sábado, 18 de julho de 2009

A Máfia Russa: Putin, Medvedev e Kadyrov

"Who's Next?"

"No speeches were delivered at the ceremony, which was attended by about 100 people. Estemirova's photo was posted at a monument to killed journalists and a banner reading "Who's Next?" was put up."
A onda de assassinatos patrocinados/comandados pelo presidente checheno Ramzan Kadyrov parece não ter fim. Desta vez, porém, o cinismo do sujeito beirou o absurdo e o inaceitável.

Vamos aos fatos.

A ativista de direitos humanos da ONG Memorial, Natalya Estemirova, foi abatida à tiros por "desconhecidos" depois de ter sido sequestrada na Chechênia e ter seu corpo deixado ("desovado", em linguagem comum) na vizinha Ingushétia.

Esterminova investigava exatamente os sequestros e desaparecimentos de civis e ativistas na República da Chechênia para a ONG Memorial e, sem dúvida, seu trabalho era perigoso para o senhor da guerra - depois empossado presidente por Putin - Kadyrov, o grande responsável pela onda de terror, sequestros, assassinatos e desaparecimentos que assolam a região.

Curiosamente Esterminova já havia trabalhado com outros dois ativistas e jornalistas assassinados pelo teor "perigoso" de seus trabalhos, Anna Politkovskaya e Stanislav Markelov.

Para iniciar a onda de cinismo, a porta-voz de Medvedev anunciou que seu patrão estava ultrajado e que os investigadores deveriam fazer de tudo para descobrir os culpados. Mas, bem, todos sabem o nome do culpado: Ramzan Kadyrov. E, como cúmplices, Putin e Medvedev.

A onda de assassinatos seletivos de ativistas de direitos humanos na Rússia, em especial no Cáucaso, não parece ter fim e nenhum dos culpados jamais foi pego, nem os mandantes - que todos conhecem - nem os executores, em alguns casos, a própria polícia, como no assassinato do jornalista Magomed Yevloyev, morto por um tiro "acidental" dentro de uma viatura da polícia na Ingushétia, como eu já mostrei neste blog.

Yevloyev mantinha um website crítico à quase-ditadura de Putin e seu mico amestrado Medveded, uma verdadeira máfia no poder central russo, e, em especial, contra o então presidente Ingushe, Murat Zyazikov, o provável mandante de seu assassinato - depois substituído por Yunus-Bek Yevkurov, recentemente ferido por insurgentes muçulmanos.

Politkovskaya, repórter investigativa e altamente crítica ao Kremlin e à Kadyrov, foi assassinada à tiros no elevador de seu prédio em Moscou. O mandante? Provavelmente Kadyrov, que já a havia ameaçado mais de uma vez.

Markelov, ativista de direitos humanos, foi assassinado a p oucos metros do Kremlin, ao sair de uma conferência, junto com ele foi assassinada também Anastasia Baburova, repórter do Novaya Gazeta que corria em seu socorro e foi pega na emboscada. Markelov era o advogado da família de Elza Kungaeva, uma jovem chechena morta por pelo coronel Russo Yuri Budanov, condenado pelo assassinato mas solto 15 meses antes de cumprir a sentença.

Como se vê, a máfia russa chefiada por Putin e seu cãozinho Medvedev, ajuda os amigos.

Vale notar, porém, a ligação de todas as vítimas assassinadas com a Chechênia ou a Ingushétia, direta ou indiretamente, enfim, a ligação com Razman Kadyrov, o carniceiro do Cáucaso.

Graças às ameaças e ao assassinato de Esterminova, a ONG Memorial foi forçada a encerrar suas atividades no Cáucaso pela completa falta de segurança.
"We cannot take the risk anymore because our work [in Chechnya] has become life-threatening," Alexander Cherkasov, member of the group's executive committee, said in an interview on Ekho Moskvy radio s tation.
Até agora são ao menos 4 mortes de ativistas diretamente ligados ào Cáucaso e à repressão e abusos constantes na região. Politkovskaya, Esterminova, Yevloyev e Markelov, todos assassinados à mando da máfia Russa comandada por Putin e Medvedev e tendo como um de seus principais executores, o filho do traidor checheno, Kadyrov.

Akhmat Kadyrov, pai de Ramzan Kadyrov foi o Mufti da República Chechena de Ichkeria, durante os anos noventa e durante e depois da Primeira Guerra Chechena. Já na época da Segunda Guerra Chechena, Kadyrov pai resolveu mudar de lado e apoiar o governo russo contra seus conterrâneos chechenos até que, em 2003, foi empossado como presidente por Putin, em troca de seus favores - delação, tortura, perseguição e mortes. Pai traidor, filho traidor.

"I know, I am certain who is to blame for the murder of Natasha Estemirova. We all know this person. His name is Ramzan Kadyrov, the president of the Chechen Republic." Oleg Orlov.
Oleg Orlov, diretor da ONG Memorial, acusou diretamente Ramza Kadyrov de ser o mandante do assassinato de Esterminova e acrescentou que Kadyrov já havia ameaçado Esterminova no passado a alertando para parar de trabalhar na Chechênia.
Oleg Orlov, the director of the human rights organisation Memorial, claimed Kadyrov made the threat during a meeting just months before her death. He said the president's aides had explicitly warned her to stop her work in Chechnya.

"I know who is guilty of Natalia's murder. His name is Ramzan Kadyrov," Orlov said in a statement posted today on Memorial's website. "Ramzan already threatened Natalia, insulted her, considered her a personal enemy. He has made it impossible for rights activists to work in Chechnya," he said.

Pela frontal acusação Orlov foi ameaçado de processo por parte do assassino Kadyrov que, quando acusado, saiu com a frase "I don't kill women". Uma declaração à altura de um assassino frio e bárbaro. Não mata mulheres, ele diz, mas deixa transparecer que nada tem contra matar e torturar homens e jovens chechenos, como é seu costume.
"I have no doubt that behind the murder of Estemirova stand people subordinate to Ramzan Kadyrov, who indulge in murders, violence, and unlawfulness on Russian territory, and also outside Russia," Oleg Orlov.
Kadyrov, em resposta à Orlov afirmou que:

"Você não é nem procurador, nem juiz, e suas afirmações sobre minha culpa não são éticas, mas estranhas", disse Kadryrov, em declarações publicadas em seguida pelo site da presidência chechena.

"Além de presidente da Chechênia, sou pai de sete filhos e filho de uma mulher que perdeu seu marido na luta contra os terroristas", acrescentou, em alusão a seu pai, Akhmad Kadyrov, presidente checheno morto em atentado em 2004.

"Você tem que pensar nos meus direitos antes de falar para o mundo inteiro que sou culpado da morte de Estemirova", prosseguiu.

"Os chechenos não fazem acertos de contas, sobretudo com mulheres. Penso que as pessoas que a mataram queriam sujar o nome de Kadyrov. Não mato mulheres, nunca matei mulheres", garantiu ainda o presidente checheno.

A culpa de Kadyrov dificilmente será comprovada, assim como a de Putin, Medvedev ou de outros elementos da máfia russa que tomou o poder da República e resta aos ativistas e minorias apenas esperar pelo próximo assassinato, pelo próximo desaparecimento e pelos próximos abusus que jamais serão esclarecidos.

Vale lembrar, por fim, de Umar Israilov, ex-guarda-costas de Kadyrov, assassinado no exílio (Áustria) por agentes enviados pelo presidente checheno.
"In late 2006, Mr. Israilov filed a complaint against Russia in the European Court of Human Rights that detailed his claims of the systematic use of abductions and torture by Mr. Kadyrov, and indigenous security forces under Mr. Kadyrov’s command, to punish suspected insurgents and their families.

The complaint covered events from 2003 through 2005, when Mr. Kadyrov led a state-sponsored militia and became the republic’s deputy prime minister. It included Mr. Israilov’s experiences as one of Mr. Kadyrov’s victims and later as a witness to what he said were Mr. Kadyrov’s crimes against others."
O site de inteligência Stratfor traz uma lista ainda maior de ativistas e empresários assassinados à mando de Kadyrov, Putin e Medvedev:
  • Paul Klebnikov, July 2004. The editor of Forbes’ Russian edition, Klebnikov was shot dead in Moscow as he was heading into a subway station. The driver of a stolen car that pulled out of a parking lot and drove toward Klebnikov fired four shots before fleeing the scene.
  • Anna Politkovskaya, October 2006. A prominent journalist and critic of the Kremlin, Politkovskaya was in the process of publishing a series condemning the government’s policy in Chechnya. She was shot in the head in her apartment building.
  • Alexander Litvinenko, November 2006. Litvinenko was a former KGB agent who had defected to the United Kingdom and published books on the internal workings of Putin’s FSB networks, and he was critical of the new Russian state. He was poisoned with radioactive polonium-210.
  • Ivan Safronov, March 2007. Safronov was a journalist who criticized the state of the Russian military and was accused of leaking military affairs to foreign parties. He allegedly committed suicide by jumping from the fifth floor of his apartment building, though some reports say a person behind him forced him out of the building.
  • Oleg Zhukovsky, December 2007. Zhukovsky was an executive of the VTB bank, which at the time of his death was being taken over by the state so the Kremlin could handpick its senior officers to oversee many strategic state accounts. Zhukovsky allegedly performed the feat of committing suicide by being tied to a chair and thrown into his swimming pool, where he drowned.
  • Arkady Patarkatsishvili, February 2008. A wealthy Georgian-Russian businessman, Patarkatsishvili was extensively involved in Georgian politics. Patarkatsishvili died in the United Kingdom of coronary complications that resembled a heart attack. His family and many in Georgia have accused the FSB of involvement, however, saying the FSB has many untraceable poisons at its disposal.
  • Leonid Rozhetskin, March 2008. Rozhetskin was an international financier and lawyer who held stakes in strategic companies, like mobile phone giant MegaFon. He disappeared while in Latvia after losing Kremlin backing by selling his assets to multiple parties, including some government ministers who are former FSB agents.
  • Ruslan Yamadayev, September 2008. Yamadayev was a Chechen military leader and former member of the State Duma. He was shot in his Mercedes as it was stopped at a red light near the Kremlin in Moscow.
  • Stanislav Markelov, January 2009. A prominent Russian lawyer who had prosecuted an army colonel convicted of murdering a Chechen woman, Markelov was shot dead along with a journalist in broad daylight on a Moscow street near the Kremlin. He was also involved in the case of Anna Politkovskaya.
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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Índia e Homossexualismo / India and Homosexualism

Ainda que - muito - atrasado, seguem três cartuns feitos pelo meu amigo Sharad Sharma, da ONG World Comics India, sobre a recente decisão dos tribunais indianos que derrubou a lei que criminalizava o sexo homossexual. Até amanhã sai um artigo sobre a ONG em si, que faz um trabalho brilhante em zonas de conflito como a Caxemira, e em áreas paupérrimas da índia e do mundo.

Só para antecipar alguma coisa, a WCI tem por objetivo ensinar técnicas de desenho à crianças, jovens e adultos para que estes possam, através do desenho, expressar seus sentimentos, demonstrar sua situação, protestar e manter um registro daquilo que sofrem, que desejam, do que passaram e passam todos os dias.

Conheci o trabalho in loco ha 2 anos e fiquei maravilhado com o efeito que causa nas pessoas poder expressar, através dos desenhos, seus sentimentos, anseios, medos, problemas, abusos sofridos e condição social.
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Even though - very - late, here are three cartoons made by my friend Sharad Sharma of the NGO World Comics India, the recent decision of the Indian courts that overturned the law criminalizing the homosexual sex. 'Till tomorrow comes out an article on the NGO itself, which does a brilliant work in conflict zones like Kashmir, and in very poor areas of India and thruout hte world.

Just to anticipate something, the WCI aims to teach techniques of drawing to children, youth and adults to enable them, through the drawings, express their feelings, show their position, protest and keep a record of what they've suffered, they want, from what they've been trhu now and every day.

I knew the work in loco 2 years ago and was amazed with the effect that causes people to express, through drawings, their feelings, desires, fears, problems, suffered abuses and social conditions.



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Isso é Sionismo - This is Zionism!

Continuando a longa série de posts sobre os abusos do Estado Genocida de Israel, um resumo da semana, via The Angry Arab:
"A Palestinian youth suffering from a heart condition was reportedly beaten by Border Guard officers in the West Bank village of Hawara, near Nablus, Ynet learn Tuesday."
Mais sobre o assunto via Ynet:
"Residents of Nablus adjacent village say 16-year-old teen was beaten by Border Guard officers for no reason, cite repeated abuse by forces stationed in the area. Border Guard Command investigating"

Jihad Huwari, 16, told Ynet that, he and his cousin were stopped by a Border Guard patrol on Sunday. The officers allowed the cousin to go ahead, but asked Huwari to present his ID. "They took it and began to insult me and laugh and then one of them hit me with the barrel of his rifle."

The initial blow, he added, was followed by several punched, from which he nearly blacked out. "Then they threw the ID back at me and left." Huwari managed to get the jeep's license plate number.

Other local residents told of repeated abuse by Border Guard officers, "Who are making life a living hell," saying that such beatings of the village's children and teenagers is a daily occurrence.
Ou seja, os abusos e espancamento de crianças e adolescentes são diários, constantes, nas mãos dos genocidas de Israel. A diversão dos soldados é espancar diariamente civis indefesos, vítimas da ocupação, de humilhações diárias.
"A human rights group slammed Israeli treatment of Palestinian female prisoners in a UN-sponsored report released, saying pregnant women are often shackled on their way to hospitals to give birth."
Basicamente os genocidas tornam a vida das presas políticas um inferno e, não satisfeitos, atentam contra a vida de seus filhos que ainda irão nascer. Não surpreende, depois das camisas usadas pelos Israelenses após o Genocídio em Gaza:

""Shut up or I will f*** you," a Christian Peacemaker Team observer quoted an Israeli soldier yelling at the mother of a boy bound in military custody near Hebron on Monday."
Os fatos que levaram uma mãe palestina a ser ameaçada de ESTUPRO por um genocida Israelense:

"At 4:30pm on Monday 13 July two Israeli soldiers attacked a 16-year-old Palestinian boy 150 yards from his home," the CPT report said. "The attack happened as the boy was walking to his home carrying heavy electrical cables necessary for repair work on his family’s house. Two workers who were with him left to raise the alarm."

According to CPT the boy had been harassed several times by Israeli soldiers. When his mother and cousin arrived on the scene to defend the boy, soldiers threatened his mother with sexual acts. They were convinced to take the boy to his home, and were met there by a small group of settlers, who live illegally in the West Bank city.

"The soldiers cuffed the boy’s hands behind his back, blindfolded him and again forced him to sit" behind the house where settlers were glaring down from adjacent rooftops, the report said. "One or more people kicked and hit him again, but because of the blindfold he could not see whether his attackers were soldiers or settlers."

The boy's father and friends arrived at the home, having been alerted by his mother, and began filming the incident. "The officer observed that Palestinians were filming the incident and removed the blindfold and handcuffs and released the boy. He gripped the boy by the jaw and warned him, ‘If you say anything to internationals or the police, I will kill you,'" the report said.
Soldados genocidas e colonos ilegais vendando, espancando e ameaçando a família de um garoto de 16 anos. ISSO É SIONISMO!
"A senior commander who briefs his subordinates upon entering Gaza and tells them they must “bring back 2,000 terrorists,” instead of defining the rules of engagement, should not be a commander in our army. The same is true for a commander who warns that “we’re going to kick their ass, to rape them, and to screw them” or for a commander who tells his soldiers “not to be bothered by moral questions; you’ll deal with that later.”"
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Bil'in Weekly Protest - This is Zionism [Update]

Bil’in citizens are subject of testing new Israeli weapons:

Tens of people throwing up in the weekly demonstration and continuation of night arresting

17- 7 – 09: Friday; Bil’in citizens went out after the Friday pray to participate in the weekly demonstration, were a group of international and Israeli are joining them. Demonstrators hold up the Palestinian flags and banners against the wall and the occupation, land confiscation, siege, killing people and children in addition to the night arresting.

The gathering was at the center of Bil’in toward the wall, where also members of the Palestinian popular struggle front participated in the demonstration. Thus, they are celebrating their 42nd anniversary. Mr. Ghazy Nabali a member of the front party, has expressed his support to the popular struggle, against the land confiscation, and building the wall and settlements.

The demonstrators were able to reach the wall area, shouting against the wall and the Israeli soldiers who are shooting the Palestinian and attacking the village at night. The demonstrators were dressing a plastic dresses, hats, gloves, and masks in order not to be affect by the chemical water with a very bad smell that the Israeli are using now against them.

The Israeli soldiers started to spray the dirty water by hoses, where the water mixed with chemical and biological materials, which make it smells very bad, furthermore demonstrators started to throw up because of using this stinky water. The Israeli has used this dirty water before one year, then they stopped using it after the intervention of international human rights organizations. Before that, the Israeli have used colored water mixed with gaz. In addition to new weapons such as different kinds of the tear gas, live bullets, scream, sponge, salt balls, and green beans bags, which all-new names for dangerous weapons.

On the other hand, the popular committee condemns the continuous attack against the activists through the nigh arresting, which is targeting everyone participating in the demonstration against the wall. While the Israeli soldiers attacked Bil’in village last night, to arrest Muhammad Abdel Fatah Burnat (21 years). and Basel Naeem Burnat (19 years) next to the checkpoint near Bil’in, and Tamer Omar Khateeb (23 years), on his way to Jordan. The arrested people were moved to the detention center in O’ffer close to Rammalah. Within the last three weeks, 16 were arrested including one Israeli and one American.

From the other side, the military Israeli court in O’ffer released the activist Adeeb Abu Rahma, with a condition of paying a 10, 000 NIS, while the military administrative refused the court order and asked to keep him in prison. Given that Abu Raham was arrested last Friday’s demonstration.

For more information, please contact:

Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in

0547258210 أو 0599107069

e-mail – lumalayan@yahoo.

www.bilin-village.org


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quarta-feira, 15 de julho de 2009

O "Eixo do Mal" dos outros... Irã e Israel

É engraçado, numa rápida passada pelas notícias do dia, enxergar onde se encontra o "Eixo do Mal". Os EUA denunciam Irã, Coréia do Norte e etc mas, convenhamos, algum país está mais na mídia por suas atrocidades e desrespeito constante aos Direitos Humanos e qualquer tipo de lei que Israel?

Acho engraçado os EUA perseguirem o Irã pelo seu direito de possuir armas nucleares (notem que só os amigos dos EUA tem, vide Índia, Paquistão, França, etc ou então a intocável China e a Rússia) ou ainda a Coréia do Norte - salvas as disparidades, jamais seria possível uma defesa sã da Coréia do Norte e seu ditador aloprado - mas fazem total vista grossa ao fato de Israel ter, sem qualquer sombra de dúvida, armas nucleares em seu arsenal, Mordechai Vanunu que o diga!

Vale lembrar que Israel NÃO é signatária do Tratado de Não Proliferação Nuclear, ou seja, não está nem aí para o mundo, tem suas armas e não acha que deve qualquer explicação.

Não vejo o Irã invadindo qualquer nação estrangeira, não vejo o Irã escravizando qualquer povo além de suas fronteiras e tampouco vejo o Irã cometer qualquer genocídio contra outro povo.

Claro, isso não quer dizer que os iranianos sejam bonzinhos ou coisa do tipo, mas serve apenas para ilustrar onde está o real perigo, se no Irã ou em Israel.

O Irã financia o Hezbollah, que por sua vez foi criado para defender o Líbano dos abusos Israelenses. O Irã financia ainda o Hamas, criado para, também, defender os Palestinos dos abusos de Israel.

Qual o denominador comum? Não é preciso nem comentar.

Mas, para os EUA e seus micos amestrados europeus, o Irã é o perigo. Pouco importa que a Índia e o Paquistão vivam à beira de uma guerra potencialmente catastrófica, não importam as ameaças de Israel de invadir meio mundo que não vai com sua cara - sua política genocida e cruel - só importa que o Irã é um perigo para a humanidade!

Claro, esquecem de dizer ao mundo que o Irã como potência tornaria mais difícil a vida das grandes corporações "ocidentais", que o Irã potência dificultaria a vida das potências "ocidentais" no que tange o acesso às reservas petrolíferas, que o Irã poderoso seria menos sucetível às ameaças de Israel, que o Irã forte seria o mesmo que fortalecer a resistência Palestina, dentre outros elementos não menos relevantes ma sque não caberiam ser citados um por um.

Enfim, o interesse em deslegitimar o Irã, em tentar proibir seu direto - se Israel tem porque os Iranianos não podem? - não tem qualquer relação com defesa da humanidade, defesa do mundo, evitar proliferação nuclear e outras balelas, e sim a intenção de evitar que surja, no Oriente Médio, potência com capacidade de concorrer com Israel, país que não tema e que possa responder à altura os abusos de Israel e país que possa conter o Estado Genocida de Israel.

Uma rápida leitura dos jornais de hoje já me deparo com:
"Exército de Israel rejeita denúncia "difamatória" de ONG sobre ação em Gaza"

O Exército israelense chamou de "difamatório e calunioso" o relatório da ONG Rompendo o Silêncio que o acusa de violar os direitos humanos e ter usado civis como escudos humanos na grande ofensiva contra o grupo radical islâmico Hamas, na faixa de Gaza, que deixou cerca de 1.400 mortos, a maioria civis, no começo do ano.
Se Israel nega, é porque é verdade. E o mundo sabe, mas Obama faz vista grossa.
"Israel viola fronteira e explode paiol do Hezbollah no Líbano"

O exército israelense informou hoje que explodiu um paiol da milícia xiita libanesa Hezbollah no sul do Líbano, a poucos metros da fronteira com o país.

A operação, feita na terça-feira, foi informada por fontes do próprio exército, que pediram anonimato. A munição estava em uma casa na cidade de Khirbet Selm, ao sul do rio Litani, e a cerca de 20 km da fronteira com Israel.

Nenhuma condenação internacional, nenhum pio da ONU, nenhuma "condenação enérgica" de lugar algum frente ao flagrante desrespeito à lei internacional, à soberania do Líbano... Israel cospe nas leis internacionais mas seus amigos poderosos afagam o Estado Genocida.

Vejam que o Exército de Israel ao invés de esconder o desrespeito e a quebra da lei, anuncia com orgulho a operação ilegal.
"Brutalizing Palestinian children:Members of Israeli Security Forces admit that soldiers routinely commit brutality against Palestinians, including children"
Esta vale ser lida inteira no site, em inglês, ou em espanhol (link, via boltxe). Brutalidade contra crianças, tortura de menores, intimidação, violência... Nenhuma ilegalidade, não?

Apenas para completar:

Do El País:
"No había inocentes en Gaza"

26 soldados que participaron en la guerra explican a una ONG israelí las atrocidades perpetradas durante 22 días de contienda
Do Terra:
"Soldados israelenses denunciam brutalidade a civis em Gaza"
Da BBC:
"Israel soldiers speak out on Gaza"

A group of soldiers who took part in Israel's assault in Gaza say widespread abuses were committed against civilians under "permissive" rules of engagement.
Tudo isto apenas ONTEM! Em apenas UM DIA o Estado Genocida de Israel é desmascarado, denunciado mas, o Eixo do Mal? É o Irã.

O Conselho de Segurança não hesita em condenar o Irã, em impor sanções (aliás, razão provável pela qual aconteceu o último acidente aéreo no país, falta de peças de reposição graças às sanções), em achincalhar com o país pelo programa nuclear. Sem qualquer prova acusa o programa de ser para fins bélicos - os Iranianos afirmam ser apra fins pacíficos, como o do Brasil, por exemplo - e mesmo com declarações do ex-Inspetor Chefe da AIEA, El Baradei, de que não há provas de uso militar do programa, continuam a pressão, a violência contra o Irã.

Contra Israel, por outro lado, nada.

Não importa que grupos de Direitos Humanos acusem Israel de abusar de mulheres palestinas nas suas prisões. Quem se importa com os Palestinos? Não a ONU, não o Conselho de Segurança, não os EUA.
"Pregnant detainees "do not enjoy preferential treatment in terms of diet, living space or transfer to hospitals," it said. "Pregnant prisoners are also chained to their beds until they enter delivery rooms and shackled once again after giving birth."

Tampouco importa a prisão cruel de Ahmad Sa'adat, líder da FPLP, sequestrado por Israel e preso ha anos, constantemnete mandado para a solitária por lutar contra a ocupação. O sequestro de indivíduos, a invasão de fronteiras, o assassinato e genocídio de Palestinos não é suficiente para uma condenação séria.

Aliás, veio em boa hora o artigo reproduzido pelo Estado Anarquista, com uma entrevisca com Mordechai Vanunu.
Nos cálculos feitos pelo engenheiro Vanunu, a quantidade de material radioativo produzido somente até 1986, já era suficiente para a produção de 200 ogivas nucleares;

• Cerca de 180 países são signatários do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, inclusive todos os países árabes, menos Israel;

• Todos os países árabes, vizinhos de Israel, permitem as inspeções dos técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica, órgão da ONU encarregado do controle das armas nucleares. Israel nunca permitiu que esses técnicos fiscalizassem suas instalações e nunca nenhuma sanção foi adotada contra esse país;

• As grandes potências não só não adotam nenhuma medida contra Israel, como, secretamente, ajudam o programa nuclear israelense, como uma série de acordos e convênios existentes com os EUA, França e Grã Bretanha;

• O programa nuclear iraniano, amplamente conhecido pelos especialistas em armas nucleares, não oferece perigo algum ao mundo e tem sido fiscalizado pela AIEA, completamente diferente do programa israelense, voltado para a produção de armas atômicas;

• A União Européia segue num silêncio criminoso, cúmplice, pois nada fala e nunca condenou publicamente o programa nuclear israelense. A comunidade cientifica sabe que Israel pesquisa e pode ter armas nucleares há mais de 40 anos;

• O apoio da França e da Inglaterra vem desde que Israel ajudou a ambos os países na guerra de 1956 (liderada por Gamal Abdel Nasser, pela retomada do controle do Canal de Suez, no Egito);

• A África do Sul, até 1991, quando ainda do regime do Apartheid, quem ajudou muito Israel em seu programa nuclear, tanto que os primeiros testes nucleares ocorreram nesse país;

• Keneddy foi o primeiro e único presidente americano que pediu formalmente inspeções nucleares por parte da AIEA nas instalações de Dimona ainda no início da década de 1960 e talvez por isso, entre outras razões, possa ter sido assassinado; os que o sucederam, Johnson e Nixon, nunca pediram inspeções nucleares em Israel;

• A política atômica e belicista de Israel é típica de uma época que não existe mais, a da guerra fria; hoje se Israel quer mesmo a paz, deve demonstrar isso com transparência e abrir ao mundo as sua instalações nucleares e cessar a produção de material radiativo para a produção da bomba atômica;

• Na guerra de 1973, Israel estudou e considerou a real possibilidade de usar armas nucleares contra a Síria e contra o Egito;

• O estado de Israel não é uma democracia. Isso é um mito, uma falsidade. Israel é um estado racista e pratica contra os palestinos uma política do Apartheid; somente os que professam o judaísmo tem algum direito nesse país; chega a ser um estado fascista.

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Brasil: Estado Laico? [2]


Mais um absurdo atentado contra o Estado Laico brasileiro. Neste caso a violência, a brutalidade não vão apenas contra a laicidade do Estado mas também contra a liberdade de expressão, contra a constituição, o bom senso, a decência e o respeito.

A Assembléia dos Deputados da Paraíba irá impor a leitura diária da bíblia antes das sessões. Quem não for cristão será FORÇADO a ouvir a leitura da bíblia. Em um prédio PÚBLICO a leitura de um livro religioso -em prejuízo aos demais - será lido para 'inspirar" os deputados.

Quem sabe, ao ler o velho testamento, os "nobres" parlamentares não roubem menos... Na verdade vão apenas passar a matar logo, diretamente, sem intermediário algum. Serão bem inspirados pela violência e intolerância do "livro sagrado".

É interessante notar que sob o manto do discurso de intolerância religiosa os religiosos passam eles a serem os intolerantes. Impõem sua visão única, forçam todos a aceitar e sequer aventam a possibilidade de que um ateu, um muçulmano, judeu e etc se sintam ofendidos com a imposição da leitura do livro de uma religião.

Acima disto está o desrespeito à constituição. A aprovação desta lei - e por unanimidade, pasmem! - demonstra por a mais b que nossos parlamentares simplesmente não fazem idéia do porque foram eleitos. Não tem qualquer preparação, não sabem o que é legislar. Ou legislam em causa própria ou legislam para "jesus". Neste meio tempo, roubam. Achincalham com os brasileiros.

Esta notícia surge exatamente na hora em que Lula chama os senadores de "pizzaiolos" e, de troco:
"Primeiro efeito da declaração de Lula: o Senado acaba de rejeitar por 30 votos contra 20 a indicação feita pelo governo de Bruno Pagnoccheschi para diretor da Agência Nacional de Águas.

Os senadores estão baixando o pau em Lula. Até mesmo senadores governistas."

Apenas uma correção ao caro Noblat, que nos traz a notícia, quem levou o troco não foi o presidente, foi o Brasil, fomos nós, brasileiros, que elegemos os canalhas para votar com a consciência - como se tivessem - e não por vingança à um ou outro.

O voto da "base aliada", o bom e velho fogo amigo, demonstra apenas o caráter das alianças espúrias do governo, do PT. Não importa a aliança, não importa a relevância, o interesse da nação. Importa a vingança, o lucro, a safadeza e o estúpido "troco".

Coisa de criança birrenta que quebra o carrinho do colega porque este não lhe permitiu brincar com ele.

Lamentável, este país não é sério! É uma piada de mal gosto!

Enfim, eis a vergonhosa notícia do estupro do Estado Laico, via G1, com comentários ao longo da mesma, não resisti:

"Lei obrigará deputados da Paraíba a 'refletir' sobre a Bíblia antes das sessões

Começa interessante "obrigará". Sejam religiosos, leiam a bíblia, temam jesus. Vocês são obrigados!

Autor de proposta acredita que decisão vai melhorar 'ânimo' no plenário.
Para deputado, decisão deveria ser adotada também pelo Senado.

É, respeitar a constituição e o povo não é bem um costume por lá, uma a mais ou uma a menos não faria muita diferença.

Um projeto aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa da Paraíba fará com que antes de cada sessão os parlamentares tenham cinco minutos para "refletir sobre a Bíblia".

Autor da proposta, o deputado Nivaldo Manoel (PPS) acredita que “a palavra de Deus ajudará a melhorar os ânimos” dos colegas para enfrentar os problemas no plenário.

Crise de consciência por roubar? Hmmm, não, isto eles não tem. Vai ver que serão alguns minutos para pensar nos próximos golpes e os problemas que enfrentarão se forem pegos... Mas, bem, no fim do túnel há sempre um Gilmar Mendes esperando por eles. Do jeito que brasileiro é daqui ha pouco fundam uma igreja em louvor ao Mendes, por ter salvo tanta gente!

“Às vezes são sessões acirradas, muito violentas, com muitas discussões pesadas. Então, acredito que a palavra de Deus possa melhorar um pouco os problemas que existem aqui no plenário”, diz o deputado, que já havia aprovado antes um projeto para que todas as sessões fossem abertas em nome de Deus e iniciadas com a leitura de um versículo bíblico.

É, ler a bíblia serviu muito,ao longo da história, para apaziguar ânimos... Normalmente apaziguava quando alguém de outra religião já estava morto mas... outra história!

O deputado calcula que serão usados sete minutos de cada sessão para leitura e reflexão sobre a Bíblia - feitos por ele mesmo - assim que o projeto, aprovado por unanimidade, for publicado no “Diário Oficial” da Casa. Neste tempo, afirma, os deputados “permanecerão da forma que eles quiserem”, mas pedirá silêncio.

Faltou especificar que só de terça à quinta, os dias em que eles trabalham! O que são 7 minutos em dias tão corridos de trabalho duro?

“Sou evangélico de uma igreja como a Assembleia de Deus, muito rígida, de mais titularidade à obediência da Bíblia. [...] Tenho essa vantagem e a coragem de fazer isso. E vou fazer em nome de Jesus essa reflexão pregando a palavra sem nenhum constrangimento, como se estivesse no púlpito de uma igreja”, afirma o deputado, que disse não ser pastor.

Ou seja, o crápula é evangélico, logo, vai impor sua visão pessoal ferindo à constituição e problema de quem não gostar.

Religiosos são engraçados, se eles acreditam pouco importa que o resto do mundo discorde ou não acredite também, só importa que jesus está com ele!

Manoel acredita que a reflexão poderia ser adotada também no Senado, como forma de melhorar “a atitude dos parlamentares”.

“Se tem um evangélico lá, deveria ter um seguimento bíblico para que haja maior tranquilidade e equilíbrio no plenário.”

Esta frase, em si, deveria levar à cassação sumária. Parlamentar tem que legislar para o POVO e não para os Evangélicos ou como um Evangélico. O Estado, cáspita, é LAICO... Bem, deveria ser.

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Finalmente, o nome do canalha: Nivaldo Manoel (PPS-PB)

Seu site: Link

Seu e-mail: nivaldo.manoel@al.pb.gov.br

Envio de mensagens: Link

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Não é de surpreender. O indivíduo legisla apenas em causa própria, para sua amada religião evangélica, em prejuízo e detrimento das demais religiõe,s do Estado Laico, enfim, do Brasil.

O deputado esqueceu apenas de lembrar que as igrejas, ao chegar a qualquer lugar, levam alienação, degradam o entorno, criam uma absurda poluição sonora, perturbam a paz... Meros detalhes. Isso para não citar o claro roubo do dinheiro dos pobres no famigerado dízimo.

Obrighado ao Andrehp, via Twitter, pelo link.

Nivaldo homenageia pastores evangélicos da Paraiba

O dia do Pastor foi comemorado no ultimo domingo(14), os Pastores são os responsáveis pelas igrejas evangélicas, cabe a eles a pregação, auxilio aos fiéis e administração dos templos religiosos.

O deputado Nivaldo Manoel (PPS) apresentou esta semana Votos de Aplausos na Assembléia Legislativa a Associação dos Pastores Evangélico da Paraíba (APEP) e a Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil (OMEB-PB) louvando estas instituições que representam os pastores evangélicos de todo estado.

Para Nivaldo Manoel os pastores evangélicos têm realizado um verdadeiro auxilio ao governo, ao promoverem em suas igrejas obras sociais como capacitação profissional, alfabetização, atendimento médico e odontológico, corte de cabelo, distribuição de alimentos e incentivo a cultura com seus grupos musicais, de teatro e expressão corporal. “Uma igreja evangélica chega em um bairro ou cidade, ela leva uma mensagem que liberta o homem do pecado mas também benefícios para comunidade local.” disse.

Fonte: Écliton Monteiro

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Herança Maldita ou Quando vendemos nossa alma


Duas notícias repercutiram duro no Brasil, em especial no PT e nos seus militantes e admiradores.

Duas notícias lamentáveis e que mancham a história do PT de maneira definitiva e irrevogável.

O partido que ao assumir reclamava da "herança maldita" para não conseguir realizar as reformas sonhadas por quem os apoiou por anos, agora resolveu vender a alma para aqueles que deixaram a tal herança e, enfim, apenas demonstram que na política todos são iguais, basta mudar a foto, o conteúdo jamais muda.

Não bastou o PT vender sua história e apoiar avidamente Sarney, o caudilho que destruiu o Maranhão, não bastou o presidente de honra do PT, o presidente do Brasil, Lula, sair em defesa de Sarney afirmando que este era um exemplo de homem político, íntegro, um trabalhador (?), não bastou a venda de toda a ideologia à Inocêncios de Oliveira, Sarneys, Calheiros, PSDB's, PP's e afins, agora a nova onda é fazer juras de amor à nada menos que Collor, o ladrão, corrupto, safado e salafrário que roubou o país, foi deposto com amplo apoio popular - unanimidade? - e que, sabe-se lá como, voltou ao poder, agora como Senador.

Aliás, cabe um adendo, sabe-se sim como este energúmeno retornou, pelo voto de cabresto, pelo voto da ignorância, dos conchavos, compra de votos, intimidação e a mais pura ignorância. A Bahia tinha ACM, o Maranhão tem Sarney e Alagoas tem os Collor. É batata, candidatou-se, elegeu-se.

Alguns podem achar que a frase do presidente não implica em elogio, apenas constatação de fato, outros podem dizer que o presidente deu um "puxão de orelha", para usar um termo que os Globais adoram, e depois apenas afagou de leve, que não foi nada mas, convenhamos, dada a história de lutas do PT, de luta até mesmo contra este Collor que hoje afagam, não permitiria qu Lula, símbolo máximo do partido, se colocasse num mesmo palanque que Collor e Renan Calheiros. É simplesmente inaceitável.
"- Quero aqui fazer justiça ao comportamento do senador Collor e do senador Renan (Calheiros) que têm dado uma sustentação muito grande ao trabalho do governo no Senado - afirmou Lula logo no início do discurso."
Concordemos que não foi um elogio, apenas um "simples" afago. Não importa, a venda da alma para usineiros, latifundiários, caudilhos, coronéis e toda a corja que manteve este país atrasado e corrupto, pobre e ignorante não se justifica. A troca de uma suposta sustentação do governo pela alma do PT e dos brasileiros não é justificável em hipótese alguma.

O governo do PT nos trouxe avanços? Sem dúvida, muitos. Mas também muito retrocesso e, o pior de tudo, a certeza de que não existe ética na política, que bandeiras não servem para nada, apenas para serem brandidas em campanha e guardadas no armário durante o governo.

Por um lado privatizações foram freadas, por outro a regulamentação do que já estava privatizado foi torpe.

O Bolsa Família foi um avanço, mas a falta de projetos e financiamento para que o povo passe a não mais precisar dela foi e está sendo um fiasco.

O ProUni foi um avanço, sem dúvida alguma, possibilitou que milhares de pessoas pobres pudessem estudar, mas acabou financiando e dando sobrevida à UniEsquinas como UniNove, Universo, Anhanguera, UniRadial e outras aberrações mais pelo país. Vale acrescentar que, caso o dinheiro fosse usado na concessão de bolsas apenas para universidades bem avaliadas - PUC's, Mackenzie, Unicap, etc - e o resto servisse para a revitalização e ampliação do ensino público em universidades federais, aí sim teríamos um projeto válido e realmente interessado em levar educação ao povo.

O MST foi menos atacado (excetuando ações individuais e criminosas no Rio Grande do Sul), mas o ritmo de assentamentos e a reforma agrária em si foi absurdamente menor que nos governos anteriores. Daí o Abril Vermelho e o rompimento do MST com o governo.

A UNE foi aparelhada e se tornou um apêndice supurado, a CUT pelegou em diversas questões relevantes até culminar com a criação da Intersindical, Conlutas...

O Banco do Brasil e a Caixa continuam com seus salários ridículos e com suas greves ignoradas pelo governo e pelos banqueiros - lembrem-se que Lula iria restaurar a dignidade e o orgulho de trabalhar nos bancos estatais!

Apenas para ficar em alguns exemplos.

Mas a economia.... Bem, esta está ótima! Apenas marolinhas....
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terça-feira, 14 de julho de 2009

Never Before Campaign - Palestina Livre!


Campanha lançada durante os ataques de Israel contra a campo de concentração que virou Gaza no começo do ano focando na resistência Palestina, no orgulho e nos direitos dos palestinos ao invés da já batida vitimização e vergonha.

A Never Before Campaign (Campanha Nunca Antes) é baseada em Beirute, no Líbano e produziu uma série de vídeos para espalhar a campanha e a idéia de não-vitimização e sim de resistência e luta.

Via Global Voices Online:

"Make the lie big
'Israel is a victim'
Make it simple
'Israel is defending itself'
Keep saying it
'Israel wants peace'
And eventually the will believe it
... or will they??
'Israel is a victim'
'Israel is defending itself'
'Israel wants peace'
40 years of Israeli occupation
'Israel is defending itself'
300 UN resolutions violated by Israel
'Israel wants peace'
Israel caused 11 wars in 60 years
'Israel is a victim'
600 palestinian villages ethnically cleansed
'Israel is defending itself'
450 palestinian children killed in 3 weeks
'Israel wants peace'
Israel owns 200 nuclear warheads
'Israel is defending itself'
'Israel wants peace'
'Israel is a victim'
'Israel is defending itself'
'Israel wants peace'
'Israel is a victim'
'Israel is defending itself'
'Israel wants peace'
'Israel is a victim'
'Israel is defending itself'
'Israel wants peace'
Make your lies big, make them simple, keep saying them,
and eventually the world will know that
PALESTINE SHALL OUTLIVE YOUR LIES"





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Honduras: Cenários [Updates]

Difícil encontrar dois ou três analistas que concordem entre si com o que surgirá deste golpe de Estado em Honduras. Podemos meramente analisar os possíveis cenários sem, porém, ter uma resposta final dada a complexidade da situação.

Longe de querer me colocar como grande especialista mas, ainda assim, dou meus pitacos como quem acompanha atentamente a situação e é formado (quase) em Relações Internacionais.

Se é fato que uma significativa parcela da população – em especial a mais pobre e mais beneficiada pelo governo Zelaya – e os movimentos sociais apóiam Zelaya e estão diariamente protestando – e morrendo – pela restauração da democracia, por outro é visível o apoio ao golpe por parte dos setores sociais mais abastados da sociedade Hondurenha, além do judiciário, da franca maioria dos partidos, do congresso em sua maioria e do exército.

Enfim, é uma verdadeira sinuca, um golpe que, apesar de totalmente ilegal, conta com amplo apóio e respaldo de diversos setores-chave de Honduras e o repúdio de outro, a parte da institucionalidade e marginalizado pelo Estado.

Temos, por fim, o lado que defende a democracia, o respeito à constituição e leis de Honduras, o povo, os movimentos sociais e, ainda, todos os demais países do mundo, a ONU, a OEA, a ALBA e etc.

Do outro temos a oligarquia Hondurenha, parte da elite, a maioria do Parlamento e Partidos políticos, além do exército. Mas nenhum apóio internacional.

Nesta questão em particular, as organizações internacionais e demais países podem apenas fazer pressão e esperar que funcione. É isso ou uma intervenção militar e imagino que ninguém esteja disposto a tanto, ao menos não agora.

A volta do Zelaya, como querem os movimentos sociais, povo e todo o mundo encontra a dificuldade suprema de não contar com o apóio da institucionalidade Hondurenha. Como governaria o Zelaya sem o apoio de nenhum partido, do exército ou da justiça?

Indo além, com a volta do Zelaya ao poder, o que fazer com os setores que apoiaram sua derrubada? Não é crível que ficariam no poder, em seus cargos e etc sem qualquer tipo de retaliação, sem punição.

Mas como punir os golpistas se até o judiciário apóia o golpe? Quem julgaria? Como se julgaria?

Os golpistas deram a opção - ou ainda estão analisando a possibilidade - de Zelaya retornar ao país, mas sem qualquer poder, como se anistiado. Esta possibilidade foi frontalmente rechaçada por Zelaya que não aceita voltar como criminoso, mesmo que anistiado.

Para Zelaya só existe a opção de regressar no poder e completar seu mandato. Opção esta que não existe para os golpistas.

Tentando resolver o impasse Micheletti surgiu com outra proposta, a de antecipar as eleições mas, daí, surge um novo problema, quem concorreria? Os mesmos partidos envolvidos no golpe? Os mesmos candidatos golpistas e tudo isso sob os olhos atentos da justiça que até agora tenta dar um ar de legalidade ao Golpe de Estado?

Enfim, vê-se quão complicada é a situação. Não temos - ao menos não de forma visível - setores da justiça, política e forças armadas críticos ao golpe, que poderiam servir de sustentação à uma possível volta de Zelaya e da normalidade constitucional. O que vemos é uma luta entre os "de baixo" e os "de cima", sendo que os primeiros não contam com qualquer apoio de nenhuma força ou setor político, judiciário ou militar.

Neste cenário calamitoso é compreensível o porque do afastamento de Obama ou Lula da situação, talvez chegasse num ponto em que só a intervenção militar seria viável para resgatar o poder tomado pelo golpe e nenhum dos dois países parece ter o interesse em fazê-lo apoiá-lo ou ao menos aventar a possibilidade. Os EUA já tem problemas demais no Afeganistão e o Brasil no Haiti para se aventurar a reconstruir uma Honduras do nada, depondo e destruindo basicamente toda a estrutura que existe hoje.

Como conclusão podemos apenas esperar para ver o que vai acontecer, os cenários possíveis são múltiplos, desde o reconhecimento do golpe e do atual governo, por cansaço, passando por uma volta de Zelaya ao país sem poder algum

1. Por cansaço e inação internacional, o reconhecimento do golpe e do governo golpista como legais, abandono de Zelaya;

2. Por cansaço e inação internacional, o reconhecimento do golpe e do governo golpista como legais, mas com a volta de Zelaya ao país sem qualquer poder;

3. Antecipação das eleições com todas as forças golpistas concorrendo. Zelaya pode ou não voltar ao país;

4. Volta de Zelaya ao país no poder, manutenção da estrutura golpista e quase impossibilidade de governar;

5. Volta de Zelaya ao país no poder poder, verdadeira "limpa" ou expurgo dos golpistas, uma verdadeira reforma na estrutura do país;

6. Guerra civil;

7. Invasão do país por uma aliança internacional para recolocar Zelaya no poder;


Sem dúvida a opção "1" é a mais provável enquanto a "2" e a "3" despontam como favoritas. Uma volta de Zelaya ao país no poder é algo remoto, assim como qualquer intervenção militar séria dos países da América Latina para recolocá-lo no poder. Por fim, a guerra civil é, ainda, uma possibilidade assustadora mas não irreal.

O que se sabe no momento, porém, é que líderes comunitários, lideranças de movimentos sociais e políticos de esquerda estão sendo assassinados. O setor crítico ao golpe vem sendo atacado dia após dia, seja durante protestos com tiros e bombas, seja na calada da noite, enquanto dormem ou na frente de suas casas, por esquadrões da morte.

A direita está seletivamente matando qualquer oposição viável ao seu golpe, o que torna viável a idéia da guerra civil no país.

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Aparentemente a opção bélica e até a guerra civil estão ganhando força.

"Jose Manuel Zelaya, presidente deposto de Honduras, deu um ultimato: se as negociações não o levarem de volta ao poder, ele disse que vai considerar outros meios para retornar à presidência em Tegucigalpa. A próxima rodada de negociações está marcada para sábado, na Costa Rica."

Qual será a fórmula de Zelaya para conseguir retomar o poder por "outros meios" é uma incógnita, podemos esperar pela ajuda externa de algum país, mercenários, guerrilha interna...

As possibilidades são múltiplas e o resultado, se a via armada for a certa, será um banho de sangue numa região extremamente fragilizada, conservadora e afeita aos golpes de Estado e violência extrema ao longo de sua história.

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O clima esquentou de vez a opção da Guerra Civil toma corpo e se fortalece. O El País noticia que Zelaya convocou uma insurreição!

"La insurrección es un derecho del pueblo que está consignado en el artículo 3 de la Constitución de Honduras, y los hondureños deben hacer valer sus derechos constitucionales"
A declaração de Zelaya foi dada durante conferência de Imprensa na guatemala, na presença do presidente do país, Alvaro Colom, que o recebeu com honras de chefe de Estado

"No hay que dejar la lucha, hay que mantenerla hasta que los golpistas salgan del régimen de facto que han establecido en nuestro país"

"Yo no me he rendido ni me voy a rendir. Voy a regresar al país en el menor tiempo posible. No quiero avisar la hora ni el día para no alertar a las fuerzas opositoras, que sabemos que son criminales"

Enfim, vai se desenhando o cenário em Honduras, e um conflito armado, uma insurreição popular, desponta como principal opção de Zelaya para retornar ao poder.

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Uma discussão saudável e fraterna sobre o Mov. Estudantil

Ontem eu e o Cícero trocamos um mail sobre o conteúdo da minha postagem sobre a ANEL, tratando de Movimento Estudantil, Partidos e etc e acho interessante trazer esta discussão para um Post.

Dei uma organizada e posto abaixo o que discutimos e mais alguns apontamentos ao fim.

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Cíceiro Guedes: Sobre PSTU, LER, militância, alternativas e posições.

Caro Tsavkko, texto bem vindo, boa oportunidade!, saber tão logo de suas “andanças” militânticas, posicionamentos, etc.

Pareceria até uma provocação, se não fosse realmente, uma luva, para que eu viesse “colaborar”.

Vamos então:

1) Estranhei, e achei algo que “rápido” seu modo (ou jeito) de militar em partidos.

Você militava no PT, foi e militava no PSTU, e só quando (demorou isso?) viajou p/ congresso de

Daí “o deslumbramento acabou”.Enfim, pelo menos acabou, mesmo que seja do deslumbramento.

Raphael Tsavkko Garcia: Como eu disse pelo Twitter, eu escrevi um texto corrido, sem marcação temporal, mas militei uns 2-3 anos no PSTU e no PT fiquei desde a infância até meus 17-18 anos.

Mas desde os meus primeiros dias no PSTU sempre me senti um pouco distante, acho que eu na era tão radical qt o partido gostaria e sempre achei MT coisa simplesmente estúpida. Mt burguesinho posando de comuna, de hippie, escondendo o que era e tal. Me dava MT raiva ver gente que tinha dinheiro fingir de pobre, pegar ônibus e tal só pra posar de Revolucionário.

Detesto fingimento e acho que nunca me encaixei MT por lá, mas tentei.

Meu deslumbramento acabou bem antes, mas fiquei criticamente, a Conlutas me pareceu a oportunidade da guinada, de realmente passar a ver alguma luz no fim do túnel partidário mas, no fim, foi um fiasco.

Na verdade nunca me deslumbrei, apenas acreditei que talvez fosse ter jeito, q o PSTU talvez fosse “sério”, mas no fim era só um grupo sectário de tamanho considerável.

CG: Pelo que você falou, saiu do PSTU entre a descida do busão e a entrada no tal congresso.

RTG: Não, foi só o estopim!=)

CG: “Dezenas, quiçá centenas de militantes, todos do PSTU [aqui já não era mais militante?]. Minto, meia dúzia da LER, LBI e outros grupos de grande alcance nacional (cof, cof).”

Termina sua conclusão/ explicação do momento da saída do PSTU, ainda deixando uma rebarba sobre “meia dúzia”, que não era do PSTU, mas que tanto faz, pois “LER, LBI e outros grupos de grande alcance nacional (cof, cof).”

RTG: Convenhamos, LER, LBI são grupelhos q conseguem ser ainda mais sectários que o PSTU.

Discordam da vírgula do capítulo 15, página 800 do Capital, versão em alemão de 1880. É ridículo.

Achar que alguém vai fazer revolução, que vai subverter alguma coisa ou sequer ter o apóio de mais de meia dúzia de adolescentes é tosco. Foram horas de discussão sobre vírgulas e pontos, discordâncias que, por favor, dava vontade de mandar à merda pela inutilidade. Brigam pelo prazer de brigar.

CG: Quem liga, ninguém conhece eles não é mesmo? O tamanho diz muito e é fundamental (?) A relevância de qualquer grupo, partido, movimento social ou popular, vertente política, ou até uma pessoa com determinada idéia ou postura, o tamanho ou número de seus seguidores, ou integrantes, militantes, etc, não creio ser um bom classificador, de mérito ou descrédito, por si só.

RTG: Não era esse meu ponto. O tamanho é um indicador de relevância, mas o sectarismo e a falta de propósito “ajudam”. E minha intenção msm era ser irônico com esses grupos!=) Não era fazer uma análise profunda.

CG: Ainda mais de esquerda (ou “ultra-esquerda”?) trotskista, que nunca teve muito “grande” tamanho (“sucesso”) no Brasil, e na América Latina (em certas épocas e momentos alguns grupos e partidos trotskistas tiveram “maior” expressão na luta de classes, etc), mas tudo depende também, é claro, do que consideramos “expressão” ou influência. Tamanho e “expressão” são pontos e objetivos a serem alcançados, sempre, mas...

RTG: Se o objetivo é falar ao povo e ser movimento de massas, a ultra-esquerda falhou. E feio. Ponto pacífico. A fragmentação trotskysta é lastimável, brigam por tudo, cada um se reivindica mais puro, mais revolucionário e não conversam.

CG: O PT com certeza foi o maior em expressão e importância (sinto até nojo de dizer, mas é da história dele que falo) numa perspectiva que não fosse a “comunista” com selo oficial do estalinismo e todos os seus estragos, traições, não só na URSS, mas no mundo, e aqui (PCs), claro, sempre “jogando” a classe trabalhadora a seguir o governo de plantão ou candidato, que fosse mais “progressista”, mais do povo, mais de “esquerda” (sim, PC e outros partidos de “esquerda” fizeram muito isso, e não só isso), pois o capitalismo teria que amadurecer (segundo a linha e teoria etapista de revolução “estalina/Pradiana”), e por isso ainda não era hora de preparar, ou conscientizar a classe trabalhadora para sua emancipação, ou “revolução” socialista, mas ainda de apoiar a burguesia nacional, contra o Imperialismo e a elite.

Nesses casos a teoria mostra-se mais que um escudo dos burocratas, é o pão e a máscara das traições.

RTG: Concordo plenamente.

CG: Seria melhor definir e fazer melhores críticas, caracterizações, dos grupos onde militou, e suas expectativas, idéias, teorias, linha política e de atuação neles, e sua postura também, parece até que você “era apenas uma rapaz latino-americano” sem muitoembora tenha revelado brechas “comportamentais” nos poucos relatos que fez no texto já, haha).

RTG: Digamos q eu era MT radical para o PT e mt light para o PSTU. Nunca me encaixei e sempre tive fortes discordâncias com todos os setores!=)

CG: Pergunta indiscreta: Quando militava no PT ou antes, já tinha um “posicionamento” socialista (se sim, qual delas, mestres, etc), linha teórica marxista que seja, é trabalhador, ou só apoiava a luta da classe trabalhadora, ou entrou no PT sem nada disso, foi lá pra lutar, no movimento estudantil, fazer, conhecer, o “melhor” caminho, da luta real, claro?

RTG: Cara, eu “entrei” no PT com 6-7 anos de idade, nas greves do BB de João Pessoa e depois de Recife. Vim de família Brizolista (lado materno) e Getulista (lado paterno) e cresci lendo Marx, Althusser e etc e sempre gostei dos “hereges” como Kautsky (mais a questão do trato com minorias, nacionalismo e etc) e os Conselhistas mas nunca segui ninguém, sempre tive uma leitura própria extraindo algo de um ou de outro e sempre detestei rótulos. Nunca disse “sou marxista-trotskysta-mandelista-autêntico-da linha Y-determinante Z- lado B”, eu era Socialista e ponto, com uma visão ampla, lendo de tudo e sem dizer que “A era herege porque discordou da linha 8 d’O Capital.

Na verdade me identifiquei muito sempre com a New Left inglesa.

Mas, militar MESMO no partido só com meus 15 anos, mas admito ser algo incipiente.

CG: 2) Quanto a sua posição em relação à UNE. Não se faz necessário à mim (sic), mas pode esclarecer alguém que pense ou o acuse de ser ainda petista (ou pró-UNE). Melhor prevenir!

Correto seus relatos sobre UNE e PC do B.

RTG: Não sou pró-Une nem pró-PT, jamais! Mas não é fundando org qualquer q se derruba a UNE. Eu só lamento pela história dela, ter sido entregue assim hj.

CG: 3) Mas seria legal se desse sua opinião, mesmo que resumidas, vi que pode, sobre quais a(s) saída(s) para o problema da UNE, ou melhor, do movimento estudantil. Para além, inclusive, da questão UNE, sai ou fica, etc.

“Existem maneiras e maneiras de se montar uma oposição ativa e com penetração”.

RTG: Não q eu tenha as respostas, não as tenho, mas não é fundando organismo do PSTU que se supera os problemas da UNE, só cria outra org sem sentido e dominada por um grupo só. É preciso trabalho de base, ir nas faculdades e conscientizar. Conversar com múltiplas tendências e jogar francamente, abrir diálogo e chamar para compor algo novo. Dificil, trabalhoso mas acho que o único caminho.

Ponto principal é superar os problemas das vírgulas e tentar trabalhar nas semelhanças e onde tem possibilidades de acordo.

CG: Também tenho interesse nisso, embora eu não esteja no ME diretamente (já to quase saindo da facu), mais no sindical/ trabalho, mas corro dar uma força para os camaradas do ME e vice-versa.

4) Concordo com alguns se seus apontamentos, embora rápidos, sobre o PSTU.

Que eles não gostam de ser minoria onde atuam (até aí, ninguém gosta, ser maioria é mais “gostoso”). Exatamente como acontecia no PT, com suas diversas correntes internas, as mais de esquerda, entre elas a CS (Conv. Soc.), os militanes enfrentavam todo tipo de trator e golpes do grupão majoritário (Articulação, etc), falta mais balanço (de todos nós) sobre este período, desde construção, formação até deterioração do PT, pois é muito importante como aprendizado e lições (e no mínimo, que já seria o “máximo”) para não repetirmos as cagadas, os vacilos, as práticas e desvios burocráticos, erros, etc. Vê que não é pouca coisa a história.

Sim, combato e luto também contra as hegemonias, como na Conlutas, onde o PSTU (ex-CS), “depois de anos como minoria na CUT”, agora é maioria (nem tanto assim mas é) e faz coisas extremamente parecidas, lembrando os “tratores” anteriores. Nós que somos “a minoria” é que temos que criticar e lutar contra isso mesmo, e contra os desvios, vacilos, conciliações, esquemas e “frentes” eleitoreiras, etc, etc.

5) Sobrou até para LBI.

Mas você não disse o “erro”, ou erros, da LBI (também), apenas disse que “o grupo que conta com não mais do que 30 integrantes – rachou”, “mas não importa muito”. E quem milita em grupo menor ainda, ou sozinho? Esse você não olha nem na cara, ou conversaria pelo menos?

RTG: Cara, a LBI acha piamente que a revolução está perto. Eu quase apanhei de uma militande da LBI no congresso da Conlute por ter feito uma piada infame sobre a LBI. Nada de discutir, conversar,a garota queria partir pra briga! Nas mesas de discussão nada de conversa, só recitavam que Marx disse isso, Marx disse aquilo, porra, você não pensa, não tem cabeça? Só sabe recitar Marx? Enchia o saco.

Fora q a penetração da LBI no ME era nula e ainda rachou? Os caras se diziam a vanguarda, os fodas, mas tinham 30 membros e olhe lá. Vanguarda de que? Do isolamento? Olha que nem citei o MEPR! Guerrilha rural? Ah, fala sério! Mao deu no que deu, repressão chinesa contra todas as minorias e um país com comunismo de merda.

CG: Veja que caracterizações devem ir além do tamanho (os bolcheviques, os “originais”, com Lênin e tudo, em certos momentos não passavam de “meia dúzia” também, e veja o que aconteceu logo depois).

Também me espanta (hoje menos) as eternas brigas e rachas dos grupos de esquerda, partidos, movimentos, etc. Mas temos que estudá-los, nem sempre é sinal de erro, pelo contrário até, muitas vezes dos rachas é que se avança e constroem alternativas bem melhores e firmes.

RTG: Como eu disse, a questão não é o tamanho (só), mas é um indicativo da relevância. Não somos a Rússia, não estamos na crise russa e nem temos um Czar, os tempos são outros.

CG: 6) Sobre a Conlute, ANEL, enfim, sobre o “seu” assunto principal no texto.

No ME sei que PSTU também atua da mesma forma, quase “igual” ao sindical, e gosta e quer comandar onde estiver (CA, DCE, Conlute e ANEL) e isso arrebenta com o negócio antes mesmo de dar “frutos”.

RTG: Exatamente. E por vezes adota táticas da UJS que desaprovava sempre. Em menor tamanho e vezes mas ainda assim era um indício de que algo estava podre.

CG: Tenho diversos colegas do PSTU, da escola, ME, do mov. sindical, e bato e provoco direto sobre estas “mancadas” feias do partido, etc. As discussões e batalhas são muito boas, mas dentro e no lugar mais apropriado, junto dos trabalhadores, na disputa, nas lutas, na hora das propostas, encaminhamentos, etc, bem melhor.

RTG: Sem duvida.

CG: Por hora já chega, já enchi (sic) e ocupei mais espaço que seu texto e blog todo.

Contando com sua compreensão e respostas (suas posições, “crenças”, se, onde, como atua, etc).

RTG: Haha, sinta-se à vontade para postar, comentar e, se quiser, até empresto espaço se você quiser se expressar aqui no blog! É pequeno, humilde, mas não é sectário!=)

CG: Um abraço e até.

RTG: Grande abraço!

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Enfim, esta foi a discussão. Muitos acharão inútil, sem sentido mas, pra quem conhece o Movimento Estudantil ou mesmo como se organizam correntes e partidos saberá como é difícil manter um diálogo aberto e fraterno entre a esquerda tão fragmentada e por vezes sectária.

O post ainda teria uma parte mais pessoal, a ficha do Cícero mas não sei se ele liberaria então deixo no ar.

Vale notar, antes de mais nada, que o Cícero foi extremamente direto, polido, cordial em resposta a um texto meu que era polêmico e, como ele mesmo disse, até ofensivo aos militantes que chamei de sectários (e que mantenho, mas sem ofensas). Meu texto era irônico e tinha o objetivo de instigar e criticar e, felizmente, o Cícero levou numa boa e entendeu o ponto central.

Bem, sobre a UNE e a ANEL em si, eu poderia acrescentar que a Conlutas é um bom guia, um bom modelo que conseguiu agregar setores descontentes com a CUT e formar uma organização que, se ainda pequena, tem muito espaço para crescer e agregou diversos segmentos operários significantes, sem ficar no aparelhamento com um partido (no caso, o PSTU) e que conseguiu superar algumas barreiras e diferenças que impõe a ultra-esquerda sectária.

Romper com a UNE não é fácil, tanto pelo peso atual da organização - e a relevância dada a ela pelo governo Lula que a aparelhou por completo - quanto pela história, memorável, de luta, combativa.

Não é fácil mas é preciso. Já acompanhei processos eleitorais suficientes para saber que a UJS/PCdoB farão de tudo para fraudar e cooptar, senti nas minhas próprias urnas as garras desta corja pseudo-comunista e não gostei nem um pouco mas, para mim, é luta perdida. A UNE sofreu o golpe de misericórdia com a patricinha retardada que está hoje no poder, o cúmulo da galhofa do PCdoB com os demais partidos, organizações, enfim, com os estudantes.

Agora, o que fazer, parafraseando o grande líder?

Eu, pessoalmente, não tenho as respostas, posso apenas opinar e dar sugestões e, admito, estou muito afastado do ME desde que vim para São Paulo. A desilusão com a militância foi grande, ainda não superada, quem sabe algum dia?

O primeiro passo, porém, é romper com o sectarismo torpe e buscar pontos de contato, semelhanças programáticas e deixar para depois os pontos mais conflituosos (normalmente discussões bestas sobre quem é mais bonito, Mandel ou Moreno).

Curioso que tenha saído quase agora um excelente post no Kaos en la Red sobre um acordo firmado entre o NPA e o PCF, pondo suas diferenças de lado em prol de um polo de Esquerda na França. É este o caminho!

De que adianta a divisão de forças se temos todos um inimigo em comum? Se colocamos que a UNE e a UJS sãoo o problema, de que adianta o sectarismo e não a união de forças?

Quem se importa com uma declaração da A Plenos Pulmões? Quem se importa com o que acha a LER ou o Mov. Negaçao da Negação? E isto não é ironia, são grupelhos fragmentados, sectários e que pouco tem a dizer à massa, ao povo. Mas MUITO tem a dizer uma organização sólida, construída pelas forças de esquerda integradas e com um programa unificado e consensuado.

Pensem nisso!=)
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O Fora Sarney e o poder da mídia virtual


Pelo Twitter nasceu o movimento Fora Sarney (ou #forasarney).

Um grande sucesso na rede, chegando a ficar entre os dez mais "trending topics" do Twitter mas, nas ruas, um retumbante fracasso não conseguindo mais que 50 pessoas no maior dos protestos "reais", em São Paulo. Em outras capitais, vergonhosos 30 "manifestantes", se muito!

O que deu errado?

De início vejo alguns problemas:

- A presença de sub-celebridades querendo se promover, como Tico Santa Cruz (quem?), e posar de alguém interessado, socialmente ativo e etc.

- O "hype" criado em torno do #forasarney, muita gente sequer sabia do que se tratava mas usava o "hashtag" nos twitts, achavam chique, moderno, achavam que faziam parte de algo interessante e maior. Acabou por inflar os reais números de possíveis participantes de protestos físicos, "reais".

Quem não conhece o orkut e a orkutização de outras ferramentas como o Twitter que compre esses moleques de 14-15 anos, que flertam com os Emos (se não o são) e totalmente alienados.

- O fato de brasileiro, dizia Millôr, só levantar a bunda pra torcer. O mesmo Millôr comentou ainda que faltava um golpe de Estado ou fraude - como em Honduras ou Irã, mais claramente - para que houvesse real mobilização do Twitter para o plano real. Uma coisa é usar o PC confortavelmente de casa e "protestar", outra bem diferente é sair de casa, do conforto e andar, se cansar, militar, pôr as manguinhas de fora, a bunda de fora e ir realmente protestar.

Se o brasileiro tivesse esse gosto por militar talvez as coisas andassem diferentes por aqui, mas já estou divagando.

- A falta de uma liderança, de uma centralização coerente, de apóio com alguma experiência. Não falo de uma centralização partidária ou um partido em si, sindicato e etc por trás, mas a formação de uma liderança consensuada entre os que queriam de fato protestar para agitar, organizar, levantar as massas. 500 pessoas sós não fazem nada sem alguém ou um grupo para coordenar, vira turba, não protesto. Imagina os milhões que pareciam apoiar tudo que acontecia pelo Twitter! Sem qualquer direcionamento, base ou rumo.

- O erro do alvo. Não que Sarney não seja um escroto (para me limitar a apenas uma ofensa não-proibida para menores), ele é um e de marca maior, mas não é o único. De que adianta atacar uma erva daninha mas deixar todas as outras centenas tomarem o lugar? De que adianta dizer que Sarney é A ou B quando ele é apenas igual às demais "excelências"?

Junto à isso vem o problema do Lula ter apoiado o crápula, o que balançou os Lulistas de plantão. Mas os argumentos dos Lulistas até tem algum sentido, ao menos o Sarney é um oportunista e apóia o que quer o governo (até certo ponto) e alguém diferente no lugar poderia causar muito mais problemas. Tudo bem que o PT vendeu a alma para a direita para governar mas o argumento, dentro desta perspectiva, tem sentido, atacar o Sarney seria atacar o próprio governo e colocar alguém pior - para eles - no poder.

Enfim, tirar 6 por meia dúzia para o povo não faria diferença, mas para o governo faria muita, isso acabou afastando ainda mais uma parcela militante, experiente e engajada, enfraquecendo o movimento.

Dito tudo isto fica a questão, vale à pena ainda tentar dar sobrevida ao "movimento"?

Bem, aparentemente sim, e agora o "movimento" foi adotado pelo Noblat que vem organizando pelo twitter maneiras de conseguir visibilidade e algum resultado ainda que, obviamente, o movimento não tenha mais qualquer intenção de ir às ruas.

O Movimento Saia às Ruas, contra o Gilmar Dantas, ainda que também pequeno, teve maior alcance por ser uma causa de apóio amplo e fácil, ter uma boa base de apoiadores, de gente experiente, militante e, acima de tudo, conhecida e respeitada.

O Movimento #Forasarney ainda não conseguiu chegar nem perto. Sem falar que quem deveria ser atacado e se sentir constrangido, o Gilmar Mendes, de fato ficou, e vem sofrendo uma perseguição midiática (mídia alternativa, obviamente) forte, que o levou até a dar entrevistas em tom de desagravo à (vendida, salafrária e absurda) Veja e o movimento conseguiu algumas linhas na grande mídia pelos protestos que fez/faz. O PIG não tem como esconder tudo, afinal.

O #Forasarney, por outro lado, nasceu sem apoio da blogosfera de peso, contou com o apoio de sub-celebridades que, ao invés de atrair, afastaram àqueles que tem alguma bagagem, que jamais colariam sua imagem com gente que só quer se promover.

Voltando ao Noblat, o mesmo adotou a causa e está chamando um movimento em blogs, sites, orkut e no twitter, um protesto virtual onde todos os meios digitais estampariam uma imagem "Fora Sarney" (a imagem do começo do post), seja nos sites, seja nos perfis de orkut e etc, em protesto pedindo a saída de Sarney.

Se este protesto virtual dará certo, ou se a mídia comum ao menos prestára a mínima atenção, é um mistério. O poder do twitter no Irã e em Honduras foi sentido não pelos "protestos virtuais" mas pelo poder de mobilizar e convidar pessoas a ir às ruas de fato e também como ferramenta de intercâmbio de informações que, de outra maneira, não sairiam dos países em questão.

Ou seja, o Twitter foi um veículo agregador, multiplicador e de divulgação, foi uma ponte apenas e não um fim em si, como os do #Forasarney parecem achar.

Uma coisa inegável é o poder das mídias sociais, mas também não vamos abusar e achar que ela sozinha muda o mundo.

Mas um protesto unicamente virtual é algo que vale à pena esperar para ver se vingará, se Sarney prestará a mínima atenção, depois de não ter se importando por décadas com nada além do enriquecimento próprio e de sua família às custas do Maranhão e do Brasil.

Ah, link pra petição online do #Forasarney: http://www.petitiononline.com/gosarney/petition.html
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