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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Bolívia: Liberdade de Empresa e Mordaça - Coluna Semanal no Diário Liberdade

Décima-primeira coluna para o portal anticapitalista Diário Liberdade, "Defenderei a casa do meu pai".

Bolívia: Liberdade de Empresa e Mordaça

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Há muito tempo falo - e falamos, nós, blogueiros - sobre a proposital confusão feita pela grande mídia entre Liberdade de Expressão e a Liberdade de Imprensa ou Empresa, mas nunca vi um exemplo tão perfeito quanto o Boliviano para demonstrar como as empresas de comunicação deturpam a idéia de liberdade e a manipulam a sua vontade.
Los medios de comunicación privados y sus empleados rechazan dos artículos de la propuesta: el 16, que quita la licencia a las empresas periodísticas responsables de difundir discursos racistas, y el 23, que penaliza a los periodistas encargados de emitirlos.
“Algunos dicen que soy autoritario o que llevo adelante una dictadura, pero no puedo creer que algunos periodistas se opongan a la aprobación de la ley de lucha contra el racismo. ¿Qué problema hay de que se apruebe la medida, si además tenemos mayoría parlamentaria? Eso no es malo, sino que es democracia”, dijo el presidente en conferencia de prensa.
“La libertad de expresión está garantizada, pero no podemos permitir que so pretexto de esa libertad se practiquen el racismo y la discriminación. El racismo es lo más antidemocrático. Yo mismo he sido víctima y llegó la hora de acabar con el racismo”, agregó.
O caso é simples. Evo Morales, presidente da Bolívia, apoia a provação da chama Lei contra o Racismo e contra toda Forma de Discriminação que, basicamente, criminaliza a prática do racismo, algo mais que enraizado na Bolívia, onde os brancos de Santa Cruz constantemente investem contra os indígenas de La Paz e arredores, enfim, a maior parte da população e o povo originário.
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Artigo COMPLETO no Diário Liberdade.

"Nire aitaren etxea
defendituko dut"
...
"Defenderei
a casa de meu pai"
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sábado, 24 de abril de 2010

Evo Morales e a Homossexualidade [Update]

Não canso de me surpreender. Desta vez não apenas com a mídia nacional, mas como as pessoas são levadas por interpretações falsas e manipulações midiáticas em geral.

Evo Morales foi acusado de ligar o ato de comer frangos com a homossexualidade.

À primeira vista, um absurdo! Mas lendo a frase da discórdia vemos o grau de manipulação:

"Cuando los hombres comen pollos cargados de hormonas femeninas tienen desviaciones en su ser como hombres"
Traduz o PIG:
"O frango que comemos está cheio de hormônios femininos. Por isso, quando os homens comem esses frangos, têm desvios no modo como são homens" 
Uma tradução mais acurada:
"Quando os homens comem frangos carregados de hormônios femininos tem desvios em seu [modo de] ser como homens"
Morales ainda afirmou "Éste producto también provoca el crecimiento prematuro del busto en las niñas", e que também causa calvice.


Deslocada, a frase pode levar à várias interpretações, mas não surpreende qual tenha sido o "lado" escolhido. O de acusar Morales de homofóbico e de dizer que comer frango torna os homens gays.


Em conjunto, a frase pode - e deve- ser simplesmente interpretada como os hormônios presentes no frango causam calvice, causam crescimento prematuro do busto das mulheres e acabam por causar problemas no desenvolvimento físico do homem, por carregar hormônios femininos. Um destes problemas é, também, o crescimento do busto, como ocorre com as mulheres.


Não cabe aqui discutir se os frangos tem ou não hormônios, a indústria negará até a morte, e sim o grau de deturpação de falas a que chegamos!



Se alguém ainda precisa de mais esclarecimentos da farsa e da manipulação midiática, eis o Insurgente:
Tras las infinitas manipulaciones y acusaciones contra Hugo Chavez, ahora le toca el turno a Evo Morales, que según las agencias del sistema capitalista dijo textualmente (todavía no he podido encontrar el discurso íntegro tal como fue):
"El pollo que comemos está cargado de hormonas femeninas. Por eso, cuando los hombres comen esos pollos, tienen desviaciones en su ser como hombres"
Por supuesto, obtenido leyendo el contenido completo de la noticia y ni mucho menos en todos los medios. Otros manipulan directamente las palabras de Morales y añade a "desviaciones" la palabra "sexuales" sin ningún complejo, y por supuesto en sus titulares o letras en grande hablan de que Morales ha dicho que el pollo causa la homosexualidad o incluso "te vuelve maricon".
Creo que es bastante conocido que el pollo tiene muchas hormonas femeninas y que ello podría ser el causante de ciertas pequeñas malformaciones FISICAS en los hombres, como el excesivo tamaño de sus pezones, y a eso opino que se referia Morales, que no especifica claramente si se refiere a psiquicas o fisicas al decir "tienen desviaciones en su ser como hombres".
Y por si alguien duda, debería ayudar el hecho de que, al parecer, también habló del crecimiento precoz del pecho en las niñas.
Ou, ainda, o blogueiro JM Alvarez:
Como se puede apreciar no nombró la palabra homosexualidad. Es más, yo entiendo que por desviación pretendía referirse -quizás sin utilizar el vocablo más adecuado- a disfunción o esterilidad, de todos es sabido que la concentración de espermatozoides ha disminuido en el semen de los hombres de los países desarrollados. O quizás se refería a la alternación del proceso de maduración sexual de los niños debido a esas hormonas. Es curioso que quienes acusan a Evo Morales de homófobo sean los que han relacionado desviación con homosexualidad. ¿Por qué el portavoz del colectivo Colegas se da por aludido cuando escucha la palabra desviación si nadie estaba hablando de homosexualidad?
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Update:

Evo Morales não deixou baratas as acusações feitas contra ele e deu a resposta.

Iván Canelas, porta-voz do presidente disse o seguinte:
"Jamais passou pela cabeça do presidente (Morales), de nenhum ponto de vista, atacar os direitos dos homossexuais"

"De manera que ha habido una enorme especulación en este tema que le han dado la interpretación que se ha querido dar. Jamás ha pasado por la cabeza del Presidente, desde ningún punto de vista, atacar los derechos de los homosexuales"

"Lo que pasa es que a veces se exagera o se interpreta como se quiera un discurso"

"Los transgénicos hacen daño a la salud, eso está claro, de manera que no es ninguna novedad lo que el Presidente ha dicho, lo que todo el mundo dice, ahora de que manera lo interpreten es otra cosa"

O blog Las Malas Lenguas ainda acrescenta: 

Canelas argumentó que sería una contradicción, una posición de esa naturaleza, al recordar que Morales procede de una “profunda tradición indígena” que, a su juicio, reivindica la diversidad en todas sus expresiones, la diversidad de la naturaleza, la diversidad humana, la diversidad de ideas “y por supuesto la diversidad sexual”. En esa dirección, informó que el Gobierno boliviano envió una carta, a través del Ministerio de Justicia, a una organización de España, que aglutina a gay y lesbianas, en la que se ratifica el respeto a la diversidad sexual que está, inclusive, consignada en la nueva Constitución Política del Estado, que fue impulsada por el presidente Evo Morales.

Fica claro que a imprensa manipulou livremente o discurso de Morales e moldou suas frases à seu gosto, para fazer um sensacionalismo torpe e barato. 

A própria Constituição Boliviana, proposta pelo governo Morales em fevereiro de 2009 deixa clara a posição pessoal de Evo e de seu partido/governo quanto à questão:
“El Estado prohíbe y sanciona toda forma de discriminación fundada en razón de sexo, color, edad, orientación sexual, identidad de género, origen, cultura, nacionalidad, ciudadanía, idioma, credo religioso, ideología, filiación política o filosófica, estado civil, condición económica o social, tipo de ocupación, grado de instrucción, discapacidad, embarazo, u otras que tengan por objetivo o resultado anular o menoscabar el reconocimiento, goce o ejercicio, en condiciones de igualdad, de los derechos de toda persona“. Artigo 14 II
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Plebiscito de Evo Morales e a reação no Twitter

Interessante discussão na madrugada de 14 para 15 de dezembro no Twitter.

Mesmo em apenas 140 caracteres uma boa discussão se iniciou em torno da proposta de Evo Morales de um plebiscito latinoamericano contra as bases yankess na Colômbia.

@Caetano_Pacheco e @mauricioas eram os mais céticos, comentando sempre que nenhum país teria legitimidade para fazer nada contra a Colômbia ou que a colômbia faria o que quisesse pois era sua soberania em jogo - o que devo discordar, afinal, a presença de bases estrangeiras por si só se configura numa quebra da soberania - e, por fim, que a presença dos EUA seria apenas uma ameaça para àqueles de determinada ideologia, é apenas subjetivo.

Bem, discordei e continuo discordando frontalmente de tais argumentos, assim como o fizeram @Mingo_tome, @Mayroses e @dolphindilun.

Uma voz mais distanciada foi a de @nideoliveira77, mais contemporizadora.

A idéia do plebiscito pode ser interpretada de duas formas: Primeiro como uma forma direta de pressionar tanto Uribe quanto Obama e demonstrar o repúdio internacional. E, segundo, como forma de legitimar a luta contra as bases e a ingerência dos EUA e pressioanr até mesmo a OEA a agir, aí sim, com efeitos práticos.
é subjetivo. Tudo isso de nação beligerante e dominadora, assim como uma comparação com Honduras, é subjetivo. Ideológico. @caetano_pacheco from web
Não estamos falando apenas da soberania da Colômbia, mas de uma questão de segurança regional e um problema regional. Pergunte a qualquer militar e ele lhe dirá que bases de nações historicamente hostis em território vizinho e próximo da fronteira são um perigo à segurança de um país.
[isso afeta todos os vizinhos] Como afeta? Objetivamente, não é fato. Tudo que pensamos sobre EUA é político/ideológico. @caetano_pacheco from web
E o caso é este. Temos uma nação historicamente ligada à golpes e guerras "preventivas" fincando bases em um Estado reconhecido por seu desrespeito aos direitos humanos e inclusive por invasões a territórios de outros Estados (vide o caso da invasão de tropas colombianas no Equador) sob a bandeira de uma guerra contra o terror que pode abarcar todo o continente em um conflito.
Não se trata unicamente da soberania de um país que de antemão já abriu mão da mesma ao permitir as bases e e pôr o controle quase total de seus recursos nas mãos de interesses estrangeiros.
Pacheco, o problema é: No caso das Bases a Colombia é soberana, claro. Entretanto, isso afeta todos os vizinhos. Fato. @mingo_tome from TweetDeck 
A Colômbia se apresenta, hoje, como um perigo regional e tal questão deve ser tratada com seriedade.
Acho q/ lançar a ideia q/ Evo lançou é uma tentativa de pensar uma estratégia regional p/ superar o domínio eterno sobre a AL. @Mayroses from web

A proposta do Plebiscito de Evo Morales vai neste sentido, ele busca de cara demonstrar que os países da região e membros da ALBA não irão aceitar passivamente que um país vizinho se arme até os dentes e seja base para uma potência agressiva - e isto não é subjetivo, é histórico.
O que eu disse é que um referendo não só solaparia a sobernia do povo colombiano como é inviável politicamente. @flavio_as from web


 mas todos sabemos que um plesbiscito não vai resolver a questão, ninguém aqui é criança para crer nisso. from TweetDeck
Estamos em um mundo cada vez menor e interligado, o que alguns chamam de soberania passa pelos interesses e pela segurança de outros. Este é o caso.
Pacheco, ninguem aqui defende intervenção onde que que seja.Isso é má interpretação do que Evo deseja de fato. Ele ñ é tolo. @mingo_tome from TweetDeck
Enfim, a proposta de Evo vem no sentido de PRESSIONAR a Colômbia em um primeiro momento e, penso, em desdobramentos futuros, numa ação conjunta na OEA ou na UNASUL a fim de evitar que haja uma escalada militar na AL sob a desculpa da guerra contra o terror quando, na verdade, existe uma tentativa de cercar países considerados inimigos dos EUA como Venezuela, Equador e Bolívia.
3) No máximo, dá para fazer pressão internacional sobre a Colômbia. Reunir os países da AL e discutir como pressionar. @nideoliveira77 from web
É o velho Monroísmo e Corolário Roosevelt atacando a América Latina. Nada mais que a reedição de uma diplomacia intervencionista que conhecemos bem e que nos resultou numa bela Aliança para o Progresso: Ditaduras.
@caetano_pacheco Ninguem falou em "impor nossa vontade" a Colombia, e sim em pressioná-los. #diplomacia @mingo_tome from TweetDeck
Progresso para quem?
Plebiscito é forma de legitimar pressões e até sanções intl contra colômbia e demonstrar o repúdio da AL.É manobra política @Tsavkko from TweetDeck
Não tomemos a idéia de Morales como um plebiscito específico, pode até acontecer! Mas a idéia passa pela pressão e condenação internacional.
O plebiscito foi jogar verde. A idéia é o repúdio. Isso é comprável. @Tsavkko from TweetDeck
E, tratando de tecnicidades, o plebiscito não precisa ser levado à frente necessariamente pelo governo brasileiro, mas pela sociedade civil, como foi o plebiscito da Vale.
O plebiscito ñ precisa ser como vc's pensam, pode ser levado pela sciedade civil. from @Tsavkko via TweetDeck

Exato!Pode ser feito pela sociedade civil, sim..é pressão. É dizer q/ não esta todo mundo topando o eterno jogo do império from web

Aliás, a posição da mídia neste caso é clara. O perpétuo alinhamento à potência do norte. Discordar dos desígnios divinos dos EUA - é a periferia feliz em satisfeita em adotar para si o Monroísmo já morto do norte - é loucura, radicalismo.


Interessante que alguém tenha encontrado algum "radicalismo de esquerda" nas verdades ditas na reunião da ALBA:
Um carta de Fidel Castro, lida por Chávez, reabriu o capítulo das más relações com os EUA, após uma pausa provocada pelo fim do mandato de do presidente George W. Bush.
"São óbvias as intenções do Império (EUA), desta vez sob o sorriso amável de um rosto afro-americano".
Os Estados Unidos "não podem conosco, saiba o senhor Obama, saiba o senhor Prêmio Nobel da guerra", disse Chávez.
"A América Latina será o segundo Vietnã", advertiu o boliviano Evo Morales.
Promoveram um golpe de Estado em Honduras (...), um acordo com a Colômbia que permite aos Estados Unidos o uso de sete bases militares, tudo isto após a posse de Obama, destaca a carta de Fidel Castro.
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