sábado, 22 de agosto de 2009

O "valor" da cultura no Brasil: Livros, espera eterna e preços abusivos

O artigo abaixo tem por objetivo servir não só de desabafo e demonstrar uma certa revolta com nossa maravilhosa indústria cultural (sic), mas também denunciar a falta de respeito com o consumidor no que concerne os prazos absurdos para a tradução de um livro, a demora em lançar títulos estrangeiros, e, acima de tudo, os preços abusivos praticados que impossibilitam a compra de um livro por boa - senão a franca maioria - da população brasileira.

Há algumas horas recebi um e-mail da Editora Record me informando da possibilidade de encomendar o mais novo livro de um dos meus autores favoritos, Robin Cook - "Estado Crítico".

Nada fora do normal - até pensei "excelente, eu queria mesmo ler este livro há eras!" -, se não fosse um simples fato: O livro já havia sido lançado há mais de 2 anos nos EUA e o anterior - "Crisis", de 2006 - sequer foi lançado no Brasil, mais de 3 anos depois do lançamento lá fora.

Qual foi a decisão editorial da Record? Não faço idéia, mas é estúpido e um desrespeito com o consumidor. Eu, por exemplo, compro todos os livros do autor e realmente acho um desrespeito a idéia de "pular" uma lançamento. Nem quero imaginar quando chegará ao Brasil seu último livro lançado este mês nos States, "Intervention": chuto 2015!

Já é costume a demora absurda no lançamento de livros estrangeiros no país, não surpreende que um livro de outro autor muito interessante, Edward Rutherfurd, esteja demorando já quase 4 anos para ser lançado (detalhe, é a segunda parte de uma saga, sobre Dublin, na Irlanda, ou seja, é de se esperar uma certa continuidade e não o esquecimento).

Não vejo como o problema possa ser reduzido à dificuldades na tradução, falta de tempo ou coisa do tipo. Não é uma desculpa aceitável, afinal, se uma equipe de leigos, de fãs, consegue em menos de um mês traduzir um calhamaço como os livros do Harry Potter, alguém me explica porque uma tradutora ou um tradutor profissional leva 6 meses ou mais?

Se fãs que tem um inglês "ok" traduzem um livro em um mês ou menos, como se explica que tradutores profissionais levem meses e, no caso dos livros do Robin Cook, Edward Rutherfurd e outros, até 2 anos - se tomarmos a tradução como maior empecilho ao lançamento!?

Mas o que realmente me surpreendeu foi a disparidade absurda de preços entre a edição nacional e a edição americana, no caso do livro do Robin Cook, mas o exemplo serve para quase todas as publicações nacionais.

Que cultura neste país seja cara é uma coisa, mas pagar quase o dobro por um produto nacional é simplesmente ridículo.

Comparem o preço da edição brasileira (42,90) com a americana (25,90), estamos falando de quase 20 reais de diferença! É mais barato importar um livro, pela mesma Livraria Saraiva, que comprar a edição nacional, que está na loja aqui do lado de casa - Frete incluso!!!

Caso eu não queira esperar algumas 4-6 semanas pelo livro posso comodamente ir até o site da Amazon e em até 15 dias receber o livro, pagando em dólar, mas, ainda assim, o livro sai mais barato que seu irmão nacional! Lá fora, na Amazon, o livro custa $9,99 e mesmo com o custo de envio, que sequer chega aos $5 dólares, ainda sai mais em conta comprar direto dos EUA. E eu poderia ter lido o livro há 2 anos!

Podem até falar que os impostos no país são altos demais - não estarão mentindo, são abusivos - mas é considerar o consumidor um imbecil afirmar que este valor é o mínimo que podem praticar para ter um lucro decente.

Basta esperar alguns meses e notamos que o valor dos livros costuma baixar consideravelmente; Ou, ainda, basta aos consumidores esperar pelas promoções das grandes livrarias e comprar livros com descontos que chegam aos 60, 70%. Oras, se em épocas de promoção as livrarias e editoras conseguem praticamente se livrar de livros que outrora custavam 40, 50 reais ou até mais, então porque vendem à preços tão abusivos para começo de conversa?

Está claro que não só as livrarias como as editores querem ganhar o máximo que puderem e, para o consumidor, sobra o prejuízo. Isso quando alguém resolve realmente comprar o livro!

Não é a toa que os críticos do Vale-Cultura proposto pelo governo federal - dentre os sérios e decentes, claro - tenham notado que, com 50 reais de "ajuda" seria quase impossível comprar mais que um livro, por exemplo.

Uma ajuda de 50 reais tornaria impossível sequer a compra de um livro e uma ida ao cinema no mesmo mês, por exemplo. Não que 50 reais seja pouco, na verdade o preço de um livro é que é simplesmente abusivo no país. Porque será que nos EUA, por exemplo, o valor de capa é absurdamente mais baixo do que aqui? E isto vale mesmo para livros de autores nacionais - são caros no geral -, não cabe desculpa de ter que pagar tradutor e etc.

----
Para uma excelente e irretocável análise sobre o Vale Cultura vale visitar o blog Cinema & Outras artes.
----

As editoras reclamam de crise, de que vendem pouco, em parte podemos realmente afirmar que o brasileiro não tem o costume de ler mas, até que ponto este é o problema? Será que o preço atual dos livros não impede que boa parte da população tenha acesso à leitura? Enfim, é o brasileiro que não gosta de ler ou ele não pode ler?

Será que o problema é a falta crônica de leitura do brasileiro ou o preço impagável para a maior parte da população?

Canso de ver pessoas mais humildes no metrô que pego diariamente para o trabalho e do trabalho para casa com livros nas mãos, a franca maioria com etiquetas de bibliotecas. E não falo de auto-ajuda ou inutilidades engana-trouxa do tipo. Será que não comprariam caso o preço de um livro fosse decente? Acessível?

Não é crível que uma livraria ou uma editora tenham prejuízo na venda de um produto, se o fizessem iriam à falência, logo, se uma livraria pode vender um livro por 30% do seu preço de capa normal passados alguns meses do lançamento de um livro, então seus lucros são simplesmente abusivos, e em cima de nós, consumidores.

Me lembro agora da excelente Feira do Livro da USP onde as editoras vendem seus livros com 50% de desconto pelo menos. E ainda assim, obviamente, tem lucro.

É uma questão simples de matemática e capitalismo, se as editoras cobram na Feira 50% do valor normal por um livro - por valor "normal" levemos em consideração o preço praticado pelas livrarias - então as livrarias garantem, pelo menos, 50% de lucro sobre o valor que compram das editoras!

E isso se acreditarmos que uma livraria compre um livro pelo valor que compramos na Feira, o que não é verdade, sem dúvida compram bem mais barato dada a quantidade que devem pedir a cada lançamento.

O lucro de uma livraria é, enfim, de pelo menos, por baixo, 50%!

Aliás, segundo este artigo aqui, o lucro das livrarias chega aos 100% quando os livros são vendidos naquela "bonita livraria, com café e internet, música ambiente e tudo o mais". Leitura recomendada.
Resumo da ópera: livro no Brasil é caro porque as livrarias apelam nos preços, e temos o nosso próprio paperback, que chamamos de capa-mole, que é muito melhor, em termos de qualidade, do que o paperback norte-americano.

E não podemos nos esquecer ainda que uma Editora lança uma tiragem gigantesca sabendo que boa parte vai encalhar, mas pouco importa, ela já tirou seu lucro. A livraria faz o mesmo, compra uma quantidade imensa (ou recebe em consignação), encalha mas já vendeu os demais por um preço altíssimo.

Até quando nós, trouxas, ops, consumidores, iremos pagar um valor abusivo para ter acesso à cultura? Já não basta a ameaça à meia-entrada em cinemas, os valores risíveis para shows internacionais e o preço caríssimo nas sessões de cinema?

Cultura, no Brasil, é algo inalcançável para grande parte da população e não vai ser com "Vales" - por mais louvável que seja a iniciativa - que a coisa vai melhorar, senão com uma política de proibir/limitar lucros exorbitantes e abusos contra o consumidor.

------------------
Artigo originalmente publicado no Trezentos: www.trezentos.blog.br
------

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Stop the raids, Khatib libertado e "Atos de guerra"

ABDULLAH ABU RAHME…..Stop the Raids

My West Bank village of Bil’in, a center of Palestinian nonviolent resistance for nearly five years, has been the target of two months of nightly raids by the Israeli military. The raids aim at ending our nonviolent demonstrations against the confiscation of our land for Israel’s wall and settlements.

On August 3rd at around 4 AM, I got a call from my friend Mohammed Khatib, one of the other members of Bil’in’s Popular Committee Against the Wall and Settlements. Mohammed said that Israeli soldiers had surrounded his home and were entering it. I jumped from bed and phoned some international volunteers who were staying in the village, and together we went to the village mosque.

200 Israeli soldiers had invaded our small village. Everywhere I turned they were in front of me. I continued speaking to Mohammed by phone, and he told me they were searching his home and asking many questions. The last time I called, I heard the soldiers ordering him to hang up the phone immediately. Ten minutes later I phoned Mohammed's family, and they told me he had been arrested.

Mohammed has since been accused of incitement to “disturb the security of the area” and throwing stones. He joins in prison another Bil’in leading Non-violent activist, Adeeb Abu Rahme, who has been held on the same charge of incitement since on July 10th. Another 16 other Bil’in residents also remain in prison.

Building on a long history of Palestinian nonviolent resistance, our village began peaceful protests in late 2004 against Israel’s plans to build their West Bank wall through Bil’in, cutting off access to 50% of our land for an Israeli settlement. Since then we have been joined by thousands of Israeli and international supporters in weekly protests that follow our Friday midday prayer.

We’ve also fought the seizure of our land in the courts. In response to our petition in 2007, Israel’s Supreme Court ruled that the wall in Bil’in must be moved further west, a change that would have saved some of our land from confiscation. However, nearly two years later, the Israeli government has still not implemented that decision. In 2008, the village launched a lawsuit in Canada for War Crimes against two Canadian companies, Green Park and Green Mount, that are building settlements on our village’s land. The recent night raids began as that case was being heard in Montreal. Mohammed Khatib was arrested weeks after he returned from testifying in Canada.

Mohammed was arrested because the Israeli government is afraid of our nonviolent resistance, and doesn't want it to spread to other regions of the West Bank. In 2005, they did the same with me – arresting me three times, but our nonviolent demonstrations continued anyway.

At a protest in July 15, 2005 we had tied ourselves inside a large prop that looked like a bridge crowned with a banner reading “peace needs bridges not walls.” The soldiers charged at us and arrested us. They claimed that I had attempted to assault soldiers - though my hands and feet were bound to our prop. I was imprisoned for saying "no" to the theft of my land. In prison, I felt the racism and injustice that are at the heart of the occupation. The judge eventually dismissed the assault charges because our video footage clearly showed we were beaten and arrested merely for protesting on a road in our own village. I was released on August 1, 2005 on the condition that I not participate in protests for months. I hope that Mohammed and the other prisoners from Bil’in will win their release as I eventually did.

. On Thursday the Israeli military prosecutor presented a photo they claimed was Mohammed throwing stones, and a testimony they got from one of village’s youth currently in their custody supporting by boys from the village supporting that accusation. But Mohammed’s lawyer produced his passport and proved that Mohammed was not even in the country on the day the photo was taken. Sunday the Military judge will rule whether or not Mohammad will be held until the end of his trial. .

In recent months, the Israeli government has also been escalating its repression of protests against land theft in villages like Ni’lin, Al Masara and other West Bank communities.

In Bil’in, as in other Palestinian communities, there is no question that we will persist and remain on our land, despite injuries, deaths and arrests. But we tell the many people who ask where is the Palestinian Gandhi and why don’t Palestinians use nonviolence, to understand that there are many Palestinian Gandhis whom you have never heard about. Staying on our land despite Israeli efforts to push us off requires thousands of acts of nonviolent resistance daily. But to succeed and gain our freedom, Palestinians everywhere need your active support, as we have it in Bil’in, in order to overcome Israel’s systematic efforts to crush all forms of Plestinian resistance.

Abdullah Abu Rahme is a teacher and the Coordinator of Bil'in's Popular Committee Against the Wall and settlements

For more information, please contact:

Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in

0547258210 أو 0599107069

e-mail – lumalayan@yahoo.com


---------------------------------------------------------

Israel declares the shooting of American activist, Tristan Anderson to be an “act of war”

Tristan Anderson, an American national, was critically injured on 13 March 2009 when he was shot with a high velocity tear-gas projectile during an unarmed demonstration against the Wall in the West Bank village of Ni’lin (report and video: http://palsolidarity.org/2009/03/5324).

The Israeli Ministry of Defense has notified the Anderson family’s lawyers that Israel perceives the incident on 13 March 2009 as an “act of war.” This classification was made despite the fact that Anderson’s shooting occurred during a civilian demonstration and there were no armed hostilities during the event or surrounding it.

The consequence of such classification is that according to Israeli law, the state of Israel is not liable for any damage its’ forces have caused.

Israeli police have completed their criminal investigation and passed the file to the district attorney of the Central District of the Israeli prosecution offices. The Anderson’s criminal attorney, Michael Sfard, is awaiting their decision.

According to Michael Sfard,

If a process by which unarmed civilian demonstration is classified by Israel as an ‘act of war,’ then clearly Israel admits that it is at war with civilians. International law identifies the incident as a clear case of human rights abuse. As such, Tristan and his family are undoubtedly entitled to justice and compensation. We will pursue this matter and take the government of Israel to court.

In addition to filing a criminal complaint against the State of Israel for the shooting of their son, the Andersons have submitted a notice of intent to file a civil suit.

Leah Tsemel, the civil suit attorney, stated,

This is another occasion where the Israeli government is alluding responsibility. The demonstrations that take place in Ni’lin and Bil’in are not acts of war. We will pursue, in Israeli courts and international courts if necessary, justice for the Anderson family.

Tristan Anderson was critically injured on 13 March 2009 when he was shot with a high-velocity tear gas projectile by Israeli forces. He was taken to Tel Hashomer hospital near Tel Aviv and to date remains in the hospital facilities. Tristan suffered multiple condensed fractures as a result of being hit in the right frontal lobe. He has had several life-saving surgeries and his prospects for recovery are unclear. On 10 August 2009, Tristan underwent another surgery to reattach the top part of his skull, which was removed in order to save his life immediately after his shooting five months ago.

Several eye-witnesses have given testimony that Tristan was shot when he could not have been perceived as any threat to the forces in the area. He was shot from around 60 meters while standing with a few internationals and Palestinians, hours after the demonstration had dispersed from the construction site of the Wall.

“We are horrified and overwhelmed,” said Nancy Anderson during a press conference on 23 March 2009. “We are scared and really still in shock. To shoot peaceful demonstrators is really horrifying to us. What we want to ask is that the Israeli government publicly take full responsibility for the shooting of our son.” (audio of press conference held by the Andersons: http://www.alternativenews.org/news-from-within:-palestine/israel-podcasts/1854-news-from-within-podcast-press-conference-of-the-parents-of-american-activist-tristan-anderson-who-was-critically-injured-by-israeli-military.html)

Israeli forces have been systematically shooting tear-gas projectiles directly at demonstrators during protests at the West Bank Wall.

After Anderson’s shooting, the Israeli human rights organization B’Tselem requested the Judge Advocate General, Brig. Gen. Avichai Mandelblit, to immediately clarify to security forces that it is absolutely forbidden to directly aim tear-gas canisters, including extended-range type canisters, at demonstrators in the West Bank. B’Tselem also provided extensive video footage of demonstrations in Ni’lin, Bi’lin, and Jayyus showing repeated firing of tear-gas grenades directly at demonstrators, proving that, contrary to the army’s contentions, Israeli forces in the West Bank have commonly practiced this unlawful act. (report & video: http://www.btselem.org/English/Firearms/20090318_Firing_of_Tear_Gaz_at_Demonstrators.asp).

Following the killing of a Palestinian demonstrator in Bil’in, Basem Abu Rahme, by Israeli forces on 17 April 2009 with a high velocity tear gas projectile (report and video: http://palsolidarity.org/2009/04/6185), B’Tselem again demanded that the army enforce its Open-Fire Regulations and investigate the incidents (http://www.btselem.org/English/Firearms/20090422_Firing_Tear_Gaz_Canisters_directly_on_People.asp).

On 5 May 2009, Yehoshua Lemberger, deputy state attorney for criminal affairs of the Justice Ministry, asked the police to review the guidelines for dispersing protesters based on Rahme’s death and the police investigations of four additional incidents that occurred in Nil’in, including the shooting of Tristan Anderson (http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1239710864477&pagename=JPost%2FJPArticle%2FShowFull).

--------------------------------------

Mohammad Khatib released from Israeli prison


Monday, 17 August 2009
: Mohammad Khatib, member of the Bil’in Popular Committee Against the Wall and Settlements has been released on the condition that he report to a police station with a monitor every Friday until 5pm for the duration of his trial. He is available for interviews.

According to Mohammad, “The Israeli authorities are worried that the model of popular non-violent resistance is spreading. They are targeting the popular committees to try to crush it but they cannot destroy the spirit of the demonstrations in Bil’in with the arrests of individuals. The whole village is part of the non-violent resistance and the military would have to arrest the entire village to stop us from protesting against the Occupation and the theft of our land. Even then, when we all come out of jail, we would continue our struggle.”

Another leading Bil’in non-violent activist, Adeeb Abu Rahme, remains in detention since his arrest during a non-violent demonstration on July 10th (see report & video: http://palsolidarity.org/2009/07/7652). The latest wave of arrests and night raids on the West Bank village of Bil’in began on 23 June 2009. Both Adib Abu Rahme and Mohammad Khatib are being charged with “incitement to damage the security of the area.”

To date, Israeli forces have arrested 26 people (most under 18. The last arrest took place on 15.08.09; Nashmi Mohammad Ibrahim Abu Rahma (age 15) was arrested near the Apartheid Wall in Bil’in village. This brings the total of arrested to 19.

Through Israel’s interrogation and intimidation tactics, some of arrested youth have ‘confessed’ that the Bil’in Popular Committee urges the demonstrators to throw stones. With such ‘confessions’, Israeli forces then proceed to arrest leaders in the community. In Mohammad Khatib’s case this tactic failed when Khatib’s attorney, Gabi Laski, proved that a picture the prosecution claimed was of Mohammad throwing stones during a demonstration was taken when Mohammad was out of the country. The photograph was accompanied by a “confession” from one of the Bil’in youth that is currently in the military’s custody, claiming that the person in the picture was Mohammad Khatib.

The Palestinian village of Bil’in has become an international symbol of the Palestinian popular struggle. For almost 5 years, its residents have been continuously struggling against the de facto annexation of more than 50% of their farmlands via the construction of the Apartheid Wall.

------

Inocente manipulação midiática: Chavez versus Uribe

1. Introdução
Quem lê o blog ha algum tempo notou que o post anterior sobre manipulação midiática foi "resubido". O objetivo foi fazer uma espécie de abertura para demonstrar outra manipulação clara e descarada do PIG, agora na questão da reeleição de Alvaro Uribe, narco-Presidente colombiano e terrorista nas horas vagas.

Por acaso algum desavisado encontrou a palavra "ditador" ou "ditadura"em qualquer notícia sobre a aprovação da lei - pelo Senado, falta ainda a Câmara dos Deputados - que garante ao Uribe o direito de se reeleger pela segunda vez?

Uribe foi eleito em 2002, reeleito em 2006 e agora finge "não saber" se irá tentar novamente a reeleição. A mídia é tão inocente! Os deputados e senadores governistas só falam disso há meses, estão unidos para permitir a reeleição mas o comandante em chefe não sabe de nada? Contem outra, por favor, que esta não cola! Aliás, retomarei este comentário mais para a frente.

A primeira reeleição de Uribe, aliás, já foi fruto de uma mudança na constituição! Mas ninguém ousou chamá-lo de ditador.

Aliás, porque chamariam?

----------------
2. Questões

Ficam, então, algumas questões:

Uribe pode ser tudo - e é - mas ditador? Se ele tem maioria no congresso (vamos tentar acreditar que as eleições na Colômbia são limpas) e este mesmo congresso resolveu mudar a constituição, prerrogativa sua, então onde está o problema?

--A pergunta acima foi carregada de ironia, que fique claro --

E se este mesmo congresso resolve convocar um referendo popular para permitir que o povo decida se quer ou não permitir outra reeleição, o que há de errado nisso?

não tem o povo o direito de decidir por si? O congresso não decidiu nada, apenas passou ao povo o direito de escolher, isto não é o mais moderno em democracia representativa?

----------------
3. Uribe versus Chavez

Se você respondeu sim para todas as questões então eu então pergunto:

Porque, para a mídia, Uribe é o herói montado no cavalo branco que vai solucionar todos os problemas da Colômbia e esmagar os terroristas (sic) das FARC e ELN e, obiviamente tem o direito divino de se reeleger indefinidamente e Chavez é o capeta, o "radical" e, enfim, o ditador terrível e assustador que cometeu o crime de se reeleger mais de uma vez?

E, vejam bem, Chavez foi reeleito após aprovar referendo popular para tal! Em suma, o mecanismo usado por Uribe é semelhante (estou falando de mudanças na constituição) ao usado por Chavez, mas a midia trata um como herói e o outro como um ditador!
Uma breve pesquisa no Google evidencia a discrepância na cobertura da imprensa brasileira. Ao utilizar as palavras chave "reeleição Chávez" no buscador, são encontrados aproximadamente 1370 resultados só no ano de 2009; no mesmo período, e com as palavras chave "reeleição Uribe", são exibidos cerca de 598 - menos da metade.
Um adendo, sobre Uribe conseguir "derrotar" as FARC e etc, claro que ninguém pergunta como, se por meios lícitos e diálogo ou se valendo de repressão, brutalidade e dos narcotraficantes da extrema-direta, como os das AUC. Na prática, vale a segunda opção. Mas isto o PIG não comenta!

----------------
4. O caso de Honduras

Outro paralelo a ser traçado, em termos de posicionamento midiático, mas este ainda mais radical, é com Honduras. Zelaya foi deposto por sua tentativa de consultar o povo sobre a possibilidade de uma reeleição.

Na verdade, em Honduras a questão foi ainda mais estranha, Zelaya ia realizar uma consulta para saber se o povo aceitaria que ele fizesse um referendo para, então poder permitir a reeleição. E, mesmo que aprovada, Zelaya sequer poderia ser este candidato!
O caso concreto do Zelaya é que a notícia de que ele colocaria no plebiscito a possibilidade do terceiro mandato, coisa que não existia, foi dada pela France Press, não sei se unicamente por ela, mas foi reproduzida acriticamente aqui no Brasil por alguns veículos de comunicação. É um padrão nacional, mas que também tem vínculos com a grande mídia internacional.
A mídia nem esperou para chamar Zelaya de Ditador, apoiaram logo sua retirada forçada do poder, um golpe de Estado clássico.

Mas o foco deste artigo não é Honduras, que já analisei exaustivamente em vários posts que podem ser encontrados sob a tag "Honduras" e, para um pouco mais, vale a leitura do mais novo artigo do Idelber Avelar para a Revista Fórum.

----------------
5. Chávez em questão e Breve histórico

Para se observar melhor ainda o paralelo vejam que Chavez foi eleito em 1998 pela primeira vez, com amplo apoio político e em 1999 aprovou, por referendo popular, uma Assembléia constituinte. Ou seja, quem decidiu pela Assembléia foi o povo, através do voto e com maioria esmagadora de 70%.

Com maioria, graças ao voto popular, redige a constituição e a coloca em nova votação popular. Mais uma vez, mais de 70% de aprovação.

Em 2000, através do voto, se reelege.

Em 200 a oposição tenta retirar Chavez do poder com um referendo revogatório. Chavez vence com amplo apoio popular.

Em 2006 Chavez se reelege novamente, com maciço apoio popular.

Finalmente, no fim de 2008, o congresso aprova a reeleição indefinida de todos os cargos eleitos- e não só o do Presidente.

O que se vê, enfim, é que em todos os momentos Chavez teve amplo apoio popular e apoio do congresso, e que a oposição, em 2002, resolveu passar por cima da vontade popular e deu um golpe de Estado - de vida curta - e retirou Chavez do poder.

Vejamos se é possível compreender, Chavez sempre foi eleito, sempre teve maioria no congresso mas, enfim, é ditador. Além disso ainda sofreu um golpe e voltou nos braços do povo. Mas é um ditador.

Não percam a conta, Chavez foi eleito em 1998 e reeleito em 2000 (2 anos depois, a constituição mudou, o mandato foi "zerado") e em 2006. Ou seja, se reelegeu duas vezes e apenas aspira ao terceiro mandato. Assim como Uribe!

E todo o processo contou com uma maioria parlamentar e referendo(s)! Chavez e Uribe, enfim, agiram de forma semelhante, mas a mídia escolheu seu lado. A mídia, aliás, esqueceu de avisar que simplesmente escolheu o que lhe pareceu mais simpático, porque na prática não há qualquer diferença entre Chavez e Uribe no que tange os processos de eleição e reeleição, com a única diferença marcante sendo o fato de Chavez ter sido vítima de um golpe.

----------------
6. Uribe em questão e Breve histórico

Ah sim, não nos esqueçamos de Alvaro Uribe, que foi eleito a primeira vez e 2002 e, em 2005 conseguiu que o congresso e a Corte Constitucional aprovassem sua reeleição, que se deu em 2006.

Vejam que, diferentemente de Chavez, Uribe não realizou qualquer consulta ou referendo, mas em momento algum foi chamado de Ditador. Contou apenas com a aprovação do legislativo e judiciário mas em momento algum se preocupou em consultar o povo.

Aliás, sobre este processo pairam até hoje denúncias de corrupção e suborno de parlamentares para aprovarem a mudança constitucional. E, cabe ainda notar, Uribe inicialmente se dizia contrário à reeleição. Chavez, por outro lado, sempre deixou claras suas intenções e, além disso, teve a decência de consultar o povo.

Neste meio tempo Uribe ainda passou por vários escândalos, como o de alianças com paramilitares, com narcotraficantes, corrupção, invasão do território Equatoriano e etc.

Como se vê, um verdadeiro democrata!

----------------
7. ConclusãoO que se vê, enfim, é o posicionamento claramente ideológico e ideologizado da Mídia que, das duas uma, ou raramente dá publicidade ao fato - e quando o faz é sem qualquer crítica -, ou então se declara francamente favorável, feliz e satisfeita com a reeleição de Uribe.

Em ambos os casos é visível a falta de memória (memória seletiva?) e o mal-caratismo em louvar o acontecimento que contém mais do que esporádicos paralelos com os processos eleitorais e legislativos que levaram Chávez à se reeleger nos anos anteriores.

A diferença marcante, no entanto, é que Chavez submeteu todas as modificações constitucionais ao crivo popular, em referendos democráticos, enquanto Uribe tomou todas as decisões sem deixar seu palácio, nos escritórios parlamentares.

Chavéz é ditador, Uribe, mesmo copiando (e mal), não.

E porque a mídia se posiciona desta maneira?

Simples, porque Chavez é apenas um "caudillo", um esquerdista, até um comunista!

E, do outro lado, porque Uribe está alinhado com o sonho neoliberal, defende com unhas e dentes o livre mercado, interfere apenas nos negócios das FARC e ELN (corja comunista e narcotraficante) sem, porém, interferir nos negócios dos narcotraficantes da direita - seus aliados - e, acima de tudo, está alinhado com os EUA, sendo o seu braço mais visível na América do Sul, talvez o único ainda remanescente.
------

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Inocente manipulação midiática e a criminalização de protestos


poucos dias, ao sair do trabalho, me deparei com um metrô abarrotado, mais que o normal, mesmo para as 6 e pouco da tarde. Chegar em casa, passando pela Sé foi um sufoco!

Chegando em casa imaginei ter encontrado a resposta: Marcha do MST na Paulista.

Pensei comigo mesmo: "Se soubesse teria ido para lá e não direto para casa". OK, a raiva passou e fui ler a notícia completa do UOL sobre o protesto.

Me surpreendi, sem juízo de valor, sem nenhuma crítica ácida, indireta, velada ao MST, até estranhei! Estaria parte do PIG tentando, pelo menos, parecer decente uma vez na vida?

Não. Não estava.

Reparem no pequeno quadro no canto direito, logo abaixo do título da notícia.

"As passeatas são viáveis na cidade de São Paulo?" lê-se na caixa, discreta, despretensiosa...

Na verdade, uma crítica direta ao ato em si, ao direito à livre manifestação, ao MST, à demonstrações públicas de caráter social. Será que o UOL não sabe da Grande Marcha de sexta? Será que são tão inocentes e o quadro era apenas uma pesquisa simples, nada demais, nenhuma tentativa de se fazer qualquer juízo de valor?

Não, qualquer pessoa com o mínimo discernimento captou a mensagem - subliminar até? -, o recado dado pelo UOL. Belo protesto, ok mas... Será que eles deveriam acontecer?

A criminalização aos protestos e ao Movimento Social não vem de hoje.

Inegavelmente Lula tem segurado as pontas, durante o Governo FHC a criminalização beirou o absurdo, o governo do PT pode não estar fazendo muito pelos Movimentos Sociais no geral mas, ao menos, não tem pago com violência, apenas moderada traição e inércia.

Já no Rio Grande do Sul, o assunto é diferente,

O MST foi vítima de cruel perseguição no Rio Grande de Sul da comandante Yeda, as escolas itinerantes do MST foram fechadas e o movimento ameaçado por um capanga da governadora, o procurador e fascista Gilberto Thums. Este indivíduo chegou à cara de pau máxima de chamar o movimento de grupo paramilitar. Se assim o fosse, penso, este senhor já não estaria entre nós.

Pois bem, não surpreende a indireta do UOL hoje contra o MST, já espero manchetes excelentes no dia 14, durante a grande marcha dos movimentos sociais pelo Brasil.

Ainda sobre as perseguições aos movimentos sociais e ao direito de livre manifestação, cabe lembrar do recente episódio no Rio Grande do Sul onde a governadora Yeda mandou outro de seus capangas processar os manifestantes que cercaram sua casa, foram ameaçados e agredidos pela polícia.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou nesta terça-feira a presidente do Cpers (Centro de Professores do Estado), Rejane de Oliveira, a vice, Neida de Oliveira, e a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) pela manifestação feita em frente à casa da governadora Yeda Crusius (PSDB), no dia 16 de julho.

Elas são acusadas de injúria, difamação, dano ao patrimônio e tentativa de cárcere privado. Elas negam as acusações.

Na torpe noção de justiça da governadora e da "justiça" gaúcha, os manifestantes agredidos é que foram, vejam só, os agressores!

No caso o instrumento da governadora foi a Polícia Civil, conhecida pela sua gentileza no trto aos cidadãos do país e, mais especificamente, a delegada Silvia Souza.
""A governadora foi chamada de ladra, corrupta", diz Souza, sobre as acusações de injúria e difamação. "É normal que critiquem os governantes, mas dentro daquilo que a lei permite. No momento em que uma residência é invadida, eles descumprem um direito constitucional do homem", afirma. "
Imagino que, em uma futura marcha, os manifestantes devam se limitar a chamar a governadora de boba, feia e chata, para não correrem o perigo de serem processados!

Aliás, talvez seja hora de abrir uma série brasileira para o "Na Espanha: Condenação por dizer a verdade!". Será um sucesso e exemplos são infinitos por estas bandas onde corruptos, coronéis e canalhas proliferam como em nenhum outro lugar!

Aliás, a imagem acima é interessante, será que a delegada não reparou, passou despercebido pela gloriosa figura? Chamar os professores do estado de torturadores de criança não seria uma... ofensa, injúria, difamação?

Para coroar o dia, dois funcionários do PSOL na Câmara dos Deputados foram algemados e presos por... protestar!
Dois funcionários ligados ao PSOL na Câmara dos Deputados foram algemados e levados à Polícia Legislativa do Senado. Eles participavam de uma manifestação contra o presidente José Sarney (PMDB-AP) na parte superior do Congresso Nacional.
O coronel não permite que se manifestem contra sua vontade, recado claro.

Flagrante desrespeito ao direito de manifestação, à democracia. Mas, quem disse que senador sabe ou quer saber o que é democracia? O pai de Collor é um assassino que nunca foi condenado, Sarney é um coronel, o próprio Collor é um criminoso que foi expulso da presidência e os demais senadores são iguais ou piores em sua maioria. O que esperar?
Ao tentar estender uma faixa com o dizer "Fora Sarney" e o desenho de um bigode, cerca de 30 manifestantes foram retirados por policiais do Senado, por seguranças de uma empresa tercerizada que presta serviços ao Senado e por policiais militares.

O mais engraçado, precisa alguém acusar seguranças privados e PM de truculência? Truculência é basicamente a única coisa que estes elementos conhecem! Pior ainda é a negativa de que houve qualquer truculência e, vejam só, Chico Alencar acabou atacado! Realmente, apenas uma resposta à altura pelo crime de se manifestar.
Houve uma pequena confusão no local. Segundo manifestantes que não quiseram se identificar, alguns seguranças agiram com "truculência" ao tentar retirar a faixa dos manifestantes. A polícia negou que houve qualquer tipo de agressão por partes dos seus funcionários.

Um segurança tercerizado deu uma "gravata" no deputado Chico Alencar, que não estava identificado como parlamentar. Chico disse que reclamará formalmente.
O que se vê é um processo - aparentemente irreversível - de criminalização e perseguição aos Movimentos Sociais, além de uma truculência absurda contra as liberdades do povo, contra o direito de protestar, reclamar e se manifestar. Abusos são constamentente cometidos pelas "forças de segurança", provadas ou estatais, e nada nunca é feito.

Se o MST invade uma plantação da Monsanto, o que é corretíssimo, ou um grupo de professores exige a saída de Yeda do governo usando argumentos completamente coerentes viram inimigo públicos, são processados, espancados... Mas se a polícia violenta, espanca e abusa de membros do Movimento Social, então estão corretos, cumpriram com seu dever.

A ditadura acabou quando mesmo?
------

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

19 de agosto - Dia Mundial Humanitário

Hoje, 19 de agosto de 2009, completa 6 anos da morte Sérgio Vieira de Mello.

E, através da Resolução A/RES/63/139 de 11 de dezembro de 2008 da Assembléia Geral número, o dia 19 de agosto passou a ser o Dia Mundial Humanitário (International Humanitarian Day). Hoje, comemora-se o primeiro de muitos.
"O dia 19 de agosto foi escolhido porque marca o aniversário do ataque contra a sede da ONU em Bagdá, em 2003, que matou 22 trabalhadores humanitários, entre eles o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que era chefe da missão.

A ONU espera que o evento chame a atenção para o trabalho de ajuda humanitária e aumente o apoio ao papel desses agentes. "


O dia de hoje serve para lembrar as centenas de agentes humanitários mortos em ação, tentando salvar vidas, resolver conflitos e guerras.

"...to designate 19 August as World Humanitarian Day in order to contribute to increasing public awareness about humanitarian assistance activities worldwide and the importance of international cooperation in this regard, as well as to honour all humanitarian and United Nations and associated personnel who have worked in the promotion of the humanitarian cause and those who have lost their lives in the cause of duty, and invites all Member States and the entities of the United Nations system, within existing resources, as well as other international organizations and non-governmental organizations, to observe it annually in an appropriate manner."


Os que matam e os que morrem

Por Mauro Santayana

Os maiores heróis não são os ousados soldados que investem contra os inimigos; são os que morrem com as mãos nuas, como o brasileiro Sérgio Vieira de Mello morreu, há seis anos, em Bagdá. Os grandes guerreiros, como El Cid, o chefe militar espanhol do século 11 que, de acordo com a lenda, combateu depois de morto, com seu corpo atado a um cavalo, foram preparados para matar. Os norte-americanos cultuam a memória do cabo Alvin Cullum York, que, sozinho, matou, em um só ataque, 24 soldados alemães na ofensiva do Meuse, em outubro de 1918, e fez 132 prisioneiros. York foi o mais condecorado dos militares ianques e ganhou do Estado uma fazenda como recompensa. Na resistência aos agressores, esses heróis são também necessários, como foram os pracinhas da FEB. Nas guerras de agressão não há heroísmo. Não houve heroísmo americano no Vietnã, como não houve heroísmo israelita em Gaza, mas, sim, crimes de Estado. Há os que vão às guerras só com a eventualidade da morte. Entre esses, os que pensam encontrar no suicídio o retorno de sua memória à condição humana, como ocorre aos americanos no Iraque e no Afeganistão.

A ONU decidiu, por iniciativa da Suécia, que a data de 19 de agosto seja dedicada aos 700 trabalhadores da paz, entre eles o nosso compatriota Sérgio Vieira de Mello, que morreram nos últimos 10 anos, e aos milhares de outros que sucumbiram antes. Embora possa haver, entre eles, religiosos, em sua maioria são apenas humanistas. Não os move qualquer recompensa transcendental, mas, sim, o sentimento de que é necessária a busca da paz. A paz não é só o emudecer das armas, mas o pão, a saúde, o conhecimento, a liberdade – e a justiça.

Os milhares de trabalhadores humanitários, a serviço das entidades internacionais, ou integrantes de organizações civis voluntárias, não veem os homens separados pela cor da pele, pelo domínio tecnológico, nem pelas fronteiras. Os seres humanos são iguais no sofrimento e semelhantes na esperança. A única diferença entre uns homens e os outros está na riqueza e na pobreza. A humanidade tem sido cruel com ela mesma. Os europeus que dominaram a África durante séculos não tornaram seus nativos mais felizes, mas os exploraram impiedosamente e os corromperam com seus próprios vícios. Hoje, sob o discurso da ajuda àquela parcela de seres humanos esquecidos, as grandes potências declaram sua solidariedade para com os que morrem em Darfur e nas inúmeras guerras tribais, ao mesmo tempo em que lhes levam migalhas, apropriadas por dirigentes cruéis, corrompidos e cooptados. O que lhes interessa é o domínio político e econômico do continente. Para essas grandes potências, e nisso não há diferença entre umas e outras, a “solidariedade internacional” não passa de um negócio. As instituições humanitárias da ONU conseguem realizar o que podem, não obstante a objeção, costumeira, dos estados mais poderosos.

O mundo jamais produziu tantos alimentos per capita como em nossos dias. Há comida bastante para que todos se nutram, sem excesso, nem desperdício. Mas, provavelmente, nunca houve tanta fome. As “doações” dos povos ricos para os famintos da África e de algumas regiões da Ásia só conseguem chegar aos necessitados com a intervenção dos trabalhadores humanitários. São servidores civis da ONU os que mantêm viva a população da Palestina e os milhares de refugiados dos conflitos étnicos da África. Sem seu trabalho, a tragédia seria ainda maior.

Esses trabalhadores não enfrentam só as dificuldades inerentes ao subdesenvolvimento econômico e cultural da África e de outros lugares. Eles se confrontam com grandes empresas farmacêuticas que fornecem medicamentos sem eficácia, com fabricantes e traficantes de armas, que insuflam conflitos e promovem genocídios, e com os governos tirânicos que os querem longe. Eles são chamados a todos os continentes. Há pedaços da África no mundo inteiro: nos iglus de plástico e nos contêineres em que moram norte-americanos, nas vastas regiões de miséria na América Latina e Ásia – além de ser conduzidos à Europa nos braços e no sofrimento dos “extracomunitários”, tratados ali como se fossem ratos predadores.

Tocou-nos o penoso privilégio de que tenha sido escolhida a data da morte de Sérgio Vieira de Mello para marcar a homenagem aos humanistas que trabalham pela paz no mundo. No serviço da humanidade, Sérgio honrou a nossa gente.
------

Telefônica: 6 meses, 13 protocolos e muitas Neosaldinas

O artigo seguinte é um desabafo - bem humorado por vezes -, uma forma de manter um registro de meu descontentamento, raiva, saco cheio e ódio pela Telefônica e seu péssimo serviço. Talvez seja chato para alguns, mas tenho certeza de que muitos já passaram por situações semelhantes com esta empresa medíocre.

Tudo isto é fruto de 6 meses de brigas com a empresa para descobrir o óbvio, que ela não presta.

Em flagrante desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor, a Telefônica não te informa o que você está assinando, te engana por meses (na verdade chega a SE enganar!), não consegue resolver seus problemas, não te passa informações necessárias, não divulga seus dados de contrato e a maldita empresa sequer sabe o que acontece do outro lado de suas salas!

Enfim, este post é um desabafo para mim, uma triste recordação para os milhões que tem problemas com a Telefônica e um aviso para que ninguém caia no conto do Espanhol e tenha qualquer relação com esta empresa.
-----------------------------------

Hoje tive uma surpresa desgradável, desde 15/11/2008, quando recebi minha primeira conta desta empresa, acreditava estar pagando pelo pacote Trio (Speedy 4MB, TTD Total e Telefone) mas, na verdade, segundo a empresa, eu havia contratado 3 serviços separados!

O problema com isso? Eu contratei o Trio, porque cargas d'água pagaria mais por três serviços separados se eu poderia tê-los em um só pacote, por um preço menor?

Mas vamos ao drama.

O Pacote Trio que contratei - ou achei ter contratado - me faria pagar a soma de R$ 249,16 ( o que já é um absurdo), mas desde o primeiro mês, somando as contas da TV e do Speedy+Telefone (que vem separadas e não conversam entre si), o valor chegava a ainda mais absurdos R$ 297,59 reais! Basicamente R$ 48,43 a mais, o valor de um novo plano telefônico e um belo rombo na minha conta já deficitária.
Vamos aos valores que pago:

Telefônica TV Digital (Pacote Total): R$139,90
Telefone: R$45,32
Speedy (4MB): R$112,37
-------------------
Total: R$297,59
Deste valor eu ainda descontava R$ 13 reais do Speedy por um problema de conexão que tive logo ao assinar, me colocaram com IP fixo ao invés de dinâmico e passei uns dias sem me conectar. Este desconto, que deveria valer por 18 meses durou só de fevereiro até junho de 2009 e do nada, sumiu!

Com ou sem desconto, enfim, ainda pagava demais!

Só notei este problema real, o do valor excessivo que eu pagava, em março e, no dia 04/03/2009 fiz a primeira de várias reclamações junto à telefônica via 10315.

Para começo de conversa, a Telefônica tem um sistema e uma organização ridiculamente ineficientes, se você assina o Trio não tem como tratar do Speedy e da TV ao mesmo tempo, são centrais diferentes e que não conversam entre si e nem em tempo real.

Você é forçado a ligar para um número e tentar resolver algum problema com Speedy/Telefone e para outro para a TV. Se o problema for com todas as opções anteriores, problema seu.

Não bastasse este "simples" fato, constatei por A mais B que os funcionários da Telefônica são flagrantemente incompetentes. Pois bem, voltando à 04/03, não se percam, fiz a primeira reclamação e recebi o protocolo 12239104 com a promessa de que em até 5 dias me ligariam informando do resultado da avaliação, se iriam me reduzir os valores ou iria ficar por isso mesmo.
Obviamente nenhuma ligação foi feita - engraçado, SEMPRE dizem que vão me retornar, nunca o fazem, então porque raios me pedem 500 telefones de contato?-, e no dia 18/03 liguei novamente, soube que o pedido de revisão havia sido indeferido - sem mais explicações - e, obviamente, pedi novamente uma revisão, cujo protocolo foi o 14858412.

Nenhuma resposta por parte da Telefônica até que liguei novamente em 01/04 (17459434) e duas vezes em 09/04 (18904332 e 18907152) sem que NADA fosse resolvido. eu era empurrado de um atendente pro outro, ouvia promessas de que algo seria feito mas, no fim, continuei pagando além e sendo enganado.

Nem vou falar das ligações que caíam no meio do atendimento, sem sequer me darem um protocolo! Pelo menos 4 ligações na primeira semana de abril. É ser tratado como palhaço.

Me enfezei e finalmente fui até a central da Telefônica na Sé, no Poupa Tempo mais especificamente, em 15/04/2009.

Finalmente achei que iria resolver meu problema quando o atendente, chamado Erico, me informou que realmente eu estava pagando além mas que, sabe-se lá porque, ele não poderia mexer nos valores por não ter acesso ao sistema da TV e apenas do Speedy e Telefone.

O impressionante é que, verificado o erro, que eu estava pagando a mais, não podiam fazer nada! Como acreditar numa empresa dessas? Você paga além do que deve e nada pode ser feito!

Mas, pelo menos, ele me informou que me daria 50% de desconto vitalício no Speedy, o que baixaria minha conta deste serviço para aprox. R$ 56,19, totalizando então R$ 241,40, um pouco abaixo dos 249 e uns quebrados do Pacote Trio. OK, uma compensação justa pelo que já passei, pensei em vão.

Aliás, vale notar que, pelas contas do rapaz que me atendeu, o valor do meu Speedy era ou deveria ser de R$ 129,90, pois com o desconto de 50%eu pagaria R$64,95! É o que está escrito atrás dos canhotos que coloquei como imagem nesta postagem. Nem sei de onde ele tirou estes valores!

Além do desconto, lógico, exigi também receber crédito pelos meses que paguei além, o valor total ficou em R$291,47, que recebi nas contas de maio, junho e julho. Mas, note-se, sobre o valor ERRADO, antigo, abusivo, e não sobre um novo valor.

Recebi, desta vez então dois protocolos, um pelo desconto e outro pelos créditos, sendo eles o 25918269 pelo crédito e 7565031 pelo desconto - as duas imagens desta postagem.
Tudo parecia bem, eu ia receber o desconto, os créditos, achei que podia relaxar... Mas, estamos falando da Telefônica que, parafraseando Joseph Klimber, "é uma caixinha de surpresas"!

Em 5 de maio recebi nada menos que 4 (quatro) cartas iguais da Telefônica me informando que iriam me conceder os créditos "excepcionalmente por valorizar o nosso relacionamento" mas que não havia qualquer erro no valor das contas.

Disto pensei, "ou estão de sacanagem, ou admitindo o erro mas de forma covarde - Se me deram desconto é porque algo estava errado, ou o inocente finge de culpado só por prazer"? Além disto fiquei encasquetado: 4 cartas? Acham que sou burro, tenho dificuldade de compreender textos ou simplesmente eles tem dinheiro e papel para dar?

Mas, a Telefônica não achava que estava errada, vejam a pegadinha, e, apesar dos créditos, continuou a me cobrar o valor de sempre, R$ 297,59.

Ao notar então que os créditos entraram mais que a conta ainda estava errada, entrei em contato outra vez com a central da maldita empresa (que seus diretores queimem no inferno) em 10/07 e recebi o protocolo 45183792.

Para minha efêmera alegria, em 22/07 liguei novamente e soube que minha reclamação havia sido aceita (Allah seja louvado!) e que, finalmente, eu iria pagar o valor "justo" ("correto" seria melhor, porque não há justiça em pagar tão caro por um serviço de porco como a da Telefônica), e ainda teria desconto. Parecia demais, "venci a Telefônica?" Não!

O protocolo desta vez foi o 49060550.

O "crédito" que eu recebi na conta de agosto - que não paguei, logicamente - foi o mesmo que eu recebia antes, pelo problema com o IP do começo deste post, só que agora com 48 centavos a mais de crédito! R$ 13,40 de crédito, impressionante! A Telefônica deve achar que tenho cara de palhaço!

Acho que quase explodi de alegria!

Puto da vida, não paguei a conta e liguei NOVAMENTE dia 19/08, às 00:28 (protocolo 30981013) para reclamar e consegui um desconto de 33% no Speedy por 18 meses.

Era um começo mas eu já estava me revoltando com este papo de "desconto". Se a conta estava errada porque só me davam desconto? Aliás, fingiam me dar o desconto porque os 50% prometidos do Speedy eu nunca vi mais gordo!

O atendente me informou que realmente havia um erro - quantas vezes eu ouvi isso? - MAS que ele não poderia mexer no valor da TV (ladainha de sempre) e que não conseguiria me dar um desconto maior que o de 33% (algo em torno de R$75,28 eu passaria a pagar, totalizando R$ 260,50 pelo pacote, ainda acima do correto) mas me passou o telefone da central da TTD - Telefônica TV Digital, para os leigos - (10615) e disse que esta poderia adequar os valores.

OK, liguei para o bendito número, eu estava já revoltado mas centrado no meu objetivo faraônico de vencer a Telefônica - recebi o protocolo 30981291 de uma atendente bem antipática que me informou não poder fazer nada, os valores estavam corretos. Simples assim, "vocÊ está errado e não reclame".

Depois de implorar - minha resistência já cedendo - ela me transferiu para o setor de promoções onde uma simpática atendente (sem ironia, foi um alívio) me conseguiu 25% de desconto por 6 meses no valor da TV (R$ 104,93 aprox. no valor final e o pacote passou a R$ 225,43, mais baixo que o Trio mas, com estes descontos num valor correto, eu estaria muito mais confortável). O protocolo do desconto foi o 30981327.

Feito isto pedi gentilmente para ela me passar para alguma central unificada para tentar resolver este bendito problema com os valores, o que ela fez - se existe uma central unificada então porque esta lenga-lenga de ligar pra TV, ligar pro Speedy e cada um só cuidar do seu quadrado? - e, então, vem a surpresa (protocolo 30981435.).

Preparados para a bomba?

Depois e alguns minutos de espera a atendente, quase rindo, fala: "- Senhor, você nunca assinou o Trio".

Eu, embasbacado, não acredito e ela me explica que algum Infel... atendente solícito e preparado (que queime no inferno por toda a eternidade), o primeiro provavelmente a pegar meu contrato, ao invés de assinar o Trio, me colocou 2 planos separados, o da TV e do Speedy além do telefone separado que de ilimitado não tem nada!
Eu sequer tenho um Duo! Imaginem, três serviços diferentes, sem nenhuma ligação entre si, pagando mais caro e por incompetência da empresa!

Enfim, o valor de R$ 297,59 estava... correto! Fui simplesmente roubado e enganado pela empresa por meses a fio, sem que uma boa alma - ou um bom funcionário - olhasse meu contrato ou sequer me informasse dele!

Eu nem consigo contar quantos artigos e incisos do CDC a Telefônica infringiu ao não me informar claramente do contrato, ao sequer me mostrar o contrato, ao me prover um serviço diferente do que eu havia originalmente contratado - ou tentado contratar -, abusar de suas prerrogativas e etc.

E para descobrir tudo isto - ou apenas isto, que meu contrato estava errado- precisei colecionar 13 protocolos (pelo menos) e passar 6 meses perdendo meu tempo, ligando, indo na Telefônica e me estressando. Neste momento penso se vale à pena abrir um processo no PROCON e ANATEL ou se vou direto para as Pequenas Causas exigir ressarcimento pelo trabalho que tiv, por danos morais, materiais e o escambau!

Para completar minha alegria, não tem jeito, é ficar nessa piada de "plano" porque eu não posso contratar o Trio por já ter, separados, todos os serviços! É continuar a pagar caro e ponto! Uma senhora e absurda falta de respeito!

Pior de tudo, eu nunca assinei qualquer contrato com a Telefônica, tudo foi feito por telefone, assinei apenas protolos de recebimento de equipamento, instalação e etc. E agora, é a minha palavra contra a de uma empresa de quinta categoria? Onde está o bendito contrato, que imagino ser verbal?

Para piorar - sim, é possível e eu já falei que o pior de tudo estava no parágrafo anterior -, a ANATEL ainda quer (vai) liberar a venda novamente do Speedy! Será que alguém acredita que a empresa tem condições de vender alguma coisa se não consegue atender satisfatoriamente um simples ciente por meses a fio?

Sem brincadeira, eu não consegui nem reclamar com a última atendente, não só ela foi simpática - um milagre para os padrões da Telefônica - como eu tive de rir, e rir muito da situação esdrúxula.

Enfim, fica o desabafo, o aviso - "não caiam no conto" - não assinem nada que cheire à Telefônica e não passem por isto. Se algum advogado, jurista, estudante de direito ou "sabe-tudo" chegou até aqui, poderia dar uma luz sobre o que fazer? Se é que há algo a se fazer?
------

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Globo versus Record: Razões de disputa [Update]

Além do Cidadão Kane, o documentário censurado

Alguns veículos aventam a possibilidade de toda a briga entre as redes de TV ter como pano de fundo a disputa pelos direitos das olimpíadas de 2016 e pelos direitos do Campeonato Brasileiro. Como todos sabem a Record detém os direitos do primeiro - além dos da próxima olimpíada e do Pan - tendo pago muito caro pela exclusividade e luta pelos direitos do segundo.

No caso das Olimpíadas e do Pan cobra caríssimo pelo direito da Globo (via Globosat) transmitir com exclusividade na TV a cabo - e ainda condiciona toda a negociação a uma melhor posição da Record News na numeração dos canais - e, no caso do Brasileiro, inflacionou os valores ao propor - e depois dar para trás - valor muito superior ao da Globo.

São razões aceitáveis se, porém, confirmadas. Até agora só conjecturas e achismo.


De concreto podemos analisar as imagens veiculadas tanto pelos noticiários da Globo quanto pelo da Record. A Globo está claramente e corretamente atacando a Igreja Universal do Reino de Deus, a Record aparece no meio mais como resultado que como "culpada". Por mais que possamos admitir que o interesse por trás de tudo é atacar a concorrente, na prática não podemos afirmar o mesmo, ao menos não com as evidências que temos hoje.

A Globo não ataca diretamente a Record e sim a cita dentre todas as acusações porque, afinal, seria impossível não fazê-lo e cabe à esta rede concorrente o papel de tomar as dores da IURD, dar-lhe espaço de resposta - vide entrevistas dolorosas com o chefe da máfia, Edir Macedo - e se fazer de vítima. A Record vem pintando a si como a pobrezinha, o patinho feio que vai tomando espaço e é atacada covardemente, mas os fatos até agora não corroboram com esta visão.

A Record, por outro lado, em momento algum tenta - nem conseguiria - responder aos ataques feitos contra a IURD, se limita a mostrar "o outro lado" e, claro, atacar a Globo.

Não que os ataques não sejam corretos, ao menos no conteúdo são certeiros contra a imagem da Globo. A Record não mente em momento algum durante seus ataques à emissora e na verdade beneficia a todos os brasileiros ao desmascarar a Rede Globo, porém, intolerável é a festa que alguns petistas e neopetistas fazem louvando a Record, como se esta fosse a salvadora da qualidade e decência na TV, vale tudo para derrubar a Globo!

Não, não vale. Uma coisa é, acertadamente, corroborar e felicitara Record por seus ataques à Globo, outra é acreditar que a Record faz tudo isto por ser diferente, comprometida, isto é inaceitável.


O problema, quando analisamos a "big picture", é que por mais que os ataques da Record especificamente contra a Globo sejam corretos e honestos do ponto de vista material, estes são motivados por uma incapacidade de defesa aos ataques quem vem do outro lado, por um orgulho ferido, pela indefensabilidade (se existe esta palavra) da IURD que, então, passa a usar sua TV para embaralhar os argumentos e distorcer o assunto principal.

A Record, todos sabem, é fio condutor das mensagens da Universal mas, ao menos até agora, havia alguma cobertura de independência ao longo do dia e de certa forma em seus telejornais. Agora, esta cobertura, esta cortina, foi puxada, retirada de vez e a Record foi desmascarada como a TV oficial da IURD, das respostas, ataques e tentativas torpes de defesa da seita.

O uso que a IURD faz da Record é simplesmente vergonhoso, é lamentável que uma Rede de TV seja nada mais que um cão de briga de uma seita corrupta e sem qualquer vergonha.

No fim das contas, toda a denúncia do fisco, do MP e dos que já foram e são lesados pela seita se provam corretos, procedentes. A Record e a IURD sempre negaram ser uma dona da outra, por mais que "Bispos" e "Pastores" da IURD sejam parte da direção da Record. A afirmação de sempre é a de que é coincidência ou de que não há ligação formal quando apenas algumas pessoas são ligadas à ambas as organizações.

Boa parte da receita da Record vem dos programas da madrugada da IURD, "horário comprado", afirma esta.

Mas, no fim das contas, a virulência dos ataques contra a Globo por parte da Record quando a primeira atacava só a IURD, denunciam que realmente manda na rede. O espaço à "defesa" por parte de Edir Macedo e outros da pior espécie são a prova cabal de que a IURD e a Record são a mesma coisa, na verdade, a Record é cria ilícita da primeira.

A briga entre as redes é por hegemonia, é por orgulho ferido da Universal, é briga de dois gigantes ilegais, corruptores, manipuladores e da pior espécie possível. Não existe lado bom ou correto nesta guerra mas é impensável que alguém escolha um lado para seguir, apoiar e defender.

--------------------------------

O nível da disputa está tão baixo que até "obreiros e pastores", que tem função semelhante aos executores da máfia, agora estão "convencendo" os "fiéis" da IURD a dessintonizarem a Globo e, obviamente, migrarem para a Record.

Apenas mais uma demonstração do caráter nefasto da Igreja Universal que usa a religião (ou uma deturpação da mesma) para promover suas empresas, suas lavagens de dinheiro. EM um país decente soaria absurdo que uma seita se valesse de suas prerrogativas e poder para iniciar uma campanha entre fiéis para desestabilizar uma rede de TV.
"Dá pra tirar esse mal de qualquer aparelho, e se você tem TV a cabo é mais fácil", explicava um obreiro aos fiéis, em meio a um culto em Santo Amaro, na manhã de domingo. "Quem tem TV a cabo ''e mais fácil, é só bloquear. É só bloquear!"


--------------------------------------
Update:

Eis que surge outra teoria sobre as razões que levaram a Globo e a Record às vias de fato. O Portal Comunique-se informa que a IURD apresentou proposta milionária mais uma vez à Globo para comprar espaço em sua programação. A oferta chega à casa do meio bilhão de reais.

A primeira oferta teria sido feita em 2007, assim como a segunda, e a terceira no dia 17 de agosto deste ano, ou seja, ontem.

Daí tiramos duas conclusões:

Primeiro a de que a Record, com as ofertas - e em especial a última, de valor maior que a paga pela seita à Record - visa unicamente "provar" que não privilegia a Record, o que os bispos alegam, mas qualquer um compreende como um jogo planejado e;

Segundo, que as recusas da globo podem ser uma das possíveis razões para a virulência dos ataques da Record contra a Globo quando a segunda apenas noticiava fato conhecido, o processo contra Edir Macedo e seus capangas.

Quanto à segunda idéia, nada a acrescentar, está clara, já no primeiro caso vale acrescentar que a tentativa da IURD de afirmar não privilegiar a Record não procede, visto que seus bispos, obreiros e toda a corja fazem parte da direção da emissora, estão no controle da rede de TV. Com ou sem dinheiro, a Record manda na estrutura da rede de televisão.

Virulência, em parte, explicada.
------

Protesto contra invasões de Israel na Palestina

Bil’in demonstrates against the ongoing Israeli arrest and intimidation campaign

Hundreds of Palestinians, Israeli, Spanish, French and other international supporters, responded today to the Popular Committee’s call to resist the Wall and to show solidarity with the Bil’in prisoners.

As is the case each week, demonstrators left the village after the midday prayers and marched towards the gate of the Wall separating Bil’in from its lands. Israeli soldiers used large amounts of tear gas, including the “Cannon” which shoots 30 canisters at a time. They also attempted to use the “Skunk”, a gun shooting a foul smelling liquid that sticks to skin and clothing for days, but the Skunk Machine malfunctioned.

Five years after Bil’in began its’ resistance against the Wall and Settlements, the Israeli army is still trying to break the popular non-violent resistance. Amongst injuring over 1300 people at demonstrations, Israeli forces killed Bil’in resident Basem Abu Rahmah on 17 April 2009 by shooting him directly with a high velocity tear gas projectile from around 30 meters.

Update on Bil’in prisoners

The latest wave of arrests and night raids on the West Bank village of Bil’in began on 23 June 2009, To date, Israeli forces have arrested 25 people (most under 18). Eighteen of the 25 remain in detention. Through Israel’s interrogation and intimidation tactics, two of the arrested youth have ‘confessed’ that the Bil’in Popular Committee urges the demonstrators to throw stones. With such ‘confessions’, Israeli forces then proceed to arrest leaders in the community, including Adeeb Abu Rahme and Mohammad Khatib. Adeeb has been in detention since his arrest during a non-violent demonstration on July 10th. Both are being charged with “incitement to damage the security of the area.”

In a military court hearing for Mohammad Khatib on Thursday August 13th, the military prosecution requested to hold Mohammed until the end of legal proceedings against him, a process that can last over a year. The evidence presented against him was a picture the prosecution claimed was of Mohammad throwing stones during a demonstration. The prosecution backed this assertion with a “confession” from one of the Bil’in youth that is currently in their custody, claiming that the person in the picture was Mohammad Khatib, whom the boy knows well. When Khatib’s attorney, Gabi Laski questioned the prosecution about the photograh, she was told the picture was taken in October of 2009. Laski then presented the judge with Mohammad’s passport, showing that Mohammad was in New Caladonia during that time.

Many Israeli supporters of the struggle in Bil’in and the Palestinian Occupied Territories made a showing at this hearing. In attendance of the hearing were Dove Haneen, the Israeli Knesset member from the Democratic Front for Peace and Equality, Uri Avnery, the head of Gush Shalom (Peace Group), and Arc Asher, head of Rapanem; the Movement for Human Rights. Other Israelis and internationals supporters held a vigil outside the prison gates.

A decision for Mohammad Khatib’s case as well as Abdullah Yassin and Mustafa Khatib, will be given on Sunday, August 16th. On the other hand, the court ordered Issa Abu Rahma, and the two brothers Khalid and Muhammad Shaukat Khatibhas to be kept in custody without bail until the completion of legal proceedings against them.

----------------------------------------



----------------------------------------

The Israeli military attack the weekly nonviolent protest in Bil'in village

Hundreds of international and Israeli peace activists participated on Friday in Bil’in village weekly demonstration central West Bank .

As is the case each week the people left the village after the midday prayers and headed towards the gate of the wall separating Bil'in from its lands.

The Israeli military attacked the protesters with tear gas, sound bombs and rubber coated steal bullets. Scores suffered the effects of tear gas inhalation..

Among those who took part of the weekly protest in Friday were Dove Hannen, and Israeli MP from the Democratic Front for Peace and Equality.

After four and a half years when Bil'in has started its resistance against the wall and settlements, the Israeli army is trying by all means to break down the demonstrations, hence they killed the popular leader Basem Abu Rahmah, injured 1300 people and arrested 70.

In the last two months Bil'in was targeted by violent offensive by the occupation forces , including the night raids and arrests the leaders of the People's Committee of and persecution them everywhere.

As 25 people were arrested, eighteen of them are still in prison till this moment; together with the two leaders Mohammed al-Khatib and Adib Abu Rahma. However, as a part of the solidarity with Bil’in village, hundreds of international and Israeli peace activists replied the People's Committee's call to resist the wall and for releasing all prisoners.

On the other hand, the military court in O’fer has ordered hundred days (open check) until the completion of an investigation on both Issa Abu Rahma, and the two brothers Khalid and Muhammad Shaukat Khatib.

While the court postponed the order on Abdullah Yassin, , Mustafa Khatib, Mohammad Abdul Karim Al-Khatib; the members of the popular committee on Sunday.

The court hearing which was held yesterday in the O’fer prison, was attended by each Mr.Dov Hanin the Kenest member from the Democratic Front for Peace and Equality, Uri Avnery the head of the peace group, and of Arc Asher the head of Rapanem; the Movement for human rights, in addition to a number of international and Israeli activists who came to Bil'in to solidarity with the detainees.

For more information, please contact:

Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in

0547258210 أو 0599107069

e-mail – lumalayan@yahoo.com

------