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domingo, 9 de junho de 2013
Amanhã será maior! Uma breve análise dos protestos contra o aumento das tarifas em São Paulo
Depois de duas grandes manifestações contra o aumento das tarifas (de ônibus, metrô e trem) podemos tirar algumas lições.
Em primeiro lugar, a manifestação cresceu, mesmo ou até por causa, da repressão policial. O apoio popular também cresceu. Era visível o apoio de pessoas que passavam pela marcha, nos ônibus, carros e motos. Em segundo lugar, os protestos serviram para desmascarar de vez o PT e comprovar sem sombra de dúvidas que são a mesma coisa, o mesmo lixo que o PSDB.
Em terceiro lugar, uma linha foi traçada. De um lado quem se manifesta por um transporte de qualidade e acessível à TODA a população e de outro fanáticos à serviço do PT que em 2011 criticavam o Kassab pela repressão (da PM) e agora criticam os manifestantes, como se fôssemos vândalos, porque quem mandou descer o cacete foi o querido Haddad.
Que cada um escolha seu lado e aguente as consequências. Nós, nas ruas, enfrentamos e enfrentaremos as balas, o gás e a violência da PM, e enfrentaremos os governos do PT e do PSDB com afinco. Não nos interessa o bandido do momento no poder, nos interessa os nossos direitos, os direitos do povo.
Depois de termos ocupado a 23 de maio, a 9 de julho e a Paulista, ocupamos a Faria Lima, a Rebouças e a Marginal Pinheiros. E iremos ocupar novamente a Paulista na terça, dia 11 de junho. Não importa quanta polícia Haddad e Alckmin mandem para nos reprimir, iremos avançar.
É interessante, lembrando do último protesto, a canalhice da PM que nos emboscou, nos arrebanhou até a Marginal para, por trás e sem aviso, começar a nos atacar.
Eu estava no fim da marcha, vi de perto o gás sendo lançado e o olhar incrédulo de quem estava à minha volta com a injustificada violência da PM. Éramos milhares marchando e cantando. Só. E fomos atacados com violência extrema, novamente.
Tive a sorte de me refugiar em um motel, onde funcionários gritavam e nos chamavam para nos esconder. Nem quero imaginar o que aconteceria se não tivéssemos conseguido escapar. Éramos alvos fáceis para o gás e para os cacetetes do Choque.
Só muito tempo depois e muitos quilômetros andando é que os que se refugiaram no motel e nas ruas que desenbocavam na Marginal conseguiram se re-encontrar com o que restou da marcha, no Largo da Batata, nosso ponto inicial.
Por todos os lados o imenso esquema policial. Carros, motos, Choque, Bope, todos prontos para nos trucidar caso Haddad ou Alckmin quisessem - e caso fosse possível esconder do mundo.
Fomos arrebanhados para uma armadilha. Me recordo de ler em um jornalão qualquer que "surpreendemos" a polícia indo até a Marginal, oras, realmente deve ter sido incrível ver um grupo de milhares caminhando em direção a esta avenida e pensar que poderiam seguir para outro lugar!
Mais interessante ainda é tal afirmação quando até a PM já tinha parado o trânsito da Marginal esperando nossa chegada. E nós descemos por um acesso à marginal que funciona como uma subida para carros, logo, na contramão. Não havia nenhum carro subindo, mesmo na marginal nenhum carro à nossa frente.
Será que foi REALMENTE uma surpresa a nossa escolha de caminho? Não.
A polícia esperou que andássemos um pouco e, afastados dos carros atrás, fomos emboscados e alvejados.
A isto a petistada chama de democracia. Somos baderneiros que paramos o trânsito, playboys e filhinhos de papai que atrapalham o tráfego, tucanos brancos querendo derrubar Haddad que, coitado, aumentou pouco a passagem.
Deveríamos agradecer ao querido prefeito! E também à Dilma pela bênção da "pequena" redução.
Ou poderíamos fazer melhor:
Vamos continuar a atrapalhar o trânsito, vamos continuar a tomar as ruas, vamos continuar a lutar por nossos direitos e não importa o que covers de Reinaldo Azevedo digam ou pensem (sic), não importa quanto tentem falsear a história e transformar nossos protestos em uma luta contra o PT e não uma luta da cidadania contra a barbárie e o desrespeito.
O PT está no poder e aumenta as passagens? Somos contra. O PSDB está no poder e aumenta as passagens? Também somos contra.
Amanhã será maior. Durmam com isso, petistas e tucanos.
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Fotos do protesto do dia 6 de junho - Flickr
Fotos do protesto do dia 7 de junho - Flickr
Vídeos do protesto do dia 6 - O Começo / 23 de maio invadida / Repressão e violência policial
Vídeo do protesto do dia 7 - Resumo
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segunda-feira, 28 de março de 2011
O "entretenimento" inútil e absurdo em ônibus e metrô
O "entretenimento" - leia-se TV's e só - em ônibus e metrôs de São Paulo mascaram uma triste realidade, a do tempo que passamos sem fazer nada, presos no trânsito, em meio a grandes multidões, espremidos, esperando 5, 10 trens passarem para poder embarcar em algum sem nenhuma garantia de conforto.
Ao invés de resolver o problema - ao menos de tentar, investindo pesadamente em metrô, corredores de ônibus e não em transporte individual - a solução encontrada foi a de aumentar os lucros e a de "entreter" o passageiro.
De que importa passar 3 horas dentro do ônibus se você tem a maravilhosa oportunidade de ver Malhação e as novelas com descrição ou milhares de vinhetas sem qualquer graça e "dicas culturais" absolutamente inúteis? No metrô a diversão é, espremido, tentar enxergar alguma coisa em meio às centenas de propagandas repetidas nos pequenos monitores.
A idéia é fazê-lo esquecer do suplício pelo qual você está passando. Mas a idéia falha miseravelmente. Seja pela qualidade duvidosa da programação, pela intenção clara em muitos casos de simplesmente vender propaganda ou pela obrigação de assistir à Globo em pleno engarrafamento.
O cerne da questão, o e resolver o problema do trânsito e das inúmeras horas apertado, suando e desconfortável, não está em questão. Tampouco reverter para os usuários - através de redução do preço da passagem - a grana em propaganda (pelo menos isso) que as empresas de ônibus e o metrô recebem.
Poderíamos até pensar em ler um livro, ou as empresas poderiam incentivar a leitura de livros, jornais e revistas, mas é complicado com quase 10 pessoas por metro quadrado no metrô ou em ônibus em que as portas só não ficam abertas porque é proibido. Impensável para a maioria pensar em ler em ambiente tão inóspito e em situação mais desagradável. Mas sempre encontramos um ou outro resistente se equilibrando precariamente com um livro nas mãos.
Somos perseguidos por programinhas de conteúdo duvidoso, por pseudo-entretenimento global enquanto perdemos horas de nossas vidas em engarrrafamentos sem solução. Sofremos em dobro.
Ao invés de resolver o problema - ao menos de tentar, investindo pesadamente em metrô, corredores de ônibus e não em transporte individual - a solução encontrada foi a de aumentar os lucros e a de "entreter" o passageiro.
De que importa passar 3 horas dentro do ônibus se você tem a maravilhosa oportunidade de ver Malhação e as novelas com descrição ou milhares de vinhetas sem qualquer graça e "dicas culturais" absolutamente inúteis? No metrô a diversão é, espremido, tentar enxergar alguma coisa em meio às centenas de propagandas repetidas nos pequenos monitores.
A idéia é fazê-lo esquecer do suplício pelo qual você está passando. Mas a idéia falha miseravelmente. Seja pela qualidade duvidosa da programação, pela intenção clara em muitos casos de simplesmente vender propaganda ou pela obrigação de assistir à Globo em pleno engarrafamento.
O cerne da questão, o e resolver o problema do trânsito e das inúmeras horas apertado, suando e desconfortável, não está em questão. Tampouco reverter para os usuários - através de redução do preço da passagem - a grana em propaganda (pelo menos isso) que as empresas de ônibus e o metrô recebem.
Poderíamos até pensar em ler um livro, ou as empresas poderiam incentivar a leitura de livros, jornais e revistas, mas é complicado com quase 10 pessoas por metro quadrado no metrô ou em ônibus em que as portas só não ficam abertas porque é proibido. Impensável para a maioria pensar em ler em ambiente tão inóspito e em situação mais desagradável. Mas sempre encontramos um ou outro resistente se equilibrando precariamente com um livro nas mãos.
Somos perseguidos por programinhas de conteúdo duvidoso, por pseudo-entretenimento global enquanto perdemos horas de nossas vidas em engarrrafamentos sem solução. Sofremos em dobro.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Manifesto de Intelectuais e Artistas contra o aumento das passagens dos ônibus em São Paulo
Pela abertura das negociações sobre o aumento e contra a repressão policial
O
valor da passagem de ônibus em São Paulo aumentou de R$ 2,70 para R$
3,00 no dia 5 de janeiro. Desde esta data, grandes manifestações vêm
demonstrando a insatisfação dos usuários com a precarização e o alto
preço do transporte coletivo. Consideramos a reivindicação do movimento
justa e de acordo com os anseios da maioria da população, por isso optamos por declarar publicamente nosso apoio.
As
manifestações contra o aumento ganharam destaque no dia 13 de janeiro,
quando os manifestantes foram reprimidos com violência pela Polícia
Militar. Após esse dia os atos cresceram, tomaram às ruas, e o movimento
conseguiu marcar uma Audiência Pública com o Secretário Municipal de
Transportes.
Nesta
Audiência ficou estipulado que ocorreria uma reunião de negociação
entre o movimento, o Legislativo e o Executivo. Porém, no dia 17 de
fevereiro, quando deveria ocorrer a reunião, os representantes do Poder
Executivo não compareceram. Após ir até a Secretaria de Transportes o
movimento conseguiu se reunir com o Secretário Adjunto que afirmou não
estar aberto a negociações. Em resposta, seis militantes se acorrentaram
nas catracas da Prefeitura de São Paulo exigindo que o prefeito
Gilberto Kassab abrisse negociações. Neste mesmo dia, os manifestantes
que protestavam em frente a Prefeitura pela abertura de negociação foram
duramente reprimidos pela PM, sendo um deles brutalmente espancado.
Nós
repudiamos a violência utilizada contra a população que se mobiliza por
uma demanda legítima e defendemos a abertura imediata de negociações
entre o executivo e os manifestantes para a revogação de uma medida que
exclui muitos paulistanos do acesso ao transporte público.
Antonia Terra de Calazans Fernandes – Professora do Departamento de História da USP.
Catia Antonia da Silva – Professora do Departamento de Geografia da Faculdade de Formação de Professores da UERJ.
Charlles da França Antunes – Professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Formação de Professores da UERJ.
Floriano Godinho de Oliveira – Professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Formação de Professores da UERJ.
Dora Longo Bahia – Artista Plástica.
Isabel Loureiro – Professora do Departamento de Ciência Política da UNICAMP.
Joana Aparecida Coutinho – Professora da Universidade Federal do Maranhão.
João Bernardo – escritor e professor.
José Mario Branco – cantor e compositor.
Leda Paulani – Professora da Faculdade de Econômica, Administração e Contabilidade da USP.
Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida – Professor do Departamento da Política da PUC-SP.
Lúcio
Gregori – engenheiro, músico, Secretário de Transportes da gestão Luiz
Erundina (1989-1992) e idealizador do projeto Tarifa Zero.
Luiz Fernando Batista Franklin de Matos – Professor Titular do Departamento de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
Manoel Martins de Santana Filho – Professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Formação de Professores da UERJ.
Marcelo Lopes de Souza – Professor do Departamento de Geografia da UFRJ.
Maria Inês Bacellar Monteiro - professora da UNIMEP.
Maria Ligia Prado – Professora Titular do Departamento de História da USP.
Marcos Antonio Campos Couto – Professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Formação de Professores da UERJ.
Marcos Francisco Napolitano Di Eugênio – Professor do Departamento de História da USP.
Marcos Barbosa de Oliveira – Professor da Faculdade de Educação da USP.
Moacyr Pinheiro Monteiro – Professor Associado do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.
Nelson
Rego – Professor do Departamento de Geografia da UFRGS e Presidente da
Diretoria Executiva Nacional da Associação de Geógrafos Brasileiros
(AGB).
Nilo Sérgio D`Avila Modesto – Professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Formação de Professores da UERJ.
Otávio Miguez da Rocha Leão – Professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Formação de Professores da UERJ.
Otília Fiori Arantes – Professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
Pablo Ortellado – Professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.
Paulo
Alentejano – Professor do Departamento de Geografia da Faculdade de
Formação de Professores da UERJ, integrante da Associação dos Geógrafos
Brasileiros (AGB) e da Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA).
Paulo Eduardo Arantes – Professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
Paulo Monteiro – Artista Plástico.
Pedro Fiori Arantes – Professor da UNIFESP.
Pedro Luis – Cantor e Compositor.
Ramon Casas Vilarino – Professor da Faculdade Sumaré.
Raúl Zibechi é uruguaio. Jornalista, comentarista e escritor, é responsável da seção internacional do semanário Brecha, editado em Montevidéu (Uruguai).
Renato Emerson Nascimento dos Santos – Professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Formação de Professores da UERJ.
Samira Peduti Kahil – Professora do Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento da UNESP.
Vanderlei Elias Nery – Professor da UNICASTELO.
William
Rosa Alves – Professor do Departamento de Geografia da UFMG e Membro da
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Local de Belo Horizonte.
Yanet Aguilera Viruez Franklin de Matos – Professora de História do Cinema na UNIFESP.
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MPL - São Paulo
Por um transporte público, gratuito e de qualidade para o conjunto da população; fora da iniciativa privada!!
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Raphael Tsavkko Garcia
às
17:30
Manifesto de Intelectuais e Artistas contra o aumento das passagens dos ônibus em São Paulo
2011-02-24T17:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
7º GRANDE ATO CONTRA O AUMENTO DAS TARIFAS
Quinta, 24 de fevereiro
17h00min - 20h00min
Em frente ao Teatro Municipal
(Prox. Metrô Anhangabaú e Term. Bandeira).
No
dia 5 de janeiro, a passagem de ônibus em São Paulo subiu para 3 reais,
tornando-se a mais cara do Brasil. No dia 13, a primeira manifestação
contra esse aumento reuniu cerca de mil pessoas no Centro, mas foi
duramente reprimida pela PM. Mas o movimento não se calou. Pelo
contrário, cresceu: nas semanas seguintes, cinco grandes atos reuniram
milhares de pessoas no Centro da cidade.
Graças à pressão nas ruas, o movimento conquistou uma audiência publica com o Secretário de Transportes, Marcelo Branco, que aconteceu no dia 12 de fevereiro. Lá, foram contestados os dados das planilhas sobre o aumento – por exemplo, o valor diesel, que estava errado. Foi marcada, então, uma reunião entre pessoas do movimento e membros do Poder Executivo para a manhã do dia 17.
Graças à pressão nas ruas, o movimento conquistou uma audiência publica com o Secretário de Transportes, Marcelo Branco, que aconteceu no dia 12 de fevereiro. Lá, foram contestados os dados das planilhas sobre o aumento – por exemplo, o valor diesel, que estava errado. Foi marcada, então, uma reunião entre pessoas do movimento e membros do Poder Executivo para a manhã do dia 17.
Infelizmente,
nenhum representante do executivo compareceu. O movimento se dirigiu
para a Secretaria dos transportes, onde recebeu a notícia de que a
Prefeitura não estava aberta à negociações, pois a decisão do aumento
não era técnica, e sim política!
Tendo
recebido a notícia, seis ativista do movimento de luta contra o aumento
se acorrentaram nas catracas do prédio da prefeitura. Por volta das 18h
da tarde, pouco mais de mil pessoas haviam se reunido do lado de fora
do edifício em apoio aos acorrentados. Entretanto, a manifestação na rua
foi violentamente reprimida pela PM com gás lacrimogênio, pomba de
estilhaço, gás pimenta e balas de borracha.
MAIS
DO QUE NUNCA NÃO PODEMOS NOS CALAR! Em Florianópolis e Vitória, a
população organizada e mobilizada conseguiu barrar o aumento! A luta tem
se mostrado forte e podemos estar prestes a conseguir o mesmo em São
Paulo !
DIA 24, QUINTA-FEIRA: TODOS NO TEATRO MUNICIPAL CONTRA ESSE AUMENTO! É POSSÍVEL: VAMOS DERRUBAR ESSA TARIFA ABSURDA!
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Entrevista com Vinicius, militante do PCB, brutalmente agredido pela PM e guardas da Prefeitura
Entrevista feita pela jornalista Lúcia Rodrigues com Vinicius Figueira Boím, militante do PCB,
brutalmente agredido por policiais militares e guardas civis da
Prefeitura na
última quinta-feira durante a manifestação contra o reajuste da tarifa
dos ônibus, no centro de São Paulo.
A entrevista foi ao no Jornal Brasil Atual, na Rádio Terra FM 98,9. Além de Vinicius, participaram o vereador Antonio Donato, do PT, que também foi agredido pela polícia e Marcelo Pomar, que liderou os protestos contra a catraca em Florianópolis nos anos de 2004 e 2005. Marcelo Pomar é filho de Pedro Pomar.
Segue o link com a entrevista em duas versões.
A entrevista foi ao no Jornal Brasil Atual, na Rádio Terra FM 98,9. Além de Vinicius, participaram o vereador Antonio Donato, do PT, que também foi agredido pela polícia e Marcelo Pomar, que liderou os protestos contra a catraca em Florianópolis nos anos de 2004 e 2005. Marcelo Pomar é filho de Pedro Pomar.
Segue o link com a entrevista em duas versões.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
17:30
Entrevista com Vinicius, militante do PCB, brutalmente agredido pela PM e guardas da Prefeitura
2011-02-22T17:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Brutalidade policial e os "legítimos" instrumentos de tortura em massa
É válido um questionamento sobre o
uso indiscriminado e descontrolado de armas ditas "não-letais" pelas
forças de "segurança".
Balas de borracha, bombas de gas lacrimogêneo eufemísticamente chamadas de "bombas de efeito moral", sprays de pimenta concentrada e mesmo armas de choque são armas potencialmente letais, usadas de forma indiscriminada por policiais sem qualquer tipo de treinamento, e pior, com vontade de causar o máximo de dano que puderem.
Caso matem a vítima com estas armas "não-letais", poderão dar a desculpa de que foi sem querer ou de que cumpriam ordens.
Estas armas são basicamente instrumentos de tortura em massa com selo de aprovação governamental.
No protesto dos estudantes da quinta passada, além da costumeira violência polícial injustificada, vimos atônitos o uso indiscriminado e bombas e balas de borracha. Diversos estudantes ficaram feridos, com marcas da ação policial. Balas acertaram pessoas no peito, no rosto, estilhaços de bomba atingiram outros tantos... E a todo momento as imagens mostram que os policiais miravam alto, com clara intenção de causar ferimentos sérios e jogavam as bombas o mais próximo possível dos estudantes que corriam em desespero.
Não se trata só de mostrar o absurdo de uma força policial com escudos e armadura atacando estudantes desarmados, mas do uso de armas potencialmente letais sem qualquer tipo de cuidado ou preparação.
Toda a ação foi acompanhada de perto e apoiada tanto pelo capitão da PM Amarildo Garcia, quanto por um inspetor da GCM. Estes, inclusive, estiveram presentes e atuantes no espancamento do estudante Vinicius, do PCB, que passará por cirurgia na face devido ao espancamento.
O Capitão chegou até mesmo a segurar, literalmente, uns policiais mais exaltados, segundo afirmou testemunha, mas o espetáculo continuou. Sem dúvida os advogados dos vereadores presentes - dois deles, José Américo e Donato, forma inclusive vítimas da violência policial - e do movimento irão levar o caso à Ouvidoria da Polícia Militar e Corregedoria de Polícia para abertura de inquérito.
Mas isto não é suficiente. Não se trata apenas de repudiar a violência em si da polícia, mas também denunciar seus métodos de repressão.
As imagens divulgadas pelo Jornal Nacional - que não deixou de apelidar a brutalidade policial de "confronto", esquecendo que para tal seria preciso resposta do outro lado - mostram claramente a desproporcionalidade e violência do momento em que a PM partiu para cima dos estudantes.
Algumas centenas de estudantes desarmados poderiam facilmente ter sido contidos pela mera pressão da polícia, com escudos e cassetetes - isto sequer se a idéia de que os estudantes começaram alguma coisa fosse factível -, mas o pacote não seria completo sem o abuso de "armas não-letais" para único e exclusivo divertimento da tropa.
Algumas testemunhas do protesto afirmaram que um pequeno grupo de punks passou pelas grades de isolamento da prefeitura e atiraram tinta e rojões na fachada. Fosse ou seja isto verdade, a ação da polícia, atacando centenas de manifestantes não se justificaria da mesma maneira.
Policiais sem qualquer tipo de identificação usam e abusam de seu armamento, tendo nos estudantes alvos móveis sem possibilidade alguma de reagir.
A polícia de Alckmin e KAssab continua a mesma. E o povo continua a ser vítima inocente em suas mãos.
Balas de borracha, bombas de gas lacrimogêneo eufemísticamente chamadas de "bombas de efeito moral", sprays de pimenta concentrada e mesmo armas de choque são armas potencialmente letais, usadas de forma indiscriminada por policiais sem qualquer tipo de treinamento, e pior, com vontade de causar o máximo de dano que puderem.
Caso matem a vítima com estas armas "não-letais", poderão dar a desculpa de que foi sem querer ou de que cumpriam ordens.
Estas armas são basicamente instrumentos de tortura em massa com selo de aprovação governamental.
No protesto dos estudantes da quinta passada, além da costumeira violência polícial injustificada, vimos atônitos o uso indiscriminado e bombas e balas de borracha. Diversos estudantes ficaram feridos, com marcas da ação policial. Balas acertaram pessoas no peito, no rosto, estilhaços de bomba atingiram outros tantos... E a todo momento as imagens mostram que os policiais miravam alto, com clara intenção de causar ferimentos sérios e jogavam as bombas o mais próximo possível dos estudantes que corriam em desespero.
Não se trata só de mostrar o absurdo de uma força policial com escudos e armadura atacando estudantes desarmados, mas do uso de armas potencialmente letais sem qualquer tipo de cuidado ou preparação.
Toda a ação foi acompanhada de perto e apoiada tanto pelo capitão da PM Amarildo Garcia, quanto por um inspetor da GCM. Estes, inclusive, estiveram presentes e atuantes no espancamento do estudante Vinicius, do PCB, que passará por cirurgia na face devido ao espancamento.
O Capitão chegou até mesmo a segurar, literalmente, uns policiais mais exaltados, segundo afirmou testemunha, mas o espetáculo continuou. Sem dúvida os advogados dos vereadores presentes - dois deles, José Américo e Donato, forma inclusive vítimas da violência policial - e do movimento irão levar o caso à Ouvidoria da Polícia Militar e Corregedoria de Polícia para abertura de inquérito.
Mas isto não é suficiente. Não se trata apenas de repudiar a violência em si da polícia, mas também denunciar seus métodos de repressão.
As imagens divulgadas pelo Jornal Nacional - que não deixou de apelidar a brutalidade policial de "confronto", esquecendo que para tal seria preciso resposta do outro lado - mostram claramente a desproporcionalidade e violência do momento em que a PM partiu para cima dos estudantes.
Algumas centenas de estudantes desarmados poderiam facilmente ter sido contidos pela mera pressão da polícia, com escudos e cassetetes - isto sequer se a idéia de que os estudantes começaram alguma coisa fosse factível -, mas o pacote não seria completo sem o abuso de "armas não-letais" para único e exclusivo divertimento da tropa.
Algumas testemunhas do protesto afirmaram que um pequeno grupo de punks passou pelas grades de isolamento da prefeitura e atiraram tinta e rojões na fachada. Fosse ou seja isto verdade, a ação da polícia, atacando centenas de manifestantes não se justificaria da mesma maneira.
Policiais sem qualquer tipo de identificação usam e abusam de seu armamento, tendo nos estudantes alvos móveis sem possibilidade alguma de reagir.
A polícia de Alckmin e KAssab continua a mesma. E o povo continua a ser vítima inocente em suas mãos.
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sábado, 19 de fevereiro de 2011
Mais Notas de repúdio e solidariedade depois do protesto dos estudantes
Nota do MPL:
Nota do Grupo Tortura Nunca Mais:
NOTA DO MPL DE ESCLARECIMENTO
SOBRE O DIA 17 DE FEVEREIRO
O dia que seria denegociações acabou em pancadaria.
No dia 17 de Fevereiro pela manhã, militantes que lutam contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo compareceram a reunião agendada com o Poder Executivo para discutir a revogação da tarifa, no Museu dos Transportes. A reunião, agendada após muita pressão na audiência pública conquistada pelo Movimento no dia 12 de Fevereiro, havia sido garantida publicamente pelo Presidente da Câmara dos Vereadores, José Police Neto.
Entretanto, no horário previsto, o Movimento e os vereadores estavam presentes, mas a Secretaria de Transportes e o Poder Executivo como um todo não compareceram, e sequer se deram ao trabalho de mandar um representante. Diante deste não comparecimento, e de seguidos mal-entendidos sobre a Secretaria de Transportes ter ou não avisado do não comparecimento a reunião, nos dirigimos até a Secretaria de Transportes, juntamente aos vereadores Antonio Donato, Juliana Cardoso e José Américo e exigimos que o Secretario de Transportes em exercício, Pedro Luiz de Brito Machado, nos recebesse. Ele alegou que não sabia que a reunião havia sido agendada, e que não havia disposição do Poder Executivo em negociar a revogação do aumento da tarifa, e que só quem teria competência para definir isso seria o Prefeito Gilberto Kassab.
Frente essa recusa de uma negociação que já havia sido conquistada pelo movimento (o próprio Police Neto se referiu a ela em seu site, “Ao final do encontro [a audiência pública], Police Neto prometeu aos manifestantes estabelecer uma agenda de negociação com a Prefeitura”.), e do mal-sucedido encontro com o Secretario Adjunto, que sequer foi definido como negociação, 6 pessoas se acorrentaram nas catracas do saguão de entrada da Prefeitura de São Paulo, e avisaram que só sairiam de lá com a negociação agendada com o Prefeito Gilberto Kassab.
A prefeitura de São Paulo teve sua entrada imediatamente fechada, e inclusive a vereadora Juliana Cardoso foi inicialmente barrada pelos Policiais. Depois de uma certa pressão, os vereadores lá presentes conseguiram entrar, mas a mídia e o movimento foram duramente impedidos. Os vereadores e os acorrentados continuaram pressionando para um dialogo, que em um primeiro momento foi recusado, e em um segundo momento foi admitido apenas com os Vereadores. Após mais pressão, o Secretario de Relações Institucionais da Prefeitura de São Paulo, Antonio Carlos Malufe, foi até a entrada lateral da Prefeitura, e novamente em um pequeno encontro, e não em uma reunião, recebeu três pessoas do movimento. Novamente alegou que sequer sabia da reunião que havia sido marcada publicamente pelo seu líder de governo, o Presidente da Câmara dos Vereadores José Police Neto, e pediu que começássemos do zero, tratando as pessoas acorrentadas como um caso isolado, e não expressão de um movimento que há mais de um mês cresce nas ruas, e já teve importantes conquistas. Recusamos-nos a isso, e ele concordou em ceder uma reunião do Movimento com o Poder Executivo, e nos deu uma hora para que aguardássemos a resposta de data e local para a reunião. Aguardamos mais de duas horas, e os vereadores nos avisaram que a eles foi passado que o diálogo havia sido cortado.
No ato, já previamente agendado para pressionar pela revogação do aumento, comunicamos a todos a postura do Poder Executivo durante um dia que seria de negociações, e a indignação foi grande. As pessoas foram impedidas de se aproximar da prefeitura, e gritaram palavras de ordem exigindo negociação. A resposta foi dada a todos nas ruas, com a brutal ação da Policia, que nos pareceu um recado de como seria o diálogo dali em diante. O Comando da Policia Militar alega que a repressão começou devido a ação violenta dos manifestantes, que só agiu para restaurar a ordem, e que pessoas que levam rojões a uma manifestação não podem estar atuando de maneira pacífica. Vale lembrar, que depois do ato do dia 13 de Janeiro, que também foi gratuitamente reprimido, mais cinco atos foram realizados, todos eles mantendo o diálogo com a polícia, e todos eles com rojões presentes ao longo da manifestação, que nunca foram utilizados de maneira ofensiva, e sim para chamar a atenção da população para o que estava ocorrendo. Quem iniciou a violência, inclusive com vereadores identificados, como mostram as imagens já divulgadas, foi a Policia Militar. Diante de sua violenta ação, fica difícil conter a revolta de centenas de manifestantes unidos debaixo de chuva, tendo uma negociação recusada, e expostos a uma guerra desequilibrada, com policiais utilizando gratuitamente spray de pimenta, bombas de gás lacrimogênio, de “efeito moral”, e balas de borracha. Não seria desproporcional uma ação deste porte para a população que pacificamente se manifesta contra a ação arbitrária do aumento da tarifa de ônibus, e da recusa de dialogo pelo Poder Público?
O Movimento Passe Livre lamenta que o diálogo nos tenha sido negado por duas vezes, e que a resposta tenha vindo com a ação brutal da policia. Lamentamos também que a Prefeitura divulgue para a mídia em nota que está aberta ao diálogo, uma vez que se recusou por duas vezes em um mesmo dia aeste. Avisamos que continuamos dispostos a realizar a reunião de negociação que foi conquistada, mesmo com o desrespeito do não comparecimento. Avisamos também, que se é só com pressão que as conquistas se fazem, esta continuará nas ruas, e será cada dia maior, uma vez que cresce a indignação popular com a forma pela qual estamos sendo tratados. Já temos uma próxima manifestação marcada para o dia 24 de Fevereiro, com concentração as 17hrs, em frente ao Teatro Municipal. A mobilização seguirá até a revogação deste aumento.--
Movimento Passe Livre, SãoPaulo, 18 de Fevereiro.
MPL - São Paulo
Por um transporte público, gratuito e de qualidade para o conjunto da população; fora da iniciativa privada!!
Nota do Grupo Tortura Nunca Mais:
O Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo repudia a violência da polícia de São Paulo no ato contra o aumento arbitrátio das passagens, que penaliza a população, e se solidariza inteiramente com o assistente social Vinícius e os vereadores agredidos em frente à prefeitura. Exigimos a identificação e punição imediata de todos os que não hesitaram em agredir quem defendia, pacífica e democraticamente, os usuários do transporte público e a economia popular.Nota do Tribunal Popular
Grupo Tortura Nunca Mais
Rose Nogueira presidente
O Tribunal Popular, repúdia a violência do estado na Manifestação contra o aumento da passagem!Nota da União de Mulheres de São Paulo:
O Tribunal Popular, vem denunciando a violência do estado brasileiro e o agravamento da violência estatal como parte de um processo de uma política higienista que se coloca a serviço dos interesses do capital e contra a maioria da população brasileira. Nesse ultimo período em decorrência dos megaeventos que ocorrerão no país, vem acontecendo um processo de reconfiguração das cidades que atinge perversamente a população empobrecida, que se expressa nas desocupações arbitrárias , na expulsão de trabalhadores informais do centro, na violência contra a população moradora de rua, na perseguição aos artistas de rua e a comunidade LGBTT e no aumento das tarifas de transportes, que impossibilita o deslocamento da população, valorizando cada vez mais os interesses dos empresários. Ontem (17/02) a prefeitura de São Paulo demonstrou mais uma vez a sua face fascista, frente a uma manifestação ocorrida em frente a sua sede, quando de forma violenta através do aparato policial , reprimiu violentamente o 6º ato contra o aumento, uma manifestação dos diversos movimentos sociais, estudantes e partidos de esquerda e covardemente espancou barbaramente um dos manifestantes (Vinicius), que provocou diversos hematomas e seqüelas a sua saúde. O Tribunal Popular empenha toda a sua solidariedade ao companheiro Vinicius e repudia veementemente a ação da Policia Militar e da Guarda Civil Metropolitana, que atuaram de forma truculenta, estúpida e a serviço da ordem burguesa.
Chega da violência do estado!
Fim da política fascista higienista!
Pelo fim da política de remoções de habitações em área de ocupação!
Pela não criminalização dos lutadores sociais e população empobrecida!
Contra a criminalização das comunidades tradicionais e povos originários!
Por uma política de transporte gratuita para a classe trabalhadora!
Pela unificação das lutas populares!
Contra toda forma de opressão!
Tribunal Popular: o estado brasileiro no banco dos réus
Nós feministas da União de Mulheres de São Paulo manifestamos nossa solidariedade ao Vinicius, o assistente social que foi espancado pelos policiais, os vereadores Donato e Zé Américo e a todas pessoas que protestavam contra o aumento abusivo dos transportes coletivos.Nota do Fórum Paulista LGBT:
Preocupa-nos ver a atitude violenta da Policia que serve aos governantes Kassab e Alkmin. Manifestações de rua, protestos contra atos abusivos são necessários para a construção da democracia.
NOTA PÚBLICA DO FÓRUM PAULISTA LGBTÀ MARCHA CONTRA A HOMOFOBIA
EM REPÚDIO ÀS AGRESSÕES A MANIFESTANTES PELA POLÍCIA EM SÃO PAULO
O Fórum Paulista LGBT vem a público, nesta Marcha contra a Homofobia que se realiza hoje, convocada em protesto contra os ataques homóficos ocorridos nos últimos tempos na cidade de São Paulo, manifestar antes de tudo nossa total adesão e compromisso com a mobilização para este importante ato, uma vez que entendemos que é somente expressando nossas demandas e fazendo pressão sobre as autoridades e os poderes constituídos que chegaremos ao pleno respeito à diversidade de orientação sexual e identidade de gênero. Por isso, nesta jornada de luta, queremos também manifestar nosso repúdio frente à truculência da Polícia de São Paulo em relação a militantes que foram às ruas para se opor ao abusivo aumento da tarifa de ônibus.Em 17 de fevereiro, várias pessoas foram agredidas com gás lacrimogêneo, balas de borracha e cassetes pela PM em frente à Prefeitura de São Paulo. Entre elas, um jovem assistente social foi brutalmente espancado por vários policiais, com chutes e golpes de cassetetes, mesmo quando já estava imobilizado no chão, ação que foi documentada por fotos e vídeo. Encontra-se hospitalizado e deverá, inclusive, passar por cirurgia. Repudiamos esta e qualquer outra forma de violência e exigimos que os fatos sejam rigorosamente apurados e os responsáveis, punidos. Somos totalmente solidários a este militante e ao Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo, que está à frente do caso.É um direito legítimo da população paulistana expressar sua discordância frente à elevação abusiva do preço da passagem ao valor de R$ 3,00, bastante superior até mesmo ao custo de um litro de gasolina, numa clara sinalização de não priorizar o transporte coletivo em detrimento dos automóveis como que se locomovem um número bem menor de indivíduos. Chega a ser criminoso o fato de a Prefeitura de São Paulo, com tal tarifa, privilegiar os ricos e a classe média, sacrificando em contrapartida os mais pobres.Talvez alguns – que participam desta Marcha – se perguntem o que aquele protesto tem a ver com nós, LGBTs. A verdade é que, se nos calarmos diante das injustiças (tanto o aumento do ônibus quanto a repressão aos protestos legítimos), estaremos sendo coniventes com elas. Elas implicam no cerceamento de nosso direito de ir e vir, pois a passagem mais cara nos obriga a reduzir o número de viagens para ir ao trabalho, para estudar ou simplesmente circular pela cidade. De que adianta termos uma cidade sem homofobia se não podemos usufruir as possibilidades que ela nos oferece, se somos obrigados a ficar em casa por falta de dinheiro?Devemos nos opor contra tudo aquilo que limita a nossa liberdade, afinal a luta contra a opressão vai muito além do direito – que hoje aqui reivindicamos – de andar de mãos dadas, beijar ou manifestar afeto por alguém do mesmo sexo. Liberdade de caminhar pelas ruas e usar o transporte coletivo do jeito que somos, com nossos corpos, sem ter de esconder nada de ninguém, pois temos orgulho de sermos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.FÓRUM PAULISTA LGBTSão Paulo, 19 de fevereiro de 2011
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Raphael Tsavkko Garcia
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18:30
Mais Notas de repúdio e solidariedade depois do protesto dos estudantes
2011-02-19T18:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
Alckmin|Brasil|Kassab|Notas|Ônibus|Polícia|Política|Protesto|São Paulo|Tarifa Zero. Transporte público. Política|Violência|
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Brutalidade policial e vitória dos estudantes, relato do protesto de 17/fev
O protesto de ontem na Prefeitura de São Paulo pode ser dividido em diversos momentos.
Primeiro, a tentativa dos estudantes de terem a reunião prometida com o Secretário Municipal dos Transportes - Marcelo Branco - ou com o secretário adjunto da Secretaria de Transportes, Pedro Luiz de Brito Machado.
O MPL divulgou:
Insatisfeitos com a resposta do executivo - ou a falta de resposta -, por volta do meio dia 6 estudantes tomaram a decisão de se acorrentar às catracas da entrada da Prefeitura de São Paulo e permanecer até que o executivo abrisse novamente um canal de negociação.
Uma manifestação já tinha sido convocada para as 17h na frente da Prefeitura e o protesto acabou por também ser uma demonstração de apoio a estes 6 estudantes.
Cheguei apenas pouco depois do momento em que a brutalidade policial estava no auge, em que bombas e balas haviam sido disparadas contra os estudantes. Mas era possível notar o clima, o ânimo dos estudantes e contar os feridos.
O segundo momento visível é o da impressionante brutalidade policial pouco depois do início do protesto.
Aparentemente alguns punks teriam jogado tinta na fachada da prefeitura (de fato havia manchas visíveis) e teriam ultrapassado o isolamento policial em volta da prefeitura. Porém, seja qual for a versão, o fato é que os mais de mil estudantes reunidos no local foram punidos coletivamente, e com uma violência simplesmente desproporcional.
Segundo o vereador José Américo, do PT, entrevistado pela Record no dia seguinte, se um ou outro presente ultrapassou as grades não tinha a ver com o movimento. Punir coletivamente um movimento de centenas, quiçá milhares de pessoas pelo erro de um ou dois é simplesmente vergonhoso. Pior, é criminoso.
Aliás, é lugar comum em manifestações que acabam com violência um pequeno grupo de punks fazer com que todo o coletivo pague por sua irresponsabilidade.
De toda forma, as cenas de violência foram amplamente captadas pela mídia e mesmo o criminoso Jornal Nacional não pôde esconder a realidade.
Obviamente não deixaram de anunciar o episódio como "confronto", esquecendo que para tal seria preciso que o outro lado respondesse, estivesse igualmente armado e disposto a lutar. Na verdade o que vimos foi uma demonstração - mais uma - de completo despreparo policial, de brutalidade excessiva e de descaso do prefeito e governador que mandaram estudantes serem espancados.
Vários estudantes foram feridos com balas de borracha, uma inclusive no rosto. Outros tantos inalaram gás e ao menos três foram levados ao hospital. Um dos estudantes, Vinícius, militante do PCB e mestrando em Serviço Social da PUC-SP, foi espancado até o ponto de precisar ser levado para a mesa de cirurgia, ensanguentado e aparentemente com o nariz quebrado.
Como se não bastasse a polícia roubou sua mochila, na qual ele levava seu trabalho de mestrado em um pen drive. No mínimo curioso pensar na polícia, teórica defensora da lei, ROUBANDO um estudante.
A polícia de Alckmin é mesmo uma doçura.
A mídia mais tarde informou que pelo menos 3 vereadores, 5 estudantes e 2 policiais ficaram feridos. Vale notar que os policiais feridos foram provavelmente vítimas de seu próprio gás de pimenta. Não sem alguma cara de pau, a prefeitura divulgou nota lamentando a "violência usada pelos manifestantes". Kassab é um piadista.
O fato dos policiais estarem sem identificação pouco importou à mídia e sua tese do "confronto".
O terceiro momento, quando tudo se acalmou - ou quase - foi a reação dos presentes. O ódio estampado no rosto dos estudantes, a tentativa do movimento se reagrupar, as denúncias feitas pelo vereador José Américo (PT), ele próprio agredido pela polícia (junto com o vereador Donato, também do PT), e o crescimento da manifestação e preparação pra vigília.
O Deputado Federal Ivan Valente (PSOL) chegou logo após a confusão e logo foi com os demais vereadores presentes para o interior da prefeitura tentar negociar uma solução para pôr fim ao acorrentamento dos estudantes.
A partir deste momento o acorrentamento voluntário deu lugar a uma situação de sequestro. Os estudantes dentro da prefeitura decidiram que iriam se retirar pacificamente e pôr um fim ao protesto, mas foram impedidos pela polícia. Inicialmente um oficial da GCM estava comandando a operação, mas foi substituído pelo responsável pelo gabinete militar do Kassab que, então, se recusou a permitir a saída dos estudantes sem que fossem fichados e saíssem por trás do edifício, e não pela frente - o que seria uma humilhação para o movimento.
Temos então o quarto momento, em que os estudantes foram mantidos como reféns por horas pelo prefeito e por sua força policial fascista e os estudantes do lado de fora deram uma bela demonstração de desunião e imaturidade.
A divisão sectária do movimento estudantil ficou óbvia na plenária realizada sob a liderança do MPL para decidir se os 6 acorrentados deveriam sair ou se deveria ser feita uma vigília durante toda a noite em apoio aos acorrentados, que permaneceriam na prefeitura.
De início, um erro tremendo: O de deixar para quem estava do lado de fora a decisão sobre a continuidade do acorrentamento. Em toda história de greves operárias e deste tipo de manifestação, a decisão de ficar ou não cabe aos que estão dentro, aos que estão acorrentados - ou em greve de fome, por exemplo. Aos que estão do lado de fora cabe dar o apoio necessário à decisão tomada de dentro.
Mas tudo aconteceu de forma invertida. A informação que chegou de dentro era a de que alguns queriam ficar, outros sair e os de fora deveriam decidir. Na verdade, segundo soubemos antes, todos que estavam dentro queriam sair, mas cometeram o erro de deixar a decisão nas mãos de outros. A demora na plenária externa em deliberar - foram várias pessoas defendendo um ou outro lado e uma imensa confusão sobre o resultado - fez com que a polícia tomasse a decisão de não deixar mais ninguém sair sem as condições já descritas: Fichar e sair por trás.
Durante a plenária externa vimos desencontros, princípios de confusão, grupos querendo tomar decisão pelo todo, uma direção confusa e uma base rebelde. Lá dentro, os 6 estudantes permaneciam sendo humilhados, forçados a fazer suas necessidades em baldes.
Pela contagem feita, aparentemente os estudantes do lado de fora em sua maioria preferiam que o protesto lá dentro continuasse e que se fizesse uma vigilia durante a noite inteira (gritos de "Egito" eram ouvidos a todo momento), mas dificilmente esta maioria iria se manter firme até o fim da noite, visto que a maioria sequer ficou até a soltura dos reféns, nem bem 3 horas mais tarde.
O quinto momento, enfim, é o da intransigência da polícia e da prefeitura e a quebra do acordo de liberar os estudantes.
Desde pelo menos as 18-19 horas que as negociações para a libertação dos estudantes começaram e estes só foram liberados perto da meia noite.
Os vereadores presentes - soube-se que o Police Neto chegou por volta das 10 e meia da noite - passaram horas a fio negociando e o deputado Ivan Valente, ao sair para dar um informe da situação foi impedido de retornar à prefeitura pela polícia e apenas muito depois conseguiu entrar por porta paralela.
É incompreensível a intransigência da PM e da GCM e a vontade destes em segurar os estudantes como reféns até altas horas, esperando sem dúvida que o protesto esvaziasse e que a imprensa fosse embora. Aí poderiam fazer o que bem entendessem. Mas até o fim pelo menos 150 estudantes ficaram firmes esperando que os companheiros saíssem.
Temos então nosso sexto momento, a saída vitoriosa e triunfal dos estudantes!
Depois de horas de tensão, de confronto e negociação os estudantes finalmente foram libertados e, pulando e gritando, foram recebidos por uma multidão que os esperava do lado de fora.
Foi, de maneira incontestável, uma vitória do movimento estudantil e uma demonstração de força. Ao saírem pela porta da frente, mostraram ao Prefeito que não irão recuar, e que não aceitarão nada além da vitória.
Os protestos vão continuar, quinta deve haver mais uma manifestação.
AMANHÃ VAI SER MAIOR!
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Mais fotos:
Primeiro, a tentativa dos estudantes de terem a reunião prometida com o Secretário Municipal dos Transportes - Marcelo Branco - ou com o secretário adjunto da Secretaria de Transportes, Pedro Luiz de Brito Machado.
Durante a manhã, integrantes do movimento se reuniriam com vereadores e o secretário adjunto da Secretaria de Transportes, Pedro Luiz de Brito Machado, para discutir a questão do aumento. No entanto, Machado não compareceu à reunião e apenas um ofício foi encaminhado tratando de questões outras que não a negociação de redução da tarifa. Por isso, os participantes da reunião foram até a Secretaria de Transportes exigindo serem recebidos. Os mesmos conseguiram ser recebidos na Secretaria de Transportes, no entanto, a conversa não trouxe avanços nas negociações e as reivindicações agora estão sendo feitas diretamente à Prefeitura.
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| Foto dos estudantes acorrentados. Tirada pela vereadora Juliana, PT |
Uma manifestação já tinha sido convocada para as 17h na frente da Prefeitura e o protesto acabou por também ser uma demonstração de apoio a estes 6 estudantes.
Cheguei apenas pouco depois do momento em que a brutalidade policial estava no auge, em que bombas e balas haviam sido disparadas contra os estudantes. Mas era possível notar o clima, o ânimo dos estudantes e contar os feridos.
O segundo momento visível é o da impressionante brutalidade policial pouco depois do início do protesto.
Segundo o vereador José Américo, do PT, entrevistado pela Record no dia seguinte, se um ou outro presente ultrapassou as grades não tinha a ver com o movimento. Punir coletivamente um movimento de centenas, quiçá milhares de pessoas pelo erro de um ou dois é simplesmente vergonhoso. Pior, é criminoso.
Aliás, é lugar comum em manifestações que acabam com violência um pequeno grupo de punks fazer com que todo o coletivo pague por sua irresponsabilidade.
De toda forma, as cenas de violência foram amplamente captadas pela mídia e mesmo o criminoso Jornal Nacional não pôde esconder a realidade.
Obviamente não deixaram de anunciar o episódio como "confronto", esquecendo que para tal seria preciso que o outro lado respondesse, estivesse igualmente armado e disposto a lutar. Na verdade o que vimos foi uma demonstração - mais uma - de completo despreparo policial, de brutalidade excessiva e de descaso do prefeito e governador que mandaram estudantes serem espancados.
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| Marca de bala de borracha na perna |
| Bala de borracha no rosto |
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| Vinícius sendo imobilizado, sangrando muito. Foto do Uol |
Como se não bastasse a polícia roubou sua mochila, na qual ele levava seu trabalho de mestrado em um pen drive. No mínimo curioso pensar na polícia, teórica defensora da lei, ROUBANDO um estudante.
A polícia de Alckmin é mesmo uma doçura.
A mídia mais tarde informou que pelo menos 3 vereadores, 5 estudantes e 2 policiais ficaram feridos. Vale notar que os policiais feridos foram provavelmente vítimas de seu próprio gás de pimenta. Não sem alguma cara de pau, a prefeitura divulgou nota lamentando a "violência usada pelos manifestantes". Kassab é um piadista.
O fato dos policiais estarem sem identificação pouco importou à mídia e sua tese do "confronto".
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| José Américo e Donato sendo atacados pela polícia. Foto do Uol |
O terceiro momento, quando tudo se acalmou - ou quase - foi a reação dos presentes. O ódio estampado no rosto dos estudantes, a tentativa do movimento se reagrupar, as denúncias feitas pelo vereador José Américo (PT), ele próprio agredido pela polícia (junto com o vereador Donato, também do PT), e o crescimento da manifestação e preparação pra vigília.
A partir deste momento o acorrentamento voluntário deu lugar a uma situação de sequestro. Os estudantes dentro da prefeitura decidiram que iriam se retirar pacificamente e pôr um fim ao protesto, mas foram impedidos pela polícia. Inicialmente um oficial da GCM estava comandando a operação, mas foi substituído pelo responsável pelo gabinete militar do Kassab que, então, se recusou a permitir a saída dos estudantes sem que fossem fichados e saíssem por trás do edifício, e não pela frente - o que seria uma humilhação para o movimento.
A divisão sectária do movimento estudantil ficou óbvia na plenária realizada sob a liderança do MPL para decidir se os 6 acorrentados deveriam sair ou se deveria ser feita uma vigília durante toda a noite em apoio aos acorrentados, que permaneceriam na prefeitura.
Mas tudo aconteceu de forma invertida. A informação que chegou de dentro era a de que alguns queriam ficar, outros sair e os de fora deveriam decidir. Na verdade, segundo soubemos antes, todos que estavam dentro queriam sair, mas cometeram o erro de deixar a decisão nas mãos de outros. A demora na plenária externa em deliberar - foram várias pessoas defendendo um ou outro lado e uma imensa confusão sobre o resultado - fez com que a polícia tomasse a decisão de não deixar mais ninguém sair sem as condições já descritas: Fichar e sair por trás.
Pela contagem feita, aparentemente os estudantes do lado de fora em sua maioria preferiam que o protesto lá dentro continuasse e que se fizesse uma vigilia durante a noite inteira (gritos de "Egito" eram ouvidos a todo momento), mas dificilmente esta maioria iria se manter firme até o fim da noite, visto que a maioria sequer ficou até a soltura dos reféns, nem bem 3 horas mais tarde.
Desde pelo menos as 18-19 horas que as negociações para a libertação dos estudantes começaram e estes só foram liberados perto da meia noite.
Os vereadores presentes - soube-se que o Police Neto chegou por volta das 10 e meia da noite - passaram horas a fio negociando e o deputado Ivan Valente, ao sair para dar um informe da situação foi impedido de retornar à prefeitura pela polícia e apenas muito depois conseguiu entrar por porta paralela.
Temos então nosso sexto momento, a saída vitoriosa e triunfal dos estudantes!
Foi, de maneira incontestável, uma vitória do movimento estudantil e uma demonstração de força. Ao saírem pela porta da frente, mostraram ao Prefeito que não irão recuar, e que não aceitarão nada além da vitória.
AMANHÃ VAI SER MAIOR!
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Raphael Tsavkko Garcia
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Brutalidade policial e vitória dos estudantes, relato do protesto de 17/fev
2011-02-19T13:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Notas de repúdio e solidariedade depois do protesto dos estudantes [Update: Manifesto contra o Aumento]
Abaixo, as notas de repúdio à ação policial contra os estudantes e de solidariedade ao estudante Vinícius, do PCB, espancado pela PM de Alckmin.
Antônio Mentor, líder do PT na ALESP enviu ofício ao governador Alckmin para apurar as causas da violência policial:
Nota de Solidariedade do MPL-SP sobre a violência policial na manifestaçãoA APROPUC e os departamentos de Serviço Social e Jornalismo da PUC repudiaram o episódio, prestando solidariedade ao estudante.
de 17/02:
O Movimento Passe Livre São Paulo considera desproporcional, violenta e
despreparada a ação policial ocorrida na manifestação do dia 17/2 em
frente a Prefeitura.
O Comando da Operação se excedeu no uso da força, agindo violentamente
contra manifestantes d esarmados e em protesto contra o aumento abusivo das
tarifas de ônibus em São Paulo. As imagens da detenção de Vinicius
Figueira, bem como a cena de policiais militares com suas armas de fogo em
punhos e a repressão que se abateu também contra a mídia, somada as
agressões aos vereadores que estavam presentes no local, deixam clara a
desproporcionalidade e o absurdo da ação policial. Por esse motivo,
manifestamos aqui nosso repúdio à essas ações conduzidas pela Polícia
Militar de São Paulo
Por fim, cabe destacar nossa preocupação com o estado de saúde atual de
Vinicius. Nós, do MPL-SP, estamos sinceramente à disposição para apoiá-lo
no que for preciso, desde a articulação para punir os policiais envolvidos
na ação, bem como no auxílio com seus cuidados médicos. Acreditamos que a
solidaredade militante se faz fundamental em momentos como esse, e é por
esse motivo que estamos a qui!
Movimento Passe Livre São Paulo, 18 de fevereiro de 2011.
Por uma vida sem catracas!
A todos Acabo de falar com Vanessa, esposa do Vinícius. Êle deverá fazer cirurgia, pois seu nariz foi quebrado. Durante a noite os advogados, e representantes da comissão de direitos humanos estiveram no hospital prestando solidariedade ao Vinícius. A APROPUC está acompanhando, soltou nota de apoio ao movimento e repúdio contra a violência policial. Acabo de conversar com Juneia do Sindicato dos Municipais para prepararmos um Ato de repúdio à repressão e de solidariedade as manifestações e lutas. O programa do Pós em Serviço Social também está se mobilizando. Informamos o Reitor da PUCSP que também colocou que tomará suas providências
abs Bia Abramides
Professora da PUCSP
Presidente da APROPUC
O Curso de Serviço Social da PUC-SP alinha-se a todas as manifestações de repúdio ao espancamento sofrido por Vinicius, assistente social há pouco formado pela PUC-SP, sempre presente nas manifestações populares de luta por direitos. Repudia-se principalmente a ação truculenta e covarde da Policia Militar e a omissão do Prefeito de São Paulo. Assistentes Sociais são formados para trabalhar sempre em busca de Justiça e Liberdade. Para Vinicius e Vanessa todas a nossa solidariedade e apoio.
Prof. Isaura Isoldi de Mello Castanho e Oliveira
Coordenadora do Curso de Serviço Social PUCSP
O Depto de Jornalismo faz suas as considerações da Profa. Isaura e outras manifestações de mesmo teor. Prof. José Arbex Jr.A esposa do estudante também divulgou nota:
Chefe do Depto de Jornalismo
CAROS,
Meu companheiro Vinícius, assistente social, servidor público no município de SP, mestrando em Serviço Social na PUC-SP, militante do PCB e do movimento de saúde foi cruelmente espancado por cerca de 8 policiais hoje, 17/02/2011 em protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, organizado por vários movimentos sociais. Está internado no Hospital do Servidor Público Municipal e fará cirurgia amanhã. As fotos elucidam o abuso feito pela polícia militar.
Solicitamos às organizações e movimentos sociais que encaminhem moções de repúdio às atitudes dos policiais militares e solidariedade ao nosso companheiro, para que tal fato seja investigado e que a polícia militar seja responsabilizada.
Abaixo seguem os links das notícias e fotos: aqui e aqui
As moções podem ser enviadas para o e-mail marxista82@yahoo.com.brVanessa Faro Chaves
Esposa, Militante PCB, Asssitente Social
Antônio Mentor, líder do PT na ALESP enviu ofício ao governador Alckmin para apurar as causas da violência policial:
São Paulo, 18 de fevereiro de 2011Manifesto contra o Aumento das Passagens:
Senhor GovernadorNo final da tarde de ontem, durante manifestação popular pacífica realizada defronte a Prefeitura Municipal de São Paulo, no centro da cidade para protestar contra o absurdo aumento no preço das passagens de ônibus, os manifestantes, dentre os quais alguns Parlamentares representantes do Poder Legislativo Municipal e Estadual, foram atacados com violência por policiais militares. Em razão desse injustificado e violento ataque, muitos manifestantes, inclusive Deputados e Vereadores , sofreram lesões corporais. Senhor Governador, é inadmissível que numa sociedade regida pelo estado de direito, a Polícia Militar reprima com essa truculência manifestações pacíficas. Entendemos que os policiais militares não agiriam com tanta violência, sem terem recebido ordens superiores. Senhor Governador, como responsável pela segurança pública de todos os paulistas, Vossa Excelência não pode admitir que seus subordinados, integrantes da Polícia Militar, ao invés de garantirem a segurança do povo, contra ele invistam, colocando em risco a integridade física de todos. Isto posto, solicitamos de Vossa Excelência urgentes providências no sentido de determinar a imediata instauração de procedimentos administrativos e criminais no sentido de apurar não só quem deu a ordem para o violento ataque dos policiais militares aos manifestantes mas também identificar os policiais agressores. Certos de que Vossa Excelência adotará de pronto as providências solicitadas, apresentamos protestos de consideração e apreço.
DEPUTADO ANTONIO MENTORLíder da Bancada do PT
MANIFESTO CONTRA O AUMENTO DO PREÇO DOS TRANSPORTES E CONTRA A REPRESSÃO POLICIAL EM SÃO PAULONo dia 05 de Janeiro, a tarifa de ônibus da cidade de São Paulo subiu de R$ 2,70 para R$ 3,00, valor que supera o índice de inflação do período. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) demonstrou com esta medida que o sistema de transporte da cidade favorece o interesse dos empresários de ônibus em detrimento do interesse da população.O transporte é um direito fundamental para que a população tenha acesso a outros direitos como saúde e educação. Com esse novo aumento da tarifa, mais pessoas param de utilizar o sistema de transporte, aumentando a já gravíssima desigualdade social brasileira e contribuindo para a manutenção das péssimas condições de vida da maioria da população.A mesma medida foi tomada pelo governo estadual de Geraldo Alckmin (PSDB), que além de manter a lógica de privatização das linhas do metrô, anunciou o novo preço de R$ 2,90, que também vale para trens e ônibus intermunicipais.A luta contra o aumento do preço da tarifa de ônibus foi para as ruas. Foram realizadas mais de seis manifestações, uma audiência pública com o Secretário dos Transportes e a Prefeitura de São Paulo não estabeleceu um processo de negociação para a redução do preço da tarifa.Na quinta-feira (17), seis militantes se acorrentaram nas catracas do saguão central da Prefeitura onde permaneceram durante 10 horas, quando saíram identificados pela polícia. Neste período, nenhuma negociação que tivesse poder de reversão do aumento da tarifa foi estabelecida, apesar da insistência do movimento. Do lado de fora do prédio, a manifestação passou a ser duramente reprimida pela Guarda Civil Metropolitana, que iniciou as agressões com spray de pimenta e cassetetes. Sem ameaças de ocupação da sede do governo municipal a qual protegiam, este foi o estopim da violência física.Soldados da Polícia Militar iniciaram seu operativo avançando sobre os manifestantes. Foram utilizadas armas de balas de borracha, cassetetes, bombas de efeito moral, spray de pimenta, atingindo, inclusive, alguns parlamentares. Várias pessoas ficaram machucadas, em especial, um assistente social que foi espancado por mais de oito policiais e teve fraturas na costela, braço e nariz.A responsabilidade dessa violência é dos governos de Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin, que, a cada dia, consolidam um processo de militarização da política em São Paulo. A repressão oficial se iniciou no próprio decreto que aumentou o preço dos transportes; e se apresentou em sua forma mais bruta, na decisão de reprimir uma manifestação pacífica.A luta contra o aumento das tarifas do transporte passa, neste momento, a ser uma luta também pelo fim da repressão. Nós, organizações sociais, entidades, movimentos, partidos políticos, intelectuais, declaramos nosso apoio à luta contra o aumento da passagem dos transportes em São Paulo, exigindo que a Prefeitura inicie o processo de negociação e que se estabeleça o fim imediato das repressões ao conjunto do movimento. O transporte é um direito que não abriremos mão, assim como o direito de livre manifestação e expressão, que continuaremos a exercer nas ruas.Assinaturas devem ser enviadas para o e-mail barricadassp@gmail.comCampo Barricadas Abrem CaminhosColetivo LGBT 28 de Junho
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Raphael Tsavkko Garcia
às
17:37
Notas de repúdio e solidariedade depois do protesto dos estudantes [Update: Manifesto contra o Aumento]
2011-02-18T17:37:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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