Os colombianos votaram contra a América Latina. Mais uma vez. Os Uribistas permanecem no poder e com eles a forte presença militar dos EUA na região e fica cada vez mais longe a idéia de uma América Latina unida, forte e livre de intervenções.
Difícil não sentir pena de uma população que, mesmo massacrada, mesmo assassinada por paramilitares aliados ao poder, continua mantendo no poder seus algozes. Pese que a abstenção beirou os 50% e que o candidato de oposição, Antanas Mockus, dificilmente representava qualquer mudança real - a situação mais parecia a dos EUA com Democratas e Republicanos, dois lados da mesma moeda -, o resultado, ainda assim, foi o de uma esmagadora vitória do militarismo fascista.
Mockus, repito, não representava qualquer mudança. Este deixou claro antes que tinha muito mas em comum com Serra no Brasil e que iria manter a "guerra contra o terror" e a perseguição contra as FARC que, não são santos, mas não irão ser derrotadas pela mera força militar - a não ser que a Colômbia resolva partir para a guerra total ao estilo Cingalês (contra os tigres Tâmil) e cometa um dos maiores genocídios já vistos na região.
A obviedade da falta de contraponto ficou clara na completa falta de apoio a Mockus no segundo turno por parte dos partidos opositores, em especial do Polo Democrático que preferiu ficar calado a se comprometer com uma mudança apenas no papel.
O Partido Verde conseguiu melhorar sua votação, mas nada que escondesse a realidade de uma derrota esmagadora que serviu apenas para fragmentar ainda mais as forças opositoras e mostrar que o discurso anti-Uribe por mais que encontre eco, vem em formas e formatos muito diversos para garantir espaço suficiente.
O discurso do Partido Verde colombiano, aliás, em muito se assemelha com o do Partido Verde tupiniquim de Marina Silva. Ambos se apresentam como um contraponto à direita, mas no fim não passam de correntes de transmissão que, uma vez no poder, pouco fariam de diferente. Mudanças seriam cosméticas apenas, na aparência - um tom "verde" tão em voga atualmente -, mas dificilmente nos pontos de maior relevância.
A eleição, enfim, por mais que não trouxesse uma disputa entre dois lados efetivamente antagônicos, trazia uma alternativa ao Uribismo puro. O que se viu nos anos de Álvaro Uribe na presidência foi o constante desrespeito aos Direitos Humanos, o crescimento dos assassinatos de civis nas mãos das forças armadas, o aumento da corrupção e do controle do Estado por parte dos aliados do presidente.
Se é fato que a violência das FARC diminuiu, também o é que os métodos utilizados foram os piores possíveis. Os fins, para Uribe, justificam os meios desde que este permaneça no poder.
Santos, um de seus comandantes mais leais, provavelmente manterá inalterada a política de extermínio da oposição no campo, a política de crimes contra a humanidade e, quando pensamos em América Latina, a política de aliança ferrenha com os EUA contra os interesses da região será mantido.
Não surpreende que o presidente Lula em sua felicitação ao vencedor logo o tenha convidado a somar na UNASUL: Os Colombianos não são confiáveis na composição de alianças regionais que possam por em perigo ou ao menos em cheque o poderio total dos EUA.
O futuro da América Latina encontra, na Colômbia, um significativo problema.
Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
Mostrando postagens com marcador Colômbia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Colômbia. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Os Colombianos votaram contra a América Latina
------
Marcadores:
América Latina,
Colômbia,
Eleições,
Política,
Relações Internacionais,
Terrorismo,
UNASUL
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
O Jogo Democrático [Parte 2]
Desde o fim dos anos 90, mas especialmente no início do novo milênio a América Latina vem passando por uma onda de revoltas populares e profundas modificações, com a chegada de líderes realmente comprometidos em destruir ou ao menos em questionar o eterno jogo de revezamento das elites.
Chávez, Correa e Morales são os melhores exemplos desta mudança, saídos dos movimentos sociais ou de setores contestadores do exército e cansados da constante repressão e criminalização dos movimentos sociais e dos espelhinhos e miçangas dados ao povo para mantê-los na linha.
Lula é uma notável exceção, foi eleito junto a este bloco mas preferiu manter-se coerente ao jogo democrático de sempre, sem tentar quebrar com a institucionalidade e com a "herança maldita" anterior, na verdade, passou a agregar e elogiar os mesmos que antes atacava e acusava. Talvez fosse preciso para assegurar alguma governabilidade mas, sendo isto falso ou verdadeiro, o fato é que o governo Lula avançou muito pouco ou quase nada se compararmos com os demais presidentes da "Onda Vermelha".
Enfim, esta onda na América Latina não nasceu ou surgiu do nada, foram anos e anos de mobilização social, de repressão e lutas - no caso Boliviano vale conhecer a "Guerra da Água" que precedem os grandes protestos que levaram Morales ao poder - que culminaram com a vitória de partidos e organizações populares e, note-se, todo o processo de deu dentro do jogo democrático já antigo, ou seja, dentro do jogo das elites.
Estas vitórias esmagadoras dos movimentos populares dentro de um jogo feito para que apenas as elites se revezassem no poder causou em primeiro momento descrença e depois revolta no seio das elites.
O golpe organizado contra Chávez, em 2002, a tentativa de separação da chamada "meia lua" na Bolívia e a atual deposição de Manuel Zelaya em Honduras são a resposta das oligarquias à sua derrota.
Se em um primeiro momento estas elites resolveram continuar participando do jogo democrático, mas foram fragorosamente derrotadas pelo povo, num segundo momento notaram que apenas denunciando seus próprio jogo é que poderiam ser bem sucedidas. Quem sabe tudo não passava de um "soluço" que um golpe ou uma ditadura não pudesse resolver e trazer estes países à "normalidade" de sempre?
No caso de Chávez as elites foram derrotadas em seu golpe em em todas as suas reações, no caso Boliviano a direita foi recolocada em seu lugar e hoje o fantasma da separação da "meia lua" está mais ou menos controlado e, no fim, falta ainda resolver a situação de Honduras.
Na verdade, o caso de Honduras merece atenção particular. O ódio e o medo das elites de perderem em toda a América Latina falou mais alto e encontraram em Honduras um campo fértil para pôr em prática sue contra-golpe. Zelaya era homem da direita, da elite, mas foi seduzido pela ALBA e pelo Chavismo e passou a ser um incômodo à direita. Pela sua origem os oligarcas devem ter acreditado que não haveria grande atenção e resposta à sua deposição, mas estavam errados.
A unidade da Esquerda latinoamericana está consolidada. ainda esperamos pelo desfecho da situação em Honduras, que encontra-se isolada e sofrendo pesadas sanções por parte de diversos paises, sob um governo títere e golpista.
--------------------------
A imprensa brasileira como um todo comemorou a deposição de Zelaya. Vedetes neofascistas como Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi não esconderam sua alegria - e a alegria da direita - em ver um representante contra-hegemônico governar um país. Escolheram um momento para manipular a opinião pública, fabricar fatos e, então, retirá-lo do poder. Mas calcularam mal a resposta internacional (e até mesmo a interna)e ficaram isolados.
Com Chávez podemos analisar também de forma perfeita a resposta das elites pelo mundo. O fato de ter proposto uma nova constituição, de ter aprovado referendos para se reeleger não entram na cabeça das elites.
Não importa que todo e cada movimento de Chávez tenha passado pelo crivo popular. Para a direita o povo só importa quando para manter a si no poder.
Durante as campanhas Chavistas pela reeleição e por nova constituição era lugar comum a mídia apresentar a oposição como pobre-coitada que queria manter a legalidade no país. Marchas da oposição eram mostradas a torto e a direita, quase com fervor patriótico enquanto a situação, os Chavistas, eram os crápulas.
Era ainda comum que marchas Chavistas fossem escondidas, protestos pró-Chavez fossem simplesmente deixados de lado e manifestações da oposição infladas, louvadas.
--------------------------
Um conceito interessante é a de que não importa - fiquemos no Brasil - se quem está no poder é o PSDB, o Demo ou qualquer outro partido da oligarquia. Isto que a direita costuma chamar de alternância de poder, na verdade, nada mais é que uma forma de manter o poder nas mãos de um mesmo grupo, que finge se degladiar mas, no fim, ajuda aos seus. Muda o nome do presidente, mas a base, a estrutura e as ações permanecem as mesmas.
Mas a isto chamam de Democracia. Alternância de nomes, não de projetos ou ideologia.
Porém, não é democracia o fato de alguém consultar o povo sobre cada um de seus movimentos, tampouco realizar aquilo que anseia o povo.
A isto, chamam de Populismo.
Não que Chavez, por exemplo, não cometa seus erros, os comete sim pois é humano, mas as elites não toleram seus acertos.
É curioso observar o papel lamentável da mídia no caso da reeleição de Uribe. Para todos ele é um herói que tem amplo apoio popular - de fato, tem realmente apoio mas em momento algum consultou o povo sobre suas reeleições, tudo foi decidido à portas fechadas -, já Chavez, por ter consultado o povo, é chamado sem parcimônia pela mídia de Ditador.
No fim, a diferença entre um Ditador e um Herói não é nem o respeito pelo jogo democrático, mas se participa deste jogo e o modifica em comum acordo com as elites, com as oligarquias.
Se a elite vence, modifica o jogo como bem entende e não vê qualquer problema. Se é a Esquerda, porém, quem vence, o jogo torna-se obsoleto e medidas extremas são tentadas, como golpes, derrubadas e acusações falsas contra quem está no poder.
Chávez, Correa e Morales são os melhores exemplos desta mudança, saídos dos movimentos sociais ou de setores contestadores do exército e cansados da constante repressão e criminalização dos movimentos sociais e dos espelhinhos e miçangas dados ao povo para mantê-los na linha.
Lula é uma notável exceção, foi eleito junto a este bloco mas preferiu manter-se coerente ao jogo democrático de sempre, sem tentar quebrar com a institucionalidade e com a "herança maldita" anterior, na verdade, passou a agregar e elogiar os mesmos que antes atacava e acusava. Talvez fosse preciso para assegurar alguma governabilidade mas, sendo isto falso ou verdadeiro, o fato é que o governo Lula avançou muito pouco ou quase nada se compararmos com os demais presidentes da "Onda Vermelha".
Enfim, esta onda na América Latina não nasceu ou surgiu do nada, foram anos e anos de mobilização social, de repressão e lutas - no caso Boliviano vale conhecer a "Guerra da Água" que precedem os grandes protestos que levaram Morales ao poder - que culminaram com a vitória de partidos e organizações populares e, note-se, todo o processo de deu dentro do jogo democrático já antigo, ou seja, dentro do jogo das elites.
Estas vitórias esmagadoras dos movimentos populares dentro de um jogo feito para que apenas as elites se revezassem no poder causou em primeiro momento descrença e depois revolta no seio das elites.
O golpe organizado contra Chávez, em 2002, a tentativa de separação da chamada "meia lua" na Bolívia e a atual deposição de Manuel Zelaya em Honduras são a resposta das oligarquias à sua derrota.
Se em um primeiro momento estas elites resolveram continuar participando do jogo democrático, mas foram fragorosamente derrotadas pelo povo, num segundo momento notaram que apenas denunciando seus próprio jogo é que poderiam ser bem sucedidas. Quem sabe tudo não passava de um "soluço" que um golpe ou uma ditadura não pudesse resolver e trazer estes países à "normalidade" de sempre?
No caso de Chávez as elites foram derrotadas em seu golpe em em todas as suas reações, no caso Boliviano a direita foi recolocada em seu lugar e hoje o fantasma da separação da "meia lua" está mais ou menos controlado e, no fim, falta ainda resolver a situação de Honduras.
Na verdade, o caso de Honduras merece atenção particular. O ódio e o medo das elites de perderem em toda a América Latina falou mais alto e encontraram em Honduras um campo fértil para pôr em prática sue contra-golpe. Zelaya era homem da direita, da elite, mas foi seduzido pela ALBA e pelo Chavismo e passou a ser um incômodo à direita. Pela sua origem os oligarcas devem ter acreditado que não haveria grande atenção e resposta à sua deposição, mas estavam errados.
A unidade da Esquerda latinoamericana está consolidada. ainda esperamos pelo desfecho da situação em Honduras, que encontra-se isolada e sofrendo pesadas sanções por parte de diversos paises, sob um governo títere e golpista.
--------------------------
"Ela (mídia) costuma dizer q “o povo brasileiro não tem memória”. Mas é essa mídia a q produz o esquecimento" (Emir Sader)Pois bem, chegando ao objetivo principal do presente artigo, podemos analisar a resposta das elites às suas perdas, à sua perda de hegemonia.
A imprensa brasileira como um todo comemorou a deposição de Zelaya. Vedetes neofascistas como Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi não esconderam sua alegria - e a alegria da direita - em ver um representante contra-hegemônico governar um país. Escolheram um momento para manipular a opinião pública, fabricar fatos e, então, retirá-lo do poder. Mas calcularam mal a resposta internacional (e até mesmo a interna)e ficaram isolados.
Com Chávez podemos analisar também de forma perfeita a resposta das elites pelo mundo. O fato de ter proposto uma nova constituição, de ter aprovado referendos para se reeleger não entram na cabeça das elites.
Não importa que todo e cada movimento de Chávez tenha passado pelo crivo popular. Para a direita o povo só importa quando para manter a si no poder.
Durante as campanhas Chavistas pela reeleição e por nova constituição era lugar comum a mídia apresentar a oposição como pobre-coitada que queria manter a legalidade no país. Marchas da oposição eram mostradas a torto e a direita, quase com fervor patriótico enquanto a situação, os Chavistas, eram os crápulas.
Era ainda comum que marchas Chavistas fossem escondidas, protestos pró-Chavez fossem simplesmente deixados de lado e manifestações da oposição infladas, louvadas.
--------------------------
Um conceito interessante é a de que não importa - fiquemos no Brasil - se quem está no poder é o PSDB, o Demo ou qualquer outro partido da oligarquia. Isto que a direita costuma chamar de alternância de poder, na verdade, nada mais é que uma forma de manter o poder nas mãos de um mesmo grupo, que finge se degladiar mas, no fim, ajuda aos seus. Muda o nome do presidente, mas a base, a estrutura e as ações permanecem as mesmas.
Mas a isto chamam de Democracia. Alternância de nomes, não de projetos ou ideologia.
Porém, não é democracia o fato de alguém consultar o povo sobre cada um de seus movimentos, tampouco realizar aquilo que anseia o povo.
A isto, chamam de Populismo.
Não que Chavez, por exemplo, não cometa seus erros, os comete sim pois é humano, mas as elites não toleram seus acertos.
É curioso observar o papel lamentável da mídia no caso da reeleição de Uribe. Para todos ele é um herói que tem amplo apoio popular - de fato, tem realmente apoio mas em momento algum consultou o povo sobre suas reeleições, tudo foi decidido à portas fechadas -, já Chavez, por ter consultado o povo, é chamado sem parcimônia pela mídia de Ditador.
No fim, a diferença entre um Ditador e um Herói não é nem o respeito pelo jogo democrático, mas se participa deste jogo e o modifica em comum acordo com as elites, com as oligarquias.
Se a elite vence, modifica o jogo como bem entende e não vê qualquer problema. Se é a Esquerda, porém, quem vence, o jogo torna-se obsoleto e medidas extremas são tentadas, como golpes, derrubadas e acusações falsas contra quem está no poder.
------
Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
12:44
O Jogo Democrático [Parte 2]
2009-08-26T12:44:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
América Central|América Latina|Brasil|Chavez. Venezuela. Politica|Colômbia|Democracia|Honduras|Política|Safadeza|Zelaya|
Comments
Marcadores:
América Central,
América Latina,
Brasil,
Chavez. Venezuela. Politica,
Colômbia,
Democracia,
Honduras,
Política,
Safadeza,
Zelaya
terça-feira, 25 de agosto de 2009
O Jogo Democrático [Parte 1]
Não sei se muitos já notaram, mas o termo democracia parece só existir ou ter validade - ao menos para as elites e para a mídia em geral - quando isto significa que as elites estejam no poder.Pode parecer básico para uns, mas para muitos, graças à manipulação midiática, talvez esta idéia não passe pela cabeça.
O que quero dizer é que é fácil verificar, como no caso de Chavez, Uribe e Zelaya, àquele que é popular, que governa para o povo, é o "populista" na concepção negativa do termo, já o da direita - no caso, Uribe - é o herói. Os jornais dão mínima publicidade à sua reeleição - isto quando sequer tocam no assunto - e normalmente sem qualquer polêmica, contrariedade ou acusação de falta de democracia.
Quando, por outro lado, a reeleição é proposta por Chávez ou Zelaya - que sequer iria se reeleger, mesmo aprovando a proposta - então estamos falando de verdadeiros ditadores anti-democráticos (a frase é incoerente de propósito).
As elites não toleram serem vencidas em seu próprio jogo, o dito "democrático".
A questão é exatamente esta, o jogo democrático foi inventado e é mantido pelas elites que, pressionadas, foram obrigadas ao longo do tempo a incluir todas as camadas da sociedade neste jogo.
Se, no caso do Brasil, aos poucos os pobres puderam votar, as mulheres, os presos, analfabetos e etc, fica claro que a elite foi parcimoniosamente "convencida" a abrir mais espaço em seu jogo para novos participantes, mas, o ponto principal, é a de que este convencimento sempre veio acompanhado de garantias: A de que a elite não seria destronada.
Os mecanismos para evitar que o "povo" chegasse ao poder foram e são vários. E começam a falhar.
Após a segunda guerra a abertura democrática foi mais que uma necessidade para as repúblicas pelo mundo. A pressão feroz e constante dos movimentos operários insatisfeitos, dos movimentos anarquistas, dos feministas e etc no pré e pós guerra tornaram a mudança inescapável.
No pré-guerra, vejam o caso espanhol, os atentados anarquistas e avanços socialistas e comunistas eram uma constante. No resto do mundo, no pós-guerra, a única maneira de esvaziar o movimento operário e os grupos que pregavam a revolução aos moldes Soviéticos era, enfim, abrir mais espaço para os insatisfeitos participarem no processo decisório.
Em alguns lugares as medidas adotadas foram a implementação do Estado de Bem Estar Social.
Mas esta participação sempre foi controlada na base da cooptação, intimidação e até através de ilegalizações e franca brutalidade e violência estatal. No geral, as camadas de baixo se tornaram mais dóceis, acabaram por receber alguns benefícios e os movimentos políticos se enfraqueceram.
De tempos em tempos, quando a situação se tornava por demais opressiva e algum movimento de base se fortalecia, um ou outro golpe de Estado tomava lugar ou um governo de direita assumia para tentar controlar os ânimos e trazer de volta o jogo às suas regras normais.
O que se vê hoje não difere muito do quadro de outros tempos. Qualquer movimento que se oponha às elites estabelecidas é atacado. Seja num primeiro momento através da infiltração de pelegos, através da franca cooptação de seus quadros até a aberta e franca violência e repressão.
Mas o que vemos hoje, em especial na América Latina, é um crescimento avassalador dos movimentos sociais que estão conseguindo vencer as elites em seu jogo de partilha do poder.
Quando vemos pelo mundo disputas entre Conservadores e Liberais, entre tradicionalistas e progressistas, estamos nada mais nada menos que observando uma briga entre aliados das elites que tentam passar adiante a imagem de que não são tão parecidos, de que tem propostas diferentes. Basta olhar para os últimos anos dos Trabalhistas e Conservadores na Grã Bretanha e Socialistas (sic) ou Social-Democratas e Conservadores na Alemanha para vermos que, de fato, as diferenças são cosméticas e o que temos é uma (pseudo)alternância de poder entre forças basicamente iguais.
Do Brasil do café com leite as semelhanças são marcantes. As mesmas elites se revezando sem, porém, nutrirem grandes diferenças. É o poder pelo poder, sem novas idéias e pelo bem das elites.
Ao longo do processo observamos apenas "soluços", quando há alguma quebra da institucionalidade e reais mudanças sociais ou processos de readaptação e reorganização do jogo, no caso das ditaduras militares.
O objetivo deste texto, enfim, é demonstrar que ao longo de toda a história "democrática" do ocidente observamos a um jogo de cartas marcadas onde os grupos que se revezam no poder, apesar de na teoria defenderem idéias antagônicas, são basicamente iguais. São elites políticas que se revezam sem levar em consideração o grosso do povo, as massas, a não ser quando precisam delas.
As massas nada mais são que massa de manobra, usadas por uma ou outra força em momentos estratégicos e que ao longo dos anos conseguem evoluir um pouco aqui ou ali mas que, no fim, não saem da sua situação de explorados eternos.
A criminalização dos movimentos sociais segue a mesma lógica. Para as elites é intolerável que um movimento de massas, organizado, ponha me perigo suas "conquistas", suas terras, posses, bens e privilégios.
------
Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
12:50
O Jogo Democrático [Parte 1]
2009-08-25T12:50:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
América Central|América Latina|Brasil|Chavez. Venezuela. Politica|Colômbia|Democracia|Honduras|Política|Safadeza|Zelaya|
Comments
Marcadores:
América Central,
América Latina,
Brasil,
Chavez. Venezuela. Politica,
Colômbia,
Democracia,
Honduras,
Política,
Safadeza,
Zelaya
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Inocente manipulação midiática: Chavez versus Uribe
1. Introdução
Quem lê o blog ha algum tempo notou que o post anterior sobre manipulação midiática foi "resubido". O objetivo foi fazer uma espécie de abertura para demonstrar outra manipulação clara e descarada do PIG, agora na questão da reeleição de Alvaro Uribe, narco-Presidente colombiano e terrorista nas horas vagas.
Por acaso algum desavisado encontrou a palavra "ditador" ou "ditadura"em qualquer notícia sobre a aprovação da lei - pelo Senado, falta ainda a Câmara dos Deputados - que garante ao Uribe o direito de se reeleger pela segunda vez?
Uribe foi eleito em 2002, reeleito em 2006 e agora finge "não saber" se irá tentar novamente a reeleição. A mídia é tão inocente! Os deputados e senadores governistas só falam disso há meses, estão unidos para permitir a reeleição mas o comandante em chefe não sabe de nada? Contem outra, por favor, que esta não cola! Aliás, retomarei este comentário mais para a frente.
A primeira reeleição de Uribe, aliás, já foi fruto de uma mudança na constituição! Mas ninguém ousou chamá-lo de ditador.
Aliás, porque chamariam?
----------------
2. Questões
Ficam, então, algumas questões:
Uribe pode ser tudo - e é - mas ditador? Se ele tem maioria no congresso (vamos tentar acreditar que as eleições na Colômbia são limpas) e este mesmo congresso resolveu mudar a constituição, prerrogativa sua, então onde está o problema?
E se este mesmo congresso resolve convocar um referendo popular para permitir que o povo decida se quer ou não permitir outra reeleição, o que há de errado nisso?
não tem o povo o direito de decidir por si? O congresso não decidiu nada, apenas passou ao povo o direito de escolher, isto não é o mais moderno em democracia representativa?
----------------
3. Uribe versus Chavez
Se você respondeu sim para todas as questões então eu então pergunto:
Porque, para a mídia, Uribe é o herói montado no cavalo branco que vai solucionar todos os problemas da Colômbia e esmagar os terroristas (sic) das FARC e ELN e, obiviamente tem o direito divino de se reeleger indefinidamente e Chavez é o capeta, o "radical" e, enfim, o ditador terrível e assustador que cometeu o crime de se reeleger mais de uma vez?
E, vejam bem, Chavez foi reeleito após aprovar referendo popular para tal! Em suma, o mecanismo usado por Uribe é semelhante (estou falando de mudanças na constituição) ao usado por Chavez, mas a midia trata um como herói e o outro como um ditador!
----------------
4. O caso de Honduras
Outro paralelo a ser traçado, em termos de posicionamento midiático, mas este ainda mais radical, é com Honduras. Zelaya foi deposto por sua tentativa de consultar o povo sobre a possibilidade de uma reeleição.
Na verdade, em Honduras a questão foi ainda mais estranha, Zelaya ia realizar uma consulta para saber se o povo aceitaria que ele fizesse um referendo para, então poder permitir a reeleição. E, mesmo que aprovada, Zelaya sequer poderia ser este candidato!
Mas o foco deste artigo não é Honduras, que já analisei exaustivamente em vários posts que podem ser encontrados sob a tag "Honduras" e, para um pouco mais, vale a leitura do mais novo artigo do Idelber Avelar para a Revista Fórum.
----------------
5. Chávez em questão e Breve histórico
Para se observar melhor ainda o paralelo vejam que Chavez foi eleito em 1998 pela primeira vez, com amplo apoio político e em 1999 aprovou, por referendo popular, uma Assembléia constituinte. Ou seja, quem decidiu pela Assembléia foi o povo, através do voto e com maioria esmagadora de 70%.
Com maioria, graças ao voto popular, redige a constituição e a coloca em nova votação popular. Mais uma vez, mais de 70% de aprovação.
Em 2000, através do voto, se reelege.
Em 200 a oposição tenta retirar Chavez do poder com um referendo revogatório. Chavez vence com amplo apoio popular.
Em 2006 Chavez se reelege novamente, com maciço apoio popular.
Finalmente, no fim de 2008, o congresso aprova a reeleição indefinida de todos os cargos eleitos- e não só o do Presidente.
O que se vê, enfim, é que em todos os momentos Chavez teve amplo apoio popular e apoio do congresso, e que a oposição, em 2002, resolveu passar por cima da vontade popular e deu um golpe de Estado - de vida curta - e retirou Chavez do poder.
Vejamos se é possível compreender, Chavez sempre foi eleito, sempre teve maioria no congresso mas, enfim, é ditador. Além disso ainda sofreu um golpe e voltou nos braços do povo. Mas é um ditador.
Não percam a conta, Chavez foi eleito em 1998 e reeleito em 2000 (2 anos depois, a constituição mudou, o mandato foi "zerado") e em 2006. Ou seja, se reelegeu duas vezes e apenas aspira ao terceiro mandato. Assim como Uribe!
E todo o processo contou com uma maioria parlamentar e referendo(s)! Chavez e Uribe, enfim, agiram de forma semelhante, mas a mídia escolheu seu lado. A mídia, aliás, esqueceu de avisar que simplesmente escolheu o que lhe pareceu mais simpático, porque na prática não há qualquer diferença entre Chavez e Uribe no que tange os processos de eleição e reeleição, com a única diferença marcante sendo o fato de Chavez ter sido vítima de um golpe.
----------------
6. Uribe em questão e Breve histórico
Ah sim, não nos esqueçamos de Alvaro Uribe, que foi eleito a primeira vez e 2002 e, em 2005 conseguiu que o congresso e a Corte Constitucional aprovassem sua reeleição, que se deu em 2006.
Vejam que, diferentemente de Chavez, Uribe não realizou qualquer consulta ou referendo, mas em momento algum foi chamado de Ditador. Contou apenas com a aprovação do legislativo e judiciário mas em momento algum se preocupou em consultar o povo.
Aliás, sobre este processo pairam até hoje denúncias de corrupção e suborno de parlamentares para aprovarem a mudança constitucional. E, cabe ainda notar, Uribe inicialmente se dizia contrário à reeleição. Chavez, por outro lado, sempre deixou claras suas intenções e, além disso, teve a decência de consultar o povo.
Neste meio tempo Uribe ainda passou por vários escândalos, como o de alianças com paramilitares, com narcotraficantes, corrupção, invasão do território Equatoriano e etc.
Como se vê, um verdadeiro democrata!
----------------
7. Conclusão
O que se vê, enfim, é o posicionamento claramente ideológico e ideologizado da Mídia que, das duas uma, ou raramente dá publicidade ao fato - e quando o faz é sem qualquer crítica -, ou então se declara francamente favorável, feliz e satisfeita com a reeleição de Uribe.
Em ambos os casos é visível a falta de memória (memória seletiva?) e o mal-caratismo em louvar o acontecimento que contém mais do que esporádicos paralelos com os processos eleitorais e legislativos que levaram Chávez à se reeleger nos anos anteriores.
A diferença marcante, no entanto, é que Chavez submeteu todas as modificações constitucionais ao crivo popular, em referendos democráticos, enquanto Uribe tomou todas as decisões sem deixar seu palácio, nos escritórios parlamentares.
Chavéz é ditador, Uribe, mesmo copiando (e mal), não.
E porque a mídia se posiciona desta maneira?
Simples, porque Chavez é apenas um "caudillo", um esquerdista, até um comunista!
E, do outro lado, porque Uribe está alinhado com o sonho neoliberal, defende com unhas e dentes o livre mercado, interfere apenas nos negócios das FARC e ELN (corja comunista e narcotraficante) sem, porém, interferir nos negócios dos narcotraficantes da direita - seus aliados - e, acima de tudo, está alinhado com os EUA, sendo o seu braço mais visível na América do Sul, talvez o único ainda remanescente.
Quem lê o blog ha algum tempo notou que o post anterior sobre manipulação midiática foi "resubido". O objetivo foi fazer uma espécie de abertura para demonstrar outra manipulação clara e descarada do PIG, agora na questão da reeleição de Alvaro Uribe, narco-Presidente colombiano e terrorista nas horas vagas.Por acaso algum desavisado encontrou a palavra "ditador" ou "ditadura"em qualquer notícia sobre a aprovação da lei - pelo Senado, falta ainda a Câmara dos Deputados - que garante ao Uribe o direito de se reeleger pela segunda vez?
Uribe foi eleito em 2002, reeleito em 2006 e agora finge "não saber" se irá tentar novamente a reeleição. A mídia é tão inocente! Os deputados e senadores governistas só falam disso há meses, estão unidos para permitir a reeleição mas o comandante em chefe não sabe de nada? Contem outra, por favor, que esta não cola! Aliás, retomarei este comentário mais para a frente.
A primeira reeleição de Uribe, aliás, já foi fruto de uma mudança na constituição! Mas ninguém ousou chamá-lo de ditador.
Aliás, porque chamariam?
----------------
2. Questões
Ficam, então, algumas questões:
Uribe pode ser tudo - e é - mas ditador? Se ele tem maioria no congresso (vamos tentar acreditar que as eleições na Colômbia são limpas) e este mesmo congresso resolveu mudar a constituição, prerrogativa sua, então onde está o problema?
--A pergunta acima foi carregada de ironia, que fique claro --
E se este mesmo congresso resolve convocar um referendo popular para permitir que o povo decida se quer ou não permitir outra reeleição, o que há de errado nisso?
não tem o povo o direito de decidir por si? O congresso não decidiu nada, apenas passou ao povo o direito de escolher, isto não é o mais moderno em democracia representativa?
----------------
3. Uribe versus Chavez
Se você respondeu sim para todas as questões então eu então pergunto:Porque, para a mídia, Uribe é o herói montado no cavalo branco que vai solucionar todos os problemas da Colômbia e esmagar os terroristas (sic) das FARC e ELN e, obiviamente tem o direito divino de se reeleger indefinidamente e Chavez é o capeta, o "radical" e, enfim, o ditador terrível e assustador que cometeu o crime de se reeleger mais de uma vez?
E, vejam bem, Chavez foi reeleito após aprovar referendo popular para tal! Em suma, o mecanismo usado por Uribe é semelhante (estou falando de mudanças na constituição) ao usado por Chavez, mas a midia trata um como herói e o outro como um ditador!
Uma breve pesquisa no Google evidencia a discrepância na cobertura da imprensa brasileira. Ao utilizar as palavras chave "reeleição Chávez" no buscador, são encontrados aproximadamente 1370 resultados só no ano de 2009; no mesmo período, e com as palavras chave "reeleição Uribe", são exibidos cerca de 598 - menos da metade.Um adendo, sobre Uribe conseguir "derrotar" as FARC e etc, claro que ninguém pergunta como, se por meios lícitos e diálogo ou se valendo de repressão, brutalidade e dos narcotraficantes da extrema-direta, como os das AUC. Na prática, vale a segunda opção. Mas isto o PIG não comenta!
----------------
4. O caso de Honduras
Outro paralelo a ser traçado, em termos de posicionamento midiático, mas este ainda mais radical, é com Honduras. Zelaya foi deposto por sua tentativa de consultar o povo sobre a possibilidade de uma reeleição.Na verdade, em Honduras a questão foi ainda mais estranha, Zelaya ia realizar uma consulta para saber se o povo aceitaria que ele fizesse um referendo para, então poder permitir a reeleição. E, mesmo que aprovada, Zelaya sequer poderia ser este candidato!
O caso concreto do Zelaya é que a notícia de que ele colocaria no plebiscito a possibilidade do terceiro mandato, coisa que não existia, foi dada pela France Press, não sei se unicamente por ela, mas foi reproduzida acriticamente aqui no Brasil por alguns veículos de comunicação. É um padrão nacional, mas que também tem vínculos com a grande mídia internacional.A mídia nem esperou para chamar Zelaya de Ditador, apoiaram logo sua retirada forçada do poder, um golpe de Estado clássico.
Mas o foco deste artigo não é Honduras, que já analisei exaustivamente em vários posts que podem ser encontrados sob a tag "Honduras" e, para um pouco mais, vale a leitura do mais novo artigo do Idelber Avelar para a Revista Fórum.
----------------
5. Chávez em questão e Breve histórico
Para se observar melhor ainda o paralelo vejam que Chavez foi eleito em 1998 pela primeira vez, com amplo apoio político e em 1999 aprovou, por referendo popular, uma Assembléia constituinte. Ou seja, quem decidiu pela Assembléia foi o povo, através do voto e com maioria esmagadora de 70%.Com maioria, graças ao voto popular, redige a constituição e a coloca em nova votação popular. Mais uma vez, mais de 70% de aprovação.
Em 2000, através do voto, se reelege.
Em 200 a oposição tenta retirar Chavez do poder com um referendo revogatório. Chavez vence com amplo apoio popular.
Em 2006 Chavez se reelege novamente, com maciço apoio popular.
Finalmente, no fim de 2008, o congresso aprova a reeleição indefinida de todos os cargos eleitos- e não só o do Presidente.
O que se vê, enfim, é que em todos os momentos Chavez teve amplo apoio popular e apoio do congresso, e que a oposição, em 2002, resolveu passar por cima da vontade popular e deu um golpe de Estado - de vida curta - e retirou Chavez do poder.
Vejamos se é possível compreender, Chavez sempre foi eleito, sempre teve maioria no congresso mas, enfim, é ditador. Além disso ainda sofreu um golpe e voltou nos braços do povo. Mas é um ditador.
Não percam a conta, Chavez foi eleito em 1998 e reeleito em 2000 (2 anos depois, a constituição mudou, o mandato foi "zerado") e em 2006. Ou seja, se reelegeu duas vezes e apenas aspira ao terceiro mandato. Assim como Uribe!
E todo o processo contou com uma maioria parlamentar e referendo(s)! Chavez e Uribe, enfim, agiram de forma semelhante, mas a mídia escolheu seu lado. A mídia, aliás, esqueceu de avisar que simplesmente escolheu o que lhe pareceu mais simpático, porque na prática não há qualquer diferença entre Chavez e Uribe no que tange os processos de eleição e reeleição, com a única diferença marcante sendo o fato de Chavez ter sido vítima de um golpe.
----------------
6. Uribe em questão e Breve histórico
Ah sim, não nos esqueçamos de Alvaro Uribe, que foi eleito a primeira vez e 2002 e, em 2005 conseguiu que o congresso e a Corte Constitucional aprovassem sua reeleição, que se deu em 2006.Vejam que, diferentemente de Chavez, Uribe não realizou qualquer consulta ou referendo, mas em momento algum foi chamado de Ditador. Contou apenas com a aprovação do legislativo e judiciário mas em momento algum se preocupou em consultar o povo.
Aliás, sobre este processo pairam até hoje denúncias de corrupção e suborno de parlamentares para aprovarem a mudança constitucional. E, cabe ainda notar, Uribe inicialmente se dizia contrário à reeleição. Chavez, por outro lado, sempre deixou claras suas intenções e, além disso, teve a decência de consultar o povo.
Neste meio tempo Uribe ainda passou por vários escândalos, como o de alianças com paramilitares, com narcotraficantes, corrupção, invasão do território Equatoriano e etc.
Como se vê, um verdadeiro democrata!
----------------
7. Conclusão
O que se vê, enfim, é o posicionamento claramente ideológico e ideologizado da Mídia que, das duas uma, ou raramente dá publicidade ao fato - e quando o faz é sem qualquer crítica -, ou então se declara francamente favorável, feliz e satisfeita com a reeleição de Uribe.Em ambos os casos é visível a falta de memória (memória seletiva?) e o mal-caratismo em louvar o acontecimento que contém mais do que esporádicos paralelos com os processos eleitorais e legislativos que levaram Chávez à se reeleger nos anos anteriores.
A diferença marcante, no entanto, é que Chavez submeteu todas as modificações constitucionais ao crivo popular, em referendos democráticos, enquanto Uribe tomou todas as decisões sem deixar seu palácio, nos escritórios parlamentares.
Chavéz é ditador, Uribe, mesmo copiando (e mal), não.
E porque a mídia se posiciona desta maneira?
Simples, porque Chavez é apenas um "caudillo", um esquerdista, até um comunista!
E, do outro lado, porque Uribe está alinhado com o sonho neoliberal, defende com unhas e dentes o livre mercado, interfere apenas nos negócios das FARC e ELN (corja comunista e narcotraficante) sem, porém, interferir nos negócios dos narcotraficantes da direita - seus aliados - e, acima de tudo, está alinhado com os EUA, sendo o seu braço mais visível na América do Sul, talvez o único ainda remanescente.
------
Marcadores:
América Latina,
Chavez. Venezuela. Politica,
Colômbia,
Golpe de Estado,
Honduras,
Mídia,
PIG,
Uribe,
Zelaya
Assinar:
Postagens (Atom)