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quarta-feira, 9 de março de 2016

"Feministas" do PT e PSeudoB agridem mulheres e tentam sequestrar manifestação em São Paulo

Petistas e turma do PseudoB tentam sequestrar manifestação. Foto via Democratize
O PT resolveu passar do malufismo à aberta criminalidade. No dia seguinte à pixação da sede do PSOL no Rio Grande do Sul, ativistas (homens e mulheres) do PT e do PSeudoB agrediram mulheres do PSTU, PSOL e outros movimentos durante ato pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres (8 de março).

O primeiro meio a divulgar os fatos foi o excelente Democratize:
Segundo informações da nossa colaboradora Carol Nogueira, que inclusive participou das diversas reuniões que foram feitas para elaborar o ato de hoje, militantes feministas que participaram da organização acusaram os movimentos pró-governo federal de intervir na mobilização, querendo “sequestrar o ato”.
Tais movimentos seriam a UJS e a CUT, além de organizações feministas ligadas ao Partido dos Trabalhadores. A intenção desses grupos teria sido pautar a manifestação desta noite em São Paulo como uma espécie de “Mulheres por Lula”, ou “Mulheres contra o Golpe” - ou seja, contrariando a decisão já estabelecida nas reuniões de organização do ato.
Petistas e PseudoBistas atacam feministas. Foto via Democratize
E continuaram:
Após a ativista Silvia Ferrano criticar no carro de som a postura do governo federal diante das pautas feministas no Brasil, a situação saiu do controle.
Militantes pró-governo, incluindo até mesmo homens, cercaram a saída do carro de som, e tentaram agredi-la junto com outras companheiras. Houve confusão e ameaças, que acabaram desencadeando na divisão da manifestação deste dia 8 de Março em duas frentes.
O Movimento Pró Corrupção escreveu no Facebook:
Militantes feministas que participaram de toda organização acusaram os movimentos pró-governo federal de intervir na mobilização, querendo “sequestrar o ato”.
Tais movimentos seriam a UJS e a CUT, além de organizações feministas ligadas ao Partido dos Trabalhadores. A intenção desses grupos teria sido pautar a manifestação desta noite em São Paulo como uma espécie de “Mulheres por Lula”, ou “Mulheres contra o Golpe” - ou seja, contrariando a decisão já estabelecida nas reuniões de organização do ato.
O perfil Fora Eduardo Cunha, também no Facebook, não deixou espaço para dúvidas:
O que aconteceu no Ato das Mulheres em São Paulo é um completo absurdo. Militantes - homens e mulheres - do PT e do PCdoB agrediram fisicamente mulheres do PSOL e do PSTU, que não queriam participar de uma manifestação em defesa do Governo Dilma e do Lula.
Esse tipo de atitude é inaceitável.

O perfil ainda denunciou que ativistas do PT e do PCdoB estariam defendendo as agressões nas redes sociais:
Infelizmente, as agressões no Ato das Mulheres em São Paulo estão sendo apoiadas por muitos apoiadores do PT e do PCdoB.

Em uma das intervenções, pelo Facebook, uma militante do PT defendeu que todos que não apoiarem Dilma devem ser agredidos fisicamente:
Sem medo de ser criminosa! A "ativista" é militante do PCO, partido alugado pelo PT.
Silvia Ferraro, do PSTU e MML, denunciou as agressões:

|São Paulo| O ato do 8 de março - Dia Internacional da Mulher - foi marcado por uma tentativa de golpe.Não por acaso,...

Publicado por CSP - Conlutas em Terça, 8 de março de 2016

A situação poderia ser resumida como "'Feministas' petistas e do PSeudoB AGREDIRAM ativistas feministas de esquerda na Avenida Paulista por estas criticarem Dilma e se recusarem a ter marcha sequestrada pelo governismo."
Foto via Aldo Sauda

O professor Valério Arcary, liderança do PSTU, se manifestou:
Nada pode explicar ou justificar o que aconteceu neste 8 de março na Paulista. Militantes que apoiam o governo Dilma tentaram impedir Silvia Ferraro do MML (Movimento Mulheres em Luta) de fazer um discurso com críticas às políticas do governo Dilma que atingem as mulheres. Não satisfeitos com esta barbaridade, depois tentaram espancar Silvia Ferraro quando ela desceu do caminhão de som além de outras ativistas vinculadas aos partidos da oposição de esquerda ( PSTU, PSOL, PCB) que se uniram para defendê-la.
Não fosse tudo isso o bastante sequestraram o Ato unificado do 8 de março, o que é imperdoável.
Estes métodos são monstruosos, desprezíveis, abjetos.
São uma aberração burocrática.
São intoleráveis.
O monolítismo e o aparelhismo são uma perversão.
O perigo de uma confrontação física esteve realmente presente.
Claro que este episódio grotesco tem relação com a crise política.
A prisão de Lula no passado 4 de março, mascarada de legitimidade jurídica sob o pretexto de "proteger" a sua segurança, foi uma ação autoritária. Merece se repudiada por todos aqueles que valorizam as liberdades democráticas.
Além de indefensável, juridicamente, foi uma provocação política que apresentou Lula sendo preso pela Polícia Federal dez dias antes da manifestação que está convocada para o próximo domingo.
Disso não decorre que Lula seja inocente.
Ao contrário, as informações disponíveis sugerem, fortemente, que Lula tinha relações obscuras com as empreiteiras e merece ser investigado.
Posso compreender que alguns militantes do PT e do PCdB estejam exaltados com a iminência de um possível impeachment de Dilma.
Eu preferiria que a situação fosse outra, e o governo Dilma estivesse ameaçado por uma greve geral contra a reforma da Previdência que pretende introduzir a idade mínima.
Mas não é assim.
Estou entre aqueles que consideram que este Congresso não tem autoridade para derrubar o governo, e muito menos para empossar Michel Temer.
Mas os métodos brutais são mais uma demonstração da decadência e do desespero das direções do PT e do PCdB.
Lamentável.
Quem merece solidariedade é Silvia Ferraro.

SÃO PAULO (SP) | #8deMarço Companheiras foram ameaçadas de agressão por governistas. Leia o depoimento de Silvia...

Publicado por PSTU Nacional em Terça, 8 de março de 2016

Apenas lembrando as realizações do PT e de Dilma para as mulheres:

2012: Dilma manda ministra Menicucci calar a boca e garante que com ela não haverá legalização do aborto
2012: Ministro Gilberto Carvalho pede perdão à bancada evangélica por declarações sobre aborto 
2013: Padilha veta campanha voltada a prostitutas
2014: Ministério da Saúde revoga portaria 415 que regulamenta a interrupção da gravidez nos termos da lei.

Como eu já cansei de dizer, a turma neoPTcostal só é militante do PT e de mais nada. Morreriam ou matariam as próprias mães se recebessem uma ordem do partido. Não existe feminista petista, LGBT petista, existe petista que se apropria de uma causa pra conseguir o poder e manter o poder.

Petismo cada dia mais é sinônimo de malufismo e fascismo.
No Rio o governo do PTMDB põe abaixo a casa da Maria da Penha, liderança comunitária na Vila Autódromo, que já teve seu nariz quebrado pela guarda municipal. Enquanto isso, preparam Pedro Paulo, conhecido por agredir mulheres, para as próximas eleições
Em Fortaleza a PM do PT reprime manifestação das mulheres
Em São Paulo petistas tentam fazer ato das mulheres virar ato pró governo e acabam agredindo militantes feministas que se colocaram cotra a cooptação
E nada do governo se colocar na defesa de pautas urgentes para as mulheres, como a defesa do direito ao aborto
Definitivamente, um 8 de Março cheio de golpes
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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Da Carta Capital ao PSTU: Os Black Blocs e a Revolução, análise de um equívoco.

Duas interessantes discussões surgiram sobre o papel dos Black Blocs. Uma vem da Carta Capital, a outra do PSTU.

Tenho concordâncias com ambos os textos, na verdade concordância total com o texto da Carta Capital que, inclusive, usei como base para meu texto sobre o mesmo assunto.

O texto da Carta, ao que me parece, escrito pelo André Takahashi se centra mais em explicar os Black Blocs e menos em fazer juízo de valor sobre seu papel/ação. Traz algumas questões que o texto em si não responde, mas deixa no ar.
Como diferenciar o Black Bloc do agente provocador infiltrado, que está na manifestação apenas para criar fatos que justifiquem a repressão? A suspeita sobre os P2 levanta outra questão: até que ponto a violência por parte dos manifestantes serve aos interesses de determinado governo?
Cada caso é um caso, e só nos resta avaliar cada conjuntura com lucidez, a fim de que não sejamos levados a tomar opinião direcionados por interesses ocultos. Formação política, clareza dos objetivos e capacidade de análise de conjuntura serão dos fatores determinantes para o futuro da ação direta urbana no Brasil, seja ela violenta ou não violenta.
E de fato, tenho total convergência com os pontos abordados, ao passo que acredito que meu texto tenha respondido algumas das questões, ao defender abertamente a tática/ideia/movimento Black Bloc enquanto autodefesa, mas negar a utilidade enquanto ataque.

E neste ponto encontro pontos em comum com o texto do PSTU:
Mas queremos dizer, com clareza, que as ações desses grupos nos parecem completamente equivocadas. Os “Black Blocs” defendem a “propaganda pela ação”. Ou seja, defendem a utilização do método das depredações das fachadas de bancos, empresas, lojas de grifes e tudo o que simboliza o capitalismo porque, assim, estariam enfraquecendo o sistema.
Nós, do PSTU, não temos nenhum apreço por essas instituições. Muito pelo contrário. Mas, consideramos que esses métodos não enfraquecem os grandes empresários. Ao contrário, lhes dão um argumento para jogar a opinião pública – e muitos trabalhadores – contra as manifestações e, assim, preparar a repressão. Sua “ação direta” é típica de setores de vanguarda, descolados das massas, que terminam por fazer o jogo da direita, justificando a repressão.
Desta citação discordo do termo "jogo da direita", comumente usado por setores majoritários petistas para deslegitimar a oposição de esquerda. Não cabe aqui. Mas em geral, é o que penso em termos da utilidade da tática ofensiva de ação direta dos Black Blocs.

O texto do PSTU ainda completa este raciocínio, demonstrando como a ação dos Black Blocs por vezes acaba por atrapalhar as manifestações, trazendo para os manifestantes a violência (que chegaria de qualquer forma, mas teria o diferencial importante para a opinião pública do "quem começou primeiro").

Enfim, enquanto o texto da Carta Capital faz uma análise sobre o que é ou são os Black Blocs, o do PSTU os qualifica e analisa em termos de ações.

E chegamos no meu ponto de discordância. Diz o PSTU:
Mas se esses grupos, aparentemente radicais, são equivocados no que se refere ao método de ação, também possuem outra grave limitação: a falta de um programa revolucionário.
Não estamos falando de revolução.

Como escrevi a um amigo do partido sobre o assunto:
Concordo com a análise inicial, mas começo a discordar quando começa com "programa revolucionário". Os Black Blocs são uma realidade objetiva, ao passo que a "revolução" é, com boa vontade, um horizonte distante. A ação dos BB tem como objetivo a radicalização da democracia em uma ponta e a autodefesa em outra, e serve aos propósitos imediatos de protestos que NÃO SÃO o gérmen de uma revolução. Fala-se aqui de dois momentos distintos. A análise do PSTU peca por avançar.
Em outras palavras, estamos falando da autodefesa/proteção de movimentos sociais nas ruas com reivindicações específicas e bem definidas (e limitadas) e não de um movimento ou momento pré-revolucionário.

Criticar os Black Blocs pela inutilidade ou estupidez de sua violência pré ou pós-provocação/ação policial é uma coisa, é válido e podemos debater, mas querer tratar em termos de "a revolução está chegando" é partir da realidade para o sonho.

E o PSTU deixa claro que seu objetivo final é o de atacar os Black Blocs enquanto anarquistas, mais como forma de atacar a ideologia que a ação:
Os “Black Blocs”, evidentemente, não defendem a revolução socialista. Muitos de seus integrantes reivindicam o anarquismo, mas na verdade param na radicalização da democracia como horizonte político. Ou seja, no programa acabam sendo  moderados.
E é aí que se perde.
É preciso deixar claro a inconsistência no programa e na ação desses grupos que, na verdade, são reformistas e radicais apenas na ação. Existem muitos ativistas sérios que se deixaram atrair pelos “Black Blocs” e já começaram a ver os problemas. Agora, é necessário que reflitam sobre isto.
Pois eu posso e devo dizer o mesmo ao PSTU, é preciso deixar claro que o programa e a ação dos movimentos que estão nas ruas NÃO é revolucionário, ou ao menos se preocupam com questões concretas imediatas antes do sonho de mudar todas as estruturas. São protestos por REFORMAS na PM (ou mesmo sua extinção), contra o aumento das passagens, contra a violência nas periferias, enfim, pautas da esquerda que podem LEVAR a um momento revolucionário, mas de forma alguma o são em si.

Aí reside o grande equívoco do PSTU.

Me parece, por fim, que o grande problema do PSTU com os Black Blocs não passa de uma luta por protagonismo.
Não somos, nem nunca fomos pacifistas. Mas é a violência das massas, e não de um pequeno grupo, que poderá fazer a revolução. As ações desses pequenos grupos facilitam a repressão da polícia contra as massas nas passeatas.
Enquanto os Black Blocs apanham e batem, o PSTU foge (e isto não é uma crítica), mas defende, em tese, a violência das massas. Mas só das massas, se um grupo resolver apanhar pelas massas não pode.

É incongruente. Esperemos, pois, a revolução, apanhando.
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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Movimento Passe Livre: A juventude acordou, e o PT não é mais referência

Quando Lula foi eleito, eu tinha 17 anos.

Eu sabia quem eram os tucanos e, mesmo militando no PSTU na época, fiz campanha e votei no Lula.

Eu já tinha sido militante do PT, como quase todos os meus amigos de colégio, no movimento estudantil, mas acabei aderindo ao PSTU, partido no qual militei até pelo menos 2007 e, desde então, tenho me mantido apartidário apesar de, nunca escondi, ter simpatia pelo PSOL (o que não me impediu de fazer campanha para candidatos do PT ao legislativo ou de ter, me arrependo amargamente, votado na Dilma na eleição passada).

Digo isto, pois devido à minha militância, que vem de família, eu sabia quem era FHC e o que era o PSDB. Venho de uma família de sindicalistas do Banco do Brasil e Caixa e, até então, nenhum governo havia sido mais nocivo a esta categoria - e outras - quanto FHC.

Ou seja, eu vivi os anos FHC e, mesmo ainda na adolescência, vi seus efeitos em primeira mão. O discurso do "mal maior" ou do "era pior com os tucanos" fazia - felizmente não mais - efeito sobre mim.

E fez efeito sobre muita gente por muito tempo.

"Todo dia milhões de trabalhadores,
quando ligam a sua televisão,
a Globo mostra apenas coisas boas e esconde toda a podridão.
O ministro que parecia santinho,
já mostrou que faz parte da armação.
Primeiro foi Collor,
agora é Henrique,
e continua a exploração.
Já congelou, o salário que eu sei.
E me enganou, que eu vi no replay.
A Globo é quem manda no FHC,
não deixe ele enganar você"
Musiquinha que o pessoal do PT cantava quando eu era criança, contra FHC. Nunca esqueci.

O doloroso é que ainda faça algum efeito, mesmo depois de 10 anos de um governo com mais semelhanças que diferenças ao anterior, e com elementos-chave muito piores. Uma das únicas diferenças entre PT e PSDB que, no entanto, vem diminuindo, é o fato do PT bater, mas alisar antes, ou bater mais leve, sabendo que bater por mais tempo tem um efeito melhor do que dar logo uma porrada. Em outras palavras, o PSDB chega de sola, o PT finge ser seu amigo.

Não vou negar os avanços que conquistamos com o PT, como as cotas, o ProUni, o Bolsa Família e etc, mas critico o viés de tais projetos, que foram feitos com o único intuito de criar mercado consumidor e salvar a pele de investidores e empresários. Sem educação universalizada, não importa quantas cotas queiram impor, as mudanças serão cosméticas. Não importa colocar milhões de jovens na faculdade, se ela for no nível Uniban. Não importa que as pessoas possam comprar microondas, se o usam em uma casa sem saneamento básico e muito menos importa que possam comprar carros do ano e se endividar porque os juros estão (supostamente) baixos, já que ficarão presas no trânsito e ao banco.

Sim, há uma melhora na autoestima, isso é ótimo. Sim, há de fato melhora pontual na qualidade de vida, mas, infelizmente, é pontual, especialmente se considerarmos a ridícula barreira inferior aos 300 reais para se chegar à sonhada Classe Média (a mesma que Chauí e outros petistas atacam com violência).

Mas, chegando no ponto central deste artigo, preciso dizer que a juventude de hoje não conheceu FHC.

A juventude de hoje tinha 5-6 anos quando Lula foi eleito, viveram toda sua infância e adolescência sob o Lulismo. Hoje os jovens que chegam à universidade nasceram em 1994, 1995, são indiferentes ao tucanato no poder federal. A desculpa de um "mal maior" tem efeito muito mais restrito nesses jovens que não engolem, por sua vez, o papo do "pleno emprego", que são jogados como gado em universidades de péssima qualidade ou que veem seus professores entrar em greve e serem criminalizados.

A "esquerda" que o PT diz representar não encontra contraponto no PSDB que, para os jovens, é apenas imaginário.

Sim, em São Paulo todos sabem quem é Alckmin, Serra e o PSDB no poder, mas também sabem o que é o PMDB no poder (caso do Rio) e veem no PT de hoje um partido com o qual não se identificam, enfim, veem hoje o PT no poder e não pensam em termos de "é diferente do PSDB", mas sim que não é aquilo que buscam, que querem ou sonham.

Os jovens não lembram do governo Erundina, a vitrine que o PT hoje só usa para justificar seus absurdos, mas se recusa a resgatar seus bons projetos, como a Tarifa Zero.

Existe muito referencial teórico e pouca coisa palpável para que a juventude, como fazem os militantes fanáticos petistas, vejam no PT a alternativa que o partido prega ser.

Os jovens cresceram com o PT no poder federal e o PSDB no poder estadual e, ouço isso de muitos, não vêem diferenças significativas entre os dois.

E daí vem parte da explicação para o crescimento de um movimento que já existia, que esteve nas ruas em 2011 e antes, que é o MPL - apesar de tentativas torpes de petistas fanáticos de pregar um revisionismo histórico burro e irresponsável e fingir que 2011 nunca existiu.

O movimento em torno da redução das tarifas e do Passe Livre vai muito além destas reivindicações. A repressão da PM do PSDB e a conivência da prefeitura do PT fez apenas eclodir a revolta popular entre os jovens e contagiou os mais velhos. Jovens que não se importam se estão protestando contra o PT ou o PSDB, pois não enxergam em nenhum deles uma alternativa.

E não se enganem, nem todos participando dos protestos do MPL são de esquerda, há gente do PSDB revoltada com o Alckmin. Há gente apartidária e liberal nos protestos e muita gente apartidária de esquerda e, claro, há os partidários.

O Márvio fez um comentário impecável em seu blog:
Falar que as manifestações que perturbam a ordem em São Paulo, Rio e outras cidades são causadas apenas por uma diferença de R$ 0,20 é uma bobagem. É ater-se apenas a um dos sintomas de um perigo muito maior e corrosivo, que é a perda do controle da inflação.

Talvez estejamos assistindo ao primeiro grande protesto popular contra a desvalorização da moeda, o aumento trotante de preços e inconscientemente contrário à política econômica do governo Dilma. E é nisto que talvez tais protestos o representem, leitor, ligue você para os 20 centavos a mais na passagem ou não.

Economistas explicam assim o atual processo inflacionário: a melhor partilha da renda trouxe mais pessoas ao consumo – o que é ótimo –, mas não incentivou de maneira sólida a produção industrial, as exportações, a competitividade. A produção freou; o consumo não. Preços sobem, perde-se a noção do valor do dinheiro. Gasta-se mais, cobra-se mais ainda.
Não penso que a inflação seja razão única ou principal, mas vem junto, mas agrega. Estamos diante de um movimento que inicialmente pregava redução das tarifas e uma discussão mais ampla sobre a cidade, seu uso e os direitos da população, para uma discussão ampla da sociedade e de outros aspectos.

Nos grupos que convocam manifestações há debates sobre a ampliação de pautas, a inclusão da discussão sobre a PEC37, sobre cotas, sobre consumismo, sobre questão indígena, educação....

É um movimento que se expande e que não encontra amarras e cujos partidos tradicionais e especialmente os partidos no poder tem pouca ou nenhuma ingerência. É autônomo, horizontal e nasce (e cresce) de forma absolutamente espontânea.

O PT não irá conseguir contê-lo apelando para sua história, que para a maioria dos jovens é irrelevante e distante.

O importante para nós é não apenas fortalecer o movimento, mas conseguir somar pautas e ampliar as reivindicações e, talvez, até conseguir criar uma mobilização permanente que transcenda os tópicos iniciais de reivindicação.

É interessante, e penso que o movimento já conseguiu uma vitória importante: Mobilizou não apenas a juventude, mas uma parcela imensa de pessoas que nunca protestaram, ou que sempre acompanharam de longe. Recebi convites e comentários - e conheço dezenas de pessoas que tiveram a mesma grata surpresa - de pessoas insuspeitas, que nunca foram às ruas, que nunca sequer simpatizaram com mobilizações como as do MPL, mas que, devido à brutalidade policial e também às pautas, passou a aderir e mesmo querer participar.

A juventude acordou, e com ela muitos estão indo atrás. E o PT não é mais a referência deste jovens, pelo contrário, virou, junto com o PSDB, um inimigo a ser combatido.
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domingo, 12 de setembro de 2010

Beijo Gay da Rede Globo [2]

Um pouco antigo, mas sempre válido. E viva a diversidade!


Discordo de alguns pontos da propaganda. Leis, como a Maria da Penha, não mudam nada sem ação da Polícia e da Justiça. A lei é boa, falta as forças do Estado aplicarem e cumprirem. Mas os beijos no final valeram!=)
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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Uma discussão saudável e fraterna sobre o Mov. Estudantil

Ontem eu e o Cícero trocamos um mail sobre o conteúdo da minha postagem sobre a ANEL, tratando de Movimento Estudantil, Partidos e etc e acho interessante trazer esta discussão para um Post.

Dei uma organizada e posto abaixo o que discutimos e mais alguns apontamentos ao fim.

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Cíceiro Guedes: Sobre PSTU, LER, militância, alternativas e posições.

Caro Tsavkko, texto bem vindo, boa oportunidade!, saber tão logo de suas “andanças” militânticas, posicionamentos, etc.

Pareceria até uma provocação, se não fosse realmente, uma luva, para que eu viesse “colaborar”.

Vamos então:

1) Estranhei, e achei algo que “rápido” seu modo (ou jeito) de militar em partidos.

Você militava no PT, foi e militava no PSTU, e só quando (demorou isso?) viajou p/ congresso de

Daí “o deslumbramento acabou”.Enfim, pelo menos acabou, mesmo que seja do deslumbramento.

Raphael Tsavkko Garcia: Como eu disse pelo Twitter, eu escrevi um texto corrido, sem marcação temporal, mas militei uns 2-3 anos no PSTU e no PT fiquei desde a infância até meus 17-18 anos.

Mas desde os meus primeiros dias no PSTU sempre me senti um pouco distante, acho que eu na era tão radical qt o partido gostaria e sempre achei MT coisa simplesmente estúpida. Mt burguesinho posando de comuna, de hippie, escondendo o que era e tal. Me dava MT raiva ver gente que tinha dinheiro fingir de pobre, pegar ônibus e tal só pra posar de Revolucionário.

Detesto fingimento e acho que nunca me encaixei MT por lá, mas tentei.

Meu deslumbramento acabou bem antes, mas fiquei criticamente, a Conlutas me pareceu a oportunidade da guinada, de realmente passar a ver alguma luz no fim do túnel partidário mas, no fim, foi um fiasco.

Na verdade nunca me deslumbrei, apenas acreditei que talvez fosse ter jeito, q o PSTU talvez fosse “sério”, mas no fim era só um grupo sectário de tamanho considerável.

CG: Pelo que você falou, saiu do PSTU entre a descida do busão e a entrada no tal congresso.

RTG: Não, foi só o estopim!=)

CG: “Dezenas, quiçá centenas de militantes, todos do PSTU [aqui já não era mais militante?]. Minto, meia dúzia da LER, LBI e outros grupos de grande alcance nacional (cof, cof).”

Termina sua conclusão/ explicação do momento da saída do PSTU, ainda deixando uma rebarba sobre “meia dúzia”, que não era do PSTU, mas que tanto faz, pois “LER, LBI e outros grupos de grande alcance nacional (cof, cof).”

RTG: Convenhamos, LER, LBI são grupelhos q conseguem ser ainda mais sectários que o PSTU.

Discordam da vírgula do capítulo 15, página 800 do Capital, versão em alemão de 1880. É ridículo.

Achar que alguém vai fazer revolução, que vai subverter alguma coisa ou sequer ter o apóio de mais de meia dúzia de adolescentes é tosco. Foram horas de discussão sobre vírgulas e pontos, discordâncias que, por favor, dava vontade de mandar à merda pela inutilidade. Brigam pelo prazer de brigar.

CG: Quem liga, ninguém conhece eles não é mesmo? O tamanho diz muito e é fundamental (?) A relevância de qualquer grupo, partido, movimento social ou popular, vertente política, ou até uma pessoa com determinada idéia ou postura, o tamanho ou número de seus seguidores, ou integrantes, militantes, etc, não creio ser um bom classificador, de mérito ou descrédito, por si só.

RTG: Não era esse meu ponto. O tamanho é um indicador de relevância, mas o sectarismo e a falta de propósito “ajudam”. E minha intenção msm era ser irônico com esses grupos!=) Não era fazer uma análise profunda.

CG: Ainda mais de esquerda (ou “ultra-esquerda”?) trotskista, que nunca teve muito “grande” tamanho (“sucesso”) no Brasil, e na América Latina (em certas épocas e momentos alguns grupos e partidos trotskistas tiveram “maior” expressão na luta de classes, etc), mas tudo depende também, é claro, do que consideramos “expressão” ou influência. Tamanho e “expressão” são pontos e objetivos a serem alcançados, sempre, mas...

RTG: Se o objetivo é falar ao povo e ser movimento de massas, a ultra-esquerda falhou. E feio. Ponto pacífico. A fragmentação trotskysta é lastimável, brigam por tudo, cada um se reivindica mais puro, mais revolucionário e não conversam.

CG: O PT com certeza foi o maior em expressão e importância (sinto até nojo de dizer, mas é da história dele que falo) numa perspectiva que não fosse a “comunista” com selo oficial do estalinismo e todos os seus estragos, traições, não só na URSS, mas no mundo, e aqui (PCs), claro, sempre “jogando” a classe trabalhadora a seguir o governo de plantão ou candidato, que fosse mais “progressista”, mais do povo, mais de “esquerda” (sim, PC e outros partidos de “esquerda” fizeram muito isso, e não só isso), pois o capitalismo teria que amadurecer (segundo a linha e teoria etapista de revolução “estalina/Pradiana”), e por isso ainda não era hora de preparar, ou conscientizar a classe trabalhadora para sua emancipação, ou “revolução” socialista, mas ainda de apoiar a burguesia nacional, contra o Imperialismo e a elite.

Nesses casos a teoria mostra-se mais que um escudo dos burocratas, é o pão e a máscara das traições.

RTG: Concordo plenamente.

CG: Seria melhor definir e fazer melhores críticas, caracterizações, dos grupos onde militou, e suas expectativas, idéias, teorias, linha política e de atuação neles, e sua postura também, parece até que você “era apenas uma rapaz latino-americano” sem muitoembora tenha revelado brechas “comportamentais” nos poucos relatos que fez no texto já, haha).

RTG: Digamos q eu era MT radical para o PT e mt light para o PSTU. Nunca me encaixei e sempre tive fortes discordâncias com todos os setores!=)

CG: Pergunta indiscreta: Quando militava no PT ou antes, já tinha um “posicionamento” socialista (se sim, qual delas, mestres, etc), linha teórica marxista que seja, é trabalhador, ou só apoiava a luta da classe trabalhadora, ou entrou no PT sem nada disso, foi lá pra lutar, no movimento estudantil, fazer, conhecer, o “melhor” caminho, da luta real, claro?

RTG: Cara, eu “entrei” no PT com 6-7 anos de idade, nas greves do BB de João Pessoa e depois de Recife. Vim de família Brizolista (lado materno) e Getulista (lado paterno) e cresci lendo Marx, Althusser e etc e sempre gostei dos “hereges” como Kautsky (mais a questão do trato com minorias, nacionalismo e etc) e os Conselhistas mas nunca segui ninguém, sempre tive uma leitura própria extraindo algo de um ou de outro e sempre detestei rótulos. Nunca disse “sou marxista-trotskysta-mandelista-autêntico-da linha Y-determinante Z- lado B”, eu era Socialista e ponto, com uma visão ampla, lendo de tudo e sem dizer que “A era herege porque discordou da linha 8 d’O Capital.

Na verdade me identifiquei muito sempre com a New Left inglesa.

Mas, militar MESMO no partido só com meus 15 anos, mas admito ser algo incipiente.

CG: 2) Quanto a sua posição em relação à UNE. Não se faz necessário à mim (sic), mas pode esclarecer alguém que pense ou o acuse de ser ainda petista (ou pró-UNE). Melhor prevenir!

Correto seus relatos sobre UNE e PC do B.

RTG: Não sou pró-Une nem pró-PT, jamais! Mas não é fundando org qualquer q se derruba a UNE. Eu só lamento pela história dela, ter sido entregue assim hj.

CG: 3) Mas seria legal se desse sua opinião, mesmo que resumidas, vi que pode, sobre quais a(s) saída(s) para o problema da UNE, ou melhor, do movimento estudantil. Para além, inclusive, da questão UNE, sai ou fica, etc.

“Existem maneiras e maneiras de se montar uma oposição ativa e com penetração”.

RTG: Não q eu tenha as respostas, não as tenho, mas não é fundando organismo do PSTU que se supera os problemas da UNE, só cria outra org sem sentido e dominada por um grupo só. É preciso trabalho de base, ir nas faculdades e conscientizar. Conversar com múltiplas tendências e jogar francamente, abrir diálogo e chamar para compor algo novo. Dificil, trabalhoso mas acho que o único caminho.

Ponto principal é superar os problemas das vírgulas e tentar trabalhar nas semelhanças e onde tem possibilidades de acordo.

CG: Também tenho interesse nisso, embora eu não esteja no ME diretamente (já to quase saindo da facu), mais no sindical/ trabalho, mas corro dar uma força para os camaradas do ME e vice-versa.

4) Concordo com alguns se seus apontamentos, embora rápidos, sobre o PSTU.

Que eles não gostam de ser minoria onde atuam (até aí, ninguém gosta, ser maioria é mais “gostoso”). Exatamente como acontecia no PT, com suas diversas correntes internas, as mais de esquerda, entre elas a CS (Conv. Soc.), os militanes enfrentavam todo tipo de trator e golpes do grupão majoritário (Articulação, etc), falta mais balanço (de todos nós) sobre este período, desde construção, formação até deterioração do PT, pois é muito importante como aprendizado e lições (e no mínimo, que já seria o “máximo”) para não repetirmos as cagadas, os vacilos, as práticas e desvios burocráticos, erros, etc. Vê que não é pouca coisa a história.

Sim, combato e luto também contra as hegemonias, como na Conlutas, onde o PSTU (ex-CS), “depois de anos como minoria na CUT”, agora é maioria (nem tanto assim mas é) e faz coisas extremamente parecidas, lembrando os “tratores” anteriores. Nós que somos “a minoria” é que temos que criticar e lutar contra isso mesmo, e contra os desvios, vacilos, conciliações, esquemas e “frentes” eleitoreiras, etc, etc.

5) Sobrou até para LBI.

Mas você não disse o “erro”, ou erros, da LBI (também), apenas disse que “o grupo que conta com não mais do que 30 integrantes – rachou”, “mas não importa muito”. E quem milita em grupo menor ainda, ou sozinho? Esse você não olha nem na cara, ou conversaria pelo menos?

RTG: Cara, a LBI acha piamente que a revolução está perto. Eu quase apanhei de uma militande da LBI no congresso da Conlute por ter feito uma piada infame sobre a LBI. Nada de discutir, conversar,a garota queria partir pra briga! Nas mesas de discussão nada de conversa, só recitavam que Marx disse isso, Marx disse aquilo, porra, você não pensa, não tem cabeça? Só sabe recitar Marx? Enchia o saco.

Fora q a penetração da LBI no ME era nula e ainda rachou? Os caras se diziam a vanguarda, os fodas, mas tinham 30 membros e olhe lá. Vanguarda de que? Do isolamento? Olha que nem citei o MEPR! Guerrilha rural? Ah, fala sério! Mao deu no que deu, repressão chinesa contra todas as minorias e um país com comunismo de merda.

CG: Veja que caracterizações devem ir além do tamanho (os bolcheviques, os “originais”, com Lênin e tudo, em certos momentos não passavam de “meia dúzia” também, e veja o que aconteceu logo depois).

Também me espanta (hoje menos) as eternas brigas e rachas dos grupos de esquerda, partidos, movimentos, etc. Mas temos que estudá-los, nem sempre é sinal de erro, pelo contrário até, muitas vezes dos rachas é que se avança e constroem alternativas bem melhores e firmes.

RTG: Como eu disse, a questão não é o tamanho (só), mas é um indicativo da relevância. Não somos a Rússia, não estamos na crise russa e nem temos um Czar, os tempos são outros.

CG: 6) Sobre a Conlute, ANEL, enfim, sobre o “seu” assunto principal no texto.

No ME sei que PSTU também atua da mesma forma, quase “igual” ao sindical, e gosta e quer comandar onde estiver (CA, DCE, Conlute e ANEL) e isso arrebenta com o negócio antes mesmo de dar “frutos”.

RTG: Exatamente. E por vezes adota táticas da UJS que desaprovava sempre. Em menor tamanho e vezes mas ainda assim era um indício de que algo estava podre.

CG: Tenho diversos colegas do PSTU, da escola, ME, do mov. sindical, e bato e provoco direto sobre estas “mancadas” feias do partido, etc. As discussões e batalhas são muito boas, mas dentro e no lugar mais apropriado, junto dos trabalhadores, na disputa, nas lutas, na hora das propostas, encaminhamentos, etc, bem melhor.

RTG: Sem duvida.

CG: Por hora já chega, já enchi (sic) e ocupei mais espaço que seu texto e blog todo.

Contando com sua compreensão e respostas (suas posições, “crenças”, se, onde, como atua, etc).

RTG: Haha, sinta-se à vontade para postar, comentar e, se quiser, até empresto espaço se você quiser se expressar aqui no blog! É pequeno, humilde, mas não é sectário!=)

CG: Um abraço e até.

RTG: Grande abraço!

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Enfim, esta foi a discussão. Muitos acharão inútil, sem sentido mas, pra quem conhece o Movimento Estudantil ou mesmo como se organizam correntes e partidos saberá como é difícil manter um diálogo aberto e fraterno entre a esquerda tão fragmentada e por vezes sectária.

O post ainda teria uma parte mais pessoal, a ficha do Cícero mas não sei se ele liberaria então deixo no ar.

Vale notar, antes de mais nada, que o Cícero foi extremamente direto, polido, cordial em resposta a um texto meu que era polêmico e, como ele mesmo disse, até ofensivo aos militantes que chamei de sectários (e que mantenho, mas sem ofensas). Meu texto era irônico e tinha o objetivo de instigar e criticar e, felizmente, o Cícero levou numa boa e entendeu o ponto central.

Bem, sobre a UNE e a ANEL em si, eu poderia acrescentar que a Conlutas é um bom guia, um bom modelo que conseguiu agregar setores descontentes com a CUT e formar uma organização que, se ainda pequena, tem muito espaço para crescer e agregou diversos segmentos operários significantes, sem ficar no aparelhamento com um partido (no caso, o PSTU) e que conseguiu superar algumas barreiras e diferenças que impõe a ultra-esquerda sectária.

Romper com a UNE não é fácil, tanto pelo peso atual da organização - e a relevância dada a ela pelo governo Lula que a aparelhou por completo - quanto pela história, memorável, de luta, combativa.

Não é fácil mas é preciso. Já acompanhei processos eleitorais suficientes para saber que a UJS/PCdoB farão de tudo para fraudar e cooptar, senti nas minhas próprias urnas as garras desta corja pseudo-comunista e não gostei nem um pouco mas, para mim, é luta perdida. A UNE sofreu o golpe de misericórdia com a patricinha retardada que está hoje no poder, o cúmulo da galhofa do PCdoB com os demais partidos, organizações, enfim, com os estudantes.

Agora, o que fazer, parafraseando o grande líder?

Eu, pessoalmente, não tenho as respostas, posso apenas opinar e dar sugestões e, admito, estou muito afastado do ME desde que vim para São Paulo. A desilusão com a militância foi grande, ainda não superada, quem sabe algum dia?

O primeiro passo, porém, é romper com o sectarismo torpe e buscar pontos de contato, semelhanças programáticas e deixar para depois os pontos mais conflituosos (normalmente discussões bestas sobre quem é mais bonito, Mandel ou Moreno).

Curioso que tenha saído quase agora um excelente post no Kaos en la Red sobre um acordo firmado entre o NPA e o PCF, pondo suas diferenças de lado em prol de um polo de Esquerda na França. É este o caminho!

De que adianta a divisão de forças se temos todos um inimigo em comum? Se colocamos que a UNE e a UJS sãoo o problema, de que adianta o sectarismo e não a união de forças?

Quem se importa com uma declaração da A Plenos Pulmões? Quem se importa com o que acha a LER ou o Mov. Negaçao da Negação? E isto não é ironia, são grupelhos fragmentados, sectários e que pouco tem a dizer à massa, ao povo. Mas MUITO tem a dizer uma organização sólida, construída pelas forças de esquerda integradas e com um programa unificado e consensuado.

Pensem nisso!=)
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sábado, 11 de julho de 2009

Cuidado com o ANEL

O título ridículo vem para falar de algo igualmente ridículo, a ANEL ou Assembléia Nacional dos Estudantes - Livre.

Trata-se, enfim, de uma organização - mais uma - (a)fundada pelo PSTU. Não bastou a Conlute, que não serviu para nada, se limitou a brigar com a UNE e perder feio a briga.

Longe de mim defender a UNE, afinal, fui de Recife ao Rio fundar a Conlute, 2 dias de viagem, me a muito conhaque Presidente (e piadinhas contra Lula) e cachaça Recordações (permitam-me a piada infame mas depoisde uns goles você não consegue se lembrar de nada, juro), e c^^anticos pseudo-revolucionários.

Estava eu, então, militando no PSTU depois de romper com o PT (como se alguém do dito partido tivesse dado qualquer importância) e fui animado ao Rio ajudar na fndação de uma organização que eu acreditava ser uma boa alternativa à UNE.

Não durou muito o deslumbraento.

Dezenas, quiçá centenas de militantes, todos do PSTU. Minto, meia dúzia da LER, LBI e outros grupos de grande alcance nacional (cof, cof). E o "meia dúzia" não é preciosismo ou ironia, nenhum desses grupos tem realmente mais do que isso, relevância zero. Aliás, ouvi falar que a LBI, a glorosa Liga Bolchevique Internacionalista - difícil não engasgar com o pomposo nome do grupo que conta com não mais que 30 militantes - rachou, foi fundado a mais ainda relevante LBI-R. Não sei se só piada de militantes invejosos ou real, bem, não importa muito.

Voltando ao ANEL do PSTU (infame, eu sei), está fadada ao fracasso.

Eu sou o primeiro a denunciar a UNE. Organismo controlado com mão de ferro pelo PCdoB e sua assustadora juventude, a UJS, que de Socialista só tem o nome, e que sempre consegue eleger o numero suficiente de delegados devidamente fraudados para colocar gente tao capacitada e militante quanto a atual presidente da UNE, que me recuso a pronunciar o nome, devido ao grau de patricinhisse da mesma. É uma vergonha à historia da UNE.

Perdendo mais alguns minutoscom a UNE, fica claro que o PCdoB chegou ao fundo do poço. A relevância atual da UNE se mede pela sua presidência e, convenhamos, a atual patricinha no poder é um chute na cara dos que bravamente lutaram contra a ditadura e fizeram da UNE o que ela foi um dia.

O PCdoB frauda todas as eleições. Fato. Ponto pacífico, não há discussão e eu mesmo evitei fraudes na minha antiga faculdade, a FIR de Recife quando os meganhas da UJS vieram do interior de PE para roubar nossas urnas.

Mas estou divagando. Voltemos ao PSTU.

Quem conhece o partido por dentro sabe que é formado por pessoas que, ou concordam piamente com o que a direção eterna manda, ou racham e formam LER's da vida. E a maioria cncorda cegamente, sem cr+itica e realmente acreditam que vão fazer a grande revoluão no pais. Uma análise desta mentalidade nos leva a compreender um pouco mais o porque da ANEL, Conlute e etc.

O PSTU não aceita opiniões contrárias, não aceita uma organização que não comande e, por isso, se isola, fica só e acaba por afundar toda organização que impõe. Tudo bem, a UNE esta saturada, já deu, mas existem maneiras e maneiras de se montar uma oposição ativa e com penetração.

Enfim, a ANEL nasceu morta. Conlute foi uma boa aventura, mas não fez absolutamente nada. O racha na UNE só servu para fortalecer ainda mais a posição do PCdoB, sempre em aiança com a Direita do PT e comas corjas do PPS, PMDB e fascistoides de sempre.

Uma lástima.

Perdoem os erros de digitação, estou usando um PC q não e meu, um maldito notebok com teclado diferente e estranho! Amanhã corrijo o que der e aumento este texto!
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quarta-feira, 17 de junho de 2009

PSTU funda nova organização... Mais uma! [2]

Congresso histórico decide fundar uma nova entidade: a Assembléia Nacional de Estudantes – Livre!

Camila Lisboa, da Secretaria Executiva Nacional da Conlutas

Gabriel Casoni, diretor do DCE da USP

“É preciso lutar e é possível vencer”

Em meio aos enfrentamentos com a tropa de choque reprimindo a greve de estudantes, professores e funcionários da USP, o Congresso Nacional de Estudantes escreveu mais uma página na história do movimento estudantil brasileiro.

O forte processo de lutas aberto em 2007, com as dezenas de Ocupações de Reitorias e os milhares de estudantes em luta se enfrentando com os projetos de privatização e sucateamento da Educação Pública brasileira dos governos federal e estaduais, foi o início da construção deste Congresso.

As lutas contra os decretos de Serra, contra o REUNI de Lula, contra a corrupção nas Universidades, contra as Fundações privadas, por democracia nas escolas e universidades, pelo passe livre, contra a restrição da meia- entrada tiveram uma marca importante: pior do que a ausência da União Nacional dos Estudantes, foi a localização desta entidade ao lado daqueles que aplicam e aprofundam esses ataques.

A necessidade de realização de um fórum, em que os debates e a formação política prevalecessem sobre o atrelamento ao governo e a falta de democracia dos Congressos da UNE já estava colocada pelo desenvolvimento das lutas e mobilizações de 2007 pra cá. Com a chegada de uma forte crise econômica, que atinge em cheio as condições de vida da classe trabalhadora e da juventude brasileira, a necessidade e responsabilidade desse Congresso foram colocadas em um patamar muito superior.

Assim, desde Julho do ano passado, quando o Encontro Nacional de Estudantes indicou às entidades estudantis o debate sobre a realização de um Congresso Nacional de Estudantes, as iniciativas de sua construção estiveram diretamente relacionadas à construção das lutas e mobilizações nas escolas e universidades e nas mobilizações junto à classe trabalhadora de enfrentamento com as conseqüências da crise.

Um Congresso construído nas lutas

O processo de construção efetiva do Congresso se deu através de reuniões nacionais e estaduais que pautaram a organização das lutas, como o boicote ao ENADE/SINAES, a realização dos atos no dia 30 de março, a luta contra a restrição da meia entrada, a organização de uma Calourada nacional unificada sobre a crise e a Universidade, a luta contra o ensino à distância, a organização das lutas conseqüentes da implementação do REUNI e a luta contra a repressão nas escolas universidades.

A 1ª reunião nacional de construção do Congresso aconteceu na UERJ, que naquele momento vivia uma forte ocupação de Reitoria que reivindicava mais verbas públicas para a Educação e a luta pelo bandejão na Universidade. A 2º reunião aconteceu na USP, sede da histórica ocupação de reitoria, que desencadeou o estouro das ocupações em todo o país em 2007 . A 3ª reunião aconteceu durante o Fórum Social Mundial de Belém/PA, aonde também foi refletida a necessidade de o Congresso ser mais um instrumento para a juventude se enfrentar com as conseqüências da crise econômica. A 4ª reunião aconteceu em Salvador, aonde foi definido o regimento e funcionamento do Congresso e por fim, a 5ª reunião aconteceu em BH/MG, fechando os últimos preparativos para o tão esperado Congresso.

Além dessas, houve outras reuniões importantes, como a reunião em Brasília, após o ato em defesa do ANDES, em frente ao Ministério da Educação, contando com a importante presença da greve dos estudantes de um campus da Universidade Federal de São João Del Rei, que se enfrentavam com as conseqüências da expansão irresponsável de vagas promovida pelo governo federal.

“Gente jovem reunida”

Dessa forma, a composição do Congresso era tanto de ativistas que viveram esses processos, quanto de ativistas que viviam pela primeira vez alguma experiência no movimento estudantil. O encontro entre experiência e disposição promoveu a presença de 1350 delegados e mais de 400 participantes. Com um total de quase 1800 pessoas presentes, o Congresso se firmou como a maior iniciativa por fora da UNE da história do movimento estudantil brasileiro.

Independência financeira

Um debate muito construído no processo de construção do Congresso foi a necessidade de reafirmar a independência política deste Congresso também através da independência financeira. Também neste aspecto, o Congresso materializou uma imensa vitória política, afinal, ele foi financiado pelo dinheiro das taxas dos delegados/as e participantes do Congresso. O dinheiro das taxas foi levantado de forma militante, mostrando que o novo movimento estudantil pode e deve se construir de forma independente. Enquanto a UNE recebe milhões do governo, o movimento estudantil combativo constrói suas iniciativas através da atividade financeira militante.

As polêmicas do Congresso

O Congresso também foi marcado por uma pluralidade muito grande, sendo apresentada 16 teses, que foram distribuídas a todos os delegados/as e participantes em um Caderno de Teses.

Essa pluralidade contou com a presença de grupos e campos da esquerda da UNE, como o coletivo Barricadas, os companheiros do LSR e do Reage Socialista e ainda os companheiros do Coletivo Vamos à Luta, que apesar de terem sido contra a construção do Congresso, saudaram o Congresso, participaram dos GD’s e encaminharam propostas à plenária final. Da mesma forma, estiveram presentes companheiros que vieram construindo outras alternativas por fora da UNE, como a Conlute.

A pluralidade política do Congresso permitiu debates muito intensos sobretudo no que diz respeito à alternativa de organização que o movimento estudantil brasileiro precisava. A grande polêmica girou em torno na fundação de uma nova entidade pra organizar as lutas, ou da formação de um fórum pra organizar as lutas e também em relação ao momento de fundação da nova entidade.

O grande problema da proposta do fórum é que em primeiro lugar, seria uma reedição da Frente de Luta contra a Reforma Universitária, iniciativa que foi importante, mas apresentou seus limites e essa avaliação foi comum entre quase todos que participaram do Congresso. Outro problema dessa proposta é que ela não permite a organicidade necessária para articulação das lutas em todo o país e além disso, muitos companheiros que a propuseram são parte da esquerda da UNE, o que imprimia na proposta que a única entidade que seguisse representando o movimento estudantil brasileiro fosse a UNE.

Da mesma forma que a proposta do fórum, a polêmica em relação ao momento de fundação da nova entidade foi apresentada por ativistas sérios e honestos, com os quais é possível desenvolver uma série de lutas. O tamanho do Congresso foi motivo para a maioria das pessoas que lá estavam presentes optarem por fundarem naquele momento a construção de uma nova entidade. Outro elemento que fez a maioria do Congresso votar pela fundação foi o reconhecimento do acúmulo que existe no movimento estudantil em relação à reorganização. É verdade que a cada ano, o movimento estudantil se renova cada vez mais, e novos lutadores se inserem nessa discussão, mas também é verdade que esse debate vem sendo acumulado cada vez mais por uma série de entidades, como as Executivas de Curso, os DCE’s, CA’s, DA ‘s, Grêmios e este acúmulo é um patrimônio do movimento estudantil o qual não podemos ignorar.

O processo de construção do Congresso também foi elemento para fazer os mais de 1000 delegados optarem pela fundação da nova entidade no Congresso, assim como a necessidade de luta em defesa da Educação e de enfrentamento com as conseqüências da crise econômica.

Unir as lutas...

Diferente dos Congressos da UNE, o Congresso nacional de Estudantes aprovou uma pauta de lutas que unifica os conjuntos dos lutadores, inclusive aqueles que não foram ao Congresso. A partir da compreensão de que o movimento estudantil tem que entrar cada vez mais em cena, a grande preocupação do Congresso foi além de cercar de solidariedade a luta da USP, foi generalizar esse processo em todo o país, afinal a luta contra ao ensino a distância e a repressão não é uma preocupação apenas da USP, pois esses são ataques que pode acontecer em qualquer Universidade ou escola de todo o país.

A primeira grande tarefa de quem foi ao Congresso, e mesmo de quem não foi, é fazer um grande ato no dia 18, em São Paulo para gritar em alto e bom som que a tropa de choque não vai nos calar e que faremos o que for necessário para impedir o avanço dos ataques sobre a Educação Pública brasileira.

Também foi aprovado um calendário de Lutas que se preocupa em desenvolver as lutas em todo o país em unidade orgânica com a classe trabalhadora, setor social capaz de garantir as verdadeiras transformações que o país precisa.

... e construir um novo movimento estudantil!

A expectativa agora de articulação das lutas é muito grande, afinal com uma entidade combativa, podemos fazer o que não foi possível durante as ocupações de reitoria em 2007, que é uma articulação mais profunda entre os processos de luta em curso e em desenvolvimento.

A capacidade que essa nova entidade terá de se ampliar está garantida não só pelo seu formato, mas pela sua política. Foi bastante discutido nos grupos de discussão a importância de articular esse novo instrumento com diversos setores aliados na luta, não só do movimento estudantil, mas também da classe trabalhadora, isso foi refletido na mesa de abertura do Congresso, com a presença da Conlutas, Intersindical, MTST, ANDES e Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

Houve um debate sobre o formato de funcionamento dessa nova entidade e a síntese que o Congresso atingiu corresponde a este funcionamento, apresentado aqui em 10 tópicos:

1 - A Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre se reunirá de dois em dois meses, podendo realizar reuniões extraordinárias.

2 – A data e local da próxima reunião serão definidas ao término da reunião onde deverá ser aprovada também uma proposta de pauta que ficará em aberto para adendos durante o período de um mês. As pautas da Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre serão divulgadas 1 mês antes de suas reuniões.

3 - Todos os estudantes podem participar com direito a voz na Assembléia Nacional.

4 - Terão direito a voto na Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre os delegados eleitos para representação das entidades, escolas e cursos na seguinte proporção:

a) Delegados de entidades gerais (DCEs, Federações e Executivas de Curso e Associações Municipais e Estaduais de Estudantes Secundaristas) : 3 delegados para entidades que representam mais que 5 mil estudantes e 2 delegados para entidades que representam menos que 5 mil estudantes;

b) Delegados de entidades de base (CAs, DAs e grêmios): 2 delegados.

c) Delegados de coletivos e oposições: 1 delegado com a condição que a oposição ou coletivo tenha participado de uma eleição e tenha obtido no mínimo 10% dos votos;

5 – Todas as entidades deverão realizar reuniões onde se discuta a pauta da Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre e se elejam os delegados a participar da reunião. A eleição dos delegados poderá ocorrer através de assembléias, conselho de alunos representantes de turma (no caso de escolas de ensino médio), reunião de diretoria, reunião de diretoria aberta ou conselho de entidades de base, cabendo a entidade definir a forma de eleição.
6 – Para operacionalizar os trabalhos da Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre será criada uma Comissão Executiva aberta à participação de todas as entidades que se propuserem na reunião da ANEL. A Comissão Executiva Aberta se reunirá quinzenalmente, sendo suas reuniões divulgadas na Internet. Não havendo possibilidade de uma reunião presencial, realizará suas reuniões através da Internet.

7 – A Comissão de Trabalho Aberta compete:

a) Executar as resoluções da Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre;

b) Auxiliar as entidades da sede da próxima reunião da Assembléia Nacional a convocar e sediar a reunião;

c) Responder a acontecimentos emergenciais de acordo com as posições definidas pela Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre;

8 – Criação de um site e jornal semestral da Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre para divulgar suas campanhas e lutas do movimento estudantil. As entidades que participam ou constroem a Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre deverão se comprometer com cotas mensais ou semestrais para financiar as atividades da Assembléia, com o objetivo de fazer valer o princípio da independência financeira do movimento estudantil.

9 - As entidades que constroem ou participam da ANEL deverão convocar Assembléias Estaduais ou Municipais da ANEL que funcionarão de acordo com os mesmos critérios das Assembléias Nacionais e poderão ocorrer antes ou depois das reuniões nacionais, ou de acordo com a dinâmica das lutas em cada estado.

10 – A ANEL realizará de dois em dois anos, o Congresso Nacional dos Estudantes, fórum máximo da ANEL. Por decisão da ANEL poderá se convocar um Congresso Nacional dos Estudantes extraordinário entre o intervalo de um Congresso e outro.

Há um aspecto político importante do funcionamento dessa entidade de que a ANEL não possui crivo para estar dentro ou fora da UNE, ou seja, os grupos e campos que são parte da esquerda da UNE podem fazer parte da construção orgânica dessa entidade, de modo que possamos refletir nossa unidade nas lutas, também em nossa unidade organizativa. Isso para nada exclui a existência da ANEL como uma entidade alternativa ao atrelamento e burocratização da UNE.

Vemos vir vendo no vento o cheiro de uma nova estação...

Fazemos parte de uma geração que foi educada a não sonhar e o que é pior, a não lutar pelos nossos sonhos. Rompemos com essa regra e ocupamos reitorias, fizemos mobilizações, abrimos novas perspectivas pra uma geração futura e sentimos que “viver é melhor que sonhar”.

Tentaram nos dizer que a luta de nada mais serve, tentaram nos dizer que o processo de burocratização e atrelamento da UNE era parte de um percurso natural das entidades. Não aceitamos. Saímos em luta, fizemos jus a rebeldia característica da juventude. Propusemos o novo. Construímos um grande Congresso e agora continuaremos nas ruas, nas praças e mostrando que não só o movimento estudantil não sumiu, como ele está cada vez mais renovado, pra escrever e viver a história.

Viva a Assembléia Nacional de Estudantes – Livre!

Viva a luta da juventude com a classe trabalhadora!

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