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domingo, 25 de maio de 2014

"A Copa, as eleições e o que virá depois": O discurso do medo petista e a desinformação beiram o desespero.

Aí você se depara com um texto do Valter Pomar que pode ser reduzido em uma palavra: Lixo.

Lixo fétido que cheira a desespero e medo (da derrota). Que posa de intelectual, mas não passa de senso comum que serviu historicamente ao PSDB, mas hoje é parte integral do PT.

Os petistas simplesmente não conseguem aceitar que se critique o PT pelo crime que é a Copa (e pelos crimes feitos em nome dela). Não é culpa do PT, dizem. Fazem um exercício pseudo-intelectual de tentar descolar os abusos e absurdos destes dois eventos do governo do PT, como se não houvesse qualquer relação. Oras, quem trouxe a Copa e quem está impondo medidas violentas e de exceção contra os insatisfeitos?

Vai  ver o PSDB sequestrou a presidência e não fomos avisados...

Vejamos as pérolas:
"A oposição, o grande capital e o imperialismo tentam pegar carona no desejo de mudanças manifesto por amplos setores da população. Evidentemente, a mudança que eles desejam se traduz na derrota de Dilma e do PT, bem como na adoção de outro programa de governo. A mudança que a oposição, o grande capital e o imperialismo desejam é mudança para pior. Já as mudanças desejadas pelo povo se traduzem em mais Estado, mais desenvolvimento, mais políticas públicas, mais emprego, mais salário, mais democracia."
Grande capital? Imperialismo? Espera, Katia Abreu, Sarney, Collor, Odebrecht (e todas as empreiteiras do país) viraram oprimidos? Deixaram de representar o grande capital? Depois disso o resto do texto é simplesmente desprezível. Mas sigamos.
"A contradição entre a mudança desejada pelo povo e a mudança desejada pelas elites é uma contradição antagônica. Por isto, a oposição não pode assumir abertamente seu programa: seria a derrota antecipada. Por isto, a oposição aposta na deterioração e na crise. Por isto, a oposição precisa manipular a população."
O povo é burro. Só protesta contra a Copa (esse evento incrível que trará muito desenvolvimento para o país através de seus elefantes brancos superfaturados e obras de mobilidade inacabadas. Sem falar nas remoções, tudo pelo bem do povo) porque é... MANIPULADO!

Engraçado como eu me lembro do PSDB anos atrás atacando movimentos sociais os acusando de serem manipulados pelo PT...

O PT hoje discursa que o povo é burro e manipulado. Mas só porque não são eles a manipular.
"Para tentar recuperar o controle pleno do governo federal, a oposição de direita conta com duas candidaturas presidenciais: a candidatura Aécio Neves e a candidatura Eduardo Campos."
Campos que até uns 2 meses atrás era aliado preferencial. Como Kassab era inimigo jurado e hoje é aliado e como basicamente todos os neoaliados do PT que ontem era o capeta e hoje são lindos - até que resolvam sair das asas dos iluminados petistas.
"Nos referimos à “oposição de direita”, por dois motivos. O primeiro motivo é que há setores de direita que apoiam o governo (e que, pelo menos por enquanto, ainda não são oposição). O segundo motivo é que, em nossa opinião, ser de “direita” ou de “esquerda” na conjuntura atual está vinculado à natureza do projeto de desenvolvimento defendido por cada candidatura, partido e movimento. Os que defendem um projeto de desenvolvimento submisso aos Estados Unidos e de natureza neoliberal ou social-liberal são, em nossa opinião, forças de direita e centro-direita. Os que defendem um projeto desenvolvimentista conservador estão ao “centro” (falando em tese, porque de fato o centro se inclina e se divide em favor da direita e/ou da esquerda). Já os que defendem um projeto de desenvolvimento autônomo, de natureza social-desenvolvimentista ou democrático-popular são forças de centro-esquerda ou esquerda."
A diferença basicamente é entre a quantidade de porrada nos pobres. Muito blablabla para deixar claro que todos se pautam pelo mais selvagem capitalismo, por remoções, violência e abusos aos direitos humanos, só que o PT seria mais "light". Tudo na base do "a nossa direita é a melhor que a dos outros". É tudo direita, meus amigos.

E o papo "democrático-popular" é o cúmulo da cara de pau. Seriam as milhares de pessoas apanhando nas ruas das PMs de PT, PSDB e PMDB com apoio do Cardozo as vítimas do projeto "democrático-popular" do PT?
"Somadas, as candidaturas Aécio+Eduardo/Marina expressam o interesse de conjunto do grande capital. Claro que haverá empresários apoiando e votando em Dilma. Mas enquanto classe, a burguesia estará financiando, apoiando, votando e torcendo pela oposição."
Verdade, inclusive o PT ser o partido que MAIS ARRECADOU grana de empresários é pura coincidência... Os capitalistas não gostam do PT, só jogam dinheiro fora, né?
"Desde as manifestações de junho de 2013, o tema frequenta o imaginário da população e é trabalhado pela mídia de alto coturno de forma subliminar e com uma ambiguidade marota, ora se aproveitando das oportunidades bilionárias proporcionadas pelo “negócio da Copa”, surfando na onda da torcida pelo hexa campeonato, ora ressaltando os “gastos perdulários” com estádios que supostamente subtraem recursos da saúde e da educação.

Os cartazes cobrando “educação e saúde padrão Fifa”, presença constante em todas as manifestações de junho de 2013, em cada uma das cidades em que estas tiveram lugar, e as enormes passeatas que tiveram o Mineirão, o Maracanã e outros estádios como “alvo” nos jogos do Brasil na Copa das Confederações são exemplares neste sentido."
Traduzindo: Povo é burro e manipulado e só protesta porque a mídia manda. Povo inteligente vota no PT!
"Envolve uma ação preventiva contra a proliferação de grupos fascistas, racistas, homofóbicos, de “vigilantes”. Há setores médios que, atendendo ao discurso histérico de certa direita e/ou tomados de esquerdismo inconsequente, estão sendo estimulados, financiados e dirigidos no sentido de gerar situações de conflitos."
Novamente, todo mundo é manipulado. Só não é quem vota no PT. Povo apanha, é humilhado e morre nas favelas, nas ruas, mas se se revolta... Aí não pode!
"Finalmente, combater a violência envolve adotar, nas manifestações organizadas pelos movimentos sociais, populares, estudantis, sindicais e pelos partidos de esquerda, de “serviços de ordem”, a saber, equipes identificadas e treinadas para impedir a ação de infiltrados e provocadores."
Traduzindo: Está na hora de infiltrar petistas para tentar cooptar movimentos.
"Como já dissemos, vai ter Copa. Por isto mesmo, do ponto de vista estratégico, deveríamos ter desmistificado o tal “padrão Fifa” com a adoção de uma postura muito mais altiva na relação com esta entidade, pois a experiência da Copa do Mundo na África do Sul e toda a trajetória da Fifa indicam que o correto seria que o governo tivesse assumido o gerenciamento e execução estatal das obras, e ao mesmo tempo enfrentado a quadrilha que comanda os grandes negócios do mundo esportivo nacional e internacional. Tal postura teria impedido que o preço dos ingressos fosse impeditivo para amplos setores da população."
Não basta mais de 80% das obras da Copa terem sido feitas com grana pública - pese a promessa do PT que seria grana privada -, o cara ainda queria que o Estado bancasse o resto? É pra rir?
"Cabe ao PT e ao governo entender o fenômeno e ter humildade e capacidade para dialogar com o sentimento real da população, sem ufanismos, sem “chapa branquismo” e com um enfrentamento real dos problemas advindos da tumultuada e mal resolvida relação com a Fifa, que tenta se impor como autoridade plenipotenciária em solo brasileiro."
Porque o problema é só a FIFA. Não é o PT ter aceito TODAS as exigências, ter aceitado abrir mão da soberania e, antes disso, ter removido, violentado e violentado? TUDO se resume a... FIFA? E quem a convidou não tem culpa de nada?
"É forçoso reconhecer que há problemas sérios de remoções forçadas de 150.000 a 170.000 famílias nas doze cidades que serão sede do mundial, em ações comandadas pelos poderes públicos municipais, com apoio das instâncias estaduais e, em alguns casos, federais, que concorreram para a retirada abrupta de moradias que teriam garantido o direito à permanência no local pelo instituto da usucapião urbano, via de regra retiradas que deram lugar a projetos que para além das obras de “mobilidade urbana” ensejaram valorização imobiliária que geraram lucros fabulosos para investidores privados “bem posicionados” no mercado.
Abrir um canal de interlocução sério com as entidades representativas desta população é um passo que o governo precisa dar, se quisermos combater com argumentos sólidos o oportunismo eleitoreiro dos que querem transformar o “não vai ter Copa” em plataforma política."
Traduzindo: Vamos chegar nesse povo e cooptar. Vamos oferecer algo, sem garantia algum de entregar depois, claro, e pronto!
"Portanto, recusamos a palavra de ordem “não vai ter Copa”. Esta palavra de ordem poderia ser parte legítima do debate, quando se discutia se o Brasil pleitearia ou não ser sede do evento. Agora, não há maneira de considerar como tempestiva, nem como correta, esta palavra de ordem: “não vai ter Copa” significaria na prática inviabilizar o evento, com os danos imensos que isto causaria, tanto do ponto de vista econômico e social, quanto do ponto de vista político."
E volta o argumento fascista de que se você não reclama na hora não pode reclamar depois... Oras, combater racismo? Genocídio indígena? Não pode, tinham que ter começado a lutar ha uns 400-500 anos, agora é tarde! O nível dos "acadêmicos" do PT pelo visto acompanha a indigência intelectual de um partido que caminha a passos largos para o fascismo.
"Igualmente recusamos a postura daqueles que, pela esquerda ou pela direita, confundem o legado de 12 anos de governos federais encabeçados pelo PT, com o mal denominado legado da Copa. Ou das Olimpíadas."
Até porque não tem nada a ver o PT com a Copa e as Olimpíadas, né? É com esse tipo de argumentação que o amigo quer convencer alguém, além de fanáticos e demais elmentos pagos?
"A Copa e as Olimpíadas não sintetizam, nem para o bem, nem para o mal, o projeto de mudanças que defendemos para o Brasil. De maneira geral, os grandes eventos e as grandes obras não podem ser analisadas, defendidas ou rejeitadas nem em si, nem como um pacote indiviso."
Traduzindo: As remoções, violência, brutalidade, desvios e corrupção que o PT patrocina e faz parte não tem nada a ver com o governo do PT. Lembrem-se só das partes boas, o resto podem dizer que é coisa dos tucanos.
"O conjunto da esquerda brasileira deve lembrar que, aos 50 anos do golpe, as eleições de 2014 ocorrem num ambiente marcado pelo confronto entre o udenismo histérico e as forças políticas que sustentam o resgate das reformas de base. Este confronto –-muito mais que um jogo, uma copa ou uma olimpíada– é que decidirá o futuro imediato do Brasil."
Traduzindo: Votem no PT, porque senão... É o discurso do medo tucano que o PT adotou com maestria.

Enfim, está na hora de DERROTAR o PT e permitir que a esquerda no país volte a se organizar e isole a pelegada que ha 12 anos tem desmobilizado lutas sociais e populares e que impôs e/ou manteve as políticas de extermínio em favelas e no campo.

Reconheçamos os pontos positivos do governo, especialmente do governo Lula, mas JAMAIS esqueçamos dos crimes cometidos e continuados contra o povo. Contra LGBTs, indígenas, negros e mulheres em prol do atraso fundamentalista evangélico, ruralistas e do grande capital.

Estes "intelectuais", como Emir "sem-teto são vira-latas" Sader e Marilena "Viva a PM Chauí são o retrato mais vivo do que é o PT hoje. Um partido sem rumo, entregue ao mais torpe fascismo e tentando se segurar em qualquer corda possível para manter a fachada de que são de esquerda.
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terça-feira, 25 de junho de 2013

Reforma Política via plebiscito e constituinte: Entre o desvio e o ganho político

Que me desculpem os crédulos, mas não levo a sério nenhum dos 5 pontos defendidos por Dilma...
1- pacto pela responsabilidade fiscal nos governos federal, estaduais e municipais, para "garantir a estabilidade da economia" e o controle da inflação;
2 - pacto por reforma política, incluindo um plebiscito popular sobre o assunto e a inclusão da corrupção como crime hediondo. "O segundo pacto é em torno da construção de uma ampla e profunda reforma política que amplie a participação popular e amplie os horizontes para a cidadania. Esse tema, todos nós sabemos, já entrou e saiu da pauta do país por várias vezes e é necessário, ao percebermos que nas últimas décadas, entrou e saiu várias vezes, tenhamos a iniciativa de romper o impasse. Quero nesse momento propor o debate sobre a convocação de um plebiscito popular que autorize o funcionamento de um processo constituinte específico para fazer a reforma política que o país tanto necessita", declarou;
3 - pacto pela saúde: "importação" de médicos estrangeiros para trabalhar nas zonas interioranas do país. A presidente anunciou ainda novas vagas de graduação em cursos de medicina e novas vagas de residência médica;
4 - pacto no transporte público: a presidente anunciou que o governo destinará "50 bilhões de reais a novos investimentos em obras de mobilidade urbana" e afirmou que o país precisa dar um "salto de qualidade no transporte públicos nas grandes cidades", com mais metrôs, VLTs e corredores de ônibus;
5 - pacto na educação pública: pediu mais recursos para a educação. A presidente voltou a falar que é necessário que o Congresso aprove a destinação de 100% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação.
Em primeiro lugar, ela faz propaganda de seu governo e quer impor suas medidas (nem digo que discordo, só não concordo com o método), ou seja, quer misturar caos dos médicos de fora e dos royalties à reforma política. Em segundo lugar, sobre transportes, nem uma palavra sobre caixas pretas e lucro dos empresários.

Mas o pior mesmo é o tal plebiscito pra reformar a constituição, o terceiro ponto..

Em primeiro lugar (sim, de novo) há juristas (inclusive dentro do STF que já se pronunciou. E ele foi nomeado pelo PT, ou seja, petistas, não encham o saco) que não vêem possibilidade de reformar a constituição através de constituinte exclusiva, ou seja, é inconstitucional.

Logo, se Dilma sabe, está jogando pra plateia, se não sabe é uma imbecil extremamente mal assessorada.

Não estou afirmando que É inconstitucional - não sou advogado -, mas sim prevendo que vem briga por aí e mais enfrentamento com o odiado (pelos petistas) STF e que há um número farto de juristas de respeito afirmando que é, sim, inconstitucional.

Em segundo lugar, alguém REALMENTE confia neste congresso (ou qualquer outro, sabemos que não via mudar muito de uma eleição pra outra) para ter poder IRRESTRITO de mexer na constituição?

Mesmo que de forma limitada (e com eles decidindo os limites)?

Aliás, os políticos "constituintes" serão eleitos dentro do modelo ATUAL, ou seja, corrupção, clientelismo, financiamento privado pesado, caixa 2...

Me desculpem, mas não confio no PMDB, no PT, no PSDB e em nenhum desses para ter carta branca e decidir como ELES querem reformar o sistema que os beneficia. JAMAIS irão mudar as regras para se prejudicar. Ou alguém acha que Dilma, em reunião com prefeitos e governadores, os convenceu gentilmente de que devem ter "responsabilidade fiscal" e todos aceitaram felizes limitar seus gastos? Só limitam gastos para o povo. Com a palavra o Maringoni:
O termo "responsabilidade fiscal" no Brasil - desde a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000 - quer dizer contenção de gastos correntes do Estado para pagar dívidas financeiras. Atenção, dívidas financeiras não são dívidas com fornecedores de bens e serviços; são dívidas com a especulação. Para se adequar a tal legislação, o Estado reduziu orçamentos, terceirizou e reduziu direitos. 

Tomara que não seja nada disso...
E recomendo também o comentário mais longo do Milton Temer sobre a mesma questão.

Prefiro contar com o projeto do pessoal do Ficha Limpa sobre Reforma Política, a ser proposto da mesma forma que foi o Ficha Limpa (e até essa lei os políticos tentam achar brechas e burlar, imagina com poder de mexer em tudo?), com amplo apoio e PRESSÃO popular.
A duas principais alterações propostas são a extinção das doações de pessoas jurídicas, e restrições às feitas por pessoas físicas para campanhas; e a realização de eleições proporcionais (para vereadores e deputados) em dois turnos, onde no primeiro os eleitores votariam nos partidos e, no segundo, nos candidatos. Isso, segundo os autores, representaria redução dos custos e maior transparência no processo eleitoral, fortalecimento dos partidos e suas ideias programáticas, e a eliminação do clientelismo e "da nefasta influência do poder econômico nas eleições".
A ideia é não só para transformar a proposta em projeto de lei, como aconteceu com a Lei Complementar 135/2010 (Ficha Limpa), mas sancioná-lo a tempo para que as novas regras incidam sobre a eleição de 2014. "O sistema político brasileiro está tão defasado que não é justo para o Brasil passar por outra eleição com estes moldes", disse o juiz Márlon Reis, cofundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).
A campanha pode ganhar força num momento de grande pressão popular. No pronunciamento que fez em cadeia de rádio e TV na sexta-feira, 21, Dilma disse que quer contribuir para a construção de uma "ampla e profunda" reforma política.
Podem me chamar de cético, não tem problema, mas não vejo com bons olhos um projeto que já nasce suspeito de inconstitucionalidade, decidido nas coxas, por uma presidente sem nenhuma habilidade política e que, de quebra, manda Força Nacional dar porrada em manifestantes e ainda os chama de "vândalos"...

Me parece algo jogado ao vento apenas para despistar, para contentar alguns e tentar baixar a temperatura das manifestações, ou seja, algo que não se tem a intenção de levar adiante, a não ser que haja certeza por parte do governo de poder manobrar e obter ganhos políticos.

Cabe um comentário sobre a pífia proposta de tornar a corrupção um "crime hediondo". Não discordo em tese, mas simplesmente acho inútil propor algo que, sabemos, jamais servirá pra nada. Quantos políticos efetivamente condenados por corrupção nós temos hoje?

Primeiro temos de criar mecanismos para evitar a corrupção, ampliar transparência e aumentar o controle popular, assim como acabar com a farsa da imunidade parlamentar que deveria ser exclusivamente para garantir a liberdade de expressão, mas é usada hoje para garantir a liberdade de corrupção (sic), para a liberdade de ampliar patrimônio e até para garantir o "perdão" por crimes diversos cometidos antes e durante mandatos.
1. Ela repetiu ser contra a atuação de "vândalos" e reiterou apoio aos governos municipais e estaduais para "manter a paz". Ou seja, não condena e, pior, encoraja a repressão, que tem sido brutal em todo o país.
2. Mexer no lucro dos empresários, jamé. Vamos subsidiá-los e liberá-los do pagamento de impostos. 
3. O que seria um crime de corrupção ~dolosa~? Existe corrupção culposa? Dá pra ser corrupto sem querer?
De nada adianta dizer que corrupção é crime hediondo se não tivermos meios de efetivamente investigar e condenar corruptos. É um penduricalho para que o congresso fique "bem na fita", mas que não pegará ninguém. Antes da pena, que tal discutir como chegar até ela? Ou como chegar até o político corrupto e então discutir sua pena.

Temos diante de nós uma proposta eleitoreira, carregada de politicagem e penduricalhos e potencialmente inconstitucional, criada apenas para desviar atenção e com chances de não vingar que, se vingar, trará enormes custos (plebiscitos custam caro, eleição exclusiva custa caro, propaganda eleitoral custa mais caro ainda) e resultado, no mínimo, duvidoso.


O lado bom disso tudo é que depois das ruas falarem, Dilma foi forçada a discursar abandonando o ar de "quem manda aqui sou eu" e foi forçada a ouvir, mesmo que sua interpretação do que ouviu tenha acabado apenas por reciclar algumas propostas (um certo oportunismo ao impor pautas próprias em meio à pedida reforma política) na área de educação e saúde - não estou dizendo que são propostas ruins, são apenas insuficientes.

Em outras, como nos transportes, Dilma parece não ter ouvido ninguém, já que insiste em desonerações - e depois reclama que não tem dinheiro. Se há dinheiro para desonerar a Fifa, as montadoras e o empresariado e bilhões para investir em estádios e elefantes brancos semelhantes, há dinheiro para o transporte público.

Enquanto isso o líder do Haddad na câmara, Arselino Tatto, é CONTRA a CPI dos transportes públicos. Esse é o PT.

Estou aberto a ser convencido do contrário na questão do plebiscito/constituinte, mas temo não existirem argumentos para isso - ainda que Reinaldo Azevedo chamando tudo isto de "golpe" seja algo que quase me leva a mudar de posição... Quase.

Em tempo, que tal discutir desmilitarização da PM, fim da Força Nacional, Tarifa Zero, abertura dos arquivos da Ditadura e apuração dos crimes atuais da PM, abertura da caixa-preta dos transportes, investimentos em educação de verdade e imediatos (em educação PÚBLICA), investimento em saúde além de "importar" médicos, maior controle sobre planos de saúde....

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Vamos lembrar que em 2006 o PT já tinha tentado debater uma Constituinte Exclusiva, e juristas como Dalmo Dallari se opuseram (com a exceção de tipos como o Ives Gandra) e até o vice Michel Temer, professor de direito, se opôs.
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Atualização:

E nem 24 horas depois Dilma DESISTIU do plebiscito. Ela é realmente péssima no blefe.
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segunda-feira, 15 de abril de 2013

O que podemos compreender/aprender da eleição venezuelana?

Nicolás Maduro não é, nem de longe, Hugo Chávez.

Apoiá-lo, porém, torna-se necessário frente a uma oposição que, por décadas, manteve a Venezuela no mais completo atraso. Neoliberais, fascistas, uma elite racista e preconceituosa que por décadas se apegou ao poder e pensou jamais largar. Uma elite que ha mais de uma década não sabe o que é ter o poder. E por isso deram até golpe.

Mas, constatar o perigo que representa a direita venezuelana não significa ficar totalmente satisfeito com o que a esquerda apresentou. Chávez era um líder nato, Maduro é apenas o que restou de anos de personalismo de um líder que se considerava invencível e que não preparou sua base e nem conseguiu encontrar um sucessor à altura. Não conseguiu ou mesmo não quis.

O grande problema do Chavismo é, em si, o Chavismo, ou seja, o culto à personalidade de um líder e não a força de um movimento político organizado. E a eleição última, com a vitória apertada de Maduro sobre Capriles (51% a 49% arrendondados), é a prova de que o povo votava em Chávez, mas não em si na ideologia Chavista. Votavam no líder, se identificavam com o líder, mas não com sua base institucional/ideológica.

Mesmo com todos os problemas que o país ainda enfrentava, o povo via em Chávez o líder que resolveria os problemas. Maduro não é Chávez, e isto resume muita coisa.

Em 2007, quando Chávez ganhou seu referendo com 50% dos votos ele disse, textualmente, que era um "triunfo de mierda". Ele sabia que o país estaria dividido e que seria difícil governar.

A história se repete. Maduro terá pela frente um governo complicado depois de uma "vitória de merda" em que a oposição se fortaleceu a tal ponto que Capriles se recusa a reconhecer o resultado.

Foram, fala-se, menos de 300 mil votos de diferença.

Falar em fraude é uma besteira, se assim fosse a margem provavelmente teria sido maior, garantindo assim um governo (mais) fácil e evitando exatamente todo o processo de recontagem e de dúvidas.

Se por um lado o caudilhismo e o culto à personalidade de líderes carismáticos (Perón, Vargas, etc) é um traço da política latinoamericana, por outro Maduro buscou reforçar esta característica, chegando ao ponto de "receber" um pássaro que, segundo ele, era o próprio Chávez que dizia que a vitória estava garantida.

Criou-se, com total respaldo dos dirigentes remanescentes do PSUV, um culto quase religioso (senão religioso em si) em torno de Chávez. E um culto perigoso especialmente para o Chavismo, visto que enaltece a figura de um líder, mas não ajuda (como não ajudou) a reforçar seu legado e impulsionar seu sucessor.

A Venezuela passa hoje por problemas econômicos significativos (ainda que ampliados ao extremo pela oposição, dona dos principais meios de comunicação - mas que não é financiada pelo governo, como no Brasil), como a alta inflação, a violência e o fato de que o dinheiro do petróleo (cujo barril não vale o mesmo que valia dez anos atrás) foi usado largamente em projetos sociais e mesmo de propaganda, mas pouco para o desenvolvimento sustentável de uma indústria ou mesmo de uma agricultura forte no país.

Política sociais são necessárias e na Venezuela eram urgentes. Escolas, hospitais, alimentação, qualidade de vida, mas políticas sociais precisam de uma base, de uma (infra)estrutura para se fixar, para que seus reflexos se perpetuem, e isto o Chavismo não foi capaz de garantir.

Deu-se o pão, até se ensinou a fazer o pão, mas não foram dados ou facilitados os meios para produzir o pão.

E com Maduro será ainda mais difícil, tanto por seu messianismo em torno da figura de Chávez, quanto pelas dificuldades devido ao resultado ruim nas urnas. Este pode ser revertido, caso Maduro demonstre estar a altura do desafio, mas por enquanto a situação se mostra complicada.

Capriles, por sua vez, é aquilo que Chávez mais temia, um adversário vivo, eloquente, que consegue se conectar com as massas e não é apático ou mesmo um representante legítimo das elites venezuelanas (ao menos não representa a *imagem* tradicional desta) como os demais candidatos tentados pela oposição antes.

É um líder nato, mas que não conseguia sair das sombras de Chávez, mas agora encontra uma situação enfraquecida, fragilizada e em uma próxima eleição pode vir a surpreender, caso Maduro não consiga pôr em prática as medidas necessárias para ganhar respeito e admiração do povo.

As portas para o diálogo estão fechadas. Maduro deixou claro que não iria negociar com a "burguesia" venezuelana (deixando claro que "empresários patriotas" não estão na lista, claro), ao passo que a recusa de Capriles em reconhecer o resultado sela de vez a porta.

De qualquer forma, a Venezuela se tornou ainda mais polarizada, com dois lados absolutamente distintos, um no poder, mas com sérias dificuldades em se manter em pé, e outro que já passou séculos no poder e quer voltar, mas suas políticas são apenas as mesmas de sempre e sua popularidade se baseia somente na negação do Chavismo.

O cenário ideal para o país seria o surgimento de novas lideranças capazes de quebrar esta polarização e que estejam prontas e dispostas a ouvir a população, sem endeusamentos, sem cultos à personalidade ou personalismos. Enfim, um movimento político (ou movimentos) capaz de agregar o país ou ao menos de diminuir a pressão formada por dois polos absolutamente distintos e que cada vez menos conseguem  ou mesmo querem dialogar.
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domingo, 31 de março de 2013

Alerta de laicidade nacional ameaçada: Malafaia e a eleição na Assembleia de Deus

Guest-post de Maurício Oliveira:

Eleição ao cargo mais alto das Assembleias de Deus no país pode aprofundar a onda conservadora e representar uma real ameaça à laicidade do estado e dar ainda mais visibilidade e poder a pastores como Silas Malafaia e Marco Feliciano

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eleições em São Paulo: Balanços da derrota de Serra e do futuro governo Haddad

Haddad foi eleito prefeito de São Paulo com pouco mais de 56% dos votos.

Serra, porém, conseguiu ultrapassar os 40% dos votos, o que não é desprezível, ainda que a carreira de Serra tenha chegado a uma encruzilhada (felizmente, e espero que termine) e é preciso ter em mente que mais de 30% do eleitorado escolheu não confiar nem em Haddad e nem em Serra, somando abstenções, nulos e brancos.

Não é um dado desprezível e nem uma parcela da população a se deixar de lado. Vale notar que a abstenção do primeiro ao segundo turno subiu cerca de 3%, não é pouco.

Votos em São Paulo:
  • 6.896.290
  • 6.096.488 (88,40%)
  • 299.224 (4,34%)
  • 500.578 (7,26%)
  • 1.722.880 (19,99%)
Eu, particularmente, faço parte desta parcela que desconfia de ambos. Anulei. Comemorei e comemoro a derrota de Serra, necessária, mas não vejo com bons olhos a vitória de Haddad, um político indicado por Lula sem qualquer tipo de consulta ou "poréns". É homem do Lula, como a Dilma é figura dele e segue suas ordens.

Obviamente espero que Haddad possa ter personalidade e ser diferente de Dilma que, estruturalmente, faz um governo tucano.

Legitimidade

Haddad, é preciso sempre lembrar, venceu, mas não tem a legitimidade que talvez alguns petistas pensem.

Foi eleito não por suas forças, não pelos desígnios divinos de Lula - que em São Paulo tem força bastante reduzida em comparação ao Nordeste (e mesmo lá Lula sofreu grandes derrotas, como em Recife e Fortaleza) -, mas por um conjunto de fatores que vão desde o repúdio ao Russomanno, candidato sem eleitorado definido, aliado das forças mais retrógradas e teocráticas - forças que causam horror mesmo em setores eleitores do Serra - até também o repúdio ao próprio Serra, com rejeição tocando o teto.

Serra foi ao Rio buscar Malafaia, e perdeu. Investiu na homofobia - bandeira de Dilma no governo federal - contrariando até mesmo sua história e a do PSDB, que nunca foram, ao menos em São Paulo, retrógrados a este ponto ou neste assunto. Dois dos vídeos do Kit Anti Homofobia abortado por Dilma já faziam parte de material escolar promovido por Serra.

No começo da eleição, Haddad era um ilustre desconhecido, mesmo entre o eleitorado tradicional petista, logo, Russomanno, um ex-apresentador de TV conhecido e que surfou no discurso pró-consumidor, bastante em alta graças, ironicamente, ao Lula e ao PT, que transformaram a população mais pobre em consumidores (da pior forma possível, pois consumir não é ruim, mas também não é o fim último de tudo, não é a cidadania plena, é apenas uma etapa), conseguiu conquistar uma boa parte do eleitorado tradicional petista que não conhecia o candidato do PT. Conquistou ainda um eleitorado que repudiava o Serra e que não tinha candidato.

Começa a subida

Russomanno, com o tempo, viu seu eleitorado minguar e muitos acabaram aderindo ao Haddad ou mesmo acabaram no imenso bolo da abstenção, nulos e brancos. Haddad, por sua vez, cresceu quase que por inércia, navegando no número expressivo de eleitores tradicionais do PT e vitaminado - e isto foi decisivo - pela rejeição ao Serra (e não aos tucanos em si).

Ainda assim, a vitória de Haddad no segundo turno não veio com a folga esperada, mostrando que mesmo a rejeição serrista não fez com que um candidato fabricado há menos de um ano tivesse facilidades.

A crescente violência contra a população mais pobre, intervenções no Centro, como o Nova Luz, aumento da violência, piora no trânsito e a popularidade ínfima de Kassab, creditado como cria de Serra, contribuíram para a derrocada serrista que, aliás, sequer tinha apoio total dentro de seu próprio partido e mesmo o aliado Kassab se bandeava para os lados do PT.

Não foi Haddad que venceu, foi o Serra quem perdeu. E Haddad se tornou, de certa maneira, palatável à certos conservadores paulistas, que preferiram a escolha "menos pior" que o Serra.

Alianças com Maluf e outros conservadores são prova disso, por mais que, talvez, na soma, Maluf tenha perdido mais que Haddad ganhado.

Deus Lula

Acredito ser necessária uma nota quanto aos desígnios divinos do "deus Lula", como Marta Suplicy já o havia chamado. Lula não tem, localmente, a força nacional que elegeu Dilma. Em São Paulo são poucos os programas federais que conseguem a propaganda que os programas do PSDB. É uma cidade (e um estado) avessos ao governo federal e que deixam isso claro.

Se mesmo no nordeste, onde mesmo eu, um crítico do lulismo, sou forçado a ver mudanças significativas (para o melhor e para o pior), o Lula acumulou derrotas - Salvador, Fortaleza, Recife - para aliados (no caso das duas últimas cidades) e para um ferrenho opositor de um partido que cada vez mais se torna irrelevante (em Salvador), então como esperar que o poder do "deus Lula" funcione perfeitamente em São Paulo?

Esta espécie tosca e burra de "determinismo" quanto à força do lulismo, quase teológico, pode ser creditado como um dos responsáveis por certas derrotas do PT localmente, e pode causar problemas nas eleições estaduais daqui a dois anos.

Caciques regionais, estaduais e municipais, por vezes tem muito mais força que um cacique nacional, pois estão muito mais próximos da realidade local e do eleitor a todo o tempo. Cid Gomes e Eduardo Campos são a prova viva disso. Como aconteceu em Salvador, o candidato do PT, Nelson Pelegrino, teve forte apoio de Lula e Dilma, mas o péssimo governo de Jaques Wagner (do mesmo PT) ajudaram a que nem o apoio do "Deus Lula" fosse suficiente. O próprio candidato creditou sua derrota à greve dos policiais e professores, como se a culpa por estas greves não tivesse sido do próprio PT e da truculência com que trataram a questão.

Se o PT age como o DEM, como o PSDB, o povo acaba preferindo o original.

Já há, nos bastidores do PT, conversas sobre o Padilha para o governo de São Paulo. Uns dizem "mais um poste" e, neste caso, pode ser MUITO mais difícil para Lula elegê-lo, visto que Alckmin mantém popularidade alta, diferentemente de Kassab, o que pesou para Serra. 

Como disse o Chico (@elcapeto) no Twitter: "A relação do eleitorado com o PT passa muito mais por uma percepção pragmática de resultados do que por um "vestir a camisa" tipo peronista. Convoquem o povo às ruas pra protestar contra o resultado do julgamento do mensalão petista pelo STF. Boa sorte, vão precisar."

E o governo Haddad?

Mas voltando ao Haddad e a São Paulo, sabemos que ele não terá vida fácil. Precisará contentar com cargos e secretarias uma gama de aliados que vão desde o PP de Maluf ao PCdoB de Netinho, e até mesmo o PSD de Kassab (senão o próprio que irá cobrar para si um cargo até aparecer algo melhor).

Ou seja, não terá a liberdade - se é que tem esta intenção - de realizar mudança profundas dentro do que foi apregoado na campanha e que se refletiu num bom apoio de setores acadêmicos e dos movimentos sociais ao PT nestas eleições.

O financiamento pesado de construtoras à sua campanha, ou melhor, os patrocínios, cobrarão seu preço em questões de moradia, habitação e desenvolvimento urbano e é aí que entra o Nova Luz, a questão do trânsito, despejos, ocupações e incêndios em favelas.

De início, Haddad já enfrentará o dilema das nomeações para subprefeituras, hoje quase todas ocupadas por militares e militarizadas. Ele terá de resgatar a importância e prerrogativas destas funções e indicar não políticos aliados, mas pessoas das comunidades, engajadas, e que entendam e tenham capacidade e poder para alterar a realidade local sem se tornarem reféns da especulação e de interesses privados.

Haddad tem ainda o desafio de "civilizar" a GCM, braço de repressão assassina contra moradores de rua e pobres. Ele irá peitar as iniciativas criminosas de Alckmin usar sua PM para matar, ou irá se acovardar, como o governo federal fez no Pinheirinho? Tem o dever de acabar com a violência em desocupações, na verdade, tem o dever de arranjar espaços para que a população em situação de rua possa deixar sua situação de abandono. É preciso reabrir e humanizar albergues, criar emprego para esta população. Urbanizar favelas e não tacar fogo para agradar a especulação e peitar empreiteiras.

É preciso elevar - e muito - o salário dos professores municipais e melhorar a estrutura das escolas. Criar centenas de creches e não achar que uma bolsa resolve o problema - como propôs Serra no último debate. Construir hospitais é uma necessidade, assim como melhorar o atendimento dos existentes. Investir em saúde. Tentar - TENTAR - melhorar o trânsito, investindo em transporte público de qualidade. Não só aumentar duração do Bilhete Único ou torná-lo mensal, chegando até a encarecer o bilhete, mas aumentar frota, criar corredores, diversificar as modalidades de transporte publico, reduzir tarifa e mesmo chegar ao Passe Livre paulatinamente.

É preciso enterrar de vez a Nova Luz, revisar contratos e auditar dívidas, revogar imediatamente os contratos com a Abril... Tudo isso é apenas o começo, e um tímido começo para enfrentar os problemas da cidade, que são muitos, e cada vez mais pioram e se ampliam.

Eu não confio no PT ou no Haddad, mas dou, neste momento, um tímido voto de confiança, esperando, como com Dilma, não me arrepender imediatamente.

E espero que a mesma miltância que foi hoje comemorar na Paulista a vitória de Haddad, o faça também para cobrar, apesar de, infelizmente, termos exemplos negativos, de militância apoiando privatizações, remoções e chamando grevistas de vagabundos para agradar o governo federal e locais do PT.

Derrotamos o Serra, mas ainda não ganhamos nada. É preciso consolidar espaços de e à esquerda e evitar cair em fanatismos partidários.
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terça-feira, 2 de outubro de 2012

50 motivos para votar em Freixo: "Para que a luta social não se renda ao consumismo" #FechocomFreixo

O sol sempre nasce no novo dia, e com ele, vem a esperança de que a luta poderá continuar. E deve continuar. A eleição não é um fim em si mesmo, mas uma etapa, um processo para o crescimento dos movimentos sociais que, hoje, empunham suas bandeiras em apoio a Marcelo Freixo. Ele representa a união destes movimentos, dos anseios e sonhos dos cariocas por mudança. Representa, enfim, a esperança de que a luta não será em vão e de que podemos seguir caminhando. De sol a sol, dia após dia, buscando não apenas eleger um homem, mas colocar no poder um projeto, um movimento unido, uma ideologia.

Já disseram que a história acabou, que as ideologias morreram e que, por fim, o PT no poder teria sepultado as esperanças dos movimentos sociais e do povo por uma efetiva mudança social. Estamos todos felizes, em nossas universidades de péssima qualidade, com nossos carros do ano financiados a perder de vista, com crédito infinito nos bancos que nunca lucraram tanto na história e… consumindo.

Consumo, esse deus supremo da sociedade capitalista. Mas a história sempre nos surpreende e mostra que não morreu. Resiste!

Resiste e grita que aqueles oprimidos, vítimas do sistema, da sociedade injusta, não serão calados e continuarão a lutar por dignidade

Não será um carro – ou uma TV de plasma – que irá calar o povo, que irá acabar com todas as lutas. A esperança ainda permanece viva, na mudança, na caminhada da sociedade. Marcelo Freixo, hoje, encarna esta esperança e cabe aos movimentos sociais, à sociedade organizada empurrá-lo e apoiá-lo. O sol voltará a nascer amanhã.

Link original

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

"Russomano merece uma chance"?

Saí para jantar no bar da praça onde vivo com minha namorada alguns dias atrás e, enquanto jantávamos, a garçonete do local começou a conversar com o guardador de carros da rua sobre as eleições. Ela não simpatizou com nenhum candidato a prefeito, mas sabe que, com certeza, não votará no Serra nem no Russomano.

Concordo integralmente com ela.

Ele, por sua vez, com uma eloquência e politização que poderia surpreender a muitos - e dar uma aula para a classe mérdia - enumero as razões pelas quais não votaria no PSDB/Serra, dentre elas por tratar professores como lixo, pagando baixos salários, é corrupto, não é confiável e larga cargos pela metade e acrescentou que o PSDB governa São Paulo há tempo demais e nunca fez nada pelo povo, enfim, é um partido (o PSDB) e um candidato (Serra) péssimo(s).

Mas, ao ser questionado em quem votaria depois de ferrenho rechaço ao PSDB/Serra, não titubeou: Russomano. Mas porque não no Haddad? Oras, porque o PT é o partido do mensalão. Também trata mal os professores e não é um partido em que se pode confiar. É corrupto como os demais.

Ou seja, para ele o PT e o PSDB se equivalem em muitos aspectos.

Ainda, Russomano ainda não tinha tido uma chance, e a merecia em emio a partidos e candidatos, para ele, manchados.

Eu não posso refutar sua lógica, por mais que não concorde que Russomano mereça uma chance ou não seja farinha do mesmo saco. Para ele -e e para muitos - o PT acabou se tornando apenas mais um PSDB, corrupto, trata os professores como lixo, criminaliza greves.... Não foi esta a única conversa que acabei ouvindo pelo centro de São Paulo. E as semelhanças são inúmeras!

O PT acabou por, com sua farra mensaleira e com sua aproximação ideológica com o PSDB, se tornar difícil de diferenciar em muitos casos. E hoje paga o preço.

Não surpreende que Russomano esteja em primeiro.

Claro, os fatores são vários, mas não descarto que esta politização ou visão política localizada daqueles que estão em situação mais vulnerável seja mais um fator para explicar porque São Paulo está entregue e em situação desesperada, quase nas mãos de Russomano.

E não, eles não estão errados, errado está o PT que não se mostra mais como alternativa.

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PS necessário: Eu não apoio nem jamais apoiaria o Russomano, que fique claro!
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Bikes e ciclofaixas, uma vitória?

Não tenho a intenção de ser um estraga-prazeres, mas me pergunto se a ciclofaixa da Av. Paulista é mesmo uma vitória.

Os ativistas que acreditam na bike como uma alternativa de transporte - por mais que eu pessoalmente não tenha a menor intenção de usar bike para nada, nem se fosse algo comum e corriqueiro - tem um ponto válido e merecem ser oubidos. Acredito que a bike é sim uma opção que muitos podem aderir e que oturos já aderiram, ainda que eu não acredite que seja uma "solução" e sim apenas mais uma modalidade de transporte.

Enfim, eu não consigo entender como estes ativistas possam considerar a ciclofaixa na Paulsita como vitória mais do que como um pequeno avanço ainda muito distante dos objetivos justos. A lógica da ciclofaixa, que funciona apenas aos domingos de 7 da manhã até as 16h é a de que bike só serve para recreação. A ciclofaixa funciona apenas num dia não-util e no mais não-util de todos, o domingo e em um horário ingrato, de manhã cedo num domingo até a metade da tarde.

Sua função é puramente recreativa. Não há intenção de msotrar a bike como meio de transporte, mas apenas como meio de se divertir aos fins-de-semana. De certa forma acaba jogando até mesmo contra os ativistas ao passar esta ideia de lúdico e não de útil (não que o lúdico não possa ser útil).

Posso estar enganado, mas é esta a ideia que me passa.

E, não sejamos tolos de achar que a ciclofaixa foi uma vitória de qualquer grupo além do grupinho que tenta garantir a eleição de Serra. Kassab, sua cria - e convidado de honra do PT que depois resolveu trair o partido - não teve a mirabolante ideia de uma ciclofaixa às vésperas da eleição de graça.

Os ativistas pelo uso de bikes como meio de transporte podem não formar um grupo gigantesco, mas é um grupo político como qualquer outro e "merece" ser contentado em troca de alguns votos. É relevante e tem o direito de ser ouvido.

Questão é, foram contentados? Se contentam com tão pouco?
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Eu apoio Maringoni vereador! PSOL 50550!

Voto em Maringoni porque a política precisa não só de renovação, mas de ideologia.

De uma nova ideologia política que não seja travestida de malufismos, nem seja azulada ou disfarçada de bons costumes. Uma política que seja ligada aos movimentos sociais, à cultura e que seja feita com seriedade, mas sem esquecer o humor.

Precisamos desenhar uma nova cidade, caminhar juntos e lutar pelos direitos das minorias, dos criminalizados e marginalizados e tenho certeza de que Gilberto Maringoni será um aliado nesta e em outras causas. Maringoni e o PSOL não estão aliados com o que há de pior na direita brasileira, não estão aliados com setores fundamentalistas das igrejas e não fazem promessas que, mesmo que cumpridas, não passarão de uma farsa populista inócua.

Conheço o Maringoni por sua atuação tanto no ensino quanto nos movimentos sociais e, especialmente, por seus desenhos, seus cartoons e por toda a politização que busca, através da cultura, levar a todos e todas e recomendo o voto, não irão se arrepender.

Conheça o site da campanha do Maringoni, participe da campanha e, no dia da eleição, vote 50550

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Haddad: O sagrado direito de sermos enganados [Parte 2]

Ai que fofo!
Chegamos ao ponto principal: O combate à máfia dos transportes.
Veja aqui o primeiro post dessa série.
Marta, por todas as críticas que posso ter contra ela - e são muitas - teve a coragem de ao menos tentar enfrentar as máfias que controlam o sistema de transporte da cidade. O Bilhete Único foi uma vitória que só veio do enfrentamento dessa máfia, mas Haddad sequer cogita enfrentá-las, irá beneficiá-las.

Para ser mais claro, as tarifas não irão deixar de subir, passarão aos 3,15, 3,50, 4 reais... E até onde as máfias mandarem. Ao menos esta é a lógica do transporte da cidade e Haddad até o momento não gastou saliva para dizer que as tarifas não subirão ou que cairão. Todas as fichas estão no Bilhete, não importa a tarifa-base.

E tudo isto mascarado por um bilhete mensal que fará tudo parecer mais suave. Oras, pagaremos de uma vez e não teremos a constante lembrança de estarmos sendo roubados, como é a sensação a cada vez que vemos mais 3 reais indo pro esgoto. Quantos milhões mais irão para subsidiar o lucro dos donos das empresas de ônibus e quanto mais termos de pagar para deixá-los satisfeitos? Os subsídios aumentam e a tarifa idem!
A Prefeitura de São Paulo aumentou o valor do subsídio repassado aos oito consórcios de ônibus e às cooperativas de perueiros da cidade em 17% como justificativa para manter a tarifa em R$ 3. Com o acréscimo, as empresas receberão R$ 772,5 milhões até o fim de 2012. No início do ano, a previsão era de que a Prefeitura repassasse R$ 660 milhões. O aumento foi publicado nesta terça-feira no Diário Oficial da Cidade.
São quase 800 MILHÕES de reais para encher os bolsos dos donos das empresas de ônibus junto a uma tarifa abusiva em um sistema de transporte que deveria ser público.

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Atualização 03/09:

Confirmado:
Para viabilizar a iniciativa, Haddad prevê um desembolso adicional de R$ 400 milhões por ano para as empresas de ônibus municipais, ou aproximadamente 1% do orçamento anual da Prefeitura. O montante, a ser repassado às empresas de transporte público da capital, representa um acréscimo de 50% em relação aos atuais valores pagos pela administração municipal, na casa de R$ 800 milhões, segundo Haddad. "É um investimento que, em nossa opinião, vai contribuir muito para que o transporte público volte a ser uma alternativa importante", destacou o candidato, pouco antes de iniciar uma carreata na região Sul de São Paulo.
Haddad não apenas não irá combater a máfia dos transportes como ainda irá pagar mais 400 MILHÕES a eles. No total, a prefeitura gastará 1 BILHÃO e 200 Milhões de reais nessa farra, com uma tarifa de abusivos 3 reais que não será mexida. É mesmo uma paida de péssimo gosto.
O candidato afirmou que o novo bilhete único mensal será complementar ao atual modelo. "Para quem faz poucas viagens, continua interessante pagar RS 3,00 por três horas de uso. Mas para aquele que utiliza ou quer usar mais intensivamente o sistema de transporte público, vai poder adotar o bilhete mensal", explicou.
Continuaremos a ser roubados. Obrigado, PT.
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Não há, na campanha de Haddad, qualquer pomessa de reduzir tarifas. Ou de negociá-las. Muito menos de parar com a subida das mesmas até torná-las impossíveis de pagar. Ele jamais pensou nisso ou, se pensou, se acovardou frente às máfias. Aliás, mesmo que prometesse, seriam promessas tão consistentes quanto as de Dilma de não privatizar, de investir em educação, de respeitar os direitos humanos e etc?

As empresas podem aceitar o acordo, pois serão beneficiadas. A ideia óbvia é a de que, com esta "facilidade", mais pessoas sejam atraídas ao transporte público, o que fará, no fim, que o lucro das empresas cresça. Claro que nada se fala sobre ampliar o sistema de transporte em si e diversificá-lo, pois se já somos sardinhas nos ônibus, imaginem se mais gente resolver "aderir"!?

Voltando um pouco ao primeiro post, para TRABALHADORES ele não serve. É engodo. Ou seja, para a maior parte da população mais pobre, com pouco acesso a lazer e muito trabalho, é uma piada de péssimo gosto. Agora, para estudantes que também trabalham, para classe média que trabalha de ônibus e aproveita para sair ele até tem serventia, mas não ataca nenhum dos problemas descritos acima e nos post anterior, o das máfias e tarifas abusivas.

Mas também temos problemas "menores", técnicos, como o excesso de filas para carregar os bilhetes, o sistema ineficiente - péssimo - que raramente funciona. Máquinas que deveriam aceitar cartão e não aceitam, máquinas fora do ar o tempo todo, filas, falta de mais locais para poder carregar bilhetes....

Nenhum destes problemas foi atacado por Haddad - ou por qualquer outro - mas alguns de nós podem ficar felizes em ser enganados.

Mas Haddad deixou claro que só vai aderir quem quiser. Aquele pai de familia, trabalhador, que mal tem tempo pro lazer não terá porque aderir. Irá ter prejuízo. A classe média com carro irá aderir? Duvido.

Quem, afinal, irá aderir a este projeto capenga, mal feito e eleitoreiro?Me lembro de comentários de milicianos fanáticos durante a grande greve dos professores - que continua - e de outras áreas do funcionalismo público reclamando que, oras, ninguém mandou os caras fazerem concurso e irem ser professores/servidores, logo, porque fazem greve?

Este tipo de raciocínio (sic) é basicamente o que permeia o "adere quem quiser" do novo bilhete haddadiano.

Sem atacar as máfias dos transportes, sem discutir redução drástica das tarifas e mesmo a tarifa zero total ou para casos específicos, sem atacar os lucros dos empresários mafiosos e sem repensar completamente o modelo de transporte da cidade, nada que Haddad tente será mais do que uma piada de mal gosto eleitoral.

E não cabe a desculpa de que "é difícil" e semelhantes, pois o governo federal é do PT e tenho certeza de que um projeto efetivamente popular dificilmente seria barrado por Alckmin caso fosse exercida pressão (popular).
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Nos comentários do post anterior, surgiu um debate interessante com uma leitora, a Babi, que passo para este post suas perguntas e minhas respostas que, penso, ilustram melhor o que venho tentando dizer:
Tsavkko, eu leio alguns textos seus, mas nesse eu questiono firmemente em alguns aspectos. Quatro mais fortes, na verdade.

1) Primeiro eu acompanhei as discussões sobre o Tarifa Zero, inclusive já conversei com o próprio Lúgio Gregori há alguns anos sobre a possibilidade de instituição dele. É um ótimo plano, duvido que haja alguém eu não ache. Mas politicamente, é impossível implementar agora, nesse contexto histórico. Não é viável nesse momento levando em consideração a pe´ssima administração atual (que vai ter reflexos não importa qual seja o próximo prefeito), a íntima relação que tem entre transporte e especulação imobiliária, transporte e as atuais leis de uso e ocupação do solo e, principalmente, transporte e toda a burrada que o Kassab vem fazendo pela cidade. Propor a tarifa zero agora é zuar com o eleitor, pois não seria implementado.

2) Uma outra crítica minha é no uso de palavras como “provavelmente”, expressando um juízo de valor que não tem nenhum embasamento além do que você pensa. Não tem provas. Você usa o “provavelmente”, por exemplo, quando fala da viagem “ilimitada”. Nada garante que não funcione, mas você coloca como se o nã-funcionamento fosse uma verdade e pode levar pessoas a acreditar na sua versão não-comprovada.

3) Quanto à questão da falta de estrutura cultural nas periferias, no plano de governo que eu li falava bastante sobre o fortalecimento da cultura, não apenas pra levar cultura “erudita” mas para fomentar a própria cultura local que hoje é marginalizada. Isso é uma área que precisa ser trabalhada em conjunto com o transporte, para que uma pessoa de Pirituba, por exemplo, não precise ir à Frei Caneca para ver um filme ou um teatro. E estava lá no plano do Haddad que eu li.

4) Especificamente sobre o Bilhete Mensal, talvez você esteja esquecendo do número de pessoas que trabalham em dois empregos para complementar a renda (uma das passagens de hoje sairia de graça), trabalham e estudam ao mesmo tempo (a terceira passagem também sairia de graça), são freelancers, autônomos e diaristas (ou seja, não trabalham no horário comercial, circulam pela cidade e não necessariamente usam apenas 2 passagens por dia) e mais fomentadores de políticas culturais, educacionais, líderes de movimento de bairro. Ou seja, para grande parte do pessoal mais pobre o Bilhete é sim uma revolução e significaria uma mudança maravilhosa.

São alguns pontos que acho que merecem ser visitados, não?

Abraços,
babi  
E minhas respostas:
1) Babi, SEMPRE algo será politicamente inviável até que seja tentado. O Bilhete Único, na sua época, era impossível também. As máfias lutaram contra e Marta se impôs. NADA na política se faz sem alguma dose de imposição sorbe máfias e oposição de direita. Você acha que esse bilhete proposto pelo Haddad não enfrentará oposição, caso ele realmente chegue a beneficiar mais que 1-2% da população? Se tocar, mesmo que remotamente, nos lucros da máfia dos transportes, será combatido. E terá de ser imposto, caso haja vontade política.

MAs claro, da forma como está sendo colocado, não enfrenta nada, na verdade assegura lucros.

MAs cá entre nós, eu não acredito ou defendo um passe livre imediato, da noite pro dia, e sim um processo que passa por revisão de licitações, reestatização do transporte público, tarifas sendo paulatinamente reduzidas, conscientização da população e por aí vai, até chegarmos no passe livre para estudantes, para quem ganha x salários e por aí vai. É um processo longo, mas que NINGUÉM teve coragem de propor, apenas em debates para a própria militância ou para quem não tem poder de mudar muita coisa.

Enfim, não se trata de "vamos implantar tarifa zero na semana que vencermos", mas de iniciar um diálogo e um processo sério. E o bilhete ora proposto pelo Haddad vai na contramão.

2) Na verdade, Babi, uso o provavelmente depois de ver o que é o governo federal do PT. Prometeram não privatizar, proemteram valorizar educação, prometeram isso e aquilo e não fizeram nada, melhor, fizerma o contrário. O "provavelmente" não veio de graça, mas apenas da observação do modus operando do PT antes do governo e depois de virar governo. Quanto ao "ilimitado", bem, temos o exemplo das Teles, melhores amigas do Paulo Bernardo, que vendem produtos "ilimitados" com muitos limites, poréns e exceções. E, de qualquer forma, esse é apenas um dos pontos menores da minha argumentação.

3) Concordo plenamente. Seria realmente genial, mas daí a virar algo efetivo... Basta ver como os governos do PT (notadamente o federal e o da Bahia) tratam as classes mais pobres, grevistas, indígenas pra ver que o papo de "inclusão" é apenas isso, papo. Haddad pode ser diferente? Claro, mas eu pessoalmente duvido, até porque Haddad não passa de uma marionete fabricada pelo Lula e controlada por ele.

4) Não esqueci, mas não era meu foco. Mas sim, faz sentido. MAs ao não mexer nas tarifas abusivas e permanecer na lógica mercadológica do transporte, um desconto é apenas isso, um desconto. Não garante que não veremos aumentos gigantescos mais pra frente, que encarecerão também o bilhete mensal ao ponto de se tornar proibitivo.

Não há nada de revolucionário em uma proposta que se espelha em exemplos vários que existem pelo mundo. A idéia - repito, a ideia - é excelente. O problema é que sua execução, como proposta, não apssa de um desconto para uma parcela da população e não uma mudança efetiva na lógica dos transportes.
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Leia a Parte 1 da análise
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Haddad: O sagrado direito de sermos enganados [Parte 1]

Esses são amigos!
Em meio às infindáveis promessas de campanha por parte de todos os - péssimos - candidatos à prefeitura de São Paulo, uma me chamou à atenção: A proposta de Haddad de criar um Bilhete Único Mensal.

Os petistas ficaram satisfeitos, entusiasmados, nunca antes na história desta cidade haviam pensado em algo tão revolucionário! Bem, ao menos tão interessante. Mas passa longe disso.

Vamos, por um instante, fingir que a juventude do PT e amplos setores partidários (inclusive vereadores como o José Américo e a Juliana) nunca participaram de nenhum protesto contra o aumento das tarifas (na casa dos absurdos 3 reais) e que ninguém do PT jamais participou, incentivou ou ouviu falar dos debates em torno do Passe Livre. Com esta lembrança de não nos lembrarmos destes pontos, sigamos adiante.

A ideia nada tem de revolucionária e esbarra em diversos problemas. Mas deixo claro que é óbvio que a *ideia* de um bilhete mensal é boa, mas não da forma como foi proposto.

Tido como uma forma de ajudar o trabalhador, não passa de farsa. A tese é a de que podemos carregar o bilhete por mês (ou semana e dia) com um valor pré-determinado e que, então, podemos andar no transporte público de forma ilimitada (provavelmente este "ilimitado" será semelhante ao das empresas de telecomunicações, cujas propagandas vendem ligações e internet ilimitada, mas sempre com alguma pegadinha. Será que sermeos jogados pra fora do ônibus quando o ilimitado chegar ao limite?).

Mas será que este ilimitado é tão bom assim?

Um trabalhador das classes mais baixas, que realmente necessita do transporte público (a classe média em geral prefere se aventurar por 3-4 horas em seus carros pagos à milhões de prestações por valores absurdos graças a impostos abusivos e lucros igualmetne ridículos, cujo governo se recusa a limitar, mas este é outro assunto), terá a oportunidade de, nos dias de semana, aproveitar para viajar de ônibus mais do que apenas para ir e voltar do trabalho.

Contando que ele more, por exemplo, no abandonado M'boi mirim, ele talvez consiga pegar um cinema em algum shopping há 50 quilômetros de sua casa depois de passar 3 horas em um ônibuss. A sessão da meia noite seria uma boa opção.

Claro que a falta de estrutura e de lazer nas periferias não é o problema que importa (ao menos nesta questão) a Haddad, ao PT ou a mãe joana. É problema do trabalhador se ele não consegue usufruir da maravilha do bilhete mensal nos dias de semana.

Aos domingos (e feriados) as vantagens do Bilhete Mensal ficam escondidas pelo fato de que, hoje, já se é possível andar por várias horas com uma só carga de bilhete (com uma só tarifa) por até 8 horas em 4 diferentes ônibus. A não ser que a ideia seja paregrinar pela cidade, não é de todo ruim.

Mas, contando que este trabalhador tenha folga aos sábados (muitos dos reles mortais das classes mais baixas trabalham aos sábados), aí sim poderá usufruir das incríveis vantagens do bilhete mensal. Ok, ponto para Haddad.

Mas vejamos quanto a brincadeira sairá para o trabalhador:
Ida e volta do trabalho = 6 reais
Ida e volta do trabalho 5 dia por semana -> 6x5=30 reais
Ida e volta do trabalho 5 dias por semana, por um mês (4 semanas) -> 30x4=120 reais
Bilhete proposto pelo Haddad = 150 reais. Realmente, uma IMENSA vantagem para o trabalhador. Detalhe, só pode andar de ônibus. Quem não quiser que se f*.
A diferença é de 30 reais. Voltemos aos cálculos:
São 20 dias úteis e 10 de fim-de-semana (esquecendo os feriados), mas no domingo você pode usar o bilhete único por 8 horas, logo, contemos como 5 dias em que o trabalhador precisa usar o bilhete para ida e volta (6 reais) e 5 dias em que precisa apenas uma vez (domingo, 3 reais), temos, então, 45 reais.
Basicamente, contando que o trabalhador saia TODOS os dias de fim-de-semana, ele terá feito a IMENSA economia de 15 reais. É ou não é um presentão? Se resolver descansar aos domingos, o trabalhador irá ter pago a MESMA coisa que pagaria sem o bilhete maravilhoso proposto pelo Menino Malufinho.

Mas lembre-se, tudo isto vale APENAS para os ônibus. Metrô é outro papo. Ou seja, se o trabalhador pegar um metrô e logo depois um ônibus, irá pagar MAIS pelo bilhete do Menino Malufinho que pelo que temos hoje, pois, sigam o raciocínio, se pegamos um metrô e depois um ônibus, pagamos a METADE do valor no ônibus. Com o projeto do Haddad, pagaremos a passagem inteira!

Mas está tudo bem, ele *acredita* na boa vontade do governo do estado para aderir ao seu mirabolante projeto.

Mas os problemas não acabam por aí e seguem em outro post.

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Atualização:
Hadda agora fala em bilhete de 140 reais. Mas a lógica permanece a mesma. A diferença de 15, passa a 25 reais desde que o trabalhador saia TODOS os dias de casa. A tarifa abusiva de 3 reais permanece a mesma, a máfia permanece a mesma.
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Leia a Parte 2 da análise
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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Milícia sai em defesa de Maluf e ataca Erundina [Prints]


Pelo direito das mulheres! Combina com o Pt que criminaliza aborto e trata professores em greve como lixo!
Depois da sábia e corajosa decisão de Erundina de não aceitar migrar pra neodireita com Maluf e o PT a reboque, uma seleção de tuítes da milícia fanática governista que ontem amava Erundina, e hoje a odeiam, afinal, quem não participa do plano "tudo pelo poder" do PT, deve ser traidor...

Vejam alguns poucos motivos para NÃO votar no Maluf e NÃO aceitar uma aliança com esse bandido:

-Ele é PROCURADO pela Interpol e se botar os ricos pézinhos fora do Brasil ele vai PRESO;
-"Estupra, mas não mata";
-"Rouba, mas faz";
-Ele ocultava cadáveres de guerrilheiros;
-Apoiou a Ditadura e foi o candidato desta contra o MDB
-Apoia a ROTA e a mandava perseguir gays, comunistas, negros.... "ROTA NA RUA"!

Precisa de mais? Mas, infelizmente, a milícia petista/governista não se importa om nada disso, assim como Dilma não se preocupa em esclarecer os crimes da Ditadura.

E aí, petistas, vão fazer campanha pra ROTA sair às ruas?

Vejam tuítes selecionados pelo @elcapeto, pela @ladyrasta e por mim que demonstram o caráter (sic) da militância:

Engraçado, e pensar que foi o PT o principal partido a bombardeá-la naquela época....

Erundina boba, chata e feia, egoísta! #Mimimi
Continuem lendo e não percam os "tuítes de sabedoria" com #Eduguim!
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Maluf é a pedra no caixão do PT

Nojo!
Uma chapa com Haddad (PT), Maluf (PP) e Erundina (PSB) poderia,a té semana passada, ser algo inimaginável, mas na verdade seria inimaginável apenas ANTES de 2002. Depois desta data, das alianças com partidos de direita com a desculpa da governabilidade, tudo passou a ser possível.
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Depois do texto escrito, a bela e maravilhosa notícia de que Erundina manteve sua ética e história intactas e pulou fora do barco furado. Que o PT durma com Maluf, ela não irá.
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Depois de 2002 a porteira foi aberta e entraram o PMDB, o PR, o próprio PP nacional, o PSC, o PSD (com Kátia Abreu e Kassab e até Índio da Costa, vice de Serra) e quem mais quiser. MAs poucos estavam preparados para o golpe final no que restava do PT: O Maluf.

Sim, o PP estava e está coligado nacionalmente, mas o simbolismo de ter o próprio Maluf, com direito a foto com um Lula e um Haddad sorridentes, é outra coisa. Notem que Lula sequer se dignou a parecer no anúncio da chapa Haddad-Erundina, mas para agradar Maluf, lá foi ele.

A foto é constrangedora. É uma apunhalada na história do PT e em todos que algum dia militaram ou aidna militam por lá e que tem alguma consciência. Claro que não estou falando dos fanáticos que só dizem sim, como José de Abreu e outros, estes não raciocinam, mas tão somente repetem felizes o que a direção manda.

Não vou gastar um segundo sequer para lembrar quem é Maluf, seu trabalho em prol da Ditadura Militar e na ocultação de cadáveres de guerrilheiros falam por si só. Se petistas estão dispostos a se aliar a capacho da Ditadura, é problema deles. Minha consciência e a dos que já saíram daquele partido está intacta. Não precisarei fazer nenhum malabarismo para justificar porque Maluf é "do bem" e Serra é "do mal". Se formos comparar biografias, me perdoem, mas eu prefiro a do Serra - ainda que concorde com todas as críticas feitas a ele e JAMAIS fosse votar na figura, que é um péssimo político, vindo de um partido igualmente ruim.

E pouco me importa o que pensa ou deixa de pensar o PSDB sobre esta aliança. Eles queriam o Maluf e atacam porque não o tem.

Maluf representa a São Paulo velha, degradada, das obras faraônicas e ineficazes que destruíram, por exemplo, o centro de São Paulo. Representa o "rouba, mas faz", o "estupra, mas não mata", criminaliza o pobre, a vítima e sempre acha uma forma de dar um jeitinho e, no fim, é um criminoso procurado em TODOS os países que aceitam a jurisdição da Interpol. Maluf, se colcoar o dedo fora do Brasil será preso pela Interpol e deportado aos EUA para ser julgado.

O que o PT fez foi, basicamente, se aliar a um criminoso procurado em todos os países do mundo. Que deve milhões à São Paulo, que brinca com dinheiro público, um bandido amigo da Ditadura.
Aliado de Haddad: Procurado em centenas de países.

Ao se aliar com Maluf, o PT cospe, pisa em sua históiria e na de seus militantes. Assume que não vê problemas com desvio de dinheiro, com ocultação de cadáver e deixa claro que não se importa nem com a verdade sobre os crimes da Ditadura e nem com a ética na política.

Não que suas atuais alianças, a homofobia institucional, o privatismo neoliberal, a criminalização das greves dos trabalhadores e dos movimentos sociais não sejam, em si, uma vergonha que mancham a história do partido e denunciam seu caráter (sic) atual, mas Maluf é a pedra final no túmulo do partido que um dia foi Socialista, um dia foi de Esquerda, um dia mereceu voto.

Toda aliança tem um custo. Enquanto petistas dizem queestão "cooptando a direita", nós vemos a realidade, das bandeiras rasgadas e deixadas pelo caminho. Da Reforma Agrária que nunca vai acontecer, do respeito aos direitos humanos que hoje são lenda, dos direitos das mulheres ao corpo, do direito à verdade sobre os crimes da ditadura.... Nunca teremos nada disso. Cooptado foi o PT e sua tropa de choque miliciana e fanática. E não tem mais

Aos que dizem que vale tudo pelo poder eu me limito a lamentar e dizer "não, não vale".

Recomendo ao PT que mantenha sua coerência de neo-direita e coloque logo o Maluf como vice, mas dado o esforço do governo federal em criminalizar a luta das mulheres, o Netinho "espancador de mulheres" de Paula não seria má ideia. Mas com Maluf poderíamos ter a chapa "Malddad" e o slogan perfeito seria "Haddad e Maluf, juntos contra o Mal Maior".
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Recomendo a leitura deste ótimo post da Camila Pavanelli sobre o assunto.
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sábado, 16 de junho de 2012

Haddad e Erundina, vale apostar?

Sabe a única possibilidade d'eu votar no Haddad? Se ele morrer e a Erundina assumir no primeiro dia. Ou seria, antes de Maluf virar amiguinho e aliado de Haddad. Me entristece apenas que Erundina aceite fazer parte desse circo, já do Pt eu não espero nada, já que até Kassab foi aliado por alguns dias, até dar golpe no Lula.

Vocês tão vendo a greve dos professores das federais? De quem é a culpa?

Dentre outras, do queridinho Haddad que não aceitou as reivindicações dos professores na última greve, enquanto ele era ministro da educação. Fez concessões ridículas que sequer foram cumpridas até que a nova greve estivesse prestes a acontecer - daí Dilma fez uma MP dando grandiosos 4% aos professores.

Quanto ganha qualquer graduado aspone de ministérios por aí? Quanto ganha qualquer cargo meia boca do judiciário? Todos mais que um doutor em unviersidade pública. E ainda assim Dilma oeferece 4% e não quer mais negociar.

Haddad é do mesmo partido - PT - que não negocia com os professores e que conseguiu armar a maior greve dos últimos anos na educação. O que fará com os professores da cidade quando estes reivindicarem salários decentes também? Ignorará ou mandará a GCM dar porrada?

Não somos toruxas. Não seja trouxa achando que Erundina, vice, vai mudar algo. Ela será neutralizada como já foi antes pelo PT, quando prefeita. No fim apenas perderemos uma deputada maravilhosa.

Aliás, como perguntou no Twitter o @elcapeto, "a Erundina vai mesmo ser vice de um sujeito que alicia apoio de Maluf negociando cargo público, é isso mesmo?"

Deixo alguns questionamentos sobre se algo iria mudar com Haddad. Olhem pro governo federal. Belo Monte, professores tratados como lixo, greves pipocando, obras sem licitação decente pra Copa e Olimpíadas, aliança com extrema-direita, homofobia institucional, Krents dominando tudo, corrupção em níveis semelhantes às dos governos do PSDB, remoções forçadas...

Queremos isso pra São Paulo? ou melhor, queremos CONTINUAR com isso? Porque não esqueça, exceto Serra, TODOS os demais candidatos são da base do PT e irão correndo pra base estadual caso Haddad Vença. E, não duvidem que Kassab, que hoje apoia Sera, mas foi do PT por uma ou duas semanas, volte pros braços do PT, com Lula o afagando e dizendo que sempre foram aliados.

Mas calma, não estou dizendo pra votar em A ou B, eu particularmente não votarei - primeiro porque estarei viajando, segundo porque não confio em NENHUM candidato nestas eleições para prefeito -, mas sintam-se livres para fazer o que bem entenderem. E assumam as consequências.

Errei em pedir voto pra Dilma, não posso jamais me desculpar com cada um que porventura eu tenha convencido, logo, jamais farei o mesmo novamente. Em Haddad não voto - e para os babacas que dirão "vote em Serra", só posso lamentar a infantilidade e boçalidade de seus "argumentos".

Até porque, votar em Haddad equivale a votar em Paulo Maluf, cujo partido aceitou se aliar ao PT depois de ganhar uma secretaria de Dilma e logo começará a ganhar rios de dinheiro e a colocar todo o seu método conhecido de corrupção, desvio de dinheiro e safadezas para funcionar.

Façam suas escolhas e vejam bem o que vale à pena.

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quarta-feira, 28 de março de 2012

Eleições no SindJor - Sindicato é Pra Lutar

Começou ontem (27) e vai até amanhã (29) a eleição para a nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e estou apoiando a Chapa 2 – Renovar para Mudar, Sindicato é Pra Lutar que tme como candidata à presidente a jornalista e ativista Bia Barbosa (do Intervozes) e um grande time de diretores e na executiva.

Convido todo(a)s o(a)s jornalistas a visitar a página da Chapa e, aos sindicalizados, que compareçam na sede do sindicato ou procurem as urnas que irão à várias sedes de jornais pelo estado de São Paulo e façam sua parte para renovar o sindicato.


Baixe os materiais da Chapa aqui e conheça as propostas.

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sexta-feira, 16 de março de 2012

São Paulo e eleições: Vai melhorar com Haddad?

Comentário (ampliado) que fiz em post sobre a pane mais recente do metrô de São Paulo:

Só me pergunto uma coisa: Mudaria o que com gestão petista? Mudaria mesmo? Vão reestatizar a Linha Amarela? Agora que o PT entrou na onda das privatizações... Vão re-estatizar as estradas "concedidas" pelo tucanato - lembrando que o PT também "concede" rodovia?

Cadê o plano do Haddad (ainda que o metrõ seja alçada estadual, mas eleição municipal se aproxima)? Ele agora "reclama" e "acusa" que Kassab é criado Pitta e Maluf, oras, mas não era ele quem conversava com o Kassab pra ganhar seu apoio?

Kassab é um crápula, mas o PT o queria como aliado na sua vibe de "tudo pelo poder". Numa semana ele vai como convidado de honra para festa de aniversário do PT, na outra ele volta a ser canalha?

Sobre os "planos" de Haddad, que de concreto apenas anunciou uma medida absolutamente hipócrita e de socialização dos prejuízos de acabar com a taxa de inspeção veicular, que pdoe ser prenúncio da continuidade do incentivo/investimento em transporte individual:

Haddad irá suspender e enterrar a Nova Luz? Vai dar dignidade aos coitados tratados como lixo da Cracolândia? Vai propor a Tarifa Zero pro transporte público ou ao menos suspender aumento de tarifas abusivas (3 reais é dose) e até reduzir o que pagamos no meio tempo?

Vai amplair transporte público? Garantir salário digno pros professores municipais? Enquadrar a violentíssima GCM e não usar força para desalojar ocupações? Vai acabar com a farra da GCM armada, mesmo que com armas "não-letais"?

Será que Haddad vai fazer alguma coisa contra as enchentes constantes e comuns na cidade sempre que chove por 30 segundos?

Ou, no fim, vai fazer como o governo federal e cortar "despesas" com o social e com o necessário para fazer caixa e esbanjar na propaganda - como o quase-aliado Kassab faz? Haddad vai prometer, prometer - como fez Dilma - pra no fim se aliar com fundamentalistas e aprovar de vez o "Dia do Orgulho Hétero" na cidade? Tudo com direito a uma tropa de choque de milicianos fanáticos justificando todo e cada recuo.

E os albergues fechados pelo Kassab, serão reabertos e terão qualidade? A população em situação de rua será tratada como gente?

Faço todas essas perguntas porque naquilo que São Paulo tem em comum com outras cidades e mesmo estados governados pelo PT ou aliados, NADA melhorou. Taí professor tendo ponto cortado em PE/Recife do PSB/PT, professor com PIOR salário no RS do PT, estudante apanhando da PM em protesto contra tarifas absurdas no PI de aliado do PT...

Aliás, o que vi até agora em termos de "plano de governo" ou propostas sérias se resume a petistas dizendo que vale tudo pra vencer e fazer ponte pra tirar o PSDB do governo estadual com a máquna da cidade.

Que me desculpem, mas tirar o PSDB pra colocar o PSDBdoB (um PT com projeto semelhante ou igual ao do PSDB/PSD ou o diabo que governa São Paulo hoje) faz diferença?
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Serra e Kassab: Golpe sobre o PT?

Kassab pode ter, junto com Serra, passado a perna no PT.

A ver se a candidatura de Serra se confirma e se Kasab será um bom filho.

Kassab se bandeou para o lado do PT e fez estrago. A mera possibilidade de aliança já rachou o partido, talvez nem a concretização seja necessária pra m* ficar completa.

E o golpe pode ter sido de mestre, pois Kassab deixou claro que apoiaria Serra não importasse o que acontecesse se este decidisse se candidatar até a síndico. E enquanto o PSDB finge-se de morto, sem nenhum candidato expressivo e com prévias armadas (ainda que com prévias, coisa que o PT passou por cima a mando do Lula, como fizeram na "escolha" de Dilma), Serra confabula e se fortalece.

O PSDB terá dado duas lições ao PT, uma de política e timing e outra de democracia. Pois é, por mais ridículo que pareça. Serra aparecendo no pário e sendo aclamado pela "militância" (aquela meia dúzia de engravatados que forjaram os mais de 20 mil filiados fantasmas do partido) é o toque final. Toque de mestre.

Pré-candidatos se curvando ao poderoso Serra, aclamado em uníssono e apoiado até pelo desafeto Alckmin, comprometido até a cabeça com sua candidatura à pedido de FHC.

Confirmando-se a candidatura de Serra, Kassab passa ao seu lado, deixando o PT fraturado e perdido, com um candidato inexpressivo (mas que Lula quis porque quis indicar, passando pro cima de tudo e todos) e com a mácula de ver seu aliado apoiando Serra e outras alianças já organizadas e aliados tradicionais do PT divididos entre Chalita, Russomano, Netinho e etc...

O PT ficaria sozinho, ou parcamente acompanhado em uma eleição que achava que podia ganhar. Ainda poderia, claro, o "efeito Lula" é poderoso, mas o baque seria forte. 

E Lula teria sofrido um golpe em seu próprio jogo.

Conjecturas? Sem dúvida. Por enquanto. É esperar o Serra e se o Kassab dançará como a música pede.
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sábado, 3 de dezembro de 2011

Eleição do Conselho Municipal de Habitação de São Paulo

Do blog O Palco e o Mundo, do meu amigo Pádua Fernandes:
Escrevi no mês passado sobre a manobra que a Prefeitura de São Paulo resolveu fazer decolar no Conselho Municipal de Habitação (CMH): restringir o direito de voto, exigindo pré-cadastramento em um período curtíssimo de três dias. O raciocínio parece ser este: quando menos eleitores, menos popular será o futuro Conselho, que trabalhará no estratégico ano que vem. Em 2012, teremos um ano que será eleitoral para os Municípios e eleitoreiro para os prefeitos.
Não sei se a manobra da prefeitura de Kassab decolou, eis que houve um esforço de cadastramento. A eleição será no dia quatro de dezembro, próximo domingo. Para quem tem dúvida em que chapa votar, recebi a seguinte mensagem do militante da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo (UMMSP), advogado e conselheiro do CMH, Benedito Barbosa:
Dia 4/12 - Vote Chapa Unidade Popular
CMH SP N° 88

Leve documento com foto - RG

Neste dia 04 de dezembro das 8 as 17 horas nas Subprefeituras ocorrerá eleição do Conselho Municipal de Habitação - CMH SP. Participe!!

Vote 88

em defesa do mutirão com autogestão
em defesa da moradia na area area central
contra os despejos e remoções
em defesa da moradia para pessoa idosa
em defesa da moradia para mulheres chefes de familia
em defesa da regularização fundiaria
em defesa da urbanização de favelas
em defessa da recuperação e regularização dos conjuntos
por acesso a terra urbanizada e financiamento para moradia digna

Contatos e informações 36672309 - UMMSP
Veja que se trata de bandeiras não exatamente (ou nem um pouco) defendidas pela atual gestão municipal, o que é mais um sinal da importância da representação popular nesses órgãos.
O Estatuto da Cidade (lei 10257 de 2001), que completou dez anos, tenta expressar o princípio democrático e diversas vezes refere-se à participação popular. Ela será tão mais efetiva quanto mais organizada. Como diretriz geral da política urbana, encontramos, no artigo segundo, esta previsão: "II – gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano;"
Trata-se de uma exigência constitucional. A relativa decepção desta primeira década de experiência do Estatuto da Cidade decorre, em parte, da timidez ou, de acordo com o Município, da inexistência dessa participação. Não basta que ela esteja prevista em lei: é preciso que esse direito decorra da prática.
No entanto, ele abriu um canal, que se deve explorar, e que antes estava, em geral, fechado. Lembro do antigo GEAP, Grupo Executivo de Assentamentos Populares, do Município do Rio de Janeiro, criado em 1993. Ele havia sido previsto pelo Decreto n. 12205 de 13 de agosto de 1993; nele, dispunha-se que o futuro estatuto regulamentaria a participação popular no órgão. Isso ocorreu no primeiro governo de Cesar Maia, que criou, no ano seguinte, a Secretaria Municipal de Habitação.
Alguns programas habitacionais foram planejados pelo GEAP, dos quais o mais famoso ficou sendo o Favela-Bairro, que foi financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A Prefeitura cumpriu todas as exigências legais do BID.
O mesmo não ocorreu no tocante às exigências para com a população: o Prefeito (e seu sucessor, Luiz Paulo Conde) jamais editou aquele estatuto, pelo que a participação popular na formulação das políticas de habitação ficou impedida pela falta de regulamentação - velho truque dos legisladores que gostam de prever o direito de forma que ele não possa ser exercido.
No próximo dia 4, há um direito a exercer no Município de São Paulo. Essa é uma das práticas de que depende a cidade.
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A eleição foi ADIADA!!
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