A elite brasileira é racista, preconceituosa, higienista... Disso todos sabemos. Mas impressiona o orgulho que ela tem de declarar suas posições em toda e qualquer situação.
A Gente Diferenciada
Um dos episódios mais marcantes dos últimos tempos foi o Protesto da Gente Diferenciada, em que socialites, moradores ricos de Higienópolis e, porque não, amplos setores da mídia, saíram em defesa do franco higienismo ao se posicionar contra uma estação do metrô que, sendo claro, traria pobres para a região.
As empregadas domésticas das madames não tem direito à transporte de qualidade ou a chegarem com mais facilidade no trabalho. Tampouco os garçons e garçonetes que servem a elite nos restaurantes da região. Os alunos riquinhos da FAAP não precisam de metrô, afinal, tem suas Ferraris sempre prontas. E as madames seus carros com motorista que elas, provavelmente, acham serem grandes amigos depois de aprenderem o nome e trocarem uma ou outra palavra.
Rico tem esta mania de tentar de todas as maneiras manter os pobres longe, mas, quando não há jeito - afinal precisam de serviçais -, tentam fingir amizade com os "de baixo", perguntando com interesse fingido sobre a família e dando uma gorjeta aqui e ali, uma roupa velha aqui e ali e, claro, mantendo sempre total distância fora do ambiente de convivência forçada.
A empregada pode entrar no quarto da patroa para arrumar a cama, mas que nem sonhe em usar o elevador social!
Reinaldo Azevedo, Sérgio Malbergier e tantos outros que, seja no episódio de Higienópolis, seja em outros momentos (me recordo do Leandro Narloch e seu ódio patológico por nordestinos, estes inferiores, e pobres em geral que tem o direito de votar - que deveria ser exclusivo das elites "pensantes"), demonstram o alinhamento quase automático entre mídia e elites, onde a mídia age sempre à serviço dos interesses do andar de cima e reproduzindo seu pensamento elitista.
O elitismo "sutil"
Este elitismo se mostra das formas mais simples. Desde revistas que exclusivamente vendem produtos com preços inacessíveis para a maior parte da população (mesmo se dizendo populares ou sendo campeãs de venda), até o preconceito descarado nos jornais, com apresentadores chamando garis de escória ou defendendo de forma entusiasmada remoções e ações repressivas de todo tipo.
Quando sentem que pegaram pesado, logo correm para "corrigir o erro", mas apenas de forma cosmética.
A elite sabe que é poderosa, mas é bom fazer com que o povo engula suas ofensas de boa vontade e não se revolte. É uma política de doutrinamento que vem funcionando há 500 anos.
Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
Mostrando postagens com marcador Univer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Univer. Mostrar todas as postagens
sábado, 12 de novembro de 2011
Uma tentativa de análise sobre a elite preconceituosa brasileira
------
Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
13:30
Uma tentativa de análise sobre a elite preconceituosa brasileira
2011-11-12T13:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
Brasil|Burguesia|Conservadorismo|Direitos Humanos|Elite|Extrema-Direita|Mídia|Neonazismo|Polícia|Política|São Paulo|Univer|
Comments
Marcadores:
Brasil,
Burguesia,
Conservadorismo,
Direitos Humanos,
Elite,
Extrema-Direita,
Mídia,
Neonazismo,
Polícia,
Política,
São Paulo,
Univer
Assinar:
Postagens (Atom)
