sábado, 24 de outubro de 2009

Bil'in Weekly Protest - This is Zionism



Dozens suffered from tear gas inhalation at the weekly demonstration in Bil’in
Friday 23 \ 10 \ 2009


Several demonstrators suffered from tear gas inhalation from canisters thrown at them by the Israeli occupation soldiers in their attempt to suppress the weekly protest of Bil’in citizens and solidarity groups.


The demonstration was called by the Popular Committee Against the Wall and started directly after the Friday prayers. Bil’in citizens were joined by a group of international and Israeli peace activists and together they raised Palestinian flags and banners condemning the occupation, racist policy of building the Wall and settlements, land confiscation, road closures and detention and killing of innocent people.


The Shministim (Hebrew for high school seniors), an Israeli group of activists who are refusing military service, participated in the demonstration. Emelia (18) from Tel Aviv, one of the Shministim (18) said: ”I came to support the people of Bil’in in their struggle against the violence they continue to face from the Israeli soldiers. I don’t want to be a part of an army that is using violence against people who, in a peaceful way, protest the theft of their land for the expansion of illegal settlements and the Wall. I prefer to be in jail than to be a part of the army.”


In addition an active organisation of retired Palestinians participated in the demonstration, to express their solidarity with people of Bil'in. They took this occasion to announce a festival they are organizing next Sunday at 3pm in Bil'in in order to support the local resistance in the face of the occupation. They have invited Palestinian actors and celebrities to take part in the festival.


Demonstrators marched through the streets of Bil’in, chanting national songs, condemning the occupation. When they approached a gate at the western side of the Wall, they attempted to enter their land that was annexed by the Wall. The Israeli soldiers closed the gate and prevented the demonstrators from entering, throwing tear gas on them and causing tens of participants suffering from tear gas inhalation.



Earlier this week, a delegation from "Follow the Women" visited Bil'in and heard from the Popular Committee about the experience of the village with the struggle against the construction of the Wall and settlements and about the suffering of Bil’in citizens caused by the Wall. The delegation cycled to the Wall in Bil’in in solidarity with the Friday demonstrations. They were a part of a tour to Palestine, which included visiting refugees camps, villages and cities, places with active local resistance and conflict points with the Israeli occupation. The delegation also visited Palestinian Refugee camps in Syria, Lebanon and Jordan. The aim of this ride was to promote peace in region and ending of the occupation of the Palestinian territories, as the delegation coordinator, Dita Reagan stated.

For more information, please contact:


Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in


0547258210 أو 0599107069


e-mail – lumalayan@yahoo.com


www.bilin-village.org
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Apartheid do Futebol e a TV por Asssinatura

Enquanto eu assistia ao jogo Palmeiras e Santo André, pensando porque o Palmeiras não entrava em campo fiquei pensando no curioso fato do jogo ter sido transmitido para a Capital com a cidade de Santo André sendo considerada "interior" ou outra praça e comecei então a raciocinar sobre a razão da proibição de jogos "da praça" de serem transmitidos pela TV aberta - basicamente, pela Globo.

Até certo ponto é compreensível que a TV seja proibida de passar os jogos locais, sob pena de públicos pequenos ou irrisórios nos jogos. Quem irá ao estádio se pode assistir ao jogo no conforto da sua casa?

Claro que a resposta a esta pergunta, no Brasil, é lógica. Mas na verdade ela deveria ser reformulada: Quem irá a um estádio sem qualquer condição, desconfortável, sem qualquer atrativo além, enfrentando um trânsito caótico e a violência urbana se pode ficar em casa vendo o jogo pela TV?

Na Europa estamos acostumados a ver casas cheias, mas isto não tem qualquer relação com o fato dos jogos serem ou não transmitidos e sim pela estrutura e qualidade dos estádios (alguns contam até com shoppings, restaurantes, enfim, entretenimento para além do jogo, você pode chegar na hora do almoço e sair só depois da partida que terá tido uma tarde interessante), e também porque não enfrentam os perigos da violência urbana do Brasil.

No Brasil àquele que vai ao estádio o faz por paixão, amor ao clube ou, ainda, é um saudosista dos bons jogos de domingo à tarde. Ir a um estádio no Brasil é quase uma aventura. Levar a família é quase um ato de loucura, na europa os estádios são ambientes muito mais familiares ou, pelo menos, com maior estrutura para receber a todos.

Enfim, o que se vê é que para a maioria é realmente mais cômodo ficar em casa do que enfrentar um jogo ao vivo. Mas esbarramos na praça, na proibição da transmissão de jogos locais.

Chegamos ao segundo problema e, aqui, vemos um imenso preconceito contra o pobre e o favorecimento absurdo das classes mais altas, dos que podem pagar mais.

Os jogos de futebol da praça não passam somente na TV ABERTA! Mas, na fechada, por assinatura - que excetuando o famoso "NetCat" só pode ser tradicionalmente adquirida pelas classes mais altas - a transmissão é livre!

Então vejam o raciocínio, aos pobres resta ir aos estádios ou acompanhar o jogo pelo rádio, mas para quem pode pagar mais, a TV fechada (SporTV, da Globo), é a solução.

O que vemos é o máximo do preconceito contra o pobre, forçado a enfrentar todas as intempéries para assistir ao jogo de seu time do coração enquanto a Classe Mé(r)dia assiste confortavelmente ao jogo da sala de casa, sem precisar se misturar, se estressar...


Mas a coisa não para por aí, com a popularização da TV por assinatura e os preços mais atrativos, a classe "c" chegou lá e agora pode ter uma assinatura básica. O que fizeram então os donos dos direitos de transmissão e a elite no geral que, além de não se misturar nos estádios ainda se recusa a assistir os mesmos canais temendo se sujar? Criaram o Pay-Per-View (PPV).

A TV por assinatura em sí tem um caráter elitista, mas neste ponto não é possível criticá-la como um todo, pois muito de sua programação é voltada para nichos específicos, possui programação segmentada - impossível de se manter se os canais fossem abertos - e uma estrutura diferenciada. É tão ridículo manter inalcansável para a maior parte da população quanto é estúpido baixar o nível para adequar ao gosto dos que sofreram lavagem cerebral da TV Aberta. Todos perdem.

A popularização com a manutenção da qualidade deveria ser uma meta, mas na verdade a qualidade em muitos casos cai e a programação mais atraente, por outro lado, torna-se a mais inalcansável, mais cara, mais exclusiva.

Hoje a moda é do "exclusivo". Quem não sente vontade de vomitar quando assiste à centenas de propagandas de imóveis, roupas, carros e afins, todas anunciando que são de "alto padrão", "exclusivos", "diferenciados", compreendendo que isto significa apenas que não é para os pobres? É só para a pequena elite que pode se dar ao luxo de pagar ou, nos casos mais comuns, para a Classe Mé(r)dia que pode comprar e dividir em 500 meses no cartão de crédito para ostentar e mostrar aos amigos como é bem de vida.

Além de pagar pela TV por assinatura ainda temos que assinar um pacote além - costumeiramente caro - para ter acesso aos jogos. Os canais que antes passavam futebol agora passam um ou outro jogo perdido, preferindo deixar o melhor para quem pagar mais.

Quem conseguiu chegar até a TV paga não pode aproveitar de seus benefícios, pois é preciso pagar sempre mais para ter acesso à alguma programação de qualidade e, no caso do futebol, é preciso pagar quase uma nova assinatura. O pobre continua forçado a ir aos estádios ou ouvir pelo rádio enquanto a classe mais alta pode sentar na poltrona da sala, colocar o "uísque" no copo e torcer por seu time.

Tudo é minimamente programado, acertado e planejado para excluir o máximo possível, para legitimar o verdadeiro apartheid social que existe no Brasil.

Os "de baixo" não podem, em hipótese alguma, ter acesso ao que a elite tem, não pode haver mistura ou confusão. Isto é fato no caso do futebol, mas pode ser observado em quase todos os casos. As festas, eventos e acontecimentos tradicionalmente democráticos são cada vez mais esvaziados. O rico vai de camarote, vai de salas especiais, tem pacotes exclusivos, tem moradias exclusivas, longe da "pobretada" em geral, excluída, limitada e humilhada.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ditadura Militar e os arquivos secretos. Do que o governo tem medo?

O criticado (não sem razão algumas vezes) Fernando Lugo, presidente do Paraguai, abriu esta semana os arquivos da ditadura Paraguaia. Mesmo sofrendo ataques e sem ampla maioria, respeitou as vítimas da ditadura, o direito à memória e à dignidade humana e abriu os arquivos que podem esclarecer inúmeros crimes no país e fora dele. Talvez saibamos mais sobre a Operação Condor através dos arquivos paraguaios.
Para o advogado, vítima da ditadura de Stroessner (foi sequestrado em novembro de 1974), "a iniciativa do governo Lugo deveria servir de exemplo para todos os governos do continente". 
Tabaré Vasquez, que não é de todo confiável - se opõe ao direito ao aborto, por exemplo - defende na eleição de domingo no Uruguai, a revogação da Lei da Anistia (que foi declarada inconstitucional pela justiça local ao menos para um caso). É, em todos os sentidos, um avanço! Com Mujica, ex-Tupamaros, no poder - as pesquisas o dão como vencedor no país - é possível que mais e mais arquivos apareçam e que os militares torturadores tenham suas penas devidas.

No próximo domingo, junto às eleições presidenciais e legislativas, os uruguaios votarão a anulação da lei de anistia para os crimes cometidos durante a ditadura militar (1973-1985).
Na Argentina, torturadores e criminosos militares estão sendo julgados sempre que possível. Suas imunidades estão caindo por terra e o passado vem sendo desenterrado. As Mães e Avós da Praça de Maio continuam pressionando e encontrando seus filhos e netos perdidos e os criminosos postos na cadeia.

A lição que vem destes países é clara: Crimes contra a humanidade, a tortura, não podem nem devem ser perdoados. Crimes de roubo de bebês e crianças, "desaparecimentos" e assassinatos cruéis de opositores de ditaduras sanguinárias não podem e nem devem ser tolerados. Os culpados devem ser caçados e punidos com todo o rigor da lei. Presos por toda a vida pelos crimes hediondos cometidos.

Mas e (n)o Brasil?

Por aqui os milicos continuam a viver como se nada tivesse acontecido ou como se nada tivessem feito contra o povo, a democracia e a dignidade humana. Andam nas ruas como se inocentes fossem, bons velhinhos. Os restos dos nossos guerrilheiros são deixados de lado - como acreditar em uma operação de "resgate" comandada por militares? Os mesmos que tem todo interesse em esconder a verdade -  a verdade não parece ser uma opção, e sim algo a ser escondido com unhas e dentes.

Nenhum milico é condenado, nenhum milico é preso, identificado como assassino e torturador nas ruas e impedido de conviver com seres humanos normais, com dignidade.

Aqui no Brasil o exército continua carregado de torturadores que fazem o possível para encobrir os crimes ou, em alguns casos, ainda os exaltam com missas em memória dos torturadores já falecidos ou dsicursos carregados de ódio e saudosismo de um período negro em que a vida de um ser humano nada valia nos porões da ditadura.

Gente do naipe de Jarbas Passarinho ou Delfim Netto  andam nas ruas como se fossem "cidadãos de bem" quando, na verdade, não passam de figuras sujas, monstros que assassinaram e torturaram - direta ou indiretamente - centenas de brasileiros. Esta corja não deveria ter o direito de sequer ver a luz do sol. Deveriam passar o resto de suas vidas em uma cela, pagando pelos crimes do passado e não dando entrevistas saudosas de um dos períodos mais negros de nossa história. Não basta serem criminosos, ainda são saudosistas.

O governo lançou uma campanha que é, sem dúvida, muito bonita e emocionante, a "memórias reveladas", com direito a hotsite, propagandas na TV, páginas em revistas e etc... Mas fica uma dúvida, porque perguntar ao povo se sabem de algo e não abrir os arquivos da ditadura que podem esclarecer tudo de uma vez por todas?

De que Lula e seu governo tem medo?

Onde estão os militantes dos Direitos Humanos, das causas sociais e etc que não se manifestam e exigem uma resposta definitiva do governo? Que vemos avanços neste governo é claro, mas também retrocessos e absurdos como o de pedir à vítimas e possíveis testemunhas falem algo que poderia e pode ser facilmente descoberto caso os arquivos fossem tornados públicos, ao alcance de todos.

Quem sofreu, perdeu parentes, dignidade, foi torturado, perseguido, exilado merece saber a verdade, merece conhecer todo o passado, sem restrições, censura ou a resistência inacreditável e intolerável de um governo que tem dentre seus militantes indivíduos que sofreram diretamente as agruras da Ditadura Militar.

Porque não fazem NADA? Do que [de quem?] tem medo?
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Protesto gigantesco contra a repressão no País Basco!



Semana passada milhares (dizem que perto dos 40 mil) de Bascos se manifestaram contra a constante repressão aos nacionalistas e contra a prisão de destacados líderes Abertzales que se reuniam buscando a formação de uma nova plataforma política e da abertura de uma nova rodada de diálogo pelo fim da dominação Espanhola em Euskal Herria.

Fato notável foi a unidade de todos os nacionalistas, desde os Abertzales de Esquerda, passando pela EA, Aralar, Hamaikabat até o PNV e Alternatiba. OS maiores e mais representativos sindicatos Bascos também se somaram À manifestação, ELA, LAB, EHNE, Esk, Hiru e STEE-EILAS Todos unidos sob o mesmo lema, "Askatasunaren alde. Eskubide guztiak, guztiontzat" ("Pela Liberdade. Todos os direitos para todos").

Esta talvez tenha sido a mais representativa manifestação dos últimos 5 ou 10 anos no País Basco pois contou com apóio de todas as forças políticas nacionalistas e sindicatos contra a opressão e repressão desmedidas dasforças Espanholas comandadas pelos Fascistas do PP e SocioFascistas do PSOE.

É a demonstração da força do povo Basco que não aguenta mais ser submetido à prisões arbitrárias, incomunicações, tortura e censura. É o grito pela liberdade, pela autonomia, pela Independência.


Milhares de pessoas percorreram as ruas de Donostia, em resposta à convocatória dos sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, EHNE e Hiru para protestar contra a operação policial contra a esquerda abertzale. Em nome dos sindicatos, Muñoz considerou "uma boa notícia" o facto de terem sido capazes de se manifestarem "para pedir a liberdade dos detidos".

Representantes de diversos sindicatos de Euskal Herria encabeçaram a marcha, que começou no túnel de Antiguo, para denunciar a operação policial levada a cabo pela Polícia espanhola na terça-feira. Entre outros, a secretária-geral do LAB, Ainhoa Etxaide, e o do ELA, Txiki Muñoz, levaram a faixa onde se lia o lema "Askatasunaren alde. Eskubide guztiak, guztiontzat".

Embora a cabeça da marcha tenha chegado ao Boulevard donostiarra pelas 18h15, muitas outras dezenas de milhares de pessoas que participaram na mobilização precisaram de bastante mais tempo para lá chegar.

No final, em nome de todos os sindicatos convocantes, Muñoz afirmou que a operação contra dirigentes da esquerda abertzale representa uma tentativa de "torpedear" um processo "que tem que acabar irremediavelmente por se confrontar com o Estado de maneira civil", pelo que encorajou as pessoas a "abrirem um espaço civil para confrontar democraticamente o Estado".
O secretário-geral considerou "uma boa notícia" que se dê a possibilidade convocar o protesto "para pedir a liberdade dos detidos".

Grande apoio
Minutos antes do início da manifestação a partir do túnel de Antiguo, milhares de pessoas concentravam-se em Ondarreta e ao a longo de todo o passeio de La Concha. Inclusive, quando a manifestação chegava a San Martin, ainda havia gente a integrar-se na marcha de protesto.

A manifestação recebeu o apoio de quase todas as formações que compõem o mapa político basco e puderam-se ver muitas caras conhecidas. Participaram na marcha membros da esquerda abertzale como Rufi Etxeberria, detido na operação policial e posto em liberdade depois de ser presente ao juiz Baltasar Garzón. Também estiveram em Donostia Tasio Erkizia ou Jone Goirizelaia, além de representantes independentistas nas instituições municipais como, por exemplo, a autarca de Hernani Marian Beitialarrangoitia.

Também dirigentes de PNV, EA, Aralar, Hamaikabat, Alternatiba e membros de organizações sociais e sindicais fizeram o percurso estabelecido como forma de mostrarem a sua oposição à operação policial contra a esquerda abertzale. Entre eles encontram-se os dirigentes jeltzales Joseba Egibar, Andoni Ortuzar e Iñaki Gerenabarrena.

A secretária-geral do LAB, Ainhoa Etxaide, afirmou que a marcha convocada pelo seu sindicato e outras centrais nacionalistas contra a "agressão" que representou a detenção de vários dirigentes da esquerda independentista é "um passo num processo que tem de encarrilar as soluções democráticas de que este país necessita". Etxaide proferiu estas declarações momentos antes da manifestação.
Afirmou ainda que os manifestantes pretendem "dizer que a repressão não vai parar um povo que quer ser dono do seu futuro, um povo que exige soluções democráticas e necessita delas, um povo que não está disposto a ser passivo face a uma realidade que queremos superar".

Por seu lado, o membro da esquerda abertzale Tasio Erkizia afirmou que a presença "da maioria social e política" de Euskal Herria na manifestação contra as detenções, demonstra que existe uma oposição maioritária na sociedade basca "às 'razzias' policiais" e que a sua aposta "clara" é nas "soluções democráticas". Minutos antes de se dar início à marcha, Erkizia expressou a sua satisfação pelo facto de "a grande maioria social, política e sindical dizer basta ao Estado, a todas as suas atrocidades, detenções e ilegalizações".

Embora as pessoas presentes na manifestação de Donostia fossem muitas dezenas de milhares, muitos viram-se afectados pelos controles policiais instalados nas estradas próximas da capital guipuscoana. Por exemplo, testemunhas disseram ao Gara que na portagem de Zarautz a Guarda Civil montou uma barreira antes das quatro da tarde e que ali permaneceu mais de uma hora. Como consequência disso houve longas filas na A-8 no sentido de Donostia.
Fonte: Gara
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Ver também: êxito da manifestação de Donostia em kaosenlared.net
Com diversas entrevistas ao longo da manifestação, fotos, peças em áudio e vídeo.
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Via ASEH
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Cobertura da Manifestação: Boltxe
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A maré humana que ontem saiu do túnel do Antiguo para inundar todo o centro de Donostia mostra as possibilidades históricas da unidade abertzale e explica os medos de Madrid. Há muita água na piscina para se poder avançar, ainda que isso se considere arriscado. O caminho está traçado.

O trabalho de Arnaldo Otegi, Rafa Díez, Arkaitz Rodríguez, Miren Zabaleta, Sonia Jacinto e muitos outros vai dando os seus frutos. Basta ver a resposta que operações policiais anteriores contra outras supostas reconstruções de mesas nacionais tiveram e compará-las com a imensa manifestação que no sábado percorreu Donostia. Não é que estes detidos caiam melhor que outros, visto que anteriores encarceramentos do próprio Arnaldo Otegi não suscitaram uma contestação tão grande com uma convocatória tão plural. O que acontece é que há vários meses que se têm vindo estabelecer as bases para pôr em marcha uma estratégia independentista eficaz, e os dirigentes das principais organizações abertzales - como o ELA e também o EA - têm noção da seriedade do trabalho que os detidos vinham a desenvolver. Por isso agora foi possível darem o passo de pedir às pessoas que viessem para as ruas.

Alfredo Pérez Rubalcaba enganou-se redondamente, ao ponto de alguns dos partidos que tinha escolhido como interlocutores para o acompanharem na sua tentativa de sabotar a iniciativa política que a esquerda abertzale preparava não terem tido outro remédio senão juntar-se ao protesto. Ali esteve uma boa parte do EBB [órgão central] do PNV, representado pelos presidentes das suas diversas executivas regionais. O ministro do Interior afirmou de manhã que «já disse» ao PNV no que é que os agora detidos andavam metidos. Pelos vistos, os jeltzales não acreditaram nele ou têm as suas próprias fontes de informação e, sem dúvida, conhecem suficientemente a realidade de Euskal Herria para saber que nem os encarcerados nem todos aqueles que no sábado se manifestaram em Donostia estão às ordens de «uma estratégia político-militar traçada pela ETA», como diz Rubalcaba.

O que se pôde ver em Donostia no sábado foi a representação de uma importante parte da cidadania basca que não quer aceitar atropelos antidemocráticos e até se sente bem a reivindicar conjuntamente a independência. A partir da convocatória da maioria sindical, foram muitas e diversas as siglas que aderiram ao apelo. Mas a ninguém que observasse a sociologia da marcha poderia escapar o facto de que uma grande maioria era constituída pela base da esquerda abertzale.

É uma base a quem o golpe inflingido por Rubalcaba e Baltasar Garzón conseguiu zangar, quase na mesma medida em que se vai enchendo de esperança e expectativa ao ir conhecendo os frutos do trabalho que os agora detidos desenvolveram. A manifestação de sábado, pelo menos para uma boa parte dos participantes, pode-se considerar também uma homenagem ao trabalho de Otegi, Díez, Zabaleta, Jacinto e Rodríguez.

Mas as manifestações passam e a base do independentismo tem agora pela frente o trabalho de dar conteúdo à iniciativa traçada e de a pôr em prática. E por muito que custe ao criador deste torpe intento de boicotar o salto previsto pela esquerda abertzale, a única coisa que conseguiu foi acicatar a sua militância e, muito provavelmente, aumentar a assistência aos debates e a assunção geral dos princípios do processo democrático.

A maré humana de sábado deve servir à esquerda abertzale para ver que há água mais que suficiente para avançar, por mais arriscado que seja. E uma mensagem similar devem entender também as restantes organizações independentistas que vêem a necessidade de uma confluência entre as opções soberanistas. Há caminho para percorrer conjuntamente e vontade de o fazer.

Não será fácil, isso é evidente. E também é óbvio que surgirão contradições, como no sábado se pôde verificar nalguns momentos e espaços da manifestação. Mas ficou claro que com vontade e trabalho certeiro, sabendo cada qual de onde vem o outro e sobretudo para onde se quer ir, é possível alcançar uma estratégia comum. É disso que Madrid tem medo e porventura também alguns dos que se juntaram à marcha à última hora. Por isso esta é a estratégia eficaz, contra a qual foram emitidas as ordens de prisão.

Iñaki IRIONDO
jornalista
Fonte: Gara, via ASEH
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Serra lança seu mais novo engodo.

Serra lançou semana passada o programa "Banda Larga Popular", uma tentativa torpe de fazer frente à iniciativa do governo federal de promover a Banda Larga à lugares remotos e à população mais carente do país.

De forma apressada, sem planejamento e descaradamente oportunista, Serra resolveu beneficiar seus parceiros da Telefônica e saturar ainda mais a péssima infra-estrutura da empresa.

Vamos por partes, o programa é absolutamente oportunista, nem bem o governo federal anunciou que fará o possível para levar Banda Larga às regiões remotas do Brasil e à população pobre, Serra já correu para tomar para si o título de Pai dos Pobres, Pai da Tecnologia ou qualquer outra baboseira que o DemoTucanato vá inventar para elegê-lo presidente e para vender o país.

O ponto mais engraçado - trágico na verdade - do projeto é o de que as empresas (notem o plural) que oferecerem o serviço terão isenção no ICMS.... O detalhe para se prestar muita atenção é o de que a única empresa parceira (ou que suborna, coloquemos os pingos nos "is") do governo na iniciativa é a... Telefônica!

As operadores que oferecerem o serviço terão isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Por enquanto, o programa tem parceria com a Telefônica.

Pergunto: Alguma dúvida de que todo este plano foi feito com o intuito de promover a Telefônica e infernizar a vida dos pobres coitados que terão de assinar o serviço?

Pergunto ainda: Se a Telefônica não tinha (e não tem) infra-estrutura para aguentar os atuais assinantes do Speedy, como irá então manter a qualidade (cof, cof) com a possível e provável enxurrada de 2.5 milhões de novos assinantes?

Nunca é demais lembrar que a própria Telefônica já admitiu - de maneira porca - não ter estrutura para prestar o serviço que se dispôs a oferecer.

"Em entrevista ao R7, Fábio Bruggioni, diretor-executivo de segmento residencial da companhia, diz que a popularização da internet no Brasil e o preço da telefonia fixa são responsáveis pelas constantes interrupções nos serviços – ele nega que a empresa esteja despreparada para atender às atuais exigências dos internautas."
Vejamos se  eu entendi, a popularização da internet e o preço da telefonia são responsáveis pelos problemas, o que significa apenas que a empresa não tinha capacidade de aguentar a demanda, vendeu e vende mais do que pode e fica por isso mesmo. E agora vai piorar, vejam bem, serão milhões de novos usuários de uma só vez - é o quadro provável - em um sistema deficitário, ineficiente.

Voltando ao Serra, o mesmo postou no Twitter a notícia de que iria dar o pontapé inicial no projeto:
” Guardei esta pra contar primeiro aqui: assino hoje o decreto que cria o programa Banda Larga Popular - acesso rápido e barato à internet
Além do problema já apontado da cópia descarada do governo federal, ainda surge algo mais, a idéia de que uma conexão de 1MB (que pode ser reduzida para 200kb pela Telefônica, o que significa que raramente passará disto) é realmente uma Banda Larga e não apenas uma conexão discada melhorada. São as miçangas e espelhinhos para acalmar os pobres e fingir que são gente, que estão inseridos na sociedade e tem dignidade. Nada mais típico vindo da DemoTucanada que afaga com uma mão e espanca com a outra.

A Telefônica está toda serelepe, não tem infra-estrutura mas pouco importa, é dinheiro garantido. E não precisa nem garantir a velocidade contratada, está em contrato que poderá ser - será - menor do que o aceitável, nada mais que uma discada-chique. Tudo isto com direito à isenção de impostos, uma espécie de desculpas do governo de São Paulo pela punição dada pela ANATEL à Telefônica.

Enfim, o programa do Serra é apenas um engodo. Mas um engodo que carrega junto uma boa carga de corrupção, de favorecimento ilícito e de MUITA cara-de-pau.

A Telefônica será a única beneficiada, o povo ficará com uma pseudo-conexão de banda larga, terá de aguentar todos os problemas inerentes de um contrato com a empresa (erros no contrato, cobrança indevida, quedas, falhas, dor de cabeça diária....) e todos os usuários irão amargar a flagrante falta de qualidade e infra-estrutura geral das telecomunicações em São Paulo.

Urge uma investigação completa deste projeto para evitar que, como sempre, o povo saia lesado e os DemoTucanos lucrem algum capital político com uma iniciativa tão tosca e fajuta.

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Outro fato relevante ainda é a Telefônica anunciar de boca cheia que 250kb são uma banda larga de respeito. Que me desculpem, mas esta conexão é simplesmente ridícula e só em um país sem regulação alguma, sem ministério decente e sem agências honestas que esta piada pronta passa como se fosse uma verdade, um benefício real à população que paga por 250kb mais do que um país sério por mais que o triplo!

E, para piorar, o pobre que já paga caro por uma conexão não poderá se beneficiar da medida, assim funcionam as coisas na Telefônica, para mudar de plano, só pagando multa. Quem já se aperta todo fim do mês terá ainda de desenbolsar 100 reais para poder aderir ao plano!

O decreto vale apenas para novas adesões, uma vez que quem já é cliente de banda larga e quiser migrar para a oferta popular terá de pagar uma multa de 100 reais.
O mais divertido é que parece que a empresa nos faz um favor e não nós é que a mantemos funcionando (sic). qualquer mudança, mínima modificação, nos é cobrado um absurdo como se nós, consumidores, não tivéssemos o direito de fazer o que bem entendemos com um produto ou por um produto que nós pagamos!

A pressa com que o projeto foi anunciado, o descarado oportunismo de tentar passar na frente do projeto anunciado pelo Governo Federal, a falta de caráter em  reduzir impostos da Telefônica e ainda ajudar a empresa a lucrar mais e, finalmente, a piada da velocidade oferecida demonstram como tudo não passa de um programa eleitoreiro, visando as eleições de 2010 em que Serra espera ter a chance de vender o país para parceiros tão confiáveis quanto os espanhóis.


Vamos apenas comparar com o projeto do Gov. Federal que quer oferecerá pelo menos 1MB para cada lar com investimentos maciços - e não acordos espúrios com empresas medíocres - e o projetinho do Serra que não fará qualquer investimento, não oferecerá qualquer garantia de qualidade e será entregue à iniciativa privada sem grandes problemas e ainda oferecendo uma velocidade ridícula.

A velocidade prometida (sic) pela Telefônica e que entusiasma ao Vampiro Anêmico é, segundo a ONU, insuficiente para as necessidades mínimas da população.

Decreto do governo prevê pacotes a partir de 200 Kbps por R$ 29,80, enquanto o mínimo sugerido pela ONU para banda larga é 256 Kbps.
O pacote de banda larga "popular" anunciado anteontem pelo governador de São Paulo, José Serra, não passaria pelo critério de banda larga definido pela UIT (União Internacional de Telecomunicações), órgão ligado às Nações Unidas.
A instituição considera banda larga a velocidade de transmissão de dados superior a 256 Kbps (kilobits por segundo). Pelo decreto do governador, a oferta de banda larga para a baixa renda admite velocidade mínima de 200 Kbps.
Não surpreende. Para o pobre brasileiro, migalhas apenas, qualidade não importa. Do lado da ANATEL não surpreende que não exista qualquer controle nem um mínimo. Os experts da agência acreditam piamente que qualquer coisa além de 64kbps já é banda larga. Mais fácil, como diz o PHA, enviar uma mensagem pelo correio. Com esta velocidade e a qualidade reconhecida da Telefônica, chega mais rápido pela ECT.

O PHA dá o recado:
Seria realmente uma boa notícia, se:
- Fosse de fato uma banda larga, pois 250k da Telefónica é melhor usar a ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) para enviar uma mensagem a um parente;
- A Telefónica, única empresa atualmente que atendeu aos requisitos do programa, não tivesse sido punida pela Anatel (que já é tucana, mas tem hora que não dá pra por debaixo do tapete) pela má prestação de serviço;
- Em pouco tempo após a suspensão da punição vem essa adesão ao programa;
- Principalmente, se a Telefónica já não tivesse praticando exatamente esses preços com essa velocidade (ou seria lentidão?) de 250k, como divulgaram alguns internautas no blog do UOL Tecnologia, onde vi essa matéria: http://uoltecnologia.blog.uol.com.br/arch2009-10-11_2009-10-17.html

Este é o candidato Serra.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A eterna violência carioca

Morreu mais um PM, o terceiro dos que estavam no helicóptero abatido pelos traficantes do Morro dos Macacos.

De fato, é uma notícia ruim, o desperdício de vidas humanas em uma guerra insensata e sem sentido nunca pode ser comemorada. Mas, da mesma forma, a morte de inocentes no fogo cruzado também não pode ser tratada - como o é pela imprensa - como "dano colateral", mal menor.

Aliás, a própria guerra que ocorre no Rio não pode ser reduzida à uma guerra entre mocinhos (PM), bandidos (Tráfico, sem rosto), danos colaterais (favelados, pobres, igualmente sem rosto) e pobres vítimas inocentes (classe média).


Artigo completo está no Trezentos.
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A ANATEL e sua farsa

Não é de hoje que noto - e mais milhões de brasileiros - que a ANATEL é uma farsa, tudo que ela faz tem por objetivo apenas mascarar sua inutilidade.

Depois dos usuários do Speedy praticamente implorarem em desespero, a ANATEL, sem ter outra opção, resolveu fingir que não era tão inútil quanto eu ou você achávamos e suspendeu a venda do Speedy. Uma atitude até corajosa, senão fosse a ação dor detrás das cortinas do Ministro Hélio Costa para agradar à empresa e fazê-la recuperar todo o lucro perdido. É a velha síndrome do cachorro vira-lata, não podemos desagradar ao monopólio espanhol, afinal, somos apenas brasileiros!

Falo, para ser mais específico, do ridículo plano do Serra de garantir banda-larga (sic) para quem não tem condições de pagar. Trato deste assunto em detalhes em outro artigo.  Mas já adianto que a única empresa chamada apra receber isenção de impostos foi a Telefônica.

Questiono apenas onde esta o Lula numa hora dessas? Tão independente em sua política externa mas não consegue notar que temos um ministro vendido bem em nosso quintal, nos fazendo passar por pobres-coitados necessitados da inteligência (sic) dos de fora!

A Telefônica afirma investir pesado em infra-estrutura quando todos sabemos que se há tal investimento ele é menos do que suficiente para garantir a qualidade dos que já são assinantes, que o diga dos que ainda virão! Tentar resolver um problema pelo telefone com a Telefônica é quase impossível, agendar uma visita é pior que um parto e ter os mínimos esclarecimentos sobre seus contratos e problemas é uma impossibilidade.

Depois da suspensão do Speedy, nenhuma palavra a mais da ANATEL sobre os OUTROS problemas, o do atendimento, da velocidade, da qualidade....

Na verdade, a ANATEL está de olho na velocidade e em outros detalhes, vejam que surpresa:
Relatora do processo administrativo que obrigou a Telefônica a interromper as vendas do Speedy, a conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Emília Ribeiro, solicitou à área técnica da agência que desenvolvesse duas regulamentações para a banda larga.

Uma delas pode obrigar que as “teles” assegurem, em contrato, uma velocidade mínima de conexão, entre outras medidas para proteger a qualidade do serviço prestado ao consumidor. A outra deve estimular a entrada de novas operadoras de pequeno porte no mercado.
O que podemos tirar daí é a de que, pelo visto, a ANATEL não anda conversando com o resto do governo.

Como a ANATEL irá estimular a entrada de pequenas empresas se, quando elas tem algum sucesso e realmente prestam um serviço decente, são vendidas às gigantes e de péssima qualidade, vide a possível compra da GVT pela Telefônica e o consequente fim da qualidade e o início do desespero dos assinantes?

Garantir a concorrência até o ponto em que é mais vantajoso para as empresas e bolsos políticos que esta concorrência passe a ser vista como maior fonte de lucro para o monopólio?

Outro ponto interessante é a farsa da garantia da velocidade mínima. Hoje, ao contratar, digamos, 1MB, você pode receber só 10, 20, 30% disso, depende da boa-vontade da empresa prestadora. Não importa que isto seja um crime, vender um produto e só entregar uma parte (imaginem comprar uma Geladeira e esta vir sem as portas!), o governo não vê problemas nisso, a ANATEL nunca viu problema algum e as empresas jamais verão qualquer problema.

Mas, realmente, é uma alegoria válida, se compramos uma geladeira, ela deve vir completa, com portas e interior... e funcionando! Então porque somos forçados a pagar por uma conexão que não nos é entregue? Se a empresa vai me dar só 30% então que eu só pague pelo que efetivamente recebi, senão a empresa está lucrando sobre algo falso, é roubo.
“Se você contratar uma banda larga de 1 Mbps, você tem de ter direito a uma velocidade de 1 Mbps”, afirmou Emília. ao IDG Now!
Exato! Mas não fiquemos muito animados...
“As pessoas contratam uma coisa e exigem qualidade por ela”. Para a conselheira, as operadoras deveriam  fornecer, no mínimo, 50% da velocidade contratada nos planos de banda larga que oferecem. “O que a Anatel quer impor é um mínimo de velocidade. A porcentagem, cada empresa vai dizer qual será, mas não em letras miúdas. Assim, o usuário saberá claramente que velocidade terá em cada operadora e isso vai estimular que elas melhorem a qualidade do serviço para conquistar o cliente”, afirma a conselheira.
Em outras palavras, cada empresa decidirá quanto vai querer nos dar de conexão. Continuaremos a pagar por 100% mas a empresa vai nos dar 50%, 40%, é problema dela! A única diferença é que saberemos que a velocidade é efetivamente menor do que pelo que pagamos e será ainda mais legal a prática. É a legalização clara e descarada do Traffic Shaping!

Vale lembrar que em muitos lugares - é o meu caso, por exemplo - só uma empresa presta o "serviço" de banda larga (sic), logo, não existe opção, é basicamente aceitar que seremos roubados... E tudo com a conivência governamental.

Para que serve a ANATEL? Porque não forçar às empresas a entregar 100% do que vendem? Porque temos de pagar por 100% se não teremos isso?

A desculpa de que não há condições em termos de infra-estrutura é ridícula e não pode ser aceita. Se não tem capacidade então saiam do país, não vendam o que não podem garantir!
“A Anatel vai instaurar processos administrativos e aplicar multas elevadas às operadoras que descumprirem as novas regras”, disse Emília.
Porque não fizeram nada disso até hoje? Quem me garante que farão?

Enfim, a ANATEL assume sua inutilidade, assume a defesa descarada do monopólio e da bandalha. Irá referendar que as empresas possam lesar, dentro da lei, o consumidor, nos obrigando a pagar pelo que não recebemos.

Está na hora de acabarmos com estas agências (des)regulatórios e começarmos a pensar em uma forma efetiva de obrigar o empresariado a assumir sua responsabilidade e nos prover um serviço decente, pelo qual pagamos. Não pedimos esmolas nem nada além do que é nosso direito.

Cabe, por fim, ao governo tomar atitudes enérgicas para coibir as ações de ministros vendidos, de agências inúteis e punir com rigor empresas que não respeitem o consumidor, sem acordos, apenas o ataque direito ao bolso dos acionistas, a única coisa que compreendem.

Aliás, já é hora de internet totalmente provida pelo Estado e o fim da farra das teles.
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domingo, 18 de outubro de 2009

Bil'in Weekly Protest - This is Zionism



Four Injured and Dozens of People were Suffered Teargas Inhalation during the Bil'in Weekly Protest


Friday 16 October 2009


After the Friday prayer, the residents of Bili’n gathered in a protest along with Israeli and international activists. A group from France called French people to support Palestinian People and another group from Norway joined the demonstration in solidarity with the village in their struggle against the Wall and settlement building. The protesters raised Palestinian flags and banners to allow Palestinian farmers to pick olive trees from their land. The protest called to remove the illegal wall and settlements, stop land confiscations, , and attacks on Islamic holy sites in Jerusalem, remove checkpoints and road blocks, and the release of all the Palestinian detainees.

One more creative action for Bil’in today. The Popular Committee realized a huge scale. This is a very symbolic action.

The scale, as everybody knows, is the symbol of the justice, used everywhere in the world. The Bil’in’s scale was today a little bit different from the others. One of its size was heavier than the other one. Indeed, the heaviest was representing Israel, the light one represent Palestine.

That means that the justice court is not really fair. Indeed, Israel does not respect the international decisions (all of the United Nations resolutions for exemple).

The people in Bil’in are searching justice. Israel stole 60% of the lands and established settlements illegally. Two Canadian companies (Green Park intenational and Green Mount international) are working in the illegal settlement. Bil’in intented a process to the Canadian court. The case has been refused.

The French delegation realized a creative action as well. They make eight big people in cartoons wearing piece of olive tree (symbol f the land the Bil’in people lost). Six of them were wearing the Palestinian flag, the two men in the middle were white, symbol for peace. In their body, it was Written “Stop the Wall / Stop the occupation”. Each person wear on his head Salam or peace.

The French delegation wants to fight with the people of Bil’in. The delegation approuved the non violents actions for peace.




The demonstrators have walked in the village streets chanting slogans condemning the policy of occupation, and calling for national unity, as well as they have stressed on the need for popular resistance. Demonstrators carried ladders and other tools they use to harvest the olives, once they have arrived at the gate of the wall which located in Athaher area, they have tried to cross their land to harvest their fruits of olives from their land, that located behind the wall, then the Israeli soldiers have showered them with tear gas bombs, causing four injured: one of them journalist hi refuse to mention his name, and anther French lady her name Marten Bogho, and the two Palestinian Abdullah Alrwashda, and Jaber Abu Rahmah, and dozens of people were suffered teargas inhalation.


On the other hand, the Popular Committee Against the Wall in Bil’in has condemned the Israeli army's threat to the Palestinian farmers near Nablus to impose a fine up to 6000 Israeli shekels ($ 1700 ) for seeking help from foreign volunteers to reach agricultural areas(Palestinian lands) close to the Israeli settlements .although the committee has considered this as unfair decision; that allows the settlers to exercise their terror on the modest Palestinian farmers, as the Solidarity reveal to the world the brutal terror of the settlers.


For more information, please contact:


Abdullah Abu Rahama- the popular committee against the wall coordinator\ Bil’in


0547258210 أو 0599107069


e-mail – lumalayan@yahoo.com


www.bilin-village.org
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