições quanto à esta questão:
"Sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista
É evidente que eu teria um texto bem incendiário para oferecer sobre este tema, mas acabo de chegar a Belo Horizonte, cansado pacas, e decidi fazer o que fazemos aqui de vez em quando. Eu ofereço os links e vocês conversam. O que achei de interessante por aí sobre a discussão que acontece hoje no Supremo Tribunal Federal, acerca da obrigatoriedade do diploma para jornalistas, vai abaixo: