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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Plínio, o que é isso companheiro? Sobre Repressão e Cooptação [Update]

Eu havia questionado ha algum tempo a atitude legítima mas, na minha opinião, burra de Plínio de Arruda Sampaio em pedir o voto nulo no segundo turno, indo contra o grosso dos paramentares e da direção do PSOL e, obviamente, contra a vontade dos movimentos sociais que, em peso, se uniram à candidatura de Dilma, mesmo com todas as críticas feitas.
Frente à mídia manipuladora que temos, a posição do Plínio é, enfim, uma irresponsabilidade.

Eis que agora o velho Plínio foi ainda mais longe e, honestamente, começo a me preocupar com a situação, com o próprio PSOL, colado em sua imagem, ainda que Plínio, agora, esteja falando apenas por si e não pelo partido.

O que eu havia dito antes sobre o voto nulo na situação que se paresentava ao país, vale ainda para hoje:
Concordo com as análises feitas pelo Plínio, tanto sobre Serra quanto sobre Dilma, tenho talvez apenas alguma discordância quanto à questão da corrupção - tratada por demais de forma moralista - e do fato do Serra não ter sido denunciado com mais veemência.

Serra representa um retrocesso que tanscende o governo Lula, que transcende aquilo que Lula construíu, ele retrocede nas bases mais fundamentais da sociedade, ao se aliar com neonazistas e com a TFP, além de figuras como Silas Malafaia.
Mas, curiosamente, é este retrocesso que, parece, busca Plínio. Em teoria um recrudescimento da situação, uma maior criminalização dos movimentos sociais e uma piora nas condições de vida fariam, automaticamente, a população - ou os movimentos sociais - se levantarem em revolta.

É a tese do quanto pior, melhor. Nos livros, na teoria, pode até funcionar. Mas é preciso muito sangue frio - para dizer o mínimo - defender algo assim na prática.
E, também, infantilidade acreditar que um processo de organização dos movimentos sociais sob uma suposta vanguarda se daria de forma imediata, rápida.

Acredito que Plínio tenha TODO o direito de acreditar que o governo Dilma será ruim, de ser pessimista, de criticar e ser o mais incisivo que quiser. Mas isto é diferente de basicamente desejar que haja repressão em um governo de direita - de fato, esta repressão vem de qualquer forma.
"No (eventual governo) Serra, temos a repressão, em Lula a cooptação" [...] "Acho mais favorável (para a esquerda) a repressão, que aliás já enfrentei. Mas é melhor porque a repressão unifica, as pessoas se unem, vão para as ruas".

Perfeito em livros, péssimo na prática, na realidade.

É óbvio que Plínio deixou claro não querer um governo Serra, mas acreditar na mobilização automática das forças progressistas beira a infantilidade.

Repito, Plínio não disse preferir um hipotético governo Serra, senão lembrou que governos repressivos tendem a facilitar a mobilização das forças progressistas, enquanto o governo do PT se limitou a cooptar estas forças.

É o velho dilema entre cooptação e repressão, o que seria "melhor" para a união de forças de esquerda.

Plínio segue o receituário marxista clássico, ainda que eu, pessoalmente, não veja o Brasil como ambiente propício para aplicação desta cartilha que, na verdade, acaba afastando ainda mais as esquerdas.

Temos o PT no poder, em sua órbita um amálgama de partidos médios e pequenos de esquerda mas com diversos conflitos internos e mesmo séria crise de identidade e ideológica e, do outro lado, isolados, partidos de extrema-esquerda que apoiam a tese do Plínio, que olham para livros e não para a realidade.

Honestamente, não vi motivos para tanta gritaria no Twitter por causa desta entrevista, em que Plínio apenas reafirma o que já vinha dizendo desde o segundo turno. Ele não defendeu ou defende um governo Serra, mas comenta que em regimes repressivos, a esquerda costuma mobilizar e se mobilizar mais.

É uma leitura que ele faz, eu já tenho um entendimento diferente da realidade brasileira.
Existe ressentimento por parte do Plínio (e setores do PSOL) contra o PT? Sim, claro. E este ressentimento pode ser facilmente verificável, mas não acredito que a declaração que mais causou furor em sua entrevista seja reflexo deste ressentimento.

Nos livros a mobilização da esquerda e da população sempre parece automática. Frente à repressão, há organização e reação. Mas os 8 anos de FHC mostraram que não é assim tão fácil. Além do que, um movimento facilmente cooptado não é exatamente o que ira se mobilizar mais rapidamente, o que sairá da apatia num estalar de dedos.

Sim, é verdade que o PT no poder não fez bem, em geral, a boa parte dos movimentos sociais. Mas também é verdade que o processo não vem de hoje. UNE, CUT e outras organizações/movimentos já estavam em processo de desmobilização desde o governo FHC, com Lula o processo apenas se completou.
O grande problema, talvez, seja a idéia de que o Plínio fale pelo PSOL. Ele não fala. O PSOL, acabado o primeiro turno, liberou seus filiados a votar como quisessem, desde que contra Serra: A Favor de Dilma ou Nulo.

A partir deste momento, Plínio deixou de falar pelo partido na condição de candidato, tanto que a maior parte dos cargos eleitos do PSOL lançaram manifesto em defesa do voto crítico em Dilma, enquanto ele e outros militantes defendiam o nulo.

Obviamente a mídia não se dá ao trabalho de diferenciar o Plínio militante do PSOL do Plínio porta-voz, candidato pelo PSOL. E, claro, é extrema falta de noção e infantilidade do Plínio dar entrevistas com o teor das que vem dando, arranhando até mesmo o bom relacionamento que o PSOL conseguiu com outras forças de esquerda pós-eleições.

Que fique claro que Plínio tem todo o direito de falar, de dar entrevistas, de questionar, mas é inegável sua inconsequência e o desserviço que vem prestando ao PSOL.

Leia a entrevista dada por Plínio ao JB e também a análise da Rede Brasil Atual.
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Update:
Como esperado, Plínio esclareceu alguns pontos de sua entrevista à Rede Brasil Atual. Como era óbvio, ele jamais disse preferir um governo Serra. Será que alguns fanáticos e sectários irão se retratar agora?
A propósito do meu posicionamento sobre o governo
Plínio Arruda Sampaio*
Dei uma entrevista telefônica para o “Jornal do Brasil” recentemente. Apesar da primeira frase da resposta à pergunta se eu preferia a eleição de José Serra ao invés de Dilma ter sido clara quanto à minha opinião de que as duas opções são ruins e que não preferiria José Serra, pessoas mal intencionadas agora acusam-me de estar fazendo jogo duplo. Especialmente a Rede Brasil Atual – que produziu matéria sobre o assunto afirmando, sem me ouvir, como diversas vezes fez sem nenhuma dificuldade, que eu preferiria um governo tucano ao petista. Por isso, sinto-me obrigado a esclarecer de uma vez por todas este assunto.
Sobre minha posição no segundo turno só pode ter dúvida quem estiver determinado a tê-la, porque está cristalinamente dito que anularia meu voto. Disse isto no Manifesto que publiquei e em todas as minhas aparições na televisão.
O que sempre declarei – e agora reitero – é o seguinte: Serra significaria maior repressão ao movimento popular e polícia mais truculenta contra o povo. Lula/Dilma não reprimem tanto, mas cooptam lideranças dos movimentos populares e, desse modo, corrompem tais movimentos, dividindo-os. Em nenhum momento afirmei preferir um governo Serra, pois o tucanato foi desde sempre no Brasil um governo nefasto. O governo Lula/Dilma foi frustrante.
Para os socialistas, os processos eleitorais são importantes como instrumentos de conscientização da massa popular. Tanto Serra como Dilma dificultam extremamente o trabalho de conscientização. Por isso, não prefiro nem um nem outro. Preferiria, isso sim, um governo verdadeiramente dos trabalhadores, que fizesse avançar a conscientização e a mobilização popular.
Inferir daí que eu estivesse sugerindo o voto em Serra só pode ser má fé.
Se há um traço que marcou minha vida política, e que até meus inimigos sempre reconheceram, foi a clareza das minhas atitudes. Os comentários maldosos que estão sendo feitos significam apenas ressentimento dos que ficaram indignados com as palavras que usei nos debates eleitorais.
Por isso, encaminho a nota acima à Rede Brasil Atual para publicação nos mesmos espaços onde foram veiculadas inverdades sobre minha postura política e militante, esperando não ser necessário tomar as medidas cabíveis para que minha real posição seja divulgada.
* Plínio Arruda Sampaio, dirigente nacional do PSOL e candidato à Presidência da República nas eleições 2010
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sábado, 16 de outubro de 2010

Plínio e o voto nulo: O que é isso, companheiro?

Eis a manifestação pessoal do Plínio de Arruda Sampaio, que chama pelo voto nulo.

Concordo com as análises feitas pelo Plínio, tanto sobre Serra quanto sobre Dilma, tenho talvez apenas alguma discordância quanto à questão da corrupção - tratada por demais de forma moralista - e do fato do Serra não ter sido denunciado com mais veemência.

Serra representa um retrocesso que tanscende o governo Lula, que transcende aquilo que Lula construíu, ele retrocede nas bases mais fundamentais da sociedade, ao se aliar com neonazistas e com a TFP, além de figuras como Silas Malafaia.
Se Marina, ao se cercar de fanáticos, representava (e ainda representa) significativo atraso, Serra foi quem acabou por capitalizar toda esta corja e atrair não só os fanáticos neopentecostais, mas também a TFP e grupelhos neonazistas.

Que Plínio me desculpe, e com todo respeito que tenho por ele, sua decisão é burra.

O momento não é de recuar e sim de reagir. Dilma não é a candidata de nossos sonhos - nem de longe -, mas é quem está aglutinando a força dos movimentos sociais e da militância e pese seus vergonhosos recuos - e também a boataria que embaça nossa compreensão sobre o que é ou não verdade em toda essa história -, e no espírito de "Nenhum voto em Serra" não podemos conceber o voto nulo, pois este privilegia exatamente ao Serra.
Privilegia porque a militância consciente, histórica, de rua, ativa, a que forma opinião, que debate e propõe acaba por decidir lavar as mãos e, ao invés de escolher uma opção de diálogo frente ao do confronto, diz que "não é comigo".

O momento do protesto contra a polarização e falsos discursos foi o primeiro turno, em que o PSOL apresentou candidaturas combativas, em que Plínio foi à TV, às ruas e denunciou, propôs, debateu. Agora é o momento da responsabilidade, de barrar um projeto nocivo ao país e até mesmo à toda América Latina.
 
Ao declarar ou puxar o voto nulo, Plínio exerce seu direito, não é esta a questão, mas age como um político em início de carreira, inocente, que não sabe do peso de suas declarações. Um político que não sabe que influenciará e, pior, será manchete em todos os jornais, superando até mesmo a exposição de seu próprio partido, pois o voto nulo interessa ao DemoTucanato, não o voto crítico em Dilma.

Frente à mídia manipuladora que temos, a posição do Plínio é, enfim, uma irresponsabilidade.

É o momento de apoiar criticamente, de estender a mão, sem egos inflados ou esperando nada em troca, mas apenas a certeza de que haverá ainda a possibilidade de diálogo e não o espancamento do movimento social em praça pública, como foi com Serra em São Paulo e será no Brasil se este vampiro vencer.

Felizmente, Ivan Valente declarou seu apoio à Dilma, de forma crítica, como deve ser e, aparentemente, os demais Deputados Federais da legenda (Chico Alencar e Jean Wyllys) seguirão o mesmo caminho.

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Update: Chico Alencar, Jean Wyllys, Ivan Valente (deputados federais eleitos), Randolfe Rodrigues(senador eleito), Marcelo Freixo(deputado estadual reeleito), Milton Temer, Eliomar Coelho(vereador RJ), Jefferson Moura(presidente estadual do PSOL RJ), Carlos Nelson Coutinho, Leandro Konder, José Luiz Fevereiro( Diretório Nacional) assinaram documento convocando o voto crítico em Dilma.

Manifesto à Nação

Plínio de Arruda Sampaio
De São Paulo
Para os socialistas, a conquista de espaços na estrutura institucional do Estado não é a única nem a principal das suas ações revolucionárias. Em todas estas, os objetivos centrais e prioritários são sempre os mesmos: conscientizar e organizar os trabalhadores, a fim de prepará-los para o embate decisivo contra o poder burguês.
Fiel a esta linha, a campanha do PSOL concentrou-se no tema da igualdade social, o que possibilitou demonstrar claramente que, embora existam diferenças entre os candidatos da ordem, são diferenças meramente adjetivas.
Isto ficou muito claro diante da recusa assustada e desmoralizante das três candidaturas a firmar compromissos com propostas de entidades populares - como a CPT, o MST, as centrais sindicais, o ANDES, o movimento dos direitos humanos - nas questões chaves da reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, aplicação de 10% do PIB na educação, combate à criminalização da pobreza.
Não há razão para admitir que se comprometam agora, nem para acreditar que tais compromissos sejam sérios, como se vê pelo espetáculo deprimente da manipulação do sentimento religioso nas questões do aborto, do casamento homossexual, dos símbolos religiosos - temas que foram tratados com espírito público e coragem pela candidatura do PSOL. Nem se fale da corrupção, que campeia ao lado dos escritórios das duas candidaturas ora no segundo turno.
Cerca de um milhão de pessoas captaram nossa mensagem. Constituem a base de interlocutores a partir da qual o PSOL pretende prosseguir, junto com os demais partidos da esquerda, a caminhada do movimento socialista no Brasil.
O segundo turno oferece nova oportunidade para dar um passo adiante na conscientização. Trata-se de esmiuçar as diferenças entre as duas candidaturas que restam, a fim de colocar mais luz na tese de que ambas são prejudiciais à causa dos trabalhadores.
O candidato José Serra representa a burguesia mais moderna, mais organicamente ligada ao grande capital internacional, mais truculenta na repressão aos movimentos sociais. No plano macroeconômico, não se afastará do modelo neoliberal nem deterá o processo de reversão neocolonial que corrói a identidade moral do povo brasileiro. A política externa em relação aos governos progressistas de Chávez, Correa e Morales será um desastre completo.
A candidata Dilma Rousseff é uma incógnita. Se prosseguir na mesma linha do seu criador - o que não se tem condição de saber - o tratamento aos movimentos populares será diferente: menos repressão e mais cooptação. Do mesmo modo, Cuba, Venezuela, Equador e Bolívia continuarão a ter apoio do Brasil.
Sob este aspecto, Dilma leva vantagem sobre a candidatura Serra. Mas não se deve ocultar, porém, o lado negativo dessa política de cooptação dos movimentos populares, pois isto enfraquece a pressão social sobre o sistema capitalista e divide as organizações do povo, como, aliás, está acontecendo com todas elas, sem exceção.
O que é melhor para a luta do povo? Enfrentar um governo claramente hostil e truculento ou um governo igualmente hostil, porém mais habilidoso e mais capaz de corromper politicamente as lideranças populares?
Ao longo dos debates do primeiro turno, a candidatura do PSOL cumpriu o papel de expor essa realidade e cobrar dos representantes do sistema posicionamento claro contra a desigualdade social que marca a história do Brasil e impõe à grande maioria da população um muro que a separa das suas legítimas aspirações. Nenhum deles se dispôs a comprometer-se com a derrubada desse muro. Essa é a razão que me tranqüiliza, no diálogo com os movimentos sociais com os quais me relaciono há 60 anos e com os brasileiros que confiaram a mim o seu voto, de que a única posição correta neste momento é do voto nulo. Não como parte do "efeito manada" decorrente das táticas de demonização que ambas candidaturas adotam a fim de confundir o povo. Mas um claro posicionamento contra o atual sistema e a manifestação de nenhum compromisso com as duas candidaturas.
Impossível discordar do Ivan Valente:



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domingo, 3 de outubro de 2010

A Política Externa do PSOL/Plínio de Arruda Sampaio - Coluna Semanal no Diário Liberdade

Nona coluna para o portal anticapitalista Diário Liberdade, "Defenderei a casa do meu pai".

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Uma das facetas da política externa defendida pelo Plínio nos debates da TV que acredito ser importante analisar é a crítica à política externa soberana do Lula.
Venho há muito elogiando a Política Externa do governo do PT. Apesar de alguns erros e de falhas significativas (relacionadas ao Sri Lanka, Sudão e etc) e de algumas propostas discutíveis - a idéia de não condenar Estados criminosos e preferir o diálogo -, a política externa tem sido não só soberana e independente, mas também tem sido uma política invejável, de potência.

Se o sonho do Conselho de Segurança não se concretizou ou mesmo não se concretizará, o fato é que a política externa deixou uma marca. O Brasil teve papel preponderante na crise de Honduras, praticamente salvou a vida do presidente deposto. O acordo Brasil-Irã-Turquia é um marco. E a tentativa de mediação no conflito Israelo-Palestino é uma forma de trazer fato novo e buscar destravar as conversações.

O Brasil, hoje, tem credibilidade internacional, mais que isto, é ator preponderante, respeitado e até mesmo convidado para todas as rodadas importantes.

Mas o Plínio acredita que o Brasil deva abandonar todas estas posições.

Deve adotar posição "defensiva", menos prepotente até. Não tem razão em mediar crise em Honduras, conflito com o Irã e etc....

Desculpe, Plínio, mas discordo frontalmente.

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Artigo completo no Diário Liberdade.

"Nire aitaren etxea
defendituko dut"
...
"Defenderei
a casa de meu pai"

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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Plínio de Arruda Sampaio: Do humor à riqueza

Existe um mito persistente sobre a figura do Plínio que me irrita constantemente, a de sua suposta riqueza. Segundo os detratores, Socialista não pode ser "rico".

Esta farsa é ridiculamente fácil de ser desmontada, mas parece que sempre ressurge.

Em primeiro lugar, vamos pelo mais estúpido: Socialismo e riqueza.

Socialismo não é voto de pobreza, não é nivelar por baixo, não é "socializar a pobreza". A idéia central do Socialismo não é a redistribuição forçada até que todos sejamos pobres, mas que todos tenham o suficiente para viver confortáveis e que a mera acumulação seja um despropósito. Em termos simples, se eu posso fazer de tudo com 10, porque eu preciso de 20? Qual o sentido em guardar o dobro se sou apenas um e faço tudo com o que tenho?

Ser Socialista é defender que todos tenham acesso e direitos e não que ninguém tenha nada.

Segundo ponto, matemática básica.

Plínio tem 80 anos de idade e pelo menos 60 de vida ativa e pública. Ele é "acusado" de ter cerca de 2 milhões em bens. Ok, então vamos calcular quanto o Plínio teria ganho, por mês, em média, trabalhando por 60 anos, ou 720 meses: Pouco menos de 3 mil reais por mês.

Claro que esta conta é apenas ilustrativa, Plínio trabalhou por anos nos EUA, ganhava muito mais que isto e pode, em outros momentos, ter ganho e, ninguém nega, ele tem aplicações que fizeram seu dinheiro render.

Aí alguns ainda criticariam: Aplicações? Um socialista?

Sim, um Socialista. Sê-lo não significa estar fora da realidade e não entender que, por mais que se lute contra o Capitalismo, vivemos nele. E precisamos sobreviver a ele. Ou então sejamos puristas, Socialista não pode ter conta em banco ou cartão de crédito.

Terceiro ponto, ironia versus comédia.

Plínio não é um comediante. Não faz stand up comedy. Faz política séria, carregada de ironia e com um tom absolutamente mordaz. Engraçado? Sim, de fato. Mas sua "graça" é direta e consciente, não é feita para "animar" a platéia, mas para, através de uma certa dose de humor carregada de ironia, fazer sua mensagem ser melhor assimilada.

Os comentários de que Plínio Trolla, faz Stand Up e etc, por vezes, são bem humorados e respeitosos. Nenhum problema até aí, pois ele apenas cumpre seu papel de ser o inconveniente, o que faz as perguntas difíceis, o que toca fogo no debate para que a verdade venha à tona, para que os demais se denunciem, enfim, para desmascarar as candidaturas comprometidas não com o povo, mas com o capital.

Ao fazer rir, Plínio cria não só uma marca, mas uma identidade. Atrai. Chama ao debate, atrai quem talvez não tivesse interesse nos debates sisudos de sempre e chama atenção para suas propostas, para sua candidatura.

A função é criticar sem partir para a baixaria, isto fica a cargo de Serra. É mostrar que a política não é apenas a velha encheção de saco sem sentido, jogada por políticos e para os políticos, com o povo de platéia, mas algo que tem a ver com todos, que vai além do tradicional.

Enfim, Plínio é um homem com décadas de vida pública, de defesa da Reforma Agrária e do Socialismo, logo, merece todo o respeito possível e não ser alvo de piadinhas ignorantes e acusações sem qualquer fundo de verdade.

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O Debate RedeTV / Folha de São Paulo

Terminado o debate da RedeTV/Folha de são Paulo, acredito ser impossível dizer que venceu. Mas quem perdeu está mais que claro.

Dilma mostrou uma evolução impressionante dos dois primeiros debates para este. Não só mostrou uma segurança incrível, como falou de forma clara, impecável. Engasgou um pouco aqui e ali, notadamente durante seu merecido direito de resposta, mas, no geral, merece nota 10. Fico feliz em vê-la entrando no rumo e se saindo tão bem. Mostra que, além de boa gestora - o que é indiscutível - pode ser de fato uma boa política.

Ponto negativo, ao meu ver, foi a mania de não responder o que o Plínio lhe perguntava, pois o que ele estava fazendo era propor, e não trollar. Mas este comportamento a ajudou quando da pergunta absurda de uma das jornalistas (sic) sobre se colocaria a mão no fogo pela atual Ministra da Casa Civil. Sobre crises, Dilma se saiu bem em suas respostas.

O Plínio, por seu lado, manteve seu tom irônico, mas com uma diferença notável: Foi extremamente propositivo.

Não que antes não tenha sido, mas desta vez fez questão de deixar claro ao Serra que não estava lá para acusar, para perder tempo com picuinhas e tolices - campo do Serra -, mas para servir como contraponto, para apresentar propostas concretas e influenciar.

Já há tempo venho dizendo que o PSOL deve assumir o papel de "puxador" do PT. Convenhamos, meu voto é do Plínio por convicção, por ideologia, mas sabemos uqe a Dilma irá ganhar, e isto é bom.
Em primeiro lugar porque aposenta o Serra (retomarei este ponto em outro post) e afasta os DemoTucanos de vez, e em segundo porque, mesmo com alianças espúrias, mesmo com todas as contradições e problema,s o PT ainda é um partido com o qual é possível dialogar, o PT ainda é um partido com forte ligação com os movimentos sociais e, enfim, o governo ainda pode ser disputado.

Não é o ideal, não até onde queremos, mas dentro da realidade, é o que temos.

E o Plínio, neste debate, exerceu seu papel de apresentar alternativas viáveis ao governo, ao futuro governo.

O PSOL não tem que ser partido de oposição. O que também não significa ser governista. Tem de ter uma posição de representar os movimentos sociais, de criticar aquilo que vai contra estes interesses, mas deve ser consciente o suficiente, e maduro, para apoiar o governo naquilo que está correto. Deve propor, deve debater e brigar. E não agir deforma irresponsável, como fez algumas vezes.

Pontuo:
 Plínio tocou em alguns pontos extremamente relevantes, como a questão habitacional. Criticou a especulação imobiliária e, de forma indireta, o programa "Minha Casa, Minha vida", e está correto. Não se colocou contra o programa, mas criticou que seja o ÚNICO programa para a habitação popular. Porque não ampliar a linha de raciocínio? Porque não tentar adotar um modelo que funciona no Reino Unido e que poderia ser perfeitamente aplicado no Brasil, que é o de aluguéis compulsórios de residências não-ocupadas?
 
Pego o centro de São Paulo como exemplo. são tantos apartamentos abandonados ou cujos donos deixam vazios apenas para esperar por uma alta no mercado para vender por preços exorbitantes que até mesmo o Kassab sentiu o cheiro de lucros e elevou o IPTU para forçar a venda ou ocupação destes. Claro que o Kassab tem interesse em aquecer o mercado para ajudar seus financiadores de campanha, mas a proposta de exigir também função social das moradias sehue o padrão da função social da terra.

Não faz sentido, com a quantidade de prédios desocupados nos centros das cidades, que se construam novos nas periferias, afastados dos centros, apenas para agradar as empresas que especulam. O @samadeu, comentando comigo, foi até além, o governo poderia comprar estas residências, apartamentos e etc e repassar para a moradia popular.

Outro ponto relevante citado pelo Plínio foi o do Bolsa Família. Ao contrário de alguns mais raivosos que interpretaram de forma totalmente equivocada - e também admito que ele não soube se expressar da melhor forma - , ele não se colocou contra o programa, mas sim a favor do salário e do emprego.

Eu não considero, como ele disse, que o Bolsa Família seja "uma humilhação", mas também não vejo como uma "alegria" recebê-lo. Já conversei com quem recebe e a maioria gosta por ser necessário, mas preferia estar trabalhando e ganhando seu proprio dinheiro.

Este é o ponto central do discurso do Plínio. Bolsa Família é bom, mas é pouco. É paliativo, é programa e não direito. É preciso de mais. Políticas Keynesianas são boas, mas tem validade, devem ter prazo de validade. É preciso ampliar as reformas estruturais para permitir que os que hoje recebem a Bolsa, possam ter um trabalho digno e decente. Duvido que qualquer um discorde deste ponto.
Plínio ainda tocou em outras questões sensíveis, como a da educação, auditoria da dívida e outros temas sensíveis. Como sempre, foi muito bem. E, de quebra, demonstrou sua preocupação na construção de uma base sólida, pedindo, no final, o voto nos candidatos do PSOL, para que seus projetos possam ser lembrados e aplicados.

Do outro lado, temos, sobrando, Serra e Marina.

Serra foi uma lástima. Raivoso, deselegante e caluniador. Um verdadeiro DemoTucano em desespero, vendo sua candidatura afundar, sendo abandonado por aliados e ridicularizado pelos que sobraram.

Não vale sequer perder muito tempo com o Serra, figura nefasta que não propôs nada, mentiu, caluniou e teve a cara-de-pau de dizer que seu partido e sua candidatura são limpas, que não tem máculas. O Arruda manda lembranças e a Provatariado governo FHC ainda está presente em nossas mentes.

Já a Marina, coitada, sonolenta, esquecida, nada propôs, parecia ausente. Sua presença mal foi notada - e não fez efetivamente nenhuma falta.


Enfim, um bom debate, acredito que o melhor que tivemos até agora. Excelentes Plínio apresentando propostas, Dilma se mostrando segura, Serra afundando e Marina sem atrapalhar, voltando pro seu limbo.


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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Debate Virtual da Folha e Uol - Apontamentos sobre a farsa da democracia

Esquerda ou direita. Não importa o lado. O centro das atenções do debate patrocinado pela Folha e pelo Uol (Abril, logo, Veja) foi o excluído, foi Plínio de Arruda Sampaio. enquanto, no Tuca, se degladiavam Serra e Dilma, com Marina na garupa ora de um, ora de outro, Plínio, em sua twitcam, agregou mais de 3 mil pessoas e, num tom mordaz e informal, comentava o que acontecia, sempre lembrando de sua vergonhsa exclusão.

Bem, não surpreende a exclusão do candidato Socialista de um debate promovido pelo jornal que emprestava seus carros para a Ditadura, para a tortura de presos políticos. tampouco surpreende que, por ser um incômodo, nenhum dos candidatos presentes se dignou a comentar sua ausência, a protestar, a ser ético e exigir que a democracia fosse respeitada.

O debate de hoje foi puramente virtual, mas não deixou de ter ares de televisão, com longos comerciais e, bem, comerciais em si. Mas, por não ser na Tv propriamente dita, a legislação eleitoral permitia a exclusão de candidatos, coisa que não é permitida na TV, daí Plínio ter que estar em todos. Para desespero dos demais.
O sucesso do Plínio foi evidente, figurou nos Trending topics do Twitter nacional e mundial:
TTBR - Plínio primeiro, Dilma segundo, DebateFolhaUol sétimo, Marina nono e Serra nada, só o comedor!

TTMundo - Marina primeiro, #debatefolhauol segundo, Dilma terceiro, Plíno oitavo e décimo
Pra quem foi excluído do debate, nada mal.


Sobre o debate em si, em alguns momentos temi pela baixaria. Serra, destemperado, atacava covardemente, com a ajuda de repórteres da casa, logo, aliados de sua campanha, contando ainda com a ajuda dos universitários, ops, de internautas selecionados à dedo. No fim, Dilma soube escapar das perguntas e, não só, transformar perguntas horrorosas em excelentes respostas. Dilma foi muito bem, uma tremenda evolução desde o debate da Band.


Marina foi muito bem em alguns momentos, fez o melhor fechamento, mas não esconde seu exacerbado Ecocapitalismo. Chegou, por exemplo, a dizer que o meio ambiente é oportunidade de negócios. Simplesmente lamentável. E, mesmo sem tocar em outras questões cruciais, todos sabemos de suas posições retrógradas e reacionárias em relação ao Aborto, Casamento Gay, Pesquisa com Células tronco e etc. Defende a posição da igreja, de pastor corrupto e não a dos Direitos Civis e Direitos Humanos.


Serra, dispensa comentários. Nervoso desde o começo, se esquivou de perguntas e atacou como cão raivoso. Já ao chegar ao TUCA destratou a repórter que ia lhe entrevistar e demonstrou falta de controle ao atacar o PT em diversas questões em que, notoriamente, tem teto de vidro. Desconversou na questão dos pedágios (basicamente disse que o pedágio é caro mas, e daí? A estrada é boa) e, ao invés de responder porque tem corruptos como Roberto Jefferson como aliados, atacou o PT e Zé Dirceu - que não é flor que se cheire mas não era a pergunta e nem o objeto de discussão.


Sem dúvida, Dilma manteve o apoio que tinha, reafirmou aquilo que muitos sabiam e, por sua segurança e boas respostas pode ter cativado alguns eleitores. Mas a vitoriosa do debate foi a Marina, que mudou a tática de ser uma mera linha auxiliar do DemoTucanato e atacou o Serra, ganhando talvez alguns eleitores do Vampiro. 

Infelizmente (ou felizmente) é possível notar, em conversas via Twitter com apoiadores da Marina, que, ou são tão homofóbicos e preconceituosos quanto ela, ou simplesmente fazem vista grossa, achando que todas as questões polêmicas nas quais ela se coloca como um atraso são menores, menos importantes. 
Não são. E aí está o perigo que representa Marina Silva. Da mesma forma que pastores, missionários, bispos e apóstolos são eleitos, Marina parte dos mesmos raciocínios, mas com uma roupagem mais agradável, mais moderna, mais aceitável.

Serra perdeu. E perdeu feio. O alcance que este debate teve é que ainda precisa ser medido para, então termos uma idéia do quanto ele pode influenciar no quadro eleitoral.

Mas, para além do debate, o vencedor foi o Plínio. Teve palanque para denunciar sua exclusão, teve uma presença forte nas redes sociais - que vem usando com maestria e ativamente pautando os tuiteiros (ou tuitadores como ele gosta de chamar) - e acabou roubando a cena. Da Rede Brasil Atual, passando pelo Terra até mesmo a Veja, todos comentaram o sucesso do Psolista. Incontestável.


Mas não foi apenas sua mera presença como contestador da ordem imposta que o fez se sobressair, mas suas posições intransigentes, exigindo uma mudança profunda na política brasileira, que o fizeram ter tanto alcance.


Ao vivo, para milhares de pessoas e para prováveis milhões através do Twitter, Plínio viu sua defesa de amplas e profundas reformas serem difundidas e assimiladas. Reforma Agrária, Reforma Tributária, Reforma Urbana, enfim, uma ampla reforma da sociedade. Mensagem passada por ele e por seus diversos seguidores que acabaram ampliando o debate e até mesmo criando discussões sobre temas que ele sequer havia tido a chance de tocar. 


Mas o PSOL cometeu um erro capital: Não foi à porta do TUCA protestar e exigir sua participação.


É uma vergonha que o TUCA seja palco de tanta politicagem, de algo tão baixo, quando foi já palco de grandes manifestações e de demonstrações de poder popular. O Hugo Albuquerque já havia relatado - em um post necessário - a vergonha para a PUC do debate dos candidatos a governador, da exclusão imposta aos alunos que foram impedidos de entrar no seu teatro, só assinantes do UOL podiam entrar.
Hoje, enredo de cada uma dessas farsas se entrecruzou. Primeiro, recebo a notícia pela manhã que haveria um debate entre os candidatos ao governo. Não sei onde seria. Falam em um auditório no terceiro andar do prédio novo, mas eu desconfiei e eis que surge a confirmação de que o debate seria no Tuca mesmo - surpresa: Só para assinantes do UOL, nada de estudantes lá, quem quisesse ver o debate, que fosse no auditório do terceiro andar para assistir num telão...A PUC - sim, aquela universidade que vende o seu histórico de luta contra a ditadura até em propaganda -, aparentemente, trocou o aluguel do Tuca por cota de patrocínios junto ao grupo Folha - sim, aquele da história da ditabranda. O tal do debate virtual é definitivamente virtualizado. O Movimento Estudantil e sua suposta rebeldia não está lá para protestar, acho que nem entenderam o significado do que se tratava.

Hoje, novamente a vergonha de um movimento estudantil inócuo, de alunos apáticos e da própria militância do PSOL estática. Deveriam ter ido ao TUCA e feito muito barulho do lado de fora para exigir que a democracia fosse minimamente respeitada, mesmo que isto seja um contrasenso para UOL e Folha.


Mas, no fim, esta foi a realidade posta em que todos, menos o Serra, acabaram com alguma vitória e o Brasil mais longe das garras DemoTucanas. Como bem colocado pelo Alexandre Haubrich do Jornalismo B, "Folha e Uol promovem novidade e esquecem outra".
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Plínio e o Boicote Midiático [Update]

Eu já havia comentado antes sobre o claro boicote midiático que sofre Plínio de Arruda Sampaio, mas agora a coisa ficou mais clara do que nunca. Não se trata mais de mero "achismo", de mera análise de dados. É claro.

O que eu disse antes:

De fato, nas pesquisas, Plínio aparece com menos de 1%. Isto quando aparece. Até o momento boa parte das pesquisas são feitas com apenas o nome dos três primeiros colocados. Os demais são relegados ao ostracismo.


Na maioria das pesquisas os "nanicos" nem aparecem, ou sua votação oscila de forma incongruente. A campanha ainda não começou. A mídia tem bombardeado o público com a idéia de que só existem 3 candidatos. Como o povo saberá quem são os demais?

Neste cenário, até mesmo o Rui Costa Pimenta pode aparecer como quarta força, basta que a pesquisa seja feita na esquina da sede do PCO!

Pelo peso do PSOL, pela história do Plínio e pela militância, fica claro que, começando a campanha, os números começarão a ter alguma relevância e sua candidatura crescerá. Por enquanto é má fé acreditar que piadas prontas como Eymael ou desconhecidos como Ciro Moura tenham qualquer votação relevante e, especialmente, maior que a do Plínio.

Vejam, por exemplo, a disparidade das pesquisas Datafolha (20-21 maio) e Ibope (31-03 mai//jun) em que quem antes tinha 1%, como Eymael e Zé Maria, passam a não ter nada. E Ciro Moura (Quem?) de nada passa a 1%. Os números não são, nem de longe, confiáveis.

A pesquisa CNI-IBOPE mais recente dá votos até para Oscar Silva - de quem jamais ouvi falar - e zero para Plínio?

Analisando as pesquisas, começo a suspeitar que há, na verdade, uma tentativa deliberada de esconder o Plínio das pesquisas e forçá-lo a parecer um candidato insignificante quando, na verdade, é o único com capacidade de despolarizar o debate.
A razão de tal exclusão é óbvia: Plínio possui um discurso que incomoda. Um discurso Socialista. E, quando fala, quando aparece, consegue apoio, simpatia ou, ao menos, inspira respeito. No debate da Band foi o vencedor, deu seu recado. Deixou no chinelo os demais candidatos, chamou Serra de "Hipocondríaco" e Marina de "EcoCapitalista", além de ter confrontado a Dilma. Apareceu e venceu.

E isto assusta a Mídia. O discurso de Serra e de Marina é conveniente, o de Dilma está mais ou menos domesticado, segue a linha do Lula e, mesmo a mídia odiando - por ser o mais progressista dos três -, tem o apoio do PMDB e não há como ser escondida (e nem deveria, claro).

Mas oque me faz, agora, afirmar que não existe mais dúvida da manipulação?

O instituto de pesquisas Vox Populi está realizando neste fim de semana uma nova pesquisa eleitoral. No questionário, a pergunta 28 refere-se ao desempenho dos candidatos no debate realizado pela TV Bandeirantes no último dia 5 de agosto. O nome de Plínio, no entanto, não é citado.

 A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 22955/2010 e a pesquisa foi encomendada pela Rádio e Televisão Bandeirantes LTDA (Grupo Bandeirantes) e pela Internet Group do Brasil S.A (o portal IG). O registro, de acordo com o portal do TSE, data de 7 de agosto deste ano.

A questão de número 28 é a seguinte: "PELO QUE VOCÊ ASSISTIU, NA SUA OPINIÃO, QUAL CANDIDATO SE SAIU MELHOR NO DEBATE:" As opções oferecidas ao entrevistado são:

1 - Dilma (PT)
2 - José Serra (PSDB)
3 - Marina Silva (PV)
4 – NS/Não tem opinião sobre isto
5 – NR
Outras questões do questionário também omitem o nome de Plínio. São cinco questionários - 22.948/2010 (Bahia), 22.951/2010 (Rio Grande do Norte), 22.953/2010 (Minas Gerais), 22.954/2010 (Pernambuco), 22.955/2010 (Rio Grande do Sul) e 22.956/2010 (Nacional) - aplicados deste domingo até o próximo dia 10 de agosto.

A coordenação da campanha Plínio 50 questionará judicialmente a divulgação do resultado da pesquisa, tendo em vista que os entrevistados foram induzidos a não responder que o melhor candidato no debate poderia ter sido Plínio Arruda Sampaio - como foi destacado por diversos órgãos de mídia desde a madrugada do debate. Enquetes realizadas por veículos de comunicação como a "Folha de S. Paulo" e o "O Estado de S. Paulo" também realizaram enquetes sobre o desempenho dos candidatos presentes a debate e todos fizeram constar o nome de Plínio, obviamente. Na enquete promovida pelo blog "Radar Político", do OESP, Plínio foi o melhor na avaliação de 42% dos entrevistados.
A situação se torna ainda mais clara quando um blogueiro do próprio PIG, o Noblat, denuncia o fato.

O Noblat ainda foi mais fundo e questionou o diretor-presidente do Vox Populi que deu a resposta-cômica padrão. Plínio tem pequena intenção de votos.
Procurado pelo blog, o diretor-presidente do Vox Populi, João Francisco Meira, disse que o fato de Plínio não aparecer nas pesquisas acima da margem de erro das intenções de votos foi decisivo para retirá-lo do questionário.
“Estou preocupado com aquilo que politicamente é importante. O Plínio não está no questionário porque colocamos os três candidatos mais relevantes. O Plínio não é relevante do ponto de vista eleitoral. Não é perseguição nenhuma, mas eleitoralmente ele não é relevante”, ressaltou Meira.
Excluir Plínio do debate em que claramente venceu, porque é escondido pela mídia das pesquisas e artificialmente colocado abaixo do 1% de votos, é justificativa para, outra vez, excluir o único candidato que aberta e francamente peita o PIG, o Latifúndio e as Oligarquias.

Aliás, o Jornal Nacional entrevistará os candidatos, que dizer, Dilma, Serra e Marina.

Temem que o Plínio diga algumas verdades sobre a Globo ao vivo?

Algumas reações interessantes:
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E, continuando o total desrespeito à democracia, Plínio foi também excluído do debate promovido pela Folha e pelo UOL, em pleno TUCA, o Teatro da PUC São Paulo, um marco da democracia.

Apenas três candidatos, dos vários. Os únicos que tem acesso à mídia.

No Jornal Nacional Plínio foi tratado como candidato de segunda categoria. Os outros nem isto. No debate da Folha/Uol, todos foram excluídos.

Esta é a democracia da mídia. Mais doloroso? Os partidos presentes aceitaram esta piada. Política virou "vamos ganhar", não existe mais a democracia, a ética.
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sobre conflitos políticos, Plínio na Folha de São Paulo

Sobre conflitos políticos
PLÍNIO ARRUDA SAMPAIO
Link original (Para Assinantes)


O PSOL e seu candidato à Presidência estão à disposição da mídia e ansiosos para serem sabatinados a respeito de suas propostas para o país

Atendendo ao convite da Folha, exponho a seguir minha visão a respeito das divergências entre o candidato do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) a presidente da República e a presidenta do partido, Heloísa Helena. Trata-se de sequela natural de uma disputa interna bastante dura, mas já resolvida e que não compromete a disciplina partidária. Com toda probabilidade, o PSOL marchará unido em torno dos candidatos escolhidos nas convenções estaduais e na convenção nacional.
Além desse esclarecimento, o convite da Folha abre-me a oportunidade de tecer dois breves comentários sobre o espinhoso problema das disputas internas nos partidos políticos.
Partidos da direita e da esquerda vivem permanentemente em conflito interno. Aliás, é bom lembrar que o conflito constitui a essência da política. Há, contudo, uma diferença substantiva entre os embates que se travam em cada um desses tipos de partidos.
Na direita, o conflito é acirrado, mas todos procuram não torná-lo público. Na grande maioria dos casos, resolve-se com relativa facilidade, porque gira em torno de interesses pessoais, de cargos, de comissões, de contratos -mediante negociações sigilosas.
Na esquerda, os conflitos são igualmente acirrados (porque todos os seres humanos são feitos da mesma argila), mas espocam como rolha de champanhe e podem terminar em "racha".
Embora esses conflitos nem sempre girem em torno de princípios e convicções (mas também de interesses menores), o componente ideológico está sempre presente nesses embates, o que dificulta a composição.
Além disso, sequelas da refrega demoram mais para desaparecer, porque nesses partidos, e especialmente no PSOL, a disciplina partidária não exige dos que ficaram em minoria abjurar de suas posições.
O PSOL segue o princípio democrático da possibilidade de alternância dos grupos na direção partidária, e isso supõe que todos os seus integrantes tenham plena liberdade para defender suas posições nos âmbitos interno e externo.
Obviamente, uma vez concluída a disputa, todos devem obedecer a decisão tomada e abster-se de apoiar propostas ou candidaturas antagônicas.
Passo agora ao segundo comentário, referente ao fato de que os veículos de comunicação de massa costumam ignorar o debate interno dos partidos de esquerda.
O conflito objeto deste artigo, por exemplo, desenvolveu-se ao longo de mais de um ano e jamais conseguiu obter, apesar do enorme esforço realizado pelas duas partes em noticiá-lo, qualquer informação capaz de fornecer aos leitores uma ideia clara do que estava em jogo.
Não se considerou essa disputa "notícia" de interesse dos eleitores.
Entretanto, o compromisso de imparcialidade implícito no conceito de mídia democrática exigiria a cobertura desses litígios, a fim de impedir que o processo político gire em torno de "pensamento único".
O PSOL e seu candidato estão à disposição da mídia e ansiosos para serem sabatinados a respeito de suas propostas para acabar com a escandalosa desigualdade na distribuição da renda e dos benefícios da riqueza do país (principalmente no campo); a aberrante diferença na cobrança dos impostos; o descaso pela educação, pela saúde e pelo meio ambiente; a redução dos benefícios da aposentadoria; e a criminalização da pobreza.
Os grandes veículos de mídia darão certamente uma grande contribuição à democracia se propiciarem aos eleitores o conhecimento de propostas distintas dos surrados clichês que os três candidatos da ordem estabelecida repetem monotonamente.

PLÍNIO ARRUDA SAMPAIO, 79, é candidato a presidente da República pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). Foi deputado federal pelo PT-SP (1985-1991) e consultor da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).
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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pesquisa e Representação: O caso dos "Nanicos"


Fator Marina e "Nanicos"

Com 7-9% dos votos, Marina é uma nanica. Mas a mídia a tem como uma possível alternativa ao Serra, caso este não decole - e ele está caindo. É interessante para a mídia ter em Marina uma pseudo-alternativa, alguém com um discurso aceitável mas que não difere em nada do conteúdo do Serra. Falamos de uma troca de embalagem apenas.

A mídia costuma levar em conta 3 ou 4 candidatos, estes vão para debates, tem espaço nos noticiários... Mas o quarto candidato é o Plínio de Arruda Sampaio. Ele incomoda. Não tem medo de colocar o dedo na cara das elites, de dizer a verdade e constranger o poder.

Logo, ele é escondido. Notícias do PSOL na grande mídia só para achincalhar o partido ou para promover a piada que se tornou a Heloísa Helena.

O nome do Plínio é escondido de todas as maneiras pela grande mídia. O Roda Viva se recusa a convidá-lo sem apresentar qualquer critério válido, os jornais não tocam em seu nome... Tudo pela falsa polarização dos primeiros colocados e pelo plano B chamado Marina Silva, o Atraso.

Plínio e Pesquisa

O antônio Luiz Costa trouxe uma questão interessante que poderia complicar a posição do Plínio como quarta força, mas não creio que se sustente.
De fato, nas pesquisas, Plínio aparece com menos de 1%. Isto quando aparece. Até o momento boa parte das pesquisas são feitas com apenas o nome dos três primeiros colocados. Os demais são relegados ao ostracismo.

Na maioria das pesquisas os "nanicos" nem aparecem, ou sua votação oscila de forma incongruente. A campanha ainda não começou. A mídia tem bombardeado o público com a idéia de que só existem 3 candidatos. Como o povo saberá quem são os demais?

Neste cenário, até mesmo o Rui Costa Pimenta pode aparecer como quarta força, basta que a pesquisa seja feita na esquina da sede do PCO!

Pelo peso do PSOL, pela história do Plínio e pela militância, fica claro que, começando a campanha, os números começarão a ter alguma relevância e sua candidatura crescerá. Por enquanto é má fé acreditar que piadas prontas como Eymael ou desconhecidos como Ciro Moura tenham qualquer votação relevante e, especialmente, maior que a do Plínio.

Vejam, por exemplo, a disparidade das pesquisas Datafolha (20-21 maio) e Ibope (31-03 mai//jun) em que quem antes tinha 1%, como Eymael e Zé Maria, passam a não ter nada. E Ciro Moura (Quem?) de nada passa a 1%. Os números não são, nem de longe, confiáveis.

A pesquisa CNI-IBOPE mais recente dá votos até para Oscar Silva - de quem jamais ouvi falar - e zero para Plínio?

Analisando as pesquisas, começo a suspeitar que há, na verdade, uma tentativa deliberada de esconder o Plínio das pesquisas e forçá-lo a parecer um candidato insignificante quando, na verdade, é o único com capacidade de despolarizar o debate.


A quem interessa esconder a alternativa?

Deu na Folha:
O candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, ficou em último lugar na pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quarta-feira.
De acordo com a pesquisa, Plínio aparece com 0% das intenções de votos. Com isso, ele fica atrás de nanicos como Oscar Silva (PHS), com 0,1%, Mario de Oliveira (PSC), com 0,1%, Américo de Souza (PSL), com 0,1%, José Maria Eymael (PSDC), com 0,2%, Ivan Pinheiro (PCB), 0,2%, Levy Fidelix (PRTB), 0,3%, e Ciro Moura (PTC), 0,9%.
Além de ser um nome conhecido no meio político, Plínio faz parte do partido que ficou em terceiro lugar nas eleições de 2006, quando disputou a então senadora e agora vereadora Heloisa Helena. 
 A quem interessa destacar a suposta votação nula de Plínio? Ao invés de esconder,  o que não funcionaria, resolvem inventar uma votação vergonhosa. Alguém seriamente acredita que Plínio não tenha um voto sequer, mas desconhecidos como Oscar Silva ou Américo de Souza tenham sequer meia dúzia?

Engraçado, conheço centenas de eleitores do Plínio, mas nunca vi um de nenhum dos outros nanicos (salvo do Ivan e do Zé Maria, que sequer consta da pesquisa).

O Ibope afirma ter feito uma pesquisa com 2 mil pessoas em 140 cidades. Não tenho dúvida de que uma pesquisa com um número tão irrisório de pessoas e em um número ínfimo de cidades seja perfeito para prejudicar as candidaturas dos menores. Obviamente que, pelo tamanho, os grandes candidatos sempre serão citados, mas os pequenos dificilmente tem chance.

A mídia, o PIG, se denuncia claramente.

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sábado, 19 de junho de 2010

Plínio de Arruda Sampaio no Roda Viva! Apoie esta idéia!

ASSINE!


O que a TV cultura - comandada pelo Tucanato - teme? Porque Plínio de Arruda sampaio não pode ir ao programa apresentar suas propostas, apresentar sua visão de Brasil, um Brasil Socialista?

A quem serve a - falsa - polarização entre PT e PSDB com Marina Silva à reboque fazendo figuração para o Tucanato?



Plínio tem um projeto. É uma alternativa à mesmice. Vem com um programa Socialista, diferente, ligado à uma profunda transformação da sociedade e tem por base os anseios dos Movimentos Sociais. Não se pauta em alianças espúrias nem em idéias toscas e plebiscitárias.

O PSOL conta com uma larga base social pelo país, possui representação em nível federal e penetração.

Plinio não está pedindo esmola, um espacinho, e sim que se respeite a Democracia e que se dê igual espaço para um homem com histórico de forte militância política, com uma imensa base social, com projeto e com um programa para o país.

De onde vem o medo tão arraigado no Tucanato? Todos sabem que o objetivo do Plínio é apresentar propostas inovadoras, é ampliar o debate, é forçar um debate democrático, amplo e franco. É disso que o DemoTucanato tem pavor. Não quer ser confrontado com quem tem a honestidade necessária para colocar o dedo na cara sem medo do que possa surgir. Me perdoem o termo chulo, mas "quem tem cu, tem medo".
Onde está a democracia?

Só com o apoio de todos poderemos pressionar o DemoTucanato e levar Plínio ao Roda Viva, da mesma forma que precisamos pressionar pela sua presença nos debates! Sobre os debates, aliá,s dos 13 candidatos, 7 tem o direito de aparecerem, mas as redes de TV querem, novamente, fingir uma polarização e excluir o Plínio! Não podemos permitir!

Diz Fernando Rodrigues:
A eleição presidencial neste ano terá 13 candidatos. Entre eles, há 7 que precisam ser, obrigatoriamente, convidados para os debates em rádio e TV. São aqueles cujos partidos elegeram deputados federais na última eleição (em 2006) e continuam com representantes na Câmara. Ei-los: PT, PSDB, PV, PTC, PSOL, PT do B e PHS.

Por desfrutarem desse status (ter deputados eleitos em 2006 e ainda estarem representados na Câmara), esses 7 partidos têm participação assegurada em debates eleitorais em rádio e em TV. Trata-se de um dispositivo da Lei 9.504, que normatiza as eleições. Essa restrições impostas à TV e ao rádio não valem para a internet, como explicado no post abaixo.

Eis a lista completa dos 13 candidatos que disputam a eleição deste ano (aqui, um post com a descrição de alguns nanicos) e os debates anunciados (nem todos confirmados) por emissoras de TV:

Mais absurdos, mais hipocrisia e nenhuma democracia.

No Terra:
O pré-candidato à presidência da República pelo Psol, Plínio de Arruda Sampaio, denunciou nesta quarta-feira (16), através de seu Twitter, que "tucanos da TV Cultura" estão impedindo que João Sayad, presidente da Fundação Padre Anchieta - que controla a emissora - e ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo, o convide a participar do programa Roda Viva.
"Serra, os tucanos da TV Cultura estão impedindo o Sayad de me convidar para o Roda Viva. Você acha isso democrático?", escreveu o socialista em mensagem enviada diretamente ao candidato do PSDB à presidência, que não se manifestou sobre o assunto.
A TV Cultura, bem como a Fundação Padre Anchieta, é mantida pelo governo do Estado de São Paulo e alcança 45 milhões de brasileiros por meio da TV, afiliadas e parabólicas. Seu conselho gestor é formado por nomes ligados diretamente à administração tucana, antes com José Serra e agora com Alberto Goldman, no Palácio dos Bandeirantes.
"O João Sayad, muito pesaroso, me disse que não apareço nas pesquisas. Este é um critério democrático? Agradeço aos que se juntaram a mim para exigir convite para o Roda Viva. Não estamos pedindo favor. Debate democrático é obrigação das TVs", finalizou Plínio.
A assessoria de imprensa da Cultura informou que, por um critério adotado pela direção do Roda Viva, apenas os candidatos mais bem colocados nas pesquisas seriam convidados a participar do programa. Para os demais candidatos, a emissora informa que foi criado o De olho no voto, no qual a participação de Plínio está agendada para esta quarta.

Segundo a TV Cultura, apenas os candidatos mais bem colocados são convidados ao Roda Viva... Oras, e o que é ser "mais bem colocado"? entre Marina e Serra, o segundo colocado, lá se vão mais de 20%. Estaria ela bem colocada? Claro, afinal, adotou o discurso EcoCapitalista e se aproxima cada vez mais das bandeiras (sic) DemoTucanas. Logo, serve aos propósitos da chefia. Tira votos do PT com uma bandeira totalmente diversa.


Precisamos de todo apóio para garantir a presença do Plínio no Roda Viva e também nos debates! Mande tuítes para @rodaviva e mensagens para o Ombudsman da TV Cultura e vamos garantir que a democracia seja respeitada!


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