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segunda-feira, 9 de abril de 2012

O mercado dos festivais: Desorganização e Marketing

Desafio: Ache (ou chegue) em um banheiro...
 Acredito que muitos de meus leitores tenham ido ou queiram ir a shows e festivais onde suas bandas favoritas tocam, mas tenho certeza de que a maioria gostaria de ir a festivais minimamente coerentes e organizados e não eventos mercadológicos onde você quer ouvir uma banda ou algumas que tenham ao menos uma mínima ligação, em que haja algum sentido na organização dos espetáculos.

Mas, infelizmente, o que vale é o marketing, é espremer ao máximo bandas que sozinhas atraem bom público e torturar milhares de pessoas em espaços superlotados por horas a fio suportando musicas sem qualquer ligação entre si.

O Rock in Rio é um exemplo clássico de desorganização e, pior, de mágica mercadológica sobre nossos gostos musicais. Ivete Sangalo, Claudia Leite e outras pérolas em um festival que tem "Rock" no nome já é, em sí, ridículo, mas até podemos aceitar um dia específico para tosquices semelhantes. O problema é que muitas vezes estas "cantoras" e grupos sem nenhuma relação são espremidos entre bandas tradicionais do Rock, do Metal, juntando grupos de fãs sem nenhum tipo de relação ou afinidade.

Quem não lembra do terrível show de Carlinhos Brown no Rock in Rio anterior cantando para um público que o detestava e sendo "homenageado" com garrafas de água?

É o melhor exemplo de como os organizadores de tais eventos não tem a mínima preocupação em agradar a um público, mas sim de irritar vários e de garantir a maximização dos lucros ao forçar públicos distintos a conviver num mesmo espaço.

Me recordo há anos atrás, de um Abril pro Rock, em Recife, em que a principal atração era a banda Placebo. A ampla maioria dos prsentes esperava ansioso pelo show, a primeira vez no Brasil de uma banda idolatrada e que estava estourando, mas fomos forçados a aguentar um show do Los Hermanos antes que, apesar de não ser ruim, os públicos não conversavam entre si. Me lembro de centenas de pessoas dormindo - eu inclusive -, reclamando e de saco cheio de um show longo e aparentemente interminável e também da maré humana que deixava o local antes do show do Placebo pois mal conheciam a banda e queriam mesmo ver o Los Hermanos - que, aliás, não é sequer Rock e estava aparentemente no festival errado.

Conheço gente que já passou por aperto. De ir em um festival querendo ouvir rock pesado e ser destratado por gente que ouvia outro estilo e estava ali dividindo espaço. Não há a mais remota preocupação com ao menos tentar colcoar bandas de estilos semelhantes ou mesmo propiciar encontros de públicos que não sejam absolutamente opostos em um festival. Mais vale lucrar com públicos distintos e sem qualquer preocupação com a experiência de quem foi (vai) aos shows.

Imagine você ir a um festival para ouvir Sepultura e ter de aguentar antes a Kate Perry e seu público. É risívvel e possível de acontecer, acreditem.

Não se trata, porém, de se fechar em um casulo e realizar apenas festivais para um ou outro estilo, e sim tentar aproximar estilos que conversam e não estilos que até se odeiam. Imaginem um show de uma banda tradicional de metal no mesmo dia que o de uma banda emo. É pedir por sangue - ou por choro.

Infelizmente o que se vê é puramente o interesse por maximizar lucros, colocar milhares de pessoas em espaços exíguos, com tudo lá dentro a preços exorbitantes, por horas a fio sendo forçadas a ouvir o que não querem. Os preços de tudo - desde comida até mesmo a água - é um caso à parte. Sem contar nas filas para banheiro ou mesmo para entrar e, claro, quem fica distante do palco acaba ouvindo mais a conversa de quem está por lá que a música em si, ha quase um quilômetro do palco.


Nem entrarei no caso da péssima segurança e nos assaltos (furtos) que acontecem dentro destes mesmos festivais.

Imagine você pagar centenas, até mais de mil reais para ir a um festival acampar, mas chegando lá a estrutura é aviltante. Preços abusivos até para comprar uma garrafa de água, filas imensas, dificuldade para achar um espaço para acampar ou mesmo a quase impossibilidade de tomar banho ou realizar qualquer atividade simples dentro da estrutura oferecida.

Mas, mesmo assim, estes festivais lotam. Vai entender.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Apolinário usa a Bíblia pra defender o nepotismo... Oi?

O vereador Carlos Apolinário (para quem não basta ser do DEM, tem que ser também ligado aos Marginais da Fé) resolveu lutar por fama a todo custo. Depois de ver seu Dia do Orgulho Hétero tratado como piada e com desprezo por todo o mundo e de já ter sido avisado pelo Kassab que será vetado, resolveu buscar a fama com declarações que não só demonstram fanatismo, mas também ignorância sobre a propria Bíblia.

Não sou grande conehcedor do tal livro, admito tê-lo lido ha alguns anos e achado uma das coisas mais maçantes e chatas possível, mas a últimado Apolinário é motivo para se matar de vergonha:
Do vereador Carlos Apolinário, líder do DEM na Câmara paulistana, justificando o nepotismo: "Deus disse: vocês falarão comigo por meio do meu filho".
Para defender um crime, o nepotismo - que não é nada demais frente a quem luta diariamente contra direitos civis para a comunidade LGBT e, sendo do DEM, contra direitos à toda a população -, Apolinário busca a coisa mais tosca e sem noção possível. Uma passagem absolutamente descontextualizada, pinçada e que, sem sacanagem, me faz crer que a figura ou estava cheirada ou perdeu de vez a noção e o senso de realidade.


O que me impressiona mais, porém, não é a pura indigência intelectual e apologia ao crime por parte do retardado nobre vereador, mas que cada vez mais os Marginais da Fé tentam usar a Bíblia para impor sua visão de mundo e mesmo para descaradamente agir na ilegalidade.

Seria bom lembrar a estas figuras nefastas que, frente à Constituição, a bíblia tem tanto valor quanto um rolo de papel higiênico perfumado. Não, não estou dizendo que a bíblia seja igual a isto, mas apenas tem a mesma validade legal, logo, não tem NENHUMA.

Inventivados pela inércia de um governo covarde e entreguista, francamente de direita (adota o discurso de erradicação da pobreza ao tempo em que a criminaliza com desrespeitos constantes aos direitos humanos), estes Marginais da Fé estão felizes e contentes na tentativa de medievalizar o Brasil.

Contam, claro, com a ajuda sempre prestosa de Dilma, que não aceita "propaganda de opção sexual" e, ao mesmo tempo, não dá nenhum passo na direção da garantia e efetivação dos direitos civis e humanos da comunidade LGBT.

É intolerável que em plano século XXI precisemos perder tempo escutando ou dando espaço a explicações bíblicas, leis baseadas na bíblia e mesmo apologia ao crime baseada na bíblia! Como aceitar que em um Estado Laico alguns elementos duvidosos queiram usar a bíblia pra legislar sobre a vida dos outros?

Se querem tanto viver sob a bíblia, oras, vivam, mas não imponham a toda a sociedade o mesmo. Mas o curioso é que estes só tentam impor a bíblia quando lhes convém, para limitar direitos DOS OUTROS.

Usura, cobiça, exploração.. Até onde eu sei, são firmemente condenadas pela bíblia. Mas e daí?

Vejamos o que devem fazer os Marginais da Fé:

- nunca mais comer carne de porco (Levítico 11:7-8);
- nunca usar nenhuma roupa que tenha mais de um tipo de tecido em sua fabricação (Levítico 19:19);
- nunca aprender nada de alguma mulher, que deve estar sempre em submissão e silêncio (1 Timóteo 2:11-15);
- não se aproximar ou tocar mulheres menstruadas sob pena de permanecer ‘imundo’ (Levítico 15:19);
- defender pena de morte para adúlteros (Levítico 20:10) e seguidores de outras religiões (Deuteronômio 17:2-7) e também defender escravidão (Levítico 25:44-46);
Não é fácil "ser cristão", não é? Me pergunto, algum pastor que busca incessantemente limitar direitos civis DOS OUTROS por acaso segue TODAS estas "regrinhas", apenas pra começar.

Senão, eu me pergunto, que direito tem esse povo de querer impor a bíblia aos demais se sequer a seguem?

A pergunta sequer entra no mérito do Estado Laico, porque esses Marginais da fé são tão hipócritas e criminosos que suas contradições não se sustentam por 10 minutos. 

Mas, voltando ao Apolinário, não sofrerá nada. Irá continuara perseguir (sim, porque não há outro nome) minorias e grupos vulneráveis baseado em sua suposta fé e usará a mesma "fé" para lucrar, defender práticas ilícitas e desrespeitar a constituição.

Neste meio tempo ogoverno não fará nada, pois tem sua cota de Marginais da Fé para contentar e mais direitos para limitar.

E asim caminhamos para o século... XII?
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Banco do Brasil e PREVI - Superávit e Roubo


Recebido por e-mail de funcionários aposentados do BB.
Colegas,

A razão de ser da PREVI é suportar o pagamento dos aposentados e pensionistas. Os únicos beneficiários do fundo de previdência privada são os associados (e dependentes). Portanto o Banco não se enquadra nesta categoria.

O Banco, enquanto empregador, é co-patrocinador do Plano, mas nunca poderá ser tratado e ter direitos de associado. Impossível!

Ocorre que o CONSELHO DE GESTÃO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (órgão composto pelos Ministérios da Previdência, Fazenda e Planejamento, fundos de pensão, participantes, assistidos e patrocinadores) cometeu uma inconstitucionalidade ao editar a Resolução nº 26, em 29.09.2008, em cujo artigo 15 criminosamente pretende destinar parte da reserva especial ao Banco, lesando funcionários da ativa, aposentados e pensionistas.

A Lei Complementar nº 109, de 29.05.2001, estabelece, em seu artigo 3º, que a ação do Estado será exercida com o objetivo de: (III) determinar padrões mínimos de segurança econômico-financeira e atuarial para o equilíbrio dos planos de benefícios e (VI) proteger os interesses dos participantes.

Já o artigo 20 da Lei Complementar nº 109, de 29.05.2001, define que, em havendo resultado superavitário, após a constituição de reserva de contingência de 25%, será constituída reserva especial para revisão do plano de benefícios (superávit).

Ou seja, o saldo da conta “Reserva Especial para Revisão do Plano 1” (superávit) tem que ser obrigatoriamente utilizado para reduzir contribuições e MELHORAR BENEFÍCIOS, conforme os artigos 20, §2º, da Lei Complementar 109, e 76, §2º, do Estatuto da PREVI.

Somente na hipótese de redução de contribuições, é que o § 3º do artigo 20 da Lei Complementar nº 109, de 29.05.2001, prevê que se leve em consideração as contribuições dos patrocinadores. Neste o caso, o Banco se beneficia ao deixar de efetuar o pagamento da sua quota.

Portanto, só os assistidos devem ser beneficiados com eventuais superávit  e nunca o patrocinador.

Ademais, somente por meio de nova Lei Complementar, aprovada pelo Congresso Nacional, é que tal situação poderia ser alterada.

Nesse “acordo” de 24.11.2010, ou seja, o Memorando de Entendimentos sobre a destinação do superávit do Plano 1 da PREVI assinado por entidades do funcionalismo (sic) e o Banco, trata apenas da metade dos nossos direitos e nem de longe se refere aos 50% que o BB já abocanhou, ilegalmente, apesar de a justiça brasileira já haver reconhecido que a Resolução 26 é inconstitucional.

Os associados devem ficar atentos para não acreditar cegamente em propostas aparentemente simpáticas e acordos prejudiciais aos funcionários da ativa, aposentados e pensionistas.

 É urgente e imprescindível sabermos, exatamente, o que está sendo votado!

Solicito a todos que divulgue amplamente, analise e VOTE CONSCIENTE !

VAMOS VOTAR “NÃO” A ESSE ACORDO MACABRO !

Quando abrirem a consulta aos associados do Plano 1, POR FAVOR, vamos todos votar NÃO e pedir a todos os nossos amigos e colegas que façam o mesmo, principalmente os aposentados.

Reparem bem o que diz o item 3 do FATO RELEVANTE de 25.11.2010: “Se aprovados, os termos do referido Memorando não trarão impacto ao resultado do Banco do Brasil”.

Ora, é lógico que os tão festejados resultados do Banco já contemplam os 50% que a Resolução 26 pretende roubar dos funcionários da ativa, aposentados e pensionistas.

Lembrem que, de acordo com a Lei Complementar 109, o resultado de superávits sucessivos devem ser utilizados somente para revisão de benefícios e redução de contribuições.

Portanto, reafirmo, é inconstitucional a malfadada Resolução 26 forjada pelo BB.

É oportuno também ressaltar a necessidade de se eliminar o VOTO DE MINERVA e modificar o artigo 81 do Regulamento, para que as alterações passem a ser realizadas apenas por CONSULTA PRÉVIA aos associados e não por deliberação do Conselho Deliberativo. A eleição de representantes (artigo 11 da Lei Complementar 108) não autoriza os eleitos a mudarem regras de grande magnitude em prejuízo dos participantes, pois suas atribuições são definidas no Estatuto e Regimento Interno (e referem-se apenas à gestão).

Vale registrar que o Plano 1 já está na fase de extinção, há recursos na rubrica RESERVA PARA REVISÃO DO PLANO DE BENEFÍCIOS, decorrentes de superávit’s acumulados (Lei Complementar 109, artigo 20, §2º), e, conforme os artigos 74 e 75, do Estatuto, os rendimentos produzidos pelos recursos financeiros e bens patrimoniais da PREVI têm o objetivo único de suportar o pagamento dos benefícios contratados.

Outrossim, tendo em vista que, desde 1998, não podem entrar novos participantes no Plano 1, o respectivo equacionamento (ativo líquido versus passivo atuarial) é baseado em cálculos atuariais agora efetuados com maior grau de aderência à realidade e maior segurança no uso das diversas premissas (mortalidade, invalidez, contribuições, benefícios, quantidade e idade de dependentes e pensionistas, política salarial, conjuntura econômica, redução da taxa SELIC, menor custo da estrutura etc), as quais devem ser monitoradas, no mínimo, anualmente (artigo 76, §1º, do Estatuto), mas, agora, esse monitoramento deveria passar a ser mensal.

Não devemos nos esquecer que os ATIVOS LÍQUIDOS da PREVI são superiores ao PASSIVO EXIGÍVEL ATUARIAL, ou seja, a PREVI já possui recursos garantidores em volume superior ao “valor presente dos benefícios futuros” MAIS o “valor da reserva matemática dos benefícios concedidos” (em conformidade com o artigo 1o da Lei Complementar 109).

Como existem recursos suficientes para pagar todos os participantes e pensionistas, até que o último sobrevivente dessa massa feneça, o Plano de Benefícios 1 já se encontra na situação de SALDAMENTO (reservas financeiras e patrimoniais suficientes para garantir a integralização dos benefícios de todos os participantes).

Dessa forma, não há mais risco atuarial, devido ao grau de maturidade do Plano 1, e somente poderia ocorrer risco financeiro. Porém, tal risco não existe, já que “os reajustes dos benefícios estão amarrados e são sempre menores que as taxas de remuneração dos capitais”.

Vale a pena ainda deixar mais um questionamento para sua reflexão: após a extinção do Plano 1, provavelmente ainda neste século, para quem ficará o que ainda restar do patrimônio da PREVI ?  Espera-se que, de forma planejada e com segurança (atuarial, jurídica e financeira), e honestidade, esses “lucros” sejam socializados para que, no final, o que ainda sobrar não seja indevidamente apropriado.

O fato relevante de 25.11.10 está disponível nas páginas:
http://br.advfn.com/noticias/Banco-Do-Brasil-bbas-Nm-Fato-Relevante_45393574.html
http://blogdobranquinho.blogspot.com/2010/11/bb-esconde-riscos-ao-mercado.html
“Em conformidade com o 4, do artigo 157, da Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e com a Instrução CVM nº 358, de 03 de janeiro de 2002, o Banco do Brasil S.A. comunica que:
1. Assinou, em 24 de novembro de 2010, Memorando de Entendimentos com as entidades representativas de funcionarios e aposentados, visando a destinacao e utilizacao de parte do superavit do Plano de Beneficio Definido (Plano 1) da Caixa de Previdencia dos Funcionarios do Banco do Brasil - Previ, conforme determina a legislacao vigente.
2. A efetivacao dos termos do referido Memorando depende ainda de aprovacao das instancias administrativas da Previ (Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo) e dos orgaos reguladores e fiscalizadores.
3. Se aprovados, os termos do referido Memorando não trarão impacto ao resultado do Banco do Brasil.
4. Fatos adicionais, julgados relevantes, serao prontamente divulgados ao mercado.

 A todos, reitero o pedido para refletir, analisar e VOTAR NÃO.

Brasília (DF), 26.11.2010
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fobia Neopentecostal e o Dia "D" de "dinheiro" [Parte 2]

O Dia D

Na quarta, dia 20, feriado, uma multidão de fanáticos, ops, assaltados, ops, fiéis, se reuniram na Zona Sul do Rio para um Culto (como eles chamam o processo inicial da lavagem de dinheiro, é quando vão extorquir dos ignorantes), causando um verdadeiro caos na cidade do Rio de Janeiro.

Um evento de tamanha magnitude, não há dúvida, não tem cabimento. Um absurdo que o município permita tal coisa, causando um transtorno de proporções gigantescas na cidade. E não faço de trânsito, como a Globo adora noticiar. Tudo para a Globo é problemático para o trânsito e ponto.

Mas falo do caos para os moradores da região, dos que estavam na praia, dos que foram obrigados a aguentar horas de pregação, de proselitismo e, o pior, a sacanagem com os "fiéis" que devem ter levado as carteiras prontas para serem coagidos a dar até o último tostão para os pastores, bispos e meliantes em geral da IURD ali reunidos.

Antes que algum fanático venha criticar que a Parada Gay na Paulista, ou mesmo a carioca, causam tumulto semelhante, já adianto que uma coisa é um bando de desocupado indo roubar e ser roubado se reunindo e transtornando a vida de todos e outra é uma minoria constantemente atacada e que sofre preconceito diário e perseguições se manifestando por visibilidade.

Pesem as críticas à "globalização" da Parada Gay, ao tom hoje muito mais midiático e festivo que crítico e conscientizador, o evento ainda é fundamental para a visibilidade dos homossexuais. Estes, aliás, constantemente atacados pela turba reunida na Zona Sul para pregar a palavra do preconceito, dita de deus.

O "movimento" presente na praia de Botafogo não reivindica nada, não protesta contra nada, não acrescenta nada. Ao menos, na superfície.

Em um período pré-eleitoral o circo armado pela IURD é ainda mais significativo. É uma clara demonstração de poder, de manipulação das massas.

Sobre esta questão da Homossexualidade, vale à pena ler este artigo que traça um paralelo entre a atitude dos "nossos" neopentecostais (em alguns casos das igrejas cristãs e seitas em geral) e a atitude tão condenada dos africanos em Uganda ou mesmo de alguns países islâmicos.

Enfim, um "culto" despropositado, com o objetivo de mostrar a todos "Olha, nós temos força, não mexa conosco ou destruiremos vocês". Perigoso e ameaçador.

Neste ponto muitos já devem estar me chamando de intolerante religioso, esclareço: Neopentecostalismo não é religião, é quadrilha organizada com bíblia não mão.Sinto muita pena de quem acaba caindo e espero todo dia que os responsáveis mofem na cadeia.

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Fobia Neopentecostal e o Dia "D" de "dinheiro" [Parte 1]

Fobia neopentecostal

Nos dias de hoje está cada vez mais difícil não ter a tal "fobia neopentecostal". Eu tento, mas é difícil respeitar quem acredita na IURD, quem acredita na Renascer, quem dá todo seu dinheiro a um grupo de criminosos travestidos de pastores.

Na verdade, muitos são apenas pobre coitados, o "não-respeitar" começa a partir do momento em que tentam me tornar um igual, quando tentam me convencer. Até lá, tenho apenas pena. Mas como levar a sério as opiniões de quem, por seu lado, leva um Edir Macedo a sério? Um R.R. Soares? Uma "Bispa" (cof, cof) Sônia?

Chamem os "fiéis" de vítimas de Síndrome de Estocolmo, de meros enganados, talvez, mas me questiono até que ponto não são cúmplices e coniventes? Veja o Kaká, por exemplo.

Não falo de todos, claro, muita gente - a maioria, penso - cai no conto do neopentecostalismo em momento de desespero e é capaz de acreditar em absolutamente tudo que lhe disserem. Outros são simplesmente incapazes de compreender a diferença entre ser roubado e de ter uma fé real. Mas uma parcela, sem dúvida, é simplesmente conivente e acaba por usufruir das benesses do dízimo alheio extorquido.


Suponho que eu vá perder muitos leitores com este post, mas era simplesmente algo que eu precisava dizer. Por outro lado, sei que muitos concordam comigo. Uns não dizem nada, outros não tem problema em admití-lo.

Vamos a um exemplo dos "porquês" da fobia.

Os vídeos divulgados semana passada pela Folha com o "bispo" Romualdo Panceiro ensinando outros bispos e pastores a roubar dos trouxas fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus são simplesmente um absurdo.

Mas apenas mais um absurdo para a coleção extensa desta "igreja" e de suas semelhantes.

Sob o manto da liberdade religiosa, criminosos comuns roubam e coagem pobres e ricos a darem seu dinheiro para posterior lavagem e enriquecimento dos membros mais graduados destas "igrejas".

A reportagem completa da Folha:
Em vídeo, bispo da Universal ensina a arrecadar na crise Bispo Romualdo Panceiro diz que fiéis devem ser convencidos a "semear no altar'

"Por isso que a gente tem que perguntar: "Você crê mais na crise ou você crê em Deus?", explica o 2º nome na hierarquia da instituição

RUBENS VALENTE
DA REPORTAGEM LOCAL

Vídeo entregue ao Ministério Público de São Paulo por um ex-voluntário da Igreja Universal mostra bispos da cúpula da entidade combinando a pregação para obter dízimos dos fiéis na crise econômica de 2008.
As gravações obtidas pela Folha, que oferecem rara visão sobre práticas da igreja, são de duas reuniões feitas por videoconferência entre líderes na sede, em São Paulo, e outros nos Estados. Foram coordenadas pelo bispo Romualdo Panceiro. Ele é considerado o segundo nome mais importante na igreja e foi apontado pelo bispo Edir Macedo como o seu sucessor. Romualdo, que coordenou a igreja no Brasil por mais de 12 anos, hoje vive em Buenos Aires e é responsável pela instituição na América Latina.
Um dos vídeos começa com Romualdo tirando uma espada da cintura e colocando-a sobre uma mesa. Durante 15 minutos, ele aparece orientando outros bispos graduados da igreja, como Clodomir Santos, a recorrerem a trechos da Bíblia nos quais se narra que o personagem Isaac, para escapar de uma grande fome, recebeu orientação divina para semear no solo ruim, e foi agraciado.
Romualdo orienta que "semear" é dar dinheiro à igreja. Ele diz que a igreja deveria perguntar aos fiéis se eles "acreditam mais" na crise ou em Deus.
"Por isso que a gente tem que perguntar [ao fiel]: "Você crê mais na crise ou você crê em Deus? Porque se você crê na crise, então você vai guardar para ela, ela vai pegar o que você tem. Sem que você saiba, quando você acordar, já era. Mas se você crê em Deus, você vai pegar o que a crise pode pegar e você vai colocar onde? [...] Vai semear no altar!", diz.
Romualdo indaga se Clodomir compreendeu: "É ou não é, Clodomir? Entendeu? [...] Não é legal isso?". Clodomir concorda: "Arrebenta. Tá ligado".
Em seguida, o bispo diz que a ideia deve ser disseminada entre os pregadores: "Quer dizer, mais semente você vai ter, e quanto mais você tem semente, mais você vai colher. Pô, é muito forte, não é? Então, a gente tem que virar o jogo. Passar esse espírito para os pastores agora, como eu já passei".
Ele se dirige ao bispo Sidney Marques, de Belo Horizonte: "Vai arrebentar, é muito forte! Hein, ô, Sidney?" "É o melhor investimento. O melhor investimento é esse", responde Sidney. "Momento propício para o uso da fé", arremata Romualdo.
O bispo diz que "combinou" com os pastores regionais de abrir três Bíblias, durante a oração do domingo, para "desafiar" as pessoas a trazerem dinheiro. "Eu combinei com os regionais aqui o seguinte, malandro. No domingo [esfrega as mãos], falar assim: "Olha, pessoal, em nome de Jesus, você que vai agora semear em cima dessa palavra aqui, com [R$] 10 mil para cima, vem aqui na frente, coloca, muito bem. Com [R$] 1.000 para cima, vem aqui pra frente. Com [R$] 500 para cima, vem aqui na frente, com [R$] 100 para cima, com dez reais para cima, com uma moeda para cima, coloca aqui". Porque aí a gente não está, como se diz, estipulando. Porque foi na hora da oferta, um desafio."
Vídeo de outra reunião indica que membros da igreja procuraram se aproximar de criminosos para evitar assaltos a carros-fortes que transportam dinheiro doado por fiéis.
Romualdo conta que um carro-forte com R$ 52 mil arrecadados pela igreja havia sido assaltado na Grande São Paulo. Ele atribui a autoria do crime a policiais e diz que pastores e bispos deveriam fazer contato com a criminalidade. "Nosso problema não é bandido, o nosso problema é polícia. Você não pode falar isso para ninguém. [...] A não ser que, no Brasil, vocês não tenham feito o que nós fizemos aqui com os chefes da comunidade, de bandidos etc etc. Eu já falei para vocês fazerem. Não falei, Sidney? [...] Todos já devem ter feito."
Os vídeos foram entregues ao Ministério Público pelo ex-voluntário da Universal e ourives Eduardo Cândido da Silva. Os promotores Everton Luiz Zanella, Fernanda Narezi, Luiz Henrique Cardoso Dal Poz e Roberto Porto denunciaram, em agosto passado, Edir Macedo e mais nove membros da igreja sob acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A denúncia foi acolhida pelo juiz Glaucio Roberto Brittes, da 9ª Vara Criminal, o que deu origem a ação penal.
Segundo os promotores, recursos obtidos pela igreja de fiéis eram enviados ao exterior por meio de empresas de fachada e retornavam ao Brasil com aparência legal, para a compra de emissores de rádio e TV.
Os promotores também pediram à Justiça dos Estados Unidos, por meio um acordo de cooperação bilateral, a quebra de sigilo das contas bancárias utilizadas pela igreja e por empresas a ela relacionadas.
O ourives Silva obteve os CDs de um ex-pastor regional que hoje atua em outra igreja. A Folha conversou com o pastor que tinha as gravações. Ele pediu para não ter o nome publicado, mas confirmou a história.
O ourives move uma ação para o ressarcimento de R$ 232 mil referentes a supostos cheques sem fundos passados por pastores pela venda de joias.
O preconceito que muitos evangélicos dizem sentir é facilmente explicado pelas ações de seus pastores e líderes. São criminosos comuns que deveriam passar suas vidas trancafiados por coação, extorsão, lavagem de dinheiro, danos morais e quaisquer outras contravenções e crimes que se possa encontrar no código penal.

Mas, muitas vezes, o preconceito vem também das atitudes de muitos neopentecostais que costumam ser absolutamente intolerantes e fazem questão de impor seus valores à toda a sociedade. A crítica não fica só neste grupo, mas, sem dúvida, é a face mais visível.

E, honestamente, eu não acredito que este preconceito em particular seja nocivo. Na verdade, ele é defensivo, é uma forma de defesa da população consciente frente às quadrilhas da fé. De outro lado é também uma barreira contra a ignorância, contra a fé cega, contra o proselitismo estúpido. Ninguém tem tanta capacidade de incomodar e de impor sua fé como os neopentecostais, não é à toa o preconceito.

É inaceitável que o Estado permita que estas quadrilhas atuem livremente e se propaguem como fogo no cerrado sem que prestem contas a nada nem ninguém. É intolerável que enganem sem punição.

Muito radical? Talvez seja. Mas talvez estejamos em um momento em que o neopentecostalismo e a piada que chamam de Teologia da Prosperidade  tenha chegado a um ponto em que ou combatemos ou perderemos a batalha. Estão gigantescos, tem deputados e senadores no bolso e se organizam de forma perigosa. É uma quadrilha que se institucionaliza e tenta pressionar o Estado - e pressiona!

Por mais que alguém que tenha cultura e estudo possa dizer que entrou para tal "igreja" por livre e espontânea vontade, não é aceitável que a população mais frágil, mais humilde seja vítima silenciosa das quadrilhas da fé. O Estado não pode permitir que os mais humildes "doem" tudo que tem, tudo que recebem de maneira suada para charlatões que realizam uma perfeita lavagem cerebral.

IURD, Renascer e demais neopentecostais agem como organizações criminosas que não podem ser toleradas por um Estado de direito que deve zelar pela sua população.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

A ditadura do Pay-Per-View (...e da Globo!)

É um domingo de sol, você está tomando sua cerveja, relaxado(a) no sofá da sala e resolve assistir ao jogo do seu time, como sempre fez, pela TV.

Precavido(a), você não espera que a Globo tenha a boa vontade de passá-lo, não gosta de ser refém de uma rede de TV que basicamente passa jogos do Corinthians - você não é Corinthiano(a) - ou de qualquer outro time que esteja na moda no momento - e assinou algum serviço de TV por assinatura.

Sabe que os jogos também passam pelo SporTV - que também faz parte da quadrilha, você também é refém, mas experimenta uma certa Síndrome de Estocolmo e vai na onda -,  e fez uma boa economia para poder pagar os preços comumente abusivos (isto quando não cai no conto da venda casada ou dos maravilhosos pacotes "524 em 1" que você usa 2 ou 3 e nem lembra pra que servem os demais) e ainda ter que assinar dois ou três pacotes para ter alguma programação de qualidade - quando tudo que você queria eram 3 ou 4 canais -, mas todos em pacotes diferentes e, no básico, você basicamente (sim, foi uma piada) assina uma TV aberta e mais meia dúzia de canais inúteis e descartáveis (não, estou falando de canais ALÉM da TV aberta, acredite!).

Enfim, você se sente numa novela vagabunda qualquer e é explorado para conseguir assistir a uma pequena seleção de canais e leva no pacote trocentos outros que você tem até vergonha de passar perto. Mas, bem, chegamos à SporTV.

Você nota que a globo não passou se jogo (Corinthians....) e calmamente coloca no SporTV até ter a surpresa... Nada por lá. Mas, injuriado, você procura ver que jogo vai passar que não o do seu time - você não torce pro Piraporinha do Norte, logo, não entende porque dos últimos 15 jogos, só 2 passaram na TV! - e tem a maravilhosa surpresa de que, no horário, não vai passar nem futebol, mas aquele VT do Vôlei da semana passada entre uma empresa A versus uma empresa B (pessoal do vôlei não é muito criativo).

Então, você corre para o SporTV 2 que, neste momento, passa o VT daquele jogo imperdível da final de Roland Garros de 1982! Com sorte você até consegue assistir ao importantíssimo jogo do campeonato francês entre o lanterna e o vice-lanterna.

Sem entender nada, você se pergunta: O que aconteceu com a TV? Primeiro os jogos passavam na TV aberta. Agora só passa o Corinthians (troque pelo nome do time da moda em sua cidade, dá no mesmo) e olhe lá! Então assinei a bendita TV a cabo (ou satélite, ou sinal de fumaça, não importa) e conseguia ao menos, com sorte, assistir ao jogo do meu querido time. Agora nem isso!

Acreditem, meus amigos, não bastava te entupir de propagandas, chamadas piscantes e comentários dos narradores no jogos da TV aberta que praticamente tornavam um jogo de futebol mais num mercado do que num jogo em si. Você assistia mais à vinhetas bonitinhas e chamativas e via mais imagens da torcida do que o jogo de verdade. Não bastava, depois disso, terem passado os jogos para a TV por assinatura, onde você paga - é explorado - em um sistema longe do alcance de boa parte da população.

Agora - tem tempo, mas com o futebol está começando a irritar - descobriram que podem te roubar ainda mais! Eis que surge o Pay-Per-View!

Antes a idéia parecia boa. Só dá para passar um jogo por dia - TV aberta - ou um jogo por horário - TV fechada, que podia passar mais de 2 ou 3 jogos no dia, a depender dos horários -, então porque não permitir que, por um preço exorbitante módico, os torcedores dos times menos afortunados não possam assistir às partidas sem precisar sair de casa?

De fato, foi uma boa sacada. Torcedores do América, Bangu, Botafogo (haha), Portuguesa, Bragantino e cia passaram a poder assistir os jogos de seus times na TV.

Mas, claro, os maravilhosos empresários das redes de TV - leia-se, Globo, "a monopolista" - acharam que dar este conforto à quem podia pagar ao povo era demais! Raciocinaram e, em brihante rompante de sabedoria, resolveram proporcionar a TODOS os jogos no Pay-Per-View. Como?

Vejam esta informação do site NetVasco sobre os jogos do Vasco no domingo (28 de março):
TV ABERTA

- Não transmitirá

TV FECHADA

- Não transmitirá ao vivo

- Sportv (Compacto de 1h no domingo, 28/03, às 22h)
- Sportv (Compacto de 30min na 2ª-feira, 29/03, às 11h30min)
- Sportv (Compacto de 30min na 3ª-feira, 30/03, às 7h30min)
- Sportv (Compacto de 30min na 3ª-feira, 30/03, às 16h30min)

PAY-PER-VIEW

- Premiere (todo o Brasil) 
Estamos falando de um Vasco e Fluminense, às 18:30, horário mais que nobre para um jogo e dois dos times mais importantes do país em um clássico no Maracanã! A TV aberta provavelmente passará um jogo Às 4 da tarde, compreendo que não transmita o segundo em sequência, mas me pergunto o porque de NENHUM canal da TV paga transmitir o jogo que, no caso do Rio, é único no horário e não entra em conflito com qualquer outro!

Pode parecer fato isolado, mas, acreditem, a SEMI-FINAL da Taça Guanabara não teve NENHUMA transmissão ao vivo na TV aberta ou na TV fechada. Só no Pay-Per-View, carinhosamente disfarçado apelidado de "Premiere Futebol Clube" e, mais ridiculamente ainda, entra na categoria de Sócio PFC!!

Por "sócio", compreenda: Você paga pelo que antes tinha de graça e, em troca, recebe o bonito nome de "sócio" e coloca uma foto da família num site obscuro da Rede Globo.

O que se vê é a elitização completa do futebol. O pobre que vá ao estádio. Que dê um jeito e não reclame. Na TV só um jogo ou outro, quando interessar à máquina de propaganda da Rede Globo. Se você tem uma situação financeira melhor ou fez um "GatoNet", surpresa! Nada de futebol para vocês também. Só se tornando Sócio PFC vocÊ poderá desfrutar de seu jogo dominical com tranquilidade. Isto é, até inventarem algum plano master-plus-advanced em que o atual modelo só te permita ver jogos do América ou da Portuguesa. Para Vasco, Fluminense, Palmeiras, Santos e cia tem que ser sócio upgrade do negócio!

Que a Globo não me leia.

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