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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Petição pela liberdade de expressão e o direito à informação, contra a perseguição ao Wikileaks, ao Falha de S.Paulo e ao CMI

Petição resultado do Ato pró-WikiLeaks, Falha e CMI promovido por diversas entidades em dezembro de 2010.
To:  Governos e empresas violadores da liberdade de expressão na rede
A internet traz um enorme benefício para a liberdade de expressão e articulação de uma sociedade civil transnacional, mas essa facilidade de compartilhamento de conhecimento, bens culturais e opiniões tem incomodado setores conservadores. Quando a liberdade provoca as instituições e os podres poderes, ela passa a ser tratada como um valor menor e os incomodados, em vez de se mudar, ficam e deixam evidente sua natureza arcaica e violenta.
 
Forja-se uma aliança contra o anonimato e a circulação livre de informação. Azeredo, Hadopi, Zapatero x Wikileaks. Temos o direito de acessar o entendimento dos governos sobre o que somos e o que fazemos. De conhecer a visão dos operadores do império que filtram e dirigem a ação do mais poderoso governo do planeta e também de seus satélites informacionais na Europa, na América, na Ásia, na Oceania, na África.
Nenhuma informação divulgada pelo Wikileaks estava em segredo de justiça nem afeta cidadãos comuns nem representa crime contra a honra. Todas elas estariam disponíveis a qualquer cidadão dos Estados Unidos pelo "Freedom of Information Act".
 
Mas o caráter revolucionário da verdade inquieta os que não se beneficiam dela. O que jamais foi dito nem nunca deveria ser exibido está na nossa mão, em servidores espelhados e espalhados, que já não poderão tomar. A liberdade, a transparência e a democracia, então, equilibram-se na corda bamba. Na Suécia, acusações de crimes são usadas para tentar calar Julian Assange. Nos Estados Unidos, o governo busca um crime pelo qual acusá-lo e ameaça: ler ou comentar os documentos vazados pelo Wikileaks são motivos para cidadãos não conseguirem empregos no governo federal. Na França, Sarkozy persegue jovens que compartilham arquivos digitais e trocam bens culturais sem pedir licença.
No Brasil, a mesma Folha de S. Paulo que exalta a liberdade e tem acesso pleno aos documentos sigilosos da diplomacia norte-americana sobre o Brasil mantém um processo contra o FALHA de S.Paulo, um site de paródia à Folha de S.Paulo que tinha fotomontagens, críticas rápidas e bem-humoradas ao noticiário deles. O jornal processou os dois cidadãos que mantinham voluntariamente o site por “uso indevido da marca” e pede indenização em dinheiro. Enquanto a mesma Folha defende o direito de praticar o humor contra personalidades, ela busca calar quem a critica usando a legislação de propriedade intelectual. Trata-se de uma inaceitável censura ao direito de qualquer um criticar os erros da mídia. Uma liminar mantém o site fora do ar, mas todos os detalhes da história podem ser conhecidos em www.desculpeanossafalha.com.br.

Também no Brasil o site do Centro de Mídia Independente (CMI), que faz parte da rede global Indymedia, está sendo censurado por decisão judicial que afeta provedoras de Internet. A razão da censura é uma ação legal contra um artigo publicado no site. Acontece que, em nenhum momento, nenhuma das partes envolvidas na ação ou nem mesmo a Justiça procurou contatar o CMI para retirar tal artigo. A Justiça preferiu pedir para provedoras de Internet que não são responsáveis pelo site que tornassem inacessível o artigo e, desta forma, tais provedoras bloquearam o acesso completo ao CMI desde abril de 2010.

Wikileaks, FALHA de S. Paulo e CMI são vítimas dos mesmos algozes: pseudoarautos da liberdade que não suportam quando ela deixa de ser retórica e ganha as ruas e a rede. São aqueles que discursam efusivamente contra mecanismos democráticos de regulação, mas praticam diretamente a coerção autoritária. Nesta hora, é preciso falar alto. Contra as tentativas de silêncio, a polifonia de vozes plurais e diversas. Contra as tiranias públicas e privadas, a insurgência da verdade e da democracia. Por isso nos manifestamos:

Pelo fim da perseguição oficial e corporativa ao Wikileaks e em apoio à divulgação das informações;

Pela retirada imediata do processo da Folha de S.Paulo contra a FALHA de S.Paulo;
Pelo fim da censura judicial e do bloqueio dos provedores ao CMI;
Em defesa de liberdade de expressão ampla e verdadeira, para todos os cidadãos e cidadãs.
Sincerely,
The Undersigned
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Michael Moore: Carta Aberta ao Governo Sueco

Carta de Michael Moore ao governo sueco sobre o caso de Julian Assange e o suposto estupro. Tradução de Aleksander Aguilar, do blog Dêiticos.

Original em inglês.

"Olá! Ou como vocês dizem, Hallå! Como vocês sabem, aqui nos Estados Unidos nos adoramos o seu país. Seus Volvos, suas almôndegas, seus moveis difíceis de montar – nunca nos cansamos de tudo isso.

Apenas uma coisa me chateia: por que a Anistia Internacional, num relatório especial, declarou que a Suécia se recusa a lidar com a real tragédia sobre estupro? Na verdade, a organização diz que em toda a Escandinávia, incluindo o seu país, estupradores “desfrutam de impunidade”. E as Nações Unidas, a União Européia, e os grupos suecos de Direitos Humanos chegaram a mesma conclusão: A Suécia não trata crimes sexuais com seriedade. De que outra maneira você poderia explicar essas estatísticas (publicadas no The Guardian) de Katrin Axelsson, da organização Mulheres Contra o Estupro:

- A Suécia tem o mais alto número de denúncias per capita de estupro da Europa
- O número de estupros quadriplicou nos últimos 20 anos
- O número de condenações? Decresceram intensamente.

Segundo Axelsson: “No dia 23 de abril deste ano, Carina Hägg e Nalin Pekgul, respectivamente membro do Congresso Nacional e líder das Mulheres sócio-democratas na Suécia, escreveram no Göteborgs (jornal sueco) que até 90% de todos os casos denunciados de estupros no país nunca são julgados”.

Deixe-me dizer isso novamente: nove entre dez casos de mulheres que denunciaram ter sido vitimas de estupro vocês nunca se incomodaram nem em começar os procedimentos legais de investigação. Nao é de se admirar que, de acordo com o Conselho Nacional Sueco de Prevençao Contra o Crime, hoje em dia é estatisticamente mais fácil alguém sofrer abuso sexual na Suécia do que ser roubado.

Qual é a mensagem para os estupradores? A Suécia os adora!

Então imaginem a nossa surpresa quando de repente vocês decidiram ir atrás de um tal de Julian Assange com base nas denuncias de crime sexual. Bem, mais ou menos isso: primeiro vocês o acusaram. E então, depois de investigar, vocês retiraram as acusações mais graves e o pedido de prisão.

No entanto, um deputado conservador colocou pressão em você e eis que um giro de 180 graus ocorreu. Você reabriu a investigação contra o Assange. Mas dessa vez você não o acusa de qualquer coisa, apenas o quer para “questioná-lo”.

Logo, você – quem ficou de braços cruzados anteriormente deixando milhares de mulheres suecas serem estupradas enquanto seus abusadores estão livres – decidiu que agora era tempo para falar grosso com um homem, o mesmo homem que o governo norte-americano quer preso, encarcerado ou, dependendo de qual político ou erudito você escuta, executado.

Mas que notável cavalheiro das Cruzadas você se tornou, governo sueco! As mulheres suecas devem agora se sentir mais seguras?

Bem, na verdade não. Em fato, muitas vêem através de você. Elas sabem o que na verdade são essas “acusações-que-não-são-acusações”. E Elas sabem que você, cínica e asquerosamente, usa de uma real e diária ameaça que existe contra as mulheres em todo o lugar do mundo para ajudar o interesse do governo norte-americano em silenciar o trabalho do Wikileaks.

Eu não pretendo saber o que aconteceu entre o senhor Assange e as duas mulheres que fizeram as denúncias (tudo o que eu sei é o que eu ouvi na imprensa, assim que eu estou tão confuso como qualquer outra pessoa). E lamento se eu saltei desnecessariamente a tirar conclusões apressadas no meu esforço de destacar um essencial valor norte-americano: Todas as pessoas são absolutamente inocentes até que se prove o contrário depois de superada qualquer dúvida numa corte de justiça.

Eu acredito com convicção que toda acusação de crime sexual dever ser investigada vigorosamente. Não há nada errado em a sua policia querer interrogar o senhor Assange sobre essas alegações. E, ainda que eu entenda o porquê ele se escondeu (é o que as pessoas geralmente fazem quando são ameaçadas de assassinato) ele deveria responder as perguntas da policia.

Ele também deveria se submeter ao exame de doenças sexualmente transmissíveis que as supostas vitimas solicitaram. Eu entendo que a Suécia e o Reino Unido possuem um acordo e os meios para que você envie seus investigadores a Londres para que eles possam interrogar o senhor Assange onde ele esta, em prisão domiciliar sob fiança.

Mas assumo que isso dificilmente ocorreria. Você não faria todo o caminho ate outro país para perseguir um suspeito de crime sexual quando vemos que não consegue nem mesmo ir até suas próprias ruas para ir atrás dos casos denunciados de estupro no seu país. Isso, Suécia, você raramente escolheu fazer no passado e esse é o porquê toda essa coisa agora cheira mal de uma ponta a outra.

E não vamos nos esquecer de uma observação final feita por Axelsson:

“Ha uma longa tradição no uso de alegações de estupro e de crimes sexuais em favor de agendas políticas que não tem nada a ver com a segurança das mulheres. No sul dos Estados Unidos, o linchamento de homens negros era freqüentemente justificado com base nas acusações de estupro ou mesmo de que eles tinha apenas olhado para uma mulher branca. As mulheres não vêem com bons olhos que as nossas exigências por segurança sejam usadas maliciosamente enquanto o estupro segue sendo, no melhor dos casos, negligenciado ou, no pior, ate protegido”.

A tática de usar uma acusação de estupro para perseguir minorias ou agitadores, culpados ou inocentes, (enquanto fazem vista grossa para limpar os crimes no resto do tempo) é o que eu receio que esteja acontecendo aqui. Eu gostaria de me assegurar que as pessoas de bem não permaneçam em silêncio e que você, Suécia, não tenha êxito se de fato você esta mancomunado com governos corruptos como o nosso.

Na semana passada, Naomi Klein escreveu: “Estupro esta sendo usado no processo contra Assange da mesma forma que a “liberdade das mulheres” foi usada para invadir o Afeganistão. Acordem!”.

Eu estou de acordo.

Ao menos que você tenha evidência (e acredito que se tivesse já teria expedido um mandato de prisão a essas alturas), retire a tentativa de extradição e comece a trabalhar naquilo que até aqui você tem se recusado a fazer: proteger as mulheres da Suécia.

Atenciosamente,
Michael Moore"
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A revolução realmente não será tuitada?

Este artigo tem o objetivo de discutir (e rebater) outro artigo, de Malcol Gladwell, publicado pela Folha em 12 de dezembro, sob o título "A revolução não será tuitada". Recomendo que seja antes feita a leitura do artigo.

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Na minha humilde opinião, o autor incorre em diversos e significativos equívocos.

Em primeiro lugar, analisa épocas substancialmente diferentes, em que a tecnologia era, obviamente, distinta.

Como analisar os processos revolucionários ou mesmo de revolta popular nos anos 60 e comparar com o dos anos 2000 e querer mostrar que a internet não é relevante se nos anos 60 não havia internet? As coisas poderiam ter sido diferentes antes, se houvesse já a rede? Nunca saberemos.

A análise do autor parece dedicar especial atenção a inexistência da rede sem, porém, entender o que isto significa. Não tínhamos telefone há 200 anos e, sem dúvida, muita coisa mudou com ele. O mesmo com o telégrafo, ou mesmo com os sinais de fumaça. A cada novidade tecnológica o modo de se comunicar, de fazer guerra, de se relacionar, mudou.

É possível que muitas manifestações tenham sido, antes da internet, convocadas por telefone. Da mesma forma que o SMS tem papel fundamental hoje em diversos movimentos - no próprio Irã, citado no texto.

Vale lembrar também, que cada tipo de luta tem suas especificidades. Uma coisa é questionar a internet e seu papel (ou o Twitter), na "revolução" de Moldova, mas outra é querer comparar com os protestos de negros por direitos civis nos EUA dos anos 60. São realidades distintas, épocas distintas e, sem dúvida, o relacionamento entre quem participava era totalmente diferente.

Como se organizam os movimentos em Moldova, ou mesmo no Irã, e como se organizavam os negros nos EUA? Sem saber isso, não podemos afirmar nada.

Mesmo que aceitemos toda a argumentação de Gladwell, sobre o Irã e sobre Moldova, de que a internet não tem tanta penetração, de que o Twitter era mais usado para comunicação externa, para conseguir apoio e repassar o que acontecia, temos um cenário que ainda sustenta o Twitter como extremamente relevante.

Ora, a propaganda e a comunicação deixaram de ter relevância em processos revolucionários e em guerras?

Se concordarmos que o Twitter não foi o gatilho ou a ferramenta agregadora - mas os tais "laços fortes de Gladwell" - continuaremos a ter nesta ferramenta papel preponderante no suporte a todo o processo através da comunicação externa e na propaganda. De outra maneira pouco saberíamos sobre estes eventos, ou mesmo sobre a crise em Xinjiang ou o golpe em Honduras (ainda que a Telesur tenha feito um trabalho de primeiro nível).

Mas, tentando desconstruir um pouco os argumentos, eu poderia pensar que, além das comunicações em farsi, muito se falou em inglês porque boa parte da população letrada e com acesso à internet tem preferência por usar o inglês em suas comunicações - seja por modismo, por status ou mesmo para passar pelos censores menos letrados (o que costuma ser característica em lugares com grande pressão religiosa) -, e porque sabiam que era mais simples, assim, conjugar organização e visibilidade.

No caso de Moldova, é fato que poucos tem ou usam Twitter, mas tanto Gladwell quanto Mozorov estudaram aqueles que tem efetivamente Twitter e viram qual foi o papel deles nos protestos? Será que os 100 que tem, por exemplo, não foram os líderes, ou ao menos peças-chave na convocação que, claro, também usou outros meios?

Podemos concordar que a internet, sozinha, pouco faz, mas é MAIS UM instrumento. Telefone, SMS, Celulares, Internet, são todos instrumentos que, usados em conjunto, são receita para revolução. Agora, o peso de cada um deles é difícil de analisar ou afirmar. Sabemos, com certeza, que a internet tem um papel importante. Fundamental? Precisamos estudar mais.


A tentativa do autor de dizer que a internet, Twitter e etc não tem relevância através de simples comparações, ao dizer que "Ah, tal grupo nunca precisou/usou, então aquele outro também não precisa/usa" é fraquíssima.

Posso concordar com a tentativa do autor de dizer que a "cibermilitância" acabe por ser mais "confortável", não se vai tanto às ruas, mas também temos de analisar o que isto significa exatamente. Com o alcance da internet hoje, talvez não seja tão necessário assim, pra tudo, sair às ruas. Vejua no Brasil o caso do Mega Não, contra o AI5Digital do Azeredo. O abaixo-assinado e a mobilização online foram quase que sozinhos os responsáveis por dar força ao movimento. A parte "presencial" era mais um complemento.

Existem lutas em que não faz [tanto] sentido ir na rua, como nos anos 60.

Que existe uma acomodação é fato, mas será que devemos culpar a internet ou a sociedade em si?

Sociedade de consumo, capitalista, individualista, egoísta, que nos ensina a ser cordiais, cordatos, "pacíficos" e que nos faz consumir ao invés de pensar em distribuir, nos faz acumular e não pensar no próximo. Será que a sociedade em si, o pensamento dominante, por si só, não inibe naturalmente a mobilização que víamos nos anos 60?

É muito fácil descontar na internet aquilo que é reflexo da sociedade, independente da rede.

Ambos os excessos, o de dizer que a revolução (sic) em qualquer parte do mundo foi "causada" pela internet e o de dizer que na verdade esta não teve qualquer função, estão errados.

Quanto aos "compromissos", novamente partimos de campos de análise totalmente diferentes.

De um lado o autor tenta comparar grupos que atuam em áreas relativamente pequenas ou com um começo de atividades muito ligados a nichos (e também temos de notar que ações de guerrilha, por exemplo, encontram muito menos apoio "do nada" do que uma revolta contra um governo golpista) com movimentos globalizados ou de amplo alcance e de caráter totalmente diverso.

Falar dos Mujahidins no Afeganistão de forma simplista, sem considerar os laços de sangue, tribais e todo o costume local é querer não discutir efetivamente a questão. Fração Exército Vermelho e outros grupos atuavam em nichos, com objetivos que impediam uma base extremamente ampla e, ademais, são fenômenos completamente diferentes dos quais ele se propõe a analisar.

Uma coisa é você ter o objetivo de protestar contra o governo ou mesmo se levantar contra injustiça propondo marchas, outra é você formar um grupo guerrilheiro - e em uma época em que não existia internet.

Vejam que todos os exemplos dados pelo autor são de grupos em épocas onde a rede não existia ou em lugares onde a internet mal existe.

O autor, aliás, ao dividir os tipos de manifestação entre os de laço fraco e fortes, e dizer que os de laço fortes são os "perigosos" esquece que a militância virtual também traz riscos. E mesmo físicos. Prisão, ameaças e afins não são impossíveis ou algo raro.

O ator também subestima a criação de laços na rede. Não acredita que seja possível a formação de amizades, laços fortes, através de contatos na rede. E está redondamente enganado. A argumentação simplesmente não se sustenta.

Encontrar cara a cara, hoje, não é mais crucial. A maneira pela qual nos relacionamos hoje não é mais [apenas ] a dos anos 60. O ambiente virtual é outra esfera de sociabilidade, de relacionamento interpessoal e de conexão. E, em muitos casos, aliás, aquele relacionamento virtual extrapola. Quantos que lêem a este post não acabaram encontrando depois, pessoalmente, pessoas que conheceram online? eu posso contar mais de 100 facilmente.

Ao generalizar (definir o Twitter como ferramenta onde só se segue e é seguido ou o Facebook como um administrador de pseudo-amigos) o autor generaliza e erra tremendamente. Pega a parte pelo todo e baseia sua idéia numa análise superficial. Sem falar que, esperava que ele conceituasse "amizade". O que é? Ter amigos pra quem você conta segredos? Amigos de cerveja? Amigos de papos esporádicos? Oras, no que diferenciamo as relações online das offlines? No grau de amizade? Mas o que é isso?

Eu já fui na casa de amigos que conheci online e tenho grandes amigos "offline" que nunca me convidaram pra suas casas e vice-versa. E isto não torna uma ou outra amizade mais real, mais significativa ou profunda que a outra.

O exemplo dado pelo autor da Medula Óssea parece irreal. Galhofa. Ele não considera relevante que milhares de pessoas tenham ido se inscrever e ter material coletado sabendo que um deles poderia passar por uma cirurgia? É difícil argumentar....
Não requer confronto com normas e práticas sociais arraigadas. Na verdade, é o tipo do engajamento que só traz elogios e reconhecimento social.
Uma divisão deveras arbitrária. Dentro de um determinado grupo social, a rebeldia contra o sistema angaria tanto reconhecimento quanto este ato supostamente altruísta. Novamente, a análise parece partir de análises superficiais, sem ter em mente qualquer especificidade local ou social. A parte pelo todo. Exemplos generalistas demais.

E, novamente, será que há alguma relação deste caso com a internet ou estamos diante de um reflexo da sociedade de consumo?

Será que o autor pensa que sem a internet nós nos "motivaríamos" mais? Iríamos ao Haiti ou a Darfur ajudar, doaríamos mais? Provavelmente nem saberíamos do que acontece no mundo sem a internet! Especialmente com a maravilhosa e nem um pouco tendenciosa imprensa!

A Internet veio para somar e ela ajuda a transformar. O autor a considera irrelevante. Talvez o telégrafo tenha sido mais importante. Aliás, já ouvir professor dizer uma barbaridade dessas. O Telégrafo foi importante, a internet não.

Despreza-se o potencial de aproximação, de compressão espaço-tempo, de conectividade. As múltiplas oportunidades que surgem com a internet. A real formação de laços e, sim, amizades verdadeiras. Isto para ficar apenas no campo pessoal.

Aliás, quanto ao Facebook e doações, não nos esqueçamos que há em torno da internet a cultura do grátis, logo, doar, pagar, não é algo tão comum. Isto não significa menor ou maior engajamento, simplesmente aderência a uma cultura.

Posso concordar com o autor na questão da Hierarquia - ainda que eu conheça e já tenha participadode estruturas hierárquicas  dentro da rede [procurem por Micronacionalismo] que, claro, tinham outro foco, mas isto não significa laços fracos e sim a necessidade de maior comprometimento das partes. Ao invés de um líder e de vários comandados, temos uma estrutura mais participativa que, logo, exige mais. E os reflexos disso são óbvios.

O autor subestima também o carisma e a possibilidade de uma liderança surgir mesmo em estruturas descentralizadas, ou mesmo lideranças que, sem poder efetivo, tem a capacidade de terem preponderância.

Isto é o ser humano. A rede apenas potencializa.

O artigo, aliás, deve ter sido escrito antes de estourar a crise WikiLeaks, que dá uma pequena mostra do que é a rede. Os ataques hacker depois, descentralizados, são outro exemplo. A rede, sim, pode ser usada como inimiga do status quo.

O autor peca, enfim, em querer encaixar a rede no binômio "revolucionário" e "inútil", enquanto não a compreende como um instrumento potencializador de nossas capacidades, uma ferramenta, além de um ambiente de conexões e interconexões que nos fornecem possibilidades infinitas, mas que são subordinadas, claro à cultura, aos limites do homem, à sociedade e sua forma de ser e agir.
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sábado, 18 de dezembro de 2010

Vídeos do Ato-Debate em defesa do WikiLeaks #AtoWikileaks

Vídeos do Ato-Debate convocado pelo @Intervozes e outras organizações em apoio ao WikiLeaks e seu fundador Julian Assange.

Vídeos gravados de quase a totalidade do evento, em qualidade de som razoável.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ethan Zuckerman, do Global Voices, é entrevistado pela Folha sobre o WikiLeaks

"Eu não sei se eu sou pró WikiLeaks, eu sei que eu sou anti-anti-Wikileaks"
Ethan Zuckerman, GV

Republico entrevista dada pelo Ethan à Folha no domingo. Para quem não sabe, o Ethan é o fundador do Global Voices, projeto do qual faço parte. Tive o prazer de conhecê-lo - e de tomar um porre - no encontro mundial do GV em maio de 2010.

"Vazamentos são inevitáveis na era digital"

EM BOSTON

Ethan Zuckerman é um pioneiro da internet 2.0. Criador de projetos como o Global Voices e o Media Cloud, ambos com a meta de melhorar o fluxo de informação na rede, conhece Julian Assange desde 2008. Embora declare não querer julgar os propósitos do WikiLeaks por ora, Zuckerman se diz "chocado" com a reação no governo americano, que, a seu ver, deixará a vida de gente como ele bem mais difícil. (LC)



 

Folha - O que se pode esperar do governo americano agora?
Ethan Zuckerman
- A reação até agora foi de pânico, descuidada e muito perigosa. Para quem vê a internet como espaço público, é um lembrete de que ele é conduzido por empresas privadas.
A Primeira Emenda impede o Congresso de restringir a liberdade de expressão, mas as empresas podem fazê-lo ao recusar serviço a quem quiserem.
É perturbador que uma empresa como a Amazon, sob pressão, ceda e deixe de postar conteúdo delicado.
Já para o governo americano, a maior consequência é para a defesa do Departamento de Estado à liberdade de acesso pelo mundo. Que credibilidade vamos ter com a China ou o Vietnã?

Você reclamou que, com esse episódio, a vida de quem defende a livre informação na rede ficará mais difícil. O WikiLeaks ou a reação do governo é um empecilho?
Vou dissociar as duas coisas. O vazamento de segredos era inevitável, é algo da era digital. Vazar 250 mil documentos não exige mais uma multidão de máquinas xerox nem um caminhão.

O governo americano achou que a mudança trazida na comunicação pela internet não o afetaria?
É embaraçoso para o Departamento da Defesa. Pensaram que as consequências para um indivíduo que vazasse seriam tão graves que esqueceram que, quando você tem 3 milhões de pessoas com acesso, é mais fácil alguém quebrar a regra.

Você espera uma maior limitação da internet ou que os EUA busquem apoio externo para isso?
A reação aqui foi exagerada. O governo não tinha um meio legal para exigir que as pessoas fechassem a porta ao WikiLeaks, então pressionaram [as empresas].
E aí o WikiLeaks migrou para a Europa, onde a pressão é menos efetiva, pois se exige provas de que [o que o site faz] viola a lei.
O que parece agora é que os EUA vão tentar arrumar um meio de denunciar Assange e pedir sua extradição. Se conseguirem, isso nos dará pistas sobre como agirão no futuro em outros casos.

Isso abre um precedente delicado. Onde traçar o limite?
Pois é. Há gente no governo estudando como acusá-lo. Não sei se é uma boa ideia [para o governo], nem sei se as acusações vão colar, mas acho que vão insistir.

Que lição você gostaria que o governo tirasse?
A questão maior é como essa informação vazou, e não o fato de ela parar no WikiLeaks. A segunda lição é que uma vez que vazou, não há como recuperá-la. Qualquer tentativa só aumentará o interesse pelo material.
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Pérolas do Azeredo e o Controle da Internet

O Senador Azeredo - futuro Deputado Azeredo - continua sua cruzada tosca contra a internet. Não surpreende que ele se coloque ao lado dos interesses dos EUA, como Nelson Jobim, mas sua demonstração completa de ignorância sobre o WikiLeaks e sobre conceitos básicos da internet (Hacker e Cracker) comprovam, mais uma vez, sua total incapacidade para lidar com o tema - ou com qualquer outra coisa, aliás.

Azeredo, do alto de sua ignorância, criticou via Twitter o Presidente Lula pelo apoio dado ao fundador e líder do WikiLeaks Julian Assange, afirmando que Lula havia defendido um Hacker - e que isto seria um absurdo.

Azeredo parece não entender -e não deve entender - a diferença básica entre Hacker e Cracker e, além disso, que Assange não cometeu qualquer ato próximo à atividade Hacker ou muito menos Cracker. Ele tão somente vazou documentos que chegaram até ele, logo, ele não invadiu nada.

Mas pouco importa para um senador ignorante que espera ter um eleitorado igualmente ignorante para, assim, poder aprovar suas medidas restritivas e censurar a internet.

Os poderosos tem pavor da rede, a arma deles é o controle, e o WikiLeaks apenas exacerbou este sentimento.

Os Parlamentares que tentam nos censurar se dividem em dois grupos: O dos mal-intencionados e o dos ignorantes. Ambos são igualmente perigosos e nada impede que alguns até sejam as duas coisas, apenas sendo mais ou menos ignorante ou mal-intencionado.

Os mal-intencionados talvez até tenham alguma idéia do poder da internet e, por isto, apoiam de maneira entusiasmada a censura da mesma. Na rede não há espaço para que estes disputem (sic) concessões públicas e sejam os únicos donos da palavra, dos meios de comunicação. Não podem usar sua influência, intimidar, usar sua grana para terem visibilidade na rede. Aqui são apenas mais um.

Os ignorantes simplesmente não sabem o que estão fazendo, lêem e-mails impressos pelas secretárias e, normalmente mensaleiros, acreditam em tudo que lhes é dito.

Azeredo é ambos. Um ignorante que foi pago para liderar um movimento contra a internet e contra nossa liberdade de expressão, sabendo que ao nos controlar terá mais liberdade para praticar suas falcatruas (vide o Mensalão Mineiro).

Vejam algumas reações aos tuítes ignorantes e inconsequentes desta figura:













Aliás, uma demonstração de como o Senador é um democrata:

O @prenass é outro igualmente bloqueado:

Quem não sabe conviver com as diferenças precisa, MESMO, censurar.
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Vale a leitura do post do @Aarles sobre o caso:
Eu acho que agora entendi o “porquê” dos que querem o AI-5 Digital, como é o caso do ex-Senador (Rá!) Eduardo Aiquemedo. Sem contar o fato dele ter aprendido direitinho o discurso do medo com a ilustríssima Regina Memate, o problema desses caras é que querem ser os donos da bola. Sabe aquele garoto que não sabe jogar, mas que é convidado para o jogo só porque tem a bola? E que, quando o time dele está perdendo, faz birra e quer acabar com o jogo? Pois é…só que, no caso, nem a bola ele tem, uma vez que a Internet é construída coletivamente. Sujeitos desse tipo não têm nada a dizer, não sabem debater, se sentem incomodados com a pluralidade de ideias/opiniões, querem o monopólio da palavra…enfim, quando se sentem contrariados vão para o cantinho fazendo birra. E, de noite, ficam tramando o que fazer para que o jogo seja jogado do jeito deles, isto é, para que a liberdade seja cerceada e que eles voltem a ter o monopólio da palavra, sem contestação. Quer ver um exemplo disso? Clique aqui, aquiaqui, respectivamente, e veja se o “garoto” não quer colocar a bola debaixo o braço e acabar com o jogo. É #mimimi demais pra minha cabecinha, gente!!!
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Intervozes convoca: Debate-Ato “Wikileaks: o que está em jogo?”

Iniciativa capitaneada pelo Intervozes, Casa de Cultura digital e Ciranda  promovem evento no Sindicado dos Engenheiros, dia 15/12 para debater o WikiLeaks e apoiar a iniciativa, colocando em questão aspectos de resistência, transparência e liberdade de expressão/imprensa.

Aos coletivos interessados em se somar à iniciativa, procurem o João Brandt (Intervozes) até domingo, dia 12, 18h e incluam o nome das organizações.
O jogo é bruto. Os cabos foram capturados em benefício da transparência. De todos nós. Com isso, a verdade que trafega em sigilo foi exposta, na praça pública virtual da rede, e aqueles que ousaram exibir as entranhas da realpolitik tornaram-se objeto de desejo do império (Governo estadunidense, com suas bandeiras de cartão de crédito e megaoperadoras globais de serviços de entretenimento baseados na informação alheia). O que está em jogo?

O jogo é bruto. Começa a se forjar uma aliança contra o anonimato e a circulação livre de informação. Azeredo, Hadopi, Zapatero x Wikileaks. Temos o direito de acessar o entendimento dos governos sobre o que somos e o que fazemos. De conhecer a visão dos operadores do império que filtram e dirigem a ação do mais poderoso governo do Globo e também de seus satélites informacionais na Europa, na América, na Ásia, na Oceania, na África.

O jogo é bruto. O que jamais foi dito nem nunca deveria ser exibido está na nossa mão, em servidores espelhados e espalhados, que já não poderão tomar. O que está em jogo então? 

Ato-debate “Wikileaks: o que está em jogo?”
Quarta, 15/12, às 19h
com a participação de Natália Viana, jornalista parceira do Wikileaks no Brasil
Auditório Sindicato dos Engenheiros
Rua Genebra, 25 – São Paulo
(próximo à Câmara Municipal)
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EUA e o Império Decadente: O WikiLeaks desnudou o Império

A Primeira Emenda da Constituição dos EUA diz:
"O congresso não deve fazer leis a respeito de se estabelecer uma religião, ou proibir o seu livre exercício; ou diminuir a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou sobre o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações por ofensas."
Ou seja, garante a plena liberdade de expressão e de imprensa nos EUA.

A Emenda XIV, Seção 1 da mesma Constituição declara:
Todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos e sujeitas a sua jurisdição são cidadãos dos Estados Unidos e do Estado onde tiver residência, Nenhum Estado poderá fazer ou executar leis restringindo os privilégios ou as imunidades dos cidadãos dos Estados Unidos; nem poderá privar qualquer pessoa de sua vida, liberdade, ou bens sem processo legal, ou negar a qualquer pessoa sob sua jurisdição a igual proteção das leis.
Mas pouco importa. Contra o "Terrorismo", vale tudo. Executivo e Legislativo - com a conivência do Judiciário - passam cotidianamente por cima da própria Constituição que dizem defender para, acreditem, defendê-la! Para caçar "perigosos terroristas", que podem ser desde perigosos estudantes que resolveram ler um livrinho sobre Comunismo (lembrem-se do Macartismo e afins) até ativistas pelos direitos humanos.

Liberdade de Expressão, nos EUA, ao longo do tempo vem se mostrando apenas a liberdade de se expressar sobre o que o governo acha que deve permitir. E, aliás, pra uma boa parcela dos Republicanos e em especial os doentes mentais do Tea Party, já permitem demais. Nemr quero imaginar o que seria um governo Palin pois, por mais que não tenha a menor pena dos estadunidenses, tenho pena do mundo, que é obrigado a suportar as loucuras do Império.

O WikiLeaks, enfim, foi a prova maior de que Liberdade de Expressão, nos EUA, só para os amigos do Rei, ou melhor, do Imperador. Republicano ou Democrata, branco ou negro, não importa, democracia é algo abstrato e que só serve para patrocinar guerras ilegítimas.

Documentos vazados, todas as teses que a esquerda vinha denunciando há décadas - e que muitos gostavam de acreditar ser só teoria da conspiração ou algum plano Comunista de dominação mundial (alô Olavo de carvalho!) - se mostraram verídicas.

É engraçado como o mundo - ou pelo menos muita gente -  precisou do WikiLeaks pra finalmente se convencer de que os EUA são um Estado Terrorista... Será que ainda restam dúvidas?

Mas, enfim, o WikiLeaks desnudou o Império. Não que não soubéssemos com quem estávamos lidando, mas agora provamos. A rede provou.

E os EUA parecem não ter gostado muito disso. Não só iniciaram uma campanha - burra - para tentar censurar o WikiLeaks, buscando forçar as empresas de hospedagem a não aceitar nenhum negócio com o Wikileaks - e fazendo países capachos aliados tomarem as mesmas medidas -, como também agora radicalizaram:

democracynow.org
The U.S. State Department has imposed an order barring employees from reading the leaked WikiLeaks cables. State Department staffers have been told not to read cables because they were classified and subject to security clearances. The State Department’s WikiLeaks censorship has even been extended to university students. An email to students at Columbia University’s School of International and Public Affairs says: "The documents released during the past few months through Wikileaks are still considered classified documents. [The State Department] recommends that you DO NOT post links to these documents nor make comments on social media sites such as Facebook or through Twitter. Engaging in these activities would call into question your ability to deal with confidential information, which is part of most positions with the federal government."

O Departamento de Estado dos EUA impôs uma ordem impedindo seus empregados de lerem os documentos vazados pelo WikiLeaks, Os empregados do Departamento de Estado foram avisados para não ler os documentos porque eles eram confidenciais e sujeitos a aprovações de segurança. A censura do Departamento de Estado sobre o WikiLeaks se extendeu até mesmo aos estudantes universitários. Um e-mail [enviado] aos estudantes da Escola de Assuntos Públicos e Internacionais da Universidade de Columbia diz: "Os documentos divulgados durante os últimos meses através do WikiLeaks são considerados, ainda, documentos confidenciais. [O Departamento de Estado] recomenda que você NÃO poste links para estes documentos ou faça comentários em mídias sociais, como o Facebook, ou através do Twitter. Participar de tais atividades poderá pôr em questão sua habilidade de lidar com informações confidenciais, que é parte [do trabalho] de muitos postos no governo federal.
Vejam o e-mail completo enviado aos estudantes no link.

Em resumo, o Departamento de Estado apenas afirmou que, tenha algo a ver com o WikiLeaks e você não terá chances em cargos governamentais, política e etc. Uma bela ameaça daquela grande democracia!

Aliás, toda a perseguição ao Assange se resume a alguma lei arcaica sueca que pune com cadeia quem fez sexo com duas pessoas na mesma semana. Sim, acreditem. A INTERPOL foi mobilizada, um mandado de prisão internacional expedido para prender um cara que transou com duas mulheres na mesma semana.

Ah, ele não usou camisinha também. Shame on you!
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Liberdade para Assange! Protesto no Consulado Britânico de SP

sábado 11|12 às 11h

consulado geral britânico / British Council

rua ferreira de araújo, 741 – pinheiros, são paulo, brasil

Com informações do Blog http://liberdadeparaassange.noblogs.org/




Exibir mapa ampliado
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Lula declara apoio ao WikiLeaks! [English Version - Versione Italiana- Versión en Español]

Sou forçado a dar o braço a torcer, Lula arrasou em seu discurso defendendo o WikiLeaks e Julian Assange.

Enquanto um dos maiores crimes contra a liberdade de expressão e de imprensa é cometido, a mídia se limitou a reproduzir os documentos vazados sem, porém, condenar a prisão arbitrária de Assange e sem condenar as pressões sofridas pelo WikiLeaks.

Os EUA estão em uma campanha difamatória e persecutória mundial e, até o momento, não foram molestados por repúdios revoltados da mídia. Sequer por tímidas reclamações. Onde está a SIP e outras organizações que dizem (e apenas dizem) defender a liberdade de expressão e de imprensa? Talvez envolvidas em algum outro golpe ou tentando criar mais algum factóide contra Chávez?

*O vídeo está legendado em potuguês e em inglês/The video has subtitles both in portuguese and in english

Eis o que disse o Lula, em português e minha rápida tradução para o inglês:

- Devemos muito à imprensa. Às vezes eu critico e dizem: "Lula está criticando a imprensa". Não. Estou apenas alertando.

- O que acho estranho é que o rapaz que estava desembaraçando a diplomacia americana... como é que chama? O WikiLeaks lá... O rapaz foi preso e não estou vendo nenhum protesto contra a liberdade de expressão.

- É engraçado. Não tem nada contra a liberdade de expressão de um rapaz que estava colocando a nu um trabalho menor que alguns embaixadores fizeram. Eu não sei se os meus embaixadores passam esses
telegramas. Mas, olha, a Dilma tem de saber e falar para seu ministro (das Relações Exteriores). Se não tiver o que escrever, não escreva bobagem.

- Aí aparece o tal do WikiLeaks, desnuda a diplomacia que parecia inatingível, a mais certa do mundo, e aí começa uma busca (para prendê-lo). Eu não sei se colocaram cartazes como no tempo do faroeste de "Procura-se Vivo ou Morto". Aí prenderam o rapaz e eu não vi um voto de protesto. Oh Stuckinha (Ricardo Stucker, fotógrafo oficial da Presidência), pode colocar no blogue do Planalto o primeiro protesto, então, contra a liberdade de expressão na internet para a gente poder protestar porque o rapaz estava colocando apenas aquilo que ele leu.

- E se ele leu porque alguém escreveu, o culpado não é quem divulgou, mas quem escreveu. Portanto, ao invés de culpar quem divulgou, culpe quem escreveu a bobagem porque, senão, não teria o escândalo que tem.

- Então, ao WikiLeaks, minha solidariedade pela divulgação das coisas e meu protesto contra a liberdade de expressão. 
English version (Raphael Tsavkko, @Tsavkko):
- We owe much to the press. Sometimes I criticize and [the media] say, "Lula is criticizing the media." No. I'm just warning.

- What I find strange is that the boy who was extricating American diplomacy ... how is that called? The WikiLeaks there ... The boy was arrested and I'm not seeing any protest against [the curtailment of the] freedom of expression.

It's funny. It's nothing against freedom of expression what [was doing] a boy who was stripping the minor work that did some ambassadors. I do not know if my ambassadors pass such cables. But, look, Dilma need to know and talk to her minister (of Foreign Relations). If you do not have what to write, do not write nonsense.


- Ant then appears that so called WikiLeaks, it strips diplomacy that seemed unattainable, the surest of the world, and then begins a search (to arrest him). I do not know if they put up posters as of those of the time of the Western "Wanted Dead or Alive." Then they arrest the boy and I have not seen any protest. Oh Stuckinha (Ricardo Stucker, official photographer of the President), you can put on the blog of the Planalto [Blog do Plananto, official Presidency blog] the first protest, then, against for the freedom of expression on the Internet so that we can protest because the guy was just putting [online] what he read.

- And if he read because someone wrote, the culprit is not who released it, but whoever wrote it. So instead of blaming those who released it, blame the person who wrote nonsense because, otherwise, we wouldn't have such scandal.

-So to WikiLeaks, my sympathy for the disclosure of things and my protest against freedom of expression.
Versione Italiana (Gradisca Weneck, @La_gradisca ):
- Dobbiamo tanto alla stampa. Alcune volte esprimo una critica e si dice: ‘Lula sta criticando la stampa’. No. Sto soltanto avvisando di un pericolo.

- Quello che trovo strano è che il tizio che stava mettendo in imbarazzo la diplomazia americana.. come si chiama? Quel WikiLeaks... Il tizio è stato arrestato e non vedo nessuna protesta contro la libertà di espressione.

- È divertente. Non c'é niente contro la liberta di espressione da parte di  un tizio che stava rivelando um lavoro minore che alcuni ambasciatori facevano. Non so se i miei ambasciatori scrivono questi telegrammi. Ma, attenti, Dilma ha il dovere di sapere e dire al suo ministro (degli Esteri). Se non hanno nulla da  scrivere, che non scrivano sciochezze.

- All'improvviso compare questo WikiLeaks, mette a nudo la diplomazia che sembrava intoccabile, la piu corretta del mondo, e allora comincia la caccia (per arrestare questo tipo). Non so se hanno messo dei cartelli come si faceva nel Far-West ‘ricercato vivo o morto’, peró hanno arrestato il tizio  e non ho visto nemmeno uma piccola protesta. Stuckinha (Ricardo Stucker, fotografo ufficiale del Presidente), puoi inserire nel blog del Planalto (il blog ufficiale del Governo brasiliano) la prima protesta contro la libertá di espressione su internet, al fine di  dissentire  perchè il tizio stava pubblicando soltanto quello che aveva letto.

- E se avaeva letto é perchè qualcuno aveva scritto, la colpa non è di quelli che hanno pubblicato, è invece di quelli che hanno scritto.  Dunque, invece di dare la colpa a chi ha pubblicato, accusiamo chi há scritto, perchè altrimenti non ci sarebbe tutta la polemica che c'è adesso.

- Quindi, a WikiLeaks, esprimo la mia solidarietà per la divulgazione delle notizie e la mia protesta contro la libertà di espressione
La versión en Español un poco diferente de las versiones en portugués, inglés y Italiano en el link.
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WikiLeaks, Vazamentos e uma nova diplomacia mundial

Vazamentos sempre ocorreram na diplomacia. Agências entravam em conflito, documentos eram desviados, roubados ou mesmo eram divulgados pelas próprias chancelarias com objetivos específicos - fazer guerras, contornar guerras ou apenas prestar "esclarecimentos" ou fingir transparência.

Além dos vazamentos, o desrespeito ao princípio do pacta sunt servanda (os pactos devem ser respeitados) já era algo comum e notório desde pelo menos Bismarck, ha mais de 1 século. Que também não era famoso por respeitar adversários ou aliados em documentos confidenciais. E, claro, ele também manipulava tais documentos a seu bel prazer.

Enfim, nem o que faz os EUA e seus embaixadores e pessoal no estrangeiro é novidade, e nem o vazamento patrocinado pelo WikiLeaks.

Mas o WikiLeaks conjugou os vazamentos à uma escala global. Aí está a novidade. Alcance, proporção e resultados [efeitos] potencialmente globais.

Não se trata do vazamento de meia dúzia de documentos - por mais que mesmo um possa em si causar uma guerra - mas o vazamento de milhares de documentos que alcançam um público jamais visto. E os efeitos são, para os países envolvidos e pegos cometendo as maiores atrocidades, potencialmente catastróficos.

Além do efeito dos documentos vazados em si, fica também o medo do que pode vir a ser vazado, do que pode ainda vir a ser divulgado.

Isto tudo se alia à discussão da liberdade na rede, do alcance e potencial da rede. Enquanto para a população o WikiLeaks se mostra como uma fonte potencialmente inesgotável de informações sobre o que fazem de verdade seus governos, para estes últimos o WikiLeaks não é apenas um perigo, mas um inimigo a ser destruído e, para melhor conseguir o objetivo, nada melhor do que também buscar censurar a internet, para evitar que qualquer possível sucessor do WikiLeaks possa surgir.

Censura imediata e censura da rede. São as etapas a serem seguidas pelos governos. AI5Digital em escala global e um ACTA vitaminado. Os Estados tem pavor absoluto da rede e tentam de todas as formas censurá-la.

O "dilema da segurança", acredito, fica em segundo lugar na discussão. Não interessa à população mundial manter escondidas as mentiras e negociatas de Estados sujos, senão a liberdade na rede, a liberdade da circulação de informações e o conhecimento.

Apenas Estados criminosos e que tenham segredos perigosos a esconder temem o WikiLeaks e o poder da internet, logo, são Estados que não merecem qualquer respeito por parte da população mundial. Estes se escondem sob relatórios e arquivos acessíveis a apenas um pequeno número de pessoas e, assim, buscam definir os rumos do mundo, sem se importar com o que querem seus cidadãos ou com o efeito de suas ações.

A atitude criminosa fica ainda mais evidente quando, após os vazamentos, estes Estados ao invés de esclarecer as estarrecedoras verdades que surgiram, buscam, por outro lado, censurar, perseguir e sequer negam aquilo que foi revelado.

Sequer o constrangimento dos segredos revelados faz, nem por um segundo, os Estados criminosos repensarem suas ações e seus métodos. 

Alguns podem argumentar que nem todos os segredos podem ou devem ser revelados, outros ainda afirmam que a diplomacia em si necessita de segredos, mas, podemos também argumentar, nem todo segredo deve ser enterrado para sempre e, na maioria dos casos, se é segredo, então dificilmente é algo honesto ou que vá efetivamente beneficiar a população mundial.

Outro dado relevante é a quase impossibilidade do vazamento de todo e qualquer dado ou documento diplomático. Seja pela impossibilidade de processamento, ou pela improbabilidade de alguém com tal acesso ter a possibilidade de vazar tanto material. Mesmo o WikiLeaks analisa aquilo que vai vazar afim de evitar problemas que atinjam populações e indivíduos - mas não governos.

Como seria se, no Brasil, os documentos da Ditadura ainda secretos fossem vazados e o povo pudesse saber a verdade sobre um dos períodos mais negros de nossa história? Estes documentos permanecem secretos não para beneficiar a população, mas para livrar a cara de criminosos e para esconder a verdadeira face do Estado.

A informação e a divulgação de crimes por parte de Estados, acima de tudo, é uma questão ética. Estamos falando, aliás, de uma rede mundial conectada, logo, impossível de ser totalmente parada ou controlada.

Cabe aos Estados, então, se conformar com a realidade de que seus segredinhos sujos poderão ser descobertos e divulgados para o mundo. Se por um lado isto pode aumentar a proteção aos documentos, por outro é um aviso do mundo a seus governos: "Nós estamos vendo tudo, pode esconder, mas cedo ou tarde serão desmascarados".

Apenas a pressão constante e mais ações para desmascarar estes Estados podem, talvez, tornar mais transparentes tratados, contratos e acordos. E apenas com a internet livre poremos garantir que isto aconteça.

Porque, depender de organismos que DIZEM defender a liberdade, só mesmo rindo ou se desesperando.

Não encontraremos qualquer apoio.

Paulo Moreira Leite disse:
Posso até admitir que os papéis não produziram nenhum escândalo colossal nem trouxeram uma única revelação realmente bombástica, ao menos até aqui. No mundo inteiro ninguém ficou sinceramente supreso ao flagrar determinados ministros procurando agradar embaixadores de Washington nem outras autoridades em postura exageradamente subalterna durante uma negociação.
Das duas uma, ou os EUA não toleram que NADA sobre suas ações seja sabido, mero despeito, ou sabem que esta é só a ponta do iceberg e que vem pedrada pela frente, como se o WikiLeaks tivesse dado aquele gostinho, tivesse mostrado um pedaço da mercadoria para mostrar que falavam sério e agora vão jogar a bomba.

Aguardemos.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Selo em apoio a Assange e WikiLeaks! Espalhem e Assinem a Petição da Avaaz!

O professor Mairícuo Porto, do Blog do Maurício Porto, criou este selo para demonstrar seu apoio à liberdade e a luta de Julian Assange e do WikiLeaks. Espalhem!
Aproveitem para assinar a petição da ONG Avaaz em defesa do WikiLeaks!

A campanha agressiva de intimidação contra o WikiLeaks é errada, perigosa e compromete o Estado de Direito. Políticos importantes dos EUA chegaram ao extremo de chamar o WikiLeaks de uma organização terrorista, sugerindo o assassinato da sua equipe e pedindo para empresas boicotarem o site.

O futuro da liberdade de imprensa e Internet está em jogo. Vamos nos manifestar urgentemente para garantir que governos e empresas ajam com cautela e por vias legais, sem escalar a briga.

Assine a petição contra a perseguição -- vamos conseguir 1 milhão de vozes esta semana!

Para o governo dos EUA e empresas ligadas ao WikiLeaks:

Nós pedimos o fim da perseguição ao Wikileaks e seus parceiros imediatamente. Pedimos respeito pelos princípios democráticos e leis de liberdade de expressão e de imprensa. Se o Wikileaks e seus jornalistas parceiros violaram alguma lei eles deverão ser levados à justiça. Eles não devem ser sujeitados a uma campanha de intimidação extra-judicial.
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Operação Vingar Assange! Hackers em defesa do WikiLeaks

Operação Vingar Assange
"A primeira infoguerra séria começou agora.
O campo de batalhas é o WikiLeas.
E vocês são os soldados."
- John Perry Barlow

Julian Assange diviniza tudo que nós consideramos importante. Ele despreza e luta constantemente contra a censura, é possivelmente o troll internacional mais bem sucedido de todos os tempos, e não tem medo de porra nenhuma (nem mesmo do governo dos EUA).

Agora, Julian é o foco principal de uma caçada humana global, tanto no campo físico quanto no virtual. Governos ao redor do mundo estão disputando o prêmio por seu sangue, políticos estão em pé de guerra pelo seu ultimo vazamento, e mesmo seu próprio país o abandonou aos lobos. Online, o WikiLeaks é o foco de massivos ataques DDoS, legislações e extrema prostituição aos incumbentes corruptos que silenciarem este homem.

Portanto, [o grupo] Anonymous (Anônimos) tem a chance de lutar por Julian. Nós temos a chance de lutar contra o futuro opressivo que aparece a nossa frente. Nós temos a chance de lutar na primeira infoguerra jamais disputada.

1. Paypal é o inimigo. Serão planejados [ataques] DDoS, mas no meio tempo, boicotem tudo. Encoragem amigos e família a fazerem o mesmo.

2. Espalhem os documentos já vazados o máximo que puderem. Salvem-os em HD's, os distribua em CD's, espelhe-os em sites e compartilhe-os em torrents. O objetivo final é um DNS humano - algo que só pode ser parado com o desligamento de toda a internet.

3. Vote em Julian na escolha do Homem do Ano da Revista Time. Enquanto isto não ajuda sua causa, irá dar a ele uma necessária exposição pública. (http://tinyurl.com/2wb7ju8)

4. Fale! Twitter, Myspace, Facebook e outras redes sociais são hubs de distribuição de informação. Tenha certeza de que todos que você conhece saibam do que está acontecendo. Se você conseguir convencer todo dia  pelo menos uma pessoa a dizer a outra pessoa, o espalhamento da informação será exponencial.

5. Se você estiver disposto, imprima documentos que sejam relevantes em sua área e os distribua. Coloque-os em paradas de ônibus, estações de trem, postes. Seja criativo e atraia a atenção das pessoas. Usar graffiti para espalhar o site do WikiLeaks também é uma grande idéia.

6. Reclame com seu parlamentar, prefeito ou qualquer outro político que você possa contatar. Peça a ele que comente sobre os vazamentos. Grave cada palavra do que ele disser.

7. Proteste! Organize marchas comunitárias, envie petições, seja ativo. Isto não pode acontecer sem números.

TL;DL (Muito Longo, Não Li):
Proteste.
Informe.
Indague.
Lute.

O futuro da internet está por um fio
Nós somos Anonymous (Anônimos).
Nós não perdoamos; nós não esquecemos.
Nos Espere.
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Também se prepara a Operação Payback, leia mais.
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Update:

Promessa feita é promessa cumprida, os ataques já começaram.

O site da Promotoria da Suécia e do advogado de acusação (promotor) foram atacados por hackers:
A Promotoria da Suécia disse nesta quarta-feira (8) que apresentou denúncia à polícia depois de sofrer um ataque virtual organizado contra sua página na internet nas últimas horas. O ataque manteve a página fora de serviço entre a noite de ontem e a manhã de hoje. O Centro de Investigação de Incidentes Informáticos (Sitic, na sigla em sueco) confirmou que se tratou de uma ação organizada desde vários países. Acredita-se que este ataque seja parte de uma iniciativa coordenada em defesa do WikiLeaks. A página na internet de Claes Borgstrom, advogado de defesa das duas jovens suecas que acusam o fundador da WikiLeaks, Julian Assange, de crimes sexuais também sofreu ataques hoje.
E também o site da MasterCard:

Após suspender o serviço que permitia a transferência de doações para o grupo WikiLeaks, a administradora de cartões de crédito Mastercard teve seu site atacado por hackers e parcialmente paralisado, segundo o jornal britânico "Guardian". Pelo menos até o fim da manhã desta quarta-feira, a página da empresa continuava fora do ar ou com acesso lento. A Mastercard ainda não havia se pronunciado sobre o caso.
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E o PayPal admitiu ter suspendido os pagamentos ao WikiLeaks não por qualquer suposta infração de termos ou ilegalidade, mas por pressão dos EUA:

PayPal today admitted it suspended payments to WikiLeaks after an intervention from the US State Department.
The site's vice-president of platform, Osama Bedier, told an internet conference the site had decided to freeze WikiLeaks's account on 4 December after government representatives said it was engaged in illegal activity.
"State Dept told us these were illegal activities. It was straightforward," he told the LeWeb conference in Paris, adding: "We ... comply with regulations around the world, making sure that we protect our brand."
PayPal is the first major corporation to admit that its decision to suspend dealings with WikiLeaks was a result of US government pressure.
Tradução:
O PayPal, hoje, admitiu ter suspendido os pagamentos ao WikiLeaks depois de uma intervenção por parte do Departamento de Estado dos EUA.
O vice-presidente de plataforma do site, Osama Bedier, disse em uma conferência na internet que o site tinha decidido congelar  a conta do WikiLeaks em 4 de dezembro, depois de representantes do governo alertarem que [o WikiLeaks] estava envolvido em atividade ilegal.
"O Departamento de Estado nos disse que eram atividades ilegais. [O Dep. de Estado] Foi direto", ele disse na conferência LeWeb em Paris, acrescentando: "Nós... cumprimos com os regulamentos em todo o mundo, certificando-nos que proteger a nossa marca". O PayPal é a primeira grande corporação a admitir que sua decisão de suspender seus negócios com o WikiLeais foi resultado de pressão por parte do governo dos EUA.
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Site da Visa também atacado e fora do ar! A Operação Payback é um sucesso! Twitter também na mira!
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