Mostrando postagens com marcador São José dos Campos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São José dos Campos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Massacre do Pinheirinho: Um ano depois, nada mudou.

Hoje o Massacre do Pinheirinho completa um ano.

E até hoje nada foi feito pelos que foram despejados de suas casas com violência desumana pelas mãos sujas de sangue do PSDB. Nem o novo governo do PT se mexeu ainda para solucionar a situação dos milhares de desabrigados.

Um ano em que não esquecemos ou esqueceremos imagens como estas.

Não deixaremos jamais de lembrar das imagens de crianças e mulheres servindo de alvo para assassinos fardados se divertirem.

Jamais iremos esquecer do choro das crianças desesperadas enquanto policiais e GCM berravam e as ameaçavam. Jamais iremos esquecer de seres humanos tratados como gado, colocados em um cercado i solados, impedidos de deixar a prisão temporária sem terem cometido crime nenhum, ou melhor, por terem cometido o crime de invadir um espaço para viver com um mínimo de dignidade.
O crime de desafiar o capital, de desafiar os donos da terra.

Um ano depois, intimidações, expulsão, violência e promessas. Apenas promessas. De real apenas os abusos e o uso como propaganda da situação de milhares de pessoas abandonadas.
Nem PT, nem PSDB deram ou dão a mínima.

Um ano de sofrimento inaceitável.

Precisamos continuar a campanha internacional, continuar a pressão e denunciar todos os culpados, de ontem e de hoje. E lembrar que casos como o do Pinheirinho não são exceção, mas a regra. A regra para qualquer governo, de qualquer partido sempre que os interesses dos poderosos estiverem na reta. E sempre estão.
------

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Cobertura alternativa do Pinheirinho na #posTV

Programa da #PósTV "Desculpe a Nossa Falha" com o Lino bocchini, Maíra Kubik Mano, Felipe Milanez e eu sobre o Pinheirinho. Nosso relato sobre a visita que fizemos a São José dos Campos no dia do despejo violento pela PM e GCM.
Quatro jornalistas independentes foram até São José dos Campos no dia da desocupação e fizeram uma cobertura aletrnativa. Fotografaram, filmaram, entrevistaram pessoas. Aqui o bate papo com Maíra Kubic, Raphael Tsavkko e Felipe Milanez. (obs: por conta de um pau no ustream, perdemos os primeiros 10 minutos...)

------

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pinheirinho: Ata dos trabalhos do CONDEPE sobre as violações de Direitos Humanos [UPDATE]

Segue a Ata resumida dos trabalhos da audiência pública do CONDEPE sobre as violações de direitos humanos no #Pinheirinho. A ata me foi enviada por e-mail pela leitora Camila Cunha, que vem fazendo excelentes ponderações nos comentários dos posts sobre Pinheirino no Global Voices.

---
Update (08/02):

No link, arquivo em PDF, relatório preliminar feito pelos movimentos sociais (Brigadas Populares, Justiça Global e Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência) com depoimentos de moradores do Pinheirinho.

---

Renato Simões
3 de Fevereiro de 2012 17:52

A pedido do Senador Eduardo Matarazzo Suplicy, acelerei a divulgação da ata resumida da audiência pública do Condepe-sp Direitos Humanos em São José dos Campos, a tempo de seu pronunciamento de hoje no Senado.

Íntegra da ata segue abaixo: ATA RESUMIDA DOS TRABALHOS DA AUDIÊNCIA PÚBLICA DO CONDEPE VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS DAS FAMÍLIAS DA OCUPAÇÃO DO PINHEIRINHO SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, 30 DE JANEIRO DE 2012

Às 20 horas do dia 30 de janeiro de 2012, com o Plenário da Câmara Municipal de São José dos Campos tomado por militantes de movimentos sociais e de direitos humanos, bem como moradores da ocupação do Pinheirinho, desalojados de suas casas, teve início a audiência pública do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo (CONDEPE) convocada especificamente com o tema das violações de direitos humanos perpetradas contra a população daquela região antes, durante e depois da reintegração de posse da área ocupada, promovida com força policial militar, no dia 22 de janeiro de 2012.

A audiência pública foi aberta pelo Presidente do CONDEPE, Ivan Seixas, que apresentou seus objetivos e os do mutirão realizado ao longo de todo o dia por mais de 90 voluntários de entidades de direitos humanos dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro junto às famílias ocupantes do Pinheirinho que estão confinadas em quatro abrigos mantidos pela Prefeitura Municipal de São José dos Campos após a reintegração de posse. O Presidente passou a condução dos trabalhos ao Conselheiro Renato Simões, designado relator do processo aberto pelo CONDEPE para apuração das denúncias de violação dos direitos humanos das famílias ocupantes do Pinheirinho.

A Mesa foi composta com a presença dos Conselheiros do CONDEPE Vicente Roig, Cheila Olala e Rildo Marques e de seu Secretário Executivo, Aristeu Bertelli. Compuseram ainda a Mesa: o representante do Ministério Público Estadual de São Paulo, promotor de justiça Eduardo Dias; o representante da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, defensor Jairo Salvador; o representante do Ministério Público Federal, procurador da República Ângelo Augusto Costa; o representante da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, Bruno Teixeira; o Secretário Nacional de Articulação Social da Secretaria Geral da Presidência da República, Paulo Maldos; a representante do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, procuradora Ivana Farina Navarrete; a representante do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso, Adriana Zorbi; o represente das famílias da ocupação do Pinheirinho,Valdir Martins (Marrom) e o advogado das famílias, Antonio Ferreira (Toninho). Parlamentares presentes compuseram também a mesa: Senador Eduardo Suplicy, Deputado Federal Carlinhos Almeida, Deputados Estaduais Pe. Afonso Lobato, Carlos Gianazzi, Ênio Tatto, Marco Aurélio e Simão Pedro, Vereadoras Amélia Naomi e Ângela Guadagnin, de São José dos Campos, Vereadores Itamar Alves, Laudelino Amorim e Marino Faria, de Jacareí, e Cristiano Pinto Ferreira, Jairo Santos, Tonhão Dutra e Wagner Balieiro. Coube ao relator do processo, Conselheiro Renato Simões, apresentar a ordem dos trabalhos da Audiência Pública:

------

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Massacre do Pinheirinho: É preciso espalhar pelo mundo!

Acredito que estes sejam os melhores (se é que podemos chamar a filmagem de atos de cruel selvageria de 'melhores") vídeos sobre o Massacre do Pinheirinho e que devem ser vistos e divulgados pelo mundo para que não passe em branco. Tentemos identificar os policiais, seus nomes, o que fizeram e vamos denunciar.

Hoje deve sair uma posição das Nações Unidas sobre o caso e é preciso denunciar o governo de são Paulo e a Prefeitura de são José dos Campos em todos os órgãos internacionais possíveis, assim como o governo brasileiro por sua omissão clara, cujo ministro da justiça se frtou em sua obrigação de fazer a AGU se mover, a ministra de direitos humanos não deu as caras no local e a presidente fez um mea culpa grotesco em reunião fechada... em Porto Alegre.

Isto depois de estar em São Paulo no dia 25, aniversário da cidade, recebendo prêmio de Kassab, ao lado de Alckmin, FHC, do juiz e de outras "autoridades" e não fazer nenhum comentário enquanto abraçava e elogiava Kassab... Enquanto apanhávamos da PM na Sé, com presença maciça do movimento social e notável ausência da militância governista.

Aproveito e trago o link da minha postagem sobre visita ao Pinheirinho, com vídeos efotos da violência policial. E também o post do Global Voices, já com versão em inglês, para ser espalhado.




Está circulando uma petição pelo impeachment do Alckmin, recomendo que assinem! E repassem incansavelmente os vídeos e posts sobre o Pinheirinho para todos que você conhece, no Brasil ou fora! Precisamos criar um constrangimento internacional!
------

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Massacre do Pinheirinho - Fotos e vídeos de uma tragédia

Comissão de boas vindas
Quem me conhece sabe que é difícil para mim não ter palavras para começar u texto. Não saber por onde começar. A invasão criminosa e absurda - e ilegal segundo a OAB e diversos juristas -, chamada de "desapropriação", uma tucanagem clara do termo "massacre" me deixou sem palavras. A barbárie que presenciei e quase fui vítima me deixou sem palavras.

Admito que enquanto escrevia este post e enquanto via os vídeos que foram gravados chorei. Chorei sozinho, olhando para o computador e pensando que eu tinha uma casa, oras, eu tinha um computador para escrever estas linhas! E aquelas pessoas, tratadas pior do que cachorros, tratadas como lixo não tinham onde morar, não sabiam o que seria delas no dia seguinte.

Chorei ao pensar que podia ter morrido, com a bala de borracha que um PM atirou na minha direção e que me raspou a cabeça. chorei pela dor dos que ficaram lá no Pinheirinho, para resistir, para lamentar e para chorar a destruição de suas vidas por um governo fascista estadual e municipal do PSDB de Alckmin e Cury, com silêncio e conivência do federal, do PT.
Rua principal onde ocorreram os "confrontos"

Não foram poucos os moradores que, chorando, em desespero, se perguntavam (e me perguntavam) onde estava Dilma, onde tava a Secretaria de Direitos Humanos. É curioso, mas a esperança que o PT fez crescer nessas pessoas foi despedaçada ontem, quando afirmavam que Lula não deixaria aquilo acontecer e que Dilma os havia abandonado. Não sei se Lula, Dilma ou o PT os abandonaram, o que sei é que o PSDB os massacrou e que eles precisam de solidariedade, ajuda, compaixão e uma nova vida.

Algo que não me importa também, no momento, é saber se a ação foi legal, ilegal, se tem conflito na justiça ou o diabo e sim que aquelas pessoas viveram e vivem um inferno em que seus direitos foram violados para que um marajá ganhasse de volta um terreno que o povo havia conquistado.

A mídia, sempre subserviente aos interesses dos poderosos, tratava os moradores pobres como bandidos. Suas casas serviam para fumar crack, para o tráfico. Eram todos bandidos, com crianças como armas, com seu desespero como arma. Pedras e raiva contra homens armados com balas, bombas e pistolas, além de cassetetes e muita vontade de bater e matar.
Reconstrução (ou tentativa) da grade do campo de concentração montado pela GCM. Em primeiro plano, carrinho com os pertences de um morador

Saí com a @mairakubik, com o @felipedjeguaka, com a @mariana_parra e com a Paty (que tenho que achar a arrouba ou o nome completo) de São Paulo e fomos até São José dos Campos ver com nossos próprios olhos o que marginais uniformizados podem fazer sob o comando de um criminoso da Opus Dei.

Chegamos na cidade por volta das 15:30 e o clima era mais que tenso, era de guerra. Na avenida que liga o Pinheirio e o Campo dos Alemães - bairro vizinho e que protestou o tempo todo contra a ação brutal da PM e da GCM local (esta, aliás, muito mais violenta e despreparada) - carros queimados nos recebiam. Ao menos 3 carros pelo caminho, além da van da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, cujos repórteres não saíram um minuto sequer detrás do cordão do Choque, com medo de serem linchados.

------