sábado, 11 de julho de 2009

Cuidado com o ANEL

O título ridículo vem para falar de algo igualmente ridículo, a ANEL ou Assembléia Nacional dos Estudantes - Livre.

Trata-se, enfim, de uma organização - mais uma - (a)fundada pelo PSTU. Não bastou a Conlute, que não serviu para nada, se limitou a brigar com a UNE e perder feio a briga.

Longe de mim defender a UNE, afinal, fui de Recife ao Rio fundar a Conlute, 2 dias de viagem, me a muito conhaque Presidente (e piadinhas contra Lula) e cachaça Recordações (permitam-me a piada infame mas depoisde uns goles você não consegue se lembrar de nada, juro), e c^^anticos pseudo-revolucionários.

Estava eu, então, militando no PSTU depois de romper com o PT (como se alguém do dito partido tivesse dado qualquer importância) e fui animado ao Rio ajudar na fndação de uma organização que eu acreditava ser uma boa alternativa à UNE.

Não durou muito o deslumbraento.

Dezenas, quiçá centenas de militantes, todos do PSTU. Minto, meia dúzia da LER, LBI e outros grupos de grande alcance nacional (cof, cof). E o "meia dúzia" não é preciosismo ou ironia, nenhum desses grupos tem realmente mais do que isso, relevância zero. Aliás, ouvi falar que a LBI, a glorosa Liga Bolchevique Internacionalista - difícil não engasgar com o pomposo nome do grupo que conta com não mais que 30 militantes - rachou, foi fundado a mais ainda relevante LBI-R. Não sei se só piada de militantes invejosos ou real, bem, não importa muito.

Voltando ao ANEL do PSTU (infame, eu sei), está fadada ao fracasso.

Eu sou o primeiro a denunciar a UNE. Organismo controlado com mão de ferro pelo PCdoB e sua assustadora juventude, a UJS, que de Socialista só tem o nome, e que sempre consegue eleger o numero suficiente de delegados devidamente fraudados para colocar gente tao capacitada e militante quanto a atual presidente da UNE, que me recuso a pronunciar o nome, devido ao grau de patricinhisse da mesma. É uma vergonha à historia da UNE.

Perdendo mais alguns minutoscom a UNE, fica claro que o PCdoB chegou ao fundo do poço. A relevância atual da UNE se mede pela sua presidência e, convenhamos, a atual patricinha no poder é um chute na cara dos que bravamente lutaram contra a ditadura e fizeram da UNE o que ela foi um dia.

O PCdoB frauda todas as eleições. Fato. Ponto pacífico, não há discussão e eu mesmo evitei fraudes na minha antiga faculdade, a FIR de Recife quando os meganhas da UJS vieram do interior de PE para roubar nossas urnas.

Mas estou divagando. Voltemos ao PSTU.

Quem conhece o partido por dentro sabe que é formado por pessoas que, ou concordam piamente com o que a direção eterna manda, ou racham e formam LER's da vida. E a maioria cncorda cegamente, sem cr+itica e realmente acreditam que vão fazer a grande revoluão no pais. Uma análise desta mentalidade nos leva a compreender um pouco mais o porque da ANEL, Conlute e etc.

O PSTU não aceita opiniões contrárias, não aceita uma organização que não comande e, por isso, se isola, fica só e acaba por afundar toda organização que impõe. Tudo bem, a UNE esta saturada, já deu, mas existem maneiras e maneiras de se montar uma oposição ativa e com penetração.

Enfim, a ANEL nasceu morta. Conlute foi uma boa aventura, mas não fez absolutamente nada. O racha na UNE só servu para fortalecer ainda mais a posição do PCdoB, sempre em aiança com a Direita do PT e comas corjas do PPS, PMDB e fascistoides de sempre.

Uma lástima.

Perdoem os erros de digitação, estou usando um PC q não e meu, um maldito notebok com teclado diferente e estranho! Amanhã corrijo o que der e aumento este texto!
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Pelo mundo das minorias (Euskal Herria, Papua Ocidental e Tatarstão)

Incentivado pelos massacres contra os Uigures, minoria na China, me animei a fazer um giro rápido pelo País Basco, Idonésia e Rússia.

Primeiro, uma excelente notícia, diretamente do País Basco:


Desde o começo do ano o governo Espanhol vem forçando a colocação de bandeiras espanholas nos prédios públicos do País Basco e, numa demonstração suprema de desrespeito pela his´toria e pelo povo Basco, no dia 26 de abril a bandeira Espanhola foi içada ao lado da Ikurriña na Casa de Juntas de Gernika, centro nervoso do nacionalismo Basco, onde se encontra a Árvore de Gernika (Gernikako Arbola).

Não bastasse o desrespeito, a bandeira dos ocupantes foi hasteada apenas dois dias após o aniversário do bombardeio de Gernika, um dos episódios mais negros da história Basca e mundial.


Durante a madrugada de ontem a bandeira espanhola foi jogada no chão e devidamente queimada. Além disso, na entrada do local, foi pichada a inscrição "Gurea Ikurriña" ou "Ikurriña, a nossa".

Um tratamento excepcional ao símbolo dos ocupantes que não respeitam os lugares mais importantes para os Bascos, símbolos de sua nacionalidade e ancestralidade.

Fontes: Abertzale e ASEH.

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Da Rússia, mais especificamente do Tatarstão, vem o pedido desesperado de ajuda por parte do Tatar Public Center em Kazan, capital da República Autônoma, de ajuda ao presidente Barack Obama.

Em uma carta aberta ao presidente dos EUA, os Tártaros pedem que este interceda por eles junto à Dmitry Medvedev para que seja revisada a lei recentemente aprovada pela DUMA na questão da educação nas Repúblicas e regiões autônomas.

Tal lei retira das repúblicas e regiões o direito de ensinar nas escolas a geografia, cultura, história e línguas minoritárias, substituindo por um ensino exclusivo em russo e apenas sobre fatos e história russa.

Activists in Tatarstan say the law could lead to the complete loss of the ethnic and linguistic identity of indigenous peoples in Russia’s republics.

The open letter says: “New educational standards exclude the learning of native language, history, and national culture. We hope the United States can help us to protect our rights.”

Mais informações sobre o assunto podem ser encontradas aqui e aqui.

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Finalmente, retomando um assunto discutido por mim algumas vezes neste blog, a questão da independência de West Papua (Papua Ocidental).

O novo líder Indonésio, o re-eleito Susilo Bambag Yudhoyon terá que resolver algumas questões bastante espinhosas em seu novo mandato, uma delas, a questão de Papua Ocidental. O governo indonésio aceita, no máximo, dar mais autonomia - aos moldes do que fez com Aceh, depois de anos de massacres -, porém os nacionalistas não aceitam nada além de total independência através de referendo e, por isso, são constantemente massacrados.

A Anistia Internacional e a HRW denunciam de maneira constante os abusos cometidos contra a população Papua e caberá ao novo governante buscar uma solução dialogada e sem as constantes demonstrações de violência e intolerância.

Sob a desculpa da luta contra guerrilhas nacionalistas, os indonésios massacram a população, proíbem e reprimem toda e qualquer manifestação pacífica e baniram todos os símbolos nacionais papuas. qualquer semelhança com o que acontece no País Basco, Xinjiang e pelo resto do mundo, não é mera coincidência.

Amnesty International and Human Rights Watch (HRW), two of the most prominent international NGO's for human rights, have reported the impunity of the abuses perpetrated by Indonesian security forces. HRW published the report 'Indonesia: Abuses by Special Forces Continue in Papua' recently, in which the NGO requests the government to conduct an independent and impartial investigation into abuses by its elite special forces, Kopassus (Komando Pasukan Khusus). Amnesty International has asked for an explanation on the police shooting in a demonstration at Nabire, Papua.

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Bil'in Weekly Protest - This is Zionism [Update]

Two kidnapped and dozens suffered tear gas inhalation during the weekly Bil'in protest

Friday 10\7\2009

Two kidnapped and dozens suffered from gas inhalation when Israeli troops attacked the weekly protest in Bil'in village near the central West Bank city of Ramallah on Friday.

International and Israeli supporters joined the villagers of Bil'in and marched from the village center after the Friday midday prayers. The protesters demanded the halt of Israeli illegal settlements and construction of the wall.

Among the protesters were leaders and supporters of the Palestinian National Initiative, PNI, which they marked their 7th anniversary

As the protesters arrived at the wall, Israeli troops stationed at its gate fired a barrage of sound bombs, tear gas and rubber-coated bullets. The soldiers also used what the villagers call the "bad smell" water (Darban). The "bad smell" Darban smell cause people to vomit and get miss oriented. Dozenes were teated for the effects of tear gas inhalation and cases of vomiting among them the Mustafa Al Barghouthi, General Secretary of the PNI and a Palestinian MP.

Because of the 5th anniversary for the international court of Justice , that deemed the Israeli Wall illegal, the local village committee against the Wall and settlements called for the popular nonviolent resistance to continue.

In related news, the Israeli military continued to invade the village of Bil'in . Troops kidnapped eight villagers and an international supporter this week. Local activists and international supporters responded to the nightly invasions by staying all night touring the village and stopping the military forces from kidnapping more civilians.

For more information, Please call

Abdullah Abu Rahamah, the coordinator of the Popular Committee Against the Wall in Bilin.

0547258210 or 0599107069

e-mail – lumalayan@yahoo.com

www.bilin-village.org

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Xinjiang: Propaganda e Condenação [Update]

Atualizando as informações, o governo chinês anunciou que o número de mortos chegou aos 184, ainda que a maquiagem absurda do governo aponte para um massacre de Hans e não de Uigures!

Segundo o governo as maiores vítimas da repressão policial e das turbas armadas com paus e pedras (turbas Hans, diga-se de passagem) não foram os Uigures, vejam só, mas os pobres e humilhados Chineses! Seria 137 mortos da etnia Han (111 homens e 26 mulheres) enquanto só 45 seria Uigures e um Hui.

Não surpreende a torpe tentativa do governo chinês de tentar driblar a verdade com uma tosca manipulação de números. Como poderiam os Han serem a maioria das vítimas quando as imagens claras demonstram que estes foram duramente reprimidos e massacrados? Cabe ao mundo escutar a voz da razão e denunciar a propaganda chinesa, a mesma que anuncia nunca ter acontecido nada em 1989 na Praça da Paz Celestial ou que nega aos Tibetanos o direito de decidir seu futuro.

No Xinjiang várias mesquitas foram fechadas e os Uigures proibidos de rezar:
"We feel we are being insulted. This is our mosque. But we are not allowed in, while they let in non-believers," said a young man, pointing out that Chinese security forces had been stationed inside and even in the minarets jutting out above an adjacent expressway."

Vale a leitura do excelente artigo da The Economist sobre o Xinjiang e uma interessante comparação da situação do Tibet com a dos Uigures.

No caso Tibetano, a figura pública e promotora da independência - ou da autonomia - é o ganhador do Nobel, o Dalai Lama, uma figura não só reconhecida mas que conta com apoio de astros e políticos pelo mundo. Do lado Uigur os principais líderes são Erkin Alptekin, filho de Isa Yusuf Alptekin, líder fundador da primeira República do turquestão Leste, nos anos 30 e morto em 1995 no exílio aos 94 anos e Rebiya Kadeer, uma empresária Uigur que vive nos EUA mas pouco conhecida pelo mundo.

Junto a este desconhecimento mundial das lideranças Uigures, há o medo do terrorismo islâmico, usado como arma de propaganda pelos chineses na esteira do que Bush fez por diversas vezes enquanto presidente dos EUA. Uma coisa é fato, o movimento nacionalista Uigur não tem qualquer elemento de fanatismo ou fundamentalismo islâmico, mas a propaganda chinesa tem maior e mais relevante alcance que a propaganda Uigur.

* The Chinese government has accused militant Uighurs of working with Islamist militant group al Qaeda to bring about an independent East Turkestan by violent means.

* Human rights groups say China has used its support for the U.S.-led fight against al Qaeda to justify a wider crackdown on Uighurs, including arbitrary arrests, closed-door trials and application of the death penalty.



O trabalho que os líderes Uigures tem pela frente é ainda maior que o dos tibetanos pois, além da inexistência de uma liderança reconhecida e relevante fora das fronteiras do Xinjiang e talvez das nações Turcas, pesa ainda sobre os manifestantes e nacionalistas a pecha de terroristas, de fanáticos islâmicos e este tipo de acusação está mais que na moda e torna ainda mais difícil qualquer reconhecimento internacional das reivindicações da cidadania Uigur.

-------------------------------Num jogo do sujo falando do mal lavado, o Primeiro Ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan acusou a china de estar cometendo um genocídio contra o povo Uigur, também de origem turca e igualmente muçulmanos.

Vale lembrar que a Turquia se nega a reconhecer o genocídio contra Armênios, Gregos e Assírios (já tratei do assunto aqui, aqui e aqui), mas ainda assim é uma declaração acurada, a China vem realizando uma limpeza étnica capitaneado por uma prática de assimilação forçada e aculturação das populações autóctones.
"The incidents in China are, simply put, a genocide. There's no point in interpreting this otherwise"
A declaração de Erdogan, enfim, é um marco e tem grande peso, é o primeiro país a oficialmente repudiar a violência chinesa contra uma de suas minorias e exigir que algo seja feito para parar a carnificina.

"We're having trouble understanding how the Chinese government would remain a bystander to this," Erdogan told reporters in comments broadcast live on NTV television. "We want the Chinese administration, with which our bilateral ties are continuously improving, to show sensitivity."

O Ministro Turco da Indústria convocou um boicote à produtos chineses em protesto pelos massacres ainda que seu porta-voz tenha afirmado que a declaração foi mais pessoal que oficial e não representa a vontade do governo turco.

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Brasil: Estado Laico?


Antes de mais nada, definamos Estado Laico como àquele que não professa qualquer religião, que não tem qualquer ligação oficial com religião ou igreja, seja qual for e pressupõe neutralidade do Estado frente à qualquer religião. Em panos limpos, o Estado não pode privilegiar nenhuma religião nem "ajudar" qualquer uma que seja. A lei vale para todos de maneira igual, sem privilégios e sem, por outro lado, qualquer perseguição.

Dito isto, já começo a estranhar a quantidade de feriados católicos no Brasil. Sendo Laico não me parece concebível que o Estado proponha e mantenha feriados que claramente beneficiam ou fazem menção à uma religião específica. Mas, bem, é o Brasil, terra do jeitinho.

Indo além, é simplesmente bárbaro (no sentido de barbarismo mesmo, não é gíria) que existe uma "Bancada Evangélica" ou sequer que algum parlamentar possa votar contra direitos das minorias (como os Gays e toda comunidade LGBT) ou contra uma questão de saúde pública (Aborto) tendo por base uma religião.

Religião e Estado não se misturam, não podem se misturar e o Estado não pode privilegiar ou sequer permitir que se legisle para alguma denominação ou credo e que algum grupo social seja prejudicado por posições religiosas.

Se um deputado ou parlamentar que seja usar "Deus", "Jesus", ou qualquer elemento de religião que seja para justificar voto ou posição deveria ser retirado imediatamente do cargo.

Nem vou entrar na questão dos crucifixos nos tribunais e repartições, que deveriam ser (são?) proibidos e são uma afronta ao Estado Laico. Será que não haveria reclamação caso um tribunal contivesse um Crescente, uma Estrela de David ou ainda uma frase atéia? A resposta é óbvia.

Todo este périplo tem por objetivo preparar o terreno para mais um absurdo do Estado pseudo-laico brasileiro:
"A prova do novo Exame Nacional do Ensino Médio 2009 (Enem) terá esquema especial para os estudantes que forem participantes de religiões em que o sábado deve ser guardado, como os adventistas de sétimo dia e os judeus. O exame do dia 3 de outubro, para estes candidatos, será aplicado no fim do dia. O esquema especial foi divulgado nesta quinta pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)."
Resumindo: Quem for Judeu ou Adventista do Sétimo Dia terá privilégios e direitos especiais, devido às suas religiões, em detrimento de todos os demais estudantes do país.

Estes e apenas estes farão as provas em horário diferente, causando um transtorno a mais para o Estado que terá que criar um esquema especial.

É simplesmente um absurdo, é abusivo que por motivos religiosos o Estado tenha que se desdobrar para que meia dúzia fiquem felizes. E, não, mesmo que os privilégios fossem para a maioria não importaria, religião não interessa ao Estado. Ao Estado cabe manter as liberdades e o respeito, evitar preconceito, violência e jamais censurar ou proibir (desde que não ocorram abusos, como flagelação e etc) mas não cabe ao Estado criar esquemas especiais para privilegiar uma ou outra religião ou grupo religioso.

É inconcebível que o Estado tenha que se desdobrar para alegrar a alguns religiosos que se recusam a seguir as regras do jogo.

A coisa é simples: a prova é sábado de tal a tal hora. Ponto final. Quer fazer compareça no horário, quer rezar vais ficar fora da universidade. Simples assim.

Quando membros da Seita do Monstro de Espaguete Voador pleitear folga ou privilégios pela religião o Estado vai ver a maravilha de palco que montou.
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Xinjiang: China e as Raíses históricas


O el País denuncia a campanha de desinformação promovida pelo Partido Comunista (sic) Chinês no Xinjiang, acusando "grupos terroristas" de terem incitado os protestos e convoca o povo - parte Uigur e separatista e parte Chinesa e robótica - a não aceitar o separatismo na região, a lutar contra isso. Na verdade os Han já resolveram agir, armados com paus e qualquer outro material que possa ferir/matar para "defender sua terra", leia-se, assassinar Uigures.

"El Gobierno chino ha lanzado una contundente campaña de propaganda -incluido el lanzamiento de octavillas desde helicópteros y la pegada de carteles por toda la ciudad- para intentar calmar el odio étnico que estalló el domingo pasado en Urumqi y provocó violentos enfrentamientos entre miembros de las comunidades uigur y 'han', en los que murieron 156 personas, según el Gobierno chino, y más de 600, según los uigures en el exilio. "Los separatistas traen calamidad al país y su gente", "Debemos derrotar a los terroristas", "Rechaza el secesionismo étnico y el odio", rezan algunas de las grandes banderolas rojas que cubren los camiones cargados de soldados que peinan las calles de la capital de la región autónoma de Xinjiang. El Politburó anunció severos castigos para los responsables de la violencia y se comprometió a restablecer la paz. "Mantener la estabilidad en Xinjiang es la tarea más urgente en este momento", dijo el máximo órgano de poder del Partido Comunista Chino, que se reunió el miércoles pasado, liderado por el presidente Hu Jintao."

Algo que não pode, de maneira alguma, ficar na dúvida, é o caráter principal dos protestos e da revolta Uigur. Não há qualquer "choque de civilizações", as raízes do conflito não estão na religião, o fato dos Uigures serem muçulmanos não torna esta questão um caso de fanatismo religioso ou de "Jiihad", como muitos pseudo-analistas gostam de assinalar e usar erroneamente o termo.

Sobre manipulação midiática chinesa, podemos citar as acusações absurdas de "influência externa", a mesma usada na questão do Tibet. Antes era o Dalai Lama o agitador, agora é Rabiya Kadeer. Nos noticiários e jornais chineses apenas fotos dos Han mortos ou feridos nos confrontos, nada sobre os Uigures:

"La televisión sólo ha mostrado a los heridos han, ¿por qué no enseña a los uigures?", dice Nuriman, una mujer uigur de 25 años, delante de cuya casa, en una calle polvorienta, se produjeron algunos de los choques. "Vi como varios hombres se peleaban ahí, y algunos quedaban muertos en el suelo. Salí corriendo, y me escondí en mi casa", cuenta en voz baja un joven que tiene un pequeño negocio de bebidas y huevos en un callejón, con el miedo aún metido en el cuerpo."

Do Turkish Forum, a denúncia por parte dos Uigures de que o governo Chinês está, de fato, incitando os Han a se vingarem dos Uigures por sua revolta:

"The Uyghur man, a university student, said the relative media freedom around the Urumqi violence still appeared to be inciting further unrest.

“I think the government and the media are instigating the Chinese to seek revenge,” he said.

“The government is trying to portray the conflict between itself and the Uyghurs as a conflict among the people.”

A Uyghur women in Urumqi said some Uyghurs were afraid of further attacks, while others were outraged at a perceived difference in treatment of Uyghurs and Han protesters and rioters.

“If the government was as cruel towards them as they were towards the Uyghurs, they surely would be able to take care of the problem in a moment,” she said.

She said many in Urumqi expected worse to come. “It seems that there are going to be big problems. Everyone is talking about it.”

A second Uyghur student said police had held two groups of Uyghur and Han Chinese students at two universities apart.

“Today there was some friction between the Uyghur and Chinese students at the Xinjiang University of Medicine and Xinjiang University of Economics (XUE),” he said.

“Today, the students at XUE were about to go out and confront the Chinese rioters, but the police surrounded them, and did not allow them to go out.”

He said all able-bodied Uyghur young men had been removed from Uyghur neighborhoods in recent days.

“It is as if there are no men on our streets. I hope these people don’t come to where we live,” he added."

É a tática do "inimigo externo" e da fomentação do ódio ao outro, muito usado pela China para "amansar" suas minorias, que ficam obrigadas a temer sequer sair às ruas, pois podem ser espancados e mortos pelas turbas vingativas incitadas pelo governo. O medo acaba por diminuir qualquer vontade própria das minorias, acaba por fazer com que os protestos morram pelo medo da reação desproporcional do governo e dos civis que sofrem constante lavagam-cerebral por parte governo Chinês para caçar qualquer opositor.

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Txente Rekondo, do Gabinete Vasco de Análisis Internacional (GAIN), em artigo publicado pelo Boltxe, nos possibilita uma visão mais ampla das raízes do conflito que pode ser facilmente compreendida como a luta de um povo minoritário oprimido contra uma potência estrangeira ocupante, a começar pelo nome escolhido pelso conquistadores chineses para a região de mairoia Uigur, Xinjiang, que em chinês significa "Nova Terra" ou "Novos Territórios".

A luta de décadas dos Uigures pela construção de um Estado, o Turquestão Leste, é ignorada pela mídia internacional e sufocada pelo governo Chinês. Vale lembrar que durante os anos 30 e 40 dois Estados efêmeros Uigures foram fundados na região, o primeiro entre 1933 e 1934 e o segundo entre 1944 e 1949, ou seja, o sonho de independência dos Uigures não é nova, não é moderna e, acima de tudo, não é fruto de nenhum fanatismo islâmico ou supremacia religiosa muçulmana, termos que, pro si só, são absurdos

A política chinesa de ocupação e assimilação relegou o povo Uigur à miséria. No fim doas anos 40 95% da população do Xinjiang era Uigur, hoje este povo perfaz apenas metade da população. Mesma situação no Tibet, onde a população Tibetana foi por anos massacrada e a invasão Chinesa acabou por transformar o povo locam em minoria oprimida.

"Turkestán Este es la patria de los uighures, un pueblo de habla turca
y de religión musulmana, que viene a ocupar una extensión tres veces
mayor que el estado francés. Actualmente, en la zona ocupada por China
habitan cerca de veinte millones de personas, la mitad de los cuales
son uighures. Unas cifras que contrastan con el 95% que representaban
a finales de los años cuarenta."

O excelente artigo nos traz um fato interessante, pouco conhecido ou ao menos pouco divulgado e que dificilmente passa pela censura chinesa, a de que o Xinjiang não foi sempre controlado pela China, na verdade entre 755 e 1758 a região foi virtualmente livre e não estava sob qualquer controle chinês. Durante os anos 30 e 40, ainda, a região viveu períodos de independência com uma república própria sem qualquer controle chinês.

Como eu havia colocado antes, e Rekondo concorda, as raízes do conflito não são religiosas, senão políticas e econômicas; a desculpa da religião é a favorita nos ultimos anos de al Qaeda, sem que nenhuma potência sequer busque compreender quais as raízes de tais conflitos e sem também buscar separar o que pode de fato ser considerado "extremismo islâmico" (permitam-me usar o termo imperfeito) e mera luta por independência por parte de um povo islâmico (Uigures, Palestinos, etc).

Muchos analistas tienden a presentar el conflicto como la consecuencia
directa de una especie de ‘choque de civilizaciones’ (chinos frente a
musulmanes), acentuando la centralidad en torno a la religión. Sin
embargo, más allá de estas lecturas simplistas, la clave de esta
situación de enfrentamiento habría que buscarla en factores políticos
y económicos, donde la religión no sería más que uno de esos
componentes.

Esta conflictiva situación en torno a Turkestán Este ha permanecido
mucho tiempo alejada de las noticias, sin embargo, una serie de
acontecimientos a partir de los años ochenta, así como el peso de la
diáspora, han permitido que la llamada comunidad internacional tenga
que prestar mayor atención al mismo.

Durante os anos 80 e 90 a violência na região aumentou de forma clara, diversas marchas estudantis e protestos foram feitos e reprimidos pela polícia - ainda que sem a virulência dos ultimos dias - e desde o começo dos anos 90 grupos diversos se organizaram para tomar as armas e buscar seus próprios destinos. Rekondo narra o levanta armado de Baren, em 1990, ataques à bomba nos anos seguintes e finalmente a articulação de ataques, movimentos e protestos em 1996-97, num movimento articulado e unificado que foi e continua sendo duramente reprimido pela China.

A repressão de movimentos nacionalistas não é de hoje, a China talvez tenha um método repressivo mais cruel e de maior alcance mas o País Basco enfrente problemas semelhantes, com perseguições, tortura, prisões arbitrárias e "desaparecimentos", como o recente de Jon Anza, que até hoje não foi esclarecido passados meses de seu sumiço. A desproporcionalidade da resposta chinesa salta aos olhos mas recorde-mo-nos da FLN da Argélia e sua luta contra a França ou, ainda na China, a repressão contra os Tibetanos e, por fim, a repressão absurda em Myanmar contra minorias e contra os reformistas, que se assemelha bastante ao modelo chinês de repressão e violência (não à toa Myanmar é sustentado pela China).

Analisando o aspecto econômico, Rekondo nos mostra que o xinjiang é uma das zonas mais ricas da China (em si uma boa razão para a repressão de qualquer movimento ou sentimento nacionalista local) enquanto o povo Uigur um dos mais pobres e marginalizados. O Imperialismo chinês se fez sentir sobre a região duramente e os Han enriquecem ao tempo em que os Uigures são aculturados e oprimidos. Aos Uigures sobra o desemprego, a repressão, a fome e a miséria.

São párias em seu próprio país, o Turquestão Leste, e ainda vítimas de alianças espúrias entre as elites Han e o que sobrou das elites locais.

Hoy en día, el pueblo uighur sigue dando muestras de su voluntad por conseguir la estatalidad. Y a lo largo de estos años hemos visto cómo las expresiones de protesta han adquirido diferentes formas y expresiones. Desde actos planificados de protestas hasta manifestaciones e incidentes más espontáneos. Pero sobre todo, se puede observar un claro rechazo de la mayoría uighur a los intentos chinos de asimilación y dominación.

Las recientes manifestaciones muestran que el número de personas que toman parte en las mismas de forma espontánea es muy elevado, y son el mejor reflejo de ese rechazo popular a las políticas impuestas por Beijing. La explotación de los recursos naturales y el petróleo, la
inmigración Han, el desempleo, las pruebas nucleares, el uso del agua en el desarrollo urbanístico que requiere la expansión colonialista, dejando en una difícil situación a la agricultura local, la
discriminación, el aumento de las desigualdades, la persecución de actividades religiosas, que para muchos uighures ’son parte de su vida cultural y social’ son algunos de los motivos que generan la respuesta uighur al colonialismo chino.


Vídeo com cenas fortíssimas do massacre e, ao fim, imagens do resultado, corpos nas ruas, pânico...



É válida a leitura desta análise do Gara, via Eusko Blog, sobre a situação no Xinjiang.

"La propaganda china no cesa de identificar a los uigures con el «terrorismo» en un intento de debilitar su lucha por la independencia del Turquestán Oriental. Ello alimenta la suspicacia de los colonos chinos, que insisten en exigir seguridad y no ocultan su desprecio por sus vecinos musulmanes. «Urumqi se parece cada vez más a Bagdad», señalaba ayer Chen Xiping, un han de 32 años.

Como ocurre siempre, los colonos aseguran que son falsas las denuncias de discriminación que sufren los uigures. «En China existe libertad religiosa y cultural. Ellos son tan libres como nosotros», asegura Run, en un discurso que destila, bien que sibilinamente, mentalidad colonial.

Esta última crisis supone un serio revés para la política de la «sociedad armoniosa», concepto confuciano que lanzó en 2004 Hu Jintao en pleno debilitamiento del igualitarismo socialista de la era maoísta.

Justo es reconocer que la armonía se antoja un desafío gigantesco en un país superpoblado y mosaico en el que conviven -o en algunos casos malviven- 56 etnias distintas, sometido además a un proceso vertiginoso de crecimiento económico, lo que lleva aparejada una creciente desigualdad.

Los institutos de investigación registran cada mes en China 24.000 «incidentes masivos», en los que participa más de un millar de personas, en protestas contra expropiaciones de terrenos o contra la corrupción local.

La brecha de la riqueza se expande entre los han, que en general viven en zonas enriquecidas, y las minorías étnicas, confinadas las más de las veces en poco más que guettos."


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Irã: Protestos retornam com força [Update]

O dia de hoje, no Irã, foi de novos protestos reprimidos com a violência comum à polícia Iraniana.

A imprensa informa que cerca de 3 mil estudantes marcharam por Teerã hoje, sob o pretexto da celebração do décimo aniversário dos protestos estudantis de 1999 e, também, demonstrar seu repúdio à eleição fraudada por Ahmadinejad. A polícia revidou com bombas de gás e muita violência nas proximidades da Universidade de Teerã e vários estudantes acabaram feridos



Os protestos, como sempre, eram pacíficos. Infelizmente o governo iraniano não tem o costume - na verdade qualquer governo - de tolerar manifestações contrárias às suas vontades e sua suposta lei e terminaram por reprimir violentamente estudantes desarmados que apenas exijem justiça e uma eleição limpa e justa.



Desde 28 de junho que não eram realizados protestos tão grandes em Teerã. Será uma retomada ou apenas um episódio isolado?

O HuffPost nos dá uma idéia:
""Today they sounded very different..." Via reader Allie, Tehran Bureau has accounts from all over the city. Here's one: "All the friends I spoke to today have been relatively depressed for the past few days. But today they sounded very different. They said while the security forces were trying their best to separate the demonstrators, the city overall was alive and filled with peaceful protests. Their voice sounded excited, and much more confident and determined than in recent days.""
O El País traz mais informações:
"Los gritos de "Libertad para los presos políticos", "Dimisión, dimisión" y "Muerte al dictador", fueron respondidos con granadas de gases lacrimógenos y disparos al aire. Algunos manifestantes quemaron contenedores de basura para hacer barricadas que les protegieran de las cargas policiales. Al caer la noche, con varios heridos y un número indeterminado de nuevos detenidos, la protesta se fue difuminando."




Fotos do dia: Link

Resumo dos acontecimentos do dia , via AP:
"Thousands of protesters streamed down avenues of the capital Thursday, chanting "death to the dictator" and defying security forces who fired tear gas and charged with batons, witnesses said. The first opposition foray into the streets in 11 days aimed to revive mass demonstrations that were crushed in Iran's postelection turmoil.


Iranian authorities had promised tough action to prevent the marches, which supporters of opposition leader Mir Hossein Mousavi have been planning for days in Internet messages. Heavy police forces deployed at key points in the city ahead of the marches, and Tehran's governor vowed to "smash" anyone who heeded the demonstration calls.

In some places, police struck hard. Security forces chased after protesters, beating them with clubs on Valiasr Street, Tehran's biggest north-south avenue, witnesses said.

Women in headscarves and young men dashed away, rubbing their eyes as police fired tear gas, in footage aired on state-run Press TV. In a photo from Thursday's events in Tehran obtained by The Associated Press outside Iran, a woman with her black headscarf looped over her face raised a fist in front of a garbage bin that had been set on fire.

But the clampdown was not total. At Tehran University, a line of police blocked a crowd from reaching the gates of the campus, but then did not move to disperse them as the protesters chanted "Mir Hossein" and "death to the dictator" and waved their hands in the air, witnesses said. The crowd grew to nearly 1,000 people, the witnesses said.

"Police, protect us," some of the demonstrators chanted, asking the forces not to move against them.

The protesters appeared to reach several thousand, but their full numbers were difficult to determine, since marches took place in several parts of the city at once and mingled with passers-by. There was no immediate word on arrests or injuries.

It did not compare to the hundreds of thousands who joined the marches that erupted after the June 12 presidential election, protesting what the opposition said were fraudulent results. But it was a show of determination despite a crackdown that has cowed protesters for nearly two weeks.

Onlookers and pedestrians often gave their support. In side streets near the university, police were chasing young activists, and when they caught one, passers-by chanted "let him go, let him go," until the policemen released him. Elsewhere, residents let fleeing demonstrators slip into their homes to elude police, witnesses said.

All witnesses spoke on condition of anonymity for fear of government reprisals. Iranian authorities have imposed restrictions that ban reporters from leaving their offices to cover demonstrations.

Many of the marchers were young men and women, some wearing green surgical masks, the color of Mousavi's movement, but older people joined them in some places. Vehicles caught in traffic honked their horns in support of the marchers, witnesses said. Police were seen with a pile of license plates, apparently pried off honking cars in order to investigate the drivers later, the witnesses said."


Informações não confirmadas via Twitter informam que possivelmente dois manifestantes foram mortos à tiros hoje.
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Honduras: Tiros contra o povo! [Updates + Manipualção Midiática]

Está, enfim, provado que o Exército Hondurenho usou balas de verdade contra os manifestantes que protestavam PACIFICAMENTE em torno do aeroporto de Tegucigalpa!

Estes dois vídeos e a foto que inicia este post comprovam por A mais B a intenção assassina do exército golpista e a real cara do golpe de Estado, de Goriletti e de seus capangas no que poderia ter sido um verdadeiro massacre.

Parte um, o começo dos disparos de bombas de gás e, no fim, os tiros, janelas explodindo e pânico.



Segunda parte, mais disparos, ambulâncias, feridos e mortos e imagens que comprovam sem qualquer sombra de dúvida que balas de verdade foram usadas com a clara intenção de massacrar a população.



Caricatura de Micheletti (aka Goriletti) e do Cardeal ensandecido, via Twitter:

Update: A HRW coletou evidências de que, de fato, o exército disparou contra civis desarmados e matou o povo Hondurenho. Os vídeos acima e fotos já falam por si, agora mais do que nunca, a comprovação da HRW demonstra o caráter do governo golpista.
"One witness stated that he observed at least two soldiers come through the fence and shoot their weapons into the crowd, at the level at which the people were running. The other reported that he observed a soldier deliberately and methodically aiming and shooting his rifle at demonstrators in the crowd.

These accounts from witnesses are supported by photos and video footage taken at the scene. The images show demonstrators running and throwing themselves behind walls and other objects, apparently seeking shelter from gunfire. (After the shooting, one of the witnesses said he observed bullet holes on the walls behind which many of the demonstrators were taking shelter.) Other demonstrators are seen in the images throwing rocks at the soldiers. In the video, the sound of shooting goes on intermittently for approximately 10 minutes. Some of the images appear to show soldiers firing their weapons at the crowd. They show the body of the one person whose death has been confirmed, a teenager whose name is reported to be Isi Obed Murillo.

According to multiple news reports, the boy died from a gunshot wound to the head. The father of the victim was at the demonstration and is reported to have said that he had observed a soldier take aim and fire at the demonstrators."

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Vídeo do momento em que Enrique Ortez Colindre, ministro golpista de Relações Exteriores, chama de "negrito" a Obama, lamentável:

A embaixada americana, lógico, reclamou:
"Como el representante oficial y personal del presidente de los Estados Unidos de América, expreso mi profunda indignación en relación a los desafortunados comentarios irrespetuosos y racialmente insensibles del señor Enrique Ortez Colindres sobre el presidente Barack Obama", Hugo Llorens, embaixador dos EUA em Tegucigalpa
Mais informações no blog do Patrick.
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Impressionante como a mídia golpista encontra maneiras de se superar e de manipular informações sem qualquer tipo de (auto)crítica ou respeito pela verdade:

No detalhe, a comparação entre a imagem que saiu no jornal La Prensa (de Honduras), completamente maquiado, modificado e "embelezado". À direita, a verdadeira foto, Isis Obed Murillo morto, assassinado com um tiro na nuca pelo exército golpista de Honduras no entorno do aeroporto de Tegucigalpa.

Vejam como é fácil, simples, não só manipular mas também divulgar informações falsas quando, dentro de um país, toda mídia alternativa está amordaçada e só veículos pr-o-golpe dão as cartas.

Aqui a página dupla do jornal, (des)informando a população sobre o massacre, não bastou manipular a foto do garoto assassinado, também manipularam o "header" da notícia. Lê-se que apenas um morreu, mentira, os assassinados pelo exército foram 3, ao menos. Para piorar, a culpa recai sobre Zelaya (Mel), que não teria escutado os "chamados" do golpista Micheletti de que haveria um banho de sangue com sua volta. Só esqueceram de avisar ao povo que seria o exército a derramar o sangue do povo.




A situação de Honduras é extremamente delicada. A censura e a manipulação, na maioria dos casos, não é imposta de cima para baixo, do exército/governo golpista para a mídia em geral, na verdade a franca maioria dos periódicos e canais de TV locais apoiaram com entusiasmo o golpe.

A elite em peso está do lado dos golpistas e, para piorar, os principais partidos políticos e ao menos 123 dos 128 legisladores do país. É um golpe que, se não conta com qualquer apóio internacional, conta com grande adesão da elite, mídia, exército, justiça e estrutura governamental.

Tudo isto torna a volta ou uma possível volta de Zelaya ao poder complicada, para dizer o mínimo. Foi antes aventada a possibilidade de um indulto, Zelaya poderia voltar, mas não ao poder, não teria direitos políticos, seria apenas um civil em seu país. Esta possibilidade, para Zelaya não existe, mas talvez seja uma das poucas saídas viáveis. Antecipação da eleição é outra idéia mas, ainda assim, imperfeita e problemática.

A grande questão é que com a Volta de Zelaya ao poder, o que seria feito com a oposição golpista? Como governar com um congresso onde quase todos apoiaram sua deposição. Pior, se houver punição para os golpistas, estaremos falando de boa parte de toda a estrutura do país, desde o exército até a justiça, passando pela mídia - esta típica, vide o nosso PIG - e o legislativo.

É dizer que toda a estrutura do país está comprometida, corrompida. Um verdadeiro pepino para a OEA e para a Comunidade Internacional. Isso se, com o passar do tempo, não abandonem Zelaya, como Lula está fazendo com seu silêncio de pseudo-líder da América Latina.
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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Xinjiang: Número de mortos pode ser maior [Update] [2]


Rebiya Kadeer, líder do Congresso Mundial Uigur diz acreditar que o número de mortos pode passar dos 500. Graças à barreira imposta pelo governo chinês pouco se sabe do desenrolar das ações repressivas na região.

Não seria surpresa se o número de mortos até ultrapassasse os 500 deduzidos por Kadeer, o ódio repressivo chinês contra suas minorias é conhecido e temido. A China não tolera reclamações sequer de seu próprio povo, os Han - lembremo-nos da Praça da Paz Celestial - que o diga de minorias que eles consideram inferiores!

O Turkish Forum denuncia milhares de Chineses Han armados desfilam pelas ruas de Urumqi e outras cidades do Xinjiang caçando a população autóctone. Estes jovens insandecidos obedecem cegamente as ordens do governo genocida de Pequim; são máquinas prontas à seguir ordens - assim como os militares - depois de anos de lavagem cerebral e propaganda pseudocomunista.


A insana busca por uma suposta vingança é inacreditável. Não sebm os Han que invadiram o Xinjiang, que escravizaram e colonizaram os Uigures e que ainda hoje os mantém amordaçados, censurados e subjugados, assim como aos Tibetanos?
“Chinese civilians, using clubs, bars, knives, and machetes, are killing the Uyghurs,” the Munich-based World Uyghur Congress said in a statement.

“They are storming the university dormitories, Uyghur residential homes, workplaces, and organizations,” it said, accusing the mob of killing unprotected Uyghur civilians.

O governo chinês colocou Urumqi sob Lei Marcial. Se em tempos de relativa paz os direitos dos Uigures não são garantidos, imaginem sob Lei Marcial! Carta branca para o genocídio começar. A presença de turbas enfurecidas de Chineses Han - cerca de 10 mil, segundo estimativas - é ainda mais assustador, já que o exército pode ser contido caso um líder assim deseje, uma turba enfurecida não tem como ser contida, mata indiscriminadamente e sem parar.

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O El País informa que os detidos, 1400, podem enfrentar toda sorte de penas, inclusive a execução. Dado o gosto Chinês por execuções em praça pública, é esperado um número gigantesco de uigures mortos nos próximos dias depois de pseudo-julgamentos sumários.

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Comentário certeiro do Kaos en la Red, uma comparação interessante entre a situação dos Uigures e do povo Basco, ambos sob dominação colonialista e repressão:

Cuantas veces hemos visto en Euskal Herria que manifestaciones pacíficas de vascos son reprimidas ya sea por la Guardia Civil, la Ertzaintza o la Policia Nacional pero cuando los que se manifiestan son españoles portando el mensaje fascista de odio y supremacía implícito en la idea de la Una España Bajo Dios entonces esos mismos cuerpos represivos les alientan y protegen.

Y ni hablar de como las autoridades chinas se refieren al Congreso Mundial Uigur como "banda terrorista", una triquiñuela manipulativa que incluso Estrasburgo a avalado cuando Madrid la ha usado en contra de Batasuna, EHAK y ANV.

Ahora entenderán los españoles a que se refería Arnaldo Otegi cuando expresaba que la decisión de Estrasburgo no es mas que el continuismo de la cruzada por parte de las burguesías dominantes para criminalizar a la disidencia, estrategia que apuntalaron los criminales de guerra George W. Bush, Anthony "Tony" Blair y José María Aznar, misma que ha utilizado Vladimir Putin en contra de los chechenos y ahora Beijing en contra de los uigures.

Por fim, uma análise da situação do Xinjiang, também do Kaos en la Red.

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Segundo o terra, há algumas horas, os mortos podem chegar aos 800. O líder Uigur na Europa Erkin Alptekin, tambémdo Congresso Mundial Uigur, afirma ainda que os detidos chegam aos 5 mil.

"Alptekin, membro do Congresso Mundial do Povo Uigur, organização no exílio, denunciou que quatro meninas foram decapitadas em Urumqi, a capital da região de Xinjiang, e suas cabeças foram expostas na porta da faculdade de Medicina."

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Atualizando as informações, o governo chinês anunciou que o número de mortos chegou aos 184, ainda que a maquiagem absurda do governo aponte para um massacre de Hans e não de Uigures!

Segundo o governo as maiores vítimas da repressão policial e das turbas armadas com paus e pedras (turbas Hans, diga-se de passagem) não foram os Uigures, vejam só, mas os pobres e humilhados Chineses! Seria 137 mortos da etnia Han (111 homens e 26 mulheres) enquanto só 45 seria Uigures e um Hui.

No Xinjiang várias mesquitas foram fechadas e os Uigures proibidos de rezar:
"We feel we are being insulted. This is our mosque. But we are not allowed in, while they let in non-believers," said a young man, pointing out that Chinese security forces had been stationed inside and even in the minarets jutting out above an adjacent expressway."
Vale a leitura do excelente artigo da The Economist sobre o Xinjiang e uma interessante comparação da situação do Tibet com a dos Uigures.

No caso Tibetano, a figura pública e promotora da independência - ou da autonomia - é o ganhador do Nobel, o Dalai Lama, uma figura não só reconhecida mas que conta com apoio de astros e políticos pelo mundo. Do lado Uigur os principais líderes são Erkin Alptekin, filho de Isa Yusuf Alptekin, líder fundador da primeira República do turquestão Leste, nos anos 30 e morto em 1995 no exílio aos 94 anos e Rebiya Kadeer, uma empresária Uigur que vive nos EUA mas pouco conhecida pelo mundo.

Junto a este desconhecimento mundial das lideranças Uigures, há o medo do terrorismo islâmico, usado como arma de propaganda pelos chineses na esteira do que Bush fez por diversas vezes enquanto presidente dos EUA. Uma coisa é fato, o movimento nacionalista Uigur não tem qualquer elemento de fanatismo ou fundamentalismo islâmico, mas a propaganda chinesa tem maior e mais relevante alcance que a propaganda Uigur.

O trabalho que os líderes Uigures tem pela frente é ainda maior que o dos tibetanos pois, além da inexistência de uma liderança reconhecida e relevante fora das fronteiras do Xinjiang e talvez das nações Turcas, pesa ainda sobre os manifestantes e nacionalistas a pecha de terroristas, de fanáticos islâmicos e este tipo de acusação está mais que na moda e torna ainda mais difícil qualquer reconhecimento internacional das reivindicações da cidadania Uigur.
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Bil'lin: Updates

Israeli High Court rules against

Judge Advocate General’s “extremely unreasonable” decision

The Israeli High Court ruled today in favor of changing the indictments filed against the soldier and commander who were involved in the shooting of a handcuffed detainee in Ni’lin, so as to reflect the gravity of the offenses. The human rights organizations who had filed the petition to change the indictments expressed satisfaction with the decision, saying that it conveys a crucial message that protection of human rights must be a primary consideration for law-enforcement agencies. The organizations said they hope that in the future, High Court intervention will not be necessary for military law-enforcement agencies to convey to soldiers and commanders an unequivocal message to safeguard human life and dignity.

However, the organizations voiced concern over the fact that even though the abuse of the handcuffed detainee was filmed and caused a public outcry, the High Court’s intervention was necessary for the army to take proper action against the offenders. They said that the many reports regarding violence by security forces in the Occupied Territories, accompanied by feeble responses of the military law-enforcement agencies, raise doubt as to the ability and commitment of the army’s command level to comply with essential moral and legal norms.

Background

In August 2008, Ashraf Abu Rahma petitioned the Israeli High Court of Justice – with the assistance of Israeli human rights organizations B’Tselem, ACRI, PCATI and Yesh Din – after having been shot by a soldier at close range while blindfolded. The petitioners demanded that the indictments filed against the soldier who fired the shot, Staff Sergeant L., and the platoon commander, lieutenant Col. Omri Borberg, be changed so as to reflect the severity of the offenses. Using a weapon to intimidate, and shooting a handcuffed detainee may amount to abuse of detainee under aggrevated circumstances, an offense that carries a penalty of seven years in prison.

Ashraf Abu Rahma is happy with the decision, although he feels it is too late, one year after the shooting. Because of the violence of Israeli soldiers in the service of the occupation, he says, there are hundreds of other similar cases to his own that go undocumented and continue to occur with impunity. On the 17th of April, 2009, his brother Bassem was shot with a tear gas canister by an Israeli soldier at a peaceful demonstration against the wall in Bil’in.

In the petition, attorneys Limor Yehuda and Dan Yakir from ACRI stated that the decision of the Military Prosecutor to charge the soldier and commander with “unbecoming conduct”, an offense which does not appear on criminal records, is highly unreasonable and conveys an alarming message of disrespect for human lives, laying the foundation for future incidents of abuse.

For more information

Nirit Moskovitch, ACRI, 052-341-0631

Sarit Michaeli, B’Tselem, 050-538-7230

Libby Friedlander, Yesh Din, 054-2457682

Yoav Loeff, PCATI, 054-3368434

For more information, Please call

Abdullah Abu Rahamah, the coordinator of the Popular Committee Against the Wall in Bilin.

0547258210 or 0599107069

e-mail – lumalayan@yahoo.com
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International League for Human Rights - Protest Gaza and Bilin

                 Please distribute widely

Contact: vorstand@ilmr.de, Tel:0049-30-396 21 22, www.ilmr.de

Press Release

The International League for Human Rights (German Section of FIDH) protests against violent activities by the Israeli navy and army in Gaza and Bil'in!


In the afternoon of June 30th the boat Spirit of Humanity was stopped by the Israeli navy and together with all passengers was abducted to the Israeli coastal town of Ashdod. The boat and its passengers intended to address the still ongoing Israli blockade of the Gaza Strip and to break the blockade with non-violent means as part of the "Free Gaza Campaign". The boat carried relief supplies for the 1,5 million people inhabiting one of the most densely populated areas in the world.

In the morning of the same day the Israeli army invaded the village of Bil`in in the Palestinian West Bank. This was the third invasion of that kind in a couple of days.
According to the Popular Committee of Bil'in the Israeli soldiers sourrounded three houses and arrested three people. Already in the last week the army took four people at a similar occasion.In April 2009 a member of the Bil'in Popular Committee was shot dead by Israeli boarder troops during a non-violent demonstration.
For four years the Popular Committee organizes the non-violent resistance against the occupation, against settlements and the wall on the land of the village. In 2008 the Popular Committee together with the Israeli Anarchists Against the Wall was honoured with the Carl-von-Ossietzky-Medal by the International League for Human Rights in Berlin,Germany.

The International League for Human Rights is supporting the protest by the General Secretary of the peace organization Pax Christi in Germany, Christine Hoffmann, against the violent activities of the Israeli navy towards the passengers of the boat Spirit of Humanity. The „League“ is in favour of non-violence on all sides and opposes firmly the fact that civilians become victims of military violence – in Palestinian Gaza or in the Israeli city of Sderot! The people living in the Gaza Strip are still suffering from the physical and psychological consequences of the war of three weeks that Israels army waged at the beginning of the year 2009. The blockade is still going on.

We call upon the German Government, the European Union, the United States of America and the United Nations to take concrete steps vis-a-vis the Israeli government against the blockade of the Gaza Strip and against the military invasions of the village of Bilìn.

For further new informations: www.freegaza.org , www.bilin-village.org
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Massacre de Uigures na China! [2] [Updates] [3]

Foto: David Gray/Reuters

Começamos o dia com a confirmação de 156 mortos nos confrontos entre Uigures e a polícia Chinesa em uma demonstração absurda de intolerância, violência e qualquer respeito pela vida alheia. É uma demonstração clara de que a reclamação dos Uigures - de serem humilhados, deixados de lado, abandonados pelo governo - é totalmente verdadeira. A maioria Han realmente despreza a vida das minorias.
"El Gobierno chino ha puesto en marcha infraestructuras para unir Xinjiang y Tíbet, regiones muy apartadas, al resto del país. Eso ha traído un cierto desarrollo económico, pero también la emigración hacia esas dos regiones de muchos han, atraídos por las oportunidades de empleo.

El resultado es que los uigures, igual que los tibetanos, empiezan a ser minoría en su propio país y se sienten colonizados. Muchos uigures afirman que se les discrimina y que no se les deja practicar su lengua ni su religión. Cualquier chispa provoca enfrentamientos entre uigures y han, lo mismo que entre tibetanos y han."

Entrevista em áudio com Rabiya Kadeer, líder do Congresso Mundial Uigur, exilada nos EUA e acusada pela China de ter incitado os protestos (em inglês): Link

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"Temendo" novos confrontos, o governo chinês baixou um toque de recolher na região do Xinjiang.

"A etnia uigur está sob controle chinês desde 1955, quando foi fundada região autônoma de Xinjiang. Desde então são relatados choques entre os islâmicos e o governo, movimentos armados pró-independência, ataques terroristas e mortes de civis na área. Nada, contudo, como a violência que se viu nos últimos dias, classificada pelo governo como os piores distúrbios desde 1949.

Membros da etnia muçulmana uigur, que são minoria na China, mas representam a maior parte da população da capital de Xinjiang, atacaram pessoas perto da estação de trem de Urumqi.

Em outra parte da cidade, mulheres com lenços na cabeça também foram às ruas protestar contra a prisão de seus filhos e maridos. Segundo go governo chinês, mais de 1.400 pessoas foram presas pelos protestos, pelos quais Pequim culpa separatistas exilados.

Também nesta terça-feira, um grupo de cerca de mil jovens da etnia han levavam pedaços de pau na mão e gritavam "Defenda o país" pelas ruas em um protesto que visava a vizinhança uigur da capital regional. A agência France Presse fala em cerca de 10 mil manifestantes da etnia han com armas improvisadas --como pedaços de pau, correntes e facas."

O NYT confirma que de ambos os lados, HOJE, há uma violência crescente, de ambos os lados, com ataques de grupos e gangues por toda a capital do Xinjiang, Urumqi.

A tensão étnica está crescendo na região.

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Excelente post do Global Voices sobre o assunto: Link

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No Xinjiang, segundo informações oficiais os mortos são 156, os feridos passam dos mil (1080) e os detidos (que serão posteriormente torturados e muitos deles mortos ou "desaparecidos") somam1434.

A internet continua fora do ar em diversas partes da região.

Galeria de fotos do Spiegel, da Alemanha: Link

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A Anistia Internacional demanda que o governo Chinês investigue o massacre que custou a vida de 156 Uigures.

"Xinhua, the official state news agency, reported that police in Urumqi, the capital of the Xinjiang Uighur Autonomous Region (XUAR) and home to over 8 million Uighurs, have detained 1,434 individuals in connection with the protests. These include more than ten key figures that were accused of instigating the unrest."

"Those who were detained solely for peacefully expressing their views and exercising their freedom of expression, association and assembly must be released immediately. A fair and thorough investigation must be launched resulting in fair trials that are in accordance with international standards without recourse to the death penalty."


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Rebiya Kadeer na Al JAzeera (Video)


Mais um vídeo dos protestos e do massacre:


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Terça e Quarta-feiras de poucas informações enquanto o twitter encontra-se bloqueado e pouco sai do Xinjiang.

Sabemos apenas que os protestos continuam, que em Pequim milhares de Chineses Han sem muito o que fazer estão caçando Uigures com paus e pedras - lavagem cerebral pura, típica do país e, por incrível que pareça, é comum em chineses até que sequer nasceram por lá, tenho exemplos disso - e que Rabiya Kadeer continua negando ter incitado qualquer protesto.

Segundo ela, aliás, a China tem o costume de buscar o "inimigo externo", assim como EUA e URSS faziam na época da guerra Fria e Bush não deixou esfriar, só que com "terroristas", e se agora a usa e o Congresso Mundial Uigur, antes usou a figura do Dalai Lama para controlar (leia-se massacrar, torturar, matar e humilhar) os protestos no Tibet, outro feudo fortemente controlado e monitorado pelo governo Chinês.

No Xinjiang, outro toque de recolher enquanto corpos permanecem nas ruas, noticia o El País. Os Chineses não se importam em matar e espancar crianças, mulheres ou até bebês. Nesta foto chocante (realmente forte,. não é recomendável[via twitter]), é possível ver o nível de crueldade a que chegam os Chineses. No artigo do El País acima uma coleção de depoimentos de vítimas de abuso nas mãos chinesas.

Enfim, neste site, uma excelente coleção de fotos.

Do Facebook e do Twitter informações não confirmadas de extrema violência de Chineses Han contra Uigures por todo o país. Possivelmente mais mortes.
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Para terminar o dia, artigo de Rebiya Kadeer para o The Wall Street Journal, via Turkish Forum:
Chinese propaganda obscures what sparked Sunday’s riots.

When the Chinese government, with the comfort of hindsight, looks back on its handling of the unrest in Urumqi and East Turkestan this week, it will most likely tell the world with great satisfaction that it acted in the interests of maintaining stability. What officials in Beijing and Urumqi will most likely forget to tell the world is the reason why thousands of Uighurs risked everything to speak out against injustice, and the fact that hundreds of Uighurs are now dead for exercising their right to protest.

On Sunday, students organized a protest in the Döng Körük (Erdaoqiao) area of Urumqi. They wished to express discontent with the Chinese authorities’ inaction on the mob killing and beating of Uighurs at a toy factory in Shaoguan in China’s southern Guangdong province and to express sympathy with the families of those killed and injured. What started as a peaceful assembly of Uighurs turned violent as some elements of the crowd reacted to heavy-handed policing. I unequivocally condemn the use of violence by Uighurs during the demonstration as much as I do China’s use of excessive force against protestors.

While the incident in Shaoguan upset Uighurs, it was the Chinese government’s inaction over the racially motivated killings that compelled Uighurs to show their dissatisfaction on the streets of Urumqi. Wang Lequan, the Party Secretary of the “Xinjiang Uighur Autonomous Region” has blamed me for the unrest; however, years of Chinese repression of Uighurs topped by a confirmation that Chinese officials have no interest in observing the rule of law when Uighurs are concerned is the cause of the current Uighur discontent.

China’s heavy-handed reaction to Sunday’s protest will only reinforce these views. Uighur sources within East Turkestan say that 400 Uighurs in Urumqi have died as a result of police shootings and beatings. There is no accurate figure for the number of injured. A curfew has been imposed, telephone lines are down and the city remains tense. Uighurs have contacted me to report that the Chinese authorities are in the process of conducting a house-to-house search of Uighur homes and are arresting male Uighurs. They say that Uighurs are afraid to walk the streets in the capital of their homeland.

The unrest is spreading. The cities of Kashgar, Yarkand, Aksu, Khotan and Karamay may have also seen unrest, though it’s hard to tell, given China’s state-run propanganda. Kashgar has been the worst effected of these cities and unconfirmed reports state that over 100 Uighurs have been killed there. Troops have entered Kashgar, and sources in the city say that two Chinese soldiers have been posted to each Uighur house.

The nature of recent Uighur repression has taken on a racial tone. The Chinese government is well-known for encouraging a nationalistic streak among Han Chinese as it seeks to replace the bankrupt communist ideology it used to promote. This nationalism was clearly in evidence as the Han Chinese mob attacked Uighur workers in Shaoguan, and it seems that the Chinese government is now content to let some of its citizens carry out its repression of Uighurs on its behalf.

This encouragement of a reactionary nationalism among Han Chinese makes the path forward very difficult. The World Uighur Congress that I head, much like the Dalai Lama and the Tibetan movement, advocates for the peaceful establishment of self-determination with genuine respect for human rights and democracy. To achieve this objective, there needs to be a path for Han Chinese and Uighur to achieve a dialogue based on trust, mutual respect and equality. Under present Chinese government policies encouraging unchecked nationalism, this is not possible.

To rectify the deteriorating situation in East Turkestan, the Chinese government must first properly investigate the Shaoguan killings and bring those responsible for the killing of Uighurs to justice. An independent and open inquiry into the Urumqi unrest also needs to be conducted so that Han Chinese and Uighurs can understand the reasons for Sunday’s events and seek ways to establish the mutual understanding so conspicuously absent in the current climate.

The United States has a key role to play in this process. Given the Chinese government’s track record of egregious human-rights abuses against Uighurs, it seems unlikely Beijing will drop its rhetoric and invite Uighurs to discuss concerns. The U.S. has always spoken out on behalf of the oppressed; this is why they have been the leaders in presenting the Uighur case to the Chinese government. The U.S., at this critical juncture in the East Turkestan issue, must unequivocally show its concern by first condemning the violence in Urumqi, and second, by establishing a consulate in Urumqi to not only act as a beacon of freedom in an environment of fierce repression but also to monitor the daily human-rights abuses perpetrated against the Uighurs.

As I write this piece, reports are reaching our office in Washington that on Monday, 4,000 Han Chinese took to the streets in Urumqi seeking revenge by carrying out acts of violence against Uighurs. On Tuesday, more Han Chinese took to the streets. As the violence escalates, so does the pain I feel for the loss of all innocent lives. I fear the Chinese government will not experience this pain as it reports on its version of events in Urumqi, and it is this lack of self-examination that further divides Han Chinese and Uighurs.

Ms. Kadeer is the president of the Uighur American Association and World Uighur Congress.

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