sábado, 3 de outubro de 2009

A derrota de Madrid - Rio 2016



A derrota da cidade de Madrid para sediar as Olimpíadas de 2016 não é só bem-vinda (não apenas pela vencedora ter sido o Rio de Janeiro, minha terra maravilhosa) como era necessária.


Um Estado - como a Espanha - que não respeita o direito básico de autodeterminação de suas minorias, não permite - como o Reino Unido de Grã Bretanha e Irlanda do Norte - que suas nações possuam seleções nacionais e disputem internacionalmente competições de nível e, pior ainda, sequer respeita o direito de votar e ser votado, de viver livremente, de decidir seu futuro, não merece sediar um evento de tamanha importância e significado.

A Espanha não respeita minimamente a carta olímpica, pior, não existe no país um verdadeiro espírito olímpico, apenas o resto do fascismo Franquista arraigado nos partidos dominantes e em parte da sociedade.

A Espanha não permite que seu povo - que o diga suas minorias - falem livremente. Bradar pela República é crime, criticar o Rei, um fascista assassino que, suspeita-se, matou o próprio irmão, é motivo para prisão, enfim, falar a verdade neste país é criminalizado. Como pode um país sem liberdade de expressão plena, sem a garantia das liberdades de cada um dos cidadãos, ser sede de uma olimpíada, um marco na história de qualquer país?

Como pode um país que mata, tortura, "desaparece" e aprisiona suas minorias ser sede ou ter sua capital como sede de um evento marcado pela tolerância, respeito e diversidade? Não pode. Madrid perdeu.

Barcelona, Catalunha, foi um marco para o povo Catalão. Não simbolizava a Espanha senão a força de um povo nacionalista e orgulhoso que urge pela sua independência, por sua seleção nacional e sua identidade como nação em um Estado próprio.

O mesmo almeja o povo Basco: Uma seleção, um Estado.

‘Euskal Herria, nazio bat, selekzio bat, federazio bat’

«País Basco, uma nação, uma selecção, uma federação» 




A derrota de Madrid é uma vitória para Catalães, Bascos, Andaluzes, Galegos e todas as minorias oprimidas da Espanha.

No Facebook, os catalães correram para criar uma campanha/comunidade pedindo para que Barcelona sedie as Olimpíadas de 2020 como capital da Catalunha, Estado na Europa livre da dominação colonial espanhola.

Barcelona 2020, Jocs Olímpics amb les seleccions catalanes

Mentre Espanya impedeixi el reconeixement de l'esport català, Madrid no pot ser seu d'uns Jocs Olímpics. Un país com Espanya, que no respecta la carta olímpica, no es mereix obtenir aquesta fita. Volem tenir el dret democràtic a perdre, fins i tot a ser apallissats, però volem fer-ho representant al nostres País, Catalunya.
El Comitè Olímpic Internacional ha concedit l’organització del Jocs Olímpics de 2016 a Rio de Janeiro, Madrid ha perdut en la votació final, com dèiem en aquest grup de suport a Chicago 2016, la capital d’Espanya no podia organitzar uns jocs, mentre Espanya no reconegui les seleccions catalanes, s’ha guanyat una primera causa, ara cal aconseguir l’objectiu principal, que les seleccions catalanes puguin competir com ho fan les seleccions dels altres països, hi tenim dret, i ningú ens el pot negar.
Per aquests motius, decidim canviar el nom del grup, per demanar al Govern de Catalunya i a l’Ajuntament de Barcelona que des d’avui mateix iniciem el treball per presentar la candidatura de Barcelona als jocs olímpics de 2020, com a capitat d’un país independent, Catalunya.
Pot ser una utopia, però és una motivació per aconseguir el reconeixement de les nostres seleccions, volem tenir aquest dret, volem tenir el dret fins i tot a perdre, i Espanya no seguir practicant el joc brut.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bil'in Night Invasion - This is Zionism


Bil'in night invasion 30.09.09


The soldiers attacked one of the member of popular committee’s house


Shortly before 2am, the occupation forces invaded Bil'in once again. They raided the house of Basil Mansour Ali Mansour (age 32), a member of the Bil'in Popular Committee, in an attempt to arrest him, but he was not at home at the time.






About a dozen soldiers had entered the house when Palestinian and international activists arrived at the site. Another 15 soldiers surrounded the house preventing anyone from approaching during their search operation. They aggressively pushed the activists away from the house, declaring it a closed military area, and prohibiting any filming. They grabbed the camera of the local cameraman, Haitham Al-Khatib, damaging it.






At 3am, the occupation forces left the house without any victim and exited the village in five jeeps.


For more information, please contact:


Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in


0547258210 أو 0599107069


e-mail – lumalayan@yahoo. com


www.bilin-village. org
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África, aquela inútil!


O título é provocativo, e não concordo com ele. Mas infelizmente o PIG e a maior parte da dita opinião pública, apóiam veementemente as premissas de tal declaração, a África é inútil... Ou ao menos não merece nossa atenção.

O título vem da leitura dos acontecimentos recentes na Guiné, onde centenas de manifestantes foram assassinados a sangue-frio pelo exército local em um estádio. O número chega aos 157 mortos e 1,2 mil feridos de um total de 50 mil que estavam presentes ao protesto no estádio da capital, Konakry.

O país é governado por uma junta militar, passou anos sob ditadura e, como a maior parte da África, é quase invisível, um país de contrastes, pobreza e conflitos.

Após o massacre a ONU pediu moderação - típico- e nada mais foi ou será feito.


Tudo bem que crises humanitárias no Sri Lanka, com a derrocada dos Tigres Tâmil, não são manchetes no Brasil, nem as crises costumeiras na Ásia, mas a África é emblemática. Quem se importa com ela?

O Tsunami recente no pacífico virou manchete, afinal, os povos da região são "Civilizados", estáveis e, no fim das contas,a tingiu a Samoa Americana, dos nossos amigos estadunidenses. É relevante.

Já o continente negro, onde a maior parte dos regimes são ditatoriais ou tem um verniz de democracia mais fino que o de uma parede de papel, os jornais viram a cara, não existem correspondentes, não existe cobertura séria, pouco se sabe ou se fala.

Aparentemente os jornais - e a maior parte da "opinião pública" enxergam a África como uma coisa só, um continente-país que, salvo a África do Sul e os Estados Árabes, pouco se diferenciam. Se é que existem diferenças visíveis! São ditaduras e proto-ditaduras, áreas de genocídio e irrelevantes.

Não que, convenhamos, a análise de que a região seja povoada por ditaduras e regimes assassinos seja falso, a questão principal reside no considerar tudo igual e virar os olhos e o sensato, buscar conhecer, analisar e, se possível, intervir positivamente.

Mesmo na região de maioria Árabe e Bérbere (o norte) são raros os que conhecem o conflito dos Bérberes no Níger, Mauritânia e países vizinhos (citar "Cabília" então, na Argélia, nem pensar!), ou a situação absurda de opressão do povo Saraúi no Saara Ocidental (Marrocos nada mais que genocida).

Darfur é uma exceção, um genocídio em larga escala onde a China tem ampla participação, ma ao mesmo tempo, poucos sabem do conflito do Sudão com o Chade.

Na África Negra propriamente dita, fora Ruanda e seu notório genocídio ou algum informe sobre o Congo ou sobre a situação do Zimbábwe (notem que apenas catástrofes saem da África em formato de notícia), raros são os que sabem diferenciar o Kenya da Suazilândia. Na verdade dificilmente sabem que o segundo existe sem olhar na wikipedia.

Enfim, a cobertura fraca - ou total falta até - sobre o que acontece na periferia da periferia não surpreende, apenas revolta. A África é o continente abandonado, sai nos noticiários apenas pela fome, miséria e conflitos, mas mesmo assim, se de grandes proporções, se envolvendo potências de alguma forma ou em genocídios.

De outra forma passa icógnita, esquecida.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Novo comunicado da ETA e Gudari Eguna


A ETA completa 50 anos e durante o Gudari Eguna (Dia do Combatente), lança mais um comunicado reafirmando sua disposição em negociar e em lutar, caso os partidos espanholistas não cedam.

O Gudari Eguna é comemorado todos os anos no País Basco como uma homenagem aos antifranquistas assassinados em 1975, nos derradeiros meses do regime assassino de Franco.

Neste dia se relembra a memória dos militantes da FRAP Humberto Baena, José Luis Sánchez Bravo e Ramón García Sanz e os militantes da ETA Juan Paredes Manot "Txiki" e Angel Otaegi, executados em 27 de Setembro de 1975.

Os Nacionalistas reunidos para celebrar a data foram recebidos com violência e proibição e ao menos 6 pessoas foram presas em Hego Euskal Herria. Já para os Fascistas, nenhuma proibição às suas marchas vindouras. Não surpreenderão bandeiras do PSOE em meio aos Falangistas, afinal, graças aos SocioFascistas de tal partido que grupos de extrema-direita mantém sua vitalidade.

Aliás, relembrando o surto de ataques fascistas no País Basco nas últimas semanas, o grupo "Falange e Tradição" assumiu a autoria de pelo menos 25 deles, inclusive a ameaça contra a Txupinera do Aste Nagusia de Bilbao.

O grupo Falange y Tradición assumiu em comunicado a autoria de mais de 25 acções em Araba, Bizkaia, Gipuzkoa e Nafarroa, nas quais ameaçou pessoas que associa ao independentismo e ao comunismo, e atacou monumentos em memória das vítimas do franquismo, como o do monte San Cristóbal.

Novamente, não é surpresa que o obscuro grupo - talvez um reagrupamento de militantes dos antigos grupos financiados pelo PSOE como GAL, Cristo Rey e BVE e que jamais serão presos ou processados? - tenha dado, no comunicado, as boas vindas ao Lehendakari espanholista, Patxi López.

SocioFascistas do PSOE e assassinos de extrema-direita se entendem perfeitamente.
 
Ao mesmo tempo, incomoda mas não surpreende o silêncio completo de PSOE e PP frente às declarações do grupo "Falange e Tradição".



 Musica de Luis Eduardo Aute "El Alba" em homenagem aos "Cinco Caídos"





«Escolheram um mau dia para protestar»
A Ahaztuak 1936-1977 quis recordar ontem em frente à Câmara Municipal de Iruñea todos os fuzilados durante a ditadura franquista muito especialmente os militantes do FRAP Humberto Baena, José Luis Sánchez Bravo e Ramón García Sanz e os militantes da ETA Juan Paredes Manot Txiki e Angel Otaegi, executados a 27 de Setembro de 1975. Contudo, a faixa em que se lia «En memoria de los demócratas y antifranquistas asesinados» teve de ser recolhida mal foi aberta.
Os polícias à paisana que se encontravam nas imediações não esperaram senão alguns segundos para avisar os participantes no protesto de que este tinha sido proibido e que deviam acabar com aquilo.

Os convocantes mostravam-se perplexos e perguntaram ao comandante da Polícia por que motivo não podiam exibir a faixa se esta mostrava as mesmas palavras que no ano passado. O polícia limitou-se a responder «hoje não sei por quê, mas...» A resposta, claro está, não deixou as pessoas presentes satisfeitas, tendo continuado a pedir explicações. O comandante da Polícia clarificou: «Escolheram um mau dia».
«Mas podemos ao menos ler o comunicado...», disseram-lhe. «Leia o comunicado e faça o que quiser, mas não exiba a faixa», respondeu o polícia, afastando-se depois alguns metros, para junto de outros agentes.

No auto que posteriormente foi facultado aos representantes da associação efectivamente constava que o tribunal de excepção tinha proibido o acto. Os membros da Ahaztuak criticaram a forma de proceder da Audiência Nacional e recordaram que as autorizações para este acto tinham sido pedidas pela Ahaztuak, «uma associação legal e inscrita». Por esta razão, mostraram-se dispostos a apresentar recurso da decisão do tribunal.

Apesar dos entraves, os congregados leram o comunicado, no qual, além de recordarem os cinco militantes fuzilados no dia 27 de Setembro, criticaram duramente a atitude que os representantes institucionais de Nafarroa tomaram perante os ataques fascistas ocorridos nos últimos tempos, desafiando a delegada do Governo espanhol em Nafarroa, Elma Sáiz, a proibir a marcha que os falangistas pretendem realizar no próximo dia 11 de Outubro em Iruñea.
O comunicado da ETA é claro: Negociação com todas as opções ou mais violência, não importa quanta repressão esteja pronto o Estado Espanhol a patrocinar. Violência será respondida à altura.

A ETA coloca novamente nas mãos do Estado o poder de solucionar o conflito. Fato novo é a pergunta direta ao PNV, que assuma uma posição - historicamente o PNV é dividido entre duas correntes principais que remontam Sabino Arana, os Euskalherriacos e os Mendigoixales, os que defendem a independência final e os que preferem uma autonomia e ainda a pertença à Espanha - e não mais fique em cima do muro defendendo a independência de um lado mas contente com a atual situação.

O que virá desta pergunta pode ser uma reviravolta política, pois a ETA jamais atacou membros do PNV - por eles serem do partido, já matou membros deste mas sem relação com o PNV - e podem, a partir desta nova reflexão, passar a considerar frontalmente os "Peneuvistas" como alvos legítimos e traidores da causa nacionalista.

Pessoalmente acredito ser uma virada  temerária da ETA pois durante o governo de Ibarretxe e sob o PNV a repressão era relativamente controlada e não é uma idéia saudável atacar um partido que conta com o apóio de milhares de nacionalistas autênticos, por mais que sua direção oscile.



A ETA afirma, num comunicado enviado ao Gara por ocasião do Gudari Eguna, que o seu processo de reflexão terminou. Afirma que continuará «de armas na mão enquanto os inimigos de Euskal Herria apostarem na repressão e na negação», mas acrescenta também uma «proposta» para um processo democrático e salienta que o «defenderá e impulsionará».

O processo de reflexão interna que a ETA anunciou na última Primavera terminou. Esta é a primeira afirmação do comunicado enviado pela organização armada e datado no Gudari Eguna que hoje se celebra. No texto, destaca-se a epígrafe intitulada «O compromisso, a vontade e a proposta da ETA». Nela, a organização armada basca afirma: «reiteramos o compromisso de continuar de armas na mão enquanto os inimigos de Euskal Herria apostarem na repressão e na negação. Mas dizemos ao mesmo tempo que a vontade da ETA foi sempre a de procurar uma saída política para o conflito político». Em consequência, realça a sua «vontade e total disposição de empreender esse caminho».

«Em Euskal Herria deve desenvolver-se um processo democrático» que «conduza ao cenário da autodeterminação», especifica. Acrescenta que para tal é «imprescindível» que os abertzales se unam a nível nacional. «Essa é a proposta da ETA, e esse é o caminho que a ETA defenderá e impulsionará», diz.
Na sequência disso, a organização armada insiste numa constatação: «Os mandatários espanhóis repetem muitas vezes que não vão falar com a ETA enquanto não acabar a luta armada. Como se esse fosse o nó fulcral do conflito! - responde. Os mandatários espanhóis sabem que o problema não é a ETA. Sabem, e sabem-no muito bem, que o problema que têm é com este povo, com a sua vontade política». E conclui afirmando que a solução passa por «abrir as portas» a essa exigência.

Questões
A partir deste anúncio, a organização armada lança uma série de questões, dirigidas em primeiro lugar ao primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e aos restantes governantes estatais. «Sem a actividade armada da ETA, estariam dispostos a respeitar um processo em que os territórios bascos decidissem sobre o seu futuro político? Se as armas da ETA se calassem, estariam dispostos a respeitar a decisão da maioria dos cidadãos bascos no caso de estes optarem pela independência, e a dar os passos necessários? Se a luta armada da ETA acabasse, estariam dispostos a abandonar a repressão e a respeitar um processo democrático que possibilitasse a resolução do conflito?»

Um segundo grupo de questões destina-se ao lehendakari, Patxi López, e ao presidente do Governo navarro, Miguel Sanz: «Estão dispostos a aceitar Euskal Herria e a reconhecer os seus direitos nacionais? Estão dispostos a perguntar aos habitantes dos territórios que se encontram sob o vosso domínio, sem limites e de forma aberta, sobre seu futuro político?»

A ETA considera estas questões como um «desafio», mas teme que «os silêncios e os nãos demonstrem, infelizmente, que o problema não é a ETA, mas a falta de vontade política e democrática». Ao invés, refere que «as respostas positivas» a estas questões «abririam o caminho à solução do conflito. Os sins, e o levantamento dessas «barreiras», «levariam ao fim da acção armada da ETA».

Entrando a fundo em tudo isto e respondendo aos acontecimentos dos últimos meses, a organização armada assegura que «se engana quem pensa que vai acabar com a ETA e com o conflito político prendendo os membros da ETA, roubando alguns esconderijos nas montanhas ou levando a Polícia autonómica de Espanha para Hendaia. Mesmo que os inimigos roubem todas as armas à ETA, não lhes será possível roubar a este povo o vigor e a vontade de luta».

O comunicado inclui uma última questão, dirigida neste caso ao PNV e que reproduz a que foi lançada por Xabier Arzalluz aos seus companheiros numa entrevista recente: «São independentistas?». A ETA pede ao PNV que explique o seu objectivo real, «se o Estado Basco ou aprofundar o regime de autogovernação vascongado».


50 anos
Esta reflexão liga-se à última constatação da análise com que se inicia o comunicado: «Felizmente para Euskal Herria, o povo abertzale não está disposto a aguentar outro giro autonómico».
A ETA entende isso como um dos «êxitos políticos» destes 50 anos. Aborda a operação de há três décadas «para vender Euskal Herria e a dividir», e realça que hoje «esse cenário está esgotado». No que respeita ao momento actual, sublinha a «ofensiva do fascismo espanhol» para procurar retirar a esquerda abertzale das instituições e das ruas. E homenageia «os gudaris» falecidos nestes 50 anos ou que continuam presos.
Ontem, inúmeros políticos teceram considerações sobre um texto que surgiu no Berria como comunicado da ETA. O diário precisou mais tarde que se tratou de um erro; o texto não pertence à organização.
Fonte: ASEH
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O futuro da América Latina descansa sob Honduras [Update]


Pode parecer um certo messianismo, inconsequência até, mas afirmo que não: Honduras irá selar o destino da América Latina.

Não falo necessariamente que veremos uma onda de golpes semelhantes - se bem que tentaram com Chávez, tentaram separar a Bolívia e por aí vai - mas moralmente o destino da América Latina enquanto uma unidade e em termos de solidariedade e até de futuros projetos de integração, está todo nas mãos dos líderes regionais e se centra no destino de Honduras, de sua democracia e integridade.

Depois da ALBA, do Mercosul e, finalmente, da Unasul, é esta a hora de demonstrar finalmente que falamos de uma única América Latina, unida, forte e pronta para resolver seus problemas. Seja com intervenção da OEA ou da ONU - com o consentimento explícito dos países da região -, é imprescindível que haja uma solução rápida e definitiva para o conflito sob pena de que este se alastre ou respingue ou, ainda, afete as tentativas promissoras de integração que, mesmo sob duras penas, sob Uribe e os olhos dos EUA, vem se firmando.

Este é o teste de fogo, a demonstração inicial e potencialmente final, de que a América Latina amadureceu, chegou até o ponto em que podemos realmente falar de UMA América Latina, não mais apenas o quintal dos EUA, a região das repúblicas bananeiras, não mais a terra de ninguém que sangra nas mãos dos golpistas e da direita entreguista.

A Mídia hondurenha esperneia, a mídia brasileira faz coro, todos querem ver o circo ser calcinado (fogo já pegou faz tempo!) e a integração em andamento retroceder, acabar. O golpismo descarado da imprensa internacional assusta, se acabaram aceitando que não chamar de "golpista" um governo que atende por este nome era abusar demais da boa vontade e do intelecto até dos mais incapazes, por outro lado dão demonstrações claras de que a palavra "golpista" não assusta às elites, não tem a conotação negativa que entende o povo como um todo e os democratas - enfim, pessoas decentes.

Usa-se a palavra, não se sente a palavra.

Este é o momento de mostrar unidade e força, de calar a mídia golpista e fazer valer a democracia, sob toda e qualquer pena, sob o poder das armas ou das negociações (já) falidas.

Os EUA começam a fraquejar e não duvido que em questão de dias apareçam com algum paliativo sem a volta de Zelaya e um reconhecimento do golpe. Árias continua no murismo, pendendo para o lado yankee e resta o Brasil, mas até quando? A pressão da imprensa se faz sentir, gente canalha como Reinaldos Azevedos  da vida pedem o impeachment de Amorim e até do Lula, são inconsequêntes, calhordas e... perigosos!

Até quando o Brasil resistirá no apóio incondicional ao Zelaya? Até quando a OEA irá pressionar, fazendo algo inédito em sua história de comum atrelamento aos EUA? A ONU... bem, a ONU é a mesma ineficaz de sempre.

A solução deve ser rápida, final, o bate-boca atual não leva à nada, só à consolidação do golpe. Sem a solução armada ou a colocação de forma intransigente das opções na mesa - volta de Zelaya incondicionalmente ao poder e punição exemplar para os golpistas - a situação tende a piorar, ou melhor, a se consolidar. O que é de fato se tornará a única verdade.

O futuro da América Latina, repito, descansa sob Honduras.

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Update:

Micheletti, presidente golpista de Honduras, pelo menos, admitiu as razões para o golpe: Esquerdismo de Zelaya.

Por detrás disto, a intenção de Zelaya de integrar Honduras na ALBA e ligá-la definitivamente aos demais países da América Latina em uma aliança solidária incomodaram e incomodam a elite local e latina.
"“Tiramos Zelaya por seu esquerdismo e corrupção. Ele foi um presidente liberal, como eu, mas se tornou amigo de Daniel Ortega, (Hugo) Chávez, (Rafael) Correa e Evo Morales”, declarou Micheletti, referindo-se aos presidentes da Nicarágua, Venezuela, Equador e Bolívia. ”Se um presidente viola a lei e é corrupto, dá ao povo o direito de reclamar. Nós apenas lideramos este clamor popular”."
Fica mais clara ainda a necessidade indiscutível de se fortalecer os laços de integração na América Latina e o combate constante às forças reacionárias, fascistas, direitistas referendadas pela mídia golpista.

O jornalista italiano Georgio Trucchi, que está em Honduras há mais de 50 dias, vai ainda mais longe e diz que a destituição de Zelaya também foi uma tentativa de interromper o processo de integração latino-americana, particularmente os avanços da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba).
O que é mais do que claro. Clara tentativa de pôr uma pá de cal numa das alianças mais promissoras dos últimos anos na região.

Qualquer tipo de integração cuja base não seja o livre-mercado e a acumulação ainda maior e mais fácil para as elites, é vista como problemática, perigosa. Em Honduras estas agiram depondo o presidente, não é difícil pensar que haverá uma nova Honduras enquanto os ricos se sentirem incomodados com as reformas populares e a integração irreversível dos povos.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Não à indicação de José Toffoli


Ex-presos políticos e familiares, indignados, se declaram totalmente contra a indicação do atual chefe da AGU (Advocacia Geral da União), advogado José Antonio Dias Toffoli, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), por iniciativa do presidente Luis Inácio (Lula) da Silva.

No momento, para piorar ainda mais essa situação, o senhor Toffoli está sendo formalmente condenado pela Justiça do Amapá, juntamente com outras três pessoas, a devolver R$ 420 mil ao Estado, sob a acusação de ter ganhado licitação supostamente ilegal em 2001, para prestar serviços advocatícios ao governo estadual. E, se atualizado, o valor chegará a R$ 700 mil.

Por outro lado, José Toffoli, tem se posicionado sempre contra ações de defesa dos direitos humanos, e também contra a abertura dos arquivos da Guerrilha do Araguaia em particular, e de todos os outros arquivos da ditadura militar em geral, ajudando a encobri, dessa forma, os crimes cometidos por agentes públicos, naquele período, incluindo a ocultação de cadáveres dos “desaparecidos” políticos.

E para completar esse quadro desfavorável, junto com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ele se coloca contra uma possível punição dos agentes civis e militares, que praticaram torturas contras ex-presos e seus familiares, nos porões da repressão. Tal como foi o caso do Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de promover sessões de torturas, de forma cruel e desumana, que levaram à morte algumas dezenas de pessoas, entre 1970 a 1973, quando chefiou o DOI/CODI de São Paulo, alegando que ele e outros mais estão sob a proteção da Lei de Anistia Política de 1979.

O incrível é que o advogado Toffoli, o ministro Jobim e outros tantos democratas de plantão, encontram justificativas na Lei, que não existem.

“Ora, com relação a esse caso (do Cel. Ustra) e aos demais que poderão vir à tona, devemos deixar bem claro que, na Lei nº 6.683/1979 (Lei da Anistia) não tem nenhum artigo ou parágrafo favorecendo os agentes violadores de direitos humanos. Não existe nenhuma cláusula sobre isso e, mesmo que existisse algo semelhante, a referência seria um expediente nulo e sem eficácia prática porque o Estatuto do Tribunal Internacional de 1998, em Haia, explicitou que: OS CRIMES DE TORTURA NÃO PRESCREVEM!”.

Por isso, rechaçamos, com veemência, essa intolerável e inconsequente indicação de José Toffoli para ser ministro do STF, por se tratar de um grande equívoco ou um ato de arbitrariedade do aparato governamental, sem nenhum respaldo das entidades que lutam pelos Direitos Humanos e das famílias dos mortos e desaparecidos do Brasil


Recife (PE), 21 de setembro de 2009


Fórum Permanente da Anistia em Pernambuco

Associação Pernambucana de Anistiados Políticos - APAP

Centro de Estudos e Pesquisas Dom Helder Camara - CENDHEC

Centro Cultural Manoel Lisboa - CCML

Comissão Pastoral da Terra - CPT

Unidade Coletivo Sindical e Social - UCS

Coordenação Nacional de Lutas - CONLUTAS

Ocupações 7 de Setembro e Josué de Castro - FAP

Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - MST

Movimento dos Trabalhadores Cristãos - MTC

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados - PSTU

Partido Comunista Revolucionário - PCR

Partido Socialismo e Liberdade - PSOL

Partido Comunista Brasileiro – PCB



Outras adesões pessoais



Antônio De Campos, economista

Maria de Lourdes da Silva, aposentada

Jurandir Bezerra, aposentado

Roselle Siqueira, aposentada

Aluísio de Araújo Figueirôa, autônomo

Gabriel Veloso de Melo, engenheiro

Ângela Lúcia Rodrigues, aposentada

Jesualdo Campos Júnior, advogado

Aníbal de Oliveira Valença, médico

Socorro de Abreu e Lima, professora da UFPE

Elvira Cavalcanti, servidora pública

Lurildo Cleano Ribeiro, médico

Iberé Baptista da Costa, economista

Miguel Anacleto Junior, engenheiro de pesca

Antônio Ferreira Neto, advogado

Daniel Rodrigues, professor da UFPE

Helmilton Gonçalves Beserra, professor

José Carlos Neves de Andrade, economista

Marcelo Santa Cruz, advogado

Maristela Oliveira da Silva, assistente social

Luis Anastácio Momesso, professor da UFPE

Maria de Fátima Farias, chefe gabinete

Odon Porto de Almeida, aposentado

José Maurílio Serapião, professor

Isabel Bezerra de Vasconcelos, advogada

Tibiriçá de Melo e Silva, promotor federal

Yuri Vasconcelos da Silva, engenheiro agrônomo

Dinalva Ramos Viana, aposentada

Rinaldo Cardoso Ferreira, economista
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Manifestação em Solidariedade ao Povo de Honduras

Manifestação em Solidariedade ao Povo de Honduras


Fora Golpistas !



Dia 02 de Outubro, sexta-feira


MASP – Paulista


Concentração a partir das 17:00h


O Golpe Militar em Honduras tem de ser derrotado nas ruas em Honduras e em todo o mundo. Nos últimos
dias os golpistas de Honduras não deixaram nenhuma dúvida aos trabalhadores e povos de todo o mundo de sua verdadeira
face fascista : toque de recolher, estado de sitio, prisões, repressão brutal com centenas de feridos e assassinatos.


As imagens de estádios sendo usados como “prisões” para as centenas de

detenções realizadas de maneira arbitrária e violenta trazem na memória as imagens do golpe de Pinochet no Chile e as prisões e execuções no Estádio Nacional tão simbólicas, para todo os povos de nosso continente, do significado das ditaduras.


De outro lado as manifestações e resistência do povo hondurenho para derrotar o golpe continuam heróicas e fortes. As organizações sindicais, populares e políticasbrasileiras fazem um chamado a construirmos um amplo movimento de solidariedade ao povo de Honduras.


Realizaremos todos nossos esforços de mobilização e apoio político e material para a luta organizada a partir da Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Honduras que luta por : fim da repressão e restabelecimento das liberdades democráticas, recondução do presidente eleito Manoel Zelaya ao governo, punição aos golpistas e pela convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.


Repudiamos qualquer tentativa de acordo feito nos gabinetes que vise livrar os golpistas de qualquer punição e negar o direito ao povo hondurenho de decidir livremente seu destino em uma Assembléia


Nacional Constituinte.

Nos colocamos na defesa da embaixada do Brasil contra qualquer ataque ao presidente eleito Manoel Zelaya
os ativistas e dirigentes que o acompanham bem como contra qualquer funcionário da embaixada.


Para isso estaremos organizando :


1- Manifestação em São Paulo , no dia 02 de outubro no vão do MASP, na av.Paulista, concentração à partir das 17:00h;


2- Uma delegação unitária das organizações brasileiras para levar nosso apoio e solidariedade, nos próximos dias, ao povo hondurenho;


3- Uma campanha de arrecadação de recursos para o apoio à
resistência organizada pela Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado.


MST, Conlutas, CTB, CUT, Intersindical, MTST, ANEL, PCB, PSOL, PSTU, Consulta Popular, Assembléia Popular, Circulo Palmarino, Esquerda Marxista, CDR


Estas são as primeiras entidades que assinam a convocatória. Chamamos a adesão de todas que se colocam contra ogolpe.

Contatos alba@movimientos.org ou com alguma das entidades acima.


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http://www.brasildefato.com.br

http://www.radioagencianp.com.br

http://www.expressaopopular.com.br

http://www.telesurtv.net/noticias/canal/senalenvivo.php
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

A inutilidade do multilateralismo

Cúpula da América do Sul e África, OEA, Assembléia Geral da ONU, Conselho de segurança da ONU....

Todas estas organizações (e cúpula) já condenaram o Golpe em Honduras e recomendam, pedem, protestam, referendam a volta da normalidade democrática.

Em comum esta unidade e unanimidade, mas também a falta de validade de suas decisões, falta de prática, de ações concretas.

Quando os EUA decidiram invadir o Iraque, na Primeira Guerra do Golfo, a decisão da via armada estava tomada, restava a aprovação. A ONU a deu;

Quando os EUA resolveram destruir a Sérvia, o fizeram antes da ONU decidir - no fim a ONU foi obrigada a seguir os acontecimentos;

Quando os EUA resolveram invadir o Afeganistão, a ONU concordou;

E, finalmente, quando da segunda invasão do Iraque, a ONU se colocou contra, os EUA invadiram de qualquer maneira.

Em comum a intenção pregressa de invasão, fato consumado, a ONU apenas dava a provação - ou não - a aura de legitimidade.

No caso de Honduras, o problema é que nenhum país quer intervir, se meter diretamente. É um jogo de empurra que, pelo menos até agora, não resultou em nenhuma ação concreta. O Brasil, se está no centro dos acontecimentos, caiu de para quedas - por mais que fale bonito.

Esta simples análise demonstra que os organismos multilaterais são excelentes palcos para se falar, para fingir, enfim, para fingir que os Estados são preocupados e interessados. Ação, de verdade, só quando antes já existia tal vontade, quando há algum interesse factual por trás.

Não me surpreenderá - e não deve surpreender a nenhum leitor desavisado - se for divulgado daqui ha meses, se nada for feito para reinstalar o presidente legítimo, que os EUA tinham acordos para, quando a poeira baixar, apoiar o regime golpista e torná-lo aceitável aos olhos da comunidade internacional. Alguém realmente acredita que um país do tamanho de Honduras resistiria por tanto tempo à condenação unânime do mundo e dos organismos competentes (sic) sem o apóio velado dos EUA?

Obviamente podemos lembrar de duas possíveis exceções recentes, Timor e Haiti, onde não havia um interesse claro dos EUA em intervir. Nno primeiro caso havia um genocídio em curso e a intervenção era relativamente simples - em teoria -, não se lutava contra nenhuma potência ou país apoiado por uma potência (Sudão, por exemplo, com a China colada) e a causa interessava a muitos. No segundo caso, estamos falando de um Estado falido, com proto-governo que já não mais interessava às elites latinas. A intervenção parecia fácil. O fator "elites locais" pesa enormemente quando tentamos diferenciar estes casos dos demais.

Já no caso de Honduras, vemos que o golpe foi orquestrado pelas elites organizadas e aliadas das elites latinas, teve apoio dos EUA - senão do Obama, de boa parte de sua estrutura e acessores - e, acima de tudo, não há um Estado de Anarquia, o governo golpista controla a estrutura e a mantém minimamente funcionando e com capacidade de, saindo da crise imediata, tocar o país.

Questões como abuso de direitos humanos, puro e simplesmente, não interessam às potências. E há um exército - por menor que seja - capaz de responder à agressões de qualquer um que se aventure a ameaçar os golpistas. Claro que a resposta será tímida, mas ainda capaz de causar danos, baixas, algo intolerávle em tempos de guerra pós-heróica onde a morte de um soldado é tida como incomum e não como uma consequência lógica e normal de um conflito.

Enfim, torna-se claro o apóio de diversos setores da elite - em particular o apóio descarado da Mídia - ao Golpe e, por isto, sua longevidade. Os organismos multilaterais se limitam a condenar sem, porém, se esforçar para encontrar uma solução definitiva para a situação. Urge o uso de força, de uma intervenção militar rápida e certeira, seja via Capacetes Azuis, seja através do exército brasileiro - caso a Embaixada corra perigo imediato e real.

Por mais que a opção armada não seja a menina dos olhos da comunidade internacional, a mera falação não vem resultando em ganhos para a população de Honduras, que continua a ser massacrada, e nem para a democracia, que não existe.

Sem o uso da força, dificilmente a situação tomará um novo rumo.

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Os EUA jamais pestanejaram na hora de agir quando era de seu interesse, neste momento atual fraqueja, demonstra mais do que sua fraqueza interna e hesitância de agir sozinho - sinal de multipolaridade nascente, talvez - mas também seu racha interno e o apóio de sua estrutura ao Golpe.

A Venezuela, mesmo corretamente intervindo, teria que arcar com as críticas internacionais que não livrariam a cara do país mesmo em uma ação legítima.

Já o Brasil sofre com seus problemas internos, a pressão da mídia golpista e das elites que bradam pela legalidade do golpe, temem o Socialismo do Século XXI e tudo que isto representa e se recusam a referendar um apóio militar à Honduras, preferem a elite amiga instalada no local, assassinando a população civil. Além disso, claro, existe a idéia de que a via diplomática solucionará todos os problemas e a questão de parte do exército já está alocado no Haiti, fora nossos próprios problemas de infra-estrutura militar.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

AI5 Digital: "We Are the World"

Singela homenagem aos dinossauros que querem nos censurar, censurar a internet!

Quero ver lutar contra todos, contra a liberdade na internet!



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domingo, 27 de setembro de 2009

O Sensacionalismo estúpido



Por vezes a tentativa de se fabricar uma notícia beiram o ridículo, a pura estupidez. Outras vezes, ultrapassa essa barreira.

Buscarei, com a ajuda de uma manchete absurdamente sensacionalista sobre Michal Jackson, analisar o fenômeno da fabricação de notícias, criação de factóides, ganhos do PIG - diferenciando-os dos meros tablóides de fofocas - e demais aspectos.

Desde que Michael Jackson morreu que sua imagem e suas polêmicas não saem do noticiário, nada de incomum, quando vivo todos os seus passos eram igualmente divulgados como se fossem o que mais relevante poderia acontecer no mundo.

Esta febre pelo consumo de notícias de celebridades, como se fossem as figuras mais importantes e relevantes da terra, foi uma das causas da morte da Princesa Diana, como todos sabem muito bem. Por mais que eu não consiga compreender qual o sentido em se saber até a cor da cueca de um determinado ator - como se isso fosse fazer qualquer diferença em minha vida - é fato que este tipo de futilidade/estupidez é consumida vorazmente por todo o mundo.

Com a crescente necessidade de se fabricar constantemente este tipo de "notícia", chegamos em um ponto em que ou o que é possível noticiar não é "empolgante", não é nenhuma fofoca de nível. Parte-se, então, para a franca fabricação de factóides e a ampliação descontextualizada de uma frase, uma situação para vender revistas e criar escândalo.

Obviamente que nos jornalões - saindo do espectro da fofoca, das celebridades e tablóides - a fabricação dos factóides é constante e absurda, lembrem-se do caso da ficha policial da Dilma e outras barbaridades, o objetivo é não só vender mas também desmoralizar o alvo, causar um fato político, uma ficção política.

São dois momentos diferentes, enquanto os tablóides de fofoca destroem a imagem de um determinado ator, cantou ou celebridade, mas não tem por objetivo ganhar em cima desta queda teórica - e sim do fato - os jornalões políticos ganham em cima tanto do escândalo, do fato com a vendagem, mas também olham para o futuro, buscando ganhos políticos posteriores à derrubada ou quebra de uma imagem.

Em termos simples, o tablóide busca, através da manipulação da imagem ou de fatos, ganham em cima deste fato isolado, a destruição completa do objeto manipulado seria danoso para o tablóide que se alimenta dos novos escândalos. O Jornalão do PIG manipula e fabrica notícias para ganhar no ato, com o fato e também preparando o caminho para ganhos futuros com a quebra da imagem alheia. Existe um ganho político no caso do PIG que não é vislumbrado pela mera fofoca de celebridades. A destruição do objeto é a meta do PIG.

Voltando ao Michael Jackson, o assunto mais recente sobre sua carreira e sua vida é a de que ele teria "elogiado" Hitler. Colocado desta forma todos ficamos de cabelos em pé, mas basta uma leitura cuidadosa de qualquer uma das notícias para compreender que o seu comentário, em um contexto, não só é inocente mas inclusive tem sentido!

O youpode noticia:

"Foi revelado que Michael Jackson confessou a seu amigo, o estudioso judeu Rabbi Shmuley Boteach, que admirava o carisma de Hitler e que achava que não conseguiria se libertar do mesmo mal de Hitler. Durante essa conversa, Michael disse também que gostaria de ter abraçado os jovens assassinos de um menino.

Rabbi Shmuley, de 42 anos, apareceu hoje com 30 horas de entrevistas gravadas com o Rei do Pop. Nelas há uma extensa lista de barbaridades que Michael desfila para o gravador do mui amigo.
  • ‘Hitler era um orador genial. Para fazer as pessoas mudarem e odiarem daquele jeito, ele tinha de ser bom’
 Em primeiro lugar, a noticia teria por objetivo ligar Jackson ao Nazismo ou ao menos à uma apreciação da ideologia. Argumento derrubado rapidamente pela simples verificação de que a tal entrevista onde esta "admiração" é anunciada foi dada a um amigo do cantor, um estudioso judeu!

A frase em si não tem nada demais, "Hitler era um orador genial". É um fato. Hitler era, sem sombra de dúvidas, um grande orador e que era este talento que o diferenciava dos demais e o tornou o líder que foi, com tamanha penetração, relevância e alcance. Isto, por si só, não quer dizer que exista qualquer simpatia da parte do cantor - ou minha - pela nefasta figura de Hitler - ainda que, sem os Sionistas os efeitos de suas ações não teriam sido tão amplas.

Todos sabem que as declarações de Jackson nunca forma ortodoxas, nem suas ações por vezes, mas em certos momentos algumas coisas absurdamente descontextualizadas surgem do anda para manchar o que ainda lhe resta de reputação.

Não é diferente do que o PIG faz ou tenta fazer contra Dilma ou não deixou de fazer contra Lula até que este fosse eleito - a contragosto.

Como dito antes, a diferença básica é que os tablóides se alimentam das fofocas, é de seu interesse que estas continuem a fluir, enquanto os Jornalões tem a intenção de derrubar de uma vez por todas, de neutralizar seus desafetos com factóides e mentiras deslavadas.

Vale notar, também, que o efeito de uma manipulação sobre um político é diferente do efeito da mesma manipulação sobre uma celebridade, especialmente uma que já seja notória por seu desequilíbrio. Uma declaração dada com o mesmo tom por um político seria o fim de uma carreira, por Jackson, apenas mais uma de suas declarações "famosas".

Mas, no fim das contas, o que fica é o sensacionalismo estúpido, sem limites, da criação de mentiras e descaracterização de frases e declarações com o objetivo de minar a credibilidade, destruir uma carreira, humilhar ou meramente tornar mais vendável uma determinada publicação.
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Objeção de Consciência de jovens Israelenses



Felizmente, nem todo Israelense é um Genocida. Muitos jovens ano após ano se recusam a servir no exército de Israel e a matar indiscriminadamente o povo Palestino. Estes jovens são chamados de SHMINISTIM, que em Hebraico significa mais ou menos "[aquele] que está no décimo segundo grau [da escola]".
Shministim means “twelfth-graders” in Hebrew. Military service is mandatory after high school for young Jewish Israelis. The Shministim are Israeli youth who refuse to serve in the army because it enforces Israel’s 40-year occupation of the Palestinians.
While a number of Shministim letters have been written in the past (read about the first letter sent to Prime Minister Golda Meir here ), about one hundred youth have signed the current 2008 Shministim letter which articulates the basis for refusal.
Estes jovens, ao se recusar a servir no Exército Genocida enfrentam a cadeia, além do preconceito inerente em uma sociedade francamente militarista e que exalta os valores militares, ou seja, exalta o assassinato de Palestinos.
Because of their principled refusal to serve in an occupying army, youth who sign the letter face jail terms in Israeli military prisons. Terms range from 21 to 28 days; those who refuse to wear a military uniform while in jail are sent to solitary confinement for the duration of their term.
 A "Democracia" Israelense sentencia os jovens que se recusam a servir à penas que variam de 21 a 28 dias de cadeia e, se estes se recusam a usar uniforme militar na cadeia, passam seus dias na solitária. Como se vê, nada mais democrático do que respeitar o direito de um cidadão a se recusar a ser forçado a matar outro indivíduo e compactuar com um genocídio.

Os jovens podem ser sentenciados repetidas vezes à cadeia pois, como se recusam a servir, podem ser reconvocados indefinidamente e, a cada recusa, são presos novamente. Em alguns casos o jovem jamais recebe os papéis de dispensa, viva a Democracia!

After completing their sentence, they are then drafted again and if they refuse a second time, as most do, they face the same sentence. This can be a repeated process in which Shministim return home for a few days or longer and are then drafted and then imprisoned. Even through they refuse to serve, they still in a sense ‘belong’ to the military until they receive their discharge papers. A Shministi may never receive these papers, and although the Israeli military may tire of re-calling objectors into prison regularly, without these papers, an objector’



O site December 18th traz mais informações, uma petição e declarações de jovens que se recusam a servir no Exército Genocida. Apóie a campanha!

O movimento Shministim data de 28 de abril de 1970 quando um grupo de jovens próximos da época do alistamento enviaram uma carta para a então primeira-ministra Golda Meir anunciando suas reservas quanto à ocupação da Cisjordânia e Gaza. Um novo grupo foi formado em 1987, jovens se recusavam a servir nos Territórios Ocupados e contribuir com o genocídio e deram a si o nome de "Shministim", o nome uqe a imprensa ahavia usado apra (des)qualificar o grupo original dos anos 70.

Em 2001 um novo grupo se formou e hoje são cerca de 3 mil ou mais os membros do Shministim que se recusam a servir em protesto contra a situação dos direitos humanos na Palestina e os constantes abusos do Exército de Israel.

Para mais informações:

Movimento Why We Refuse
The Times Online - Father, forgive me, I will not fight for your Israel
YNet - Conscientious objector to IDF service jailed
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