sábado, 10 de outubro de 2009

Porque o Nobel para Obama é um crime contra a humanidade

Artigo necessário do André Kenji sobre o Nobel dado à Obama. Muitas das minhas percepções foram fielmente captadas pelo autor do artigo, o prêmio é um crime contra a humanidade, um tapa em antigos ganhadores que realmente representam e representaram algo no mundo e lutaram de fato pela paz.

Além disso, age enormemente para desacreditar o prêmio enquanto ferramenta eficaz na luta contra a tirania e pela paz. Virou um instrumento meramente político de agrado à presidentes estadunidenses e não a ferramenta de pressão e reconhecimento de lutas por dignidade.

Alguns deslizes podem até passar ao largo, como o prêmio dado à Gorbatchev ou à Menachen Begin, mas a constante mania de laurear presidentes americanos com o único intuito de provocar os Republicanos e tentar dar um ar de legalidade ao Imperialismo dos EUA pode acabar por destruir a imagem de um prêmio que, se bem usado, pode mudar realidades.

Voltando ao texto, o André se esquece, porém  do Embargo contra Cuba, novamente estendido, desta vez por Obama, que mantém esta violação contra o povo cubano e se alinha - como de costume - coma a extrema direita cubana em Miami.

Vale lembrar também do caso de Honduras, onde se Obama não é diretamente responsável pela preparação e sustentação do golpe, o são seus assessores e, de qualquer forma, Obama nada faz de concreto para resolver a situação, o que está em seu alcance.

O prêmio dado à Obama só tem sentido - se fizemos grande esforço - se o entendermos como uma carta branca para agir, ou melhor, como um incentivo para que este haja em prol da paz, destoando do que normalmente significa ser presidente dos EUA.

Incentivo, recomendação, voto de confiança, carta branca, não importa como chamemos, o fato é que, até o momento Obama se limitou a não ser Bush, não por ter desfeito ou revisto as ações do antigo presidente, mas por prometer rever e sorrir de forma convincente. Um jogo de aparências bem bolado mas que, na prática, apenas suaviza a violência que, porém, persiste.

O prêmio é político, decidido por políticos e, como tal, cobertos e cercados de interesses diversos, e isto fica claro com os prêmios dados à Al Gore, Obama e Carter que, enquanto presidentes - no caso de Gore, enquanto candidato e Vice - não fizeram absolutamente nada em prol da paz e sim apenas asseguraram interesses dos EUA no mundo.

Al Gore fez um vídeo bonitinho sobre meio-ambiente e ganha milhões dando palestras sobre o assunto e Carter, este sim, se tornou um ativista após a presidência, mas enquanto no Salão Oval não é lembrado pela humanidade e luta pela paz. Seu ativismo seria uma tentativa de apagar o passado e o Nobel veio para referendar esta tentativa?

Obama, enfim, ainda não fez nada, manteve o status quo mas com palavras bonitas, é como Clinton que invadia a Sérvia enquanto transava com a secretária e mantinha um sorriso lindo no rosto - e tudo sem a aprovação da ONU mas sob os olhos brilhantes do mundo frente à sua simpatia e carisma.

Obama até agora é isto, uma figura bonita, carismática e carregada de esperança. E fica nisso. Ele agora tem um Nobel para mostrar cada vez que for questionado sobre Guantánamo, sobre o Afeganistão ou sobre qualquer outra guerra que ele porventura resolva travar. É o "cala boca" ideal.


Quantas causas desconhecidas ou pouco conhecidas, mas de grande importância não poderiam ter ganho visibilidade e força se premiadas? Tudo isto em troca de um prêmio para alguém que ao defender Israel defende o Genocídio do povo Palestino?

Obama pode surpreender, não nego, mas não há sentido em ganhar um prêmio pelo potencial de fazê-lo. E, seguindo a história, dificilmente fará.

Enfim, faço minhas as palavras do André, o prêmio dado à Obama é um crime contra as gerações futuras.

Quando vi na caixa de emails o email do newsalert do Huffington Post dizendo que Obama havia ganho o Prêmio Nobel da Paz achei que fosse um tipo de piada ou pegadinha do site. Provavelmente é, embora não seja da turma de Ariana Huffington, mas do Comitê do prêmio. Obama, afinal de contas, foi senador federal por três anos(Sem uma atuação particularmente brilhante, pelo contrário, tendo votado firmemente para financiar as duas guerras) e presidente por cerca de nove meses em que nas ocasiões em que suas intenções caminhavam para a paz fracassou miseravelmente. Não conseguiu fechar Guantanamo, nem impedir a expansão de assentamentos na Palestina. E não só os soldados continuam no Iraque e no Afeganistão como neste último Obama pode aumentar em quarenta mil seu número.(Paul Craig Roberts disse que o prêmio transforma o refrão “Guerra é Paz” em realidade).

Aliás, foi bizarro ver Bill O´Reilly e Chris Wallace discutindo o assunto na Fox News. Ambos se perguntavam pela razão do prêmio, Wallace disse que a grande razão era de que Obama não era Bush. O´Reilly, surprendentemente, diz que Obama faz as mesmas coisas que Bush, e só faz “lip service” na direção contrário. Claro que há um joguinho aí. Como Jeff Jacoby lembra, o Nobel de Física, Química e Economia é escolhido pela Academia Real Sueca de Ciências, enquanto que o Instituto Karolinska, uma instituição médica, escolhe o de Medicina. O Nobel da Paz é escolhido por uma comissão de deputados noruegueses. E bem, políticos na Noruega como políticos em qualquer lugar se preocupam mais com o impacto a curto prazo que credibilidade a longo prazo.
Isso faz sentido. Os três últimos laureados com o prêmio parecem ter sido escolhidos a dedo pensando em ofender Bush e os republicanos em geral. Carter, talvez o presidente moderno mais odiado pelos conservadores mainstream dos EUA ganhou o prêmio em 2002(Quando os próprios noruegueses admitiram que aquilo “era um chute nas pernas de Bush”) Gore, que venceu Bush no voto popular, foi premiado em 2007. Talvez Al Franken, Nancy Pelosi ou Hillary Clinton sejam premiados nos próximos anos.

O problema é que há uma diferença com relação aos outros Premios Nobel. Quando os prêmios foram criados havia muito mais romantismo e menos dinheiro envolvido em pesquisa. Portanto, era muito mais crível que o Nobel pudesse de fato servir de incentivo para pesquisa que contribuisse para o bem da humanidade. Hoje, claro, é muito mais dificil um cientista iniciar uma pesquisa pensando no Nobel, e há incentivos muito mais interessantes. Por outro lado, o Nobel da Paz é um instrumento importante para atrair a atenção da opinião pública para causas importantes. Até 1996, quando o Bispo Carlos Filipe Ximenes Belo e José Ramos-Horta ganharam o Prêmio o Timor Leste era totalmente desconhecido. O prêmio para Jody Williams e a Campanha pelo Banimento de Minas Terrestres no ano seguinte seria fundamental para o banimento desta arma terrível (Imaginem o horror se estas armas estivessem a disposição das guerrilhas no Iraque e Afeganistão). O prêmio para Lech Wallesa em 1983 e Desmond Tutu em 1984 permitiram que estas importantes vozes de dissidência fossem ampliadas.

Toda vez que o prêmio vai para políticos de carreira amplamente conhecidos você tem uma causa importante a menos que perde chance de exposição, você tem vozes dissidentes que acabam silenciadas. Este ano, especulava-se que Hu Jia, um dissidente chinês pródemocracia seria o vencedor. Isso contribuiria para que a China fosse de fato pressionada a impor reformas democráticas. Mas não faltam ativistas em países como Egito e Irã. O jornal The Zimbabwean, uma voz eficiente contra a ditadura de Robert Mugabe, seria um laureado muito mais justo.

O prêmio para Obama, assim como prêmios para outros políticos americanos e conhecidos é um crime contra as causas esquecidas do mundo subdesenvolvido, é um crime contra as vozes que ousam lutar contra a tirania. E a perda de credibilidade do Nobel da Paz é um crime contra as gerações futuras.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

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Bil'in Weekly Protest - This is Zionism



Bil'in citizens have gathered remnants of tear gas fired at 
them by the Israeli soldiers to suppress instead of gathering the olive

Dozens were suffocated at the weekly demonstration in Bil’in
Friday, 9 \ 10 \ 2009


Dozens were suffocated with tear gas used by the Israeli soldiers to suppress the peaceful demonstration in Bil’in village.

Bil'in citizens and a group of international and Israeli peace activists have participated in a demonstration after Friday prayers, as they were waving Palestinian flags and banners condemning the attack on Jerusalem and religious places. Although they have walked in the village streets, chanting national slogans condemning the policy of occupation and the Judaization polices against holy sites, and then the demonstrators headed towards the land located behind the wall to harvest the olive trees there, as they have carried with them olive bags and containers in addition to sticks and ladders, but the Israeli army, who were laying behind the concrete blocks did not allow them to enter and shut the gate and started firing tear gas at them, injuring dozens of cases with suffocation.

Consequently, this reaction from the Israeli solidarities prompted the villagers and the soldieries to replace the collection of olives with collecting tear gas that fills the fields and used by the Israeli army to suppress the demonstrators, where some unexploded bombs caused wounded children, as many of that bombs exploded in the hands of the children, and instead of returning with bags filled with the fruits of olive as their grandfathers used to do, they have returned with bags filled with tear gas bombs.


On the other hand, a German Member of Parliament his name Norman Paech from the left party has participated in this demonstration, as they have listened to the explanation from the Popular Committee Against the Wall in Bil'in on their experience in the past five years; and what they are facing from raids and arrests of youth.

Although, the Israeli occupation forces have released yesterday Basel Mansour, the member of the popular committee, who was arrested a week ago after paying a penalty fine of 1000 shekels.





Bilin residents and its popular committee regret the death in Japan of our friend Leo who shared our struggle and demonstrated with us many times. In the action taken today we honored him by holding his photo to keep his memory alive.


For more information, please contact:


Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in


0547258210 أو 0599107069


e-mail – lumalayan@yahoo. com


www.bilin-village. org
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Hipocrisia Nuclear



Saiu no El País, traduzido pelo Uol: Primeira central nuclear árabe será construída nos Emirados.

O problema com a notícia? Nenhum. A questão não é se a energia nuclear é boa, viável ou limpa e sim o fato de um Estado poder livremente desenvolver um programa nuclear pacífico.

O direito dos Emirados Árabes desenvolverem pacificamente um programa nuclear é incontestável, o resto é para brigar com o Greenpeace a fins.

A questão central aqui é, porque podem os Emirados Árabes unidos desenvolver tal tecnologia - sabendo que são amigos dos EUA - e o Irã não pode, Saddam Hussein não podia (e sob esta desculpa foi deposto e morto)?

Não está em jogo, deixo logo claro, o caráter do regime. Não está em questão se Saddam era um genocida (e ele era), se Kim Jong-Il é um imbecil megalomaníaco (e genocida) ou se o regime iraniano é bonzinho e sim o DIREITO destes regimes de desenvolverem um programa nuclear sem precisar pedir permissão para A ou B.

Israel é um Estado genocida e mesmo assim tem o seu programa nuclear - secreto, diga-se de passagem - e se o problema do Irã é ser islâmico o Paquistão está aí e não nos deixa mentir.

Mordechai Vanunu, cientista israelense que trabalhou por anos no projeto nuclear Israelense passou quase duas décadas na cadeia por denunciar o programa e meia e volta visita novamente sua cela por continuar a denunciar o programa que nada tem de pacífico e as "potências" fingem não ouvir.




Israel se recusa a assinar o TPI e nada sofre, jamais recebeu qualquer visita a AIEA, jamais foi inspecionada e sequer admite o que todos sabem....  Na verdade, não admitem nada, não admitem o programa nuclear, as armas nucleares, o genocídio Palestino, a piada que é a origem de Israel, o apoio dos Sionistas à Hitler, etc, etc... É um Estado montado sobre mentiras e sangue.

Não divulga quantas ogivas possui, seu alcance... Tudo com dinheiro dos EUA. E, aliás, todos sabem que o uso de energia nuclear por parte de Israel está longe de ser por razões pacifistas ou com fins pacíficos de mera geração de energia.

Já o Paquistão e a Índia possuem seus planos nucleares e não vejo em momento algum nenhum tipo de represália por parte dos EUA, da Europa... As potências até podem criticar, mas fica nisso. Agem como a ONU, falam, reclamam mas não fazem nada de concreto.

Os Emirados Árabes irão desenvolver um projeto pacífico de energia nuclear e terão, sem dúvida, o apóio das potências, que jamais verão qualquer problema em um país "amigo" desenvolver seu potencial atômico.

Mas e o Irã? E o Iraque?

Saddam já foi amigo dos EUA, recebeu deste último armas de destruição em massa, biológicas, químicas e o know how para produzir mais. Porém resolveu voar livremente e não seguir as diretrizes dos seus "grandes amigos". Caíram em desgraça e foram derrotados. Falharam em voltar às graças estadunidenses e o Iraque foi castigado por suas tropas - sem qualquer referendo da ONU - novamente e Saddam foi morto depois de caçado como um criminoso (de fato o era, mas poucos anos antes era grande amigo de Rumsfeld e Bush pai).

Israel, vale lembrar,, "apenas" mata Palestinos, que não produzem petróleo como o Kuwait, não são ricos como o Kuwait... Então está liberado!



O Irã é outro que se recusa a se alinhar com os EUA, a se sujeitar à dominação imperialista, é inimigo, Eixo do Mal. Coréia do Norte e Sudão também estão na lista, mas a China é amiga, logo, nada acontece.

O Irã é signatário do TPI, mas como vários outros países igualmente signatários, resolveu criar seu programa nuclear pacífico - não interessa se os críticos acham que o projeto é para a criação de armas, não existem provas e só podemos trabalhar com provas e não achismos - e é seu direito fazê-lo.


Mas, como inimigos declarados de Israel e possível potência regional, não poderiam fazer nada que ofendesse aos donos do mundo e seus aliados, logo, viram Eixo do Mal, sofrem pressões, o comércio míngua, enfim, se tornam párias pelo único crime de desafiar o senso comum, o stablishment.

Volto a repetir, não está em discussão a energia nuclear em si e sim o direito a tê-la e desenvolvê-la. Melhor seria se nenhum país a tivesse, mas enquanto isto não é possível (se é que jamais será) não podemos aceitar que os EUA e seus amiguinhos decidam quem pode ou não pode ter uma tecnologia.


A grande questão não é a de porque os Emirados Árabes podem ter teconologia nuclear e o Irã não e sim porque só os amigos dos EUA tem a permissão de desenvolver seu potencial nuclear enquanto aos outros sobra a acusação e a resposta armada - ou sua ameaça.

Persiste, enfim, a hipocrisia nuclear. Aos amigos, a tecnologia, aos inimigos, as ameaças e, em alguns casos, a destruição.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Flash Mob e Criminalização do Mov. Social


Que a criminalização dos movimentos sociais e dos atos de protesto, greves e reivindicações vem de longa data, todos sabemos, mas atualmente vemos uma evolução na forma de protestar que vem causando pânico nos patrões.

Se não é possível proibir ou criminalizar todo e qualquer protesto reivindicativo da classe trabalhadora, os patrões agora partem para tentar proibir o meio, o veículo de difusão e convocação dos protestos.


Li um interessante artigo sobre a tentativa das patronais de proibir protestos convocados, na Alemanha, via Flash Mob.

O crime não é mais o protesto em si e por si só, mas a forma como ele é convocado e seu resultado.

O sindicato alemão Verdi resolveu radicalizar, se as greves não surtem o efeito desejado, se os donos de grandes empresas não se sensibilizam ou são demovidos de sua eterna vontade de ferrar o máximo possível com o trabalhador, então a ação, a luta sindical deve partir para outro patamar, deve se valer do que há de mais eficaz e moderno para convencer, por bem ou por mal, aos patrões em ceder às reivindicações - sempre justas - dos trabalhadores.

A ideia para a flash mob de 2007 veio depois que as negociações salariais terminaram num impasse, disse Erika Ritter, responsável pelo setor de vendas em Berlim-Brandemburgo do sindicato Verdi, ao jornal Berliner Morgenpost. As greves não haviam ajudado - e foi por isso que eles tiveram a ideia de fazer uma ação no estilo das flash mob. Ela teve um efeito imediato em nossas negociações, disse Ritter, e o Verdi considerará fazer ações similares no futuro. "Mas só quando as conversações não tiverem nenhum efeito", observou ela.
É um fenômeno interessante o do uso do Flash Mob como arma na luta por melhores salários e condições de trabalho. Tal instrumento exige apenas alguns minutos, pouco esforço na organização e, com as tecnologias móveis de hoje (Computadores Coletivos Móveis [CCm], no falar de André Lamos) a organização/convocação dos trabalhadores para ações de enfrentamento e desafio do patronato se torna mais fácil e ainda mais eficaz, certeira.

Não é mais necessária uma paralisação completa do trabalho, apenas ações pontuais e localizadas de "terrorismo sindical" com o uso de ferramentas modernas para aterrorizar o patronato incapaz de compreender desde as razões que levam os trabalhadores a protestar, até o que há de mais moderno em termos de tecnologia. Na verdade, a elite tem pavor da tecnologia nas mãos de seus subalternos, tudo pode e será usado como arma contra a dominação e a exploração.

Isto, aliás, resgata o post anterior sobre a neutralidade da e na internet, se esta seria progressista ou reacionária (post que, por sua vez, retoma idéia do Sakamoto). O que se pode afirmar com certeza é que a internet PODE e DEVE ser usada como ferramenta ao progresso, atacando as bases da elite em seu próprio jogo.

Se não podem interromper - ainda que tentem - as greves e as justas reivindicações dos trabalhadores, acabou sobrando apenas a tentativa de proibir os "flash mobs", como se existisse alguma forma de fazê-lo, sem que isto signifique a censura aberta à internet - e à toda ferramenta de comunicação móvel - e ao direito à livre manifestação - na verdade, à sua mera convocação!

"Não é surpresa que a Associação de Comércio de Berlim-Brandemburgo não esteja impressionada. "Essa forma de ação industrial é intolerável", disse o chefe da organização, Nils Busch-Petersen ao Berliner Morgenpost. Foi a Associação de Comércio de Berlim-Brandemburgo que levou o caso da flash mob de 2007 para os tribunais.

A Associação de Varejistas Alemães (HED) concorda. A decisão do tribunal trabalhista levaria a "desigualdades perigosas durante as negociações, que favoreceriam os sindicatos", disse Heribert Jöris, especialista em salários da HDE ao jornal Badische Zeitung."
O mais divertido das desculpas esdrúxulas dos patrões e das associações comerciais é a de que há desigualdade nas negociações quando os funcionários encontram meios além do controle dos patrões para se manifestar e exigir direitos! Como se o mero poder econômico não fosse desigualdade suficiente numa negociação! Como se o mero fato de serem patrões já não lhes dessem vantagem suficiente!

Vale tudo na luta por direitos e garantias, por salário e trabalho. O recado é claro, os patrões devem se sujeitar às reivindicações vindas de seus funcionários sob penas tremendas, sob a pena de terem subvertidas suas estruturas de poder.
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MST e a Plantação de Laranjas [Update 2]

O MST lança em boa hora um esclarecimento sobre suas ações na plantação de laranjas que revoltou a classe média e foi manchete no PIG nacional.

O que a mídia "esqueceu" de avisar, ao mostrar o vídeo dos tratores destruindo o latifúndio de laranjas foi que a fazenda era resultado de grilagem e era terra da Cutrale, um monopólio gigantesco e nocivo à causa agrária.

A Classe Mé[r]dia ficou em polvorosa, gritando por punição aos criminosos (sic), a criminosa - esta sim - Kátia Abreu exige CPI, Polícia, Exército e o diabo para acabar com o movimento e os DemoTucanos se agitam, esperando a chance de acabar com o MST.

Não passarão!

A desinformação patrocinada pela mídia é tanta que até pessoas que costumam ser simpáticas ao movimento o criticaram. Mas o MST novamente expõe a verdade dos fatos. Podemos até considerar que era desnecessária a destruição dos pés de laranja, faz sentido, mas também devemos considerar que a destruição das plantas é uma forma de protesto, de manifestação, denuncia a monocultura, a grilagem e o crime ambiental.

Todo apóio à luta dos Sem Terra!

Todo apoio ao MST!
Cutrale usa terras griladas em São Paulo

6 de outubro de 2009

Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do Estado de São Paulo. A área possui mais de 2,7 mil hectares, utilizadas ilegalmente pela Sucocítrico Cutrale para a monocultura de laranja - o que demonstra o aumento da concentração de terras no país, como apontou recentemente o censo agropecuário do IBGE.

A área da fazenda Capim faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e de posse legal da União. É nessa região que está localizada a fazenda da Cutrale, e onde estão localizadas cerca de 10 mil hectares de terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas, além de 15 mil hectares de terras improdutivas.

A ocupação tem como objetivo denunciar que a empresa está sediada em terras do governo federal, ou seja, são terras da União utilizadas de forma irregular pela produtora de sucos. Além disso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já teria se manifestado em relação ao conhecimento de que as terras são realmente da União, de acordo com representantes dos Sem Terra em Iaras.

Como forma de legitimar a grilagem, a Cutrale realizou irregularmente o plantio de laranja em terras da União. A produtividade da área não pode esconder que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade. A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS), entre outras.

O local já foi ocupado diversas vezes, no intuito de denunciar a ação ilegal de grilagem da Cutrale. Além da utilização indevida das terras, a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela formação de cartel no ramo da produção de sucos, prejudicando assim os pequenos produtores. A empresa também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios. No entanto, nenhuma atitude foi tomada em relação a esta questão.

Há um pedido de reintegração de posse, no entanto as famílias deverão permanecer na fazenda até que seja marcada uma reunião com o superintendente do Incra, assim exigindo que as terras griladas sejam destinadas para a Reforma Agrária. Com isso, cerca de 400 famílias acampadas seriam assentadas na região. Há hoje, em todo o estado de São Paulo, 1,6 mil famílias acampadas lutando pela terra. No Brasil, são 90 mil famílias vivendo embaixo de lonas pretas.

Direção Estadual do MST-SP

http://www.mst.org.br/node/8283
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Update:

Recebido por e-mail.

Data: Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009, 11:29
Na região de Capivari, interior de São Paulo, quando alguém exagera, tem uma expressão que diz: "Pare de Show"!
É patético ver Senadores(as), Deputados(as) e outros tantos "ilustres" se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale. Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os "sucos" da empresa para suas campanhas, ou estão de olho para obter as "vitaminas" no próximo pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Monsões.  AS LARANJAS, e não poderia ter planta melhor, SÃO A TENTATIVA DE JUSTIFICAR O GRILO  da Cutrale e outras empresas na região. PASSAR POR CIMA DAS LARANJAS, É PASSAR POR CIMA DO GRILO E DA CORRUPÇÃO QUE MANTÉM ESTA SITUAÇÃO A TANTO TEMPO.
Não é a primeira vez que ocupamos este latifundio. Eu mesmo ajudei a fazer a primeira ocupação na região em 1995 para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária.  Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos. E mais. a Cutrale instalou-se lá a 4 ou 5 anos, sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização das terras a seu favor. Para tal, plantou "laranjas"! Aliás, paresse ter "plantado um laranjal no Congresso Nacional e nos meios de comunicação". O que não é nenhuma novidade!
Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo em agosto, um acidente provocou a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada a 09 anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-la. Esta senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos "ilustres" defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum dos ilustres, fez críticas para denunciar a inoperância do Estado, seja executivo, judiciário..., em arrecadar as terras que são da União para resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e das milhares  no País. Poucos no Congresso Nacional levatam a voz, pra não dizer outra coisa, para garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que fala da FUNÇÃO SOCIAL DA TERRA: a) Produzir na terra; b) Respeitar a legislação ambiental e c) Respeitar a legislação trabalhista. Não preciso delongas para dizer que a Constituição de 88 não foi cumprida. E falam de Estado Democrático de Direito! Pra quem? Com certeza eles só vêem o artigo que defende a propriedade a qualquer custo. Este Estado Democrático de Direito para alguns poucos, é o Estado garantidor da propriedade, da concentração de terras e riquezas, de repressão e criminalização para para os Movimentos sociais e a maioria do povo.
Para aqueles que se sustentam na/da "pequena política", com microfones disponíveis em rede nacional, e acreditam que a história terminou, de fato, encontram nestes episódios a matéria prima para o gozo pessoal e, com isso, só explicitam a sua pobreza subjetiva. E para eles, é certo, a história terminou. Mas para a grande maioria, que acredita que a história continua, que o melhor da história se quer começou, fazem da sua luta cotidiana espaço de debate e construção de uma sociedade mais justa. Acreditam ser possível dar função social a terra e a todos os recursos produzidos pala sociedade. Lutam para termos uma agricultura que proiduza alimentos saudáveis em benefício dos seres humanos sem devastação ambiental. Querem e, com certeza terão, um mundo que planeje, sob outros paradigmas que não o do lucro e da mercadoria, a utilização das terras e dos recursos naturais para que as futuras gerações possam, melhor que hoje, viver em armonia com o meio ambiente  e sem os graves problemas socias.  
A grande política exige grandes homens/mulheres, não os diminutos políticos (Não no sentido do porte físico) da atualidade; a grande política exige grandes projetos e uma subjetividade rica (não no sentido material) que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e agora. Por mais otimista que somos, é pouco provável visualizar que "laranjas" possam fazer isso. Aliás, é nas crises, é nos conflitos que se diferenciam homens de ratos, ou, laranjas de homens.

Gilmar Mauro
(membro da Coordenação Nacional do MST)
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Update 2:

Nota da CPT sobre o MST:

Mais uma vez mídia e ruralistas investem contra o MST


A Coordenação Nacional da CPT vem a público para manifestar sua estranheza diante do “requentamento” por toda a grande mídia de um fato ocorrido na segunda feira da semana passada, 28 de setembro, e que foi noticiado naquela ocasião, mas que voltou com maior destaque, uma semana depois, a partir do dia 5 de outubro até hoje.
Trata-se do seguinte: no dia 28 de setembro, integrantes do MST ocuparam a Fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do estado de São Paulo. A área faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e que pertencem à União. A fazenda Capim, com mais de 2,7 mil hectares, foi grilada pela Sucocítrico Cutrale, uma das maiores empresas produtora de suco de laranja do mundo, para a monocultura de laranja. O MST destruiu dois hectares de laranjeiras para neles plantar alimentos básicos. A ação tinha por objetivo chamar a atenção para o fato de uma terra pública ter sido grilada por uma grande empresa e pressionar o judiciário, já que, há anos, o Incra entrou com ação para ser imitido na posse destas terras que são da União.
As primeiras ocupações na região aconteceram em 1995. Passados mais de 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos. A maioria das terras, porém, ainda está nas mãos de grandes grupos econômicos. A Cutrale instalou-se há poucos anos, 4 ou 5 mais ou menos. Sabia que as terras eram griladas, mas esperava, porém, que houvesse regularização fundiária a seu favor.
As imagens da televisão, feitas de helicóptero, mostram um trator destruindo as plantas. As reações, depois da notícia ser novamente colocada em pauta, vieram inclusive de pessoas do governo, mas, sobretudo, de membros da bancada ruralista que acusam o movimento de criminoso e terrorista.
A quem interessa a repetição da notícia, uma semana depois?
No mesmo dia da ação dos sem-terra foi entregue aos presidentes do Senado e da Câmara, um Manifesto, assinado por mais de 4.000 pessoas, entre as quais muitas personalidades nacionais e internacionais, declarando seu apoio ao MST, diante da tentativa de instalação de uma CPMI para investigar os repasses de recursos públicos a entidades ligadas ao Movimento. Logo no dia 30, foi lido em plenário o requerimento para sua instalação, que acabou frustrada porque mais de 40 deputados retiraram seu nome e com isso não atingiu o número regimental necessário. A bancada ruralista se enfureceu.
A ação do MST do dia 28, que ao ser divulgada pela primeira vez não provocara muita reação, poderia dar a munição necessária para novamente se propor uma CPI contra o MST. E numa ação articulada entre os interesses da grande mídia, da bancada ruralista do Congresso e dos defensores do agronegócio, se lançaram novamente as imagens da ocupação da fazenda da Cutrale.
A ação do MST, por mais radical que possa parecer, escancara aos olhos da nação a realidade brasileira. Enquanto milhares de famílias sem terra continuam acampadas Brasil afora, grandes empresas praticam a grilagem e ainda conseguem a cobertura do poder público.
Algumas perguntam martelam nossa consciência:
Por que a imprensa não dá destaque à grilagem da Cutrale?
Por que a bancada ruralista se empenha tanto em querer destruir os movimentos dos trabalhadores rurais? Por que não se propõe uma grande investigação parlamentar sobre os recursos repassados às entidades do agronegócio, ao perdão rotineiro das dívidas dos grandes produtores que não honram seus compromissos com as instituições financeiras?
Por que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), declarou, nas eleições ao Senado em 2006, o valor de menos de oito reais o hectare de uma área de sua propriedade em Campos Lindos, Tocantins? Por que por um lado, o agronegócio alardeia os ganhos de produtividade no campo, o que é uma realidade, e se opõe com unhas e dentes á atualização dos índices de produtividade? Por que a PEC 438, que propõe o confisco de terras onde for flagrado o trabalho escravo nunca é votada? E por fim, por que o presidente Lula que em agosto prometeu em 15 dias assinar a portaria com os novos índices de produtividade, até agora, mais de um mês e meio depois, não o fez?
São perguntas que a Coordenação Nacional da CPT gostaria de ver respondidas.
Goiânia, 7 de outubro de 2009
Coordenação Nacional da CPT
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Gudari Eguna - "Txiki"




27 de septiembre 1975
by jabiero


Os últimos momentos de "Txiki", militante da ETA assassinado pelo regime franquista em 1975 e a carta-testamento do herói Basco.


TXIKI ¿EL ÚLTIMO CRIMEN DE FRANCO?


Juan Paredes Manot, Txiki, al amanecer del 27 de septiembre de 1975, ejecutando la sentencia de un juicio sumarísimo, el régimen franquista llevó a cabo el fusilamiento de cinco personas.

Txiki, con sólo veintiún años, fue fusilado por un pelotón de guardias civiles voluntarios en un claro del bosque de Cerdanyola, una población cercana a Barcelona. De nada sirvieron las movilizaciones en toda Europa ni las numerosas peticiones de clemencia que Franco recibió en las horas precedentes, entre ellas la del Papa Pablo VI. "Franco está durmiendo y ha ordenado que no se le moleste", fue la respuesta que recibió el Vaticano.

A las ocho y media de la mañana, seis miembros del Servicio de Información de la Guardia Civil se vistieron de verde con un tricornio en la cabeza para disfrazar de autoridad su crimen y, con dos balas cada uno, fueron disparando poco a poco para saborear el placer que les producía la ejecución y poder prolongar la agonía de la víctima.

Txiki, que unas horas antes había escrito "no me busquéis bajo tierra, soy viento de libertad", un poema del Che Guevara, murió cantando el Eusko Gudariak. Fueron testigos su hermano Mikel y los abogados defensores Marc Palmés y Magda Oranich.

Sin embargo, no era frente a un pelotón de fusilamiento como el gobierno español tenía previsto matar a Txiki, sino por medio del garrote vil. Para impedirlo, Palmés y Oranich solicitaron que, en caso de irreversibilidad de la sentencia, por lo menos se concediese a Txiki la posibilidad de morir como él deseaba: como un soldado vasco. Es decir, fusilado.

Testamento de Jon Paredes Manot “Txiki”

Al Pueblo Vasco:

Una vez más el fascismo de Franco va a derramar la sangre del pueblo vasco. Problablemente cuando llegue este comunicado al pueblo, yo ya habré caido baJo el pelotón de ejecución. Mi intención al escribir este comunicado es poner una vez más de relieve la represión que sufre el pueblo vasco y todos los pueblos de España. No debemos olvidar nuestro objetivo: la creación de un Estado Socialista Vasco, objetivo por el cual han caido y han dado la vida muchos militantes revolucionarios, entre ellos los útimos caidos en el Estado español, Kepa, Nicia, Montxo, Andoni, y no serán los últimos.

Sois vosotros, la clase trabajadora y el pueblo en general, quienes lleven a cabo la lucha hasta derrocar al regimen franquista; entonces se habrá cumplido nuestro objetivo y podreis construir una sociedad nueva, sin clases, donde no exista la explotación del hombre por el hombre. Hoy me van a asesinar a mí por el simple hecho de luchar por mi pueblo, eso para el regimen de Franco es un crimen, no es un crimen asesinar a los militantes de ETA antes de cogerlos, tampoco es un crimen matar a la gente en manifestaciones, controles, etc.

Hoy somos nosotros los que estamos en el banquillo, pero mañana estarán ellos, o sea, Franco y toda su camarilla y sereis vosotros quienes nos hagais justicia: no lo olvideis, puesto que mis compañeros y yo ya no podremos. Confiamos en vosotros.

Por último, quiero hacer saber a mis compañeros de organización y a nuestro pueblo que mientras he estado libre he cumplido como mlitante y como hijo del pueblo y puesto que no he caido asesinado "legalmente" como mis compañeros, he pedido como última y única petición que sea fusilado ante un pelotón de fusilamiento como un Gudari más, recordando a todos los que han muerto por Euskadi, llevando en la mente nuestra Ikurriña, puesto que voy a morir lejos de ella...Os toca a vosotros hacer justicia.

¡VIVA LA SOLIDARIDAD DE LOS PUEBLOS!
GORA EUZKADI ASKATUTA!
ABERRIA ALA HIL EUZKADI ZUTIK!
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Internet: Reacionária ou Progressista?

Interessante discussão proposta pelo Leonardo Sakamoto eu seu excelente e recomendado blog sobre a neutralidade da internet, na verdade, questionando se esta seria reacionária ou progressista.

Eis meu comentário no post:

A internet em um potencial revolucionário, em si, progressista. Mas nada impede que ela seja – e é por muitas vezes, vide o Mídia sem Máscara e a Veja online – retrógrada, fascista até, reacionária.

Depende do uso que cada um faz dela. E a internet vai refletir aquilo que pensa a população, sua maioria.

Claro, temos polos fortes de resistência, os blogs, os de esquerda tem grandes acessos. Chegamos até a discutir, quando ainda vivia o grande Biscoito Fino do Idelber Avelar, que somente este blog praticamente empatava em acessos com o número de edições da Folha vendidas diariamente.

Alcance tremendo!

Mas por outro lado, Veja, MSM e outros sites e blogs de direita também tem grande número de visitas. Cabe ao leitor escolher o que melhor lhe convém, mas no geral o espaço é o mesmo para todos e o dinheiro nem sempre vale muito na hora de se alcançar um bom número de acessos e de leitoras/leitores.
Enfim, não creio ser possível definir se a internet é progressista ou reacionária, ela é em si revolucionária, livre, mas depende do uso que cada um faz dela.
Em linhas gerais, a internet é neutra, ou deveria ser.

Por um lado ela é extremamente progressista - a mera existência e alcance de um blog como o do Sakamoto comprovam a tese - é uma forma única de interação e propagação de idéias. Por outro lado ela é reacionária enquanto permite que, ao mesmo tempo, convivam com o progresso resquícios de um período negro e saudosistas da ditadura, como os que escrevem a Veja, o Mídia Sem Máscara e outros exemplos do mais fino fascismo tupiniquim.

Tem para todos os gostos e cabem todos os gostos. Desde movimentos comunistas revolucionários até Skinheads neonazistas convivem na rede e tem ambos o mesmo espaço, basta saber aproveitá-lo.

Obviamente o poder econômico ainda interfere, um grande portal tem muito mais alcance para suas idéias - normalmente atreladas à elite retrógrada - que um blog de esquerda e progressista, mas também é verdade que é muito mais fácil o leitor de um blog progressista ter a capacidade de influenciar e propagar idéias que o mero leitor desavisado de um grande portal que caiu de para-quedas em alguma notícia, artigo ou piada de mal gosto ao estilo Reinaldo Azevedo.

De qualquer maneira, a luta pela neutralidade da rede não é à toa, não que isto vá garantir que o progresso vença, por assim dizer, sendo simplista ao extremo, mas ao menos garante espaço igual para todas as teses e idéias.

Enfim, pessoalmente não acredito que a rede em si, a internet, tenha um lado, que ela seja reacionária ou progressista, mas ela se move de acordo com o que o usuário decide ou quer ver ou, em alguns casos, é influenciado a ver.

Seu lado depende do posicionamento do indivíduo que escreve, que lê, que colabora, que interfere e, vale salientar, depende muito da posição que esta pessoa tem fora da rede, da pré-disposição do indivíduo ao adentrar ao ambiente livre da internet.

A internet é um meio, reacionários ou progressistas são os que dele se utilizam.
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Ainda Rio 2016 e a derrota de Madrid!


Novo fracasso do Estado Totalitário Espanhol, sua capital, Madrid, não será em 2016 sede olímpica.

Madrid não cumpre os valores e princípios fundamentais propugnados pela Carta Olímpica.

Na cidade de Madrid sobrevivem mais de 100 ruas dedicadas à militares golpistas, fascistas e traidores, líderes/geradores de uma ditadura totalitária, emblemas do nacional-catolicismo e notórios criminosos genocidas de guerra.

Em Madrid existem dezenas de símbolos de caráter fascista independentemente das diferentes administrações do Estado.

Por este e outros motivos, Madrid não será sede olímpica em 2016.

Hoje (dia 02/10) em Copenhaguem, e ante o Comitê Olímpico Internacional, os membros da delegação espanhola composta pelos herdeiros políticos do genocídio fascista, conhecidos Falangistas e Ultradireitistas defenderam a candidatura de Madrid.

E, como nos "bons tempos", tinham já preparada a "Plaza de Oriente" para celebrar seu triunfo.

A derrota (descarta) da capital levou à "Plaza de Oriente" a um silêncio total, 15 minutos depois toda a praça ficou vazia, não havia nada a celebrar.

Madrid sofreu hoje sua segunda derrota consecutiva em seu afã por ser sede dos Jogos Olímpicos, em uma
carreira que a capital do decadente império totalitário começou há 44 anos, como aspirante às Olimpíadas de 1972 e seguiu com a candidatura de 2012.

Via SareAntifaxista

Fiz questão de traduzir o texto acima (assumo qualquer incorreção) para demonstrar que, incontestavelmente, a derrota de Madrid foi e é a vitória da decência, da democracia e, acima de tudo, dos povos minoritários da Espanha e da democracia.

Um Estado ainda fascista não pode, em hipótese alguma, ser sede dos jogos que simbolizam exatamente o contrário, a concordância, a liberdade.

Madrid, assim como boa parte da Espanha, possui ruas, estátuas, símbolos diversos em homenagem a genocidas como Franco (todo ano existe uma vergonhosa peregrinação ao seu túmulo onde os fascistas lhe rendem homenagem) e, na política, estão ainda ativos generais e ministros de sua ditadura, como Manuel Fraga, que tem as mãos invariavelmente manchadas de sangue inocente.

Um Estado que jamais condenou os assassinos de seu passado, tanto franquistas como os da guerra suja dos GAL, Cristo Rey, BVE e Falangistas em geral e ainda persiste em seus crimes, torturando, matando e exilando a população Basca que luta por sua independência, não tem condições morais de sediar os jogos olímpicos.

A derrota de Madrid, da Espanha, é uma vitória para a humanidade.
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domingo, 4 de outubro de 2009

Bil'in Weekly Protest - This is Zionism



Two injured and Dozens Suffered Teargas Inhalation during the Bil'in Weekly Protest


Friday, 2 \ 10 \ 2009

Two were injured and dozens suffered teargas inhalation fired at them by the Israeli occupation soldiers during the suppression of the weekly demonstration in Bil'in, where the Israeli soldiers heavily used tear gas and sound bombs, The two wounded were British solidarity; Judy who suffers from physical disability and in a wheelchair, while the second is the Israeli Elinor.

The demonstration has started after a call from the Popular Committee against the Wall, after the Friday's prayers, with a participation of international and Israeli peace movements, as they have raised Palestinian flag, and banners condemning the policy of occupation, building the wall and settlements, the closure of roads, checkpoints and daily arrests, raids and incursions. Some banners were glorifying the ninth anniversary of the second Intifada. Though a delegation from the French-Palestinian Solidarity Association has participated in the demonstration, where they have listened to a full explanation of the Popular Committee Against the Wall on the of Bil'in, because of building the wall and the daily arrests against its citizens.

The Palestinian, Israeli, and international activists transmitted their message of resistance to the Israeli occupation forces awaiting them on the other side of the Apartheid Wall. A French delegation, including the Mayor of the city of Kaysersberg, France, came to Bil'in today to participate in this weekly resistance activity, and to learn more about the resistance struggle in this area.

Although a delegation from the Union of Palestinian farmers joined them in the visit, , as well as comrades Khaled Mansour, a member of the Political Bureau of the People's Party and coordinator of the People's Campaign in Nablus area and a delegation of members of the Central Committee of the Palestinian People's Party,Reziq Abu Naser Sabri Arrar and Bakr Hammad, where they have listened to what Bilin is facing such as night raids, incursions and arrests against activists to dissuade them from continuing their struggle against the construction of the wall and settlements, the delegation has promised to facilitate support groups for people of Bil'in on a weekly basis to maintain this form of struggle




The demonstrators walked through the village, chanting the national slogans against the occupation policy. Once the demonstrators have approached the gate at the barrier; which was shut down by the Israeli soldiers, the Israeli soldiers started firing the demonstrators, while they were hiding behind concrete blocks, with gas bombs, causing tens of cases of suffocation.

On the other hand, the Israeli forces, arrested yesterday a member of the popular committee, Mr. Basel Mansour 32 years

on the other hand the Center for Middle East democracy and nonviolence and in cooperation with the Al Hadaf cultural center in Bil’in has conducted an afternoon seminar entitled "Human Security and Non-Violence," where Mr. Saber Rabi on conflict resolution and democracy, Mr. Abdullah Abu Rahma has talked about the experience of the struggle in Bil'in village and what they are facing such as incursions and arrests against the activists, and Ms. Khitam Safeen has talked about the Palestinian women role within the Palestinian community.

For more information, please contact:


Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil'in


0547258210 أو 0599107069


e-mail – lumalayan@yahoo.com


www.bilin-village.org
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