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quinta-feira, 21 de julho de 2016

A minha geração protestava nos copos do Starbucks

Talvez possamos ligar diretamente a chegada do PT ao poder e o fato do partido ter praticamente impossibilitado grandes lutas que foram, então, substituídas por questões mais pontuais (daí em parte explicamos o fortalecimento assustador de SJW - Social Justice Warriors - nos últimos tempos também) ao fortalecimento de iniciativas simbólicas que eu considero eminentemente toscas e mesmo contraproducentes...

Este é só um exemplo: Terceirização de protesto que fica bonitinho em foto do Instagram e em textão de Facebook.

Enquanto em 2013 milhões foram às ruas e com as ocupações de escolas outros milhares pelo país se mobilizaram e tem se mobilizado de forma autônoma diante de partidos e suas limitações. Isto causava a inveja e ódio nestes mesmos partidos que em 2013 defenderam a repressão - caso do PT e do PSeudoB - e mesmo, num grau abaixo, levou às críticas do PSOL aos Black Blocs, por exemplo. Já nas ocupações, UNE e UBES tentaram se apropriar dos protestos, sem sucesso.

Aqueles remanescentes no campo governista (hoje criptogovernista, mesmo necrogovernista) e os que voltaram a aderir a este campo passaram a inventar formas extremamente simbólicas de protesto.

Simbólicas e burras, como fica claro na imagem que abre esta postagem.

Terceirização de protestos, protestos absolutamente simbólicos, protestos que visam apenas fotos em redes sociais, mas sem absolutamente nenhum objetivo, protestos que passam longe de pautar qualquer forma de mudança social, enfim, protestos apenas para dizer que estão protestando - mesmo que terceirizando. E vamos lembrar que este é o pessoal que achava um horror o panelaço como forma de protesto, mas não veem problema algum em expor trabalhadores ao ridículo.

Ocupar as ruas - sem estrutura partidária e pelega, claro - não é opção. Só o fazem pra ouvir Lula discursar e quando a CUT ou outra organização vendida contrata carro de som. Nem falo em mobilização de movimentos sociais e etc porque os que restaram alinhados ao governismo foram esvaziados ao ponto de sequer saberem mais quem são ou pra que servem. Tampouco posso falar em pressão parlamentar, já que o PT e o PSeudoB deixaram claro que preferem o próprio PMDB ou até o DEM à tomar atitudes reais em protesto contra o que enxergam como "golpe".

O mais triste nem é a posição dessa militância francamente fracassada, derrotada e perdida, é a insistência de outras forças comumente de oposição a tudo isso que se submetem ao ridículo e ficam batendo palmas pra maluco dançar.

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Depois de escrever a postagem descobri que outro gênio do "protesto com o pau dos outros" resolveu ao invés de forçar um atendente a dizer "Fora Temer", o forçou a gritar "Dilma Rousseff" e passar ridículo na frente de dezenas de pessoas.
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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Brasil, país onde partido que diz ter sofrido golpe vota nos partidos que defenderam golpe

Resumo da situação:

-O PT puxou voto pra Marcelo Castro, do ~golpista~ PMDB pra derrotar o Cunha (do mesmo PMDB).

-O candidato de Cunha era Rogério Rosso (PSD, o partido que Dilma encomendou pro Kassab por influência do Mercadante pra desidratar o PMDB do... Cunha)

-O PSeudoB, no primeiro turno, lançou o Orlando Silva, o canalha que em 2013 defendia abertamente repressão. O PT por sua vez lançou Maria do Rosário, mas ela não teve apoio nem do Rui Falcão e retirou sua candidatura-farsa. Erundina concorria pela esquerda e com uma bancada de 6, fez 22 votos.

-Nas redes sociais petistas justificavam o voto no PMDB golpista, era pra combater o PMDB golpista. Não busquem lógica. E também já arrumavam desculpas pra apoiar o outro candidato com chances, o Rodrigo Maia do... DEM!

O Samuel Braun resumiu:
 OLHA O GOLPE!
- A favor da redução da maioridade penal.
- A favor de "tratar" doentes psiquiátricos em manicômios..
- Considera homossexualidade distúrbio (determinismo genético)
- Deputado do PMDB, minimiza relevância do SUS.

Estas são as credenciais políticas do candidato que o PT vai apoiar para presidência da Câmara.
 - O candidato petista, Castro, perdeu. O que ele fez? Passou a apoiar o candidato do Cunha. Pois é. Parece que o "ser PMDB" estava no sangue, no DNA.

A situação desde uma perspectiva neoPTcostal: "Vejam só, escolhemos o PMDB e fomos golpeados pelo PMDB. O que faremos? Votaremos no PMDB para nos vingar do golpe do PMDB!"

- Segundo turno entre Rosso (pró-Cunha e Temer) versus Rodrigo Maia (aparentemente só pró-Temer, aparentemente, vejam bem). O Bruno Maia comentou:
O episódio lembra muito a contrarreforma política de Eduardo Cunha, quando a "ex-querda" que morre de medo da ascensão do PSOL, votou com sorriso no rosto medidas cirúrgicas contra nós, como nos retirar dos debates e dificultar nosso acesso aos parlamentos.
-O PSeudoB fecha com o DEM (o que não surpreende, quem conhece as táticas, fraudes e intimidações da juventude do PseudoB, a UJS, sabe que são capazes de vender a própria mãe por um espaço no poder), o PT tenta driblar a má sorte e libera o voto - sabendo que seus deputados tenderiam ao DEM, mas não queriam que ficasse feio na fita. Too late.

- Vence o candidato do DEM (e do PseudoB, do PT, etc) e uma ala do congresso (a ala onde estavam vários deputados do PT, segundo a Cristiana Lobo) começa a gritar contra o Cunha.

- Novo dia e o que acontece? Declaração de Rodrigo Maia:

"O novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não definiu prazo para a votação final do processo de cassação do ex-presidente das Casa deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Perguntado sobre o caso, Maia elogiou a gestão de Cunha, disse que ajudou a elegê-lo e ponderou que o desfecho do processo deve ocorrer “dentro das regras da Casa” e quando houver “quórum adequado”." 

Como disse o Pedro Munhoz:
-Rodrigo Maia, na bancada do Arena, já foi um dos mais próximos de Eduardo Cunha. Andam um pouco afastados, nada que dois dedos de prosa não resolvam.
-A antiga oposição (DEM-PSDB) se fortalece. O Democratas, que era um cadáver insepulto, volta à evidência e o faz agradecendo pela confiança de Afonso Florence e Orlando Silva. Temer poderia mandar um beijo para ambos também.
-Afinal, ganhou a velha direita, a direita de berço, a direita que usa abotoaduras, que arranha um francês, escuta Schubert e que comete crime contra o sistema financeiro. Para Michel Miguel, é mais vantajoso ter com eles do que com os arrivistas do baixo clero, deselegantes, pidões, adeptos da extorsão descarada, da criminalidade mais ostensiva, menos sutil.
-E o PT? Segue gritando que foi pelo mal menor. O PT ajudou a fortalecer o DEM, a direita mais fisiológica do congresso, o mesmo partido que Lula disse há algum tempo que queria extirpar.

Pois eu digo, quem tem que ser extirpado, pelo bem da esquerda, é o PT. Partido corrupto, fisiológico, traidor e que impõe uma narrativa fracassada de "golpe" quando, no fim, apoia e se alia aos mesmos golpistas de sempre. Golpe é o PT.
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Você é tucano! Ou porque não há diálogo com o petismo

Há muito tempo que o PT se tornou uma seita. Não há possibilidade de diálogo com petistas da mesma forma que você não dialoga com um homem bomba ou com o Bolsonaro. Simplesmente não falam a mesma língua, mas apenas reproduzem ódio incongruente e inconsequente.

Há muito, ainda, que mesmo jornalistas e blogueiros menos, digamos, comprometidos, embarcaram de cabeça no dia a dia da vida da seita. Não tem mais crítica, apenas a eterna repetição do mantra "quem não está conosco é inimigo, é tucano, é tucanalha, é....".

E este é o ponto, se você não diz amém ao PT você é tucano. Só existe essa opção, não criticar e repetir o que #Stanleys da vida mandam, não importa que não faça sentido, que seja contrário não apenas à história do PT de antes de chegar ao poder ou simplesmente contra qualquer noção de decência. Discordou? É tucano.
O governista vive em uma realidade paralela

Você pode ter acabado de fazer 50 postagens contra o PSDB, continua sendo tucano no mundinho bidimensional, triste e doente dos petistas. E é bom lembrar, tudo que o PT faz é bom. Tudo é pelo bem do povo.

Corte de direitos trabalhistas? É pelo bem do povo.
Austeridade? É pelo bem do povo.
Corte de metade do FIES? É pelo bem do povo.
Trabalho escravo defendido pelos aliados ruralistas? É pelo bem do povo.

E a ladainha segue.

O jornalista e membro da seita Rodrigo Vianna recentemente cometeu um artigo no qual obviamente defende o PT do panelaço durante seu programa eleitoral com ~argumentos~ do tipo "cada vez que vejo a histeria seletiva da classe média antipovo (que tem ódio de bolsa família e detesta pobre em avião), sinto vontade de votar no PT de novo".

Passando por cima de tamanha tosquice típica da incapacidade petista de raciocinar para além do quadradinho, o nobre jornalista ainda comete o, talvez, ato falho, diz: "Gente que jamais bateu panela contra fome, dengue, falta dagua, ou corrupção de Maluf/Quercia/PSDB."

Espera, mas Maluf não é um QUERIDO ALIADO do PT? Com direito a foto sorridente e contente com Lula e Haddad? Me senti impelido a comentar com o máximo de ironia que consegui, mas notem a capacidade argumentativa da indigente intelectual que me respondeu.
Meu questionamento não poderia ter sido mais direto.

1) Maluf é aliado do PT ou não?
2) Maluf é corrupto ou não?

Como resposta, no entanto, obtive:

a) Você não tem argumentos
b) Você não entende de política
c) Você movido por "moralismo igrejeiro" que leva à (e eu consequentemente seria):
     c1) Fascismo,
     c2) ignorância,
     c3) embrutecimento intelectual,
     c4) retrocesso humano
d) Você é ignorante
e) Você é inculto
f) Você age de má fé
g) Você é purista
h) Você é ignorante político
i) Você é igrejeiro

Como consequência:
j) Eu apoio/pareço o Beto Richa
k) Eu sou tucano
l) Tenho argumentos medíocres
m) Tenho a profundidade de um pires
Reparem que, ao fim, minhas duas simples perguntas não foram respondidas, e ainda sobrou espaço para a inteligente figura comentar que Maluf foi aliado do FHC. Verdade, mas hoje é aliado do Lula, da Dilma, enfim, do PT.

Mas aí entramos na grande questão.

Ter sido aliado do FHC ou de qualquer tucano não é impedimento pra ser aliado do PT (pelo contrário em muitos casos, e lembrando que o PT é aliado do PSDB em centenas de cidades), mas isso automaticamente exime o PT de responsabilidade pelo que façam os aliados.

Em outras palavras, se algum dia você foi aliado do PSDB então o que você fizer de bom hoje tá na conta do PT, o que fizer de ruim tá na conta do PSDB.

E vai além, qualquer coisa que o PSDB tenha feito legitima, justifica ou mesmo desculpa o que o PT fizer de igual, semelhante ou mesmo pior.

O PT privatiza estradas, aeroportos, pré-sal? O PSDB fazia também e pior.
O PT agride direitos trabalhistas? O PSDB fazia também e pior.
O PT passa por cima dos direitos humanos? O PSDB fazia também e pior.
O PT rouba? O PSDB fazia também e pior.
O PT mete porrada em professores? Fingimos que não vimos... e o PSDB faz também e pior.

E por aí vai.

Tudo que o PT faz é desculpado ou desculpável pelo que o PSDB fez ou mesmo SONHOU em fazer.

Sim, porque o petista de carteirinha, o verdadeiro fanático da seita também assume o que o PSDB PENSOU em fazer, mesmo que não tenha feito, e este sonho ou pensamento é sempre PIOR do que o que o PT efetivamente faz. Isso também pode ser traduzido pela expressão "Com Aécio seria pior".

Inclusive com Aécio seria pior a retirada sem precedentes de direitos dos trabalhadores promovida pelo PT com as MPs 664 e 665 que, vejam só, o PSDB se opôs (por oportunismo, é verdade, mas se opôs).

Acho que deu pra entender, certo?

Acredito que sim, mas acrescendo mais um dado: A criação de espantalhos.

Durante votação das MPs que basicamente cortavam direitos trabalhistas num dos maiores retrocessos desde Vargas (MPs criadas por Dilma e apoiadas pelo PT) a deputada "comunista" Jandira Feghali foi vitima de machismo. Fato lamentável e a ser repudiado, sem dúvida, mas enquanto os trabalhadores eram lesados a ampla maioria dos petistas e dos "comunistas" se limitavam a tratar do machismo sofrido. Só isso. Foi um espantalho que caiu como uma luva para governistas que queriam fingir que não tinham acabado de destruir direitos de milhões de brasileiros.

O petismo é a arte do fanatismo, de desdizer a si mesmo e negar ter sido contraditório, é cuspir em bandeiras de esquerda, mas continua a se dizer de esquerda, é se aliar e governar com e para a direita, mas afirmar categoricamente que a direita é representada por todos que não apoiam o PT, é se aliar com Collor, Kassab e Katia Abreu e dizer que direita é se opor a eles... E por aí vai.

E, claro, sempre que faltar o argumento, pode-se gritar GOLPE. E, gente, como gostam de gritar golpe.
Link

Me recordo dos protestos de Junho de 2013, aquele onde os petistas gritavam em apoio à PM e defendiam repressão dizendo que quem estava nas ruas era de direita porque, sei lá, lutar por direitos, passe livre e etc deve ser uma bandeira do Bolsonaro (ele próprio da Base Aliada do PT, diga-se), surgiram petistas capazes de dizer que NUNCA o MPL tinha protestado por passe livre e contra o prefeito (no caso, o Kassab), e que só protestava hoje porque era manipulado e que não protestavam contra Alckmin.

Um adendo, é bom lembrar que mesmo defendendo repressão e até oferecendo Força Nacional (via Cardozo), petistas como Dilma usaram a repressão de Junho como campanha contra Aécio. O nível de esquizofrenia é digno de Pinel.

Não adiantou mostrar fotos, relatos até de petistas (oras, eu gravei até depoimento de um vereador petista que tinha sido ferido em protesto!) que tinham protestado, sido feridos e etc, fatos não interessam ao membro da seita, apenas sua realidade alternativa.

Enfim, não estamos diante de um partido com militância, mas sim diante de uma seita. Não se dialoga com seitas. Não é possível dialogar com seitas.

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sábado, 14 de março de 2015

Superar o PT? Jamais!

O que mais (me) irrita hoje é a incapacidade das pessoas enxergarem um palmo diante do nariz, de conseguirem manter o mínimo de coerência.

Vejam a foto do protesto pró-PT em São Paulo.
Nela, ao lado de bandeiras da Dilma, pessoas protestando contra contaminação do solo, contra, penso eu, transgênicos e etc.

Do lado de bandeiras da Dilma, repito, cuja principal aliada é... Katia Abreu! Precisa dizer mais?

É a incapacidade máxima de entender que sua(s) pauta(s) simplesmente NÃO INTERESSA a Dilma e ao PT e MESMO ASSIM você sai na rua pra defender a porra do governo.

Em outra foto de protesto no Rio, uma faixa em defesa da Caixa... A Caixa que Dilma queria abrir capital. A defesa do governo Dilma e das pautas citadas simplesmente não combinam, não funcionam.

E o mais triste é que se você for perguntar, dirão que é óbvio que o PT defende estas pautas (contra privatização da Caixa, contra o agronegócio) e que, NO MÁXIMO fazem "aliança tática" com alguns setores ~malvados~ pela "governabilidade".

Sempre usarão alguma desculpa. Algumas inclusive mirabolantes e que fariam uma criança ter crise de risos. Mas falam com seriedade, realmente acreditando.

Lembrando, aliás, que a manifestação de ontem era "em defesa da Petrobrás", mas ninguém lembrou que o rombo de 88 bilhões na empresa, o rebaixamento de seu grau de investimento e mesmo o processo de privatização que já se iniciou é obra... do PT!

Desenhando: Defender a Petrobrás SEM ter o PT como (um dos) alvo(s) não é defender a Petrobrás, é usar a empresa como desculpa para um ato unicamente em defesa do PT (como foi o caso).

Claro que se o PSDB puder meter a mão mete, quem criou o esquema foi, afinal, o PSDB (que o PT se beneficia, e isso não diminui a responsabilidade do partido, como petistas querem fazer crer), claro que querem privatizar, mas opor privatização tucana à roubalheira (e também privatização "de leve") petista é coisa que, honestamente, só um imbecil pode fazer.

Amplos setores da esquerda são simplesmente INCAPAZES de superar o PT. Simplesmente não querem. Não há espaço para a esquerda que inclua o PT. Não há superação da situação atual de destruição de direitos com o PT sendo salvo nas ruas pela esquerda.

É uma questão muito simples, se a esquerda sempre que o PT gritar por socorro - seja nas eleições, seja agora - correr para salvar o PT, por favor, DESISTAM de criar alternativas porque simplesmente será impossível. Estes setores de esquerda não querem alternativa, não querem ser nem criar, resta apenas o grito de revolta sem capacidade de direcionar a revolta em si, e acaba no eterno retorno ao seio petista.

Já deu.
Coisas estranhas:
Stédile dizendo que a direita ta destruindo a Petrobrás e enchendo o ministério de inimigos dos trabalhadores. Em seguida chamou um 'olê olê olá, Dilma, Dilma'. Oi? Quem é a direita nessa frase?
UNE, FUP, CUT, MST, UJS e PT dizendo que estavam ali pra chamar "os direitistas" pra guerra, em defesa do governo. E como aquele aviso no final de comercial de bebida, um corrido "e contra os ataques aos trabalhadores" sem dizer que eles vem justamente do governo.
"Petroleiros" (entrevistei duas que nunca foram petroleiras e outro que não quis falar) que vieram de ônibus de Campos e Macaé com cartazes como esse da foto. Além de outras como "A Petrobrás é nossa e ninguém tasca" ou "Fora FHC e FMI, o petróleo é nosso". Oi???

Umas 40-50 mil pessoas compareceram à marcha petista do dia 13 em são Paulo (eis um relato de quem estava lá e atesta que era uma marcha PETISTA de nada mais), e se contarmos com o país inteiro poderíamos pensar em 200 mil pessoas. Aparentemente é o teto do apoio do PT. Mesmo com os números inflados do PT não passaria de 300 mil.

Muita gente, mas em Junho o MPL - sem 1% da verba da CUT que alugou ônibus e fora as denuncias de pagamento a manifestantes - juntou muitas vezes mais que isso. Dentro da previsão de 40 mil da CUT pode-se considerar um sucesso, mas frente a outros protestos SEM o poder e a verba da CUT, um fracasso.

Ainda que o objetivo do PT era criar um "fato novo" e nisso foi bem sucedido, assim como conseguiu manter acesa a chama da cooptação e do nefasto efeito do "mal maior".

Mas o mais engraçado era gente querendo jurar que era um ato "de esquerda em defesa da Petrobrás" e não um ato montado com pesado apoio (e verba) da CUT/PT/PseudoB/UNE/CTB pra apoiar o governo cada vez mais direitista e tentar criar um fato novo e mostrar uma suposta força que o governo definitivamente não tem.

Como questionado pela Luka (do link acima), cadê essa força na hora de pressionar por pautas progressistas e em prol dos direitos humanos? Ah, ai não interessa. Só pra defender o PT.

Agora voltamos à programação normal com parte considerável desse povo que estava nas ruas defendendo criminalização de protestos e gritando "VAI PM".

"Ain, mas há um movimento golpista contra Dilma".

Bem, existe - e sempre existiu - uma minoria golpista, saudosa da Ditadura, não é novidade. Agora, IMPEACHMENT não é golpe. É do jogo.

Desenhando (de novo): Impeachment é golpe? Collor foi vítima de golpe? Impeachment é legal, é da democracia, Dilma não vendeu o país inteiro e todas as bandeiras do PT pra comprar PMDB e dezenas de partidos? Quer dizer que ela será traída pelos queridos aliados? E se for, a esquerda deve sair para defendê-la? A mesma esquerda que, em Junho, durante a Copa e depois foi BRUTALIZADA pelas polícias à serviço do PT, PMDB (e PSDB) com oferta de Força Nacional e ocupação militar (na Maré)?

Seria estelionato eleitoral razão para impeachment? Bem, IDEALMENTE todo governo deveria cair com base em estelionato eleitoral. 

 Mas, no mais, impeachment é constitucional, se o governo tem maioria - e o PT fez o possível para ter - não cai. É parte do jogo. Eu que não vou mover uma palha, offline ou online, para defender, justificar, minimizar ou dar espaço a este governo canalha. Vamos confrontar aqueles que EFETIVAMENTE são golpistas? Tamos junto, ao lado de bandeiras do PT e de movimentos cooptados pelo PT? Não, aí não.
PT e PSDB ativamente defendem a repressão de movimentos populares que saem às ruas, ambos partidos fecham os olhos (quando não incentivam) chacinas e assassinatos contra pobres e negros, ambos privilegiam o agronegócio, privilegiam os bancos, o capital financeiro, desprezam educação pública... Sair às ruas dia 13 ou dia 15 significa a mesma coisa: A defesa de políticas de austeridade, da direita, de políticas contra a população.

Nem 13, Nem 15, Nem 45! Nem PT, nem PMDB, nem PSDB!  
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segunda-feira, 9 de março de 2015

Panelaço contra pronunciamento da Dilma, um fato novo?

Brasília, São Paulo, Recife, Rio de Janeiro, Curitiba... Em várias cidades do país gritos, panelaço, buzinas e muito xingamento durante o discurso (mentiroso, obviamente) de Dilma no dia 8 de março.

Coordenado ou não (alguns falam em coordenação via Whatsapp, o que é uma forte possibilidade, ou de incentivo via twitter durante o pronunciamento via tag #vaiaDilma), o "protesto" nas salas e sacadas de várias cidades brasileiras denuncia uma radicalização visível de setores sociais diversos. Obviamente não se pode medir o alcance de tal protesto, mas as redes sociais foram inundadas com comentários (descartando os gritos de GOLPE e de FORA DILMA) sobre o fato e vídeos com os gritos e afins.

E digo que pouco importa se coordenado ou não porque o fato político é o protesto em si. Claro que seu peso (e periculosidade) seria maior caso fosse espontâneo, o que é pouco provável, mas de qualquer forma, o "protesto" é ou foi uma realidade.

Trata-se de um protesto contra uma pronunciamento na TV. Sem dúvida todos conhecemos casos de quem acaba revoltado e xinga a TV em algum momento, mesmo um discurso de políticos, mas a coordenação desse protesto quase virtual prenuncia algo diferente. E por "coordenação" neste caso não falo em um ou vários líderes, mas sim na sincronicidade do ato.

É preocupante para o PT, pese também sê-lo para o país. É um clima de polarização tremendo em meio à tentativas (supostas, mas que preocupam mesmo petistas destacados) do PT se aproximar com o PSDB, de partidos envolvidos até o pescoço na lama (e no STF)...

Obviamente não é o fim do mundo, nem prenúncio de um GOLPE ou coisa do tipo, não podemos ou devemos supervalorizar o fato, mas também é impossível descartar como se fosse apenas o "grito da elite", algo repetido muitas vezes pelo eleitorado petista sempre que busca deslegitimar qualquer oposição.

Primeiro, MESMO que se tratasse da elite, na política e na democracia a elite também vota, também tem espaço e direito a se manifestar (mesmo que discordemos de tudo nesse pacote democrático), e segundo, não há como afirmar que efetivamente se tratou exclusivamente da elite. Quem afirma tal coisa está apenas mentindo ou num wishful thinking bestial.

Essa radicalização é péssima, pois o ódio não constrói, apenas cria trincheiras. E quem fica no meio termo - que por exemplo seja contrário ao PT/Dilma no poder, mas não defende golpe - acaba sendo pego no fogo cruzado, inviabilizando qualquer tipo de discussão política séria e proveitosa.

É a política do futebol, você grita "chupa" de sua varanda quando o time que você detesta toma gol, se esgoela de ódio quando seu time é derrotado... Política como arquibancada, sem conteúdo, apenas com "paixão".

Mas, enfim, é um fato político, uma novidade no cenário político polarizado brasileiro em que todas as possíveis saídas parecem ruins. Seus desdobramentos ainda serão sentidos, fiquemos de olho. A certeza imediata, porém, é de que o clima político no país está insuportável e a corda está no limite. Como ela vai romper não sabemos, mas ela irá romper.

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Atualização:

O machismo usado nos ataques à Dilma é lamentável, mas é igualmente lamentável que este fato novo seja tratado apenas como isso, como "machismo", como expressão de elite e ponto. É uma tentativa torpe de diminuir sua relativa importância e novidade. Como sempre, tenta-se desqualificar a crítica de imediato, sem pesar as consequências.

Reparem na posição generalizada dos blogs e sites ligados ao PT: Machismo, Golpe, Elite... Não há o menor esforço em se analisar o porque do protesto, do fato novo. Nada. Apenas a eterna busca dos petistas pela desqualificação, por negar a realidade, por negar o mundo que os cerca.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Impeachment contra Dilma? Duvido, mas desde já lavo minhas mãos e preparo a pipoca

Eu não poderia me importar menos com um possível impeachment de Dilma, o que me preocupa, no entanto, é a incapacidade política do brasileiro de ser político e de fazer política.

Dilma foi incontestavelmente eleita pela maioria dos brasileiros, uma quantidade significativa iludida por suas promessas falsas de campanha. Se por um lado suas mentiras (ainda que óbvias) são uma parte da razão para eu não me importar caso ela venha a cair, por outro estas mesmas mentiras são um expediente absolutamente comum na política (e não apenas brasileira).

O estelionato eleitoral é a forma mais comum de se fazer política. Não há nada de novo aí. Claro, Dilma tem chegado em um nível extremo de estelionato, dado que foi eleita pela esquerda, mas governa igual ou até de maneira pior que Aécio, seu adversário. E digo pior pois ela conta com a conivência de sindicatos e movimentos cooptados e trabalhados/silenciados/amaciados pelo PT nestes 12 anos de poder.

Se Dilma cair, nada mudará. O PT seguirá seu caminho natural para o lixo da história, o PMDB continuará efetivamente no poder, onde sempre esteve desde o fim da Ditadura, e o PSDB continuará também seu caminho logo atrás do PT para o mesmo lugar.

Notem que ir para o lixo da história não significa desaparecer, mas sim deixar de representar efetivamente anseios e grupos organizados, mas se tornar definitivamente apenas mais um em meio à total indigência político-partidária brasileira.

Só existe um cenário inaceitável em que efetivamente as coisas piorariam: A volta dos militares; E como isso não passa de agenda de um punhado de dementes fascistas e de algumas viúvas da Ditadura, não há possibilidade de termos algo (muito) pior que Dilma, Levy e cia.

A polarização PTxPSDB serve, hoje, apenas para mantê-los relevantes enquanto o PMDB efetivamente dá as cartas. Uma vez quebrada a polarização ambos serão relegados ao lugar que merecem. A queda de Dilma, pois, apenas acertaria as contas ou entregaria o país definitivamente a quem manda, ao PMDB de Michel Temer.

E não importa o #mimimi petista de que Temer seria horroroso (sim, seria e é), foram eles que o escolheram como vice, que deram ainda mais força e poder ao PMDB, não há do que reclamar. Jogar a carta do "Temer feio e malvado" talvez colasse se ele não fosse o vice escolhido pelo PT para Dilma.

Esta cartada é sempre usada para denunciar inimigos e aliados sempre que convém e, até agora, infelizmente, tem convencido a muitos, mas cada vez menos.

Eduardo Cunha é um horror! Verdade, mas, novamente, é aliado do PT. Renan Calheiros é um horror! Incontestável, mas, novamente, aliado do PT, eleito com seus votos até no Senado. Collor é terrível! Sem dúvida, mas quem fez campanha para sua reeleição em Alagoas? Sim, o PT. E o mesmo vale para TODOS os aliados, de Kassab a Katia Abreu que tem apoio, confiança e se brincar até amor do PT, mas que são usados vez ou outra pelos membros da Seita (não podemos chamar aquilo de "militância") ou pela direção partidária para justificar recuos e canalhices.

Dilma nomeou um neoliberal para a fazenda, tem destruído direitos sociais e previdenciários, cortou bilhões de vários ministérios, inclusive o da educação, cada vez mais sucateada. Prepara-se para cortar ainda mais direitos, mesmo tendo prometido exatamente o contrário. Se cair, não derramarei uma lágrima, assim como não tenho ou terei qualquer esperança de que com o PMDB ou qualquer outro membro da máfia parlamentar algo mude ou seja diferente.

O assustador, no entanto, é a capacidade do brasileiro de ser massa de manobra, de ser incapaz de entender como funciona a política. Bradam com ódio por um impeachment que não muda nada. Collor foi deposto, o que mudou? Onde ele está hoje?

Mudar a figura no poder ou mesmo o partido não faz a menor diferença, pois quem governam são os banqueiros, os empreiteiros, são os financiadores de campanha e a elite. Os políticos em geral são apenas seus representantes que, apenas para deixar a ironia ainda maior, brincam de eleição, onde o povo acha que escolhe alguém para o representar, mas em geral o número efetivo de interessados em representar o povo e não as elites é ínfimo.

Longe de desacreditar na política representativa, acredito na necessidade geral de uma limpeza do sistema, um reboot, a criação de uma ou umas alternativa(s) que possam impor reformas profundas no sistema político. Mas esta(s) alternativa(s) não são nem PT, nem PSDB e nem PMDB, que apenas dividem os lucros de estar no poder.

A queda de Dilma será um duro golpe no PT e sem dúvida na $eita, mas o poder só mudará nominalmente de mãos. As minhas estão limpas, lavadas e só falta estourar a pipoca para ver a máfia se degladiar.

Mas ficam dois pensamentos finais: Primeiro, impeachment NÃO é golpe, lembrem-se do Fora FHC capitaneado pelo PT há anos, não era golpe, porque hoje seria? Tampouco Collor foi vítima de golpe, não importa quanto seus neoaliados petistas queiram reescrever a história.

Aliás, os pedidos de impeachment dos petistas contra o Joaquim Barbosa eram golpe?

E, segundo, duvido que saia um impeachment, o PMDB governa muito confortável sem dar a cara a tapa, não imagino Temer ou a cúpula querendo pegar o país na crise atual podendo perfeitamente surfar e lucrar no desgaste do PT e mandar sem o ônus da popularidade arrasada. Mas, se sair, como já disse, a pipoca está pronta para ser estourada.
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Atualização 14/02:

Faço meus os comentários do Fabio ZC no Facebook:
1-) Não é golpe. Golpe é destituir um presidente sem o devido processo legal. O impeachment está previsto na constituição e é um dispositivo legítimo.
2-) Ser legítimo não o torna menos suscetível a ser usado como manobra política, pois é isso que ele é: um ato político. A palavra de um jurista não tem muito valor aqui pois se o congresso quiser, ele cassa um presidente sem provas ou mantém alguém com provas de crime. Basicamente todos os presidentes desde Vargas possuem motivos para serem impedidos, só não o foram por razões políticas.
3-) Pode-se discordar do dispositivo impeachment. Eu particularmente, assim como tenho lido várias pessoas, não acho tão bom o congresso ter o poder de reverter o voto popular. Prefiro o chamado "recall".
4-) Não acho que a Dilma sofrerá o impeachment. É o PMDB gritando para conseguir arrancar mais e mais do governo. Lembrando que a rusga começou quando a Dilma, por imposição própria, colocou Kátia Abreu, sua nova amiga de infância, no Min. da Agricultura mesmo o PMDB sendo contra, e também da forma como o governo agiu durante a eleição para a presidência da câmara.
5-) Porém, se acontecer, não derramarei uma lágrima e não moverei um dedo para defender essa presidência. Tampouco adiantará o que restou do PT e seus militantes chamarem as "ruas" pois quem abandonou as ruas há décadas, não conseguirá mobilizar agora. E nem todo mundo que não se importa com o governo ou com o PT é coxinha.
6-) Ao abandonar as ruas e optar pela luta institucional, o governo escolheu um caminho. E quando esse caminho falha, não adianta choramingar. Quem dorme com cobra na cama eventualmente será mordido.
7-) Vivemos uma nova época, uma nova safra de militantes fora do alcance da institucionalidade, com novas formas de pensar. E isso incomoda. Os movimentos sociais não vão se importar por um governo que nunca se importou com eles.
Recall seria muito mais saudável e muito mais democrático, não apenas por ser o povo quem coloca e tira do poder, como também porque o problema não é o presidente, mas o conjunto da obra, quem está no poder. Qual a diferença mudar a cabeça e trocar por outra que era a/o vice? Claro, o problema é ainda maior, de crise de representação ou mesmo de crise completa do modelo político brasileiro, mas seria um começo.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Genealogia do Golpe em imagens: 21 Imagens que descrevem o mais puro fanatismo

Um apanhado de imagens postadas no tumblr @Governismo, apenas entre 2013 e 2014, de fanáticos petistas e governistas denunciando que um GOLPE se aproximava. Foram mais de 20 (VINTE) momentos em que o PT, acuado frente a greves e protestos populares, usou sua "militância" fanática para deslegitimar as ruas gritando Golpe.

Até a vinda de estudantes dos EUA para o Brasil é motivo para o temor de golpe. A culpa, claro, sempre do PSOL, da Globo, da CIA, do MPL...

Seria hilário, não fosse triste, repetitivo e não colasse. É impressionante que ainda tem gente que não seja paga pelo PT capaz de cair numa dessas...

* Clique nas imagens para vê-las maior ou nos links abaixo de cada uma delas para ir direto ao @governismo

A Copa passou e o golpe... Cadê?
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Greve nos transportes em São Paulo? Golpe.
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Sempre tem espaço pra um grito de "VAI TER GOLPE" aleatório pra animar a galera...
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Durante a Copa? GOLPE!
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Desenho dos Simpsons? Golpe, lógico! Malditos Yankees imperialistas e golpistas!
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E não foi a primeira vez que os Simpsons foram responsabilizados por dar um golpe no Brasil...
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Tinha até deputado petista afirmando que a CIA daria golpe durante a Copa...
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O Golpe também viria com apoio do PSOL, aquele partidinho poderoso, ligado à CIA!

O Golpe também seria dado pelos Black Blocs, pagos pela CIA:
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A Copa parece o momento-chave para o Golpe... Atrasou? A CIA perdeu o timing?
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Protestos em Junho? O que você acha? GOLPE!
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Estudantes americanos no Brasil? Claro que é golpe! Onde já se viu gente dos EUA vir estudar aqui! Tudo espião da CIA!
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Protestar contra nosso querido aliado Sérgio Cabral? Golpe! Isso não se faz com um homem tão honesto e íntegro!
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Não apoiar o PT é golpe, óbvio! Aliás, deveria até ser crime. Dirceu na cadeia só por desviar uma graninha besta e não-petista andando solto! Absurdo!
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Ser contra a PEC 37? Golpista. Ou desinformado, afinal, todo golpista é um desinformado!
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Exigir redução das tarifas? Mas é óbvio que é golpe! E a Globo apoia!
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E lembrem-se a culpa é sempre do PSOL que, riquíssimo, COMPRA manifestantes! É GOLPE!
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MPL protestando? É golpe! Não protestava contra Serra e Kassab (ou eu estava hibernando e não vi)!
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E, claro, não há golpe sem a Globo (que o PT financia, mas isso a gente esquece):
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E por fim, como não esquecer de #Umbiguim profeta? Em 2013 haveria golpe, com certeza. Ficou pra 2014!
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Você acredita que o PT vai sofrer um Golpe? Amigo, você é um imbecil.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Golpe: A cortina de fumaça do PT sempre que acuado

Sempre que o PT é pego em corrupção pesada ou fazendo alguma merda muito descarada ressurge (ou faz ressurgir) o tema do "GOLPE". Desde 2002, nunca falha.

O PT é pego de calças curtas ou teme ser pego nesta situação e precisa da "militância" e dos militontos para apoiá-lo e para justificar o que for necessário, então o tema do GOLPE  ressurge. E agrega.

Mas já inventaram TANTA história que parece que a criatividade acabou de vez. Agora espalham que o Toffoli - sim, o ex-advogado do PT e uma das indicações mais vergonhosas e descaradas que um partido já fez para o STF, junto com o risível, mas perigoso Gilmar Mendes - é o líder do GOLPE.

Botar o ex-advogado do partido para liderar o golpe? Risível, infame. Engana-trouxa. Mas são muitos os trouxas.

Parece roteiro de filme de baixíssimo orçamento, filme Z mesmo. Falta criatividade e ultrapassa os limites da canalhice total e do desespero mais primitivo. Inventam uma suposta revolta do Toffoli com uma indicação ao TSE, algo bastante tênue, quase indigente, par ajustificar a derrubada (sic) de um presidente (ou uma presidenta).
1. Na quinta-feira passada, dia 13, encerrou o mandato do Ministro Henrique Neves no TSE. Os ministros podem ser reconduzidos uma vez ao cargo. Presidente do TSE, Toffoli encaminhou uma lista tríplice à presidente Dilma Rousseff. Toffoli esperava que Neves fosse reconduzido ao cargo (http://tinyurl.com/pxpzg5y).2. Dilma estava fora do país e a recondução não foi automática. Descontente com a não nomeação, 14 horas depois do vencimento do mandato de Neves, Toffoli redistribuiu seus processos. Dentre milhares de processos, os dois principais - referentes às contas de campanha de Dilma - foram distribuídos para Gilmar Mendes. Foi o primeiro cheiro de golpe. Entre 7 juízes do TSE, a probabilidade dos dois principais processos de Neves caírem com Gilmar é de 2 para 100. Há todos os sinais de um arranjo montado por Toffoli.
Já que não podem mais criar inimigos entre ˜a direita˜, já que esta está praticamente toda aliada ao PT, porque não usar um laranja?

O PT chegou num ponto em que não quer nem mais tentar, inventa qualquer piada e conta com uma imensa militância (sic) para comprar, espalhar e tentar tocar o terror.

Claro, surfam também na estupidez da extrema-direita de impeachment - que não é golpe, pese ser ridículo. E não, impeachment não é golpe, o querido aliado Collor não sofreu golpe, nem o Fora FHC que o PT puxava nos anos 90 era golpe. Não virou golpe apenas porque querem usar contra o PT. Não importa o duplipensar que queiram usar/impor.

O "golpe" consistiria na reprovação das contas do PT. Toffoli teria cometido o crime de distribuir um processo, que teria caído no colo de Gilmar Mendes, que poderia reprovar as contas.

Esquecem de dizer os petistas que sorteio é sorteio, ter caído no colo de um cara que não gosta do PT era e é uma possibilidade, não um golpe programado, e esquecem ainda que é preciso efetivamente haver problemas nas contas para que Mendes possa "derrubar" o PT. O medo do PT seria o de saber que a conta não fecha? Oras, os amigos empreiteiros (que também são amigos do PSDB, claro) foram em cana, logo....
Com o poder de investigar as contas, Gilmar poderá se aferrar a qualquer detalhe para impugná-las. Impugnando-as, não haverá diplomação de Dilma no dia 18 de dezembro.

O golpe final - já planejado - consistirá em trabalhar um curioso conceito de Caixa 1. Gilmar alegará que algum financiamento oficial de campanha, isto é Caixa 1, tem alguma relação com os recursos denunciados pela Operação Lava Jato. Aproveitará o enorme alarido em torno da Operação para consumar o golpe.

Toffoli foi indicado para o cargo pelo ex-presidente Lula. Até o episódio atual, arriscava-se a passar para a história como um dos mais despreparados Ministros do STF.
Como forma de mascarar possíveis problemas nas contas, alianças criminosas e com criminosos, guinada imparável à direita, apelam para o GOLPE. Risível. O que será que o PT tem a esconder, do que tem medo?

Notem que não há nem processo. Muito menos condenação. Há apenas o medo primitivo do PT de ver suas conts sedo impugnadas. Ou o medo que as contas sejam efetivamente examinadas e dali saiam alguns esqueletos. Antes mesmo de qualquer conclusão ou investigação, já gritam incoerentes, possivelmente de medo. Pergunto novamente: Do que tem medo? Tem razões para ter medo?

Em tempo, é sempre necessário deixar claro, dada a imensa quantidade de gente mal intencionada, que eu NÃO apoio qualquer impeachment, penso que o PT precisa ser derrotado nas urnas e nas ruas, ideologicamente.

Os movimentos sociais precisam superar o PT como se supera um vício coalhado de overdoses, tem que derrotar o PT apresentando uma alternativa real, popular, de esquerda. "Derrubar" o PT para colocar qualquer um dos seus irmãos siameses não faz ou fará qualquer diferença.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Encruzilhadas do PT e responsabilidades do PSDB: De mãos dadas com a direita e com porrete na esquerda

Retomo mais uma vez o tema da "readequação conservadora" enquanto aponto as responsabilidades do PT por esta retomada direitista e mesmo florescimento da agenda e dos discursos fascistas motivado não apenas para assustadora manifestação pró-Golpe militar na Avenida Paulista (cuja convocatória no Facebook passava das 100 mil almas perdidas confirmadas, pese entre 1000-2500 terem aparecido), mas também pelo discurso raivoso e de ódio que alguns petistas e agregados tem promovido mesmo após a vitória, além do discurso de "abafa" promovido por outros.

É sabido que a esquerda apoiou criticamente (uns mais, outros menos) Dilma apenas para barrar o PSDB, o "mal maior" na visão de muitos. Esperavam os inocentes e incautos que fosse possível uma guinada à esquerda de Dilma e do PT, enquanto outros, mais espertos e pé no chão esperavam apenas barrar o PSDB para logo voltarem às ruas e à oposição.

Mas ambos, penso eu, esperavam ao menos uma mínima autocrítica por parte da militância petista, um arrefecimento do fanatismo desmedido e muitas vezes fascista (não era incomum ver governistas ensaiando um "VAI PM" enquanto militantes de esquerda eram brutalizados nas ruas pós-Junho). Esta autocrítica, porém, não virá.


A tosquice pós-eleitoral

A chamada Veja Governista (A Carta Capital, não o Brasil 247, que responde pela mesma alcunha) e seus jornalistas imediatamente saíram ou em defesa da "governabilidade", ou simplesmente resolveram combater o ódio com mais ódio.

Cynara Menezes, também conhecida pelos íntimos como Alucynara, imediatamente pôs-se ao trabalho atacando o eleitorado do PSDB. O que melhor para combater o ódio do que incitá-lo?

Eu tenho profundo horror ao PSDB e a tudo que ele representa, mas daí a atacar todo e qualquer eleitor do partido (até porque tenho vários amigos que preferiram votar no Aécio por centenas de razões diferentes e tenho por eles o maior respeito) vai uma distância imensa.

Na mesma leva há o Lino Bocchini (a quem respeito e nutro admiração, mas que entrou no jogo sujo de cabeça) que usou seu espaço na revista para dar um cala boca na esquerda e justificar previamente um possível ministério para o Kassab. O argumento é simples: Obrigado esquerda, já usamos vocês, agora caladinhos que temos de governar (com a direita, claro).

Ninguém à esquerda pode, porém, declarar ignorância ou surpresa. Depois de 4 anos de um governo que flertou com o fascismo não seriam diferentes as primeiras reações da linha de frente do governismo. Dou apenas estes dois exemplos porque circularam amplamente pelas redes, mas outros não faltam em perfis governistas que já se preparam para justificar tudo e qualquer coisa, ou melhor, para continuar a justificar qualquer coisa.

Este artigo do Lino, aliás, é o perfeito exemplo do que alerto há muito tempo, de que o combate ao "mal maior" no fim acaba sendo promotor deste mesmo mal. Como comentei no Facebook:
O governismo é um câncer. Durante as eleições era crime se recusar a votar n PT. Oras, anular seria despolitizado e ajudaria o Aécio, como se magicamente votos nulos virassem votos no PSDB. A chantagem e até as ameaças dominavam.
Dilma pagou de esquerda, atraiu incautos e inocentes que caíram no papo mole após 4 anos de um governo que chegou a flertar com o fascismo.
Agora, mais 4 anos garantidos Dilma e o PT não precisam mais sequer fingir ser de esquerda. Quem votou criticamente faça o favor de voltar pro lado de cá da trincheira e quem votou ACREDITANDO em uma mudança, por favor, cresça. Depois venha pra trincheira.
Mais uma vez tenho a certeza de que acertei ao me recusar a participar dessa farsa.
E meu comentário foi como complemento a outro impecável do Bruno Cava, do qual copio trecho:
O texto chega a culpar o leitor, por ter votado mal pra deputado e senador.
Diferente de quem entrou na campanha pra voltar às ruas no-dia-seguinte, conclui friamente que "o caminho passa por um debate político diário, maduro e que precisa ser feito à luz da realidade".
Da realidade, crianças, não de seus sonhos, ruas, lutas, pequenos partidos ou movimentos. Da realidade: o Michel Temer, o Kassab, a Kátia Abreu.
Reclamar disso virou "mimimi despolitizado".
Foi escrito por um dos editores.
A Carta Capital corre seriamente o risco de se tornar um panfleto governista.
São dois exemplos (Lino e Alucynara) que ajudam a exemplificar que quando falamos de "ódio", este vem tanto da extrema-direita (e sim, de alguns ou mesmo muitos eleitores do PSDB) quanto da ex-querda (muitos alinhados oficial ou extra-oficialmente com o PT). Os discursos são os mesmos: Há um golpe em curso, quem não apoia o PT integralmente é "tucanalha e golpista", o PSOL é de direita, os "black bostas" são "tucanalhas", a mídia é malvada (pese ser financiada pelo PT), o judiciário/STF  é malvado (pese a maioria absoluta do STF ter sido nomeada pelo PT)...

Eleição vencida, o discurso é o mesmo.

O Pablo Ortellado fez um comentário importante:
Manifestação anti-Dilma ultraconservadora cheia de gente na Paulista. É bom assimilarmos a novidade e reagirmos rápido à ascensão poíltica dos conservadores. Não se trata mais de eleição, mas de domínio do discurso público -- o que em outros tempos chamaríamos de disputa por hegemonia. Estamos caminhando muito rapidamente para um cenário sombrio dominado por esses profetas do ódio.
Mas não é tão simples a contra-mobilização. Junho foi um levante de esquerda que, pese infiltrado aqui ou ali por elementos de direita ou mesmo classe média sofre, impôs pautas que foram sumariamente ignoradas pelo PT.  Por outro lado fica a questão: O que fazer, se quando a esquerda se mobiliza nas ruas é o PT que manda dar porrada ou se limita a aplaudir e oferecer tropas?

Como escrevi para o Amalgama, o petismo é também culpado por esse descaramento da extrema-direita.

E não, "reforma política" sem qualquer debate e através de um plebiscito não tem nada a ver com o que pediam as ruas, não passa de uma desculpa péssima e interessada do PT para fingir que escutou alguém.

Como esperar que a esquerda se levante contra a extrema-direita golpista se quando a esquerda se manifestou foi o próprio PT o primeiro a querer acabar com a festa?

E o PSDB?

Vimos setores absolutamente fascistas tentarem ocupar as ruas após as eleições. Ainda que apenas em São Paulo a manifestação pela volta à Ditadura tenha juntado mais de 100 pessoas, é preocupante.

Me recordo alguns anos atrás de ter gravado e fotografado manifestações da extrema-direita (E de ser ameaçado, claro). Pequenas, residuais, carregadas de ódio, de integralistas, nazistas, carecas e fascistas. Uma ou outra, porém, contava com o que podemos compreender como uma classe média raivosa. Mas sempre pequenas, quase residuais.

Esta não. Tomou corpo, junto pelo menos 2 mil pessoas. É assustador. Mais ainda porque sabemos que há muito mais gente que pensa (?) daquela forma.

E esta direita não saiu da toca de graça. Se é verdade que o PT tem responsabilidade na exacerbação do ódio pré e pós eleitoral pelas várias razões que dei neste e em outros artigos, o PSDB não deixa de ter sua imensa parte no bolo.

É verdade que setores amplos da extrema-direita passaram a apoiar o PSDB/Aécio apenas como forma de derrotar o PT, ou seja, não era em si por proximidade ideológica, mas na base do combate ao inimigo comum (oras, o que explica gente que bradava contra o Bolsa Família, vulgo Bolsa Esmola para esta gente, apoiar o PSDB que claramente defendia a manutenção do programa - e de outros?), porém o PSDB em momento algum buscou se desmarcar destes grupos e setores.

Pelo contrário, os alimentou.

A campanha suja não veio apenas do PT e de sua "militância" fanatizada, mas muito veio também das hostes tucanas nas redes e nas ruas. Veio dos tucanos orgânicos e dos tucanos de ocasião. Caberia ao PSDB deixar claro seu rechaço a estes setores, mas não o fez, pelo contrário, fez questão de usá-los.

Fez questão também de impor uma agenda francamente conservadora, como a defesa da redução da maioridade penal, algo que cai como uma luva para atiçar o discurso mais fascista possível, anti pobres, anti negros, francamente racista e reacionário.

E não nos esqueçamos, Coronel Telhada é tucano. Ele, assim como outros são a fina flor do fascismo e em momento algum foram desautorizados pelo PSDB pelas suas declarações por vezes criminosas. Se por um lado o PT tem um Stanley, o PSDB tem sua Deborah Albuquerque Chlaem. E nenhum dos lados se moveu para desautorizar ou desmentir o que relincham falam em seu nome. São coniventes.

Por mais que seja legítimo - pese desesperado - da parte do PSDB exigir auditoria das urnas, tal pedido gera consequências, dentre elas a de incentivar setores fascistas e golpistas a reclamar de fraude e ganhar força. E o PSDB sabe disso, se aproveita disso.É responsável, como o PT, pelo clima de guerra no país.

Como bem comentou o Samuel Braun:
O movimento reaça se baseia numa falsa dicotomia, ele existe não por afirmação, mas por negação, sua identidade se baseia na sua obsessão, o PT e o que supõe que ele representa. O fato de muitos malucos projetarem suas fantasias num outro ente não faz deste ente o que eles pensam que ele seja. O fato de acharem o PT comunista, socialista, de esquerda, não prova nada quanto a ele ser alguma destas coisas. Só prova que "meia dúzia de muitos" pirados pensa assim. Assumir isso como parâmetro de verdade é fazer côro, indiretamente, com esses desmiolados. Mesmo que pra supostamente se opor a eles.
Defender o governismo como antagônico a essa esquizofrenia reacionária é legitimar a esquizofrenia. O oposto de reacionário não é conservador, ok? Existirem direitaços como Lobão e companhia não faz de Maluff, Katia Abreu, Vacarezza, Mercadante, Afif Domingos et caterva de esquerda não, beleza?
Enfim, não podemos falar de surgimento da extrema-direita, mas sim, podemos dizer que esta saiu do armário de vez. Perdeu o medo e foi até mesmo incitada (analiso mais profundamente este fenômeno aqui). Da mesma forma que o congresso passou por uma readequação conservadora, estes perderam completamente a vergonha. O problema nem é, em si, este, mas que qualquer reação poderá ser criminalizada e brutalizada pelo partido que se diz de esquerda no poder, como aconteceu em Junho.

A esquerda encontra-se em uma encruzilhada difícil de superar, e o PT mais ainda. Para a esquerda, porém, a superação da encruzilhada passa por superar também o PT.

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Uma nota final: Os fascistas que tomaram um pedaço da paulista tem horror à democracia porque perderam, mas se aproveitam da existência da democracia para poder exigir seu fim... Não é irônico, é tosco.
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