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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Graças à Dilma, bolsistas CAPES tem de viver até de caridade

Vejo notícia publicada no Terra: "Pesquisadores da Capes dizem não receber bolsa há dois meses".

Um acinte.

Sou também bolsista CAPES, felizmente - ainda que com atraso - tenho minha bolsa paga até janeiro, mas não sei se receberei fevereiro. E não adianta tentar entrar em contato com a CAPES, não respondem. Em outubro enviei e-mail sobre o atraso no meu pagamento (que é acumulativo, pago de três em três meses), não recebi resposta. O pagamento pelo menos entrou.

Em novembro outros dois e-mails, questões técnicas relacionadas à mobilidade e pesquisa de campo.

Nenhuma resposta.

Semana passada, mais um e-mail, descubro que a CAPES NÃO pagou minha matrícula da Deusto, minha universidade na Europa. Até agora, nenhuma resposta. A Deusto deveria ter sido paga em setembro/outubro, lá se vão 4 meses de atraso e ligações da secretaria me cobrando.
 
Simplesmente a CAPES e o MEC ignoram que temos de viver com essas merdas de bolsas, mas ai de nós se atrasamos um relatório sequer ou se faltar uma nota fiscal.

Vale lembrar que a Dilma acabou de cortar 7 bilhões do MEC. O próximo passo, para Dilma ser coerente, é abolir as bolsas do MEC ou mandar os pesquisadores irem pro Pronatec buscar "profissão de verdade".

E já há denúncias de que há bolsistas no exterior com pagamento atrasado. Sério, é desumano. Imaginem estar num país estrangeiro sem grana, sem ter como pedir ajuda - já que, por exemplo, o Euro vale 3x o Real e só milagre pra família conseguir ajudar nesses termos...  E estamos falando do Ciência Sem Fronteiras, o programa eleitoreiro e ant-científico que Dilma inventou pra sugar recursos de pesquisa e ficar bem na fita da classe média.

Graças ao PT estudantes tem que viver de caridade!
"Na semana passada, a University of East London (UEL) encaminhou e-mail aos 35 bolsistas brasileiros inscritos na universidade oferecendo uma ajuda de até 500 libras (R$ 1.631), a ser devolvida até 31 de março, sem juros.

Criado no fim de 2011, o programa tem como meta enviar, até 2015, 101 mil universitários e pesquisadores para intercâmbios em universidades estrangeiras.

Desde setembro, no entanto, quando esses alunos iniciaram os estudos em Londres, o depósito de uma parcela da bolsa correspondente a uma ajuda de custos de transporte e alimentação não é feito. Hoje, a dívida da Capes com cada aluno chega a 2.000 libras (R$ 6.557).

A Folha apurou que atrasos no pagamento de bolsas também já foram detectados na Itália, Suécia e Alemanha."
Pesquisadores dependem dessa bolsa para sobreviver. Não é brincadeira e tampouco pedimos favor, mas conquistamos o direito às bolsas pelo nosso currículo acadêmico e por nossos esforços. E mesmo assim somos tratados como lixo, como se tivéssemos de agradecer ou de calar a boca porque o governo já faz demais.

Ser bolsista é todo mês (ou no caso dos bolsistas CAPES no exterior, de três em três meses) ficar em desespero sem saber se vai receber, se vai pagar as contas. E se não recebemos e pagamos nossas contas o governo não se importa. Pagaremos juros, multas e até passaremos fome, mas não é problema da Dilma, é nosso.  Nos grupos de bolsistas todo mês é a mesma coisa, centenas de pesquisadores perguntando uns aos outros se já receberam ou se vão receber o dinheiro que lhes é devido.

Nós não estamos pedindo nenhum favor ao governo, nós queremos apenas respeito, a nós e aos prazos, e acima de tudo aos compromissos assumidos pelo governo. Queremos receber em dia, queremos ter nossos questionamentos respondidos e queremos, enfim, respeito.

Mas não temos nada disso. Nos exigem mundos e fundos, e em troca recebemos apenas escárnio.

Dependemos exclusivamente dessa verba mensal que recebemos, nos dedicamos integral e exclusivamente a nossos projetos e ainda entregamos nosso produto intelectual ao governo. Como podemos trabalhar sem ter como pagar moradia, alimentação, transporte ou mesmo eletricidade?

Mas deputados ganham acima de 30 mil reais, certo? E o salário deles nunca atrasa.

E esses atrasos não são novos. Aconteciam com FHC, acontecem com Dilma, mas estão piorando. E a ANPG, organização inútil atrelada ao PseudoB e que apoiou Dilma, se limita a lançar cartas indignadas sem qualquer efeito. A ANPG, aliás, que deveria se chamar Associação Nacional de Pelegos Governistas, disse ter entrevistado o secretário executivo do MEC que, pasme, culpou um decreto de JANEIRO por um atraso que acontece desde NOVEMBRO. Cara de pau ilimitada e engolida pela pelegada estudantil.

Nós, bolsistas, queremos respeito!

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Update 09/01, 21:00: Minha matrícula continua sem pagamento, mas hoje verifiquei que saiu a ordem de pagamento para as bolsas dos próximos 3 meses.
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Educação NÃO é prioridade: Brasil e a falta de investimento em educação

Há pouco mais de um ano a CAPES e o CNPq permitiram que seus bolsistas encontrassem outra forma de financiamento para poder se sustentar enquanto faziam seus mestrados e doutorados. Esta forma "extra" de financiamento poderia ser outra bolsa ou mesmo trabalho remunerado relevante à sua área (o que é por demais amplo).

Esta iniciativa, ao invés de demonstrar maturidade das organizações citadas, demonstra na verdade a face mais terrível do ensino superior: A falta de investimento na formação de doutores e mestres.

A CAPES e o CNPq não permitiram que o estudante trabalhasse por ser bonzinho, para ter experiência e etc, mas sim porque sabe que os valores pagos pelas bolsas são ridículos. Mas, ao invés de reajustar até um valor minimamente decente, preferiram o caminho mais fácil - para eles -, o de "permitir" que os estudantes desviem sua atenção dos estudos, demorem mais tempo para concluir dissertações e teses e, em muitos casos, sejam até cooptados pela iniciativa privada.

São pagos pelo governo, com dinheiro público, mas acabam na iniciativa privada, muitas vezes sequer ensinando.

O Brasil tem uma carência imensa de professores qualificados e, mais ainda, de qualidade no ensino em todos os níveis. O ensino básico brasileiro é uma lástima. Salários baixíssimos afastam os melhores professores, restando só heróis dedicados ou então aqueles com pior formação ( o Marcos Bagno, em recente artigo para a Caros Amigos, analisou bem o drama dos professores que não tem boa formação). Isto sem falar na falta de condições básicas que vão além da formação do professor, como falta de merenda, estrutura e até mesmo de giz! No caso de São Paulo os professores ainda recebem apostilas com erros grotescos.

Quando chegamos à universidade, tomamos conhecimento do ProUni que, por um lado permite a estudantes que muitas vezes vem de uma educação deficitária (ainda que, felizmente, consigam notas superiores a dos não-bolsistas, o que é maravilhoso) tenham acesso à universidades de elite.

Infelizmente, o ProUni também dá acesso a UniEsquinas, que apenas perpetuam a péssima qualidade do ensino. Faculdades péssimas que não conseguem formar devidamente professores para o futuro. são os dois lados do ProUni.

Para os sobreviventes que querem seguir além, resta tentatar bolsas de mestrado e doutorado que, em geral, não dão nem pra pagar as contas.

Somos um país em que o salário mínimo ainda é muito baixo, e cujas bolsas de mestrado e doutourado são igualmente péssimas, ainda que bem maiores que o mínimo. São insuficientes, risíveis se esperamos por uma formação decente.

1200, 1500 reais para dedicação exclusiva, para comprar livros (nem tudo que precisamos tem ou pode ser encontrado em bibliotecas, lembrando que estas são péssimas e incompletas em muitas universidades), pagar as contas, para transporte, alimentação e tudo mais.

É praticamente impossível, sem bicos ou trabalhos sem carteira (ou ainda ajuda da família) conseguir completar os estudos dignamente. Tenho colegas que desistiram dos cursos por não conseguir bolsas ou pelo valor destas ser baixo demais para pagar as despesas. Perdemos bons futuros professores pela ineficiência do governo em investir em educação com seriedade. Do governo digo TODOS os governos que tivemos até hoje.

Lula construiu dezenas de novas universidades, mas não investiu em meios para que futuros professores se mantenham em seus cursos e possam renovar o professorado. Investiu em acesso à universidade, mas não fez distinção entre universidades e UniEsquinas.

Como esperar que o Brasil tenha nível acadêmico se não há investimentos sérios tanto em educação básica quanto em formação de professores e de uma academia forte e consistente? Só tivemos investimentos no centro da cadeia, na metade da formação, na graduação. Sem qualquer continuidade ou preocupação com a continuidade, dando a entender que o objetivo era a formação de mão de obra para a ampliação do poder de compra baseado no consumo (carro-chefe do governo) e não de acadêmicos para a reprodução do ciclo virtuoso do ensino.

Irônico quando lemos a declaração de Dilma, ainda candidata, em 2010, de que iria quadruplicar o número de mestres e doutores no Brasil. Ela até pode conseguir o número, mas não podemos falar em qualidade.

“Não sei se é um número desafiador, mas acho que é uma meta possível, de 220 mil pesquisadores, mestres e doutores”
Pelo visto, apenas mais uma promessa vazia que candidatos fazem sempre. Falar ainda em "pesquisadores', parece piada. Não há qualquer incentivo sério à pesquisa no Brasil. Primeiro, há a questão cultural, em que pesquisadores, mestrandos e doutorandos são vistos como vagabundos por muita gente, porque "não trabalham" e este preconceito parece ter pego tanto a CAPES quanto o CNPq, que "permitiram" aos estudantes trabalhar para complementar sua renda.

Só pode ser mesmo uma piada de mal gosto.

E, surpreende ainda que o mesmo governo, via suas agências CNPq e CAPES, tenham agora resolvido piorar ainda mais a vida de seus bolsistas, ameaçando retirar bolsas de quem acreditou na "ajudinha" do governo em "permitir" acúmulo de funções, bolsas e emprego
Educação nunca foi prioridade no Brasil, mas agora estamos chegando ao fundo do poço. A CAPES e o CNPQ, em uma atitude arbitrária e injustificável, estão ameaçando milhares de estudantes de Pós-Graduação com a retirada de suas bolsas de estudo.
Há, além da questão cultural, a do descaso do governo.


O Brasil investe em ciência e tecnologia apenas 1,2% do PIB enquanto os Estados Unidos, por exemplo, investem 2,7%, e vejam o tamanho do PIB dos EUA. Estes 2,7% deles talvez superem mesmo 10% de investimento nosso se olharmos para a proporção.

E sim, podemos ter 220 mil novos professores, mas teremos 220 mil novos e BONS professores? Qualificados, comprometidos, com dissertações e teses realmente válidas e úteis?

E aqui entramos em outro problema crucial da academia, a noção de "publicar ou perecer", algo que também é imposto pelo governo, através de suas "avaliações de produtividade" em que forçam o acadêmico a ter produção constante. quantidade ao invés de qualidade. Mais valem 10 trabalhos inúteis num ano do que 1 útil neste mesmo período.

Milton Santos disse uma vez que "essa ideia de que a universidade é uma instituição como qualquer outra, o que inclui até mesmo a sua associação com o mercado, dificulta muito esse exercício de pensar". Perfeito. O governo, assim como muitos donos de universidades acreditam que educação é mercadoria, é produção. E isto chega até mesmo às universidades públicas.

Troca-se a noção de qualidade pela de quantidade. Não importa se formaremos 10 bons professores, melhor formar 50 meia-boca pra ter quantidade e se sair bem nas avaliações governamentais, que privilegiam apenas a noção de quantos e não de como.

E enxerga-se, enfim, o círculo vicioso de um governo (todos os governos) que não se importa o suficiente para investir em educaçãose criar mão de obra mais ou menos qualificada, impondo regras draconianas de escala de produção aos acadêmicos que sobreviveram - dentro da eterna e persistente lógica capitalista - sem dar nenhuma contra-partida válida.

Educação básica péssima, investimentos tímidos em formação de mão de obra e novamente educação péssima quando se trata de formação de novos professores, de renovação de quadros.

Um país que se preocupa tão pouco com educação realmente acredita ser o país do futuro?

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Aparentemente a decisão estapafúrdia da CAPES de revogar as bolsas de estudantes que trabalham foi revogada, mas ainda pairam muitas dúvidas sobre o futuro e se esta estupidez retornará, visto que agora querem revisar bolsa-a-bolsa, numa verdadeira caça às bruxas.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Plínio e o Boicote Midiático [Update]

Eu já havia comentado antes sobre o claro boicote midiático que sofre Plínio de Arruda Sampaio, mas agora a coisa ficou mais clara do que nunca. Não se trata mais de mero "achismo", de mera análise de dados. É claro.

O que eu disse antes:

De fato, nas pesquisas, Plínio aparece com menos de 1%. Isto quando aparece. Até o momento boa parte das pesquisas são feitas com apenas o nome dos três primeiros colocados. Os demais são relegados ao ostracismo.


Na maioria das pesquisas os "nanicos" nem aparecem, ou sua votação oscila de forma incongruente. A campanha ainda não começou. A mídia tem bombardeado o público com a idéia de que só existem 3 candidatos. Como o povo saberá quem são os demais?

Neste cenário, até mesmo o Rui Costa Pimenta pode aparecer como quarta força, basta que a pesquisa seja feita na esquina da sede do PCO!

Pelo peso do PSOL, pela história do Plínio e pela militância, fica claro que, começando a campanha, os números começarão a ter alguma relevância e sua candidatura crescerá. Por enquanto é má fé acreditar que piadas prontas como Eymael ou desconhecidos como Ciro Moura tenham qualquer votação relevante e, especialmente, maior que a do Plínio.

Vejam, por exemplo, a disparidade das pesquisas Datafolha (20-21 maio) e Ibope (31-03 mai//jun) em que quem antes tinha 1%, como Eymael e Zé Maria, passam a não ter nada. E Ciro Moura (Quem?) de nada passa a 1%. Os números não são, nem de longe, confiáveis.

A pesquisa CNI-IBOPE mais recente dá votos até para Oscar Silva - de quem jamais ouvi falar - e zero para Plínio?

Analisando as pesquisas, começo a suspeitar que há, na verdade, uma tentativa deliberada de esconder o Plínio das pesquisas e forçá-lo a parecer um candidato insignificante quando, na verdade, é o único com capacidade de despolarizar o debate.
A razão de tal exclusão é óbvia: Plínio possui um discurso que incomoda. Um discurso Socialista. E, quando fala, quando aparece, consegue apoio, simpatia ou, ao menos, inspira respeito. No debate da Band foi o vencedor, deu seu recado. Deixou no chinelo os demais candidatos, chamou Serra de "Hipocondríaco" e Marina de "EcoCapitalista", além de ter confrontado a Dilma. Apareceu e venceu.

E isto assusta a Mídia. O discurso de Serra e de Marina é conveniente, o de Dilma está mais ou menos domesticado, segue a linha do Lula e, mesmo a mídia odiando - por ser o mais progressista dos três -, tem o apoio do PMDB e não há como ser escondida (e nem deveria, claro).

Mas oque me faz, agora, afirmar que não existe mais dúvida da manipulação?

O instituto de pesquisas Vox Populi está realizando neste fim de semana uma nova pesquisa eleitoral. No questionário, a pergunta 28 refere-se ao desempenho dos candidatos no debate realizado pela TV Bandeirantes no último dia 5 de agosto. O nome de Plínio, no entanto, não é citado.

 A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 22955/2010 e a pesquisa foi encomendada pela Rádio e Televisão Bandeirantes LTDA (Grupo Bandeirantes) e pela Internet Group do Brasil S.A (o portal IG). O registro, de acordo com o portal do TSE, data de 7 de agosto deste ano.

A questão de número 28 é a seguinte: "PELO QUE VOCÊ ASSISTIU, NA SUA OPINIÃO, QUAL CANDIDATO SE SAIU MELHOR NO DEBATE:" As opções oferecidas ao entrevistado são:

1 - Dilma (PT)
2 - José Serra (PSDB)
3 - Marina Silva (PV)
4 – NS/Não tem opinião sobre isto
5 – NR
Outras questões do questionário também omitem o nome de Plínio. São cinco questionários - 22.948/2010 (Bahia), 22.951/2010 (Rio Grande do Norte), 22.953/2010 (Minas Gerais), 22.954/2010 (Pernambuco), 22.955/2010 (Rio Grande do Sul) e 22.956/2010 (Nacional) - aplicados deste domingo até o próximo dia 10 de agosto.

A coordenação da campanha Plínio 50 questionará judicialmente a divulgação do resultado da pesquisa, tendo em vista que os entrevistados foram induzidos a não responder que o melhor candidato no debate poderia ter sido Plínio Arruda Sampaio - como foi destacado por diversos órgãos de mídia desde a madrugada do debate. Enquetes realizadas por veículos de comunicação como a "Folha de S. Paulo" e o "O Estado de S. Paulo" também realizaram enquetes sobre o desempenho dos candidatos presentes a debate e todos fizeram constar o nome de Plínio, obviamente. Na enquete promovida pelo blog "Radar Político", do OESP, Plínio foi o melhor na avaliação de 42% dos entrevistados.
A situação se torna ainda mais clara quando um blogueiro do próprio PIG, o Noblat, denuncia o fato.

O Noblat ainda foi mais fundo e questionou o diretor-presidente do Vox Populi que deu a resposta-cômica padrão. Plínio tem pequena intenção de votos.
Procurado pelo blog, o diretor-presidente do Vox Populi, João Francisco Meira, disse que o fato de Plínio não aparecer nas pesquisas acima da margem de erro das intenções de votos foi decisivo para retirá-lo do questionário.
“Estou preocupado com aquilo que politicamente é importante. O Plínio não está no questionário porque colocamos os três candidatos mais relevantes. O Plínio não é relevante do ponto de vista eleitoral. Não é perseguição nenhuma, mas eleitoralmente ele não é relevante”, ressaltou Meira.
Excluir Plínio do debate em que claramente venceu, porque é escondido pela mídia das pesquisas e artificialmente colocado abaixo do 1% de votos, é justificativa para, outra vez, excluir o único candidato que aberta e francamente peita o PIG, o Latifúndio e as Oligarquias.

Aliás, o Jornal Nacional entrevistará os candidatos, que dizer, Dilma, Serra e Marina.

Temem que o Plínio diga algumas verdades sobre a Globo ao vivo?

Algumas reações interessantes:
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E, continuando o total desrespeito à democracia, Plínio foi também excluído do debate promovido pela Folha e pelo UOL, em pleno TUCA, o Teatro da PUC São Paulo, um marco da democracia.

Apenas três candidatos, dos vários. Os únicos que tem acesso à mídia.

No Jornal Nacional Plínio foi tratado como candidato de segunda categoria. Os outros nem isto. No debate da Folha/Uol, todos foram excluídos.

Esta é a democracia da mídia. Mais doloroso? Os partidos presentes aceitaram esta piada. Política virou "vamos ganhar", não existe mais a democracia, a ética.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pesquisa e Representação: O caso dos "Nanicos"


Fator Marina e "Nanicos"

Com 7-9% dos votos, Marina é uma nanica. Mas a mídia a tem como uma possível alternativa ao Serra, caso este não decole - e ele está caindo. É interessante para a mídia ter em Marina uma pseudo-alternativa, alguém com um discurso aceitável mas que não difere em nada do conteúdo do Serra. Falamos de uma troca de embalagem apenas.

A mídia costuma levar em conta 3 ou 4 candidatos, estes vão para debates, tem espaço nos noticiários... Mas o quarto candidato é o Plínio de Arruda Sampaio. Ele incomoda. Não tem medo de colocar o dedo na cara das elites, de dizer a verdade e constranger o poder.

Logo, ele é escondido. Notícias do PSOL na grande mídia só para achincalhar o partido ou para promover a piada que se tornou a Heloísa Helena.

O nome do Plínio é escondido de todas as maneiras pela grande mídia. O Roda Viva se recusa a convidá-lo sem apresentar qualquer critério válido, os jornais não tocam em seu nome... Tudo pela falsa polarização dos primeiros colocados e pelo plano B chamado Marina Silva, o Atraso.

Plínio e Pesquisa

O antônio Luiz Costa trouxe uma questão interessante que poderia complicar a posição do Plínio como quarta força, mas não creio que se sustente.
De fato, nas pesquisas, Plínio aparece com menos de 1%. Isto quando aparece. Até o momento boa parte das pesquisas são feitas com apenas o nome dos três primeiros colocados. Os demais são relegados ao ostracismo.

Na maioria das pesquisas os "nanicos" nem aparecem, ou sua votação oscila de forma incongruente. A campanha ainda não começou. A mídia tem bombardeado o público com a idéia de que só existem 3 candidatos. Como o povo saberá quem são os demais?

Neste cenário, até mesmo o Rui Costa Pimenta pode aparecer como quarta força, basta que a pesquisa seja feita na esquina da sede do PCO!

Pelo peso do PSOL, pela história do Plínio e pela militância, fica claro que, começando a campanha, os números começarão a ter alguma relevância e sua candidatura crescerá. Por enquanto é má fé acreditar que piadas prontas como Eymael ou desconhecidos como Ciro Moura tenham qualquer votação relevante e, especialmente, maior que a do Plínio.

Vejam, por exemplo, a disparidade das pesquisas Datafolha (20-21 maio) e Ibope (31-03 mai//jun) em que quem antes tinha 1%, como Eymael e Zé Maria, passam a não ter nada. E Ciro Moura (Quem?) de nada passa a 1%. Os números não são, nem de longe, confiáveis.

A pesquisa CNI-IBOPE mais recente dá votos até para Oscar Silva - de quem jamais ouvi falar - e zero para Plínio?

Analisando as pesquisas, começo a suspeitar que há, na verdade, uma tentativa deliberada de esconder o Plínio das pesquisas e forçá-lo a parecer um candidato insignificante quando, na verdade, é o único com capacidade de despolarizar o debate.


A quem interessa esconder a alternativa?

Deu na Folha:
O candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, ficou em último lugar na pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quarta-feira.
De acordo com a pesquisa, Plínio aparece com 0% das intenções de votos. Com isso, ele fica atrás de nanicos como Oscar Silva (PHS), com 0,1%, Mario de Oliveira (PSC), com 0,1%, Américo de Souza (PSL), com 0,1%, José Maria Eymael (PSDC), com 0,2%, Ivan Pinheiro (PCB), 0,2%, Levy Fidelix (PRTB), 0,3%, e Ciro Moura (PTC), 0,9%.
Além de ser um nome conhecido no meio político, Plínio faz parte do partido que ficou em terceiro lugar nas eleições de 2006, quando disputou a então senadora e agora vereadora Heloisa Helena. 
 A quem interessa destacar a suposta votação nula de Plínio? Ao invés de esconder,  o que não funcionaria, resolvem inventar uma votação vergonhosa. Alguém seriamente acredita que Plínio não tenha um voto sequer, mas desconhecidos como Oscar Silva ou Américo de Souza tenham sequer meia dúzia?

Engraçado, conheço centenas de eleitores do Plínio, mas nunca vi um de nenhum dos outros nanicos (salvo do Ivan e do Zé Maria, que sequer consta da pesquisa).

O Ibope afirma ter feito uma pesquisa com 2 mil pessoas em 140 cidades. Não tenho dúvida de que uma pesquisa com um número tão irrisório de pessoas e em um número ínfimo de cidades seja perfeito para prejudicar as candidaturas dos menores. Obviamente que, pelo tamanho, os grandes candidatos sempre serão citados, mas os pequenos dificilmente tem chance.

A mídia, o PIG, se denuncia claramente.

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Futebol e política: O Datafolha é mesmo uma fraude!

Vejam o seguinte gráfico da última pesquisa Datafolha sobre torcidas de futebol.
À primeira vista, nada anormal, ou ao menos, se quem analisar for desinteressado por futebol.

Para quem gosta de futebol a lista traz alguns absurdos, como por exemplo o tamanho exagerado da torcida do Corinthians ou o absurdo da torcida do Vasco ser considerada menor que a do São Paulo ou Palmeiras ou ainda distorções mais grotescas como a torcida do Náutico superar a do Santa Cruz ou a do Botafogo superar a do Fluminense.

Levando em conto que a margem de erro é de 2 pontos, a maior parte dos clubes da tabela podem simplesmente não ter torcida alguma e o Corinthians ter quase a mesma quantidade que a do Flamengo!

Disparate! Eduardo Marini, em seu blog, analisa um pouco mais as variações grotescas em relação à pesquisas anteriores e sobre os números apresentados.

Mas o gráfico traz algo mais, que transcende o futebol e entra na política e na metodologia usada pelo Datafraude.

Não é à toa que o Eduardo Guimarães preparou até documento jurídico contra os institutos de pesquisa pela forma tendenciosa que realizam suas pesquisas e pelos critérios obscuros, confusos ou francamente manipulados

Retorno ao Marini:
Na mesma reportagem em que informa os números de sua última pesquisa, o Datafolha lembra que, há dois anos, fez uma pesquisa sobre os times preferidos das crianças entre quatro e 12 anos.
O resultado, nos termos da reportagem: “o Flamengo levou ampla vantagem nesta consulta, com 23% da preferência mirim do país. O Corinthians ficou em terceiro lugar nesta pesquisa, com 10% da preferência – o São Paulo teve 11% da lista.”
Ok. Bacana.
Agora, chegue mais perto: se a diferença é escandalosa assim a favor do Flamengo, e se ela, até porque escandalosa desse jeito, não deve ter mudado de perfil muito antes nem muito depois da tal pesquisa com as crianças, alguma alma poderia produzir o milagre de explicar como é possível a ampla maioria da base prometida ser de uma torcida que não cresce (a do Flamengo) e o crescimento ser de outras com bases estupidamente menores?
É Datafolha desmentindo Datafolha.
E não é fato isolado. O Datafolha desmente a si próprio e desmascara sua falta de critérios objetivos e o caráter amador/manipulado de suas pesquisas.

Se o Datafolha é incapaz de realizar uma pesquisa consistente sobre torcidas de futebol usando seus métodos de sempre, como esperar que consiga algum sucesso em apresentar o quadro eleitoral do país? Isto é, se o instituto tem algum interesse em dizer a verdade!

Aliás, algo que também salta aos olhos, mas voltando ao futebol, é a tentativa de fazer crescer o número de Corinthianos no país ao tempo em que a Globo basicamente impõe os jogos do Corinthians acima de qualquer outro e vive uma lua-de-mel intolerável com este time. Mas, é apenas um pensamento...

Outro pensamento, relacionado ao Vasco, é o de que é engraçado ver meu time com um número tão pequeno de torcedores... Será que há alguma relação entre o número de torcedores e o péssimo desempenho na pesquisa (ficar atrás de Palmeiras e São Paulo é ridículo) com o fato da direção ter vivido anos e anos às turras com a Rede Globo? Conjecturas jogadas ao vento....

Quem nos garante que o mesmo... fenômeno não ocorra nas pesquisas eleitorais? Que o número de cidades e a localização seja escolhida para privilegiar uma ou outra torcida ou um ou outro candidato? Quem audita, de forma independente, as pesquisas eleitorais? O que nos garante que há lisura no processo quando vemos os resultados absolutamente díspares nas pesquisas dos diversos institutos? E, finalmente, o que nos garante que não existe nenhum interesse fazendo os números se moldarem?


No Acerto de Contas, a mesma conclusão, a desmoralização de um instituto de pesquisa:
E hoje o Datafolha divulgou pesquisa sobre as maiores torcidas brasileiras. Na cabeça, Flamengo é Corinthians. Nenhuma novidade. O susto ficou por conta do Náutico, em 16º lugar, à frente do Santa Cruz. Quem frenquenta esse blog sabe que sou alvirrubro de coração, fanáutico de carteirinha. Mas essa nem eu consigo engolir.
É pra desmoralizar qualquer instituto de pesquisa.
Como sempre, o futebol dando lições e nos mostrando o que, de outra forma, não enxergaríamos. A manipulação está escancarada, o Datafraude foi desmascarado.
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