sábado, 19 de dezembro de 2009

EUA e os Direitos Humanos "pragmáticos"

Alguns viram como um avanço, outros - como eu - acham um absurdo o recente discurso de hillary Clinton sobre os Direitos Humanos.

Não confio em Obama, assim como não confio em nenhum democrata, republicano ou qualquer governante dos EUA. A guerra está no sangue e na ideologia dos EUA, o Destino Manifesto, a sanha por conquistas e dominação e não será um rosto bonito e um largo sorriso que irão fazer o mundo ou os EUA deixarem de ser o que são.

Por mais que o tom até tenha sido crítico à Rússia ou China, o que vemos é o velho subterfúgio, a velha desculpa de que "não podemos condenar mas vamos discutir seriamente cara a cara".

Vejam dois trechos de singular importância:
"Às vezes temos mais impacto condenando publicamente a ação de um governo, como o golpe em Honduras ou a violência na Guiné", ela disse em um discurso na Universidade de Georgetown, durante a Semana de Direitos Humanos.

"Outra vezes nós provavelmente seremos de mais ajuda aos oprimidos ao realizarmos duras negociações a portas fechadas, como pressionar a China e a Rússia como parte de uma agenda mais ampla", ela disse. "Em todos os casos, nossa meta será fazer a diferença, não provar um argumento."
O que podemos ler de tal declaração? Simples e direto:

"Para países pobres, periféricos, sem qualquer poder internacional ou sequer regional e sem aliados dignos de nota, como Honduras e Guiné, podemos perfeitamente condenar, ninguém se importa ou se importará. Além do que, não faremos absolutamente nada de efetivo, apenas reclamar, espernear de forma fingida e deixar que tudo transcorra como planejamos deve ser.

Mas, no caso de países com os quais temos intensa relação comercial e de cumplicidade nos abusos dos Direitos Humanos, como China ou Rússia, o fingimento a discussão deve ser a portas fechadas. Nós fingimos que realmente os condenamos ou exigimos respeito aos DH e vocês fingem que acreditam em nós e seremos todos felizes - menos os que são diariamente massacrados."

Em nome da saúde comercial dos EUA a condenação aos crimes cometidos por aliados e cúmplices não pode ser televisionada, apenas escondida com a promessa vaga de que estão sendo seriamente discutidas. Ninguém sabe onde ou por quem. A certeza é a de que não fará qualquer diferença.

Não cabe aqui, vale deixar claro, a desculpa de que uma confrontação direta com Rússia, China ou qualquer outro aliado como Israel, acabaria em prejuízos para a população que sofre abusos - Palestinos, Uigures, Chechenos, Tártaros e etc -, primeiro porque a situação destes dificilmente pode piorar e, segundo, é interessante notar que tal desculpa não serve para países menos relevantes ou até irrelevantes.

Será que por ser menor o povo de Honduras não corre perigo com a pseudo-pressão dos EUA? Ou só na Rússia sabe-se matar?
"O pragmatismo com princípios informa nossa abordagem aos direitos humanos com países como a China e a Rússia"

O silêncio dos EUA tem objetivos claros e todos sabem quais são, dispensa comentários. "Pragmatismo" é sempre para os amigos.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Invasões Americanas no Mundo


Interessante lista que recebi por e-mail listando todas as invasões estadunidenses em países estrangeiros ao longo de sua história. Contei cerca de 90 operações - nem é preciso discutir a legalidade da maioria delas - contra Estados Soberanos.

Em todas o claro Destino Manifesto e a tentativa de levar democracia aos países do mundo. A democracia dos EUA, a única que importa, a que prega a submissão de todos ao Império.

INVASÕES AMERICANAS NO MUNDO

Organizado por Alberto da Silva Jones (professor da UFSC):


Entre as várias INVASÕES das forças armadas dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:



1846 - 1848 - MÉXICO - Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas

1890 - ARGENTINA - Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos.

1891 - CHILE - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.

1891 - HAITI - Tropas americanas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.

1893 - HAWAI - Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Hawaí aos EUA.

1894 - NICARÁGUA - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.

1894 - 1895 - CHINA - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.

1894 - 1896 - CORÉIA - Tropas permanecem em Seul durante a guerra.

1895 - PANAMÁ - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.

1898 - 1900 - CHINA - Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.

1898 - 1910 - FILIPINAS - As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas - 27/09/1901 e Bud Bagsak, Sulu, Filipinas

11/15/1913) - 600.000 filipinos mortos.

1898 - 1902 - CUBA - Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.

1898 - Presente - PORTO RICO - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje 'Estado Livre Associado' dos Estados Unidos.

1898 - ILHA DE GUAM - Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.

1898 - ESPANHA - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.

1898 - NICARÁGUA - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.

1899 - ILHA DE SAMOA - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.

1899 - NICARÁGUA - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).

1901 - 1914 - PANAMÁ - Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.

1903 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.

1903 - 1904 - REPÚBLICA DOMINICANA - Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.

1904 - 1905 - CORÉIA - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.

1906 - 1909 - CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.

1907 - NICARÁGUA - Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua.

1907 - HONDURAS - Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.

1908 - PANAMÁ - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.

1910 - NICARÁGUA - Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.

1911 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil, invadem Honduras.

1911 - 1941 - CHINA - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.

1912 - CUBA - Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.

1912 - PANAMÁ - Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.

1912 - HONDURAS - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.

1912 - 1933 - NICARÁGUA - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.

1913 - MÉXICO - Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.

1913 - MÉXICO - Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.

1914 - 1918 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.

1914 - REPÚBLICA DOMINICANA - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.

1914 - 1918 - MÉXICO - Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.

1915 - 1934 - HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos.

1916 - 1924 - REPÚBLICA DOMINICANA - Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.

1917 - 1933 - CUBA - Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.

1918 - 1922 - RÚSSIA - Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.

1919 - HONDURAS - Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.

1918 - IUGOSLÁVIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.

1920 - GUATEMALA - Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.

1922 - TURQUIA - Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.

1922 - 1927 - CHINA - Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.

1924 - 1925 - HONDURAS - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.

1925 - PANAMÁ - Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos.

1927 - 1934 - CHINA - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.

1932 - EL SALVADOR - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN -

comandadas por Marti.

1939 - 1945 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki.

1946 - IRÃ - Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.

1946 - IUGOSLÁVIA - Presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.

1947 - 1949 - GRÉCIA - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego.

1947 - VENEZUELA - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.

1948 - 1949 - CHINA - Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.

1950 - PORTO RICO - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.

1951 - 1953 - CORÉIA - Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais

protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul.

1954 - GUATEMALA - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.

1956 - EGITO - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal.

1958 - LÍBANO - Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.

1958 - PANAMÁ - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.

1961 - 1975 - VIETNÃ. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático,

que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas.

1962 - LAOS - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.

1964 - PANAMÁ - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.

1965 - 1966 - REPÚBLICA DOMINICANA - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.

1966 - 1967 - GUATEMALA - Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano.

1969 - 1975 - CAMBOJA - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.

1971 - 1975 - LAOS - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.

1975 - CAMBOJA - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.

1980 - IRÃ - Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.*

1982 - 1984 - LÍBANO - Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.

1983 - 1984 - ILHA DE GRANADA - Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.

1983 - 1989 - HONDURAS - Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras

1986 - BOLÍVIA - Exército americano invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína.

1989 - ILHAS VIRGENS - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.

1989 - PANAMÁ - Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.

1990 - LIBÉRIA - Tropas americanas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil.

1990 - 1991 - IRAQUE - Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto". As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.

1990 - 1991 - ARÁBIA** SAUDITA - Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.

1992 - 1994 - SOMÁLIA - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.

1993 - IRAQUE -No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.

1994 - 1999 - HAITI - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o

que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.

1996 - 1997 - ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus onde a revolução congolesa ?Marines evacuam civis? iniciou.

1997 - LIBÉRIA - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes.

1997 - ALBÂNIA - Tropas americanas invadem a Albânia para evacuarem estrangeiros.

2000 - COLÔMBIA - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde").

2001 - AFEGANISTÃO - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.

2003 - IRAQUE - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de "Operação Liberdade do Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.



Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidos invadiam países ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da "democracia" (deles).
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Mais um blogueiro censurado! Protestem!

Enfim, parece que os jornais, jornalistas (sic) e pseudo-jornalistas ainda não aprenderam. Quanto mais censuram ou tenta censurar, mais radical e maior é a resposta dos blogueiros e, desta vez, não poderia ser diferente.

Carlinhos Medeiros, do sempre excelente Bodega Cultural, recebeu intimação da advogada de um jornalista (sic) depois que este se sentiu ofendido pelas verdades ditas contra ele no blog da Bodega.

O artigo que motivou a tentativa de censura é este, "Mauricio Savarese, o mamulengo poltrão do PSDB", e, como não poderia deixar de ser, apoio incondicionalmente cada vírgula do texto. Jornalista (sic) vendido, safado e sem compromisso com a verdade, só com seus patrões.
"Maurício Savarese, um jornalista medíocre, quase anônimo, é um pena - de - aluguel que escreve matérias disparatadas para o Portal UOL.

Não li nada dele em outros portais, confesso, e a primeira vez que ouvi falar nesse nome foi quando ele assinou uma matéria rançosa, ingênua, apenas o resíduo do jornalismo que hoje é produzido por aqui, atacando o PT e defendendo seus patrões, coisa que todos os dias Josias, Reinaldo, Mainardi e outros sabujos fazem com muito mais destreza."

Logo após este post, Carlinhos recebeu um aviso da advogada do Savarese, Drª.Kelly Regina Cinelli exigindo que, em 24h, todo material fazendo referência ao cliente dela fosse retirado do blog.
Prezado,

Tendo em vista a postagem efetuada no blog www.bodegacultural.com.br de sua autoria, na data so último dia 16 de dezembro, venho por meio deste notificar Vossa Senhoria para que no prazo máximo de 24 hrs (vinte e quatro horas), todo e qualquer material postado referente ao Sr. Maurício Savarese, seja devidamente retirado do ar, sob pena de serem tomadas as medidas judiciais cabíveis, haja vista a infração ao artigo 139 do código penal e artigo 5º, inciso X da Constituição Federal.

Em caso de dúvida entrar em contato no telefone 11-3224-0801

Kelly Regina Cinelli
Advogada
OAB/SP nº 276.571

A resposta do blogueiro não poderia ter sido mais direta e correta:
"Simples assim. Vejam o tamanho do poder que emana da pena da advogada da UOL. Senhora Kelly, estou disposto a negociar mediante pedido de desculpas de seu cliente. Vai mandar retirar meu blog do ar? Faço um milhão, já copiei todo o arquivo desta velha bodega. Vou pagar uma indenização milionária? Só se for com serviços prestados aqui na minha cidade, o que farei com muito prazer, mas lhe adianto que não tenho um puto no bolso, só a coragem e a dignidade de um nordestino (inegociáveis) disposto a digerir sua tentativa vã de me intimidar. Não é assim que se esfola um bode. Sabe o que é um bode? É o macho da cabra; cabrão, Pai-de-Chiqueiro. Uma boa conversa talvez me convença, as armas não!"
Apoio integralmente a decisão e demonstro minha solidariedade. Se o artigo tiver que, finalmente, ser retirado do blog o postarei no meu em protesto e espero que os demais blogueiros façam o mesmo, seguindo a idéia do Blog do Mello de que não tem judiciário que consiga nos processar a todos.

A blogosfera não será intimidada.

O blog (péssimo por sinal) do censurador, Mauricio Savarese é o http://anivelde.org/blogdosavarese e o twitter é @MSavarese. Àqueles que discordam da censura, que repudiam esta atitude devem se mexer e pressionar, seja pelo blog, pelo twitter ou por e-mail, ou ainda postando em seus respectivos blogs o repúdio pela censura, seja ela contra quem for.

Está na hora, acredito, de pôr para funcionar a Rede de Solidariedade com a Blogosfera e nos unirmos, como fizemos no caso da censura do Arles e do protesto contra a Falha.

Censura não!
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Vídeos do protesto contra a Falha!

Vídeos do protesto contra a Folha de São Paulo no dia 5 de dezembro de 2009.

Veja a lista de blogs que apoiam a campanha de boicote e contra a censura.

Resumo do episódio no Global Voices Online (inglês).

Análise do resultado e desdobramentos do protesto.

Selos da campanha A Folha apoia a Ditadura.

Selos da campanha #CancelandoFOLHA, #CancelandoUOL

Discurso do Eduardo Guimarães (@eduguim e Cidadania) e leitura do manifesto contra a Falha:








Depoimento do Arles (@aarles e Arlesophia) sobre a censura sofrida:




Celso Lungaretti (Náufrago da Utopia):




Antônio Borges (@Antonio_Borges_), dirigente da CTB/Metrôviários:




Diretor Jurídico do Movimento dos Sem Mídia (MSM):


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Zé alagão e Kassab praticam sanitarismo na Zona Leste

Denúncia grave apareceu hoje no Centro de Mídia Independente (CMI) acusando as autoridades do Estado e do Município de São Paulo de terem, intencionalmente, alagado e mantido alagadas as regiões da Zona Leste como o Jardim Romano. Com as chuvas de ontem a região voltou a ficar intransitável e o poder público até agora não se mobilizou para drenar a região.

E não drena porque tem interesses. Segundo o CMI a intenção do governo e da prefeitura é desalojar os cerca de 5 mil moradores para a construção de um parque visando a Copa de 2014. Estamos diante de uma clara política sanitária, de eliminação dos pobres como fizeram com os cortiços do rio de Janeiro no século XIX.
A recente enchente que atingiu a Zona Leste pode ter persistido por ação intencional de órgãos públicos municipais e estaduais. A suspeita, gravíssima, é levantada por moradores e moradoras dos bairros atingidos por uma grande enchente do dia 8 e até recentemente castiga a região. É possível que uma manobra na engenharia hidráulica dos rios paulistanos tenha mantido a inundação por muitos dias após a chuva. O motivo para tão grave crime seria a aceleração dos despejos de residências localizadas na várzea que serão removidas para a construção do Parque Várzeas do Tietê, orçado em R$1,7 bilhões e será inaugurado para a Copa de 2014.

Em troca, se é que podemos chamar assim, os moradores deslocados do Jardim Romano e região iriam receber 5 mil reais ou um 300 reais mensais por dois anos para achar outro local para morar. O governo simplesmente resolveu abandonar a população e sequer tem um plano para reassentar os atingidos pela enchente. Comportamento típico do (des)governo de São Paulo que, da mesma forma, resolveu matar crianças pobres de creches de fome, diminuir a coleta de lixo já vergonhosa e, claro, não deixou de aumentar seus próprios salários.
De fato, no dia 14/12, o Prefeito Gilberto Kassab anunciou a antecipação dos despejos para toda a área, em que vivem mais de 5.000 famílias. Até o momento, no entanto, a "alternativa" oferecida aos/às moradores/as se limitou ao já conhecido "cheque despejo" de R$5.000 ou um "bolsa-alguel" de R$ 300 mensais por dois anos, mas sem nenhuma garantia de reassentamento. Ameaças e tentativas de despejo ilegais já foram tentadas no Jardim Pantanal, em que tratores só não derrubaram casas devido à mobilização popular na área.
Enquanto isso Zé Alagão, está em Copenhaguem. O povo afunda na merda e ele está confortável fingindo se preocupar com o clima, afinal, é sua desculpa favorita (e única) para a falta de investimentos e para o crime contra a população que está em curso.

Para aqueles que acham que tudo não passa de teoria da conspiração, duas notícias do Uol vem de encontro com os fatos apresentados.

O primeiro mostra que e como as bombas que deveriam evitar o transbordamento do Tietê não falharam como disseram as autoridades:
Vistoria feita por técnicos da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras da capital paulista e do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee), entre 9 e 15 de dezembro, revelou que todas as bombas da marginal Tietê funcionaram normalmente no último dia 8, data em que uma megaenchente provocou caos na cidade.

Segundo a Coordenação das Subprefeituras, foi realizada uma vistoria "rigorosa" nas 26 bombas que compõem o sistema. Três delas - sob as pontes das Bandeiras, Anhanguera e da Casa Verde, locais mais atingidos na enchente do dia 8 - estão sob responsabilidade da prefeitura. Todas as restantes são administradas pelo governo do Estado.

No dia da megaenchente, o governador José Serra (PSDB) atribuiu as inundações na marginal Tietê - um dos locais mais afetados naquele dia - a um problema no funcionamento de uma bomba do sistema da usina de Traição, que fica ao lado da ponte Ary Torres, na marginal Pinheiros. "Isso comprometeu 25% da capacidade de bombeamento e estrangulou ainda mais a capacidade de escoamento do Tietê", havia afirmado o governo, em nota.

No dia seguinte, a secretária de Saneamento e Energia do Estado, Dilma Pena, contradisse a afirmação do governador e minimizou a importância do equipamento que falhou na usina de Traição: "o que aconteceu no Tietê e em Pinheiros não pode ser creditado à bomba. Houve uma chuva muito intensa, torrencial. A bomba ajudaria ali naquele ponto, ali na Cidade Universitária. Ali a bomba ajudaria, o nível ficaria mais baixo. Ali fez falta a quarta bomba, mas para o Tietê não tem influência nenhuma", disse.

A Prefeitura de São Paulo, na época, disse também que não ocorreram falhas em nenhuma das bombas da marginal Tietê sob sua administração. No entanto, o engenheiro Ubirajara Tannuri Félix, superintendente do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), disse que as bombas sob a ponte das Bandeiras "não conseguiram operar a contento e atrasaram o escoamento". "Fui ao local com técnicos da Prefeitura e constatei isso", afirmou Félix.

A gestão Kassab se negou a dar detalhes sobre falhas no sistema de escoamento de água na ponte das Bandeiras. O prefeito falou em intrigas: "Foram algumas pessoas que quiseram intrigar a prefeitura com o governo", afirmou. Já Dilma Pena confirmou problemas no local, mas não falou em falha nas bombas. "[O problema] Foi um muro de arrimo, que protege contra passagem das águas para pista", disse.

O resultado da vistoria na marginal Tietê e a afirmação da secretária Dilma Pena minimizando o impacto da falha na bomba da usina de Traição afastam a hipótese de que problemas em bombas potencializaram os alagamentos do dia 8 na marginal Tietê. O argumento de governo e prefeitura é que a quantidade de chuva "acima do normal" foi agente causador das enchentes.

Contudo, levantamento feito pelo UOL Notícias mostrou que historicamente a cidade já enfrentou com muito mais tranquilidade índices pluviométricos similares ou maiores do que o registrado no dia 8 deste mês. Em várias ocasiões a chuva foi maior do que no dia da mega-enchente, mas a cidade não viveu o mesmo caos.

Segundo estudo realizado pela liderança do PT na Câmara Municipal, a gestão Kassab deixou de investir R$ 353 milhões em obras de combate a enchentes. Entre 2006 e hoje, a prefeitura usou apenas 68% da verba previstas no orçamento para canalização de córregos, serviços de drenagem e construção de piscinões.
E o segundo mostra que foi decisão do governo fechar as comportas na barragem da Penha para evitar o alagamento das Marginais o que, por outro lado, inundaria a área habitada no entorno:
Para Ronaldo Delfino de Souza, coordenador do Movimento de Urbanização e Legalização do Pantanal, o governo fez uma opção. "Ou alagava a marginal ou matava as pessoas no Pantanal. E matou", disse. "E ainda bota a culpa nas moradias. O Estado só se preocupa com o escoamento de mercadorias, só pensa em rodovia. Vida humana não importa".

Moradores e deputados estaduais fizeram nesta quarta-feira (17) uma inspeção no local para saber se a abertura das comportas tinha relação com o alagamento no Jardim Romano e no Jardim Pantanal, que já dura nove dias.

O movimento, formado por moradores de diversos bairros localizado na várzea do rio Tietê, acusa o governo do Estado e a prefeitura de manterem a água represada além do necessário como forma de obrigar as famílias a deixarem a região, onde será construído o Parque Linear da Várzea do Rio Tietê. Há anos, os moradores resistem em sair dali, porque dizem que o governo não apresenta um projeto habitacional concreto e apenas oferece uma bolsa-aluguel.

"Não era para as máquinas estarem trabalhando aqui? Cadê? Não tem um funcionário do governo aqui", reclamou, apontando para as ilhas que aparecem no meio do rio, logo acima da barragem da Penha. As dragas são vistas somente na parte de baixo da construção.

Os deputados estaduais que acompanharam a inspeção concordam con a teoria dos moradores. "Foi feita uma escolha e a corda estourou do lado mais fraco", afirmou o deputado estadual Raul Marcelo (PSOL). "É uma questão grave. A falta de comunicação e de um gerenciamento unificado são prova de uma falta de governância e de um planejamento na administração das barragens, o que levou, em grande parte, ao fato do bairro do Pantanal ter sido alagado".

"Há uma estranha coincidência de que no momento da desocupação há um alagamento desses e ninguém consegue escoar a água. Não havia uma inundação dessas há 15 anos e o nível das águas está subindo mesmo sem chuva. É muito estranho e as autoridades têm que explicar", completou o deputado estadual Adriano Diogo (PT).

Como se vê, é assustadora a decisão pensada e planejada do governo do Estado e da prefeitura de alagarem bairros habitados pela população mais pobre da cidade visando ganhos financeiros à longo prazo.

O PHA já notou o problema e denunciou em seu site.

Este caso merece ser divulgado, investigado à fundo e todos os responsáveis por esta tentativa de genocídio contra a população carente de São Paulo devem ser severamente punidos.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Chile: um funeral apropriado para Víctor Jara

Gostaria de compartilhar com todos minha primeira tradução para o Global Voices [em Português], e ainda convidar a todos a conhecer - caso alguém não conheça - um dos grandes cantores e compositores que a América Latina já teve, Victor Jara, assassinado a mando de Pinochet em 1973.

Jara compôs as mais belas canções de protesto, em apoio ao movimento camponês e aos trabalhadores do Chile. O filme "Chove sobre Santiago" é uma excelente indicação para aqueles que se interessam pelo tema e, ainda, o filme tenta reconstruir, em certo momento, os últimos minutos de vida de Victor Jara.

Eis o link: Chile: um funeral apropriado para Víctor Jara
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O "merda" do Lula


Hesitei um pouco em comentar sobre o "merda" do Presidente Lula.
"Eu não quero saber se o João Castelo (prefeito de São Luís) é do PSDB, não quero saber se o outro é do PFL, não quero saber se é do PT, eu quero saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra. Esse é o dado concreto"
Em primeiro lugar porque alguns acham que estou começando a defender demais o presidente, não importa o quanto eu diga que não, não sou Lulista, mas tampouco posso aceitar o que faz o PIG com o presidente do país, seja ele quem for ´e especialmente não sendo um DemoTucano ou o grande genocida do FHC, como carinhosamente o chamava Fausto Wolff - e, segundo, porque o Eduardo guimarães já passou na minha frente.

Mas talvez ainda haja espaço para comentar algo.

Pego, então o gancho do Guimarães, quando ele diz que não iria reproduzir o que ouviu em um programa de TV por estar escrevendo um texto jornalístico e não ser este o lugar.

Discordo.

Por mais que um palavrão possa soar deselegante, deslocado ou até ofensivo, isto me cheira a posicionamento de Classe Média e das elites que querem se fazer de finas, educadas, como se proferir um bom "putaqueopariu" fosse um crime capital punível com o ostracismo ou até a morte.

Estou longe, porém, de dizer que vamos liberar tudo e nos xingar em todo e qualquer lugar, que fique claro! Mas o oposto também é ridículo, como um filme que diz retratar a realidade sem um palavrão sequer ou coisa do tipo: É falso, forçado e irreal.

Posso concordar que um presidente deva ter um certo... como poderia dizer? Uma certa fleuma? Um linguajar um pouco mais "elevado"? Mas sejamos sensatos, o presidente fala para o povo como fala o povo. E não digo isto em tom de preconceito, como se "povo" fosse o pobre que fala única e exclusivamente palavrão, nem digo que está liberado soltar palavrões a torto e à direita como se também fosse algo maravilhoso.

Acredito que existam momentos, existam situações.

Vejam, por exemplo, os noticiários na Espanha, ou mesmo os filmes. Os jornalistas falam palavrão, os filmes estão cheios deles. Até mesmo nas novelas da Globo você pena para ouvir - se ouvir - algo do tipo. Quem imagina um programa como Malhação, retratando jovens, sem um único palavrão? É falso puritanismo, é o retrato falso que a elite que pintar de si mesma.

Que Lula fale por si:
"Amanhã os comentaristas dos grandes jornais vão dizer que o Lula falou um palavrão, mas eu tenho consciência que eles falam mais palavrão do que eu todo dia e tenho consciência de como vive o povo pobre desse país. E é por isso que queremos mudar a história desse país. Mudar a história desse país não é escrever um novo livro, é escrever na verdade uma nova história desse país incluindo os pobres como cidadãos brasileiros."
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Se nos ultimos anos alguém em malhação falou (muitos) palavrões, me perdoem, não vejo a novelinha desde minha adolescência.
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Pois bem, por mais que não soe bem o palavrão do presidente, por favor, qual a razão da condenação generalizada e boçal da mídia?

Claro que estamos falando de um PIG para o qual o simples ato de respirar do presidente é motivo para crises e denúncias - até crises do DEM o PIG tenta fazer parecer como do governo! - mas o que vemos é o cúmulo do elitismo deslocado e atrasado. Preciosismo preconceituoso.

E, que me desculpe o Diário de Notícias, mas, como Brasileiro, não fiquei nem um pouco chocado com o palavrão. Em portugal talvez choque.

Enfim, repito, há lugar e existem momentos para que um palavrão seja usado, seja num discurso, seja num texto (jornalístico ou não), seja no dia-a-dia.

O intolerável, porém, é a crucificação por uma frase colocada em um discurso de um presidente popular, para o povo. Condenável, talvez, seria o uso em um discurso ao lado de presidentes estrangeiros, na ONU e etc mas, ainda assim, depende do momento e da situação.

Vimos um presidente discursar para o povo que, enfim, compreendeu seu recado.

Discernimento e tolerância são as palavras de ordem.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Global Voices - Artigos Traduzidos

Compartilho com os leitores do blog dois novos artigos traduzidos por mim para o Global Voices em português.

O primeiro,"Rússia: Blogueiro Tártaro sentenciado a quase dois anos em Colônia Penal" trata da prisão arbitrária de um blogueiro pelo conteúdo de uma de suas postagens, uma clara afronta à livre manifestação e liberdade de expressão típicas da Rússia de hoje. Já comentei várias vezes sobre a situação das minorias - no caso deste artigo traduzido, dos Tártaros - que são forçadas a verem sua cultura sendo eliminada dia após dia pela máfia de Putin.

O segundo artigo trata de região próxima, do Cazaquistão, onde a população enfrenta problemas semelhantes com a máfia que comanda o país. O artigo Cazaquistão: Grandes luzes da cidade, gerontocracia e Photoshop trata da construção da nova e brilhante capital do país, Astana, e as imensas somas de dinheiro utilizadas com este propósito em detrimento da população local. Um fino exemplo da megalomania de governantes que se sentem deuses.

Boa leitura!=)
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Como desmontar o (des)governo Serra/Kassab em uma reportagem

Chico Pinheiro chutou o pau da barraca.

Em uma única reportagem durante o SPTV do dia 11 de Dezembro, desmontou por completo a farsa do (des)governo Serra/Kassab e mostrou a realidade de são Paulo. Uma cidade abandonada por seus políticos que estão mais interessados em elevar seus salários e propagandear obras ilusórias do que realmente tirar o povo da merda - literalmente.

Em 25 minutos Chico Pinheiro não poupou críticas ao governo e à elite paulistana branca, racista e preconceituosa. Foi um show como poucas vezes pudemos acompanhar pela TV desta própria elite, a Globo.




Será que a Globo manterá online este vídeo por muito tempo? Ou melhor, será que a Globo manterá Chico Pinheiro ativo depois dessa?
Copio do Acerto de Contas:
"A TV Globo sempre é acusada de fazer jornalismo parcial e comprometido com setores mais conservadores da política brasileira, em especial com os tucanos paulistas.
Mas nem todo mundo é assim.
Na sexta-feira passada o jornalista Chico Pinheiro, um dos mais respeitados âncoras da TV brasileira, deixou o estúdio da Globo em SP e foi apresentar o maior jornal local, o SP TV, no meio de um pântano que virou a Zona Leste de São Paulo com as chuvas da semana passada.
Chico Pinheiro, visivelmente indignado, resolveu detonar sem piedade a Sabesp, comandada pelo Governo tucano e a elite paulista: “aqui não existe Fashion Week, mas as pessoas vivem esse drama”.
Pinheiro mostrou que, quando se quer, ainda é possível fazer jornalismo de qualidade, cobrando os responsáveis.
Foram 25 minutos de pancadaria pura, como não se via há tempos."
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Berlusconi leva o troco?


Longe de considerar que a violência seja o único ou o melhor caminha para a solução de conflitos políticos - ainda que não o descarte em casos específicos, como já deixei bem claro na minha defesa da luta do povo Basco, ainda que com certas restrições -, não posso deixar de, porém, me alegrar com as imagens do ataque sofrido pelo mafioso Silvio Berlusconi, dono Premier da Itália.

As imagens falam por si, são um verdadeiro show de justiça feita com as próprias mãos.


A Itália de hoje está entregue a um clã mafioso chefiado por Berlusconi, que tem em seu bolso juízes, advogados, parlamentares e, como Mussolini, tem o carisma (só pode ter, afinal, é sempre vencedor) necessário para vencer sempre que quer, em qualquer questão.

A ascendência de Berlusconi, obviamente, não se explica apenas per se, por sua figura ou sua habilidade política (em comunhão com os setores mais podres da sociedade italiana, com partidos e indivíduos xenófobos e rascistas da Liga Norte e outros e detendo um verdadeiro monopólio das comunicações que o tornam figura central da Itália em qualquer aspecto), mas também pela debilidade e quase comicidade da oposição, encabeçada por ex-comunistas arrependidos em aliança formal com cristãos e social-democratas de índole duvidosa.

O lado vencedor desta disputa sinaliza uma derrota para os italianos, mas a vitória quase incontestável de Berlusconi e seus aliados chega à galhofa completa. Mas, convenhamos, a história Italiana não é das mais reconfortantes em termos de lideranças de caráter fascista e similares.


Voltando ao caso, posso até estar me adiantando, pois não conheço a posição do agressor de Berlusconi, mas no geral eu enxergo o ataque como uma resposta da população que ainda possui alguma consciência política, social e um pingo de humanidade e que se vê vítima de um Estado aparelhado, desigual, comandado por uma família mafiosa sem que haja oportunidade de mudanças concretas a longo prazo.

É o desespero de um setor social que se vê vítima sem qualquer ajuda, sem qualquer alento.

Na Itália de Brigadas Vermelhas, Proletários Armados para o Comunismo e afins, é surpreendente o caminho que a história tomou. Ou talvez, sejam apenas os dois lados de uma moeda, para ficarmos no clichê.

Resta saber se a insatisfação é geral, tem respaldo popular ou se, como esperado, foi apenas isolado e encontrará repúdio de todas as demais forças patéticas políticas.

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O sakamoto fez um post magistral sobre o assunto, reproduzo parte:
Um amigo comentou há pouco que “justiça” havia sido feita contra o fanfarrão. Discordo. Nem, chegou perto. Igual a quando quase acertaram o imbecil do ex-presidente americano com um sapato e falaram em justiça. Isso, aliás, é contraproducente. Alguém tem dúvida de que Berlusconi usará o caso para se fazer de vítima? Que seus aliados chamarão o ato de isolado de um cidadão de “terrorismo”? Que dirão que a esquerda na Itália, organizou uma tentativa de desestabilizar o seu governo – como se a esquerda italiana fosse, hoje, capaz de organizar alguma coisa…
Tenho cada vez mais a certeza de que a sociedade italiana não irá condená-lo nas urnas por nada. Aliás, deve haver algumas nonas acendendo uma vela por ele neste momento.
E não estou com uma sanha justiceira, de maneira alguma. Mas creio que todos os que lutam para que os direitos humanos não sejam um monte de palavras bonitas emolduradas em uma declaração cinqüentenária não se sentiram plenamente contemplados com a cena. Não quero uma saída “Nicolas Marshall”, de justiça com as próprias mãos. Quero apenas que a justiça, na Itália, no Brasil, em qualquer lugar, funcione.
É pedir muito?
 Para o artigo completo visite o blog.
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domingo, 13 de dezembro de 2009

Bil'in Weekly Protest - This is Zionism

Bil’in residents demonstrate in support of recent Swedish initiative calling for a Palestinian state
Friday 4\12\2009
    Residents of Bil’in, alongside international and Israeli solidarity activists, demonstrated against the Wall after the Friday prayer. Many suffered from tear-gas inhalation, as the Israeli armed forces fired upon protestors as they approached the illegal Wall. The demonstration concluded at ???? pm.


    The weekly demonstration, organized by the Bil’in Popular Committee against the Wall and Settlements, was centered on the recent endeavor of the Swedish government. Sweden, as president of the European Union, recently announced plans to discuss a draft for a Palestinian state, recognizing Jerusalem as its capital. The Popular Committee encourages the just effort and calls on other governments to support the initiative.




     Demonstrators marched from the center of Bil’in village, chanting slogans against the theft of Palestinian land and called for an end to Israel’s military occupation. People rallied especially as a response to the escalation of the Israeli authorities to resume an arrest and intimidation campaign against Bil’in protestors (which began on 23 June 2009).

For more information, please contact:
Abdullah Abu Rahma, Co-ordinator - The Popular Committee Against the Wall, Bil’in
Telephone: 054 725 8210 or 059 910 7069
                                                           E-mail: lumalayan@yahoo. com
Web: www.bilin-village. org
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Bil'in Protest - This is Zionism



Bil'in leader Abdallah Abu Rahmah arrested during military night raid
As part of a recent escalation of political arrests in Bil'in, Abdallah Abu Rahmah, a school teacher and coordinator of the Bil'in Popular Committee was arrested by Israeli soldiers

Abdallah Abu Rahmah (right) with Ela Bhatt, Desmond Tutu, Jimmy Carter, Fernando H Cardoso, Mary Robinson and Gro Brundtland of the Elders during their visit to Bil'in
 
At exactly 2 AM last night, seven Israeli military jeeps pulled over at Abdallah Abu Rahmah's residence in the city of Ramallah. Soldiers raided the house and arrested Abu Rahmah from his bed in the presence of his wife and children. Abu Rahmah is a high school teacher in the Latin Patriarchate school in Birzeit near Ramallah and is the coordinator of the Bil'in Popular Committee against the Wall and Settlements. A previous raid targeting Abu Rahmah was executed with such exceptional violence on 15 September 2009 that a soldier was subsequently indicted for assault.

For more details: Jonathan Pollak +972546327736

Abu Rahmah's arrest is part of an escalation in Israeli military’s attempts to break the spirit of the people of Bil'in, their popular leadership, and the popular struggle as a whole - aimed at crushing demonstrations against the Wall. Recently, Adv. Gaby Lasky, who represents many of Bil'in's detainees, was informed by the military prosecution that the army intends to use legal measures as a means of ending the demonstrations.

Following Abu Rahmah's arrest, Adv. Lasky, stated that "My client's arrest is another blatant illustration of the Israeli authorities' application of legal procedures for the political persecution of Bil’in residents. The Bil'in demonstrators are being systemically targeted while it is the State that is in contempt of a High Court of Justice ruling; a ruling which affirmed that the protesters have justice on their side and instructed 2 years ago that the route of the Wall in the area be changed, which has not been implemented to date."

Since 23 June 2009, 31 residents of Bil'in have been detained by the military. The Army has pursued Popular Committee members in its arrest operation, but all three detained members were released for lack of evidence. In the case of another member, Mohammed Khatib, the court even found some of the presented evidence to be falsified.

In addition to committee members, a leading Bil'in activist, Adeeb Abu Rahmah, who has been detained for over five months, is not suspected of committing any violence, but was indicted with a blanket charge of “incitement”, which was very liberally interpreted in this case to include the organizing of grassroots demonstrations.
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