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quarta-feira, 9 de março de 2016

"Feministas" do PT e PSeudoB agridem mulheres e tentam sequestrar manifestação em São Paulo

Petistas e turma do PseudoB tentam sequestrar manifestação. Foto via Democratize
O PT resolveu passar do malufismo à aberta criminalidade. No dia seguinte à pixação da sede do PSOL no Rio Grande do Sul, ativistas (homens e mulheres) do PT e do PSeudoB agrediram mulheres do PSTU, PSOL e outros movimentos durante ato pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres (8 de março).

O primeiro meio a divulgar os fatos foi o excelente Democratize:
Segundo informações da nossa colaboradora Carol Nogueira, que inclusive participou das diversas reuniões que foram feitas para elaborar o ato de hoje, militantes feministas que participaram da organização acusaram os movimentos pró-governo federal de intervir na mobilização, querendo “sequestrar o ato”.
Tais movimentos seriam a UJS e a CUT, além de organizações feministas ligadas ao Partido dos Trabalhadores. A intenção desses grupos teria sido pautar a manifestação desta noite em São Paulo como uma espécie de “Mulheres por Lula”, ou “Mulheres contra o Golpe” - ou seja, contrariando a decisão já estabelecida nas reuniões de organização do ato.
Petistas e PseudoBistas atacam feministas. Foto via Democratize
E continuaram:
Após a ativista Silvia Ferrano criticar no carro de som a postura do governo federal diante das pautas feministas no Brasil, a situação saiu do controle.
Militantes pró-governo, incluindo até mesmo homens, cercaram a saída do carro de som, e tentaram agredi-la junto com outras companheiras. Houve confusão e ameaças, que acabaram desencadeando na divisão da manifestação deste dia 8 de Março em duas frentes.
O Movimento Pró Corrupção escreveu no Facebook:
Militantes feministas que participaram de toda organização acusaram os movimentos pró-governo federal de intervir na mobilização, querendo “sequestrar o ato”.
Tais movimentos seriam a UJS e a CUT, além de organizações feministas ligadas ao Partido dos Trabalhadores. A intenção desses grupos teria sido pautar a manifestação desta noite em São Paulo como uma espécie de “Mulheres por Lula”, ou “Mulheres contra o Golpe” - ou seja, contrariando a decisão já estabelecida nas reuniões de organização do ato.
O perfil Fora Eduardo Cunha, também no Facebook, não deixou espaço para dúvidas:
O que aconteceu no Ato das Mulheres em São Paulo é um completo absurdo. Militantes - homens e mulheres - do PT e do PCdoB agrediram fisicamente mulheres do PSOL e do PSTU, que não queriam participar de uma manifestação em defesa do Governo Dilma e do Lula.
Esse tipo de atitude é inaceitável.

O perfil ainda denunciou que ativistas do PT e do PCdoB estariam defendendo as agressões nas redes sociais:
Infelizmente, as agressões no Ato das Mulheres em São Paulo estão sendo apoiadas por muitos apoiadores do PT e do PCdoB.

Em uma das intervenções, pelo Facebook, uma militante do PT defendeu que todos que não apoiarem Dilma devem ser agredidos fisicamente:
Sem medo de ser criminosa! A "ativista" é militante do PCO, partido alugado pelo PT.
Silvia Ferraro, do PSTU e MML, denunciou as agressões:

|São Paulo| O ato do 8 de março - Dia Internacional da Mulher - foi marcado por uma tentativa de golpe.Não por acaso,...

Publicado por CSP - Conlutas em Terça, 8 de março de 2016

A situação poderia ser resumida como "'Feministas' petistas e do PSeudoB AGREDIRAM ativistas feministas de esquerda na Avenida Paulista por estas criticarem Dilma e se recusarem a ter marcha sequestrada pelo governismo."
Foto via Aldo Sauda

O professor Valério Arcary, liderança do PSTU, se manifestou:
Nada pode explicar ou justificar o que aconteceu neste 8 de março na Paulista. Militantes que apoiam o governo Dilma tentaram impedir Silvia Ferraro do MML (Movimento Mulheres em Luta) de fazer um discurso com críticas às políticas do governo Dilma que atingem as mulheres. Não satisfeitos com esta barbaridade, depois tentaram espancar Silvia Ferraro quando ela desceu do caminhão de som além de outras ativistas vinculadas aos partidos da oposição de esquerda ( PSTU, PSOL, PCB) que se uniram para defendê-la.
Não fosse tudo isso o bastante sequestraram o Ato unificado do 8 de março, o que é imperdoável.
Estes métodos são monstruosos, desprezíveis, abjetos.
São uma aberração burocrática.
São intoleráveis.
O monolítismo e o aparelhismo são uma perversão.
O perigo de uma confrontação física esteve realmente presente.
Claro que este episódio grotesco tem relação com a crise política.
A prisão de Lula no passado 4 de março, mascarada de legitimidade jurídica sob o pretexto de "proteger" a sua segurança, foi uma ação autoritária. Merece se repudiada por todos aqueles que valorizam as liberdades democráticas.
Além de indefensável, juridicamente, foi uma provocação política que apresentou Lula sendo preso pela Polícia Federal dez dias antes da manifestação que está convocada para o próximo domingo.
Disso não decorre que Lula seja inocente.
Ao contrário, as informações disponíveis sugerem, fortemente, que Lula tinha relações obscuras com as empreiteiras e merece ser investigado.
Posso compreender que alguns militantes do PT e do PCdB estejam exaltados com a iminência de um possível impeachment de Dilma.
Eu preferiria que a situação fosse outra, e o governo Dilma estivesse ameaçado por uma greve geral contra a reforma da Previdência que pretende introduzir a idade mínima.
Mas não é assim.
Estou entre aqueles que consideram que este Congresso não tem autoridade para derrubar o governo, e muito menos para empossar Michel Temer.
Mas os métodos brutais são mais uma demonstração da decadência e do desespero das direções do PT e do PCdB.
Lamentável.
Quem merece solidariedade é Silvia Ferraro.

SÃO PAULO (SP) | #8deMarço Companheiras foram ameaçadas de agressão por governistas. Leia o depoimento de Silvia...

Publicado por PSTU Nacional em Terça, 8 de março de 2016

Apenas lembrando as realizações do PT e de Dilma para as mulheres:

2012: Dilma manda ministra Menicucci calar a boca e garante que com ela não haverá legalização do aborto
2012: Ministro Gilberto Carvalho pede perdão à bancada evangélica por declarações sobre aborto 
2013: Padilha veta campanha voltada a prostitutas
2014: Ministério da Saúde revoga portaria 415 que regulamenta a interrupção da gravidez nos termos da lei.

Como eu já cansei de dizer, a turma neoPTcostal só é militante do PT e de mais nada. Morreriam ou matariam as próprias mães se recebessem uma ordem do partido. Não existe feminista petista, LGBT petista, existe petista que se apropria de uma causa pra conseguir o poder e manter o poder.

Petismo cada dia mais é sinônimo de malufismo e fascismo.
No Rio o governo do PTMDB põe abaixo a casa da Maria da Penha, liderança comunitária na Vila Autódromo, que já teve seu nariz quebrado pela guarda municipal. Enquanto isso, preparam Pedro Paulo, conhecido por agredir mulheres, para as próximas eleições
Em Fortaleza a PM do PT reprime manifestação das mulheres
Em São Paulo petistas tentam fazer ato das mulheres virar ato pró governo e acabam agredindo militantes feministas que se colocaram cotra a cooptação
E nada do governo se colocar na defesa de pautas urgentes para as mulheres, como a defesa do direito ao aborto
Definitivamente, um 8 de Março cheio de golpes
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quinta-feira, 20 de junho de 2013

E no sétimo grande protesto contra o aumento das tarifas.... os fascistas venceram.

Escrevo esse texto com um misto de nojo e tristeza, contendo lágrimas que não sei se são de ódio ou de dor.

Em 6 grandes protestos conseguimos revogar o aumento das tarifas e denunciar Alckmin e Haddad pelo crime que cometiam contra a população, especialmente a mais pobre, que estava sendo excluída do transporte "público". Foram 6 protestos em que enfrentamos a PM, em que fomos espancados, brutalizados, machucados e, me impressiona, não fomos mortos, por mais que a intenção da PM fosse a de dar ao menos um "exemplo" do que acontece com quem se levanta contra o poder.

Sobrevivemos e seguimos lutando.

O protesto de hoje era uma comemoração, mas uma comemoração com reivindicações, para exigir não apenas a redução das tarifas, mas pelo passe livre, e em solidariedade aos que ainda lutam em dezenas de outras cidades.

Achava e acho saudável a ampliação de pautas, como a questão da Copa, a PEC37, protestar contra Feliciano, por saúde, educação...

Mas jamais pensaria que o movimento seria tomado por "caras pintadas", pela nata da burguesia fascista, pela juventude tucana, por neonazistas e provocadores de todos os tipos.

O que eu vi na Paulista hoje fez todo meu otimismo sumir. Me deu medo. Os fascistas saíram às ruas e são muitos, são milhares, pregando o ódio, batendo e violentando. Honestamente, prefiro apanhar da PM.

Desde o início comentei da hipocrisia do PT aparecer neste protesto. Mas jamais poderia ou posso apoiar a violência de fascistas contra membros do PT e de outros partidos.

Gritos de "sem partido" que já me assustavam na manifestação anterior foram mais fortes e se espalharam, assim como pessoas abraçadas em bandeiras do Brasil cantando o hino e desfilando um patriotismo grotesco e deslocado. Só havia espaço para atacar o PT e Dilma.

Não sou contra que se ataque o PT verbalmente ou mesmo Dilma, inclusive já analisei que uma parte considerável da juventude que está indo às ruas nunca foi governada por outro partido, ou ao menos não consegue se lembrar dos anos FHC. É natural que, em um momento de revolta, o PT absorva a maior parte desta revolta.

Por outro lado, Alckmin foi poupado. E isto, desde o começo, denunciava o clima da manifestação.

Oras, por mais que as críticas a DIlma e ao PT sejam legítimas, Alckmin também elevou as tarifas, comete um verdadeiro genocídio na periferia... Mas seu nome não foi citado.

Já os cidadãos de bem contra a corrupção... Não faltaram.
Não era por passe livre, não era por inclusão. Era um protesto pela redução da maioridade penal, algumas pessoas estavam lá defendendo a PM, era contra o PT e só o PT, era contra partidos, era contra a democracia.

Cartazes contra impostos denunciavam que a turba não sabia sequer porque protestavam ou onde estavam: O MPL defende, dentre outras, a via dos impostos para subsidiar o transporte público para todos. 

Em dado momento provocadores começaram a atacar ativistas do PT, PCO, PSTU e PSOL que estavam no meio da marcha. Alguns gritavam "sem violência" enquanto jogavam objetos e tentavam socar militantes partidários. Muitos ali achavam que eram todos petistas, pois gritavam slogans contra o PT enquanto queimavam bandeiras (não sei se do PCO ou PSTU). Ou nem achavam, apenas odiavam todos e atacavam como uma turba ensandecida.

Dedico horas do meu dia a denunciar o fanatismo petista, logo, não posso aceitar qualquer tipo de fanatismo igual, mesmo que contrário. Todo fanatismo é igual, é nocivo, é fascista. Toda violência física contra partidos políticos legítimo - e não estou falando aqui de quem prega ódio, como "partidos" neonazistas, que fique claro - é fascista.

Se por um lado o PT e o PSDB são basicamente a mesma coisa, agradeçamos aos fanáticos a à sua direção, mas não podemos esquecer que há militantes e mesmo políticos do partido que são sérios, como Erica Kokay, Domingos Dutra, Molon, Dr. Rosinha, dentre outros, e mesmo que a presença do PT no protesto tenha sido oportunismo, NADA justifica a violência fascista. E muito menos sair na porrada e agredir quem tem o DIREITO de estar nas ruas, oportunistas ou não.

Denuncio e continuarei a denunciar fanáticos e fanatismo, mas não tolerarei violência contra quem tem o direito de estar nas ruas, não importa se baseado em hipocrisia.

Aliás, irônicos os gritos de "oportunismo" voltados a TODOS os partidos (notadamente PSOL, PSTU e PCO) que estão desde o primeiro protesto na linha de frente, apanhando, quando a #classemediasofre que os atacava aderiu ontem às manifestações e, pior, com agenda própria e reacionária.

Militantes acuados foram agredidos, e cheguei a ver ao meu lado um bandido com uma faca, mas felizmente ele foi contido por uma mulher que parecia ser sua amiga antes que pudesse ferir ou matar alguém.

Bandeiras foram rasgadas e queimadas, e militantes foram agredidos e acuados, expulsos da manifestação. Inaceitável.

Um senhor, apartidário mas consciente, conversava com uma garota vestida de Brasil e um cartaz que dizia que o país se resolveria nas urnas, mas gritava contra os partidos. Ela era o retrato dos fascistas presentes: Odiava partidos, mas sem dúvida deve votar no PSDB. Não conseguia concatenar duas ideias coerentes e desistiu, xingando em retirada.

É inaceitável o fascismo de se EXPULSAR partidos políticos aos gritos indiscriminados de "oportunistas".

A Paulista presenciou hoje uma micareta fascista.

Hoje os fascistas venceram, mas a luta não para, a luta continua.
Mais fotos podem ser vistas no Flickr
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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Agressão a skatistas na Praça Roosevelt e a convivência impossível

Atualização 09/01: Vídeo mostra o começo da agressão por parte do GCM a paisana Luciano Medeiros, o mata leão irresponsável e desnecessário dado em William e o spray de pimenta jogado na cara dos skatistas completamente de graça. Se alguém tinha dúvida de que a ação foi criminosa, este vídeo comprova.
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Este texto foi escrito em duas partes, em dois momentos diferentes. Na primeira parte um desabafo sobre a situação da praça, na segunda, comentários baseados em conversas que tive com skatistas e moradores da praça em busca de entendimento.
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Artigo meu um pouco diferente deste foi publicado também pelo SpressoSP.
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Fotografei uma ação da GCM na Praça Roosevelt dia 4 de janeiro que, de longe, parecia apenas algo corriqueiro.

Já virou lugar comum as brigas envolvendo grupos de skatistas em que a GCM intervém - em um caso pelo menos um GCM acabou sendo agredido por frequentadores -, desrespeito de frequentadores que emporcalham a praça e vão embora.... Está difícil conviver na praça.

É barulho de skate o dia inteiro, sem uma pausa. Mesmo no horário em que deveriam se retirar, 23h, alguns se recusam, tentam escapar da GCM e continuam madrugada adentro fazendo barulho.

Felizmente são raros os que fazem isso, mas existem.

Há a idéia de se  reservar a parte lateral da praça que desemboca na Consolação para a prática do skate e proibir no resto. Eu concordo. E a Confederação Brasileira de Skate também. Mas daí até a prefeitura se mexer...

É impossível frequentar a praça durante o dia, especialmente aos sábados. O perigo real é de ser atingido por skates desgovernados. E não é como se isso fosse raro, não é. Me recordo da última vez em que atravessei a praça, o perigo de desviar dos skatistas que não estão nem aí se tem alguém a pé passando e um skate atingindo duas senhores do meu lado que cometeram o crime de estarem sentadas numa mureta.


Quando a praça estava ainda para ser reformada eu me lembro de conversar com uma das arquitetas responsáveis pelo projeto e avisá-la da necessidade de um espaço específico para skatistas, até porque eles tinham direito à praça e eram os que, naquele momento, ocupavam o espaço degradado mantendo-o relativamente seguro. Fui ignorado e o resultado está aí. Ocupação total da praça sem espaço para mais ninguém.

Claro que os skatistas não são apenas problema ou o problema. Há os que respeitam, os que não ficam passando por cima dos bancos de madeira e os quebrando - outro problema daqui - e que não andam de skate, por exemplo, quando milhares de pessoas estão ocupando o espaço. A Confederação Brasileira de Skate, aliás, está ciente dos problemas e preocupada com a situação.


Mas, como já disse antes, os skatistas não são o único problema. Mas, no fim, a grande questão resume-se ao batido "convivência". Não existe isso na praça. Cada grupo que consegue ocupá-la se acha no direito de fazê-lo ao ponto de impedir outras ocupações. E falta o poder público presente, ação da prefeitura que não aparece no local. Apenas GCM, essa suposta polícia, não serve ou faz nada além de acirrar ânimos.

Mas, sejamos honestos, surpreende que tenha dado merda na praça? Quase toda semana chegam viaturas da GCM para acabar com alguma festa com som alto na praça depois da meia noite. Quase todo dia são várias reclamações ao Psiu, GCM, PM e etc de moradores que não conseguem dormir porque o Parlapatões não fecha, porque estão fazendo festa na Praça, porque tem dezenas de bêbados gritando, tocando instrumento na praça, porque tem gente transando no parquinho ao lado da igreja...

Notem que o problema, como já disse, nem é maior com os skatistas, mas toda a situação de estresse acaba por não discriminar alvos na hora da raiva justa de muitos moradores com a situação. Não estou justificando atitudes radicais, apenas deixando clara a situação.

Não há o menor respeito e a menor convivência entre NENHUM grupo. Há, claro, moradores intolerantes que acham que skatista tem mais é que se foder e não usar um milímetro da praça, que acham que são todos bandidos, que acham que tem mesmo que dar porrada, que tem que cercar/fechar a praça...

Não há, de nenhum dos lados, diálogo e respeito, ao menos até o momento.

E o episódio mostrado no vídeo abaixo, de violência gratuita por parte da GCM na praça é um exemplo do ponto a que chegamos. Eu até diria que pode ser vingança pela pressão que tem tido a GCM na praça para controlar os frequentadores e depois do episódio de um GCM agredido, mas obviamente não justifica.

Nada justifica violência. E nada justifica essa ação criminosa e agressão gratuita.

Cheguei a ouvir por aqui que o rapaz preso estava assaltando - algo que também está sendo comum por aqui, assaltantes com bikes ou skates naquele lado da praça - e que skatistas tomaram as dores - como frequentadores tomaram as dores e agrediram um GCM que apartava uma briga entre skatistas ano passado.

O fato é que não era nada disso. O rapaz, negro, foi agredido por um GCM à paisana sem qualquer justificativa. O nome do guarda é Luciano Medeiros, que já se envolveu em outro caso de agressão no ano passado e continua nas ruas. O próprio rapaz agredido, William, reconheceu que estava andando com seu skate pelos bancos da praça e que um GCM lhe havia chamado a atenção. Porém, um amigo dele teria ofendido a GCM que partiu pra cima da pessoa errada.

De qualquer forma, nem agressão verbal justificaria as ações que foram vistas no vídeo.

De quebra, o rapaz denunciou ter sido agredido dentro da viatura com socos no estômago e teve uma corrente que usava roubada por um GCM.

Aliás, o GCM responsável foi suspenso e outros envolvidos também, o que é bom. É bom, mas nem de longe resolve a situação.

Repito, a ação da GCM é imperdoável e indefensável, criminosa. Jogar spray de pimenta na cara de quem estava gravando uma ação policial e de quem estava no entorno é digno de bandidos que merecem ser punidos.

Mas é preciso compreender também como estão se desenvolvendo as coisas aqui na Praça.

Dizer que a GCM é bandida e ponto não resolve. Não discordo da frase, diga-se de passagem, sou contra a mera existência de uma guarda patrimonial que, pior, anda armada, mas no caso específico da praça vem sendo um processo de constante provocação. Uma área imensa onde poucos GCM tem que patrulhar e tem poder limitado de ação. Já cansei de ver skatistas provocando a GCM, xingando mesmo quando não estão fazendo nada.

Justifica agressão? Não. Mas explica como pessoas despreparadas vestindo uniformes reagirão na primeira oportunidade. E oportunidades não faltam.

O fato é que tem muito morador querendo sair da Praça, não aguentam mais o desrespeito, o barulho a madrugada inteira - não inteiramente culpa dos skatistas, claro -, a falta de diálogo das partes interessadas, a falta de ação da prefeitura (que vale para a anterior, claro, a atual mal assumiu, mas precisará fazer alguma coisa)....

Há exageros dos dois lados. De um frequentadores madrugada adentro fazendo barulho insuportável e impedindo milhares de pessoas de dormir até moradores que além de ovos, querem jogar pedras e garrafas para poder dormir.

De quebra ainda aparecem engraçadinhos dizendo que o morador está errado. Oras, azar o seu se você não pode vir sujar a praça deixando garrafas de madrugada, berrando bêbado a noite toda, deixando camisinhas no parque infantil e depois voltar pra sua casa tranquila e silenciosa e dormir o quanto quiser pensando em como são babacas os que reclamam do barulho....

Outros recomendam: Coloque janela anti-ruído.

Claro, vamos fingir que eu tenha o dinheiro para isso - é caro - e também para o ar condicionado que terei de colocar na casa, da conta de energia... E do absurdo que é precisar isolar minha casa para que outros possam continuar sua algazarra madrugada adentro e todo o dia. Sem dúvida, quem sugere essa canalhice deve ser dono de empresa que faz o serviço, pois terá milhares de clientes de um dia para o outro!

Enfim, falta diálogo, respeito, convivência e eu cada vez menos tenho esperança de uma solução decente.

Para mais fotos da ação criminosa da GCM, vejam no Flickr.

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Este post (acima) escrevi logo que tomei conhecimento do vídeo da agressão. Horas depois, porém, desci para a praça e fui conversar com a mídia e com skatistas. Uma grata surpresa. Acabei sendo entrevistado pelo G1 e pela TV Cultura e pude não apenas conversar e compreender o lado dos skatistas, como também procurar que a mídia presente apresentasse ambos os lados e ponderasse.

Conversei longamente com Paulo Puntel, advogado da Confederação Brasileira de Skate (CBSK) e com Saulo Godoi, skatista das antigas e com outros skatistas e, apesar de continaur a achar que temos muitos problemas a serem resolvidos, há esperança de resolvê-los. Uma boa quantidade de skatistas experientes e a CBSK tem total intenção de cooperar com a Ação Local para delimitar e sinalizar área para a prática do esporte. Eles compreendem os problemas dos moradores.

Aliás, foi interessante ver que, frente à nossa reclamação de que o barulho é imenso, alguns skatistas disseram não saber que era tão ruim, não sabiam do transtorno que causavam e ao invés de, como alguns esperariam, ligar o foda-se, se mostraram genuinamente preocupados e dispostos a colaborar.

Foi possível até que o Paulo e o Saulo conversassem com membros da Ação Local, alguns até radicalmente contra o skate, e chegar a um denominador comum e encontrar as bases para um diálogo que pode resolver uma parte considerável de nossos problemas.

Surgiu a ideia de um skate plaza, de espaços culturais.... Foi uma tarde bem produtiva. Foi possível até fazer com que skatistas e membros da Ação Local conversassem e se entendessem!

O nosso maior problema aqui é a falta de diálogo, mas encontramos agora com quem dialogar, e bases comuns. Os moradores moderados, que acham que skatista tem sim direito a ocupar o espaço, mas com regras, finalmente econtraram apoio em skatistas que compreendem nossos problemas.

De fato não é possível ocupar a praça toda, é preciso um espaço delimitado, para que acidentes não ocorram, com horário e etc.

Aliás, fiz questão de prestar solidariedade ao William, agredido pela GCM, que também entendeu a reclamação dos moradores contra os skatistas e se mostrou pronto a colaborar. Muitos skatistas são de fora do bairro e mesmo de São Paulo, sem nenhuma sinalização ou regras claras é esperar demais que alguém ache que está fazendo algo errado em ocupar um espaço imenso e virtualmente livre.

Não há nada melhor que o diálogo, que o entendimento.

Como tirada humorística e irônica, quando estava me despedindo dos skatistas e agradecendo pelo papo, fui atingido na perna por um skate desgovernado e, claro, eles brincaram que o único morador que tinha ido conversar com eles e buscado o diálogo ia, depois da porrada, mudar de idéia e falar mal deles!=)

Acidentes acontecem e, no fim, o que estamos buscando é exatamente evitá-los, através da conversa e da convivência. A praça é de todos, mas todos precisam respeitar regras e outros grupos.

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Em tempo, escrevi ao menos duas vezes sobre o uso indiscriminado de chamadas armas "não letais", dentre elas o famigerado spray de pimenta que pode matar por sufocamento. Aproveitando o novo governo Haddad que, diz, será próximo aos movimentos sociais, faço a campanha:
Pelo fim do uso de spray de pimenta contra manifestações públicas na cidade de São Paulo. 
Porque é um direito humano e cidadão a livre manifestação e organização sem riscos à integridade física
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