sábado, 12 de setembro de 2009

Arenys de Munt não fica em Euskal Herria

Cada vez que folheamos um jornal ou vemos um telejornal, tropeçamos no anfiteatro das sombras e da uniformidade que Franco cimentou sobre milhares de cadáveres

Arenys de Munt é uma terra de seis mil habitantes na província de Barcelona, onde uma associação cívica decidiu realizar um referendo no dia 13 de Setembro com a pergunta em catalão:
Está de acordo que a Catalunya se torne num estado de direito, independente, democrático e social integrado na União Europeia?
Nesta terreola perdida nas montanhas, a violência política nunca existiu e sempre se respeitou a lei. As suas gentes são, portanto, pacífica e democraticamente responsáveis. E todo o mundo tem a certeza de que continuarão a sê-lo qualquer que seja o resultado da consulta. Bem, todos não, porque o PP, a Falange das JONS e o PSOE-PSC se posicionaram contra este referendo. Em suma, houve a mesma coincidência ideológica que existe em Euskal Herria para se opor à presença da esquerda abertzale em todas as eleições. 
O que se segue é já conhecido. Ciutadans acorre à Delegação do Governo para avisar, o PP exige que o estado de direito intervenha, o magistrado do Estado interpõe um recurso em tribunal contra a consulta, os meios afectos a Madrid posicionam-se, os dois vereadores da terra pertencentes ao PSOE-PSC votam contra quando os seus chefes exclamam que há que respeitar a ordem vigente e a Falange solicita autorização para se manifestar na terra no dia do referendo. Em resumo, vemos como pacífica e democraticamente em Arenys de Munt não há maneira de escapar ao terrorífico e sombrio fantasma do fascismo espanhol invocado em uníssono pelo PSOE-PSC, pelo PP e pela Falange Espanhola. A Constituição e a corrupção política permitem essa comunhão de ideias que acabam por coincidir com o facho dos falangistas.

Os homens de pescoço branco e camisa azul tentaram desumanizar um pequena e pacífica terra catalã por se atrever a organizar uma consulta popular, e em Euskal Herria querem transformar em diabo - utilizando a propaganda política - quem exige o mesmo. Ambos os casos nos ajudam a compreender como a autoridade considera ameaçadora para a sua própria integridade a decisão de um referendo livre e em liberdade. A vice-presidente espanhola, De la Vega, num ataque de sinceridade, disse, para acabar com a controvérsia de Arenys, que o direito de autodeterminação e a independência não cabem na constituição. Que importância tem a opinião do povo em democracia! Ela, que é jurista, deveria ler os tratados internacionais que o seu país assinou.



O Estado espanhol passou trinta anos em Euskal Herria a dizer que sem violência tudo é possível, que a Constituição era o lado mais amável e mais bonito da realidade, uma espécie de saco de Pai Natal que só continha dádivas e requintes para tornar a vida mais agradável aos que eram crianças. Na altura própria, recusaram-nos a possibilidade de debater o conteúdo real, e agora vem-se a saber que tudo o que se meteu lá dentro regressa e retrocede às crianças de ontem, adultos de hoje. Os ares da transição sofreram uma regressão e, quando abrimos o saco, não só tomam um aspecto rudimentar como se mostram com manifesta hostilidade em Arenys de Munt, infundido um temor como se uma caveira com tricórnio fosse aparecer numa pequena janela.

Este medo faz com que notemos unicamente os aspectos socialmente mais benignos da nossa existência, e se alguém se lembra do que trafica armas e fala de paz, da língua de serpente do não à OTAN, dos benefícios penais a delinquentes condenados como Galindo, Vera e Barrionuevo, da tortura sem punição em Euskal Herria e da dispersão dos presos bascos, transforma-se num pássaro de mau agoiro porque mais depressa lhes mostra a mentira que o delito. Por isso, cada vez que folheamos um jornal ou vemos um telejornal, tropeçamos no anfiteatro das sombras e da uniformidade que Franco cimentou sobre milhares de cadáveres. Ali, habita a maldade humana, a que encheu as valetas de inocentes, a que voltou a pintar as paredes dos cemitérios e a dos passeios sem retorno dos campos extrajudiciais. Nesse anfiteatro, as entidades financeiras jogam hoje com o nosso dinheiro, vota-se em ladrões ilustres para que nos representem e jogam com a brevidade da nossa memória porque hoje mais que nunca aquilo que afecta a colectividade depressa é esquecido. Os que nos forçaram a ser testemunhas deste pútrido ambiente de sombras valem-se de um pálio amigável e de correame que não se esfumaram na transição e que apenas obtiveram prebendas em vez de pedir perdão.

Pelo desígnio divino pode-se proibir uma consulta popular não vinculativa em Arenys de Munt, um campeonato de mus [jogo de cartas], um jogo de futebol e uma exposição de fotos em Euskal Herria. O redentor que quer transformar a nossa vida e os nossos próprios valores é um ser anormal, estigmatizado por um pensamento de ódio que ficou historicamente cristalizado. Gostaria de se perpetuar sem que o chateassem com o direito à autodeterminação e à independência, para se valer da totalidade e da uniformidade do paraíso com que Franco também sonhou. Mas esse paraíso com que sonha seria terrivelmente doloroso. A natureza humana também marca a sua resposta à sombra reunida nesse anfiteatro.

Francisco LARRAURI
psicólogo
Fonte: ASEH
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A Telefônica afirma que investe e nós afirmamos que ela mente

Vejam que curiosa notícia sobre a Telefônica. Esta afirma que investe sim em infraestrutura!

A Telefônica descartou que a falta de investimento em infraestrutura seja o motivo das panes ocorridas neste ano em São Paulo, como a que aconteceu na última terça-feira (8). A declaração foi dada pelo diretor-executivo da empresa, Fábio Bruggioni, à Rádio Bandeirantes.

Ela afirma que investe e nós sabemos que é mentira.

Não é a primeira vez que a empresa tem a cara de pau de afirmar que está investindo tudo o que pode em infra-estrutura, quando da suspensão davenda do Speedy informaram o mesmo, que haviam investido R$ 750,00 e, destes, R$ 70 milhões só no Speedy, na rede.

A telefônica afirma ter investido 750 milhões de reais (70 milhões especificamente nos pontos citados pela ANATEL como problemáticos) mas, faça-me um favor, para um empresa que presta um serviço medíocre o investimento de míseros 750 milhões de reais soa como piada de mal gosto. Só a termo de comparação o lucro da empresa em 2008 passou dos 7.5 bi de Euros!

Pela cotação de hoje, 7.5 bi de Euros (2.7122) ultrapassa os 20 bilhões de reais! E a empresa afirma ter feito um grande investimento de míseroes 750 milhões de reais? Faça-me o favor! 3,75% de todo o lucro para investimentos, é simplesmente uma piada, uma ofensa contra os consumidores. Destes 750 milhões, o investimento direto aos problemas denunciados pela ANATEL e que levaram à suspensão da venda do Speedy nos sobram 70 milhões em investimentos ou 0,035%!

Pois bem, estes valores, por si só, denunciam que sem sombra de dúvidas não há nenhum investimento sério em infra-estrutura. De 20 bilhões em lucro, um investimento que não chega a 1/20 disto!

É impressionante a cara-de-pau do senhor Bruggioni ir até a imprensa anunciar uma mentira deslavada e uqe merecia uma punição exemplar. Estamos diante, novamente, de uma farsa.

Quando da suspensão da venda do Speedy o Ministro das Telecomunicações Hélio Costa, fez de tudo para suspender a determinação da ANATEL de proibir a venda do Speedy. Comentei sobre este fato e reproduzo abaixo:
"Do outro lado o imb... ops, Ministro Helio Costa afirmou que "O castigo foi merecido e já foi cumprido, mas agora a gente não pode prejudicar o usuário não. Temos que refazer o mais depressa possível". O castigo? Para uma empresa com 20 bi de lucro quanto será que esta suspensão afetou os lucros? Alguns poucos milhões, se muito?"


Um processo desta natureza está em trâmite administrativo na Anatel, referente à pane na telefonia fixa ocorrida em junho
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Exército de Israel tenta assassinar repórter da Al Jazeera

A correspondente da Al Jazeera realiza a crônica de um enfrentamento na vila de Bil'in da Cisjordânia na fronteira do Estado Terrorista de Israel quando os soldados sionistas disparam um projétil de gás contra a jornalista.

Vendo o projétil chegar a jornalista anuncia que está sendo atacada, desvia e continua a denunciar o genocídio Palestino. Isto é Israel tentando assassinar uma jornalista por esta denunciar os crimes cometidos na região contra civis Palestinos.





Até mesmo denunciar os crimes de Israel é motivo para ter sua vida posta em perigo. Israel é um Estado Genocida.
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Falando em Bil'in, artigo que saiu ha algum tempo do Le Monde, sobre a vila que recebe inúmeros holofotes pelo mundo, sendo um símbolo da resistência do povo Palestino.

Vilarejo oferece modelo para causa palestina

Toda sexta-feira durante os últimos quatro anos e meio, várias centenas de manifestantes - cidadãos palestinos, voluntários estrangeiros e ativistas israelenses - caminham juntos para a barreira israelense que separa o minúsculo vilarejo de Bilin do grande assentamento de Modiin Illit, parte do qual está construído nas terras do vilarejo. A 30 metros dali, soldados israelenses observam e esperam.

Os manifestantes entoam gritos de protesto e, inevitavelmente, jogam algumas pedras. Depois, também inevitavelmente, os soldados respondem com gás lacrimogêneo e jatos de água, incluindo, ultimamente, um líquido pútrido a base de óleo que deixa toda a área malcheirosa.

Esta é uma das operações de protesto mais duradoura e bem organizada da história do conflito palestino-israelense, e transformou este vilarejo agrícola outrora anônimo num símbolo da desobediência civil palestina, em um modelo que muitos que apóiam a causa palestina gostariam de ver se espalhar e prosperar.

Por esse motivo, um grupo de experientes estadistas de esquerda, incluindo o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter - que provocou controvérsia ao sugerir que a ocupação israelense da Cisjordânia equivalia ao apartheid - veio para Bilin nesta quinta-feira e disse aos organizadores locais o quanto admira seu trabalho e porque é essencial mantê-lo.

O bispo anglicano aposentado Desmond Tutu, que também fez parte da visita, disse: "Assim como um homem simples chamado Gandhi liderou com sucesso a luta não violenta pelos direitos civis na Índia, as pessoas simples aqui em Bilin estão liderando uma luta não violenta que resultará em sua liberdade."

Tutu, vencedor sul-africano do prêmio Nobel da Paz, falou de pé sobre o solo rochoso, circundado por cilindros descartados de gás lacrimogêneo e em frente ao arame farpado da barreira que Israel começou a construir em 2002 na Cisjordânia, durante um violento levante palestino. Israel disse que seu principal propósito era impedir os homens-bomba de cruzarem a fronteira para Israel, mas a rota da barreira - uma mistura de cercas, torres de guarda e muros de concreto - entrou no território da Cisjordânia, e a revolta palestina com a barreira diz respeito tanto à terra quanto à liberdade perdida.

Bilin perdeu metade de suas terras para o assentamento de Modiin Illit e para a barreira, e levou suas queixas ao tribunal mais alto de Israel. Há dois anos, o tribunal concedeu uma vitória incomum. Ele ordenou que o assentamento interrompesse a construção de um novo bairro e que os militares israelenses mudassem a rota da barreira de volta para o território israelense, devolvendo assim cerca de metade das terras perdidas para o vilarejo.

"Os moradores dançaram nas ruas", lembra-se Emily Schaeffer, advogada israelense que trabalhou no caso para o vilarejo. "Infelizmente, já faz dois anos desde a decisão e o muro ainda não foi mudado."

O vilarejo voltou ao tribunal para tentar, até agora em vão, conseguir que as ordens sejam cumpridas.

Schaeffer explicou o caso para os visitantes, que são conhecidos como "Os Anciãos". O grupo foi fundado há dois anos pelo ex-presidente Nelson Mandela da África do Sul e é sustentado por doadores, incluindo Richard Branson, presidente da Virgin Group, e Jeff Skoll, presidente-fundador do eBay. Seu objetivo é "apoiar a construção da paz, ajudar a lidar com os grandes problemas do sofrimento humano e promover os interesses comuns da humanidade".

Tanto Branson quanto Skoll estavam presentes na visita a Bilin, assim como Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda, Gro Harlem Brundtland, ex-primeiro ministro da Noruega; Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil; e Ela Bhatt, indiana defensora dos direitos dos pobres e das mulheres. A visita do grupo a Israel e aos territórios palestinos também incluiu encontros com jovens israelenses e palestinos.

Cardoso disse que ouve falar do conflito há muito tempo, mas que presenciá-lo foi algo que deixou uma impressão duradoura. A barreira, disse ele, serve para aprisionar os palestinos.

Como em todos os aspectos do conflito, não há acordo quanto à natureza do que acontece toda sexta-feira. Os palestinos celebram o protesto como algo não violento, e ele foi citado recentemente pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, como um passo fundamental em direção à luta pelo Estado palestino. Recentemente, um de seus líderes, Mohammed Khatib, estabeleceu um comitê com uma dúzia de vilarejos para compartilhar suas estratégias.

Mas os israelenses reclamam que, junto com os protestos no vilarejo de Bilin, as coisas são mais violentas do que os palestinos e seus apoiadores reconhecem.

"Os manifestantes atiram pedras, coquetéis Molotov e pneus em chamas nas forças de defesa e na cerca de segurança", disseram os militares, ao serem perguntados por que começaram a prender líderes do vilarejo no meio da noite. "Desde o começo de 2008, cerca de 170 membros das forças de defesa foram feridos nesses vilarejos", acrescentou, incluindo três soldados que ficaram tão gravemente feridos que não puderam mais servir o Exército. Ele também disse que no próprio vilarejo de Bilin, cerca de US$ 60 mil (R$ 112.800) de prejuízo foram ocasionados à barreira no último ano e meio.

Abdullah Abu Rahma, professor do vilarejo e um dos organizadores dos protestos semanais, disse que ficou surpreso com as afirmações dos militares assim como com as contínuas prisões de líderes do vilarejo.

"Eles querem destruir nosso movimento porque ele não é violento", disse. Ele acrescentou que alguns moradores podem ter tentado, por causa da frustração, romper a cerca, uma vez que o tribunal havia ordenado que ela se movesse e nada aconteceu. Mas isso não é a essência do movimento popular que ele ajudou a liderar.

"Precisamos de nossas terras", disse aos visitantes. "É como ganhamos dinheiro para sobreviver. Nossa mensagem para o mundo é que esse muro está destruindo nossas vidas, e a ocupação quer acabar com a nossa luta."
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mega Não: Desobediência Civil pela liberdade na internet!

Me uno aos diversos Ciberativistas e blogueiros no ato de Desobediência Civil contra a aprovação do AI5 Digital. Se aprovado, o projeto Azeredo irá censurar a internet, limitar o nosso direito de nos expressar, minará nossa liberdade de expressão e, como tal, é inadmissível.

A única solução viável, já que não somos ouvidos pelo parlamento - nunca somos ouvidos pelo parlamento, que governa para si - é bater de frente! Se recusar a aceitar a censura, denunciar e desobedecer.

Tod@s @s blogueir@s e Ciberativistas devem se unir em prol desta iniciativa e lutar contra a limitação absurda e abusiva de nossa liberdade e não só escolher nossos candidatos como também divulgá-los, opinar, criticar, denunciar, enfim, exercer a democracia de forma livre e irrestrita.

A internet é livre, não é concessão e, mesmo estas, como sabemos, desrespeitam descaradamente a lei, como então esperam nos controlar, nos impor restrições? O Senado não entende nada de internet, os parlamentares não entendem nada de internet e muito menos de liberdade! São filhos da ditadura, uma corja de corruptos interessados em esconder a verdade, em proibir a livre circulação de informação independente, sem relação com o PIG e com os demais meios de comunicação, todos de propriedade de políticos ou seus amigos.

A internet assusta, aterroriza os que não podem controlá-la como fazem com todos os demais meios de comunicação. A Solução é tentar censurar, impor restrições por alguns meses - segundo azeredo, são apenas 3 meses, não há porque tanta grita! Sim, Senador, são 3 meses, mas censura é censura, não importa se por um ano ou um minuto. Não será tolerada!

Absurdos como considerar o Youtube algo semelhante à TV, ou querer conceder "direito de resposta" via Twitter, ou ainda exigir que sites saiam do ar alguns dias antes da eleição - nem adianta explicar o que é "cachê" para os Senadores, "e-mail" já é um conceito complicado - e, pior ainda, a idéia de que é possível fiscalizar e punir a todos os blogueiros e usuários que manifestarem sua opinião em artigos e vídeos quanto À um candidato e partido, demonstram a inutilidade do Senado, a inutilidade dos políticos dinossauros que se perpetuam no poder sem, porém, entender o mundo que os cerca.

A internet é livre e permanecerá livre! A Desobediência Civil é o caminho, não vamos acatar nenhuma decisão que nos censure!

Mega Não pela liberdade eleitoral na web

É inadimissivel em um país democrático que exista qualquer tipo de restrição aos eleitores. Será que nossos legisladores esqueceram o conceito fundamental da democracia?
Todo poder emana do povo para o povo.
O Senado federal que não entende absolutamente nada de Internet, quer impor restrições absurdas, comparando a internet com meios de difusão como o radio e a tv que são concessões públicas, muito diferente de um blog ou rede social. Nem mesmo o direito de resposta deveria ser obrigatório na Internet, afinal midias sociais são conversações. Chega a ser ridículo ver nossos Senadores propalando uma bobagem atrás da outra, tentando legislar sobre o que desconhecem. Para isto tentam criar comparações estupidas como Youtube = TV, e outras bobagens do gênero.

Seria cômico se não fosse trágico, pois a Internet é a ultima janela de oportunidade aberta para a verdadeira democracia e liberdade de expressão, com campanhas livres pela Internet a sociedade poderá eleger novos e interessantes candidatos que antes não tinham condições de concorrer à uma campanha que custa milhões.

Para evitar este trágico retrocesso, vamos pedir LIBERDADE TOTAL ELEITORAL NA WEB, assine a petição e coloque o selo abaixo em seu site ou blog, mostre que você esta disposto(a) a lutar pelo seu direito de liberdade, seu direito de apoiar quem desejar sem ser criminalizado por isto, coloque um link do selo para este post se desejar.
stf2010

Aproveite e faça posts, videos, e tudo mais, junte-se a campanha pela Internet livre nas eleições use a tag #tse2010 para acompanharmos ou link este post.
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São Paulo + Telefonica + Chuva [+ KASSAB] = Caos

No artigo anterior, eu havia comentado que o nosso grande prefeito, Gilberto Kassab, havia reduzido em 20% a cota da coleta de lixo. A desculpa? Crise mundial, a Marolinha do Lula que até o PIG foi obrigado a reconhecer como tal.

Claro que a crise mundial não foi suficiente para este mesmo prefeito elevar em quase 100% o seu salário e o de seus secretários, a mesma crise não foi suficiente para evitar a criação de 8 mil cargos inúteis de vereador pelo país. Talvez os nossos deputados, que aprovaram a medida, não achem que os milhares atuais roubem o suficiente.

Imagino que, se o momento atual é de crise, o mínimo que nossos legisladores poderiam fazer é dar o exemplo, ao invés de reduzir política públicas, limpeza urbana, projetos emergenciais e etc, reduzir seus próprios salários.

Mas, talvez, este tipo de atitude seja visto como "populista", seja lá o que isto signifique, ou uma atitude típica de "ditadores" latinoamericanos como Morales ou Correa. O primeiro reduziu em 57% o salário do presidente, recebe mensalmente $1.875,00 por mês, o que equivale a aprox. R$3.440,00, nem de longe o salário astronômico do nosso PREFEITO! O salário do prefeito de São Paulo passará a ser 6 vezes maior que o do presidente da Bolívia.

Quanto ao Correa, seu salário foi reduzido pela metade e passou aos $4.000,00, ou R$ 7.340,00, 3 vezes menor que a do prefeito Kassab.

É inegável a diferença de poder econômico de uma metrópole como São Paulo e países como Equador ou Bolívia mas, da mesma maneira, é impensável que um prefeito ganhe mais de 6 vezes o salário de um presidente de país vizinho, em meio à crise mundial - esta a desculpa de Kassab - e Às voltas com reduções de gasto em áreas cruciais!

Sem dúvida não perguntaram ao povo se ele prefere ter as enchentes controladas do que aumentar o salário de seu prefeito.

Mas, eis que hoje uma nova surpresa, não foi apenas a cota do lixo a reduzida mas apenas 7,3% do dinheiro reservado para a construção de piscinões na cidade foi usado.

Ou seja, de um orçamento de 18,5 milhões para a construção e manutenção de reservatórios de águas de chuva e afins, apenas 1,3 milhão foi realmente usado. A desculpa? Todos já conhecem, a crise! O paulistano pode ficar debaixo d'água, perder suas casas, seu emprego, não conseguir chegam em casa, perder seus carros e, enfim, perder sua vida, mas o prefeito e seus secretários precisam multiplicar seus salários para manter suas casas nos Jardins e suas mordomias.
Dos R$ 27,5 bilhões previstos de receita para este ano, R$ 6,3 bilhões foram congelados. Kassab argumenta que a arrecadação será muito menor que o previsto por conta da crise financeira internacional, daí a necessidade de congelamento.
É engraçado que o Kassab não vê problema em congelar bilhões do dinheiro do povo, mas seu salário não fica congelado!

Na verdade o problema não é apenas o Kassab mas toda a estrutura política brasileira. Ano após anos os crápulas do Senado e Câmara dos Deputados elevam seus salários sem pestanejar, chegam a receber mais de 60 mil entre salário e "ajudas" diversas, enquanto o pobre sobreviver com 500 reais mais Vale-Transporte em um sistema precário e falido; e é bom que se dê por satisfeito! Sequer estou contando os milhões que roubam e desviam, porque não é possível mensurar e neste país corrupto não vai para a cadeia, apenas o pobre, o negro, o favelado.... Com Gilmar Mendes no STF então, sem chance de magnata acabar preso.


Enfim, vemos a continuidade de um costume consagrado no Brasil, o de contenção de gastos no que importa para o povo e uma gastança desmedida no que é do interesse dos parlamentares e ladrões afins. Sempre encontram uma desculpa para ajudar aos seus, dão emprego para parentes e amigos, roubam descaradamente, usam todo o dinheiro que podem em suas "obras" e emendas parlamentares... Não falta dinheiro! Mas quando se fala em elevar o salário mínimo é uma grita! Não há orçamento! Ao menos com o Lula, neste ponto, a coisa foi mais branda.

Quando falam em elevar o salário dos professores, nem pensar! No Rio estamos vendo a revolta dos professores que terão de esperar até 2015 para verem 300 reais a mais em seu salário miserável. Um prefeito ganha 22 mil reais, um professor ganha menos de 700. Como um ser humano pode considerar um prefeito mais importante que um ou milhares de professores? No Brasil tem político que tenta explicar. Nem precisam, são eles que mandam, que elevam seus próprios salários e deixam o povo na miséria.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

AI5 Digital - A "Reforma" Eleitoral

A atual tentativa do Congresso de Censurar a internet dá o tom do pavor que as elites e os políticos sentem de qualquer ferramenta que lhes escape ao controle.

Se é bem verdade que Rádios e TV's são concessões públicas, também é uma - triste - verdade que estas concessões são dadas à qualquer político que pague mais, corrompa mais ou influencie mais. Não há um critério honesto e decente e é o mínimo que se imponham regras para evitar - limitar, pelo menos - campanhas descaradas para um ou outro candidato.

No caso Brasileiro em particular o que acontece é que, ao longo do horário eleitoral, um - pequeno, ínfimo - espaço é aberto para os partidos menores enquanto os partidos maiores recebem maior espaço e holofotes. Mas o que realmente interessa é que, todos sabemos, existe campanha descarada da mídia pró candidato A ou B. Basta ler, ouvir ou assistir à programação midiática que descaradamente escolhe lados, por mais que finja ou afirme não fazê-lo. Fazem da maneira mais suja possível, se valendo de brechas, subterfúgio e mensagens nem tanto subliminares.

A guerra entre Globo e Record, por exemplo, foi pautada também por uma guerra de interesses políticos relacionados à concessão da Record News, da Globo propriamente dita e da fraude que foi a compra da Record pelos laranjas da IURD. O que vimos foi a verdade destas redes de Televisão sendo jogadas no ventilador. Ganhamos em termos de conhecimento e reconhecimento da verdade mas ainda falta - faltará para sempre - uma ação real das autoridades (melhor dizendo, "otoridades") investigando e punindo com efeito e seriedade os abusos mil.

Voltando ao assunto principal, a internet, notemos que esta não é uma concessão pública, é livre por definição, não é cabível a censura e, muito menos, a imposição de regras similares à de outros veículos para seu funcionamento.

Como limitar o número de propagandas de um candidato em uma ferramenta em que o histórico continua lá para qualquer um ler? Não é como na TV ou rádio em que você assista na hora um programa, uma propaganda. Na internet o que já passou continua lá, para ser livremente acessado, a qualquer momento.


Nem vale entrar na total impossibilidade de se, efetivamente, fiscalizar ou controlar milhões de sites, blogs, fotologs, perfis de comunidades sociais e etc. Será que os digníssimos Azeredo e Maciel irão pessoalmente passar as 24h do dia fiscalizando site-a-site? Se bem que nem é má idéia colocar todos os parlamentares na tarefa, ao menos ocupados não poderiam mais nos causar os prejuízos diários que causam.

Pois bem, alguém me explica quem vai analisar e interpretar se um blog, por exemplo, deu "tratamento privilegiado" a um candidato ou outro? Como assim eu serei proibido de, em MEU blog PESSOAL declarar meu apóio a um candidato A ou B? Todos sabem que votarei em Plínio de Arruda Sampaio para presidente, durante as eleições serei, então, proibido de repetir isto? Pior, terei de apagar este post e vários outros do meu histórico porque este pode ser sempre acessado?

Voltando à questão técnica, para além da fiscalização e punição, o que irão fazer com sites hospedados no exterior? Quero só ver!

Como será o "direito de resposta" no twitter? Mas, espera, eu não posso nem falar sobre política e comentar sobre um candidato no Twitter? No Facebook? Vão fechas as comunidades de apóio a um ou outro candidato no Orkut?

Este projeto demonstra a total e completa ignorância dos dinossauros do congresso, pessoas que ainda lêem seus e-mails impressos pelas secretárias, que sequer sabem diferenciar um blog do Facebook, se é que sabem ao menos o que é o Facebook! Assim como os dinossauros, são perigosos pois em sua ignorância podem - tentar - censurar a ferramenta livre que é a internet.

Fica claro ainda que boa parte de toda esta palhaçada se deve à birra entre o TSE e os Deputados e Senadores, o primeiro frustrou os canalhas, ops, parlamentares por ligar o parlamentar ao partido, por exemplo.

Eles brigam, nós, o povo, perdemos.

A tentativa de colar a idéia desta censura à uma suposta moralização é inútil, soa ofensiva quando os políticos corruptos e com ficha suja continuarão a concorrer em total liberdade. Existe liberdade para a bandalha, para o roubo, mas não para a livre expressão! Nós, palhaços, ops, eleitores, para piorar, sequer podemos sabem quem financia nossos candidatos! A piada da doação oculta permanece. OS parlamentares tem medo de dizer a verdade, de mostrar de onde vem o dinheiro de suas campanhas e pra quem irão, efetivamente legislar. Para nós é que não é, disto já sabemos!

Em que país sério os eleitores e até o TSE são impedidos de saber de onde vem o dinheiro que financia os políticos? Se a máfia resolver financiar, sem problemas, se o tráfico resolver financiar, que sejam felizes mas.... É assim que funciona!

A proposta do AI 5 Digital do Senador Azeredo é isto e, junto com a afirmação de práticas absurdas como permitir que fichas-suja concorram e que o eleitor não possa saber de onde vem o dinheiro que financia seu candidato, formam uma piada de mal gosto, prejudicial ao país, a todos.

Não basta sermos governados por uma máfia, temos ainda de ser proibidos de falar, de reclamar, de tentar uma alternativa. Estas propostas demonstram o descaso da classe política, a sua vontade de manter suas mamatas, direitos e privilégios, seu descaramento em se recusar a informar de onde vem o dinheiro que os financia - por consequência, para quem eles legislam, em favor de quem - e, junto a isto, denuncia a veia ditatorial porquerer nos proibir de discutir, reclamar, propor alternativas.

Censura pura e simples, uma vergonha! Falar em "Reforma" é risível, estamos frente a um desmanche ilegal.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

São Paulo + Telefonica + Chuva = Caos [Update]


Dia de chuva em São Paulo significa o caos. Alagamentos, trânsito caótico e batendo recordes.... E, como não poderia deixar de ser, pane na Telefônica! Sim, mais um! Não tem sequer um mês, nem bem duas semanas que a Telefônica voltou a vender seu serviço medíocre do Speedy depois de mentir afirmando ter resolvido suas falhas.

Passam alguns dias e a verdade vem à tona,  problema não é apenas do Speedy, mas da Telefônica como um todo, uma empresa de quinta categoria que não investe em infra-estrutura e deixa os usuários - que PAGAM CARO - na mão.

O que o Ministro Hélio Costa dirá agora? Se desculpará por ter afirmado que a Telefônica tinha cumprido todas as regras do acordo com a ANATEL ou se calará com o bolso cheio?

Hoje, caiu novamente o serviço telefônico. Todos os telefones mudos. A TV da Telefônica, outro primor de mau funcionamento, também fora do ar em vários locais de São Paulo. PM, Bombeiros e outros serviços ficaram fora do ar. A Telefônica irá se responsabilizar por quem for morto ou assaltado por nãoconseguir ligar para o polícia na hora do desespero?

Sem dúvida, se vivêssemos em um país decente, a diretoria inteira da Telefônica seria responsabilizada diretamente por qualquer dano causado à população pelos problemas eternos da empresa.

Não é a primeira, a segunda, a terceira nem a vigésima vez que passamos por isto. Ou ficamos sem telefone, sem internet, sem TV, esquecidos, prejudicados, lesados... E NADA acontece à Telefônica.

O mais engraçado de tudo? Quando da suspensão do Speedy, os crápulas da tal empresa ao invés de se desculparem de joelhos e se retratarem e, enfim, investirem pesado na melhoria do serviço (sic), partiram pro ataque! Se a suspensão fosse longa teriam que demitir!

Não só são canalhas mas ainda ameaçam, se achando corretos.

O problema final, como todos no Brasil, é esperar que o poder público se mexa. Não vai. Nunca se mexeu,  nem vai ser agora que vão tomar uma atitude decente, multar em bilhões a empresa, forçá-la a investir pesado e fiscalizar cada passo sem aceitar propinas e subornos, patrocinar a criação de uma empresa estatal concorrente à Telefônica - se valendo das pesadas multas a serem aplicadas à empresa - e, em último caso, estatizar a própria Telefônica sem pagar um tostão aos seus donos, nossos queridos espanhóis.

Ou fazemos isto ou sofreremos ad eternum as consequências de uma péssima administração, de um monopólio nefasto e da corrupção galopante em nosso país.

Aliás, um adendo, não surpreende a resposta da Telefônica sobre a pane: Não sabem o que causou. Eles costumam culpar o tempo, o acaso, terceirizados, a sorte... NUNCA a culpa é da má infra-estrutura, a real causa.
Segundo a Telefônica, operadora responsável pelo serviço, a falha pode ter acontecido devido à forte chuva que afeta a região desde o início da manhã.
Desta vez afirmam que PODE ter sido a chuva! Que beleza, PODE ter sido, não fazem idéia do que aconteceu e provavelmente jamais saberão, ou melhor, jamais divulgarão a verdade. E o ministro? É, o ministro...
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Para além dos problemas com os telefones, internet e afins, resta um problema que é o principal, a invenção de que se investe em infra-estrutura em São Paulo.

Cheguei hoje de viagem, meu vôo chegou às 9 da manhã em Guarulhos e, com a chuva, levei quase 4 horas para chegar em casa, no centro de São Paulo. Foram pelo menos 3 horas e meia no trânsito, desviando de alagamentos, de ruas fechadas e raramente encontrando qualquer policiam ou "marronzinho". Nada.

A cidade simplesmente abandonada à sua sorte.

Por mais que iniciativas como o Cidade Limpa de Kassab ou a Lei Anti-Fumo de Serra tenham seu lado positivo e tenham tido repercussão imensa, de que adianta uma cidade sem outdoors mas com carros debaixo d'água? A cidade "limpa" no alto mas embaixo canaletas entupidas, ruas alagadas, intransitáveis e uma podridão imensa?

De que adianta não respirar o ar dos cigarros em bares mas inalar quantidades avassaladoras de poluição dos milhões de canos de escape num dia de engarrafamento por uma simples chuva?

Os problemas de São Paulo são muitos, mas sinto que só vemos medidas cosméticas sendo efetivamente implementadas. Onde estão as frentes de trabalho para limpar de fato a cidade, a sujeira visível e invisível? Onde estão as obras para melhorar o trânsito, para ampliar a malha de veículos coletivos?

Pura politicagem. São Paulo agoniza, mas respira um ar limpo - de nicotina apenas - e observa fachadas decrépitas de prédios caindo aos pedaços - mas sem outdoors.
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Update:

Vale lembrar que o prefeito Kassab reduziu em 20% o valor dado à coleta de lixo. Ao mesmo tempo elevou o seu salário e o de seus secretários. Sem dúvida Kassab acredita que coletar o lixo, limpar as ruas e, como consequência, evitar grandes enchentes pelo entupimento dos bueiros e afins, não é tão importante quanto encher a barriga e os bolsos de si mesmo e de outros inúteis do mesmo estilo.

O salário do prefeito passa de R$ 12.384,04 para R$ 22.111,00. Quase o dobro! Alguém se lembra de ter recebi aumento parecido nem toda sua vida?
“Acho que é mais do que suficiente R$ 903 milhões [de investimentos em coleta de lixo em 2008]. Só falta alguém dizer que temos de investir mais. É mais do que adequado para uma cidade que tem orçamento de R$ 25 bilhões” 

 Será que os paulistanos acham o mesmo? Que tal o senhor Kassab realizar uma pesquisa com a população sobre se eles preferem coleta de lixo ou prefeito com super-salário?

As empresas de coleta de lixo, obviamente, não gostaram do corte, muito menos os funcionários demitidos.
"- A situação está ruim, pois as empresas de limpeza urbana já demitiram 1.600 funcionários, e deve piorar. Até o fim do mês, calculamos que as demissões possam chegar a três mil - avalia José Moacir Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco).
Segundo Pereira, o número total de funcionários para limpar as ruas da cidade antes das demissões, cerca de 8.500, já era considerado insuficiente."
É Kassab garantindo o seu milhão de cada dia - e para os seus secretários - enquanto o povo morre soterrado!
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Update:

08/09/09 - MPF-SP move ação contra Anatel por esconder erros de empresas de telefonia fixa

As irregularidades foram constatadas no sistema de cobrança e bilhetagem após fiscalização da agência reguladora
O Ministério Público Federal em São Paulo moveu Ação Civil Pública na Justiça Federal de São Paulo para obrigar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a publicar o resultado de fiscalizações realizadas no sistema de cobrança de prestadoras de serviço de telefonia fixa. A agência teria negligenciado em seu dever de informar aos consumidores sobre os sistemas de bilhetagem e cobrança. Esses sistemas são relativos ao tempo das chamadas em minutos, ao tipo da ligação (local ou não), ao plano escolhido pelo consumidor, a chamadas não atendidas, entre outros dados. A Anatel não publica as irregularidades identificadas.
Na ação, o procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo afirma que “a Anatel sabe que o consumidor paga a mais por erro da prestadora e esconde esse fato, prejudicando, inegavelmente, a informação e, essencialmente, a própria reparação do dano”. Além disso, alega o procurador, a agência deixou de cumprir sua função de defesa do consumidor.
Segundo Schusterschitz, os princípios do Código do Consumidor que inspiraram a ação foram o direito à informação e transparência no mercado de consumo, o direito à ação governamental que efetivamente o proteja e o direito à coibição de todos os abusos praticados no mercado de consumo.
O procurador afirma, sobre o papel da Anatel e de outras agências reguladoras, que “a regulação é modo de presença efetiva e contínua do Estado no serviço público prestador por pessoa de direito privado, vinculada por seus fins a tutela do consumidor, direta e indiretamente”.
“O erro implica verdadeiro enriquecimento ilícito por parte da prestadora, conhecido pelo regulador, que quebra a boa fé no contrato, a lealdade nas relações de consumo, a eficiência econômica no setor e o sistema de incentivos na prestação adequada”, conclui Schusterschitz, ao pedir que a Anatel seja obrigada a publicar o conteúdo das irregularidades em site ou no Diário Oficial.


Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
Mais informações à imprensa: Carolina Stanisci
11-3269-5068
ascom@prsp.mpf.gov.br
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Saviano (Gomorra) acusa a ETA de traficar Cocaína!

Ilustrativo artigo sobre a incansável perseguição da imprensa espanhola aos Abertzales, à ETA e a tudo mais que cheire à liberdade de expressão e luta. Saviano, autor de "Gomorra", sabe-se lá pago por quem, agora resolveu acusar a ETA de traficar cocaína, fazendo o velho link "terrorista" entre máfia e FARC, algo que Bush adorava e Aznar era mestre!

Resta saber qual a participação de Berlusconi, conhecido mafioso. No mínimo, para diminuir os holofotes à máfia local, agora resolveu direcionar a metralhadora para a ETA.

Lamentável!

Via Eusko Blog

Los Mercenarios de Aznar

Ya lo habíamos anunciado hace un par de semanas cuando gracias a un artículo en Soitu nos enteramos del aumento de sueldo de José María Aznar por parte de su patrón Rupert Murdoch, notas de escaso rigor periodístico van a comenzar a inundar los espacios informáticos de los grandes consorcios noticiosos.

El gobierno "del cambio" se presenta como oportunidad óptima para que juntaletras de diferentes nacionalidades le cuelguen a los vascos en general y a ETA en particular cualquier pecado que se les pueda ocurrir. Así tenemos a un italiano bastante cobarde que acusa a ETA de traficar cocaína:

El escritor italiano Roberto Saviano, amenazado por la Camorra napolitana, afirmó este lunes en Santander (norte) que la organización independentista armada vasca ETA es "paramafiosa" y "trafica con cocaína" suministrada por la guerrilla colombiana de las FARC.

"ETA actúa como una organización mafiosa, pero se justifica políticamente" y se enorgullece de ser una "organización moral" que no "acepta" las drogas, afirmó en conferencia de prensa.

Sin embargo, ETA se financia traficando cocaína procedente de la guerrilla de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), lo que le permite "conseguir, a cambio, apoyo y armas de la Camorra italiana", precisó el escritor, que dijo basarse en investigaciones de la policía italiana en los años 90.


Este tal Roberto Saviano debe ser muy buen amigo de Silvio Berlusconi pues en su nota mata dos pájaros de un tiro al tiempo que sale de "valedor" tanto de Juan Carlos Borbón como de Álvaro Uribe.

Solo le queremos decir al tal Saviano que si efectivamente jueces corruptos como Baltasar Garzón, que con una mano en la cintura ordenan la "búsqueda y captura" de una joven vasca solo por que sus familiares le mostraron cariño al salir de la cárcel, pudieran achacarle a ETA cargos de narcotráfico ya lo hubieran hecho hace mucho mucho tiempo, o por lo menos desde los 90 en cuando tomaron lugar las "investigaciones de la policía italiana" de acuerdo con él.

Pretextos es lo que buscan los represores del estado español para meter a vascos a la cárcel al grado que las investigaciones policíacas rigurosas les vienen holgadas, unas cuantas sesiones de tortura son más que suficiente para extraer cualquier tipo de confesión, así que la pregunta es, ¿por qué nunca la Guardia Civil ha podido extraer esa confesión del tráfico de cocaína de las FARC de una de las víctimas de su brutal maltrato?

Patrañas señor Saviano, patrañas.

Pero no se queda ahí, el infumable Javier Pagola nos dice esto:

"Al margen de una serie de «movimientos sospechosos» captados en territorio nicaragüense por nuestros Servicios de Información, en concreto, en la propia capital, y en una zona próxima a la frontera con El Salvador, uno de los indicios que avalan la hipótesis de que ETA ha recuperado como «refugio» este país centroamericano radica en el hecho de que en los últimos dos años se ha detectado un descenso de los terroristas de la banda que se ocultaban en México.

Según fuentes solventes consultadas por ABC ello obedece tanto a que algunos de los terroristas que allí estaban han buscado terceros países, como a que otros pistoleros que desde Francia buscaban un repliegue han eludido elegir como destino México por la creciente colaboración antiterrorista de las autoridades aztecas. Se pudo demostrar recientemente, cuando nada más ser detenido el Gobierno mexicano puso al asesino en serie Inciarte Gallardo a disposición de la Audiencia Nacional.

Otro dato que alimenta la sospecha es la actitud de Askapena, la «ong» del Movimiento de Liberación Nacional Vasco (MLNV), cuya vanguardia es ETA. Últimamente parece haber excluido Nicaragua de la siniestra «hoja de ruta» que ha ido trazando por el cotinente Americano. Por el contrario, los «brigadistas» de la «ong» proetarra han incrementado su actividad en Uruguay, Venezuela, Cuba o Bolivia. Está claro que el objetivo de tanto «misionero» proetarra es buscar apoyos en estos países, aprovechando que hay «terreno abonado»."


Ya están sobre Askapena, organización solidaria e internacionalista a la que ya se le ha acusado de entrenar a mapuches en los vericuetos de la violencia:

Según el diario El Mundo, la Policía y los servicios de inteligencia chilenos dicen que la ONG de la izquierda abertzale Askapena está entrenando a los nativos indígenas -los mapuches- en el uso de armas de fuego y en tácticas guerrilleras.

Puede que incluso los insurgentes se relacionaran con las FARC, así lo investiga la Fiscalía de Chile.

A principios de los años 90 estalló el denominado conflicto mapuche. Los jóvenes de la comunidad indígena solicitaron al Gobierno una tierra propia y el reclamo de una identidad cultural propia, independiente de la nacional.


¡Opa!

¡Otra vez las FARC!

El ordenador mágico realmente es maravilloso, gracias al aparatito ese ahora las gran conspiración de dominación mundial entre mapuches, vascos y colombianos a quedado al descubierto.

Cosa curiosa, la manera de ser de los vascos (sí, esos que andan por allí haciendo travesuras con nicaragüenses sandinistas, colombianos narcotraficantes y mapuches racistas) es de acuerdo con el "periodista" mexicano Rafael Loret de Mola la razón por la cual no hay inmigración en Hegoalde:

Ocurre, por ejemplo, que la sólida Unión Europea comienza a presentar fisuras, pese a la solidez de su economía, por efecto de dos tendencias: la exacerbación de los localismos y la xenofobia cuyas manifestaciones mayores coinciden, en territorio y lugar, con algunas de las manifestaciones en pro de mayores privilegios autonómicos. Por ejemplo, en el caso de España, en el País Vasco y Cataluña. No por otra cosa, en el primero, generador de extremismos de alto riesgo el grupo terrorista ETA mantiene en jaque a la sociedad ibérica-, es donde se registra el menor número de asentamientos de inmigrantes aun cuando en el resto de la nación española éstos ya suman el diez por ciento de la población global.

Por otra parte, en Cataluña, los brotes xenófobos comienzan a ser más que un referente marginal. La singularidad, que proyecta la personalidad vanguardista de los catalanes nada se valora entre ellos si no es distinto-, obliga también a una interpretación sesgada de la historia y sus secuelas. De allí que para muchos otear hacia España siga significando mantener ciertas ataduras con la antigua dictadura que obligó a los catalanes hasta dejar de hablar en su lengua madre con amenazas de represión que no pocas veces se cumplieron. El rencor por aquellas afrentas obnubila mentes y espíritus exaltando el propósito desintegrador por el sofisma de no encontrar lazos comunes con el resto de España cuando éstos saltan a la vista. De allí, entre otras cosas, la burda declaración del ayuntamiento de Barcelona al proponer a la ciudad como "antitaurina" aun cuando en su coso monumental la fiesta brava cobra nuevo impulso con el respaldo de una afición madura y desdeñosa de las manipulaciones políticas de circunstancias.


Ya hemos contactado al tal Loret de Mola (un chayotero de tercera gozando de la fama que le da a su apellido tener a un familiar trabajando en el horario estelar matutino en una televisora mexicana propiedad de un vasco de apellido Azcárraga) con anterioridad pues por alguna razón tiene una rencilla obsesiva hacia todo lo vasco, casi no hay escrito suyo que no use a los vascos como ejemplo de todo lo negativo que hay en este mundo, vaya, si por el fuera Lee Harvey Oswald y Mark David Chapman serían vascos.

En alguna ocasión se dijo ser todo un erudito en la historia de Nabarra y hasta anunció que ya pronto dedicaría alguno de sus espacios para compartir con los simples mortales sus profundos conocimientos de historia, cultura e identidad del pueblo vasco. A la fecha lo seguimos esperando pues ya han pasado varios meses desde su bravata.

Pero cabe señalar que este empleadillo del Ministerio de Propaganda Franquista que antes solo dedicaba su venenosa antipatía a los vascos ahora lo hace también en contra de los catalanes. ¿Será que le han encargado enrarecer la atmósfera debido al asunto del Estatuto Catalán?

Como ven el tal Rupert Murdoch no malgasta un sólo euro de los que le paga a José María Aznar, no por nada el españolito se siente orgulloso de ser hijo y nieto de "miembros distinguidos" del aparato propagandístico de Francisco Franco. Murdoch le paga generosamente a Aznar y este se encarga de que mercenarios de la letra escrita como Keith Johnson, Roberto Saviano, Javier Pagola y Rafael Loret de Mola escriban lo que ustedes han leído aquí.

Afortunadamente los blogs nos dan la oportunidad de ejercer nuestro derecho de réplica para con los mercenarios de lo que muchos denominan acertadamente como Falsimedia
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domingo, 6 de setembro de 2009

Notas sobre a Palestina - This is Zionism

This is Zionism

"Thousands of children in Occupied Jerusalem's Arab neighbourhoods were kept out of classrooms on the first day of school on Tuesday because of Israeli government neglect, activists and human rights groups said."

Zionism-is-racism

"Government officials had asked several private religious schools, which are publicly subsidized, to accept about 100 children of Ethiopian Jews – some of whom would be well behind their peers in language, religious studies, and other areas. The schools informed their parents, including Mr. Belay, that the children could not be integrated into regular classes until they caught up, but offered separate "preparatory" classes. "I bought my son a backpack. He's seen the school," said Belay at a demonstration Monday outside of the Petach Tikvah municipality building. "But they won't accept the boy.... It's because he's black.""


Zionist heroism: shooting kids

"An Israeli hospital says a Palestinian teenager shot in a clash with Israeli troops has died of his injuries. Jerusalem's Hadassah Medical Center says the youngster died of gunshot wounds. Palestinian police on Tuesday identified the dead boy as Mohammed Nayef, 14, and said he was shot while throwing stones at Israeli soldiers."

La ONU afirma que Israel ha generado una "crisis de dignidad humana" en Gaza

El bloqueo israelí ha provocado una "crisis de dignidad humana" en Gaza, según un informe de la Oficina de Coordinación Humanitaria de la ONU (OCHA).
JERUSALEN-. Los dos años de asedio, en los que Israel ha encerrado a 1,5 millones de personas en una de las zonas del mundo más densamente pobladas, ha "degradado las condiciones de vida, erosionado las fuentes de ingresos y causado un declive gradual del estado de las infraestructuras y de la calidad de servicios básicos en las áreas de sanidad, agua y educación" en Gaza, asegura el informe.

Según indica la OCHA, los productos que entran en Gaza son apenas el 20% de los que accedían a la franja antes del bloqueo, mientras que las exportaciones desde el territorio Gaza han sido casi suspendidas excepto en los casos de las flores y las fresas.

La escasez de productos y de ingresos ha obligado a los residentes a ir cambiando gradualmente su dieta para pasar de una mayor abundancia de alimentos ricos en proteínas a la más barata comida rica en carbohidratos.

El cerco israelí a Gaza ha provocado la pérdida de 120.000 empleos del sector privado y sometido a la población a cortes de electricidad de entre cuatro y ocho horas diarias.

En los exámenes del último curso escolar, tan sólo el 20% de los alumnos de secundaria aprobaron los exámenes de asignaturas como matemáticas, ciencia, inglés y árabe.

El informe resalta que "la negación del derecho de los palestinos a abandonar Gaza, en particular cuando sus vidas, integridad física o libertades básicas están amenazadas, es otro componente clave de la crisis de dignidad humanitaria".

Muerte de civiles

Durante la intervención militar israelí de los pasados diciembre y enero los palestinos no pudieron huir y murieron cerca de 1.400 personas bajo fuego israelí, en su mayoría civiles y 333 de ellos niños.

Las muertes neonatales durante el mes que duró la ofensiva aumentaron en un 50% y los abortos en un 31 por ciento.

Los ataques provocaron la destrucción de 3.540 viviendas y dañaron severamente cerca de 3.000 más y, desde entonces, unas 20.000 personas continúan desplazadas.

Las restricciones impuestas por Israel sobre el movimiento de las personas y los bienes "limita la habilidad de los actores involucrados para hacer frente a las inmensas necesidades y retos" de reconstrucción.

OCHA recuerda que en los últimos tres meses Israel ha permitido la entrada de un pequeño número de camiones con productos prohibidos, como material de construcción, agua y materiales educativos y sanitarios.

Sin embargo, la oficina humanitaria indica que "si bien estos pasos son bienvenidos, su impacto real es insignificante comparado con el nivel actual de necesidades en Gaza".
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La Enfermiza Obsesión de Baltasar Garzón

Sobre a absurda perseguição a Maite Aranalde, acusada de pertencer à ETA.

Via Eusko Blog.

Pobre hombre, nos da pena, tan obsesionado en su rencor hacia todo lo vasco que es incapaz de siquiera disfrutar de sus vacaciones. Lo suyo ya es clínico, desafortunadamente para él a su jefazo Juan Carlos Borbón poco le importa la salud mental de sus subalternos, especialmente cuando la patología es precisamente la "cualidad más valiosa" para desempeñar la labor de andar truncando las vidas de los vascos que se atreven a levantar la voz en contra del fascismo madrileño.

En su efermiza obsesión, Baltasar Garzón no ha terminado ni de entrar en su oficina cuando al más puro estilo de George W. Bush ha ordenado que no quede piedra sobre piedra en la búsqueda y captura de Maite Aranalde, culpable de ser amada por sus familiares, algo que Garzón no puede permitir, que los seres humanos se tengan cariño y se expresen solidaridad. Poseedor de un ego desmedido, esta vez ha puesto en duda hasta la propia capacidad de su compañero inquisidor Eloy Velasco, que en el pasado tantos servicios a provisto a la corona española.

El gobierno de "la transición democrática", er, perdón, "del cambio" marcha a paso de ganso por la geografía de la CAV, no hay tiempo que perder, y después de leer esta nota publicada en Gara nos tememos que los sicarios de la Audiencia Nacional ya no tendrán más periodos vacacionales en los próximos cuatro años. Aquí la nota:

Garzón culpa al juez Velasco de que no hayan podido detener a Aranalde

La Policía española, la Guardia Civil y la Policía autonómica llevan desde el lunes intentando detener a la ex presa política Maite Aranalde, excarcelada el miércoles pasado después de que fuera entregada por el Estado francés. Garzón ordenó el lunes, a su regreso de las vacaciones, la detención de Aranalde, y ayer emitió una nueva orden de busca y captura al apreciar la imposibilidad de las FSE para ello. El magistrado ha responsabilizado al juez Eloy Velasco.

GARA

Aunque lo primero que el juez Baltasar Garzón ordenó el lunes tras su periodo vacacional fue la detención de la ex presa política de Ibarra Maite Aranalde, ayer emitió una orden de busca y captura contra la joven guipuzcoana después de que las FSE no hayan podido localizarla desde hace dos días. Por ello, achacó la responsabilidad de la «huida» de Aranalde a su compañero y sustituto el juez Velasco, que fue quien rechazó la petición de la Fiscalía española para que decretasen el ingreso en prisión de Maite Aranalde, que recuperó la libertad en la noche del jueves tras ser extraditada por el Estado francés, donde cumplió de forma íntegra la pena impuesta.

«No debe olvidarse al respecto que Aranalde huyó de España, que ha sido detenida y entregada por las autoridades francesas y que pertenece a la organización terrorista ETA y, por ende, con posibilidad más que probable de que, en cualquier momento, de estar en libertad, pueda volver a la actividad en el seno de la misma, a la que no ha renunciado ni expresa ni tácitamente», afirma Garzón en el auto que emitió ayer para ordenar la busca y captura de Maite Aranalde, a la vez que, a renglón seguido, criticaba a su sustituto el juez Eloy Velasco, porque, al entender de Garzón, ya había indicios suficientes para haber dictado el ingreso en prisión de Aranalde la semana pasada.

Permanente control policial

Además, agrega Garzón, «el hecho de que exista una sentencia absolutoria» en el caso de Iker Olabarrieta, que fue acusado como Aranalde de un supuesto delito de «tenencia de explosivos» y por el que fue absuelto, «no puede determinar la certeza o presunción de que la procesada vaya a correr la misma suerte».

El titular de la sección 5 de la Audiencia Nacional española entiende que «en todo caso, en este momento procesal, el juez debe velar, exclusivamente, porque la procesada no se sustraiga a la acción de la Justicia, riesgo que, en este caso, sólo se concita con la prisión provisional de la misma».

Y es que aquella absolución fue por lo que el juez Velasco rechazó la petición de la Fiscalía para encarcelar a Aranalde, a lo que se sumó el «extravío» por parte de París de una euroorden que emitió la Audiencia en contra de la joven de Ibarra, a quien la acusan de colocar bombas en gasolineras de Madrid en el puente de diciembre de 2004.

Desde que el jueves por la noche Maite Aranalde recuperara la libertad, el control policial y la persecución mediática han sido permanentes. Tanto que en la madrugada del viernes la Policía autonómica cargó contra sus familiares y allegados, arrestando a un tío de Aranalde y enviando a un centro sanitario a otro. Desde entonces, los controles policiales y la presencia de los medios ha sido «atosigante», según han denunciado.

Rubalcaba lo achaca a «un error burocrático»

El ministro español del Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, aseguró ayer que las FSE detendrán a Maite Aranalde y achacó su excarcelación a «un error burocrático de Francia. Los primeros que lo lamentan son los franceses». Rubalcaba defendió que «el Estado de Derecho tiene sus reglas y sus normas: los jueces dictaminan cuándo alguien tiene que salir en libertad y los policías cumplen esa orden de los jueces, y los jueces dictaminan cuándo debe ser detenido y los policías cumplen las órdenes; ahora hay una orden del juez Garzón de que detengamos a esta presunta etarra y la vamos a detener».

Aunque reconoció que el fallo principal radicaba en «un error burocrático» de París, el ministro español hizo hincapié en que ello «no significa que la coordinación con Francia vaya mal».

Llamativamente sindicatos policiales como SUP y partidos como el PP también achacaron la responsabilidad de que Aranalde se encuentre en libertad al «error» del Estado francés. «Por ello, del buen trabajo de las FSE y de la Fiscalía cabe esperar que sea cuestión de horas, no de días, que esta persona sea puesta a disposición judicial», apuntaron desde el Partido Popular.
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