A troca de comando do Jornal Nacional, da Rede Globo, foi
motivo de discussões não apenas nas redes sociais, mas de preciosos
minutos melodramáticos no próprio programa jornalístico da emissora e
com direito a espaço cativo nos sites ligados à empresa, desde aqueles
com vocação jornalística a outros exclusivamente voltados para a fofoca,
ou seja, para a cloaca do jornalismo do novo milênio. Umbiguismo é
pouco para explicar as carícias ao ego de jornalistas transformadas em
celebridades, como Fátima Bernardes e Patrícia Poeta (uma que sai do JN e a outra que deve assumir seu lugar), e as louvações mal disfarçadas à qualidade do jornalismo global.
É difícil levar o jornalismo da Rede Globo a sério quando uma troca de
apresentador de telejornal vira notícia – pior, vira a grande notícia de
toda a semana. Já foi o tempo em que bastavam algumas linhas bem
escritas, análises contundentes ou mesmo uma boa presença em frente às
câmeras, coroadas por uma dicção impecável e, por que não, por um faro
jornalístico, que faziam o jornalista ir além do feijão com arroz da
bancada para que fosse reconhecido.
Isto bastava.
Mediocridade midiática
Hoje é preciso torná-lo celebridade, vasculhar sua vida, postar fotos
em sites de fofoca e procurar analisar o significado do signo do
jornalista, agora celebridade. A qualidade em si do jornalista na
profissão pouco importa; o importante mesmo é sua capacidade de sair bem
em fotos em cenários cotidianos – fabricados ou não. Como a jornalista
estava vestida no shopping, com quem namora, qual sua dieta favorita...
Tudo isto se torna mais importante que os furos, as matérias de
qualidade ou mesmo a mera qualidade da jornalista enquanto profissional.
O jornalismo foi substituído pelo show da vida (com trocadilho
proposital), uma forma de entretenimento que busca criar uma
identificação fictícia entre o apresentador/jornalista e o
telespectador, mas que, ao mesmo tempo, serve como fator imbecilizador,
substituindo a notícia pela diversão acrítica. É a era do showrnalismo,
com direito à exaltação ou autoexaltação de jornalistas e da própria
rede de TV, uma concessão pública cada vez mais privada e distante de
seus propósitos iniciais.
A Rede Globo não é, obviamente, a única a abusar descaradamente de suas
prerrogativas enquanto concessão pública, mas a troca de comando do Jornal Nacional,
mobilizando toda uma gigantesca rede de apoio/suporte, desde a mídia
escrita ao online, sem dúvida nos leva a um novo patamar de mediocridade
midiática e de desrespeito até mesmo à profissão de jornalista.
Artigo publicado originalmente no Observatório da Imprensa.
Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Quando o jornalista é a própria notícia
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Jaqueline Roriz e o "problema" da Base Aliada
| Dica de @kronno |
Já comentei aqui outras vezes sobre a tal "Base Aliada" do governo Dilma. Volto a perguntar: Pra que formar base aliada e maioria se na hora de aprovar o que importa você não consegue?
Jaqueline Roriz, criminosa pega em vídeo enquanto praticava corrupção ativa, cujo sobrenome sozinho já seria razão para estar presa, foi "inocentada" pela Câmara dos Deputados com larga maioria dos votos, apesar da maioria dos partidos afirmarem que sua base votaria por sua cassação.
O placar final registrou 265 votos pela absolvição, 166 pela cassação e 20 abstenções. Eram necessários 257 votos para tirar o mandato de Jaqueline. A votação foi secreta.265 canalhas que se esconderam detrás do voto secreto para confirmar que a Câmara dos deputados permite, gosta e promove a corrupção.
O caso é tão grotesco e a corupção tão óbvia que a "defesa" dainfeliz se baseava não em sua inocência - impossível de sustentar - mas que seus crimes foram cometidos ANTES dela assumir a "deputância". Pois é, pode cometer crimes, mas só ANTES de assumir o cargo! A pessoa vira honesta e de reputação ilibada.
Em sessão extraordinária, a Câmara dos Deputados Federais, rejeitou hoje a representação do PSOL contra a Deputada Federal Jaqueline Roriz, do PMN/DF, que foi flagrada em vídeo recebendo 50 mil reais de propina, para alavancar sua candidatura a Deputada Distrital em 2006, no contexto de um complexo esquema ilegal que ficou conhecido como "Mensalão do DEM de Brasília".Partidos afirmaram que sua base votaria pela cassação, mas não nos esqueçamos do famigerado voto secreto, perpetuado e mantido pelo Parlamento apesar das falsas reclamações de diversos parlamentares e das igualmente falsas afirmações de que trabalhariam para abolir tla forma de voto.
Me engana que eu gosto.
Mas, enfim, volto à questão da "base aliada". Esta representa a MAIORIA do parlamento, logo, a responsabilidade pela absolvição da criminosa não é, senão, da tal base aliada, ou seja, do governo.
Quando a questão foi colocada em questão no Twitter, não faltaram governistas e petistas para reclamar que "não era bem assim". Pelo que pude entender da argumentação, a base aliada só pode ser responsabilizda pelo que faz de bom (na concepção governista, claro, o que normalmente não significa ser do interesse do povo), mas quando ela vota no Código Florestal ou contra a cassação de criminosa, aí o governo se faz de joão sem braço.
O governo não sabe controlar sua base
E isto apenas se tomarmos o governo como uma entidade que age por boa fé e de acordo com os interesses populares. Sabemos não ser verdade quando nos deparamos com as obstruções à PEC 300, ao PLC 122 e a tantas outras medidas que colocam o governo na mais absoluta oposição aos interesses dos trabalhadores.
Se há uma base aliada que responde ao governo, é responsabilidade deste governo aquilo que sua base faz.
SEMPRE.
Está na hora dos governistas pararem de fingir que o governo não responde por sua base, pois responde.
Não só pelo PT, mas por todos os partidos e indivíduos que aceitou para impor suas políticas. Se somos forçados a aceitar a tese da "governabilidade", o governo tem que aceitar a obviedade da responsabilidade sobre seu governo..
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sábado, 28 de maio de 2011
Pastor Marco Feliciano: Seriam os filhos de Jesus... os X-Men?
Quando você recebe um tuíte desses, o que faz? Se for do @Paiva_Thiago, ABRAM! Eu não podia esperar para o que viria, um choque!
Melhor que isto, apenas a "explicação" absolutamente científica para a sandice da figura (e eu pensando que esse povo era criacionista, odiasse biologia, não acreditasse na gravidade porque é coisa do capeta e etc...):
Mas, apesar de toda a graça da situação, NÓS sabemos o quão imbecil é tal declaração, por "n" motivos, a começar pelo uso deturpado da ciência, pela ignorância de acreditar que Jesus - se existiu - nasceu de uma virgem (mas aí que os teólogos percam seu tempo) e, finalmente, algo que me pareceu absurdo, considerar que deus - pros que acreditam - teria DNA! Como assim?
E, pior de tudo não é a piada involuntária desta figura grotesca, deste marginal da fé, homofóbico, racista e ladrão, e sim que ele tem seguidores! Tem milhares de pessoas que caem na lábia deste infeliz e que, inclusive, o elegeram deputado apenas para que ele possa escarnecer da nossa constituição, pregando ilegalmente um Estado religioso medieval!
Podemos rir, mas logo depois devemos é nos desesperar.;
---
A menção ao Pastor Zangieff (ou Pastor Pilão) se deve a este vídeo que é inteiramente hilário, mas fica melhor a partir dos 2 minutos.
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Melhor que isto, apenas a "explicação" absolutamente científica para a sandice da figura (e eu pensando que esse povo era criacionista, odiasse biologia, não acreditasse na gravidade porque é coisa do capeta e etc...):
O pastor Marco Feliciano lançou uma enquete em seu Twitter ensinando aos internautas que se Jesus Cristo houvesse casado, poderia ter nascido uma raça superior.As primeiras reações no Twitter eram esperadas:
O deputado federal tentava explicar que, como Cristo não era filho só de humanos, se Ele tivesse um filho seria uma outra raça. “Possivelmente o envolvimento carnal dele com uma mulher poderia culminar com o nascimento de um outro ser, que teria um DNA diferente do normal,” escreveu.
Aos seus seguidores ele explicou que o cromossomo Y vem do macho e o X da fêmea, como Jesus Cristo nasceu de Maria, o cromossomo X veio dela e o Y de Deus.
“Portanto o DNA de Jesus não era como o nosso. Ele tinha cromossomos X, todavia os cromossomos Y não eram humanos. Ele era em si Homem e Deus!”
Mas, apesar de toda a graça da situação, NÓS sabemos o quão imbecil é tal declaração, por "n" motivos, a começar pelo uso deturpado da ciência, pela ignorância de acreditar que Jesus - se existiu - nasceu de uma virgem (mas aí que os teólogos percam seu tempo) e, finalmente, algo que me pareceu absurdo, considerar que deus - pros que acreditam - teria DNA! Como assim?
E, pior de tudo não é a piada involuntária desta figura grotesca, deste marginal da fé, homofóbico, racista e ladrão, e sim que ele tem seguidores! Tem milhares de pessoas que caem na lábia deste infeliz e que, inclusive, o elegeram deputado apenas para que ele possa escarnecer da nossa constituição, pregando ilegalmente um Estado religioso medieval!
Podemos rir, mas logo depois devemos é nos desesperar.;
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A menção ao Pastor Zangieff (ou Pastor Pilão) se deve a este vídeo que é inteiramente hilário, mas fica melhor a partir dos 2 minutos.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
17:00
Pastor Marco Feliciano: Seriam os filhos de Jesus... os X-Men?
2011-05-28T17:00:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Salada Mista com Molho de Gente Picadinha
Texto de Laerte Braga sobre Dilma e 90 anos da Folha:
Eu
não sei o que Dilma (também não sei se permanece Roussef, ou já virou
Serra ou Neves) foi fazer na festa do jornal FOLHA DE SÃO PAULO. Mas sei
com certeza que as centenas de corpos de presos políticos assassinados
pela ditadura militar e desovados pelos caminhões da FOLHA para que os
militares pudessem simular atropelamentos, assaltos, etc, foram
pisoteados, picados e servidos no cinismo da presidente.
“Venho
aqui como presidente, está aqui a presidência da República”. A frase de
Dilma é típica de uma vingança infantil (o que a desqualifica para o
cargo que ocupa, mostra-se um conto do vigário eleitoral aplicado a Lula
e aos brasileiros que nela votaram). Se é que se trata disso, pode ser
apenas e tão somente a capitulação da presidente. O desejo ardente de
receber um diploma da baronesa do esquema FIESP/DASLU.
Em
toda a história das campanhas políticas desde o fim da ditadura nunca
se viu tanta podridão e mentira através da mídia privada como se fez em
relação à candidatura Dilma tentando eleger José Arruda Serra. É uma
constatação que não é minha, é de vários jornalistas estarrecidos com a
presença da presidente na festa de um dos veículos mais venais da mídia
privada brasileira, se é que existe algum mais venal.
Todos são.
É
incrível o que acontece ao Brasil e o que aconteceu aos EUA nas duas
últimas eleições presidenciais. Os brasileiros elegeram a sua primeira
presidente na presunção que os dias de Lula continuariam (programas,
política externa, avanços possíveis na ótica do ex-presidente, etc).
Dilma se mostra um embuste. A mulher brasileira tem páginas e páginas de
nossa história preenchidas com dignidade, coragem e determinação. Não
com síndrome de rainha Elizabeth dos trópicos.
Os
norte-americanos elegeram Barack Hussein Obama acreditando que votaram
num negro. É só um branco a mais, engraxado com graxa preta. Igualzinho a
qualquer Bush da vida, varia apenas o estilo, o jeito de ser.
Vão se encontrar na visita de Obama ao Brasil. Se merecem.
São
duas fraudes de um processo dito democrático, mas calcado na economia
neoliberal, toda a sua perversidade e toda a corrupção que traz
embutida.
Nem começou e já acabou, é o governo Dilma.
A
visita feita ao jornal FOLHA DE SÃO PAULO é imperdoável levando em
conta o passado de lutadora contra a ditadura da presidente Dilma.
O discurso de Dilma no evento é uma cusparada nos brasileiros, principalmente em seus eleitores.
Fomos servidos como salada mista com molho de gente picadinha.
Sem
falar que não pode pretender ser respeitado um governo que tem
ministros desqualificados como Moreira Franco, Nelson Jobim, Antônio
Palloci e Anthony Patriot, que dizem ocupar a pasta das Relações
Exteriores.
Para
variar o senador Collor de Mello foi eleito presidente da Comissão de
Relações Exteriores do Senado, o que é presidido por José Sarney.
Joaquim
Cardozo, ministro da Justiça, vê-se em denúncias públicas, nega os
documentos referentes à morte de Vladimir Herzog (torturado pelo coronel
Brilhante Ulstra, paladino da moral e dos bons costumes medievais da
Inquisição), nega acesso, ao jornalista Audálio Dantas, combatente
contra o regime militar e que escreve um livro sobre o fato.
O
baú repleto de sangue das vítimas da barbárie que foi o golpe de 1964
permanece intocado no governo da ex-guerrilheira Dilma, um dia Roussef,
hoje sabe-se lá o que.
A
“democracia” no Brasil está montada em estruturas herdadas da ditadura
militar e a constituição do País, a despeito de eventuais avanços, está
contida nos limites determinados pelos militares que deixavam o poder.
Aquela história de nem tão depressa que pareça covardia, nem tão devagar
que pareça provocação.
Não
tivemos uma Assembléia Nacional Constituinte lato senso. Participação
popular objetiva e direta (a despeito das emendas populares), como não
temos canais de presença no debate político, já que a mídia é podre e
venal, serve às elites e interesses de potências estrangeiras.
Não
há legitimidade no fundo desse processo, tão somente uma espécie de
tubo de oxigênio para que possamos respirar ao sairmos das cavernas da
barbárie militar.
Cedo ou tarde um ajuste há que ser feito, é a História.
Na
hora do pulo a presidente eleita para dar o pulo, medrou, sentou e
resolveu andar de costas para conviver com o passado e todos os seus
horrores. Deu as costas aos brasileiros.
A
visita à FOLHA DE SÃO PAULO pode ser classificada como um desses
horrores. Faltam ainda VEJA e GLOBO. Quem sabe a presidente não aparece
no BBB e ajuda os heróis de Pedro Bial a melhorar a audiência?
Só
falta agora o chanceler (Putz! Que esculhambação!) Anthony Patriot
proclamar que o Irã é o culpado enquanto Moreira Franco limpa os cofres
públicos e Jobim hasteia a bandeira norte-americana com a inscrição “in
Boeing we trust”. Palloci está procurando casa e caseiro de confiança em
Brasília.
Ou vai a Ana Maria Braga e mostra uma receita caseira dos tempos de luta armada? De sobrevivência.
A
mulher brasileira não é Dilma, não é assim. Pelo menos a que luta e se
esgoela no dia a dia das trabalhadoras. Mas preserva sua identidade e
como conseqüência, seu caráter.
A
presidente, desde que assumiu, não está fazendo outra coisa que não
servir uma salada mista de sabor amargo, indigesta e com molho de gente
picadinha. Data vencida, gosto de DEM, de banqueiros, latifundiários,
grandes empresários, sem sal como a comida nos EUA.
É grave. Pode causar uma gastrenterite na democracia brasileira.
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domingo, 19 de dezembro de 2010
Jair Bolsonaro, a detestável representação da sociedade?
Jair Bolsonaro é uma figura impressionante. E detestável.
Se existe um preconceito no mundo que não tem nome, apresente-o ao deputado Bolsonaro e este fará escola.
É simplesmente impressionante a quantidade de ódio que pode existir em apenas uma pessoa. Esta figura é "apenas" contra os Direitos Humanos, contra os Direitos dos Homossexuais, contra a Democracia (é saudoso da Ditadura).... É contra medidas afirmativas, é contra o tratamento humano de presos... Enfim, é uma pessoa contra a vida - desde que não seja a sua vida e a de quem segue sua cartilha.
Cada vez que este ser detestável sobre à tribuna da Câmara ficamos arrepiados com a torrente de absurdos que saem de sua boca.
A ultima é uma homofobia extremada e, ainda por cima, baseada em argumentos mentirosos e facilmente verificáveis.
Na Comissão de Direitos humanos a figura teve a atenção chamada, foi levemente repreendido por seus pares e nada mais foi feito. E nem será.
Pior de tudo é saber que Bolsonaro é do PP, partido que faz parte da base aliada do governo Lula.
O pior de tudo é saber que este ser nefasto foi e continuará a ser eleito! Representa uma parcela significativa de canalhas da mesma estirpe.
Representa uma parcela da população que, infelizmente, acaba tendo o discurso - ou parte dele - reproduzidos pela maioria da população, que se opõe ao casamento gay, aos direitos de adoção por casais homossexuais, se opõem ao aborto...
O pavor é ver que este discurso não é exceção. Talvez seja na forma, no tom canalha, mas não na fórmula geral, na intenção.
Infelizmente, sua posição não é exceção. Pode até não ser a regra, mas está perto. O ódio é imenso, talvez não encontre tanto eco, mas o conteúdo de seu discurso não diverge muito daquilo que pensa o cidadão médio, conservador, interessado apenas em seu umbigo.
É a total e completa intolerância pela diversidade, pela diferença, em aceitar que o mundo é maior do que os preconceitos arraigados de uma sociedade.
Se existe um preconceito no mundo que não tem nome, apresente-o ao deputado Bolsonaro e este fará escola.
É simplesmente impressionante a quantidade de ódio que pode existir em apenas uma pessoa. Esta figura é "apenas" contra os Direitos Humanos, contra os Direitos dos Homossexuais, contra a Democracia (é saudoso da Ditadura).... É contra medidas afirmativas, é contra o tratamento humano de presos... Enfim, é uma pessoa contra a vida - desde que não seja a sua vida e a de quem segue sua cartilha.
Cada vez que este ser detestável sobre à tribuna da Câmara ficamos arrepiados com a torrente de absurdos que saem de sua boca.
Um adolescente que tentava gostar de futebol para agradar o pai, mas nunca conseguiu se sair bem no esporte é o pano de fundo da narrativa do curta “Encontrando Bianca”, produzido por uma empresa para o Ministério da Educação (MEC). O vídeo, ainda em análise em uma comissão da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, fará parte de um kit (composto de mais outros dois vídeos e um guia de orientação aos professores) que será enviado a 6 mil escolas de ensino médio no ano que vem. A proposta do material é combater a homofobia nos colégios do País.
José Ricardo, o adolescente em questão, decide assumir uma nova personalidade. Ele se torna Bianca. No vídeo ao qual o iG teve acesso, afirma que as roupas, as brincadeiras e o universo masculino como um todo nunca se pareceram com o que sente ou gosta. A personagem conta que decidiu enfrentar o preconceito da família e dos colegas porque, por outro lado, recebe apoio de amigos e sonha se tornar uma professora e contribuir para um mundo melhor.
Um adolescente que tentava gostar de futebol para agradar o pai, mas nunca conseguiu se sair bem no esporte é o pano de fundo da narrativa do curta “Encontrando Bianca”, produzido por uma empresa para o Ministério da Educação (MEC). O vídeo, ainda em análise em uma comissão da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, fará parte de um kit (composto de mais outros dois vídeos e um guia de orientação aos professores) que será enviado a 6 mil escolas de ensino médio no ano que vem. A proposta do material é combater a homofobia nos colégios do País.Isto tudo praticamente na mesma semana e que já havia recomendado dar palmadas em crianças com "tendência gays". Bolsonaro não só alimenta o preconceito, como chega ao ponto de recomendar o uso da violência para conseguir seus objetivos. gays devem ser criminalizados e espancados, segundo o deputado.
José Ricardo, o adolescente em questão, decide assumir uma nova personalidade. Ele se torna Bianca. No vídeo ao qual o iG teve acesso, afirma que as roupas, as brincadeiras e o universo masculino como um todo nunca se pareceram com o que sente ou gosta. A personagem conta que decidiu enfrentar o preconceito da família e dos colegas porque, por outro lado, recebe apoio de amigos e sonha se tornar uma professora e contribuir para um mundo melhor.
Na Comissão de Direitos humanos a figura teve a atenção chamada, foi levemente repreendido por seus pares e nada mais foi feito. E nem será.
O pior de tudo é saber que este ser nefasto foi e continuará a ser eleito! Representa uma parcela significativa de canalhas da mesma estirpe.
Representa uma parcela da população que, infelizmente, acaba tendo o discurso - ou parte dele - reproduzidos pela maioria da população, que se opõe ao casamento gay, aos direitos de adoção por casais homossexuais, se opõem ao aborto...
O pavor é ver que este discurso não é exceção. Talvez seja na forma, no tom canalha, mas não na fórmula geral, na intenção.
Infelizmente, sua posição não é exceção. Pode até não ser a regra, mas está perto. O ódio é imenso, talvez não encontre tanto eco, mas o conteúdo de seu discurso não diverge muito daquilo que pensa o cidadão médio, conservador, interessado apenas em seu umbigo.
É a total e completa intolerância pela diversidade, pela diferença, em aceitar que o mundo é maior do que os preconceitos arraigados de uma sociedade.
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domingo, 7 de novembro de 2010
Sim, nós somos racistas
No sábado, voltando de um seminário do mestrado, peguei o mesmo ônibus de sempre e não esperava presenciar uma cena absurda de racismo pouco antes de chegar em casa.
Estava eu confortavelmente sentado perto da porta, próximo ao cobrador quando o ônibus para no Mackenzie e entra uma mulher negra - muito bonita, aliás - com sua filhinha no colo, que não devia ter mais de 1 ano de idade. A mulher negra, então, pagou a passagem, girou a catraca e foi se sentar na parte da frente.
Até aí nada demais. Um dos únicos lugares vagos era a cadeira logo na frente da porta pela qual ela entrou, na janela. Uma mulher, branca, estava sentada no corredor. A mulher com a filha pediu para passar, a mulher branca se levantou e deu passagem.
O problema começou quando a mulher branca, ao invés de sentar novamente, ficou em pé, olhando torto para a mulher com a filha. Pensei até que ela iria descer no ponto seguinte, mas mais tarde vi que não - era o meu ponto, aliás.
A criança, sorrindo, ficou no colo da mãe fazendo sinais pra mulher em pé, como se tentando pegá-la - algo que faria qualquer ser humano decente pelo menos sorrir e brincar de volta.
Mas a reação da mulher branca foi a de fazer uma careta, como de nojo, e virar para o outro lado do corredor, com uma cara de nojo terrível estampada.
A infeliz racista não apenas se recusou a sentar novamente ao lado de uma mulher negra com sua filha, como ainda, com cara de nojo fez questão de virar para o outro lado, como se diante de algo repugnante, quando na verdade a única coisa repugnante no ônibus era a própria.
Olhei para o cobrador, que me olhou com uma cara de "que merda é essa" e fiquei simplesmente embasbacado.
E ainda tem quem diga que não somos racistas, que isto não existe.
Estava eu confortavelmente sentado perto da porta, próximo ao cobrador quando o ônibus para no Mackenzie e entra uma mulher negra - muito bonita, aliás - com sua filhinha no colo, que não devia ter mais de 1 ano de idade. A mulher negra, então, pagou a passagem, girou a catraca e foi se sentar na parte da frente.
Até aí nada demais. Um dos únicos lugares vagos era a cadeira logo na frente da porta pela qual ela entrou, na janela. Uma mulher, branca, estava sentada no corredor. A mulher com a filha pediu para passar, a mulher branca se levantou e deu passagem.
O problema começou quando a mulher branca, ao invés de sentar novamente, ficou em pé, olhando torto para a mulher com a filha. Pensei até que ela iria descer no ponto seguinte, mas mais tarde vi que não - era o meu ponto, aliás.
A criança, sorrindo, ficou no colo da mãe fazendo sinais pra mulher em pé, como se tentando pegá-la - algo que faria qualquer ser humano decente pelo menos sorrir e brincar de volta.
Mas a reação da mulher branca foi a de fazer uma careta, como de nojo, e virar para o outro lado do corredor, com uma cara de nojo terrível estampada.
A infeliz racista não apenas se recusou a sentar novamente ao lado de uma mulher negra com sua filha, como ainda, com cara de nojo fez questão de virar para o outro lado, como se diante de algo repugnante, quando na verdade a única coisa repugnante no ônibus era a própria.
Olhei para o cobrador, que me olhou com uma cara de "que merda é essa" e fiquei simplesmente embasbacado.
E ainda tem quem diga que não somos racistas, que isto não existe.
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Intolerância, a outra doença infantil da esquerda brasileira [Update]
Há cerca e um mês eu havia testemunhado um infeliz episódio de censura - na verdade, havia sido a vítima - quando tentei fazer uma postagem no blog do Esquerdopata e meu comentário não só foi censurado como ainda fui ofendido no Twitter pela figura.
A partir daquele momento tive certeza: O Fanatismo é a doença infantil da esquerda brasileira. A intolerância a opiniões divergentes e a idéia de que "sua" esquerda é a única e que qualquer discordância é se igualar à direita, é fazer o jogo da direita e etc (acusaram bastante o Plínio disto, aliás).
Fanatismo, sectarismo, intolerância, são todos conceitos similares quando se coloca a esquerda a prova, ou quem gosta de se dizer de esquerda.
Muitos petistas fanáticos e mesmo Dilmistas fanáticos deram e ainda dão aulas de intolerância nestas eleições. E o mesmo vale para muitos militantes do PSOL e PSTU que desfilam preconceitos e senso comum.
Donos de blogs censuram a seu bel prazer comentários que discordem de suas visões únicas e iluminadas.
Desta vez o exemplo de intolerância vem do Blog do Nassif e, também, de alguns de seus seguidores acríticos.
Tentei por duas vezes escrever um comentário em um post no Blog do Nassif em que este louvava a memória de Romeu Tuma, a primeira por volta das 13h do dia 27 e a segunda no início da noite do mesmo dia.
O post Minhas histórias com o delegado Tuma é, para dizer o mínimo, indigesto.
Na minha mente não cabe respeitar um assassino e torturador e chamá-lo de gentil e decente sem sequer citar os crimes que o canalha havia cometido. E não foram poucos!
Vivemos em um período onde a ignorância sobre quem foi Romeu Tuma é apenas reflexo da memória coletiva apagada por uma mídia que tenta esconder o passado da figura, assim como o seu próprio, de apoio à Ditadura. Ao esconder o passado dos criminosos da Ditadura, a mídia apenas esconde o seu próprio.
Pesquisei bastante pra saber quem era efetivamente o Tuma, não está aí do lado a resposta, infelizmente!
Então acredito ser intolerável que alguém que viveu esta época ao invés de clarear o passado acabe por fazer o mesmo jogo de esconde-esconde midiático. Especialmente quem se diz de esquerda e tem a OBRIGAÇÃO de fazer um contraponto honesto à grande mídia.
Um espaço amplamente acessado, com excelentes debates e com uma imensa comunidade ativa não me parecia naquele momento (e continua não parecendo) o ambiente para se louvar a memória de um capanga da Ditadura Militar, ao invés de se colocar os pingos nos i's, de se dizer a verdade sobre a figura que a mídia santificou quando da sua morte.
Que o trabalho de glorificar ou lembrar com carinho (argh) fique com a grande mídia, nossa função é mostrar o outro lado, ou melhor, a verdade. Desmistificar as mentiras midiáticas e não reforçá-las.
E, como o espaço para comentários era dado, fui questionar o tom do post dentro do mais puro espírito democrático.
Não vejo, sinceramente, nada de mais no comentário, que apenas questiona a mania da mídia, de jornalistas e mesmo de quem se diz de esquerda de santificar aqueles que, em vida, foram nada menos que criminosos da pior espécie. A morte, aparentemente, lava os pecados.
Eu já havia questionado esta prática antes, a de esquecer do passado, da memória, na morte (ou quase morte) do responsável pelos piores crimes, em uma polêmica no blog Vi o Mundo onde, apesar de discordar do post, não fui censurado.
O pior é que o problema não aconteceu apenas comigo. A @nanamelon comentou sobre o texto do Nassif no Twitter, discordando obviamente do mesmo, e foi bombardeada por fãs fanáticos do Nassif e sendo até mesmo tratada como imbecil pelo jornalista, comprovando minha tese de doença infantil da esquerda brasileira.
Não se discute o mérito do texto e dos comentários, os argumentos, a idéia é partir logo pra violência, pros ataques e acusações.
Vejam alguns comentários da @nanamelon depois de começar a ser atacada:
O sectarismo, o fanatismo e a intolerância continuam a ser marcas de uma parcela da esquerda que se diz democrática, tolerante e de vanguarda.
Lamentável que a censura seja prática corriqueira de parte da esquerda.
-------
Update:
E o Nassif respondeu. Admitiu ter censurado e, de uma vez só, reconheceu que não tolera opiniões divergentes. E notem a contradição, ele não quer repetir a direita que fala mal dos "nossos" mortos, mas copia a mesma direita ao censurar, a agir de forma atnti-democrática.
Deve-se respeitar o torturador e assassino, porque a direita desrespeita os mortos de esquerda.
Só fico com uma dúvida, falar a VERDADE sobre o Tuma, que ele era um assassino e torturador é o problema? Ninguém está difamando a figura, sua história e a memória coletiva - que a mídia tenta apagar e mesmo blogueiros de esquerda tentam - são suficientes.
A partir daquele momento tive certeza: O Fanatismo é a doença infantil da esquerda brasileira. A intolerância a opiniões divergentes e a idéia de que "sua" esquerda é a única e que qualquer discordância é se igualar à direita, é fazer o jogo da direita e etc (acusaram bastante o Plínio disto, aliás).
Fanatismo, sectarismo, intolerância, são todos conceitos similares quando se coloca a esquerda a prova, ou quem gosta de se dizer de esquerda.
Muitos petistas fanáticos e mesmo Dilmistas fanáticos deram e ainda dão aulas de intolerância nestas eleições. E o mesmo vale para muitos militantes do PSOL e PSTU que desfilam preconceitos e senso comum.
Donos de blogs censuram a seu bel prazer comentários que discordem de suas visões únicas e iluminadas.
Desta vez o exemplo de intolerância vem do Blog do Nassif e, também, de alguns de seus seguidores acríticos.
Tentei por duas vezes escrever um comentário em um post no Blog do Nassif em que este louvava a memória de Romeu Tuma, a primeira por volta das 13h do dia 27 e a segunda no início da noite do mesmo dia.
O post Minhas histórias com o delegado Tuma é, para dizer o mínimo, indigesto.
Na minha mente não cabe respeitar um assassino e torturador e chamá-lo de gentil e decente sem sequer citar os crimes que o canalha havia cometido. E não foram poucos!
Vivemos em um período onde a ignorância sobre quem foi Romeu Tuma é apenas reflexo da memória coletiva apagada por uma mídia que tenta esconder o passado da figura, assim como o seu próprio, de apoio à Ditadura. Ao esconder o passado dos criminosos da Ditadura, a mídia apenas esconde o seu próprio.
Pesquisei bastante pra saber quem era efetivamente o Tuma, não está aí do lado a resposta, infelizmente!
Então acredito ser intolerável que alguém que viveu esta época ao invés de clarear o passado acabe por fazer o mesmo jogo de esconde-esconde midiático. Especialmente quem se diz de esquerda e tem a OBRIGAÇÃO de fazer um contraponto honesto à grande mídia.
Um espaço amplamente acessado, com excelentes debates e com uma imensa comunidade ativa não me parecia naquele momento (e continua não parecendo) o ambiente para se louvar a memória de um capanga da Ditadura Militar, ao invés de se colocar os pingos nos i's, de se dizer a verdade sobre a figura que a mídia santificou quando da sua morte.
Que o trabalho de glorificar ou lembrar com carinho (argh) fique com a grande mídia, nossa função é mostrar o outro lado, ou melhor, a verdade. Desmistificar as mentiras midiáticas e não reforçá-las.
E, como o espaço para comentários era dado, fui questionar o tom do post dentro do mais puro espírito democrático.
O que é preciso para transformar em herói a um assassino e torturador? O que é preciso para que um criminoso se torne santo? O que é preciso para se apagar a memória?O comentário acima deu origem ao post de ontem aqui no blog.
Baste que a nefasta figura morra.
E que a mídia resolva tomar as dores e louvá-lo, pelo seu maravilhoso trabalho na eliminação da praga comunista do país, ou melhor, que convenientemente apaguem a verdadeira história do delegado que de um lado "encontrava" Mengele e do outro mandava matar militantes de esquerda e que controlava um dos piores carniceiros da ditadura, Fleury.
Romeu Tuma já foi tarde, mas infelizmente não pagou em vida por seus crimes. E são incontáveis.
Não vejo, sinceramente, nada de mais no comentário, que apenas questiona a mania da mídia, de jornalistas e mesmo de quem se diz de esquerda de santificar aqueles que, em vida, foram nada menos que criminosos da pior espécie. A morte, aparentemente, lava os pecados.
Eu já havia questionado esta prática antes, a de esquecer do passado, da memória, na morte (ou quase morte) do responsável pelos piores crimes, em uma polêmica no blog Vi o Mundo onde, apesar de discordar do post, não fui censurado.
O pior é que o problema não aconteceu apenas comigo. A @nanamelon comentou sobre o texto do Nassif no Twitter, discordando obviamente do mesmo, e foi bombardeada por fãs fanáticos do Nassif e sendo até mesmo tratada como imbecil pelo jornalista, comprovando minha tese de doença infantil da esquerda brasileira.
Não se discute o mérito do texto e dos comentários, os argumentos, a idéia é partir logo pra violência, pros ataques e acusações.
Vejam alguns comentários da @nanamelon depois de começar a ser atacada:
E os comentários do Nassif, respondendo com ironia e, aparentemente, achando graça da situação:
Enfim, o que eu escrevi antes sobre o fanatismo permanece mais que atual:
Infelizmente, porém, alguns fanáticos se acham acima do bem e do mal, donos da verdade e descem ao nível de Reinaldos Azevedos da vida e censuram aquilo que lhes desagrada. Matam o debate e a troca de ideias e se assume na posição de intocáveis.[...]Basta trocar "fanatismo" por "intolerância" que encaixamos perfeitamente à nossa atual situação. Censurar é uma das atitudes mais deploráveis e criminosas que um democrata pode pode ter. Matar o debate, esconder a voz dissidente é atitude similar à da Ditadura, que impedia o contraditório, a discordância.
Atitude esta que se assemelha mais à direita mais encarniçada do que a uma esquerda democrática.
Atitude vergonhosa e repudiável que dá apenas munição aos detratores da esquerda, que nos chamam de censuradores e de antidemocráticos. Infelizmente, de fato estes existem entre nós.
O sectarismo, o fanatismo e a intolerância continuam a ser marcas de uma parcela da esquerda que se diz democrática, tolerante e de vanguarda.
Lamentável que a censura seja prática corriqueira de parte da esquerda.
-------
Update:
E o Nassif respondeu. Admitiu ter censurado e, de uma vez só, reconheceu que não tolera opiniões divergentes. E notem a contradição, ele não quer repetir a direita que fala mal dos "nossos" mortos, mas copia a mesma direita ao censurar, a agir de forma atnti-democrática.
Deve-se respeitar o torturador e assassino, porque a direita desrespeita os mortos de esquerda.
Só fico com uma dúvida, falar a VERDADE sobre o Tuma, que ele era um assassino e torturador é o problema? Ninguém está difamando a figura, sua história e a memória coletiva - que a mídia tenta apagar e mesmo blogueiros de esquerda tentam - são suficientes.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Intolerância, a outra doença infantil da esquerda brasileira [Update]
2010-10-29T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Evangélicos e Boataria, o que fará Dilma?
Esta campanha eleitoral tem tudo para ser eleita a mais suja de toda a história recente do país. Não só pela boataria insistente, mas também pelo apelo conservador que vem tomando.
Neopentecostais, crentes medievalistas e até a TFP já entraram na eleição, pressionando para que o próximo governo - seja qual for ele - seja o mais conservador possível.
Os fanáticos não negam ou escondem sua preferência por Serra, como não poderia deixar de ser, mas aqueles ao lado de Dilma fazem o possível para pressionar por uma guinada conservadora. E, infelizmente, parece que vem conseguindo.
Antes de mais nada, sobre a boataria, o que se vê são dois lados começando a se tornar iguais. Se Serra usa e abusa de táticas da TFP e do apoio de canalhas como Silas Malafaia para fortalecer sua campanha entre a classe média e a nova classe média conservadoras, por outro a esquerda não deixa de contribuir para tornar o que é ruim, ainda píor.
No debate da Band, Dilma até esboçou uma reação e, mesmo recuando, vem ainda se mantendo fiel à idéia de que Aborto é questão de saúde pública, mas o que se vê na mídia pinta um cenário bem diferente deste mais otimista, de reação ao conservadorismo. Se muitos comentaram que o debate na Band, pela ínfima audiência, serviu para animar as torcidas, para jogar para a platéia, parece que estavam certos. Não passou de um teatrinho.
Voltando novamente à boataria, logo após o resultado do primeiro turno, blogs petistas passaram ajudar a reproduzir, ou ao menos fortalecer, a boataria em torno do Aborto. Ao invés de assumir posição crítica, tentar atacar àqueles medievalistas, tomaram a atitude mais vergonhosa.
O fundamentalismo religioso dos marinistas se impregnou nas eleições e passou para o lado de Serra depois que Marina foi derrotada pelas urnas. A maior parte dos votos de Marina, obviamente, migraram para Serra e a boataria continuou, na verdade, piorou.
A boataria chegou mesmo ao nível de ataques pessoais, com a mulher de Serra dizendo que Dilma matava criancinhas e, do lado petista, de que a mulher de Serra já havia feito um aborto. Chegamos ao ponto de que opiniões pessoais e a vida pessoal de candidatos e familiares são colocados na mesa, ainda que não tenham NENHUMA relevância.
A candidatura de Marina Silva foi a grande responsável por ter dado voz aos piores conservadores que, herdados por Serra, no desespero de ter alguma arma para atacar o PT e Dilma, usou todas as cartas - ou bíblias - que tinha na manga.
Já disse e repito, Marina conseguiu uma façanha, juntou de maconheiros à hypes, de filhinhos de papai do Leblon-Jardins e evangélicos fundamentalistas. Deu voz à um grupo de fanáticos que, antes se contentava em apenas xingar em seus templos e eleger alguns deputados para defender seus ideais medievais, preconceituosos e homofóbicos. Hoje, são os que irão decidir as eleições.
Uma parcela pequena - pois me recuso a acreditar que os 25% de evangélicos e protestantes do Brasil sejam todos criminosos igualmente - está pautando todo o debate presidencial.
Não podemos tolerar nenhum recuo frente a esta gente.
É preciso enfrentar a boataria de frente, com coragem, propostas e argumentos e não oferecer a outra face para levar um tapa - pois os crentes irão bater - ou recuar nas propostas e, pior, na defesa dos direitos civis e humanos de grande parcela da população.
O momento é de se impor, pois a posição e a atitude de Dilma, do PT e da militância agora definirá o que será e como será o governo em seus primeiros 4 anos. Se um governo atuante, propositivo e minimamente de esquerda, com força para propor, para aproveitar a maioria (teórica) no congresso, ou se um governo fraco, que irá timidamente recuar daquilo que conquistou.
Derrotar a direita fundamentalista agora é o mais importante para garantir um governo minimamente progressista, colocando os fanáticos eu seu devido lugar e não cedendo às pressões fabricadas em templos, igrejas e nos porões das redações de jornais.
Neopentecostais, crentes medievalistas e até a TFP já entraram na eleição, pressionando para que o próximo governo - seja qual for ele - seja o mais conservador possível.
Os fanáticos não negam ou escondem sua preferência por Serra, como não poderia deixar de ser, mas aqueles ao lado de Dilma fazem o possível para pressionar por uma guinada conservadora. E, infelizmente, parece que vem conseguindo.
Antes de mais nada, sobre a boataria, o que se vê são dois lados começando a se tornar iguais. Se Serra usa e abusa de táticas da TFP e do apoio de canalhas como Silas Malafaia para fortalecer sua campanha entre a classe média e a nova classe média conservadoras, por outro a esquerda não deixa de contribuir para tornar o que é ruim, ainda píor.
No debate da Band, Dilma até esboçou uma reação e, mesmo recuando, vem ainda se mantendo fiel à idéia de que Aborto é questão de saúde pública, mas o que se vê na mídia pinta um cenário bem diferente deste mais otimista, de reação ao conservadorismo. Se muitos comentaram que o debate na Band, pela ínfima audiência, serviu para animar as torcidas, para jogar para a platéia, parece que estavam certos. Não passou de um teatrinho.
Voltando novamente à boataria, logo após o resultado do primeiro turno, blogs petistas passaram ajudar a reproduzir, ou ao menos fortalecer, a boataria em torno do Aborto. Ao invés de assumir posição crítica, tentar atacar àqueles medievalistas, tomaram a atitude mais vergonhosa.
O fundamentalismo religioso dos marinistas se impregnou nas eleições e passou para o lado de Serra depois que Marina foi derrotada pelas urnas. A maior parte dos votos de Marina, obviamente, migraram para Serra e a boataria continuou, na verdade, piorou.
A boataria chegou mesmo ao nível de ataques pessoais, com a mulher de Serra dizendo que Dilma matava criancinhas e, do lado petista, de que a mulher de Serra já havia feito um aborto. Chegamos ao ponto de que opiniões pessoais e a vida pessoal de candidatos e familiares são colocados na mesa, ainda que não tenham NENHUMA relevância.
A candidatura de Marina Silva foi a grande responsável por ter dado voz aos piores conservadores que, herdados por Serra, no desespero de ter alguma arma para atacar o PT e Dilma, usou todas as cartas - ou bíblias - que tinha na manga.
Já disse e repito, Marina conseguiu uma façanha, juntou de maconheiros à hypes, de filhinhos de papai do Leblon-Jardins e evangélicos fundamentalistas. Deu voz à um grupo de fanáticos que, antes se contentava em apenas xingar em seus templos e eleger alguns deputados para defender seus ideais medievais, preconceituosos e homofóbicos. Hoje, são os que irão decidir as eleições.
Uma parcela pequena - pois me recuso a acreditar que os 25% de evangélicos e protestantes do Brasil sejam todos criminosos igualmente - está pautando todo o debate presidencial.
Não podemos tolerar nenhum recuo frente a esta gente.
Marina Silva (PV) diz que a religiosidade do brasileiro "é um dado que não se pode negar" e que "o respeito pela diferença pressupõe o direito daqueles que são evangélicos ou católicos de afirmarem os seus pontos de vista". [...] Mas as pessoas sabiam que estavam votando em alguém que prima pelo respeito ao estado laico.Não, Marina, católicos e evangélicos fanáticos NÃO tem o direito de serem homofóbicos, preconceituosos, enfim, criminosos, e querer impor seu pensamento medieval à população. Estado Laico, este que você diz defender, não tolera que um grupo religioso imponha sua visão sobre outros grupos, que se infiltre no Estado através de bancadas evangélicas, boataria e pressão para proibir que outros grupos, que parcelas da sociedade tenham direitos.
É preciso enfrentar a boataria de frente, com coragem, propostas e argumentos e não oferecer a outra face para levar um tapa - pois os crentes irão bater - ou recuar nas propostas e, pior, na defesa dos direitos civis e humanos de grande parcela da população.
O momento é de se impor, pois a posição e a atitude de Dilma, do PT e da militância agora definirá o que será e como será o governo em seus primeiros 4 anos. Se um governo atuante, propositivo e minimamente de esquerda, com força para propor, para aproveitar a maioria (teórica) no congresso, ou se um governo fraco, que irá timidamente recuar daquilo que conquistou.
Derrotar a direita fundamentalista agora é o mais importante para garantir um governo minimamente progressista, colocando os fanáticos eu seu devido lugar e não cedendo às pressões fabricadas em templos, igrejas e nos porões das redações de jornais.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Evangélicos e Boataria, o que fará Dilma?
2010-10-15T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Sério que agora a blogosfera petista vai atacar o aborto tb e se rebaixar ao fundamentalismo marinista?
Li e não acreditei no post do "Os Amigos do Presidente Lula". Li e reli, procurei verificar se estava no blog certo ou se tinha, por acaso, digitado errado e caído em algum site feito ou por Serristas ou por fundamentalistas religiosos ligados à Marina.
Para minha tristeza, estava no blog certo.
De início, senti meu estômago embrulhar só de ler o título do post " Serra causou polêmica ao legalizar o aborto em 1998". À medida que ia lendo o texto o desespero só fez aumentar:Será mesmo que, para conquistas os fanáticos marinistas anti-Aborto alguns do PT iriam realmente adotar o mesmo discurso e se posicionar contra o aborto? Pior, atacando Serra por um dos raros momentos em que acenou com uma atitude decente em toda sua carreira?
Serra, quando ministro, normatizou o aborto, ou seja, adequou à lei a prática do aborto nos hospitais públicos. Em resumo, garantiu ao menos que mulheres estupradas (e outros casos previstos na lei) tivessem o direito à realizar o que a lei lhes garante.
Isto simboliza apenas que setores petistas se apropriaram do mesmo discurso lamentável do DemoTucanato e dos fanáticos em geral. É se rebaixar à lama e, pior, é continuar a querer ditar às mulheres como devem se comportar, como devem viver.
No "Maria da Penha Neles", excelente blog que recomendo fortemente, @LaPasionaria escreveu:
Estamos, pois, discutindo o direito das mulheres como se objeto de barganha fossem. Isto é inaceitável.
Se por um lado considero lamentável o recuo ou possível recuo do PT no tema, retirando do programa a questão, por outro denuncio como ainda mais grave o uso que gente do próprio PT vem fazendo do tema, usando-o de forma baixa e suja e se igualando aos fundamentalistas cristãos.
Acho ainda mais assustador que, em meio aos e-mails carregados de mentiras e difamação que a direita vem espalhando contra Dilma, um blog que se propõe militante queira fazer EXATAMENTE o MESMO contra Serra, ou seja, espalhar propaganda difamatória, que prega a não discussão política, mas a pseudo discussão moral.
É enojante e espero que a campanha não tome este rumo e que não nos rebaixemos ao mesmo nível da direita raivosa.
@LaPasionaria continua:
Outro blog a enveredar pelo mesmo caminho absurdo é o Blog da Dilma:
Para minha tristeza, estava no blog certo.
De início, senti meu estômago embrulhar só de ler o título do post " Serra causou polêmica ao legalizar o aborto em 1998". À medida que ia lendo o texto o desespero só fez aumentar:Será mesmo que, para conquistas os fanáticos marinistas anti-Aborto alguns do PT iriam realmente adotar o mesmo discurso e se posicionar contra o aborto? Pior, atacando Serra por um dos raros momentos em que acenou com uma atitude decente em toda sua carreira?
Serra, quando ministro, normatizou o aborto, ou seja, adequou à lei a prática do aborto nos hospitais públicos. Em resumo, garantiu ao menos que mulheres estupradas (e outros casos previstos na lei) tivessem o direito à realizar o que a lei lhes garante.
Em 1998, quando era ministro da Saúde, José Serra foi acusado de atender a grupos pró-aborto por normatizar a realização do aborto nos casos previstos em lei (risco de vida para a grávida ou gravidez após estupro).Acho justo e correto que Serra seja atacado por tudo que fez e desfez dirante seus anos de ministro, de governador ou de prefeito, mas é inaceitável que setores petistas se apropriem do discurso anti-aborto de fanáticos religiosos e o usem para atacar de forma medíocre e insensata opositores.
Mesmo permitido desde 1940, poucos serviços públicos faziam o aborto. A normatização deu respaldo político e técnico para que mais hospitais o realizassem.
Isto simboliza apenas que setores petistas se apropriaram do mesmo discurso lamentável do DemoTucanato e dos fanáticos em geral. É se rebaixar à lama e, pior, é continuar a querer ditar às mulheres como devem se comportar, como devem viver.
No "Maria da Penha Neles", excelente blog que recomendo fortemente, @LaPasionaria escreveu:
Quem é o senhor da verdade neste tema? Começa por aí né? Deveria perguntar quem é a sra. da verdade nesse tema. Afinal o Sr. não engravida, portanto não pode abortar ou deixar de abortar.Exato. O Aborto é, em primeiro lugar, um assunto que diz respeito ao direito das mulheres de serem protagonistas de suas próprias vidas, de terem controle sobre seus próprios corpos e, em segundo lugar o aborto não deveria ser agenda ou peça de troca em uma eleição presidencial.
Será que a nossa tutela ( ou dominação) histórica não nos dá o direito de ser protagonistas num tema tão feminino como este?
Por que usar um tema tão complexo, e cheio de valores, morais, religiosos, éticos e de foro íntimo, para desmerecer um candiato a presidência da república?
Estamos, pois, discutindo o direito das mulheres como se objeto de barganha fossem. Isto é inaceitável.
Se por um lado considero lamentável o recuo ou possível recuo do PT no tema, retirando do programa a questão, por outro denuncio como ainda mais grave o uso que gente do próprio PT vem fazendo do tema, usando-o de forma baixa e suja e se igualando aos fundamentalistas cristãos.
Acho ainda mais assustador que, em meio aos e-mails carregados de mentiras e difamação que a direita vem espalhando contra Dilma, um blog que se propõe militante queira fazer EXATAMENTE o MESMO contra Serra, ou seja, espalhar propaganda difamatória, que prega a não discussão política, mas a pseudo discussão moral.
Repasse este link http://www.youtube.com/watch?v=yst5IM8Q2os o Padre Leo criticando Serra e FHC por permitir o aborto no Brasil PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 78 de 1993Dilma defende o aborto (como questão de saúde pública) e é bombardeada pela direita com vídeos apócrifos a difamando e a colocando como uma assassina de crianças e etc, e o que faz a esquerda? Coloca um vídeo de outro fanático religioso atacando o Serra por este ter defendido que a porra da lei seja cumprida em relação ao aborto.
É enojante e espero que a campanha não tome este rumo e que não nos rebaixemos ao mesmo nível da direita raivosa.
@LaPasionaria continua:
Li ,hoje, no blog do PHA que Serra quando foi ministro da saúde regulementou a lei que autoriza o aborto em casos de risco de vidapara a mãe. Não vejo nenhum demértio nessa atitude do Serra, se regulamentou a lei cumpriu com sua obrigação.Para piorar, o blog ainda se apóia em Chalita. Cria DemoTucana que, por melhores cargos e perspectivas, debandou para o "Lulismo", mas continua sendo o mesmo Chalita que afundou a educação em São Paulo e que os petistas tanto acusavam.
O que devemos nos perguntar é por que tanta celeuma e intrigas como o nome de Dilma Rousseff, as Igrejas e o aborto.
Será que em campanha eleitoral vale tudo?
Nós mulheres deveriamos exigir dos dois candidatos que essa discussão fosse inserida num debate muito mais amplo, pois o aborto é apenas um elemento de temas que interessam a todos os brasileiros e às brasileira em particular.
Deveriamos saber dos dois candidatos que propostas tem para efetivamente melhorar o atendimento da sáude da mulher.
É esta a campanha que teremos pela frente? O rebaixamento do petismo ao nível do DemoTucanato aliado aos fundamentalistas? Usando o aborto e, em consequência, as mulheres como moeda de troca.
Querer desviar a discussão de um tema tão sério é desonestidade política e canalhice masculina.--------------------
Quanto às igrejas, elas tem todo o direito de dizer aos seus membros como devem se comportar dentro dos preceitos morais de cada religião. Se as mulheres não concordarem com as proibições de suas igrejas, mudam de religião.E direito constitucional a liberdade religiosa.
O que não podem é usar Deus e a crença das pessoas para manipular uma eleição e muito menos para criar armadilhas para um dos candidatos
Outro blog a enveredar pelo mesmo caminho absurdo é o Blog da Dilma:
Os Evangélicos e os Católicos deveriam espalhar um importante depoimento do saudoso PADRE LÉO da TV Canção Nova que acusa o então Ministro da Saúde no Governo FHC, José Serra. O candidato José Serra organizou o Grupo Guararapes somente para fabricar dossiê e boatos contra Dilma Rousseff. Serra não fala que Assinou Portaria a FAVOR DO ABORTO. Gostaríamos de saber como ficam os Pastores e Padres que acusaram Dilma Rousseff. Assista e espalhe por e-mail para o maior número de pessoas do Brasil e do Exterior.O Evangélico e o Católico tem que deixar o fanatismo de lado e votar com consciência. Devme compreender que religião e Estado não combinam. E cabe à Esquerda não entrar neste jogo suicida e estúpido.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
A credibilidade da mídia... qual credibilidade? Dilma, Tuma e Sasha Grey.
A Mídia vem perdendo totalmente a credibilidade, não é algo novo, não é algo isolado. Sejam nos grandes assuntos ou mesmo nos pequenos assuntos, a mídia se revela incapaz.
Incapaz de mostrar a verdade. Seja por vontade de mentir, de encobrir e de falsear, ou mesmo pela incapacidade de ir atrás da notícia, de se aprofundar, de pesquisar.
A mídia hoje oscila entre a falta de ética e a falta de capacidade. E ainda me falam do diploma de jornalismo.
O diploma, hoje, não garante qualidade, isenção ou ética. Porque garantiria? O dinheiro garante, em muitos casos.
Qual a credibilidade da mídia, ou mesmo do jornalista diplomado responsável pela Ficha Falsa da Dilma?
Qual a credibilidade desta mídia que atenta contra a liberdade de expressão do povo e que defende apenas os interesses da empresa, de famílias mafiosas que se perpetuam no poder?
Recentemente a Folha, o Uol e O Globo mataram Romeu Tuma.
Apenas mais uma página do péssimo jornalismo praticado pelos grandes impérios. Barrigas inacreditáveis, manipulações...
O Acerto de Contas é direto:
Pena que a Folha não teve a decência de manter o tuíte da barriga, deletou e tentou esconder a verdade.
Tuma, infelizmente, está vivo. Se morrer, aliás, deve virar herói pelas mãos da grande mídia. Deixará de ser o delegado torturador que deveria ir direto para o lixo da história.
Mas para quem acha que a mídia é apenas responsável por manipulações e notícias falsas e precipitadas, apresento uma notícia que pode parecer até fútil, mas que revela o que venho dizendo ha muito tempo: O jornalista/mo de hoje não sabe o que é pesquisa.
Não sabe o que é investigação. Salvo raras exceções, quase todos com nomes fáceis de lembrar, o jornalismo de hoje é um amálgama de senso comum, de cópia de agências, de falta de crítica e de remendos vindos da Wikipedia.
Leiam as páginas internacionais dos jornais. Salvo um ou outro jornalista que analisa o que acontece fora do país - concordando ou não com sua análise -, a página (no singular mesmo, a cada dia parece que o que acontece fora do país se torna menos importante) é recheada por notícias de agência, acríticas, de análises importadas, de jornalistas de fora (mesmo que sequer relacionados ao país do evento) e, pior, em alguns casos de análises rasas, banais e que qualquer criança poderia ter facilmente copiado da wikipedia.
A Folha, ao anunciar ser o jornal do futuro (sic) e ter remodelado suas páginas fez o movimento inverso do esperado, precarizou ainda mais as análises e o conteúdo de qualidade. Reduziu texto, aumentou imagens e esvaziou o que já era um saco vazio. Este, aliás, parece ser o movimento natural do jornalismo (sic) brasileiro, o de privilegiar imagem ao invés de texto, o de reduzir análises para enfiar baboseiras.
Mas, indo direto ao ponto, Sasha Grey, famosa [e maravilhosa] atriz da indústria pornô e que vem fazendo boas incursões no cinema "normal", nasceu nos EUA. Até aí, nada demais.
O problema é quando um grande portal de notícias das Organizações Globo, mesmo em seu mais fútil canal, EGO, repete a Wikipedia em português, de forma totalmente descarada e acrítica, anunciando que [a belíssima] Sasha Grey, vejam só, é cearense.
Uma pesquisa rápida revelaria a manipulação da Wikipedia, uma brincadeira:
É a denúncia final de que, efetivamente, o jornalismo brasileiro morreu. Nem a mais simples das pesquisas um grande portal de mídia tem a capacidade de fazer. Tuma está morto, mas passa bem, Sasha Grey é cearense e Dilma é uma terrorista com extensa ficha-corrida.
Imagens que ilustram o post vem do Blog da Maria Frô e do Portal Imprensa.
Incapaz de mostrar a verdade. Seja por vontade de mentir, de encobrir e de falsear, ou mesmo pela incapacidade de ir atrás da notícia, de se aprofundar, de pesquisar.
A mídia hoje oscila entre a falta de ética e a falta de capacidade. E ainda me falam do diploma de jornalismo.
O diploma, hoje, não garante qualidade, isenção ou ética. Porque garantiria? O dinheiro garante, em muitos casos.
Qual a credibilidade da mídia, ou mesmo do jornalista diplomado responsável pela Ficha Falsa da Dilma?
Qual a credibilidade desta mídia que atenta contra a liberdade de expressão do povo e que defende apenas os interesses da empresa, de famílias mafiosas que se perpetuam no poder?
Recentemente a Folha, o Uol e O Globo mataram Romeu Tuma.
Apenas mais uma página do péssimo jornalismo praticado pelos grandes impérios. Barrigas inacreditáveis, manipulações...
O Acerto de Contas é direto:
Hoje à noite foi possível analisar o nível a que chegou a imprensa brasileira. Simultaneamente, três grandes veículos de comunicação deram o “furo” da morte do Senador Romeu Tuma, que está internado em São Paulo.A pressa em dar a notícia, a falta de verificação do que se estava sendo contado, a divulgação precipitada e a mea culpa vergonhosa são assustadoras. A culpa talvez nem seja da jornalista, que prontamente se desculpou no Twitter, mas de algum editor interessado em dar um furo. De fato, foi um furo, num barco que já vem afundando há tempos.
Primeiro foi o UOL, seguido da Folha e do Globo, que anunciaram a morte do Senador, e tão logo perceberam que se tratava de uma “barriga”, retiraram a “notícia” do ar. Provavelmente um chupou a falsa notícia do outro, e centenas de release blogs também publicaram o “furo”. Aliás, release blogs não faltam nos tradicionais grupos de comunicação.
Esse episódio lamentável mostra como está sendo feito o tratamento da notícia por parte da imprensa brasileira, que nem ao menos se dá ao trabalho de checar se o Senador estava vivo ou não.
Pena que a Folha não teve a decência de manter o tuíte da barriga, deletou e tentou esconder a verdade.
Tuma, infelizmente, está vivo. Se morrer, aliás, deve virar herói pelas mãos da grande mídia. Deixará de ser o delegado torturador que deveria ir direto para o lixo da história.
Mas para quem acha que a mídia é apenas responsável por manipulações e notícias falsas e precipitadas, apresento uma notícia que pode parecer até fútil, mas que revela o que venho dizendo ha muito tempo: O jornalista/mo de hoje não sabe o que é pesquisa.
Não sabe o que é investigação. Salvo raras exceções, quase todos com nomes fáceis de lembrar, o jornalismo de hoje é um amálgama de senso comum, de cópia de agências, de falta de crítica e de remendos vindos da Wikipedia.
Leiam as páginas internacionais dos jornais. Salvo um ou outro jornalista que analisa o que acontece fora do país - concordando ou não com sua análise -, a página (no singular mesmo, a cada dia parece que o que acontece fora do país se torna menos importante) é recheada por notícias de agência, acríticas, de análises importadas, de jornalistas de fora (mesmo que sequer relacionados ao país do evento) e, pior, em alguns casos de análises rasas, banais e que qualquer criança poderia ter facilmente copiado da wikipedia.
A Folha, ao anunciar ser o jornal do futuro (sic) e ter remodelado suas páginas fez o movimento inverso do esperado, precarizou ainda mais as análises e o conteúdo de qualidade. Reduziu texto, aumentou imagens e esvaziou o que já era um saco vazio. Este, aliás, parece ser o movimento natural do jornalismo (sic) brasileiro, o de privilegiar imagem ao invés de texto, o de reduzir análises para enfiar baboseiras.
Mas, indo direto ao ponto, Sasha Grey, famosa [e maravilhosa] atriz da indústria pornô e que vem fazendo boas incursões no cinema "normal", nasceu nos EUA. Até aí, nada demais.
O problema é quando um grande portal de notícias das Organizações Globo, mesmo em seu mais fútil canal, EGO, repete a Wikipedia em português, de forma totalmente descarada e acrítica, anunciando que [a belíssima] Sasha Grey, vejam só, é cearense.
Aí lá vem pra gente no Twitter o pessoal shitando brickos “OMG ELA É BRASILEIRA!”… Não, amigos. Ela não é Brasileira. Ela nasceu em 14 de Março de 1988 em Sacramento, nos EUA. E… é isso. Em tudo quanto é site do universo há essa informação, MENOS na Globo, que diz que ela nasceu em Fortaleza. Ela esclareceu em entrevistas e, na Encyclopedia Dramatica tem uma declaração dela dizendo que uma revista daqui publicou isso “só pra vender mais”.A Wikipedia, aliás, já corrigiu o erro há um bom tempo e existe material de 2008 que comprova que tudo não passava de uma brincadeira.
Uma pesquisa rápida revelaria a manipulação da Wikipedia, uma brincadeira:
Com exceção da data de nascimento, 14 de março de 1988, parece não haver muito consenso na Internet sobre o local de nascimento da atriz. O Omelete se afiançou na Wikipedia em português, mas a informação é suspeita. O IMDb diz que Grey nasceu em Gary, no Estado de Indiana, nos EUA - local confirmado por um jornal de Sacramento, na Califórnia, cidade onde a atriz cresceu.Existe, é fato, dúvidas sobre se ela haveria nascido em Gary, Indiana ou Sacramento, Califórnia, mas daí a ligá-la ao Ceará? Tanto Wikipedia quando o IMDB indicam que ela nasceu em Sacramento, mas algumas outras fontes divergem, o que não vem ao caso.
Um problema que passa meio despercebido pelo público em geral é o fato de se veicular em absolutamente todos os sites que a moça nasceu em Fortaleza, no Ceará. Em alguns estão dizendo que ela nasceu em Quixadá. Quixadá. Não estou de brincadeira. Quixadá.
Não ignoro que o corpo dela seja estereotipicamente cearense, mas além disso, sinto informar que não há nenhuma prova ou indicação de que ela seja brasileira. Ou seja, tiraram a informação do cu. Parem de repeti-la, it's fucking pissing me off. (Quer dizer: você, você, você, você e vocês, outros resultados do Google para "sasha grey brasileira", calem a boca.)
A informação é tão conspicuamente fake que o Omelete ficou até com vergonha e admitiu que confiou num Zé Neguinho qualquer que editou a Wikipedia PT (não foi nem a Wikipedia em inglês, hein). Verificando o artigo atual da Wikipedia em português, vejo que até lá o local de nascimento da Sasha já foi alterado. E, no entanto, O Globo ainda insiste que a mulher é produto nacional.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Fanatismo, a doença infantil da esquerda brasileira
O que você faz quando a direção do seu partido (ou boa parte dela) desaba na corrupção?
a) Você se revolta e discute internamente;
b) Você se revolta, discute internamente, mas abre o jogo para o público e discute com todas as forças de esquerda;
c) Você joga logo a merda no ventilador e se revolta
d) Não faz nada, finge que não viu
e) Muda de partido
f) Finge que o partido é divino e coloca a culpa nos outros?
Tentei alencar as opções éticas (a, b, c, e), a desonesta (d) e a inaceitável e hipócrita (f).
Jamais pensaria que alguém com um mínimo de consciência poderia defender a última opção, a de fingir-se de santo e culpar os outros pelos seus erros. Mas estas pessoas existem.
Vejam o trecho inicial de um texto grotesco postado pelo @esquerdopata em seu blog, com o título "O Udenismo de Esquerda":
Segundo o texto, o divino PT apenas incorreu na corrupção, porque os terríveis e malvados Psolistas (e o Hélio Bicudo, que parece ter endoidado ao defender manifesto do Reinaldo Azevedo pela "democracia) se acham moralmente superiores.
O PT roubou - e roubou, não há nenhuma mentira aqui - porque o PSOL é malvado. Porque a oposição de esquerda denuncia diversos atos do governo. Porque não compactua com tudo, não aceita ter Sarney, Collor, Barbalho, Calheiros e outras figuras nefastas numa mesma coligação, num mesmo governo.
Acredito que é tanto direito do PT tê-los - e serem por isto alvo de críticas, pois o partido combateu essa figura por anos -, como do PSOL e recusar compactuar e se colocar como oposição. Por mais que, e eu já coloquei diversas vezes, tenham errado a mão, e nisto podem e DEVEM ser criticados.
É até vergonhoso me prestar a comentar o resto do parágrafo, a idéia de que os fins justificam os meios. Qualquer meio é válido para alcançar um objetivo? Desculpem os que acreditam nisto, mas eu não consigo defender este ponto de vista. Como o próprio texto coloca, é este pensamento que nos levou ao Holocausto e que nos leva aos genocídios mais terríveis.
Se não tivermos princípios, o que teremos? O que nos resta? Se vendermos nossos princípios, não estaremos vendendo nossa ideologia?
Apesar de tudo, é um debate interessante e que merece ser levado adiante, ou merecia, se o fanatismo de algumas figuras não excedesse o compreensível.
Volto ao mesmo @Esquerdopata. Ao ler este post em seu blog resolvi comentar nas mesmas bases da minha crítica aqui. Não considero tolerável que digam que a culpa pela corrupção do PT é dos outros, é pelos "princípios" dos outros, o que equivale a dizer que roubar, corromper e ser corrompido é legítimo se for para os fins que o interlocutor achar válidos. Este raciocínio praticamente nos permite tudo, desde que nossos objetivos nos interessem!
No espírito mais democrático possível comentei o texto e, para minha surpresa, fui censurado. Esperei pela publicação e nada e, ao perguntar ao autor do post porque meu comentário ainda não tinha sido liberado fui atacado injustamente e com uma total falta de argumentos.
Só posso raciocinar que a figura se sentiu envergonhada por defender que corrupção é legal se for a dele ou a do partido dele. Concordo em parte com o Miguel do Rosário quando critica o moralismo que permeia algumas esferas do PSOL. Discordo de seu tom e de alguns comentários que considero deslocados, mas não nego o ponto central, a de que, de fato, existe um moralismo indevido em muitos setores Psolistas e que precisa ser revisto.
Mas um ponto do post do Miguel me deixou um pouco irritado e discordo frontalmente e peço atenção:
Estes parágrafos são perfeitos para a Marina - ao que poderia ainda acrescentar o voto dos evangélicos fanáticos como terceiro tipo de eleitor -, mas não cabe ao Plínio ou a boa parte de sua militância que decidiu pelo voto ideológico, pela defesa da Reforma Agrária e pela construção de um novo polo de esquerda que, ao menos penso, possa puxar para a esquerda o PT.
Mas esta é uma discussão que pode ser travada de forma democrática e tenho a mais absoluta certeza de que não seria censurado em meus comentários no blog do Miguel, que conheço pessoalmente e nutro grande admiração.
Infelizmente, porém, alguns fanáticos se acham acima do bem e do mal, donos da verdade e descem ao nível de Reinaldos Azevedos da vida e censuram aquilo que lhes desagrada. Matam o debate e a troca de ideias e se assume na posição de intocáveis. Discordar da divindade do PT e de que os fins justificam os meios, para uns, é crime capital e não pode ou deve ser tolerado.
Atitude esta que se assemelha mais à direita mais encarniçada do que a uma esquerda democrática.
Atitude vergonhosa e repudiável que dá apenas munição aos detratores da esquerda, que nos chamam de censuradores e de antidemocráticos. Infelizmente, de fato estes existem entre nós.
Deixo apenas três dos tuítes que me foram enviados pelo @Esquerdopata. Vejam o nível (sic) da argumentação:
a) Você se revolta e discute internamente;
b) Você se revolta, discute internamente, mas abre o jogo para o público e discute com todas as forças de esquerda;
c) Você joga logo a merda no ventilador e se revolta
d) Não faz nada, finge que não viu
e) Muda de partido
f) Finge que o partido é divino e coloca a culpa nos outros?
Tentei alencar as opções éticas (a, b, c, e), a desonesta (d) e a inaceitável e hipócrita (f).
Jamais pensaria que alguém com um mínimo de consciência poderia defender a última opção, a de fingir-se de santo e culpar os outros pelos seus erros. Mas estas pessoas existem.
Vejam o trecho inicial de um texto grotesco postado pelo @esquerdopata em seu blog, com o título "O Udenismo de Esquerda":
O texto completo pode ser encontrado no blog do referido blogueiro, não me darei o trabalho de linkar.A posição de superioridade moral jesuítica em que se colocam o Hélio Bicudo, o Plínio Sampaio, a Heloísa Helena e toda essa turma é exatamente o que levou o PT ao mensalão e outras estrepolias do gênero. Se os nossos fins representam um interesse superior - a emancipação do proletariado, o fim da corrupção, a supremacia da pátria, o triunfo da raça ariana - todos os meios são justificáveis. Quanto mais gerais, abstratos e indefiníveis forem os fins, mais os detalhes de cada meio particular serão irrelevantes, e mais qualquer meio será justificado para os alcançar.
Segundo o texto, o divino PT apenas incorreu na corrupção, porque os terríveis e malvados Psolistas (e o Hélio Bicudo, que parece ter endoidado ao defender manifesto do Reinaldo Azevedo pela "democracia) se acham moralmente superiores.
O PT roubou - e roubou, não há nenhuma mentira aqui - porque o PSOL é malvado. Porque a oposição de esquerda denuncia diversos atos do governo. Porque não compactua com tudo, não aceita ter Sarney, Collor, Barbalho, Calheiros e outras figuras nefastas numa mesma coligação, num mesmo governo.
Acredito que é tanto direito do PT tê-los - e serem por isto alvo de críticas, pois o partido combateu essa figura por anos -, como do PSOL e recusar compactuar e se colocar como oposição. Por mais que, e eu já coloquei diversas vezes, tenham errado a mão, e nisto podem e DEVEM ser criticados.
É até vergonhoso me prestar a comentar o resto do parágrafo, a idéia de que os fins justificam os meios. Qualquer meio é válido para alcançar um objetivo? Desculpem os que acreditam nisto, mas eu não consigo defender este ponto de vista. Como o próprio texto coloca, é este pensamento que nos levou ao Holocausto e que nos leva aos genocídios mais terríveis.
Se não tivermos princípios, o que teremos? O que nos resta? Se vendermos nossos princípios, não estaremos vendendo nossa ideologia?
Apesar de tudo, é um debate interessante e que merece ser levado adiante, ou merecia, se o fanatismo de algumas figuras não excedesse o compreensível.
Volto ao mesmo @Esquerdopata. Ao ler este post em seu blog resolvi comentar nas mesmas bases da minha crítica aqui. Não considero tolerável que digam que a culpa pela corrupção do PT é dos outros, é pelos "princípios" dos outros, o que equivale a dizer que roubar, corromper e ser corrompido é legítimo se for para os fins que o interlocutor achar válidos. Este raciocínio praticamente nos permite tudo, desde que nossos objetivos nos interessem!
No espírito mais democrático possível comentei o texto e, para minha surpresa, fui censurado. Esperei pela publicação e nada e, ao perguntar ao autor do post porque meu comentário ainda não tinha sido liberado fui atacado injustamente e com uma total falta de argumentos.
Só posso raciocinar que a figura se sentiu envergonhada por defender que corrupção é legal se for a dele ou a do partido dele. Concordo em parte com o Miguel do Rosário quando critica o moralismo que permeia algumas esferas do PSOL. Discordo de seu tom e de alguns comentários que considero deslocados, mas não nego o ponto central, a de que, de fato, existe um moralismo indevido em muitos setores Psolistas e que precisa ser revisto.
Mas um ponto do post do Miguel me deixou um pouco irritado e discordo frontalmente e peço atenção:
Já observei que Plínio tem dois grupos de eleitores. Um é formado pelo jovem idealista, ainda um pouco ingênuo em sua visão de mundo, e confundindo um pouco o fato do PSOL ser um partido muito pequeno e estar a milhas de distância do poder com uma espécie de pureza ideológica e moral.Considero o comentário desrespeitoso e indevido. O PSOL tem militantes com longa história, o próprio Plínio, que está acima de críticas em sua história de luta. Não faço parte de qualquer um dos grupos. Estou longe de ser um jovem idealista e muito menos apoio o Plínio por desorientação ou ocasião.
Outro grupo é formado pelo eleitor meio desorientado com os ataques pesados que a petista sofre na imprensa e nos estratos altos da sociedade. Os ambientes empresariais costumam ser extremamente agressivos no quesito política, com uma disseminação grande do antipetismo rancoroso. Votar em Plinio ou Marina é como levantar uma bandeirinha branca de paz. Ser eleitor da Dilma é comprar uma guerra constante e nem todo mundo está disposto a isso.
Estes parágrafos são perfeitos para a Marina - ao que poderia ainda acrescentar o voto dos evangélicos fanáticos como terceiro tipo de eleitor -, mas não cabe ao Plínio ou a boa parte de sua militância que decidiu pelo voto ideológico, pela defesa da Reforma Agrária e pela construção de um novo polo de esquerda que, ao menos penso, possa puxar para a esquerda o PT.
Mas esta é uma discussão que pode ser travada de forma democrática e tenho a mais absoluta certeza de que não seria censurado em meus comentários no blog do Miguel, que conheço pessoalmente e nutro grande admiração.
Infelizmente, porém, alguns fanáticos se acham acima do bem e do mal, donos da verdade e descem ao nível de Reinaldos Azevedos da vida e censuram aquilo que lhes desagrada. Matam o debate e a troca de ideias e se assume na posição de intocáveis. Discordar da divindade do PT e de que os fins justificam os meios, para uns, é crime capital e não pode ou deve ser tolerado.
Atitude esta que se assemelha mais à direita mais encarniçada do que a uma esquerda democrática.
Atitude vergonhosa e repudiável que dá apenas munição aos detratores da esquerda, que nos chamam de censuradores e de antidemocráticos. Infelizmente, de fato estes existem entre nós.
Deixo apenas três dos tuítes que me foram enviados pelo @Esquerdopata. Vejam o nível (sic) da argumentação:
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Vergonha alheia da campanha pró-Serra em Minas! Assustador!
O desespero da turma do Serra e da galerinha do Reinaldo Azevedo não tem limites.... Vergonha alheia é pouco para descrever este vídeo, no qual aparecem o presidente da Juventude do PSDB (sim, isso existe, e é o mesmo que vem sendo processado pelo Hélio "Telefônica" Costa) de Minas e um gordinho de chapéu que, dizem, vem a ser o sobrinho do Reinaldo Azevedo e protagonista da piada.
É a chamada "Turma do Chapéu" que, de uma vez só, comprova a proximidade entre Reinaldo Azevedo/Veja e o DemoTucanato. Vejam até o final e sintam MUITA vergonha. O Serrá tá feito!
Vídeo enviado por Lucas Morais, @luckaz
Vídeo enviado por Lucas Morais, @luckaz
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domingo, 8 de agosto de 2010
Brasil, a Lei da Anistia e os Tribunais Internacionais
O artigo abaixo foi publicado pela Folha e merece ser divulgado. Posição clara e corretíssima. A Anistia é um instrumento criminoso, vergonhoso e que não pode ser considerado legal. Apenas o Brasil mantém impunes os torturadores da ditadura, os criminosos sujos que torturaram e mataram centenas de brasileiros.
Triste é que nem o governo tem interesse em rever este erro grotesco.
O futuro do nosso país passa pela revisão da Lei da Anistia.
Triste é que nem o governo tem interesse em rever este erro grotesco.
O futuro do nosso país passa pela revisão da Lei da Anistia.
O direito de conhecer a verdade
NAVI PILLAY
As anistias que sepultam a verdade são suscetíveis a prejudicar a perspectiva de construção de sociedades justas e seguras no futuro
A recente sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos exigindo que o Brasil revise sua lei de anistia é um marco crucial na luta contra a impunidade em uma região que ainda precisa entender melhor e confrontar as atrocidades cometidas durante os conflitos internos das últimas décadas.
As leis de anistia que fazem vista grossa para os abusos de direitos humanos não só distorcem os registros históricos que todo país deve ter mas também minimizam o sofrimento das vítimas e prejudicam seu direito a conhecer a verdade e a obter uma reparação.
Os governos costumam justificar as leis de anistia em nome da rápida reconciliação nacional.
A história mostra, porém, que não responsabilizar os autores, além de negar a justiça às vítimas, pode gerar novos conflitos em vez de curar feridas. Quando anistias são concedidas na pressa de virar a página dos conflitos -ou pela sinistra razão de encobrir os abusos- sua revogação deve ser sempre uma opção aberta.
No entanto, na América do Sul e em outros lugares, o esquecimento continua sendo promovido. Isso acontece apesar de que, como a Corte sublinhou, deixar indefesas as vítimas e continuar com a impunidade são ações incompatíveis com o espírito da Convenção Americana sobre Direitos Humanos.
Um exemplo é o Brasil, onde o Supremo Tribunal Federal negou a possibilidade de alterar a lei de anistia de 1979, afirmando que os crimes cometidos durante a ditadura foram "atos políticos".
No Chile, a lei da anistia continua vigente, após 32 anos, apesar do repúdio internacional e das tentativas fracassadas de condenar o ex-ditador Augusto Pinochet.
No Uruguai, o governo teve que intervir para impedir a promulgação de uma lei que teria permitido a libertação de autores de violações de direitos humanos devido à sua idade avançada. Nesse contexto, medidas para melhorar a prestação de contas são fundamentais.
Na Argentina, país com o maior número de julgamentos de direitos humanos no mundo, tribunais continuam presidindo casos de crimes contra a humanidade e graves violações de direitos humanos cometidos durante a guerra suja. O ex-ditador Rafael Videla está novamente respondendo por violações de direitos humanos.
A Argentina tem demonstrado que conhecer a verdade é um direito sem limites. E um direito que ninguém pode negar. Todos e cada sociedade têm o direito de saber quem violou seus direitos, por que, quando, onde e como os crimes foram cometidos, e de serem informados sobre o destino das vítimas.
Anistias que sepultam a verdade e isentam os responsáveis são suscetíveis a prejudicar a perspectiva de construção de sociedades justas e seguras no futuro. A impunidade fomenta o ressentimento e a falta de confiança nas instituições. Ela encoraja os autores a cometer novos crimes e pode encorajar outros a se juntarem aos infratores.
A posição da ONU sobre as anistias é claríssima: não são admissíveis se evitam o julgamento de pessoas que podem ser penalmente responsáveis por crimes de guerra, genocídio, crimes contra a humanidade ou violações graves de direitos humanos. Por outro lado, a anistia não deve pôr em perigo o direito das vítimas a recursos legais, incluindo a reparação, nem pode limitar seu direito e o das sociedades de conhecer a verdade.
O exercício desses direitos é incompatível com a impunidade. Os países do hemisfério Ocidental devem estar atentos à decisão da Corte Interamericana e prover a longa e negada justiça às vítimas de violações dos direitos humanos.
NAVI PILLAY é comissária das Nações Unidas para os direitos humanos.
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