Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
Mostrando postagens com marcador Indústria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Indústria. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Vazamento de dados da Sony: No fim das contas tudo se centra no controle e na censura da internet
O interessante desse vazamento/ataque Hacker na Sony é que a indústria do cinema está sendo desmascarada de todas as formas possíveis. De um lado é inaceitável se acovardar frente à Coreia do Norte (supostamente) e ao grupo de hackers, por outro descobrimos cada podre...
Hollywood é podre, a indústria do cinema é podre e tem sérios planos para foder com a liberdade na rede. Não podemos aceitar. A ideia da máfia do copyright era bloquear sites de pirataria via DNS! Mano, é loucura e canalhice demais!
Mas como quem tem cu tem medo e os caras provavelmente tem muita merda pra ser vazada, preferiram cooperar com o (suposto Estado) terrorista. Se é que é o Gordinho, vulgo Nhonho do Leste, o responsável.
Por um lado todo esse caso é uma invasão de privacidade absurda que vai além da privacidade de gente dos estúdios, mas coloca toda a rede na reta, como potencial alvo de grupos hackers e crackers (nesse caso específico a ação é mais cracker que hacker), por outro acabou desvelando o que muitos suspeitavam: Planos bem macabros de controle da internet e censura.
Ou seja, pra mim o filme "A Entrevista" e o vazamento de scripts de outros filmes e tal não é o foco, não é a questão - ao menos para os estúdios, Hollywood e EUA. Perder alguns milhões não mata ou matará Hollywood. O drama mesmo e o medo dos caras é o vazamento de mais planos para ferrar de vez com a internet na surdina. Daí o recuo vergonhoso.
Não faz o menor sentido o vazamento de scripts e mesmo ameaças sem qualquer comprovação efetiva de se estourar bombas em cinemas exibindo o tal filme fazerem com que tal pânico tome conta da poderosa indústria de filmes, ao ponto da Paramount proibir até a exibição em forma de protesto de Team America, filme antigo, batido na TV a cabo, cujo "plot" também é a Coréia do Norte.
Um recuo covarde desses sem dúvida esconde algo mais e aos poucos vamos vendo que o medo de Hollywood é que seus planos de controle/censura da internet saiam à luz. Bem, estão saindo. E parece ter coisa pior por aí. Para além de questões de moral e ética - pouco me interessam ou deveriam interessam a alguém e-mails privados de diretores, empresários e celebridades se ofendendo ou lambendo as bolas dos outros - fica a questão gravíssima do ataque à liberdade na rede.
Por tudo que tenho lido e visto, não se justifica tamanho recuo e um medo tão primitivo apenas baseado no vazamento de roteiros de meia dúzia de filmes, dados pessoais, dados financeiros... Enfim, parece uma forma de se proteger contra futuros ataques que possam revelar mais do que os hackers tem em mãos ou mesmo para tentar evitar a divulgação de mais dados sigilosos e sensíveis à indústria como um todo. Tem algo mais por trás.
------
Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
20:30
Vazamento de dados da Sony: No fim das contas tudo se centra no controle e na censura da internet
2014-12-19T20:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
Copyright|Coréia do Norte|Cracker|EUA|Fail|Filmes|Hacker|Hollywood|Indústria|Internet|Política|Sony|
Comments
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Estadão e Apple: A modernidade do século passado.
A não ser que eu esteja muito enganado, estamos no século XXI, onde podemos encontrar qualquer musica caso saibamos o que vem a ser torrent ou mesmo caso tentemos encontrar algum servidor http ainda válido (o fim do Megaupload e as restriçoes no Fileserver e etc prejudicaram muito o pirata eventual e o inveterado, mas não de forma irreversível).
Claro que se o leitor tiver um gosto peculiar como o meu para rock cambojano dos anos 60 ou metal extremo em linguas "exóticas" a coisa complica, mas para tudo dá-se um jeito, até entrar em contato com o cantor ou cantora ou mesmo banda por e-mail ou sinal de fumaça. Até hoje foram raros os artistas que não consegui encontrar.
Enfim, o que temos hoje é uma facilidde tremenda para compartilahr cultura e encontrar a musica que queremos rapidamente ou com algum esforço recompensador. Mas eis que o Estadão anuncia com pompa e com ares de importância um parceria com a Apple para... dar 3 músicas do coldplay para seus leitores.
Tudo bem, o Estadão pode alegar que são versões especiais, exclusivas, únicas e blablabla... Sem problema, espere uns 2-3 dias e estas versões exclusivas logo cairão na rede.
A seção de tecnologia do Estadão é até boa, com bons colunistas, mas esta foi realmente de doer. Em pleno século XXI achar que oferecer musicas de uma banda famosa configura-se em "promoção" de qualquer tipo. Aliás, uma promoção exclusiva para quem possui um iPhone ou similar, quem usa Android fica aver navios - ou usa a cabeça e procura na internet.
Mas o mais surpreendente de tudo são so comentários no post do jornal em que jovens - e não gente de 50 anos ou mais - acham que baixar musicas prejudica o artista! Que garantir enormes lucros à gravadoras (e à Apple) é ser "cool". Realmente, lamentável.
Vamos aprender de uma vez por todas: A venda de CD's não altera os rendimentos dos artistas, mas tão somente das gravadoras e de sua capacidade de fabricar artistas sem talento, de pagar jabá e de enriquecer investidores. O artista lucra, em grande parte, com shows. Ao invés da restrição dos CD's - só compra quem tem dinheiro e também onde ele está disponível - ou do iTunes (só compra quem tem Apple), o compartilhamento que insistem em chamar de pirataria permite que o artista fique mais conhecido e, logo, possa fazer mais shows, e até onde sequer sonharia.
Aliás, o próprio Estadão publicou o óbvio ha algum tempo, que compartilhar não afeta renda dos artistas e já há muito se sabe que, em média, quem mais compartilha arquivos consome mais, compra mais.
Claro que se o leitor tiver um gosto peculiar como o meu para rock cambojano dos anos 60 ou metal extremo em linguas "exóticas" a coisa complica, mas para tudo dá-se um jeito, até entrar em contato com o cantor ou cantora ou mesmo banda por e-mail ou sinal de fumaça. Até hoje foram raros os artistas que não consegui encontrar.
Enfim, o que temos hoje é uma facilidde tremenda para compartilahr cultura e encontrar a musica que queremos rapidamente ou com algum esforço recompensador. Mas eis que o Estadão anuncia com pompa e com ares de importância um parceria com a Apple para... dar 3 músicas do coldplay para seus leitores.
Na estreia, nesta terça-feira, você poderá fazer o download de três faixas exclusivas do Coldplay gravadas no iTunes Festival 2011 em Londres. São elas: Every Teardrop is a Waterfall, God Put a Smile Upon Your Face e Fix You. Além disso, os álbuns da banda também estão disponíveis na loja com preços promocionais. Baixe neste link o primeiro presente.Pois é, o Estadão vai fazer algo que em 1998 talvez fosse grandioso e vai liberar três míseras músicas de uma banda pop que, hoje, qualquer ser humano poderia baixar se levar sequer 5 segundos pesquisando (aliás, os links nas músicas acima vieram de rápida pesquisa que fiz).
Tudo bem, o Estadão pode alegar que são versões especiais, exclusivas, únicas e blablabla... Sem problema, espere uns 2-3 dias e estas versões exclusivas logo cairão na rede.
A seção de tecnologia do Estadão é até boa, com bons colunistas, mas esta foi realmente de doer. Em pleno século XXI achar que oferecer musicas de uma banda famosa configura-se em "promoção" de qualquer tipo. Aliás, uma promoção exclusiva para quem possui um iPhone ou similar, quem usa Android fica aver navios - ou usa a cabeça e procura na internet.
Mas o mais surpreendente de tudo são so comentários no post do jornal em que jovens - e não gente de 50 anos ou mais - acham que baixar musicas prejudica o artista! Que garantir enormes lucros à gravadoras (e à Apple) é ser "cool". Realmente, lamentável.
Vamos aprender de uma vez por todas: A venda de CD's não altera os rendimentos dos artistas, mas tão somente das gravadoras e de sua capacidade de fabricar artistas sem talento, de pagar jabá e de enriquecer investidores. O artista lucra, em grande parte, com shows. Ao invés da restrição dos CD's - só compra quem tem dinheiro e também onde ele está disponível - ou do iTunes (só compra quem tem Apple), o compartilhamento que insistem em chamar de pirataria permite que o artista fique mais conhecido e, logo, possa fazer mais shows, e até onde sequer sonharia.
Aliás, o próprio Estadão publicou o óbvio ha algum tempo, que compartilhar não afeta renda dos artistas e já há muito se sabe que, em média, quem mais compartilha arquivos consome mais, compra mais.
------
Assinar:
Postagens (Atom)

