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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Michael Moore: Carta Aberta ao Governo Sueco

Carta de Michael Moore ao governo sueco sobre o caso de Julian Assange e o suposto estupro. Tradução de Aleksander Aguilar, do blog Dêiticos.

Original em inglês.

"Olá! Ou como vocês dizem, Hallå! Como vocês sabem, aqui nos Estados Unidos nos adoramos o seu país. Seus Volvos, suas almôndegas, seus moveis difíceis de montar – nunca nos cansamos de tudo isso.

Apenas uma coisa me chateia: por que a Anistia Internacional, num relatório especial, declarou que a Suécia se recusa a lidar com a real tragédia sobre estupro? Na verdade, a organização diz que em toda a Escandinávia, incluindo o seu país, estupradores “desfrutam de impunidade”. E as Nações Unidas, a União Européia, e os grupos suecos de Direitos Humanos chegaram a mesma conclusão: A Suécia não trata crimes sexuais com seriedade. De que outra maneira você poderia explicar essas estatísticas (publicadas no The Guardian) de Katrin Axelsson, da organização Mulheres Contra o Estupro:

- A Suécia tem o mais alto número de denúncias per capita de estupro da Europa
- O número de estupros quadriplicou nos últimos 20 anos
- O número de condenações? Decresceram intensamente.

Segundo Axelsson: “No dia 23 de abril deste ano, Carina Hägg e Nalin Pekgul, respectivamente membro do Congresso Nacional e líder das Mulheres sócio-democratas na Suécia, escreveram no Göteborgs (jornal sueco) que até 90% de todos os casos denunciados de estupros no país nunca são julgados”.

Deixe-me dizer isso novamente: nove entre dez casos de mulheres que denunciaram ter sido vitimas de estupro vocês nunca se incomodaram nem em começar os procedimentos legais de investigação. Nao é de se admirar que, de acordo com o Conselho Nacional Sueco de Prevençao Contra o Crime, hoje em dia é estatisticamente mais fácil alguém sofrer abuso sexual na Suécia do que ser roubado.

Qual é a mensagem para os estupradores? A Suécia os adora!

Então imaginem a nossa surpresa quando de repente vocês decidiram ir atrás de um tal de Julian Assange com base nas denuncias de crime sexual. Bem, mais ou menos isso: primeiro vocês o acusaram. E então, depois de investigar, vocês retiraram as acusações mais graves e o pedido de prisão.

No entanto, um deputado conservador colocou pressão em você e eis que um giro de 180 graus ocorreu. Você reabriu a investigação contra o Assange. Mas dessa vez você não o acusa de qualquer coisa, apenas o quer para “questioná-lo”.

Logo, você – quem ficou de braços cruzados anteriormente deixando milhares de mulheres suecas serem estupradas enquanto seus abusadores estão livres – decidiu que agora era tempo para falar grosso com um homem, o mesmo homem que o governo norte-americano quer preso, encarcerado ou, dependendo de qual político ou erudito você escuta, executado.

Mas que notável cavalheiro das Cruzadas você se tornou, governo sueco! As mulheres suecas devem agora se sentir mais seguras?

Bem, na verdade não. Em fato, muitas vêem através de você. Elas sabem o que na verdade são essas “acusações-que-não-são-acusações”. E Elas sabem que você, cínica e asquerosamente, usa de uma real e diária ameaça que existe contra as mulheres em todo o lugar do mundo para ajudar o interesse do governo norte-americano em silenciar o trabalho do Wikileaks.

Eu não pretendo saber o que aconteceu entre o senhor Assange e as duas mulheres que fizeram as denúncias (tudo o que eu sei é o que eu ouvi na imprensa, assim que eu estou tão confuso como qualquer outra pessoa). E lamento se eu saltei desnecessariamente a tirar conclusões apressadas no meu esforço de destacar um essencial valor norte-americano: Todas as pessoas são absolutamente inocentes até que se prove o contrário depois de superada qualquer dúvida numa corte de justiça.

Eu acredito com convicção que toda acusação de crime sexual dever ser investigada vigorosamente. Não há nada errado em a sua policia querer interrogar o senhor Assange sobre essas alegações. E, ainda que eu entenda o porquê ele se escondeu (é o que as pessoas geralmente fazem quando são ameaçadas de assassinato) ele deveria responder as perguntas da policia.

Ele também deveria se submeter ao exame de doenças sexualmente transmissíveis que as supostas vitimas solicitaram. Eu entendo que a Suécia e o Reino Unido possuem um acordo e os meios para que você envie seus investigadores a Londres para que eles possam interrogar o senhor Assange onde ele esta, em prisão domiciliar sob fiança.

Mas assumo que isso dificilmente ocorreria. Você não faria todo o caminho ate outro país para perseguir um suspeito de crime sexual quando vemos que não consegue nem mesmo ir até suas próprias ruas para ir atrás dos casos denunciados de estupro no seu país. Isso, Suécia, você raramente escolheu fazer no passado e esse é o porquê toda essa coisa agora cheira mal de uma ponta a outra.

E não vamos nos esquecer de uma observação final feita por Axelsson:

“Ha uma longa tradição no uso de alegações de estupro e de crimes sexuais em favor de agendas políticas que não tem nada a ver com a segurança das mulheres. No sul dos Estados Unidos, o linchamento de homens negros era freqüentemente justificado com base nas acusações de estupro ou mesmo de que eles tinha apenas olhado para uma mulher branca. As mulheres não vêem com bons olhos que as nossas exigências por segurança sejam usadas maliciosamente enquanto o estupro segue sendo, no melhor dos casos, negligenciado ou, no pior, ate protegido”.

A tática de usar uma acusação de estupro para perseguir minorias ou agitadores, culpados ou inocentes, (enquanto fazem vista grossa para limpar os crimes no resto do tempo) é o que eu receio que esteja acontecendo aqui. Eu gostaria de me assegurar que as pessoas de bem não permaneçam em silêncio e que você, Suécia, não tenha êxito se de fato você esta mancomunado com governos corruptos como o nosso.

Na semana passada, Naomi Klein escreveu: “Estupro esta sendo usado no processo contra Assange da mesma forma que a “liberdade das mulheres” foi usada para invadir o Afeganistão. Acordem!”.

Eu estou de acordo.

Ao menos que você tenha evidência (e acredito que se tivesse já teria expedido um mandato de prisão a essas alturas), retire a tentativa de extradição e comece a trabalhar naquilo que até aqui você tem se recusado a fazer: proteger as mulheres da Suécia.

Atenciosamente,
Michael Moore"
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O antissemitismo (sic) como legitimador de Israel

Li esses dias, no Uol Mídia Global, um (péssimo e tendencioso) artigo som o título "Cresce o antissemitismo em cidade sueca".

Já escolado nesse assunto, fui ver o que o jornalista chamava de antissemitismo. Mais do mesmo.

Segundo o artigo, a comunidade de 800 judeus de Malmo, na Suécia (294 mil habitantes) estavam se sentindo ameaçados pela população muçulmana local (45 mil ou 15% da população) que os via como representantes de Israel no país e apoiadores de suas políticas de extermínio.

Analisando o porque desta crença - nota-se desde o início o estereótipo do muçulmano que odeia judeus - vemos que não é de graça. O primeiro casal entrevistado na reportagem emigrou... para Israel. Um grupo da comunidade judaica foi protestar logo depois do ataque à Flotilla em defesa de Israel. Não é suficiente?
Malmo, a terceira cidade da Suécia, com uma população de aproximadamente 294 mil habitantes e que inclui menos de 800 judeus, atingiu uma espécie de ponto de virada em janeiro de 2009 durante a campanha militar israelense em Gaza. Um pequeno grupo de maioria judia realizou uma demonstração chamada de marcha pela paz, mas considerada um sinal de apoio a Israel. Os manifestantes foram atacados por um grupo muito maior de muçulmanos e esquerdistas suecos. A polícia pareceu incapaz de conter a violência.
Como se vê, não apenas muçulmanos sentem ódio dos Judeus que apoiam Israel, mas também os esquerdistas suecos. Surpreende?

É extremamente ridículo confundir automaticamente Israel com Judaísmo, especialmente porque Israel é o maior inimigo do judaísmo, exporta ódio, reproduz o genocídio, mas também é compreensível que tanto muçulmanos como cidadãos em geral sintam ódio daqueles judeus que expressamente apoiam Israel. O ódio se direciona aos Israelenses que são Judeus, mas não aos Judeus necessariamente. Parece complicado, mas é bastante simples. A propaganda Nazi-Sionista é que dificulta a compreensão por parte da massa.
O imame de Malmo, Saeed Azams, que afirma representar 80% dos muçulmanos da cidade, disse que é errado culpar os judeus suecos pelos atos de Israel. Durante uma entrevista em seu escritório, Azams salientou a importância de ensinar aos jovens muçulmanos que parem de comparar os judeus de Malmo com Israel.
"Como a sociedade judia na Suécia não condena os atos claramente ilegais de Israel, as pessoas comuns pensam que os judeus daqui são aliados de Israel, mas isso não é verdade", ele disse.
Não é também surpreendente que os Judeus, em muitos casos, sejam vistos como defensores de Israel, visto que raras vezes vão a público repudiar as ações do Estado Genocida. Chomsky e muitos outros são judeus, porque não sofrem qualquer tipo de preconceito? Porque são honestos e deixam claro seu repúdio.

O texto, aliás, é de uma ignorância atroz. Taxar muçulmanos - aliás, eles próprios semitas - de antissemitas equivale a acreditar que todo Muçulmano é terrorista, idéia que os EUA fazem questão de passar ao mundo.
Em Malmo, o papel dessa população é considerado especialmente significativo. A maioria dos muçulmanos de Malmo vive em Rosengard, a zona leste da cidade, onde o índice de desemprego é de 80%. Antenas de satélite salpicam os arranha-céus para receber programas da Al Jazira e outras redes a cabo em língua árabe, que mantêm os muçulmanos de Malmo em permanente contato com os acontecimentos árabe-israelenses.
O problema, observa-se, é que não é possível esconder a verdade. Não é possível esconder o genocídio. Escapa-se do real problema: Das condições de pobreza, das humilhações e, principalmente, da realidade de opressão a que foram submetidos os muçulmanos emigrados e que é desculpada pelo ocidente. Israel é sempre desculpada, é sempre inocente.
Um estudo continental realizado pelo Instituto para Pesquisa Interdisciplinar sobre Conflito e Violência, da Universidade de Bielefeld, Alemanha, divulgado em dezembro passado, revelou que 45,7% dos europeus entrevistados concordam de alguma forma ou fortemente com a seguinte declaração: "Israel está conduzindo uma guerra de extermínio contra os palestinos". E 37,4% concordaram com esta declaração: "Considerando a política de Israel, posso entender por que as pessoas não gostam dos judeus".
"Existe um nível muito alto de antissemitismo oculto sob as críticas às políticas de Israel", disse Beate Kupper, uma das principais pesquisadoras do estudo, em entrevista por telefone, citando uma tendência a "culpar os judeus em geral pelas políticas de Israel".
Kupper disse que nos lugares onde há um forte tabu contra expressões de antissemitismo, como na Alemanha, "criticar Israel é uma ótima maneira de expressar o antissemitismo de forma indireta".
Como se vê, os resultados do estudo são claros, são um sofro de ar fresco. E demonstram a realidade. O mundo está cansado do genocídio Palestino e vê, naqueles que apoiam Israel, inimigos. Inegavelmente, grupos de extrema-direita usam este sentimento para criar um ódio dirigido ao judaísmo em geral, mas a própria linha de raciocínio do texto é a de que muçulmanos e esquerdistas estão entre os que começam a se manifestar mais duramente. É um contrasenso. É a velha desculpa de que Israel é intocável. Criticar Israel equivale a criticar a todos os judeus.

Israel em si e suas lideranças Nazi-Sionistas passam ao mundo de que TODO judeu defende Israel, de que Israel representa a TODOS os judeus. Não é de graça. Isto cria o ambiente de violência propício aos interesses do Estado de, em um primeiro momento, forçar a imigração dos judeus que se sentem ameaçados - lembrando que Israel é grande responsável pelo próprio holocausto, vide Haavara e etc -e, em um segundo momento, legitimar a si frente ao medo criado por eles próprios. É simplesmente uma bola de neve na qual muitos judeus são pegos por não deixar claro seu repúdio a Israel ou simplesmente por apoiar Israel. Aqueles que são completamente inocentes acabam no meio de uma guerra sem fim.

O fato é que considerar antissemitismo o ódio criado por Israel contra si é nada mais que propaganda israelense. É criminoso.

O ódio contra judeus, efetivamente, existe. A extrema-direita não mudou. Mas considerar como antissemitismo a reação dos muçulmanos que são mortos e oprimidos por Israel é ridículo.
Uma vítima foi Jonathan Tsubarah, 19, filho de um judeu israelense que se estabeleceu na Suécia. Enquanto ele passeava pela Praça Gustav Adolphe em 21 de agosto de 2009, três jovens - um palestino e dois somalis - o pararam e perguntaram de onde ele era, lembra Tsubarah.
"Sou de Israel", ele respondeu.
Um dos agressores retrucou: "Eu sou da Palestina e vou matá-lo".
Os três o derrubaram com socos e pontapés, disse Tsubarah. "Mate o judeu", eles gritavam. "Agora você se orgulha de ser judeu?"
O adolescente, de compleição frágil, respondeu: "Não, não me orgulho". Ele disse que só fez isso para que parassem de lhe bater. Tsubarah disse que pretende ir para Israel e entrar no exército.

Que me perdoem, mas um Israelense, um Sionista, com sonhos de entrar para o Exército para, em consequência, matar mais Palestinos, não me inspira qualquer pena. Se a violência pouco resolve num caso desses, não pode ser condenada com a veemência esperada. É injustificado o ódio dos Palestinos? Não.
O prefeito [de Malmo] criou o fórum [de diálogo entre judeus e muçulmanos] depois da violência do ano passado contra os manifestantes judeus e seus próprios comentários polêmicos que irritaram os judeus. Dizendo que condenava tanto o sionismo quanto o antissemitismo, Reepalu criticou os judeus de Malmo por não assumirem uma posição contra a invasão de Gaza por Israel. "Em vez disso, eles preferiram organizar uma demonstração no centro da cidade, que as pessoas podiam interpretar mal", ele disse.
Fico curioso para saber onde está a polêmica dos comentários do prefeito de Malmo ao condenar o Sionismo que nada mais é que uma ideologia de ódio, supremacista e irmã do Nazismo, de quem se alimenta.

O uso do antissemitismo para justificar as ações de Israel, para justificar o apoio a este Estado Genocida é intolerável. Taxar todo e qualquer muçulmano que simplesmente odeia Israel - por excelentes motivos - de antissemita não é só burro como é mera arma de propaganda. Não compreender o que faz este ódio surgir é estupidez.
Parlamentares participaram de manifestações anti-israelenses em que a bandeira de Israel foi queimada enquanto bandeiras do Hamas e do Hizbollah eram hasteadas, e a retórica era com frequência antissemítica, não apenas anti-Israel. Mas essa retórica pública não é considerada odiosa e denunciada, disse o professor Henrik Bachner, autor e professor de história na Universidade de Lund, perto de Malmo.
É a terna e proposital confusão. Enquanto os Israelenses e seus apoiadores insistirem na desculpa do antissemitismo e buscarem atacar como forma de defesa, não reconhecendo seu papel no problema - papel protagonista, aliás, a violência continuará a crescer e aí sim poderemos ver um ódio efetivamente direcionado aos judeus e não à Israel, tendo os judeus como ponte. O que, diga-se de passagem, é provavelmente a intenção de Israel que nasceu e se alimenta de ódio.

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PS: Aos trolls anônimos, por favor, me poupem de comentários do tipo "Seu Antissemita" e baboseiras do tipo.
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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Pirate Bay: "Justiça" Sueca e Direitos Humanos

Duas notícias sobre o Pirate Bay.trial

Primeiro, uma péssima, ainda que o juiz que condenou os fundadores do site participe ativamente de grupos pró-direitos autorais - ou seja, estava influenciado -, a Corte de Apelações da suécia decidiu o contrário, o juiz não sofreu qualquer influência da Indústria, estava nos grupos apenas para "pesquisar". É o mesmo que dizer que alguém compra sorvete de chocolate toda semana, só para pesquisar, mas não porque gosta!

Eu li todos os livros do Robin Cook, mas não gosto, era só pesquisa! Ora, faça-me o favor!

Ah, a coisa ainda fica pior: Segundo a Corte de Apelações, pelos grupos pró-copyright serem legais na suécia, o juiz tinha todo o direito de participar para se inteirar do assunto. Piada, não?

Isso significa basicamente que o julgamento não será anulado
“It is all part of a pattern. It shows that the Swedish judicial system cannot be trusted in copyright cases anymore. The laws may be wrong as well, but in addition to them the courts can’t even use the laws in a correct way. I have been a lay judge for seven years and I have never seen such a bad case as the Pirate Bay case. And still the court sentenced to unbelievable punishments.” Christian Engström, Partido Pirata Sueco, membro do Parlamento Europeu.
“The judge has an obligation to inform the parties about circumstances that could be seen as bias. Since he didn’t do that, it’s a mishandled trial. I’m very critical about the appeal court’s reasoning.” Fredrik Neij, co-fundador do Pirate Bay
Eles fingem que acreditam nessa piada e nós fazemos o mesmo. Na verdade, o Pirate Bay contra-ataca e processa ele o Estado sueco, o que nos leva à segunda notícia, a de que o grupo irá processar a Suécia por violar os Direitos Humanos.
“When people think you’re down and out, that you’ve lost and have no way to win… that’s the perfect time to hit them harder than ever before.” Peter Sunde, co-fundador do Pirate Bay
O caso, se for à frente, será levado à Corte européia de Direitos Humanos, que irá analisar se o sistema legal sueco viola os direitos dos fundadores do Pirate Bay.

Segundo Sunde, um dos juízes, Anders Eka, que julgou se o primeiro juiz do caso estava contaminado, estava ele mesmo contaminado ou influenciado pois faz parte também da organização Stockholm Center for Commercial law, da qual fazem parte os advogados que representaram a indústria contra o site.

Ou seja, todos no caso estavam envolvidos de alguma forma, foi um jogo de cartas marcadas contra o Pirate Bay.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pirate Bay: Julgamento foi "legal"

O Zero Paid nos informa que que a Corte Sueca não viu nada de errado na ligação entre o juiz Tomas Norström do caso onde o Pirate Bay foi condenado (como mostrado aqui) com organizações pró-copyright e gravadoras. Decisão simplesmente absurda! Alegam que a ligação tinha meros propósitos "educacionais".

O julgamento e consequênte condenação do Pirate Bay causou uma revolta entre os jovens Suecos que levou à eleição de dois deputados do Partido Pirata para o Parlamento Europeu e esta nova decisão pode acirrar ainda mais os ânimos.

Court Review Says Pirate Bay Trial Judge Not Biased



Concludes his membership in several pro-copyright groups was merely an educational tool that increased his knowledge of the issues.

The Stockholm District Court reviewing the charge of bias leveled against presiding Pirate Bay trial Judge Tomas Norström has concluded that the accusation is unfounded.

The charge was leveled after revelations that during the trial for which the Swedish BitTorrent tracker site would eventually be convicted for the facilitation of copyright infringement, Judge Tomas Norström was an active member of several pro-copyright groups, one of which even actively lobbies for more stringent copyright laws.

Even more startling is that membership included some of the entertainment industry’s own lawyers, the IFPI’s Peter Danowsky in particular.

The court found that his membership alone in these groups didn’t make him bias, that they were important educational opportunities that helped keep him up to date on copyright issues. If a ridiculous argument. One doesn’t have to be a member of a group in order to be up current with a given topic. More importantly, how can one argue impartiality if that same group lobbies for the sort of conviction he subsequently metes out in his court rulings?

The ruling is sure to further anger the huge number of Swedish youth (19% of those under age 30) who turned out to vote in droves yesterday, and gave the Swedish Pirate Party 2 seats in the EU Parliament.

Many of the country’s youth have been angered over what they see as an intrusion by foreign, primarily US-based, entertainment industry conglomerates into the private affairs of a sovereign country. They understand that copyright laws were essentially written in a world before digital content that no longer exists, and that ultimately paralyze the ability of citizens to freely communicate and interact with one another.

With the Pirate Party now having 2 seats at the “table,” all of that may soon change.

“The first thing that will happen in the the new EU parliament is the third reading of the telecom reform package,” said Pirate Party leader Rick Falkvinge the day after his party’s spectacular win.

Stay tuned.



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quarta-feira, 1 de abril de 2009

País avançado é outra coisa...

"Suécia aprova casamento gay"


O "sim" massacrou, 261 votos contra 22.

Mais um exemplo para o mundo de tolerância e respeito à diversidade.

Fosse no Brasil....
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