É válido um questionamento sobre o uso indiscriminado e descontrolado de armas ditas "não-letais" pelas forças de "segurança".Mantenho o que disse a aproximo à realidade com um exemplo atual e polêmico.
Balas de borracha, bombas de gas lacrimogêneo eufemísticamente chamadas de "bombas de efeito moral", sprays de pimenta concentrada e mesmo armas de choque são armas potencialmente letais, usadas de forma indiscriminada por policiais sem qualquer tipo de treinamento, e pior, com vontade de causar o máximo de dano que puderem.
Caso matem a vítima com estas armas "não-letais", poderão dar a desculpa de que foi sem querer ou de que cumpriam ordens.
Estas armas são basicamente instrumentos de tortura em massa com selo de aprovação governamental.
O brasileiro Roberto Laudísio foi assassinado na Austrália pela polícia local com choques de taser (arma de choque) por, supsotamente, ter roubado um pacote de bolachas de um mercado.
Assim como com Jean Charles, que de tão absurdo o caso, virou um filme, o caso demonstra a forma pela qual seres humanos são tratados pelas forças policiais: Sem nenhum respeito pela integridade física e pela vida.
Jean Charles foi baleado covardemente e assassinado de forma brutal ao ser confundido com um suposto terrorista que, MESMO que fosse terrorista, não poderia ser assassinado a sangue frio sem sequer reagir. Não me consta que a legislação de nenhum país dito democrático permita o assassinato sem julgamento (isto para os países que promovem a pena de morte) nemque a polícia mate sem que esteja em perigo ou se defendendo.
Mesmo assim NADA aconteceu com nenhum policial inglês envolvida, assim como o Brasil não se empenhou em fazer justiça. Uma vergonha de ambos os lados.
O suspeito fugiu da abordagem, ainda conforme a polícia. Os policiais o perseguiram e, durante um confronto, dispararam uma arma de choque elétrico e usaram spray de pimenta.No caso em tela, de Roberto Laudísio, o rapaz foi simplesmente agredido com um taser e então morto. Há tentativas de "explicar", de que talvez ele estivesse drogado, bêbado, ou mesmo tivesse ingerido algo que pudesse "facilitar" a ação letal do taser, uma arma não letal.
Uma testemunha da ação disse ao jornal australiano “Sydney Morning Herald” que, mesmo depois de caído no chão, ele tentou se livrar e foi atingido pelo menos mais três vezes com a arma de choque, do modelo Taser. A ação foi filmada por uma câmera de segurança de um café da rua e exibida na TV australiana
Tudo indica que Roberto sequer estava envolvido no furto dos biscoitos. Mesmo que tivesse, é absurdo que houvesse motivos para tanta violência contra uma pessoa desarmada, sòzinha diante de uma equipe policial.O crime lembra o assassinato de Jean Charles, o brasileiro perseguido e morto pela polícia inglesa, que alega tê-lo confundido com um terrorista.
