Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral...
Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
Zelaya deve, amanhã, retornar de vez à Honduras e, segundo o mesmo, acompanhado de diversos presidentes da América Latina. Cristina Kirchner é uma certeza e Correa uma possibilidade. O presidente golpista, Mciheletti afirma que prenderá Zelaya quando este chegar ao aeroporto, é esperar para ver.
O governo golpista já demonstrou sua fraqueza, sentiu que seu isolamento é tremendo e irreversível e cedeu um pouco ontem, ao afirmar que poderiam realizar um referendo para aceitar ou não Zelaya de volta. Duas coisas surgem daí, uma a de que estão querendo ganhar tempo, pois a organização de um referendo não se faz um um dia - e neste meio tempo a pressão internacional poderia diminuir e abrir caminho para manipulações e etc - e outra a de que o golpe foi mal planejado, precipitado, infantil. Talvez os golpistas esperassem apóio dos EUA, não contassem com a guinada do governo americano, e acabaram sós, sem apóio, sem o óleo venezuelano, ameaçados de suspensão na OEA e nos demais organismos multilaterais.
Uma coisa é certa, se no Irã a pressão contra Ahmadinejad diminuiu e os protestos foram, até certo ponto, controlados e agora luta-se para evitar penas de morte ou pesadas contra os manifestantes - política de apagar o fogo, infelizmente - em Honduras o povo se mantém nas ruas protestando e a pressão internacional é constante e dificilmente o governo golpista se manterá no poder.
A imprensa hondurenha e internacional que tentam noticiar os protestos e a repressão no país vem sendo constantemente censuradas, o excelente blog Contracorriente vem fazendo uma interessante cobertura deste aspecto do golpe.
"Globo era una de las pocas emisoras que informaba sobre lo que ocurría en Honduras, mientras la prensa de derecha desvió su programación. La emisora había presentado un análisis según el cual un 95% de los medios de ese país dejaron de transmitir cualquier tipo de información relacionada con el golpe de Estado.
Las acciones pasaron del bloqueo y cierre a la agresión. Decenas de comunicadores fueron atacados por militares, policías y por manifestantes."
O jornalista da TeleSur que vem cobrindo os protestos comenta neste momento que os jornalistas estão sendo extremamente cautelosos e discretos para não sofrerem qualquer represália por parte do governo golpista e estão tendo que tomar muito cuidado quando andam nas ruas.
Vários jornalistas e manifestantes já foram presos.
A maior parte das informações sobre o golpe em Hoduras vem da TeleSur, neste momento estão mostrando uma manifestação gigantesca pró-Zelaya e pró-democracia nas ruas de Tegucigalpa.
Mais de 20 mil, segundo o El Tiempo marcham em direção à casa presidencial em apóio à Zelaya. ----------------------------------------- Autores do golpe em Honduras. ----------------------------------------- Na página da Presidência de Honduras é rir para não chorar. Uma foto de Micheletti e a seguinte inscrição:
"Construimos juntos el Gobierno Hondureño de:
La reconciliación y el diálogo nacional.
El respeto y la integración internacional.
El imperio de la ley.
Y el progreso de los ciudadanos."
-------------------------------------- Há poucos minutos o Arcebispo (Cardeal?) de Tegucigalpa, Oscar Andrés Rodríguez, fez um comunicado pelas TV's do país conclamando o povo a apoiar o golpe!O.o A posição da igreja não surpreende, visto que SEMPRE apoiaram golpes pela América Latina, vide o caso Brasileiro.
No Brasil, ao menos, boa parte da base eclesiástica reviu sua posição, ams não apaga o fato de terem apoiado o regime militar brasileiro em seu início e ainda por muito tempo.
O Arcebispo Rodríguez pediu ao povo para lembrar de três dos dez mandamentos:
''On the day of your inauguration you cited three commandments of the rules of God -- not to lie, not to steal, not to kill,'' Rodríguez said. ``If you respect life, if you love life. . .please meditate because if not it could be too late.''
Rodríguez pediu à OEA e à Comunidade Internacional que reconsiderem seu apóio a Zelaya.
Lamentável!
"'To the Organization of American States, please pay attention to everything illegal that was happening before the 28th of June,'' Rodríguez said. ``This is a community that will define our own destiny without any unilateral pressures. We renounce any blockades, which will only hurt the poor.''
Dressed in the traditional black shirt, coat, and priestly white collar, Rodríguez said he spoke on behalf of 11 other Catholic bishops who signed a statement ``in support of peace.''
---------------------------------- Excelente artigo do Blog do Nassif. ---------------------------------- @AntonioVM, pelo Twitter, dá os números:
Un total de dos muertos, 37 heridos y 360 detenidos es el balance de la represión golpista
---------------------------------- No aeroporto de Tegucigalpa, por onde Zelaya chegará amanhã e onde se encontram milhares de manifestantes, há dezenas de atiradores de elite do exército a postos para atirar!
Este é um post não-post, um desabafo não-desabafo, sim, é estranho e pseudo filosófico mas é bem por aí...
Eu tenho o costume de postar 3, 4 vezes ao dia, muitas vezes até mais, especialmente com o que vem acontecendo no Irã, em Honduras... Mas aos fins de semana entro em crise, costumo sair, ficar na casa de amigos, da namorada e quase não acesso à internet. Bate o desespero.
Engraçado que quando criei o blog minha intenção era apenas escrever para mim, colocar meus pensamentos de forma mais organizada e tentar falar menos sozinho. Começou a ficar sério, comecei a comentar muito em outros blogs, a notar que pessoas me seguiam, que eu tinha alguns acessos diários e comecei então a tentar mante uma média para conseguir atrair mais leitores e manter os que já tinha.
Virou um vício. Imagino que saudável porque eu sempre passei tempo demais na internet, mas agora ao menos me aprofundo mais no que leio, seleciono melhor o conteúdo, consigo delimitar melhor os sites e as notícias que vou atrás e eliminei muita besteira que lia e perdia meu tempo.
Mas, do nada, criei um certo senso de responsabilidade com o leitor, me sentindo o próprio jornalista. Sei que tenho alguns leitores diários, converso com alguns deles, comento em seus blogs e etc e esta relação se tornou quase obrigatória e aos fins-de-semana, como eu disse antes, bate o desespero de nao corresponder, de não postar, de não acompanhar o que acontece.
Sempre foi difícil para mim passar 2 dias sem internet e depois ter que recuperar o tempo perdido, saber o que perdi, saber se aconteceu outro golpe, se aconteceu uma eleição e por aí vai. Agora, além disso, escrevo. Complicado.
Se tornou inevitável ficar sempre de olho no contador de visitas, no contador de assinantes do feed, no tráfego do blog e etc, sempre atrás de mais e mais visitas, de forma que eu sentisse que minhas idéias tinham validade e estavam sendo passadas. Bem, ao menos isso, este sentimento, diminuiu bastante, senão ficava neurótico!=)
Juntem à isso o Twitter recém criado (@Tsavkko) que é simplesmente fantástico, uma ferramenta incrível e que agora consigo compreender o porque de ter sido fundamental nos protestos do Irã, mas que me ocupa um tempo grande - mesmo que através dele eu receba informações valiosas - e, no fim, o meu velho e querido micronacionalismo, uma atividade política, como uma simulação de Estado-nação na internet, que sempre me ocupou um tempo imenso e agora sinto estar negligenciando um pouco.
O Micronacionalismo, aliás, que foi o responsável tanto pela minha decisão de me graduar em Relações Internacionais quanto por te me direcionado para a área de comunicação, cibercultura e cibergeografia, resultando na minha iniciação científica - terminada em fevereiro - e, enfim, neste blog, no meu atual estágio e na minha vida hoje!=)
Enfim, a tecnologia é uma maravilha, mas também traz seus problemas, traz a dificuldade em administrar o tempo, em conseguir ter prioridades, em conseguir acompanhar tudo que está por aí, blogs, feeds, twitts, notícias e por aí vai.
Enfim, este post não tem nenhum objetivo específico além de compartilhar estes sentimentos, alguns podem achar imbecil, outros podem concordar e alguns podem até se sentir iguais. Mas, no fim, será que alguém vai ler isso?;-)
Ah, sem tags dessa vez, destoa demais da proposta do blog!
Mais uma vez a Anistia Internacional condena Israel, o Estado genocida.
Desta vez, porém, o relatório é extremamente duro e certeiro. Acusa Israel de maltratar crianças e de destruir Gaza cruelmente. O que todos já sabiam mas sempre fica melhor quando uma grande organização fala.
Dentre as acusações pairam os maus tratos à crianças (leia-se tortura, prisões arbitrária,s intimidação, espancamento, assassinatos), assassinato de civis inocentes (1400 mortos sendo 900 civis, 300 crianças e115 mulheres), violação de leis de guerra e, enfim, comprovou a mentira de Israel de que os Palestinos do Hamas usariam civis como escudo. Mais uma mentira Sionista desmascarada.
"O relatório de 117 páginas afirma que centenas de civis palestinos foram mortos através do uso de armas de alta precisão e que outros foram mortos com tiros à queima-roupa "sendo que não representavam ameaça à vida de soldados israelenses".
A Anistia Internacional também acusa Israel de usar armas de baixa precisão, como artilharia e fósforo branco, em áreas densamente povoadas."
Um pouco mais do relatório:
"Ataques indiscriminados diretos ou indiretos contra civis e alvos civis. Várias centenas de civis foram mortos como resultado destes ataques."
"Houve demolição e destruição de casas e de prédios civis em grande escala, e a destruição não poderia ser justificada como uma necessidade militar", afirmou.
"E as equipes médicas também foram impedidas de retirar os feridos além de ataques a algumas equipes médicas em ambulâncias. Tudo isto é violação das leis internacionais e constitui crimes de guerra", acrescentou.
Do site da Anistia, em inglês, comentários sobre o relatório.
A reação dos Árabes é bem resumida pelo Angry Arab que, apesar do teor contra Israel, acaba por deslegitimar também a resistência Palestina.
The lousy Amnesty International has spoken: that resistance to foreign occupation (by brown and black people) is considered a war crime. Cuddling the boots of the foreign occupiers is recommended instead.
Em minha singela análise, o relatório foi extremamente preciso em muitas questões. Mas, de fato, o Hamas tem razão em suas críticas. Os foguetes lançados pelo grupo mataram 13 pessoas em Israel, 3 apenas eram civis. A AI simplesmente "esqueceu" da situação de cerco e de abusos contra os Palestinos e igualou o Hamas em termos de Crimes de Guerra à Israel. É um erro.
O direito à resistência é legítimo, sem falar na desproporcionalidade dos atos, na quantidade de mortos, nos objetivos, nas forças. O relatório tem partes brilhantes, faz duras críticas à Israel e sua ação genocida, porém, peca ao igualar o Hamas por sua resposta, nem de longe, à altura do que sofreu e ainda sofre o povo Palestino.
No fim das contas o relatório foi positivo em denunciar Israel mas errou em igualar desiguais.
Segundo o relatório da Anistia Internacional, Israel:
* Praticou a “destruição cruel”, “indiscriminada”, “sem precedentes”, da Faixa de Gaza em ataques que frequentemente tinham como alvos civis palestinos.
* Usou armas de baixa precisão, como artilharia e fósforo branco, em áreas densamente povoadas.
* Promoveu ataques indiscriminados diretos ou indiretos contra civis e alvos civis. Várias centenas de civis foram mortos como resultado destes ataques
* Demoliu e destruiu casas e prédios civis em grande escala, e a destruição não poderia ser justificada como uma necessidade militar.
“Impediu equipes médicas de retirar os feridos, além de atacar algumas equipes médicas em ambulâncias.
O relatório da Anistia Internacional afirma ainda que:
* Centenas de civis palestinos foram mortos com armas de alta precisão e outros com tiros à queima-roupa, “sendo que não representavam ameaça à vida de soldados israelenses”.
* A Anistia não encontrou evidências que apoiem as acusações israelenses de que os militantes do Hamas, em Gaza, usaram civis como “escudos humanos”. A entidade diz, no entanto, que há evidências de maus tratos contra civis palestinos — inclusive crianças — por parte de soldados israelenses.
* Cerca de 1.400 palestinos foram mortos na operação militar israelense. Esses números batem com as estatísticas divulgadas por palestinos.Entre os mortos, mais de 900 eram civis, incluindo 300 crianças e 115 mulheres, de acordo com o relatório. O Exército israelense afirma que 1.166 palestinos morreram, dos quais 295 eram civis.
“Tudo isto é violação das leis internacionais e constitui crimes de guerra”, acusa a responsável pelo relatório. “A maior parte da destruição foi cruel e deliberada, e foi promovida de maneira e em circunstâncias que não indicam que possa ser justificada do ponto de vista da necessidade militar.”
O documento também também acusa o grupo palestino Hamas de cometer crimes de guerra, citando os ataques com foguetes lançados contra zonas residenciais em Israel.Treze israelenses foram mortos, incluindo três civis.
Repressão constante ao povo, isto é fato. Mas ao menos o "governo" começa a ceder e sentir o peso do isolamento (Chavez, aliás, suspendeu envio de petróleo).
O "Governo Provisório", como o PIG gosta de chamar o governo fake, golpista, começou a demonstrar ter sentido o peso do repúdio internacional e aventou a possibilidade de um referendo para saber se o povo quer que Zelaya volte ao poder. É um primeiro passo, e uma excelente demonstração de que a pressão internacional vem surtindo efeito.
O governo provisório de Honduras, que assumiu o poder após o golpe de Estado do último domingo (28), disse nesta quinta-feira (2) que admite a possibilidade de antecipar uma eleição anunciada para novembro a fim de dar fim à crise gerada pela expulsão do presidente Manuel Zelaya. Roberto Micheletti, chefe do governo interino, disse que uma outra opção seria fazer um referendo para saber se o presidente deve ou não retornar ao poder. Segundo ele, entretanto, seria difícil fazer isso rapidamente.
Pressão, aliás, que a OEA vem fazendo de forma constante, renegando seu passado de apoio à regimes golpsitas e ditatoriais, inclusive impondo um prazo para que a normalidade democrática retorne e sanções sejam aplicadas à Honduras.
Trágico, e até cômico, são as tentativas do governo golpista e da "justiça" de Honduras de tentar dar alguma legitimidade ao golpe, forjando acusações e "provas" de supostos crimes cometidos por Zelaya.
"A Promotoria de Honduras afirmou nesta quinta que dispõe de provas "suficientes" para acusar Zelaya por 18 delitos, desde traição à pátria até a não aplicação de 80 leis aprovadas pelo Congresso. "Zelaya será preso apenas se colocar um pé no nosso território e julgado por 18 delitos que estão suficientemente documentados contra ele", afirmou o promotor-adjunto Roy Urtecho, que ainda confirmou a emissão da ordem de prisão contra o líder deposto.
As outras acusações contra Zelaya são a de que ele teria criado o cargo de vice-presidente para favorecer Aristides Mejía, considerado seu amigo, e usar recursos estatais para promover o referendo para mudar a constituição, permitindo assim que exercesse a presidência por um segundo turno, e que motivou o golpe de Estado."
Em um Estado de Direito, a justiça de qualquer país decente abriria processos contra um acusado - fosse quem fosse -, porém, em Honduras, a justiça apóia um golpe para DEPOIS fabricar as acusações e as provas. Tentativa torpe e burra de legitimar um golpe ilegal e ilegítimo.
------------------------------- Algumas fotos dos protestos e da repressão em Honduras, upadas pelo Fórum Centro Vivo.
Outro álbum de fotos. -------------------------------Falando em OEA, aparentemente a organização resulveu renegar mesmo seu passado. Insulza, secretário da organização afirmou que visitará Honduras não para negociar, mas para apresentar o documento aprovado por todos os países membros e ecxigir a restituição da democracia.
""No vamos a Honduras para negociar. Vamos a pedir que se deje de hacer lo que se ha estado haciendo hasta ahora, y a buscar vías que permitan el retorno a la normalidad""
Fato curioso, Zelaya é acusado pela "justiça" de Honduras de ter crrado um cargo para seu amigo, o de vice-presidente, por outro lado Micheletti, o golpista-chefe, retirou o prefeito democraticamente eleito de San Pedro Sula, Rodolfo Padilla Sunseri, do cargo e nomeou seu sobrinho, William FRanklin Micheletti, no lugar!
Será que a "justiça" vai investigar e acusar também o "novo presidente" de Honduras ou sua balança apenas pende para um lado?
O Diariocolatino informa que os protestos seguem fortes em Honduras. ---------------------------------------- A oposição golpista midiática continua na sua tentativa faraônica de legitimar o golpe. Mostra apenas "protestos" dos anti-Zelaya (nenhuma palavra sobre os pró-Zelaya e democracia, apenas comentam que meia dúzia apareceu para um protesto aqui ou ali), anuncia que os protestos são um "não ao Chavismo" e inflam o número de participantes, que chegam aos 50 mil, em alguns casos!
Dos EUA, não poderia chegar algo diferente:
"El senador Jim DeMint defendió el jueves el derrocamiento del presidente hondureño Manuel Zelaya y dijo que ahora está vigente el estado de derecho en el país centroamericano.
Zelaya fue derrocado mediante un golpe militar, luego de hacer caso omiso a una orden de la corte suprema, para que evitara buscar una reforma constitucional, que según muchos hondureños, iba encaminada a permitirle la reelección.
DeMint, republicano conservador, calificó a Zelaya como un "dictador al estilo de Chávez", en referencia al presidente venezolano Hugo Chávez."
Los empresarios y el gobierno de facto y opresor de Roberto Micheletti han iniciado una campaña fuerte para validar su golpe de estado. Al extranjero han enviado a un “canciller” que habla puras estupideces cuando lo entrevistan, como cuando dijo que el bloqueo centroamericano al comercio no importaba o que a Manuel Zelaya Rosales lo juzgarían por narcotráfico. A nivel local los empresarios y el gobierno están gastando millones en marchas “por la paz y la democracia”. ¿De qué paz hablan cuando están golpeando en las calles a los opositores al gobierno? y ¿De qué democracia hablan cuando irrespetaron la Constitución al implantar un gobierno a fuerza de fusiles?
Por cierto, me cuentan que en algunas empresas les dicen a los empleados “que si quieren ir a las marchas, vayan”, pero en otras la cosa es seria y los amenazan que si no van los despiden. Sólo una minoría va voluntariamente y, de esos, la mayoría no entiende el problema de fondo (el irrespeto a la ley, a la Constitución y el quebrantamiento de 28 años de sucesiones democráticas), si no que siguen empeñados en ver que Mel andaba con Chávez “y por eso está bueno que le hayan dado el golpe”.
Los hondureños tenemos tan pocas cosas para sentirnos orgullosos (somos una nación pobre gobernada por un atajo de ladrones). Pero el hecho de saber que después de Costa Rica éramos en Centroamérica la nación con más años de gobiernos democráticamente electos era un motivo de orgullo. Pero con este golpe hemos retrocedido en un día lo que construimos en 28 años y los ignorantes no son capaces de verlo.
Volviendo al punto original. Si este es un gobierno “legítimo” como la cúpula empresarial, los perros de la patria (léase diputados) y el mismo Micheletti dicen, entonces ¿porqué la represión? En los últimos días han estado dispersando con gases lacrimógenos y a balazos las manifestaciones en contra, coludidos con medios de comunicación como Televicentro, Radio América, HRN, La Prensa, El Heraldo y La Tribuna, que se niegan a informar sobre los acontecimientos que “empañen la nueva administración”.
Además, mientras les disparan a quienes reclaman el retorno al orden constitucional, la misma policía y militares protegen a quienes apoyan el golpe y hasta les cierran las calles a su alrededor “para que nadie los moleste”, mientras los medios de comunicación afines al gobierno de facto les dedican horas en su programación o varias páginas en los periódicos.
Si tienen tanto apoyo ¿porqué suspender las garantías constitucionales? Primero dijeron que era “por 48 horas” y luego las extendieron hasta mañana, sábado 4 de julio, de modo que no podemos salir de noche, no podemos reunirnos, pueden allanarnos nuestras casas y nos pueden detener por más de 24 horas, sin decir “agua va”. Y esto habría sido peor porque el decreto enviado por Micheletti al Congreso Nacional solicitaba un estado de sitio, donde se suspenden todos los derechos, pero la diputada izquierdista Doris Gutiérrez lo denunció en una radio y “los perros de la patria” corrieron a cambiar el decreto a último minuto para no verse tan represores. Entonces, insisto, si son tan populares y legalistas ¿porqué la represión y la suspensión de derechos?
Otra estupidez con la que no podemos estar de acuerdo es que enfaticen y se rasguen las vestiduras al decir que esto no es un golpe de estado y que, encima, pretendan que les creamos. El hecho que nos digan que no fue un golpe equivale a decir “ustedes son estúpidos, no piensan y tienen que creer todo lo que les diga”. No señores, así no es la cosa. Sería mejor que dijeran: es cierto, dimos golpe de estado porque era lo conveniente a nuestros intereses y de ahora en adelante estas son las reglas. Y punto.
ElFaro.net traz entrevista com militar de alta patente que admite a ilegalidade do GOLPE.
"Coronel Herberth Bayardo Inestroza, asesor jurídico del Ejército hondureño
“Cometimos un delito al sacar a Zelaya, pero había que hacerlo”
El principal asesor jurídico del Ejército hondureño admite que trasgredieron la ley al sacar al presidente Zelaya en un avión hacia Costa Rica, y que esa decisión la tomó la cúpula mlitar “para evitar un derramamiento de sangre”. El coronel Bayardo Inestroza dice que el presidente venezolano, Hugo Chávez, hace bien en temer de un francotirador en Honduras, y que el ejército de este país no podría convivir con un gobierno de izquierda. Si Zelaya vuelve, dice, sería el final del estado de derecho en Honduras. Esta es la entrevista que el coronel Bayardo concedió a El Faro y el Miami Herald."
Zelaya había decretado un importante incremento al salario mínimo y estrechado relaciones con los sectores populares. En política internacional se sumó a la oleada de gobiernos progresistas que renegaban de las políticas neoliberales que dominaron los años noventa, se integró en la Alternativa Bolivariana de las Américas, un proyecto de cooperación e integración latinoamericana sugerido por Hugo Chávez, y restauró las relaciones diplomáticas con Cuba.
Para este domingo cometió el delito imperdonable de "preguntar al pueblo". Convocadas elecciones legislativas y municipales ideó la propuesta de instalar una urna más donde los ciudadanos se pudieran pronunciar sobre la convocatoria de una Asamblea Constituyente para el próximo año. Una iniciativa apoyada por la firma de 400.000 ciudadanos hondureños, las tres centrales obreras, el Bloque Popular de Honduras y toda una serie de organizaciones sociales, pero no por los sectores empresariales que temen cambios en sus privilegios fiscales y en la política de expolio de los recursos naturales del país.
AntonioVM, via Twitter informa que nenhum país reconheceu o governo golpista de Micheletti, a história de que Israel e Taiwan haviam reconhecido não passa de boato inventado pelo PIG local!
Em menos de um mês, mais uma pane. Desta vez a empresa quebrou seu recorde pessoal de um problema por mês, resolveu antecipar a dor de cabeça!
Ontem o Speedy, novamente, deu problemas em São Paulo.
E pensar que, antes da Telefónica ser punida com a proibição da venda do Speedy por um mês, havia a possibilidade (certeza?) de expansão da rede para o interior! Se o serviço antes era péssimo (e continua sendo) imaginem se expandissem se qualquer tipo de fortalecimento, melhoria/condições mínimas para a rede que já existe?
Cada vez mais eu acredito no que alguns técnicos da Telefónica dizem: O pane geral/final está perto.
"A Telefônica, por meio de sua assessoria de imprensa, informa que detectou instabilidade em parte da infraestrutura de sua rede, mas que já não recebia reclamações desde o início da noite. A empresa diz, ainda, que mantém equipes técnicas monitorando "eventuais novos casos de dificuldades"."
Leia-se: A pane continua, não fazemos idéia do que aconteceu e estamos rezando para que tudo se resolva.
É impressionante como a empresa não tem a capacidade de prever qualquer defeito, não tem o menor controle sobre sua rede e não tem qualquer meio de corrigir rapidamente suas panes. A infraestrutura não é apenas deficitária, é jurássica.
Desta vez, pelo menos, não inventaram que uma pessoa foi responsável pelo problema, como já fizeram antes.
"A operadora responsável pelo Speedy divulgou, na última sexta-feira (26/6), um plano de 70 milhões de reais para melhorar o serviço de banda larga. O Speedy possui 2,6 milhões de clientes no Estado de São Paulo."
Me engana que eu gosto! O plano apresentado dia 26/06 é uma tentativa de fingir para a ANATEL que a Telefónica se importa com os clientes e com a qualidade (?) dos seus serviços e, claro, visa retomar a venda do Speedy. O plano pode ser lido aqui, via IDGNow.
Este artigo da Computerworld, de maio, nos traz algumas informações do porque a Telefónica é tão ruim. Claro, o fato de ser um monopólio e do governo ser conivente na maioria das vezes, são complicadores, talvez os principais problemas, que levam à falta de investimento em infra-estrutura e à piada das terceirizações para reduzir custos e, forçosamente, qualidade.
Agora é esperar o ressarcimento que o procon deve pedir e que talvez chegue à astronômica quantia de 15 centavos e, lógico, esperar a próxima pane. ------------------------------------ Update:
Algo acontece na ANATEL!
O órgão suspendeu a cobrança pelo cancelamentos do Speedy depois de mais um novo pane, por 90 dias!
O Jornal golpista El Heraldo noticia que Israel e Taiwan reconheceram o governo golpsita de Micheletti. Até agora nenhuma confirmação independente mas, ao menos da parte de Israel, não surpreenderia. Nação genocida apóia nação golpista. Nada de fora do comum.
Pelo Twitter o Idelber Avelar informa que o sinal da TeleSur foi bloqueado. Além de cortes de energia, censura à imprensa e Estado de Sítio, nada mais de TV independente no país.
O El Heraldo, ainda, cobre uma manifestação de apoiadores do Golpe na capital. Este protesto, pelo visto, não foi proibido pelo governo que, por outro lado, espanca a oposição em marcha e proíbe manifestações de apóio a Zelaya.
A tentativa torpe de tentar legitimar o golpe é flagrante. Não houve golpe, houve uma sucessão baseada na ordem constitucional! Claro, expulsaram o presidente, colocaram alguém no poder sem qualquer participação popular, o exército foi às ruas, foi baixado o Estado de Sítio... MAs tudo isso na maior normalidade democrática!
La manifestación pacífica comenzó a las 10:00 de la mañana con aproximadamente 25,000 personas, pero a medida avanza va creciendo.
Este es nuestro apoyo a la democracia y al nuevo gobierno, dijo María Antonieta Votto, mientras caminaba entre una muchedumbre que no paraba de gritar: “Fuera Mel, fuera Chávez”.
Este es el gran apoyo que el pueblo de Honduras le está dando al nuevo gobierno, porque la gente quiere vivir en paz y democracia. “Le pedimos a Mel (Manuel) Zelaya que no venga a Honduras porque aquí no lo queremos”, expresó Votto.
Diferentes disertantes manifestaron que el mundo debe entender que en Honduras no se ha dado un golpe de Estado, pues lo que sucedió fue una suceción basada en el orden constitucional.
A honestidade do jornal se mostra ainda maior, ele mostra o "outro lado", uma manifestação de 500 pessoas pró-Zelaya... Lamentável o nível a que chega o PIG, aqui e lá!
O Blog Honduras Resistência dá outra visão dos protestos dos pró-Zelaya que o PIG finge não ver.
O que a imprensa não mostra, no Twitter vira notícia, e de lá saem denúncias de mais conflito, tiros e possíveis mortos em enfrentamentos do Exército com manifestantes pró-democracia. Gás lacrimogêneo é usado a todo momento contra a população desarmada e pacífica. Em Honduras todos os meios que tentam transmitir os pronunciamentos de Zelaya são bloqueados e censurados.
A FIFA não está gostando nada das demonstrações dos jogadores do Brasil, ou melhor, não está gostando do proselitismo religioso da seleção brasileira.
Cá entre nós, nem eu.
A FIFA repreendeu o Brasil, pedindo moderação mas não descartando punição no futuro, pelas atitudes religiosas de alguns jogadores - como Kaká e sua camisa "I belong to Jesus" e a roda de oração no centro do campo - que vem incomodando outras federações, como a Dinamarquesa, que exigiu posição firme da FIFA.
Este tipo de atitude não é comum só à seleção brasileira, mas também vemos constantemente demonstrações de zelo religioso nos campeonatos regionais e nacionais (BR e Copa), com jogadores dando entrevista berrando que quem fez o gol foi Deus, que só Jesus salva, ou então levantando os uniformes e mostrando inscrições religiosas nas camisas de baixo.
Isto deve ser permitido?
Não.
Futebol não é palco para pregação, para proselitismo. Ninguém é obrigado a ficar lendo e ouvindo pregação e frases de efeito religiosas sem querer. Além disso, imagine se o "outro lado" resolver também aderir à moda e, como disse o Tulio Vianna, aparecer com uma camisa com “Deus um delírio”?
O que acontecerá se Ateus resolverem negar os preceitos da religião dos outros, ou ainda se judeus, muçulmanos, budistas e afins começarem a também fazerem proselitismo? Acaba o futebol e começa a igreja.
"O medonho espetáculo dos jogadores do Brasil ajoelhados, de olhos fechados e cenho franzido, gritando uma oração em círculo, manchou a beleza do jogo que lhes deu o título da Copa da Confederações. Não por causa da crença em si - como eu disse, cada um acredite no que quiser -, mas pelo oportunismo egoísta e pelo sinal assustador de que algo muito ruim pode estar no ventre da sociedade. Um ovo da serpente, quem sabe."
Religião é algo privado. Você acredita? Bom para você, mas não force os demais a também acreditar. Da mesma forma que ninguém quer ficar escutando - forçado - um culto da Universal, uma missa ou um sacrifício satânico - há regulamentações, limites, horários e lugares para cada coisa - ninguém quer também ter que, durante um jogo, ficar lendo slogans religiosos ou ver demonstrações como as constantemente vistas nos gramados brasileiros.
Será que a Bispa Sônia está pagando à seleção brasileira pela propaganda - indireta - de Kaká? Ou será que as igrejas evangélicas (e em alguns casos a católica) estão pagando pelo espaço aos clubes e à seleção pela propaganda? Ainda que esta não seja a questão principal, é ainda um argumento válido. Fica também outra questão, será que, num país majoritariamente cristão, manifestações de minorias religiosas seriam toleradas e levadas tão "numa boa" quanto às cristãs?
Imaginem um jogador muçulmano com uma camisa "Allah é o único Deus", será que os demais não se sentiriam ofendidos, da mesma maneira que este se sente ofendido com o proselitismo cristão?
Daqui ha pouco veremos o Kaká com uma camisa "Vote na Bispa Sônia para Deputada"ou algum outro jogador com camisas pedindo voto para seu cunhado ou irmão pelos campos do país.
Isto precisa ser proibido lo mais rápido possível para evitar a baderna e também nos poupar de proselitismo.
"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca.
Enfim, o futebol tem seus reis e deuses, não precisa de"empréstimos" ou influencias. Está bem servido e completo sem precisar da religião para manchar o espetáculo.
No Twitter o movimento segue forte. Só ontem os acessos ah hashtag #ForaSarney ultrapassara os 2 milhões (2.320.000), mas na "realidade", nos protestos de rua convocados, nenhum sequer chegou a agregar 30 pessoas (Update: Salvo o de São Paulo com cerca de 50, viva!).
No Rio, apenas 26 pessoas se animaram a participar. Em Campo Grande (MS) os manifestantes tiraram algumas fotos e é possível ver o número diminuto de participantes.
Em São Paulo, 50 compareceram. E não vale contar os que estavam parados na frente do MASP tentando entender o que acontecia!
Mas, também, o que esperar de um movimento capitaneado por duas sub-celebridades como Tico Santa Cruz (Quem?) e Marcelo Tas? Marcelo Tas que, aliás, defendeu a PM na invasão da USP e foi obrigado a se retratar depois...
Já não bastava ter virado garoto-propaganda da Telefónica.... Tem gente que não sabe quando chega ao fundo do poço! ----------------------------------------------- Não sei o que me deu mas fui até o blog do tal do Tico Santa Cruz (Quem?) e me deparei com algo ainda mais ridículo que o comparecimento aos protestos...
O Post "Sarney Venceu" é simplesmente grotesco!
Segundo o "jornalista" (sic mil vezes), Sarney teria vencido porque milhões de brasileiros não participaram dos protestos e também porque muitos ridicularizam o protesto. É uma análise tão torpe que QUASE não merece comentários.
Quase porque, infelizmente, tem gente que realmente lê o blog do indivíduo e porque conseguem levar a figura à sério....
Sarney não "venceu", tampouco perdeu . Um protesto organizado por meio de uma ferramenta da qual uma parcela ínfima da população brasileira participa não é termômetro para nada.
Além disso, esperar que milhares - milhões? - de cibermilitantes realmente saiam às ruas para protestar em um país em que não se levanta a bunda da cadeira para nada além de torcer (obrigado, Millôr), é querer muito! É preciso fumar e cheirar demais para acreditar realmente numa besteira dessas!
--------------------------------------------- Quanto a idéia em si, interessante. No Irã boa parte dos protestos vem sendo organizada pelo Twitter, muita informação sai do país também só através deste meio e o mesmo vale para Honduras, onde até a energia elétrica vem sendo cortada e foi baixado um Estado de Sítio ("apenas" por 72h, lamenta o Uol).
Mas no Brasil a coisa é diferente. E vimos apenas sub-celebridades tentando aparecer e não um movimento legítimo de massas, mas algo arquitetado por gente que quer ter mais que 15 minutos de fama e ser alguém, fingindo realmente se preocupar com o país e com alguma coisa séria.
Um movimento que tinha até uma cara, uma idéia curiosa, descambou para uma palhaçada mal organizada e um fracasso total.
Aliás, voltando à idéia central, ela é simplista. De que adianta um #ForaSarney? Sai Sarney e entra outro igual. Vão puxar um "Fora" sempre que um novo canalha assumir o posto?
O protesto deve ser contra o congresso, contra os corruptos, contra todos - ou quase todos - e nao contra A ou B, acabando por fazer o jogo de quem quer derrubar o Lula.
Longe de mim defendê-lo, detesto Lulismo, mas a derrubada do Sarney interessa à quem quer barrar o governo, e é fato verificar. Se o DEM está envolvido, alguma coisa podre paira no ar.
Enfim, o protesto foi um fracasso, algumas sub-celebridades já jogaram a toalha mas alguns no Twitter continuam a defender a continuidade, que o próximo será maior e etc...
Mais um dos absurdos das "agências regulatórias", que deveriam mudar o nome para "agências exploratórias" ou qualquer correlato.
Até onde eu sei a inflação não bateu os 13%. Na verdade nada bateu os 13%, só o preço já abusivo da energia elétrica. Salta aos olhos a cara de pau da Aneel que, assim como todas as outras agências, se limita a fazer figuração ou então a ferrar com o consumidor.
Era esperar demais que mais de uma agência se mexesse pela primeira vez na história para defender o consumidor - como fez a ANATEL ao suspender a venda do Speedy - a história segue seu curso e nós continuamos a nos ferrar.
Imagino que os especialistas terão de refazer o cálculo de que o pobre tem que trabalhar duas vezes mais (3 meses e meio) que o rico para pagar suas contas.
"Um dia depois de o presidente Lula anunciar novas desonerações tributárias para o setor produtivo, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) divulgou nesta terça-feira, 30, estudo que mostra que os brasileiros mais pobres têm que trabalhar 197 dias do ano para pagar os tributos cobrados pela União, Estados e municípios. É quase o dobro dos 106 dias de esforço exigido dos brasileiros mais ricos do País, que ganham acima de 30 salários mínimos. Uma diferença de 3 meses e meio em relação ao esforço dos trabalhadores mais pobres com renda até dois salários mínimos. "
Agora terá que trabalhar mais... e no escuro!
Eu não me lembro de NENHUM salário ter sido reajustado dessa maneira - salvo o salário dos deputados, senadores e corruptos no geral, que aumentam todo ano e tudo decidido por eles mesmos, com nosso dinheiro - mas os impostos, o preço de energia, e demais preços sobem da maneira que os monopólios querem, ou melhor, que as agências regulatórias querem.
Eles fingem regular alguma coisa e nós fingimos... Bem, na verdade nós não fingimos, nós pagamos com mais trabalho.
Só o lucro da Eletropaulo na capital do Estado é de 8 bilhões. Mas pelo visto é muito pouco. Falta o dinheiro da caixinha dos oficiais superiores da Aneel.
"Conta de luz ficará 13% mais cara em São Paulo, decide Aneel
Os consumidores de energia elétrica de São Paulo terão que pagar 13% a mais, em média, pelo serviço prestado pela Eletropaulo. O reajuste vale a partir de 4 de julho.
De acordo com autorização da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o reajuste será de 12,96% para consumidores residenciais (baixa tensão) e entre 9,2% e 15,25% para consumidores industriais (alta tensão).
A Eletropaulo atende atualmente a cerca de 5,8 milhões de unidades, abrangendo 24 municípios da região metropolitana de São Paulo. Só o consumo de energia elétrica da capital representa receita anual de aproximadamente R$ 8 bilhões.
O peso no bolso do consumidor poderia ter sido ainda maior. A Eletropaulo havia pedido reajuste médio anual de 18,75%, a ser aplicado a partir de 4 de julho.
Índice definitivo
No último dia 16, a agência aprovou o índice definitivo para reajuste da energia elétrica provida pela Eletropaulo. O índice vale para o período 2008-2010 (retroagindo ao ano passado).
O índice definitivo foi um pouco menor do que aquele que vinha sendo aplicado provisoriamente, significando um reajuste menos caro ao consumidor.
Até 2008, o índice para reajuste da energia era provisório. Após uma revisão na metodologia do cálculo, realizada no ano passado, o índice provisório será comparado ao definitivo e apenas a diferença será cobrada dos consumidores"
----------------------------------- Notinha rápida sem qualquer relação: Dom Dedé, finalmente, largou o osso. Está aposentado, nos deixou livre, deixou o posto de Arcebispo de Recife e Olinda!
O Vaticnao aceitou sua renúncia, que agora vá excomungar pombos e deixe o povo em paz!
Mousavi declarou que não reconhecerá o governo "eleito", que chama de ilegítimo e diz que ainda é tempo de reconquistar a confiança do povo e revogar o resultado das eleições, além de garantir a liberdade de expressão, segurança e liberdade de assembléia.
Mir Hussein Mousavi issued a statement today in response to Guardian Council certifying the election results. Mousavi said the majority of the people including him do not recognize the legitimacy of the current government. He expressed his fears about a grave danger facing the country because people no longer trust the government. According to Mousavi, it is not too late to regain people's trust and reinstate the rule of the law. Denying the fact that people have lost their trust in the government is not beneficial, he said. He requested an end to the militarization of the society, revising the election laws, honoring the article 27 of the constitution (freedom of assembly), freedom of media, reactivating news websites, and a ban of illegal government intervention in restricting communication and monitoring people's activities among other things.
Destoando dos dados da oposição, o govrno iraniano afirmou que os mortos foram 20 e os presos 1032, número muito menor do que os mais de 2 mil defendidos pelos manifestantes.
Para os que ainda acham que não houve qualquer fraude, na recontagem de 10% dos votos o Conselho de Guardiães encontrou nada menos que 3 milhões de votos fraudados. Não é preciso muito para saber que se a recontagem fosse total o resultado final da eleição seria outro.
"Os adversários de Ahmadinejad nas eleições presidenciais de 12 de junho questionaram a regularidade da reeleição e acusaram as autoridades de fraude em grande escala. O Conselho de Guardiães, órgão responsável por ratificar o resultado do pleito, confirmou na segunda-feira (29) a reeleição do presidente e afirmou que a fraude constatada na recontagem parcial dos votos, ao menos 3 milhões de votos irregulares, não era suficiente para anular a reeleição de Ahmadinejad."
Aliás, algo até esperado, mas ainda assim surpreendente pela falta de noção, o médico, amigo do Paulo Coelho, Arash Hejazi, que tentou salvar a vida de Neda e hoje encontra-se refugiado, será processado pelo govenro do Irã!
Fars News Agency in Persian on 1 July 2009 reports that the commander of the Law Enforcement Force said: Arash Hejazi who as the witness of the murder of Neda Aqa-Soltan has created uproar is being prosecuted by the International Police (Interpol).
Speaking to a gathering of reporters, General Esma'il Ahmadi-Moqaddam added: Arash Hejazi is being prosecuted by the Ministry of Intelligence and Interpol forces.
He stressed: The murder of Neda Aqa-Soltan is a scenario which has no links to Tehran's riots.
Arash Hejazi, the doctor who was present at Neda Aqa-Soltan's murder scene, has held certain sensational interviews with foreign media on this murder case after departing the country.
Além de Arash Hejazi, Mousavi também enfrenta a possibilidade de ser preso. Hoje a milícia Basij e pode enfrentar uma pena de 10 anos de prisão.
Iran's opposition leader Mir Hossein Mousavi today became the target of the notorious Basij militia as it called for him to be prosecuted for his role in the greatest political unrest in Iran since the Islamic revolution.
In a letter to the country's chief prosecutor, the Basij accuse Mousavi of involvement in nine offences against the state, including "disturbing the nation's security". That charge carries a maximum 10-year prison sentence.
Ao mesmo tempo em que Mousavi pede para que os protestos não sejam abandonados, surge a notícia de que 6 apoiadores de Mousavi podem ter sido enforcados pelo governo iraniano.
Caso a notícia se confirme devemos esperar ainda mais enforcamentos, prisões e julgamentos sumários e mais repressão.
Mais sobre Neda, neste link. ----------------------------------------- Em Honduras, os protestos continuam.
A OEA deu 72 horas para Micheletti deixar o poder:
"La comunidad internacional no está dispuesta a aceptar a Roberto Micheletti como nuevo jefe de estado de Honduras. La Asamblea General de la Organización de Estados Americanos (OEA) ha exigido hoy en una resolución común al nuevo Gobierno hondureño la restitución del depuesto Manuel Zelaya en un plazo de 72 horas, mientras España y Francia han llamado a consultas a su embajador en el país centroamericano.
Los Estados miembros de la OEA se han reunido para la búsqueda de una respuesta unánime a la crisis desatada tras el golpe de Estado perpetrado por los militares el pasado domingo en Honduras. La OEA ha amenazado al nuevo Gobierno, encabezado por Roberto Micheletti, con la expulsión de Honduras del seno de la organización si no restituye a Zelaya."
------------------------------------------- Carta de Pérez Esquivel sobre Honduras:
Golpe de Estado en Honduras
Carta de Adolfo Pérez Esquivel
Al secretario General de la OEA A las Iglesias, Movimientos y organizaciones populares.
Nuevamente surgen en el continente los golpes militares apoyados por el Pentágono y la CIA y los grupos de poder económico, eclesiástico y político que no quieren cambio alguno y están dispuestos a imponer nuevamente gobiernos dictatoriales en los países que intenten cambios estructurales y la conquista de la soberanía y autodeterminació n de los pueblos.
Lo estamos viviendo en la República hermana de Honduras, víctima de un golpe de Estado por las fuerzas armadas y sus aliados contra el gobierno del Presidente Manuel Zelaya, a quien detuvieron y expulsaron del país, encontrándose actualmente en Costa Rica.
El Presidente de Costa Rica, Oscar Arias asumió su responsabilidad en defensa del gobierno democrático hondureño al decir “que el golpe de Estado contra el gobierno hondureño es un gran retroceso”, y expresando su solidaridad con el pueblo hermano, reclamando la restitución de Presidente Zelaya en su función presidencial.
Rechazamos el golpe de Estado contra el presidente Manuel Zelaya y reclamamos acciones urgentes de la OEA, y de los gobiernos en el continente para respetar y restituir en sus funciones de gobierno al mandatario depuesto, sin imposición alguna. Se debe juzgar y condenar a los militares golpistas y sus cómplices. No pueden quedar en la impunidad; son criminales que atentan contra la democracia y los derechos humanos del pueblo hondureño y dañan a todos los pueblos del continente y el mundo.
Reclamamos al Presidente de los EE.UU. Barack Obama, intervenir urgentemente para que se respete al pueblo hondureño y su Presidente electo democráticamente.
Que repudie el golpe de Estado llevado a cabo por las fuerzas armadas hondureñas y sus secuaces.
Es hora que el gobierno de los EE.UU. cambie su política intervencionista en el continente latinoamericano y sepa respetar la voluntad de los pueblos. Las fuerzas armadas no actúan sin el consentimiento del Pentágono y de la CIA y la complicidad de empresarios, sectores eclesiásticos y políticos que siempre usaron y abusaron del poder para dominar al pueblo.
Esos sectores antidemocráticos pretenden imponer conflictos y guerras de baja intensidad en la región para defender sus intereses y evitar la soberanía y autodeterminació n de los pueblos.
Reclamamos a la OEA, desconocer el gobierno golpista impuesto en Honduras. Desconocer al gobierno de facto y restituir en su cargo al Presidente elegido por el pueblo, Manuel Zelaya.
Pedimos a los movimientos y organizaciones populares del continente y de otros países solidarios:
Repudiar el golpe de estado en Honduras
Reclamar el restablecimiento en sus funciones del presidente Manuel Zelaya, sin condicionamiento alguno.
Reclamamos sancionar a los militares y sus cómplices; parlamentarios, magistrados, empresarios y eclesiásticos, que no pueden quedar en la impunidad
No podemos olvidar que quedan en el continente remanentes de fuerzas armadas golpistas, impregnadas de la Doctrina de Seguridad Nacional y con añoranza de las dictaduras que, en lugar de estar al servicio del pueblo, se han transformado en tropas de ocupación de sus propios pueblos, violando los derechos democráticos y los derechos humanos
No podemos olvidar que sectores antidemocráticos y golpistas intentaron imponer un golpe de Estado, contra el gobierno legítimo del Presidente Hugo Chávez, de la República Bolivariana de Venezuela y gracias a la acción y apoyo del pueblo venezolano y la solidaridad internacional, fue restituido al gobierno y se logró derrotar a los golpistas.
Los magistrados del Tribunal Electoral, la Corte y el Congreso, deben actuar de acuerdo a la Constitución Nacional y respetar el llamado a la consulta popular sobre la Reforma Constitucional y las decisiones democráticas del gobierno.
No pueden avalar y apoyar un golpe militar contra un gobierno constitucional, se ilegitiman por sus acciones y ponen en peligro todas las democracias en el continente, al apoyar un gobierno de facto, inmoral e ilegítimo. Por el derecho de los pueblos a su soberanía y autodeterminació n decimos:
¡¡¡¡¡¡ No a los golpes militares. Basta ya!!!!!!!
Los pueblos son los constructores de su propia vida y de su propia historia.
Adolfo Pérez Esquivel Premio Nóbel de la Paz
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Padre Tamayo, conhecido ambientalista hondurenho, denuncia repressão contra a população Hondurenha. O exército abriu fogo contra manifestantes em uma marcha pacífica que se dirigia À capital para protestar contra o golpe. Cerca de 4 mil epssoas faziam parte da marcha, que foi recebida à balas pelo exército.
Efectivos del Ejército dispararon hoy contra los integrantes de una marcha pacífica ciudadana, en la que se encontraba el conocido ambientalista hondureño Padre Tamayo, y que se dirigía a pie hasta la capital para protestar por el golpe de estado que derrocó el domingo de madrugada al presidente Manuel Zelaya.
La represión violenta de la marcha, integrada por unos 4,000 campesinos, sindicalistas y otros ciudadanos del departamento de Olancho, en el oeste del país y del que es originario Zelaya, ocurrió en la población de Limones sobre las dos de la madrugada de hoy, explicó hoy Tamayo tras ser ubicado brevemente en su celular.
“El Ejército vino en el desvío de Limones; golpeó a nuestra gente; disparó contra nuestros autobuses y agarraron a mucha gente, pero hubo una gente que me logró salvar”, aseguró ayer el padre.
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Fonte: Twitter
Há pouco, do Nacion.com, via Twitter, chegou a notícia de que o Congresso Hondurenho aprovou a restirção dos direitos e garantias individuais do povo.
Invasão de domicílio, direito de protestar pacificamente e o direito de associação foram suspensos, além disso foi estendido por 24h a prisão de particular sem apresentação de provas e a suspensão da liberdade de ir e vir no país.
Simplesmente um absurdo, além de ditadura, uma ditadura altamente fascista!
Na verdade o que vemos é o Estado de Sítio sendo instaurado, os artigos afetados da constituição foram:
Artículo 69.- La libertad personal es inviolable y sólo con arreglo a las leyes podrá ser restringida o suspendida temporalmente.
Artículo 71.- Ninguna persona puede ser detenida ni incomunicada por más de veinticuatro horas, sin ser puesta a la orden de autoridad competente para su juzgamiento.
La detención judicial para inquirir no podrá exceder de seis días contados desde el momento en que se produzca la misma.
Artículo 78.- Se garantizan las libertades de asociación y de reunión siempre que no sean contrarias al orden público y a las buenas costumbres.
Artículo 81.- Toda persona tiene derecho a circular libremente, salir, entrar y permanecer en el territorio nacional.
Artículo 99.- El domicilio es inviolable. Ningún ingreso o registro podrá verificarse sin consentimiento de la persona que lo habita o resolución de autoridad competente. No obstante, puede ser allanado, en caso de urgencia, para impedir la comisión o impunidad de delitos o evitar daños graves a la persona o a la propiedad.
O tribunal de Direitos Humanos de Estrasburgo passou por cima das condenações da ONU e da própria UE e concordou com ilegalização absurda do Batasuna na Espanha. Também avalisou a ilegalização de Herri Batasuna e das plataformas para as eleições européias Herritarren Zerrenda (HZ) e Autodeterminaziorako Bilgunea (AuB).
El Tribunal Europeo de Derechos Humanos ha avalado por unanimidad la ilegalización de Herri Batasuna y de Batasuna al entender que respondió a "una necesidad social imperiosa" y que no se violó el derecho a la libertad de asociación.
El Tribunal Europeo de Derechos Humanos ha hecho público hoy el fallo, que ha sido filtrado antes por el Gobierno español y valorado desde distintas organizaciones políticas.
La Corte de Estrasburgo rechaza los recursos de Batasuna contra la sentencia del Tribunal Supremo español y del Tribunal Constitucional que declaró su ilegalización y avala la medida al entender que "la disolución p uede considerarse como necesaria en una sociedad democrática, especialmente para mantener la seguridad pública, la defensa del orden y la protección de los derechos y las libertades".
En su fallo, concluye que no se violó el artículo 11 de la Convención Europea de Derechos Humanos, referido a la libertad de asociación, y sostiene que la ilegalización respondió a "una necesidad social imperiosa" ya que el "e studio detallado de los elementos que disponía" le lleva a concluir que existe "un vínculo entre los partidos recurrentes y ETA".
Para el tribunal, esos supuestos "vínculos pueden ser considerados objetivamente como una amenaza para la democracia" y los proyectos de HB y Batasuna están "en contradicción con la concepción de la sociedad democrática e implican un gran peligro para la democracia española".
Sobre la Ley de Partidos, la resolución asegura que esa norma "define de manera precisa la organización y el funcionamiento de los partid os políticos y aquellos comportamientos que podrían provocar su disol ución o suspensión judicial", y sostiene que esa ley "no está destinada a prohibir la defensa de ideas o doctrinas que cuestionen el marco constitucional, sino a conciliar la libertad y el pluralismo con el respeto a los derechos humanos y la protección de la democracia".
Reacciones
El ministro de Interior español, Alfredo Pérez R ubalcaba, ha mostrado la "satisfacción" del Estado español por "la sentencia del Tr ibunal de Estrasburgo que avala la ilegalización de Batasuna en 2003 en aplicación de la Ley de Partidos".
Ha subrayado que esta sentencia "da por bueno" el argumento de quienes sostuvieron que la Ley de Partidos era "para fortalecer la democracia, porque ésta se fortalece cuando se fortalecen sus principios básicos y el principio básico de la democracia no es otro que la palabra, la palabra y la palabra. Pero sólo la palabra, ni las bombas, ni las pistolas, ni las amenazas, que son incompatibles con la democracia".
El Gobierno de Lakua "satisfecho"
La portavoz del Gobierno de Lakua, Idoia Mendia, por su parte, ha precisado que el Gobierno de Lakua no conoce el contenido del fallo exacto, por lo que no ha querido hacer valoraciones al detalle del mismo. No obst ante, ha subrayado la satisfacción del Ejecutivo de Lakua y ha dicho que la decisión del Tribunal de Estrasburgo es "un aval a la Ley de Partidos y a su legalidad".
Ao menos a EA repudiou a decisão, qualificando-a de "má d ecisão para a democracia e para Euskal Herria" e concorda com os Abertzales quanto ao rechaço à Lei de Partidos, instrumento absurdo e já criticado por The Van Boven, ex-relator da ONU em questões de Tortura, em várias ocasiões.
El portavoz de Eusko Alkartasuna, Maiorga Ramírez, ha calificado hoy de "mala noticia para la democracia y para Euskal Herria" la sentencia del Tribunal Europeo de Derechos Humanos (TEDH) que ha avalado la ilegalización de Batasuna.
A su juicio, la resolución refleja que "la evolución política, legal y jurídica en el contexto europeo está avanzando en un sentido cada vez más restrictivo", ya que se ha dado prioridad al principio de la "actuación preventiva, sobre el de las libertades individuales y colectivas".
En una nota, Ramírez ha reiterado el rechazo de su formación a la Ley de Partidos -en virtud de la cual se ilegalizó a Batasuna- porque "deja fuera del juego político e institucional a miles de ciudadanos".
Para ler mais sobre a Lei de Partidos, a posição de Theo Van Boven e da ONU, ver aqui e aqui. ----------------------------------------- Update:
Um artigo de 2004, da época da ilegalização da lista Herritaren Zarrenda, traz uma problemática interessante, que passou despercebida pelo juiz (pelos juízes) que decidiu(ram) pela validade da ilegalização da lista - dentre as outras no bolo.
Diz o antigo Lehendakari Juan José Ibarretxe que, basicamente, não há sentido em se ilegalizar uma lista na Espanha acusada de enaltecimento ao terrorismo, de ser parte da trama da ETA e etc se na França a mesma lista concorre livremente, sem qualquer proibição ou punição visível. Seria o governo francês conivente ou simplesmente a Lei de Partidos uma aberração e a decisãodo tribunal de Estrasburgo absurda?
El lehendakari planteó en su declaración que "si no fuera trágico sería cómico" que sea posible votar "con toda naturalidad" la lista de HZ en Hendaya, en el País Vasco francés, y no lo sea "unos metros más allá, en Irún". Para Ibarretxe, es un "despropósito político gigantesco" que una lista, "la misma", sea ilegal en España y legal en Francia. Este mismo planteamiento ha sido repetido en los últimos días por dirigentes de Batasuna y sectores de la izquierda abertzale.
O artigo em sí traz diversos tópicos relevantes à tona e é um interessante meio de comparação com o que vemos hoje. De um lado Ibarretxe defendendo a legalidade da lista e da Esquerda Abertzale, defendendo o fim da tortura na Espanha e a negociação, do outro o que temos hoje, o próprio PNV apoiando ilegalizações, as organizando e o PSE no poder, orpimindo ainda mais a cidadania Basca. ---------------------------------- Update:
Aralar, Eusko Alkartasuna y Ezker Batua no ocultaron su rechazo a la sentencia, pero el PNV pidió tiempo para pronunciarse sobre una resolución que le deja en una situación política difícil. El PNV y, sobre todo, el ex lehendakari Ibarretxe han manifestado reiteradamente que la democracia española es de "ínfima calidad" desde que en marzo de 2003. Aquel mes el Tribunal Supremo ilegalizó a Batasuna, sobre la base de la doctrina de la Ley de Partidos. La izquierda abertzale y el Ejecutivo de Ibarretxe recurrieron la sentencia ante el Tribunal de Estrasburgo.
----------------------------------- Para uma análise completa, vide Gara.
Pelo visto eu não estou sozinho em achar que parte da Esquerda está ficando maluca.
Tenho opinião semelhante ao do autor do artigo abaixo, recebido por e-mail, e demonstrei meu ponto e vista aqui e aqui.
Ainda acho que o autor, Luis Leiria, pegou leve demais no título, o problema não é ser "insensível", é ser cego ou mal intencionado.
Fora isso, o texto retoma muitos dos pontos que eu mesmo já coloquei aqui no Blog, é excelente e merece ser lido.
A desculpa de intervenção da CIA, dos EUA e etc já era absurda mas o repúdio formal dos EUA À intervenção em Honduras deu mais uma mostra de que talvez os anos de intervencionismo e terrorismo dos EUA passaram, ou ao menos ficaram de molho.
Além disso, como teria a CIA mobilizado mais de um milhão - talvez dois milhões - de iranianos nas ruas de uma só vez? Seria um investimento jamais visto em protestos que podem não dar em nada e que apenas dariam mais munição aos aiatolás, caso os protestos fossem sufocados.
Nada justificaria o assassinato de jovens manofestantes que gritam por liberdade.
Insensibilidade é muito pouco para escrever o anacronismo e o absurdo da Esquerda em fechar os olhos para Neda e dezenas mais assassinados nas ruas por protestar ou os milhares que estão nas cadeias, sendo torturados.
A posição da Esuqerda chega ao apóio às milícias, aos Aiatolás. O fato de serem antiamericanos não os torna nossos irmãos, nossos camatradas. Temos alguma semelhança, o repúdio Às intervenções dos EUA, porém temos uma grande diferença, defendemos a liberdade.
Um clima de terror está a ser imposto nas ruas das principais cidades do Irão. Polícia, Guarda Revolucionária, milícias Basij patrulham as ruas, auxiliadas por helicópteros, e atacam com a máxima violência qualquer ajuntamento de pessoas que possa dar origem a uma manifestação de protesto.
Há um número indeterminado de mortes, que certamente já ultrapassam a vintena - mas podem ser muitos mais, já que todos os dias chegam à Internet novos vídeos documentando mortes ou feridos graves. Há um número indeterminado de presos, seguramente na casa dos milhares.
Um estado de excepção reina nas ruas de Teerão. Todas as manifestações estão proibidas, a censura impera na imprensa, há dezenas de jornalistas presos, correspondentes estrangeiros são expulsos do país e outros são impedidos de trabalhar. Os SMS dos telemóveis não funcionam e a Internet está sob a vigilância do mais sofisticado sistema de censura e rastreamento, instalado no Irão pela Siemens e a Nokia.
Há estádios desportivos transformados em quartéis da polícia e outros em prisões. O governo apresenta presos "arrependidos" na televisão que afirmam ter sido manipulados por potências estrangeiras, ter tido como objectivo apenas roubar e incendiar, e nem sequer terem votado nas eleições - um espectáculo degradante que nos traz tristes recordações.
Mas, apesar de tudo isto, a resistência ao regime de Khamenei/Ahmadinejad continua. Todos os dias há notícias de batalhas campais entre os manifestantes desarmados e as formidáveis forças repressivas. Todas as noites os gritos de "Deus é Grande", evocando uma forma de luta usada para derrubar o Xá em 1979 ecoam nas ruas das principais cidades.
A descrição que fizemos acima baseia-se em factos que são conhecidos e ninguém contesta. É uma descrição que evoca um clássico golpe de Estado de direita, que evoca o Chile de 1973, a Indonésia de 1965, ou até o Irão de 1953. Todo aquele que se diz de esquerda não deveria ter dúvidas sobre o lado da trincheira onde deveria estar.
E no entanto...
E no entanto, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, promotor do "socialismo bolivariano", foi o primeiro a congratular o mentor da repressão, Mahmoud Ahmadinejad, pela sua "grande vitória" eleitoral , "muito importante para os povos que lutam por um mundo melhor". Será que os iranianos, duas semanas depois das palavras de Chávez, estão a viver "um mundo melhor"?
Lula da Silva, presidente do Brasil, e do Partido dos Trabalhadores, não só felicitou Ahmadinejad, como confirmou a intenção de em breve visitar o país, disse que "não há provas" de que tenha havido fraude nas eleições , e desvalorizou os protestos dizendo que "é apenas, sabe, uma coisa entre flamenguistas e vascaínos".
Há quem diga que os protestos são obra da CIA. Mas será que não se dão conta do que estão a dizer? Que esse sempre foi e sempre será o argumento de todas as ditaduras contra os seus opositores? Aliás, o regime Khamanei/Ahmadinejad chama agora aos protagonistas dos protestos "terroristas". Este termo não vos é familiar?
Além disso, mais uma vez se passa um atestado de menoridade aos iranianos e se sobrevaloriza a CIA - então a CIA tem capacidade de mobilizar dois milhões de iranianos? (foi este o tamanho da mobilização de dia 15).
O povo iraniano está a exigir respeito pela sua vontade, respeito pelo seu voto. No bojo deste movimento vêm outras reivindicações democráticas e sociais - e há notícia de sindicatos e organizações de trabalhadores a juntarem-se aos protestos com as suas reivindicações. Moussavi é um candidato do regime, mas durante a campanha evocou alguns princípios da revolução de 1979 que derrubou o Xá e que foram abandonados. É por isso que o povo, que se sentiu defraudado, usa muitos métodos e formas de luta daqueles tempos. O apoio a Moussavi canalizou os anseios democráticos de milhões. Ser de esquerda é identificar-se com estes anseios e apoiá-los, mesmo que com críticas. E, sobretudo, não pôr-se ao lado da repressão, dos assassinatos, das prisões, das milícias Basij - tão parecidas à Legião Portuguesa.
Ser de esquerda é ter memória. É, pelo menos, não ser insensível.
Luis Leiria é jornalista, membro da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda de Portugal e editor do site esquerda.net