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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A internet está sob ataque?

Mesa/Debate ocorrido durante a Capus Party, no dia 19 de janeiro, com a participação de Sérgio Amadeu (@samadeu), Fátima Conti (@faconti), Pedro Mizukami, Renato Monteiro e Paulo Rená (@prenass), com moderação de João Carlos Caribé (@caribe).

Enviado por e-mail pela @faconti
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Ciberativistas e estudiosos dos temas relacionados à internet livre e neutra garantem que a rede está sob ataque. ACTA, AI-5 digital, Combating Online Infringement and Counterfeits Act, além do Marco Civil da Internet Brasileira, serão discutidas nesse bate-papo com alguns dos maiores ativistas brasileiros em liberdade na internet.

Debatedores:

Sergio Amadeu – É sociólogo e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. É também autor de vários livros e militante do Software Livre.

Fátima Conti – Doutora pela USP e professora do Centro de Ciências Biológicas da UFPA.

Paulo Rená – Mestre em Direito, Estado e Constituição pela UnB. Assistente jurídico no Tribunal Superior do Trabalho, entre 2009 e 2010 foi cedido ao Ministério da Justiça, no qual foi gestor do Marco Civil da internet no Brasil.

Pedro Nicoletti Mizukami – Pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio, foi um dos membros da equipe que foi responsável pelo processo de debate colaborativo do Marco Civil da Internet.

Renato Leite Monteiro – Advogado do Opice Blum Advogados Associados. É mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará e articulista de vários canais sobre internet, segurança da informação e Direito ligado à alta tecnologia.

Moderador: João Carlos Caribé – Publicitário, pós graduado em mídias digitais, ativista pela liberdade na rede e tem atuado na área de marketing politico e ações de ativismo em mídias sociais.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Quando a direita sai da toca - Parte 1 (#CParty)

Dois momentos diferentes, porém com semelhanças marcantes. A direita sai da toca para, de maneira pífia, se manifestar contra a ditadura comunista (sic) que busca se instalar no país. E a ditadura tem nome: Direitos Humanos.

Primeiro, na Campus Party, durante a visita da Ministra Dilma Rouseff ao evento - como descrito neste post - um grupelho de cerca de três gatos pingados resolveu demonstrar todo seu descontentamento com sua visita e protestar de maneira democrática (sic) com seus notebooks em punho e acusações de tom machista e preconceituoso - sem falar em historicamente incorretos e quase criminosos.

Mas, vivemos numa democracia, afinal. Na "nossa" ditadura a oposição tem total liberdade para protestar, se manifestar e até mesmo ofender... E foi o que fizeram.

"Dilma Pistoleira.Vc não será eleita! Persona non grata. T-E-R-R-O-R-I-S-T-A. Golpista"

Difícil não rir num primeiro momento e depois não se indignar. Demonstração tosca e absurda de machismo, desconhecimento histórico e.... bem, simplesmente lamentável.
 
Outro rapaz protestou perguntando "Por que a Marina não teve a mesma cobertura"? Bem, aí ele deveria perguntar aos repórteres que não deram a mínima para a presença da Marina. Não sei onde a Dilma tem culpa por ser (mais) relevante.


"Dilma presidente? PT=Partido Trambiqueiro! CP 2010 é tecnologia e não PALCO de política"

Fora a acsuação que tem lá suas fraquezas a declaração de que a Campus Party não é local de política é simplesmente ridícula. Ou blogueiros políticos não podem participar? De que ditadura estamos falando?

Enfim, foram 4 ou 5 adolescentes que resolveram protestar sem muito conteúdo. O vídeo abaixo ilustramuito bem o que digo.


Ao fim da coletiva de imprensa da ministra e do "protesto", um dos rapazes presentes empunhando seu notebook foi entrevistado e reclamava de forma veemente da falta de cobertura para a Marina e, contraditoriamente, afirmava também que a Campus Party não era lugar de manifestações políticas... Ao que eu fui entrevistado por esta mesma emissora logo depois rebatendo os argumentos fraquíssimos do indivíduo e me colocando como blogueiro político, logo, confirmando e reafirmando a validade do debate político no local.

Infelizmente não peguei o nome da rede de TV ou da produtora.=/

De qualquer maneira, vemos que mesmo deforma desorganizada e claudicante, a direita se manifesta e ocupa espaços. Faz barulho e incomoda. Precisamos, pois, encontrar o lugar da Esquerda.
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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Dilma e Direitos Humanos na Campus Party (#Cparty e #PNDH-3)

Outros assuntos acabaram atropelando esta postagem que, sem dúvida, é de grande importância.

Dilma Rouseff, candidata do PT à presidência - embora ainda negue o fato consumado por razões políticas - fez uma visitinha à Campus Party, o maior encontro Nerd da América Latina (quiçá do mundo) e na sua coletiva de imprensa declarou sua posição de defensora do Marco Civil da Internet e da liberdade na rede. Veremos no futuro se são só palavras ou teremos ações concretas.

Gravei um vídeo de uma de suas respostas e o posto abaixo:


Para além da visita da Dilma, que suscitou debates e até mesmo protestos em tom machista e preconceituoso - que será objeto de postagem posterior - a Campus Party abriu um grande espaço - graças ao esforço principalmente de Marcelo Branco (@Marcelobranco e diretor da #CParty) e Sérgio Amadeu (@samadeu, professor e entusiasta do soft livre) e também da presença de diversos ativistas, cyber-ativistas e militantes da liberdade na rede, dos Direitos Humanos e curiosos presentes.

Foram várias palestras que iam desde a questão da acessibilidade até o Marco Civil e a proteção à Blogosfera e, neste meio tempo, consegui ainda uma declaração de Rogério Sottilli, Secretário-Adjunto da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) sobre a posição oficial do governo, do ministro Vannuchi e também da Dilma em relação à integralidade do PNDH-3.

Eis a declaração:


Como se vê, uma resposta política. Defende-se a integralidade mas, obviamente, com devidas pressões, tudo pode ser alterado. Mas uma parte da mensagem é de máxima importância, por mais que o PNDH-3 sofra alterações, foi um marco por incitar ao debate, por aclarar posições, por desmascarar os setores mais retrógrados da sociedade e por todas as cartas na mesa. O debate em si já é um avanço significativo e que abre as portas de um diálogo amplo e prolongado.

Marina Silva também esteve na #CParty, foi uma das palestrantes. Me entristece que boa parte de sua audiência no local tenha sido não pela palestra em si, mas por suas aspirações à presidência, ou seja, suas aspirações para, no segundo turno, apoiar o Serra ou qualquer candidato meia-tijela da direita golpista. Marina Silva, e o PV em si, não passam de massa-de-manobra nas mãos de uma direção corrupta e que comumente apoia os nossos setores retrógrados e ultrapassados, vide Serra, Arruda e cia.

De qualquer forma, a mídia deu muito mais cobertura à visita da Dilma - na verdade de forma excessiva e até violenta - e acabou por atrapalhar os campuseiros em alguns momentos, o que não justifica a reação de alguns que chegaram à protestar de maneira pífia e com argumentos que envergonham qualquer um que raciocine. Mas isto fica para outro post.

Enfim, a visita serviu para aclarar um pouco mais a posição da candidata em relação à liberdade na rede e, também foi a cahnce de saber um pouco mais - mesmo que através de terceiros - da posição governamental em relação ao PNDH-3.

No mais, vale o chamado, Tod@s ao Beijaço em defesa do PNDH-3 amanhã, 17h na Paulista!
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