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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A subserviência da mídia brasileira

Ao contrário da visão imposta de forma incessante pela mídia, o 11 de setembro não significou nenhuma mudança efetiva na política internacional – nem na política externa dos EUA, nem de qualquer outro país. A política externa dos EUA permaneceu voltada para os ataques a seus inimigos e para o patrocínio do terrorismo de Estado (e mesmo do terrorismo internacional via grupos paramilitares e Estados aliados, como na Colômbia) e em momento algum sofreu qualquer guinada, senão apenas ajustes pontuais e uma readequação à continuidade da agenda estadunidense. Criou-se um novo inimigo – a Al Qaida – para “desculpar” seus ataques por todo o Oriente Médio e além.

Do “perigo comunista”, passando por um período pós-fim da URSS de reordenamento internacional até a “guerra ao terror”, os EUA continuaram a promover conflitos, criando inimigos e moldando aliados. Após o 11 de setembro, adotaram ao máximo e com afinco o princípio do “crescimento canceroso”, definido pelo cientista político húngaro Istvan Meszaros como aquele crescimento movido pela indústria bélica, pela destruição e posterior reconstrução de países “inimigos” e pela apropriação de suas riquezas naturais. Afeganistão e Iraque, primeiro, e agora a Líbia, foram alvos, e outros se desenham ou estão marcados, como Síria, Sudão e Coreia do Norte.

Mas mesmo com tudo isso, a mídia brasileira permaneceu fiel ao lado do discurso dos EUA de “guerra ao terror”, batendo palmas para suas ações e deixando passar graves denúncias de abusos aos direitos humanos, criticando apenas o que lhe parecia mais escandaloso, na tentativa de fingir uma imparcialidade inexistente.

Evento definitivo

A cobertura dos 10 anos do 11 de setembro não surpreende, então, o imenso interesse dos canais brasileiros sobre o evento, que cobriram com uma paixão mórbida e hoje realizam especiais, transmitem filmes, convidam “especialistas” e não deixam um minuto de afirmar que “o mundo mudou”. Mas não mudou. Antes do 11 de setembro, os EUA já haviam invadido a Sérvia sem permissão da ONU, já haviam invadido o Iraque em 1991 e continuavam a exportar terrorismo para a Colômbia e para os mais diversos pontos do mundo. A única diferença pós-ataques foi o caráter mais displicente das invasões e intervenções – contando com a eterna conivência midiática.

Com duas semanas para o fatídico aniversário dos ataques, a mídia brasileira – em particular a GloboNews – já se preparava com a avidez de uma ave carniceira para os milhares de especiais que havia preparado para a data. Por vezes é difícil separar o que é conivência sensacionalista e o que é apenas morbidez insensata. Não se passou um só dia sem que o 11 de setembro não fosse lembrado e exaltado como marco. Parecia até que a humanidade, como um todo, havia deparado com um evento definitivo.

Mídia “independente” e “nacional”

Apelidado de o maior ataque terrorista da história (Hiroshima e Nagasaki foram convenientemente esquecidas, assim como o bombardeio de Dresden ou mesmo os ataques israelenses contra crianças palestinas ou contra a população libanesa), o 11 de setembro serviu para, mais uma vez, deixar claro o caráter da mídia brasileira – em muitos casos, sua falta de caráter. O 11 de setembro, enfim, foi tratado como o evento limite da humanidade, mas suas consequências para o mundo foram diminuídas. Os ataques deram carta branca aos EUA, que se assumiram na posição de guardiões da humanidade, incontestes.

Total foco na carnificina, no sensacionalismo abjeto, nos documentários sensacionalistas e dramalhões “humanos”. Não era fácil encontrar um só canal de TV – aberta ou fechada – que não exibisse pelo menos um “especial” sobre a data, em uma overdose coletiva na tentativa de legitimar os atos posteriores do império ferido.

Todo 11 de setembro, mas em especial este, que marcou os dez anos, serve para demonstrar o quão independente e “nacional” é a mídia brasileira.

Publicado originalmente no Observatório da Imprensa
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

O "assassinato" de Osama Bin Laden

São várias as análises que podem ser feitas sobre o anúncio dos EUA de que teriam assassinado Bin Laden.
 
Mas, antes de mais nada, fica a incredulidade, especialmente em se considerando o timing, com o momento escolhido por Obama para realizar a operação e, claro, o local onde Bin Laden foi supostamente morto.
 
Em primeiro lugar, é interessante que a morte de Bin Laden tenha vindo exatamente no momento em que os EUA estão sendo bombardeados por críticas internacionais (e mesmo internas) contra a ação desastrosa na Líbia. Enquanto a França pressiona por uma invasão por terra, a Rússia ameaça agir contra a intervenção na ONU e os EUA se complicam ao assassinar o filho e três netos de Kadafi, que nem de longe são alvos militares ou mesmo legítimos.
 
Desde o início desta intervenção venho atentando para o fato de que a Resolução 1973 permitia ações para garantir uma no-fly zone, mas de forma alguma davam cartão verde para que se caçasse Kadafi ou sua família.
 
Pois bem, enfiados até o pescoço na lama, os EUA encontraram uma forma de desviar a atenção mundial - com a sempre conivente mídia internacional - e criar um factóide para fazer com que tudo mais fosse esquecido.
 
De quebra, Obama conseguiu dar um boost em sua popularidade, gravemente abalada pela crise mundial.
 
Como li no Twitter, Bin Laden foi criado por Bush para ajudá-lo e morto por Obama com a mesma finalidade.
 
E algo que não surpreende é que ele supostamente se escondia em uma cidade há pouco mais de 50 km de Islamabad, capital do Paquistão. País que se posiciona como aliado dos EUA, mas é um dos - senão "o" - principais celeiros de "terroristas".
 
É compreensível tal situação em um país que é vizinho do que foi duramente castigado por intervenções estrangeiras ao ponto de ficar completamente destruído e sem rumo. O próprio Paquistão está longe de ser uma república democrática.
 
Enfim, a morte de Bin Laden serve a múltiplos propósitos. Reforça a idéia de que a "Guerra ao Terror", continuada por Obama, foi um sucesso (ou vem sendo um sucesso), ajuda o presidente dos EUA a melhorar sua imagem no momento em que mesmo sua reeleição se encontra ameaçada e alivia a pressão internacional sobre o país depois das ações na Líbia.
 
Sempre que os EUA sentem necessidade de legitimar suas ações, normalmente invasões a países do Oriente Médio ou mesmo ameaças a países "párias" ressuscitam o espectro de Osama Bin Laden ou da "insurgência islâmica" onipresente.
 
A morte de Osama Bin Laden serve, ainda, como forma de alienar o Paquistão, um aliado tradicional e importante, mas incômodo aos EUA, e garantir à Índia - candidato preferencial dos EUA - a chance de pleitear uma vaga permanente do Conselho de Segurança da ONU, sem que haja substancial oposição paquistanesa ou, ao menos, sem que haja constrangimentos aos EUA pelo apoio.
 
Em condições normais os EUA encontrariam forte resistência paquistanesa a qualquer indicação de seu maior inimigo ao Conselho, mas, com o enfraquecimento de sua posição depois dos recentes episódios, a força para que o país se oponha à indicação diminui.
 
Porém, obviamente, se existem os prós, também existem os contras para os EUA e aliados.
 
O fato de Bin Laden ter sido pego em uma mansão no Paquistão - o que leva a questionar o porquê da continuidade das ações dos EUA nas montanhas da região - coloca em cheque o suposto aliado, ou ao menos seu serviço secreto, conhecido por seu jogo duplo. Potência nuclear, o Paquistão claramente demonstra não ser confiável.

Artigo completo no Correio da Cidadania. Publicado originalmente no dia 12 de maio de 2011.
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segunda-feira, 29 de março de 2010

O absurdo e o grotesco jornalismo (sic) sensacionalista

Vejam a - terrível e não apropriada para pessoas fracas - imagem que abre a página principal do jornal espanhol El Mundo.

McShuibhne diz tudo:
Eu diria mais, é um atentado contra a humanidade.

Enquanto todo o mundo fica chocado com o atentado que, até o momento, vitimou perto de 40 pessoas no metrô de Moscou, o El Mundo busca fazer um sensacionalismo barato, torpe, ofensivo, com imagens de corpos de vítimas inocentes em flagrente desrespeito não só a elas e à suas famílias, mas também à humanidade.

Desrespeito completo à tudo e todos, uma foto desnecessária de corpos destroçados. Caberia melhor em um circo de horrores e não em um jornal que finge ser sério. Ou fingia, a máscara caiu de vez.
O tuíte do McShuibhne não é à toa, o último post deste jornalista Galego em seu blog é quase uma previsão mórbida do que viria a ser a capa do El Mundo nesta manhã de segunda: "Modelo de negocio o modelo de periodismo?"

Falamos de jornalismo (periodismo) ou apenas de um negócio que deve lucrar, não importa como?

O desrespeito às vítimas e à decência não encontra limites. Não é de hoje que, em geral, o jornalismo, o jornalismo decente e de qualidade, morreu para nunca mais voltar.

Até que horas a imagem grotesca abrirá a página principal do jornal é um mistério. Quando os responsáveis irão se tocar?


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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Novo comunicado da ETA e Gudari Eguna


A ETA completa 50 anos e durante o Gudari Eguna (Dia do Combatente), lança mais um comunicado reafirmando sua disposição em negociar e em lutar, caso os partidos espanholistas não cedam.

O Gudari Eguna é comemorado todos os anos no País Basco como uma homenagem aos antifranquistas assassinados em 1975, nos derradeiros meses do regime assassino de Franco.

Neste dia se relembra a memória dos militantes da FRAP Humberto Baena, José Luis Sánchez Bravo e Ramón García Sanz e os militantes da ETA Juan Paredes Manot "Txiki" e Angel Otaegi, executados em 27 de Setembro de 1975.

Os Nacionalistas reunidos para celebrar a data foram recebidos com violência e proibição e ao menos 6 pessoas foram presas em Hego Euskal Herria. Já para os Fascistas, nenhuma proibição às suas marchas vindouras. Não surpreenderão bandeiras do PSOE em meio aos Falangistas, afinal, graças aos SocioFascistas de tal partido que grupos de extrema-direita mantém sua vitalidade.

Aliás, relembrando o surto de ataques fascistas no País Basco nas últimas semanas, o grupo "Falange e Tradição" assumiu a autoria de pelo menos 25 deles, inclusive a ameaça contra a Txupinera do Aste Nagusia de Bilbao.

O grupo Falange y Tradición assumiu em comunicado a autoria de mais de 25 acções em Araba, Bizkaia, Gipuzkoa e Nafarroa, nas quais ameaçou pessoas que associa ao independentismo e ao comunismo, e atacou monumentos em memória das vítimas do franquismo, como o do monte San Cristóbal.

Novamente, não é surpresa que o obscuro grupo - talvez um reagrupamento de militantes dos antigos grupos financiados pelo PSOE como GAL, Cristo Rey e BVE e que jamais serão presos ou processados? - tenha dado, no comunicado, as boas vindas ao Lehendakari espanholista, Patxi López.

SocioFascistas do PSOE e assassinos de extrema-direita se entendem perfeitamente.
 
Ao mesmo tempo, incomoda mas não surpreende o silêncio completo de PSOE e PP frente às declarações do grupo "Falange e Tradição".



 Musica de Luis Eduardo Aute "El Alba" em homenagem aos "Cinco Caídos"





«Escolheram um mau dia para protestar»
A Ahaztuak 1936-1977 quis recordar ontem em frente à Câmara Municipal de Iruñea todos os fuzilados durante a ditadura franquista muito especialmente os militantes do FRAP Humberto Baena, José Luis Sánchez Bravo e Ramón García Sanz e os militantes da ETA Juan Paredes Manot Txiki e Angel Otaegi, executados a 27 de Setembro de 1975. Contudo, a faixa em que se lia «En memoria de los demócratas y antifranquistas asesinados» teve de ser recolhida mal foi aberta.
Os polícias à paisana que se encontravam nas imediações não esperaram senão alguns segundos para avisar os participantes no protesto de que este tinha sido proibido e que deviam acabar com aquilo.

Os convocantes mostravam-se perplexos e perguntaram ao comandante da Polícia por que motivo não podiam exibir a faixa se esta mostrava as mesmas palavras que no ano passado. O polícia limitou-se a responder «hoje não sei por quê, mas...» A resposta, claro está, não deixou as pessoas presentes satisfeitas, tendo continuado a pedir explicações. O comandante da Polícia clarificou: «Escolheram um mau dia».
«Mas podemos ao menos ler o comunicado...», disseram-lhe. «Leia o comunicado e faça o que quiser, mas não exiba a faixa», respondeu o polícia, afastando-se depois alguns metros, para junto de outros agentes.

No auto que posteriormente foi facultado aos representantes da associação efectivamente constava que o tribunal de excepção tinha proibido o acto. Os membros da Ahaztuak criticaram a forma de proceder da Audiência Nacional e recordaram que as autorizações para este acto tinham sido pedidas pela Ahaztuak, «uma associação legal e inscrita». Por esta razão, mostraram-se dispostos a apresentar recurso da decisão do tribunal.

Apesar dos entraves, os congregados leram o comunicado, no qual, além de recordarem os cinco militantes fuzilados no dia 27 de Setembro, criticaram duramente a atitude que os representantes institucionais de Nafarroa tomaram perante os ataques fascistas ocorridos nos últimos tempos, desafiando a delegada do Governo espanhol em Nafarroa, Elma Sáiz, a proibir a marcha que os falangistas pretendem realizar no próximo dia 11 de Outubro em Iruñea.
O comunicado da ETA é claro: Negociação com todas as opções ou mais violência, não importa quanta repressão esteja pronto o Estado Espanhol a patrocinar. Violência será respondida à altura.

A ETA coloca novamente nas mãos do Estado o poder de solucionar o conflito. Fato novo é a pergunta direta ao PNV, que assuma uma posição - historicamente o PNV é dividido entre duas correntes principais que remontam Sabino Arana, os Euskalherriacos e os Mendigoixales, os que defendem a independência final e os que preferem uma autonomia e ainda a pertença à Espanha - e não mais fique em cima do muro defendendo a independência de um lado mas contente com a atual situação.

O que virá desta pergunta pode ser uma reviravolta política, pois a ETA jamais atacou membros do PNV - por eles serem do partido, já matou membros deste mas sem relação com o PNV - e podem, a partir desta nova reflexão, passar a considerar frontalmente os "Peneuvistas" como alvos legítimos e traidores da causa nacionalista.

Pessoalmente acredito ser uma virada  temerária da ETA pois durante o governo de Ibarretxe e sob o PNV a repressão era relativamente controlada e não é uma idéia saudável atacar um partido que conta com o apóio de milhares de nacionalistas autênticos, por mais que sua direção oscile.



A ETA afirma, num comunicado enviado ao Gara por ocasião do Gudari Eguna, que o seu processo de reflexão terminou. Afirma que continuará «de armas na mão enquanto os inimigos de Euskal Herria apostarem na repressão e na negação», mas acrescenta também uma «proposta» para um processo democrático e salienta que o «defenderá e impulsionará».

O processo de reflexão interna que a ETA anunciou na última Primavera terminou. Esta é a primeira afirmação do comunicado enviado pela organização armada e datado no Gudari Eguna que hoje se celebra. No texto, destaca-se a epígrafe intitulada «O compromisso, a vontade e a proposta da ETA». Nela, a organização armada basca afirma: «reiteramos o compromisso de continuar de armas na mão enquanto os inimigos de Euskal Herria apostarem na repressão e na negação. Mas dizemos ao mesmo tempo que a vontade da ETA foi sempre a de procurar uma saída política para o conflito político». Em consequência, realça a sua «vontade e total disposição de empreender esse caminho».

«Em Euskal Herria deve desenvolver-se um processo democrático» que «conduza ao cenário da autodeterminação», especifica. Acrescenta que para tal é «imprescindível» que os abertzales se unam a nível nacional. «Essa é a proposta da ETA, e esse é o caminho que a ETA defenderá e impulsionará», diz.
Na sequência disso, a organização armada insiste numa constatação: «Os mandatários espanhóis repetem muitas vezes que não vão falar com a ETA enquanto não acabar a luta armada. Como se esse fosse o nó fulcral do conflito! - responde. Os mandatários espanhóis sabem que o problema não é a ETA. Sabem, e sabem-no muito bem, que o problema que têm é com este povo, com a sua vontade política». E conclui afirmando que a solução passa por «abrir as portas» a essa exigência.

Questões
A partir deste anúncio, a organização armada lança uma série de questões, dirigidas em primeiro lugar ao primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e aos restantes governantes estatais. «Sem a actividade armada da ETA, estariam dispostos a respeitar um processo em que os territórios bascos decidissem sobre o seu futuro político? Se as armas da ETA se calassem, estariam dispostos a respeitar a decisão da maioria dos cidadãos bascos no caso de estes optarem pela independência, e a dar os passos necessários? Se a luta armada da ETA acabasse, estariam dispostos a abandonar a repressão e a respeitar um processo democrático que possibilitasse a resolução do conflito?»

Um segundo grupo de questões destina-se ao lehendakari, Patxi López, e ao presidente do Governo navarro, Miguel Sanz: «Estão dispostos a aceitar Euskal Herria e a reconhecer os seus direitos nacionais? Estão dispostos a perguntar aos habitantes dos territórios que se encontram sob o vosso domínio, sem limites e de forma aberta, sobre seu futuro político?»

A ETA considera estas questões como um «desafio», mas teme que «os silêncios e os nãos demonstrem, infelizmente, que o problema não é a ETA, mas a falta de vontade política e democrática». Ao invés, refere que «as respostas positivas» a estas questões «abririam o caminho à solução do conflito. Os sins, e o levantamento dessas «barreiras», «levariam ao fim da acção armada da ETA».

Entrando a fundo em tudo isto e respondendo aos acontecimentos dos últimos meses, a organização armada assegura que «se engana quem pensa que vai acabar com a ETA e com o conflito político prendendo os membros da ETA, roubando alguns esconderijos nas montanhas ou levando a Polícia autonómica de Espanha para Hendaia. Mesmo que os inimigos roubem todas as armas à ETA, não lhes será possível roubar a este povo o vigor e a vontade de luta».

O comunicado inclui uma última questão, dirigida neste caso ao PNV e que reproduz a que foi lançada por Xabier Arzalluz aos seus companheiros numa entrevista recente: «São independentistas?». A ETA pede ao PNV que explique o seu objectivo real, «se o Estado Basco ou aprofundar o regime de autogovernação vascongado».


50 anos
Esta reflexão liga-se à última constatação da análise com que se inicia o comunicado: «Felizmente para Euskal Herria, o povo abertzale não está disposto a aguentar outro giro autonómico».
A ETA entende isso como um dos «êxitos políticos» destes 50 anos. Aborda a operação de há três décadas «para vender Euskal Herria e a dividir», e realça que hoje «esse cenário está esgotado». No que respeita ao momento actual, sublinha a «ofensiva do fascismo espanhol» para procurar retirar a esquerda abertzale das instituições e das ruas. E homenageia «os gudaris» falecidos nestes 50 anos ou que continuam presos.
Ontem, inúmeros políticos teceram considerações sobre um texto que surgiu no Berria como comunicado da ETA. O diário precisou mais tarde que se tratou de um erro; o texto não pertence à organização.
Fonte: ASEH
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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Isso é Sionismo - This is Zionism!

Continuando a longa série de posts sobre os abusos do Estado Genocida de Israel, um resumo da semana, via The Angry Arab:
"A Palestinian youth suffering from a heart condition was reportedly beaten by Border Guard officers in the West Bank village of Hawara, near Nablus, Ynet learn Tuesday."
Mais sobre o assunto via Ynet:
"Residents of Nablus adjacent village say 16-year-old teen was beaten by Border Guard officers for no reason, cite repeated abuse by forces stationed in the area. Border Guard Command investigating"

Jihad Huwari, 16, told Ynet that, he and his cousin were stopped by a Border Guard patrol on Sunday. The officers allowed the cousin to go ahead, but asked Huwari to present his ID. "They took it and began to insult me and laugh and then one of them hit me with the barrel of his rifle."

The initial blow, he added, was followed by several punched, from which he nearly blacked out. "Then they threw the ID back at me and left." Huwari managed to get the jeep's license plate number.

Other local residents told of repeated abuse by Border Guard officers, "Who are making life a living hell," saying that such beatings of the village's children and teenagers is a daily occurrence.
Ou seja, os abusos e espancamento de crianças e adolescentes são diários, constantes, nas mãos dos genocidas de Israel. A diversão dos soldados é espancar diariamente civis indefesos, vítimas da ocupação, de humilhações diárias.
"A human rights group slammed Israeli treatment of Palestinian female prisoners in a UN-sponsored report released, saying pregnant women are often shackled on their way to hospitals to give birth."
Basicamente os genocidas tornam a vida das presas políticas um inferno e, não satisfeitos, atentam contra a vida de seus filhos que ainda irão nascer. Não surpreende, depois das camisas usadas pelos Israelenses após o Genocídio em Gaza:

""Shut up or I will f*** you," a Christian Peacemaker Team observer quoted an Israeli soldier yelling at the mother of a boy bound in military custody near Hebron on Monday."
Os fatos que levaram uma mãe palestina a ser ameaçada de ESTUPRO por um genocida Israelense:

"At 4:30pm on Monday 13 July two Israeli soldiers attacked a 16-year-old Palestinian boy 150 yards from his home," the CPT report said. "The attack happened as the boy was walking to his home carrying heavy electrical cables necessary for repair work on his family’s house. Two workers who were with him left to raise the alarm."

According to CPT the boy had been harassed several times by Israeli soldiers. When his mother and cousin arrived on the scene to defend the boy, soldiers threatened his mother with sexual acts. They were convinced to take the boy to his home, and were met there by a small group of settlers, who live illegally in the West Bank city.

"The soldiers cuffed the boy’s hands behind his back, blindfolded him and again forced him to sit" behind the house where settlers were glaring down from adjacent rooftops, the report said. "One or more people kicked and hit him again, but because of the blindfold he could not see whether his attackers were soldiers or settlers."

The boy's father and friends arrived at the home, having been alerted by his mother, and began filming the incident. "The officer observed that Palestinians were filming the incident and removed the blindfold and handcuffs and released the boy. He gripped the boy by the jaw and warned him, ‘If you say anything to internationals or the police, I will kill you,'" the report said.
Soldados genocidas e colonos ilegais vendando, espancando e ameaçando a família de um garoto de 16 anos. ISSO É SIONISMO!
"A senior commander who briefs his subordinates upon entering Gaza and tells them they must “bring back 2,000 terrorists,” instead of defining the rules of engagement, should not be a commander in our army. The same is true for a commander who warns that “we’re going to kick their ass, to rape them, and to screw them” or for a commander who tells his soldiers “not to be bothered by moral questions; you’ll deal with that later.”"
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terça-feira, 23 de junho de 2009

O Conceito de Terrorismo: Breve análise

Uma análise curta, até simples - porém não simplista - e que serve para ilustrar não só o caso Basco, mas também toda a visão (pré)estabelecida sobre o Terrorismo.

A primeira idéia que o leitor desavisado e a maioria dos analistas (intencionalmente na maioria das vezes mas não só) tem ou aventam é a de que os "terroristas" matam porque gostam, matam por matar.

Raramente encontramos uma análise mais profunda, que vá até o cerne da questão, as razões, que são tão díspares quanto a luta pela independência, a guerra revolucionária, a guerrilha até o terrorismo religioso e a Al Qaeda, que está em outro patamar.


Mais raramente ainda é encontrar àqueles que conhecem a origem do termo e que por longo tempo foi utilizada de forma positiva, por assim dizer. O termo e a idéia nascem durante a Revolução Francesa, época do "Terror", e apenas depois recebeu a conotação que tem hoje, com definições que vão desde a idéia de Brian Jenkins ("O uso ou ameaça de emprego da força de modo a provocar mudança política"), passando pelo FBI ("O uso ilegal da força ou violência contra pessoas ou propriedades para intimidar ou coagir um governo, uma população civil, ou qualquer segmento dela, em apoio a objetivos políticos ou sociais") até a definição de Walter Laqueur ("A contribuição para o ilegítimo uso da força de modo a conseguir um objetivo político, quando pessoas inocentes são os alvos").

É interessante notar que, apesar de parecidos, as definições são extremamente diferentes e em alguns pontos chegam à se anular.

Vale ainda acrescentar a definição do Departamento de Estado dos EUA:

"Violência premeditada e politicamente motivada perpetrada contra alvos não-combatentes por grupos subnacionais ou agentes clandestinos, normalmente com a intenção de influenciar uma audiência"

Jenkins considera QUALQUER uso de força ou ameaça do uso deste intrumento como "terrorismo". Apenas por esta definição podemos considerar até a guerra como terrorismo, assim como a guerrilha ou qualquer tipo de ação armada.

Já o FBI fala em lei, obviamente a lei aplicada pelo Estado, qualquer movimento subnacional, logo, ilegal, se enquadra como Terrorismo. Seria engraçado, senão lamentável, notar que os EUA são o país que mais usam ilegalmente sua força em ataques ilegais (basta recordar a invasão do Iraque, ilegal segundo a ONU), e que mais apóiam governos genocidas, grupos e bandos armados, subnacionais que aterrorizam e matam populações.

A idéia de "legalidade" do FBI concorda com a adotada pelo Departamento de Estado que, vai laém, e explicita a idéia de legitimidade da força MENOS quando se tratando de grupos subnacionais e "agentes clandestinos".

Em ambos os casos, os EUA deixam as portas abertas para o uso da violência Estatal, o Terrorismo Estatal não é citado de qualquer maneira e, nos parece, é legitimado, em especial pelo Departamento de Estado que cita explicitamente duas categorias, excluindo o Estado de responsabilidade ou imputabilidade.

A outra definição usada, a de Laqueur, passa da questão legal para a "legitimidade", conceito muito mais abrangente e, na minha opinião, mais correto e de melhor aplicabilidade. Cabe analisar a legitimidade do uso desta força pelos Estados ou por grupos. Qual o objetivo, quais as intenções?

Em minha opinião o Terrorismo não pode ser analisado sem se ter em conta o legítimo, as razões, os objetivos e os meios. É legítimo o meio usado para determinado fim? É legítima a luta?

Em exemplos claros, foi legítimo o uso da força e de táticas ditas terroristas pela FLN naArgélia para conseguir sua independência da França? Na minha opinião, e a história concorda, sim.

Em outro extremo, será que os ataques da Al Qaeda, com milhares de mortos - civis ou não - tendo em vista a criação e um "califado universal", impondo sua religião/ideologia é legítimo? Não, não é.

E, num caso interessante, será que os ataques à bomba, os atentados suicidas, os mísseis e etc por parte do Hamas e dos Palestinos em geral contra osgenocidas de Israel são legítimos para conseguir a libertação da Palestina? Sim, são atos legítimos e justos e, na maioria das vezes, reação aos ataques israelenses.

Tudo isto visa demonstrar quão simplistas são por vezes - quase todas as vezes - as análises que lemos em jornais, revistas ou vemos na TV. Um discurso de Bush era algo simplista e simplório, eram os "bons" contra o "eixo do mal", o "diabo" e etc, a banda podre. Não importava qualquer análise, qualquer pensamento desviante ou racional.

E a mídia comprou feliz, até que notou a desaprovação mundial e resolveu bater um pouco no infeliz. Mas é outra história.


Enfim, toda esta introdução para apresentar o artigo abaixo, que coloca em xeque algumas predefinições sobre a ETA, sobre um grupo supostamente sanguinário e repudiável, que mata por matar e que deve ser esmagado. A mídia espanhola não para um minuto para analisar, e o mesmo fazem os fascistas e sociofascistas espanholistas de PP e PSOE, as causas do conflito, apenas os meios.

Não notam que a ETA já estendeu diversas vezes as mãos para negociar, mas o governo não enxerga - ou não quer enxergar - e continua a reprimir a cidadania Basca, sem entender que quanto mais reprima, mais resposta terá. A ETA não ataca de graça, não nasceu de graça pelo prazer de matar. Nasceu para combater Franco e dar ao País Basco sua devida independência. O massacre que impôs Franco ao País Basco foi monumental, proibiu a língua, proibiu manifestações culturais, proibiu o autogoverno...

Massacrou a população, em resumo. Depois da ditadura iniciou-se um novo período, com igual repressão, com igual opressão da população, talvez em menor escala mas, na verdade, de forma mais velada e com uma capa de democracia por cima, quando levamos em conta que, para a maioria dos países, democracia é meramente exercer o voto, não ser cidadão, ter direitos e decidir seu futuro livremente.

Neste link, o Eusko Blog nos dá uma mostra de como um governo pode ser ignorante (intencionalmente, neste caso) quando se trata de analisar o Terrorismo. Tudo é Terrorismo, tudo é motivo de medo, de ilegalização, de punião.

E neste link, do Gara, a resposta, a necessidade de diálogo, de se respeitar idéias, opiniões, e de se entender a situação, ter visão ampla.

A questão?

Uma nova ilegalização, seria a segunda da Iniciativa Internacionalista. Intolerância, desrespeito, tudo é terrorismo. É o Estado se tornando terrorista. Ilegítimo, porém, "legal".

Quanto à questão específica da democracia, este artigo "Ni democrático, ni de derecho" explica muito bem como funciona a "democracia" em alguns países e o que significa realmente terrorismo de Estado, o uso "legal" porém ilegítimo da força do Estado sobre os cidadãos - algo mais marcado quando é usado por um Estado contra cidadãos que querem a separação deste Estado opressor.

Do Kaos en la Red:

¿Una ETA, más de una, o ninguna?

De corrido se sabe que sobre Euskadi y su vida teñi
da de sangre hay la friolera de cinco teorías.

Algunos creen y quieren creer, como sucede también con el terro­rismo internacional, que sólo hay una realidad: la impuesta por el pen­samientoúnico. Impera rotundamente de Madrid para abajo. Está blin­dada, no admite réplicas, ni objeciones, ni matices. Es ésta: ETA es una banda de asesinos que mata por matar. No hay objeti­vos. Esta es la teoría oficial de todos los medios, de todos los periodis­tas y de to­dos los políticos. Fijémonos bien de que nunca hablan deindependentistas, lo que propicia otras hipótesis...

Pero hay también otras cuatro que circulan subterráneamente como ve­rosímil es y son aceptadas por grupos de población librepensa­dora que suele

habitar en la periferia o en el extranjero.

1) ETA es un maquis que asesina por la independencia de Eus­kadi. La histórica.

2) ETA no existe. Se aprovecha de la coyuntura y de las siglas un Jack el Destripador mezclado con la gente, que se hincha a matar por tiempos. La fabulosa.

3) ETA no es sino un pretexto para convertir a Euskadi en un campo de tiro libre para asesinos de todas cla­ses amparados en la teo­ría oficial. La del caos.

4) ETA es un cibercerebro autónomo que ordena matar para mante­ner un clima de terror en Euskadi que, luego, por turnos, rentabili­zan ban­das políticas impecables. La moderna.

Así de simplista. Así de difuso.

Elija cada cual, o quédese cada cual con su teoría personal que a buen seguro no será otra que la que inspira el espíritu de todos los medios de comunicación oficialistas y el de todos los ciudadanos de bien aunque no gasten un solo gramo de masa gris para descifrar los mis­terios de la vida.

En todo caso esto para la historia del futuro que lo escla­recerá. Aunque pensándolo bien, tampoco se ha aclarado lo del Des­tripa­dor. Y mira que abundan los sabihondos y los sabelotodo…

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terça-feira, 16 de junho de 2009

Israel apóia Estado Palestino..... [3]

...Desmilitarizado!

Dando prosseguimento à farsa israelense.

O Terra informa:
"Israel não oferece Estado clássico a Abbas, diz embaixador"
e mais
"O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu não está oferecendo aos palestinos um Estado "no sentido clássico" disse o novo embaixador do país em Washington nesta terça-feira, citando os limites de soberania exigidos por Israel."
Oras, oferece o que então?

O que seria um Estado "não-classico"?

""Quando o primeiro-ministro e o governo usam a palavra ''Estado'' agora, é preciso colocar uma série de ressalvas aí para que se entenda que o que nós estamos falando não é um Estado no sentido clássico, como é amplamente compreendido, mas um Estado que terá algumas ¿algumas¿ restrições substantivas em seus poderes", disse o enviado Michael Oren em entrevista à Reuters.

"É por essa razão que existiu uma relutância inicial para até mesmo usar a palavra ''Estado'', porque quando você diz ''Estado'', você carrega uma série de pressuposições aí", acrescentou Oren, historiador nascido nos Estados Unidos e especialista em assuntos do Oriente Médio que pretende assumir logo seu posto em Washington."

E a verdade aparece! Não é um "Estado", usaram o nome apenas de brincadeira! Na frente dos EUA usam palavras bonitas, pelas costas assassinam os Palestinos! Ao menos com Bush Israel era mais "honesta", matava e não negava.

"Um experiente diplomata europeu prevê resistência dentro da União Europeia, por que a definição de desmilitarização de Netanyahu significa que "o controle da segurança ainda ficará nas mãos de Israel" mesmo depois que um Estado for estabelecido na Cisjordânia, atualmente sob ocupação de Israel, e no enclave costeiro da Faixa de Gaza."

Resumindo: Tudo continua o mesmo. Os Palestinos fingem que tem governo e Estado e Israel continua mandando em tudo!

É realmente muito cinismo.

Apenas para relembrar as "condições" israelenses:

"Para ser um "estado", a Palestina precisa:

1. Precisa ser desmilitarizado
2. A questão dos refugiados deve ser negociada fora das fronteiras de Israel
3. Jerusalém deve ser a capital indivisível de Israel
4. Não será permitido pactos militares com o Hezbollah e o Irã
5. Israel precisa ser reconhecido como um Estado judaico"
Realmente, não é um Estado clássico, nem um Estado não-clássico, não é Estado, é uma piada de mal gosto.

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domingo, 14 de junho de 2009

Israel apóia Estado Palestino..... [Update 2]

...Desmilitarizado!


Tem tudo para ser a piada da semana que começa!

Israel não se cansa de brincar com os Palestinos, de tirar um verdadeiro sarro com o povo Palestino ao mesmo tempo em que mata, persegue, tortura e acaba cm as esperanças deste povo sofrido.

Agora a palavra da vez é o Estado Palestino, quando todos acreditam que finalmente alguma coisa boa sairá de Israel - e não apenas bombas e terror - a verdade surge segundos depois: Estado pode, mas desmilitarizado. Ou seja, refém de Israel, como é hoje. Estado no nome mas não na prática.

Ainda esperamos que Obama se manifeste, ou melhor, "manifestar" é tudo que ele vem fazendo, esperamos AÇÕES, ações concretas e diretas em prol de um Estado Palestino, mas um Estado de verdade e não um arremedo para calar a boca da comunidade internacaional, não um Estado desmilitarizado, um Estado partido, de conto-de-fadas.

Israel simplesmente ri da Comunidade Internacional. Declara que o Irã é o capeta na terra, é perigoso mas o tratamento dado aos seus vizinhos e aos Palestinos demonstra que o maior - senão único - perigo ao Oriente Médio é Israel e suas armas nucleares, exército financiado pelos EUA e genocídio nas casotas.
"- A comunidade internacional terá que garantir a desmilitarização para que Israel aceite o princípio de um Estado - afirmou - Os palestinos, em algum acordo, precisam reconhecer a legitimidade de Israel como terra do povo judeu."
É o cúmulo do sinismo.

Além de obrigar os Palestinos a contuarem reféns, em um novo campo de concentração - como hoje é Gaza - sob o bonito nome de Estado Palestino, ainda condiciona a piada ao reconhecimento de Israel como Estado Judeu. Isso é o mesmo que considerar - como Israel de fato faz - os Árabes Israelenses, cidadãos de segunda classe, pois não são judeus e são o que restou dos Palestinos EXPULSOS por Israel de suas terras ancestrais.

Não bastou Israel ter expulsado, matado e torturado os Palestinos, agora querem legitimar o campo de concentração que fizeram e legitimar seu sionismo criminoso e assassino e proibir qualquer chance dos Árabes-Israelenses de se tornarem cidadãos de fato, em pé de igualdade com os demais Israelenses - judeus.

O cinismo Israelense parece não ter fim.
"Autoridade Palestina condena discurso de premiê israelense

colaboração para a Folha Online

A ANP (Autoridade Nacional Palestina) condenou o discurso que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, fez neste domingo, e rejeitou todas as condições que ele colocou para solucionar o conflito do Oriente Médio.

'Não estamos surpresos com o que ele disse, mas ao mesmo tempo condenamos todas suas declarações', disse o negociador-chefe da ANP, Saeb Erekat.

Segundo ele, Netanyahu não reconheceu o problema dos refugiados, nem a solução de dois Estados para dois povos, e 'se limitou a pôr condições impossíveis aos palestinos'.

'Todas essas condições prévias são inaceitáveis para nós', assegurou Erekat, para quem o primeiro-ministro israelense 'não tratou com profundidade nenhuma das questões do estatuto final' que é preciso ser negociado.

Erekat respondeu a Netanyahu minutos depois de o premiê terminar um discurso em que condicionou qualquer solução ao conflito ao 'reconhecimento de Israel como lar nacional judeu' e à 'desmilitarização' do futuro Estado palestino.

Já Rafik al Husseini, chefe de gabinete do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, assegurou que 'com o discurso, Netanyahu declarou guerra aos palestinos e ao mundo inteiro'.

'O que fez é negar todos os princípios que a comunidade internacional considera básicos para conseguir uma solução pacífica entre israelenses e palestinos', comentou.

Hamas

O movimento radical islâmico Hamas, que controla a faixa de Gaza, denunciou o caráter "racista e extremista" do discurso feito pelo primeiro-ministro israelense.

"O discurso reflete a ideologia racista e extremista de Netanyahu e ignora todos os direitos do povo palestino", disse à agência de notícias France Presse o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum."

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Update:

A coisa é ainda pior, do Blog "Diário do oriente Médio", vem a lista completa de exigências de Israel. É simplesmente intolerável.

Para ser um "estado", a Palestina precisa:

1. Precisa ser desmilitarizado
2. A questão dos refugiados deve ser negociada fora das fronteiras de Israel
3. Jerusalém deve ser a capital indivisível de Israel
4. Não será permitido pactos militares com o Hezbollah e o Irã
5. Israel precisa ser reconhecido como um Estado judaico

1. Simplesmente um absurdo, um Estado sem exército, sem defesa? Para ser refém de Israel?

2. Esta questão é simples, o direito internacional reconhece o direito de retorno. Este não é passível de negociação, é um direito garantido, fundamental. Israel busca "escapar" ao apresentar esta proposição ridícula.

Parágrafo 11 da Resolução 194 das Nações Unidas :

“Nações Unidas – Assembléia Geral – Resolução 194, parágrafo 11

Resolve que os refugiados desejando retornar a suas casas e viverem em paz com seus vizinhos lhes devem ser permitido fazê-lo assim na data o mais cedo possível, e que compensação deve ser lhes paga pela propriedade desses que escolherem não retornar e por perdas e danos a propriedade que, sob princípios da lei internacional ou na equidade, deve ser bem feitas pelos Governos ou pelas autoridades responsáveis; Instrui a Comissão de Conciliação facilitar o repatriamento, restabelecimento e reabilitação econômica e social dos refugiados e o pagamento de compensação.”
3. Outro item inegociável. Jerusalém Oriental é Palestina e os Palestinos jamais abrirão mão de sua capital. Não importa o quanto Israel tente varrer a Palestina do mapa.

4. Um Estado que não poderá ter pactos com outro (Irã) nem conversar com quem quiser Hisbollah)? que espécie de Estado é proibido por outro de conversar ou pactar com quem quer que seja?

5. Como disse antes, impossível. Seria reconhecer que os Árabes que lá residem não são cidadãos e nem tem direitos. E também seria sepultar o direito de retorno.

Netanyahu disse aceitar incondicionalmente a paz, mas, ironicamente, impôs pelo menos cinco condições para a criação de um Estado palestino

1. Precisa ser desmilitarizado
2. A questão dos refugiados deve ser negociada fora das fronteiras de Israel
3. Jerusalém deve ser a capital indivisível de Israel
4. Não será permitido pactos militares com o Hezbollah e o Irã
5. Israel precisa ser reconhecido como um Estado judaico

Seu plano está na mesa. O da Liga Árabe, com o apoio da Autoridade Palestina, é o seguinte

1. Retirada israelense para as fronteiras pré-1967
2. Divisão de Jerusalém
3. Desmantelamento dos assentamentos
4. Uma solução para os refugiados

A do Hamas

1. Aceita uma trégua com Israel por apenas dez anos se os israelenses retornarem para as fronteiras pré-1967
2. Exige o retorno de todos os refugiados

A de Ahmedinejad

1. Os nativos do que hoje é Israel, Cisjordânia e Gaza devem, em uma votação, decidir qual o futuro do território. Ele não considera judeus que imigraram para a região durante o movimento sionista como nativos

Agora, falta o Obama ajudar todos a encontrar uma solução

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Update2:

Para quem espera pela opinião de Obama, esta foi dada ontem por seu porta-voz:
""O presidente está comprometido com dois Estados, um judeu de Israel e um palestino independente na terra histórica de ambos os povos", afirmou Gibbs.

O porta-voz oficial apontou que Obama acredita que essa solução "pode e deve assegurar tanto a segurança de Israel como a concretização das legítimas aspirações da Palestina a um Estado viável, e dá as boas-vindas ao apoio de Netanyahu a esse objetivo"."

Comentários simplesmente lastimáveis e uma verdadeira pá de cal nas esperanças de uma solução justa para os Palestinos. Apoiar Israel enquanto Estado Judeu, é um crime contra os Árabes de Israel, contra a diáspora e contra qualquer dignidade humana.

Obama mostra, enfim, a que veio.

"Estado viável" para Obama e os EUA é um Estado refém, fantoche, que ficará nas mãos de Israel, da mesma forma que está hoje, mas ganhará um status, que fica apenas no nome, sem qualquer efeito prático. Vergonhoso.

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domingo, 17 de maio de 2009

A LTTE depõe as armas e admite a derrota.

'Long live human dignity; shame on international community'

While the so-called international community is "exposed of its shameful conning," thousands of Tamil civilians and combatants are laying down their lives to "uphold Tamil dignity, and human dignity," says a Tamil academic in Colombo. Those who blame the LTTE for bringing in the disaster know well that Colombo always had the option to negotiate or to come out with a political solution convincing Tamils not to continue the conflict. But Colombo’s aim is not power sharing but genocide and subjugation of Tamils by forcing war on them. "The only way now for the IC to come out of the colossus shame is direct intervention and recognition of the justification for Tamil Eelam," the academic said.
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Chegou, aparentemente, ao fim o conflito no Sri Lanka entre Cingaleses e Tâmeis. Depois de25 anos de conflito, ataques suicidas, genocídio e uma grande carnificina, o conflito chegou ao fim. Ou, ao menos, espera-se que tenha chegado ao fim.

""Esta batalha chegou ao seu amargo fim. É nosso povo que está morrendo agora de bombas e fome. Não podemos permitir que nenhum outro mal os afete. Temos uma última opção, que é remover a desculpa de nosso inimigo para matar nosso povo. Decidimos silenciar nossas armas", disse o líder rebelde Selvarasa Pathmanathan em um comunicado."

O G1 comenta a derrota da LTTE porém faz uma ressalva importante:

O Sri Lanka venceu os rebeldes separatistas tâmeis , mas está longe de ter ganhado a paz com a minoria tâmil, em um conflito étnico profundamente arraigado na história do antigo Ceilão.
Ainda no G1:

Os rebeldes anunciaram horas antes que abandonaram o combate, admitindo sua derrota após 37 anos de insurreição separatista e 25 anos de guerrilha aberta.

Após esta ofensiva derradeira iniciada em janeiro, 200 mil tâmeis se amontoam em campos de refugiados, sem esperança a curto prazo de voltar para casa.

"O governo talvez tenha ganhado a guerra, mas ele deve se dedicar agora às suas causas profundas: a discriminação de inúmeros tâmeis", resumiu Anandasangari, presidente do Frente unido tâmil para a libertação.

Pois, para historiadores, o conflito neste país de 20 milhões de almas pode ser explicado em parte pelo ressentimento da maioria cingalesa (74%) com a minoria tâmil (12,5%), suspeita de ter sido favorecida pelo colonizador britânico até a independência de 4 de fevereiro de 1948, principalmente em termos de educação e emprego.

Desde que assumiu o controle total do Ceilão em 1815, a Grã-Bretanha vem realizando uma política que consiste em "dividir para melhor reinar", seguindo divisões étnicas e não religiosas.

Os cingaleses são em sua maioria budistas, com uma minoria de cristãos (5%), enquanto os tâmeis são hindus e contam também com cristãos (3%). Há também 7% de muçulmanos e 5,5% de tâmeis de origem indiana.

Assim que os britânicos foram embora, a sede de poder cingalês de retomar os empregos ocupados pelos tâmeis alimentou as tensões entre as comunidades.

Em 1972, um tâmil radical, Velupilla Prabhakaran, fundou a organização separatista dos Tigres tâmeis, com base no nacionalism tâmil e no ressentimento de um minoria que se sente por sua vez vítima de discriminações vindas do regime nacionalista cingalês.

A guerra em grande escala que termina neste domingo (17) começou em 1983 após a morte de centenas de tâmeis em rebeliões.


Hoje, a classe política tâmil moderada espera que seus pedidos por mais autonomia política não sejam enterrados pelo presidente Mahinda Rajapakse.

"Muitos tâmeis temem que estas reivindicações não sejam satisfeitas, mas acredito que uma solução política aceitável será encontrada", confiou recentemente à AFP Dharmalingam Sithadthan, chefe do Frente democrático de liberação do povo.

A Reuters noticia:

COLOMBO (Reuters) - The Tamil Tigers conceded defeat in Sri Lanka's 25-year civil war on Sunday, with some staging suicide attacks to try to repel a final assault by troops determined to annihilate them.
President Mahinda Rajapaksa had already declared victory over the Liberation Tigers of Tamil Eelam (LTTE) the day before, and the military said the bulk of the fighting was over by the time the rebels said they had been beaten.
Even though there was little doubt about the final outcome of Asia's longest modern war, sporadic battles were still being fought late on Sunday and no one was willing to predict when the last bullet would be fired.
"We are doing the mopping-up operations," military spokesman Brigadier Udaya Nanayakkara said. "Suicide cadres are coming in front of troops in the frontline and exploding themselves."
Rajapaksa was due to make a formal victory announcement in parliament on Tuesday morning, but already flags were flying, people were dancing and lighting off fireworks in celebration.
The last act was playing out in what the military said was less than 1 square km (0.5 sq mile), where the LTTE carried out suicide attacks on Sunday before troops freed the last of 72,000 civilians who have fled over four days.
LTTE founder-leader Vellupillai Prabhakaran's fate remained a mystery, although military sources said a body believed to be his was recovered and its identity was being confirmed.
The LTTE, founded on a culture of suicide before surrender, at the last minute issued a statement from its diplomatic chief saying: "This battle has reached its bitter end."
"We remain with one last choice -- to remove the last weak excuse of the enemy for killing our people. We have decided to silence our guns," said Selvarajah Pathmanathan's statement, posted on the pro-rebel www.TamilNet web site.
Pathmanathan, who is wanted by Interpol and was for years the LTTE's chief weapons smuggler, said 3,000 people lay dead and 25,000 more were wounded.
Getting an independent picture of events in the war zone is normally a difficult task, given both sides have repeatedly distorted accounts to suit their side of the story and outside observers are generally barred from it.

O El País conta os mortos e feridos:

Pathmanathan también ha denunciado que en las últimas 24 horas 3.000 civiles tamiles han muerto y otros 25.000 han sufrido heridas y no disponen de "atención médica". "Tenemos que hacer todo lo que podamos para detener esta carnicería. Si ello significa silenciar nuestras armas y entrar en un proceso de paz, eso es algo a lo que ya hemos accedido", ha asegurado Pathmanathan.


Por fim, o derradeiro comunicado da LTTE, via Tamilnet.com:

Dignity and respect for our people is all we ask – Pathmanathan

[TamilNet, Sunday, 17 May 2009, 08:22 GMT]
“Despite our plea to the world to save the thousands of people in Vanni from the clutches of death, the silence of the international community has only encouraged the Sri Lankan military to execute the war to its bitter end. In the past 24 hours, over 3000 civilians lie dead on the streets while another 25,000 are critically injured with no medical attention. To save the lives of our people is the need of the hour. Mindful of this, we have already announced to the world our position to silence our guns to save our people," Selvarasa Pathmanathan, the head of LTTE’s International Diplomatic Relations has said in an urgent statement issued Sunday.

"This we have appealed to the countries of the world and called on them to halt the unrelenting massacre of our people by the Sri Lankan armed machinery. We are extremely saddened that this plea has fallen on deaf ears”, Mr Pathmanathan further said as he desperately called on the International Community to take immediate actions to save the Tamil people caught in the war zone and take necessary actions to protect the cadres and people giving themselves up to the military.

“This battle has reached its bitter end. Against all odds, we have held back the advancing Sinhalese forces without help or support, except for the unending support of our people. It is our people who are dying now from bombs, shells, illness and hunger. We cannot permit any more harm to befall them. We remain with one last choice – to remove the last weak excuse of the enemy for killing our people. We have decided to silence our guns. Our only regrets are for the lives lost and that we could not hold out for longer. We can no longer bear to see the innocent blood of our people being spilled," Mr. Pathmanathan said.

The LTTE had for almost three decades fought the Sri Lankan military and defended its right to carry arms as a means of protecting the Tamil people living in the island. After unilaterally walking away from the Peace Process that began in 2002 with Norwegian facilitation, The Sri Lankan Government had opted for a military solution to end the crisis. Since the war intensified in 2007, several thousand Tamil civilians have died. The recent thrust by the military into the Northern strong holds of the Tamils have seen an escalation in the deaths and has resulted in untold misery with people succumbing to starvation and lack of medical supplies.

“We need to do everything within our means to stop this carnage. If this means silencing our arms and entering a peace process, that is something that we have already agreed to,” said Mr Pathamanathan. “This is the need of the hour. These are historically unprecedented times and require historically prudent decisions. If this means saving the lives of thousands of people, it needs to be done” he stated.

Mr Pathamanathan further stated that, “There is not a person who can doubt the LTTEs fearless and unending commitment to this cause with which we have been entrusted by our people. Know that the Tamils are a people deeply rooted in culture and history. No force can prevent the attainment of justice for our people. Our sons and daughters have taken up this call without question and without hesitation or fear of death. None have hesitated to make the supreme sacrifice for the cause of liberating their motherland. We have not forgotten that it is for our people that we fight. In the face of the current conditions, we will no longer permit this battle to be used as a justification by the forces of the Sinhala state to kill our people. We willingly stand up with courage and silence our guns. We have no other option other than to continue our plea to the international community to save our people”.
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terça-feira, 12 de maio de 2009

Isso é Sionismo! Prisões ilegais, sem julgamento e sequestro de mães!


"One of the astounding conclusions of the legal experts from Europe was that 88 percent of all those in jail were being held without trial, a hearing or any sentencing."
Via The Angry Arab!

The Israeli military kidnaps a mother of "Wanted" Palestinian in northern West Bank

The Israeli army invaded the northern West Bank city of Qalqilia on Tuesday and kidnapped an old Palestinian woman.

Israeli troops in the west Bank- Photo by Ghassan Bannoura 2008
Israeli troops in the west Bank- Photo by Ghassan Bannoura 2008

Local sources said that the troops surrounded the house of Adlah Yasseen, 52, then took her to unknown location after searching the house.

The Israeli army claims her soon, Mohamed, is a member of the al Qassam Brigades, the armed wing of Hamas movement in the city.

Local sources said that military is using the mother of Mohamed to force him to surrender to the military.
Via Inemc.org
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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ocupantes, Usurpadores e Ladrões

"The report is another indictment, as if one were needed, of the now-defunct Oslo Accords. Just as Oslo lacked adequate mechanisms to enforce Israeli pledges to sharply reduce its occupation of Palestinian land, so too has Israel been allowed to abrogate its commitment to revise interim agreements relating to water systems in the Arab territories it controls. Instead, according to the World Bank report, Israel has aggrandised a growing share of available water supplies while intensifying Palestinian reliance on Mekorot, the Jewish state’s national water carrier. The report states that Israel, without the approval of the Israeli-Palestinian Joint Water Committee (JWC) – a legacy of the Oslo process – draws more than 50 per cent from the aquifers that support both the West Bank and Israel beyond what it is authorised under the accords. Needless to say, Palestinian protests of such violations are routinely ignored, according to the report."

Via The Angry Arab!

Resumindo: Os Israelenses, ilegalmente, roubam mais de 50% da água dos aquíferos que abastecem a Palestina (Cisjordância) e Israel do que é permitido por acordos internacionais (Acordo de Oslo) e os protestos dos Palestino são, como sempre, ignorados.

Não basta roubar a terra, as esperanças e a dignidade. Roubam também a água.
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Isso é Sionismo - Bi'lin Weekly Protest

Semanalmente ocorrem protestos na vila de Bi'lin, como já mostrei antes aqui. Protestos contra a ocupação, contra o genocídio, contra o Muro da Vergonha e contra a situação em que se encontram os Palestinos: Subjugados, Submetidos e Humilhados.

Ao menos dessa vez nenhum Palestino foi assassinado pelo exército de Israel.

Four injured and dozens suffered teargas inhalation

Bil’in Residents and Activists Gather to Mark May Day

Friday 1/5/2009


The residents of Bil’in gathered today after the Friday prayer along with international and Israeli activists and marched in recognition of
May Day. The protesters carried Palestinian flags and banners calling for labor rights. The Israeli occupation doesn’t give even the simplest rights for workers and the Wall prevents workers from getting to their jobs and farmers from reaching their land. Protesters also carried posters for the martyr Bassem Abu Rahmah.

Protesters marched towards the wall calling for the end of the occupation and to stop construction of the Wall. Protesters placed flowers next to the martyr’s memorial for Bassem Abu Rahmah and stood there for a minute of silence out of respect for his spirit and those of other martyrs.

The Israeli army had gathered in big numbers behind cement blocks and used razor wire to prevent the crowd from going through the gate. The army fired tear gas canisters to disturb the crowd, causing dozens to suffer gas inhalation and four were shot with rubber coated steel bullets, the four: Abdullah Aburahma,Yaseen Mohammed Yaseen,Mahmud Al’a Smara,and Nashmi Mohammed Aburahma.

For more information:
Abdullah Aburahma- Bil’in Popular Committee.
0547258210- 0599107069

e-mail – lumalayan@yahoo. com


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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Isso é Sionismo! Prisioneiro político.

No dia 1 de maio, Nael Barghouthi terácompeltado mais de 31 anos sob custódia do Estado Terrorista de Israel, o que o tornará o prisioneiro político ha mais tempo encarcerado no mundo. Curiosamente o atual primeiro lugar é outro palestino, Sa'id Al-Ataba, que ficou preso por 31 anos e 26 dias em Israel.

O Estado Terrorista e Genocida de Israel privou este homem de uma vida, ele foi preso com 21 anos e já passo umais tempo na cadeia que livre em sua vida.

Bethlehem – Ma’an – On Friday, 1 May, Palestinian Nael Barghouthi will become the world’s record-holder as the longest-held political prisoner.

Barghouthi will have completed more than 31 years in Israeli custody by May, said Abd An-Nasser Farawna, a Palestinian specialist in prisoners affairs. On Friday, Barghouthi will break the Guinness World Record, which is currently held by Sa'id Al-Ataba, a Palestinian who was also in Israeli custody.

According to Farawna, Barghouthi was detained on 4 April 1978. He became the longest-serving Palestinian prisoner after his fellow prisoner, Sa’id Al-Ataba, was released on 25 August 2008 after efforts made by Palestinian President Mahmoud Abbas. Al-Ataba spent 31 years and 26 days in Israeli custody.

Barghouthi was born in 1957 in Ramallah in the central West Bank. He was detained on 4 April 1978 at the age of 21, and an Israeli military court later sentenced him to life imprisonment. He has already been in prison ten years longer than he was free.
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Linha do Tempo do Conflito no Sri Lanka


Uma excelente linha do tempo sobre o conflito entre LTTE (Tigres Tâmil) e o governo do Sri Lanka, desde a fundação do grupo guerrilheiro.

Via Reuters

1972: Velupillai Prabhakaran forms a militant group called the Tamil New Tigers (TNT).

1976: TNT changes its name to the Liberation Tigers of Tamil Eelam (LTTE).

1983, 23 July: LTTE attacks an army patrol in Jaffna, killing 13 soldiers and sparking anti-Tamil riots around the country, leaving several hundred dead.

1985, 8 July: Talks held between the Sri Lankan government and the LTTE for the first time in Thimpu, Bhutan.

1987, 29 July: Indo-Sri Lanka pact signed between President JR Jayawardena and Prime Minister of India Rajiv Gandhi. India deploys peace-keeping force to north and east Sri Lanka.

1990, 24 March: India withdraws troops due to clashes with the LTTE killing more than 1,200 Indian troops.

1990 June: LTTE kills hundreds of policemen in the east following breakdown of talks between the Tigers and the government of President Ranasinghe Premadasa.

1991, 21 May: Gandhi killed, allegedly by an LTTE suicide bomber.

1993, 1 May: Premadasa killed by LTTE suicide cadres during a May Day rally in Colombo.

1995, January: Government of Chandrika Kumaratunge and LTTE agree to talks.

1995, April: Talks fail after the Tigers blow up two navy vessels.

1995, 2 December: Jaffna, the northern cultural and political nerve centre of the Tamils, falls under Sri Lanka army control.

1996, 31 January: Suicide bomb attack on the Central Bank building in the heart of Colombo kills more than 100 and injures 1,400.

1996, 24 July: Alleged LTTE bomb blast in a railway station in Dehiwela, south of Colombo, kills 70.

1996, 18 July: Army camp overrun by the LTTE near the northeastern town of Mullaitivu. More than 1,000 troops killed.

1998, 25 January: Suicide bomb attack on Sri Lanka's holiest Buddhist shrine, Dhaladha Maligawa (Temple of the Tooth), in the central town of Kandy, kills 17 people.

1998, 26 September: Tigers overrun Kilinochchi army camp, killing more than 1,000 government soldiers.

1999, December: LTTE attempts to assassinate President Chandrika Bandaranaike Kumaratunge; he survives.

2000, April: LTTE recaptures Elephant Pass http://www.tamilnation.org/tamileelam/boundaries/elephantpass.htm, inflicting heavy damage on the Sri Lankan forces during the operation Unceasing Waves III.

2001, July: An LTTE suicide attack on Bandaranaike International airport kills 14.

2002, 22 February: Ceasefire agreement, brokered by Norway, signed by Prime Minister Ranil Wickremesinghe and LTTE leader Prabhakaran.

2002, December: Government and LTTE agree to share power at peace talks in Norway.

2003 April: LTTE pulls out of talks after six rounds of negotiations, citing inadequate steps taken to rebuild war-hit areas.

2004, 3 March: LTTE eastern military head, Vinayagamurthi Muralitharan, alias Karuna Amman, splits from the LTTE.

2005, 7 February: LTTE political head for the eastern Districts of Batticaloa and Ampara, E. Kousalyan, killed with three others in Batticaloa town.

2005, 12 August: Foreign Minister Lakshman Kadirgamar killed by suspected LTTE snipers in Colombo.

2005, 4 December: The LTTE commences claymore and grenade attacks targeting the Sri Lankan troops in the Jaffna peninsula.

2006, 15 June: More than 60 civilians killed in claymore mine attack allegedly by LTTE, targeting a civilian bus in Kebithigollewa, nearly 200km from Colombo.

2006, 20 July: LTTE closes the sluice gates at Mavilaru, south of the eastern coastal town of Trincomalee. Clashes erupt as army launches operations to gain control and succeeds.

2007, 5 January: Bomb attacks on public transport begin in Nittambuwa, about 20km east of Colombo, killing six people. Several bombs target public transport in the following months. The government blames the LTTE for the attacks.

2007, March: LTTE carries out its first air raid on Katunayake air base, about 20km north of Colombo. The Tigers also conduct an air attack on 29 April during the Cricket World Cup Final. The attack targets two fuel-storage facilities on the outskirts of Colombo. The Tigers carry out at least nine air attacks before 20 February 2009.

2007, 15 January: Military captures Vakarai, a coastal town in Batticaloa District in the Eastern province.

2007, 11 July: military captures Thoppigala, the last of the LTTE strongholds in the east after 13 years, thereby regaining the entire eastern province from the LTTE.

2007, 2 November: LTTE political wing leader SP Tamilselvan killed in an air raid by the Sri Lankan Air Force.

2008, 2 January: The government says it will withdraw from ceasefire agreement and does so on 14 January and intensifies attacks on the Tigers. The LTTE, however, states it will stick to the agreement.

2008, September: All international humanitarian agencies and their foreign staff operating in the LTTE-controlled Kilinochchi and Mullaitivu districts are ordered by the government to relocate to Vavuniya.

2009, 2 January: Government troops capture Kilinochchi, de-facto capital of the LTTE, after 10 years.

2009, 25 January: Mullaithivu town captured by government troops.

2009, 12 February: Government declares a 12km-long "no fire zone" (NFZ) along the Mullaitivu western coast and calls on civilians to move into it for their own safety. 2009, 20 February: The LTTE conducts a suicide air attack in Colombo.

2009 March: Sri Lankan troops launch operations to regain areas in the Vanni from the western flank. The number of civilians in the NFZ continues to grow.

2009, 14 April: LTTE says it is ready for negotiations, but the government refuses the offer, insisting it should lay down arms.

2009, 20 April: Thousands of civilians trapped in the NFZ cross into government-controlled areas where they are screened and placed in camps. Government gives LTTE 24 hours to surrender.

2009, 22 April: Former LTTE media coordinator Velayutham Dayanidhi, alias Daya Master, and the translator of former LTTE political wing head SP Tamilselvan, Kumar Pancharathnam, alias George, surrender to the military.

2009, 26 April: The LTTE declares a unilateral ceasefire as government forces surround an ever-shrinking NFZ. The government rejects the declaration, calling it a "joke". The UN estimates 50,000 civilians remain trapped in the NFZ.

2009, 27 April: Facing with diplomatic pressure to declare a ceasefire, Sri Lanka says its military is no longer using heavy weaponry and aerial bombing against the remaining few hundred rebels still fighting in the NFZ.

2009, 28 April: With more than 150,000 internally displaced persons (IDPs) in camps in Vavuniya, Jaffna, Mannar and Trincomalee, UN Emergency Relief Coordinator John Holmes urges that civilians who have been screened be given the chance to leave the camps and to rely on friends and family elsewhere.
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terça-feira, 28 de abril de 2009

Parece uma boa notícia... Palestina!

Pode parecer uma boa notícia... Mas não é!

Dois policiais israelenses são condenados por matar palestino

A Justiça israelense condenou dois agentes da Polícia de Fronteiras a oito e cinco anos de prisão por abusar e matar um jovem palestino em 2002 no distrito da cidade cisjordaniana de Hebron.

Shachar Butbika foi condenado a oito anos e meio de prisão e Denis al-Hazub a cinco anos e meio pelo Tribunal do Distrito de Jerusalém pelos crimes de homicídio e cumplicidade em homicídio, respectivamente, por sua participação na morte do palestino Amran abu Hamadiyah, informa hoje o diário "Ha''aretz".

O palestino, que tinha 17 anos, foi obrigado a saltar de uma caminhonete que viajava a 80 km/h, o que causou sua morte.

Os dois policiais, assim como outros dois companheiros do mesmo corpo condenados no começo do ano a oito e quatro anos de prisão, atacaram vários palestinos no dia da morte de Abu Hamadiyah.

Sua primeira vítima foi Alaa Sankrut, que tinha 20 anos, espancado brutalmente até a morte na mesma caminhonete.

Abu Hamadiyah, que os agentes tinham parado no meio de sua viagem, foi obrigado a subir na caminhonete.

Depois de ser agredido, os agentes o obrigaram a saltar do veículo em andamento quando viajavam por uma estrada asfaltada.

A patrulha abandonou o local sem prestar socorro à vítima, e um dos policiais gritou que o palestino "estava morto".


Então, porque não é boa a notícia de que dois criminosos israelenses vão pra cadeia?

Porque, se alguém notou, o assassinato brutal de um adolescente Palestino resultou em míseros 8 anos e meio de pena. É um absurdo! Assassinar um jovem indefeso, provavelmente rindo da cara do coitado, resulta em uma pena branda, ridícula!

Estes criminosos deveriam ser trancados para toda a vida e o Estado Israelense deveria pagar uma gigantesca indenização aos pais e parentes das vítimas.

Se bem que, para reparar o que Israel vem fazendo não existiria dinheiro suficiente no mundo nem cadeias suficientes em Israel.



O grupo de quatro criminosos, assassinos e genocidas a serviço de Israel, espancaram diversos Palestinos, bateram até a morte em um e a pena mais elevada foi a de oito anos e meio? Isso é justiça? Só em Israel.








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Perseguições no Curdistão

Retomando o que eu havia comentado antes aqui, a onda de prisões dos membros do partido Curdo DTP (PArtido da Sociedade Democrática), que conseguiu um aumento substancial no número de eleitos nas regiões de maioria curda no leste da Turquia, chegou até um ponto absurdo.

Do Nationalia.info recebo a notícia:

"Turkey sentences to jail the mayor of Diyarbakir, the largest city of Northern Kurdistan"

Osman Baydemir, who won recent local elections with a share of 66.5%, has referred to PKK as “guerrilla” · Court has sentenced him to 10 months, but lawyers say he will not be taken to prison · Turkish police arrested dozens of DTP members and party officials last week.

Ou seja, Baydemir foi democraticamente eleito, com maioria esmagadora, em uma das cidades mais importantes da Turquia e por não chamar o PKK de "terrorista" e sim de"guerrilha", foi preso!

A liberdade de expressão está sob ataque direto na Turquia onde os Curdos são massacrados diariamente, onde os Armênios foram dizimados no primeiro genocídio do século XX, como falei diversas vezes aqui, aqui, aqui e, enfim, aqui e onde os Gregos Pônticos e Cristãos Assírios foram igualmente perseguidos, num Genocídio pouco conhecido e contemporâneo ao Armênio.

Para saber mais do Genocídio dos Gregos Pônticos, ler mais infos aqui e aqui e sobre o Genocídio contra os Assírios, ler mais aqui e aqui.

"Neither soldiers nor guerrilla fighters should die". The comment by Osman Baydemir, current mayor of Diyarbakir (Amed in Kurdish) -the largest city of Northern Kurdistan, in easternmost Turkey- may cost him a 10 months prison sentence. The remark was made by the mayor at a political rally, as air strikes by the Turkish army against PKK rebels in Iraqi Kurdistan intensified.

Apart from Baydemir, the mayor of Batman, another important Kurdish town, has been sentenced too. The ruling has been issued today, a few days after the Turkish police arrested dozens of DTP (Democratic Society Party) officials and members, the party governing Diyarbakir and most of Kurdish towns.

O Prefeito de Diyarbakir cometue o crime de ser pacifista e dizer que nenhum soldado [Turco] e nenhum guerrilheir [Curdo] deveriam morrer! São 10 meses de prisão por ser pacifista e cometer o "crime" de usar o nome guerrilha para o PKK. simplesmente incrível...

Além dele o prefeito de Batman, outra cidade importante do Curdistão, foi preso e condenado.

According to Turkish courts, the offence constituting a crime is to call PKK members "guerrilla fighters". The judiciary has ruled out that the use of the term "guerrilla" is pro-PKK propaganda. The Kurdistan Workers Party (PKK) is listed as a terrorist group in Turkey, the European Union and the US.

Osman Baydemir, one of the most prominent public figures in Kurdish political arena, has dozens of court cases against him for his activities in favour of the rights of Kurdish people and Kurdish language. He is a founding member of the Human Rights Foundation of Turkey.

No fim das contas, aos moldes Espanhóis e Israelenses, a Corte Constitucional Turca julga o fechamento, a ilegalização, do DTP:

The DTP, to which Baydemir and Atalay belong, is currently being tried by the Constitutional Court for suspected links to the PKK, and faces the risk of closure.
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