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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Tuitaço em apoio aos Guarani-Kaiowá e seu direito de resposta contra a Veja

BLOGAGEM COLETIVA - APOIO NAS DIVERSAS REDES - TUITAÇO #RespostaGuaraniKaiowa

Nesta quinta-feira, 22, a partir 15h, apoiadores, movimentos e indígenas se mobilizam para denunciar racismo na mídia e exigir direito de resposta aos indígenas.

"A conjuntura em que estão inseridos os Kaiowá e Guarani lhes é extremamente desfavorável. Num momento em que se procura gerar uma negociação que busque supe

rar os conflitos entre indígenas e fazendeiros no Mato Grosso do Sul, a revista [a Veja, e a Folha faz o mesmo] teima em incendiar os ânimos de seus leitores ruralistas. A matéria carrega em si uma série de falhas na apuração das informações, apresentando fatos falsos ou distorcidos
 
Leia a carta pública dos indígenas:
A escrita, quando você escreve errado, também mata um povo”. Assim afirmaram os professores Guarani-Kaiowá a respeito do que foi publicado na revista Veja, em 4 de novembro, sobre a luta de seu povo pelos seus territórios tradicionais.
Sob os títulos de “A ilusão de um paraíso” e “Visão medieval de antropólogos deixa índios na penúria” (nas versões impressa e virtual, respectivamente), a reportagem parte de uma visão: i) claramente parcial no que diz respeito à situação sociopolítica e territorial em Mato Grosso do Sul, pois afirma que os indígenas querem construir “uma grande nação guarani” na “zona mais produtiva do agronegócio em Mato Grosso do Sul”; ii) deliberadamente distorcida quanto à atuação política dos grupos indígenas supracitados e dos órgãos atuantes na região, desmoralizando os primeiros ao compará-los, ainda que indiretamente, a “massas de manobra” das organizações supostamente manipuladoras e com uma “percepção medieval do mundo”; iii) irresponsável e criminosa, por estimular medo, ódio e racismo, como se vê no seguinte trecho: “o resto do Brasil que reze para que os antropólogos não tenham planos de levar os caiovás (sic) para outros estados, pois em pouco tempo todo o território brasileiro poderia ser reclamado pelos tutores dos índios”.
A reportagem, assinada pelos jornalistas Leonardo Coutinho e Kalleo Coura, não perdeu “a oportunidade de apresentar, mais uma vez, a imagem dos Guarani e Kaiowá como seres incapazes, como [se] nós indígenas não fossemos seres humanos pensantes. Fomos considerados como selvagens e truculentos”, conforme escreveu o Conselho da Aty Guasu, a assembleia Guarani e Kaiowá, em nota pública lançada no último dia 5.
O documento repudia “a divulgação e posição racista e discriminante” do texto e reafirma a autonomia organizativa e política Guarani e Kaiowá na luta pela recuperação dos territórios. “A Luta pelas terras tradicionais é exclusivamente nossa. Nós somos protagonistas e autores da luta pelas terras indígenas. [E] nós envolvemos os agentes dos órgãos do Estado Brasileiro, os agentes das ONGs e todos os cidadãos (ãs) do Brasil e de outros países do Mundo”, afirmou a Aty Guasu. Ali também denuncia o tratamento difamatório na reportagem, reiterada na nota da Comissão de Professores Guarani-Kaiowá ao indicar que, propagando o ódio contra os indígenas, “a matéria quer colocar um povo contra outro povo. Quer colocar os não-índios contra os indíos. Essa matéria não educa e desmotiva. Ao invés de dar vida, ela traz a morte”.
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A conjuntura em que estão inseridos os Kaiowá e Guarani lhes é extremamente desfavorável. Num momento em que se procura gerar uma negociação que busque superar os conflitos entre indígenas e fazendeiros no Mato Grosso do Sul, a revista teima em incendiar os ânimos de seus leitores ruralistas. A matéria carrega em si uma série de falhas na apuração das informações, apresentando fatos falsos ou distorcidos:
1. A reportagem expõe e reforça uma imagem distorcida e estigmatizada dos indígenas como dependentes de órgãos púbicos e privados, usuários de drogas e reféns dos interesses de indivíduos ou organizações exógenas às comunidades. Essa imagem estimula o racismo, o ódio e preconceito contra indígenas, problema histórico no Brasil, em geral, e no Mato Grosso do Sul, em particular, podendo intensificar a tensão e a violência já sofrida pelo povo Guarani-Kaiowá;
2. Aciona, também, preconceito contra a sociedade não-indígena, quando afirma que a população apoiadora da causa é manipulada, conforme explicitado na nota da Aty Guasu: a “(…) REVISTA VEJA considera que esses cidadãos (ãs) manifestantes seriam ignorantes e não conheceriam as situações dos Guarani e Kaiowá, os tachando de ignorantes aos cidadãos (ãs) em manifestação”. Há também uma passagem de sexismo sugestivo no texto, citando mulheres que “não perderam a chance de protestar de peito aberto diante das câmeras”;
3. Omite a verdade quando ignora de maneira retumbante os posicionamentos públicos dos indígenas Guarani-Kaiowá organizados em sua assembleia maior, a Aty Guasu;
4. Deturpa de maneira generalizada o conteúdo da carta dos Kaiowá de Pyelito Kue, imputando suas denúncias a organizações exógenas e creditando ao Cimi sua autoria e divulgação. A reportagem, no mínimo, não atentou às datas de divulgação do carta, escrita de próprio punho por lideranças de Pyelito Kue e endereçada à Aty Guas no dia 9 de novembro. Deturpações como essa são usadas para corroborar a tese de que os Kaiowá são “manipulados” pelo Cimi, pelos antropólogos e pela Funai;
5. Não foram checadas informações e acusações. As organizações citadas no texto, notadamente o Conselho Indigenista Missionário, nunca foram questionadas pela reportagem sobre as informações e acusações;
6. Uso de fonte questionável. O antropólogo citado na matéria, Edward Luz, não é pesquisador dos Guarani e Kaiowá, sequer do Mato Grosso do Sul. É, sim, missionário evangélico, membro do Conselho Consultivo do Instituto Antropos, diretor da Associação das Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), vinculada à Missão Novas Tribos do Brasil, o braço brasileiro da ONG internacional New Tribes Mission, organização que já foi expulsa ou impedida de entrar em diversas aldeias indígenas pelo órgão indigenista oficial brasileiro, a Fundação Nacional do Índio. É a mesma fonte, também, de outras matérias na revista com o mesmo teor antiíndigena;
7. Houve ma-fé no uso de informações desmentidas há tempos. As informações destacadas no mapa sobre a dita “Nação Guarani” – que revisaria limites territoriais nacionais e internacionais – e a demarcação contínua das terras do sul do Estado do Mato Grosso do Sul já foram desmentidas por indígenas e posteriormente por antropólogos e pela própria Funai, e novamente pelos indígenas durante as agendas de audiências públicas no Congresso Nacional na última semana;
8. Uso de apenas uma linha de entrevista, de maneira descontextualizada, com um único indígena – mesma fonte da matéria anterior sobre os Kaiowá e Guarani – no sentido de sugerir concordância com o texto conclusivo da matéria;
9. Exposição indevida da imagem de crianças indígenas em fotografia utilizada para ilustrar reportagem preconceituosa, com contornos sensacionalistas, ofensivos e que faz juízo de valor depreciativo de sua comunidade.
Dessa forma, o Conselho da Aty Guasu, grande assembléia dos povos Guarani Kaiowá, em conjunto com as demais organizações signatárias, vem a público denunciar a postura criminosa da Revista Veja.
A Aty Guasu Guarani e Kaiowá e a Comissão de Professores Guarani e Kaiowá exigem a investigação rigorosa e punição cabível dos responsáveis, bem como o direito de resposta aos Guarani e Kaiowá na revista Veja. Tais demandas também farão parte de Representação ao Ministério Público Federal para que este, dentro de suas competências constitucionais, tome as medidas necessárias. A imprensa é livre para se posicionar da forma que bem entenda – no entanto, os “fatos” que norteiam a reportagem citada são falsos. Não se trata de uma questão de opinião, e, sim, de irresponsabilidade. Os povos Guarani e Kaiowá já foram vitimados suficientemente por irresponsabilidades.
Dourados, 14 de novembro de 2012

Conselho Aty Guasu (Grande Assembleia do povo Guarani e Kaiowá)
Comissão de Professores Kaiowá e Guarani
Campanha Guarani

Coassinam:

Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, MG e ES (APOINME)
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB)
Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET)
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Conselho Federal de Psicologia (CFP)
Conselho Indígenista Missionário (Cimi)
Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)
Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)
GT Combate ao Racismo Ambiental
Justiça Global
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
Instituto Socioambiental (ISA)
Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)
Inst. Nac. de Ciência e Tec. de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa (INCTI)
Mestrado Prof. em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Indígenas (CDS/UnB)
Movimento Brasil pelas Florestas
Movimento de Mulheres Camponesas (MMC)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
OcupaBelém
OcupaSampa
Plataforma Dhesca Brasil
Rede Jubileu Sul Brasil
Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP)
Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH)
Terra de Direitos – Organização de Direitos Humanos
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Jornalixo da Veja, a Ética e a Manipulação Midiática

Recentemente o Observatório da Imprensa publicou um artigo original da revista Veja que, surpreendentemente, parecia balanceado e até mesmo honesto. Coisa rara na história da revista, havia espaço para os dois lados da questão. Mas a "honestidade" para por aí. A revista não escondeu seu próprio lado ao chamar aqueles que defendem o protagonismo das redes sociais como "ciber-utópicos".

De qualquer forma, disse a Veja sobre os "ciber-utópicos":
A turma dos ciber-utópicos fez seu début em junho de 2009, depois que os iranianos saíram às ruas para protestar contra a eleição fraudulenta que reconduziu Mahmoud Ahmadinejad à presidência do país controlado pela ditadura dos aiatolás. O assunto foi o mais comentado do ano no Twitter, superando até a morte do astro pop Michael Jackson, o que levou os utópicos a cunhar a expressão "revolução do Twitter" e a apostar que essa ferramenta seria responsável por revoluções. O trecho de um editorial do respeitado jornal americano Washington Post captou o clima (otimista) da época: "O imediatismo dos tweets foi emocionante, com um fluxo de atualizações com fotos e vídeos que mostrou um retrato de crise no país. O que estamos vendo é a chama tremulante da liberdade." Um assessor do ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush chegou a sugerir que o Twitter fosse indicado ao prêmio Nobel da Paz pelo papel na crise. O governo de Teerã, contudo, não caiu: reprimiu os protestos e bloqueou serviços de internet. O episódio deixou a impressão de que a turma dos ciber-utópicos sobrecarregara de expectativas as asas do Twitter, fazendo do microblog a panaceia anti-ditaduras.
Já do lado dos "ciber-céticos", a Veja cita o onipresente "A Revolução não será tuitada" de Gladwell - que já desmontei em post anterior - e cita ainda o pesquisador iraniano Hamid Tehrani:
A resposta dos ciber-céticos veio na mesma intensidade, em sentido oposto. O primeiro contra-ataque foi comandado pelo pesquisador iraniano Hamid Tehrani, que tentou colocar os fatos ocorridos no Irã em sua real dimensão. "Houve uma sobrevalorização do Twitter. O país contou com menos de 1.000 usuários ativos. O maior volume de informações propagadas no microblog veio do Ocidente, de pessoas que não estavam no local. Quando alguém comentou que havia 700.000 pessoas protestando em frente a uma mesquita, descobriu-se que apenas cerca de 7.000 pessoas compareceram", escreveu.
Mas esperem, Hamid Tehrani como um ciber-cético?


Para quem não conhece o Hamid, ele é um autor do Global Voices Online e seria no mínimo engraçado que um ativista que usa as redes sociais como plataforma para divulgação da realidade iraniana fosse simplesmente um cético no que tange o uso destas em processos revolucionários e revoltas. Imagine então ser colocado ao lado de alguém como Gladwell!
  
Quando vi que ele teria sido supostamente entrevistado pela Veja enviei-lhe um e-mail questionando o fato e também questionando se ele havia realmente dito aquilo em qualquer outro lugar. 

Conhecendo o histórico de manipulações da Veja, é sempre bom verificar todas as informações.

Eis o que ele me respondeu, em tradução livre:

Se havia sido entrevistado pela Veja ou por algum jornalista brasileiro - "Não, eu não dei nenhuma entrevista a um jornalista brasileiro"

Sobre a frase selecionada pela Veja -  "A questão do Twitter: Eu escrevi um artigo para o Global Voices logo depois de estourar o movimento de protesto no Irã, 'Mito e realidade sobre o Twitter no Irã'" [o artigo é este, no link, em inglês]


Sobre a interpretação de suas palavras - "O que eu disse e o que sempre digo é que você não sabe realmente quantas pessoas usando o Twitter estão baseadas no Irã. Muitos dos que põem "Irã" em suas contas vivem fora do país e/ou conseguem sua informação de fontes de segunda mão, mais por ligarem para outras pessoas do que por estarem nas ruas.
 Eu acho que a Al JAzeera certa vez mencionou que menos de 100 contas do Twitter estavam ativas em Teerã durante as manifestações de 2009.
Na verdade, o Twitter, ao contrário do YouTube e Facebook, não teve um papel significante no Irã. Nunca."


Tentando entender melhor esta última parte, mandei outro e-mail, questionando o papel do Facebook e do Youtube (e não só do Twitter) ao que o Hamid me respondeu - "Sim, o Facebook e o Youtube tiveram grande papel. O líder da oposição, Moussavi, tinha pelo menos 150 mil fãs no Facebook e os vídeos do Youtube estiveram muito presentes."
Apenas nesta simples e rápida troca de e-mails podemos ver que o Hamid, nem de longe, é um "ciber-cético". E tampouco deu qualquer declaração à revista Veja.

Ele tão somente criticou o ibope dado unicamente ao Twitter, mas defende a importância das mídias sociais como um todo, em especial do Facebook e do YouTube. Apenas disso já notamos que a reportagem da Veja não é apenas tendenciosa, mas foi mal feita e as informações não foram devidamente apuradas. O e-mail do Hamid está disponível para quem quiser em sua página do Global Voices e não custava nada apurar antes de publicar.

No artigo que Hamid cita em seu e-mail, há de fato uma crítica ao poder do Twitter. Fala-se que ele leva a conclusões erradas muitas vezes, mas mesmo assim Hamid o considera uma forma interessante de espalhar notícias para o mundo, de dar visibilidade aos protestos. Ele ainda afirmou que:
Twitter and Facebook along with reformist websites such as Ghlamnews help communicate the decisions of reformist leaders and pass on the message.
Ou seja, que o Twitter, o Facebook e os sites reformistas ajudaram a comunicar as decisões dos líderes reformistas e ajudaram a passar a mensagem.

Para quem ainda pensa no Hamid como um "ciber-cético", repasso:
Most people tweet what they read on websites, and have also shared useful tips and information to help Iranians circumvent internet filtering and censorship. In other words tweeting helps create an information pool.
 "Muitas pessoas tuitaram o que leram em websites, e também compartilharam dicas úteis e informação para ajudar os iranianos a contornar a censura e filtragem da rede. Em outras palavras, tuitar ajuda a criar uma rede de informações."
Mas para quem pensa que acabaram os problemas, ledo engano.

O artigo do Hamid é de 4 de julho de 2009 e muito do que foi dito por ele foi retomado em uma entrevista - aí sim, ENTREVISTA - feita pelo The Guardian em 9 de junho de 2010.

Disse Tehrani ao The Guardian:
Such hyperbole reveals more about western fantasies for new media than the reality in Iran, argues Hamid Tehrani, the Persian editor of the blogging network Global Voices.
"The west was focused not on the Iranian people but on the role of western technology," he says. "Twitter was important in publicising what was happening, but its role was overemphasised."
Tehrani estimates that there were fewer than 1,000 active Twitter users in Iran at the time of the election. "Some people did provide updates from Tehran, but many didn't check out. When someone tweeted that there were 700,000 people demonstrating in front of a mosque, it turned out that only around 7,000 people showed up."
A matéria da Veja tem uma incrível semelhança com a do The Guardian, mas curiosamente não a cita. A veja não se dá ao trabalho de citar a fonte original, o Guardian, e nem o Global Voices - coisa que o Guardian fez.

E esta não é a primeira vez que a Veja cita um autor do Global Voices mas não cita o fato (ou a fonte).

Em 2009, informa Daniel Duende, ex-editor do Global Voices em Português e atual colaborador do projeto - a Veja copiou letra sobre letra artigo sobre a Palestina - "Blogueiros em Gaza relatam o terror" - sem citar a fonte e, mesmo depois de imensa pressão da blogosfera, não se retrataram ou retiraram o artigo do ar.

Segundo a Veja, o jornalista (sic) André Pontes foi o autor da reportagem... E não o Global Voices!

Daniel Duende, com propriedade, exclamou na época:
Todos sabemos a qualidade do trabalho jornalístico (!!??) da Veja piora a cada dia. Não é supresa que eles plagiem sem citar fontes, roubem material, mintam, se façam de desentendidos. Mas não é por isso que devemos parar de reclamar ou de nos indignar frente aos absurdos cometidos por esta revista semanal sem compromisso algum com o jornalismo, e muito menos com a ética.
Continua assustadoramente atual. Ética e jornalismo, para a Veja, são coisas que não combinam.
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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sexta é #DiaSEMGlobo


Sexta-Feira, convocado na esteira do CALA BOCA GALVAO e do CALA BOCA TADEU SCHMIDT, é o Dia Sem Globo. 24h em que tod@s estão convidados e convocados a não assistirem a Rede Globo.

Assistam ao jogo do Brasil pela Band! Vamos boicotar a rede manipuladora!

A iniciativa tem tudo para dar certo. Não apenas porque tem grande visibilidade no Twitter, mas porque, se o CALA BOCA GALVAO era apenas uma brincadeira, as manifestações do CALA BOCA TADEU SCHMIDT e o grande apoio que Dunga vem recebendo demonstram que algo mais existe na história.
Acompanhei o nascimento de ambas as campanhas e pude ver centenas, talvez milhares de tuítes que, durante a segunda, demonstravam franco repúdio à Globo, não só pela perseguição ao treinador, mas também contra a risível declaração de seus jornalistas de que a rede seria séria e comprometida com a verdade.
Faço minhas as palavras do Murilo Rodrigues:
Dunga se tornou meu ídolo, no exato momento em que eu ouvi, pela internet, após a exibição do Fantástico na Globo, o 'pronunciamento' desta emissora, cujo porta-voz foi o seu palhaço da vez, o mauricinho encapuzado, Tadeu Schmidt. Oh, coitado! Todavia, eu não esperava ver confirmada tão rapidamente a minha tese do post anterior, escrito no último dia 17, pela qual eu argumentei que o Brasil já luta contra a Globo, mas o que foi que me surpreendeu hoje pela manhã, nos trending topics do twitter? O sonoro CALA BOCA TADEU SCHMIDT, que dominou o mundo.
Desta vez, não queríamos somente fazer piada. Fomos mais diretos em nossa mensagem. CALA BOCA REDE GLOBO foi o subtexto. Estarmos imbuídos disso dá-me vontade de chorar! Num dia só, ganhei um general e um exército ou, para ser engraçadinho, num só dia ganhei uma seleção brasileira para eu torcer (cosa que nunca fiz na vida, juro) e um circo inteiro do qual eu rirei cada vez mais, junto com meus contemporâneos.
Raras vezes acompanhei um repúdio tão óbvio contra esta rede de TV que cheira a podre. E não falo apenas dos meus seguidores ou de quem sigo, mas de muita gente bem longe do meu... "cícrculo", e algo bem amplo.

Esta amplitude, aliás, é o mais importante, pois de nada adianta se apenas um pequeno grupo aderir e, falando daqueles que conheço, estes já não assistem a Globo de qualquer forma. Seria chover no molhado.

Diz muito bem o Rovai em seu blog:
E agora Dunga não joga mais sozinho. Nesta sexta-feira a blogosfera e os tuiteiros têm um encontro com a Globo. Iniciou-se um movimento para derrubar a audiência da emissora na hora do jogo Brasil e Portugal. É o #diasemglobo.
Derrubar a audiência da Globo na sexta pode criar um novo patamar nas relações entre o seu tão propalado poderio e a força da rede.
Aliás, a Globo já vem tomando uma goleada da internet nesta Copa. Além de o CALA BOCA GALVAO ter assumido a liderança mundial do twitter nos primeiros dias de jogos, depois da briga da emissora com o técnico Dunga, a liderança passou a ser do Cala a Boca Tadeu Schimidt, que foi o porta voz do editorial da emissora contra o técnico da seleção.
Espero que um grande número de pessoas apoie a idéia e que o IBOPE da globo tenha uma bela queda! Um ponto que for já é uma vitória, são mais de 55 mil pessoas se unindo ao boicote!

Sexta, dia 25 de junho, façamos um dia histórico, um dia sem Globo!

Já aparecem acusações de que a Globo está manipulando os TT para que o #DiaSEMGlobo não apareça entre os mais tuitados!



Vejam algumas reações no Twitter:










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terça-feira, 27 de abril de 2010

Temporão, Saúde, Sexo e o PIG escandalizado!


Difícil compreender o furor midiático sobre a declaração do Ministro da Saúde José Gomes Temporão de que as pessoas deveriam fazer sexo para combater doenças crônicas.
"Dancem, façam sexo, mantenham o peso, façam atividades físicas e, principalmente, meçam a pressão arterial."
“Não é brincadeira, é sério, fazer atividade física regular significa também fazer sexo, com proteção sempre, claro

Sexo é algo não só saudável por si só, mas também é a solução para diversos problemas - não só físicos - e pode ainda elevar a auto-estima dos indivíduos. Difícil encontrar um problema na declaração do ministro que se limitou a recomendar que as pessoas consumam frutas, tenham uma alimentação saudável e façam sexo, logo, exercícios físicos.

Difícil compreender a opinião de conservadores e aloprados como, por exemplo, o boçal do Reinaldo Azevedo, que obviamente encontraram nesta mais uma chance de criticar tudo que tenha relação com o governo.

Pior ainda é entender como uma mídia que vende sexo diariamente se sente escandalizada com uma declaração tão... besta! Óbvia!

A mídia vende dariamente o sexo como algo normal, como algo necessário... De fato o é. Mas a mídia chega a vender o sexo como algo que se não for "consumido" de todas as maneiras e a todos os momentos irá tornar o indivíduo que discorda da forma/conteúdo um outsider, um estranho.

A mídia coloca sexo em praticamente tudo que vende. Se vende cerveja a sexualidade está ali, a idéia de satisfação sexual está sempre presente. Se vende carro é a mesma coisa, se vende refrigerante, idem; tudo está impregnado com sexo, com insinuações. Mas esta mesma mídia se escandaliza, se sente violada com uma declaração de um ministro que defende exatamente o uqe vende o PIG - ainda que de forma totalmente diferente.

No twitter, Temporão chegou aos Trending Topics brasileiros e, pelo que li - e foi muito - a grande maioria dos comentários era em tom de brincadeira ou de apoio ao ministro com raras críticas, normalmente sem qualquer sentido ou fundamentação.
Vejam só o nível da argumentação de quem se sentiu escandalizado com a declaração - e o PIG adotou postura semelhante - e como a falta de argumentos impressiona. Falta de argumentos e tremenda falha ou incapacidade de interpretação.

No PIG as frases do Ministro foram colocadas totalmente fora de perspectiva e tomaram um sentido diverso do que, bem situado no texto, queriam efetivamente dizer. Sexo também é uma forma de exercício, e junto com alimentação saudável e outros cuidados você poderia se curar ou evitar doenças crônicas como a hipertensão. Aliás, o PIG vende o sexo como forma de "complitude".. Mas não serve quando é um ministro do governo que se "apropria" da idéia?

E Temporão não está errado!
Falando especificamente do PIG, não fui o único a notar o tom elitista, preconceituoso e oportunista do mesmo:
Mas, no fim, fica a certeza de que o PIG continua na sua campanha para atacar em todas as frentes e como pode o governo. Não importa com quais argumentos nem o quão ridículos eles sejam. Mas existe vida inteligente que não cai.
Será que a partir de agora a mídia vai cobrir as mulheres de biquine, vai pôr um fim às insinuações e conotações ou vai continuar a fingir-se de santa e inocente, mais uma vez faltando com a verdade e decência? Eles podem. E só eles. Sexo é sagrado... mas apenas se for usado para vender e consumir.
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Plebiscito de Evo Morales e a reação no Twitter

Interessante discussão na madrugada de 14 para 15 de dezembro no Twitter.

Mesmo em apenas 140 caracteres uma boa discussão se iniciou em torno da proposta de Evo Morales de um plebiscito latinoamericano contra as bases yankess na Colômbia.

@Caetano_Pacheco e @mauricioas eram os mais céticos, comentando sempre que nenhum país teria legitimidade para fazer nada contra a Colômbia ou que a colômbia faria o que quisesse pois era sua soberania em jogo - o que devo discordar, afinal, a presença de bases estrangeiras por si só se configura numa quebra da soberania - e, por fim, que a presença dos EUA seria apenas uma ameaça para àqueles de determinada ideologia, é apenas subjetivo.

Bem, discordei e continuo discordando frontalmente de tais argumentos, assim como o fizeram @Mingo_tome, @Mayroses e @dolphindilun.

Uma voz mais distanciada foi a de @nideoliveira77, mais contemporizadora.

A idéia do plebiscito pode ser interpretada de duas formas: Primeiro como uma forma direta de pressionar tanto Uribe quanto Obama e demonstrar o repúdio internacional. E, segundo, como forma de legitimar a luta contra as bases e a ingerência dos EUA e pressioanr até mesmo a OEA a agir, aí sim, com efeitos práticos.
é subjetivo. Tudo isso de nação beligerante e dominadora, assim como uma comparação com Honduras, é subjetivo. Ideológico. @caetano_pacheco from web
Não estamos falando apenas da soberania da Colômbia, mas de uma questão de segurança regional e um problema regional. Pergunte a qualquer militar e ele lhe dirá que bases de nações historicamente hostis em território vizinho e próximo da fronteira são um perigo à segurança de um país.
[isso afeta todos os vizinhos] Como afeta? Objetivamente, não é fato. Tudo que pensamos sobre EUA é político/ideológico. @caetano_pacheco from web
E o caso é este. Temos uma nação historicamente ligada à golpes e guerras "preventivas" fincando bases em um Estado reconhecido por seu desrespeito aos direitos humanos e inclusive por invasões a territórios de outros Estados (vide o caso da invasão de tropas colombianas no Equador) sob a bandeira de uma guerra contra o terror que pode abarcar todo o continente em um conflito.
Não se trata unicamente da soberania de um país que de antemão já abriu mão da mesma ao permitir as bases e e pôr o controle quase total de seus recursos nas mãos de interesses estrangeiros.
Pacheco, o problema é: No caso das Bases a Colombia é soberana, claro. Entretanto, isso afeta todos os vizinhos. Fato. @mingo_tome from TweetDeck 
A Colômbia se apresenta, hoje, como um perigo regional e tal questão deve ser tratada com seriedade.
Acho q/ lançar a ideia q/ Evo lançou é uma tentativa de pensar uma estratégia regional p/ superar o domínio eterno sobre a AL. @Mayroses from web

A proposta do Plebiscito de Evo Morales vai neste sentido, ele busca de cara demonstrar que os países da região e membros da ALBA não irão aceitar passivamente que um país vizinho se arme até os dentes e seja base para uma potência agressiva - e isto não é subjetivo, é histórico.
O que eu disse é que um referendo não só solaparia a sobernia do povo colombiano como é inviável politicamente. @flavio_as from web


 mas todos sabemos que um plesbiscito não vai resolver a questão, ninguém aqui é criança para crer nisso. from TweetDeck
Estamos em um mundo cada vez menor e interligado, o que alguns chamam de soberania passa pelos interesses e pela segurança de outros. Este é o caso.
Pacheco, ninguem aqui defende intervenção onde que que seja.Isso é má interpretação do que Evo deseja de fato. Ele ñ é tolo. @mingo_tome from TweetDeck
Enfim, a proposta de Evo vem no sentido de PRESSIONAR a Colômbia em um primeiro momento e, penso, em desdobramentos futuros, numa ação conjunta na OEA ou na UNASUL a fim de evitar que haja uma escalada militar na AL sob a desculpa da guerra contra o terror quando, na verdade, existe uma tentativa de cercar países considerados inimigos dos EUA como Venezuela, Equador e Bolívia.
3) No máximo, dá para fazer pressão internacional sobre a Colômbia. Reunir os países da AL e discutir como pressionar. @nideoliveira77 from web
É o velho Monroísmo e Corolário Roosevelt atacando a América Latina. Nada mais que a reedição de uma diplomacia intervencionista que conhecemos bem e que nos resultou numa bela Aliança para o Progresso: Ditaduras.
@caetano_pacheco Ninguem falou em "impor nossa vontade" a Colombia, e sim em pressioná-los. #diplomacia @mingo_tome from TweetDeck
Progresso para quem?
Plebiscito é forma de legitimar pressões e até sanções intl contra colômbia e demonstrar o repúdio da AL.É manobra política @Tsavkko from TweetDeck
Não tomemos a idéia de Morales como um plebiscito específico, pode até acontecer! Mas a idéia passa pela pressão e condenação internacional.
O plebiscito foi jogar verde. A idéia é o repúdio. Isso é comprável. @Tsavkko from TweetDeck
E, tratando de tecnicidades, o plebiscito não precisa ser levado à frente necessariamente pelo governo brasileiro, mas pela sociedade civil, como foi o plebiscito da Vale.
O plebiscito ñ precisa ser como vc's pensam, pode ser levado pela sciedade civil. from @Tsavkko via TweetDeck

Exato!Pode ser feito pela sociedade civil, sim..é pressão. É dizer q/ não esta todo mundo topando o eterno jogo do império from web

Aliás, a posição da mídia neste caso é clara. O perpétuo alinhamento à potência do norte. Discordar dos desígnios divinos dos EUA - é a periferia feliz em satisfeita em adotar para si o Monroísmo já morto do norte - é loucura, radicalismo.


Interessante que alguém tenha encontrado algum "radicalismo de esquerda" nas verdades ditas na reunião da ALBA:
Um carta de Fidel Castro, lida por Chávez, reabriu o capítulo das más relações com os EUA, após uma pausa provocada pelo fim do mandato de do presidente George W. Bush.
"São óbvias as intenções do Império (EUA), desta vez sob o sorriso amável de um rosto afro-americano".
Os Estados Unidos "não podem conosco, saiba o senhor Obama, saiba o senhor Prêmio Nobel da guerra", disse Chávez.
"A América Latina será o segundo Vietnã", advertiu o boliviano Evo Morales.
Promoveram um golpe de Estado em Honduras (...), um acordo com a Colômbia que permite aos Estados Unidos o uso de sete bases militares, tudo isto após a posse de Obama, destaca a carta de Fidel Castro.
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sábado, 5 de dezembro de 2009

Produção e Consumo de Notícias: O Twitter enquanto Ferramenta Jornalística

Compartilho com todos a apresentação "upada" para o slideshare feita por mim e pelo Diego Casaes e apresentada originalmente no III Simpósio Nacional da Assossiação Brasileira de Cibercultura (ABCiber), no dia 16 de novembro de 2009, sob o tema "Produção e Consumo de Notícias: O Twitter enquanto ferramenta jornalística".






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quinta-feira, 2 de julho de 2009

#ForaSarney: Ou Como não fazer um protesto


No Twitter o movimento segue forte. Só ontem os acessos ah hashtag #ForaSarney ultrapassara os 2 milhões (2.320.000), mas na "realidade", nos protestos de rua convocados, nenhum sequer chegou a agregar 30 pessoas (Update: Salvo o de São Paulo com cerca de 50, viva!).

No Rio, apenas 26 pessoas se animaram a participar. Em Campo Grande (MS) os manifestantes tiraram algumas fotos e é possível ver o número diminuto de participantes.

Em São Paulo, 50 compareceram. E não vale contar os que estavam parados na frente do MASP tentando entender o que acontecia!

Mas, também, o que esperar de um movimento capitaneado por duas sub-celebridades como Tico Santa Cruz (Quem?) e Marcelo Tas? Marcelo Tas que, aliás, defendeu a PM na invasão da USP e foi obrigado a se retratar depois...

Já não bastava ter virado garoto-propaganda da Telefónica.... Tem gente que não sabe quando chega ao fundo do poço!
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Não sei o que me deu mas fui até o blog do tal do Tico Santa Cruz (Quem?) e me deparei com algo ainda mais ridículo que o comparecimento aos protestos...

O Post "Sarney Venceu" é simplesmente grotesco!

Segundo o "jornalista" (sic mil vezes), Sarney teria vencido porque milhões de brasileiros não participaram dos protestos e também porque muitos ridicularizam o protesto. É uma análise tão torpe que QUASE não merece comentários.

Quase porque, infelizmente, tem gente que realmente lê o blog do indivíduo e porque conseguem levar a figura à sério....

Sarney não "venceu", tampouco perdeu . Um protesto organizado por meio de uma ferramenta da qual uma parcela ínfima da população brasileira participa não é termômetro para nada.

Além disso, esperar que milhares - milhões? - de cibermilitantes realmente saiam às ruas para protestar em um país em que não se levanta a bunda da cadeira para nada além de torcer (obrigado, Millôr), é querer muito! É preciso fumar e cheirar demais para acreditar realmente numa besteira dessas!

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Quanto a idéia em si, interessante. No Irã boa parte dos protestos vem sendo organizada pelo
Twitter, muita informação sai do país também só através deste meio e o mesmo vale para Honduras, onde até a energia elétrica vem sendo cortada e foi baixado um Estado de Sítio ("apenas" por 72h, lamenta o Uol).

Mas no Brasil a coisa é diferente. E vimos apenas sub-celebridades tentando aparecer e não um movimento legítimo de massas, mas algo arquitetado por gente que quer ter mais que 15 minutos de fama e ser alguém, fingindo realmente se preocupar com o país e com alguma coisa séria.

Um movimento que tinha até uma cara, uma idéia curiosa, descambou para uma palhaçada mal organizada e um fracasso total.

Aliás, voltando à idéia central, ela é simplista. De que adianta um #ForaSarney? Sai Sarney e entra outro igual. Vão puxar um "Fora" sempre que um novo canalha assumir o posto?

O protesto deve ser contra o congresso, contra os corruptos, contra todos - ou quase todos - e nao contra A ou B, acabando por fazer o jogo de quem quer derrubar o Lula.

Longe de mim defendê-lo, detesto Lulismo, mas a derrubada do Sarney interessa à quem quer barrar o governo, e é fato verificar. Se o DEM está envolvido, alguma coisa podre paira no ar.

Enfim, o protesto foi um fracasso, algumas sub-celebridades já jogaram a toalha mas alguns no Twitter continuam a defender a continuidade, que o próximo será maior e etc...

Quem viver verá!
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domingo, 26 de abril de 2009

FBI teme uso do Twitter por terroristas

SÃO PAULO - O FBI prendeu um homem de 52 anos, identificado como Daniel Knight Hayden acusado de pregar um massacre pelo Twitter.

Usando um nome fictício, o twitteiro passou a ameaçar terceiros pela rede de microblog e apontar locais no Estado de Oklahoma onde “mortes” deveriam acontecer. O usuário chegou até a postar uma ordem para o início dos “ataques”.

Denunciado, o usuário foi rastreado pela polícia e acabou preso por agentes do FBI. Aparentemente, Daniel é apenas uma pessoa com desequilíbrios mentais que não integra, de fato, algum grupo capaz de organizar ataques.

Apesar disso, o FBI alertou para a necessidade de controle sobre ferramentas como o Twitter, que permitem aos usuários se organizarem rapidamente, de forma remota. A polícia americana teme que a ferramenta possa ser usada por grupos terroristas.

Via Info

Assustadora - mas não pouco esperada - a possibilidade de controle de ferramentas como o Twitter. Nada diferente do que se esperaria do FBI ou de qualquer outra organização policialesca, especialmente estadunidense.

Mas é assustador. E infantil.

Salvo a rapidez e alcance, QUALQUER ferramenta, desde o Twitter até o comum telefone celular, pode ser usada por "terroristas" e por posers de terroristas para os fins que quiserem.

O objetivo do FBI é, claramente, o de controle social. Basta ,ver o que aconteceu em Moldova mês passado. Os protestos em massa contra a vitória dos Comunistas foi organizada via Twitter. Milhares foram às ruas, invadiram e queimaram o Parlamento e a residência oficial do Presidente, como mostrei diversas vezes (aqui, aqui e aqui).

Qualquer tipo de controle como o proposto pelo FBI, que significa apenas a invasão de nossa privacidade sobre falsos pressupostos de defesa da pátria (levando em conta que a polícia de um país teria acesso à informações de pessoas de todos os países, não existem fronteiras na internet).

Se formos temer que alguma ferramenta seja usada por terroristas então daremos adeus à qualquer tipo de privacidade, porque nossos e-mails serão lidos por terceiros, nossas contas de orkut, facebook, twitter e afins serão escancaradas para a polícia, nossas ligações telefônicas serão totas ouvidas por outros indivíduos e seremos vigiados por câmeras até memso dentro de nossas casas. Não vejo, honestamente, outra maneira de evitar o terrorismo que tomando estas atitudes extremas. E não duvido que algo assim seja seriamente proposto por CIA, FBI e correlatos. Viva o Big Brother!

Escrevi ha algum tempo aqui sobre a jus cerebri electronici, um conceito juríodico base da Cesidian Law, teoria criada por Cesidio Tallini que trata da liberdade na internet e da impossibilidade legal do controle da internet e dos servidores por parte dos Estados. É um conceito radical mas, nos tempos atuais de Big Brother, não parece tão deslocado ou nocivo e sim uma maneira de se pleitear liberdade e privacidade.

Apenas um comentário final, é notável o pavor dos EUA pelo fenômeno do terrorismo quando é a própria sociedade americana e seu modelo que criam o terrorismo, dentro e fora de suas fonteiras. Seja pelo modelo dotado internamente, de competição, de "ser o melhor", de aculuar, de fazer o primeiro milhão, que acaba levando aos massacres que vmeos diariamente por lá (mas não só, no fim das contas o ser humano é mesmo imprevisível), seja pelo modelo adotado externamente, de invasão de países alheios, manipulação da política de países alheios, assassinatos seletivos, bombardeios e intromissão em todos os aspectos de países outros.




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