sábado, 29 de agosto de 2009

Alerta, Fascistas: Cristo Rey e Falangistas!


Nas últimas semanas, diversas cidades de Guipúzcoa e de Navarra foram alvos de ataques fascistas do renascido Guerrilheiros de Cristo Rey, grupo falangista de extrema-direita, responsável por ataques e mortes na Espanha e por outros grupos fascistas locais.

A organização Ahatzuak 1936-1977, uma associação de vítimas do golpe de Estado, repressão e do regime Franquista, denuncia os ataques A placas comemorativas, sítios históricos e relevantes da cultura anti-fascista, bares e estátuas.
En las últimas semanas se ha producido una escalada de atentados contra la memoria democrática de Euskal Herria. Numerosos ataques que en Gipuzkoa (Aritxulegi, Oiartzun) y Nafarroa (Artika, Altzoain, Arbisu, Baztan, Bera, Bidangotze, Fuerte Ezkaba-San Cristóbal, Iruñea-Pamplona, Lesaka, Orkoien...) han arrojado un preocupante balance de monumentos destruidos e incluso tiroteados, recordatorios en honor a las víctimas del franquismo, símbolos de homenaje a los gudaris y milicianos que se enfrentaron al golpe de Estado de 1936 y placas conmemorativas ultrajadas, tumbas profanadas, insultos y amenazas en locales y vehículos acompañados de apología del terrorismo de Estado franquista...
Obviamente, a "justiça" espanhola e os órgãos de segurança não movem uma palha para investigar estes incidentes. Não surpreende que estas mesmas forças de segurança tenham historicamente fornecido os quadros mais preparados e radicais dos movimentos fascistas na Espanha, vide os GAL, Batalhão Basco-Espanhol e, mais relevante para o atual momento, Guerrilheiros de Cristo Rey.

Este último grupo ficou mais conhecido pelo assassinato de dois militantes do Partido Carlista de esquerda em 1976, poucos meses após a morte de Faanco, no que ficou conhecido como Incidente de Montejurra.

Os "Guerrilheiros" receberam apóio de oficiais da Guarda Civil e do SECED, órgão de espionagem criado por Carrero Blanco, e  da ala de direita do Partido Carlista. Na Espanha, os órgãos de segurança são alinhados com a extrema-direita fascista que não hesita em usar meios ilegais para assassinar os opositores de Esquerda. É curioso vermos a elite política e a repressiva ir contra a ETA a acusando de agir na ilegalidade e de usar métodos terroristas quando esta mesma elite apoiou Faanco, GAL, BVE e tantos outros grupos assassinos, ilegais e terroristas.

A impossibilidade de derrotar a ETA pela força das armas e a incapacidade de dialogar, levaram o Estado a apoiar grupos de extrema-direita - mais que apoiar, a cerrar fileiras, financiar e formar as bases - para derrotar pela violência a força das esquerdas no país.

Fraga Iribarne, ministro de Franco e depois presidente da Galiza foi um dos mandantes dos assassinatos. Na Espanha, somente membros da ETA, da luta legítima anti-repressiva e pela independência, são presos e esquecidos nos porões das prisões espalhadas pela Espanha. A direita fascista é rapidamente indultada, perdoada ou sequer é julgada.

Para exemplos basta procurar saber mais sobre o fim dos GAL, não resta nenhum fascista detrás das grades e o ministro de interior de González (PSOE) foi libertado rapidamente, mesmo este tendo sido criador dos GAL. Ou, ainda no caso de Montejurra, José Luis Marín García Verde e Hermenegildo García Llorente, acusados dos assassinatos e membros do Cristo Rey, sequer forma julgados e receberam indulto como "prisioneiros políticos" em 1977.

Na Espanha, membros de grupos de extrema-direita são considerados heróis pelo governo e recebem todas as regalias possíveis.


Em meio à toda repressão ao nacionalismo Basco, como pode ser observado no pequeno dossiê feito por mim ha algumas semanas (aqui e aqui), e às declarações espanholas de que não haverá qualquer diálogo com a ETA, os Abertzales ou qualquer nacionalista, ressurgem com força fantasmas do passado pós-Franquista.
Después de los procesos electorales a la afgana convocados por las instituciones nabarrera, españolas y vascongadas con ilegalizaciones y fraude en la representación institucional reaparecen las bandas criminales españolas relacionadas con el Terrorismo de Estado. Los Guerrilleros de Cristo Rey, leales a UPN, PSN, CDN son una banda criminal parapolicial, como los GAL o el BVE. Los crímenes de estas bandas siempre tuvieron relación con instancias del estado español.

Se trata de pintadas fascio - constitucionalistas en las fachadas de los bares señalados por la Audiencia Nacional en Iruña, Zurgai y Ezpala. Junto a una diana y el dibujo del yugo y las flechas, amenaza con que si la ley no cierra ambos locales, lo hará la propia falange. Ya ha habido asesinatos en Iruña por elementos policiales.
Vídeo das pichações fascista sno País Basco: Link.

Na festa de Aste Nagusia, em Bilbao, uma grande festa de uma semana com shows musicais, atividades culturais e etc, a Txupinera - pessoa selecionada para dar início à festa - Sonia Polo, recebeu uma carta contendo sua foto e uma bala, numa clara ameaça fascista à sua integridade, mas também à todos os Bascos e Bascas nacionaistas e decentes.
A txupinera, trabalhadora do Município de Bilbau e membro da comparsa Eguzkizaleak, foi alvo de uma intensa campanha por parte do PP e do PSE com o propósito de a impedir de dar início às festas da Aste Nagusia, e isto por ser irmã de um preso político basco.







Onde estão os líderes comprometidos em pôr um fim ao terrorismo (sic) na Espanha? Onde está Ares, Zapatero, Lopéz, os Fascistas do PP? Condenara ETA, criminalizar os Abertzales, mandar fechar, invadir e destruir bares abertzales e aterrorizar a população é fácil, mas onde está a condenação pelos ataques fascistas?

Lista dos grupos de ultra-direita na Espanha (Falangistas):

·FALANGE ESPAÑOLA DE LAS J.O.N.S.(Madrid, 1976)
·FALANGE ESPAÑOLA INDEPENDIENTE (Madrid, 1977)
·FALANGE ESPAÑOLA AUTENTICA (Madrid, 1979)
·FRENTE PARA LA UNIDAD FALANGISTA (Madrid, 1979)
·MOVIMIENTO FALANGISTA DE ESPAÑA (Madrid, 1980)
·UNIDAD FALANGISTA DE CATALUÑA (Barcelona, 1980)
·UNIDAD FALANGISTA MONTAÑESA (Santoña, 1980)
·FALANGE ASTURIANA (Oviedo, 1981)
·FALANGES GALLEGAS - UNIDAD FALANGISTA (A Coruña, 1982)
·FALANGE CRISTIANA DEMOCRATICA (Barcelona, 1984)
·FALANGE GALLEGA DE LAS J.O.N.S. (Pontevedra, 1994)
·FALANGE ESPAÑOLA FRENTE NACIONAL-SINDICALISTA (Valencia, 1996)
·FALANGE ESPAÑOLA NACIONAL-SINDICALISTA (Madrid, 1996)
·LA FALANGE (Madrid, 1999)
·FALANGE 2.000 (Madrid, 2000)
·FALANGE AUTENTICA (Alicante, 2002)
·MESA NACIONAL FALANGISTA (Granada, 2006)
·FALANGE UNIVERSAL (Sevilla, 2009)
"Oficina para a investigação dos atentados Falangistas"
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Carter and Tutu visit the Apartheid Wall in Bil'in [Update]

The “Elders”, Jimmy Carter and Archbishop Desmond Tutu visit the Apartheid wall in Bil’in - Thursday, 27 August 2009



Bil’in village, West Bank: Former US president Jimmy Carter, Mrs. Carter and Archbishop Desmond Tutu of South Africa visited the site of the Apartheid Wall on the land of the village of Bil’in.

The Carters and Archbishop Tutu came to Bil’in together with their colleagues from The “Elders” delegation, former Brazilian president Fernando Henrique Cardoso, former Norwegian prime minister Gro Brundtland, former Irish president and former United Nations High Commissioner for Human Rights Mary Robinson, Indian human rights activist Ela Bhatt, and renowned businessmen Richard Branson and Jeff Skoll.

Former president Carter pointed to the land on the other side of the wall where the settlement of Modi’in Illit is being built: “This is not Israel; this is Palestine and settlements must be removed from Palestinian land so that justice will be restored in the area.”

Desmond Tutu encouraged the Palestinian activists: “ Just as a simple man named Ghandi led the successful non-violent struggle in India and simple people such as Rosa Parks and Nelson Mandela led the struggle for civil rights in the United States, simple people here in Bil’in are leading a non-violent struggle that will bring them their freedom. The South Africa experience proves that injustice can be dismantled.”

The “Elders” placed symbolic stones on the monument commemorating Bassem Abu Rahme, a non-violent activist who was shot dead on the 17th April 2009 while attempting to speak with Israeli soldiers during a non-violent demonstration.




The Bil’in popular committee and their friends including Luisa Morgantini, the former vice president of the European Parliament, and Israeli activists welcomed the delegation and invited them to participate in Bil’in’s annual conference for non-violent popular resistance. The delegation met Raja Abu Rahme, the daughter of Adib Abu Rahme, a leading non-violent activist from Bil’in. Adib was arrested on 10th July during a non-violent demonstration and is being held in Ofer military prison. Raja told them about her father’s arrest and about the night raid arrests that the Israeli military began in Bil’in on 23rd June 2009.




Bil’in will be holding its weekly demonstration tomorrow, on Friday, the 28th August at 1:00 PM. The Palestinian village of Bil’in has become an international symbol of the Palestinian popular struggle. For almost 5 years, its residents have been continuously struggling against the de facto annexation of more then 50% of their farmlands and the construction of the apartheid wall on it. In a celebrated decision, the Israeli Supreme court ruled on the 4 September 2007 that the current route of the wall in Bil’in was illegal and needs to be dismantled; the ruling however has not been implemented.


For more information call: Abdullah Abu Rahme (972) 599-107-069

Mohammad Khatib: (972) 59- 891-4541
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Update:

Archbishop Tutu to Haaretz: Arabs paying for Germany's crimes

Source : Ha’aretz


by Akiva Eldar
"The lesson that Israel must learn from the Holocaust is that it can never get security through fences, walls and guns," Archbishop Emeritus Desmond Tutu of South Africa told Haaretz Thursday.
Commenting on Prime Minister Benjamin Netanyahu’s statement in Germany Thursday that the lesson of the Holocaust is that Israel should always defend itself, Tutu noted that "in South Africa, they tried to get security from the barrel of a gun. They never got it. They got security when the human rights of all were recognized and respected."
The Nobel Prize laureate spoke to Haaretz in Jerusalem as the organization The Elders concluded its tour of Israel and the West Bank. He said the West was consumed with guilt and regret toward Israel because of the Holocaust, "as it should be."
"But who pays the penance? The penance is being paid by the Arabs, by the Palestinians. I once met a German ambassador who said Germany is guilty of two wrongs. One was what they did to the Jews. And now the suffering of the Palestinians."
He also slammed Jewish organizations in the United States, saying they intimidate anyone who criticizes the occupation and rush to accuse these critics of anti-Semitism. Tutu recalled how such organizations pressured U.S. universities to cancel his appearances on their campuses.
"That is unfortunate, because my own positions are actually derived from the Torah. You know God created you in God’s image. And we have a God who is always biased in favor of the oppressed."
Tutu also commented on the call by Ben-Gurion University professor Neve Gordon to apply selective sanctions on Israel.
"I always say to people that sanctions were important in the South African case for several reasons. We had a sports boycott, and since we are a sports-mad country, it hit ordinary people. It was one of the most psychologically powerful instruments.
"Secondly, it actually did hit the pocket of the South African government. I mean, when we had the arms embargo and the economic boycott."
He said that when F.W. de Klerk became president he telephoned congratulations. "The very first thing he said to me was ‘well now will you call off sanctions?’ Although they kept saying, oh well, these things don’t affect us at all. That was not true.
"And another important reason was that it gave hope to our people that the world cared. You know. That this was a form of identification."
Earlier in the day, Tutu and the rest of the delegation visited the village of Bil’in, where protests against the separation fence, built in part on the village’s land, take place every week.
"We used to take our children in Swaziland and had to go through border checkpoints in South Africa and face almost the same conduct, where you’re at the mercy of a police officer. They can decide when they’re going to process you and they can turn you back for something inconsequential. But on the other hand, we didn’t have collective punishment. We didn’t have the demolition of homes because of the suspicion that one of the members of the household might or might not be a terrorist."
He said the activists in Bil’in reminded him of Ghandi, who managed to overthrow British rule in India by nonviolent means, and Martin Luther King, Jr., who took up the struggle of a black woman who was too tired to go to the back of a segregated bus.
He stressed his belief that no situation was hopeless, praising the success of the Northern Irish peace process. The process was mediated by Senator George Mitchell, who now serves as the special U.S. envoy to the Middle East.
Asked about the controversy in Petah Tikva, where several elementary schools have refused to receive Ethiopian school children, Tutu said that "I hope that your society will evolve."
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PSOL: "O MES é a direita do PSOL"


O título é parte da musiquinha cantada em coro por todas as demais tendências presentes ao Congresso do PSOL no fim-de-semana passado. E é a mais pura verdade, ao menos pela tremenda demonstração de sectarismo continuada. E, pelo que se vê, a posição do MES permanece a mesma, a de rachar o partido e de se recusar a se submeter à vontade da maioria, provando que o PSOL é uma federação de partidos, mas não um partido.

Comento abaixo a carta de Roberto Robaina, uma das mais destacadas lideranças do MES, publicada no site da Deputada Luciana Genro e que é uma demonstração precisa do sectarismo e personalismos destacados pela chapa vencedora ao longo do congresso e que pode acabar por rachar irremediavelmente o partido nos próximo meses.

Balanço do Congresso do PSOL para os militantes

Reproduzo o texto assinado por Roberto Robaina de balanço do nosso congresso, com  o qual estou de pleno acordo. 
Primeiro Rascunho de balanço do congresso do PSOL
O balanço positivo da nossa intervenção no II Congresso do PSOL se materializa na enorme vitória que obtivemos: Heloísa Helena foi reconduzida à presidência do partido, graças à batalha política que travamos em unidade com o MTL, unidade esta que se consolidou na chapa apresentada para direção do partido, encabeçada por Heloísa Helena.  
A verdade é outra. Heloísa Helena foi reconduzida à presidência do PSOL por uma atitude nobre por parte da chapa vencedora, formada por APS/CSOL/Enlace e outros grupos. Não houve qualquer "vitória" por parte do MES/MTL. A tentativa de "ganhar", ou melhor, de capitalizar em cima de uma derrota é lamentável.
 O bloco que construímos neste processo é extremamente representativo: Heloísa Helena, Luciana Genro, os  presidentes do PSOL de Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia, Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Milton Temer,  presidente da Fundação Lauro Campos ,o deputado estadual de SP Carlos Gianazzi, o deputado suplente do RS Geraldinho, os vereadores Elias Vaz, de Goiânia, Fernanda Melchionna e Pedro Ruas de Porto Alegre, Ricardo Barbosa de Maceió e valorosos militantes de vários estados.
 Bom bloco. O outro lado, porém, contava com Raul Marcelo, Plínio de Arruda Sampaio, Ivan Valente, grande parte da militância paulista e, sem dúvid,a é o bloco que representa a maioria do partido, tendo, enfim, vencido o Congresso.
 Este bloco se constituiu com  uma unidade firme e resoluta,  conta com   40 %  do partido e é encabeçado pela própria  presidente do PSOL. Esta unidade não termina com o Congresso do partido. 
 Vejamos, se tomarmos como referência o número de delegados e os respectivos votos no Congresso, o MES/MTL conta com pouco mais de 41% do partido. Mas a Chapa 1, por outro lado, conta com mais de 48%. O que o companheiro Robaina não percebe é que, por mais que seja amplo o apóio à sua linha, o apóio à linha oposta é ainda maior. Tentar usar estes 41% de apóio para manobrar a votação e as dsicussões está longe de ser uma atitude socialista, revolucionária e radical, como cantavam.
Vamos seguir juntos  no pós congresso travando na base a batalha política para que o PSOL que siga no caminho iniciado na sua  fundação. Um partido de esquerda que dialogue com  o povo, não apenas um partido de propaganda socialista, mas sim de combate, que lute para ter incidência real na conjuntura do país e não fique apenas fazendo discurso para a vanguarda. Um partido que aproveite as oportunidades, as fissuras na classe dominante para se credenciar junto ao povo, incentivar a mobilização e ajudar os movimentos sociais a se fortalecer para enfrentar os governos e a burguesia. A exemplo do que estamos fazendo no Rio Grande do Sul, onde o PSOL está no centro da luta política denunciando a corrupção do governo Yeda e desta forma ajudando os sindicatos a barrar os ataques aos  direitos dos trabalhadores e o desmonte do Estado. 
É o que TODOS esperamos. Na verdade, o único problema desta parte do artigo é a de que a tendência de Robaina e Genro buscaram, no Congresso, limitar o discurso do PSOL à corrupção. Nestes termos o Maurício Caleiro, do excelente Cinema e Outras Artes, estaria correto em afirmar que o PSOL é o Partido de Sustentação da Oligarquia. Seria defender apenas o discurso moralista, se igualar aos Demotucanos que batem continuamente nesta tecla, até mesmo porque tal grupo não tem qualquer outra opção - ainda que seja tão podre quanto os que acusam.
O PSOL deve ser um partido unido na luta contra a corrupção, claro, mas não só. Deve ser unido na defesa intransigente e radical de um programa socialista, de um programa que englobe e atraia os movimentos sociais, a base. O que se viu no Congresso foi o enorme potencial, mas para por aí. O que vimos, também, foi um enorme potencial gasto em picuinhas e brigas por cargos e direção.
Heloísa Helena endeusada como líder e guia supremo, assim como foi e ainda é com Lula no PT. Se é para repetir estes mesmos erros, qual o sentido em se fundar um partido crítico e à Esquerda? Para repetir os mesmos erros nem bem o partido foi fundado?
Nosso bloco conseguiu derrotar a articulação dos defensores da tese Novos tempos para o PSOL (APS e Enlace) para tirar Heloísa Helena da presidência do partido. 
 Desculpa mas... ONDE?
Vai resultado do congresso de novo:

Chapa 1: APS/CSOL/ENLACE/REVOLUTAS/TLS/Rosa do Povo/Independentes 182 votos
Chapa 2: CST/CSR/Bloco de Resistência Socialista/Trotskystas 36 votos (Corrigido: 38 votos)
Chapa 3: MES/MTL/Independentes do Rio 156 votos (Corrigido: 152 votos)

Aprox. 374 votantes (Corrigido: 372 votos)
Para os militantes, discursos inflamados em defesa da candidatura de Heloísa à presidência da república, nos bastidores a intenção de removê-la da presidência do partido. Aqueles que mais insistiam em votar uma resolução indicando Heloísa como candidata à presidente da república negaram-se a indicar, de modo unitário em uma votação em separado, Heloísa como presidente do partido.   
Bem, não foi o que vimos no fim. A chapa vencedora abriu mão de sua indicação. A unidade do partido veio antes do sectarismo e do personalismo.

Durante o Congresso chegaram ao cúmulo da agressão contra Heloísa, promovendo uma “ocupação” do palco da mesa do  congresso para constranger Heloísa com  uma votação a favor do aborto. Queriam obrigar Heloísa a defender o que ela não acredita, da mesma forma que o PT tentou nos obrigar a votar a favor da reforma da previdência. Embora o mérito seja  totalmente diferente, pois a discriminalização do aborto é uma bandeira  justa, o método da coação é inaceitável em qualquer caso.  
Apenas eu vejo a contradição? A discriminalização do aborto é justo MAS, me expliquem, porque o MES se recusou a discutir o assunto então? E, sim, a Heloísa Helena não pode declarar publicamente ser contra o aborto se o partido decide o contrário. Não estamos falando de uma divergência em uma ou outra votação menor e sim de uma bandeira histórica do Pt, passada ao PSOL e bandeira do movimento feminista em todo e qualquer lugar do mundo. É uma bandeira das Esquerdas e dos Socialistas. Se Heloísa Helena quer ser a presidente do PSOL como pode, então, discordar publicamente de algo tão básico?
Vale lembrar que o PT, desde os anos 90, defende o aborto, a legalização deste. Lula é contra mas publicamente defende a diretriz do partido. O caso da reforma da previdência não tem qualquer relação com o assunto atual. Uma coisa é o PT abandonar suas bandeiras e a direção obrigar os parlamentares a votar contrários à sua consciência.Outra, bem diferente, é a discussão na base de uma bandeira Socialista e feminista e a recusa de uma das alas em sequer tocar no assunto. Ou, ainda pior, a Presidente do aprtido divergir publicamente da base.
Estamos falando de base e não de direção ou imposição.
A “nova maioria” que dizia se conformar em defesa da pluralidade e da democracia interna mostrou-se autoritária e desrespeitosa. Depois deste episódio, que nos obrigou a retirar-nos temporariamente do Congresso,  eles  recuaram da tentativa de remover Heloísa da presidência do partido. Já não tinham como sustentar os ataques e nem como explicar à base do partido por que nossa principal porta voz, aquela que todos queremos ver disputando a presidência da república, não mais seria presidente do partido.  
A "nova maioria" se mostrou desrespeitosa e autoritária por querer defender uma bandeira histórica? Mostrou-se autoritária por pedir às bases que decidissem uma diretriz? Apenas por desagradar à Heloísa Helena deve-se desistir das bandeiras e deixar passar?

Heloísa Helena encabeçou a chapa do MES – MTL  e independentes (grupo de Milton Temer  e grupo do deputado Gianazzi de SP), e embora nossa chapa tenha tido 30 votos a menos que a chapa da APS, Enlace, CSOL e deputado Raul Marcelo, indicamos a presidência do partido. 
A chapa 1, repito pela milésima vez, manter a unidade do partido. Sem sectarismo ou personalismo.

O fato da chapa 1 não ter indicado o presidente do partido foi  um claro  recuo  diante da evidência de que nenhum outro dirigente teria a legitimidade que tem  Heloísa para ser presidente do PSOL. Felizmente os companheiros se deram conta disso a tempo.   
Erro básico de análise de conjuntura. Talvez cegueira. Não quero pensar em má fé e oportunismo. Realmente prefiro pensar que é só inocência ou falta de tato. Mas é difícil aceitar de boa vontade que realmente o Robaina tenha dito tal barbaridade. A Chapa 1, a vencedora, agindo de boa fé e pela unidade, abriu mão de indicar alguém - Plínio, Ivan, tantos outros! - e recebe em troca uma apunhalada: "Não tem quadros", não tem legitimidade"!

Pois, vejam, a legitimidade da chapa vencedora se deu pelo simples fato de ter saído vencedora, de ter a base ao seu lado! Mas, realmente, eu mesmo vejo Heloísa Helena como presidente natural, é figura pública, notória, reconhecida e está em seu ambiente como figura pública da legenda - ainda que deva se adequar à base do partido em certas posições - mas de forma alguma sua indicação se deveu À qualquer falta de legitimidade do outro lado. É um argumento falso e absurdo.
 Esta foi uma grande vitória política. O PSOL segue comandado por aquela que é a nossa maior guerreira, o símbolo da luta sem quartel contra o PT e o PSDB, aquela que não vacilou na luta contra a reforma da previdência, que confrontou Lula desde o primeiro momento contra Sarney e Henrique Meirelles, que conduziu o nosso partido nestes 5 anos de forma vitoriosa, fazendo do PSOL uma referência para amplos setores de massas que graças a nossa denúncia permanente “dos segredos profissionais” dos políticos corruptos sabem que o PSOL não faz parte deste balcão de negócios.   
Figura de maior visibilidade, líder com carisma e boa líder até, mas "A maior"? "Aquela que não vacilou"?

Concordo que seja referência, é a mais pura verdade, mas nem de longe é a maior ou única líder e figura relevante. Ela talvez personifique muitas das qualidades que os militantes desejam na liderança mas TODOS os uqe foram expulsos do PT e que se integraram ao PSOL para continuara luta, o uque entraram depois mas estão comprometidos com a luta Socialista são igualmente guerreiros. Igualmente não vacilaram, fundaram o PSOL, correram atrás da base, lutam e continuarão lutando.

Este personalismo lembra o PT. Lula´e o líder incontestável, personifica a luta, é o maior guerreiro. São os mesmos argumentos que o PT usa quando trata de seu líder inconteste. É isto que quer o PSOL? Ser um PT parte 2?

Heloísa Helena é uma grande figura, uma grande líder mas não é insubstituível, não é a única nem a maior. Não existe o maior, existem OS maiores, AS maiores, TODOS e TODAS as militantes que doam seu tempo, suas vidas ao partido.

Todos sabemos que o II Congresso do PSOL  foi precedido de uma dura luta política.  Todos os que participaram de alguma plenária escutaram os companheiros da APS e de outras correntes acusarem o MES de não dar bola para a crise econômica e só centrar na questão da corrupção. 
Não sei quanto às plenárias mas durante todo o congresso o MES realmente não falou só em corrupção. Também elevou Heloísa Helena à categoria de deusa. Realmente, está errado.

Mas, falando sério, o falso moralismo e a corrupção dominaram o discurso do MES. É um fato.

Na folha de SP de hoje Ivan Valente repete este discurso, acrescentando que  a sua chapa “vitoriosa” no congresso vai além “porque para ser contra a corrupção não é necessário ser de esquerda”. 
Alguém compreende o porque das aspas? Preciso colocar aqui de novo o resultado do Congresso? 182x156 votos para a chapa do Ivan Valente?

E, realmente, tem que ser de esquerda para ser contra a corrupção? não falo dos DemoTucanos que são de direita e tão corruptos quanto os que acusam, mas esta falsa-moralidade de "só a esquerda é anti-corrupção" é, no mínimo, ridículo. 
Após meses de  uma falsa polarização entre os que supostamente não dão  bola para a crise e os que a denunciam, a declaração de Ivan pós congresso permite-nos identificar  uma divergência importante sobre o tema da corrupção. Para nós  a bandeira da luta contra a corrupção é da esquerda, está nas mãos da esquerda, e só a esquerda pode ser conseqüente nesta luta. 
Se estivermos falando da luta meramente parlamentar, eleitoral, realmente. No congresso só o PSOL tem legitimidade para falar do assunto. Mas a vida não se imita ao parlamento.


É  PSOL e não o DEM que pode , e já está se credenciando junto ao povo por denunciar a corrupção. 
No parlamento, é verdade.Mas, cá entre nós, afirmar que no mundo só os de esquerda são honestos não é mais sectarismo, é fanatismo religioso.

Outros  podem fazer discursos mas que não se sustentam pela sua história passada e a sua prática presente. Parte da nossa tarefa política é demonstrar ao povo esta incoerência, o que só pode ser feito se formos os primeiros e os mais combativos na denúncia e na exigência de punição aos corruptos. Uma das razões pelas quais esta bandeira é tão importante para o PSOL é justamente porque não podemos deixar que o povo se engane achando que “para ser contra a corrupção não é necessário ser de esquerda. ”  É necessário  sim! 
Acusação séria! Então todo e qualquer indivíduo identificado com a direita ou o centro é corrupto ou defende a corrupção enquanto prática legítima?

Além disso, sabemos  que a melhor forma de lutar contra a crise – e não só fazer propaganda dela – é encontrar as bandeiras que mais mobilizam o povo, sabendo que a crise econômica também se expressa numa profunda crise moral pois a burguesia se utiliza de mecanismos corruptos para sustentar seus lucros e seus privilégios. 
Correto. Mas nem tudo. O erro, porém, é adotar uma só bandeira a do combate à corrupção, como tema central de campanha e de programa.

Por fim, o fato do nome de Heloísa Helena não ter sido oficialmente apontado como candidata a presidente da república não tem maior importância. Nem Dilma, nem Serra, nem Marina, nenhum dos prováveis candidatos foi ainda apontado oficialmente por seus partidos. Heloísa é nossa candidata natural e assim permanecerá até que seja realizada a conferência eleitoral do partido e a decisão final seja tomada. Não temos dúvida da importância  da candidatura de Heloísa à presidência da república. 

Não consigo enxergar, honestamente, nenhuma "naturalidade". Aliás, como já disse, esta "naturalidade" se esperava do PT em suas indicações do Lula.
São 3 meses de campanha eleitoral, um período curto mas importante para nos fortalecermos  como uma alternativa de esquerda para o Brasil. Mas também acreditamos a companheira Heloísa  tem todo o direito de explorar a possibilidade de se candidatar ao Senado, já que está em primeiro lugar nas pesquisas e se eleita obteria um mandato que colocaria o PSOL em outro patamar político dentro do Congresso Nacional durante  8 anos. 

Exatamente meu ponto, como demonstrei em postagem anterior. Heloísa Helena está praticamente eleita para o Senado e seria muito melhor para o PSOL - que parece precisar de grandes vitórias para se firmar e se manter unido, enquanto federação - garantir uma presença forte numa das casas mais problemáticas e polêmicas. Melhor que apenas queimar um de seus mais visíveis e relevantes cargos em uma candidatura que, convenhamos, todos sabemos que não irá vencer.

É o momento de seguir o debate e principalmente de construir uma proposta programática. O MES deu sua contribuição apresentando um rascunho de 80 páginas, que foi   distribuído no Congresso. Uma primeira contribuição ao debate, aliás  a primeira e até agora única  contribuição mais global  apresentada ao partido , elaborado por uma Comissão Nacional do MES, que vai seguir trabalhando junto com a militância do PSOL que com certeza tem muito a contribuir nesta discussão. 
E o primeiro passo para seguir com o debate é não considerar um assunto de máxima relevância como não merecedor de atenção.
Além do debate programático, as principais tarefas  que se colocam para a militância do PSOL após o  congresso são: seguir a campanha pelo Fora Sarney com panfletos, cartazes, abaixo assinados; divulgação da luta pelo Fora Yeda, governadora corrupta do PSDB gaúcho,  principalmente em SP território do PSDB de Serra; e engajar-se na batalha pela construção de uma nova central sindical, conforme a resolução votada no congresso. Além disso, temos a tarefa de apoio à luta do povo Hondurenho contra o golpe de direita, inclusive com a ida de uma delegação do PSOL ao país para participar da resistência. 

É importante ressaltar também a vitória que foi a realização do seminário internacional, três dias antes do congresso, uma parceria da Secretaria de Relações Internacionais do PSOL (dirigida pelo MES) com a Fundação Lauro Campos. Dirigentes revolucionários de vários países se fizeram presentes, com destaque para o líder da resistência  Hondurenha, Gilberto Rios, dirigentes  políticos, sindicais e parlamentares   da Bolívia, do Perú, Colômbia,  Venezuela, Argentina, além de representantes do NPA da França, do ISO dos EUA e intelectuais como François Chesnais e Jorge Bernstein. 

Sectarismo desnecessário. Se a Secretaria de RI do PSOL é ou não do MES, que importa? Seria menos valioso o debate se a APS ou o CST fossem diretores da Secretaria?
Saudações, Roberto Robaina
Saudações, companheiro, que o MES consiga sair de seu isolamento sectário e dialogue, por mais doloroso que seja este diálogo. Façam pelo PSOL, pela base, pelo país.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O Jogo Democrático [Parte 2]

Desde o fim dos anos 90, mas especialmente no início do novo milênio a América Latina vem passando por uma onda de revoltas populares e profundas modificações, com a chegada de líderes realmente comprometidos em destruir ou ao menos em questionar o eterno jogo de revezamento das elites.

Chávez, Correa e Morales são os melhores exemplos desta mudança, saídos dos movimentos sociais ou de setores contestadores do exército e cansados da constante repressão e criminalização dos movimentos sociais e dos espelhinhos e miçangas dados ao povo para mantê-los na linha.

Lula é uma notável exceção, foi eleito junto a este bloco mas preferiu manter-se coerente ao jogo democrático de sempre, sem tentar quebrar com a institucionalidade e com a "herança maldita" anterior, na verdade, passou a agregar e elogiar os mesmos que antes atacava e acusava. Talvez fosse preciso para assegurar alguma governabilidade mas, sendo isto falso ou verdadeiro, o fato é que o governo Lula avançou muito pouco ou quase nada se compararmos com os demais presidentes da "Onda Vermelha".


Enfim, esta onda na América Latina não nasceu ou surgiu do nada, foram anos e anos de mobilização social, de repressão e lutas - no caso Boliviano vale conhecer a "Guerra da Água" que precedem os grandes protestos que levaram Morales ao poder - que culminaram com a vitória de partidos e organizações populares e, note-se, todo o processo de deu dentro do jogo democrático já antigo, ou seja, dentro do jogo das elites.

Estas vitórias esmagadoras dos movimentos populares dentro de um jogo feito para que apenas as elites se revezassem no poder causou em primeiro momento descrença e depois revolta no seio das elites.

O golpe organizado contra Chávez, em 2002, a tentativa de separação da chamada "meia lua" na Bolívia e a atual deposição de Manuel Zelaya em Honduras são a resposta das oligarquias à sua derrota.

Se em um primeiro momento estas elites resolveram continuar participando do jogo democrático, mas foram fragorosamente derrotadas pelo povo, num segundo momento notaram que apenas denunciando seus próprio jogo é que poderiam ser bem sucedidas. Quem sabe tudo não passava de um "soluço" que um golpe ou uma ditadura não pudesse resolver e trazer estes países à "normalidade" de sempre?

No caso de Chávez as elites foram derrotadas em seu golpe em em todas as suas reações, no caso Boliviano a direita foi recolocada em seu lugar e hoje o fantasma da separação da "meia lua" está mais ou menos controlado e, no fim, falta ainda resolver a situação de Honduras.

Na verdade, o caso de Honduras merece atenção particular. O ódio e o medo das elites de perderem em toda a América Latina falou mais alto e encontraram em Honduras um campo fértil para pôr em prática sue contra-golpe. Zelaya era homem da direita, da elite, mas foi seduzido pela ALBA e pelo Chavismo e passou a ser um incômodo à direita. Pela sua origem os oligarcas devem ter acreditado que não haveria grande atenção e resposta à sua deposição, mas estavam errados.

A unidade da Esquerda latinoamericana está consolidada. ainda esperamos pelo desfecho da situação em Honduras, que encontra-se isolada e sofrendo pesadas sanções por parte de diversos paises, sob um governo títere e golpista.

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"Ela (mídia) costuma dizer q “o povo brasileiro não tem memória”. Mas é essa mídia a q produz o esquecimento" (Emir Sader)
Pois bem, chegando ao objetivo principal do presente artigo, podemos analisar a resposta das elites às suas perdas, à sua perda de hegemonia.

A imprensa brasileira como um todo comemorou a deposição de Zelaya. Vedetes neofascistas como Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi não esconderam sua alegria - e a alegria da direita - em ver um representante contra-hegemônico governar um país. Escolheram um momento para manipular a opinião pública, fabricar fatos e, então, retirá-lo do poder. Mas calcularam mal a resposta internacional (e até mesmo a interna)e ficaram isolados.

Com Chávez podemos analisar também de forma perfeita a resposta das elites pelo mundo. O fato de ter proposto uma nova constituição, de ter aprovado referendos para se reeleger não entram na cabeça das elites.

Não importa que todo e cada movimento de Chávez tenha passado pelo crivo popular. Para a direita o povo só importa quando para manter a si no poder.

Durante as campanhas Chavistas pela reeleição e por nova constituição era lugar comum a mídia apresentar a oposição como pobre-coitada que queria manter a legalidade no país. Marchas da oposição eram mostradas a torto e a direita, quase com fervor patriótico enquanto a situação, os Chavistas, eram os crápulas.

Era ainda comum que marchas Chavistas fossem escondidas, protestos pró-Chavez fossem simplesmente deixados de lado e manifestações da oposição infladas, louvadas.

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Um conceito interessante é a de que não importa - fiquemos no Brasil - se quem está no poder é o PSDB, o Demo ou qualquer outro partido da oligarquia. Isto que a direita costuma chamar de alternância de poder, na verdade, nada mais é que uma forma de manter o poder nas mãos de um mesmo grupo, que finge se degladiar mas, no fim, ajuda aos seus. Muda o nome do presidente, mas a base, a estrutura e as ações permanecem as mesmas.

Mas a isto chamam de Democracia. Alternância de nomes, não de projetos ou ideologia.

Porém, não é democracia o fato de alguém consultar o povo sobre cada um de seus movimentos, tampouco realizar aquilo que anseia o povo.

A isto, chamam de Populismo.

Não que Chavez, por exemplo, não cometa seus erros, os comete sim pois é humano, mas as elites não toleram seus acertos.

É curioso observar o papel lamentável da mídia no caso da reeleição de Uribe. Para todos ele é um herói que tem amplo apoio popular - de fato, tem realmente apoio mas em momento algum consultou o povo sobre suas reeleições, tudo foi decidido à portas fechadas -, já Chavez, por ter consultado o povo, é chamado sem parcimônia pela mídia de Ditador.

No fim, a diferença entre um Ditador e um Herói não é nem o respeito pelo jogo democrático, mas se participa deste jogo e o modifica em comum acordo com as elites, com as oligarquias.

Se a elite vence, modifica o jogo como bem entende e não vê qualquer problema. Se é a Esquerda, porém, quem vence, o jogo torna-se obsoleto e medidas extremas são tentadas, como golpes, derrubadas e acusações falsas contra quem está no poder.
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lizartza: Onde está a representação?

Alerta, Fascista!

Lizartza talvez não signifique nada para muita gente, mas esta cidade Basca de aproximadamente 628 habitantes está no centro de uma polêmica inusitada e que demonstra o caráter fascista do PP, o Partido Popular, franquista.
La nota que están a punto de leer no ha sido extraída de los archivos históricos durante los peores años del régimen que rige al Estado Español hasta el día de hoy, o sea, cuando Francisco Franco todavía daba las órdenes él mismo.
A cidade é francamente nacionalista, a maior parte dos votos costuma ir para os partidos da Esquerda Abertzale, comumentemente ilegalizados, o que acaba em uma situação de franca falta de representação em nível local.

Este problema ocorre em dezenas de pequenas cidades do interior basco que ainda permanecem solidamente falantes do Euskara e nacionalistas.

A crise de falta de representação local começou em 2003, quando a lista local ligada ao Batasuna foi anulada e nenhum Abertzale de esquerda pôde se apresentar, sobrando apenas as opções de votar em uma coalizão PNV-EA ou nos fascistas do PP. Vale levar em conta que nenhum dos candidatos destes partidos era morador da cidade, todos moravam em outros locais e foram deslocados para Lizartza para poder concorrer às eleições da cidade.

Apenas nisso já notamos o absurdo que a Espanha transformou o processo eleitoral no País Basco, na falta de presença do partido historicamente vencedor na cidade, impôs-se a presença de pessoas de fora para fingir e brincar de democracia.

- O artigo em duas partes que trago amanhã, aliás, trata desta questão do "jogo democrático" e da farsa que a democraica, por vezes, representa. -

Com a falta de opção, uma parte da população resolveu votar no PNV - antes eles que o PP - e o resultado final foi:

PNV-EA: 131 votos
PP: 10 votos
Nulos: 253 votos (a maioria)

Outro fato curioso foi a de que o prefeito eleito da cidade, então, pelo PNV seria Joseba Egibar, um dos homens mais importantes e influentes do PNV, parlamentar e então presidente do partido em Guipúzcoa.

Obviamente, os moradores locais consideravam o PNV e, em consequência, Egibar, um intruso, uma figura imposta à força, uma persona non grata no povoado, como ficou demonstrado no ato de posse de Egibar e dos conselheiros do PNV.

Egibar, sentindo a pressão, negociou com os Abertzales a renúncia de alguns membros eleitos do PNV e a colocação - com permissão da lei - de conselheiros nacionalistas, atitude que foi barrada pelo presidente do PNV.


O PNV queria mais uma cidade em suas contas, não importava como.
Nas eleições seguintes, em 2007, o PNV tomou sua primeira atitude decente e não apresentou candidatos na cidade, sobrando as candidaturas apenas de PP e de dois partidos Abertzales, o Abertzale Sozialisten Batasuna (ASB) e a ANV, que seriam então ilegalizados.
O absurdo da situação se reflete nos números da eleição. Com apenas 27 votos, o PP conseguiu eleger todos os 7 conselheiros e a prefeita, a fascista Regina Otaola.

A lei exige que, para a eleição ser válida, é preciso superar a barreira dos 5% dos votos. 27 votos na comunidade equivaliam a 7,6% (ou 16% dos votos válidos)

PNV, Aralar e EA pediram o voto em branco para evitar a catástrofe, assim como os Abertzales.
Os votos brancos somaram 142 e os nulos 186. O PP "venceu" com 27 de 355 votos. E viva a democracia espanhola! Pela primeira vez em sua história, esta cidade francamente nacionalista e de esquerda se viu obrigada a tolerar uma fascista no poder.

Regina Otaola jamais viveu em Lizartza, nasceu em Eibar e era conselheira na cidade e foi movida para Lizartza em uma demonstração de total desprezo do PP pelo povo Basco. Não surpreende que ela, a fascista, tenha recebido um prêmio por por sua defesa do "nacionalismo espanhol", em 2008.
O respeito pela democracia por parte dos Espanhóis e dos traidores pró-Espanha é tão grande que os moradores da cidade juntaram 402 assinaturas exigindo a demissão da fascista que respondeu com escárnio, acusando a ETA deter coagido quase a totalidade da cidade para conseguir as assinaturas.
A prefeita e os conselheiros do PP sequer vivem na cidade, a visitam apenas de vez em quando e por algumas horas, com forte escolta da polícia frente aos moradores com óbvio e justificado ódio contra esta imposição absurda da "democracia" espanhola.
Poco después de los hechos por los que ha sido castigado, llegó el día grande de las fiestas de Lizartza. El 6 de setiembre, tras las misa a la que acudieron los ediles del PP -denunciaron incluso al párroco por pedir a los escoltas que no accedieran armados a la iglesia-, una nueva protesta con ikurriñas respondía a la ocupación del PP del consistorio.
Como boa fascista espanholista, obrigou o içamento da bandeira espanhola na prefeitura, ao lado da Ikurriña - pela primeira vez desde 1977, o fim da ditadura de Franco, demonstrando o saudosismo franquista dos membros do PP -, o que causou revolta tremenda na população local que chegaram a ameaçar de morte a prefeita. Um dos moradores, Peio Olano, como vingança da prefeita, foi processado e preso por dois anos.

El vecino de Lizartza Peio Olano ha sido condenado por la Audiencia Nacional española a dos años de cárcel tras ser juzgado a raíz de la denuncia interpuesta por la ilegítima alcaldesa de esta localidad, Regina Otaola. La primera edil, del PP, acusó a Olano de proferir un «Otaola, vas a morir» en setiembre de 2007, concretamente cuando la mandataria del PP se disponía a izar la enseña española en el Consistorio lizartzarra.

Desde que assumiu, vários nacionalistas foram presos e condenados por se opor à prefeita. A democracia na espanha, vale apenas para que o PP se eleja sem legitimidade, mas não para que o povo, com legitimidade, se oponha e proteste.

O apoio que Otaola acredita afirma ter no povoado é, no mínimo, uma farsa ridícula. A fascista afirma que:

Pregunta. Usted gobierna legítimamente, pero con 27 votos en un pueblo de 600 personas. Con la mayoría del pueblo en contra...
Respuesta. A ver. Yo sé que tengo en contra a ANV. Pero el resto del pueblo ¿está en contra? Pues no lo sé. ¿Cómo saberlo, si no han tenido oportunidad de votar al resto de partidos? Claro, ellos dicen: '¡Tenéis el pueblo en contra! ¡El pueblo no os quiere!' Y yo digo: '¿Qué pueblo? ¿Vosotros 20 que gritáis e insultáis sois el pueblo?' No, el pueblo no sois vosotros.
Mas uma simples verificação nos números das eleições seguintes para o Parlamento Basco e para a União Européia deixam clara a imposição espanhola a este povoado:
Eleições autonômicas:
  • PNV: 88 votos (65,19%)
  • Aralar: 22 votos (16,30%)
  • PP: 13 votos (9,63%)
  • EA: 7 votos (5,19%)
  • PSE-EE: 3 votos (2,22%)
  • EB: 2 votos (1,48%)
  • Nulos, puxados pelos Abertzales: 205 votos! Nesta ocasião, o partido D3M estava ilegalizado.
Eleições européias:
  • Iniciativa Internacionalista: 221 votos (74,41%) Nacionalistas com ampla maioria
  • Coalizão pela Europa (PNV): 42 votos (14,14%)
  • PP: 20 votos (6,73%)
  • Aralar e EA: 9 votos (3,03%)
  • PSOE:4 votos (1,35%)
  • POSI: 1 voto (0,34%)
  • Nulos: 2 votos
  • Brancos: 1 voto
O que se vê, enfim, é a demonstração, nas urnas, da verdade, do apoio dos moradores locais. Sem dúvida, este apóio não vai para o PP.

Apenas outro exemplo de democracia de Otaola, em seu blog, numa postagem de 2007 com um número relevante de comentários, contem quantos são contra sua decisão de colocar a bandeira espanhola na prefeitura. Interessante, será que NINGUÉM foi contra sua atitude? Ou a mesma não permite que ninguém discorde de tão nobre figura? Os tempos de Franco não acabaram!
In practice, Lizartza is partly self-ruled now regardless of the official government, because the people has boycotted every single initiative of the unelected mayor Regina Otaola. All cultural activities are in fact out of the official muncipal sphere.
Mas o objetivo inicial deste artigo, depois de toda esta análise histórica, foi a de trazer a notícia absurda de que uma moradora de 61 anos foi condenada a 4 anos de prisão por supostamente roçar a Ikurriña na face de Otaola. Sim, ROÇAR a face da prefeita ilegítima.

Tanto la sentencia del Tribunal Supremo como los policías presentes confirman que ni siquiera rozó a la edil del PP con la ikurriña, pero Kontsuelo Agirrebarrena, de 61 años, tendrá que ingresar en prisión para cuatro años por protestar ante el PP en Lizartza. Según el argumento del tribunal español, «el que sabe que intimida o acomete a una persona que ejerce como autoridad tiene propósito de atentar contra la misma».
Na Espanha se é condenado por dizer a verdade e até por protestar. Até onde esta palhaçada vai continuar?

Para a Espanha, protestar significa atentar contra a autoridade, ameaçar, agredir!

«el que sabe que intimida o acomete a una persona que ejerce como autoridad tiene, por lo tanto, el propósito de atentar contra la misma».
«La acción imputada a la acusada sólo se explica por el clarísimo significado político que tuvo aquella expresión violenta de rechazo».
E depois ainda perguntam o porque da ETA! O porque da resposta à violência estatal desmedida e sem freios! Se os Abertzales tentam concorrer no jogo democrático Espanhol, são ilegalizados, se tentam sua sorte na justiça, são condenados por protestar, se falam a verdade, são presos, o que resta?
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O Jogo Democrático [Parte 1]

Não sei se muitos já notaram, mas o termo democracia parece só existir ou ter validade - ao menos para as elites e para a mídia em geral - quando isto significa que as elites estejam no poder.

Pode parecer básico para uns, mas para muitos, graças à manipulação midiática, talvez esta idéia não passe pela cabeça.

O que quero dizer é que é fácil verificar, como no caso de Chavez, Uribe e Zelaya, àquele que é popular, que governa para o povo, é o "populista" na concepção negativa do termo, já o da direita - no caso, Uribe - é o herói. Os jornais dão mínima publicidade à sua reeleição - isto quando sequer tocam no assunto - e normalmente sem qualquer polêmica, contrariedade ou acusação de falta de democracia.

Quando, por outro lado, a reeleição é proposta por Chávez ou Zelaya - que sequer iria se reeleger, mesmo aprovando a proposta - então estamos falando de verdadeiros ditadores anti-democráticos (a frase é incoerente de propósito).

As elites não toleram serem vencidas em seu próprio jogo, o dito "democrático".

A questão é exatamente esta, o jogo democrático foi inventado e é mantido pelas elites que, pressionadas, foram obrigadas ao longo do tempo a incluir todas as camadas da sociedade neste jogo.

Se, no caso do Brasil, aos poucos os pobres puderam votar, as mulheres, os presos, analfabetos e etc, fica claro que a elite foi parcimoniosamente "convencida" a abrir mais espaço em seu jogo para novos participantes, mas, o ponto principal, é a de que este convencimento sempre veio acompanhado de garantias: A de que a elite não seria destronada.

Os mecanismos para evitar que o "povo" chegasse ao poder foram e são vários. E começam a falhar.

Após a segunda guerra a abertura democrática foi mais que uma necessidade para as repúblicas pelo mundo. A pressão feroz e constante dos movimentos operários insatisfeitos, dos movimentos anarquistas, dos feministas e etc no pré e pós guerra tornaram a mudança inescapável.

No pré-guerra, vejam o caso espanhol, os atentados anarquistas e avanços socialistas e comunistas eram uma constante. No resto do mundo, no pós-guerra, a única maneira de esvaziar o movimento operário e os grupos que pregavam a revolução aos moldes Soviéticos era, enfim, abrir mais espaço para os insatisfeitos participarem no processo decisório.

Em alguns lugares as medidas adotadas foram a implementação do Estado de Bem Estar Social.

Mas esta participação sempre foi controlada na base da cooptação, intimidação e até através de ilegalizações e franca brutalidade e violência estatal. No geral, as camadas de baixo se tornaram mais dóceis, acabaram por receber alguns benefícios e os movimentos políticos se enfraqueceram.

De tempos em tempos, quando a situação se tornava por demais opressiva e algum movimento de base se fortalecia, um ou outro golpe de Estado tomava lugar ou um governo de direita assumia para tentar controlar os ânimos e trazer de volta o jogo às suas regras normais.

O que se vê hoje não difere muito do quadro de outros tempos. Qualquer movimento que se oponha às elites estabelecidas é atacado. Seja num primeiro momento através da infiltração de pelegos, através da franca cooptação de seus quadros até a aberta e franca violência e repressão.

Mas o que vemos hoje, em especial na América Latina, é um crescimento avassalador dos movimentos sociais que estão conseguindo vencer as elites em seu jogo de partilha do poder.

Quando vemos pelo mundo disputas entre Conservadores e Liberais, entre tradicionalistas e progressistas, estamos nada mais nada menos que observando uma briga entre aliados das elites que tentam passar adiante a imagem de que não são tão parecidos, de que tem propostas diferentes. Basta olhar para os últimos anos dos Trabalhistas e Conservadores na Grã Bretanha e Socialistas (sic) ou Social-Democratas e Conservadores na Alemanha para vermos que, de fato, as diferenças são cosméticas e o que temos é uma (pseudo)alternância de poder entre forças basicamente iguais.

Do Brasil do café com leite as semelhanças são marcantes. As mesmas elites se revezando sem, porém, nutrirem grandes diferenças. É o poder pelo poder, sem novas idéias e pelo bem das elites.

Ao longo do processo observamos apenas "soluços", quando há alguma quebra da institucionalidade e reais mudanças sociais ou processos de readaptação e reorganização do jogo, no caso das ditaduras militares.

O objetivo deste texto, enfim, é demonstrar que ao longo de toda a história "democrática" do ocidente observamos a um jogo de cartas marcadas onde os grupos que se revezam no poder, apesar de na teoria defenderem idéias antagônicas, são basicamente iguais. São elites políticas que se revezam sem levar em consideração o grosso do povo, as massas, a não ser quando precisam delas.

As massas nada mais são que massa de manobra, usadas por uma ou outra força em momentos estratégicos e que ao longo dos anos conseguem evoluir um pouco aqui ou ali mas que, no fim, não saem da sua situação de explorados eternos.

A criminalização dos movimentos sociais segue a mesma lógica. Para as elites é intolerável que um movimento de massas, organizado, ponha me perigo suas "conquistas", suas terras, posses, bens e privilégios.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PSOL: Impressões do congresso [Parte2] [Update]

O resultado final da votação foi:

Chapa 1: APS/CSOL/ENLACE/REVOLUTAS/TLS/Rosa do Povo/Independentes 182 votos
Chapa 2: CST/CSR/Bloco de Resistência Socialista/Trotskystas 36 votos (Corrigido: 38 votos)
Chapa 3: MES/MTL/Independentes do Rio 156 votos (Corrigido: 152 votos)

Aprox. 374 votantes (Corrigido: 372 votos)

Os números podem oscilar algo em torno de 10 para mais ou para menos pois não anotei na hora, só alguns minutos depois, já com os números embaralhados, mas o resultado está correto.

-- A Folha SP confirma 372 os votantes, próximo do número que eu me lembrava --
Apesar da chapa 1 ter obtido a maioria dos votos, houve a opção da chapa em indicar o nome de Heloísa Helena para a presidência do partido, por entender que como principal figura pública do PSOL, a companheira é a que tem melhores condições de representar o partido.
Vitória da Chapa 1, que formará a nova direção e, em uma demonstração de solidariedade e uma tentativa de manter a unidade, a chapa abriu mão da indicação do/a presidente do partido, que continuará a ser a Heloísa Helena.
O último ponto da pauta do congresso, a eleição da direção, terminou com a derrota da chapa apoiada por ela e encabeçada pela deputada Luciana Genro (PSOL-RS). Venceu a chapa liderada pelo deputado federal Ivan Valente (SP), que teve o apoio do deputado estadual Raul Marcelo (SP) e do senador José Nery (PA).
Agora espera-se uma reunião da nova direção - na verdade a divulgação de todos os nomes que ocuparão os principais cargos do partido - para saber como se dará o processo de escolha da nova ou novo candidato à presidência do Brasil pelo PSOL.

Pelos posicionamentos do último dia, a contar por cada tendência, a Heloísa Helena tem tímida vantagem sobre o Plínio de Arruda Sampaio.

E, quanto à indicação, podemos ver dois cenários.

1º cenário:

HH sai candidata a presidente. Não se elegerá mas trará muitos votos para si (vale lembrar que Marina e cia, uma possível candidatura do Ciro Gomes ou Cristovam Buarque podem pulverizar os votos). Mas, a sua cadeira quase garantida ao Senado se perderá. O PSOL sai sem grandes representações no legislativo para ter visibilidade nacional. Para um partidoquase que xclusivamente eleitoral, não é uma boa opção.

2º cenário:

Plínio sai candidato à presidência. Não terá votação surpreendente, por mai ue seja um quadro incrível, não tem muita força nacional. Mas sua maneira de falar, jeito calmo e etc podem ajudar a apagar a imagem de "radical" do partido. Não que a imagem seja ruim, o problema é que a "Classe Mérdia" não acha "cool".
Heloísa não esconde que tem entre as possibilidades a serem analisadas a candidatura ao Senado por Alagoas. Nesse caso, uma hipótese é lançar o advogado Plínio de Arruda Sampaio à Presidência da República.
Mas, em contrapartida, o PSOL assegura uma vaga no Senado, para a Heloísa. O partido teria, então, uma de suas mais combativas e verborrágicas militantes onde deveria estar. Com presença e espaço e pronta para denunciar as falcatruas dos demais senadores e as mazelas do parlamento.
O deputado estadual Raul Marcelo (PSOL-SP) lançou nesta sexta-feira o nome do economista Plínio de Arruda Sampaio à Presidência da República pelo PSOL. A candidatura porém, ainda precisa ser aprovada pelo congresso nacional do partido que acontece até domingo em São Paulo.
Se o PSOL não terá tanta visibilidade nacional, terá presença forte no senado. Acho eu que é justo.

A decisão final sobre quem será o candidato ou candidata sairá em Outubro.
- Qualquer candidatura do PSOL tem como sentido principal a denúncia do que consideramos ser uma farsa: Dois candidatos dizendo a mesma coisa. Entre Serra e Dilma não há a menor diferença. Plínio de Arruda Sampaio
O saldo final do congresso foi positivo. Se existe um sectarismo grande, é fato que ainda existe muito espaço para crescer, para criar e construir, mas a unidade é urgente e necessária. Novas demonstrações do MES ou de outras correntes de intolerância e repúdio ao diálogo podem, porém, pôr tudo a perder. Repito, o PSOL não é ainda um partido, senão uma federação de pequenos grupos antagônicos e este ponto deve ser objeto de ampla discussão, aberta e franca, sob a pena de implosão do partido.

Vale mais uma palavra sobre o personalismo. A defesa de Heloísa Helena chegou à tal ponto que as discussões sérias, sobre idéias, foram abandonadas. Falou-se que ela iria ser sempre a presidente, a candidata, que ela era a personificação do partido. Alguém lembra que outro partido teve eternamente esta atitude? E, no fim, quando finalmente venceu, deu no que deu.

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Quanto à Marina silva, ao menos no primeiro e terceiro dias o nome dela foi apenas superficialmente tocado. Se não me engano um ou outro militante da APS mencionou que era preciso desmascarar a Marina enquanto parte do PV. Ao que parece, não há qualquer intenção da nova direção de se aliar ao PV, seja de que maneira for.

Uma excelente notícia ou indicativo.

"Eu não aceito ser obrigada a não respeitar Marina Silva nas minhas declarações públicas. Isso gera um dissenso partidário. O partido deve construir o seu programa, apresentar as alternativas concretas para o Brasil e só então discutir qual o melhor quadro partidário para representar esse projeto", disse Heloísa à saída do congresso.

"Eu tenho a dizer que Marina Silva é uma das mais valorosas militantes que a esquerda já produziu. E eu não vou aceitar que queiram me proibir de dar essas declarações públicas." A declaração de Heloísa choca-se com o deliberado pelos delegados do PSOL, para os quais a possível candidatura de Marina "não representa a esquerda socialista e democrática".

É o problema sério do personalismo. O partido decide uma coisa, a Heloísa Helena ou outro simplesmente discorda publicamente, sem qualquer respeito pela unidade.

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As teses debatidas no Congresso:

TESE 1 - Possibilidades do PSOL nos desafios por um Novo Brasil

TESE 2 - PSOL na luta com os trabalhadores para construir o socialismo!

TESE 3 - Em defesa do PSOL democrático, classista e de combate

TESE 4 - Colocar o socialismo na ordem do dia!

TESE 5 - Uma alternativa popular, ecológica e socialista para o Brasil

TESE 6 - Novos tempos para o PSOL

TESE 7 - Postular o PSOL como alternativa para disputar influência de massas

TESE 8 - Um partido militante para um Brasil dos trabalhadores e socialista

TESE 9 - Construir o poder popular em direção ao socialismo e à liberdade

Contribuição - Formação, articulação e lutas: Os desafios do PSOL perante a fragmentação da esquerda socialista

Contribuição - Por um partido em que a base tenha voz e vez!

Contribuição - Romper a cortina de fumaça: A necessidade de um debate amplo e sem preconceitos sobre a questão das drogas

Contribuição - O presente é de luta, o futuro é da gente!
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domingo, 23 de agosto de 2009

PSOL: Impressões do congresso [Parte1]

Desde sexta o PSOL vive em clima de congresso, de decisão e, como não poderia deixar de ser, em clima de franco sectarismo.

A antiga direção, formada pela aliança entre APS, MES e MTL rachou, dando lugar à formação de 3 chapas que concorreram pela direção do partido neste ano.

Antes de mais nada, deve-se deixar claro que o PSOL ainda tem MUITO caminho para percorrer.

Não é um partido, é uma federação de partidos concorrentes e sectários que se unem sob uma bandeira para poder ter acesso à "democracia burguesa". As bases são fragmentadas, na verdade ainda é preciso muito trabalho de base e para conseguir bases, pois se brincar o PSTU tem mais penetração nos Movimentos Sociais que o PSOL em si e é muito mais sólido.

A unidade entre as correntes só acontece em certos momentos, vejam como são as eleições de DCE's, dificilmente vemos uma chapa "PSOL" e sim uma do MES concorrendo com a da CST e daí em diante. Vejam, por exemplo, que existem correntes do PSOL na Conlutas e outras na Intersindical. Como pode um partido se dividir tanto?

Mas é o que acontece, o PSOL não é um partido ainda, é um PT parte 2 mas sem a mesma base e penetração.

Claro, não sejamos pessimistas, há muito espaço para crescer, para amadurecer e se criarem reais espaços de luta. O congresso de hoje mostrou que existe muita vontade, apesar do MES.

Mas, vamos ao congresso.

Foram apresentadas 9 teses, praticamente cada grupo resolveu apresentar a sua, o que já demonstra o caráter fragmentado do partido. Vale nota a Tese 1, independente, que contava com o endosso de personalidades como Chico Alencar, Milton Temer, Carlos coutinho, Marcelo Freixo dentre outros, a tese 5 do Enlace, a Tese 6, da APS de Ivan Valente, a 7, de Luciana genro e o MES, a 8 do CSOL de Plinio de Arruda Sampaio e a 9, do MTL.

Notem que cada uma destas tendências lançou a sua tese mas formaram chapa logo depois. Era engraçado,no primeiro dia, ouvir aos gritos de guerra e quase ódio de uma tendência pela outra e, no dia seguinte, vê-las se abraçando e xingando outras mais distantes. Meros acordos pontuais, sem real comprometimento.

O primeiro dia foi tranquilo, apresentação das teses, muita conversa, gritos de guerra e ótimos discursos. Nada digno de nota fora o exemplo de sectarismos que explodiram no segundo dia.

Neste primeiro dia, vale ainda lembrar, cada tendência deixou bem clara em quem apoiaria para candidato/a à presidência do Brasil. Todas, menos os independentes e o CSOL defenderam a Heloísa Helena, enquanto os demais ficaram com Plínio de Arruda Sampaio.

A APS e o ENLACE, posteriormente, revisaram suas posições e aparentemente fecharão com o CSOL e Plínio.

No segundo dia, então, foram os GT's.

Eis que, no meio da discussão sobre o aborto - todos sabem que a HH é contra e ela faz questão de deixar sua opinião pública - o MES resolve abandonar o congresso porque não achava que o tema era apropriado para ser debatido!
"Sou do PSOL, sou radical, eu não aceito o dinheiro da Gerdau"
Musiqunha da CSOL/APS para o MES
O MES é o grupo, hoje, mais próximo da HH, ainda que a CST idolatre de forma quase religiosa a ex-senadora, e em uma deturpada noção de solidariedade, resolveu que não iria discutir nada sobre o Aborto e pôs um ponto final na discussão quando ameaçou se retirar do congresso. Uma demonstração absurda de sectarismo e desrespeito.

Por ser um partido de tendências, ninguém pode impor ao MES absolutamente nada, porém, sendo minoria, cabia ao MES aceitar a opinião dos demais. A Heloísa Helena, aliás, deveria se colocar em sue lugar e, como Lula, acatar a posição do partido.

O grande problema do PSOL e de qualquer partido de tendências tão fragmentadas e auto-suficientes é a de que cada líder ou membro de tendência acha que pode falar o que lhe vem à telha, sem respeitar ou observar a posição unificada do partido. É o que a Heloísa Helena faz na questão do aborto e o MES resolveu aderir. Sem dúvida uma vergonha a posição do MES para Luciana Genro, sua principal representante.

O caso Gerdau é outro que teve ampla repercussão ao longo do congresso. Conta todas as demais tendências e a direção do partido, a candidatura de Luciana Genro no rio Grande do Sul aceitou doação da empresa Gerdau. Oras, se uma das maiores críticas ao PT era exatamente a aceitação de financiamento de empresas, na base do "uma mão lava a outra", que acabou por desvirtuar as bandeiras históricas e tornar o partido um jogo nas mãos do capital, então como aceitar financiamento empresarial dentro do PSOL?

O partido não nasceu para combater exatamente isto? Ou existe alguma pureza desconhecida e gigantesca que impedirá o PSOL de se corromper, igual ao PT?

Passada a crise do sábado, no domingo era dia de votar.

As chapas formadas foram três:

Chapa 1: APS/CSOL/ENLACE/REVOLUTAS/Independentes
Chapa 2: CST/LSR/TLS/AS/ARS/CRS/Trotskystas
Chapa 3: MES/MTL

Durante os discursos de defesa das chapas surpreendeu o personalismo e o sectarismo. O discurso de Luciana Genro, Chapa 1, mais parecia uma oração à Heloísa Helena. Nenhuma discussão de propostas, idéias. Era HH no céu e o PSOL na terra para seguir sua palavra.

O discurso de Luciana Genro e do outro membro do MES (que não descobri o nome) se limitou a louvar HH, a chamar de traidores os que se opunham ao nome dela para concorrer à presidência do país.

A chapa do MES/MTL conseguiu ser mais sectária que a Chapa 2, capitaneada pela CST, próxima ao PSTU, o que diz tudo.

A Chapa 2, primeira a discursar, também demonstrou que apóia incondicionalmente - e até religiosamente - Heloísa Helena. Deixou claro de todas as formas que podia. O curioso é que declaravam ter diversas discordâncias, tinha sérios problemas e etc, mas o apóio era indiscutível. Babá deixou tudo muito claro.

A última chapa a discursar, a Chapa 1, formada por APS/CSOL/ENLACE e outros, discursou pregando a unidade. Se no primeiro dia a APQ deixou claro apoiar a Heloísa Helena, reviu sua posição e ao menos convocou um novo congresso para discutir exatamente e exclusivamente este tema.

O discurso de uma companheira que, infelizmente, não me recordo o nome, foi emocionante. Um chamado à unidade, à construção do PSOL enquanto alternativa viável à PT e DemoTucanos. A companheira fez um discurso inspirado, criticando o financiamento da Gerdau, o sectarismo, os personalismos e fechando com um pedido à unidade.

O ponto principal do discurso dos demais apoiadores da chapa 1 foi o do combate aos personalismos. O partido não é da Heloísa Helena, não é do Ivan Valente ou do Babá, muito menos da Luciana Genro, é de todos estes e da base, dos filiados e militantes. Este foi o ponto principal do discurso de Ivan Valente, o último a falar. E foi aplaudido pela maioria dos presentes ao congresso.

A votação iria começar quando do lado dos militantes do MES e do MTL estourou uma briga enquanto o resto do ginásio vaiava e gritava palavras de ordem dizendo que democracia não é porrada e lamentando as atitudes do MES ao longo de todo o congresso.

Vale ainda um adendo, ao longo de toda a apuração, enquanto as diversas tendências demonstravam seriedade, preocupação ou ao menos se juntavam para conversar, discutir o partido, rumos e possibilidades, os militantes do MES não pararam de batucar, vestidos em camisas fazendo referência ao grupo - e não ao PSOL, como seria de se esperar - e cantando músicas como "Ana Júlia", do Los Hermanos. Uma lamentável demonstração de descomprometimento com o Congresso. Uma festa, ao que se via, e não algo sério.

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Para não me antecipar ao próprio partido, amanhã posto o resultado final e mais impressões do terceiro e último dia do Congresso.

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Pequeno glossário de siglas:

APS: Ação Popular Socialista (Ivan Valente)
MES: Movimento de Esquerda Socialista (Luciana Genro)
CST: Corrente socialista dos Trabalhadores (Babá)
CSOL: Coletivo Socialismo e Liberdade (Plínio)
MTL: Movimento Terra Trabalho e Liberdade
TLS: Trabalhadores na Luta Socialista
LSR: Liberdade, Socialismo e Revolução (Unificação da Socialismo Revolucionário SR e Coletivo Liberdade Socialista CLS )
CRS: Corrente Renovação Socialista
AS: Alternativa Socialista
ARS: Alternativa Revolucionária Socialista
ENLACE: Coletivo formado por membros da Tendência Liberdade e Revolução, Movimento de Unidade Socialista, Dissidências da Democracia Socialista, da Articulação de Esquerda e do Fórum Socialista
Revolutas
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Bil'in Weekly Protest - This is Zionism!

Dozen were suffocated at the weekly demonstration in Bil’in
Friday, 21 \ 8 \ 2009


Participants of the demonstration were people of the village, international activists and Israeli peace movement’s members. Demonstrators raised Palestinian flags and banners calling for ending the occupation, stopping wall and settlements constructions, land confiscation, night raids and arrests. Participants, walked in Bil’in streets, chanting slogans and calling for national unity. Demonstrators walked toward the wall and when they get close to the gate, the occupation soldiers started firing tear gas, causing suffocation.

On the other hand, the Israeli army force raided the village of Bil'in today’s morning and arrested Mohammed Ibrahim Abu Rahma (48 years) a member of the People's Committee Against the Wall - Vice President of the village council - where he was taken to the Ofer prison. Thus this raid is targeting the members of the People's Committee in order to stop their resistance against the occupation.

Although the occupation forces released yesterday, Basil Naim Bernat, this release was after spending 39 days at the prison and after paying 7,000 NIS as a penalty, and the have released the child Nashmi Mohammed Abu Rahma after paying 5,000 NIS as a penalty, thus he has spent five days at the prison. As well as, they have released before a couple of days Muhammad al-Khatib; member of the Popular committee after spending two weeks at the prison, although he has paid 10,000 NIS as a penalty, in addition to conditions includes not participating at the weekly demonstrations, and to leave Bili’n on Fridays from 12:00 am to 17:00 pm, as he has to be at the nearest Israeli police center in the mentioned period.

For more information, please contact:

Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in

0547258210 أو 0599107069

e-mail – lumalayan@yahoo. com

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Israeli forces conduct night arrest raids, continue to target the leadership of Palestinian non-violent resistance

20 August 2009: Once again the night in Bil'in was disrupted by a raid ending with the arrest of one the members of the Village’s Popular Committee Against the Wall and Settlements. This occurred the night after the childrens demonstration where the children had chanted slogans like "We want to sleep," "Stop the night raids".

The house of Bil'in Popular Committee member and vice president of the Bil’in village council, Mohammad Abu Rahma, (age 48), known by his friends as Abu Nizar, was raided shortly before 2am on Thursday morning. About 25 soldiers with their faces painted in black had come to the village on foot.

The soldiers broke into Abu Nizar’s home and forcefully took him from his bed where he and his wife were sleeping. They then beat and dragged him to the Annexation Wall where jeeps were waiting to pick them up. During the arrest, the soldiers where confronted by international solidarity activists who live in the village and Haitham Khatib the village’s camera man. As Haithem was filming the arrest, one soldier hit him, broke his camera and hit two of the activists.

Abu Nizar’s son Nashmi Mohammed Ibrahim Abu Rahma (age 14) had been arrested 5 days ago. To date, Israeli forces have arrested 28 people (most of which are under 18). Nineteen residents of Bil'in remain in Israeli detention. Through Israel’s interrogation and intimidation tactics, some of arrested youth have ‘confessed’ that the Bil’in Popular Committee urges the demonstrators to throw stones. With such ‘confessions’, Israeli forces then proceed to arrest leaders of the non violent struggle in the community.

The Palestinian village of Bil’in has become an international symbol of the Palestinian popular struggle. For almost 5 years, its residents have been continuously struggling against the de facto annexation of more than 50% of their farmlands via the construction of the Apartheid Wall. Magda abu Rahme , 17 , sister to Nashmi and daughter to Mohammad who are both currently in Israeli military prison stated; "These crimes, these armed invasions, breaking into homes where women sleep, these will only make us stronger and more steadfast. We remain samideen - steadfast - and will not back down. The strategy is to fragment our families and community and create distrust, and this will fail, we remain strong and we are immovable."

Another leading Bil’in non-violent activist, Adeeb Abu Rahme, remains in detention since his arrest during a non-violent demonstration on July 10th (see report & video: http://palsolidarit y.org/2009/ 07/7652. Adib Abu Rahme aa well as Mohammad Khatib from Bil’in’s popular committee have been charged with “incitement to damage the security of the area.” Mohammad Khatib, was recently released on bail after his lawyer proved that a picture the military prosecution claimed was of him throwing stones that was accompanied by a confession form one of the arrested youth recognizing Mohammad, was taken while Mohammad was out of the country.

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