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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Contra Israel e seus apoiadores, só o boicote serve

Não é só de um boicote total contra Israel que precisamos, temos também que boicotar quem DEFENDE Israel, em qualquer esfera. Isolamento total.Durante o boicote contra o Apartheid tinha "jornalista" e "especialista" defendendo que era lindo o regime na África do Sul? Não. Então como aceitar que existam os que defendam o genocídio Palestino?

Não, não há "conflito", não há "guerra". Há genocídio. Um Estado armado até os dentes contra um povo sem Estado, sem exército, sem nada? Estamos diante de um massacre. Não há espaço para "amor", para "conciliação". Temos de ser duros e inflexíveis em nosso repúdio e não esperar que algo tão abstrato como "amor" mude alguma coisa. Se esperarmos muito não sobrará nenhum palestino para contar história - ou para ser amado.


Com que direito Israel isola, envenena a água, tortura, mantém confinados em campos de concentração e impede que vivam os palestinos? Não há "direito", mas há a conivência por parte da "comunidade internacional", da mídia e de todos que "compram" qualquer versão vendida por Israel e seus defensores.

Temos de isolar Israel e seus defensores, tratá-los pelo que são: Genocidas e defensores de genocídio. São NaziSionistas. Só o boicote serve. Canalha usando a Folha pra falar que "Palestinos não existem" enquanto milhares são torturados por Israel e mortos? Boicote no canalha, oras.

Se defender Hitler, Apartheid e etc é crime ou mesmo intolerável, não podemos aceitar que se defenda um regime que é uma junção destes. Que se perpetua ha mais de 60 anos, que massacra ha mais de 60 anos.

Temos de ser direitos, firmes e decididos. Impor um total isolamento a Israel e seus defensores, seja na imprensa, na academia, nas trocas comerciais ou mesmo em conversas de bar.

Quem defende genocídio tem de ser tratado como perigoso, como alguém que é capaz de reproduzir esta violência que defende. Tem de ser isolado, boicotado, ridicularizado, desacreditado. Temos de ser solidários com a Palestina, e solidariedade exige comprometimento, exige que se lute pela causa.

E vale lembrar, o Brasil mantém acordos com Israel. Intercâmbios acadêmicos, comércio e acordos militares. Não basta repudiar Israel, precisamos pressionar nosso governo a suspender todo e qualquer contato com os genocidas. Precisamos mostrar que estes acordos ajudam a sustentar o regime que é tão terrível e cruel quanto o do Apartheid.

E precisamos agir logo antes que Israel tenha sucesso em eliminar até o último palestino. O boicote ajudou o regime do Apartheid a cair e pode ajudar a parar o genocídio contra os Palestinos.
Protesto pela Palestina em Bilbao
Fotos: https://www.flickr.com/photos/48788736@N03/sets/72157645737268881/
Video: https://www.youtube.com/watch?v=aCgiDBIkrYc&feature=youtu.be
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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Estado da Palestina: Comemoremos por hora, mas o trabalho apenas começou

O que se pode esperar agora do processo de paz entre Israel e Palestina após esta ter sido finalmente reconhecida como Estado não-membro (observador) da ONU, um status semelhante ao do Vaticano?
Politicamente a vitória da Palestina é incontestável, com uma maioria absoluta dos votos (138 favoráveis, 9 contrários e 41 abstenções) que ajudam a apagar (ou ao menos diminuir a lembrança) a recusa do Conselho de Segurança, em 2011, de aprovar a entrada da Palestina na ONU.

Aumenta a pressão internacional e, sem dúvida, ajuda a reclamação palestina sobre os territórios ocupados.

Se, através de inúmeras resoluções, a ONU já reconheceu o direito dos palestinos aos territórios que lhe forma usurpados ou estão sendo (como Jerusalém Orienta, por exemplo), agora a coisa muda de figura. A ONU não reconhece posse ou soberania sobre territórios conquistados por guerra, invasão ou ocupação, mas o status indefinido da Palestina dificultava a aplicação desta norma. Agora, não há mais desculpas e a ilegalidade das ocupações é ainda mais flagrante.

Torna-se mais difícil para Israel sustentar a ocupação anterior e futuras anexações do território de um Estado, e não apenas de uma entidade política indefinida. Agora Israel não ultrapassa barreiras criadas por si, mas ultrapassa e desrespeita fronteiras definidas pela ONU e por um Estado soberano.

A Palestina pode, ainda, recorrer ao Tribunal Penal Internacional e outros fóruns internacionais e buscar uma condenação de Israel contra seus inúmeros e repetidos crimes de guerra, ainda que seus efeitos possam ser meramente cosméticos, em uma guerra de propagandas isto conta bastante.

Outra vitória palestina foi a de impor, ao mesmo tempo, duras derrotas a Israel e aos EUA, do prêmio Nobel da paz Barack Obama. Exceto por Canadá e República Tcheca, apenas os costumeiros protetorados estadunidenses ficaram ao lado de Israel, demonstrando que, ao menos neste assunto, a influência dos EUA é limitada ou que, talvez, tenha crescido a insatisfação pela falta de soluções propostas pelos aliados de Israel.

A abstenção do Reino Unido não foi uma surpresa, dada a proximidade deste país com os EUA, nem o voto do Paraguai governado por golpista. Por outro lado, a Espanha e seu voto favorável - pese a posição contrária anterior de Mariano Rajoy - surpreende devido aos "problemas" domésticos que enfrenta em termos de autodeterminação dos povos, um instrumento muitas vezes esquecido ou sufocado à base da força por diversos Estados.

Foi uma pequena vitória palestina na ONU, de efeitos práticos limitados, especialmente no que concerne a recuperação de suas terras, o Direito de Retorno e o bloqueio criminoso a Gaza.

Leia o artigo completo, online, no jornal Brasil de Fato.
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Os ataques contra o PSOL: Babá e a bandeira de Israel

Causou certa comoção - especialmente entre os fanáticos petistas - um vídeo em que o Babá, candidato a vereador pelo PSOL no Rio, queima, junto com uma multidão, uma bandeira de Israel. O título do vídeo? "PSOL de Freixo e Babá queimam nossa bandeira de Israel", uma clara tentativa de ligar uma ação individual ao partido e ao Freixo, que sequer estava por lá, ou ao menos não é visto nas imagens.

E, aliás, ligar fatos antigos a uma eleição atual e também tornar a luta contra o Estado NaziSionsita de Israel algo errado ou criminoso, quando é uma OBRIGAÇÃO de quem se diz de esquerda.

O vídeo segue abaixo.
O vídeo foi postado por um tal de Ari Samuel, cuja identidade não pode ser comprovada e cujo canal de vídeos no Youtube conta com apenas 3 vídeos, todos atacando Freixo.

O canal, aliás, foi criado no dia 24 de agosto e é consistente com os perfis falsos e grupos criados por petistas pagos, em sua maioria, para atacar o Freixo e sua candidatura e vem junto com o crescimento a olhos vistos da militância petista anti-Freixo.
Fanatismo petista agindo

Vejam, por exemplo, o perfil falso criado por militantes petistas contra Freixo no Facebook ou o site anônimo (costa um nome falsa como criador do site) atacando o Freixo com argumentos que o PSDB sempre usou contra o próprio PT. O absurdo deste último é tanto que mesmo o Acerto de Contas sentiu necessidade de rebater tanta calhordice.

Mas, voltando ao vídeo em questão, pude pesquisar e sei que ele ocorreu no dia 8 de janeiro de 2009, na cinelândia (Rio de Janeiro) e contou com a presença de DIVERSOS partidos e grupos de esquerda.

O site da LER-QI, na época, comentou:
O ato foi realizado na Cinelândia (região central do Rio) que seguiu em passeata até o Consulado Americano onde se realizou um “sapataço” , retornando à Cinelândia para finalizar o ato. Contou com mais de 600 presentes e foi convocado pelo Comitê de Solidariedade com o Povo Palestino ’ RJ. Estiveram presentes neste ato além de organizações da comunidade árabe, partidos e organizações políticas como PSTU, PSOL, PCB, PT, PCdoB, Coletivo Marxista, nós da LER-QI e diversas outras organizações, sindicatos, centrais sindicais como CUT, CTB, Intersindical e Conlutas e ainda movimentos sociais como MST e MTD.
E deixando explícita a queima das bandeiras de Israel e dos EUA, a Agência Carta Maior informou:
Na quinta-feira, cerca de mil pessoas participaram de um ato público na Cinelândia, no centro do Rio. Da Cinelândia, os manifestantes saíram em passeata até a porta do Consulado dos Estados Unidos. Em protesto, jogaram sapatos nas paredes do consulado, num gesto simbólico de repúdio à política do governo norte-americano. Bandeiras dos EUA e de Israel foram queimadas. O ato no Rio reuniu representantes de sindicatos, entidades humanitárias, movimentos sociais, partidos políticos (PT, PCdoB, PSTU, PCB e P-SOL) e centrais sindicais (CUT, Intersindical, Conlutas e CTB). O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro convocou o ato que também contou com a presença da Sociedade Brasileira Muçulmana.
E o site do Inverta, do PCLM, arrematou:
Em seguida, por volta das 17 horas, o ato deu início com uma caminhada até o Consulado dos Estados Unidos da América, onde foram queimadas bandeiras de Israel e dos EUA por manifestantes, e em seguida foram jogados dezenas de sapatos sobre uma foto do presidente norte americano George W. Bush, colocada em frente a sede da diplomacia dos EUA no Rio. Os guardas do Consulado contactaram a tropa de choque da Polícia Militar, causando uma certa tensão no local. Sob palavras de ordem que foram cantadas pelas pessoas que estavam na manifestação, o choque acompanhou a passeata até o fim, a partir dos “atentados” com as sapatadas.
Em outro vídeo mais longo e completo do ato (acima) postado por "fmauro64", que parece ser milico ou chegado aos fascistas de farda, podemos ver, por exemplo, a bandeira do PCdoB na manifestação (0:45), do PSTU (0:18, 0:25, 0:32), da MEPR e ILPS (0:21), PCB (0:23, 0:32) e por aí vai. E, segundo fontes (Carta Maior, por exemplo), o PT estava representado no ato.

Representando ou não os "partidos", o ato representou a militância e, não posso negar, me representou.

Representou a militância do PSOL, do PT, do PCdoB, do PCB, PSTU e etc. Ou ao menos, no caso de PT e PCdoB, represenTAVA.

Usar este evento de 3 anos atrás não é apenas canalha, como é podre. Demonstra o nível a que militontos e milicianos podem chegar na luta contra o Freixo, o único candidato de esquerda nas eleições do Rio.

Participaram do ato partidos que hoje se aliam ao que há de mais podre no país - Dudu Paes, Maluf, Katia Abreu e cia - e que em momento algum repudiaram ou condenaram o genocídio israelense contra os palestinos e, pior, promovem um genocídio aqui mesmo, contra os Guarani-Kaiowá.

Quem divulga este(s) vídeo(s) não merece respeito, não merece ser tratado como esquerda, mas como escória que abandona seus princípios - se é que já tiveram - para atacar cegamente.
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A revolta síria pode não ser o que parece?

Enquanto a situação política e mesmo social na síria aparenta cada vez mais piorar, o ocidente e a mídia ocidental - com o perdão de Edward Said - tem se esforçado em pintar o ditador Bashar Al Assad de assassino cruel.

Curioso notar, de início, que o termo “ditador”, usado hoje para designar Assad, começou a ser usado amplamente apenas após o ex-presidente George W Bush incluir a Síria no chamado “Eixo do Mal”. Mesmo assim, a mídia brasileira, em alguns momentos, costumava chamá-lo de “presidente”, mesmo tratamento dado até os derradeiros dias de Hosni Mubarak, no Egito, e outros.

É preciso ter em mente, porém, que Assad não é santo, mas tampouco o lunático sedento de sangue mostrado pela mídia e por seus detratores. A guerra de propaganda está em seu auge.
A Síria é uma região de importância estratégica significativa, não por suas riquezas, poucas em comparação com muitos de seus vizinhos, mas pelas suas fronteiras com regiões de interesse direto dos EUA e, especialmente, por serem grandes financiadores de grupos antagonistas de Israel e dos interesses dos EUA na região, como o Hamas e o Hezbollah.

O governo, assim como Assad, está nas mãos na minoria alauíta, um grupo muçulmano de ritos pouco conhecidos e extremamente fechado, enquanto a maior parte da população é composta por sunitas, mas tem ainda dentro de suas fronteiras consideráveis minorias cristãs, Drusas e Curdas, o que torna a Síria uma espécie de Líbano - ainda - sob controle, mas potencialmente explosivo.

E é do Líbano que muitos "agitadores", como os chamam o governo sírio, vem para ajudar os rebeldes em cidades como Homs, um dos epicentros das revoltas.

Está claro que o início do processo possivelmente revolucionário teve início na cidade de Daara, no sul do país, e é reflexo da insatisfação que a maioria sunita expressa contra um governo que os marginaliza - ou mantém sob controle, dependendo do ponto de vista.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Quanto vale um Palestino?

A mídia tradicional tem se concentrado quase que exclusivamente nas consequências diretas para Israel da soltura do soldado Gilad Shalit, mantido em cativeiro pelo Hamas há 6 anos, mas pouco se tem comentado sobre o significado em si do acordo acertado entre Benjamin Neatanyahu (Primeiro-Ministro de Israel) e Ismail Hanya (espécie de Primeiro-Ministro de Gaza, controlado pelo Hamas).

Gilad Shalit, usado ha anos como moeda de troca, conseguiu "voltar para casa" em um acordo que previu a soltura de 1.027 presos políticos palestinos. Uma vida por mais de mil palestinas, o que de um lado demonstra o comprometimento de Israel em garantir a vida de todo e qualquer um de seus cidadãos (uma ótima propaganda para Israel frente à uma opinião pública cada vez mais arredia e descontente) e, de outro, demonstra com crueldade ímpar o quanto Israel respeita e tem como relevante uma vida palestina, ou mil vidas.

O momento para a troca não poderia ser mais propício para os propósitos israelenses. Se isto, porém, terá algum efeito junto à comunidade internacional permanece uma icógnita. A intenção de Neatanyahu, que criou desafetos na mesma proporção em que atraiu apoios à sua decisão, é a de tentar dar um tempo na discussão sobre os assentamentos ilegais patrocinados pelo Estado Israelense tanto em Jerusalém Oriental quanto nos territórios ocupados da Cisjordânia (controlados pela Fatah) e focar em sua suposta benevolência e capacidade de negociação e, assim, tentar frear ou ao menos dificultar uma censura internacional e o reconhecimento do Estado Palestino na ONU.

Quanto ao reconhecimento na ONU, principal "problema" que Neatanyahu quer evitar, sua tentativa, com a negociação, é a de enfraquecer a Fatah - principal impulsionadora da proposta de reconhecimento - através do fortalecimento do Hamas, ainda que apenas um fortalecimento aparente, pois o bloqueio contra Gaza e os ataques contra o território não devem ser suspensos tão cedo, apesar do Hamas afirmar que a suspensão do bloqueio seja parte do acordo.

O Hamas, por seu lado, buscou mais do que demonstrar força e declarar-se vitorioso. Dentro os 1.027 presos libertados, muitos eram da Fatah e de outros grupos que o Hamas não tem como amigos ou aliados, ou seja, o grupo realizou uma verdadeira campanha de auto-promoção ao demonstrar que é capaz de pensar no coletivo palestino, mais do que apenas em seus próprios interesses.

A suposta falta de egoísmo do Hamas coloca um problema nas mãos da Fatah, pois demonstra que seu grupo antagônico tem a capacidade não apenas de dialogar, mas também de realizar concessões políticas significativas.

Israel tenta, desta forma, mostrar que está disposta e aberta ao diálogo, e que uma decisão unilateral palestina (o reconhecimento) e o aceite por parte da comunidade internacional poderiam colocar em perigo iniciativas semelhantes.

O acordo, para uns, foi visto como duro. Israel teria cedido demais, ou melhor, teria cedido presos demais. Mas a verdade é que nada garnate que estes e outros não sejam novamente presos em poucas semanas ou meses. Comum na vida de todo palestino são os meses e até anos que passa em cadeias israelenses, normalmente sem qualquer acusação formal e muito menos julgamento.

É difícil prever quais serão as consequências imediatas para Israel e para a Palestina, hoje dividida. A certeza, porém, é a do fortalecimento do Hamas, mas é incerto o quanto isto poderá servir para influenciar as posições da Fatah, em especial sua proposta de reconhecimento do Estado Palestino. Israel, por sua vez, demonstra que, quando pressionada, pode acabar negociando mesmo com seus piores inimigos. O que isto representa só o tempo dirá.

Publicado originalmente na Brasil de Fato
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dia 20/09, Protesto pelo Estado da palestina!


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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dilma, Obama e Palestina: "Um mundo de paz e desenvolvimento"

O blogueiro @DanielDantas79 me enviou o link para um post em seu blog sobre um discurso da presidente Dilma que, por alguma razão (a principal é o silêncio auto-imposto pelos "progressistas) pouco foi comentado.

Na realidade, fora o post do Daniel, não ouvi falar mais no assunto. Diz o Daniel:
A presidenta Dilma Rousseff enviou mensagem ao presidente Barack Obama pelos dez anos do 11 de setembro.
Acho que Dilma é piadista - ou o governo brasileiro perdeu a noção - ao afirmar que o povo americano continua "a trabalhar, incessantamente, por um mundo de paz e desenvolvimento". 
Vejamos se entendi. Dilma enviou mensagem pelo 11 de setembro a Barack Obama (o que não tem nada de mais, ainda que uma mensagem ao presidente do Chile pelo golpe contra Allende ou ao Presidente da Generalitat de Catalunya pela Diada também fossem interessantes) afirmando que seu povo - logo, seu país - trabalham por paz e desenvolvimento?

Compartilho da surpresa e revolta do Daniel. E repudio veementemente a total falta de noção de Dilma em dizer tamanha besteira! Uma coisa é enviar uma carta simpática, outra é beijar a mão do império e ajudá-lo na propagação de mentiras deslavadas.

Reproduzo a mensagem:
Senhor Presidente,
Em nome do povo e do governo do Brasil, expresso nossa solidariedade e pesar à nação norte-americana, no dia em que se completam dez anos dos atentados terroristas de 11 de setembro.
Creio que a maior homenagem que podemos prestar aos mais de três mil inocentes que pereceram naquela data é, tendo por inspiração a coragem exibida pelo povo dos EUA em face da tragédia, continuar a trabalhar, incessantemente, por um mundo de paz e desenvolvimento.
Nesse assunto, partilho plenamente a visão de Vossa Excelência, expressa em discurso na cidade do Cairo, de que o extremismo violento deve ser combatido em todas as suas formas, inclusive por meio da reconciliação entre o ocidente e o mundo árabe, pela eliminação do armamentismo nuclear, pela afirmação da democracia, pelo respeito à liberdade religiosa e aos direitos humanos e da mulher, pela promoção do desenvolvimento econômico e a criação de oportunidades para todos em um mundo de paz e cooperação. Conte com o Brasil na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa.
Mais alta consideração,
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
No fim da carta, mais um detalhe precioso:
"Conte com o Brasil na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa."
Realmente, os EUA trabalham pela paz mundial. Isto fica claro especialmente na posição do país sobre o reconhecimento da Palestina. Obama irá vetar. A paz mundial agradece...?

O silêncio às vezes é a melhor escolha.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Vídeos da formação do Comitê pelo Estado Palestino Já!

Estive  na segunda, dia 29 de agosto, no Sindicato dos Engenheiros, para acompanhar a formação do Comitê pelo Estado da Palestina Já e para o lançamento do site do movimento (www.palestinaja.com.br e www.palestinaja.org.br) e de um vídeo de campanha pelo reconhecimento da Palestina enquanto Estado pelo Conselho de Segurança e Assembléia Geral da ONU em 20 de setembro.

Foi também divulgada, no dia, a data de 20 de setembro para um protesto multitudinário em São Paulo, na Praça Ramos, em defesa do Estado Palestino.

Presentes no ato, representantes de partidos majoritários que ainda mantém resquícios de uma militância de esquerda, como PT, PCdoB e PSB, além do partido que nasceu para ter cargos, o PPL (antigo MR8-PMDB e sustentação de Ana de Hollanda no MinC) e organizações subordinadas ao PCdoB, como a Cebrapaz, além dos pelegos da CUT, CTB e UNE. Digna de nota a presença do MST/Via Campesina, que bem sabe o que significa lutar por terra e a Marcha Mundial das Mulheres, important eorganização feminista.

Além de todos estes, esteve presente o Embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben.

O PSOL, o MOP@T e outras organizações de esquerda enviaram notas e mesmo representantes, mas não se somaram ao comitê. E a razão é simples (ao menos uma das principais), o comitê defende claramente uma solução de dois Estados para a Palestina, um convívio supostamente pacífico entre Palestinos e Israelenses, entre opressores genocidas e ladrões de terra e o povo oprimido e tratado como lixo.

Já o MOP@T, além de outras organizações, defendem um único Estado. Palestino. Além disso, entendem que o mero reconhecimento por parte das Nações Unidas, mesmo criando um fato político, não é suficiente para solucionar nem uma ínfima parte dos problemas causados pelo genocídio NaziSionista:
Mesmo no caso da ONU reconhecer o Estado palestino como membro, isso significará não a criação de fato de um Estado palestino, mas apenas o seu reconhecimento nominal. Daí para a conquista de um Estado palestino livre, democrático e soberano, há uma enorme distância, que dificilmente será vencida por meios diplomáticos. A própria ONU até hoje tem se limitado a condenar formalmente alguns dos crimes cometidos por Israel, sem, contudo, adotar qualquer sanção ou medida visando proteger o povo palestino das sucessivas agressões israelenses. 
Um caso típico e exemplar é a construção do Muro da Vergonha e dos assentamentos israelenses, condenados pela ONU, mas que prosseguem, sem que seja tomada qualquer medida. 
Além disso, é preciso deixar claro que não se trata de um "conflito" a ser mediado e solucionado através de negociações. A nossa luta e a luta do povo palestino são pela liberdade, pelo direito à autodeterminação, pela restauração de seus direitos básicos, como o direito dos palestinos expulsos pelos israelenses em 1948 de retornarem aos seus lares e retomarem as propriedades usurpadas.
Não é possível falar de paz justa enquanto permanecer um Estado fundamentado na doutrina sionista, financiado e armado ostensivamente pelo imperialismo estadunidense. 
O simples reconhecimento formal do Estado palestino como membro da ONU não garantirá nenhuma dessas premissas fundamentais e inegociáveis.
A luta pela libertação do povo palestino passa pela luta contra o imperialismo e o Estado terrorista de Israel, pela solidariedade às lutas dos povos árabes. Não é possível apoiar o povo palestino e reconhecer a legitimidade do Estadosionista.
Apesar das discordâncias - que também são minhas -, o ato do dia 20 de setembro contará com a participação de todas as organizações que assinaram o manifesto e também com as que não assinaram. 

Segue os vídeos:

O primeiro vídeo contém a leitura do manifesto feita pelo Emir Mourad, da FEPAL que também lê carta enviada por Lula a Mahmoud Abbas, da OLP, no segundo vídeo. O terceiro vídeo consiste na leitura de dois pemas do poeta palestino Mahmoud Darwish pelo professor Paulo Farah, enquanto o vídeo 4 consiste na intervenção de Marcelo Buzetto do MST/Via Campesina e o 5 de representante da MMM. O último vídeo é o discurso de encerramento feito pelo Embaixador da Palestina no Brasil.
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domingo, 28 de agosto de 2011

AMANHÃ: Ato pelo Estado da Palestina Já!


Mas nem tudo são flores. Cabe reconehcer também a validade da nota lançada pelo MOPAT - Movimento Palestina para Tod@s:
 Lutar pela libertação do povo palestino, contra o Estado terrorista de Israel e o imperialismo


A luta pela libertação palestina é uma das grandes causas da humanidade. Há mais de 60 anos o povo palestino vem sendo oprimido e  massacrado por Israel, cão de guarda dos interesses imperialistas na região. Hoje a situação no Oriente Médio estabelece uma nova situação para essa luta, especialmente no Egito, onde uma rebelião popular derrubou Mubarak, principal aliado de Israel.

Recentemente, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) decidiu solicitar na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, o reconhecimento do Estado da Palestina como membro da organização, tendo como referência as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias de 1967.

No Brasil, foi lançado um manifesto "Estado da Palestina já!", que conta com o apoio de inúmeras entidades e movimentos. Nós nos sentimos na obrigação de explicitar nossa posição e justificar porque não assinamos o referido manifesto. 

Acreditamos que esse debate não foi aprofundado e amadurecido como deveria. E esse fato se reflete no próprio manifesto, que mostra ambiguidade em algumas passagens. 

Mesmo no caso da ONU reconhecer o Estado palestino como membro, isso significará não a criação de fato de um Estado palestino, mas apenas o seu reconhecimento nominal. Daí para a conquista de um Estado palestino livre, democrático e soberano, há uma enorme distância, que dificilmente será vencida por meios diplomáticos. A própria ONU até hoje tem se limitado a condenar formalmente alguns dos crimes cometidos por Israel, sem, contudo, adotar qualquer sanção ou medida visando proteger o povo palestino das sucessivas agressões israelenses. 

Um caso típico e exemplar é a construção do Muro da Vergonha e dos assentamentos israelenses, condenados pela ONU, mas que prosseguem, sem que seja tomada qualquer medida. 

Além disso, é preciso deixar claro que não se trata de um "conflito" a ser mediado e solucionado através de negociações. A nossa luta e a luta do povo palestino são pela liberdade, pelo direito à autodeterminação, pela restauração de seus direitos básicos, como o direito dos palestinos expulsos pelos israelenses em 1948 de retornarem aos seus lares e retomarem as propriedades usurpadas.

Não é possível falar de paz justa enquanto permanecer um Estado fundamentado na doutrina sionista, financiado e armado ostensivamente pelo imperialismo estadunidense. 

O simples reconhecimento formal do Estado palestino como membro da ONU não garantirá nenhuma dessas premissas fundamentais e inegociáveis.

A luta pela libertação do povo palestino passa pela luta contra o imperialismo e o Estado terrorista de Israel, pela solidariedade às lutas dos povos árabes. Não é possível apoiar o povo palestino e reconhecer a legitimidade do Estado sionista.

Campanhas como a de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) a empresas, produtos e serviços que financiam o apartheid israelense têm conseguido vitórias importantes em escala mundial. No Brasil, essa também começou. E uma das principais lutas é exigir que o governo brasileiro revogue os vários acordos militares feitos com Israel. É inadmissível que o nosso país compre armas que têm sido usadas para massacrar o povo palestino e permitir que empresas militares israelenses se estabeleçam livremente no território nacional. Da mesma maneira, não podemos admitir a manutenção do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e Israel.

A proposta da OLP está gerando, sim, um fato político importante, com grande impacto internacional. Sinal disso é a declaração de Israel de que poderia reabrir as negociações e rediscutir a proposta de um Estado palestino com base nas fronteiras pré-1967. Contudo, se isso é válido como expediente tático, visando isolar politicamente Israel, considerá-lo como o principal foco da luta pela libertação palestina seria um erro grave.

Qualquer ilusão nesse sentido pode levar a resultados desastrosos. Basta lembramos dos Acordos de Oslo, cujas consequências são claras e vivas ainda hoje.

Por essas razões, não assinamos o manifesto. Porém, sabemos que este é um momento crucial em que mais do que nunca é preciso manter a unidade do povo palestino em torno do objetivo maior que é a libertação do povo palestino, ainda que existam diferenças significativas quanto aos rumos a serem tomados. Pois sabemos que a unidade pressupõe a diversidade de opiniões.


Movimento Palestina para Tod@s (MOP@T)
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A guerra ao vivo: Entre o relato dos fatos e o desespero

A internet nos trouxe a maravilha do compartilhamento instantâneo de informações, mas ao memso tempo, nos trouxe a possibilidade de acompanhar, em tempo real, o sofrimento humano de vítimas de genocídio.

Ontem, durante todo o dia (noite em Gaza), a região da Faixa de Gaza foi pesadamente bombardeada por aviões israelenses. Tanques ameaçaram cruzar a fronteira e, claro, vários civis forma mortos. Ao menos duas crianças viraram mártires involuntários de mais um episódio de violência injustificada e injustificável por parte do Estado Genocida de Israel que não será manchete me nenhum jornal e nem será devidamente repudiado pela ONU - que, aliás, costuma se limitar a reclamar e fica só nisso.
Mahmud Abu Samra, 13, morto em um ataque aéreo israelense na residência de Abu Samra, no oeste de Gaza

É difícil imaginar o que é passar uma noite (imaginem uma vida inteira) dentro de um território isolado, um verdadeiro campo de concentração, sem saber se sua casa será bombardeada e você morrerá, ou sua família será morta. Sem saber se as casas de seus amigos e parentes será destruída e você poderá apenas chorar impotente, diante de um inimigo NaziSionista com amplo apoio internacional e carta branca para matar.

O blogueiro palestino Nader () passou algumas horas comentando, revoltado, sobre os ataques em Gaza até que ele próprio se viu às portas de ser mais uma vítima:

2 grandes explosões perto da minha casa.

Se eu não morrer de uma explosão, morredei de uma porra de um ataque cardíaco
Exército de Israel anuncia estar preparado para começar uma operação no Sinai. FODA-SE ISRAEL

Eu estou são e salvo. Toda a família está aterrorizada. Não posso responder a todos, desculpem

Meu coração está acelerado. e meus dedos estão tremendo. mal posso digitar. obrigado a todos pelo apoio. rezem por nós.
Tragam seus barcos de guerra, seus putos: barcos de guerra de Israel estão atirando agora em casas palestinas no norte de Gaza

Estou recebendo diversas sms e mensagens via whatsapp. não consigo digitar por causa da tremedeira em minahs mãos, desculpem
Alguém consegue pensar em como deve ser vocÊ relatar o genocídio de seu próprio povo e saber que a qualquer momento pode virar mais uma estatística nas contas de Israel, da ONU e do "ocidente civilizado"?

Estamos falando de pessoas comuns, como eu ou você, vítimas de mais um ataque insensato que Israel chama de "resposta". Resposta (sic) a um suposto ataque contra um ônibus israelense. O Hamas negou autoria e é mais que possível que o ataque tenha vindo do Sinai e tenha sido cometido por Jihadistas egípcios.

Mas pouco importa. Israel atacará sempre que se sentir confortável, ou seja, sempre. E a mídia escolheu seu lado há décadas e sua indignação seletiva permanece inalterada.

Poucos dias depois de cortar toda a energia e telecomunicações de Gaza, Israel não precisa de desculpas para invadir e matar. E a mídia se limita a anunciar que Israel responde a terroristas (crianças de 13 anos devme ser perigosíssimas para a segurança dos tanques isralenses).

O blogueiro Omar (@Omar_Gaza) é outro a se indignar e relatar os ataques israelenses:
Quase enlouqeci!!!! A energia foi cortada e ouvi que a residência de Abu Samra foi bombardeada, tenho amigos que vivem lá. Espero que estejam a salvo :(

Um pequeno garoto foi morto e 5 outros ficaram feridos devido a ataques aéreos israelenses na residência de Abu Samra, no oeste de Gaza
O desespero de quem se vê às beiras de ser dizimado é visível, e é impossível não se emocionar:
Relatos citando a TV israelense: Gaza e Khan Younis irão serão destruídas até amanhã! Que Allah proteja Gaza

Tv estatal israelense: Gaza e Khan Younis não serão nada além de cascalho amanhã. Oh meu deus
Enfim, a internet nos permite alcançar a milhares, milhões de pessoas, nos permite compartilhar, mas também nos permite sofrer, ser solidários e também nos ensina que nada disso importa quando há ódio e clara intenção de se dizimar um povo. A modernidade se choca com a violência mais arcaica possível.
Quando alguém morre, diga que ele foi martirizado. Ok? NÃO MORTO, MARTIRIZADO.
Mas o que está por trás desta escalada de violência insensata contra os Palestinos? Simples, se aproxima a data em que Israel será constrangida internacionalmente de uma forma inédita.

Em setembro o Estado Palestino será efetivamente reconhecido pela ONU e, ainda que istonão mude em nada a realidade objetiva da população local, é um tapa na diplomacia israelense e uma demonstração por parte do mundo de que a paciência está acabando - ainda que eu pessoalmente acredite que ainda haja MUITA paciência para tolerar este genoício por parte da "comunidade" internacional.


Israel tenta mostrar ao mundo que de nada adianta o reconhecimento de um Estado que, de fato, não existe.


Mas, na verdade, acaba apenas mostrando seu desespero e, claro, sua vontade de continuar a matar.


Vida longa a Palestina!
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Não-violência enquanto tática, uma visão histórica e o caso palestino


Quando falamos em Não-Violência, logo nos vem a mente as figuras de Gandhi e de Nelson Mandela e, para quem tem em mente a Palestina, os casos das vilas de Bil'in, Ni'lin e vizinhas na Cisjordânia.

Mas até que ponto a não-violência tem efeitos práticos e, também, até que ponto os exemplos comumente citados são realmente válidos?

Quando falamos em Mandela, nos lembramos apenas do período em que este esteve na prisão por "atividades subversivas" - sem jamais nos perguntarmos quais atividades eram estas - e do período posterior, de abertura política, negociação e, graças ao filme "Invictus", da copa do mundo de Rugby nos anos 90. Mas voltemos às "atividades subversivas" por um momento. Mandela, ao contrário do que muitos pensam, nunca foi um pacifista, mas um pragmático que foi líder do braço armado do CNA (Congresso Nacional Africano), o Umkhonto we Sizwe, ou Lança da Nação, responsável por dezenas de mortes durante o regime do Apartheid.

O que se vê é que Mandela utilizou a não-violência apenas quando sentiu que esta era a tática mais correta no período em que se encontrava, e mesmo assim, o grupo apenas suspendeu suas atividades em 1990. Mandela e o CNA erma considerados terroristas pelo governo Sul-Africano, da mesma forma que o partido nacionalista basco Batasuna (alegado braço político da ETA) e o Hamas ou até mesmo a Fatah. É fácil notar que a não-violência era apenas uma tática, mas não a base ideológica do movimento anti-Apartheid ou mesmo de Mandela.

O caso da Fatah, aliás, é emblemático, notamos que, mesmo ainda mantendo um braço armado, as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, o grupo já não mais é considerado terrorista por EUA ou Israel, um novo inimigo foi encontrado e, no geral, o grupo foi domesticado, tendo adotado uma tática mais pacifista nos últimos tempos.

O caso de Gandhi é ainda mais interessante, pois ainda que ele fosse efetivamente pacifista e adepto da não-violência, era apenas mais um dos que lutavam pela independência do então Raj Britânico e, cabe lembrar, ele havia lutado como comandante das tropas voluntárias indianas contra os Zulus na África do Sul em 1906. Gandhi tornou-se a figura mais emblemática, a figura pública que humilhava os conquistadores ao não reagir à violência. Mas poucos conhecem Chandrasekhar Azad ou Bhagat Singh, ambos heróis indianos, mortos pelos ingleses, que pegaram em armas para lutar contra o Império conquistador e que, na Índia, são venerados como heróis e são objeto de grandiosos filmes de Bollywood, como Rang de Basanti ou The Legend of Bhagat Singh.

Para o mundo, Azad e Singh são figuras desconhecidas, mas localmente tiveram uma enorme influência e foram apenas as figuras mais destacadas a usar a violência contra o Reino Unido, assim como Ram Prasad Bismil ou Ashfaqulla Khan. Ainda é polêmica na Índia a suposta recusa de Gandhi em intervir no enforcamento de Singh, em 1931, onde ele é acusado até de conspirar com o Raj, ainda que À época Gandhi não tivesse influência sufuciente para evitar o enforcamento de Singh.

O Raj Britânico finalmente caiu em 1947, mas não graças unicamente aos esforços de Gandhi, mas muito mais pela situação do Reino Unido pós-Segunda Guerra e também pela violenta resistência enfrentada pelo Império em várias outras regiões.

Ainda falando do Reino Unido, é possível ainda diferenciar uma tática pacifista, não-violenta, de uma luta maior, caso de Bobby Sands, membro da IRA e do parlamento britânico que, preso, morreu em greve de fome em 1981, angariando um apoio nunca visto à sua causa. Sua greve de fome foi a tática encontrada para sensibilizar a opinião pública, para constranger o governo da coroa e, ultimamente, para conseguir o objetivo pessoal de libertar a Irlanda do Norte. Vale ainda considerar que a greve de fome em si não deixa de ser uma espécie de violência: Do grevista contra si mesmo, mas de forma consciente e voluntária, e do Estado opressor que não se move para evitar que esta violência continue e apenas a incentiva ao não fazer nada. A luta da IRA, vale lembrar, não teve pausa.

Como se vê, a idéia da não-violência é uma tática, mas não um princípio, ou, ao menos, não deve ser levado como um princípio. Outros exemplos interessantes de uso da violência contra violência podem ser encontrados nos Irmãos Bielski que lutaram contra os Nazistas em Belarus (história contada no filme Defiance, de 2008), ou o levante do Gueto de Varsóvia, que, juntos, colocam em cheque a idéia de que todos os judeus da Europa aceitaram calados seus destinos e que, como pobres vítimas, merecem um território tomado de outro povo - contrariando o ideário Sionista de "um território sem povo para um povo sem território".

O que teria sido dos vietnamitas se não resistissem à invasão dos EUA?

Chegando ao Oriente Médio, podemos notar que a resistência pacífica dos habitantes das pequenas vilas de Bil'in, Nil'in ou outras resultou em ganhos efetivos, mas locais, limitados e longe de satisfatórios para toda a população. O ganho, na verdade, é moral, mais que material, o que de nada serve quando o inimigo costumeiramente dá as costas para o Direito Internacional, para a ONU e para a opinião pública mundial.

O documentário da brasileira Julia Bacha, Budrus, nos dá uma visão panorâmica e privilegiada da primeira vila Palestina a efetivamente se valer da tática de não-violência para vencer o exército israelense. O que fica claro do filme é que a vila escolheu este caminho principalmente pela completa falta de opções. De população reduzida, desprotegida e frágil, não havia qualquer alternativa senão a de protestar pacificamente e esperar pelo apoio de ativistas israelenses e internacionais - o que aconteceu.

De resultado, conseguiram mudar o traçado do Muro da Vergonha, mas, no geral, foi uma vitória tímida frente à toda  ocupação e assentamentos nos territórios palestinos. enquanto tática, funcionou, mas a não-violência dificilmente traria os mesmos resultados que a dura resistência do Hezbollah contra Israel durante a ocupação do sul do Líbano e na guerra de 2006.

Apenas para ilustrar, podemos trazer o caso basco para um rápido debate. Mesmo nos períodos de trégua da ETA, a violência estatal continuou à toda. Não importava que a tática do momento fosse a negociação e a deposição das armas, a resposta da Espanha era sempre a mesma, mostrando a inutilidade da não-violência enquanto tática no caso específico e também que a não-violência não pode ser tomada como filosofia.

O Hamas jamais teria chegado até onde chegou se não usasse um misto de filantropia islâmica, de ajuda humanitária e de respostas violentas e provocações contra Israel. Até 2004 - data do último atentado suicida perpetrado pelo Hamas -, a tática em voga era a do uso de homens-bomba contra Israel por cada Palestino morto. à época, os ataques forçaram Israel a negociar e tiveram o resultado de elevar a presença do grupo entre os Palestinos, de mostrar que a violência israelense não seria tolerada sem respostas e, acima de tudo, em fazer afundar os Acordos de Oslo de 1993 - no que foram bem sucedidos.

A não-violência é, enfim, uma tática, e com otal deve ser analisada conjunturalmente, cada caso é um caso. Usada de forma exclusiva dificilmente surtirá efeito mais do que local ou transitório. Contra a violência de um Estado, de um grupo, dificilmente apenas a não-ação, ou a greve, ou a desobediência civil irão resultar em algo totalmente satisfatório.

Até mesmo a Flotilha humanitária para Gaza, que tinha objetivos totalmente pacíficos, acabou envolta em um conflito - desigual - entre israelenses fortemente armados com fuzis, sub-metralhadoras e armaduras e ativistas "armados" com facas e bastões. Mesmo que a tática no momento fosse a da não-violência, no fim fogo foi combatido com fogo e o número de mortos poderia ter sido ainda maior a contar pela vontade israelense de dar um exemplo. Contra um inimigo violento, a primeira tática é tentar desarmá-lo, o que por si só é uma forma de violência e, não resultando em nada, deve-se buscar defender a própria vida usando as armas que se tem no momento. Nem toda situação é propícia para uma ação ao estilo Gandhi.

Os mortos no confronto, aliás, acabaram por dar uma visibilidade à causa e ao movimento em si que não seria possível sem as mortes dos ativistas. Apenas comparemos a Flotilha com o Rachel Corrie, navio que foi abordado por Israel dias depois sem qualquer violência. Quantos ouviram falar deste navio e qual foi a reação internacional? A violência desmedida de Israel foi denunciada, filmada e divulgada e horário nobre para todo o mundo e ficou provado o caráter do Estado que é responsável pelo primeiro genocídio do século XXI e mais longo até então. A resistência é um direito legítimo e toda tática deve ser empregada em seu momento certo sem que, porém, qualquer uma das táticas - seja o uso de homens-bomba ou a não violência - se sobressaia ou se torne uma ideologia e ponha, assim, tudo a perder.
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sábado, 30 de julho de 2011

A idéia de Democracia em Estados criminosos

Estados genocidas, criminosos e correlatos tem como costume se denunciarem. Israel não é exceção, na verdade, é basicamente o melhor exemplo de como é fácil identificá-los.

Estados como a Arábia Saudita, China, Rússia, Espanha ou mesmo os EUA dão mostras diárias do que realmente são. Bloqueio de sites, censura explícita ou implícita, repressão, prisões arbitrárias, tortura...

Engraçado, por vezes, são as tentativas de tais países de se mostrarem democracias.

Em alguns casos processos eleitorais - por mais tendenciosos ou manipulados que sejam - bastam para que um país ou outro seja considerado uma democracia (Espanha e a fraude sobre a Iniciativa Internacionalista durante as eleições européias ou a ilegalização de partidos Bascos e a Rússia e sua eleição de cartas marcadas em nível nacional e nenhuma eleição à nível executivo regional), em outros a mera força de sua economia ou importância estratégica de alguma de suas riquezas é suficiente para que, mesmo não sendo democracias nem com boa vontade, [estes Estados] sejam aceitos no hall dos países "amigos" (Arábia saudita, China e cia).

Outros ainda se fazem passar não só por democracias, mas por exclusivas.

Israel se considera a única e exclusiva democracia do Oriente Médio. O que a diferencia das outras? Ninguém sabe. Eleições talvez?

O Líbano, por exemplo, com todos os seus problemas, tem eleições. Se isto for o único item necessário então Israel já não é única ou exclusiva. Temos já duas democracias. Claro, não precisamos lembrar que a democracia israelense tentou proibir qualquer partido árabe de concorrer em suas eleições.

Mas Israel, não em democracia, claro, é realmente exclusiva. Ou tenta ser. Tenta ser o lar exclusivo para Judeus. Mas para isto se vale de força extrema, de assassinatos seletivos - ou nem tão seletivos -, de prisões arbitrárias em desacordo não só com leis internacionais, mas às vezes até mesmo contra as suas próprias, se vale de tortura, de intimidação e de tudo mais que puder para cometer o mais terrível e prolongado genocídio moderno, o genocídio Palestino. Israel não se cansa de massacrar e escravizar os Palestinos à sua volta, mas também tenta, por vezes, impedir os Palestinos que vivem dentro de suas fronteiras de votar e de se representarem, tenta limitar seus direitos civis, lhes impõe leis - que até agora foram barradas, mas não por bondade e sim por pressão internacional – nas quais sequer demonstrar sentimento, qualquer um, por seus irmãos do outro lado da fronteira, os farão perder o direito de viverem em seus lares, de terem sua cidadania.

Por mais que tentem mascarar a realidade, se denunciam a todo tempo. Putin e seu controle ferrenho e descarado de diversos sites, o controle rígido através de capangas sedentos por sangue na regiões "autônomas" como Chechênia ou Ingushétia, ou ainda o Rei Saudita e seu apoio mal disfarçado à grupos terroristas de todo tipo - sem contar no tratamento peculiar e desumano dado às mulheres -, o grande governo Chinês e a descarada censura de todo e qualquer meio e a repressão às minorias, ou ainda a Espanha e suas fraudes, ilegalizações, tortura e prisões arbitrárias - e o ode à memória de Franco.

Mas, nenhuma dessas se aproxima do escárnio que é Israel. Uma mancha no Oriente Médio imposta à força sobre o sangue dos Palestinos por mais de 60 anos. Uma mancha que aumenta a cada ano com a morte de mais e mais jovens e crianças, com o cercamento de Gaza, com a tortura de crianças, mulheres e homens nas prisões ilegais de Israel, com a humilhação diária imposta pelos Israelenses de maneira incessante e com a conivência de seus parceiros em democracia (sic).

Israel, dia após dia, tenta incriminar seus acusadores chamando-os de anti-semitas, criando confusão com o correto e genuíno anti-sionismo, tenta passar a imagem de uma democracia moderna ao mesmo tempo em que envia tanques para matar crianças palestinas. Tudo com a conivência e aplausos dos EUA, seja seu presidente um boçal republicano ou um belo democrata. No fim, todos tem as mãos manchadas com o sangue palestino.

O mundo inteiro sabe e conhece Israel, sabe do que são capazes, o que fazem diariamente, mas continuam a engolir as desculpas de que são uma democracia em defesa de seu povo - judeu, puro, limpo, livre de palestinos, nazista.

Nos ultimos dias, Noan Chomsky, famoso praticamente por tudo que se possa imaginar, um grande homem, foi impedido de entrar em Israel, ou melhor, na Palestina! Na fronteira da Jordânia com a cisjordânia - logo, Palestina ocupada e não Israel - foi impedido de entrar, expulso por criminosos travestidos de soldados guardando as fronteiras de uma colônia ocupada.

Não é preciso acrescentar muito mais. Democracia? Israel sem dúvida não se encaixa. Tripudia.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Do Quilombo à Gaza, por @ReginnaSampaio

Cada um de nós tem sua história pessoal. A minha começa na primeira década  do Sec.XX  quando meu avô saiu de um Quilombo na Bahia e veio para o Rio de Janeiro . Aqui o jovem negro se apaixonou ,casou teve filho e netos com uma  portuguesa de olhos azuis. Foi um casamento bonito e feliz , dos que duram até a morte . Apesar de todo o preconceito racial sofrido que deixou marcas nos filhos e netos.
Um amor que venceu as barreiras de um covarde  preconceito gerou filhos dispostos a lutar pelas injustiças e foi assim , na luta pela liberdade e contra as atrocidades do Regime Militar instaurado pelo golpe de 1964, que meu tio Paulo Vieira Sampaio entrou para a luta armada. E foi por essa luta que ele passou a ser tido como  um "perigoso bandido" segundo a imprensa da época.
Perdi minha mãe muito cedo e graças a isso passei a ser criada por meu tio o “perigoso bandido “ , vivi  parte da infância em diferentes aparelhos , até o dia em fui tirada dos braços do meu tio por agentes da repressão . Lembro do último olhar do meu tio quando o levavam . Depois disso nunca mais o vi . Ele foi um dos mortos pelo Regime Militar. E foi com o estigma do preconceito de ser a sobrinha/filha de um “bandido” que eu cresci.
Nunca esqueci as palavras de meu “onde houver uma injustiça temos que estar lá combatendo". Assim me tornei ativista da causa pró-Palestina.  Minha principal atividade é divulgar  a dor, o sofrimento e a luta por liberdade e justiça do povo palestino. E foi exatamente pro isso que procurei o Raphael Tsavkko para denunciar uma possível perseguição ideológica contra o ex-jogador do Fluminense e atual  jogador  do Real Madrid Marcelo Vieira.
Marcelo foi o jogador que teve sua página no Facebook cancelada após  postar seu aopio à causa Palestina  durante a celebração do Nakba  . Dois dias depois  veio a convocação para a Seleção Brasileira e o mesmo jogador até então tido como certo entre os convocados ficou de fora da seleção de Mano Menezes. O que gerou grande perplexidade junto a maioria dos jornalistas especializados. Alguns exemplos, do Globoesporte.com e Yahoo Esportes.
Por  tudo isso fiz a denuncia quer gerou o brilhante artigo do Raphael Tsavkko e fiz eu mesma umartigo sobre isso. Ambos artigos tiveram muita repercussão . Meu artigo foi parar em comunidades do Orkut , no facebook  e reproduzido em vários Blogs do país. O artigo do Tsavkko foi amplamente reproduzido ,  tendo recebido uma enorme quantidade de re-tuítes na rede social Twitter um inclusive da Rainha Noor da Jordânia e tendo sofrido plágio de órgão da grande mídia.
Com toda essa repercussão recebemos o apoio de muitos internautas, que comentaram , re-tuitaram e divulgaram essa denuncia . Porém temos recebidos muitos comentários caluniosos, agressivos e o que é pior : falsas acusações de anti-semitismo . E é exatamente para esclarecer esses fatos que esse artigo está sendo publicado.
Primeiro: Em momento algum os artigos meu e do Tsavkko foram baseados em boatos. Os artigos foram feitos calcados em fatos de conhecimento público e na surpresa e indignação da maioria da imprensa esportiva pela não convocação de Marcelo Vieira. Segundo: Não houve qualquer conotação racial em ambos os artigos .
Talvez o desconhecimento da diferença entre anti-semitismo e antissionismo tenha gerado comentários tão caluniosos . Cabe aqui então fazer essa diferenciação :
1 – Anti-semitismo : “A palavra anti-semitismo significa preconceito contra ou ódio aos judeus. O Holocausto é o exemplo mais radical de anti-semitismo na história “ Enciclopédia do Holocausto
 
2 – Antissionismo  : “Antissionismo é a oposição política, moral ou religiosa às várias correntes ideológicas incluídas no sionismo  inclusive ao estado judeu, criado com base nesse conceito. Eventualmente, o termo também é muitas vezes aplicado à oposição política ao governo de Israel sobretudo se motivada por denúncias de violações sistemáticas de direitos humanos dos palestinos incluindo crimes de guerra “ 
O movimento de apoio à causa Palestina visa exatamente isso : fazer oposição política ao Governo de Israel no tocante ao tratamento dispensado ao povo palestino . Romper o cruel boicote , ajudar aos refugiados , lutar pacificamente pelo reconhecimento e  independência do Estado Palestino (o Brasil já reconheceu o Estado Palestino) e denunciar as violações aos direitos humanos cometidas contra os palestinos.
Em momento algum prestar ao apoio e solidariedade ao povo palestino assim como aos ativistas da causa palestina , como no caso Marcelo Vieira , é “ propagar rumores anti-semitas” .  Se assim fosse não haveriam tantos israelenses e judeus em toda parte do mundo que são ativistas pró-palestina.
Por último gostaria de deixar meu agradecimento  aos ativistas pró-Palestina em várias partes do mundo ,ao cartunista Carlos Latuff , ao RioBlogProg (Movimento dos  Blogueiros Progressistas do Rio de Janeiro ) , a comunidade Islâmica do Rio de Janeiro , aos amigos do facebook , aos seguidores do Twitter , aos “ blogs sujos “ ( como são chamados os blogs progressistas pela reacionária Direita pátria ) em particular  ao Maria da Penha Neles pelo carinho e apoio . E o meu agradecimento especial ao Raphael Tsavkko  sempre disposto a divulgar a causa Palestina e ao Herval Junior  por sempre nos ceder esse espaço de tanta importância e valia para a divulgação da nossa causa.
Reginna Sampaio
Links pertinentes :
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u489594.shtml ( Historiador de origem judaica faz críticas ao sionismo )
http://rmtonline.globo.com/noticias.asp?em=3&n=483938&p=2&Tipo=  ( Lula recebe críticas por evitar homenagem ao criador do sionismo )
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terça-feira, 24 de maio de 2011

O jornalixo covarde do Globoesporte.com e o lobby israelense

Há muito tempo venho acompanhando com preocupação o crescimento do jornalixo em jornais e revistas brasileiros. São matérias mentirosas (como a ficha falsa da Dilma), com manipulações claras, com tentativas de esconder a verdade, chegando até o mais puro e direto plágio.

A Veja se notabilizou por plagiar matérias achando que ninguém notaria, mas não está sozinha. A isto podemos ainda acrescentar a total incapacidade de alguns jornalistas até mesmo de plagiar com alguma qualidade, ou seja, tentando minimamente disfarçar o fato ou compreender o assunto que trata.

Recentemente publiquei uma séria denúncia que chegou até mim pela @ReginnaSampaio de que o jogador brasileiro Marcelo vieira, do Real Madrid, havia tido sua conta do facebook deletada por ele ter expressado seu apoio pela causa palestina no dia da Nakba (Grande Catástrofe, a criação de Israel) e, logo depois, de maneira suspeita, ter sido cortado da seleção brasileira.

Enquanto a primeira afirmação é inapelável, Marcelo foi banido do facebook, a segunda é uma conjectura, mas esperamos todos um pronunciamento da CBF sobre o caso, pois existem fortes suspeitas de que o lobby Sionista tenha alguma relação com o caso.

O texto foi reproduzido amplamente em diversos blogs brasileiros e mesmo no excelente Palestinian Field Negro, com direito a uma imensa quantidade de re-tuítes (um deles da rainha Noor da Jordânia, pra se ter idéia do tamanho da repercussão).

O problema começou quando a grande mídia resolveu tomar conhecimento - e logo depois voltar a fingir que nada aconteceu.

O globoesporte.com chegou a postar uma pequena nota sobre o caso, com a imagem postada pelo Marcelo e a frase polêmica, "My heart with Palestinian now as they fighting with Israel” ["Meu coração está com os palestinos em sua luta contra Israel", em tradução literal]. Até aí nada demais, se a nota não tivesse sido apagada e, ao recuperá-lo via cachê do Google, eu ter notado a semelhança entre o que estava escrito no site jornalístico e o meu post.

Globoesporte.com:
O lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madrid, teve o seu perfil no Facebook deletado nesta semana por uma polêmica. No último domingo, dia 15 de maio, o dia da Nakba (ou Grande Catástrofe, que simboliza a criação oficial do Estado Nazi-Sionista de Israel), o brasileiro postou uma foto de um lutador palestino com a seguinte frase: “Meu coração está com os palestinos em sua luta contra Israel”. Rapidamente, ganhou repercussão mundial.
Blog:
Marcelo vieira é lateral-esquerdo do Real Madrid (time conhecido por sua torcida fascista e por ter sido time do coração de Francisco Franco) e, até ontem, era dado como certo para disputar a Copa América e para os amistosos contra a Romênia e Holanda no começo do próximo mês.
[...]
No dia 15 de maio, dia da Nakba, ou Grande Catástrofe, a criação oficial do Estado Nazi-Sionista de Israel, Marcelo postou em seu facebook uma foto de um lutador palestino com a frase "My heart with Palestinian now as they fighting with Israel” ["Meu coração está com os palestinos em sua luta contra Israel", em tradução literal]. Foi o suficiente para que o facebook DELETASSE o perfil de Marcelo Vieira depois de pressão de Sionistas.
Reparem no que está em negrito. O uso por parte do jornalismo global do termo "Nazi-Sionismo" e do termo "lutador palestino". Além disso, a tradução usada pelo Globoesporte idêntica a que usei, e que não é a única tradução possível.

Levando em conta que exceto por um único blog em português que encontrei que postou a notícia sem ter me colocado como referência contém uma tradução diferente da frese do Marcelo (uma tradução da página do jornal israelense YNET), acredito ser MUITA coincidência tanta semelhança da nota do Globoesporte.com com meu post.

Detalhe, não há NENHUMA referência a mim ou a nenhum outro blogueiro, brasileiro ou não, que tenha repercutido e divulgado esta notícia na página - agora deletada - do Globoesporte.com, que se limita a citar a si como fonte, de Madri.

Jornalixo covarde e plagiador. Plagia na cara dura, tomando para si crédito por algo que é de outro (ou melhor, outros, pois o resultado da postagem não seria o mesmo sem todo o trabalho colaborativo e de pesquisa pela internet) e é covarde ao ponto de não sustentar aquilo que disse, plagiado ou não.

Se escreveram "Estado Nazi-Sionista" que tenham a coragem de manter, plagiando ou não outro texto e, por fim, tenham a decência de admitir o plágio.

Mas esperar decência da grande mídia é o mesmo que acreditar em unicórnios e fadas.

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Aliás, se resta alguma dúvida sobre o Sionismo não ser nada diferente do Nazismo, recomendo:
Sionismo e Nazismo: A legitimação do Genocídio
Sionismo e Nazismo: A legitimação do Genocídio [2]
Rabino israelense confirma: Sionismo é Nazismo
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