sábado, 7 de novembro de 2009

UniEsquina - UniBando [Update]



Contra toda a decência, honestidade e respeito à digniddade humana, a UniEsquina Uniban, retrato da educação (ou da falta de educação) de péssima qualidade e da privataria do setor, EXPULSOU a aluna Geisy Arruda, a mesma que foi atacada, agredida, torturada e quase violentada por marginais travestidos de alunos da Universidade (sic) Bandeirantes que, até em seu nome, transpira a desonestidade e o viés criminoso.

Até mesmo a UNE, conhecida por seu descaramento, descompromisso com a verdade e inércia - agem apenas na hora de fraudar eleições e manter o PCdoB/UJS no poder -  se mostrou escandalizada com o episódio de violência animalesca na UniBan contra uma estudante que cometeu o crime de desagradar aos Talibans de plantão com seu vestido.








Mas eu iria além, não se trata apenas de "violência sexista", os ataques à estudante, mas de um crime contra a humanidade, contra a pessoa humana. A estudante foi ameaçada de estupro, foi perseguida, humilhada e psicologicamente torturada em um ambiente que, em um país decente e não sucateado, seria de concordância, discussão, debate de idéias e, acima de tudo, de respeito.

Como no país, educação é uma mercadoria - UniBan, Uninove, Unip, Anhanguera, Universo e outras maravilhas por aí comprovam - e do mais baixo valor agregado, não surpreende que a expulsão da estudante tenha virado peça publicitária. É desta forma, agindo como uma instituição tipicamente fascista, que a UniBan espera se promover e atrair mais oficiais da SS, ops, estudantes.


No anúncio publicitário, entitulado ' A educação se faz com atitude e não com complacência' a universidade diz que tomou a decisão após uma sindicância interna constatar que a aluna teve uma postura incompatível com o ambiente da universidade, frequentando as dependências da unidade em trajes inadequados. Para a Uniban, Geisy provocou os colegas ao fazer um percurso maior que o habitual, desrespeitando princípios éticos, a dignidade acadêmica e a moralidade.
A postura incompatível foi... Se vestir como qualquer brasileira o faz, com um vestido que, para os Talebans, parecia curto. Estes mesmos Talebans são os mesmos que, senão virgens incapazes, babam pelas mulheres que dançam com roupas sumárias nos programas da TV aberta. Na verdade, estamos falando de criminosos que ameaçaram uma mulher por sua escolha de como se vestir, que demonstraram o caráter da sociedade brasileira, machista, ultrapassada.

A desculpa da "moralidade" usada pela UniBan acaba por desmascarar seu caráter de instituição incapaz de ser chamada de "educacional". Trata de uma "dignidade acadêmica" que não possui e jamais possuirá. O nível ou desnível educacional de suas instalações, agora, casa perfeitamente com suas atitudes e a de seus delinquentes.
A universidade afirma ainda que foi constatado que "a atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar". Ainda assim, o conselho superior declarou na nota que suspendeu temporariamente os alunos envolvidos e identificados no incidente. A Uniban também criticou o comportamento da imprensa na cobertura do caso. Segundo a universidade, a mídia perdeu a oportunidade de contribuir para um debate 'sério e equilibrado' sobra ética, juventude e universidade.
Quase não dá para comentar o parágrafo acima sem engasgar ou sentir vontade de processar até o último dos criminosos, tanto os que atacaram Geisy quanto os criminosos travestidos de professores e diretores da instituição pseudo-educacional.

Geisy provocou a reação violênta e desproporcional por estar com um vestido curto, tão pouco comum no Brasil. Comum, na verdade, é a atitude criminosa dos estudantes que a atacaram para "defender o ambiente escolar" (sic).

Em minha humilde opinião, a UniBan deveria ser imediatamente fechada pelo governo brasileiro e paulista, sua direção deveria ser criminalmente processada pelo episódio absurdo de violência contra uma aluna e por concordar com as atitudes criminosas, por ser conivente com o crime e todos os que participaram do ato de quase linchamento e humilhação da estudante deveriam ser presos por cometer crimes contra a dignidade humana.

A Uniban deve sumir do mapa. Sue ensino já não existe - nunca existiu - e sua instalação física deveria ser demolida.

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Abaixo-Assinado contra a Uniban:

To:  UNIBAN (Universidade Bandeirantes)
Os subscritores abaixo vem manifestar total repúdio à postura da UNIBAN, unidade São Bernardo do Campo/SP, ao optar pela expulsão da estudante Geisy Arruda por ela ter, supostamente, usado vestimenta que atentou à moral e bons costumes (veja reportagem sobre o assunto em http://bit.ly/I2OX2 e http://bit.ly/2UJsS)

Não obstante a autonomia da entidade de ensino em elaborar regras disciplinares para o corpo discente, a postura da entidade demonstra perfil autoritário e contrário às conquistas dos Direitos e Garantias Individuais do cidadão, o que não coaduna com a atitude esperada de entidade privada que possui a delegação de obrigação de serviços públicos, devendo, portanto, estar sujeita aos mesmos compromissos éticos da Administração Pública.

O ambiente universitário deve pautar-se pela debate amplo e defesa incondicional da liberdade de seus alunos, obrigando-se a repelir de forma imediata qualquer intenção de atentado à dignidade da pessoa ou outras formas de humilhação, como é o caso em que se viu envolvida a aluna Geisy. Ademais, a nota de esclarecimento sobre a infeliz expulsão somente confirma a conduta preconceituosa da universidade que, no mínimo, está ausente de moralidade.

A expulsão envergonha os subscritores desse manifesto, e coloca em cheque os princípios basilares do Estado Democrático de Direito. Portanto, deve ser registrado que a opção da Uniban é fato isolado e contraria a todos nós.

Desejamos que fatos como esse sejam sempre lembrados como exemplos de involução cultural da sociedade, para que nunca mais se repitam.
Sincerely,
The Undersigned

ASSINEM! 
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ANEEL e ANATEL : As agências regulatórias [2]

Do lado da ANATEL, já cansei de descascá-la no blog, mas vale sempre trazer assuntos novos, afinal, não deixam de surgir.

Hoje a @maria_fro, via twitter, informou que passou o dia sem qualquer serviço da NET, não é a primeira vez que ouço alguém reclamar, em menos de duas semanas, do serviço da NET que sai do ar e não volta.

Cadê a ANATEL nessas hora?

Não é apenas a Telefônica a empresa medíocre, a NET também é péssima, ainda que mantenha uma imagem de maior qualidade que a concorrente (sic), na verdade, deveríamos dizer que ela parece menos pior que a Telefônica, ambas são terríveis.

A Telefônica, aliás, ainda apronta das suas. Consegui, através do twitter, resolver parte de meus problemas com a empresa, o que por telefone não resolveu, por twitter, formulário e e-mail, deu-se jeito. Pelo visto o "sacode" recebido da ANATEL surtiu algum efeito. Mas nada de comemorações, estamos falando da pior empresa do país!

De fato consegui meu pacote Trio, não pago mais por três serviços em separado, o que é uma vitória, mas, vejam que surpresa, rebaixaram meu pacote de TV sem qualquer aviso. De um dia pro outro me cortaram os Telecine e há 3 meses recebo uma conta informando que meu pacote está abaixo do assinado.

Isso, sem aviso algum! Nas comunidades do orkut da telefônica pululam reclamações sobre este absurdo.

Claro que, não é surpresa, pago o mesmo pelo pacote inferior. Pelo twitter e por e-mail consegui meu pacote de volta mas, surpresa, por um valor maior! Não preciso dizer que não ficará assim. Me preparo para mais alguns meses de batalha.

E a ANATEL? Continua lá, esperando ansiosa, junto com o Hélio Costa e sua gangue para a GVT ir pro espaço.

Cabe um parêntese final, se a Telefônica tem 6.95 bilhões para aplicar facilmente na compra da GVT - e ainda aumentou em um bilhão da noite para o dia a oferta - porque investe míseros 700 milhões em sua rede, que é sofrível? Cadê o ministério e a ANATEL que não notam - ou se fazem de cegos - essa falcatrua?
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ANEEL e ANATEL : As agências regulatórias [1]

Para que servem as agências regulatórias como ANATEL e ANEEL? Para que serve o congresso e suas CPIs, quando estas são usadas apenas para fins políticos ilícitos - como perseguição ao MST - e não para investigar os problemas reais que temos com as temerárias privatizações da era FHC, o grande genocida, como costumava chamá-lo o saudoso Fausto Wolff?

Comecemos pela energia.

Hoje, em um espaço de 4 horas, a energia na Avenida Paulista - basicamente uma das regiões mais importantes economicamente do país e da América Latina - caiu duas vezes. Fora dois blecautes de aprox. 10 minutos cada.

A razão? Muita gente ligando o ar-condicionado.

A culpa seria, então, do consumidor que, enfim, usa energia da forma que lhe convém, afinal paga por isso - e caro (chegarei à este ponto logo mais)?

Não, a culpa, obviamente, é da Eletropaulo, empresa privatizada, que deveria ter a capacidade técnica de prover a energia necessária para que quantos ar-condicionados mais fossem necessários ligar. A USP também sofreu um blecaute hoje de aproximadamente 20 minutos, me disse uma amiga enquanto eu esperava a luz voltar e também a possibilidade de continuar a assistir ao Seminário Cidadania e Redes Digitais na Cásper Líbero.

E não estou falando de fatos isolados. Quando o calor aperta é comum que a região da Paulista fique sem luz. A empresa não tem a capacidade técnica - ou seja, não investe o que devia, apenas suga nosso dinheiro - e coloca a culpa em quem usa a energia. Quando trabalhei na região da Berrini também eram comuns as quedas de energia, qualquer empresa decente tem seu gerador naquela região para não ficar refém do serviço medíocre da Eletropaulo e não ter imensos prejuízos.


O problema dos mini-blecautes não são isolados. Mas, para além disso, é válido notar que dinheiro para investir não falta, na verdade sobra, e falamos de bilhões de reais, não míseros trocados. O que falta é vontade, decência - o que não se espera de uma empresa, ainda mais uma empresa que veio comprar e sucatear nossas estruturas e roubar nossas riquezas e nossos bolsos - e uma regulamentação decente do monopólio por parte do governo. O que também é uma ilusão.

Chegando à parte do lucro, estourou nas últimas semanas a notícia de que as empresas de energia lucrara indevidamente algo que, por baixo, chega aos SETE bilhões de reais.

Se trata de um "erro de cálculo" nas contas dos consumidores e que a ANEEL resiste em nos devolver, em forçar às empresas a devolução dos BILHÕES que pagamos a mais e, como não poderia deixar de ser, desfila a mesma cara-de-pau da ANATEL e do digníssimo Hélio"Telefônica" Costa:

A Aneel, agência que regulamenta o funcionamento do setor de energia, reconhece que houve um problema nas cobranças. Mas nega que o consumidor tenha sido prejudicado. Já os órgãos de defesa de consumidor querem que o consumidor receba o que teria sido pago a mais. Um prejuízo que pode chegar a R$ 7 bilhões.


Realmente, caros membros da ANEEL, não fomos prejudicados... 7 bilhões não é nada para o bolso dos brasileiros, afinal, pagamos tanto imposto que uns bilhõezinhos à mais ou à menos (aliás, à menos nunca, pra menos nunca "erram") não fazem diferença, não é mesmo?

Segundo o TCU, identificou-se que havia sérias distorções no modelo que a Aneel vem aplicando nos processos de reajuste tarifário das distribuidoras de energia elétrica do país. A falha metodológica remunera indevidamente as concessionárias de energia elétrica e gera prejuízos para o usuário de pelo menos R$ 1 bilhão ao ano.


 Lê-se: A ANEEL manipulou as contas para privilegiar às empresas multinacionais privatizadas. O que chamam de "falha", nós chamamos de roubo descarado. Mas fica pior (é o Brasil, sempre piora):
A Aneel afirma que não existe distorção. Mas ao mesmo tempo, admite que o processo de reajuste tarifário precisa ser revisto.

"A Aneel detectou que do modo como está nessa fórmula, pode levar a distorções, tanto a favor do consumidor, quanto a favor das concessionárias. Propôs ao ministério um aprimoramento desse regulamento no sentido de evitar essas distorções", afirma o diretor-geral da Aneel Nelson Hubner.
O golpe de misericórdia? Jorge Vidor, comentarista (sic) da GloboNews, membro destacado das Organizações Marinho e do PIG nacional disse no Jornal das DEz que, tadinha, a ANEEL não tem qualquer culpa, ela até tentou corrigir o erro! E que, bem, as distribuidoras também são pobrezinhas, apenas cumpriam seu dever (sic) e cobravam o povo....

É muita cara de pau.


 A ANEEL diz que não existe nenhuma distorção... Mas do nada resolveu achar que o modelo adotado de rejustes não é bom? E, pior ainda, afirma que o modelo PODE resultar em distorções mas, mas para ambos os lados. O curioso é que, como sempre, quem pagou à mais foi o povo. A possibilidade é sempre só possibilidade quando privilegia o povo, para os barões da energia, é o fato.

Aliás, é interessante notar que a ANEEL resolveu mudar seus métodos apenas após o TCU ter dado o alarme... Se não tivessem anunciado nada continuaríamos (continuaremos?) pagando além pelo que recebemos - ainda que nem sempre recebamos nada.

Pelo menos o ministro Guida Mantega e o ministro Edison Lobão (argh) afirmam que forçarão as empresas e a ANEEL criem um plano de ressarcimento ao consumidor. Se sairá do papel, é uma icógnita, o que podemos ter certeza é a de que as empresas farão corpo mole e a ANEEL fará de tudo para enterrar o assunto.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hipocrisia ou reconhecimento do crime? Nem um, nem outro.

O texto abaixo vem esclarecer o anterior "Cutrale devolve terras griladas", do mesmo autor, que acabou causando imensa discussão na blogosfera e twitter sobre sua veracidade.


Enfim, descobrimos que era apenas uma ficção, como era de se esperar. A Cutrale, em tempo algum, como empresa voraz e capitalista que é, iria devolver as terras que roubou e iria defender um movimento social que, para ela, é um perigo enorme.


Utilizei no blog o título "Hipocrisia ou reconhecimento do crime?" para analisar o texto original - a ficção - e abaixo reproduzo o esclarecimento do autor.

Cutrale e a moral do ‘sepulcro caiado’

Roberto Malvezzi, Gogó *

Adital -
Faço esse texto a pedido de muitos amigos. Para muitos, o meu texto "Cutrale devolve terras griladas" fez com que muita gente acreditasse na conversão da empresa. Então, dou as devidas explicações. A ocupação da Cutrale pelo MST trouxe algumas perplexidades. Eu mesmo me senti constrangido quando o movimento foi acusado de depredar e, sobretudo, de furtar objetos pessoais de funcionários da empresa. Depois, o próprio Movimento lançou uma nota pedindo desculpas de seus erros, negou a depredação e, sobretudo, o furto de alguns objetos. Achei a carta do MST bonita e convincente. Só os magnânimos têm capacidade de reconhecer seus próprios erros. O Movimento teve.
Entretanto, vendo a televisão e jornais, fiquei indignado com a moral farisaica que jorrou sobre o caso. Deputados, setores da mídia, profissionais da mídia, até o presidente da República, desfilaram uma onda de ataques ao movimento, mas sempre ocultando o problema mais grave, isto é, o fato da empresa ocupar área pública grilada. Foi pretexto até para uma nova CPI sobre os Sem Terra.
E não é só a Cutrale. O Prof. Ariovaldo Umbelino estima que cerca de 200 milhões de hectares de terras públicas, 25% do território brasileiro, estão ocupados ilegalmente. Agora esse número deve diminuir, já que o governo Lula decidiu legalizar o grilo de 67 milhões de hectares só na Amazônia. Mas, não é só ali. O Pontal do Paranapanema e outras regiões do Brasil apresentam o mesmo problema. Então, todas essas acusações contra o MST me pareceram coisa típica da moral farisaica, que "côa mosquito e engole camelo", ou dos sepulcros caídos, que "estão bonitos por fora e cheios de toda podridão por dentro". Lamentar 7 mil pés de laranja e não ver a cem mil famílias que estão nas estradas, ignorar o grilo das terras, ignorar o que está acontecendo com os Guaranis no Mato Grosso, com os atingidos pelos grandes projetos, é uma moral de hipócritas, que coam mosquito e engolem elefantes.
Decidi fazer um texto ironizando o caso. A grande mídia rodeou o texto, telefonou, mandou e-mails, mas não mordeu a isca. Não iria repercutir um texto como esse. Muitos amigos riram na hora, até elogiaram a peça de marketing ou disseram que era mais fácil acreditar em "saci, ET de Varginha, Papai Noel, etc.". Porém, talvez por ingenuidade, ou por querer ver algo de sério acontecer nesse país, muitos acreditaram, embora seja a essência do absurdo. Quem já viu grileiro devolver terras, respeitar sem terra, reconhecer os problemas históricos dos índios, etc.?
Então, afirmo que o texto "Cutrale devolve terras griladas" é uma ficção e não podia ser outra coisa, tamanho o absurdo do conteúdo

* Agente Pastoral da Comissão Pastoral da Terra

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Torturas


A poesia entitulada "Torturas", escrita por Wislawa Szymborska, prêmio Nobel de literatura de 1986, é lida por 30 homens e mulheres Bascas que foram torturadas pelo governo Espanhol.

Torturas estas que aconteceram depois de prisões arbitrárias, incomunicação e repressão espanhola contra a cidadania Basca, enfim, da tortura diária que sofre o povo Basco.


Este é o poema:

Torturas

Nada ha cambiado.
El cuerpo es doloroso,
debe comer, respirar y dormir,
tiene la piel fina y sangre que aflora,
reservas de uñas y dientes,
huesos que se fracturan, ligamentos que se estiran.
La tortura toma en cuenta todo esto.

Nada ha cambiado.

El cuerpo tiembla como tembló
antes y después de la creación de Roma,
en el siglo veinte antes y después de Cristo,
la tortura permanece, sólo la tierra ha retrocedido
y todo sucede como en la habitación de al lado.

Nada ha cambiado.

Simplemente hay más seres humanos,
a las culpas seculares se añaden nuevas culpas
reales, supuestas, momentáneas y nulas,
pero el grito que el cuerpo hace surgir
es siempre un grito de inocencia
según los eternos registros y medidas.

Nada ha cambiado.

Sólo ciertas maneras, ceremonias y danzas,
pero las manos que protegen la cabeza
hacen siempre el mismo movimiento.
El cuerpo se retuerce, se estremece, se debate,
cae en una zancadilla o dobla las rodillas,
se pone lívido, se infla, babea y sangra.

Nada ha cambiado.

Salvo el curso de los ríos,
el lindero de los bosques, riberas, desiertos y glaciares.
A través de estos paisajes erra la pobre alma en pena,
desaparece, vuelve, se aproxima o se aleja,
extraña a ella misma, siempre inaprensible,
a veces segura, a veces dudando de su existencia,
mientras que el cuerpo, él, es, y es, y es,
y realmente no encuentra a dónde ir.

Via Eusko Blog
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Gravadoras: Constatação da estupidez

Leio hoje uma notícia de jornal e um artigo do excelente Remixtures sobre o zilhonésimo estudo que comprova: Pirataria ajuda a indústria.

Ao contrário do que muitos defendem -em especial os crápulas das gravadoras - a pirataria, por incrível que pareça (ironia mode on), acaba por ajudar a venda de CD's e afins e não o contrário.

A dita pirataria é a melhor forma de conhecer bandas, filmes, cantores e cantoras que, de outra forma, passariam longe, continuariam desconhecidos do público.

Isto porque as alternativas ilegais online são sobretudo usadas pelos fãs de música para descobrirem e experimentarem música nova.
É simplesmente óbvio. Como eu vou comprar o CD daquela banda de Punk do Nepal (pior que conheço uma excelente de lá) se eu não puder baixar o CD da banda, conhecer a bendita e, então, encomendar o material?

O grande problema - para as gravadoras - é que esta garimpagem acaba por ajudar muito mais as bandas alternativas, de selos independentes - ou mesmo sem selo - que lançam seu material na rede e ganham em cima de shows e da venda deste material direto. Claro que isto deixa os magnatas cheios de ódio, afinal eles investiram milhões para fabricar alguma boy band ou criar do nada alguma cantora que nunca cantou na vida e nada mais é que maquiagem e silicone.

Não que este tipo de lixo não venda, mas o grosso dos heavy downloaders, eu creio, esté atrás de outras coisas.
"Aqueles que compartilham arquivos são os que estão mais interessados em música. Eles usam essa troca como um mecanismo de descoberta
Quando as gravadoras compreenderão o óbvio? Ou melhor, as várias obvieddes?

NUNCA irão impedir a troca de arquivos. Se bloqueiam um programa, se derrubam um site, outros nascerão no lugar, e melhores, mais rápidos, mais confiáveis...

Vejam que tudo começou com o Napster, que era péssimo, passamos pro Audiogalaxy e hoje temos dezenas de programas e ferramentas muito superiores, para desespero dos que querem nos censurar e proibir.

Cortem uma cabeça, várias nascerão no lugar.

NUNCA irão conseguir nos censurar por completo, restringir nossa liberdade. A rede, por definição, é anárquica, um caos, não há controle.

NUNCA irão impedir que busquemos o que gostamos. Nunca irão nos impedir de ir até o Cazaquistão atrás de uma banda (também tenho música de lá, acreditem), baixar o CD e fazer o que bem entendemos com ele!

É questão de tempo, a queda de braço é constante, mas basta ver de que lado está a verdade e o tamanho da estupidez das gravadoras.

Aliás, eis o estudo.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Jabor: O retrato da elite estúpida brasileira

O artigo do nobre Arnaldo Jabor - Blogs, twitter, Orkut e outros buracos - é a demonstração máxima da ignorância de um analfabeto digital, enfim, de um idiota.

O artigo merece ser comentado ponto a ponto mas, cuidado, estômagos fracos podem se sentir ofendidos.
Não estou no "twitter", não sei o que é o "twitter", jamais entrarei nesse terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil "seguidores" no "twitter".
De início, o óbvio, se não está, como pode falar? Se não conhece, como criticar? Mas, vale lembrar, felizmente esta figura não quer entrar no twitter, bom para nós que seremos poupados.
Quem me pôs lá? Quem foi o canalha que usou meu nome? Jamais saberei. Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser "celebridade" ou usamos esse anonimato irresponsável com o nome dos outros.
Realmente, a figura nada conhece de internet. E faz o coro do PIG, do Azeredo e cia, age como inocente mas está carregado de uma mensagem de censura e proibição. Para ele a internet é uma ferramenta que serve apenas para o crime (o anonimato como ele expõe) ou para inflar egos. É realmente ignorância demais para apenas uma pessoa.

Aliás, este detestável artigo foi, provavelmente, enviado por ele através da internet. Tendo a concordar em alguma coisa com a figura, a internet realmente pode ser usada para algum idiota disseminar lixo e inflar seu ego.
Tem gente que fala para mim: "Faz um blog, faz um blog!" Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, rádio e jornais... Jamais farei um blog, esse nome que parece um coaxar de sapo boi. Quero o passado. Quero o lápis na orelha do quitandeiro, quero o gato do armazém dormindo sobre o saco de batatas, quero o telefone preto, de disco, que não dá linha, em vez dos gemidinhos dos celulares incessantes.
Ficamos felizes, já basta aguentar na TV, no Rádio, nos jornais.... Impressionante a ignorância, e o desserviço!
Comunicar o quê? Ninguém tem nada a dizer. Olho as opiniões, as discussões "on line" e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasão dos lugares-comuns, dos uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente.
Deve andar lendo demais o Mídia Sem Máscara, a Veja... Aí sim, veículos inúteis e vazios.
O que espanta é a velocidade da luz para a lentidão dos pensamentos, uma movimentação "em rede" para raciocínios lineares. A boa e velha burrice continua intocada, agora disfarçada pelo charme da rapidez. Antigamente, os burros eram humildes; se esgueiravam pelos cantos, ouvindo, amargurados, os inteligentes deitando falação. Agora não; é a revolução dos idiotas "on line".
E o idiota-mor se expressando "on line".
Quero sossego, mas querem me expandir, esticar meus braços em tentáculos digitais, meus olhos no "Google" ("goggles" - olhos arregalados) em órbitas giratórias, querem que eu seja ubíquo, quando desejo caminhar na condição de pobre bicho bípede; não quero tudo saber, ao contrário, quero esquecer; sinto que estão criando desejos que não tenho, fomes que perdi. Estamos virando aparelhos; os homens andam como robôs, falam como microfones, ouvem como celulares, não sabemos se estamos com tesão ou se criam o tesão em nós.
Querem? Por favor, não ouça!
O Brasil está tonto, perdido entre tecnologias novas cercadas de miséria e estupidez por todos os lados. A tecnociência nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas vivas, chips, pílulas para tudo, enquanto a barbárie mais vagabunda corre solta no país, balas perdidas, jaquetas e tênis roubados, com a falsa esquerda sendo pautada pela mais sinistra direita que já tivemos, com o Jucá e o Calheiros botando o Chávez no Mercosul para "talibanizar" de vez a América Latina. Temos de ‘funcionar’ - não de viver. Somos carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa. Assistimos a chacinas diárias do tráfico entre chips e "websites".
Inclusão digital, ensino à distância (críticas à parte), disseminação de conhecimento em tempo real... Não, não adianta tentar explicar....

Comentário político mais infeliz ainda... Devo me segurar...

Melhor seria, por fim, apenas assistir à globo os assassinatos diários, na internet é colaborativo demais, opinativo demais... Povo não tem que ter opinião, crítica, deve ouvir calado e indignado. Ou melhor, com a indignação que o plim-plim permitir.
O leitor perguntará: "Por que esse ódio todo, bom Jabor?" Claro que acho a revolução digital a coisa mais importante dos séculos. Mas estou com raiva por causa dos textos apócrifos que continuam enfiando na internet com meu nome.
E o rei na barriga se mostra! Depois de falar em ego inflado, em celebridade eis que surge o real motivo! O príncipe dos idiotas em papel-jornal não tolera que usem seu bom nome (sic), sua fama (sic), sua imagem ilibada (sic) em textos apócrifos.

A internet, o Twitter, os blogs, enfim, toda a rede não presta porque... usam o nome de sua santidade!

Temo que o ego seja grande demais para este blog, espero que não transborde!

Já reclamei aqui desses textos, mas tenho de me repetir. Todo dia surge uma nova besteira, com dezenas de emails me elogiando pelo que eu "não" fiz. Vou indo pela rua e três senhoras me abordam: "Teu artigo na internet é genial! Principalmente quando você escreve: ‘As mulheres são tão cheirosinhas; elas fazem biquinho e deitam no teu ombro...’ "Não fui eu...", respondo. Elas não ouvem e continuam: "Modéstia sua! Finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres! Mandei isso para mil amigas! Adoraram aquela parte: ‘Tenho horror à mulher perfeitinha. Acho ótimo celulite...’" Repito que não é meu, mas elas (em geral barangas) replicam: "Ah... É teu melhor texto..." - e vão embora, rebolando, felizes.
Realmente, os textos não escritos pela figura devem ser os melhores... Não vem carregados do preconceito típico da elite falida, da pseudo-intelectualidade do baixo-Leblon.
Sei que a internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um "antispam" para bobagens.
"Liberdade" controlada. É o PIG em sua melhor forma! Censuremos a internet, limitemos a liberdade, temos que levar ordem!

Caro Jabor, se inventassem um "antispam" para bobagens você estaria desempregado e passando fome. Vai por mim, repense a idéia.

Vejam mais o que "eu" escrevi: "As mulheres de hoje lutam para ser magrinhas. Elas têm horror de qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!..." Luto dia e noite contra cacófatos e jamais escreveria "cós acaba!" Mas, para todos os efeitos, fui eu. Na internet, eu sou amado como uma besta quadrada, um forte asno... (dirão meus inimigos: "Finalmente, ele se encontrou...")
Não só os inimigos, os amigos também, que finalmente ficarão aliviados de vê-lo não mais fazer papel de idiota em múltiplas mídias.
Vejam as banalidades que me atribuem:


"Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!"


Ou: "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!"


Ainda sobre a mulher: "São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades".
Há um texto bem gay sobre os gaúchos, há mais de um ano. Fui "eu", a mula virtual, quem escreveu tudo isso. E não adianta desmentir.


Esta semana, descobri mais. Há um texto rolando (e sendo elogiado) sobre "ninguém ama uma pessoa pelas qualidades que ela tem" ou outro em que louvo a estupidez, chamado "Seja Idiota!"...
Este último quase uma autobiografia!

Mas o pior são artigos escritos por inimigos covardes para me sujar.
Como se o nobre colega precisasse de ajuda, não é mesmo? Quanta modéstia!
Há um texto de extrema direita, boçal, xingando os brasileiros, onde há coisas como: "Brasileiro é babaca. Elege para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari. Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de R$ 90 mensais para não fazer nada não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. Noventa por cento de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora... O brasileiro merece! É igual a mulher de malandro - gosta de apanhar..."
Um texto que, admito, não suspeitaria que não fosse da autoria do amigo Jabor! Mas, realmente, o PIG costuma ser mais sutil ao chamar o brasileiro de boçal. Na verdade, o PIG - e Jabor é um de seus arautos - prefere tornar boçal o brasileiro, mais do que afirmar que fez um bom trabalho.

E o pior é que muita gente me cumprimenta pela "coragem" de ter escrito essa sordidez.
Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi.


Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista.


É bonito isso?

Na realidade é "apenas" idiota e fascista. Demais qualidades deixo para outra hora e não discutamos intimidades.
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Documento para Debate - Política e estratégia



Trata-se da proposta de debate do Batasuna que as bases da esquerda abertzale estão a debater e que o Estado espanhol procurou silenciar. O documento designa-se «Eztabaidarako txostena. Fase politikoaren eta estrategiaren argipena» (em euskara) ou «Documento para debate. Clarificando la fase política y la estrategia» (em castelhano) e está agora disponível on-line em euskara e em versão bilingue.

Acessível aqui: Documento da esquerda abertzale (eus-cas).pdf

Fonte: ASEH

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Trata-sede um documento-marco na história da Izquierda Abertzale, um documento que planeja novos rumos e uma completa leitura da realidade basca.

Apesar da perseguição sofrida pela liderança Abertzale, pelas recentes e arbitrárias prisões - e consequente manifestação multitudinária como ha muito não se via - os nacionalistas seguem de mão estendida, buscando uma solução pacífica e negociada para o conflito, o que é constantemente rechaçado pela liderança fascista espanhola.

O momento é de mudanças, de novas idéias, de uma renovação completa no panorama Basco. Nunca Euskal Herria havia sido governada por fascistas espanhóis, nunca houve tanta repressão depois da queda de Franco e nunca os nacionalistas foram tão perseguidos e sofreram tantas ilegalizações e pressões institucionais.

É um momento de repensar atitudes, de repensar a ação política e buscar a construção de uma nova alternativa e é para suprir esta necessidade que a Esquerda Abertzale lançou seu mais novo comunicado, um amplo debate, aberto e fraterno, com todos e todas para a construção de um Estado Basco.
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Caminemos de la mano hasta un escenario democrático en Euskal Herria 
por Oier Azkarraga Grajales, militante independentista y miembro de www.zuialde.tk
Via Jabiero 


Me da la impresión de que últimamente hay mucha gente ejercitando la lectura, personas que hacia años no estudiaban, estudian hoy cada palabra, cada coma de un documento muy pero que muy interesante. Veo a la gente leyendo, entretenida, saludas y te miran con cara de odio, les has entretenido la lectura. Veo a la gente mendigando por un documento preguntando quien es el que se lo tenía que pasar… desde ayer, oigo las impresoras trabajando a pleno rendimiento, el documento ya es público, y nadie, absolutamente nadie se lo quiere perder.

Voy a ser un poco cabrón, que es lo que me va, y voy a intentar parecerme a aquellos que en la cola de la película te destripan el final, para todos aquellos que no se lo han leído, para los que están a medias y para los que hace tiempo que terminaron su lectura, voy a contarles el final del documento, este documento termina como llevamos 50 años soñando, incluso más, desde 1512, este documento termina con la resolución del conflicto, con la paz y con la democracia, con la independencia y el socialismo. ¡Ya está! ¡Ya lo he dicho! Se que realmente al único que le va a joder que le cuente el final va a ser a RuGALcaba y a todos sus perros rabiosos, a los que a como él, periodistas, columnistas, políticos, asesinos a sueldo… el final del conflicto les jode en lo mas hondo.

He visto una chispa de luz en unos ojos negros, y no solo al mirarme al espejo, he visto la ilusión en gente que hacia años no sentía tal cosa por el proceso de liberación nacional, me he reído a carcajadas al leer las mentiras que contaban los medios, y es que su nerviosismo es mi alegría. Me he apenado con las detenciones de compañeros en Donosti, al igual que me apeno cada vez que secuestran a un ciudadano vasco, pero he comprendido que tienen miedo, he sentido su miedo, el de todos aquellos que luchan desesperadamente contra Euskal Herria y el de todos sus colaboradores.

Debemos tomar este documento como arma para la paz, un arma más poderosa que todas las que ellos puedan utilizar, porque cada vez que ilusionamos a este pueblo, esa ilusión, esa emoción, se convierte en el arma más hermosa, en el camino hacia la paz. No engañemos a nadie, este no es ni siquiera un primer paso, no hemos llegado a avanzar hacia la solución, esta es la primera piedra de un camino largo y tormentoso, nos tocara sufrir en el camino, nos lo harán pasar mal, muy mal, pero cada golpe recibido, será un nuevo aliento para seguir avanzando, una nueva luz en el camino. “Caminante no hay camino se hace camino al andar” y esta vez al volver la vista se vera la ruta que nos habrá traído hasta la paz.

Construyamos el camino, creemos los puentes, demonos de la mano y avancemos hacia la solución, “herri batua inoiz ez zanpatua” lleguemos hasta nuestra próxima estación, lleguemos hasta Maltzaga, por que me da la impresión de que estamos creando las condiciones para un nuevo Orreaga, esta será desde entonces la primera guerra que ganemos los vascos, pero solo si como entonces estamos juntos y convencidos de que la meta merece la pena.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Bil'in Weekly Protest - This is Zionism


Two injured and dozens suffered from tear gas inhalation at the weekly demonstration in Bil’in


We are all Adeeb Abu Rahmah:


Bil'in Demonstrates in solidarity with jailed activist

Adeeb Abu Rahmah was arrested on 10 July this year, and is still held in custody for taking part in organizing the village's demonstrations. Demonstrators wore masks of his face and called for his release.


Two injured and several demonstrators suffered from tear gas inhalation from canisters thrown at them by the Israeli occupation soldiers in their attempt to suppress the weekly protest of Bil’in citizens and solidarity groups.


The demonstration was called by the Popular Committee Against the Wall and started directly after the Friday prayers. Bil’in citizens were joined by a group of international and Israeli peace activists and together they raised Palestinian flags and banners condemning the occupation, racist policy of building the Wall and settlements, land confiscation, road closures and detention and killing of innocent people.


Adeeb Abu Rahmah, a leading activist and organizer from the West Bank village of Bil’in has been held in detention since his arrest during a demonstration on 10 July 2009).


Bil’in’s weekly demonstration against the Wall and settlements was devoted to calling for the release of Abu Rahmah, as well as to protesting the ongoing attempts to eliminate the village’s resistance. Protesters marched on Friday wearing masks of Adeeb, declaring “We are all Adeeb Abu Rahmah”.

Abu Rahmah, who has been detained for over three months, is not suspected of committing any violence, but was indicted with a blanket charge of "incitement to violence", which was very liberally interpreted in this case to include the organizing of grassroots demonstrations. A judge had initially ruled that Abu Rahmah is released with restrictive conditions, but an appeal filed by the military prosecution had the decision overturned, and he was remanded until the end of legal proceedings. Since the arrest, the defense has appealed this decision four times. Trials often last up to a year and Abu Rahmah is the sole provider for a family of eleven.

Abu Rahmah's arrest came amidst an Israeli arrest and intimidation campaign that began concurrently with preliminary hearings in a Bil’in lawsuit against two Canadian companies responsible for the construction in the settlement of Modiin Illit. In almost five years of protest, 75 Bil'in residents were arrested in connection to demonstrations against the Wall. Of them, 27 have been arrested in the recent, ongoing arrest campaign. Israeli forces have been regularly invading homes and forcefully searching for demonstration participants, targeting the leaders of the Popular Committee Against the Wall and Settlements, as well as teenage boys accused of stone throwing. Sixteen currently remain in detention, nine of which are minors.





On 23 June 2009, the Canadian court heard the preliminary arguments for a suit brought by Bil’in against two companies registered in Canada (Green Park International & Green Mount International). The village is seeking justice against the construction of settlements on its lands under the 2000 Canadian Crimes Against Humanity and War Crimes Statute, which incorporates international humanitarian law into Canadian federal law. Some of the people arrested in the latest wave of arrests have reported being questioned in regards to this suit during their interrogation.

For more details: Abdallah Abu Rahmah (Arabic): +972599107069
Sasha Solanas (English and Russian): +972549032981
Jonathan Pollak (Hebrew and English): +972546327736
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