Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
terça-feira, 25 de maio de 2010
Israel e as armas nucleares
Possui e as esconde. Tentou vendê-las à um país pária. Onde isto coloca Israel?
Se as declarações de Mordechai Vanunu não eram suficientes - mesmo com sua prisão por 18 anos e a maior parte desses em uma solitária -, os documentos que vieram agora à tona devem bastar para que o mundo saiba o que realmente é Israel.
Para piorar, Israel não apenas esconde seu arsenal de qualquer tipo de inspeção, mas também se coloca como um Estado hipócrita ao querer condenar o Irã por um "crime" do qual é igualmente culpado. Para piorar ainda mais, os documentos tratam do período do Apartheid, logo, Israel ainda tentou furar o bloqueio internacional vigente na época para vender armas à um Estado pária. De um pária para outro. De um racista para outro.
Israel se recusa a admitir que possui um arsenal nuclear, suas mentiras foram finalmente e de uma vez por todas desmascaradas. Com o agravante de terem compactuado com um regime assassino e criminoso, assim como o seu próprio.
Como será que reagirá os EUA depois de tal declaração? Continuarão a aplaudir o genocídio perpetrado por Israel ou irão notar que apoiar sanções contra o Irã quando seu aliado mais próximo fez o mesmo é no mínimo ridículo? A realpolitik baseada em sangue dos EUA será afetada minimamente?
O que sabemos daqui pra frente é que nem Israel, nem os EUA tem mais qualquer autoridade moral ou ética - não que tivessem antes, mas desta vez toda aura caiu por terra de uma vez - de exigir nada do Irã tendo por base seu programa nuclear. É hipocrisia sobre hipocrisia.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
A nova estratégia militar dos EUA, quem acredita?
Dentro da nova estratégia, os Estados Unidos se comprometem a "não utilizar nem ameaçar com armas nucleares" os países que não dispõem desses arsenais e cumpram suas obrigações dentro do Tratado de Não-Proliferação.Deve-se notar alguns detalhes:
1. Segundo esta nova declaração, antes, qualquer país poderia ser vítima de ameaça (chantagem) nuclear por parte dos EUA. Agora é que mudaram de idéia.
2. Os EUA se comprometem a não usar ou ameaçar países que se enquadrem em alguns quesitos, logo, não renuncia ao uso de armas nucleares em qualquer hipótese e afirma que pode utilizá-las em alguns casos, o que mantém o perigo nuclear.
3. Dentre as exceções para o uso destacam-se a não-disposição de armas nucleares (sem, porém citar os países sob os quais existem apenas suspeitas) e que CUMPRAM as obrigações dentro do TNP.
Analisando uma a uma.
1. Os EUA admitiram o que todos sabiam, que seu arsenal nuclear sempre foi usado para chantagear outros países, seja quais forem, sem discriminações. Qualquer um poderia ser vítima de suas armas. Por mais que fosse fato conhecido, é assustador esta admissão, ainda que involuntária. Mas, de qualquer forma, o que fica é a contínua ameaça o uso de armas nucleares, e entremos no segundo ponto.
2. OS EUA não renunciaram, pelo bem da humanidade, ao uso de armas nucleares, mas criaram uma escala, um limite. Continuam, porém, a ameaçar seus desafetos com seu poderio destrutivo. Os EUA, passando por cima de qualquer organismo, decidiram criar seus próprios limites e pouco importam críticas ou reclamações de quem quer que seja. Fazem o que querem, como querem.
3. Quanto às exceções, o grande perigo. Os EUA se comprometem a não ameaçar e usar armas nucleares em países que comprar com suas obrigações dentro do TNP e que não tenham armas, logo, temos um espaço amplo para conjecturas.
Para os EUA, o Irã se não as tem, as planeja, o que é razão suficiente para a contínua ameaça ao país. Para os EUA cabe apenas inventar uma história, inventar provas e acusar o país que bem quiserem de possuir as tais armas. A nova estratégia foi feita com a intenção de enquadrar, desde o início, Irã e Coréia do Norte.
E isto não é apenas um quadro ideal ou impossível, as razões para atacarem o Iraque foram exatamente estas, as de que Saddam possuía armas de destruição em massa. O que era uma mentira gigantesca. Mesmo assim, o país foi invadido.
E, para piorar, se não foram usadas armas nucleares em si por parte dos EUA, foram usadas balas de urânio empobrecido que até hoje deixam sequelas na população local. São armas com potencial nuclear, querendo ou não.
O cerne da questão, na verdade, vai além. O mundo está disposto a aceitar as bravatas dos EUA? O mundo está disposto a acreditar na boa vontade do Império que tem mais invasões e casos de abuso e desrespeito aos Direitos Humanos e às normas internacionais do que o Iraque tem de areia em seu território?
O El País é direto:
Según el documento, el nuevo plan nuclear propone una condición importante: que los países no estarán sujetos a una posible respuesta nuclear estadounidense si cumplen con el Tratado de No Proliferación Nuclear. Es aquí donde Irán y Corea del Norte no están incluidos.
"Esencialmente nos referimos a países como Irán y Corea del Norte, que no cumplen (con el Tratado de No Proliferación), y básicamente todas las opciones están sobre la mesa cuando se refiere a naciones en esa categoría junto con organizaciones no estatales que pueden adquirir armas nucleares", ha dicho el jefe del Pentágono, Robert Gates a los periodistas. En este último punto, la mayor preocupación es la continua evidencia de que Al Qaeda y otros grupos radicales están interesados en adquir armas de destrucción masiva.
As declarações dos EUA apenas confiram sua vontade de ditar as regras no ambiente internacional, de fazer as coisas ao seu modo, passando por cima de tudo e todos. Se aventam no direito de usar e ameaçar quem tenha armas nucleares, MESMO que estas armas sejam só uma ilusão na cabeça dos yankees, ou seja, se dão o direito de ameaçar e chantagear quem bem entenderem, bastando apenas plantar informações falsas e fazer sua população majoritariamente estúpida acreditar em tudo.
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Aliás, eu me perguntei se alguém cairia no conto da bondade estadunidense e... Ban Ki-Moon, obviamente, caiu. A ONU, como de costume, é a primeira a ser enganada - ou se enganar propositadamente.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Hipocrisia Nuclear
Saiu no El País, traduzido pelo Uol: Primeira central nuclear árabe será construída nos Emirados.
O problema com a notícia? Nenhum. A questão não é se a energia nuclear é boa, viável ou limpa e sim o fato de um Estado poder livremente desenvolver um programa nuclear pacífico.
O direito dos Emirados Árabes desenvolverem pacificamente um programa nuclear é incontestável, o resto é para brigar com o Greenpeace a fins.
A questão central aqui é, porque podem os Emirados Árabes unidos desenvolver tal tecnologia - sabendo que são amigos dos EUA - e o Irã não pode, Saddam Hussein não podia (e sob esta desculpa foi deposto e morto)?
Não está em jogo, deixo logo claro, o caráter do regime. Não está em questão se Saddam era um genocida (e ele era), se Kim Jong-Il é um imbecil megalomaníaco (e genocida) ou se o regime iraniano é bonzinho e sim o DIREITO destes regimes de desenvolverem um programa nuclear sem precisar pedir permissão para A ou B.
Israel é um Estado genocida e mesmo assim tem o seu programa nuclear - secreto, diga-se de passagem - e se o problema do Irã é ser islâmico o Paquistão está aí e não nos deixa mentir.
Mordechai Vanunu, cientista israelense que trabalhou por anos no projeto nuclear Israelense passou quase duas décadas na cadeia por denunciar o programa e meia e volta visita novamente sua cela por continuar a denunciar o programa que nada tem de pacífico e as "potências" fingem não ouvir.
Israel se recusa a assinar o TPI e nada sofre, jamais recebeu qualquer visita a AIEA, jamais foi inspecionada e sequer admite o que todos sabem.... Na verdade, não admitem nada, não admitem o programa nuclear, as armas nucleares, o genocídio Palestino, a piada que é a origem de Israel, o apoio dos Sionistas à Hitler, etc, etc... É um Estado montado sobre mentiras e sangue.
Não divulga quantas ogivas possui, seu alcance... Tudo com dinheiro dos EUA. E, aliás, todos sabem que o uso de energia nuclear por parte de Israel está longe de ser por razões pacifistas ou com fins pacíficos de mera geração de energia.
Já o Paquistão e a Índia possuem seus planos nucleares e não vejo em momento algum nenhum tipo de represália por parte dos EUA, da Europa... As potências até podem criticar, mas fica nisso. Agem como a ONU, falam, reclamam mas não fazem nada de concreto.
Os Emirados Árabes irão desenvolver um projeto pacífico de energia nuclear e terão, sem dúvida, o apóio das potências, que jamais verão qualquer problema em um país "amigo" desenvolver seu potencial atômico.
Mas e o Irã? E o Iraque?
Saddam já foi amigo dos EUA, recebeu deste último armas de destruição em massa, biológicas, químicas e o know how para produzir mais. Porém resolveu voar livremente e não seguir as diretrizes dos seus "grandes amigos". Caíram em desgraça e foram derrotados. Falharam em voltar às graças estadunidenses e o Iraque foi castigado por suas tropas - sem qualquer referendo da ONU - novamente e Saddam foi morto depois de caçado como um criminoso (de fato o era, mas poucos anos antes era grande amigo de Rumsfeld e Bush pai).
Israel, vale lembrar,, "apenas" mata Palestinos, que não produzem petróleo como o Kuwait, não são ricos como o Kuwait... Então está liberado!
O Irã é outro que se recusa a se alinhar com os EUA, a se sujeitar à dominação imperialista, é inimigo, Eixo do Mal. Coréia do Norte e Sudão também estão na lista, mas a China é amiga, logo, nada acontece.
O Irã é signatário do TPI, mas como vários outros países igualmente signatários, resolveu criar seu programa nuclear pacífico - não interessa se os críticos acham que o projeto é para a criação de armas, não existem provas e só podemos trabalhar com provas e não achismos - e é seu direito fazê-lo.
Mas, como inimigos declarados de Israel e possível potência regional, não poderiam fazer nada que ofendesse aos donos do mundo e seus aliados, logo, viram Eixo do Mal, sofrem pressões, o comércio míngua, enfim, se tornam párias pelo único crime de desafiar o senso comum, o stablishment.
Volto a repetir, não está em discussão a energia nuclear em si e sim o direito a tê-la e desenvolvê-la. Melhor seria se nenhum país a tivesse, mas enquanto isto não é possível (se é que jamais será) não podemos aceitar que os EUA e seus amiguinhos decidam quem pode ou não pode ter uma tecnologia.
A grande questão não é a de porque os Emirados Árabes podem ter teconologia nuclear e o Irã não e sim porque só os amigos dos EUA tem a permissão de desenvolver seu potencial nuclear enquanto aos outros sobra a acusação e a resposta armada - ou sua ameaça.
Persiste, enfim, a hipocrisia nuclear. Aos amigos, a tecnologia, aos inimigos, as ameaças e, em alguns casos, a destruição.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
O "Eixo do Mal" dos outros... Irã e Israel
É engraçado, numa rápida passada pelas notícias do dia, enxergar onde se encontra o "Eixo do Mal". Os EUA denunciam Irã, Coréia do Norte e etc mas, convenhamos, algum país está mais na mídia por suas atrocidades e desrespeito constante aos Direitos Humanos e qualquer tipo de lei que Israel?Acho engraçado os EUA perseguirem o Irã pelo seu direito de possuir armas nucleares (notem que só os amigos dos EUA tem, vide Índia, Paquistão, França, etc ou então a intocável China e a Rússia) ou ainda a Coréia do Norte - salvas as disparidades, jamais seria possível uma defesa sã da Coréia do Norte e seu ditador aloprado - mas fazem total vista grossa ao fato de Israel ter, sem qualquer sombra de dúvida, armas nucleares em seu arsenal, Mordechai Vanunu que o diga!
Vale lembrar que Israel NÃO é signatária do Tratado de Não Proliferação Nuclear, ou seja, não está nem aí para o mundo, tem suas armas e não acha que deve qualquer explicação.
Não vejo o Irã invadindo qualquer nação estrangeira, não vejo o Irã escravizando qualquer povo além de suas fronteiras e tampouco vejo o Irã cometer qualquer genocídio contra outro povo.
Claro, isso não quer dizer que os iranianos sejam bonzinhos ou coisa do tipo, mas serve apenas para ilustrar onde está o real perigo, se no Irã ou em Israel.
O Irã financia o Hezbollah, que por sua vez foi criado para defender o Líbano dos abusos Israelenses. O Irã financia ainda o Hamas, criado para, também, defender os Palestinos dos abusos de Israel.
Qual o denominador comum? Não é preciso nem comentar.
Mas, para os EUA e seus micos amestrados europeus, o Irã é o perigo. Pouco importa que a Índia e o Paquistão vivam à beira de uma guerra potencialmente catastrófica, não importam as ameaças de Israel de invadir meio mundo que não vai com sua cara - sua política genocida e cruel - só importa que o Irã é um perigo para a humanidade!
Claro, esquecem de dizer ao mundo que o Irã como potência tornaria mais difícil a vida das grandes corporações "ocidentais", que o Irã potência dificultaria a vida das potências "ocidentais" no que tange o acesso às reservas petrolíferas, que o Irã poderoso seria menos sucetível às ameaças de Israel, que o Irã forte seria o mesmo que fortalecer a resistência Palestina, dentre outros elementos não menos relevantes ma sque não caberiam ser citados um por um.
Enfim, o interesse em deslegitimar o Irã, em tentar proibir seu direto - se Israel tem porque os Iranianos não podem? - não tem qualquer relação com defesa da humanidade, defesa do mundo, evitar proliferação nuclear e outras balelas, e sim a intenção de evitar que surja, no Oriente Médio, potência com capacidade de concorrer com Israel, país que não tema e que possa responder à altura os abusos de Israel e país que possa conter o Estado Genocida de Israel.
Uma rápida leitura dos jornais de hoje já me deparo com:"Exército de Israel rejeita denúncia "difamatória" de ONG sobre ação em Gaza"Se Israel nega, é porque é verdade. E o mundo sabe, mas Obama faz vista grossa.
O Exército israelense chamou de "difamatório e calunioso" o relatório da ONG Rompendo o Silêncio que o acusa de violar os direitos humanos e ter usado civis como escudos humanos na grande ofensiva contra o grupo radical islâmico Hamas, na faixa de Gaza, que deixou cerca de 1.400 mortos, a maioria civis, no começo do ano.
"Israel viola fronteira e explode paiol do Hezbollah no Líbano"Nenhuma condenação internacional, nenhum pio da ONU, nenhuma "condenação enérgica" de lugar algum frente ao flagrante desrespeito à lei internacional, à soberania do Líbano... Israel cospe nas leis internacionais mas seus amigos poderosos afagam o Estado Genocida.O exército israelense informou hoje que explodiu um paiol da milícia xiita libanesa Hezbollah no sul do Líbano, a poucos metros da fronteira com o país.
A operação, feita na terça-feira, foi informada por fontes do próprio exército, que pediram anonimato. A munição estava em uma casa na cidade de Khirbet Selm, ao sul do rio Litani, e a cerca de 20 km da fronteira com Israel.
Vejam que o Exército de Israel ao invés de esconder o desrespeito e a quebra da lei, anuncia com orgulho a operação ilegal.
"Brutalizing Palestinian children:Members of Israeli Security Forces admit that soldiers routinely commit brutality against Palestinians, including children"Esta vale ser lida inteira no site, em inglês, ou em espanhol (link, via boltxe). Brutalidade contra crianças, tortura de menores, intimidação, violência... Nenhuma ilegalidade, não?
Apenas para completar:
Do El País:
"No había inocentes en Gaza"Do Terra:
26 soldados que participaron en la guerra explican a una ONG israelí las atrocidades perpetradas durante 22 días de contienda
"Soldados israelenses denunciam brutalidade a civis em Gaza"Da BBC:
"Israel soldiers speak out on Gaza"Tudo isto apenas ONTEM! Em apenas UM DIA o Estado Genocida de Israel é desmascarado, denunciado mas, o Eixo do Mal? É o Irã.
A group of soldiers who took part in Israel's assault in Gaza say widespread abuses were committed against civilians under "permissive" rules of engagement.
O Conselho de Segurança não hesita em condenar o Irã, em impor sanções (aliás, razão provável pela qual aconteceu o último acidente aéreo no país, falta de peças de reposição graças às sanções), em achincalhar com o país pelo programa nuclear. Sem qualquer prova acusa o programa de ser para fins bélicos - os Iranianos afirmam ser apra fins pacíficos, como o do Brasil, por exemplo - e mesmo com declarações do ex-Inspetor Chefe da AIEA, El Baradei, de que não há provas de uso militar do programa, continuam a pressão, a violência contra o Irã.
Contra Israel, por outro lado, nada.
Não importa que grupos de Direitos Humanos acusem Israel de abusar de mulheres palestinas nas suas prisões. Quem se importa com os Palestinos? Não a ONU, não o Conselho de Segurança, não os EUA.
"Pregnant detainees "do not enjoy preferential treatment in terms of diet, living space or transfer to hospitals," it said. "Pregnant prisoners are also chained to their beds until they enter delivery rooms and shackled once again after giving birth."
Tampouco importa a prisão cruel de Ahmad Sa'adat, líder da FPLP, sequestrado por Israel e preso ha anos, constantemnete mandado para a solitária por lutar contra a ocupação. O sequestro de indivíduos, a invasão de fronteiras, o assassinato e genocídio de Palestinos não é suficiente para uma condenação séria.Aliás, veio em boa hora o artigo reproduzido pelo Estado Anarquista, com uma entrevisca com Mordechai Vanunu.
Nos cálculos feitos pelo engenheiro Vanunu, a quantidade de material radioativo produzido somente até 1986, já era suficiente para a produção de 200 ogivas nucleares;• Cerca de 180 países são signatários do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, inclusive todos os países árabes, menos Israel;
• Todos os países árabes, vizinhos de Israel, permitem as inspeções dos técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica, órgão da ONU encarregado do controle das armas nucleares. Israel nunca permitiu que esses técnicos fiscalizassem suas instalações e nunca nenhuma sanção foi adotada contra esse país;
• As grandes potências não só não adotam nenhuma medida contra Israel, como, secretamente, ajudam o programa nuclear israelense, como uma série de acordos e convênios existentes com os EUA, França e Grã Bretanha;
• O programa nuclear iraniano, amplamente conhecido pelos especialistas em armas nucleares, não oferece perigo algum ao mundo e tem sido fiscalizado pela AIEA, completamente diferente do programa israelense, voltado para a produção de armas atômicas;
• A União Européia segue num silêncio criminoso, cúmplice, pois nada fala e nunca condenou publicamente o programa nuclear israelense. A comunidade cientifica sabe que Israel pesquisa e pode ter armas nucleares há mais de 40 anos;
• O apoio da França e da Inglaterra vem desde que Israel ajudou a ambos os países na guerra de 1956 (liderada por Gamal Abdel Nasser, pela retomada do controle do Canal de Suez, no Egito);
• A África do Sul, até 1991, quando ainda do regime do Apartheid, quem ajudou muito Israel em seu programa nuclear, tanto que os primeiros testes nucleares ocorreram nesse país;
• Keneddy foi o primeiro e único presidente americano que pediu formalmente inspeções nucleares por parte da AIEA nas instalações de Dimona ainda no início da década de 1960 e talvez por isso, entre outras razões, possa ter sido assassinado; os que o sucederam, Johnson e Nixon, nunca pediram inspeções nucleares em Israel;
• A política atômica e belicista de Israel é típica de uma época que não existe mais, a da guerra fria; hoje se Israel quer mesmo a paz, deve demonstrar isso com transparência e abrir ao mundo as sua instalações nucleares e cessar a produção de material radiativo para a produção da bomba atômica;
• Na guerra de 1973, Israel estudou e considerou a real possibilidade de usar armas nucleares contra a Síria e contra o Egito;
• O estado de Israel não é uma democracia. Isso é um mito, uma falsidade. Israel é um estado racista e pratica contra os palestinos uma política do Apartheid; somente os que professam o judaísmo tem algum direito nesse país; chega a ser um estado fascista.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Questão nuclear....

Fico me perguntando (retórica, claro), porque apenas os aliados dos EUA podem ter armas nucleares?
Índia tem armas nucleares. Aliada dos EUA. Ninguém reclama;
Paquistão tem armas nucleares. Aliado dos EUA. Ninguém reclama;
Israel tem armas nucleares. Aliado dos EUA e genocida. Ninguém reclama.
Coréia do Norte TENTA ter armas nucleares. Inimiga dos EUA. O Mundo reclama.
Irã TENTA ter armas nucleares. Inimigo dos EUA, atacado por Israel no passado. O Mundo reclama.
Aos amigos tudo, aos inimigos, a "lei".
Se você for aliado dos EUA, não importa que tipo de atrocidade cometa, nõ importa o genocídio contra os Palestinos, o apoio ao Talibã por anos a fio.... Aliado é aliado, pode ter as armas que quiser e ninguem vai falar nada, não vão sofrer qualquer sanção, na verdade vai receber até ajuda dos EUA! Financeira, militar e o que mais tiver direito!
Mas se você for inimigo dos EUA vai sofrer sanções, vai ver dezenas de países virarem as costas para você e você fará parte do "Eixo do Mal".
É simplesmente lastimável.
O surpreendente (retórica, de novo) é que o mundo parece acomodado e feliz com a situação. Você é aliado, pode ter armas, você é inimigo, não pode. E o mundo assim se divide.
Obama diz que novo teste norte-coreano é 'grave preocupação'
REUTERS
WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta segunda-feira que o novo teste nuclear norte-coreano, junto com um teste de mísseis de curto alcance, é uma 'grave preocupação para todas as nações' e deveria ser alvo de medidas da comunidade internacional.
- As tentativas da Coreia do Norte para desenvolver armas nucleares, bem como seu programa de mísseis balísticos, constituem uma ameaça à paz e à segurança internacionais- disse Obama em comunicado depois dos testes norte-coreanos.
A Coreia do Norte representa um grande desafio diplomático ao governo Obama, num momento em que ele enfrenta a crise econômica global e se empenha em conter o programa nuclear iraniano, que o Ocidente suspeita que esteja voltado para a eventual produção de armas -- algo que Teerã nega.
Ao tomar posse, em janeiro, Obama prometeu estender a mão a países turbulentos que estejam 'dispostos a descerrar o punho', mas até agora houve poucos avanços com a Coreia do Norte e o Irã, que continuaram avançando em seus programas nucleares e demonstram pouco interesse no diálogo com Washington.
A Coreia do Norte havia realizado seu primeiro teste nuclear em outubro de 2006, e em abril deste ano o país lançou um foguete, o que supostamente violou a proibição de que testasse mísseis de longo alcance.
- As tentativas da Coreia do Norte de desenvolver armas nucleares, bem como seu programa de mísseis balísticos, constituem uma ameaça à paz e à segurança internacionais- acrescentou Obama.
De acordo com ele, a Coreia do Norte está violando as leis internacionais e 'desafiando direta e imprudentemente a comunidade internacional.'
Ele disse que o seu governo vai trabalhar no âmbito do Conselho de Segurança da ONU e dos demais países envolvidos em negociações com Pyongyang (China, Rússia, Japão e Coreia do Sul) para lidar com a questão.
Há algum tempo a Coreia do Norte ameaçava realizar um novo teste nuclear. Stephen Bosworth, enviado especial do governo Obama para a Coreia do Norte, alertou neste mês que Pyongyang enfrentaria as consequências se realizasse o teste, mas disse que havia pouco que os EUA poderiam fazer para evitá-lo.
A Coreia do Norte disse nesta segunda-feira ter realizado o teste com sucesso, horas depois de disparar o que a agência sul-coreana Yonhap disse ser um míssil de curto alcance.


