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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dilma e os 90 anos da Folha

Ontem Dilma discursou durante a comemoração dos 90 anos do jornal da Ditabranda. Entre elogios e rasgação de seda - até Otávio Frias foi louvado - Dilma defendeu a imprensa livre e pisou na memória de Vladimir Herzog, ao citá-lo em um ambiente tão asqueroso.

Dilma foi torturada pela mesma Ditadura apoiada entusiasticamente pela Folha. Não compreendo o que foi fazer em tal festa quando deveria estar preparando a Ley de Medios para impedir mais absurdos deste e de outros jornais que praticam o mais puro jornalixo.

No Twitter as reações foram conflitantes, mas foram muitas. Vi petistas radicais criticando Dilma e muitos outros tentando acreditar que Dilma deu uma lição na Folha por aparecer e que seus elogios eram a mais pura ironia - o que não importa, já que a mídia manipularia suas declarações da mesma forma, tornando ironia em elogios do coração.

Dilma foi discursar para homenagear o jornal que a chamou de vadia e vagabunda. Beijou as mãos de Otavinho, que tanto fez para derrubá-la. Será que Dilma se esquece de sua ficha falsa? O hoax distribuído pela extrema-direita por e-mail que foi capa da Folha?

Nem vale citar os casos de censura. A censura contra o Arles, contra a Falha e, pior de tudo, contra a liberdade de expressão dos brasileiros!


Dilma não deveria ter ido. Sim, seria criticada, mas ela será criticada da mesma forma e, agora, também pela esquerda, também por petistas, envergonhados em serem traídos desta forma.

O medo é que esta participação seja o prenúncio de mais um dos acordos espúrios do governo com o que há de pios no país. Sarney, Collor, PMDB inteiro... Agora a Folha? Ou foi só aquela visitinha cordial, mas envergonhada?

Num evento em que Alckmin e Kassab discursaram, o PT deveria ter ficado longe, ou melhor, deveriam ter enviado o Palocci ou o Vaccarezza, acostumados a se vender para este povo. Ou, já que está na moda, mandar representante do PCdoDEM PCdoB, á acostumados a bater papos com Kassab e cia.

Uma linda festa que reuniu saudosos da Ditadura, criminosos higienistas, produtores de jornalixo e... o PT.

Se é verdade que quando se chega ao poder é preciso aprender a fazer concessões, por outro lado é preciso conhecer a linha que divide este comportamento da prostituição.

Dilma humilhou a si própria e a história de seu partido. Espero que isto não signifique cooptação, que tenha sido só uma festa e mais nada, nenhum comprometimento.

Dandi foi certeiro:
E o marco regulatório da mídia, capaz de fazer uma mudança nesta imprensa brasileira sem rédeas e sempre impune, está cada vez mais distante, exatamente por causa desta comunhão que muitos relutam em acreditar, assim como eu. A imprensa deveria representar sua população, assim como seu governo. No entanto, hoje fica claro que há muita politicagem por trás de cada linha e cada página impressa. Seria uma tentativa de acalmar a fera e trazer para seu lado, já visando a manutenção no poder? Talvez, mas o que fica hoje é um cheiro insólito, algo de revirar estômagos. Fato é que o ex-presidente Lula sempre afirmou que governou por oito anos sem ter que almoçar com nenhum dono de jornal e revista! Explica essa, Dilma.
Aos amigos petistas que abriram os olhos, uma sincera saudações e minha solidariedade. Aos demais, digo que ainda há tempo.




















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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sobre a censura da Folha contra a Falha - Não podemos tolerar!

Não tenho o costume de postar no blog conteúdo que publico no Global Voices, mas neste caso o assunto é de máxima importância e precisa da mais ampla divulgação possível.

Precisamos lutar contra TODA forma de censura e a Folha de São Paulo vem se mostrando a mais intransigente defensora deste método contra a blogosfera.

Não podemos tolerar.

Peço a todos que lêem o blog que repassem o conteúdo, seja linkando este blog ou o Global Voices, repostem em seus blogs, escrevam sobre, coloquem no Twitter, em agregadores. Vamos criar uma rede gigantesca contra a Folha, vamos tornar a vida deles um inferno e ir longe.

Os irmãos Bocchini, o Lino e o Mário, enfrentam sérias consequências. Não só a multa, mas também todo o estresse que é lutar contra um gigante midiático. A luta deles é também nossa, não só por eles serem blogueiros, por eles serem companheiros de luta, mas também porque uma derrota significaria abrir um perigoso precedente, seria aceitar que a paródia é crime, que a ironia é punível com pesadas multas.

A Folha quer matar a crítica. Quer ser ela a única a poder ridicularizar, a única a ter liberdade. Diz defender a Liberdade de Imprensa, mas apenas defende a de Empresa. Seus direitos.

Porque será que NADA sobre a Falha saiu em grandes jornais? Ao tempo em que o Estadão grita que é censurado, mas demite e censura jornalista? Em que a Veja acusa toda semana o governo de querer censurar a mídia, mas na verdade é apenas o bastião daqueles que por mais de 30 anos censuraram o Brasil?

Alguém quer adivinhar?

Somente com nossos esforços, com nossa união, poderemos brigar contra esta mídia podre. E adotar a luta da Falha de São Paulo é uma obrigação. Quem vem junto?

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Montagem com capa da Folha de São Paulo - Usado sob CC 2.0
No final de Setembro, o site satírico Falha de São Paulo foi tirado do ar através de uma liminar na justiça brasileira.

O objetivo do site era o de satirizar, brincar com o jornal Folha de São Paulo, e para isso abusava de fotomontagens, de manchetes de jornal falsas e irônicas e até de um “gerador de manchetes” com o layout da Folha de São Paulo [O atual gerador não é de autoria dos criadores da Falha de São Paulo, mas um resgate feito por anônimos - Nota GV].

Os autores do blog, os irmãos Lino e Mario Bocchini, explicam [en] o caso:
The blog was a parody of Brazil’s biggest newspaper company: Folha de S. Paulo. In Portuguese, “Folha” is similar to the English word for “Journal”. And “Folha” sounds almost like “Falha”, which in Portuguese means “failure”. […] It did not take more than a month for Folha de S. Paulo to go to court demanding the censorship of the satirical blog. Unbelievably, that was exactly what happened. And it got worse: the newspaper also began an 88-page lawsuit against the creators of blog, asking for a financial compensation for moral damages.
O blog era uma paródia da maior empresa jornalística brasileira: Folha de São Paulo. Em português, “Folha” é uma das formas de referir-se a um jornal. E “Falha” significa falha. Não demorou nem mais de um mês para que a Folha de São Paulo fosse até um tribunal exigindo a censura do blog satírico. Inacreditavelmente, foi exatamente isto que aconteceu. Ainda pior:  a Folha abriu um processo de 88 páginas contra os criadores do site, pedindo indenização em dinheiro por danos morais.
Gerador de Manchetes da Falha - Usado sob CC 2.0
Fausto Salvadori, do blog Boteco Sujo, esclarece:
Em 30 de setembro, o jornal conseguiu uma liminar que obrigava os irmãos Lino e Mario Bocchini a tirar do ar o conteúdo da Falha de S. Paulo, um site de humor que tirava um barato do indisfarçável viés pró-tucano que aterrissou com mais força do que nunca na Barão de Limeira dos últimos tempos. Os dois foram obrigados a remover do ar todo o conteúdo do site, sob pena de pagar multa diária de R$ 1.000. Segundo Lino, a empresa nem chegou a enviar uma notificação extrajudicial ou um pedido por e-mail: já foi logo apelando para o processo.
Dezenas de blogs, jornais e revistas saíram em defesa da liberdade de expressão e do direito da Falha de São Paulo e de seus autores se expressarem livremente.

A Folha de São Paulo é conhecida pela prática de censura contra seus críticos na blogosfera, não sendo esta a primeira vez em que a blogosfera se uniu contra tais práticas.

Obrigados a remover o conteúdo do site, Lino e Mario Bocchini, no mesmo tom irônico usado durante o tempo em que o projeto esteve no ar, postaram a cópia da liminar assinada pelo juiz junto a uma mensagem criticando o “ato violento de censura” e, também o e-mail da assessoria jurídica do Registro.br, empresa responsável pelo registro de domínios de internet no Brasil, anunciando o fechamento do site.

O músico e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil fala sobre o caso [vídeo com legendas em inglês]


Gio Mendes, do blog Mondo Cane, comenta sobre a hipocrisia do jornal em acusar os blogueiros de usar indevidamente a sua marca enquanto na verdade trata-se de uma sátira, o mesmo que colunistas do jornal fazem livremente:
A advogada da Folha, Taís Gasparian, alegou que o jornal não queria censurar o site, mas apenas impedir o uso indevido da marca Folha de S.Paulo. Uso indevido? Os caras apenas satirizaram uma marca, coisa que o colunista José Simão tem liberdade para fazer no jornalão da família Frias. Aliás, como bem lembrou o mano Fausto, do blog Boteco Sujo, quando o Simão foi vítima da mesma censura judicial por conta de uma piada que ele fez com a atriz Juliana Paes, a mesma advogada disse que a decisão do juiz tratava “o humor como ilícito e, no fim das contas, é a mesma coisa que censura”.
Os irmãos Bocchini explicam [en] a razão para a censura, dizendo que é a primeira vez, no Brasil, que um blog é censurado desta forma:
This is the reason why the brothers have decided to spread news beyond the borders of their own country:  In Brazil, less than 10 families run the most influential means of communication […]. For corporate reasons, those families’ means of communication never highlight stories that may affect one another. It ‘s become a tradition in Brazil.  This is the first time a blog has been censored and sued in Brazil for this reason.
Este é motivo pelo qual os irmãos resolveram levar a questão para além das fronteiras de seu próprio país: no Brasil, menos de 10 famílias dominam os mais influentes meios de comunicação […]. Por corporativismo, nunca um órgão de uma família noticia algo relacionado à outra. É uma espécie de tradição brasileira. A censura de um blog, ainda mais seguida de um pedido de indenização, é uma ação judicial inédita no Brasil.
Numa entrevista em vídeo feita por alunos da PUCSP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Lino Bocchini, fala sobre a repercussão do caso.


Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador, dá sua opinião sobre a questão da marca levantada pelo jornal:
A questão da marca foi só a brecha que eles encontraram; o fato é que a Folha mostrou como é contraditória – defende a liberdade de expressão pra ela, mas quando passa a ser vítima de crítica, aí o jornal se transforma em censor de fato.
E acrescenta:
É preciso dizer duas coisas ao diretor do jornal:
- Todo poder tem limite;
- Fique advertido, seu tempo de falar sozinho acabou!
Sobre liberdade de expressão, o cerne da questão, Lua Barbosa, do blog Molho de Pimenta, diz:
A liberdade de expressão existe (ou deveria existir!) para que as pessoas possam dizer o que pensam. Porém, isso é o que menos tem ocorrido.
Exemplo de fotomontagem bem-humorada: O rosto de Otávio Frias Filho - dono do jornal - no corpo de Darth Vader. Usado sob CC 2.0

Um Tumblr foi criado na época por anônimos para resgatar as postagens da Falha de são Paulo, cujo site foi retirado do ar. O blog Desculpe a Nossa Falha foi também criado por Lino e Mario Bocchini para atualizar os leitores sobre a campanha que promovem pela liberdade de expressão e para angariar apoio.
O sindicato dos jornalistas de São Paulo repudiou a censura da Falha de São Paulo, citando ainda outros casos recentes de censura promovidos por grandes meios de comunicação.

Os irmãos iniciaram, em dezembro, uma campanha internacional, traduzindo textos explicativos para várias línguas [en], em busca de apoio e visibilidade por parte de blogueiros e da mídia internacional contra a censura que lhes foi imposta.

Em 15 de dezembro, foi negado pela justiça de São Paulo o pedido de suspensão da liminar contra a Falha com a declaração de um dos Desembargadores presentes similar às declarações do Folha de São Paulo, acusando a Falha de “flagrante caso de concorrência parasitária”.
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sábado, 11 de dezembro de 2010

Ditadura Gay, Apolinário, Folha e a Falha: A edição criminosa

Carlos Apolinário, DEM: Poderoooooosa!
Carlos Apolinário, Vereador de São Paulo pelo DEM - sempre o velho PFL/ARENA - escreveu (sic) um texto simplesmente lamentável e que só poderia encontrar espaço em um esgoto como a Folha de São Paulo.

A Folha vem se notabilizando por publicar textos racistas, xenófobos, fascistas e preconceituosos sem o menor pudor, e agora chegou a vez do jornal defender a tese da Ditadura Gay, ou seja, a aprovação do PL 122, qe criminaliza a homofobia.

Apolinário considera que criminalizar a homofobia equivale a amordaçar a população. Amordaçar pastores ladrões, padres pedófilos e gente preconceituosa em geral.

Não sei porque, mas senti falta, no artigo do nobre vereador, uma reclamação também do fato dos negros não poderem ser chamados de macacos... Afinal, é o DEM!

Não tenho paciência para debater ponto a ponto um texto tão grotescamente absurdo, mas uma parte me chamou especial atenção e merece comentário, pois é a deturpação na qual vários preconceituosos se centram para justificar sua oposição ao projeto de lei:
Mas de que direito eles estão falando? O discurso é atraente, mas, a rigor, trata-se de impor à maioria um modo de existência da minoria. Isso, sim, é uma forma de opressão.
Meu caro ignorante, ops, mal intencionado vereador, ninguém quer "impor um modo de existência", ninguém quer torná-lo gay - ainda que uma oposição tão ferrenha denote que alguém está um pouco enrustido, né? -, ninguém quer que o senhor SEJA gay ou que ensine seus filhos a SEREM gays.

O que todos queremos - gays e não gays que respeitam os direitos humanos e a diversidade - é simplesmente que gays não sejam CRIMINALIZADOS, que o modo de vida DELES seja RESPEITADO.

Você não precisa "concordar", não precisa "ser", basta, enfim, RESPEITAR.

Da mesma forma que as leis que punem o racismo não querem torná-lo negro ou fazê-lo achar lindo ser negro, você pode pensar o que quiser, mas as leis impedem o desrespeito, o preconceito, a ofensa, a humilhação, logo, torna CIDADÃOS negros, gays e minorias em geral.

Mas eu não resisto:
A pretexto de combater a homofobia, o PL 122 cria, na verdade, a heterofobia, pois homens e mulheres que não concordam com o homossexualismo poderiam ser interpretados como homofóbicos apenas por dizer o que pensam.
"Heterofobia", vereador?  Não poder xingar, chamar de inferiores ou de criminosos aos gays fazem com que surja a "heterofobia"? De quem pra quem, meu caro? E, você "concorda" que alguém seja negro? Oras, claro que não, porque não se concorda ou se discorda do que são as pessoas!

As pessoas nascem negras, brancas, multatas, pardas... Assim como nascem homo ou heterossexuais, ou mesmo interssexuais.

Mas, mesmo assim, não concorde, ninguém te impede de achar feio ou coisa do tipo, só queremos impedí-lo de, por suas crenças, humilhar, denegrir e ofender os homossexuais. Ninguém te tira o direito de acreditar, de crer, ou mesmo de ler um livrinho de contos e tomar aquilo como verdade absoluta, problema seu, o que queremos impedir e que você use estas crenças medievais para ofender e atacar quem não tem nada a ver com você.

O artigo completo e lamentável pode ser lido no link.

Mas, enfim, chegamos na "edição criminosa" - e eu efetivamente preciso aprender a criar bons títulos para posts, mas ok.

A Folha publicou um e-mail que lhes enviei, criticando - óbvio - o artigo do Apolinário. Mas o e-mail foi mutilado e perdeu parte do sentido. Isso sem contar que erraram meu nome, colocaram dois "p's" em "Raphael". Mas isto é o de menos.

Vejam o que a Folha publicou e o que eu enviei, com destaques em negrito para o que foi suprimido. Sei que a Folha se dá a liberdade de editar comentários, mas tenhamos alguma decência!

Publicado pela Folha:

O vereador Carlos Apolinario, como piadista, precisa melhorar.
Suas comparações ao Irã, à China e afins são de um absurdo que beira o ridículo. Mas elas não nos fazem rir, pois preconceito não tem graça.
Seu partido, o DEM, é famoso por se opor às cotas para negros, ao ProUni, enfim, ao acesso daqueles estigmatizados e marginalizados à cidadania.
Ser contra a homossexualidade é apenas a nova moda, a nova luta de uma elite que já foi escravagista, mas que hoje não pode abertamente criticar os negros, porque isso é crime.
RAPPHAEL TSAVKKO GARCIA (São Paulo, SP)

Original:
O vereador Carlos Apolinário, como piadista, precisa melhorar. Suas comparações ao Irã, China e afins são de um absurdo que beira o ridículo, mas não nos fazem rir, preconceito não tem graça. Seu partido, o DEM, é famoso por se opor à cotas para negros, ao ProUni, enfim, ao acesso daqueles estigmatizados e marginalizados à cidadania. Ser contra a homossexuallidade é apenas a nova moda, a nova luta de uma elite que já foi escravagista, mas hoje não pode abertamente criticar os negros - é crime. Esta elite quer a "liberdade" de promover e desfilar preconceitos, a "liberdade" de humilharem, desrespeitarem e, como de costume, estigmatizarem mais uma parcela da população que já é constante vítima de marginalização. Aliás, é engraçado que um membro do DEM, partido base da Ditadura Militar, tenha a coragem de falar em Ditadura Gay, afinal, de Ditadura eles entendem e gostam.

Rapphael Tsavkko Garcia
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"Censura eu, Folha" - Censura, Estadão, F(o)alha de São Paulo e o poder da mídia [Update]

Update! Maria Rita Kehl foi, de fato, demitida/censurada pelo Estadão:
Filha da colunista confirma no Facebook.
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"Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro." Maria Rita Kehl

Eu havia escrito um post gigantesco para denunciar a censura contra a Falha de São Paulo mas, infelizmente, o blogspot endoidou e engoliu meu post. Então força para escrever mais um!

Esta não é a primeira vez - e suspeito que não será a última - em que a Folha de São Paulo censura um blogueiro. E muito menos a primeira ou última vez em que mente descaradamente, manipula e aje como golpista.

Na época em que desfilava o mais grotesco saudosismo da Ditadura Militar e a apelidava de "Ditabranda", a Folha se moveu e censurou o blogueiro e amigo Antonio Arles. Fomos à sua port aprotestar contra estes absurdos e deixar clara a posição da blogosfera de que não iremos jamais nos calar frente à censura, à truculência e ao poder do dinheiro.

Mas a onda de censuras não parou. Não só a Folha, mas o Uol resolveu agir e censurar o Bodega Cultural, o Beto Richa censurou um tuiteiro, sobrevivemos ao AI5Digital, e agora a jornalista Maria Rita Kehl está (supostamente) ameaçada de demissão pelo Estadão por publicar um texto simplesmente justo sobre o governo do PT e o papel da mídia.

A onda, hoje, é a de censurar, eliminar, proibir...

O que vemos nos últimos tempos é o mais puro desespero da mídia tradicional contra blogueiros e jornalistas minimamente independentes que não se conformam com as manipulações e com o golpismo midiático.

Na falta de outra maneira de tolher nossa liberdade, abusam de seu poder econômico e de sua capacidade de contratar os melhores advogados (e até mesmo os melhores juízes) para tentar nos calar. Mas esbarram no poder da rede, no poder da nossa capacidade em formar redes de solidariedade, em nos organizar e multiplicar.

A Folha não perde por esperar. A mídia não está mais sozinha, não influencia mais como antes, agora enfrenta a concorrência de milhares ou milhões de blogueiros que não estão dispostos a aceitar todas as mentiras que chegam até seus (nossos ) ouvidos.

Pensando neste poder de mobilização que o Fausto (@botecosujo) teve a melhor sacada da semana e criou o movimento "Censura eu, Folha", que já encontrou vários adeptos e eu me somo aos esforços de replicar o mais completo repúdio à censura da Folha de São Paulo contra a blogosfera.
Na semana passada, uma forte crise nostálgica atingiu a família Frias. Podia ser saudade dos anos 80, época em que a Folha de S. Paulo era chamado de "jornal das Diretas" e tido como um legítimo aliado das lutas democráticas. Mas não. A Folha sentiu saudade foi dos bons e velhos anos 70. E não era vontade de usar costeletas, vestir calças boca-de-sino e dançar Staying Alive. Era a saudade da rigidez viril dos anos de ditadura, quando a Folha era uma maria-caserna tão próxima dos generais que emprestava seus carros para as ações de tortura e morte de "inimigos do regime" praticadas pelos paramilitares da Operação Bandeirantes. 

Em 30 de setembro, o jornal conseguiu uma liminar que obrigava os irmãos Lino e Mario Bocchini a tirar do ar o conteúdo da Falha de S. Paulo, um site de humor que tirava um barato do indisfarçável viés pró-tucano que aterrissou com mais força do que nunca na Barão de Limeira dos últimos tempos. Os dois foram obrigados a remover do ar todo o conteúdo do site, sob pena de pagar multa diária de R$ 1.000. Segundo Lino, a empresa nem chegou a enviar uma notificação extrajudicial ou um pedido por e-mail: já foi logo apelando para o processo. Assim, a seco, sem KY nem piedade.
O site da Falha de São Paulo foi deletado, assim como a conta no Twitter, mas um Tumblr foi criado e vários sites tem re-postado o que o Fausto escreveu, em solidariedade aos blogueiros processados e contra a censura.

Vamos ver se a Folha tem força para censurar todos os blogs que repostarem e apoiarem a Falha de são Paulo. Vamos mostrar pra Folha quem é que manda na rede.
Para retirar o site do ar, a Folha alegou que os autores faziam “uso indevido da marca” do jornal. De acordo com Taís Gasparian, advogada do veículo, a Folha não questiona a sátira, nem o nome do site, mas o “uso da marca”.

Sobre a multa diária de R$ 1.000, caso Lino e Mario Bocchini descumpram a determinação, Taís acredita que o valor é baixo para este caso. “A Folha, como qualquer outra empresa, deve preservar a sua marca (...) Geralmente, nesses casos, o juiz aplica uma multa de R$ 100 mil”, afirmou ao Consultor Jurídico.
"Uso indevido da marca", um belo alternativo para o mais incisivo termo "Censura". Uma bela tucanada do termo. E ainda acham pouco a multa, queriam roubar ainda mais dos blogueiros por apenas denunciarem o golpismo midiático!

A mídia não cansa de acusar o governo de querer censurá-la, o Estadão passou meses com a piada de que estava sendo censurado (ainda continua?) num "mimimi" eterno. Puro despeito. Não perdem um segundo de oportunidade para fazerem pior, para ameaçarem e tomarem medidas contra nossa liberdade de expressão.

Choram que são ofendidos, mas na verdade são os grandes responsáveis pela censura no país. Usam sua liberdade de empresa, seu dinheiro e seu alcance para mentir, distorcer e acusar e quando sofrem qualquer revés posam de vítimas, de coitados atacados e vilipendiados.



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Update: Mais que recomendado o post do Rogério sobre o caso no excelente Conexão Brasília-Maranhão.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Política de Comunicação no governo Lula e Dilma

Li, durante o fim de semana, o post da Cris sobre o que ela espera da Política de Comunicação no governo Dilma, dado que, durante o governo Lula, a área foi entregue ao PMDB - Hélio "Telefônica" Costa -, e concordo. O próximo governo precisa ser mais corajoso.

Lula deu alguns passos, tímidos, no caminho de uma maior democratização da comunicação, vale notar a CONFECOM, mas parou por aí. Não teve coragem de brigar contra os grandes monopólios e, sequer, aplicou as resoluções aprovadas na CONFECOM. Assim como com o PNDH-3, aceitou as regras da grande mídia e dos poderosos e deixou de lado todas as decisões tomadas pelo povo em conferências locais e nacionais.

O preço foi e continua sendo claro, a franca e criminosa oposição da mídia a tudo que vem do governo.

Uma coisa é a Veja fazer oposição, até tem o direito, outra é a Rede Globo, uma concessão pública, fazer o mesmo. E, vale sempre lembrar, uma coisa é "oposição", outra é a tática de fingir pluralidade e desinformar, mentir para fazer uma política de confronto.
spero que a comunicação não entre na negociação de cargos e votos dessa vez. Entendo que é preciso o diálogo e às vezes se tem que ceder. Mas espero de Dilma que tome como estratégica a comunicação e dedique à área atenção maior. Aproveitando a atitude da vizinha argentina essa semana – cuja presidente, Cristina Kirchner, apresentou um relatório acusando os donos dos principais jornais de envolvimento com a ditadura, em uma estratégia de governo de limitar o poder dos grupos Clarín e La Nación –, espero uma política que enfrente o monopólio. Uma política que defenda a pluralidade.
Urge a aplicação de instrumentos de controle social da mídia, como consta das diretrizes do PNDH-3. A mídia não pode ser livre acima de tudo e de todos, acima dos Direitos Humanos. Longe de se tratar de censura, trata-se de respeitar a dignidade humana e a verdade.

Casos como os da Ficha Falsa da Dilma na Folha, das acusações da Veja contra o MST de cometer crimes em lugares em que o movimento sequer está presente são apenas exemplos de abusos à liberdade de imprensa que, segundo Venínio Lima, não está acima da liberdade de expressão da população, refém destes gigantescos e poucos grupos de mídia com interesses que divergem dos da população brasileira.

Por controle social, fico com a Cris:
Não a censura, muito pelo contrário. O controle dos grandes grupos para que os pequenos também tenham meios e espaço. Para que a diversidade regional tenha lugar, com regulamentação efetiva e aplicação da legislação.
Respeito aos Direitos Humanos, às leis do país e o fim da centralização de toda informação nas mãos de grupos gigantescos, descompromissados com o interesse nacional e da população. Hoje, salvo pequenos veículos de mídia alternativa, como a Fórum, Caros Amigos, Brasil de Fato, Rede Brasil e ets, toda informação consumida pela franca maioria da população vem de máfias midiáticas, de veículos controlados por pouquíssimos grupos, famílias mafiosas que se revezam no poder há décadas, que tem agendas bem definidas e distantes dos anseios e necessidades dos brasileiros.

A Argentina deu um passo sério no caminho da democratização da mídia, ao enquadrar o Clarín, importante máfia midiática argentina. Quando o Brasil fará o mesmo? Quando o Brasil irá enquadrar a Rede Globo, comprada por dois tostões em uma fraude absurda e que cresceu na base da infração da lei ao se aliar à Time Life? Quando a folha será responsabilizada pelo seu apoio à Ditadura? Por ter emprestado seus carros para que militantes de esquerda fossem torturados e mortos?

Faltou coragem de avançar, pois força política e social o governo tinha. É preciso urgentemente combater o monopólio midiático e desmistificar a verdade absoluta de que nada pode ir contra a "liberdade de imprensa".

Lula não fez, Dilma fará?

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Folha não respeita nem suas próprias regras

A Falha fará, com o Uol, seu próprio debate. Até aí, nenhum problema. Mas reparem bem nas regras.

Debate da Folha e do UOL só terá três candidatos
DE SÃO PAULO
A Lei Eleitoral exige que debates no rádio e na TV tenham a presença de todos os candidatos de partidos com representantes na Câmara dos Deputados. Por isso o debate na Band contou com os candidatos do PSDB, PT, PV e PSOL.
Como o TSE decidiu que tal regra não vale para debates na internet, a Folha e o UOL estabeleceram, como critério de participação no debate que vão promover no dia 18, o mínimo de 10% de intenções de voto na última pesquisa Datafolha. Só José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva cumprem essa exigência.
Vejam que a barreira fica nos 10%. Nem vou comentar a canalhice de deixar claro que as regras de TV e rádio são uma, mas que os todo-poderosos podem escapar e fazer a coisa ao seu jeito, desrespeitando um mínimo de democracia.

Segundo a Falha, Dilma, Serra e Marina superam os 10% mas.... Segundo a última pesquisa CNT/Census, Marina não chega nem aos 9%. Será que a Folha se baseia no Datafraude, o único instituto de pesquisa (sic) que aponta um fantasioso (criminoso?) empate entre Dilma e Serra e Marina com seus 10% exatos?
A pesquisa foi divulgada hoje e mostra a candidata petista com 41,6% das intenções de voto, à frente de Serra (31,6%), Marina (8,5%) e dos presidenciáveis José Maria, do PSTU (1,9%), e Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL (1,7%). Na simulação de segundo turno, Dilma ganharia com 48,3% dos votos contra 36,6% de Serra. Já contra Marina Silva, ela venceria com 55,7%, contra 23,3% da candidata do PV.
Estranho, muito estranho...
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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Folha, Chávez e a mídia criminosa

Menos que um post, mais que uma nota, apenas um momento de revolta e indignação com um comentário deslocado, desnecessário, mentiroso e manipulador na Folha 23/07 (bela novidade).

RESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010

Dilma critica a mídia por "julgamentos sem provas"
Ex-ministra condena censura à imprensa, mas não fala de Hugo Chávez

Candidata petista leva multa de R$ 2.000 por utilizar um painel de propaganda maior do que o permitido por lei

Reparem bem no destaque em vermelho.

A curiosidade me faz questionar de onde saiu esta citação à Chavez.

Em primeiro lugar, qual seria o sentido de Dilma, falando sobre liberdade de imprensa no Brasil, citar Chavez?

Segundo, considerando que a Venezuela é um país aliado e Chávez, como presidente democraticamente eleito, idem, porque a folha insiste em fazer coro a Serra, que romperia relações com o país?

Terceiro, onde ficou o jornalismo?

Finalmente, quarto, desde quando Chavez defende a censura?

A JUSTIÇA venezuelana fechou a RCTV, rede criminosa que defendeu um golpe de Estado contra Chávez, logo, contra a Venezuela. Só o PIG costuma fazer a eterna confusão entre Estado e Justiça VENEZUELANA e Chávez. Aliás, vamos relembrar os casos de Canais de TV fechados não pela Venezuela, mas pelos EUA, Canadá e etc... Desses países ninguém fala ou aponta o dedo.

Como se vê, não estão acostumados ao funcionamento de uma democracia. A Folha sente saudades de emprestar seus carros para a tortura.

Só no Brasil que uma rede de TV golpista - Rede Globo - permanece funcionando, ou um jornal que defendia com unhas e dentes e a Ditadura e diariamente mente compulsivamente Em outros países existe justiça. Não estão acostumados.
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Prhorm: A trapaça do rastreador da Oi no Velox

Artigo de Élio Gáspari na Folha do dia 31 de março (só para assinantes) que vem para corroborar as denúncias feitas contra a presença da Phorm no Brasil, pelo blog Trezentos.

Canalhice e descaramento. Rastreamento do computador do usuário incauto sem que este dê qualquer permissão. É a Oi invadindo seu computador e roubando seus dados! E, tudo isto, ainda lhe cobrando rios de dinheiro!

Derrotamos apenas o início do projeto apelidado de AI5Digital. A luta continua, agora contra os provedores!

A trapaça do rastreador da Oi no Velox

Com uma linguagem empolada e uma pegadinha, a operadora quer reciclar sua freguesia


A OPERADORA Oi anunciou na semana passada o lançamento de uma ferramenta para a internet chamada "Navegador". Trata-se de um rastreador dos caminhos percorridos na rede pelo cliente de seu serviço Velox. A novidade é apresentada aos consumidores de maneira trapaceada, deselegante. (A operação já começou, pequena e felizmente sujeita a correções, no Rio.)
O mimo é oferecido como uma "facilidade", omitindo que é um rastreador. Quando o "Navegador" entra num computador que usa o serviço Velox, os endereços por onde o cliente passa são registrados pelo programa. A Oi garante que o rastreador passa longe de alguns sítios, inclusive dos que pedem senhas. Além disso, assegura que a identidade do cliente será preservada, pois o "Navegador" atribui ao computador rastreado um algoritmo de 24 dígitos que não pode ser decifrado.
O rastreamento interessa à Oi e aos seus parceiros porque permite a segmentação de público para o mercado publicitário. Assim, uma empresa de turismo pode anunciar só para pessoas que pesquisaram preços de pousadas, e todos ganham com isso. É o que faz o Google. Quando uma pessoa entra nas suas páginas, seus interesses são registrados e, a partir daí, selecionam-se os anúncios que lhe serão oferecidos na barra lateral da tela.
Há uma diferença entre o Google e o "Navegador" Oi/Velox. No Google, o sujeito entra se quiser, quando quiser, para usar ferramentas que lhe são oferecidas de graça. Velox e Oi são fornecedoras de um serviço remunerado e vendem o acesso à banda larga a 4,5 milhões de clientes.
A Oi trapaceia na maneira como oferece o "Navegador". O sujeito liga a máquina, aciona o Velox e vê uma tela que lhe apresenta a "facilidade" (em relação a quê?). A lisura recomendaria que a empresa mencionasse, de saída, a função rastreadora do "Navegador".
Até aí, manipulam a comunicação. No lance seguinte, recorrem a uma pegadinha para capturar clientes. Quando a tela do "Navegador" aparece, o mimo é oferecido com o aviso de que ele "já está ativo". A tela do "Navegador" permite que o consumidor desative a ferramenta, mas não é assim que se faz. Uma pessoa não pode ser obrigada a desativar algo que não solicitou.
Pouco custaria à Oi informar, com clareza que o "Navegador" rastreará o freguês, garantido-lhe a privacidade. Em seguida, como fazem as boas casas do ramo, ofereceria duas caixinhas: "Quero" e "Não quero". O freguês escolhe e não há mais o que discutir.
A relação entre um consumidor e sua operadora de internet baseia-se em algum tipo de confiança. Se a "facilidade" manipula o idioma e recorre a uma pegadinha, arrisca-se a estimular a suspeita de que, algum dia, não respeitará sua privacidade.
Nesse lance a Oi está associada à empresa Phorm que, em 2008, meteu-se num escândalo na Inglaterra quando se descobriu que rastreava os clientes da British Telecom sem que eles tivessem sido avisados. Teve que fechar a barraca.
Na empreitada do "Navegador" juntaram-se à Oi e à Phorm alguns dos principais portais de comunicação do país. Lá estão o UOL (empresa do Grupo Folha), o iG, o Terra e "O Estado de S. Paulo". Todos deveriam rastrear melhor a maneira como usam suas marcas.
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segunda-feira, 22 de março de 2010

Falha tenta ligar greve ao PT e livrar cara de Serra

A Falha, mais uma vez, tenta deslegitimar a luta dos professores em greve. Vejam por si mesmos:
Reajuste pedido é "impossível", afirma Secretaria da Educação
DA REPORTAGEM LOCAL
A Secretaria de Estado da Educação diz que não concederá o reajuste salarial de 34,3% pedido pelos professores porque isso provocaria um impacto anual de R$ 3,5 bilhões nas contas do governo. "É impossível", afirmou a assessoria do secretário Paulo Renato Souza.
Por meio de nota, o secretário disse lamentar "a continuidade de um movimento esvaziado, inimigo da educação e que causa transtornos no trânsito". Para ele, a greve é de "explícito caráter político".
O governador José Serra é o provável candidato do PSDB à Presidência. O sindicato dos professores é filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), ligada ao PT -a sigla terá a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como candidata.
Sobre a paralisação de dois dias convocada pelo SindSaúde (sindicato dos trabalhadores públicos da Saúde), o governo de SP informou que "confia na responsabilidade dos servidores" para que não prejudiquem os usuários do SUS.
A tentativa de ligar os professores ao PT, através de seu sindicato, depois através da CUT, é ridículo e criminoso. A mensagem da Falha é clara: "Os professores só protestam para atacar Serra, são massa de manobra do PT".

Isto não é jornalismo.

A Falha dá mais munição ainda para a campanha #CancelandoFOLHA.




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segunda-feira, 15 de março de 2010

Falha compara Lula a Nazistas


Se alguém achava que faltava alguma coisa pra a Folha chegar ao fundo do poço e até a parte mais profunda do esgoto em que se meteu, então não tenham mais dúvidas, não tem mais como descer, ser mais sujo ou mais criminoso.

Falha de Domingo, dia 14 de março. FOLHA RIP.

Caro Clóvis Rossi, não adianta colocar a culpa em outra pessoa - "Não fui eu quem falou" -, pois a responsabilidade também recai em que reproduz, em quem dissemina esse tipo de coisa.

Só para informar, a tática que a Falha vem usando é nazista. Esta sim é a verdade. E quem está dizendo sou eu, não é o Zezinho da Padaria nem o Doutor Pimpolho. Diferentemente de alguns jornalistas (sic), os blogueiros (eu e os que eu leio, pelo menos) não se escondem, nem às suas opiniões.

Lamentável!

CLÓVIS ROSSI

De silêncios e civilização SÃO PAULO - Se Lula fosse presidente em 1939, teria justificado Hitler. Em 1937 Hitler aprovou uma lei que tornava legal prender pessoas por serem judias. Ou seja, se é mesmo para respeitar, como disse Lula, "a Justiça e o governo cubano", ter-se-ia que respeitar também a Justiça e o governo alemão da época.
A observação é de Marcelo Bigal, brasileiro de 40 anos, neuropsiquiatra residente na Pensilvânia, onde é diretor-global de Assuntos Científicos da Merck.
Não se trata de um representante da "direita", essa palavrinha que a esquerda debiloide saca do coldre nas infinitas vezes em que não tem um só argumento para rebater críticas a seus ídolos e prefere, por isso, tentar desqualificar o crítico. Foi militante do PT, sim, senhor, mas saiu desiludido com o que chama de "pallocismo" em sua terra, Ribeirão Preto.
Seu argumento é nítido: "Um presidente não expressa apenas seu pensamento ou joga para a plateia. Ele representa os princípios do povo que o elegeu". No pressuposto de que a maioria dos brasileiros valoriza direitos humanos e a democracia, não há como silenciar em relação a Cuba ou a qualquer outro país que viole tais valores.
Não cabe, portanto, a fuga ensaiada por Marco Aurélio Garcia ao dizer que, às vezes, "a melhor forma de ajudar é não tomar partido". Pode-se, de fato, não tomar partido entre correntes políticas ou entre governos em confronto, mas, entre a civilização e a barbárie, qualquer omissão equivale a tomar o partido da barbárie.
Nem é tão complicado assim: Hillary Clinton, a secretária norte-americana de Estado, disse que a iniciativa israelense de construir novas residências em áreas palestinas "é um sinal profundamente negativo sobre a abordagem de Israel para as relações bilaterais". Tomou partido ou apenas disse o que deveria dizer?

crossi@uol.com.br
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sábado, 13 de março de 2010

O PIG brasileiro e o PIG Espanhol: Notáveis semelhanças

Um Basco, morador de Madrid comentou durante o debate promovido pela rede  Lokarri, com o mediador internacional Brian Currin, sobre a visão dada pelos periódicos de Madrid e da Espanha em geral sobre a questão Basca. Não correspondiam com a verdade, não mostravam a realidade.

Nisto, são iguais ao Brasil.

Currin responde que, de fato, a mídia apenas dá o seu lado, um dos lados. Acrescenta que é preciso trabalhar junto com ela para que ajude na solução do conflito e não que o piore ou incentive. E dá o exemplo da África do Sul e da Irlanda do Norte onde os jornais faziam troca de editoriais e cooperavam para tentar chegar a um denominador comum.

No País Basco e na Espanha, não vejo como tal coisa possa ser alcançada. Se mesmo jornais ditos de esquerda, como o El País se limitam a perpetuar as mentiras contadas pela Espanha, como acreditar que periódicos ligados ao PP ou às oligarquias de direita iriam aceitar dialogar?

Notam alguma semelhança com o Brasil? Toda. Não temos conflito armado aos moldes da Espanha ou separatismo, mas temos luta armada e massacres no campo, nas cidades. Temos nossos conflitos. De um lado os periódicos alternativos ou ligados aos movimentos sociais (como no País Basco e Espanha temos Gara, Diagonal e etc) e do outro temos os jornalões, ligados à grupos de interessses nem sempre claros que manipulam a verdade de acordo com seus gostos.

Currin: "Entre los partidos políticos se ha establecido cierta confianza a raiz del documento de la Izquierda Abertzale"
"Zutik Euskal Herria es un compromiso inequívoco con un proceso de paz. Es muy esperanzador"
"Zutik Euskal Herria apuesta por un proceso democrático en ausencia total de la violencia" 
 Faço um parêntese no caso brasileiro:

Não quero, porém, afirmar que do lado "alternativo" não existam lados, não exista aquela tentativa de "puxar a sardinha" pro seu lado. Existe. A diferença básica é a identificação, a verdade. Do "nosso" lado deixamos claro o que e quem defendemos. Não há subterfúgios. Revistas como a Fórum, Brasil Atual, Brasil de Fato e etc defendem claramente os Movimentos Sociais, os Direitos Humanos, a Esquerda.... Quem neles escreve admite sua ideologia, sua ligação partidária. E o fazem e admitem com todas as letras.

Já Folha, O Globo, Globo, Bandeirantes e etc continuam a bater na tecla já quebrada da isenção, da imparcialidade. Não admitem para quem jogam, quais as intenções por detrás. Eu, você e os que me lêem sabem a verdade, mas e os milhões que lêem todos os dias e de forma desavisada reproduzem todas as inverdades lá escritas, divulgadas e disseminadas?

Na Espanha, ao menos, em muitos casos - e nisto a Europa como um todo e os EUA tem mérito - os jornais ao menos costumam admitir seu lado. O El País é ligado ao PSOE, o Gara à Izquierda Abertzale, o El Correo ao PP e por aí vai. Você já pode esperar que haverá uma tendência, uma "queda" pra um lado ou outro.


O que, claro, não impede manipulações. Como bem sabe Brian Currin e sabemos todos nós.

Currin: "La transformación de conflictos nunca puede ser unilateral. En el País Vasco debe ser multilateral"

Veja um exemplo de clara manipulação por parte do periódico "Libertad Digital" (aliás, vejamcomo a direita adora falar em liberdade, liberdade de expressão e etc quando a usam apenas para subverter a verdade), via o excelente blog Quemando Iglesias:
1.


2.


Na Espanha, aliás, a coisa ainda tem tons mais perigosos e marcantes: Há o separatismo. Existe uma oligarquia, um empresariado que ferrenhamente se apega à questão da unidade espanhola - que é uma farsa.

Rio Branco já dizia há quase 200 anos que "Território é poder". Fato, mas qual o poder que você pode conseguir de submeter povos contra sua vontade à uma dominação violenta e repressora? E sob a pena de constantes ataques ditos terroristas. À base de mortes, desconfiança, conflito e medo perpétuo de que seu carro exploda, de que sua família seja sequestrada, de que seu filho seja torturado e morto?

Território, neste ponto, deixa de ser poder e se torna fetiche.

Chegamos ao ponto de perguntar: O que é liberdade de expressão? Até onde ela vai e como pode ser usada?

Ou melhor, estamos mesmo falando de liberdade de expressão ou liberdade de mentir, de manipular, de enganar? Quando passamos a mentir não exercemos nenhum direito de  se expressar, mas de enganar e manipular. O direito cessa. Nosso PIG e o PIG deles chegou  tal ponto.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Vídeos do protesto contra a Falha!

Vídeos do protesto contra a Folha de São Paulo no dia 5 de dezembro de 2009.

Veja a lista de blogs que apoiam a campanha de boicote e contra a censura.

Resumo do episódio no Global Voices Online (inglês).

Análise do resultado e desdobramentos do protesto.

Selos da campanha A Folha apoia a Ditadura.

Selos da campanha #CancelandoFOLHA, #CancelandoUOL

Discurso do Eduardo Guimarães (@eduguim e Cidadania) e leitura do manifesto contra a Falha:








Depoimento do Arles (@aarles e Arlesophia) sobre a censura sofrida:




Celso Lungaretti (Náufrago da Utopia):




Antônio Borges (@Antonio_Borges_), dirigente da CTB/Metrôviários:




Diretor Jurídico do Movimento dos Sem Mídia (MSM):


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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Latuff e o boicote à Falha

Latuff se soma ao boicote:



Via Tudo em Cima
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Blogs que apoiam a Campanha contra a Falha [Atualizado]

Esta lista me foi passada por e-mail pelo Antônio Arles (http://arlesophia.com.br e @aarles) que, também, me pediu para agradecer a todos pelo apóio dado à ele contra a Censura imposta pela Falha de São Paulo ao seu blog e ao seu direito de se manifestar livremente.

Esta lista contém todos os blogs - até agora - que aderiram à campanha contra a Falha, contra a Censura e contra o Jornalismo Marrom: "#CancelandoFOLHA, #CancelandoUOL".


Guaciara
Vi o Mundo e também aqui  e aqui
Blog do Tsavkko e também aqui
Blog do MelloBlog do Nassif
RS Urgente
Maria Frô
Blog do Aritanã Malatesta
Descurvo
Cidadania
Cloaca News
Cinema e Outras Artes
Academia Amazônica e também aqui
Desabafo País
Tudo em Cima e também aqui
Abunda Canalha e aqui
Desconcertos
Blog do Sergio Campos
Blog da Dilma e aqui
Blog do Rodrigo Vianna e aqui
Os amigos do presidente Lula e aqui
Guilherme e Seus Dias
Grupo Beatrice
Tijolaço
Bye Bye Serra
Mega Não
Paulo Henrique Amorim
O PTrem das Treze e aqui
Vendedor de Bananas
Lingua de Trapo e aqui
Rastreadores de Impurezas
Anti-Tucano
Gerinho da Terra
Ver e Rever
Brasil Mostra a Tua Cara
A Politesca
Quanto Tempo Dura?
Bodega Cultura
PolivoCidadE
Dentrozelaya
Blog Rubro
Ruminemos
Cartão Laranja
Simples Assim
Esquerdopata e aqui
Brazil 21
Blog do Rovai
Roney's Posterous
Nas Retinas
Quem tem medo do Lula?
Tudo
Blog do Junior Miranda
Olhos do Sertão
Brasil Verdade
Mediação, Mobilidade e Governabilidade
Jornalismo Incompetente
Conexão Brasília Maranhão
Nerds Somos Nozes
Perfume de Pequi
Zero Fora
Blog do Saraiva 13
Blog da Kika
Ciranda
Vermelho
Criminologia e etc
Climbing the Clouds
Boca no Trombone
Latrinogenese 
Síndrome de Estocolmo 
Som do Roque 
Blog do Alexandre Morais da Rosa
Arnobiorocha's Blog
Dialógico
Brasil Mobilizado
Estado Anarquista 
Blog do Atheneu 
Pedalante


Aproveito para compartilhar o artigo que escrevi em conjunto com a @paulagoes para o Global Voices Online sob o título "Brazil: Call for a boycott of the country's biggest newspaper". Neste artigo está um resumo do que a Blogosfera vem comentando sobre a Censura, o Protesto contra a Folha e o jornalismo marrom da mesma.
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