sábado, 28 de novembro de 2009

Não irão nos calar jamais! [2]



Os 34 jovens bascos continuam presos ou nos calabouços para "interrogatório". Todos foram transladados à Madrid e todos, sem exceção, passaram horas em regime de incomunicação - regime este repudiado pela ONU e pela AI em diversas oportunidades - e não se sabe quantos foram ou serão torturados.
Para el movimiento pro-amnistía, todo ello incrementa la situación de «indefensión», que ha sido especialmente evidente en este caso. Grande-Marlaska rechazó desde el inicio todas las medidas solicitadas, incluidas las meramente informativas, como saber dónde estaban los jóvenes. No ha habido noticia alguna desde que el martes se indicara que estaban de camino a Madrid. En esta ocasión ni siquiera se han producido las habituales filtraciones de datos de la investigación. La única imputación formulada por el Ministerio del Interior era de relación con Segi. Ayer tampoco trascendieron nuevas acusaciones, pese a lo cual la Fiscalía reclamó prisión para los trece.
As famílias dos presos não recebem qualquer informação sobre eles, alguns já viajam a Madrid sem, porém, saber se poderão falar com seus filhos ou sequer onde estão.

Os partidos de direita não deixam barato, se regorgizam por permitir a prisão arbitrária e a tortura de jovens bascos sem que nada seja investigado.
Mientras 34 jóvenes seguían incomunicados, el Pleno del Parlamento de Nafarroa debatió ayer una moción sobre la tortura, derivada de la comparecencia en la Cámara de una representación de SOS-Racismo en el pasado mes de junio, pero que tenía como referencia más cercana la reciente sesión de trabajo en la que Amnistía Internacional denunció la «impunidad» existente en esta materia. En la votación sobre la propuesta llevada al Pleno por Nafarroa Bai, UPN, PSN y CDN unieron sus votos para rechazar que el Gobierno de Nafarroa «proceda a la investigación de los hechos y situaciones denunciadas por las distintas Organizaciones No Gubernamentales».
 Algumas declarações que demonstram a realidade de Euskal Herria:

«Que futuro tem um povo cujos jovens são detidos e encarcerados pela exclusiva razão de trabalharem pelos seus direitos e pelos projectos com que sonham? Que futuro têm as novas gerações de Euskal Herria? Que futuro tem Euskal Herria com uma juventude que vê recusada os direitos mais básicos?», perguntaram os familiares e amigos dos 34 jovens independentistas ontem detidos em Hego Euskal Herria [País Basco Sul] e que hoje permanecem sob regime de incomunicação em Madrid.

Mostraram-se preocupados pela situação de incomunicação em que se encontram. «Não sabemos como ou onde se encontram; sabemos, isso sim, que o regime de incomunicação e a tortura costumam ser sinónimos». Alicerçam as suas palavras nas comunicações e nos textos dos relatores dos direitos humanos da ONU, da Amnistia Internacional e da Comissão para a Prevenção da Tortura, organismos que pediram «por diversas vezes» ao Governo espanhol que «ponha fim ao regime de incomunicação e abandone a prática da tortura».

Em vista dos fatos, sábado, 17h (horário local) será realizada uma marcha de protesto contra as prisões arbitrárias e decorrentes maus tratos aos jovens bascos em Aita Donostia.



Esta situação absurda não pode perdurar. Um governo de minoria, fascista e repressor em Euskal Herria e um governo ainda mais fascista dando as cartas desde Madrid e ajuventude Basca na cadeia, sofrendo torturas e humilhações.
 ------------------------------
Culpados de Tentar Mudar o Mundo

«Que futuro tem um povo com uma juventude que vê recusada os direitos mais básicos?». Essa é a pergunta que colocam a si mesmos os pais e muitíssimos cidadãos depois de ver como mais uma geração é condenada à prisão e ao exílio.

Trinta e quatro jovens estão a viver neste mesmo instante um tormento, que já tiveram de padecer demasiados jovens. E durante cinco dias os agentes da Polícia espanhola e da Guarda Civil vão tentar arrancar-lhes confissões de culpa que servirão como prova para que um juiz decida quanto devem pagar pelo seu compromisso.

Porque, não nos deixemos enganar, todos os detidos são culpados. Culpados de perder aulas, e mesmo de anular uma ou outra matrícula, por dedicar o seu tempo a tentar travar um processo que irá mercantilizar a educação e fechar as suas portas aos que menos têm. Culpados de passar o tempo a arrumar espaços devastados para abrir as suas portas e os encher de cor, em vez de passar a vida no chat e a jogar videojogos numa loja. Culpados de dedicar a sua juventude em reuniões intermináveis para se formar, debater e sonhar com uma sociedade mais justa. Culpados de viajar até Roma para, longe de desfrutar uns dias de ócio, se acorrentarem à embaixada espanhola para reivindicar a independência de Euskal Herria e denunciar o desaparecimento do militante Jon Anza. Culpados ao fim e ao cabo de tentar mudar um mundo injusto.

Estas razias contra a juventude não são novas e aí reside precisamente a sua ineficácia e o valor do compromisso destes jovens independentistas. Este ano cumprem-se 30 anos desde que a Jarrai começou a andar e desde então os seus militantes tiveram de enfrentar a repressão e a prisão. Mais, a maioria destes jovens são o testemunho de uma geração anterior que teve de pagar o compromisso com a mesma moeda. Apesar de conviverem com a sombra da repressão, optaram por seguir o que a sua consciência lhes ditava, para que o testemunho da independência tivesse continuidade. Podem cortar as flores, mas jamais conseguirão deter a Primavera.

Oihana LLORENTE
jornalista
Fonte: ASEH
------

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Eleições DCE-USP, falência da Esquerda e o Fascismo



O vídeo acima é da chapa "Reconquista USP" que concorre ao DCE da instituição e, ao que tudo indica, tem fortes chances de vencer.

Ouçam a música, vejam os chamados e tentem não enjoar.

Vejam os absurdos da chapa no Twitter e em seu site.

Dentre as propostas, coisas tão sérias e importantes para a comunidade Uspiana quanto a instalação de telões para que sejam assistidos os jogos do Brasil na copa de 2010 ou a odiosa defesa da presença ostensiva da PM no Campus universitário.

O ponto central da defesa da chapa passa pelas greves e manifestações na USP: São contra. Defendem a inação, a inércia ou a mera compactuação com a direção. Grevista é marginal e ponto final.

Não surpreende que os membros da chapa se declarem apartidários, mesmo tendo o apóio dos Tucanos da USP explícito e declarado.

Vejam que todo grupelho proto-fascista se vale dos mesmos argumentos de apartidarismo mas, no fim, costumam se alinhar ideologicamente com DemoTucanos e afins - quando não algo pior.

É batata, se alguém declarar que sua chapa é totalmente apartidária, observe bem as propostas e propagandas e logo qualquer um chegará à conclusão de que tal grupo é fascista e, obviamente, tem medo de se declarar abertamente.

Mas, e quanto às causas que levam tal grupo às portas da vitória?

Em um primeiro momento ficamos apavorados com a possibilidade de um grupo de forte viés fascista ter a real possibilidade de vencer em eleições que costumam ser levadas pela Esquerda - seja pelo forte apóio ou simplesmente pela falta de interesse da maior parte dos estudantes em votar -, mas em uma análise mais profunda vemos que, na verdade, o que existe na USP - e pelas universidades afora - é o sectarismo franco e aberto das alas à esquerda e um desânimo gritante da maior parte dos estudantes em sempre se verem num joguinho de chapas e partidos que nunca os levam à nada.

A chapa em questão, a "Reconquista", não vencerá porque os alunos acreditam em seu programa de extrema-direita ou em seus slogans. A possível vitória se deve, por outro lado, à falta de idéias novas do lado da esquerda.

Mas eu iria além, se deve não só pela falta de idéias, mas pela constante repetição de slogans pseudo-revolucionários por grupos que não conseguem agregar nem 500 pessoas e acreditam piamente que irão conseguir fazer a revolução e tomar o poder no Brasil.

Falta pé no chão e propostas que realmente digam algo para a USP. A falência das correntes de Esquerda e o consequênte desânimo dos estudantes são a força que precisa uma chapa fascista, mas que traz algo novo, por pior que este "novo" possa ser.

Não basta querer barrar esta chapa nociva para a USP, para o ambiente acadêmico e para o país, é preciso barrá-la com argumentos, unidade e propostas sérias e não a velha ladainha pseudo-revolucionária de que vamos resolver todos os problemas do mundo se votarmos na chapa do PCdoB ou na do PT.

Enquanto a Esquerda se degladia e mingua, a direita se fortalece e ameaça.

---------------------------
Para mais informações sobre o assunto, vale a visita ao Blog do João Villaverde que trata da divisão das esquerdas na USP.
------

Não irão nos calar jamais!



Criminosos encapuzados - o que na Espanha respondem pelo nome de "policiais" - prenderam durante a madrugada aproximadamente 34 jovens independentistas em pelo menos 92 locais diferentes em uma noite de prisões, repressão e absurdo.
 "34 jovens independentistas foram detidos numa macro-operação levada a cabo esta madrugada por 650 agentes da Polícia espanhola e da Guarda Civil em Gipuzkoa, Nafarroa, Araba e Bizkaia contra a organização Segi, por ordem do juiz Fernando Grande Marlaska. As forças policiais inspeccionaram 92 habitações, gaztetxes, herriko tabernas e associações de moradores, de acordo com o Ministério do Interior."

Este é mais um passo no processo iniciado pelo PSE-EE, braço Basco do partido SocioFascista PSOE composto por SocioFascistas e por ex-militantes da ETA que resolveram mudar de lado e  trair sua pátria.

Ares, Rubalcaba, López e outros criminosos do PSE, PP e UPN se regorgizam neste momento, provavelmente tramando como irão financiar próximos ataques contra os Abertzales, seja pela via "legal" - de manipulação judiciária e utilização da "lei" espanhola contra o povo Basco - seja pelo apóio À grupos Fascistas como a recém-nascida Falange y Tradición, aos mesmos moldes dos GAL, BVE e outros grupos assassinos financiados pelos ditos Socialistas.

O termo "vingança repressiva" proposto pelo Eusko Blog não está longe da realidade. O amplo respaldo encontrado junto à população do último documento do Batasuna em prol de uma negociação é claro e as lideranças fascistas não podem tolerar, respondem com mais repressão tentando calar agora a juventude nacionalista!

Leo en Gara que el documento de debate en la izquierda abertzale se ha descargado unas 250.000 veces, contando los datos registrados en la página web de ese periódico y los de ezkerabertzalea.info, datos estos últimos limitados al primer fin de semana de su publicación.
250.000 descargas de un documento que, por otra parte, incumple casi todos los principios de un “texto de difusión masiva”. Es largo, emplea conceptos políticos supuestamente no usados en la vida cotidiana, es complejo, abarca aspectos muy diversos; es lo que, en otras circunstancias, mucha gente habría definido como un ladrillo. Sin embargo, el éxito de este texto, del que las 250.000 descargas son un síntoma pero no el único, está, obviamente en sus contenido, pero también en la capacidad para despertar curiosidad, interés e ilusión.
Estamos diante de uma das mais perigosas escaladas de violência contra a cidadania Basca e urge uma manifestação de repúdio mundial à situação absurda em que se encontra Euskal Herria.
Fue una auténtica «noche de cuchillos largos» por su dimensión, aunque esta vez quienes irrumpieron armados a la vez en decenas de domicilios no buscaban liquidar a la oposición interna -como hizo Hitler en 1934-, sino atacar la iniciativa política de su enemigo: la izquierda abertzale. Nada menos que 34 jóvenes independentistas han pasado la noche en calabozos de la Policía española y la Guardia Civil tras la mayor redada producida en muchos años en Euskal Herria. Para encontrar tantos arrestos simultáneos y en régimen de incomunicación hay que remontarse probablemente a las razzias contra los refugiados vascos de mitades de los años 80.

O Gara, como sempre, acerta em cheio ao chamar o episódio de "revival" da Noite das Facas Longas. A atitude do "governo" Basco contra a cidadania Basca é simplesmente e francamente nazista.


A desculpa de Grande-Marlaska e da corja policial espanhola é sempre a mesma, a de que "Tudo é ETA".


Neste caso tratava-se de desarticular supostos membros do grupo Segi, legítimo representante da juventude nacionalista e, como demais partidos e grupos, perseguido e ilegalizado.
A operação dirige-se «contra o processo de reforço da estrutura organizativa da Segi, que pretendia incrementar o número de militantes», bem como «potenciar os processos de formação, para poder concretizar as linhas de actuação estabelecidas pela ETA».

Excelente post de um Basco revoltado com a situação:
Me llega por medio de una fuente la criba que hizo ayer el gobierno fascista invasor, deteneniendo a más de 30 hermanos por diversos pueblos y ciudades de Euskal Herria. El delito cometido es el de todos, ser vascos y amar a su país.
De nuevo siento la indignación que me causa estas injusticias, estos ataques contra nuestro pueblo por parte de un gobierno sin entrañas, un gobierno terrorista, invasor, criminal y asesino.
Diversas organizações demonstraram seu repúdio pelas prisões arbitrárias dos jovens bascos, dentre elas a FPG Galega, Regüelta de Cantábria, Coordinadora d’Assembleesde Joves de l’Esquerra Independentista (CAJEI) de Catalunya, Corriente Roja da Espanha, Nación Andaluza, da Andaluzia, BRIGA de Galiza, Jaleo de Andaluziae Ogra Shinn Fein da Irlanda.

Abaixo, declaração da Esquerda Abertzale frente à repressão:
DECLARACIÓN DE LA IZQUIERDA ABERTZALE ANTE LA DETENCIÓN DE 34 JOVENES INDEPENDENTISTAS VASCOS

En primer lugar, la izquierda abertzale quiere mostrar su solidaridad a los jóvenes detenidos así como a sus familiares y amigos. Una vez más, la juventud a sido el objetivo de la represión española. Una vez más, bajo la acusación de trabajar organizados por Euskal Herria, policías extranjeros se han llevado detenidos a jóvenes vascos. Queremos mostrar nuestra preocupación por el trato que los y las detenidas puedan recibir de manos de las fuerzas policiales. Asimismo, exigimos su inmediata liberación.

Actualmente la izquierda abertzale esta inmersa en un profundo debate.

Estamos trabajando para diseñar una estrategia eficaz que nos permita construir un escenario democrático y llevar a Euskal Herria al cambio político, y esta claro que el Estado español le tiene miedo a esto. Era evidente que el Estado iba a desarrollar operaciones policiales de este tipo para condicionar este debate y la iniciativa política de la izquierda abertzale, y es que la represión es la única herramienta con la que cuenta el Estado español.

El Estado le tiene un miedo atroz al debate, ya que no tiene argumentos políticos que justifiquen ni la negación de Euskal Herria ni la negación del derecho a decidir de la ciudadanía vasca. El PSOE quiere cerrar todas las vías a la solución mediante la fuerza. El PSOE quiere seguir imponiendo por la fuerza de las armas el proyecto de España.

La semana pasada se cumplieron 25 y 20 años de los asesinatos por orden del PSOE de Santi Brouard y Josu Muguruza. Anoche, han detenido a decenas de jóvenes vascos. Que no se crean que son demostraciones de fuerza, solo un Estado débil y temeroso del debate político necesita llevar a cabo este tipo de acciones para hacer frente a su enemigo político.

Pese a los ataques, la izquierda abertzale ratifica su compromiso con los contenidos del documento presentado en Altsasu. Ningún ataque represivo nos sacará de este camino. Aunque ladren, no nos desviaran de nuestra decisión de iniciar y desarrollar un Proceso Democrático. La izquierda abertzale esta preparada para la confrontación política con el Estado, y tiene la mano tendida a los agentes políticos, sociales y sindicales para ello.

Por ultimo, queremos realizar un llamamiento a participar en todas las movilizaciones que se lleven a cabo en denuncia de esta operación político-policial y en solidaridad con las personas detenidas.


Ezker Abertzalea,
2009ko azaroak 24
------

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Lula defende programa nuclear iraniano. Porque não?


A Falha em sua capa do dia 24/11 anuncia, com ares de estarrecida e contrariada, que Lula defende o direito do Irã de er um programa pacífico de energia nuclear.

As palavras de Lula, segundo o folhetim foram "O que temos defendido há muito tempo é que o Irã possa produzir urânio para desenvolvimento de energia". Perfeito! Irretocável!

O mesmo direito que o Brasil tem - enquanto signatário do TPI - de enriquecer urânio e ter suas usinas nucleares, como Angra I e II, o Irã também tem de ter sua usina em Isfahan!

Ambas as nações são signatárias do TPI e declaram ser para fins pacíficos seus programas nucleares, diferente por exemplo de Israel que sequer é signatária do pacto e os EUA estão perfeitamente satisfeitos em financiar seu programa nuclear ilegal, ou o Paquistão e a Índia que fazem o que bem entendem sob as vistas yankees.

Mas qual o problema do Irã?

Simples, ameaçam atacar Israel caso sejam atacados - legítima defesa, diga-se de passagem -, apoiam a luta Palestina - novamente uma causa justa e digna - através do Hamas e Hizbollah e se recusam a se submeter, lei-se abrir as pernas, ao poder Estadunidense.

São inimigos pois não aceitam serem dominados. O problema não é por serem uma ditadura, por serem islâmicos, afinal a Arábia Saudita se inclui perfeitamente nessa categoria, aliás, são o berço dos grupos terroristas que mais ferozmente combatem os EUA (ou ao menos é isto que nos diz a propaganda do norte).

O Irã combate Israel, frustra os planos dos EUA de dominar toda a região, não se sujeitam. Então não podem ser tratados da mesma forma que qualquer outro país que queira ter energia nuclear. E, claro, a mídia não poderia deixar de aderir à causa como uma forma de atacar o governo, ao mesmo tempo em que estampa a bandeira do Estado de Israel em sua capa. Dá a deixa, reafirma seu lado.
"A política externa brasileira é balizada pelo compromisso com a democracia e o respeito à diversidade. Defendemos os direitos humanos e a liberdade de escolha de nossos cidadãos e cidadãs com a mesma veemência com que repudiamos todo ato de intolerância ou de recurso ao terrorismo", disse Lula.
A atitude de Lula está correta. Em muitos pontos discordo do presidente nas políticas públicas, em como este resolve certos problemas e como ele encara a corrupção de seu próprio partido mas, em questões internacionais, salvo pequenos deslizes, não posso deixar de aplaudir suas posições e feitos.

Ahmadinejad, por seu lado, deu seu recado, correto e direto:

 "A estrutura principal do CS é contra a paz porque é baseada na discriminação. Por que alguns países têm direitos de veto? Basta olhar para os conflitos no mundo nesses 60 anos e teremos a intervenção destes países, que nunca foram julgados. Foram mortas milhares de pessoas, e os autores destes males no mundo têm direito a imunidade"
Enfim, o jogo de imagens da Falha em sua capa não passam despercebidos, nem seu apóio ao Estado Genocida. Fiquemos alerta e sempre denunciemos.
------

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ato contra o aumento da tarifa de ônibus!

POR UM TRANSPORTE PÚBLICO DE VERDADE:

NÃO ACEITE O AUMENTO DA TARIFA E VENHA PARA A RUA SE MANIFESTAR!

Recentemente o prefeito Gilberto Kassab começou a declarar na televisão, no rádio e para os diversos jornais que o aumento da tarifa dos ônibus é algo inevitável. Ao que tudo indica isto foi aceito pelos meios de comunicação que se preocupam agora apenas em especular qual será o novo valor, previsto para janeiro de 2010, algo entre R$ 2,50 e 2,80.

Mas e quem pega ônibus todo dia? Não tem nada a dizer sobre isto? Te perguntaram alguma coisa? Acha natural que o ônibus aumente? Também acha que é inevitável?

Todo ano lemos nos jornais que os empresários pressionam a prefeitura para aumentar as passagens, para que possam continuar a lucrar. Cada um desses aumentos faz com que milhares de pessoas não possam usar os ônibus por não ter dinheiro para pagar a tarifa. Se o transporte é um direito do cidadão, não pode ser pensado enquanto lucro das empresas, mas sim como uma necessidade básica da população. Se ir e vir é um direito, o ônibus não deveria sequer ter tarifa.

Eles tentam nos convencer que é impossível barrar o aumento justamente porque eles sabem que nós podemos evitá-lo. Aconteceu em Florianópolis e em Vitória em 2005, quando a população dessas cidades barrou aumentos de tarifa. Em 2006, em São Paulo, mais de 2 mil pessoas saíram às ruas contra o aumento. É isto que as autoridades querem evitar, mas não vão!

O governo e a prefeitura investem na construção de pontes, túneis e na ampliação da Marginal, o que só beneficia os carros particulares. E direciona os investimentos em transporte coletivo não para os interesses do conjunto da população, mas apenas para algumas áreas da cidade: das muitas obras que serão construídas na cidade, por conta da Copa de 2014, grande parte está direcionada para a região sudoeste, com duas linhas de metrô (Linha 4-Vila Sônia e Linha 17-Morumbi). As linhas prometidas para as outras regiões da cidade, como a Zona Leste, além de serem de uma qualidade inferior ao metrô (um sistema de monotrilho), têm prazos maiores de entrega e ainda estão em projeto. A verdade é que o poder público nos entende apenas como trabalhadores que têm que chegar aos seus locais de trabalho e não como pessoas com o direito de se movimentar pela cidade. Enquanto isso continuar, vamos seguir espremidos nos ônibus e metrôs, pagando cada vez mais caro por isso. Lutar contra o aumento é um primeiro passo para dizer que não aceitamos essa situação.

O conjunto da população pode e vai barrar este aumento!

Ato contra o aumento: quinta-feira 26/11


Concentração às 16h no Teatro Municipal


Saída em passeata às 17h30

Barrar o aumento será inevitável!

Rede Contra o Aumento da Tarifa - contraoaumento@yahoo.com.br

*Reunião reunião após o ato:

Sábado 28/11 às 15h30
Espaço Ay Carmela!
Rua das Carmelitas , 140 - metrô Sé *
------

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Nascemos para resistir, nascemos para ganhar



O Estado planteou uma estratégia refinada à partir da declaração de Lizarra-Garazi. O Estado tinha consciência de que todos os alarmes vermelhos haviam se acendido e de que havia um processo popular e democrático em Euskal Herria liderado, entre outros, pela Esquerda Abertzale que demandava um marco nacional e democrático para o país.  E foram fixados dois objetivos: neutralizara Esquerda Abertzale mediante a repressão e reconduzir o Partido Nacionalista Basco até posições de pacto com o Estado, a compactuação com o Estado, a posições de se converter em uma força regionalista do Estado espanhol.

E o Estado conseguiu, de certa forma, uma coisa que desde nosso ponto de vista também temos de dizer, sem nenhum tipo de nervosismo, e sem qualquer indício de derrota: Ainda que nós tenhamos sido capazes de desgastar seus marcos, eles foram capazes de bloquear a dinâmica que permite construir um novo marco. Mas hoje, no dia de hoje, temos de dizer - aqui alto e claro - que esta é apenas uma conquista parcial, porque desde nosso ponto de vista, resta claro que continuam a existir condições objetivas e subjetivas no país para a mudança política e para a mudança social. Aqui segue existindo a maioria que quer ver respeitada sua identidade nacional, aqui segue existindo uma maioria popular que quer que se respeite o direito de decidir, aqui segue existindo uma maioria popular que quer a mudança política em termos nacionais e em termos sociais.

Hoje a Esquerda Abertzale, apesar de reconhecer que temos dificuldades objetivas, apesar de reconhecer que conseguiram bloquear em parte o processo de libertação nacional, temos de dizer alto e claro: as condições para a mudança política e social estão dadas em Euskal Herria, e queremos dizer hoje aos inquisidores do século XXI, que a Esquerda Abertzale, apesar de tudo, não nasceu neste país para resistir nem somente para responder: NASCEMOS PARA GANHAR E VAMOS GANHAR...

Devemos somar forças à esquerda do PNV. Devemos configurar um bloco histórico liderado pela Esquerda Abertzale junto com outros para levar o processo de libertação nacional até seu final. E devemos fazê-lo com calma, devemos fazê-lo com tato, porque este não vai ser um processo que vá estar livre de contradições, vocês verão, o proble4ma das contradições é sabê-las gestionar.

Mas o processo, para seu desbloqueio, para que seja posto em marcha e para seu desenvolvimento, necessita de uma soma de forças.

E necessitamos somar forças para mudar a relação de forças com o Estado e necessitamos somar forças à esquerda do Partido Nacionalista Basco neste país. E é essa segunda tarefa a maior que tem a Esquerda Abertzale, e nós iremos começar a cumpri-la, por cima da repressão, por cima de todos os obstáculos que se ponham sobre a mesa, com paciência, sem pressa, mas dando passos efetivos para configurar um bloco histórico de trabalhadores e trabalhadoras, um bloco popular que reivindique com nitidez e claridade a independência nacional de Euskal Herria; este é nosso segundo grande desafio.

O terceiro desafio é que temos de reforçar nossa relação com a comunidade internacional. Temos dito sempre, e hoje volto a reiterar, que a resolução do conflito político se dá no contexto europeu e deve contar com o envolvimento da comunidade internacional. Esse é um trabalho que a Esquerda Abertzale tem desenvolvido durante anos., que não abandonamos e que vamos reforçar nos próximos meses para buscar a cumplicidade, o apoio e o alento da comunidade internacional para a busca de uma resolução democrática para o conflito.

E, por último, e digo por último nesta ordem, devemos jogar também a segunda parte da partida que alguns abandonaram em uma  cidade centro-européia no processo anterior de negociação. E deveremos fazê-lo porque não há mais solução que a negociação, e por isso também, quando o senhor Rubalcaba nos fala de: Ou os deixa ou os deixa. Nós queremos dizer: OU NEGOCIAM OU NEGOCIAM, OU NEGOCIAM OU NEGOCIAM.

Quero que vocês saibam que o povo trabalhador basco, que a classe trabalhadora e as camadas populares deste país, nós estamos organizados para construir um processo de libertação nacional e social neste país, não se esqueçam jamais do exemplo que vocês deram e do compromisso que vocês adquiriram e do compromisso que, ademais, vocês prucraram para buscar uma solução dialogada e política ao conflito que enfrenta Euskal Herria com o Estado espanhol.

Para nós, vocês são o melhor e sempre vão ser o melhor.

Como a 30 anos aquele homem nas Nações Unidas , a Esquerda Abertzale se apresenta frente aos Estados, frente ao seu povo e frente à comunidade internacional com um ramo de oliveira nas mãos. Que nada deixe cair este ramo de oliveira!

GORA EUSKAL HERRIA ASKATUTA!

Arnaldo Otegi.
------

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Wikipedia, Censura e irrelevância


Vemos, infelizmente, que a vontade de censurar e de controlar a internet, a colaboração e as ferramentas virtuais não passa apenas pela cabeça corrupta e transloucada de Azeredos da vida. Não são apenas parlamentares ensandecidos e apavorados com a facilidade com que seus podres se propagam pela rede, nem apenas o PIG que vem perdendo relevância dia-a-dia que que atentam contra a nossa liberdade na rede.

O caso do bloqueio do artigo sobre o Daniel Pádua (@dpadua) na Wikipedia por dois fascistas com sonhos de poder é emblemático.
Leslie Msg 03h28min de 23 de novembro de 2009 (UTC) - Defina "importância no ciber-ativismo brasileiro" (no artigo), e possivelmente mudarei meu voto. No momento, parece BSRE, e não, ser contratado/pedido para fazer um blog para o governo não torna alguém enciclopédico (senão, pela mesma lógica, assistentes SR também devem possuir artigos, tais como secretários, etc).

Fabiano Rosa Tatsch (@fabianort), "Sturm", RafaAzevedo, "Algébrico", ThiagoRuiz e Leslie resolveram se arvorar no direito de proibir que a opinião de diversos usuários da Wikipedia como @Myris, @Aritana, @fabianamotroni e vários outros e bloquaram seus votos pela manutenção do artigo, ainda em fase de elaboração. Mais que uma simples homenagem ao grande ciberativista que foi o @dpadua, é o reconhecimento de sua importância e relevância.

Do Nas Retinas:

A Wikipedia, site colaborativo, que tanto respeitamos, permite que um sujeito chamado Christian Hartmann delete o perfil do Daniel de Pádua sem critério algum, somente indicando “Vaidade” e biografia sem relevo enciclopédico como justificativa. Veja aqui os registros da atividade do dia.
O que mais salta aos olhos neste absurdo é a constatação da existência de artigos na wikipedia sobre assuntos tão relevantes quando "A Fazenda", uma tal ex-namorada de alguém chamado "Theo Becker", artigo sobre as "Chuiquititas", "Lucianta Gimenez" e outras banalidades - absurdos - semelhantes. Isto, para os vigilantes de plantão é totalmente aceitável. Mas um artigo sobre alguém que contribuíu de forma ímpar para a cultura digital brasileira? Nem pensar.

Acusam o @dpadua de irrelevante, chegam a dizer que não conhecem, logo, não tem relevância. Cúmulo do absurdo e da ignorância.


Enquanto os votos de todos os contrários à manutenção do artigo sobre o @dpadua são mantidos, as regras esdrúxulas e sem sentido da Wikipedia eliminam praticamente todos os votos favoráveis. E não estamos falando de Zés Ninguém e trolls, mas de gente ligada à cibercultura, blogueiros e, enfim, pessoas que realmente entendem a relevância e importância de Daniel Pádua para a cultura digital brasileira.

A discussão já partiu para as ofensas pessoais e, enquanto estiver online a página, teremos um verdadeiro circo onde os ratos começaram a tomar conta.
-------------
Update: Deletaram parte do tópico com as discussões acaloradas, os ratos começam a se esconder
-------------

A Wikipedia corre o risco de se tornar irrelevante. A interface pouco user-friendly, as milhares de barreiras para contribuição e, acima de tudo, o comportamento fascista de alguns usuários que se sentem deuses e com poderes ilimitados, fazem da Wikipedia uma ferramenta em vias de perder relevância caso nada seja feito.


Este recente episódio serve, enfim, para demonstrar que até mesmo os processos colaborativos estão constantemente sujeitos à censura por parte de algum membro que se ache maior que os demais, por regras draconianas e pelas próprias falhas de concepção de um projeto.

Daniel de Souza Telles dá o recado:
"Sim, Daniel Pádua não era uma pessoa conhecida por milhares. Nem por isso ele era uma pessoa mediócre ou talvez por isso ele não era. Se formos analisarmos o que ele fez, veremos o Xemelê, o BlogChalking, um fundador e membro importante da Rede MetaReciclagem, um importante blogueiro, jornalista e ciberativista em seu blog, Twitter e em diversos outros comentários e participações em blogs, listas de discussões fóruns pela Web. Sem contar de sua participação em eventos e movimentos, em defesa da inclusão digital, das liberdades civis, licenças livres, etc, que tanto têm a ver com os próprios projetos da Wikimedia. Infelizmente não cheguei a conhecer está grande figura, portanto isto é tudo que me vem a cabeça no momento.
Agora tenho um questionamento, se hypes como Mulher Melancia e MC Créu, que podem até ter sua importância em seus quinze minutos de fama, mas que fora disso são nada, merecem estar nesta grande enciclopédia. Então por que Daniel Pádua, uma pessoa que nos limites de sua curta vida e capacidade humano, contribuiu tanto para o desenvolvimento de nossa sociedade, causou tanto impacto com suas ideias, contribui na idealização de tantos projetos que hoje estão se tornando realidade, como o Marco Civil da Internet, e que chegou a receber as honras fúnebres até do Estadão, algo extremamente raro. Então por que ele simplesmente não pode ter a história de sua vida publicada nesta grande enciclopédia universal? É essa a meritocracia que buscamos?
Importante ressaltar que outros de importância parecida têm suas biografias consideradas "enciclopédias" e presentes na Wikipédia, como inúmeros jornalistas da Folha e do Globo e alguns desenvolvedores de software livre. Não vamos causar mais um damnatio memoriae na história. Daniel de Souza Telles (discussão) 23h49min de 22 de novembro de 2009 (UTC)"

Deste fato tiramos duas conclusões, uma de que a Wikipedia de fato se torna obsoleta nas mãos de proto-burocratas e neofascistas com péssimas intenções e outra de que ainda é preciso se trabalhar muito para criar mecanismos realmente colaborativos em rede que possam combater atitudes como as vistas.
------

domingo, 22 de novembro de 2009

Apontamentos sobre o Forum de Cultura Digital Brasileiro #CulturaDigitalBR

De início, posso afirmar que o saldo do fórum foi extremamente positivo. Não tenho por objetivo analisar mesa-a-mesa ou intervenção-a-intervenção senão tentar compreender o quadro geral de todo o processo de discussão e resoluções aprovadas e discutidas.

Mas cabem algumas críticas..

Em primeiro momento salta aos olhos que todos os presentes, basicamente, concordavam entre si.

Discordâncias pontuais são normais e previstas, mas no geral o Fórum agregou pessoas que pensavam de forma semelhante, sem oposições graves ou grandes discordâncias. E na minha visão isto é um problema. Não há grandes dificuldades em se aprovar uma resolução, um documento, em se propor marcos e regulações e manifestos sem que haja real oposição e embate de idéias.

Claro, o objetivo do Fórum era de fato agregar quem pensava de forma semelhante, contra a censura, o controle da internet e afins mas, ainda assim, faz falta a opinião contrária e o debate de pontos polêmicos com quem está do outro lado.

E, quando falo "outro lado" não preciso ir muito longe. Se do "nosso" lado encontramos o Ministério da Cultura, que se empenhou bravamente em tocar este projeto e em debater com a sociedade, do outro temos o Ministério das Comunicações, do Ministro Hélio "Telefônica" Costa e sua ANATEL, exemplo máximo da inutilidade das agências (des)regulatórias.

Enfim, o fórum foi o ambiente ideal para troca de experiências, para o bom e velho "networking", para o encontro do núcleo de cibermilitantes engajados em derrotar o projeto Azeredo, em derrotar Serra, o DemoTucanato e seus governo-farsas, em derrotar aqueles que querem censurar e controlar a internet e destruir o país e acabar com nossa liberdade.

Como fórum de debates, faltou talvez o debate. Ao menos nas grandes conferências o que vimos foram várias apresentações de diferentes grupos que atuam nas mais diferentes frentes de militância, mas foi do lado de fora do auditório, nas conversas entre a militância que encontramos realmente o real valor do fórum.

Algo ainda me pegou de surpresa, a fraca presença na maior parte do fórum. De fato uma parte significativa da militância esteve presente, além de indivíduos de estados mais afastados que contribuíram de forma exemplar aos debates off-forum, mas no geral eu esperava uma presença maior não só dos que costumam trabalahr na área mas de outros interessados no assunto e até mesmo desavisados.

Talvez a dificuldade de acesso ao local tenha sido um fator preponderante, nunca saberemos.

Mas, por fim, fiquei com um certo desconforto ao fim do Fórum. Recebemos livros, camisa, esperança, vimos excelentes palestras, trocamos muita experiência, contatos e etc mas... Não deixo de achar que o entusiasmo em certos assuntos era exagerado. As promessas grandes demais, talvez um ufanismo exagerado - típico do Brasil, aliás - em alguns pontos que podem prejudicar a luta pela liberdade na internet, pela ampliação da infra-estrutura e nos embates contra azeredos e corja semelhante.

Muito ficou centralizado nas mãos do governo, muitas promessas... Devemos ter esperança mas até quando, até onde?

Qual o real poder do governo em levar adiante todas as nossas propostas e reivindicações? Está o governo disposto a discutir seriamente a questão da pirataria, do copyright? Irão levar em conta nossas posições e não a pressão de outros países, de instituições e empresas? Até onde vai nosso poder, do MinC e até onde vai a vontade de todos os atores governamentais em fazer mais que falar?

Pressão constante, observação próxima e sempre alertas para pressionar e garantir que a infra-estrutura saia do papel, para que as verbas existam e sejam aplicadas e, enfim, vigilância constante contra quem nos vigia ou quer nos vigiar.

O positivo, dentro outros, foi a demonstração por parte de setores do governo em realmente fazer alguma coisa, em se engajar. E, ainda mais importante, foi a demonstração de que existe uma rede - e que está sendo ampliada - de indivíduos, sejam eles acadêmicos, estudantes, ciberativistas e etc, realmente ligada e atenta às questões mais diversas do mundo digital e da cultura digital.

Mais importante que notar a disputa no governo e que temos sim aliados, é a de que podemos, enquanto sociedade, nos organizar e implementar mudanças, podemos nós mesmos construir nossa rede e pressionar - nossa vitória contra o Azeredo é um exemplo - sem a necessidade de mais ninguém. Ajuda sempre é bem vinda, mas sempre de olhos abertos e preparados para atitudes como as do Senador Mercadante que de crítico do AI5Digital acabou por apoiá-lo.

O saldo final foi positivo, mas não devemos nos perder, achar que a batalha está ganha, ou melhor, a guerra, e nem que o governo irá dar passos maiores do que os que nós podemos, enquanto sociedade, enquanto militantes, dar.
------