Mostrando postagens com marcador Preços. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Preços. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Preço Justo Já e a falta de crítica da classe média #PrecoJusto

Felipe Neto é um camarada que faz sucesso na internet ao postar vídeos em que, com linguagem carregada de palavrões, mas não sem certa inteligência, critica a tudo e a todos (e sem precisar de milhões em incentivos, viu Maria Bethânia?).

No vídeo que virou a campanha #Precojusto ele corretamente protesta contra os impostos abusivos que pagamos por basicamente tudo, sem recebermos absolutamente nada em troca. Nossa saúde é uma lástima, nossa educação pública é uma piada, segurança é risível (e segurança é encarada como "bater em pobre" apenas).... Concordo com ele na crítica à imbecil campanha contra a pirataria promovida pelo governo. Mas não só pelo preço dos produtos devido aos impostos, mas como crítica à indústria em si.

Tudo correto. Revolta correta - ele ainda, no começo, comenta que a única coisa que "fazemos" é protestar no Twitter. Bingo! Realmente, o estilo classe-média de protesto é achar que sentar no sofá e xingar nas redes sociais muda o mundo.

O grande problema do vídeo, porém, é a ampla generalização dos políticos, colocados todos no mesmo grupo: corruptos e canalhas. E, claro, o de se basear na noção divina do "direito ao consumo", sem qualquer tipo de crítica.

Os protestos classe-medianos tem, todos, uma configuração muito semelhante, não importam as intenções: Colocam a política institucional num limbo completo. Não presta, não serve.

Há, entre a juventude, a idéia firme de que partidos políticos são o mal para o país, são o problema único. Na verdade, boa parte do problema é que este distanciamento acaba por abrir exatamente o espaço que estes partidos precisam para fazer das suas. É exatamente essa ojeriza por grande parte da juventude, os afastando da política institucional, que facilita aos partidos com elementos corruptos roubar descaradamente.

E, ao mesmo tempo, cria-se a aura de que política e política institucional são a mesma coisa. Trata-se de uma juventude classe-mediana facilmente manipulável e óbvia.

Não acreditam na política institucional e, como consequência, se afastam de toda e qualquer política, tornando-se presas fáceis para manipuladores experientes.

Me lembra muito absurdos como o #ForaSarney, de 2009, em que pseudo-celebridades resolveram protestar contra o Sarney, como se ele tivesse aparecido para a política apenas naquele ano. A manipulação midiática sobre o "protesto" era clara. Adolescentes alienados que em sua maioria nunca haviam ouvido falar em Sarney foram levados por sub-celebridades da estirpe de Tico Santa Cruz (quem?) a protestar Sarney não nasceu em 2009, não nasceu aliado de Lula.

Não lembro do DEM ou da Veja apoiarem protestos contra Sarney quando este era aliado de FHC. Isso diz tudo. Semelhanças com o Cansei não são coincidência.

Caso semelhante foi o da quantidade imensa de votos de Marina Silva nas últimas eleições. Tradicionalmente alheios à política tradicional (e em muitos casos qualquer política), foram seduzidos pelo discurso pseudo-ambientalista tão em moda da candidata, legítima representante do atraso (neo)pentecostal.

Trate-se, enfim, de modismo, de ser "hype", de estar ligado ao assunto do momento. A classe média, vazia politicamente, precisa encontrar um tema, um grupo, algo para se destacar e ao mesmo tempo fazer parte de um grupo, uma comunidade. E, facilmente manipuláveis, estes jovens são atraídos pelas idéias e pessoas que brilham mais, que conseguem fazê-los pensar que podem ser "legais" sem mudar nada em suas vidas.

É o velho "fique rico sem fazer esforço", mas neste caso ao invés de rico, você fica "popular".

No fim das contas, o que poderia ser uma reclamação justa e honesta contra os impostos e contra a péssima qualidade dos serviços prestados pelo Estado (aí também entram os péssimos serviços prestados pelas empresas que foram privatizadas, mas neste ponto a classe média não toca), acaba se tornando uma besteira tremenda.

E, lembrando, não toca no ponto principal, que não são os impostos em si o problema, mas sim a "socialização" dos impostos. Rico não paga imposto no país. O problema não é a classe média pagar imposto, mas pagar demais enquanto os ricos não pagam quase nada e, no fim, pouco lhes importa a carga tributária, pois ou ganham o suficiente para não se preocupar com isso ou simplesmente sonegam.

A grande questão a ser debatida não é em si a carga tributária, mas QUEM paga.. E, claro, nem pensar na "campanha" tocar em outros problemas, como o valor dos salários, a precarização do trabalho que também influem na questão.

Segundo Felipe Neto, o problema não é do povo, a culpa não é do povo, mas dos políticos.

Errado.

A culpa também é do povo que vota nos políticos canalhas - em muitos casos SABENDO disso, ou Maluf não seria eleito - e do povo que não fiscaliza, que não participa e mesmo dos que não votam não por ideologia, mas por achar que são só um bando de canalhas. Depois ficam reclamando no Twitter.

É difícil você ter o discernimento para escolher um bom candidato quando se passa fome, quando um saco de arroz faz tanta diferença que você vende seu voto esperando não morrer de fome. Mas qual a justificativa da classe média estudada em colégio particular e que sempre teve de tudo, senão a tentativa de manter seus privilégios e garantir outros?

Política, meus caros, não é só votar, ainda que faça parte, mas ir às ruas, se politizar, compreender o mundo que os cerca, participar de organizações da sociedade civil, de debates no movimento estudantil... Não é fazer parte de um grupo que quer salvar as focas da patagônia achando que vão mudar o mundo, mas participar de conselhos locais, nas escolas, na faculdade... Não é fácil, te afasta do Wii e do PlayStation, mas é isto que faz a diferença.

Aliás, para terminar, alguém duvida que se o objetivo da campanha fosse criticar o preço do arroz e feijão e não do iPad ou dos videogames a classe média way of life não daria a mínima?

A idéia central é o consumo. Não se trata do básico, mas daquilo que os diferencia do resto, da patuléia. A indústria não é a culpada, mas o governo e os impostos. O governo, controlado em muitos casos pelos interesses da... indústria! Cujos industriais fazem de tudo para garantir que não pagarão os impostos e os repassarão para a classe média e para os pobres!

Aliás, convido os revoltados a ir pesquisar como são os impostos na escandinávia. Pois é. Ninguém diz que os impostos no país não são abusivos - eles são -, o problema é o quão deslocada é a crítica. Ou melhor, a crítica alienada que beira o absurdo.

Ser "cool" e descolado pra classe média alienada é protestar unicamente por aquilo que lhe interessa diretamente. Felipe Neto, porém, tem razão, o poder está nas mãos do povo. Mas pena que engajamento só exista quando há reflexos pessoais imediatos.

---
Atualização: O blog Imprença fez uma postagem interessante sobre o assunto.
------

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ato contra o aumento da tarifa de ônibus!

POR UM TRANSPORTE PÚBLICO DE VERDADE:

NÃO ACEITE O AUMENTO DA TARIFA E VENHA PARA A RUA SE MANIFESTAR!

Recentemente o prefeito Gilberto Kassab começou a declarar na televisão, no rádio e para os diversos jornais que o aumento da tarifa dos ônibus é algo inevitável. Ao que tudo indica isto foi aceito pelos meios de comunicação que se preocupam agora apenas em especular qual será o novo valor, previsto para janeiro de 2010, algo entre R$ 2,50 e 2,80.

Mas e quem pega ônibus todo dia? Não tem nada a dizer sobre isto? Te perguntaram alguma coisa? Acha natural que o ônibus aumente? Também acha que é inevitável?

Todo ano lemos nos jornais que os empresários pressionam a prefeitura para aumentar as passagens, para que possam continuar a lucrar. Cada um desses aumentos faz com que milhares de pessoas não possam usar os ônibus por não ter dinheiro para pagar a tarifa. Se o transporte é um direito do cidadão, não pode ser pensado enquanto lucro das empresas, mas sim como uma necessidade básica da população. Se ir e vir é um direito, o ônibus não deveria sequer ter tarifa.

Eles tentam nos convencer que é impossível barrar o aumento justamente porque eles sabem que nós podemos evitá-lo. Aconteceu em Florianópolis e em Vitória em 2005, quando a população dessas cidades barrou aumentos de tarifa. Em 2006, em São Paulo, mais de 2 mil pessoas saíram às ruas contra o aumento. É isto que as autoridades querem evitar, mas não vão!

O governo e a prefeitura investem na construção de pontes, túneis e na ampliação da Marginal, o que só beneficia os carros particulares. E direciona os investimentos em transporte coletivo não para os interesses do conjunto da população, mas apenas para algumas áreas da cidade: das muitas obras que serão construídas na cidade, por conta da Copa de 2014, grande parte está direcionada para a região sudoeste, com duas linhas de metrô (Linha 4-Vila Sônia e Linha 17-Morumbi). As linhas prometidas para as outras regiões da cidade, como a Zona Leste, além de serem de uma qualidade inferior ao metrô (um sistema de monotrilho), têm prazos maiores de entrega e ainda estão em projeto. A verdade é que o poder público nos entende apenas como trabalhadores que têm que chegar aos seus locais de trabalho e não como pessoas com o direito de se movimentar pela cidade. Enquanto isso continuar, vamos seguir espremidos nos ônibus e metrôs, pagando cada vez mais caro por isso. Lutar contra o aumento é um primeiro passo para dizer que não aceitamos essa situação.

O conjunto da população pode e vai barrar este aumento!

Ato contra o aumento: quinta-feira 26/11


Concentração às 16h no Teatro Municipal


Saída em passeata às 17h30

Barrar o aumento será inevitável!

Rede Contra o Aumento da Tarifa - contraoaumento@yahoo.com.br

*Reunião reunião após o ato:

Sábado 28/11 às 15h30
Espaço Ay Carmela!
Rua das Carmelitas , 140 - metrô Sé *
------

sábado, 22 de agosto de 2009

O "valor" da cultura no Brasil: Livros, espera eterna e preços abusivos

O artigo abaixo tem por objetivo servir não só de desabafo e demonstrar uma certa revolta com nossa maravilhosa indústria cultural (sic), mas também denunciar a falta de respeito com o consumidor no que concerne os prazos absurdos para a tradução de um livro, a demora em lançar títulos estrangeiros, e, acima de tudo, os preços abusivos praticados que impossibilitam a compra de um livro por boa - senão a franca maioria - da população brasileira.

Há algumas horas recebi um e-mail da Editora Record me informando da possibilidade de encomendar o mais novo livro de um dos meus autores favoritos, Robin Cook - "Estado Crítico".

Nada fora do normal - até pensei "excelente, eu queria mesmo ler este livro há eras!" -, se não fosse um simples fato: O livro já havia sido lançado há mais de 2 anos nos EUA e o anterior - "Crisis", de 2006 - sequer foi lançado no Brasil, mais de 3 anos depois do lançamento lá fora.

Qual foi a decisão editorial da Record? Não faço idéia, mas é estúpido e um desrespeito com o consumidor. Eu, por exemplo, compro todos os livros do autor e realmente acho um desrespeito a idéia de "pular" uma lançamento. Nem quero imaginar quando chegará ao Brasil seu último livro lançado este mês nos States, "Intervention": chuto 2015!

Já é costume a demora absurda no lançamento de livros estrangeiros no país, não surpreende que um livro de outro autor muito interessante, Edward Rutherfurd, esteja demorando já quase 4 anos para ser lançado (detalhe, é a segunda parte de uma saga, sobre Dublin, na Irlanda, ou seja, é de se esperar uma certa continuidade e não o esquecimento).

Não vejo como o problema possa ser reduzido à dificuldades na tradução, falta de tempo ou coisa do tipo. Não é uma desculpa aceitável, afinal, se uma equipe de leigos, de fãs, consegue em menos de um mês traduzir um calhamaço como os livros do Harry Potter, alguém me explica porque uma tradutora ou um tradutor profissional leva 6 meses ou mais?

Se fãs que tem um inglês "ok" traduzem um livro em um mês ou menos, como se explica que tradutores profissionais levem meses e, no caso dos livros do Robin Cook, Edward Rutherfurd e outros, até 2 anos - se tomarmos a tradução como maior empecilho ao lançamento!?

Mas o que realmente me surpreendeu foi a disparidade absurda de preços entre a edição nacional e a edição americana, no caso do livro do Robin Cook, mas o exemplo serve para quase todas as publicações nacionais.

Que cultura neste país seja cara é uma coisa, mas pagar quase o dobro por um produto nacional é simplesmente ridículo.

Comparem o preço da edição brasileira (42,90) com a americana (25,90), estamos falando de quase 20 reais de diferença! É mais barato importar um livro, pela mesma Livraria Saraiva, que comprar a edição nacional, que está na loja aqui do lado de casa - Frete incluso!!!

Caso eu não queira esperar algumas 4-6 semanas pelo livro posso comodamente ir até o site da Amazon e em até 15 dias receber o livro, pagando em dólar, mas, ainda assim, o livro sai mais barato que seu irmão nacional! Lá fora, na Amazon, o livro custa $9,99 e mesmo com o custo de envio, que sequer chega aos $5 dólares, ainda sai mais em conta comprar direto dos EUA. E eu poderia ter lido o livro há 2 anos!

Podem até falar que os impostos no país são altos demais - não estarão mentindo, são abusivos - mas é considerar o consumidor um imbecil afirmar que este valor é o mínimo que podem praticar para ter um lucro decente.

Basta esperar alguns meses e notamos que o valor dos livros costuma baixar consideravelmente; Ou, ainda, basta aos consumidores esperar pelas promoções das grandes livrarias e comprar livros com descontos que chegam aos 60, 70%. Oras, se em épocas de promoção as livrarias e editoras conseguem praticamente se livrar de livros que outrora custavam 40, 50 reais ou até mais, então porque vendem à preços tão abusivos para começo de conversa?

Está claro que não só as livrarias como as editores querem ganhar o máximo que puderem e, para o consumidor, sobra o prejuízo. Isso quando alguém resolve realmente comprar o livro!

Não é a toa que os críticos do Vale-Cultura proposto pelo governo federal - dentre os sérios e decentes, claro - tenham notado que, com 50 reais de "ajuda" seria quase impossível comprar mais que um livro, por exemplo.

Uma ajuda de 50 reais tornaria impossível sequer a compra de um livro e uma ida ao cinema no mesmo mês, por exemplo. Não que 50 reais seja pouco, na verdade o preço de um livro é que é simplesmente abusivo no país. Porque será que nos EUA, por exemplo, o valor de capa é absurdamente mais baixo do que aqui? E isto vale mesmo para livros de autores nacionais - são caros no geral -, não cabe desculpa de ter que pagar tradutor e etc.

----
Para uma excelente e irretocável análise sobre o Vale Cultura vale visitar o blog Cinema & Outras artes.
----

As editoras reclamam de crise, de que vendem pouco, em parte podemos realmente afirmar que o brasileiro não tem o costume de ler mas, até que ponto este é o problema? Será que o preço atual dos livros não impede que boa parte da população tenha acesso à leitura? Enfim, é o brasileiro que não gosta de ler ou ele não pode ler?

Será que o problema é a falta crônica de leitura do brasileiro ou o preço impagável para a maior parte da população?

Canso de ver pessoas mais humildes no metrô que pego diariamente para o trabalho e do trabalho para casa com livros nas mãos, a franca maioria com etiquetas de bibliotecas. E não falo de auto-ajuda ou inutilidades engana-trouxa do tipo. Será que não comprariam caso o preço de um livro fosse decente? Acessível?

Não é crível que uma livraria ou uma editora tenham prejuízo na venda de um produto, se o fizessem iriam à falência, logo, se uma livraria pode vender um livro por 30% do seu preço de capa normal passados alguns meses do lançamento de um livro, então seus lucros são simplesmente abusivos, e em cima de nós, consumidores.

Me lembro agora da excelente Feira do Livro da USP onde as editoras vendem seus livros com 50% de desconto pelo menos. E ainda assim, obviamente, tem lucro.

É uma questão simples de matemática e capitalismo, se as editoras cobram na Feira 50% do valor normal por um livro - por valor "normal" levemos em consideração o preço praticado pelas livrarias - então as livrarias garantem, pelo menos, 50% de lucro sobre o valor que compram das editoras!

E isso se acreditarmos que uma livraria compre um livro pelo valor que compramos na Feira, o que não é verdade, sem dúvida compram bem mais barato dada a quantidade que devem pedir a cada lançamento.

O lucro de uma livraria é, enfim, de pelo menos, por baixo, 50%!

Aliás, segundo este artigo aqui, o lucro das livrarias chega aos 100% quando os livros são vendidos naquela "bonita livraria, com café e internet, música ambiente e tudo o mais". Leitura recomendada.
Resumo da ópera: livro no Brasil é caro porque as livrarias apelam nos preços, e temos o nosso próprio paperback, que chamamos de capa-mole, que é muito melhor, em termos de qualidade, do que o paperback norte-americano.

E não podemos nos esquecer ainda que uma Editora lança uma tiragem gigantesca sabendo que boa parte vai encalhar, mas pouco importa, ela já tirou seu lucro. A livraria faz o mesmo, compra uma quantidade imensa (ou recebe em consignação), encalha mas já vendeu os demais por um preço altíssimo.

Até quando nós, trouxas, ops, consumidores, iremos pagar um valor abusivo para ter acesso à cultura? Já não basta a ameaça à meia-entrada em cinemas, os valores risíveis para shows internacionais e o preço caríssimo nas sessões de cinema?

Cultura, no Brasil, é algo inalcançável para grande parte da população e não vai ser com "Vales" - por mais louvável que seja a iniciativa - que a coisa vai melhorar, senão com uma política de proibir/limitar lucros exorbitantes e abusos contra o consumidor.

------------------
Artigo originalmente publicado no Trezentos: www.trezentos.blog.br
------

sábado, 15 de agosto de 2009

O "valor" da cultura no Brasil: Livros, espera eterna e preços abusivos

Publico no Trezentos, excelente blog colaborativo, um artigo sobre a "índústria cultural" brasileira, buscando centrar na questão do preço abusivo que pagamos pelos livros impressos, na demora das traduções, no desrespeito ao consumidor e, enfim, nos lucros abusivos e absurdos que livrarias e editoras praticam. Somos nós, os consumidores - os poucos que realmente conseguem consumir - que pagamos o pato.
O artigo abaixo tem por objetivo servir não só de desabafo e demonstrar uma certa revolta com nossa maravilhosa indústria cultural (sic), mas também denunciar a falta de respeito com o consumidor no que concerne os prazos absurdos para a tradução de um livro, a demora em lançar títulos estrangeiros, e, acima de tudo, os preços abusivos praticados que impossibilitam a compra de um livro por boa - senão a franca maioria - da população brasileira.
O artigo pode ser encontrado neste link: "O 'valor' da cultura no Brasil: Livros, espera eterna e preços abusivos"
------

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Preço aumenta mas o salário....

Mais um dos absurdos das "agências regulatórias", que deveriam mudar o nome para "agências exploratórias" ou qualquer correlato.

Até onde eu sei a inflação não bateu os 13%. Na verdade nada bateu os 13%, só o preço já abusivo da energia elétrica. Salta aos olhos a cara de pau da Aneel que, assim como todas as outras agências, se limita a fazer figuração ou então a ferrar com o consumidor.

Era esperar demais que mais de uma agência se mexesse pela primeira vez na história para defender o consumidor - como fez a ANATEL ao suspender a venda do Speedy - a história segue seu curso e nós continuamos a nos ferrar.

Imagino que os especialistas terão de refazer o cálculo de que o pobre tem que trabalhar duas vezes mais (3 meses e meio) que o rico para pagar suas contas.
"Um dia depois de o presidente Lula anunciar novas desonerações tributárias para o setor produtivo, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) divulgou nesta terça-feira, 30, estudo que mostra que os brasileiros mais pobres têm que trabalhar 197 dias do ano para pagar os tributos cobrados pela União, Estados e municípios. É quase o dobro dos 106 dias de esforço exigido dos brasileiros mais ricos do País, que ganham acima de 30 salários mínimos. Uma diferença de 3 meses e meio em relação ao esforço dos trabalhadores mais pobres com renda até dois salários mínimos. "
Agora terá que trabalhar mais... e no escuro!

Eu não me lembro de NENHUM salário ter sido reajustado dessa maneira - salvo o salário dos deputados, senadores e corruptos no geral, que aumentam todo ano e tudo decidido por eles mesmos, com nosso dinheiro - mas os impostos, o preço de energia, e demais preços sobem da maneira que os monopólios querem, ou melhor, que as agências regulatórias querem.

Eles fingem regular alguma coisa e nós fingimos... Bem, na verdade nós não fingimos, nós pagamos com mais trabalho.

Só o lucro da Eletropaulo na capital do Estado é de 8 bilhões. Mas pelo visto é muito pouco. Falta o dinheiro da caixinha dos oficiais superiores da Aneel.

"Conta de luz ficará 13% mais cara em São Paulo, decide Aneel

Os consumidores de energia elétrica de São Paulo terão que pagar 13% a mais, em média, pelo serviço prestado pela Eletropaulo. O reajuste vale a partir de 4 de julho.

De acordo com autorização da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o reajuste será de 12,96% para consumidores residenciais (baixa tensão) e entre 9,2% e 15,25% para consumidores industriais (alta tensão).

A Eletropaulo atende atualmente a cerca de 5,8 milhões de unidades, abrangendo 24 municípios da região metropolitana de São Paulo. Só o consumo de energia elétrica da capital representa receita anual de aproximadamente R$ 8 bilhões.

O peso no bolso do consumidor poderia ter sido ainda maior. A Eletropaulo havia pedido reajuste médio anual de 18,75%, a ser aplicado a partir de 4 de julho.

Índice definitivo

No último dia 16, a agência aprovou o índice definitivo para reajuste da energia elétrica provida pela Eletropaulo. O índice vale para o período 2008-2010 (retroagindo ao ano passado).

O índice definitivo foi um pouco menor do que aquele que vinha sendo aplicado provisoriamente, significando um reajuste menos caro ao consumidor.

Até 2008, o índice para reajuste da energia era provisório. Após uma revisão na metodologia do cálculo, realizada no ano passado, o índice provisório será comparado ao definitivo e apenas a diferença será cobrada dos consumidores"

-----------------------------------
Notinha rápida sem qualquer relação: Dom Dedé, finalmente, largou o osso. Está aposentado, nos deixou livre, deixou o posto de Arcebispo de Recife e Olinda!

O Vaticnao aceitou sua renúncia, que agora vá excomungar pombos e deixe o povo em paz!

Hora de comemorar!
------