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sábado, 7 de janeiro de 2012

O que a CAPES fez com as bolsas dos mestrandos?

ProUni, Ciência Sem Fronteiras, ampliação de bolsas... Nada mais que instrumentos de propaganda do governo federal que, no fim, são belos engodos.

Os valores das bolsas são irrisórios, de fome, não se exige qualidade para nada, a educação básica é uma sucata a espera de encontrar o primeiro lixão que aparecer, a estrutura de muitas federais é capenga, os salários dos professores são ridículos - para não soltar um palavrão merecido ...

Enfim, como já disse antes e não me canso de repetir, educação não é prioridade deste governo. Nem nunca será.

Serve para propaganda apenas, é cosmético. O governo finge que investe, finge que paga decentemente, finge que dá reais oportunidades, e nós engolimos. Não porque acreditamos - ao menos não nós, mestrandos e doutorandos e mesmo graduandos - mas porque não há outra opção.
Enfim, recebi de uma amiga mestranda, no dia 6 de janeiro, a informação de que a CAPES não tinha lhe depositado sua bolsa. Atrasos são comuns, mas nem por isso aceitáveis.

Fui ao Twitter questionar meus seguidores, mestrandos, se estariam em situação semelhante.
Estavam (estão).

Todas as agências estaduais (FAPESP, FAPERJ, FAPESPE, etc) e o CNPq pagaram em dia (5) as bolsas, e apenas a CAPES falhou em sua obrigação. Eu sou bolsista FAPESP e recebi, Doutorandos CAPES também receberam, mas os mestrandos não receberam nada.

O engraçado é que se nós, mestrandos, deixamos de cumprir com uma obrigação, qualquer uma, por um dia sequer, corremos o riso de perdermos a bolsa e até de termos de pagar de volta tudo que recebemos . Mas a Capes tem o direito de falir quem depende dela e nada acontece, nem uma multa, nem um singelo pedido de desculpas.

Nada. Apenas a promessa - por vezes vazia - de que pagará quando der.

Tenho confirmação de mestrandos sem receber o pagamento na UFPE, UFJF, UFV, UFRGS, PUCSP e, aparentemente, o problema é geral.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Da criminalização à banalização dos protestos

Há algum tempo comentei sobre a criminalização em curso no país - e em especial no Rio Grande do Sul da criminosa Yeda - dos protestos organizados pelos movimentos sociais. Mantenho, tal criminalização é explicita, óbvia e incessante. Não há o que discutir ou negar.

Mas, para além disto, também é curioso notar o paradoxo do excesso de manifestações vazias e sem sentidos que acabam por banalizar este importante instrumento de pressão social e política ao mesmo tempo em que novas formas de protesto são tentadas dia após dia.

É realmente curioso - e lamentável - que protestos sérios e relevantes sejam criminalizados e esvaziados ao tempo em que futilidades mil ganhem projeção e o óbvio apóio da mídia, interessada em patrocinar o esvaziamento daquilo que não lhe convém.

A posição da população também é interessante, se existe uma greve, uma passeata, uma manifestação em que haja razão relevante para tal, então os "prejudicados" se levantam contra os manifestantes, chamam de baderneiros, dizem que seu direito (sic) de ir e vir fica prejudicado (em São Paulo isto é fácil de notar quando o trânsito para) e dão entrevistas à mídia do jeito que o PIG gosta, criticando, reclamando e prestando um desserviço à classe.

Por outro lado, se o protesto é algo tão útil (sic novamente) quanto um ForaSarney ou contra o governo por causa da fraude da Folha no caso do ENEM, então a população na hora passa a apoiar, esquece os transtornos no trânsito e etc.

Enfim, movimentos como o ForaSarney, por mais que tenham algum conteúdo político, não tem um pingo de ideologia. Aliás, num protesto do ForaSarney você encontra da Esquerda à membros da TFP, ou seja, algo está errado.

Já dei minhas razões para criticar os protestos, não pela idéia em si, mas pela inocência dos participantes, pelo método, pelas sub-celebridades tentando se promover e, especialmente, pelo resultado desastroso e risível e pela completa falta de ideologia por parte da franca maioria dos pré-adolescentes revoltados que sequer sabiam quem era Sarney até 6 meses atrás.

Estes, aliás, já devem ter voltado aos seus videogames e votarão em algum DemoTucano ano que vem.

Voltando ao tópico, a questão principal é a de que os protestos, a organização de manifestações, passeatas e afins vem se banalizando, ao mesmo tempo em que se esvaziam - de gente e de sentido.

Obviamente a mídia sabe escolher seu lado: Se é a burguesada cansada protestando, todo apóio, se são os movimentos sociais, então a solução é a bala de borracha (como são bonzinhos!), o gás e o cacetete.

Aliás, o apóio da mídia à tudo que se opõe ao movimento social, estudantil e sindical legítimo é claro e descarado, nos lembremos da capa de O Globo com o grupo dos "Nove", nada mais que uma dúzia de playboys e patitricinhas da Zona Sul do Rio fingindo que são Movimento Estudantil apartidário, quando claramente assumem a posição ditada pelo PIG e pelas elites - que fazem parte.

Por mais que suas críticas à UNE e Ubes procedam - ambas organizações estão falidas e são controladas pela ditadura baseada em fraudes e intimidações do PCdoB/UJS -, suas alianças e origem denunciam o porque e de onde vêm realmente as críticas, não dos estudantes organizados, mas de uma elite organizada.

Outros eventos ilustram bem esta situação.

De um lado os movimentos sociais, os estudantes e a sociedade protestando na USP e sendo espancada pela PM de Serra - sem qualquer provocação ou razão -, do outros os movimentos burgueses que pedem paz no Rio, fazendo espetáculos, colocando cruzes na areia e se manifestando como se isto fosse fazer alguma diferença na desigualdade galopante do país ou fosse sensibilizar algum político a parar de roubar e investir em educação, saúde, lazer... e não em "segurança", como costumam fazer.

No primeiro caso a mídia gritava pedindo sangue, chamando os estudantes pacíficos de baderneiros e no segundo a mídia achava lindo a burguesia da Zona Sul limpando a consciência e achando que fizeram um bem para o país.

Podemos enumerar ainda casos emblemáticos de lutas sociais da população que são criminalizados, como as invasões do MST e a perseguição constante, em todos os níveis, em todos os lugares, de seus militantes, ou a criminalização dos movimentos de moradia popular que ocupam prédios em São Paulo. Passeatas pró-Palestina, pró-Honduras ou mesmo de setores dos trabalhadores em greve são sempre vistos com reserva ou franco ódio pelos burgueses em seus carros, atrasados para o cabelereiro, para o cinema ou para assistir Malhação.

Para estas, a manifestação do povo é coisa de marginal e merecia a resposta rápida e "justa" da polícia. Já vi muita gente afirmar que manifestações e passeatas deveriam ser proibidas na cidade: - É ruim para o trânsito!

Disparete.

Por outro lado, todos (sic) aplaudem movimentos como o "Cansei", da elite cansada de pagar impostos...

Como se a elite pagasse seus impostos! Quando não sonegam pagam menos que qualquer trabalhador honesto, chão-de-fábrica.

Todos (sic) aplaudem o ForaSarney, afinal a mídia está lá para dar seu apóio e fazer loas aos 50 estudantes daquele colégio cuja mensalidade é 2 mil reais que detestam o Sarney.... mesmo que só o conheçam ha uns 2 ou 3 meses, afinal, nunca perderam tempo com política! Mas agora é hype ser "manifestante", e tudo convocado pelo celular da Hello Kitty!

Caso mais recente, os protestos (contra o que? contra quem?) destes mesmos estudantes tão interessados na política nacional em frente ao MEC (antiga sede) no Rio. Protestam contra a fraude do ENEM? Então porque protestam contra o governo e não contra a mesma Folha de São Paulo - que já os estampou em sua capa até - em cuja gráfica toda a crise começou?

Porque não protestam contra a dona da gráfica, a responsável pela fraude... a Folha? Não, não teriam visibilidade e virariam um "incômodo", não sairiam na MTV nem nos noticiários locais.

Enfim, o que vemos hoje é o protesto sem ideologia, o protesto motivado por razões estúpidas, ou mesmo sem razão alguma.

Filhinho de papai ouve na mesa do "brunch" que Lula é o capeta e então sai pra protestar, para exigir seus direitos!

Ao voltar para casa acusa o MST de baderna e acha que os sem-teto são uma raça suja que emporcalha a cidade. Mas voltam de mente tranquila, porque fizeram a diferença, protestaram contra a violência exigindo mais segurança, protestaram contra o Sarney porque a Globo incentivou e, finalmente, protestaram contra o MEC (?) porque a Folha fraudou as provas do ENEM.

E eles continuam achando que o Golpe em Honduras foi democrático (realmente não compreendo este raciocínio) e que pobre bom nasceu morto.
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terça-feira, 12 de maio de 2009

Carteira de estudante....

Excelente!

É possível tentar enxergar o lado do Cinemark. O que não faltam é carteirinhas falsas no mercado. qualquer um pode ter uma conseguida facilmente e todo mundo deve conhecer alguém que tenha uma carteirinha falsa. É simples e fácil de fazer.

Mas, claro, o objetivo do Cinemark vai além. Exigir outro documento não é apenas uma maneira de evitar perdas mas também de dificultar a vida de quem está dentro da lei.

Eu não ando com qualquer documento da faculdade além de minha carteira da biblioteca da PUC e, por não ter data, não é aceita. Já tive problemas com o Cinemark por ter elvado uma fatura com alguns meses de idade, coisa de 3 ou 4 meses. Só depois de muita reclamação entrei pagando meia.

É um absurdo nos obrigar a andar com qualquer outro documento quando a Carteira de Estudante já é, em si, um documento com foto e com todos os dados que o cinema pode precisar.

O problema aí não é a Carteira e sim o governo que não tem a capacidade/vontade de controlar sua emissão e evitar a falsificação. Porque é tão difícil falsificar um passaporte? Porque existe investimento em tecnologia. Mas carteiras de estudante qualquer organização meia-boca hoje em dia faz.

Longe de defender o monopólio da UNE, mas a farra que existe não é sustentável.

Pela farra - e antes dela até - as empresas, como o Cinemark, cobram um preço abusivo por qualquer produto, mesmo nos casos de meia entrada! PAgar 18, 20 reais por um cinema é loucura, um disparate.

Se por um lado as empresas elevam seus preços por causa do excesso de carteiras e das falsificações, por outro apenas ajudam na proliferação destas exatamente por aqueles que tentam escapar dos abusos. É um círculo vicioso.

Talvez não seja a solução mas, seria interessante:

1. Um cadastro nacional de organizações que podem expedir a carteira;

2. um controle mais rígido sobre a numeração das mesmas;

3. Regras claras para a expedição e para se aceitarem novas organizações (Grêmios, DCE's e etc);

4. O fim do monopólio da UNE mas também o fim da farra indiscriminada;

5. Contato próximo com as Universidades, Colégios e afins para evitar falsificações, boletos falsos e etc;

6 Um investimento em tecnologia nas carteiras (marca d'água, chip, papel especial, etc);

7. Finalmente, um dos pontos mais importantes para que no fim o povo não seja o único prejudicado, uma completa e constante vigilância contra os preços abusivos e aumentos indiscriminados visando lesar o consumidor. 150 reais por um show é um absurdo, 20 reais por um cinema é uma vergonha, são abusos como estes que devem ser evitados.

Em tempo, já tive problemas tanto com o Cinemark quanto com o CineBombril, no Conj. Nacional, na Paulista. Por mais de uma vez minha namorada e eu não pudemos entrar no cinema por não termos, na hora, qualquer comprovante da faculdade. Só a bendita carteirinha.

É um flagrante desrespeito ao consumidor.

Justiça impede que Cinemark exija boleto bancário para meias-entradas

Uma medida liminar deferida pela 1ª Vara Empresarial da Capital, no Rio de Janeiro (RJ), impede que a rede de cinema Cinemark exija outros documentos --como boletos bancários, folhas de frequência e recibos de matrícula--, além da carteira estudantil, para efetuar a venda de meias-entradas. A medida é válida para todo o Brasil.

A decisão garante que as entradas sejam obtidas apenas com a apresentação da carteira estudantil, que é emitida pela instituição de ensino, com data de validade --fator que já atestaria a qualidade de estudante ao seu portador.

As investigações realizadas durante o inquérito civil constataram que, com essas solicitações, a rede de cinemas dificultava o direito do estudante de pagar a meia-entrada. O pedido de liminar foi feito pela 2ª Promotoria de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital.

A Cinemark ainda não havia se pronunciado em relação à decisão da Justiça até a publicação desta reportagem.

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