A mídia - e jornalistas ligados à "blogosfera progressista" (que a cada dia mais vira uma blogosfera fanática petista, com raras exceções) - disseram que ele estaria se auto-exilando à convite da AI.
Enquanto Freixo segue para o exílio forçado, milicianos que trabalham a mando e sob os cuidados de políticos fluminenses, seguem dominando bairros e comunidades inteiras da Zona Oeste da cidade, numa microrreprodução do que ocorre em países como a Colômbia, onde as Farc e grupos paramilitares dominam grandes regiões nacionais – as quais não têm representatividade política oficial. Não obstante, o governo Cabral se gaba por sua política de segurança pública.Marcelo Freixo, porém, JAMAIS afirmou que estaria se exilando, e sim que a AI há algum tempo insiste para que ele "saia desse foco", ou seja, o convite para palestras foi, também, uma forma de preservá-lo.
Mas a palavra "exílio", em momento algum saiu de sua boca. Este termo foi usado pela mídia e por jornalistas ligados aos "progressistas".
Ele afirmou que se ausentaria para reorganizar sua vida, para readequar sua segurança e que logo voltaria.
"Vou deixar o país, mas é por pouco tempo. Recebi um convite da Anistia Internacional e em função das várias ameaças e da pressão que isso envolve estou aceitando o convite. Só nesse último mês foram sete ameaças de morte. Mas volto antes de dezembro"O blogueiro Marcos Pedlowski acerta:
Há quem veja na saída de cena do deputado Marcelo Freixo um ato de fraqueza pessoal. Em suma, Marcelo Freixo seria, na verdade, um frouxo. Mas como o conheço um pouco, sei que Freixo de frouxo não tem nada. Se está indo para a Europa a convite da Anistia Internacional é quase certo que algumas coisas o tenham levado a essa saída momentânea da cena política fluminense. Uma delas, e a mais evidente, é a incapacidade e até mesmo a falta de vontade política do governador Sérgio Cabral em igualar as milícias aos grupos narcotraficantes tradicionais. Uma evidência disto é que ao contrário dos narcotraficantes tradicionais, os líderes das milícias continuam presos em locais de onde saem pela porta da frente ou que quando dentro deles podem promover festas homéricas regadas a álcool e outras coisas mais.O que fica claro é que o governo e a prefeitura do Rio não estão nem aí para investigar as ameaças contra Freixo, que comprovou inclusive com documentos o descaso do governo. Basta lembrar o caso da juíza Patrícia Acioli, que pediu proteção à justiça e ao governo, não recebeu, e foi morta pela mesma milícia que tenta matar o Freixo (ou milícias)
Aliás, o próprio Paes pode falar em nome das milícias.
De qualquer forma, a insegurança do Freixo é justificável. Ainda que ele tenha, novamente, declarado, que tenha resistido a sair, pois ele tme uma função pública a exercer e que não pode demonstrar fraqueza frente às milícias.
