sábado, 15 de agosto de 2009

Caso Globo versus Record: A Imparcialidade

Aliás, analisando especificamente a última afirmação do post anterior, a da suposta tentativa da Record de ser imparcial, uma incorreção gritante, imparcialidade na mídia nacional? Falácia das mais dolorosas. Tentar ser imparcial, para a mídia tradicional tupiniquim, é o mesmo que pedir à IURD para tentar ser honesta.
A Rede Record é a TV que mais cresce no Brasil, e a cada dia ganha novos telespectadores. Seus programas (sinceramente não gosto), mas sobretudo os jornalísticos, são indiscutivelmente melhores que os da TV Globo, um fato que incomoda bastante (tanto a Globo quanto o jornal da “ditabranda” Folha de São Paulo), porque convenhamos, perder audiência significa perder grana e poder, o poder de eleger seus políticos escabrosos.
Querer reduzir toda a questão à uma guerra entre emissoras é um erro grotesco. A questão é a corrupção da IURD e do chefe da máfia, Edir Macedo. O colega anda fala como se a Globo e a Folha fossem as únicas responsáveis pelos políticos de pior espécie. Para não me estender eu cito apenas uma das crias da Record: Crivella.
É um argumento falso a de que a Record é boazinha e a Globo é o demônio. Nenhuma das duas presta. Esta dicotomia falsa que os petistas vem criando, este negócio de "está comigo é bom, está contra mim é o diabo" não serve à ninguém, apenas torna muito mais complicado o quadro geral da política brasileira. Esta divisão entre mocinhos e bandidos, onde ambos são bandidos apenas prejudica ao povo como um todo que fica num fogo cruzado sendo forçado a tomar partido sob pena de ser crucificado.
Desta forma a TV Globo ataca, mais uma vez, direta e indiretamente, toda comunidade evangélica do Brasil e do mundo, Lula e o PT, mas tenho certeza que o troco virá. Aguardem!.
Por fim, este talvez tenha sido um dos comentários mais lamentáveis.


Em primeiro lugar, a mera existência da Igreja Universal do Reino d Deus, uma igreja caça-niquel, já é uma ofensa aos evangélicos de verdade, aos protestantes tradicionais. Na verdade é uma ofensa a qualquer um que tenha uma religião e que considere este um valor importante.

A "teologia da prosperidade" pregada pela IURD e outras igrejas caça-níqueis, que vem surgindo no Brasil e EUA e se espalhando pelo mundo, é uma piada sem tamanho, uma forma de roubar dos mais pobres, dos mais impressionáveis, com o objetivo de enriquecer a um grupo mafioso que usa o nome de Deus para seus propósitos.
É sempre bom lembrar que toda esta novela começou por uma investigação da justiça brasileira, não foi invenção da Globo! A idéia de que tudo não passa de um factóida global esbarra na mera observação dos fatos, não foi a Globo quem inventou a investigação nem as evidência,s tampouco foi a Globo quem acusou e está processando a IURD/Edir Macedo - e não a Record, vejam bem.

A Globo está se capitalizando com tudo isto? Claro, mas a Record e qualquer outra rede fariam o mesmo se tivessem a oportunidade.

Falho em compreender, porém, onde entra Lula e o PT na história. A IURD é uma máfia, todos sabem disso, denunciar suas ações é necessário e uma obrigação e envergonhados deveriam ficar os evangélicos por exsitir a IURD e envergonhado deveria ficar o PT e os petistas se realmente precisam da Record para sobreviverem.


Defender a Igreja Universal e Edir Macedo sob a desculpa da governabilidade é o mais fundo em um poço que alguém/um governo pode chegar.

Só rindo mesmo.

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Apenas um adendo, o "Pastor" Silas Malafaia resolveu capitalizar em cima da Universal. O Podre falando do emporcalhado.


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O "valor" da cultura no Brasil: Livros, espera eterna e preços abusivos

Publico no Trezentos, excelente blog colaborativo, um artigo sobre a "índústria cultural" brasileira, buscando centrar na questão do preço abusivo que pagamos pelos livros impressos, na demora das traduções, no desrespeito ao consumidor e, enfim, nos lucros abusivos e absurdos que livrarias e editoras praticam. Somos nós, os consumidores - os poucos que realmente conseguem consumir - que pagamos o pato.
O artigo abaixo tem por objetivo servir não só de desabafo e demonstrar uma certa revolta com nossa maravilhosa indústria cultural (sic), mas também denunciar a falta de respeito com o consumidor no que concerne os prazos absurdos para a tradução de um livro, a demora em lançar títulos estrangeiros, e, acima de tudo, os preços abusivos praticados que impossibilitam a compra de um livro por boa - senão a franca maioria - da população brasileira.
O artigo pode ser encontrado neste link: "O 'valor' da cultura no Brasil: Livros, espera eterna e preços abusivos"
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Caso Globo versus Record: Petismo tem limite

Desde que estourou o caso Sarney os Petistas afirmam de pé junto que o #Forasarney organizado pelo Orkut e que tem sub-celebridades e blogueiros como ponta de lança (Tico Santa Cruz [quem?], Marcelo Tas e Noblat) nada mais é que um movimento orquestrado pelo PIG para derrubar ou prejudicar o governo Lula.

Pode até ser, mas não significa que temos que engolir o sapo bigodudo. É compreensível que Sarney, por maior crápula que seja, é apenas mais um em um senado coberto por lama. Ele é peça fundamental no Senado do governo Lula.

Não cabe aqui analisar o porque das alianças detestáveis do "PT do poder" com Sarney, Collor e Renan Calheiros - dentre outros nomes lamentáveis - e sim compreender que o ForaSarney foi (é?) um movimento que em parte serve para prejudicar o governo.

Longe de concordar com os Petistas que não aceitam críticas, que viraram defensores e melhores amigos de Sarney, mas o movimento deve ser enquadrado dentro de seus objetivos.

Antes de mais nada deve ficar claro que este blogueiro aqui não é petista e muito menos aliado dos DemoTucanos. Antes o PT no poder que um Vampiro Anêmico qualquer. Ambos são ruins mas o Vampiro é pior.

Por mais que alguns movimentos sociais tenham sido completamente cooptados, vide a UNE e sua vergonhosa direção, no geral a perseguição e criminalização direta e por parte do Governo Federal diminuíram de FHC para cá. Podemos falar em inércia mas não em grandes ataques coordenados.

O que vem se tornando inaceitável é a mania dos petistas de afirmarem, agora, que TUDO é manobra da "oposição" para derrubar o governo, para inviabilizar a candidatura de Dilma e etc...

Duas coisas devem ficar claras:

1. O PT não precisa de ajuda para se dar mal, suas alianças espúrias e diversas políticas desastrosas, sozinhas, fazem o serviço.

Aprovação da MP da Grilagem, Mensalão, venda das bandeiras históricas, expulsão dos "radicais" que hoje formam o PSOL, aliança com os maiores canalhas já vistos no país, PAC que não decola, reforma agrária emperrada... Só para ficar numa pequena lista.

Existem avanços óbvios, logicamente, como o Bolsa Família - apesar de faltar um plano para superar a necessidade da Bolsa -, ProUni - ainda que UniEsquinas não devessem se beneficiar de incentivos - e diminuição na repressão e criminalização dos Movimentos Sociais - apesar do aparelhamento de alguns.

Vale ainda citar que o processo de privatizações foi freado, a venda do país ao menos não é uma marca do governo petista e, convenhamos, se as denúncias de corrupção hoje são inúmeras não se deve à suposta capacidade petista de roubar e sim que o denuncismo do PIG foi elevado até a estratosfera.
2. MESMO que algumas ações da mídia (Folha, Globo, Veja e o PIG em geral), ou mesmo TODAS as ações e campanhas da mídia tenham de fato a intenção de prejudicar o governo, não quer dizer que nós, o povo, tenhamos que engolir toda e qualquer desculpa, toda e qualquer safadeza do PT/Governo.

Compreender e criticar o PIG pelas suas denúncias não é pressupor que tudo seja falso e muito menos legitimar toda e qualquer falcatrua do atual governo.

Dito isto vamos ao cerne do post de hoje.

Este post vem em resposta à este, do Bodega Cultural que afirma:
Essas denúncias e o oportunismo pernicioso da Rede Globo, a meu ver, só tem uma explicação: Derrubar a emissora que pode se contrapor à vontade da Globo e fazer a diferença nas eleições que se aproximam. Vamos dar eco: Derrubar a emissora que pode melar os planos mefistófeles da Globo e do PSDB, que é eleger seus tucanos nas próximas eleições e voltar ao poder absoluta!
Que o amigo me perdoe mas, como disse o @aarles via Twitter:
Record foi comprada com dinheiro lavado de fiéis...a Globo montada com dinheiro "clandestino" da Time Life...

ou seja: problemas no sistema de concessões que é uma piada...

isso só aparece para o grande público agora por uma briga no contexto da disputa eleitoral...

e eu aqui rindo e me divertindo, vendo que os grandes "estrategistas" vão sifu hahahahahahaha
Irretocável. Ambas as emissoras vieram de concessões problemáticas, fraudulentas no mínimo. A Globo é cria do Regime Militar e a Record de um povo burro que adora ser enganado pela piada que é o neopentecostalismo.


Ambas as emissoras tem uma história condenável, vergonhosa, ambas manipulam o povo das piores maneiras possíveis e a guerra entre elas beneficia unicamente o povo.
A TV Record, se não apóia o governo Lula, ao menos procura ser imparcial ao veicular notícias sobre política e a atuação do Governo Federal.
Mesmo que tal afirmação fosse crível devemos lembrar que a Record fará de tudo para, nas próximas eleições, permitir que candidatos neopentecostais façam palanque. Para além disso todos sabem que a própria empresa foi fundada na base do roubo, da fraude, enganando milhões de "fiéis" pelo Brasil e pelo mundo.

Será que o PT e os petistas estão dispostos a aceitar acriticamente tal apoio? Qual o preço que o PT/Governo/Petistas estão dispostos a pagar pelo "apoio" da Record? Quantos crimes irão acobertar? Quantos neopentecostais irão acobertar/ajudar a chegar ao parlamento?

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Campanha Avaaz - Aung San Suu Kyi e DH em Myanmar

Please activate images! A Aung San Suu Kyi foi sentenciada porém são os generais da Birmânia que merecem estar presos. Eles são responsáveis por 40 anos de crimes bárbaros contra o seu povo. Ajude a levar justiça para a Birmânia, assine a petição pedindo um julgamento para os generais.

Sign The Petition!


Amigos,

A Prêmio Nobel da Paz e ícone pró-democracia da Birmânia, Aung San Suu Kyi foi sentenciada esta semana a mais um ano e meio de prisão.

O caso da Aung San Suu Kyi é só uma fração da brutalidade do regime militar da Birmânia: são 40 anos de assassinatos, tortura, estupro em massa e trabalho escravo.

Chegou a hora de levarmos os generais da Birmânia ao tribunal. A Avaaz está lançando um chamado para o Conselho de Segurança da ONU pedindo a investigação da junta militar por crimes contra a humanidade. Um veredicto culpado poderá indiciar generais de alto escalão, deixando claro para a junta que eles não ficarão impunes pelas atrocidades que cometeram. Clique abaixo para assinar a petição e ver o banner que será colocado na frente da ONU:

http://www.avaaz.org/po/jail_the_generals

Dentro dos próximos meses o Reino Unido e Estados Unidos terão a poderosa presidência do Conselho de Segurança da ONU. Tanto o Presidente Obama quanto o Primeiro Ministro Gordon Brown já se manifestaram fortemente sobre a Birmânia portanto agora é o momento exato para pressionar o Conselho de Segurança a agir.

Os Estados Unidos, Reino Unido e outros membros do Conselho ainda estão hesitantes. Eles estão preocupados em desafiar a China, grande aliada do regime da Birmânia. Somente com uma forte pressão pública global, eles serão motivados a pressionar a China a não vetar. No caso de Darfur, por exemplo, devido à grande pressão internacional a China permitiu o julgamento por crimes contra a humanidade, apesar de ser aliada do governo do Sudão.

A pressão para a investigação e julgamento dos generais Birmanês está aumentando. Um relatório recente feito para Universidade de Harvard por juristas globais sênior, revelam que a ONU já documentou secretamente o recrutamento de dezenas de milhares de crianças soldado, mais de um milhão de refugiados e populações deslocadas, numerosos casos de assassinatos, tortura, estupro em massa e a expulsão de 3000 aldeias de minorias étnicas – tantos casos quanto Darfur. O povo da Birmânia precisa urgentemente de apoio internacional, participe do chamado para levar os generais ao tribunal:

http://www.avaaz.org/po/jail_the_generals

A comunidade da Avaaz apoiou o povo da Birmânia em momentos críticos como a devastação do ciclone Nargis, a forte repressão à marcha dos monges em 2007 e apelando para a libertação dos presos políticos. Com o nosso apoio global teremos a chance de influenciar o órgão mais poderoso da lei internacional - o Conselho de Segurança da ONU - e finalmente levar justiça para a Birmânia. Assine a petição e depois encaminhe este alerta para seus amigos e familiares:

Com esperança,

Alice, Ricken, Brett, Graziela, Paula, Paul, Pascal e toda a equipe Avaaz

Fontes:

Suu Kyi, símbolo de esperança democrática e ameaça à junta militar de Mianmar:
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jxUwQws5D0TGFzfEEZ45o1UtlT8w

Corte prolonga prisão de líder opositora de Mianmar:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,corte-prolonga-prisao-de-lider-opositora-de-mianmar,416980,0.htm

Junta Militar afasta Suu Kyi das eleições de 2010:
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/530433

Conselho de Segurança terá reunião de emergência sobre Suu Kyi:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1262848-5602,00-CONSELHO+DE+SEGURANCA+TERA+REUNIAO+DE+EMERGENCIA+SOBRE+SUU+KYI.html
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Oi e Claro: No Brasil, com "jeitinho" tudo se resolve

No fim do mês passado eu havia informado neste post, que a Oi e a Claro haviam sido multadas em 300 milhões por descaradamente descumprirem as regras do callcenter.

Pelo descumpirmento às regras, ambas as empresas pagavam apenas pequenas multas, pontuais, pelo desrespeito.

Multas insignificantes no entendimento destas. Valia mais à pena desrespeitar o consumidor e tratá-los como gado e pagar as irrisórias multas do que adequar seus callcenters à lei, o que obviamente custaria caro.

Nada mais que puro e simples deboche.
Assunto que tem certa ligação com os problemas eternos da Telefônica - e mais uma vez vitória do consumidor - é a da multa de 300 milhões de reais a ser aplicada na Oi e na Claro por descumprirem as regras do callcenter e, ainda pior, por debocharem das multas que antes recebiam. Valia mais à pena pagar as multas ínfimas que melhorar o serviço. Quem sabe com 300 milhões - mais do que a Telefônica diz investir nos seus problemas crônicos - ambas se adequem à lei.
A ação pede que cada uma das empresas seja condenada ao pagamento de R$ 300 milhões por danos morais coletivos. O valor é cem vezes maior que a multa máxima prevista pelo Código de Defesa do Consumidor, e o dinheiro irá para o Fundo de Direitos Difusos para subsidiar projetos voltados para a valorização da cidadania.
Este é o Brasil, terra do "jeitinho" onde, se você tem dinheiro, tudo dá certo.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Grande protesto em Bil'in e prisão de líder Palestino

Mass demonstration agains the ongoing Israel arrest and intimidation campaign

Bil'in village will hold a mass demonstration against the ongoing Israeli arrest and intimidation campaign on Friday, 14 August 2009 at one PM. Bil'in residents along with Israeli and international supporters will attempt to march to the village land beyond the Apartheid barrier.

At 2 AM on the 10 August 2009, Israeli forces raided the home of jailed member of the Bil'in popular committee, Mohammad Khatib. The heavily armed solders, their faces daubed with black paint, entered and "searched" the home now occupied by Mohammad's wife, Lamya, and their small children. The soldiers then ordered Lamya to take them to the house of Khatib's elderly father, Abdel Karim. Lamya repeatedly refused to cooperate. The soldiers proceeded to raid Mohammad's father's home and summoned him to appear for interrogation with the Israeli secret service (Shabak). While Abdel Karim was being interrogated by the Shabk the next day, an officer called his wife in front of him and threatened her with the arrest of her entire family.

The latest wave of arrests and Israeli night raids on the West Bank village of Bil'in began on 23 June 2009, To date, Israeli forces have arrested 25 people (most are under 18). Eighteen of the 25 remain in detention. Through Israel's interrogation and intimidation tactics, two of the arrested youth have 'confessed' that the Bil'in Popular Committee urges the demonstrators to throw stones. With such 'confessions' , Israeli forces then proceed to arrest leaders in the community, including Adeeb Abu Rahme and Mohammad Khatib.

Abdullah Abu Rahme, coordinator of the Bil'in popular committee, states that "While the Bil'in committee does encourage residents, Israeli and international supporters to take part in demonstrations, we call for non-violent participation. The occupation forces in addition to using excessive and sometimes lethal violence against us have planted undercover agents to throw stones from the demonstrations on several occasions. Mohammad Khatib and Adeeb Abu Rahme, along with other leaders of the Palestinian popular struggle, are being targeted because they mobilize Palestinians to resist non- violently. Israel is stealing our land from us and then prosecuting us as criminals because we struggle non-violently for justice."

Mohammad Khatib will be taken in front of a military court this Thursday,13th August when the military prosecution will ask to prolong his detention for the duration of his trial. A similar request to hold popular leader Adeeb abu Rahme was granted by a military judge on July 21st. Adib has been in detention since his arrest during a non violent demonstration on July 10th. Both leaders are being charged with "incitement to damage the security of the area."

Lamya Khatib, whose husband and younger brother, Abdullah, are both currently imprisoned at Ofer military base, states: " It is obvious that the Israeli authorities will do all that they can to prevent Palestinians and Israelis from working together towards a just peace. but I know that Mohammed, Abdullah and I, and everyone in Bil'in, will continue our struggle for justice."

Your presence and support are needed in Bil'in on Friday, 14 August 2009 at one PM! Join us in sending the message that the Nonivolent resistance campaign will continue untill we reclaim our rights!

For more information:
Abdullah Abu Rahme Bil'in Popular Committee 0599107069
ISM media office 0549032981

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Visit with Mohammed Khatib in Ofer Prison

Dear comrades and friends,

I just returned from a visit with our dear friend Mohammed Khatib in Ofer Prison. He asked that I send you all this message in thanks, friendship and solidarity.

It was a slow morning at Ofer Prison, so we were "lucky" enough to have an hour together to talk (over the phone and through the glass window pane, mind you). The first thing I needed to know was how he was feeling — after rumors of swine flu in Ofer Prison, I had his wife and friends on my case to make sure that above all he is not sick. Mohammed reassured me that he is fine, although he is concerned that the flu symptoms going around the prison are not just regular flu and that the sick patients are not being quarantined from the others, nor are they being treated with proper medicines (just Acamol!). He also mentioned that there is a shortage of plates/cups/silverware, and so detainees have to share (which means they are subject to illness, whether it’s the swine flu or any other). In the meantime he is managing with plastic cups.

We talked a lot about how he sees his time in detention, which he accepts may be a bit longer than the last week and a half. For him it’s just another part of the struggle — another test of a struggle that won’t die, and another chapter in his life of experiences (and literally another chapter in the book he’s writing)! After years of friendship, and our tour in Canada, he succeeds in amazing me more than ever.

There isn’t much for him to read in the prison, but recently he found a copy of Haaretz English that included a photo of the Bil’in Friday demo the first week in July in which demonstrators had raised at the wall the purple confederation flag they’d been given recently during our visit to the Mowhawk nation on the Akwasasne reservation at the Canadian-American border, in exchange for their Palestinian flag (which was raised there). Even though the photo was from a time before his arrest, it made him happy and rejuvenated him — and gave him a chance to practice his English reading, which he sees as a good opportunity.

I told him about all the things happening on the ground, thanks to his family, the village, and activists like Neta Golan — OpEds, international networks, support funds, letters, political pressure. He was pleased that the Bil’in Conference plan to create an international network was finally getting off the ground, even if not under the best circumstances. I told him about our very successful visit by 3 Canadian Parliament members to the village on Sunday, who expressed their solidarity with him, as a fellow elected official, and were appalled by this political arrest. I told him a bit of world news, I read him a beautiful letter from Michael Sfard, and I sent him "dash" from dozens of people from Israel to Canada. He sends it back to you 10 times over.

All in all, he said over and over again, that he is fine and not to worry. That he is not suffering or bored. That he fills his mind with thoughts about Bil’in and the struggle and sees his time there as a sort of "vacation" to collect ideas and inspiration. He is writing more pages of his book in his head. And he is sleeping and eating fine. His only real complaint is that they don’t allow him his nargila to smoke (but is glad he doesn’t smoke cigarettes)! He feels confident that things will work out because he has done nothing wrong and has nothing to hide. He said he was lucky until now not to be arrested and that it was only a matter of time. But that it won’t deter him. He hopes it won’t deter us. AND HE HOPES THAT PEOPLE WILL COME TO HIS HEARING ON THURSDAY, AND THAT FRIDAY’S DEMONSTRATION WILL BE BIG.

I tell him at the end to hang in there. He tells me the same. It’s a joint struggle, afterall.

Emily

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Jornada Nacional Unificada de Lutas, dia 14/08

Jornada Nacional Unificada de Lutas

Prezados/as,

No próximo dia 14 de agosto, sexta-feira, é o Dia da Jornada de Lutas dos Movimentos Sociais e será realizada uma grande marcha pela Avenida Paulista.

Veja a programação e participe:

10 horas – Concentração na Praça Osvaldo Cruz

1ª parada - de frente a Petrobrás


2ª parada - de frente a FIESP


3ª parada - no MASP ato político: Centrais Sindicais (CUT, Conlutas, Intersindical), MST, Marcha Mundial das Mulheres, UMES, UBES e várias outras entidades.

14 horas – Encerramento

:: Reivindicações dos movimentos sociais para enfrentar a crise e suas consequências:

· Fim das demissões!

· Ratificação das convenções 151 e 158 da OIT!

· Fim do superávit primário, que enriquece ainda mais a empresários e as elites!

· Redução drástica das taxas de juros!

· Redução da jornada sem redução de salário!

· Manutenção e ampliação dos direitos sociais e trabalhistas - nenhum direito a menos!

· Reforma agrária e reforma urbana, já!

· Fim do fator previdenciário, que impede uma aposentadoria digna!

· Petrobrás e riquezas do pré-sal sob controle do povo.

· Saúde, educação e moradia!

· Uma lei que proíba as demissões em massa!

· Continuidade da valorização do salário mínimo!

· Solidariedade internacional aos povos em luta no mundo todo!

· Contra o golpe em Honduras!

· Contra o latifúndio dos meios de comunicação!

· Contra a privatização dos serviços postais!

· Contra a Reforma Tributária que tramita no Congresso Nacional!

· Em favor da Reforma Política com participação popular!

· Pela CPI e cassação do José Sarney

· Pelas lutas do nosso povo em favor da vida e da dignidade!

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Agosto é mês de luta!

Não às demissões!
Pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários!
Em defesa dos direitos sociais!

O Brasil vai às ruas no dia 14 de agosto. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade unidos contra a crise e as demissões, por emprego e melhores salários, pela manutenção dos direitos e pela sua ampliação, pela redução das taxas de juros, na luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e urbana e em defesa dos investimentos em políticas sociais.

A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista mundial, os Estados Unidos da América, e atinge todas as economias.

Lá fora - e também no Brasil -, trilhões de dólares estão sendo torrados para cobrir o rombo nas multinacionais, em um poço sem fim. Mesmo assim, o desemprego se alastra, podendo atingir mais de 50 milhões de trabalhadores.

No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levou à demissão centenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras.

O Governo Federal, que injetou bilhões de reais na economia para salvar os bancos, as montadoras e as empresas de eletrodomésticos (linha branca), tem a obrigação de exigir a garantia de emprego para a classe trabalhadora como contrapartida à ajuda concedida.

O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultado de um sistema que entra em crise periodicamente e transforma o planeta em uma imensa ciranda financeira, com regras ditadas pelo mercado. Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a Classe Trabalhadora pague pela crise.

A precarização, o arrocho salarial e o desemprego prejudicam os mais pobres. Nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada de trabalho sem reduzir salários, acelerar a reforma agrária e urbana, ampliar as políticas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.

Com este espírito de unidade e luta, vamos realizar, em todo o país, grandes mobilizações.

NÃO ÀS DEMISSÕES! PELA RATIFICAÇÃO DAS CONVENÇÕES 151 E 158 DA OIT!* REDUÇÃO DOS JUROS! FIM DO SUPERÁVIT PRIMÁRIO! REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS! REFORMA AGRÁRIA E URBANA, JÁ! FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO! EM DEFESA DA PETROBRÁS E DAS RIQUEZAS DO PRÉ-SAL! POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA! POR UMA LEGISLAÇÃO QUE PROÍBA AS DEMISSÕES EM MASSA! PELA CONTINUIDADE DA VALORIZAÇÃO DO SALÁRIO-MÍNIMO E PELA SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL AOS POVOS!

* A Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho - OIT regulamenta a negociação coletiva no serviço público, enquanto a Convenção 158 restringe a demissão imotivada dos trabalhadores

Organizadores:

CGTB, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, NCST, UGT, INTERSINDICAL, CONLUTAS, ASSEMBLÉIA POPULAR, CEBRAPAZ, CMB, CMP, CMS, CONAM, FDIM, MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES, MST, MTL, MTST, MTD, OCLAE, UBES, UBM, UNE, UNEGRO/CONEN, VIA CAMPESINA, CNTE, CIRCULO PALMARINO.


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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Prisão e tortura de crianças e mulheres Palestinas - Isso é Sionismo!

Selecionei três interessantes e ilustrativos posts do The Angry Arab desde a última semana sobre os atos de genocídio cometidos por Israel contra o povo Palestino.

Primeiro, a denúncia de abusos e tortura de mulheres e crianças em prisões israelenses.

Desde 1967 cerca de 12 mil mulheres foram presas e torturadas por Israel em suas prisões, muitas destas ilegais e sem qualquer julgamento. Mais de 700 mil palestinos já foram presos por Israel desde que a ocupação de Gaza e da Cisjordânia teve início, há 42 anos. Não surpreenderá se vier à tona que a franca maioria destas prisões foram totalmente ilegais, sem qualquer tipo de julgamento justo e fruto de invasões de casas e do território Palestino.
“Israel treats all Palestinian prisoners harshly, without re­gard for whether they are wo­men, children or adults – they see them all as Palestinians.”

Israel’s systemic abuses have long been documented by hu­man rights groups. So far at least 196 Palestinians have died or been killed while in Israeli custody, Zeghari says. “Some of them were killed by torture, some were shot after they were arrested, while others died because they were denied necessary medication.

O caso de Ahmad Sa'adat é emblemático, líder da FPLP (Frente Popular de Libertação da Palestina, de orientação Marxista, foi sequestrado por Israel da Cisjordânia e desde então é mantido em isolamento, sem qualquer tipo de julgamento formal.

Para além das milhares de mulheres presas, Israel ainda mantém sob sua custódia, desde junho apenas, pelo menos 355 crianças palestinas.
"Azraq served three separate terms in prison, beginning in 1979 and running though the period leading up to the Palestinian uprising that began in 1987. She is among some 12,000 women who have been imprisoned by Israel since 1967, according to a recent report by the Palestinian Prisoners’ Society, an arms-length agency of the Palestinian Authority. The arrest of the women is part of a pattern of incarceration of Palestinians by Israel that now totals over 700,000 since the occupation of the West Bank and Gaza began 42 years ago, according to the prisoners society. Currently there are upwards of 11,000 Palestinians imprisoned in Israel. A publication by Defense for Children International says that at least 355 Palestinian children were being held in Israel’s prisons at the end of June."
Em um exemplo de racismo e intolerância típicos da nação Sionista, um casal Palestino foi vítima de preconceito ao terem sua filha de um ano expulsa de uma creche no norte de Israel pelo "crime" desta ser Palestina.
"An Arab couple from northern Israel claims their one-year-old daughter was kicked out of a daycare center in a neighboring Jewish community "because she is an Arab", and have decided to take the matter to court."
Os pais de cinco outras crianças, atiçados por Neta Kadshai, uma sionista típica, deixaram claro à diretora da creche que se "D.", a criança Palestina, não fosse expulsa, eles iriam retirar seus filhos do local.
"The parents of six of the center's children, including the defendant, approached Grinwald and made it clear to her that they would not have their children in the center with an Arab girl, and that they demand she be kicked out, and threatened that if she is not removed, they would remove their children from the center.
Por fim, a confirmação (mais uma) de que abusos contra a população palestina não são apenas fato diário, mas um fato reforçado e incentivado pela elite militar israelense. Diariamente jovens (crianças apenas) palestinos são torturados por soldados israelenses quando sob custódia do Estado Genocida.
"A former Israeli military commander has told the BBC that Palestinian youngsters are routinely ill-treated by Israeli soldiers while in custody, reports the BBC' s Katya Adler from Jerusalem and the West Bank.""
Por "custódia" compreenda-se quando são retirados de suas casas no meio da noite e espancados sem qualquer razão ou quando são detidos enquanto caminham pelos territórios ocupados e são espancados, também sem qualquer razão.
"You take the kid, you blindfold him, you handcuff him, he's really shaking... Sometimes you cuff his legs too. Sometimes it cuts off the circulation.

"He doesn't understand a word of what's going on around him. He doesn't know what you're going to do with him. He just knows we are soldiers with guns. That we kill people. Maybe they think we're going to kill him.

"A lot of the time they're peeing their pants, just sit there peeing their pants, crying. But usually they're very quiet.''

Eran Efrati is a former commander in Israel's army. He served in the occupied West Bank.

Os métodos são claramente nazistas.

''I never arrested anyone younger than nine or 10, but 14, 13, 11 for me, they're still kids. But they're arrested like adults.

"Every soldier who was in the Occupied Territories can tell you the same story. The first months after I left the army I dreamed about kids all the time. Jewish kids. Arab kids. Screaming.

''Maybe [the kid is] blindfolded for him not to see the base and how we're working... But I believe maybe we put the blindfold because we don't want to see his eyes. You don't want him to look at us - you know, beg us to stop, or cry in front of us. It's a lot easier if we don't see his eyes.

''When the kid is sitting there in the base, I didn't do it, but nobody is thinking of him as a kid, you know - if there is someone blindfolded and handcuffed, he's probably done something really bad. It's OK to slap him, it's OK to spit on him, it's OK to kick him sometimes. It doesn't really matter.''

Agem como uma matilha de lobos assassina, prontos a espancar, torturar e matar:

'Their faces were painted when they came for him. It was frightening. All those soldiers for one boy. They put iron weights on his back in the jeep and beat him all the way to jail. He couldn't get up for a week.''

O desrespeito às leis internacionais é marcante, diário, absurdo:

Gerard Horton is an international lawyer for DCI. He said Mohammad's Ballasi's story is a familiar one.

''We see these stories again and again. Israel is a signatory to the UN convention against torture. It's also a signatory to the UN convention on the rights of the child - and under customary international law, it's not permissible to mistreat and torture, particularly children, who are obviously more vulnerable than adults."

He told me that Israel arrested 9,000 Palestinians last year. Seven hundred of those were children.

Para Israel crianças são terroristas e as que tentam alegar inocência em seus julgamentos forjados passam mais tempo na cadeia. A infância destes palestinos não é apenas roubada pelo mero ato de terem sua terra invadida e de verem seus pais e a si mesmos humilhados, mas também é roubada pelos anos que passam em prisões israelenses.

Nas prisões são submetidos à mais sessões de tortura, são impedidos de estudar e de terem uma formação, ou seja, Israel usa suas prisões como uma forma de evitar que surjam novas lideranças intelectuais na Palestina mas, na verdade, apenas conseguem formar mais palestinos com ódio e prontos a se tornar novos guerrilheiros, novos inimigos mortais.

Gerard Horton says Palestinians tend to end up in jail longer if they try to fight their case.

Mohammad Khawaja had just turned 13 when he was arrested.

''They dragged me from my home by the scruff of the neck. The more I cried the more they choked me," he said.

"My mum was screaming. They pulled me along on my stomach. My knees were bleeding. They beat me with their guns and kicked me all the way to the jeep.

"They cuffed my hands and legs, blind-folded me and left me there for 24 hours. I thought I was going to die.

"Later interrogators wanted me to tell on other people. I wouldn't. They beat me with plastic chairs. They told me to sign a paper written in Hebrew. I don't read or speak it. Because I signed it they put me in jail.''

Israel's military denies any suggestion that the abuse of young Palestinians is routine, but the army says it has to guard against Palestinian children involved in what it describes as "acts of terror".

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Saudades do Justo Veríssimo: Político tem medo (nojo) do povo

Não é surpreendente nem inédito, político tem medo (nojo) do povo. Porque? Simples, porque são corruptos, não mantém suas promessas, são apenas uma imagem sem qualquer conteúdo;

O político se acha um ser superior, iluminado, um guia para a turba de famélicos e ignorantes abaixo deles. Uma classe superior que detém o poder do país em suas mãos. Não importa se falamos de um senador ou de um vereador do interior do piauí. Todos se sentem deuses.

Aliás, medo e nojo, neste ponto, se confundem. Difícil saber se o político tem nojo do povo pura e simplesmente, ou se a coisa descamba para o medo.

Mas, apaguem o que eu disse no primeiro parágrafo, sim, ainda existem coisas que surpreendem, enojam, escandalizam. Ou, ao menos, deveriam escandalizar.

Saiu hoje n'O Globo a notícia seguinte:
"Assembleia do Ceará vai construir túnel para deixar deputados bem longe do povo

Uma passagem subterrânea com cerca de 40 metros de comprimento, em construção na Assembleia Legislativa do Ceará, está sendo chamada de túnel da exclusão. A obra, estimada em R$180 mil, ligará o estacionamento localizado no subsolo ao plenário da casa. Dessa forma, ao chegarem ao Parlamento, os deputados poderão ir diretamente ao plenário sem atravessar a entrada principal, evitando passar pelo meio de populares que aproveitam a oportunidade para abordar os representantes que ajudaram a eleger.

Hoje, os deputados usam um elevador que os deixa na entrada principal da Assembleia, de onde seguem até os gabinetes ou se dirigem ao plenário passando pelo meio dos populares.

O túnel faz parte de um conjunto mais amplo de intervenção física que inclui a construção do novo estacionamento. No total, serão gastos R$ 2,5 milhões.

A passagem também dará acesso direto às salas das comissões técnicas e ao gabinete da Presidência da Assembleia, ocupada atualmente pelo deputado Domingos Filho (PMDB), ligado politicamente ao deputado federal e ex-ministro das Comunicações Eunício Oliveira (PMDB-CE). O término está previsto para dezembro. A maior parte dos deputados defende o túnel."

Será construído, enfim, um túnel ligando um novo estacionamento no valor de 180 mil reais pagos do bolso dos contribuintes cearenses. Os mesmos que serão afastados definitivamente do contato com os políticos que elegeram.

Os políticos cearenses resolveram se travestir de Justo Veríssimo, personagem memorável de Chico Anysio e que tinha horror a pobre e aos seus eleitores.
"Tenho horror à pobre!"
"Quero que pobre se exploda!"
Que o pobre se exploda, o político não tem tempo nem paciência - que o diga obrigação! - de perder seu precioso tempo tendo contato com o povo, ouvindo seus apelos, ouvindo o que eles tem a dizer. Audácia minha sequer imaginar que o político temqualquer obrigação de se aproximar de seus eleitores!

João Plenário, outro grande personagem, interpretado por Saulo Laranjeira, que nada mais era que uma tentativa de brincar - e até denunciar - o político brasileiro, passa a ser imitado naquilo que tinha de pior.

Hoje o político brasileiro sequer tenta esconder suas falcatruas, seus roubos, suas canalhices, virou o próprio Veríssimo, formou sua camarilha de corruptos, sua corruptocracia ou ainda imita o glorioso João Plenário que não tem medo de anunciar que tem horror ao eleitor.

Os políticos brasileiros foram além dos dois personagens, em seu horror ao pobre construíram um tunel para se distanciar, para não terem de ver a cara suja das crianças com fome.

E, claro, tento ficar apenas na questão do túnel pois poderia traçar fácil paralelo entre o João Plenário e seu dinheiro saindo pelos bolsos e o episódio do dinheiro na cueca de aliado de político, ou ainda poderia traçar um paralelo da corruptocracia de Veríssimo com nosso Mensalão, nossas bancadas ruralistas, evangélicas e afins.

É fantástico como a política brasileira por vezes copia a comédia, se apropria dos bordões e ainda consegue nos surpreender.

O político hoje tem nojo dos eleitores, acha um absurdo sequer ser obrigado a passar perto dos trouxas que os elegeram.

Não basta sua casa de altos muros, sua escolta em torno de seu carro blindado (notem, tudo pago com o nosso dinheiro), nem suas salas fechadas por onde passa o dinheiro público em corrupções mil ou muito menos o plenário, onde raramente pisam e quando o fazem é apenas para aprovar o uso da bíblia nas sessões ou apenas para propor a condecoração de algum parente seu por algum feito obscuro.

O político de hoje não está satisfeito com toda esta proteção, não quer ter contato com o povo em momento algum. Ou melhor, apenas na eleição, quando abraçam transeuntes, beijam crianças de colo e demonstram toda sua simpatia, economizada ao longo do ano.
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domingo, 9 de agosto de 2009

ETA: Não haverá diálogo...? [Update]

Sábado, dia 08 de agosto, a ETA lançou comunicado publicado pelo GARA em que assumia a autoria por diversos atentados, dentre eles o ataque ao quartel em Burgos e a bomba em Mallorca que matou dois guardas civis.

A reação de Rubalcaba, ministro do Interior da Espanha e de outros políticos foi a mesma, a de que não haverá diálogo, que a ETA está falida, e outras bravatas que se repetem ad inifinitum.

Feliz ou infelizmente a realidade atropela estes políticos com uma facilidade tremenda.
En este mismo contexto, y en relación al atentado de Burgos, lanza a Rubalcaba esta dura acusación: «Cuando dice que el atentado fue `frustrado', confunde su deseo y el de ETA. Es él, y no ETA, quien quisiera ver muertos a familiares de guardias civiles y niños para crear contradicciones a ETA. Es él quien está jugando a que mueran civiles. Es él quien puede tomar medidas para evitarlo y no lo hace».
Depois dos atentados em Mallorca todo o aparato de segurança possível foi deslocado para Mallorca. A ilha foi fechada, o aeroporto isolado, todas as saídas bloqueadas. Não serviu para nada, a ETA voltou a atacar e demonstrar que o Estado, por mais que reprima, se feche e se torne mais policialesco, não conseguirá por fim à ETA, não conseguirá cortar todas as suas cabeças.

Hoje, três bombas (quatro bombas segundo a polícia espanhola hoje, segunda) de baixa potência explodiram em diversos pontos de Mallorca, do centro comercial, demonstrando que as forças de segurança da Espanha são, no mínimo, ineptas e que a ETA sabe se esconder muito bem e tem grande audácia.
De acordo com a Sare.info, a Euskadi ta Askatasuna fez explodir hoje à tarde três engenhos em Palma de Maiorca (Ilhas Baleares), entre as 14h e as 18h. Os alvos eram interesses turísticos e não há feridos a registar.

Chamada de aviso
Na parte da manhã, uma chamada anónima em nome da organização armada alertou para a colocação dos três engenhos em bares e restaurantes de Palma, dando também indicações sobre a hora das deflagrações (entre as 14h e as 18h).
O primeiro dos engenhos estava colocado no restaurante La Rigoletta, no Paseo del Esportixol. O segundo, que explodiu de forma controlada depois de ser localizado pelas FSE, tinha sido colocado no restaurante Enco. O terceiro artefacto explosivo rebentou numas galerias comerciais subterrâneas, situadas na Plaza Mayor, em pleno centro da cidade.
Em seu último comunicado a ETA deixou claro buscar uma saída dialogada, sem imposições:
"«un proceso democrático que supere la opresión de Euskal Herria. A la imposición con las armas de España le hacemos frente con las armas. ETA no quiere imponer ningún proyecto, como repiten los mandatarios españoles. Lo que ETA lleva buscando durante largas décadas es una solución política y dialogada que haga materializables todos los proyectos políticos de manera democrática»."


Porém tanto os Sociofascistas do PSOE, capitaniados por RuGALcaba, quanto os Franquistas do PP se recusam a dialogar. PAra eles o que existe é uma banda terrorista e assassina e não há mais o que acrescentar.

Se esquecem, porém, de seu apoio aos GAL (PSOE) e ao Franquismo (PP):
"Es cierto, en todo caso, que la mera condena de la violencia, por utilizar la terminología al uso, no implica un convencimiento real de lo repudiado. El propio Rubalcaba puede dar fe de ello, al pertenecer a un partido que durante años condenó la actividad de los GAL mientras sus camaradas, colegas y subalternos llevaban a cabo la guerra sucia con fondos provistos por el Gobierno del que él formó parte. La condena judicial, siquiera testimonial, contra una parte de los culpables de la muerte de 23 vascos tampoco evitó que el PSOE les apoyase, hasta el punto de acompañarlos a las puertas de la cárcel en Guadalajara.

Lo mismo se puede decir del PP respecto al franquismo. Sólo que, además, en este caso los conservadores españoles evitan a toda costa hacer pública esa condena. En algunos caso, como en el del siempre sincero Mayor Oreja, incluso no tienen empacho en ensalzar la dictadura."

José Barrionuevo, terrorista

Vejam que o Batasuna e toda a Esquerda Abertzale permanece ilegalizada por se recusar a condenar a ETA - mesmo que isto não signifique, ao menos juridicamente, apoio -, enquanto o PSOE passou anos condenando as GAL mas, por debaixo dos panos apoiando o grupo que contava com diversos "Socialistas" em suas fileiras, além de generais e oficiais de todas as forças policiais da espanha. Ao cabo da prisão de alguns líderes dos GAL, como o ministro do interior de Felipe Gonzalez, Barrionuevo, as lideranças do PSOE, ao invés de condenar, saíram em apoio e pedidos - exigências - de anistia para os terroristas assassinos de Bascos.

Quanto aos membros do PP, as louvações ao Franquismo e Franco, a um genocida, são material suficiente para demonstrar que, na Espanha, você pode tudo, menos ser Basco e Abertzale.

Quanto mais aumenta a repressão, como a proibição de manifestações Abertzales, a proibição do uso de cartazes de presos políticos Bascos e a tortura, mais a ETA se mostrará ativa e determinada.

É um simples fato.
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