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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Será que é por isso? [Update]

"Premier de Israel diz que não permitirá que os que negam o Holocausto realizem um novo genocídio contra os judeus"


Entendi! Deve ser por isso que os Israelenses massacram, torturam e cometem um genocídio diário contra os Palestinos! Medo dos Palestinos maus fazerem o mesmo que eles!

Como eu nunca pensei nisso antes?

"O primeiro ministro israelense chamou a conferência antirracismo da ONU de "um demonstração de ódio por Israel", acrescentando que o mundo não fala alto o suficiente contra aqueles que se mostram a favor de "apagar Israel". "
Realmente, o mundo se preocupa demais com os Palestinos, esses malditos que tentam destruir com pedras e bombas caseiras os inocentes tanques e mísseis nucleares, além das bombas de fósforo branco, tão inofensivas de Israel! Pobre povo sofrido!

Os judeus pelo mundo deveriam se envergonhar e se levantar contra uma nação genocida que usa seus nomes e o Holocausto, um acontecimento terrível, mas não único ou primeiro (Armênios, Cambojanos, Chechenos, Palestinos, Tâmil e etc sofreram tanto quanto os Judeus na Alemanha Nazista) para justificar seus atos perversos contra a população civil palestina e negar a este povo o mesmo direito que reivindicaram por séculos.

Por mais que eu discorde do Ahmadinejad quando este nega o Holocausto, esta frase é emblemática e acuradíssima:

"[Israel] abandonou uma nação inteira sob o pretexto do sofrimento judeu e em troca estabeleceu um governo totalmente racista."
E esta declaração é igualmente correta e atual:
"[O Conselho de Segurança da ONU sempre] recebeu com o silêncio os crimes desse regime (israelense), como os recentes bombardeios contra civis em Gaza".
A tradução espanhola (via Gara) é um pouco mais clara:

Durante su discurso, Ahmadineyad ha acusado a Occidente de dejar "a toda una nación sin hogar bajo el pretexto del sufrimiento judío", en referencia a los palestinos, con el fin de "establecer un Gobierno totalmente racista"

E completa:

"[el sionismo] persofinica el racismo"

"El régimen sionista nos trae la guerra, y nosotros no creemos que la guerra sea la solución para el mundo"

"Es injusto que cinco países tengan el derecho de anular las decisiones de los otros, que sean los abogados, los jueces y los ejecutores de sus órdenes y siempre en su propio interés"

Através, ainda, do Gara, do País Basco, a denuncia da matança continuada de Palestinos e o protesto pela ausência dos EUA (EEUU):

El movimiento palestino Hamas, por su parte, acusó a los países que han secundado la postura de Israel de «dar cobertura a los crímenes que comete contra los palestinos».

Fawzi Barhoum, portavoz de Hamas, destacó que quienes se han negado a acudir a Ginebra «se han plegado a las presiones americano-sionistas ejercidas sobre sus dirigentes» y destacó que esta actitud va en contra de «los llamamientos de Barack Obama a la paz, a la seguridad y al respeto de los derechos humanos» en Oriente Medio.

«La ausencia de EEUU en la conferencia de Ginebra muestra que no se ha producido ningún cambio en la política de su Administración en apoyo a Israel», añadió Barhoum.


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domingo, 19 de abril de 2009

Diplomatas chegam a um acordo para o projeto da declaração final de Durban II

Os diplomatas que preparam a Conferência de Durban II sobre o racismo, que tem início na próxima segunda-feira em Genebra, chegaram a um acordo para o projeto da declaração final, que será submetido aos seus respectivos países.

“Chegamos a um acordo para submeter este projeto de texto para aprovação”, indicou um diplomata da União Europeia, que considera que agora a redação está “perfeitamente aceitável” para a União Europeia.

“Estou confiante” sobre o desfecho, explicou também um diplomata da América Latina, comemorando “o consenso” alcançado num “ambiente muito positivo”.

O texto não faz referências específicas ao conflito no Médio Oriente em relação aos conflitos no mundo nem à difamação das religiões.

O parágrafo que insiste na importância da memória do Holocausto foi o que mais se manteve, contrariando o pedido da representação iraniana nesta semana.

“O objetivo agora é não mexer mais no texto até ser aprovado” no dia 24 de abril, no último dia da conferência, explicou o diplomata da União Europeia, que pediu para não ser identificado.

Até o momento, tanto União Europeia quanto os Estados Unidos condicionaram suas presenças na reunião aos resultados das discussões preliminares desta conferência.

A reunião, que acontecerá de 20 a 24 de abril, visa dar prosseguimento à de 2001, realizada na cidade sul-africana de Durban. O objetivo do encontro é avaliar a efetividade da Declaração de Durban e Programa de Ação nos últimos oito anos, considerada a primeira estratégia mundial contra o racismo.

Mais de 160 Estados e milhares de organizações não governamentais, num total de mais de 18.000 pessoas, estiveram em Durban em 2001, numa conferência marcada pelos difíceis debates sobre a escravatura e pelos ataques a Israel.

A tentativa de comparar o sionismo com o racismo levou Estados Unidos e Israel a abandonarem a conferência em Durban e, oito anos depois, as referências ao conflito entre Israel e Palestina e ao Holocausto, acrescidas da questão da difamação das religiões, dividiam os Estados e impediram até hoje um consenso sobre uma declaração final.

O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, confirmou presença, enquanto que Israel, Canadá e Itália declinaram o convite para estarem presentes em Genebra. Quanto à União Europeia e aos Estados Unidos, mantinha-se a incógnita quanto à participação destes países.

A organização espera a presença dos presidentes de Timor-Leste, Togo e Montenegro. Os governos do Egito, Nigéria, Noruega, África do Sul e Uganda enviarão os ministros dos Negócios Estrangeiros, o Lesoto, o primeiro-ministro e a Zâmbia, o vice-presidente.

“A posição de Israel é clara, o conflito israelo-palestiniano não tem a ver com racismo, é uma questão política”, afirmou Amir Sagie, encarregado dos negócios da embaixada israelita em Portugal, à agência Lusa.

O diplomata israelita considerou ainda que a presença do presidente iraniano “vai tornar difícil falar de assuntos como os direitos humanos ou os direitos dos homossexuais”. “É um sinal de que ninguém quer discutir os direitos humanos ou a liberdade de expressão”, reforçou Sagie.

O Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural português vai enviar um representante a Genebra, enquanto o Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações, Jorge Sampaio, enviará uma mensagem vídeo.

Via Refugees United

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Por um lado um avanço claro, a possível equiparação entre Sionismo e Racismo, o que é óbio e claro e conta com o boicote de Israel e EUA, o que torna ainda mais válida a declaração;

Por outro, um retrocesso ao colocar o Holocausto em um patamar acima dos demais genocídios, tão ou mais terríveis - mas menos televisionados e sem um Estado que se vale de incessante propaganda para torná-lo mais visível e assustador - que os genocídios cometidos por Pol Pot no Camboja, pelos turcos na Armênia, pelos Hutus contra Tutsis e moderados em Ruanda, do Sri Lanka contra o povo Tâmil e etc, em uma lista gigantesca e assustadora.

“A posição de Israel é clara, o conflito israelo-palestiniano não tem a ver com racismo, é uma questão política”

Simplesmente vergonhosa a declaração, mas nada surpreendente vindo da nação genocida de Israel que se vale da lembrança do holocausto e de seu suposto ineditismo - o que não se verifica - para massacrar os Palestinos esperando que a comunidade internacional não interfira e continue com pena e peso na consciência, desta forma, se mantendo distante do assunto.

“É um sinal de que ninguém quer discutir os direitos humanos ou a liberdade de expressão”

Um representante de Israel falar em Direitos Humanos soa como piada de mal gosto, é doloroso aos ouvidos e olhos do mundo. Depois do massacre em Gaza, da utilização de fósforo branco, do ataque deliberado a civis e de ter tornado a região um imenso campo de concentração, é ridícula, descabia e desreseitosa a declaração. E quanto à liberade de expressão cabe apenas lembrar da tentativa do Parlamento Israelense (Knesset) de excluir todo e qualquer partido árabe das eleições. Ato que diz tudo.

Cabe lembrar ainda que o Sionismo já foi reconhecido pela ONU como uma forma de racismo, a experiência não é nova.

Em 10 de novembro de 1975 a Assemblégia Geral da ONU aprovou por 75 votos a favor, 35 contra e 32 abstenções, a resolução 3379 que igualava o Sionismo ao Racismo, porém, em 16 de dezembro de 1991, por pressão estadunidense e israelense a resolução foi revogada contando, sendo 111 votos pela revogação, 25 contrários e 13 abstenções.



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sábado, 18 de abril de 2009

Sri Lanka e os Tâmil

"Nós tememos que, se a comunidade internacional não intervier, esta situação terminará em um massacre", disse à agência Efe um dos dirigentes da organização Tâmeis Contra o Genocídio, Elias Jeyarajah.

O dirigente tâmil elogiou a postura do atual presidente rotativo do Conselho de Segurança, o embaixador mexicano Claude Heller, que junto aos Estados Unidos e a outros países, está disposto a incluir a situação no Sri Lanka na agenda do principal órgão da ONU.

No entanto, China e Rússia respaldam a posição do Governo do Sri Lanka, de que sua luta contra a guerrilha tâmil é um conflito interno que não tem relação com a paz e a segurança internacional.

Ao mesmo tempo, Jeyarajah pôs em dúvida as afirmações de representantes da ONU e de organizações de direitos humanos de que os LTTE impedem a saída dos civis porque os utilizam como escudos humanos.

"Nós mantemos um contato direto com as pessoas ali e a situação não é tão clara. Muitos dos civis não querem deixar o local porque têm medo de que o Governo os confine em campos de prisioneiros", acrescentou.


Vejamos as declarações individualmente e os fatos.


O povo Tâmil luta ha mais de 30 anos por independência, uma luta legítima que, mesmo senão sempre pelos meios mais corretos, ainda assim permanece legítima.

Já falei exaustivamente sobre o assunto aqui.

A questão agora são os protestos que vem acontecendo em todo o mundo com inclusive a invasão da embaixada do Sri Lanka na Noruega, por manifestantes da etnia Tâmil, que exigem a autodeterminação de seu povo e o fim do massacre - genocídio - contra os seus parentes no Sri Lanka.

De um lado o massacre de civis Tâmil é inaceitável, o desrespeito ao direito legítimo de autodeterminação é uma aberração mas por outro não é factível que os guerrilheiros, em desespero, não usem civis de alguma forma como escudos ainda que, a explicação do medo de campos de concentração seja perfeitamente factível.


O Sri Lanka se recusa a ouvir os apelos da ONU mas, ao menos, os EUA se mostraram mais abertos ao diálogo, ainda que China e Rússia apóiem integralmente o massacre dizend oque o assunto é meramente interno.


Genocídio, para eles, é assunto que não concerne a comunidade internacional.


Lamentável.



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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Obama mostra a que veio...

Ha alguns dias Obama anunciou que gostaria que os EUA participassem do Conselho de Direitos Humanos da ONU, no que seria uma guinada completa do posicionamento de Bush em relação aos DH em muitos anos...

Mas, tudo que vem dos EUA é suspeito...

"'We'll fight anti-Israel sentiment in Human Rights Council'"



Continua:

"US ambassador to United Nations says Washington's bid to rejoin human rights council meant to stop its 'obsession' with Israel"

Depois de vomitar um pouco ao ler a notícia, vamos ao ponto:

O único interesse dos EUA em entrar no Conselho é o de defender - como SEMPRE faz - o Estado genocida de Israel.

Claro e simples. A contínua defesa dos Israelenses assassinos e genocidas e nada mais.

Seria bom que os adoradores de Obama abrissem o olho um pouco, qualquer coisa que venha dos EUA não é boa para o resto do mundo.




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quarta-feira, 18 de março de 2009

Sudão, como sempre...

"'Nenhuma corte pode me tocar', diz presidente do Sudão"


O pior? Ele está certo.

Nenhuma corte vai tocá-lo enquanto EUA e China derem apoio a seu regime.

É lindo ouvir a Hillary falar que a situação em Darfur é horrenda, que há uma crise humanitária, que expulsar as ONG's internacionas expõe a população à um tremendo risco e outras obviedades.

O problema é que apenas ouvimos a Hillary falar. Ouvimos a ONU falar, ouvimos muitas coisas. A decisão do TPI contra Bashir do Sudão é louvável. Mas inócua.

Se ouvimos a representante da nação que pode tudo (ou diz poder), que invade países em permissão da ONU (Iraque) ou com permissão da ONU (Afeganistão), que possui bases em dezenas de países, o maior orçamento militar do mundo e etc, etc, etc, dizer que ""Que pressão se pode exercer sobre o presidente Bashir e o Governo de Cartum para que entendam que serão responsáveis por cada morte que ocorrer nesses campos (de refugiados)?"" então é porque os EUA realmente não tem interesse em fazer nada.

Lavaram as mãos. Ou pior, não vão permitir que nada seja feito, não vão desagradar os "amigos" Chineses no Conselho de Segurança.
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Sudão.... E um pouco mais....

"Sudão impedirá agências internacionais de distribuir ajuda"

""Ordenei ao Ministério de Assuntos Humanitários que 'sudanize' todas as agências de assistência no Sudão dentro de um ano", afirmou o governante em cerimônia com chefes militares e policiais. O chefe de governo disse que, depois desse prazo, "nenhuma organização internacional distribuirá ajuda aos cidadãos do Sudão", e as agências de assistência podem deixar sua comida no aeroporto e as organizações sudanesas a distribuirão."

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Se antes da condenação de seu presidente o Sudão poderia até tentar, de alguma maneira obscura, afirmar que não cometia crimes de guerra, ou melhor e mais precisamente, um genocídio contra a população de Darfur, agora não tem mais escapatória.

Um governo preocupado com a saúde e sobrevivência de seu povo não proíbe a permanência de ONGS internacionais.

O Sudão acabou de assumir, com todas as letras, que é culpado sim do crime de genocídio.

Omar al-Bashir se junta à gangue de Mobuto, Idi Amin, Bokassa I e outros genocidas africanos cujos governos serviram apenas apra tornar ainda pior a vida das populações de vários países da África, já dizimados e empobrecidos por séculos de colonialismo europeu e uma divisão territorial tosca.

O pior de tudo é uqe a Comunidade Internacional (eita nome ridículo) só olha e nada faz. China, EUA e afins não levantam a voz, não se mexem e o povo de Darfur continua a morrer e a ser massacrado.

São Palestinos morrendo nas mãos dos Israelenses. Ninguém faz nada.

São os Cristãos e Animistas (em sua maioria) de Darfur morreno nas mãos dos Sudaneses muçulmanos. Ninguém faz nada.

São os Tâmil morrendo nas mãos dos Cingaleses. Ninguém faz nada.

São os Birmaneses, Karen, Chans, Karennis e etc morrendo nas mãos da junta militar de Myanmar. Ninguém faz nada.

São os Tibetanos morendo nas mãos dos chineses. Ninguém faz nada.

São os Bascos sendo presos, torturados e oprimidos nas mãos dos Espanhóis. Ninguém faz nada.

E a lista pode continuar indefinidamente.

Me pergunto, pra que serve a ONU? Pra que serve o TPI? Pra que serve qualquer tipo de organização internacional cuja base é o Estado e que nada pode ou quer fazer para realmente resolver os milhares de conflitos pelo mundo?

Aliás, quando a ONU tenta agir, como fez, proibindo a invasão do Iraque, os EUA deram uma banana pra ONU e invadiram do mesmo jeito. E continuam lá, como se nada tivesse acontecido, mandando e desmandando no Conselho de Segurança.

E o mundo continua indo para o abismo. E Obama? Bem, o Obama está lá.
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