sábado, 26 de setembro de 2009

Bil'in Weekly Protest - This is Zionism


Three were arrested, one wounded and dozens were suffocated at the weekly demonstration in Bil’in

Friday, 25 \ 9 \ 2009

Three were arrested at the weekly demonstration in Bil’in today; two of them are Israeli peaces activists; Asaf (25) years, Ben Ronein ( 26) years, and the photographer Haetham AL Khateeb(33). Although, Husam Al Khateeb was wounded, in addition to dozens were injured due to inhalation a tear gas, which were thrown at them by the Israeli occupation soldiers, during the suppression of the weekly demonstration at Bil’in, where the soldiers excessively used tear gas.

The gathering has started directly after the Friday prayers, as the popular committee has called for the demonstration, with the participation of international and Israeli peace movements members, demonstrators raised Palestinian flags, and banners condemning the policy of occupation of the building of the wall and settlements and the closure of roads and setting up barricades and daily arrests, raids and incursions. However, the demonstrators raised banners, glorifying the ninth anniversary of the Intifada.

Demonstrators walked in the village streets, chanting the slogans against the occupation policy, and when they approached the gate in the barrier, which shut down by Israeli soldiers, the soldiers who were behind concrete blocks started to fire them with gas bombs, causing tens of cases of suffocation.

Today the famous Israeli human rights lawyer Adv. Tamar Pelleg-Sryck (83) – who was the lawyer of the village of Bil’in from the first days of the demonstrations before Adv. Gaby Lasky – visited Bil’in and supported our actions. She says “I strongly oppose the building of the apartheid wall; the people of Bil’in have the right to defend the land and they shouldn’t be arrested for practicing their right. I hope that Israeli human rights organizations will express their support of the Bil’in cause”.

For more information, please contact:

Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in

0547258210 أو 0599107069

e-mail – lumalayan@yahoo. com

www.bilin-village. org
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Os "especialistas" do atraso e a nova diplomacia - Caso Honduras


De uma hora para outra surgiram "denúncias" de que Chavez teria ajudado Zelaya a entrar em Honduras e, ainda, o MRE brasileiro ventilou a possibilidade de que Chavez estivesse por trás da escolha do Brasil para o refúgio do presidente de Honduras;

Logo os "especialistas" de plantão anunciaram que era um absurdo, que era um crime... Bem, não faço parte da escola tradicional das Relações Internacionais, nem tampouco corroboro com a ala conservadora do Itamaraty que arranca os cabelos pelo fato do Brasil ter não só tomado uma posição pró-ativa na América Latina - saindo do eterno discurso de liderança sem ação - mas também pelo país estar ajudando a um "comunista".

"Comunista", claro, na cabeça daqueles tradicionalistas que acreditam que qualquer coisa fora do padrão "família, tradição e propriedade" é um desvio, é Comunismo, coisa da turma do Olavo de Carvalho e cia, irrelevantes intelectualmente (sic) mas ainda com grande poder em alguns setores.

Pois bem, alguns outros "especialistas" denunciam que o Brasil está intervindo onde não devia. Vejamos, em primeiro lugar o Brasil não interviu, apenas respeitou os princípios básicos dos Direitos Humanos - na verdade, falemos em mera decência! - e deu abrigo à Zelaya, ou melhor, ao presidente democraticamente eleito de Honduras e deposto por um golpe repudiado por todo o mundo, por todas as organizações multilaterais competentes.

O mundo inteiro, as organizações multilaterais - até o FMI, e vejam só, até Israel - reconhecem Zelaya como presidente legítimo e Micheletti como golpista. O Brasil agiu (se foi sua vontade ou não, não é o caso) e agora surgem hordas de insatisfeitos, o pessoal da Veja morde o chapéu e os fascistas esperneiam avisando que o Brasil corre perigo, que a situação é tensa e que Zelaya, presidente, não pode fazer nada além de ficar sentado esperando as horas passarem.

Um dos grandes problemas dos estudiosos das Relações Internacionais é a eterna incapacidade de pensar fora de um paradigma pré-programado. Não se pensa fora da caixa (out of the box), não se questiona, não se olha para a frente. Quem não se lembra do episódio glorioso de Chavez, na ONU, sentindo cheiro de enxofre? Os puritanos quase morreram, os progressistas compreenderam que ali começava uma nova era, menos falsidade e "diplomacia" de aparência e um pouco mais de ação, atividade.

O que vemos hoje é a continuidade desta nova diplomacia.

Arthur Virgílio, um verdadeiro conhecedor de política externa e pessoa boníssima, honestíssima, chegou até a afirmar que o Brasil seria desqualificado como interlocutor porque não teve postura imparcial. Não é preciso ser gênio para saber que a digna figura já escolheu seu lado e arranca os cabelos pelo apóio dado agora ao presidente de Honduras.

O papel de "mediador" nada mais é o do país que fala, fala, não é ouvido e a situação piora, os Hondurenhos morrem, são censurados e Zelaya é esquecido em discussões eternas e infindáveis. Se é a este papel que o Brasil abriu mão, dizem os "especialistas", então, que seja, tomamos uma atitude real para recolocar o verdadeiro presidente no poder.


Voltando à Honduras, podemos afirmar que foram ventiladas as possibilidades de Chavez ter ajudado Zelaya a chegar a Honduras - o que ele confirmou, ajudou a despistar o exército para que Zelaya pudesse chegar vivo à Tegucigalpa - de que Chavez teria dado um avião è Zelaya para chegar na capital - falso - e a de que teria sido uma dica de Chavez a ida para a embaixada brasileira - conjectura sem comprovação.

Mesmo que todas as possibilidades fossem verdadeiras, não vejo o problema. Zelaya é o presidente eleito e deposto, o Brasil deu seu apóio à sua volta - ainda que sme tomar qualquer ação concreta - e Chavez, sabendo que dificilmente a Embaixada Venezuelana seria respeitada ou a força da volta de Zelaya em tal local seria menor, poderia realmente tê-lo aconselhado a ir para o lado brasileiro.

Nada além de um plano bem bolado - se comprovado.

Do ponto de vista diplomático, é compreensível a "grita" geral se entendermos que a diplomacia permanece um jogo de sombras, de mentiras e de farsas, mas do ponto de vista prático foi a melhor e única saída.

O Brasil não sai prejudicado, na verdade foi forçado - a contragosto talvez - a mostrar porque é ou quer ser o líder da América Latina. Não mais o papo de que é mas ações concretas. Resolvendo ou ajudando a resolver o conflito no país o Brasil sai fortalecido como nunca, sai com mais força para pleitear a vaga permanente no Conselho de Segurança - que conta já com o apoio entusiasmado de Sarkozy - e sai fortalecido no cenário internacional.

O Brasil, de qualquer forma, ganha. A reação dos "especialistas" e dos políticos de aluguel, como Azeredo e Tucanos afins, diverge da reação do resto do mundo, de quem não tem o rabo preso, e fez renascer um orgulho de poder se dizer Brasileiro e saber que seu país é ator proeminente e atuante no cenário internacional.

Falando de Chávez, especificamente, ele faz o que sempre fez. Fala, propagandeia, faz a política que conhece, só inocentes ou mal intencionados para ficarem chocados ou revoltados com sua maneira costumeira de falar, de fazer piadas e de agir. Cabe ao Brasil não entrar no jogo dos que acusam e saber separar um bom parceiro dos "especialistas".

Curioso, por fim, é notar a capa da Folha de São Paulo de hoj, com a manchete "Golpistas acusam Brasil de intromissão". Triste seria se os Golpistas agradecessem ao Brasil por qualquer coisa.
Em duro comunicado, o governo golpista hondurenho acusou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de intromissão em assuntos internos de Honduras e afirmou que o Brasil é o responsável pela segurança do mandatário deposto, Manuel Zelaya, abrigado desde segunda-feira na embaixada do país em Tegucigalpa.
 Que fique claro que é ótimo ser "acusado" de defender a democracia e o governo legítimo e, acima disso, que os golpistas são responsáveis pelo banho de sangue que pode acontecer e por cada morto por seu regime tirânico. Não "cola" a desculpa de que é do Brasil a culpa por qualquer fato e loucura dos golpistas. O resto é blablabla de desesperados criminosos.
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Ato pela Legalização do Aborto!



Um direito da mulher que deve ser assegurado pelo Estado em toda sua extensão.Não tem qualquer cabimento a criminalização da mulher que toma uma decisão sobre seu próprio corpo.

As desculpas comumente usadas são religiosas, pseudo-morais, estas não tem ou não deveriam ter vez em um país laico e democrático. As mulheres não podem ser reféns de um falso-moralismo torpe e ultrapassado, de um fanatismo religioso indesculpável. São e devem ser livres. O Estado não pode se esconder, não pode fingir não vê e cabe ao povo, todos, lutarem por este direito básico.

As mulheres devem ser livres para ter um filho e para decidir não tê-los.
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Cloud Computing: Não é o paraíso

Longe de querer me mostrar especialista no assunto - não sou - mas como usuário até certo ponto do modelo (ambiente) posso tecer alguns comentários e críticas à este modelo que virou moda e que cresce cada vez mais - está até na TV, com a Locaweb anunciando suas maravilhas.

De fato, a idéia em si é ótima, e é muito mais simples ter todos os seus documentos e ferramentas em um servidor de fácil acesso de e em qualquer local, bastando uma conexão e um computador (ou CCm qualquer).

Quem não hospeda seus favoritos do Firefox num servidor virtual, no servidor do FoxMarks, para ter acesso em qualquer lugar? Quem não hospeda vários documentos e contatos no Gmail achando que poderá resgatá-los a qualquer momento por estarem online e "seguros"?

Alguns me chamam de dinossauro por fazer todo o download de meus e-mails pelo Thunderbird e de andar sempre com um backup de tudo que me é importante num pendrive.... Talvez seja, mas em momentos de pane no Gmail, quem acaba rindo sou eu. Salvo tudo em um HD externo, o mais importante em um pendrive e mais algumas coisas no Gmail, nada mais que isso, e nunca tive grandes problemas.

A computação em nuvem é uma boa maneira de reduzir custos em pequenas empresas, ongs e afins, evita o gasto com a manutenção dos servidores e uma imensa mão de obra e dor de cabeça, mas isto se acreditarmos que os servidores online ou da empresa contratada jamais falharão.

Claro, a possibilidade do seu servidor físico dar pau também é grande, mas a questão aqui não é provar que este método é 100% seguro - nenhum é - e sim demonstrar que por mais benefícios que a Computação em Nuvem traga, ela não é totalmente eficaz e se der pane não só você fica sem acessar o que lhe importa como, para piorar, não depende de você para resolver o problema e sim de uma empresa que pode estar em outro continente.

É a segunda vez em pouco tempo que o Gmail tem problemas, da última vez a pane durou um dia inteiro e muita gente, em desespero, não pôde acessar nada, nem o GoogleDocs e outros sistemas.

Estas panes, ao contrário do que se esperaria, são boas, uma maneira de demonstrar que não só por ser novo e alardeado e ser relativamente mais barato, a Computação em Nuvem não é a solução para todos os problema,s senão uma das soluções que, individualmente, não nos levam à nada.

Isto porque ainda nem entrei na questão da privacidade, como garantir total privacidade a um arquivo, por exemplo, se ele está além de seu computador, de sua casa/empresa, nos servidores alheios de uma empresa?

Quem e o que garante que seus arquivos não foram acessados ou compartilhados por terceiros?

Temos também de nos lembrar das nossas próprias limitações físicas, não só as de armazenamento e funcionamento da empresa contratada/usada, mas também das nossas limitações de internet. Em tempos de Speedy, como garantir acesso quando se precisa a um arquivo?

Com panes constantes, internet 3G de péssima qualidade, velocidade ridiculamente pequena (afinal as empresas jamais te permitem usar a banda que você contratou, só uma parcela criminosa - e a ANATEL conivente como sempre), sistema sem investimento, áreas sem cobertura... Em suma, a internet no Brasil ainda não é confiável - se depender ada Telefônica e ANATEL jamais será - então qual o real perigo de se manter tudo online?

Até que ponto os serviços online superam, no caso das ferramentas, os instalados em sua máquina, como o caso do GoogleDocs e do Office? Pessoalmente acho o GoogleDocs crú, fraco ainda em comparação ao Office, ele é perfeito para um trabalho coletivo, mas ineficiente em muitos aspectos e de resposta lenta. Seria a melhor opção realmente substituir meus programas por outros apenas online no atual momento?

Sem falar que, não nos esqueçamos, saindo do espectro do Google, quem garante a vitalidade e sobrevivência - e bom funcionamento - de ferramentas de empresas mais obscuras? Estarão seguros meus arquivos?

Uma questão importante que se coloca é se o menor preço, o menor custo, é realmente o mais vantajoso no final. Ter só um servidor ou só um servidor virtual (locaweb e afins) é a melhor solução ou investir um pouco mais e adotar um sistema misto, a prova de falhas, a não ser que ocorra um cataclisma (ou cataclismo, sei lá)?

Às vezes mais é mais.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O povo, realmente, não importa

O salário daquele pobre coitado que varre todo dias as ruas não chega à dois salários mínimos.

O salário de uma empregada doméstica, que todos os dias sai de sua casa humilde para ir até as ricas casas dos patrões, passando horas em um ônibus lotado, mal passa do salário mínimo.

Um carteiro ganha pouco mais de um salário mínimo para passar o dia inteiro debaixo do sol, andando e entregando cartas por kilômetros sem descanso. Todo dia.

A maior parte dos brasileiros sobrevive com salários ínfimos, um, dois salários mínimos ou até menos do que isto.

Em comum há o trabalho, o esforço, o sofrimento diário e as humilhações. A casa humilde, as horas perdidas no transporte, a falta de condições de se estudar e ter um lazer decente e dar a chance de seus filhos superarem a pobreza.

Estes - e mesmo os que estão acima, ganhando seus 4, 5 salários - são criminalizados em suas greves, em suas reivindicações e são forçados a lutar ano após ano para conseguir algum, qualquer aumento que lhes permita comprar o arroz que está mais caro, o feijão que está nas alturas... Se ganham 5, 10 reais de aumento, é uma vitória!

Esta é a realidade do que o PHA chama de "Chuiça", nosso querido e amado Brasil, do patriotismo forçado e dos políticos corruptos.

Mas, no mundo mágico dos políticos, esta realidade é só uma ilusão. O povo é feliz e deveria se contentar a não receber qualquer aumento, greve é um crime, trabalhar 3 ou 4 dias por semana é prerrogativa só dos parlamentares - afinal, eles tem que pegar um avião e visitar suas famílias em suas mansões, o pobre apenas tem que pegar um "busão" pra chegar até sua favela, se tiver casa pra morar! - e nada de reclamar que a inflação te impede de comprar comida pois as Casas Bahia parcelam aquela TV de plasma de última geração em 800 vezes com juros amigáveis de 80% ao mês!

Enfim, não há dúvida de que os políticos vivem em um mundo à parte. A declaração do Senador Marco Maciel demonstra o caráter corporativista e criminoso do parlamento:

"Consideramos justo que se promova a recomposição do subsídio dos ministros do STF, visto que o valor foi alterado pela última vez em 1º de janeiro de 2006, tendo sofrido, desde então, significativa depreciação em decorrência da inflação"
E, para piorar ainda mais, o Senador Wellington Salgado arremata:
"Toda vez que vem aumento dos deputados e senadores vira um problema enorme e nós não aprovamos. Parece que temos vergonha de aumentar nosso salário".
Destas declarações podemos extrair duras verdades. "Povo" só existe nas eleições. Político não tem qualquer comprometimento com nada nem ninguém, apenas com eles mesmos, com sua classe corrupta e venal.

Porque será que para os "nobres" ministros do STF - e também os "nobres" senadores - a inflação lhes corrói o salário mas, para o povo, é melhor aceitarem seus 0,1% de aumento? E isto porque houve greve e amplas manifestações! Sem reclama sequer receberiam 0,1% de aumento real!

O Senador Wellington Salgado, por outro lado, merecia ser preso. Não pode ser compatível com qualquer ética sua afirmação tosca de que parlamentar tem vergonha de aumentar seus salários. Político, na verdade, deveria ter vergonha de sê-lo. Não basta desviar verba, querem ganhar mais do que merecem às claras também! É a política do ganha-ganha. O povo, perde sempre.

O salário de Gilmar Mendes chegará, ano que vem, aos R$ 26.723,13. Qual a explicação para este disparate? O aumento equivale à quase 9%, coisa que o trabalhador comum não vê desde.... Bem, NUNCA viu na vida!

E tudo isto sem greves, sem reclamações... Tudo na mais comum normalidade política. é a máfia que controla nossas instituições e as corrói. Sem dúvida um Senador merece seus milhares de reais por mês, afinal, sem eles não teríamos as ruas limpas - Kassab que o diga! -, saúde de primeiro mundo, educação em excelentes escolas públicas, uma segurança de fazer inveja à Finlândia.... Realmente, é dinheiro público, dos NOSSOS impostos, bem alocados onde realmente interessa.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Patriotismo Fake Tupiniquim

No Brasil não temos saúde (SUS é piada de mal gosto na maioria das vezes), mas o governo dá "sua" solução: Nos força a ter plano de saúde (piada também na maioria das vezes e nas doenças mais sérias) ou então nos resta morrer na fila para um atendimeto;

No Brasil não temos educação (Escola pública é simplesmente uma lástima, os professores são mal pagos e não tem qualquer incentivo, as escolas são um lixo, caem aos pedaços) mas o governo basicamente nos força a ir para escolas particulares, onde aprendemos a competir, a superar os "adversários" e a nos preparar para uma carreira (claro, existem as exceções, felizmente o colégio onde estudei não era assim, mas na maioria dos casos...) e não a ter uma visão crítica do mundo e muito menos a sermos solidários e preocupados com o próximo;

No Brasil não temos segurança (é melhor confiar em bandido ou na PM e na Civil? Aliás, dá no mesmo pois os bandidos costumam também usar fardas nas horas vagas da criminalidade), mas o governo nos "ajuda" a ter segurança privada de qualidade (sic), normalmente prestada pelos mesmos bandidos de farda que, nas horas ainda vagas fazem bicos de segurança (nossa [in]segurança, enfim, é ímpar);

A partir de amanhã (22), as escolas públicas e particulares de ensino fundamental terão que executar o Hino Nacional pelo menos uma vez por semana. A lei com a obrigação foi sancionada hoje (21) pelo presidente em exercício, José Alencar, que recebeu alta médica no último sábado (19). A autoria da proposta é do deputado federal Lincoln Portela (PR-MG). Em 2009, a letra do hino, escrita por Joaquim Osório Duque Estrada, completou 100 anos.
E, finalmente, no Brasil não temos patriotismo (que fique claro, não estou falando da final da copa do mundo de futebol quando o brasileiro diz ter orgulho do país ou da final do mundial de vôlei e sim patriotismo de fato, que faz o povo protestar, reclamar seus direitos, lutar pelo país e ter orgulho ou possibilidade de ter orgulho do país e de suas conquistas) mas, como não poderia deixar de ser, o Estado se encarregará de nos enfiar esta noção impraticável dentro de nossa realidade - onde falta tudo - ao forçar as crianças a cantar o Hino Nacional uma vez por semana.

Tentativa clara e absurda de enfiar goela abaixo um patriotismo fake, forçado, nas crianças do país. Uma lavagem cerebral descabida, que vai contra as liberdades individuais do cidadão e cria robôs pseudo-patriotas.

Visto que o Estado não dá qualquer condição real de que o sentimento de patriotismo puro nasça nos brasileiros, este resolveu adotar o caminho mais simples, não resolverá - nem de longe - qualquer um dos nossos problemas imediatos mas fará com que o ufanismo tolo e torpe seja ensinado e enfiado nas cabeças infantis.

Que fique claro que o "patriotismo" que trato aqui não é aquele boçal dos milicos ou de gente de extrema direita saudosista da ditadura ou membros da TFP e sim um patriotismo saudável que nasce do real orgulho de pertencer a um país decente. Não é nosso caso, de qualquer maneira.

Aliás, cabe lembrar, vai ser interessante forçarem as crianças a cantar o hino ou, de maneira alternativa, encontrar uma forma de executá-lo nas escolas, estas com excelente infra-estrutura, com ensino de primeiro mundo, fazendo com que todas compreendam cada palavra do nosso hino e sintam orgulho de, mesmo morando em uma favela, com pai e mãe desconhecidos e sem futuro algum, serem brasileiros!

No Brasil querem fazer o patriotismo fake aparecer antes e de maneira forçada do que dar reais condições para que ele nasça normalmente....

Agora é aguardar o grito de Tradição, Família o e Propriedade.
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Honduras: O necessário envio de tropas


Exaustivas análises já foram feitas sobre a situação de Honduras, de todos os lados, desde os honestos e decentes que condenam irrestritamente o golpe até o nosso PIG que acusa Zelaya de tentar dar um golpe branco e se reeleger - ainda que, pelo menos agora, condenem o golpe militar que o derrubou, mas sempre colocando "poréns".

O objetivo não é, agora, analisar as causas, o que já fiz exaustivamente neste blog desde que o golpe teve início, há mais de dois meses, e sim tentar enxergar algum futuro ou desenvolvimento da situação.

Zelaya está na embaixada brasileira de Honduras, a água e a luz foram cortadas e o local está cercado. Inicialmente centenas de manifestates estavam nos arredores da embaixada demonstrando seu apóio ao presidente legítimo e foram atacados pela polícia com tiros e bombas de gás. O país está sob Estado de Sítio e a tensão é visível.

Zelaya, por enquanto está seguro na Embaixada do Brasil, mas até quando? Atiradores cercam o local, o exército está à postos, a energia elétrica de toda Honduras corre perigo de ser cortada e a única coisa que impede os golpistas de invadirem a embaixada é o Direito Internacional. Algo extremamente frágil, especialmente para um governo que só existe pelo desrespeito às leis.

Centenas de manifestantes estão sendo atacados em San Pedro Sula, inclusive crianças, o Movimento de Resistência ao Golpe informa que mais de 400 foram presos e de que há luta armada no país contra o golpe. PElo menos dois já foram mortos no entorno da embaixada.

Muitos pedem uma intervenção armada brasileira, um envio de tropas, mas é uma idéia vaga, as nossas forças armadas chegam a dar pena da precariedade em que se encontram e a Marinha levaria eras para chegar até Honduras. A situação pede uma ação rápida e só Chavez e Obama podem intervir com força e efetividade neste momento.

O problema é que Obama dificilmente intervirá, apesar de decisão da OEA a favor de Zelaya e de sua volta, Hillary ainda continua com a ladainha de que Zelaya deve aceitar o acordo proposto por Oscar Árias, algo inaceitável dada a situação atual. Os EUA já estão enterrados no Afeganistão e acabaram de se livrar do problema Iraquiano. Se sequer se sujeitaram a se sujar no Haiti - sobrou para o Brasil - imagina se irão sujar as mãos e intervir em mais um país na atual situação. Não há a desculpa do Terrorismo para tal intervenção nem o Eixo do Mal sofrerá nada caso Honduras continue como está.


Do outro lado Chavez tem a capacidade de intervir, mas sua ação não seria legítima aos olhos da comunidade internacional - por mais que isto se baseie na análise PIGiana.

Sobra o Brasil como único possível agente capaz de acalmar a situação, mas até onde vai a real vontade do país em intervir? A abertura da embaixada é um indicador animador, mas daí a usar tropas, vai uma distância enorme. O Brasil já está concentrado na intervenção no Haiti, fora o sucateamento das tropas restantes, a distância até Honduras para uma intervenção rápida e, por fim, a vontade política e o custo interno que traria uma intervenção tão fortemente condenada pelo PIG e pelas elites nacionais.

Resta, enfim, a OEA. Esta deveria convocar tropas em caráter de urgência mas quanto tempo levaria até que algo efetivo fosse discutido e votado? Quem estaria disposto a ceder tropas e em caráter urgente?

A situação é desesperadora, nas ruas o povo é atacado, violentado; a embaixada está cercada e Zelaya isolado, fora o perigo de claro desrespeito às leis internacionais iminente.

Resta a nós observar e torcer para que a situação se resolva mas, diferente das últimas tentativas de Zelaya de entrar no país, desta vez ele está em seu centro e não existe mais a possibilidade de acordos em que Zelaya não retome seu lugar de direito, a presidência, nos braços do povo Hondurenho.

É isto ou sua morte.

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Dentro do Brasil, o PIG e o PSDB já deram o recado, o Brasil deveria ter deixado Zelaya ser preso ou morto pela ditadura. Não cabe ao Brasil o papel de líder ou de defensor da Democracia na América Latina. Micheletti afirma que responsabilizará Zelaya e o Brasil por qualquer derramamento de sangue - que já teve início com o assassinato pelos Golpistas de dois manifestantes no entorno da Embaixada Brasileira - e o PIG brasileiro adota o mesmo discurso, de não intervenção e de não influência ou interferência brasileira na situação.

O PIG não tolera que seus aliados golpistas de Honduras tenham prejuízo e sejam questionados, cabe ao Governo Brasileiro sentar e olhar enquanto o povo Hondurenho é violentado. Já o PSDB, bem, são tucanos realizando seu trabalho de sempre: Entreguismo, covardia e despeito.

Hoje, ao assistir ao Bom Dia (sic) Brasil, era difícil não gorfar. Míriam Leitão desfilava todo o seu conhecimento (sic) de Política Externa e Relações Internacionais ao afirmar que o Brasil errou em ajudar Zelaya e ao afirmar ainda que a culpa de tudo é de Chavez, que quer só arrumar confusão.

Uma análise primorosa, típica do PIG e que grita pela morte de Zelaya (condena o golpe mas, por debaixo dos panos dá gritos de alegria pela oportunidade de novos negócios) e pela inação Brasileira.
Lula, que asiste en Nueva York a la reunión de Naciones Unidas sobre el cambio climático, ha afirmado que Brasil está garantizando el derecho del presidente Zelaya de buscar refugio en su embajada y ha hecho un llamamiento al gobierno presidido por Roberto Micheletti para que abra la vía de la negociación y buscar una salida a la crisis. Hacemos "lo que cualquier país democrático haría", ha dicho Lula a los periodistas.
Para desespero do PIG, Lula, da ONU, pede que os golpistas não toquem na embaixada brasileira e que é decisão soberana de qualquer país democrático oferecer refúgio.

A invasão da embaixada significaria uma declaração de guerra, o que o Brasil faria?

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Todas as fontes sem links vêm da TeleSur, Radio Globo, Rádio Progreso e do Twitter.
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São Paulo no Lixo ou o Dilúvio Pós-Kassab


Kassab conseguiu. Nunca vi um prefeito, em um espaço de tempo tão curto, conseguir praticamente destruir uma cidade. Aliás, a cidade e o bolso dos cidadãos.

É metrô que sobe, ônibus que vai para a estratosfera - e o serviço continua péssimo -, crianças que passam fome em creches do município (pelo menos o crápula teve a decência de voltar atrás, aliás, decência não, pressão popular e revolta pelo absurdo), corte na saúde, corte na coleta, corte na varrição... Tudo isto para manter cerca de 4 bilhões guardados num banco.

Fica a dúvida, são 4 bilhões para fingir que, ao passar a prefeitura para o próximo (des)governante, ele governou com responsabilidade fiscal ou é dinheiro reservado para a corrupção, a caixinha da aposentadoria dos Demos, saudosismo de Maluf?
Do R$ 1 bilhão que se prometeu investir no Metrô, em quatro anos, por exemplo, não foi liberado nada, assim como os R$ 30 milhões reservados para o início da construção do Hospital Municipal de Parelheiros, no extremo da zona sul, e o corredor de ônibus da Avenida Celso Garcia, na zona leste - três das principais promessas da campanha à reeleição. O projeto de transformar ônibus em bibliotecas itinerantes, da Secretaria Municipal de Cultura, também não teve um centavo liberado dos R$ 974,6 mil previstos.

O congelamento já afeta até as Secretarias de Segurança e da Assistência Social. De um total de R$ 20 milhões para a modernização das ações de segurança preventiva e comunitária, R$ 9 milhões foram congelados. A verba destinada à construção e à reforma de prédios e imóveis da GCM também teve retenção de R$ 1,1 milhão, de um total de R$ 1,2 milhão. Para a construção de albergues, congelou-se R$ 1,3 milhão de um total de R$ 1,8 milhão.

A pasta campeã de congelamento é a da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Ao todo, 77% da verba de R$ 15 milhões da pasta foi retida. Só para as obras de melhoria da acessibilidade - como as reformas de calçadas sem guias rebaixadas - estão represados R$ 4,1 milhões de R$ 4,2 milhões destinados à rubrica (97% do total). Na Cultura, a reforma e ampliação de bibliotecas e de centros culturais teve R$ 9,2 milhões congelados, de uma verba orçada inicialmente em R$ 17 milhões.
Enfim, no que Kassab tem investido? Albergues são fechados, Kassab promete reformar e abrir novos. Com que dinheiro? Está tudo na poupança dos políticos! Deficiente em São Paulo não tem vez, nem investimento. Se a calçada não está toda esburacada tem tanto lixo que um cadeirante não pode nem sonhar em trafegar! E o Metrô? Mais um aumento e NADA de verba para sua ampliação! Mas isto não é crime, fazer propaganda exaustiva e na verdade tudo não passar de fumaça, de mentira?

A cidade está um lixo, em todos os sentidos. O centro da cidade está simplesmente coberto de lixo, foi engolfado por camadas de sacos de lixo, sujeira espalhada, mal cheiro... Se a vedete de Kassab era a Nova Luz, hoje só vemos a Nova Podridão. E para piorar, os Garis em justo protesto entraram em greve.
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Na verdade a Greve não teve a força esperada e não durou, o que, no fim, não muda a situação de podridão completa da cidade
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Temos 6 mil garis hoje, ou melhor, tínhamos, 568 foram demitidos e este número pode chegar aos 3.300. E a cidade, como fica? Tenho a mais absoluta certeza de que os Jardins e o Morumbi não serão afetados pela podridão, apenas os bairros onde mora a patuléia, onde os políticos só pra fazer campanha, beijar umas crianças sujas e que não conseguem ser atendidas pelo SUS e conseguir o voto do povo enganado.

Mas o que fazer?


E difícil saber que atitudes tomar em uma cidade em que o protesto é quase criminalizado. Se alguém grita, o trânsito para e os motorizados reclamam que não conseguem chegar em casa. A greve vira caso de polícia, pois o cidadão preocupado não tolera que suas cartas não cheguem - não importa que o carteiro ganhe um salário de fome - não tolera que o banco não abra - mesmo que os bancários do BB e caixa ganhem uma miséria e não recebam um aumento decente há décadas - e jamais tolerariam que sujos garis protestassem! Imaginem só, garis atrapalhando o trânsito de São Paulo! Estes invisíveis que deixam a cidade habitável e que só são notados quando a cidade fica um nojo ou quando reclamam.


Enfim, estamos entregues à uma administração (sic) DemoTucana privatizante, vendida, que não respeita o povo em absoluta, que deixa a cidade no lixo, sem saúde, podre e pobre.


Mas não se preocupem, Serra posará de bonzinho quando se candidatar à presidência, dirá que São Paulo está linda e maravilhosa e Kassab continuará com sua vida pública, enganando mais trouxas que acreditam que os Jardins são toda São Paulo.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Lula e os Covardes

Por mais que discorde de alguns pontos da carta enviada pelos sindicalistas da oposição dos Correios - mais pelo tom que pelas exigências e reclamações -, não poso deixar de endossá-la em solidariedade aos trabalhadores gravemente ofendidos pelo presidente Lula, tanto pelas palavras quanto pelas ações e pela - mais uma - traição à classe trabalhadora.

O que leva um sindicalista histórico a chamar seus antigos companheiros de liderança sindical de "covardes" por se recusarem a sujeitar os trabalhadores dos Correios a um aumento ridículo de 9% sobre um salário base vergonhoso de R$ 648,15? Lula deve achar razoável um aumento que será suficiente para comprar um pacote das balas "7 belo".

Não imagino que, em seu tempo, o Lula sindicalista aceitasse um acordo vergonhoso desses.

Os grevistas exigem o que lhes é de direito, aumento salarial de 41% para recompor as perdas, aumento linear de R$ 300,00 para todos os funcionários, redução da jornada, contratação de mais servidores e aumento no vale-refeição. Os patrões, por outro lado, fazem galhofa, oferecem 9%, mais um agrado de R$ 100 reais e pouco mais de R$1 real a mais no vale-refeição.

Simplesmente ridícula a proposta que mal repõe a inflação do último ano. Imaginem então as perdas ano após ano, em especial depois de um (des)governo FHC que praticamente condenou à mingua os servidores do país.

Lula, ao que se esperaria, deveria ter dado total apóio e suporto aos grevistas mas, navegando nas ondas do neo-petismo - ou neo-lulismo - passou ao lado dos patrões e acredita ser "razoável" a galhofa dos 9%. Em seu tempo não aceitava uma piada de mal gosto dessas. Mas os tempos são outros! A covardia não é se aliar com Sarney e Collor e sim fazer greve por seus direitos!

Covarde, companheiro Lula, é quem se alia com safado e tenta derrotar uma greve legítima, traindo todo o seu passado.
TODO APOIO A HERÓICA GREVE DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS!

LULA: "COVARDE" É QUEM SE RENDE A SARNEY E COLLOR PARA SE MANTER NO PODER!
 
Infelizmente, o presidente Lula deu mais uma demonstração de que os anos no poder o fizeram mudar de lado. Antes, um dirigente sindical que foi reconhecido no mundo todo como líder das greves contra a ditadura. Agora, um Presidente da República que esquece o passado de lutas e ataca a justa greve de uma categoria que constrói no dia a dia uma das maiores empresas deste país e tem um piso salarial de R$ 648,15.

Lula chamou os dirigentes da greve dos Correios de COVARDES. Em que pese todas as nossas diferenças com uma ala governista no comando da greve, repudiamos esta atitude absurda de atacar pela imprensa a direção de nosso movimento justo e legítimo.

Achamos sim uma atitude "covarde" do presidente Lula quando ele se rende ao apoio de figuras tão ligadas a corrupção. Como os senadores José Sarney e Fernando Collor de Melo, inimigos conhecidos do povo brasileiro e dos trabalhadores dos Correios. E ataca os trabalhadores para impor um acordo de dois anos para que não tenham Campanha Salarial em 2010 e não atrapalhe a tentativa de eleger sua sucessora Dilma Roussef.

Perguntamos ao presidente: quem mudou de lado? Porque esta maioria parlamentar não serviu nos últimos sete anos de governo para acabar com o famigerado fator previdenciário? Para reduzir a jornada de trabalho sem redução de salários? Para revogar a lei de FHC que quebrou o monopólio do petróleo brasileiro? Para garantir um reajuste digno aos aposentados? Para garantir a estabilidade no emprego que poderia ter evitado mais de 1 milhão de novos demitidos no primeiro semestre deste ano?

Porque a "covardia" não está nos trabalhadores dos Correios. Está sim no Governo Lula que não atende nenhuma reivindicação histórica da classe trabalhadora e não enfrenta de verdade os interesses da burguesia e seus partidos de direita.

Existem sim problemas políticos em uma parte significativa da direção do nosso movimento, que vacila em alguns momentos. Mas em nossa opinião não é por covardia, mas sim porque uma parte do Comando tem relações diretas e são atrelados aos interesses de alguns partidos que compõe este governo, como o PT e o PCdoB.

Para estes, fazemos um chamado sincero:
 
Rompam com este governo "covarde" que só protege os grandes empresários.
 
E vamos construir nossa greve nacional, mantendo a greve forte em SP, em Brasília, no RS, no Nordeste e na maioria dos Sindicatos da FENTECT e retomando a greve nos Estados que por ventura saíram do movimento.

REPUDIAR OS MEMBROS DA ARTICULAÇÃO E CTB QUE ORIENTARAM A ASSINATURA DO ACORDO!

QUE O RIO DE JANEIRO VOLTE A GREVE!

DISCUTIR UMA CONTRA-PROPOSTA!

NÃO AO CORTE DO PONTO. PELO ABONO DOS DIAS PARADOS!

ACORDO BIANUAL É ARROCHO SALARIAL!
 
Assinam: Geraldo Rodrigues e Heitor Fernandes, dirigentes da FENTECT pela Oposição Nacional Conlutas.
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Amnistia Internacional, novamente, condena Espanha

A Espanha já foi condenada pela ONU, pela União Européia, pela Amnistia Internacional... Todas mais de uma vez e, ainda assim, permanecem desrespeitando diariamente os direitos humanos, em especial os direitos do povo Basco, que é submetido diariamente à torturas, ameaças, censura e processos descabidos.

Os motivos para as condenações são vários, desde sistematicamente torturar a população Basca, passando pela prática de manter dias a fio um suspeito "incomunicado" até a ilegalização de partidos políticos, criminalização de marchas e protestos, prisões arbitrárias e censura.

Em tempos de sérias discussões sobre um referendo pró-independência na Escócia,uma discussão franca e aberta, a Espanha prefere tapar os olhos e ouvidos enquanto tortura o povo Basco sem dar-lhes a opção de decidir seu próprio futuro.

Veja o documento completo da Amnistia neste link.


Para a Amnistia Internacional (AI) é claro: «Nenhum outro país da União Europeia mantém um regime de detenção com restrições tão severas aos direitos das pessoas detidas». Uma afirmação incluída num relatório que critica o facto de que uma pessoa detida «desapareça durante dias». Por isso, pede ao Parlamento espanhol que derrogue a legislação existente sobre a detenção incomunicada e garanta a protecção dos direitos dos presos.

A Amnistia Internacional tornou público ontem à noite um relatório no qual se afirma que «Espanha deve pôr fim à prática da detenção em regime de incomunicação, que viola os direitos das pessoas privadas da sua liberdade».

Na apresentação, Nicola Duckworth, directora do Programa para Europa e Ásia Central da Amnistia Internacional, referiu que «é inadmissível que na Espanha actual uma pessoa detida por qualquer motivo desapareça durante dias, como que engolida por um buraco negro. Esta falta de transparência pode ser utilizada para ocultar violações de direitos humanos».
O maior problema é que os sucessivos governos espanhóis não só não tomaram qualquer medida para erradicar a incomunicação, apesar dos apelos que vêm sendo feitos há mais de dez anos por organismos da ONU e do Conselho da Europa (concretamente, em 1995, 1997, 2002, 2003 e 2008), como «actuaram em sentido oposto».

De acordo com um estudo realizado pela AI e publicado com o título Espanha: sair das sombras. Chegou a hora de pôr fim à detenção em regime de incomunicação, a actuação das autoridades espanholas viola pelo menos sete pactos, convénios e regras internacionais que procuram garantir os direitos das pessoas detidas.

A angústia dos familiares
É motivo de escândalo que a Lei espanhola de Instrução Criminal permita manter uma pessoa reclusa em regime de incomunicação até 5 dias em todos os casos e até 13 se for suspeita de delitos de terrorismo. Este período de 13 dias é composto por uma fase que pode ir até 5 dias de incomunicação sob custódia policial, a que podem ser acrescidos outros 5 dias de incomunicação em regime de prisão preventiva. Além disso, em qualquer fase da instrução o juiz pode ditar mais três dias de detenção em regime de incomunicação.
«Durante a sua detenção em regime de incomunicação, a pessoa não pode falar com um advogado nem com um médico por si escolhido - recordou Nicola Duckworth. A sua família vive com a angústia de não saber o que lhe aconteceu, e muitas pessoas detidas em regime de incomunicação afirmam ter sido sujeitas a tortura ou maus tratos, apesar tais denúncias raramente serem investigadas».

Neste sentido, a Amnistia Internacional considera motivo de profunda preocupação a propensão das autoridades espanholas para qualificar todas as denúncias de tortura ou maus tratos a pessoas detidas em regime de incomunicação como tácticas de uma estratégia organizada para desacreditar o Estado. Quando estas reacções têm lugar antes de que se investiguem tais denúncias, «apenas se está a contribuir para gerar um clima de impunidade pelos actos de tortura e outros maus tratos». Esta atitude também infringe a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, segundo a qual o Estado espanhol é obrigado a garantir uma investigação rápida e imparcial sempre que haja motivos razoáveis para crer que se cometeu um acto de tortura.

Somatório de violações
O relatório da Amnistia Internacional constata que durante o período de incomunicação se acumulam, uma atrás da outra, diversas violações dos direitos da pessoa detida.
A primeira violação de direitos é que o detido não pode contar com um advogado da sua confiança, mas a isto vem juntar-se, desde o início, o facto de nem sequer o advogado de ofício estar presente em todos os interrogatórios ou poder manter em qualquer momento uma comunicação em privado com a pessoa presa.

A Amnistia Internacional afirma que «um representante de uma associação profissional de juízes» e «outros profissionais da justiça» reconheceram a existência de interrogatórios «informais» (sem advogado). A informação obtida num interrogatório sem advogado, e no qual pode ter havido pressões físicas ou psicológica ilegítimas, não é admissível em tribunal, mas a organização constata que relatórios policiais apresentados como provas fazem referência a dados obtidos nestes interrogatórios «informais».
Para além disso, nos interrogatórios «formais» não se permite que os advogados de ofício tenham um papel activo ou façam perguntas ao detido, como lhes compete por direito. Os advogados que fazem questões e tentam falar ou pedem o número de identificação aos agentes para que fique registado «afirmam que estes os tratam de forma agressiva e intimidatória».

Maus juízes e maus médicos
No passo seguinte, o da supervisão judicial da detenção, a Amnistia Internacional constata que as Forças de Segurança do Estado solicitam a incomunicação de maneira sistemática, sem uma motivação particular para cada caso, e os juízes concedem-nas de forma «estereotipada».
Por outro lado, o próprio presidente da Sala Penal da Audiência Nacional espanhola reconhece que os magistrados «raras vezes» se interessam pessoalmente pela detenção ou pelo detido durante o período de incomunicação. A Amnistia Internacional assinala que, se essa atitude não viola nenhuma norma jurídica, «pode ser considerada uma deficiência profissional».

A assistência médica aos detidos também não sai bem vista do relatório da Amnistia Internacional. Também neste campo se acumulam as faltas de garantias. A primeira reside no facto de, na maioria dos casos, não ser permitida a presença de um médico de confiança da pessoa detida. A isto se vem juntar-se o facto de, também em muitas ocasiões, ser «frequente haver polícias presentes no exame médico», pelo que - diz a AI - o detido «se pode sentir intimidado e guardar silêncio sobre os maus tratos sofridos».

Mas a organização recorda ainda que «um estudo publicado em Novembro de 2008 pela revista Forensic Science International, no qual se examinavam 425 relatórios médicos sobre pessoas detidas em regime de incomunicação no País Basco entre 2000 e 2005, concluía que a qualidade dos relatório era 'inaceitável' e que estes reflectiam 'exames médicos insuficientes e inadequados'. A maioria dos relatórios carecia de estrutura formal, continha informação inadequada sobre lesões e sobre o estado de saúde e não incluía conclusões do médico forense sobre a adequação das lesões às denúncias de maus tratos. Nenhum dos documentos seguia as normas recomendadas pelo Comité Europeu para a Prevenção da Tortura».

Por tudo isto, a que se acrescenta a falta de informação à família do detido sobre a sua situação, a Amnistia Internacional exige a derrogação da incomunicação.
I.I.

Fonte: ASEH

Veja as recomendações da AI para a Espanha neste link. De tão simples e óbvias parece até um absurdo. A Espanha não permite sequer a presença de um advogado para acompanhar um suspeito e, por "suspeito" compreenda qualquer Basco Nacionalista, mesmo que este esteja apenas passeando no parque.

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Como era de se esperar, o Governo Espanhol fez pouco caso. Tortura, incomunica e desrespeita os direitos humanos sem que recaia qualquer culpa sob as cabeças dos criminosos travestidos de legisladores.

El Gobierno vasco rechaza revisar la incomunicación de los detenidos

PNV, Aralar, EA y EB pretendían impulsar la reforma de la ley actual

E. C. | VITORIA

El Gobierno vasco rechazó ayer tomar en consideración una proposición de ley presentada por el PNV, Aralar, EA y EB para proteger «los derechos de las personas que se encuentran detenidas, retenidas o en dependencias policiales». El Ejecutivo considera en su argumentación que la actual legislación ya garantiza esos derechos y descarta la iniciativa de los partidos de la oposición, que tiene su origen en un informe de Amnistía Internacional que cuestiona la incomunicación de los arrestados.

En un comunicado, el Ejecutivo de Vitoria manifestó ayer que la vigente Ley de Enjuiciamiento Criminal es plenamente «garantista» de los derechos humanos de las personas detenidas en dependencias policiales y citó para apoyar su postura el artículo 520 de la norma. Ésta establece que la detención y la prisión provisional «deberán practicarse en la forma que menos perjudique al detenido o preso en su persona, reputación y patrimonio».

El antiguo tripartito y Aralar pretendían que se pusiera fin a los períodos de incomunicación de los arrestados, tal y como exige el último informe de Amnistía Internacional, que ve «inadmisible» que en España una persona detenida «pueda desaparecer durante días como tragada por un agujero negro». Los grupos nacionalistas y EB se adhirieron ayer a través de una nota conjunta de sus grupos parlamentarios al documento hecho público por la organización pro derechos humanos y lamentaron que precisamente en este momento el Ejecutivo de López -a su juicio, haciendo «seguidismo» del Gobierno central-, haya rechazado tomar en consideración la reforma de la ley que demandaban.

PNV, Aralar, EA y EB exigían además que se instalasen equipos de grabación en todas las comisarías «para poner fin a los espacios de impunidad y evitar posibles casos de tortura», según recalcaron ayer, o que al menos el Parlamento vasco obligase al Congreso de los Diputados a debatir la modificación de la ley. «Están en entredicho derechos humanos básicos y el fortalecimiento, o debilitamiento, de la democracia», advirtieron.

En la iniciativa se planteaba recoger en la norma un párrafo que aludiese a que «las autoridades responsables de la custodia de la persona detenida realizarán las grabaciones en los locales de detención, de forma que se compatibilice la garantía de sus derechos fundamentales e intimidad, así como la seguridad de los funcionarios intervinientes». Además se proponía la derogación de dos artículos más de la ley.
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