sábado, 25 de julho de 2009

Bil'in Village [Palestina] - Mídia e denúncia de prisões noturnas - Isso é Sionismo!

A empresa de telefonia celular Israelense Cellcom veiculou uma propaganda que beira o absurdo, é uma total falta de respeito e descompromisso com a verdade. O vídeo mostra uma bola de futebol vindo do lado Palestino do Muro da Vergonha e caindo num carro do exército Israelense.

Forjando algo que jamais aconteceria - e o vídeo-resposta de Bil'in comprova - os soldados devolvem a bola e começam um "jogo" com Palestinos invisíveis (é assim que são "vistos" em Israel) com uma musica bonitinha e a afirmação de que querem só se divertir...

É vergonhoso que uma empresa israelense use como propaganda o Muro da Vergonha.

Évergonhoso e criminoso que uma empresa israelense perpetue a crença - difundida - de que os Palestinos "do lado de lá" são invisíveis, não importam, não são ninguém, ou, no caso da propaganda, só servem para "divertir" os Israelenses.

Quanto ao "divertir", vale um adendo, de fato os Palestinos servem para este fim, são bons alvos, são bons para perseguir e matar. Lastimável!

A propaganda cria uma imagem falsa, mentirosa, de que poderia sequer existir este tipo de "diversão", um simples joguinho de futebol entre palestinos invisíveis e bravos soldados israelenses. Qualquer coisa que caísse do lado Israelense seria respondido com bala, com bombas, como mostra o filme-resposta de Bil'in.

A propaganda ainda nos faz crer que o muro, em sí, não é um estorvo, não separa família, não destrói vidas, é uma mera barreira mas que pode ser cruzada num simples jogo de futebol para a diversão dos soldados israelenses que, de fato, cruzam a "fronteira" artificial apenas para se divertir ao massacrar Palestinos desarmados, mulheres e crianças.

O comunicado ao final deste post mostra, de fato, a verdade dos acontecimentos, invasão israelense de vilas e casas no meio da noite, violência, repressão, abusos e violência extrema. Esta é a verdade dos fatos, do genocídio quer acontece dia após dia na Palestina.

"Comercial com barreira na Cisjordânia gera polêmica em Israel

Empresa israelense mostra soldados jogando futebol com 'palestinos', irritando ativistas.

De Tel Aviv para a BBC Brasil - Um comercial de TV da maior empresa israelense de telefonia celular, a Cellcom, está provocando polêmica no país por utilizar como cenário o muro construído por Israel na Cisjordânia.

No filme, no ar há duas semanas, um grupo de soldados é surpreendido por uma bola de futebol vinda do outro lado do muro (o lado palestino), e um deles a devolve com um chute.

A bola volta para os soldados, criando um jogo entre os palestinos "invisíveis" e os soldados. No fundo, uma música diz "afinal, só o que queremos é nos divertir".

Em resposta, palestinos e israelenses contrários à construção do muro filmaram um protesto de palestinos, na última sexta-feira, na aldeia de Bil'in, na Cisjordânia, na qual soldados israelenses atiraram bombas de gás lacrimogênio nos manifestantes que haviam jogado uma bola de futebol para eles.

O vídeo da Cellcom:


O video-resposta de Bil'in:



Realidade

"Queríamos mostrar a todos como os soldados realmente se comportam, e o que realmente acontece perto da cerca de separação", disse o manifestante palestino Abdallah.

O ativista israelense Hagai Matar disse ao site de notícias Ynet que o vídeo dos manifestantes "é uma resposta criativa à propaganda da Cellcom".

Matar afirmou que o clima de violência perto da barreira "é muito diferente do clima sorridente" que aparece no comercial.

O deputado Ahmed Tibi, do partido árabe Raam-Taal, acusou a Cellcom de "cinismo e falta de sensibilidade ao sofrimento que o muro causa para os palestinos".

"O muro separa famílias, crianças de suas escolas, doentes de hospitais, mas na propaganda é como se fosse um muro inofensivo em um jardim de Tel Aviv", disse o deputado, que exigiu que a empresa retirasse a propaganda do ar.

A Cellcom respondeu que "a campanha não tem o objetivo de ofender ninguém nem de defender qualquer posição política".

"A mensagem da campanha é que quando pessoas de qualquer religião, raça ou gênero querem se comunicar, elas podem fazê-lo em qualquer situação", declarou a empresa.

Mortes

Pelo menos 20 manifestantes palestinos já foram mortos pelas tropas israelenses em protestos contra a construção da barreira israelense na Cisjordânia.

A construção do projeto, que começou em 2002, envolve quase 700 km de muros de concreto e cercas, que passam dentro do território palestino.

De acordo com as autoridades israelenses, o objetivo da barreira é impedir que militantes palestinos entrem e cometam atentados no território israelense.

Já a liderança palestina argumenta que o principal objetivo da barreira é anexar terras dos palestinos a Israel. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC."


Demonstration against the raids and arrests of people in the middle of the night in Bilin

Thursday 23\7\2009

Over 100 hundred Palestinian, Israelis and internationals marched tonight in the streets of Bilin towards the wall, calling the soldiers, only some hundred meters away to stop the raids on the village, the arrests of teenagers in the middle of the night, the wall and the occupation. Marching with flash lights and Palestinian flags in their hands, some of the demonstrators reached a hill not far from the village and facing the soldiers continued calling the soldiers to go home. Inspired by the lights some lit camp fires on the slope of the hill and lit fireworks. The soldiers responded this time only with light bombs that lit the area, showing this special gathering of supporters of Bilin in the Middle of the night, but almost putting the olive trees on fire. If it was not so sad it could have been a beautiful night, but the feeling was clear that any moment the soldiers can shoot tear gas or rubber bulits and people can get killed as some times happens.

This action was initiated by the popular committee against the wall in Bilin, and joined by Israeli and international peace activists after the Israeli army arrested in the past month 17 people, most of them teenagers. In this action, the demonstrators asked the soldiers to stop the nightly raids on the village and the arrests. The people of Bilin have the right to continue the non-violent struggle against the construction of the wall on lands that were confiscated from the village in order to build a settlement on them. The organizers printed a leaflet and left it near the wall for the soldiers to find in the morning.

The leaflet said: “We, the people of Bilin, know that you have practiced a lot all sorts of oppression against us and against our rights. In your eyes we are all wanted only because we choose to struggle for our rights for freedom and dignity. You must realize that we are not afraid of you. On the contrary, we are convinced more than ever that we are doing the right thing. For several weeks now, you have let none of us sleep. Even if you knocked gently on our doors, both you and us know that you are harassing unarmed children and their families. Intimidating children and sick people constitutes as collective punishment on civilian population. These kind of actions have a name: terror. Why do you hide your faces? You are not in some important battle, as your commanders lie to you. Everybody knows your actions are criminal, there is no need to cover your faces. Get rid of the masks, in any way you can not hide the truth – the truth, that by raiding the village and depriving sleep from the entire village throughout weeks, you are acting as terrorists.”

For more information, please contact:

Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in

0547258210 أو 0599107069

e-mail – lumalayan@yahoo.

www.bilin-village. org



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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Bil'in Weekly Protest - This is Zionism!

Dozens suffered teargas inhalation during the Bil'in Weekly Protest
Friday, July 24, 2009



Immediately after Friday prayers today, Bil’in citizens, International supporters, and Israeli activists went out in a demonstration, raising Palestinian flags and banners condemning the occupation policies of building the wall, land confiscation, building settlements, roads closures, the siege of cities, killing civilians, house raids, and the arresting of children.
Palestinian Minister of Affairs Related to the Apartheid Wall, Mr. Maher Ghuneim, also participated in the demonstration, and listened to a comprehensive explanation from the Popular Committee for Resistance Against the Wall about the experiences of the Bil’in community and its most recent developments. The Minister affirmed the government’s support for the popular resistance, pointing to the fact that there are no current negotiations on the question of the presence of settlements and the wall.

The gathering began at the center of the village, with participants chanting slogans against the Occupation, calls for national unity, and releasing the thousands of prisoners in the Israeli prisons –many being held without being charged. The demonstrators turned towards the wall after trying to cross into the land incorporated by the wall. Upon arrival one of the demonstrators threw a football (soccer ball) at the soldiers. Right away the Israeli soldiers responded by opening a tear gas assault. This football activity was in response to the recent airing of a recent Israel TV commercial (Cellcome Mobile Phones), in which Israeli soldiers are playing football with a Palestinian football that accidentally comes flying over the wall. The TV commercial makes light of the Palestinian situation, shows the Israeli soldiers having fun at the Palestinian expense, and ignores and mocks the real suffering, racial discrimination, and poverty the Palestinians on the other side of the wall face daily.

Demonstrators were able to approach the wall, but while they were chanting slogans against side of the wall face daily. the occupation and the Israeli soldiers, a dispute took place among Israeli soldiers and the demonstrators. The Israeli soldiers fired sound bombs and tear gas at the demonstrators, which led to the injury of tens of the demonstrators, after breathing the toxic gas.

In a new protest activity, last Wednesday night the Popular Committee organized a demonstration, with approximately 80 local and international participants, parading alongside the wall, waving Palestinian flags, lighting torches, and chanting slogans against the occupation and night arrests.


In other news, the occupation forces yesterday released Muhamad Abdul Fattah Bernat, after forcing him to pay a fine of 1500 shekels. Mohammed was arrested a week ago in his Bil’in home. Also, occupation forces detained Haitham Khatib, the photographer of the Popular Committee, for several hours before releasing him.

For more information, please contact:

Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in

0547258210 أو 0599107069

e-mail – lumalayan@yahoo. com

www.bilin-village. org
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Honduras: Porque Zelaya está sozinho? Breve análise.

Antes de mais nada é bom notar a mudança perceptível na posição da mídia quanto ao golpe em Honduras. Inicialmente este nome, "Golpe", era impensável, impronunciável mas, depois de algum tempo tornou-se padrão. O governo golpista é chamado de "de fato" ou de "golpista" agora de forma mais aberta e direta.

Ainda falando sobre o PIG, é de se notar que ele ainda comete "deslizes, basta notar a manchete do G1, ontem, afirmando que apoiadores de Mciheletti "marcham por democracia e contra Zelaya e Chávez". Difícil compreender qual a noção de "democracia" das organizações Globo.

Dito isto, este não é um motivo para comemoração. Primeiro lugar, a mídia não costuma mudar de posição tão facilmente sem que haja algo por trás, dado o tamanho e alcance do golpismo e canalhice de nosso PIG, a mudança de comportamento é, no mínimo, suspeita. Segundo, e principal, apesar de mudança de comportamento da mídia, Zelaya esta, ainda, isolado.

Digo isolado porque, mesmo sem qualquer reconhecimento internacional do governo golpista de Hnduras - mesmo com anúncios desmentidos de reconhecimento por parte de Israel, Taiwan e mais recentemente da Colômbia -, mesmo com o repúdio da OEA (quem diria!), da ONU e de praticamente todo país que de dispôs a falar alguma coisa sobre a situação, nada de concreto foi tentado.

Nada além de discussões sem qualquer futuro na Costa Rica e um ensaio de embargo por parte da União Européia. Tudo isto soa bonito, repúdio, embargo... Mas nenhuma ação real apra recolocar Zelaya no poder. E está e a grande questão.

Possibilidades são muitas, ação, por outro lado.... Vale lembrar que Honduras é um país minúsculo e quase irrelevante para o mundo pela sua economia incipiente e histórico de golpes - mais um não seria grande surpresa.

Não é crível que qualquer país, por mais aliado que seja, tenha o interesse de invadir um país, sabendo que terá baixas significantes, especialmente quando o presidente, por mais legal e constitucional que seja, não tem qualquer apoio na estrutura estatal. Nem judiciário, nem parlamento, nem exército e, claro, muito menos a oligarquia, apóiam Zelaya, que ainda encontra resistência em importantes setores da sociedade.

Por mais que seja o presidente constitucional e tnha apoio do grosso do povo, a situação não se mostra propícia à uma invasão que, também, teria de estender seu mandato para reconstruir o país e, sem dúvida, para reformular e manter as estruturas estatais destruídas.

Além disso não seria do próprio interesse de Zelaya ter seu país, já pobre, destruído e invadido. A melhor solução é a dialogada.

Porém, é notável a falta de apoio dos EUA, que se limitam à repudiar o golpe mas não surgem com qualquer proposta viável, sem surgir como moderadores ou sequer terem uma ação proativa na questão. Na verdade, parte da estrutura de Washington é acusada de ter apoiado o golpe.

Vale salientar, aliás, que, na ONU, o caso de Honduras foi votado apenas na Assembléia Geral, que não tem qualquer poder vinculante, no Conselho de Segurança estavam ocupados demais condenando o programa nuclear do Irã ou alguma coisa tão importante quanto (sim, ironia pesada).

Importa mais ao mundo fingir que o Irã é um perigo mundial porque supostamente produz armas nucleares (o Paquistão, a Índia, os EUA, a China são pacíficos, não tem perigo, qual o problema deles terem armas nucleares?), do que o fato de um país democrático ter sido vítima de um golpe, de violações dos direitos humanos, ter sua população atacada pelo exército, ter seus líderes mortos ou expulsos do país e sua oposição, lideranças de movimentos sociais e mídia silenciadas.
"A missão [...] identificou a existência de graves violações aos direitos humanos ocorridas no país após o golpe de Estado", disse Enrique Santiago, da Federação de Associações de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Espanha.

O Comissário dos Direitos Humanos de Honduras, Ramón Angel Custodio, que apoia com entusiasmo o governo Micheletti negou as informações sobre violação aos direitos humanos que teriam sido cometidas no país, assim como o próprio Micheletti.

A missão divulgou um informe de 14 páginas que menciona quatro assassinatos por motivações aparentemente políticas e um de natureza homofóbica. Estas mortes se somam à de Isis Murillo, o jovem que segundo o relatório foi morto por soldados no dia 5 de julho em manifestação perto do aeroporto de Toncontín.

Entre as vítimas, o relatório menciona Vicky Hernández Castillo (Sonny Emelson Hernández Castillo, "membro da comunidade GLS" (Gays, lésbicas e simpatizantes), "morto com um tiro no olho e com marcas de estrangulamento, durante o toque de recolher, em San Pedro Sula".

Maior interesse demonstram os EUA em suas guerras particulares "contra o terror" e no isolamento de Coréia do Norte e Irã, além do apóio constante dado à Israel. Honduras é por demais pequeno para preocupações imediatas. Aliá,s desde o começo do governo Obama que, muito se falou em mudança, mas até agora nada mudou, só o discurso.

Em Honduras, uso do instrumento do Toque de Recolher é constante no país, além das costumeiras práticas de intimidação e violência estatal. O povo, por sua vez, convocou uma greve geral que paralisa o país.
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Neste momento Zelaya está em marcha pela Nicarágua para chegar até a fronteira de Honduras e, então, chegar até Tegucigalpa. Caso os militatres Hondurenhos permitam, o que não prece ser o caso. Da parte do secretário geral da OEA, apenas um pedido de prudência e, dos presidentes da AL, boa sorte.

Zelaya é acompanhado por Nicolás Maduro, chanceler da Venezuela, a ex-chanceler de Honhduras, Patricia Rodas, além de ex-guerrilheiros Sandinistas comandados por Edén Pastora, comandante Sandinista que ajudou na derrubada de Anastacio Somoza.

O Exército Hondurenho fechou a fronteira e bloqueou estradas, além de ter impedido a circulação de veículos na região de fronteira entre Nicarágua e Honduras à espera de Zelaya. O que acontecerá quando este chegar à fronteira, ainda não se sabe. O governo golpista não dá mostras de que cederá e ameaça prender o presidente eleito e constitucional.

Lo lado de Zelaya, este pede calma e um diálogo aberto na região de fronteira para poder retornar pacificamente ao seu país e ao cargo para o qual foi eleito pelo povo, já Pastora afirmou que o problema hondurenho só seria resolvido pela "via das armas" e rejeitou a mediação costarriquenha.

Do lado golpista, Micheletti recusa-se a negociar, não aceitou qualquer condição nas negociações na Costa Rica e pediu à Zelaya que desista de retornar:
"Eu faço um chamado para que evite essa provocação e desista de sua pretensão de provocar violência"
A posição dos EUA é, no mínimo, dúbia. Por um lado Obama não cansa de declarar que o golpe foi ilegal e que Zelaya ainda é o legítimo chefe de Estado, mas, por outro lado, o governo americano afirma que a força, a insurreição - convocada por Zelaya - não é o caminho, ou seja, por um lado repudia, por outro se limita a pedir que o governo golpista seja isolado, coloca panos quentes e não traz qualquer solução viável além de isolar o povo de Honduras que continua refém de um governo violento e ilegal.

Neste bolo ainda é digna de nota a acusação de Zelaya de que a direita estadunidense estaria envolvida em sua deposição o que, sem dúvida, é crível e provável fato. É difícil conceber um golpe em pleno quintal dos EUA sem que este soubesse previamente ou tivesse algum papel, seja diretamente por parte do governo ou por setores "linha-dura".
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Lula e suas "Biografias": Gilmar Dantas agradece [Update]

"Jamais farei um pedido pessoal ou colocarei um alfinete para atrapalhar uma investigação. O Ministério Público tem o direito de agir com a máxima seriedade. Agora, tem que pensar não apenas na biografia de quem está investigando, mas na de quem também está sendo investigado. Porque não temos o direito de cometer erros no Brasil porque, dependendo da carga de manchete da imprensa, a pessoa já esta condenada. Por isso o Ministério Público precisa trabalhar com a maior lisura", Lula
Antes de mais nada, seria interessante alguém avisar ao Lula que "Biografia" não é sinônimo de "Ficha Corrida". Imagino que ele tenha se confundido ou, para usar a linguagem corrente, tenha tucanado a boa a velha ficha corrida.

Biografia, caro presidente, só vale se for honesta, se for justa, se merecer respeito. Gente como Sarney, ACM Neto e toda a corja parlamentar não tem biografia, tem ficha corrida e das mais podres.

Aliás, o Ministério Público e a Procuradoria Geral não tem que investigar pensando em "Biografia". Deve sempre presumir inocência, como mandam os preceitos mais básicos do direito, mas não investigar tendo em mente cargos, posição, hierarquia, poder e, enfim, biografia.

Lula acerta apenas em um ponto:
"- Você tem duas possibilidades. Você pode engavetar processo, você pode aceitar pressão do Poder Legislativo, você pode aceitar pressão do Poder Executivo, você pode aceitar pressão da imprensa - que às vezes quer condenar antes do processo ser feito corretamente. "
A imprensa, de fato, assume a posição de acusador e juiz, condena sem qualquer problema qualquer um ou qualquer organização sem sequer piscar. Por vezes - ou na maioria das vezes - erra feio o alvo, como quando ataca o MST, os Movimentos Sociais ao tempo em que faz vista grossa à visita de um genocida como Lieberman ao Brasil.

Este é, enfim, nosso PIG.

Mas, ainda assim, nada justifica a defesa de uma checagem da "biografia" de gente como Sarney e outros larápios de nosso congresso nacional. Frases lamentáveis como as de Lula na semana passada não só defendendo o Sarney ( o que é em parte compreensível dada a frágil base de sustentação do governo mas, ainda assim, injustificável do ponto de vista da ética e da decência) e dizendo que sua "história no Brasil" o tornaria alguém ou algo acima ou melhor que uma "pessoa comum" é nada mais que repetir e concordar com os bordões dos deputados mais tóxicos e perigosos que se afirmam acima da opinião pública, acima da ética, da justiça e da decência.
- Não li a reportagem do presidente (do Senado, José) Sarney, mas eu penso que o Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como uma pessoa comum.
Me deixa muito feliz, enfim, a consonância dos meus argumentos com os do PHA:

"Impropriedade número um:

O Ministério Público não deve levar em consideração a biografia de ninguém. Quem leva biografia em consideração é historiador.
O Ministério Público tem que defender a sociedade, independente da biografia de investigado ou investigador.

Biografia é o BO.

Impropriedade número dois:

O emprego da palavra “pirotecnia” escurece ainda mais a treva em que habita o Supremo Presidente do Supremo, Gilmar Dantas (*).
Ela traz de volta a caça às bruxas desferida pelo Supremo Presidente, que considerou uma pirotecnia e uma espetacularização o trabalho do ínclito delegado Protógenes Queiroz e do corajoso Juiz Fausto De Sanctis, que prenderem (duas vezes) o passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas, e duas vezes, em 48 horas, libertado por Ele.

O Ministério Público (leia-se Rodrigo de Grandis), Protógenes e De Sanctis faziam parte de um conluio – segundo Gilmar Dantas (*) – para instalar no Brasil um “estado policial” de viés nazista.

O Presidente Supremo do Supremo, na esteira dessa ofensiva contra a pirotecnia, conseguiu a proeza de cobrir o Brasil de vergonha: é o único país relativamente civilizado que não algema branco, rico e de olhos azuis.

Impropriedade número três:

O Presidente Lula mencionou a possibilidade de o Congresso – ou quem quer que seja – “castrar” o Ministério Público.

Quem mais quer isso – transformar o Ministério Público num eunuco, de voz fina e inaudível, é precisamente o Supremo Presidente do Supremo, Gilmar Dantas (*).

Gilmar Dantas (*) certamente prefere que o Conselho Nacional de Justiça, onde Impera, substitua as atribuições do Ministério Público.

O Presidente Lula perdeu a oportunidade de transformar a solenidade num ato de afirmação do Ministério Público como uma inalienável e irreversível conquista dos cidadãos (com ou sem biografia) dessa subdemocracia em que ainda vivemos.

Paulo Henrique Amorim"

Eis que não somente o PHA tem opinião contrária aos argumentos toscos do presidente Lula, Waldemar Rossi, para o Correio da Cidadania chuta o pau da barraca com o excelente artigo "Neste país alguns são mais iguais que os outros". Vai pelo mesmo caminho que o PHA e também pela minha linha de raciocínio, como assim respeitar a biografia e tratar de forma diferenciada alguém porque tem cargo ou é "otoridade"?
"Como aceitar que um presidente da República possa advertir que "é preciso ter cuidados com biografia de investigados", referindo-se ao caso Sarney? Convém lembrar que Lula já tinha extrapolado de suas funções ao defender o fim das denúncias sobre os crimes políticos de Sarney, afirmando que o senador "não é uma pessoa comum". Ora, mas não é isso que garante a Constituição brasileira, que "somos todos iguais perante a Lei? "Ora, a lei!", repetirá alguém, em defesa de Lula e de suas "derrapadas políticas".

Assim, para o presidente da República, todos são iguais perante a lei. Mas, alguns são mais iguais que os outros (*). Inclusive ele. O comportamento e as falas do presidente deixam claro: o povo que trabalha pode ficar desempregado, receber baixos salários, ter trabalho precário, ser tratado como escravo, viver de esmolas, ter sua vida devassada e denunciada publicamente, ficar preso sob as piores condições destinadas a um ser humano. Mas os políticos não podem porque são seres acima dos humanos comuns. Assim como ele e seus auxiliares mais diretos.

(*) "Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que os outros." Conforme "A Revolução dos Bichos" de George Orwell, Editora Globo."

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Lieberman no Brasil: Coletiva de imprensa e fotos

Meu amigo Márcio D'Oliveira (@marciodoliveira) me passou via Twitter o vídeo da coletiva de imprensa com o genocida Lieberman e nosso ministro Celso Amorim. O encontro se deu no dia 22 passado entre Lieberman, Amorim e Lula e, no dia anterior, o genocida visitou São Paulo onde encontrou o Vampiro Anêmico e empresários.

No encontro com Amorim e Lula foi assinado um acordo na área de serviços aéreos - menos mal que nenhum tratado absurdo de livre comércio com os Sionistas.



Impressiona que a mídia se limita a citar duas coisas, primeiro a de que Israel quer (ou espera) que o Brasil controle o Irã, o faça desistir das armas nucleares - segundo o Irã não tem arma alguma na jogada, é tecnologia pacífica como o Brasil usa e ninguém vê problema nisso - e, segundo, que o "secretário" do PT (no caso, o Valter Pomar) chamou Lieberman de Fascista, Rascista e de Extrema-Direita.

Da mídia em si, nenhuma crítica, nenhum artigo crítico... Esperemos a chegada de Ahmadinejad! Será que a mídia ficará tão quieta e dócil?


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UNE: A vergonha do Movimento Estudantil


Depois do meu artigo sobre a (o) ANEL, relutei em escrever algo sobre a UNE, imagino que minha posição já tenha ficado clara: Completo rechaço à esta organização controlada pelos vendidos da UJS/PCdoB.

Além disso o Hugo Albuquerque no Descurvo já havia escrito um artigo interessante sobre o assunto mas a nota que posto ao fim deste artigo me fez perceber que teria que escrever algo.

O Noblat causou polêmica ao chamar o novo presidente da UNE, o Augusto Chagas - claramente um "estudante profissional" e oportunista de primeira grandeza - de Néscio. Nada contra a crítica, na verdade, assino embaixo, o problema foi a origem da crítica, o Noblat, e o fato desta ter sido direcionada à "cara" do sujeito, ou seja, uma análise que, ainda correta, o é pelas razões erradas.

Obviamente o resto de seu post é descartável, me limito a analisar a parte relevante, a crítica ao novo presidente da UNE. Não há problema em receber verba do governo, da petrobrás ou outra estatal, O Globo, jornal do colunista também recebe e ai de quem falar qualquer coisa.

Tampouco se opor à CPI da petrobrás é problemático, é a posição correta! A coisa começa a complicar com Sarney, pela resposta evasiva e acaba de vez quando vem a questão da sucessão. Sou estudante e ninguém me perguntou se eu apóio a Dilma. A UNE diz que eu apóio.

Não se pode formar uma opinião sobre alguém meramente por olhar a cara, algo que o Noblat deveria ter em mente, especialmente depois de, no Twitter, ser chamado por um perfil fake da Nair Bello - mas deveras divertido - de Glória Menezes por sua foto.

Mas, voltando à UNE, a organização está falida. Este novo presidente é o décimo seguido que o PCdoB impõe e, o método de se perpetuar no poder todos do Movimento Estudantil conhecem bem: Fraudes, Intimidação, Ameaças e Roubo (de urnas, de votos, de listas, etc).

Uma organização que diz representar os estudantes, na verdade, não representa nem uma ínfima parcela ou melhor, não representaria, caso as votações fossem limpas e justas.

O Hugo deu a deixa:
"UNE deveria servir para a representação dos estudantes. Não está servindo. Ela representa os interesses de uma agremiação partidária."
E eu vou mais além, a UNE não só não representa os estudantes como ainda os prejudica.

Prejudica pois passa adiante a imagem de que todo estudante defende incondicionalmente o governo Lula, que todo estudante votará em Dilma, que todo estudante defende a reforma universitária e o ProUni (eu, por exemplo, sou contra a Reforma e defendo parcialmente o ProUni, que precisa ser modificado para não financiar UniEsquinas) e, finalmente, que todo estudante concorda com o aparelhamento completo da entidade com o governo.

A UNE se tornou acrítica, se tornou fio condutor das políticas governamentais. O problema não é a UNE concordar com algumas políticas e sim ter virado um braço do governo e declarar seu apóio incondicional, aliás, baseado em fraudes e numa liderança ilegítima.

Miguel do Rosário que me desculpe mas não são apenas os "anti-Lulistas" que criticam a UNE, como este afirma em seu artigo sobre a entidade.

Existe sim um problema, e um grande problema, que uma entidade estudantil defenda "sem hesitação" o governo Lula.

- Primeiro porque ela é ilegítima;
- Segundo porque adota um posicionamento acrítico e;
- Tterceiro porque não discute abertamente as propostas do governo, se limitando a repetir o mantra como se fosse braço, ministério ou secretaria governamental.

A desculpa da mídia, da perseguição, da propaganda contrária e tudo mais contra Lula não eximem a UNE de críticas, e duras críticas. Ambos, PIG e UNE são condenáveis em diversos aspectos.

Gostaria ainda de comentar outra parte da crítica do Miguel:
"Outra crítica recorrente é a de que o PcdoB “aparelharia” a UNE. Ora, essa é a que me irrita mais. Querem o quê? Que a UNE, uma entidade política, com fins políticos, contrate quadros “técnicos” para suas diretorias? Tenham dó! Se o PcdoB ganha as eleições, ele tem o direito, adquirido democraticamente, de nomear quem desejar para as funções"
Errado, meu amigo. O PCdoB não foi democraticamente eleito. E, mesmo que em um mundo paralelo as fraudes do partido fossem legais e corretas, aparelhar uma organização estudantil À um governo é criminoso. A UNE e qualquer outra organização deve ter liberdade de ação, deve pensar livremente e saber criticar tanto quanto elogiar. Aparelhar significa não ter crítica, não ter opinião e obrigatoriamente dizer "amém" à tudo que vem de cima. Isto não é a UNE. Ou melhor é a UNE do PCdoB.

Desde o começo dos anos 90 que a UNE é dominada por apenas um grupo, a UJS, juventude do PCdoB. Sempre usando as mesmas táticas lamentáveis, sempre impedindo que haja real democracia na organização.

Graças à este tipo de posicionamento que a UNE não só não representa mais os estudantes como também rachou. Por mais que a Conlute tenha sido sectária e a ANEL também o seja (além de piada pronta), é um indício preocupante de que algo está muito errado no Movimento Estudantil.

A ANEL é uma organização sectária mas conta com ao menos um grupo que sempre teve força dentro da UNE, o PSTU, e provavelmente ainda existam outros grupos menores por lá que, todos eles, não encontravam espaço na estrutura da UNE, não encontravam voz e eram constantemente intimidados e roubados.

A UNE vem paulatinamente cavando sua própria cova. Não é nem sombra do que foi um dia, da grande organização de combate à ditadura, de luta dos estudantes, de reivindicação e posições fortes. Hoje é fio condutor, responde à ordens vindas de cima, é controlada por patricinhas, estudantes profissionais, hipócritas, proto-políticos e fraudadores.

Rachou, faliu.

Abaixo, a nota que menciono no começo do post de quem conheceu o Chagas, estudante profissional. Antes de mais nada que fique claro que não faço parte ou apóio a LER-QI, organização do autor da nota.

A atual presidência da UNE expressa seu caráter anti-lutas

É de causar arrepios a quem estudou na UNESP entre 2003-2005 ver a eleição de Augusto Chagas para a presidência da UNE. Augusto foi coordenador- geral (o que equivale à presidência) do DCE “Helenira Rezende” da UNESP/FATEC em 2004, mas não completou sua gestão, pois foi expulso desta entidade pelos estudantes.

O movimento estudantil da Unesp tem um histórico de lutas em defesa da educação pública e em 2004 isso esteve presente na radicalizada greve estudantil que, em alguns campi, chegou a durar 81 dias junto a funcionários e docentes. Ao final de 2003 os estudantes faziam eleição para o seu DCE e foram surpreendidos na apuração em seu Conselho de Centros Acadêmicos (CEEUF) com a presença de novos centros acadêmicos que não costumavam participar. A apuração foi feita na marra mesmo com urnas constando mais votos nas urnas do que de votantes registrados e até de estudantes matriculados (!).

No entanto, em 2004 também tinha início as discussões sobre a reforma universitária do governo. Os estudantes votaram em seu congresso, conselhos e assembléias a posição contrária a Reforma Universitária do governo Lula, defendiam uma proposta que contra o PROUNI que beneficia os donos do ensino privado (do PROUNI) estas vagas deveriam ser criadas na rede pública de ensino.

Enquanto os estudantes votavam resoluções de oposição aos governos tanto o estadual tucano e o federal petista, éramos surpreendidos por falas de “nosso representante” da defesa incondicional do governo Lula. Isso enquanto os estudantes votavam a greve tendo na sua pauta claramente “contra a reforma universitária de Lula”.

Após uma série desses “deslizes” do DCE e particularmente de Augusto Chagas, os estudantes incorporaram em sua greve o “Fora Augusto” e o “Fora DCE”. Precisaram de um instrumento alternativo para organizar sua mobilização já que o DCE não os representava, formando um comando de greve com representantes eleitos nas assembléias que se enfrentava com o DCE. O rechaço ao DCE e a esta figura caricata chegou ao ponto de ter-se votado sua expulsão da ocupação da reitoria da Unicamp e uma moção de repúdio nominal no Encontro de Universidades Públicas durante a greve. O não reconhecimento do DCE era tão expressivo que o próprio CRUESP (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) teve que reconhecer o comando de greve como único representante, vetando a presença do DCE nas negociações e reconhecendo o comando de greve.

O resultado foi que em seu congresso de estudantes com cerca de 500 delegados votou-se praticamente uma única resolução: a destituição do DCE aprovada por cerca de 90% do plenário.

Desde antes mesmo dessa greve esses estudantes já sabiam que não podiam contar com a UNE para suas mobilizações. Mas nesse ano a situação passava a ser diferente, não mais faziam lutas “por fora da UNE”, passando a fazê-las contra a própria UNE. Assim, não é de causar espanto que 5 anos depois vejamos o estudante que foi expulso da greve das estaduais paulistas hoje esteja a frente dessa entidade.

Del

Representante do Comando da Greve da Unesp em 2004 e ex-diretor do DCE “Helenira Resende” pela oposição 2004-2005.

Movimento A Plenos [LER-QI e independentes]

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Lieberman na Argentina: Protesto! [Update]

Enquanto, no Brasil, os Movimentos Sociais em geral não moveram uma palha contra a chegada do genocida Lieberman, na Argentina a coisa é diferente.

A AARSOPAL (Associação Argentina de Solidariedade com a Palestina) convocou para o dia 23 uma marcha em Buenos Aires contra a presença do Genocida em solo Argentino.

Aqui, no Brasil, apenas um protesto em Curitiba (que não tenho informações se ocorreu ou não) foi convocado e pela net surgiram algumas notas de repúdio perdidas e com pouco efeito, como a nota da Cebrapaz, que repudia a visitado Nazi-Sionista Lieberman ao país. Em algumas outras listas correu a carta que escrevi e colei na primeira postagem sobre a visita do Genocida.

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Update:

Foi convocada para hoje, em cima da hora, uma manifestação no Rio, na Cinelândia, pelo Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino. Qualquer informação sobre a manifestação será bem vinda.
"Hoje, encontra-se no Brasil a visita inoportuna e rejeitada de um dos seus ministros mais fascista, o Sr. Avigdor Liberman , ministro do exterio, que está com as suas patas em terras brasileiras para pressionar o governo de Lula a romper relações com o Iran e assinar o TLC - Tratado de Livre Comércio com o Brasil."
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Segue a convocatória argentina:

Documento consensuado para leer en el acto contra el sionismo / Buenos Aires 21 de Julio de 2009 / Avigdor Lieberman: El Sionismo en Carne y Hueso / Compañeros y Compañeras, Pueblo Argentino todo:

La síntesis del racismo y la opresión ha llegado a nuestro país en carne y hueso, Avigdor Lieberman, canciller israelí, reconocido racista y xenófobo consumado, ha venido a consolidar la relación del sionismo con la Argentina.

Este sujeto representa en si mismo la expresión más cabal del Sionismo, su ideología y su acción, refrendado en frases del tipo “Hay que ahogar a los palestinos en el Mar Muerto que es el punto más bajo del planeta”, “Nuestros soldados están haciendo bien el trabajo en Gaza, pero la solución no es la invasión, la solución es como la que EE.UU adoptó con Japón, sin ensuciarse las manos”.

Esta es la pura expresión del Sionismo, y quién se opone a ella es perseguido y condenado por antisemita tratando de camuflar el salvajismo sionista con el judaísmo para lograr impunidad.

Estas y muchas expresiones más demuestran la peor esencia que pueda tener un individuo y su desprecio por los derechos humanos, que debemos recordar es una de las políticas fundamentales llevadas a cabo por el Gobierno Argentino.

Por esto mismo, debemos señalar la contradicción en esta acción de recibir a semejante personero del terror y la opresión en nuestro país. Que diríamos hoy de recibir a Videla en la cancillería, que haríamos hoy al recordar a nuestros desaparecidos y ver al mismo tiempo que se concretan acuerdos comerciales y tecnológicos para seguir oprimiendo y derramando la sangre palestina.

Porque este energúmeno no viene solo, está acompañado de delegados comerciales y vienen a reafirmar los acuerdos alcanzados en Enero de este año, a reconfirmar el tratado de libre comercio en el marco del Mercosur, a cerrar nuevos acuerdos con insensibles industriales nacionales, que solo les importan los negocios, a pesar de saber que ello de alguna forma redunda en más opresión y muerte para el pueblo palestino.

El nazi-sionista Lieberman viene a sellar una alianza con el sionismo que va a traer desgracia para nuestro pueblo y va a manchar nuestras manos y nuestra conciencia con sangre palestina y árabe.

La visita de este funcionario de alto rango del estado sionista, que militó en la organización terrorista judía Kach, del rabino Meir Kahane, reconocida así por la Unión Europea, EE.UU y Canadá por ejemplo, reedita la contribución de Israel con su ciencia de tortura a la dictadura militar argentina, la misma ciencia de terror que enseñan a los paramilitares colombianos en la actualidad, la misma idea opresora de convalidar el golpe en Honduras y ser el primer estado en legitimar la usurpación del gobierno en esa nación hermana latinoamericana.

Queridos Compañeros, han pasado solo 6 meses de la invasión militar a Gaza, no porque las bombas no caigan nos olvidamos que la opresión y el sitio continúan, todavía el pueblo palestino de Gaza sufre la política terrorista sionista que Lieberman encarna, y no solo por pensamiento, sino en la acción propia, porque el es un colono, porque habita en territorio palestino usurpado en la Cisjordania, porque está orgulloso de ellos y que si por el fuera, aplicaría la “solución final” para los palestinos al mejor estilo Nazi.

Por último compañeros, hagamos sentir nuestro asco y repudio por la visita de este siniestro personaje, y hagámosle sentir en carne propia que no es bien recibido en nuestro suelo, digamos claramente a quienes lo reciban, que el pueblo no lo acepta, el pueblo argentino no acepta nunca más el genocidio, el terror y la opresión, venga de donde venga y especialmente del sionismo que Lieberman con su persona representa.

FUERA LIEBERMAN DE LA ARGENTINA / FUERA LIEBERMAN DE LATINOAMÉRICA / FUERA EL SIONISMO DE NUESTRO SUELO Y DE LATINOAMÉRICA / NO A LOS ACUERDOS FIRMADOS CON EL ESTADO SIONISTA / SI AL BOICOT, DESINVERSIÓN Y SANCIONES CONTRA ISRAEL / BASTA DE TOLERAR EL TERRORISMO SIONISTA DEL ESTADO DE ISRAEL / BASTA DE PERSECUCIÓN A LOS QUE LUCHAN CONTRA EL SIONISMO / VIVAN LOS PUEBLOS LIBRES / LIBERTAD Y PAZ PARA PALESTINA

AARSOPAL
Asociación Argentina de Solidaridad con Palestina
(constituída por distintos agrupamientos y personalidades democráticas y antiimperialistas, entre ellos Convergencia de Izquierda, que adhiere a la convocatoria levantando además sus propias consignas, como el pedido del desprocesamiento de Juan Carlos Beica, la ruptura de relaciones diplomáticas con el estado fascista de Israel, etc.)

La cita para la marcha hacia la UIA, donde estará el canciller sionista, es a las 14 horas en Avenida de Mayo y Salta el jueves 23 del corriente. Luego se marchará a la embajada de Israel y por último se realizarán actividades a las 1730 horas en la Cancillería.
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A Falsa Moralidade da Mídia (e da Sociedade) e a criação de factóides

Uma coisa interessante para se analisar é o recorrente sintoma de falsa moralidade da sociedade, tanto da brasileira quanto da do resto do mundo e, em especial, da mídia, que faz de tudo para vender, para criar um caso, para criar um monstro.

Me recordo das acusações que pipocavam nos jornais sobre o fato de Lula gostar de beber e - dizia a mídia - ser um cachaceiro, de perder a noção quando bebia, de ser uma vergonha para o país e etc.

Tudo bem, a imagem de um presidente bêbado não é agradável nem boa para o país, mas não vejo grande diferença entre o Lula tomar um copo ou outro de cachaça e o Gordon Brown, por sua vez, tomar um uísque vez ou outra.

A diferença é que não imagino o Daily Mirror anunciando ou denunciando o Brown por cachaceiro, desregrado e beberrã. O nosso PIG, em muitos casos, assusta pela banalidade e falta de noção de suas acusações.

Até hoje procuro saber de que fonte vieram as acusações de que o presidente teria um problema com bebidas.

Aliás, o PIG dos EUA também está na jogada, afinal, as acusações mais contundentes vieram de Larry Rother, do NYT. Vale , porém, que a reação contra o artigo também foi absurdamente desproporcional por parte do governo, expulsar o jornalista seria nada mais que uma maneira de aplicar a censura.

Enfim, o ponto crítico é a confusão entre vida privada e vida pública dos presidentes, dos políticos em geral. Uma coisa é Lula beber, o que não é problema, outra é tomar um porre numa reunião diplomática. O primeiro caso não deveria importar à imprensa nem a ninguém, o segundo é caso sério. E, como se verificou, a imprensa buscou criar um factóide para impor o segund ocaso como verdade. Basta apenas verificar as fotos tiradas à época, a clara intenção de denegrir a imagem do Lula em cliques bem planejados.

Era engraçado, na época, encontrar amigos bons de copo criticando o presidente, oras, quer dizer que o presidente não pode dar suas "bicadas" numa cachaça, mas os falso-moralistas podem encher a cara cotidianamente que não tem problema?

A crítica vale para a sociedade que criticou tanto quanto para a mídia, que criou um factóide ridículo.

O mesmo raciocínio vale para o caso do ex-presidente Bill Clinton. Se ele traiu a mulher com a secretária é/era problema só dele e da esposa, uma questão familiar. Mas a mídia caiu em cima e o país chegou à loucura de propor impeachment!

Até onde vão os factóides e o denuncismo da mídia! A exposição da vida pessoal de um político, sem qualquer relação com a vida pública, comprometendo até a política nacional por algo absolutamente estúpido.

Se tivesse havido coação, se a Lewinsky tivesse sido forçada a alguma coisa - o que ela negou - aí sim teríamos um crime, algo que, finalmente, interessaria à opinião pública, à mídia, à vida política. O que Bill Clinton faz ou deixa de fazer em sua vida privada - desde que dentro da lei - é problema apenas dele e de sua família.

Imagino quantos congressistas não apoiaram a deposição de Clinton pelo seu adultério - posteriormente perdoado por sua esposa, Hillary, mas às escondidas mantinham suas próprias amantes, "pegavam" suas próprias secretárias. E quantos americanos-médios não ficaram escandalizados com o episódio e continuaram com suas amantes.

Não sei se existe um aura de infalibilidade em torno dos políticos - ao menos nos EUA isto parece existir mesmo -, estes não podem ser impuros, cometer erros que qualquer cidadão comum cometeria, ou se, na verdade, vemos apenas a hipocrisia e o falso moralismo da sociedade e, em especial, da mídia que faz de tudo por uma boa história, mesmo que inventada, fabricada ou deturpada.

Todo este périplo apenas para chegar onde eu queria, no Berlusconi.

Sim, este crápula está envolto em denúncias mil, desde ser parte da máfia, passando por ser responsável por desvios e corrupção monstruosas chegando até a recente crise de suas festas fechadas com prostitutas, drogas e transporte público em aviões do Estado.

Hoje me chega a notícia de que a popularidade de Berlusconi caiu 4 pontos, o que, na verdade, não é quase nada. A minha surpresa - não só pela queda risível - recai no fato de que a mídia pouco explorou os aspectos realmente escandalosos e, especialmente, no fato da popularidade do crápula cair apenas por causa deste episódio e não por ser quem é, pelas acusações sérias de manipulação e corrupção ou mesmo pelas declarações absurdas e machistas que fez na cidade destruída de l'Áquila!

Berlusconi é um palhaço, um palhaço perigoso, um mafioso e criminoso não só conhecido mas, infelizmente reconhecido por outros meios. É o Premier, líder incontestável de um país que parece ter prazer em ter um marginal como seu governante.

Mas o falso moralismo que recai sobre a sociedade italiana e tema central deste artigo se configura na crítica e na reprovação da sociedade à orgia em si, às prostitutas levadas por Berlusconi para suas festas, exatamente o ponto mais insignificante de tudo.

Se Berlusconi gosta de orgias, gosta de prostitutas e etc é problema dele. Esta é a vida privada do homem. A crítica deve recair - para ficarmos só neste episódio, no uso de drogas e no uso de aviões da força aérea para o uso pessoal do presidente e seus amigos. Mas, na mídia, ouvimos basicamente os mesmos bordões moralistas e não duvido que o assunto nas ruas de Roma sejam os mesmos, tudo isto dito por quem provavelmente adoraria participar de orgias se tivesse a chance, que morrem de inveja das prostitutas do Berlusconi e dele próprio por seu poder.

A imprensa vem chegando ao absurdo de publicar diálogos quase-eróticos de Berlusconi, acessores e prostitutas, algo que beira o nonsense completo ou um filme B de pornochanchada moderna.

Aliás, voltando ao país, é este moralismo torpe e burro (talvez nem tanto neste caso, logo depois a decisão se mostrou acertada) foi o mesmo que impediu FHC de se eleger prefeito de São Paulo contra o Jânio Quadros, em 1985. Por ser Ateu a sociedade o boicotou, uma eleição ganha foi rapidamente perdida. Alguma dúvida de que muitos que resolveram não votar no FHC raramente sequer pensavam em religião ou Deus? Votaram contra apenas por um resquício de moralismo, a idéia de que Ateus são errados, criminosos, impuros, coisa do capeta e outras besteiras.

Enfim, chego à conclusão de que o povo (não todo, obviamente, mas parte significativa) gosta mesmo é de circo. Sente uma imensa inveja do poder, dos poderosos e não duvido que, "chegando lá", fariam igual. Esta mesma inveja, este falso-moralismo e em alguns casos a crença real na bondade e infalibilidade dos políticos, acaba rapidamente quando estes cometem atos mundanos, se mostram homens (e mulheres) comuns, apenas eleitos, mas não diferentes.

À mídia, cabe o papel de interpretar estes anseios burros da sociedade e ir até à beira do ilegal (às vezes passando para o lado de lá) para denunciar, criar os factóides, fabricar notícias e escândalos ou aumentá-las, deturpá-las até não mais poder.

Ainda é cabível notar a alarmante confusão entre vida pública e vida privada, a diferença entre o que se faz na privacidade do lar, como homem, e os atos e ações públicas, como governante, líder, homem público.

Uma confusão perigosa, descabida e aproveitada pela mídia que, como abutres, divulgam fatos da vida pessoal dos indivíduos como se estivéssemos num big brother eterno enquanto, do outro lado, a "sociedade" se refestela reclamando das mesmas coisas que fazem ou gostariam de fazer mas, por qualquer motivo (banal), preferem apenas reclamar dos erros dos outros.

Enfim, cabe apenas ressaltar que, a barreira entre a vida pública e a privada, salvo o vigilantismo constante da mídia, termina ou vale ser burlada apenas quando um crime, um deslize, é cometido na esfera privada e traga consequências à pública, à sociedade, ao Estado.

A falsa moralidade criada e sustentada seja pela mídia ou pela sociedade amante do espetáculo, chega por vezes à beira da loucura, descambando em denuncismo torpe, crises institucionais fabricadas e o total nonsense.
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terça-feira, 21 de julho de 2009

Lieberman no Brasil: Israel, Genocídio e... Serra. [Update]

Lieberman está no Brasil, poluindo e envenenando nosso ar e, obviamente, não poderia deixar de se encontrar com nosso amado e querido governador, José Serra. Salvas as diferenças de amplitude, é o genocida Israelense que manda tanques contra Palestinos desarmados e pacíficos encontrando o canalha paulista que envia a PM contra estudantes desarmados e pacíficos.
"No encontro reservado com o governador, Lieberman fez uma apresentação da visão israelense a respeito dos conflitos do Oriente Médio. O ex-ministro de Relações Exteriores Celso Lafer, atual presidente da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), participou da reunião e relata: "Ele fez uma exposição da visão dele, sobre a dicotomia entre extremistas e moderados."

A conversa, que durou 1h15, foi preenchida também com intenções por parte do governo de São Paulo de firmar cooperações na área de tecnologia, agricultura, saneamento e pesquisa. Serra falou a Lieberman sobre a experiência dos medicamentos genéricos no País. Participaram do encontro o secretário paulista de Agricultura e Abastecimento, João Sampaio, e o presidente da Companhia de Saneamento e Abastecimento do Estado (Sabesp), Gesner de Oliveira."

Passando por cima do encontro vergonhoso, do crime que é ter tal figura no país e até da completa falta de respeito e decência em não dar entrevista (se você é um hóspede - indesejado - não cai bem ainda ser ingrato com quem ainda tenta dar algum ar de respeitabilidade), resta notar que é preciso reforçar a imagem do boicote contra Israel e impedir qualquer tipo de acordo, seja de cooperação, seja comercial ou ainda qualquer coisa que não seja meramente mandar o Serra na bagagem do Lieberman quando este for, finalmente, para o inferno, ops, Israel.

No mesmo dia da visita desafortunada de Lieberman, o que vemos nos jornais? Israel invadindo, espancando, desrespeitando e matando. É uma constante.

Apenas hoje sabemos que Israel invadiu o Líbano, desrespeitando não só a lei internacional mas também a soberania do país:

"Israel continua invadindo o território libanês, seja de modo direto por via terrestre, marítima ou aérea, ou indireto, através das redes de espionagem no território"Michel Suleiman, presidente do Líbano

O fato curioso é que Israel não vê qualquer problema em atentar contra a Soberania do Líbano, mas sobe nas tamancas quando a questão é a sua soberania, ou melhor, a soberania que acha ter e não tem, não passa de desrespeito e prepotência.

Falo sobre Jerusalém Oriental e, obviamente, sobre a Cisjordânia. Em ambos os casos Israel ataca qualquer crítico de suas colônias ilegais e também de sua política de limpeza étnica em Jerusalém Oriental com a expulsão de Árabes da região. Em ambos os casos há o desrespeito completo aos Palestinos que residem nas regiões e são, por direito, donas dos lugares, invadidos e profanados pelo exército genocida de Israel.

Ainda sobre as colônias é emblemática a ação dos colonos criminosos que há dois dias queima plantações de oliveiras dos Palestinos no entorno das colônias ilegais e, claro, o ex´percito de ocupação sempre chega atrasado. Na hora de matar crianças e mulheres estão sempre pontualmente presentes.

Já em Gaza, o exército genocida continua a invadir e ferir (quando não, matar) a população Palestina sitiada, colocada em um campo de concentração. Nada sai, só a morte entra. Nestas horas não vemos a palavra "Soberania" - imaginem a palavra "respeito" ou, muito menos "direitos humanos" na boca dos Israelenses.

Para Israel, "construir" em Jerusalém Oriental - Construir, aqui, é eufemismo para expulsar árabes, limpeza étnica e abusos - é um direito! Assim como o é o de invadir países alheios, saquear e matar.

Voltando à visita do criminoso Lieberman, dois fatos sobressaem:

Primeiro o completo blackout midiático. Quando era Ahmadinejad o visitante a imprensa não tardou em acusar, xingar, ameaçar e "noticiar" absurdos, protestos contra Ahmadinejad foram encenados, gritos de repúdio e etc. Agora, nem uma palavra sequer. Poucos souberam antes do dia ou do dia anterior à visita da chegada do Genocida.

Segundo, a tentativa dos poucos em torno da grande mídia (o velho PIG) de tentar tornar irrelevante a visita, de tentar colocar panos quentes. Oras, a visita de Ahmadinejad era caso de polícia, mas a de um genocida não é nada, é normal, até irrelevante?

De onde vem os dois pesos e duas medidas?

Onde está a mídia toda poderosa para questionar as razões da visita de Lieberman? Onde está a mídia para questionar o genocida sobre o relatório divulgado pela ONG "Quebrando o Silêncio" sobre as práticas assassinas de Israel em Gaza? Porque o PIG se limita a dizer que "não há problemas", "é irrelevante", sem no entanto questionar as razões da vinda desta figura nefasta, as consequências e tudo mais?

Ah, só para constar, com Lieberman veio ainda a deputada do Kadima Ruhama Balila, mais uma das corruptas da região. Talvez fazer par com os nossos milhares. Aliás, amanhã, em Brasília, ela se sentirá em casa.

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A Mídia escolheu seu lado e, definitivamente, demonstrou o fato consumado. Para ela a visita do genocida não é problema, na verdade, é até boa. Uma maneira a mais de atacar o PT e demonstrar que o partido está "rachado".

A mídia condena a posição de Valter Pomar e de parte do PT de repudiar a visita de Lieberman e chama as acusações corretas destes de "ataque", como se fosse algo fora do normal, exagerado, incorreto.

As acusações do Pomar, na verdade, são até brandas, mas são alguma coisa frente ao vergonhoso silêncio da presidência do PT e de demais partidos, do vergonhoso fato de que Lula receberá o genocida e, finalmente, do silêncio vergonhoso da mídia que não hesitou em fazer campanha contra Ahmadinejad mas, sem dúvida alguma, aplaude a chegada de Lieberman.

Por fim, é sempre bom lembrar que Anti-Sionismo NÃO é Antissemitismo: Link.


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Bil'in Village: A Guerra Silenciosa - Isso é Sionismo

The silent war against the village, ignored by Israeli media of Netanyhau’s Government

Under attack Bil’in and the peaceful resistance of the village against the Israeli wall

by Luisa Morgantini, Former Vice President of the European Parliament

Published by the Italian Newspaper Liberazione on 19/07/2009

Israel wants to stop the non-violent struggle and the unity created amongst Palestinians, Israelis and Internationals, who since more than four years demonstrate in order to end the construction of the wall: in the last weeks the escalation of systematic arrests and kidnappings of activists in Bil’in by the Israeli soldiers.

Raids in the middle of the nights, with military vehicles crossing in the dark that illegal barrier represented by the Apartheid wall. Tens of armed soldiers laying close to the ground in order to not to be seen.

They proceed slowly, without lights, wearing dark military camouflage uniforms and black masks on their faces.

They arrive in the hearth of Bil’in crossing streets and fields. They surround houses destroying all that they meet on their path, kidnapping people, including 15 or 16 years old adolescents, confiscating documents, mobile phones and personal things of the detained persons. Also last Friday a 15-years-old boy has been abducted from his home at 3 a .m., and during the demonstration activists have been attacked with a strange sort of smelling water, probably containing chemical substances provoking blistering effects and with a suffocating smell.

This is the same scenario taking place also in other villages in the West Bank, but Bil’in has become a symbol: the village –where the shame wall confiscates 49% of lands- in the last weeks has become a theatre of a further intensification of this kind of operations, that are real war operations, perpetrated against the activists of the Popular Committee of non violent resistance, men and women, civilians, who are resisting in a non-violent, peaceful and creative way against the wall and the occupation.

Often, the activists stand on the rooftops of the village, in order to forewarning the others of incoming of the raids that usually comprise of approximately 100 soldiers divided into groups of 20-30 men, each encircling the home of an accused stone-thrower at varying hours of the night. In the last three weeks, 17 young activists have been arrested -15 Palestinians, 1 Israeli, then released, and one American, according to what reported in a document by Miftah, the Palestinian Initiative for the promotion of Global dialogue and democracy, denouncing the escalation of violence in Bil’in.

I saw with my own eyes many and many wounded people during the demonstrations that every Friday take place near the construction site of the wall and during which the Israeli soldiers use sound bombs, tear gas canisters, and a foul-smelling chemical spray: I was many times intoxicated by those gas, while rubber-coated bullets were shot at men’s height.

On 17th April 2009, Bassem Abu Rahmah, 30 years old, a pacifist Palestinian demonstrator, was shot in the chest by an Israeli soldier with a tear gas bomb during one of Bil’in's nonviolent Friday protests: an use clearly excessive and inhuman of the force against unarmed demonstrators.

The week after the murder of Bassem, I have been many times in Bil’in with the Popular Committee. Together we have protested and built a symbolic grave in the place where he was killed.

We did under the fire of tear gas canisters and when we finished it, putting the memorial tablet with the name of Bassem, we were so happy. What a paradox to be happy for the construction of a grave!

In their attempts to dismantle the movement, the Israeli military specifically targets the youth: from 23rd to 25th 2009, four adolescents, 16-17 years old, have been arrested and forced to release the names of peace activists and information related to Bil’in Committee. The aim is not only to arrest, kidnap and physically neutralize the activists, but also to spread terror amongst the inhabitants of the village of Bil’in, 1,800 residents, in order to stop all kind of activity of non violent resistance, that become an example also for other realities of the occupied West Bank such as Nil'in and Ma'asara, whose land continue to be confiscated by the wall.

However neither all this, nor 1,300 wounded people and 60 arrests suffered by the activists have been enough to stop their determination.

« If they want to arrest us all, they can. But our wives and children will continue the struggle» declared Abdullah Abu Rahmah, one of the coordinators of the Popular Committee of non-violent resistance of Bil’in. His daughter Luma, 7 years old, suffers of insomnia, as well as other children in Bil’in, a clear sign of the emotional and psychological despair: constantly in panic, Luma awakes in the middle of the night, sometimes in screams and tears, calling out for her father fearing that he has been abducted.

The injustices suffered by Bil’in residents and witnessed by many organizations for human rights and International and Israeli activists, are the most clear consequence of the oppression experienced by Palestinians because of the Israeli military occupation.

However their answer has become an example for all those who struggle for justice showing the way to follow and to support for the solution of the conflict.

Since 2005 residents of Bil’in responded in fact with a peaceful and non-violent resistance to the separation wall, that far from the Green line, snakes deeply inside the West Bank annexing 1,968 of 4,040 dunums of Bil’in lands, ( 196,68 hectares on 403,88).

Activists in Bil’in are only exerting their legitimate rights to defend their land against the arbitrariness of Israel, disregarding the International Court of Justice that five years ago condemned as illegal the construction of the wall inside the Occupied Palestinian territories (OPT), including in and around East Jerusalem, in violation of international obligations, intimating to Israel to stop the construction and to bring down the parts already built, terminating also the entire system of rigid restrictions on the freedom of movement of Palestinians in the West Bank since they represent a violation of human rights.

And also the Israeli High Court of Justice declared many times illegal the route of the wall in Bil’in, inviting the Israeli Government to actuate an alternative route: this invitation has of course been ignored while the Israeli settlements of Mod'in Ilit and Mattityahu continue to grow.

For all this, their Friday demonstrations have gained the solidarity of Israeli and International activists, united in the common need of justice and against the strangulation, the occupation and the apartheid. Together they oppose to the uprooting of olive trees replaced by the foundations of the wall, blocking the bulldozers or preventing the installation of outposts of the Israeli settlements, still in expansion.

The International Community must give more force to all those Palestinians, supported by Israeli activists (who represent the honour of Israel) and Internationals in the defence of their rights, pretending from Israel the end of the raids and the immediate release of all activists arreted – included Abeed Abu Rahme- as requested by the Campaign launched by the Popular Committee of Bil’in (on the website http://www.bilin- village.org/ english/activiti es-and-support/ Campaign- to-release- Palestinian- activist- arrested- in-Bil-in the sample of letters of protest). It’s time also that the International Community demands with force and urgency to Israel to respect the International Court of Justice and to destroy the wall inside the Occupied Palestinian Territories, making reparation for all damage suffered by people affected by the wall, and to end military occupation, including all restriction of movement in the West Bank as well as the Siege that in Gaza, is collectively punishing over 1 million and a half of civilians.

luisa.morgantini@ europarl. europa.eu; www.luisamorgantini .net;

For more information, please contact:

Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in

0547258210 أو 0599107069

e-mail – lumalayan@yahoo.

www.bilin-village. org

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SRAELI SOLDIERS INVADE BI’LIN VILLAGE AGAIN

Sunday 19\7\2009

As dawn broke at 5:00 am on Sunday, 19 July, five Israeli jeeps invaded the village of Bi’lin and arrested one of its local leaders.

The soldiers surrounded the home of Imad Burnat, 37, pulling him from his home in front of his wife and four children, arrested him, and pushed him into one of their vehicles. Imad was one of the members – and the cameraman - of Bi’lin’s “Popular Committee,” an organization protesting the location of Israel’s ‘Apartheid’ Wall at the edge of its town.

Over a dozen Palestinian and international supporters surrounded the jeeps and tried to block their leaving. Soldiers threw numerous sound grenades and tear gas canisters to disperse the peace protesters and managed to escape. The soldiers attempted to arrest another committee member and international supporter, who managed to escape by outrunning their pursuers.

In the past month, the frequent night invasions have resulted in 17 villagers being arrested, along with one Israeli peace activist and an American international supporter.

For more information, please contact:

Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in

0547258210 أو 0599107069

e-mail – lumalayan@yahoo.

www.bilin-village.org


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