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domingo, 9 de outubro de 2011

Estupro na TV? Pode. É liberdade de expressão.

Vejam esta absurda matéria publicada (link alternativo) pela Folha de ontem e segurem a revolta:
Procuradoria quer cassar canal de TV que exibiu cena de estupro

Na Paraíba, programa mostrou vídeo feito com celular de violência sexual contra menina de 13 anos

Ministério Público diz que exibição contraria o ECA; para diretor da TV Correio, ação é forma de 'intimidar a imprensa'

JEAN-PHILIP STRUCK

DE SÃO PAULO

O Ministério Público Federal está pedindo que a União casse a concessão de um canal de TV da Paraíba que exibiu em uma reportagem imagens de uma menina de 13 anos sendo estuprada.
A Procuradoria diz que o material, exibido na tarde do dia 30 de setembro pela TV Correio, afiliada da rede Record, se assemelhava a um "snuff movie" (filme com cenas reais de tortura e morte).
O crime foi registrado por um adolescente de 15 anos com uma câmera de celular. A vítima é uma aluna de escola pública da região metropolitana de João Pessoa.
A polícia diz que ela foi estuprada por um inspetor da escola, de 20 anos. O material, apresentado desfocado, não identifica a vítima.
Segundo a polícia, a menina relatou ter sido atraída pelo instrutor até a casa dele quando saía da escola. Ela disse que foi dopada e, depois, estuprada.
O Conselho Tutelar informou que, nos dias seguintes, o vídeo circulou entre colegas de escola da menina. A família procurou a polícia assim que viu as imagens.
O adolescente que fez o vídeo no dia 20 de setembro, segundo a polícia, alegou que a menina consentiu a relação sexual. Ele foi apreendido e o suspeito de estuprar a garota está foragido.
"Ainda assim o caso seria considerado estupro de vulnerável, já que ela é menor de 14 anos", afirmou a delegada Lídia Veloso.
Para o Ministério Público, a exibição de imagens envolvendo menores sofrendo violência, mesmo desfocadas, são proibidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
A ação também inclui um pedido de indenização de R$ 500 mil para a adolescente e de R$ 5 milhões por "danos morais à coletividade".
O apresentador Samuel Henrique também foi denunciado. Ele apresentou a reportagem no "Correio Urgente", programa policial diário da TV. "Olha o cara tirando a roupa dela aí, ó. Só um trechinho.
Depois a gente vai mostrar tudo", diz Duarte, segundo a Procuradoria.
O diretor-superintendente da TV Correio, Alexandre Jubert, afirma que a reportagem não identificou a menina.
"A ação é uma forma de intimidar a imprensa. Outros canais já mostraram imagens bem piores."
Jubert também diz que não pretende tomar medidas contra o apresentador. "Se mostramos uma realidade ruim é porque ela é assim."
Em resumo, um canalha chamado Alexandre Jubert se acha no direito de, sob o manto da Liberdade de Expressão, exibir cenas de um estupro na TV. Pior, um estupro de uma criança, pois a vítima tem 13 anos.

A TV Correio, da Paraíba, exibiu imanges de uma menina de 13 anos sendo estuprada. O MP quer cassar a licença, mas o diretor diz que é "liberdade de expressão".

Quer dizer, mostrar cenas de uma menor sendo estuprada tá valendo? Isso é liberdade de expressão? Me avisem quando começarem a passar Snuffs... Opa!

A "defesa" da TV Correio, ligada à Record (que surpresa!): "Outros canais já mostraram imagens bem piores".

Ah, então ok. Argumento governista pode. Afinal, se todos roubam, porque eu não posso?

Aliás, se outros rouba MAIS ou mostram cenas PIORES de estupro, porque não posso também?

E o boçal finaliza do Alexandre Jubert: "Se mostramos uma realidade ruim é porque ela é assim." Pronto.

Realidade é uma merda? Então vamos jogar na cara de todos.

O MP tá brando. Além de cassar licença eu ainda botava esse DESGRAÇADO na cadeia por abuso de menores, por veicular imagem e achar bom. Toda tentativa de punir a mídia pelos seus excessos.... por seus CRIMES são tratadas como censura.

Pois eu digo apenas que esse canal deve ser fechado. E pior, o diretor e TODOS que tiveram o vídeo em sua posse e concordaram em veiculá-lo deveriam ser presos.

Bora fazer o seguinte? Já que Alexandre Jubert acha que tudo é liberdade de expressão, vamos gravar um vídeo dele sendo linchado na rua e botar no horário nobre. Ele vai gostar? Dane-se, mas não vai poder reclamar.

O @lino4000 ainda me lembrou de algo, via twitter. Ora, possuir material pornográfico com menores não é crime? Porque os responsáveis que manipularam o vídeo não estão presos?

Eu já cansei dessa hipocrisia midiática, desta impunidade que tudo permite. O Brasil caminha pro abismo.

Corrupção não é mais algo ruim se os amigos do rei fizerem. Estupro de criança na TV está liberado porque é "liberdade de expressão". Está tudo bem em retirar DIREITOS e passar por cima de LEIS para agradar a FIFA, afinal, eles tem dinheiro e nós, como povo pobre e submisso, não podemos abrir mão de uns trocados....

Soberania? Ah, só vale pra repudiar organizações internacionais LEGÍTIMAS que condenam Belo Monte, pra FIFA sempre damos um jeitinho. Estamos, pois, na terra do jeitinho! Na terra do Comunismo Ruralista e dos Ruralistas governistas.

E no fim a explicação é SEMPRE econômica. É o lucro. É o governo que quer lucrar, são os governadores que querem sua fatia, são as redes de TV que lucram com o grotesco e com o crime...

No Rio, evangélicos andam nos carros com adesivos escritos: "Constituição não. Lei de Deus sim. Eu apoio". Não vejo diferença entre isto e a defesa de setores governistas de que a FIFA tenha o direito de passar por cima de nossos direitos, de nossas leis com o intuito de lucrar. Em ambos os casos nossos direitos são postos de lado por um grupo de fanáticos.

"Mas serão criados tantos mil empregos, seá gerado um lucro de tantos milhões". Não importa. A partir do momento em que abrimos mão dos nossos direitos estaremos permitindo tudo. Trabalho escravo, precarização de mão de obra... É, se bem que esta já é nossa realidade.

Todos estes casos tratam do mesmo assunto. Da precarização do ser humano, da vulneração dcotidiana de direitos, o que é tratado como normal, corriqueiro e até, pasmem, correto! Roubar quando todos fazem, veicular imagens grotescas porque outros fazem até pior, passar por cima das leis por lucros... Os direitos humanos não valem nada.

Já chegamos ao ponto de, no amazonas ha alguns anos, um apresentador de programas estilo Datena, que de tão absurdos são difíceis até de classificar, encomendar mortes para aumentar seu ibope. O fato deste apresentador ser Deputado não é uma surpresa, mas apenas a comprovação de que chegamos ao fundo do poço e que a sociedade está doente e, às vezes temo, de forma incurável.

O capitalismo no Brasil nunca foi tão selvagem, tão tosco e tão criminoso. O blogueiro Peterson Colares, no Facebook, completou: "Não estamos próximos da barbárie. Já a alcançamos tem algum tempo.".
E o que eu sempre me pergunto:
Só posso, enfim, aplaudir o MPF:
No caso do programa Correio Verdade, o MPF entende que "uma concessão pública foi utilizada como instrumento da violação de direitos fundamentais da pessoa humana, e exatamente do segmento mais fragilizado da sociedade – as crianças e adolescentes. Nenhuma justificativa de informação pública pode socorrer os autores de tamanha afronta, absolutamente desnecessária, que ofendeu a dignidade da pobre vítima, ampliando seus ultrajes e vergonha, e a dignidade dos telespectadores, transformados, em pleno horário do meio dia, em espectadores de um 'snuff movie' que seria proibido até mesmo no horário da madrugada ou no mais recôndito dos cinemas pornôs”.

Ainda na ação, o MPF cita recente proibição, pela Justiça Federal, de exibição de filme, de procedência sérvia, que em uma das cenas simulava o estupro de um bebê (foi utilizado um boneco) e questiona: “O que se dizer, então, da TV aberta que exibe em pleno meio dia cenas de um estupro real, precedidas de inúmeros 'trailers' apelativos com parte das cenas e chamadas do apresentador? (...) O que falta para a TV Correio em seu vale tudo pela audiência? Exibir cenas reais do estupro de um bebê - posto que de criança já exibiu – a pretexto de 'informação'?
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sexta-feira, 22 de abril de 2011

SBT e Amor e Revolução - Liberdade e censura


Ontem, durante o depoimento final da novela Amor e Revolução (mais que recomendada a todo militante pelos direitos humanos que conhece ou quer saber mais sobre a Ditadura Militar), o ex-guerrilheiro e comandante da ALN (Aliança Libertadora Nacional, do grande Marighella) Carlos Eugênio da Paz, o Comandante "Clemente", sem papas na lingua, denunciou o que alguns sabiam, mas muitos preferiam ignorar: Houve amplo apoio de setores empresariais ao Golpe.

Tive o imenso prazer de conhecer o Comandante durante um evento na USP ano passado, quando ele disse a todos, não sem orgulho, ter sido o responsável pro justiçar o famigerado Boilesen (do documentário Cidadão Boilesen), que sadisticamente assistia às sessões de tortura no DOPS e se divertia com o sofrimento dos torturados.

Durante tal evento, Clemente (Carlos Eugênio) não só admitiu com orgulho seus atos em defesa do país e contra a Ditadura, como ainda deu nome aos bois, das empresas que financiavam a tortura, como por exemplo o Grupo Pão de Açucar, Grupo Ultra, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez dentre outros (vale a leitura de artigo da jornalista Lúcia rodrigues sobre o assunto).

Infelizmente não consegui gravar sua palestra, apenas a do também ex-guerrilheiro Ivan Seixas.
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Alguém gravou o vídeo, felizmente, a usuária "deaconti" do Youtube:




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Mas, enfim, pese a coragem do SBT em se impor frente aos milicos que ainda insistem em negar a realidade de tortura, falta de democracia e repressão - chegaram até a propor abaixo-assinado contra a novela, o que apenas reforça o caráter ditatorial desta corja - o canal se acovardou frente às verdades ditas por Clemente.

No momento em que Clemente iria dar o nome aos empresários responsáveis por apoiar a Ditadura e por organizar uma caixinha de onde saia o dinheiro para pagar a "recompensa" pela captura de "subversivos", o vídeo foi abruptamente cortado, toscamente editado (reparem no vídeo aos 1:16).

Ponto mais que negativo para o SBT que se acovardou em um momento chave. Podemos aceitar que milicos saudosos da Ditadura, como Curió e Jarbas Passarinho tenham seu espaço nos depoimentos finais da novela.

Não podemos nos rebaixar ao nível deles, que nos amordaçaram por décadas. Que falem suas mentiras, serão respondidos pela história. Mas é bem diferente de você abrir o espaço e ao mesmo tempo limitar o que se pode falar, censurar, como aconteceu com o Clemente.

Resta a esperança de que o SBT lance um (ou uma série) de documentário(s) com todo o material recolhido, sem cortes ou censura, e nos ajude a contar a história do nosso país. Fica, porém, aquela sensação de que, mesmo depois de tanto tempo e até mesmo com a evolução que a novela representa, ainda temos medo, ainda temos esqueletos no armário e que não é seguro contar toda a verdade.

Mas, de qualquer forma, não podemos negar a importância histórica da novela. Pouco importa se algumas atuações são macarrônicas, se a trama por vezes parece didática demais no uso de termos marxistas e mesmo na tentativa/necessidade de se explicar o contexto histórico e os termos comuns para a militância, mas não para o povo.

Não se trata de uma novela da Globo, mas isto carrega em si noções positivas e negativas.

Por um lado, não temos a qualidade da atuação de alguns medalhões da Globo, ou a riqueza de cenários e figurino, mas por outro lado temos personagens principais que não vivem em mansões com 10 quartos ou pobres e ricos estereotipados e todos devidamente em seus lugares (sic).

Amor e Revolução vem em um momento chave, em que temos um governo (mais ou menos) de esquerda, comandado por uma ex-guerrilheira e presa política e no exato momento em que a OEA nos obriga a revisar a famigerada e unilateral Lei da Anistia.

Estamos ainda em pleno momento de discutir a abertura dos Arquivos, em pesadas campanhas contra o sigilo eterno e, tudo isto junto, chega uma novela que funciona como um abre-alas para a verdade.

Sim, não podemos fingir que não existam interesses empresariais (do Silvio Santos e de patrocinadores) sobre a novela, que tudo é lindo e maravilhoso, mas seria tolice e "esquerdismo" demais não reconhecer seu valor e o timing ímpar.
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segunda-feira, 28 de março de 2011

O "entretenimento" inútil e absurdo em ônibus e metrô

O "entretenimento" - leia-se TV's e só - em ônibus e metrôs de São Paulo mascaram uma triste realidade, a do tempo que passamos sem fazer nada, presos no trânsito, em meio a grandes multidões, espremidos, esperando 5, 10 trens passarem para poder embarcar em algum sem nenhuma garantia de conforto.

Ao invés de resolver o problema - ao menos de tentar, investindo pesadamente em metrô, corredores de ônibus e não em transporte individual - a solução encontrada foi a de aumentar os lucros e a de "entreter" o passageiro.

De que importa passar 3 horas dentro do ônibus se você tem a maravilhosa oportunidade de ver Malhação e as novelas com descrição ou milhares de vinhetas sem qualquer graça e "dicas culturais" absolutamente inúteis? No metrô a diversão é, espremido, tentar enxergar alguma coisa em meio às centenas de propagandas repetidas nos pequenos monitores.

A idéia é fazê-lo esquecer do suplício pelo qual você está passando. Mas a idéia falha miseravelmente. Seja pela qualidade duvidosa da programação, pela intenção clara em muitos casos de simplesmente vender propaganda ou pela obrigação de assistir à Globo em pleno engarrafamento.

O cerne da questão, o e resolver o problema do trânsito e das inúmeras horas apertado, suando e desconfortável, não está em questão. Tampouco reverter para os usuários - através de redução do preço da passagem - a grana em propaganda (pelo menos isso) que as empresas de ônibus e o metrô recebem.

Poderíamos até pensar em ler um livro, ou as empresas poderiam incentivar a leitura de livros, jornais e revistas, mas é complicado com quase 10 pessoas por metro quadrado no metrô ou em ônibus em que as portas só não ficam abertas porque é proibido. Impensável para a maioria pensar em ler em ambiente tão inóspito e em situação mais  desagradável. Mas sempre encontramos um ou outro resistente se equilibrando precariamente com um livro nas mãos.

Somos perseguidos por programinhas de conteúdo duvidoso, por pseudo-entretenimento global enquanto perdemos horas de nossas vidas em engarrrafamentos sem solução. Sofremos em dobro.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Brasileiro tem memória curta? A mídia e a "amnésia seletiva" - Parte 2

Continuação do post anterior.

Programas como Big Brother e outros absurdos apenas fazem com que aflore o pior dos brasileiros, os sentimentos mais primitivos e, enquanto ligados nisto, pouco se importam com o mundo ao redor. Consomem e são consumidos pelas barbaridades televisivas e tornam coisas absurdas em lugar comum.

Fala-se que a TV passa aquilo que quer o povo, mas a verdade é que os programas são formatados para serem chamativos ao máximo, para ativarem o interesse do telespectador incauto. Estamos falando de profundos estudos de marketing e da pura exploração dos sentidos e instintos humanos. Aproveita-se de uma receptividade para então explorá-la ao máximo, enfiando Ratinhos da vida nas TV's e nas vidas do povo.

A ingenuidade criminosa (pseudo-ingenuidade, óbvio) daqueles que comandam as grandes redes de TV não surpreende. Dizem que, se um programa não é bom, que o telespectador mude de canal. Oras, como, se todos os canais seguem basicamente um mesmo padrão? E, além disso, parece que os gênios da TV esquecem de uma característica comum do ser humano: A necessidade de compartilhar, de ser parte de um grupo... Até mesmo de ter o que falar.

Aquele canal de qualidade, pouco assistido, não é assunto para as rodas, não te faz parte do grupo, logo, não há sentido em buscar maior qualidade de programação, e sim ir com os demais.

Os jornais impressos não são muito diferentes, e os portais da internet são ainda piores, oferecendo sem qualquer discernimento entretenimento de esgoto, fofocas e informações (sic) inúteis para serem consumidos em conjunto com a programação da TV. Discussões políticos ficam relegadas ao segundo plano - exceto quando há algum escândalo.

Nos momentos de crise, como enchentes, chuvas, desastres e etc a mídia se divide entre buscar mostrar das maneiras mais gráficas possíveis o sofrimento humano, a desgraça alheia - e fazem do sensacionalismo o prato do dia - e entre apontar os políticos como canalhas culpados que nunca fazem o suficiente, apontando soluções que não contribuem para qualquer tipo de debate sério sobre a função dos políticos e da política.

Parece um mundo alienígena em que os políticos estão errados ou não fazem nada e o povo deve apenas lamentar e se recriminar por não saber votar. Resta a solidariedade, o lamento, o "depois" e nada mais a ser feito, nenhuma alternativa a não ser contar com os mesmos políticos para resolver os problemas. Ou outros, apontados pela mídia e mais afinados com seus interesses.

Trata-se, enfim, de um círculo vicioso, onde cabe à mídia o papel de fazer esquecer, de lembrar o que interessa e de promover aqueles afinados com seus interesses. Urge um controle social da mídia, a fim de promover inclusão e debate político qualificado. Tratar o povo não como massa de manobra acéfala, mas como cidadãos de direito, donos de seu destino e donos, afinal, do país em que vivem.

Aptos a poder discernir, sem subterfúgios, a realidade, a não serem bombardeados por lixo, por programas que desrespeitam os direitos humanos, por notícias que abusam de nossa inteligência e por manipulações baratas.

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Post antigo do @Hupsel em grande sintonia, vale a leitura.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Brasileiro tem memória curta? A mídia e a "amnésia seletiva" - Parte 1



Brasileiro tem memória curta ou a mídia é que nos ajuda a ter amnésia seletiva? A mídia se beneficia da amnésia ou memória seletiva, manipulando as massas a votar naqueles que melhor se alinham a seus interesses.

Não surpreende que a Globo sempre tenha se colocado contra o PT, ao tempo em que a Record, que se beneficiou durante o governo, tenha feito um jornalismo mais isento - e por vezes tendencioso ao PT, mas de forma muito mais discreta que a concorrência pro outro lado - e nem de longe alinhado com a bandalheira geral.

Por detrás da (falsa) desculpa de que a mídia serve para fiscalizar e denunciar, as grandes redes de TV e grandes jornais e revistas patrulharam, fizeram falsas denúncias, praticaram denuncismo torpe. Mas este é outro assunto.

A mídia, ao escolher candidatos, ao tomar partidos, deixa claro que seu interesse é não o de defender os interesses do país, mas os seus próprios e o de grupos ligados a si. Basta ver apenas que boa parte da mídia é controlada pelos próprios políticos eleitos ou por sua família, ou ainda por famílias com íntimas ligações com o poder.

Como poderiam, então, não legislar em favor próprio?

Por vezes a mídia é forçada a sacrificar dos seus - vejam o Arruda em Brasília - mas fazem um esforço colossal para que seja algo isolado, que não respingue nos demais de seu grupo - como o Serra.

Mas mesmo o Arruda é passível de ser reabilitado, não seria a primeira vez. A mídia faz circos buscando pintar todos os políticos como canalhas desonestos, mas isto não é contraditório, é apenas a forma de esvaziar o debate político, de tornar a política algo tão abominável que não é levada à sério pelo povo e, claro, para igualar os políticos e não acabar com a chance de seus representantes serem vistos como únicos canalhas.

Ao rebaixar tudo ao mesmo nível de corrupção e canalhice, a mídia manipula duplamente.

Primeiro, consegue apagar ou ao menos esconder as piores máculas de seus candidatos preferenciais, pois todos são iguais, todos são ruins. Você tem que votar em alguém, afinal esta é uma "democracia", então se todos são ruins, vamos votar naqueles que a mídia ao menos dá maior atenção, nos que tem mais holofotes e aparentemente são menos piores.

Este discurso, aliás, voltou-se contra a própria mídia que tentou reverter o discurso na campanha contra Lula e contra o PT, fazendo Serra e cia posarem de defensores da moral e dos bons costumes contra os terríveis e ditatorias petistas. O discurso não pegou, depois de anos reduzindo tudo ao mesmo e menor denominador.

E, segundo, e pior, a mídia conseguiu esvaziar de sentido o discurso político e a discussão. Se todos são tão ruins, qual o propósito em perder tempo discutindo? Deixem que a mídia faça a escolha, selecione os menos piores e aponte em quem votar.

Isto fez o PT demorar tanto a chegar ao poder.

A mídia sempre demonizou com especial atenção os petistas, buscando apontar aqueles menos piores do lado do Tucanato, ou seja, os ligados a seus interesses. Uma vez no poder a mídia começou a pesada campanha para denunciar casos de corrupção verdadeiros ou falsos do PT, mas esbarrou em um especialista em mídia maior do que todos os demais: Lula.

Mas mesmo Lula não conseguiu, depois de tantos anos de doutrinação, destruir a imagem criada pela mídia de que políticos em geral não prestam. Ele elegeu sua sucessora, mas o PT só teve sucesso coligado com forças do atraso como PMDB e PR, que antes eram apontados como "menos piores" pela mídia.

A questão é interessante. De um lado um político como Lula conseguiu escapar da demonização da mídia - não por falta de tentativas e nem para toda a população -, mas em geral os políticos continuam estigmatizados.

Não que a franca maioria não seja feita de ladrões e de gente da pior espécie (a classe política também não ajuda), mas em geral os piores políticos são donos de empresas de comunicação ou tem fortes ligações com estes grupos e, ou conseguem esconder seus piores momentos ou simplesmente contam com a ajuda da mídia para se re-erguerem quando necessário.

Mesmo que a Globo, por exemplo, faça uma matéria falando mal do político A, este mesmo pode usar a mesma Globo - que eu seu estado pode ser dele a retransmissora ou de um amigo - para voltar ao topo, para apagar o que aconteceu antes e apenas divulgar suas realizações (sic).

Obviamente que a mídia sozinha não pode tudo. Compra de votos, intimidação, ajuda de amigos políticos e etc também fazem sua parte, mas é inegável que a mídia tem papel crucial no esvaziamento político e intelectual da população.
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sábado, 4 de dezembro de 2010

MPF processa Datena por preconceito contra Ateus

Em 27 de julho, José Luiz Datena, famoso apresentador brasileiro, em seu programa Brasil Urgente, “proferiu discursos de profundo preconceito e intolerância contra os ateus, contra quem “não tem Deus no coração”. Pouco depois, em setembro, ia ao ar meu post no Global Voices compilando diversas reações revoltadas da blogosfera contra estas declarações, que beiravam a mais completa loucura.
“Como nós temos mais de mil ateus? Aposto que muitos desses estão ligando da cadeia.”
“Ateus são pessoas sem limites, por isso matam, cometem essas atrocidades. Pois elas acham que são seu próprio Deus.”
“É só perguntar para esses bandidos que cometem essas barbaridades pra ver que eles não acreditam em Deus.”
Disse que só quem não acredita em Deus é capaz de cometer crimes. Disse que ateus são “pessoas do mal”, “bandidos”, “estupradores”, “assassinos”. Disse que a culpa da violência e da corrupção do nosso país é dos ateus.
“Quem é ateu pode desligar a televisão, ou mudar de canal pois eu não faço questão nenhuma de que assistam o meu programa.”
 Estes declarações foram coletadas pelo blog Ateus do Brasil, mas não são nem as piores.
"Esse é o garoto que foi fuzilado. Então, Márcio Campos (repórter), é inadmissível, você também que é muito católico, não é possível, isso é ausência de Deus, porque nada justifica um crime como esse, não Márcio?"
(Márcio) "É, a ausência de Deus causa o quê Datena? O individualismo, o egoísmo, a ganância... claro!
(Datena diz), tudo isso."
"Só pode ser coisa de gente que não tem Deus no coração, de gente que é aliada do capeta, só pode ser ser."
"Esses crimes só podem ter uma explicação: ausência de Deus no coração."
"Eu fiz a pergunta: você acredita em Deus? E tem 325 pessoas que não acreditam. Vocês que não acreditam, se quiserem assistir outro canal, não tem problema nenhum, não faço questão nenhuma que ateu assista meu programa, nenhuma...não precisa nem votar, de ateu não preciso no meu programa."
"... quem não acredita em Deus não precisa me assistir não gente, quem é ateu não precisa me assistir não. Mas, se eu fizer uma pesquisa aqui, se você acredita em Deus ou não, é capaz de aparecer gente que não acredita em Deus. Porque não é possível, cada caso que eu vejo aqui, é gente que não tem limite, é gente que já esqueceu que Deus existe, que Deus fez o mundo e coordena o mundo, é gente que acredita no inferno..."
"...porque o sujeito que é ateu, na minha modesta opinião, não tem limites, é por isso que a gente vê esses crimes aí." 
E a palhaçada ainda segue - leia mais no link - com um Datena costumeiramente raivoso, agressivo e completamente desligado da realidade.

Quem conhece a figura e seu programa sabe da qualidade (sic) do mesmo, sensacionalismo, sangue, baixaria, desgraça humana, completo e absoluto desrespeito pelos direitos e humanos e pela dignidade humana, enfim, algo que nenhum país decente deveria permitir em horário nobre - na verdade, em horário nenhum - especialmente em se tratando de programa veiculado por uma concessão pública que, em tese, deveria ter também função social e, logicamente, não se encontra acima da lei.

A revolta de blogueiros - ateus ou não - pouco sensibilizaram o homem que costuma comemorar episódios de violência contra movimentos sociais e que não hesita em defender a brutalidade social como resposta a tudo.
Em 17 de agosto, Datena comentou, ao vivo em seu show, o pedido [de direito de resposta] da ATEA e, mais uma vez, insultou os ateus. Em resposta a isto, o blog Bule Voador comentou que precisava de “Alguém [que] ensine lógica para ele, por favor”. O blog Bule Voador também postou excertos do código legal brasileiro, e dicas de um advogado, com o objetivo de ajudar os internautas a abrirem processos contra o apresentador.
As reações às declarações de Datena continuaram, o Twitter se mobilizou, através da tag #CalaBocaDatena, vídeos fora gravados, posts foram feitos....
O público encontrou uma forma equivalente de reagir ao festival de preconceitos em horário nobre na TV. O blog Sedentário e Hiperativo postou um video de Pablo Villaça, editor do site Cinema em Cena, criticando a atitude de Datena e seus comentários ofensivos contra os ateus. Robson Fernando também postou uma série de respostas em vídeo no Youtube, com internautas criticando o Datena, e que podem ser encontrados aqui, aqui e aqui.
O usuário do Youtube DanielFragaBR postou um vídeo aconselhando os ateus individuais que se sentiram ofendidos pelo discurso de ódio a como processar o Datena.

Até que, finalmente, o Ministério Público Federal entrou em cena e cumpriu seu dever.
O Ministério Público Federal ingressou com ação civil pública para que o programa Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes de Televisão, se retrate de declarações consideradas preconceituosas contra ateus. Segundo o MPF, no dia 27 de julho, por 50 minutos, o apresentador José Luiz Datena e o repórter Márcio Campos, durante reportagem sobre um crime, fizeram comentários preconceituosos sobre pessoas ateias.
Segundo o MPF, o apresentador e o repórter relacionaram os crimes a pessoas que não acreditam em Deus. "TV aberta é concessão pública e não pode ser usada para disseminar preconceito", diz o MPF. 
Pena que o MPF se manifeste tão raramente em casos claros de abuso, em que concessões públicas são usadas para jogo político, pressão, apoio ilegal a candidatos e por aí vai... Mas, querendo ou não, não deixa de ser uma vitória! O MPF mostrou que existe e o Datena aprendeu que tudo tem limite, ou pelo menos deveria aprender.

Disseminar preconceitos é o que mais fazem nossas concessões públicas... Vejam quantas negra(o)s tem papel principal em novelas e quantas são escravas, prostitutas... Nas novelas a favela parece um paraíso, as os personagens principais costumam todos morar em mansões. Vejam nossos jornais, a clara criminalização dos pobres, dos excluídos, o uso político e político-partidário dos canais de TV em prol de grupos, de empresas, de grupos específicos de interesse e pressão.

Tudo na mais santa e completa ilegalidade.
Para o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão Jefferson Aparecido Dias, autor da ação, ao veicular as declarações preconceituosas contra pessoas que não compartilham o mesmo modo de pensar do apresentador, a emissora descumpriu a finalidade educativa e informativa, com respeito aos valores éticos e sociais da pessoa, prestou um desserviço para a comunicação social, uma vez que encoraja a atuação de grupos radicais de perseguição de minorias, podendo, inclusive, aumentar a intolerância e a violência contra os ateus.

“Evidentemente,  houve atitudes extremamente preconceituosas uma vez que as declarações do apresentador e do repórter ofenderam a honra e a imagem das pessoas ateias. O apresentador e o repórter ironizaram, inferiorizaram, imputaram crimes, 'responsabilizaram' os ateus por todas as 'desgraças do mundo'”, afirma o procurador.
Mas, ao menos, desta vez, nossa pressão funcionou. Difícil saber qual foi o real papel da rede, mas é de se esperar que tenha tido alguma influência, dada a repercussão e o alcance da revolta.

Pena que a "pena" proposta pelo MPF seja ínfima, muito aquém de uma punição à altura do crime, de promover o preconceito.
O Ministério Público Federal apresentou pedido de liminar para que o programa seja obrigado a exibir quadro com retratação das declarações ofensivas às pessoas ateias e esclarecimentos à população sobre diversidade religiosa e da liberdade de consciência e de crença no Brasil. O MPF quer que o quadro tenha o dobro do tempo usado para exibição das mensagens ofensivas.
Mas é fato, mesmo 5 minutos de uma peça sobre direitos humanos e tolerância em um programa como o do Datena, já é algo impressionante.
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domingo, 12 de setembro de 2010

Beijo Gay da Rede Globo [2]

Um pouco antigo, mas sempre válido. E viva a diversidade!


Discordo de alguns pontos da propaganda. Leis, como a Maria da Penha, não mudam nada sem ação da Polícia e da Justiça. A lei é boa, falta as forças do Estado aplicarem e cumprirem. Mas os beijos no final valeram!=)
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Beijo Gay na Rede Globo








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sábado, 19 de junho de 2010

Plínio de Arruda Sampaio no Roda Viva! Apoie esta idéia!

ASSINE!


O que a TV cultura - comandada pelo Tucanato - teme? Porque Plínio de Arruda sampaio não pode ir ao programa apresentar suas propostas, apresentar sua visão de Brasil, um Brasil Socialista?

A quem serve a - falsa - polarização entre PT e PSDB com Marina Silva à reboque fazendo figuração para o Tucanato?



Plínio tem um projeto. É uma alternativa à mesmice. Vem com um programa Socialista, diferente, ligado à uma profunda transformação da sociedade e tem por base os anseios dos Movimentos Sociais. Não se pauta em alianças espúrias nem em idéias toscas e plebiscitárias.

O PSOL conta com uma larga base social pelo país, possui representação em nível federal e penetração.

Plinio não está pedindo esmola, um espacinho, e sim que se respeite a Democracia e que se dê igual espaço para um homem com histórico de forte militância política, com uma imensa base social, com projeto e com um programa para o país.

De onde vem o medo tão arraigado no Tucanato? Todos sabem que o objetivo do Plínio é apresentar propostas inovadoras, é ampliar o debate, é forçar um debate democrático, amplo e franco. É disso que o DemoTucanato tem pavor. Não quer ser confrontado com quem tem a honestidade necessária para colocar o dedo na cara sem medo do que possa surgir. Me perdoem o termo chulo, mas "quem tem cu, tem medo".
Onde está a democracia?

Só com o apoio de todos poderemos pressionar o DemoTucanato e levar Plínio ao Roda Viva, da mesma forma que precisamos pressionar pela sua presença nos debates! Sobre os debates, aliá,s dos 13 candidatos, 7 tem o direito de aparecerem, mas as redes de TV querem, novamente, fingir uma polarização e excluir o Plínio! Não podemos permitir!

Diz Fernando Rodrigues:
A eleição presidencial neste ano terá 13 candidatos. Entre eles, há 7 que precisam ser, obrigatoriamente, convidados para os debates em rádio e TV. São aqueles cujos partidos elegeram deputados federais na última eleição (em 2006) e continuam com representantes na Câmara. Ei-los: PT, PSDB, PV, PTC, PSOL, PT do B e PHS.

Por desfrutarem desse status (ter deputados eleitos em 2006 e ainda estarem representados na Câmara), esses 7 partidos têm participação assegurada em debates eleitorais em rádio e em TV. Trata-se de um dispositivo da Lei 9.504, que normatiza as eleições. Essa restrições impostas à TV e ao rádio não valem para a internet, como explicado no post abaixo.

Eis a lista completa dos 13 candidatos que disputam a eleição deste ano (aqui, um post com a descrição de alguns nanicos) e os debates anunciados (nem todos confirmados) por emissoras de TV:

Mais absurdos, mais hipocrisia e nenhuma democracia.

No Terra:
O pré-candidato à presidência da República pelo Psol, Plínio de Arruda Sampaio, denunciou nesta quarta-feira (16), através de seu Twitter, que "tucanos da TV Cultura" estão impedindo que João Sayad, presidente da Fundação Padre Anchieta - que controla a emissora - e ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo, o convide a participar do programa Roda Viva.
"Serra, os tucanos da TV Cultura estão impedindo o Sayad de me convidar para o Roda Viva. Você acha isso democrático?", escreveu o socialista em mensagem enviada diretamente ao candidato do PSDB à presidência, que não se manifestou sobre o assunto.
A TV Cultura, bem como a Fundação Padre Anchieta, é mantida pelo governo do Estado de São Paulo e alcança 45 milhões de brasileiros por meio da TV, afiliadas e parabólicas. Seu conselho gestor é formado por nomes ligados diretamente à administração tucana, antes com José Serra e agora com Alberto Goldman, no Palácio dos Bandeirantes.
"O João Sayad, muito pesaroso, me disse que não apareço nas pesquisas. Este é um critério democrático? Agradeço aos que se juntaram a mim para exigir convite para o Roda Viva. Não estamos pedindo favor. Debate democrático é obrigação das TVs", finalizou Plínio.
A assessoria de imprensa da Cultura informou que, por um critério adotado pela direção do Roda Viva, apenas os candidatos mais bem colocados nas pesquisas seriam convidados a participar do programa. Para os demais candidatos, a emissora informa que foi criado o De olho no voto, no qual a participação de Plínio está agendada para esta quarta.

Segundo a TV Cultura, apenas os candidatos mais bem colocados são convidados ao Roda Viva... Oras, e o que é ser "mais bem colocado"? entre Marina e Serra, o segundo colocado, lá se vão mais de 20%. Estaria ela bem colocada? Claro, afinal, adotou o discurso EcoCapitalista e se aproxima cada vez mais das bandeiras (sic) DemoTucanas. Logo, serve aos propósitos da chefia. Tira votos do PT com uma bandeira totalmente diversa.


Precisamos de todo apóio para garantir a presença do Plínio no Roda Viva e também nos debates! Mande tuítes para @rodaviva e mensagens para o Ombudsman da TV Cultura e vamos garantir que a democracia seja respeitada!


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quarta-feira, 14 de abril de 2010

The Angry Brazilian na TV Cultura - Os vídeos

Os vídeos das 4 partes do programa e, primeiro, o especial que foi ao ar só pela internet com 15 minutos em que discuto também a ALTERCOM e o Global Voices Online, além de outros projetos.




TV Cultura - YouLog from Raphael Tsavkko on Vimeo.
Parte 1:

TV Cultura - Login from Raphael Tsavkko on Vimeo.
Parte2:

TV Cultura - Login from Raphael Tsavkko on Vimeo.
Parte3:

TV Cultura - Login from Raphael Tsavkko on Vimeo.
Parte4:

TV Cultura - Login from Raphael Tsavkko on Vimeo.
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segunda-feira, 12 de abril de 2010

The Angry Brazilian hoje na TV Cultura [Update2]

Meus camaradas e minhas camaradas, hoje pagarei o mico do ano e participarei ao vivo de um debate no programa Login da TV Cultura entre 19-20h onde falarei - ou engasgarei - sobre "o ativismo político dos jovens".

Aos que quiserem rir um pouco, recomendo que assistam!=P

Ao @caribe que me colocou nesta fria... Deixa pra lá!=)

Mas falando sério, não sei quanto tempo terei para falar, segundo informações que me passaram duas diretoras do programa, o debate deve durar uns 20 minutos e outras duas pessoas estarão presentes - uma delas algum diretor ou o presidente da UBES - então o tempo é escasso para um debate aprofundado.

Mas minha linha de raciocínio, já adianto, é a de que os jovens de hoje são sim extremamente alienados. Na minha visão, sem qualquer estudo aprofundado ou números, os jovens estão muito mais alienados e distantes da política que no passado e hoje são presas fáceis para a falsa-política, como o caso do Fora Sarney, por exemplo. Sub-celebridades hoje conseguem mobilizar - manipular - a juventude melhor que muitos partidos ou organizações e a apatia impera.

Se tiver tempo eu tentarei dar as razões que, para mim, são três:

Primeiro, a falta de uma quebra real, de uma mudança profunda na política e na sociedade após o fim da Ditadura. O Brasil não teve uma real ruptura com o passado, as mesmas elites, os mesmos políticos que deram sustentação à ditadura continuam no poder, sem terem sofrido nada. A isto somem o fato dos militares - TODOS - terem escapado ilesos.

Torturadores, assassinos, ditadores, nenhum jamais sofreu nada e a estrutura das forças armadas permanece lotada de assassinos e criminosos, assim como a PM que dispensa apresentações. A não-condenação da tortura de ontem legitima a de hoje. A sensação de que toda a luta política e armada durante o regime ditatorial não serviu para mudar muitas coisas existe. Toda uma geração que era jovem na época da ditadura se desanimou e isto criou uma cultura própria de apatia e alienação que foi se perpetuando.

Segundo, a impunidade, o judiciário e a corrupção. Uma tríade que não se separa. Um judiciário político e ineficiente que ajuda a perpetuar a idéia de que só pobre vai preso, uma classe política corrupta - o que não difere de meio mundo -, mas uma impunidade galopante. Todos sabemos quem são os ladrões, mas a justiça parece que nunca tem a mesma visão. Há uma sensação generalizada de que TODOS os políticos são corruptos e jamais serão condenados, isto leva, também à apatia. Para que votar em quem vai roubar? São todos canalhas!

E, terceiro, e hoje talvez o mais importante, a mídia. Não é a toa que PHA chama a grande mídia de PIG, Partido da Imprensa Golpista. A mídia hoje - e ontem - não propicia o debate, não informa e sim deforma.

A mídia age como um partido, influencia negativamente o debate que ainda existe, mente, descaracteriza e apenas contribui para que a alienação seja ainda maior ao coibir o debate, a troca de idéias e ao não mostrar a verdade dos fatos nem pressionar para que a verdade venha a tona. Os escândalos são sempre os da oposição, os corruptos são sempre os inimigos, a justiça nunca funciona apenas para os inimigos e por aí vai.

E nem penso em entrar na questão das famílias mafiosas donas dos jornais e o fato de que os políticos em grande parte são donos das mesmas ou fortemente ligados à elas!

Claro que existme outras razões, mas acredito que estas três sintetizem o principal.

Se terei tempo para tanto, não sei, mas gostaria ainda de citar a ALTERCOM e lembrar que os Blogs são, hoje, o melhor contraponto tanto à mídia quanto à generalizada apatia e dar o caso do AI5Digital como exemplo de mobilização política que mostra que, mesmo com todo pessimismo, ainda há esperança.

Opiniões, comentários, xingamentos?=)
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Os vídeos do debate de hoje, os quatro blocos completos:

Bloco 1: http://www.tvcultura.com.br/login/videos/naintegra/2010-04-12/24506

Bloco 2: http://www.tvcultura.com.br/login/videos/naintegra/2010-04-12/24520

Bloco 3: http://www.tvcultura.com.br/login/videos/naintegra/2010-04-12/24522

Bloco 4: http://www.tvcultura.com.br/login/videos/naintegra/2010-04-12/24523

Mais tarde - ou amanhã - deve sair o vídeo que só foi ao ar pela internet, o YouLog, postarei assim que sair!=) Nele consegui falar sobre o Global Voices Online e sobre a fundação da ALTERCOM.
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Update 2:

Saiu o vídeo do YouLog que foi feito apenas para a internet onde discutimos mais sobre a participação dos jovens e eu falo da ALTERCOM e do Global Voices Online: http://www.tvcultura.com.br/login/videos/programaparalelo/0000-00-00/24543

PS: Se alguém conseguir descobrir como fazer o download dos vídeos da Cultura eu agradeço porque não teve jeito de baixar e pôr no Youtube!
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

A ditadura do Pay-Per-View (...e da Globo!)

É um domingo de sol, você está tomando sua cerveja, relaxado(a) no sofá da sala e resolve assistir ao jogo do seu time, como sempre fez, pela TV.

Precavido(a), você não espera que a Globo tenha a boa vontade de passá-lo, não gosta de ser refém de uma rede de TV que basicamente passa jogos do Corinthians - você não é Corinthiano(a) - ou de qualquer outro time que esteja na moda no momento - e assinou algum serviço de TV por assinatura.

Sabe que os jogos também passam pelo SporTV - que também faz parte da quadrilha, você também é refém, mas experimenta uma certa Síndrome de Estocolmo e vai na onda -,  e fez uma boa economia para poder pagar os preços comumente abusivos (isto quando não cai no conto da venda casada ou dos maravilhosos pacotes "524 em 1" que você usa 2 ou 3 e nem lembra pra que servem os demais) e ainda ter que assinar dois ou três pacotes para ter alguma programação de qualidade - quando tudo que você queria eram 3 ou 4 canais -, mas todos em pacotes diferentes e, no básico, você basicamente (sim, foi uma piada) assina uma TV aberta e mais meia dúzia de canais inúteis e descartáveis (não, estou falando de canais ALÉM da TV aberta, acredite!).

Enfim, você se sente numa novela vagabunda qualquer e é explorado para conseguir assistir a uma pequena seleção de canais e leva no pacote trocentos outros que você tem até vergonha de passar perto. Mas, bem, chegamos à SporTV.

Você nota que a globo não passou se jogo (Corinthians....) e calmamente coloca no SporTV até ter a surpresa... Nada por lá. Mas, injuriado, você procura ver que jogo vai passar que não o do seu time - você não torce pro Piraporinha do Norte, logo, não entende porque dos últimos 15 jogos, só 2 passaram na TV! - e tem a maravilhosa surpresa de que, no horário, não vai passar nem futebol, mas aquele VT do Vôlei da semana passada entre uma empresa A versus uma empresa B (pessoal do vôlei não é muito criativo).

Então, você corre para o SporTV 2 que, neste momento, passa o VT daquele jogo imperdível da final de Roland Garros de 1982! Com sorte você até consegue assistir ao importantíssimo jogo do campeonato francês entre o lanterna e o vice-lanterna.

Sem entender nada, você se pergunta: O que aconteceu com a TV? Primeiro os jogos passavam na TV aberta. Agora só passa o Corinthians (troque pelo nome do time da moda em sua cidade, dá no mesmo) e olhe lá! Então assinei a bendita TV a cabo (ou satélite, ou sinal de fumaça, não importa) e conseguia ao menos, com sorte, assistir ao jogo do meu querido time. Agora nem isso!

Acreditem, meus amigos, não bastava te entupir de propagandas, chamadas piscantes e comentários dos narradores no jogos da TV aberta que praticamente tornavam um jogo de futebol mais num mercado do que num jogo em si. Você assistia mais à vinhetas bonitinhas e chamativas e via mais imagens da torcida do que o jogo de verdade. Não bastava, depois disso, terem passado os jogos para a TV por assinatura, onde você paga - é explorado - em um sistema longe do alcance de boa parte da população.

Agora - tem tempo, mas com o futebol está começando a irritar - descobriram que podem te roubar ainda mais! Eis que surge o Pay-Per-View!

Antes a idéia parecia boa. Só dá para passar um jogo por dia - TV aberta - ou um jogo por horário - TV fechada, que podia passar mais de 2 ou 3 jogos no dia, a depender dos horários -, então porque não permitir que, por um preço exorbitante módico, os torcedores dos times menos afortunados não possam assistir às partidas sem precisar sair de casa?

De fato, foi uma boa sacada. Torcedores do América, Bangu, Botafogo (haha), Portuguesa, Bragantino e cia passaram a poder assistir os jogos de seus times na TV.

Mas, claro, os maravilhosos empresários das redes de TV - leia-se, Globo, "a monopolista" - acharam que dar este conforto à quem podia pagar ao povo era demais! Raciocinaram e, em brihante rompante de sabedoria, resolveram proporcionar a TODOS os jogos no Pay-Per-View. Como?

Vejam esta informação do site NetVasco sobre os jogos do Vasco no domingo (28 de março):
TV ABERTA

- Não transmitirá

TV FECHADA

- Não transmitirá ao vivo

- Sportv (Compacto de 1h no domingo, 28/03, às 22h)
- Sportv (Compacto de 30min na 2ª-feira, 29/03, às 11h30min)
- Sportv (Compacto de 30min na 3ª-feira, 30/03, às 7h30min)
- Sportv (Compacto de 30min na 3ª-feira, 30/03, às 16h30min)

PAY-PER-VIEW

- Premiere (todo o Brasil) 
Estamos falando de um Vasco e Fluminense, às 18:30, horário mais que nobre para um jogo e dois dos times mais importantes do país em um clássico no Maracanã! A TV aberta provavelmente passará um jogo Às 4 da tarde, compreendo que não transmita o segundo em sequência, mas me pergunto o porque de NENHUM canal da TV paga transmitir o jogo que, no caso do Rio, é único no horário e não entra em conflito com qualquer outro!

Pode parecer fato isolado, mas, acreditem, a SEMI-FINAL da Taça Guanabara não teve NENHUMA transmissão ao vivo na TV aberta ou na TV fechada. Só no Pay-Per-View, carinhosamente disfarçado apelidado de "Premiere Futebol Clube" e, mais ridiculamente ainda, entra na categoria de Sócio PFC!!

Por "sócio", compreenda: Você paga pelo que antes tinha de graça e, em troca, recebe o bonito nome de "sócio" e coloca uma foto da família num site obscuro da Rede Globo.

O que se vê é a elitização completa do futebol. O pobre que vá ao estádio. Que dê um jeito e não reclame. Na TV só um jogo ou outro, quando interessar à máquina de propaganda da Rede Globo. Se você tem uma situação financeira melhor ou fez um "GatoNet", surpresa! Nada de futebol para vocês também. Só se tornando Sócio PFC vocÊ poderá desfrutar de seu jogo dominical com tranquilidade. Isto é, até inventarem algum plano master-plus-advanced em que o atual modelo só te permita ver jogos do América ou da Portuguesa. Para Vasco, Fluminense, Palmeiras, Santos e cia tem que ser sócio upgrade do negócio!

Que a Globo não me leia.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Apartheid do Futebol e a TV por Asssinatura

Enquanto eu assistia ao jogo Palmeiras e Santo André, pensando porque o Palmeiras não entrava em campo fiquei pensando no curioso fato do jogo ter sido transmitido para a Capital com a cidade de Santo André sendo considerada "interior" ou outra praça e comecei então a raciocinar sobre a razão da proibição de jogos "da praça" de serem transmitidos pela TV aberta - basicamente, pela Globo.

Até certo ponto é compreensível que a TV seja proibida de passar os jogos locais, sob pena de públicos pequenos ou irrisórios nos jogos. Quem irá ao estádio se pode assistir ao jogo no conforto da sua casa?

Claro que a resposta a esta pergunta, no Brasil, é lógica. Mas na verdade ela deveria ser reformulada: Quem irá a um estádio sem qualquer condição, desconfortável, sem qualquer atrativo além, enfrentando um trânsito caótico e a violência urbana se pode ficar em casa vendo o jogo pela TV?

Na Europa estamos acostumados a ver casas cheias, mas isto não tem qualquer relação com o fato dos jogos serem ou não transmitidos e sim pela estrutura e qualidade dos estádios (alguns contam até com shoppings, restaurantes, enfim, entretenimento para além do jogo, você pode chegar na hora do almoço e sair só depois da partida que terá tido uma tarde interessante), e também porque não enfrentam os perigos da violência urbana do Brasil.

No Brasil àquele que vai ao estádio o faz por paixão, amor ao clube ou, ainda, é um saudosista dos bons jogos de domingo à tarde. Ir a um estádio no Brasil é quase uma aventura. Levar a família é quase um ato de loucura, na europa os estádios são ambientes muito mais familiares ou, pelo menos, com maior estrutura para receber a todos.

Enfim, o que se vê é que para a maioria é realmente mais cômodo ficar em casa do que enfrentar um jogo ao vivo. Mas esbarramos na praça, na proibição da transmissão de jogos locais.

Chegamos ao segundo problema e, aqui, vemos um imenso preconceito contra o pobre e o favorecimento absurdo das classes mais altas, dos que podem pagar mais.

Os jogos de futebol da praça não passam somente na TV ABERTA! Mas, na fechada, por assinatura - que excetuando o famoso "NetCat" só pode ser tradicionalmente adquirida pelas classes mais altas - a transmissão é livre!

Então vejam o raciocínio, aos pobres resta ir aos estádios ou acompanhar o jogo pelo rádio, mas para quem pode pagar mais, a TV fechada (SporTV, da Globo), é a solução.

O que vemos é o máximo do preconceito contra o pobre, forçado a enfrentar todas as intempéries para assistir ao jogo de seu time do coração enquanto a Classe Mé(r)dia assiste confortavelmente ao jogo da sala de casa, sem precisar se misturar, se estressar...


Mas a coisa não para por aí, com a popularização da TV por assinatura e os preços mais atrativos, a classe "c" chegou lá e agora pode ter uma assinatura básica. O que fizeram então os donos dos direitos de transmissão e a elite no geral que, além de não se misturar nos estádios ainda se recusa a assistir os mesmos canais temendo se sujar? Criaram o Pay-Per-View (PPV).

A TV por assinatura em sí tem um caráter elitista, mas neste ponto não é possível criticá-la como um todo, pois muito de sua programação é voltada para nichos específicos, possui programação segmentada - impossível de se manter se os canais fossem abertos - e uma estrutura diferenciada. É tão ridículo manter inalcansável para a maior parte da população quanto é estúpido baixar o nível para adequar ao gosto dos que sofreram lavagem cerebral da TV Aberta. Todos perdem.

A popularização com a manutenção da qualidade deveria ser uma meta, mas na verdade a qualidade em muitos casos cai e a programação mais atraente, por outro lado, torna-se a mais inalcansável, mais cara, mais exclusiva.

Hoje a moda é do "exclusivo". Quem não sente vontade de vomitar quando assiste à centenas de propagandas de imóveis, roupas, carros e afins, todas anunciando que são de "alto padrão", "exclusivos", "diferenciados", compreendendo que isto significa apenas que não é para os pobres? É só para a pequena elite que pode se dar ao luxo de pagar ou, nos casos mais comuns, para a Classe Mé(r)dia que pode comprar e dividir em 500 meses no cartão de crédito para ostentar e mostrar aos amigos como é bem de vida.

Além de pagar pela TV por assinatura ainda temos que assinar um pacote além - costumeiramente caro - para ter acesso aos jogos. Os canais que antes passavam futebol agora passam um ou outro jogo perdido, preferindo deixar o melhor para quem pagar mais.

Quem conseguiu chegar até a TV paga não pode aproveitar de seus benefícios, pois é preciso pagar sempre mais para ter acesso à alguma programação de qualidade e, no caso do futebol, é preciso pagar quase uma nova assinatura. O pobre continua forçado a ir aos estádios ou ouvir pelo rádio enquanto a classe mais alta pode sentar na poltrona da sala, colocar o "uísque" no copo e torcer por seu time.

Tudo é minimamente programado, acertado e planejado para excluir o máximo possível, para legitimar o verdadeiro apartheid social que existe no Brasil.

Os "de baixo" não podem, em hipótese alguma, ter acesso ao que a elite tem, não pode haver mistura ou confusão. Isto é fato no caso do futebol, mas pode ser observado em quase todos os casos. As festas, eventos e acontecimentos tradicionalmente democráticos são cada vez mais esvaziados. O rico vai de camarote, vai de salas especiais, tem pacotes exclusivos, tem moradias exclusivas, longe da "pobretada" em geral, excluída, limitada e humilhada.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lei Municipal nº6.681/65 ou como ser torturado em um ônibus [Update]

A Lei Municipal nº6.681/65 trata da questão dos aparelhos sonoros dentro dos ônibus em São Paulo. Segundo ela estão proibidos quaisquer aparelhos sonoros que possam incomodar os passageiros, como rádios, celulares com musica alta e TV's.

Vejam que a lei não é nova, é de 1965 mas, como tudo no Brasil, uma lei ou não entra na moda ou é simplesmente esquecida depois de algum tempo.

São as duas facetas das leis no Brasil, ou você simplesmente ignora ou esquece depois de algum tempo, ela passa a "perder a validade".

Pois bem, é comum sermos obrigados a aguentar a música alheia em celulares onde o dono se recusa a colocar os fones. Estes imbecis obrigam a todos a escutar suas músicas no máximo e absurdamente distorcidas, afinal, falamos de um celular e não de um som estéreo (som histérico, no mínimo).

Já ouvi muita opinião que beira o fascismo, o típico preconceito contra o pobre, como se estes fossem os únicos a ouvir suas músicas no máximo e em flagrante desrespeito à lei e ao próximo.

Coisas como "Não deveriam vender celular pra quem ganha menos de 'x' salários mínimos" ou "não deveriam permitir que Casas Bahia e outros lugares para pobres vendessem celular" ou, ainda mais direto "pobre não deveria ter celular". Pérolas da nossa classe "mérdia" revoltada ou ainda, seguindo a moda twitter, #classemerdiawannabeelite, por ter que dividir o mesmo espaço com pessoas "inferiores". É o ódio de ter que pegar ônibus, de ter que se misturar.

Aliás, que fique anotado, muito playboyzinho e engravatado ouve suas músicas no máximo em seus celulares de última geração, seja com fone ou sem. Aliás, isto é o que mais surpreende, por vezes, à mais de 10 passos de distância, podemos ouvir a música de um indivíduo que está com fone!

Espero que não me critiquem por torcer para o indivíduo ficar surdo. E rápido.

Mas, bem, o objetivo deste post é outro, revolta quanto à música alta, celulares e etc podem ser encontradas neste blog. Meu objetivo é tratar especificamente da terrível moda de TV's nos ônibus.

O conteúdo da maior parte das empresas de mídia nos ônibus é, sem dúvida, lamentável. Frases de motivação pessoal tiradas do que há de pior na auto-ajuda (se é que algo se salva neste meio), horóscopo, clipes chupados do Youtube descaradamente e outras informações (in)úteis a qualquer indivíduo que passa horas em pé, num ônibus lotado.

Em alguns casos, como a TVO, ainda há salvação: alguns programinhas e desenhos com teor humorístico que ajudam a passar o tempo.

Do outro laod, porém, temos a Bus Midia que chega ao cúmulo de ter som. Sim, acreditem, programinhas inúteis e chatos num ônibus lotado e... com som!

Pensem apenas por um minuto na cena, Berrini, 6 da tarde, ônibus lotado, tudo parado na altura da R. Funchal. Dezenas de pessoas tagarelando, algum infeliz com o celular com pagode no máximo.

Pensaram na cena do inferno? Pois ainda pode piorar, a Bus Mídia ou a BusTV no ar, com som!

A Bus Mídia afirma não veicular seus programinhas com som, já a BusTV não só veicula com som- desrespeitando a lei - como ainda faz pouco caso dos que reclamam, afirmando que a maioria quer sim som, que o som é um direito do consumidor! Pode uma coisa dessas?
“Ter som é um direito do consumidor, pois há as minorias que não sabem ler e por isso não conseguem acompanhar as imagens e as legendas”.
A importância do respeito ao ouvido dos usuários de ônibus: “É claro que o som deve ser controlado, em torno de 30 decibéis para não interferir na conversa ou leitura de quem viaja. Deve ser tipo música ambiente, como nos restaurantes”.
Gostaria de convidar os donos, diretores e funcionários da BusTV para um passeio diário, às 6 da tarde, nos ônibus com TV's desta empresa.

Onde está a SPTRANS, a prefeitura ou qualquer outro órgão (in)competente para solucionar este problema?

Mas calma, ainda pode piorar MAIS! A TV no máximo com o que de mais importante (sic) aconteceu na novela da Globo de ontem! Ou ainda, Malhação ao vivo!

Sim, senhoras e senhores, a solução é se jogar do ônibus e ir andando s próximos 10 km.

Este périplo pelo inferno não é ficção. Ou pelo menos, não deveria ser. Dia 17 de agosto, a partir das 7 da manhã, os passageiros - e os funcionários dos ônibus, como os cobradores e motoristas, os mais prejudicados - passaram a assistir à Globo nos ônibus. Agora você sequer tem o direito de não ser forçado a assistir uma novela, ela vai com você aonde você estiver, e não adianta reclamar!
"Como o barulho do ambiente pode prejudicar a compreensão, todos os programas são legendados. Em breve, alguns ônibus vão transmitir a programação ao vivo, em tempo real."
O mais engraçado? A preocupação é com a qualidade do som e não com o passageiro, forçado a consumir a Globo!





Obrigado ao @daustachris pelo vídeo, via Twitter

A SPTrans, fingindo existir, proibiu no dia seguinte a veiculação dos programas da Globo. Mas calma, não foi pelo desconforto aos passageiros ou aos trabalhadores, e sim porque descumpre algumas normas:
"De acordo com a SPTrans, uma portaria exige a entrega do material com uma semana de antecedência, para a verificação do "cunho político, religioso e moral" do conteúdo.
Essa portaria está sendo revista por uma comissão da prefeitura. "
Respeito ao consumidor nem passou perto! Neste meio tempo, a programação global continua a ser veiculada e a Record ainda quer entrar na onda, levando a sua guerrinha particular para os ônibus.

Desrespeito à lei municipal é apenas o começo!

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Update: Canalhice Liberada!

O jeitinho funciona mais uma vez.

Foi publicada, sábado, uma portaria no Diário Oficial da Cidade que autoriza a transmissão de mídia televisiva em tempo real.

A prefeitura oficialmente concorda que sejamos torturados dentro dos ônibus com TV's passando novelas, Jornal Nacional e afins. Não adianta tentar escapar, seremos obrigados a escutar/ver as mentiras do JN e teremos de engolir as novelas da Globo enquanto passamos horas apertados em um ônibus lotado, parado no trânsito caótico de São Paulo.

Ao invés de atacar o problema central, o trânsito e o aperto, a prefeitura prefere enfiar goela abaixo uma forma absurda de "entretenimento" para fingir que as horas que passamos nos ônibus são ou podem ser agradáveis

Globo e Record querem transmitir suas programações nos 14 mil coletivos que circulam na cidade. Do conteúdo autorizado para publicidade, que inclui também peças impressas, 30% será destinado à grade de programação da mídia televisiva, com uso preferencial para mensagens de caráter institucional, de campanhas educativas e de utilidade pública promovidas pela Prefeitura. Em até 30 dias, a Globo deve começar a testar transmissões ao vivo de partes do Jornal Nacional e do Globo Esporte, além de apresentar um resumo dos capítulos anteriores das novelas.
A SPTrans afirma que o áudio é proibido mas, convenhamos, alguém acredita que isto será respeitado? A empresa veiculadora está autorizada a disponibilizar fones de ouvido. Sem comentários, imaginem fones sendo utilizados e reutilizados por milhões de pessoas ou, o mais provável, que encontrado uma forma limpa de se disponibilizar fones, meia dúzia de infelizes colocarão o som no máximo forçando de uma forma ou outra os demais a escutar o que não lhes interessa.

De uma forma ou de outra, todos perdemos.
A Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal dos Transportes informou que as três empresas que detêm os direitos de transmissão nos ônibus são a Bus Media (300 ônibus, ligada à Globo), a TVO (500 ônibus, parceira da Rede Bandeirantes) e a BUS TV (100 ônibus). A pasta não acredita em guerra de audiência com a autorização de transmissões ao vivo. O secretário Alexandre de Moraes, titular dos Transportes e presidente da SPTrans, disse que não comentaria detalhes da portaria.
Um dia cheio de trabalho não será suficiente, ao sair deste e entrar num ônibus veremos a saudável disputa entre bispos e a Globo. Nada melhor do que isto para enfrentar 2, 3 horas de trânsito. Respeito pelo usuário não passa nem perto! Vai ser delicioso ver a programação de qualidade (sic) de Record, Globo e Bandeirantes sendo forçadas diariamente ao usuário, sem que este tenha qualquer direito, poder de escolha, de veto, sem que tenha voz.
 Vejam o sorriso de Ka$$ab e Moraes, eles não pegam ônibus.
Marquem bem o nome, Alexandre de Moraes, o responsável por esta palhaçada toda. Secretário dos Transportes de Ka$$ab e presidente da SPTrans.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Telefônica: 6 meses, 13 protocolos e muitas Neosaldinas

O artigo seguinte é um desabafo - bem humorado por vezes -, uma forma de manter um registro de meu descontentamento, raiva, saco cheio e ódio pela Telefônica e seu péssimo serviço. Talvez seja chato para alguns, mas tenho certeza de que muitos já passaram por situações semelhantes com esta empresa medíocre.

Tudo isto é fruto de 6 meses de brigas com a empresa para descobrir o óbvio, que ela não presta.

Em flagrante desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor, a Telefônica não te informa o que você está assinando, te engana por meses (na verdade chega a SE enganar!), não consegue resolver seus problemas, não te passa informações necessárias, não divulga seus dados de contrato e a maldita empresa sequer sabe o que acontece do outro lado de suas salas!

Enfim, este post é um desabafo para mim, uma triste recordação para os milhões que tem problemas com a Telefônica e um aviso para que ninguém caia no conto do Espanhol e tenha qualquer relação com esta empresa.
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Hoje tive uma surpresa desgradável, desde 15/11/2008, quando recebi minha primeira conta desta empresa, acreditava estar pagando pelo pacote Trio (Speedy 4MB, TTD Total e Telefone) mas, na verdade, segundo a empresa, eu havia contratado 3 serviços separados!

O problema com isso? Eu contratei o Trio, porque cargas d'água pagaria mais por três serviços separados se eu poderia tê-los em um só pacote, por um preço menor?

Mas vamos ao drama.

O Pacote Trio que contratei - ou achei ter contratado - me faria pagar a soma de R$ 249,16 ( o que já é um absurdo), mas desde o primeiro mês, somando as contas da TV e do Speedy+Telefone (que vem separadas e não conversam entre si), o valor chegava a ainda mais absurdos R$ 297,59 reais! Basicamente R$ 48,43 a mais, o valor de um novo plano telefônico e um belo rombo na minha conta já deficitária.
Vamos aos valores que pago:

Telefônica TV Digital (Pacote Total): R$139,90
Telefone: R$45,32
Speedy (4MB): R$112,37
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Total: R$297,59
Deste valor eu ainda descontava R$ 13 reais do Speedy por um problema de conexão que tive logo ao assinar, me colocaram com IP fixo ao invés de dinâmico e passei uns dias sem me conectar. Este desconto, que deveria valer por 18 meses durou só de fevereiro até junho de 2009 e do nada, sumiu!

Com ou sem desconto, enfim, ainda pagava demais!

Só notei este problema real, o do valor excessivo que eu pagava, em março e, no dia 04/03/2009 fiz a primeira de várias reclamações junto à telefônica via 10315.

Para começo de conversa, a Telefônica tem um sistema e uma organização ridiculamente ineficientes, se você assina o Trio não tem como tratar do Speedy e da TV ao mesmo tempo, são centrais diferentes e que não conversam entre si e nem em tempo real.

Você é forçado a ligar para um número e tentar resolver algum problema com Speedy/Telefone e para outro para a TV. Se o problema for com todas as opções anteriores, problema seu.

Não bastasse este "simples" fato, constatei por A mais B que os funcionários da Telefônica são flagrantemente incompetentes. Pois bem, voltando à 04/03, não se percam, fiz a primeira reclamação e recebi o protocolo 12239104 com a promessa de que em até 5 dias me ligariam informando do resultado da avaliação, se iriam me reduzir os valores ou iria ficar por isso mesmo.
Obviamente nenhuma ligação foi feita - engraçado, SEMPRE dizem que vão me retornar, nunca o fazem, então porque raios me pedem 500 telefones de contato?-, e no dia 18/03 liguei novamente, soube que o pedido de revisão havia sido indeferido - sem mais explicações - e, obviamente, pedi novamente uma revisão, cujo protocolo foi o 14858412.

Nenhuma resposta por parte da Telefônica até que liguei novamente em 01/04 (17459434) e duas vezes em 09/04 (18904332 e 18907152) sem que NADA fosse resolvido. eu era empurrado de um atendente pro outro, ouvia promessas de que algo seria feito mas, no fim, continuei pagando além e sendo enganado.

Nem vou falar das ligações que caíam no meio do atendimento, sem sequer me darem um protocolo! Pelo menos 4 ligações na primeira semana de abril. É ser tratado como palhaço.

Me enfezei e finalmente fui até a central da Telefônica na Sé, no Poupa Tempo mais especificamente, em 15/04/2009.

Finalmente achei que iria resolver meu problema quando o atendente, chamado Erico, me informou que realmente eu estava pagando além mas que, sabe-se lá porque, ele não poderia mexer nos valores por não ter acesso ao sistema da TV e apenas do Speedy e Telefone.

O impressionante é que, verificado o erro, que eu estava pagando a mais, não podiam fazer nada! Como acreditar numa empresa dessas? Você paga além do que deve e nada pode ser feito!

Mas, pelo menos, ele me informou que me daria 50% de desconto vitalício no Speedy, o que baixaria minha conta deste serviço para aprox. R$ 56,19, totalizando então R$ 241,40, um pouco abaixo dos 249 e uns quebrados do Pacote Trio. OK, uma compensação justa pelo que já passei, pensei em vão.

Aliás, vale notar que, pelas contas do rapaz que me atendeu, o valor do meu Speedy era ou deveria ser de R$ 129,90, pois com o desconto de 50%eu pagaria R$64,95! É o que está escrito atrás dos canhotos que coloquei como imagem nesta postagem. Nem sei de onde ele tirou estes valores!

Além do desconto, lógico, exigi também receber crédito pelos meses que paguei além, o valor total ficou em R$291,47, que recebi nas contas de maio, junho e julho. Mas, note-se, sobre o valor ERRADO, antigo, abusivo, e não sobre um novo valor.

Recebi, desta vez então dois protocolos, um pelo desconto e outro pelos créditos, sendo eles o 25918269 pelo crédito e 7565031 pelo desconto - as duas imagens desta postagem.
Tudo parecia bem, eu ia receber o desconto, os créditos, achei que podia relaxar... Mas, estamos falando da Telefônica que, parafraseando Joseph Klimber, "é uma caixinha de surpresas"!

Em 5 de maio recebi nada menos que 4 (quatro) cartas iguais da Telefônica me informando que iriam me conceder os créditos "excepcionalmente por valorizar o nosso relacionamento" mas que não havia qualquer erro no valor das contas.

Disto pensei, "ou estão de sacanagem, ou admitindo o erro mas de forma covarde - Se me deram desconto é porque algo estava errado, ou o inocente finge de culpado só por prazer"? Além disto fiquei encasquetado: 4 cartas? Acham que sou burro, tenho dificuldade de compreender textos ou simplesmente eles tem dinheiro e papel para dar?

Mas, a Telefônica não achava que estava errada, vejam a pegadinha, e, apesar dos créditos, continuou a me cobrar o valor de sempre, R$ 297,59.

Ao notar então que os créditos entraram mais que a conta ainda estava errada, entrei em contato outra vez com a central da maldita empresa (que seus diretores queimem no inferno) em 10/07 e recebi o protocolo 45183792.

Para minha efêmera alegria, em 22/07 liguei novamente e soube que minha reclamação havia sido aceita (Allah seja louvado!) e que, finalmente, eu iria pagar o valor "justo" ("correto" seria melhor, porque não há justiça em pagar tão caro por um serviço de porco como a da Telefônica), e ainda teria desconto. Parecia demais, "venci a Telefônica?" Não!

O protocolo desta vez foi o 49060550.

O "crédito" que eu recebi na conta de agosto - que não paguei, logicamente - foi o mesmo que eu recebia antes, pelo problema com o IP do começo deste post, só que agora com 48 centavos a mais de crédito! R$ 13,40 de crédito, impressionante! A Telefônica deve achar que tenho cara de palhaço!

Acho que quase explodi de alegria!

Puto da vida, não paguei a conta e liguei NOVAMENTE dia 19/08, às 00:28 (protocolo 30981013) para reclamar e consegui um desconto de 33% no Speedy por 18 meses.

Era um começo mas eu já estava me revoltando com este papo de "desconto". Se a conta estava errada porque só me davam desconto? Aliás, fingiam me dar o desconto porque os 50% prometidos do Speedy eu nunca vi mais gordo!

O atendente me informou que realmente havia um erro - quantas vezes eu ouvi isso? - MAS que ele não poderia mexer no valor da TV (ladainha de sempre) e que não conseguiria me dar um desconto maior que o de 33% (algo em torno de R$75,28 eu passaria a pagar, totalizando R$ 260,50 pelo pacote, ainda acima do correto) mas me passou o telefone da central da TTD - Telefônica TV Digital, para os leigos - (10615) e disse que esta poderia adequar os valores.

OK, liguei para o bendito número, eu estava já revoltado mas centrado no meu objetivo faraônico de vencer a Telefônica - recebi o protocolo 30981291 de uma atendente bem antipática que me informou não poder fazer nada, os valores estavam corretos. Simples assim, "vocÊ está errado e não reclame".

Depois de implorar - minha resistência já cedendo - ela me transferiu para o setor de promoções onde uma simpática atendente (sem ironia, foi um alívio) me conseguiu 25% de desconto por 6 meses no valor da TV (R$ 104,93 aprox. no valor final e o pacote passou a R$ 225,43, mais baixo que o Trio mas, com estes descontos num valor correto, eu estaria muito mais confortável). O protocolo do desconto foi o 30981327.

Feito isto pedi gentilmente para ela me passar para alguma central unificada para tentar resolver este bendito problema com os valores, o que ela fez - se existe uma central unificada então porque esta lenga-lenga de ligar pra TV, ligar pro Speedy e cada um só cuidar do seu quadrado? - e, então, vem a surpresa (protocolo 30981435.).

Preparados para a bomba?

Depois e alguns minutos de espera a atendente, quase rindo, fala: "- Senhor, você nunca assinou o Trio".

Eu, embasbacado, não acredito e ela me explica que algum Infel... atendente solícito e preparado (que queime no inferno por toda a eternidade), o primeiro provavelmente a pegar meu contrato, ao invés de assinar o Trio, me colocou 2 planos separados, o da TV e do Speedy além do telefone separado que de ilimitado não tem nada!
Eu sequer tenho um Duo! Imaginem, três serviços diferentes, sem nenhuma ligação entre si, pagando mais caro e por incompetência da empresa!

Enfim, o valor de R$ 297,59 estava... correto! Fui simplesmente roubado e enganado pela empresa por meses a fio, sem que uma boa alma - ou um bom funcionário - olhasse meu contrato ou sequer me informasse dele!

Eu nem consigo contar quantos artigos e incisos do CDC a Telefônica infringiu ao não me informar claramente do contrato, ao sequer me mostrar o contrato, ao me prover um serviço diferente do que eu havia originalmente contratado - ou tentado contratar -, abusar de suas prerrogativas e etc.

E para descobrir tudo isto - ou apenas isto, que meu contrato estava errado- precisei colecionar 13 protocolos (pelo menos) e passar 6 meses perdendo meu tempo, ligando, indo na Telefônica e me estressando. Neste momento penso se vale à pena abrir um processo no PROCON e ANATEL ou se vou direto para as Pequenas Causas exigir ressarcimento pelo trabalho que tiv, por danos morais, materiais e o escambau!

Para completar minha alegria, não tem jeito, é ficar nessa piada de "plano" porque eu não posso contratar o Trio por já ter, separados, todos os serviços! É continuar a pagar caro e ponto! Uma senhora e absurda falta de respeito!

Pior de tudo, eu nunca assinei qualquer contrato com a Telefônica, tudo foi feito por telefone, assinei apenas protolos de recebimento de equipamento, instalação e etc. E agora, é a minha palavra contra a de uma empresa de quinta categoria? Onde está o bendito contrato, que imagino ser verbal?

Para piorar - sim, é possível e eu já falei que o pior de tudo estava no parágrafo anterior -, a ANATEL ainda quer (vai) liberar a venda novamente do Speedy! Será que alguém acredita que a empresa tem condições de vender alguma coisa se não consegue atender satisfatoriamente um simples ciente por meses a fio?

Sem brincadeira, eu não consegui nem reclamar com a última atendente, não só ela foi simpática - um milagre para os padrões da Telefônica - como eu tive de rir, e rir muito da situação esdrúxula.

Enfim, fica o desabafo, o aviso - "não caiam no conto" - não assinem nada que cheire à Telefônica e não passem por isto. Se algum advogado, jurista, estudante de direito ou "sabe-tudo" chegou até aqui, poderia dar uma luz sobre o que fazer? Se é que há algo a se fazer?
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