Sou filho da PUC. Ex-aluno da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde me graduei em Relações Internacionais em 2009. E mesmo como ex-aluno continuo a acompanhar com apreensão a situação atual de vazio de poder, com a golpista Anna Cintra, com apoio da Igreja, buscando legitimar a farsa de sua nomeação. A situação é simples até o momento em que a justiça começa a decidir por um lado num dia e por outro no outro.
Honestamente, não sei mais em que pé estamos, se a justiça considera a golpista reitora ou não. Da última vez que vi algo sobre o assunto, havia uma multa a ser aplicada a golpista sempre que esta se aventurasse a se declarar reitora. Mas, com alguma surpresa, vi no dia 8 de janeiro, a golpista sendo entrevistada por diversos jornais da Globo e GloboNews na condição de reitora.
Não que eu espere quea globo faça jornalismo ou se preocupe minimamente com a situação da PUCSP, mas de qualquer forma considerei um absurdo a desfaçatez da golpista em passar por cima da ampla maioria de alunos, professores e funcionários em greve há meses que não a reconehcem ou reconhecerão como reitora.
Que ela governe para as baratas do prédio velho.
Mas, enfim, o objetivo deste artigo, passado o pequeno desabafo e a estranheza com a situação, é comentar sobre as notas dadas a cursos reconhecidos por sua qualidade, como História e Geografia da PUCSP, Ciências Sociais da UFF, Arquitetura do Mackenzie, dentre outros cursos da PUC Minas, CEFETS e afins.
A forma pela qual estes cursos são avaliados - via ENADE - é ridícula.
Fui forçado a fazer a prova - obviamente a boicotei -, e quem se recusa a comparecer ao local da prova não pode se formar. Nada poderia ser mais antidemocrático. No meu caso - e de todos os alunos de Relações Internacionais da PUC - tive de prestar a prova no extremo norte de São Paulo, numa área longinqua e de difícil acesso, onde só dava pra chegar de carona ou depois de horas de transporte público.
Não bastasse, a prova é pífia. Não avaia nada. Não respeita as especificidades regionais e de cada universidade, o foco de cada curso. Ademais, acreditar que uma única prova, mal feita, rasa, no fim de 4 anos de graduação consegue avaliar um curso como um todo é motivo para riso.
Fora que a avaliação é boicotada em grande parte pelos alunos revoltados com esta imposição absurda e inútil. Enquanto isso as UniEsquinas realizam até cursinhos para preparar seus alunos para a prova, distribuem brindes pros melhores, para incentivá-los e, enfim, continuar de portas aberta,s mesmo sendo medíocres.
Querer condenar cursos sérios de PUCs, federais e institutos federais enquanto ainda existem Unibans e Anhangueras demonstra não apenas a falta de caráter desse governo, mas de como a mercantilização da educação parece irreversível e da conivência do poder público com a situação.
São milhões de reais "investidos" em bolsas para o governo fingir que investe em educação para as classes mais pobres, quando na verdade o Estado se limita a lavar as mãos, entregar a educação apra instituições medíocres que visam unicamente seus lucros para depois o Estado usar estes "formados" como propaganda positiva quando, na verdade, muitos vão sair da universidade sabendo tanto quanto quando entraram.
Para piorar temos a cara de pau do Mercadante na TV falando em falta de consistência no ensino e diploma e querendo se mostrar incisivo (talvez tanto quanto no apoio à repressão à greve dos professores, afinal se UniEsquinas pagam mal, porque o governo que terceiriza o ensino teria de pagar bem?). Não passa de um palhaço.
É política de governo ignorar o boicote ao ENADE e a precariedade de sua fiscalização e conceitos usados.
E numa das entrevistas, Mercadante ainda completou que é preciso ter qualidade no diploma... que você está comprando! COMPRANDO! Não é ato falho, é declaração e falência do ensino e de conivência do Estado e do PT.
Se Mercadante quiser aproveitar a farsa enquanto paga de brabinho, que faça algo de verdade pela educaçãos. E enquanto isso UniEsquinas proliferam.
Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Sobre ENADE, conceitos e UniEsquinas
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
O futuro nos pertence, ninguém pode deter a primavera - Mensagem da Construção Coletiva/PUCSP
Mensagem da Chapa Construção Coletiva, do Direito da PUCSP que, infelizmente, não conseguiu a reeleição para o Centro Acadêmico de Direito "22 de Agosto" da PUC de São Paulo.
Uma bela mensagem que merece ser compartilhada.
Saudações e um forte abraço aos companheiros Aldo e @Hugoalbuquerque, do Descurvo.
Uma bela mensagem que merece ser compartilhada.
Saudações e um forte abraço aos companheiros Aldo e @Hugoalbuquerque, do Descurvo.
Caros Companheiros,Queríamos, por meio desta carta, agradecer aos 728 votos de confiança que recebemos este ano – 50 votos a mais que em nossa eleição passada. Agradecer ao apoio e a militância de todos e todas que estiveram dispostos a nadar contra a maré e abraçar uma causa tida por muitos como inimaginável. Agradecer as palavras de apoio, as mensagens de carinho e incentivo, a paciência e a inesgotável energia daqueles que em 2010 fizeram questão de vestir, literalmente, nossa camisa.Agradecer a um voto, que não foi um voto em uma chapa ou em um grupo, mas em um projeto de universidade e sociedade radicalmente diferente daquilo que está posto. Um voto corajoso, que não se curva às mediocridades do dia-a-dia, aos malabarismos da ‘sociedade espetáculo’ e às covardias de uma campanha eleitoral marcada por trapaças e sujeiras.Agradecemos principalmente a você, que mesmo assustando-se muitas vezes com o nosso radicalismo, se dispõe a dar a cara a tapa e defender algo diferente de tudo que é vigente em nosso convívio social. A você, que se sente inseguro em relação aos movimentos populares e sociais, que não tem uma opinião formada em torno das ditas “festas opressoras”, que não se reivindica de esquerda, ou muito menos socialista, mas que sabe que há algo fundamentalmente errado em nossa sociedade.Após a mais disputada campanha eleitoral na história recente do “22 de Agosto”, não nos reelegemos por 8 votos. Poderíamos, aqui, denunciar os apócrifos panfletos caluniosos distribuídos pela chapa adversária que tentaram, em vão, nos humilhar e nos rebaixar. Ao contrário de nossos adversários, não fazemos política na base da sujeira. Poderíamos, aqui, denunciar a postura irresponsável da comissão eleitoral, que ao lado da chapa adversária, esvaziou o conteúdo da campanha ao atropelar as regras e o formato do debate do dia 20, na sala 333. Independentemente dos espaços formais, optamos por debater nosso projeto nos corredores.Nosso projeto não se inicia nem se encerra em nosso Centro Acadêmico. Nosso projeto não gira em torno de instituições, títulos ou cargos. Nosso projeto não é passível de ser medido através das urnas apenas uma vez por ano.Nosso projeto sempre foi fazer o debate político. Por isso, saímos vitoriosos. Nosso projeto sempre foi levantar os mais diversos questionamentos a respeito de nossa faculdade, nossa universidade e nossa sociedade. Por isso, saímos vitoriosos. Nosso projeto sempre foi construir e consolidar a militância e engajamento estudantil nos espaços da PUC. Por isso, saímos vitoriosos. E se conseguimos, mesmo que por alguns curtos instantes, levantar questionamentos que muitas vezes parecem inquestionáveis, sem medo de onde eles poderiam nos levar e ciente das conseqüências que eles poderiam nos trazer, podemos afirmar, independente dos resultados das urnas, que ganhamos essa eleição.Agradecemos mais uma vez a tudo e a todos, felizes por avançar em nossos debates e consolidar a militância estudantil no Direito da PUC. Em respeito aos 728 votos que recebemos, continuamos nossa militância no curso de Direito, mantendo-nos fieis ao nosso projeto e carta-programa. Avançaremos, um a um, nossos projetos e propostas, independente do Centro Acadêmico, do qual exigiremos as garantias mínimas de uma boa gestão do espaço público: prestações de contas periódicas, responsabilidade financeira e compromisso com a manutenção da Assistência Judiciária.O futuro nos pertence, ninguém pode deter a primavera.Construção ColetivaComprometida, Coerente e Cotidiana
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Debate Virtual da Folha e Uol - Apontamentos sobre a farsa da democracia
Esquerda ou direita. Não importa o lado. O centro das atenções do debate patrocinado pela Folha e pelo Uol (Abril, logo, Veja) foi o excluído, foi Plínio de Arruda Sampaio. enquanto, no Tuca, se degladiavam Serra e Dilma, com Marina na garupa ora de um, ora de outro, Plínio, em sua twitcam, agregou mais de 3 mil pessoas e, num tom mordaz e informal, comentava o que acontecia, sempre lembrando de sua vergonhsa exclusão.
Bem, não surpreende a exclusão do candidato Socialista de um debate promovido pelo jornal que emprestava seus carros para a Ditadura, para a tortura de presos políticos. tampouco surpreende que, por ser um incômodo, nenhum dos candidatos presentes se dignou a comentar sua ausência, a protestar, a ser ético e exigir que a democracia fosse respeitada.
O debate de hoje foi puramente virtual, mas não deixou de ter ares de televisão, com longos comerciais e, bem, comerciais em si. Mas, por não ser na Tv propriamente dita, a legislação eleitoral permitia a exclusão de candidatos, coisa que não é permitida na TV, daí Plínio ter que estar em todos. Para desespero dos demais.
O sucesso do Plínio foi evidente, figurou nos Trending topics do Twitter nacional e mundial:
Sobre o debate em si, em alguns momentos temi pela baixaria. Serra, destemperado, atacava covardemente, com a ajuda de repórteres da casa, logo, aliados de sua campanha, contando ainda com a ajuda dos universitários, ops, de internautas selecionados à dedo. No fim, Dilma soube escapar das perguntas e, não só, transformar perguntas horrorosas em excelentes respostas. Dilma foi muito bem, uma tremenda evolução desde o debate da Band.
Marina foi muito bem em alguns momentos, fez o melhor fechamento, mas não esconde seu exacerbado Ecocapitalismo. Chegou, por exemplo, a dizer que o meio ambiente é oportunidade de negócios. Simplesmente lamentável. E, mesmo sem tocar em outras questões cruciais, todos sabemos de suas posições retrógradas e reacionárias em relação ao Aborto, Casamento Gay, Pesquisa com Células tronco e etc. Defende a posição da igreja, de pastor corrupto e não a dos Direitos Civis e Direitos Humanos.
Serra, dispensa comentários. Nervoso desde o começo, se esquivou de perguntas e atacou como cão raivoso. Já ao chegar ao TUCA destratou a repórter que ia lhe entrevistar e demonstrou falta de controle ao atacar o PT em diversas questões em que, notoriamente, tem teto de vidro. Desconversou na questão dos pedágios (basicamente disse que o pedágio é caro mas, e daí? A estrada é boa) e, ao invés de responder porque tem corruptos como Roberto Jefferson como aliados, atacou o PT e Zé Dirceu - que não é flor que se cheire mas não era a pergunta e nem o objeto de discussão.
Sem dúvida, Dilma manteve o apoio que tinha, reafirmou aquilo que muitos sabiam e, por sua segurança e boas respostas pode ter cativado alguns eleitores. Mas a vitoriosa do debate foi a Marina, que mudou a tática de ser uma mera linha auxiliar do DemoTucanato e atacou o Serra, ganhando talvez alguns eleitores do Vampiro.
Infelizmente (ou felizmente) é possível notar, em conversas via Twitter com apoiadores da Marina, que, ou são tão homofóbicos e preconceituosos quanto ela, ou simplesmente fazem vista grossa, achando que todas as questões polêmicas nas quais ela se coloca como um atraso são menores, menos importantes.
Não são. E aí está o perigo que representa Marina Silva. Da mesma forma que pastores, missionários, bispos e apóstolos são eleitos, Marina parte dos mesmos raciocínios, mas com uma roupagem mais agradável, mais moderna, mais aceitável.
Serra perdeu. E perdeu feio. O alcance que este debate teve é que ainda precisa ser medido para, então termos uma idéia do quanto ele pode influenciar no quadro eleitoral.
Mas, para além do debate, o vencedor foi o Plínio. Teve palanque para denunciar sua exclusão, teve uma presença forte nas redes sociais - que vem usando com maestria e ativamente pautando os tuiteiros (ou tuitadores como ele gosta de chamar) - e acabou roubando a cena. Da Rede Brasil Atual, passando pelo Terra até mesmo a Veja, todos comentaram o sucesso do Psolista. Incontestável.
Mas não foi apenas sua mera presença como contestador da ordem imposta que o fez se sobressair, mas suas posições intransigentes, exigindo uma mudança profunda na política brasileira, que o fizeram ter tanto alcance.
Ao vivo, para milhares de pessoas e para prováveis milhões através do Twitter, Plínio viu sua defesa de amplas e profundas reformas serem difundidas e assimiladas. Reforma Agrária, Reforma Tributária, Reforma Urbana, enfim, uma ampla reforma da sociedade. Mensagem passada por ele e por seus diversos seguidores que acabaram ampliando o debate e até mesmo criando discussões sobre temas que ele sequer havia tido a chance de tocar.
Mas o PSOL cometeu um erro capital: Não foi à porta do TUCA protestar e exigir sua participação.
É uma vergonha que o TUCA seja palco de tanta politicagem, de algo tão baixo, quando foi já palco de grandes manifestações e de demonstrações de poder popular. O Hugo Albuquerque já havia relatado - em um post necessário - a vergonha para a PUC do debate dos candidatos a governador, da exclusão imposta aos alunos que foram impedidos de entrar no seu teatro, só assinantes do UOL podiam entrar.
Hoje, novamente a vergonha de um movimento estudantil inócuo, de alunos apáticos e da própria militância do PSOL estática. Deveriam ter ido ao TUCA e feito muito barulho do lado de fora para exigir que a democracia fosse minimamente respeitada, mesmo que isto seja um contrasenso para UOL e Folha.
Mas, no fim, esta foi a realidade posta em que todos, menos o Serra, acabaram com alguma vitória e o Brasil mais longe das garras DemoTucanas. Como bem colocado pelo Alexandre Haubrich do Jornalismo B, "Folha e Uol promovem novidade e esquecem outra".
Bem, não surpreende a exclusão do candidato Socialista de um debate promovido pelo jornal que emprestava seus carros para a Ditadura, para a tortura de presos políticos. tampouco surpreende que, por ser um incômodo, nenhum dos candidatos presentes se dignou a comentar sua ausência, a protestar, a ser ético e exigir que a democracia fosse respeitada.
O debate de hoje foi puramente virtual, mas não deixou de ter ares de televisão, com longos comerciais e, bem, comerciais em si. Mas, por não ser na Tv propriamente dita, a legislação eleitoral permitia a exclusão de candidatos, coisa que não é permitida na TV, daí Plínio ter que estar em todos. Para desespero dos demais.
O sucesso do Plínio foi evidente, figurou nos Trending topics do Twitter nacional e mundial:
TTBR - Plínio primeiro, Dilma segundo, DebateFolhaUol sétimo, Marina nono e Serra nada, só o comedor!Pra quem foi excluído do debate, nada mal.
TTMundo - Marina primeiro, #debatefolhauol segundo, Dilma terceiro, Plíno oitavo e décimo
Sobre o debate em si, em alguns momentos temi pela baixaria. Serra, destemperado, atacava covardemente, com a ajuda de repórteres da casa, logo, aliados de sua campanha, contando ainda com a ajuda dos universitários, ops, de internautas selecionados à dedo. No fim, Dilma soube escapar das perguntas e, não só, transformar perguntas horrorosas em excelentes respostas. Dilma foi muito bem, uma tremenda evolução desde o debate da Band.
Marina foi muito bem em alguns momentos, fez o melhor fechamento, mas não esconde seu exacerbado Ecocapitalismo. Chegou, por exemplo, a dizer que o meio ambiente é oportunidade de negócios. Simplesmente lamentável. E, mesmo sem tocar em outras questões cruciais, todos sabemos de suas posições retrógradas e reacionárias em relação ao Aborto, Casamento Gay, Pesquisa com Células tronco e etc. Defende a posição da igreja, de pastor corrupto e não a dos Direitos Civis e Direitos Humanos.
Serra, dispensa comentários. Nervoso desde o começo, se esquivou de perguntas e atacou como cão raivoso. Já ao chegar ao TUCA destratou a repórter que ia lhe entrevistar e demonstrou falta de controle ao atacar o PT em diversas questões em que, notoriamente, tem teto de vidro. Desconversou na questão dos pedágios (basicamente disse que o pedágio é caro mas, e daí? A estrada é boa) e, ao invés de responder porque tem corruptos como Roberto Jefferson como aliados, atacou o PT e Zé Dirceu - que não é flor que se cheire mas não era a pergunta e nem o objeto de discussão.
Sem dúvida, Dilma manteve o apoio que tinha, reafirmou aquilo que muitos sabiam e, por sua segurança e boas respostas pode ter cativado alguns eleitores. Mas a vitoriosa do debate foi a Marina, que mudou a tática de ser uma mera linha auxiliar do DemoTucanato e atacou o Serra, ganhando talvez alguns eleitores do Vampiro.
Infelizmente (ou felizmente) é possível notar, em conversas via Twitter com apoiadores da Marina, que, ou são tão homofóbicos e preconceituosos quanto ela, ou simplesmente fazem vista grossa, achando que todas as questões polêmicas nas quais ela se coloca como um atraso são menores, menos importantes.
Não são. E aí está o perigo que representa Marina Silva. Da mesma forma que pastores, missionários, bispos e apóstolos são eleitos, Marina parte dos mesmos raciocínios, mas com uma roupagem mais agradável, mais moderna, mais aceitável.
Serra perdeu. E perdeu feio. O alcance que este debate teve é que ainda precisa ser medido para, então termos uma idéia do quanto ele pode influenciar no quadro eleitoral.
Mas, para além do debate, o vencedor foi o Plínio. Teve palanque para denunciar sua exclusão, teve uma presença forte nas redes sociais - que vem usando com maestria e ativamente pautando os tuiteiros (ou tuitadores como ele gosta de chamar) - e acabou roubando a cena. Da Rede Brasil Atual, passando pelo Terra até mesmo a Veja, todos comentaram o sucesso do Psolista. Incontestável.
Mas não foi apenas sua mera presença como contestador da ordem imposta que o fez se sobressair, mas suas posições intransigentes, exigindo uma mudança profunda na política brasileira, que o fizeram ter tanto alcance.
Ao vivo, para milhares de pessoas e para prováveis milhões através do Twitter, Plínio viu sua defesa de amplas e profundas reformas serem difundidas e assimiladas. Reforma Agrária, Reforma Tributária, Reforma Urbana, enfim, uma ampla reforma da sociedade. Mensagem passada por ele e por seus diversos seguidores que acabaram ampliando o debate e até mesmo criando discussões sobre temas que ele sequer havia tido a chance de tocar.
Mas o PSOL cometeu um erro capital: Não foi à porta do TUCA protestar e exigir sua participação.
É uma vergonha que o TUCA seja palco de tanta politicagem, de algo tão baixo, quando foi já palco de grandes manifestações e de demonstrações de poder popular. O Hugo Albuquerque já havia relatado - em um post necessário - a vergonha para a PUC do debate dos candidatos a governador, da exclusão imposta aos alunos que foram impedidos de entrar no seu teatro, só assinantes do UOL podiam entrar.
Hoje, enredo de cada uma dessas farsas se entrecruzou. Primeiro, recebo a notícia pela manhã que haveria um debate entre os candidatos ao governo. Não sei onde seria. Falam em um auditório no terceiro andar do prédio novo, mas eu desconfiei e eis que surge a confirmação de que o debate seria no Tuca mesmo - surpresa: Só para assinantes do UOL, nada de estudantes lá, quem quisesse ver o debate, que fosse no auditório do terceiro andar para assistir num telão...A PUC - sim, aquela universidade que vende o seu histórico de luta contra a ditadura até em propaganda -, aparentemente, trocou o aluguel do Tuca por cota de patrocínios junto ao grupo Folha - sim, aquele da história da ditabranda. O tal do debate virtual é definitivamente virtualizado. O Movimento Estudantil e sua suposta rebeldia não está lá para protestar, acho que nem entenderam o significado do que se tratava.
Hoje, novamente a vergonha de um movimento estudantil inócuo, de alunos apáticos e da própria militância do PSOL estática. Deveriam ter ido ao TUCA e feito muito barulho do lado de fora para exigir que a democracia fosse minimamente respeitada, mesmo que isto seja um contrasenso para UOL e Folha.
Mas, no fim, esta foi a realidade posta em que todos, menos o Serra, acabaram com alguma vitória e o Brasil mais longe das garras DemoTucanas. Como bem colocado pelo Alexandre Haubrich do Jornalismo B, "Folha e Uol promovem novidade e esquecem outra".
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:00
Debate Virtual da Folha e Uol - Apontamentos sobre a farsa da democracia
2010-08-19T10:00:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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