Mas não apenas um péssimo governo, mas um comprometido apenas com os interesses mais cruéis dos mercados. Se por um lado Lula trouxe uma imensa parcela da população para o mercado consumidor, por outro Dilma apenas aprofunda o caráter de mercado, ou de mercaodria da população.
Lula assumiu um país em frangalhos, destruído, privatizado e ridicularizado. Fez o que podia - ainda que pudesse ter avançado mais - sabendo que o mercado não permitiria mudanças radicais sem contrapartidas.
Daí nasceu o ProUni que leva os mais pobres à universidade, mas incentiva as particulares, as bolsas cujo objetivo não é inclusão, mas formação de mercado consumidor, mas que, a omenos, permitem ao povo comer e ter um mínimo de dignidade mesmo que inseridos em uma lógica mercantilista.
Podemos aceitar que, em um primeiro governo aliado dos movimentos sociais, as mudanças tenham sido tímidas e inseridas em uma lógica diferente daquela que efetivamente defendemos. Mas as bases foram criadas.
Cabia à Dilma profundar as mudanças, adicionar "qualidade" no caldo: Exigir qualidade dos barões do ensino e suas universidades privadas, exigir uma internet de qualidade baseada num serviço público e em projetos criados no governo anterior, garantir uma mídia de qualidade baseada em projetos do governo anterior....
Mas tudo isto foi jogado no lixo. Foi privatizado, assim como os aeroportos.
Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Aldo Rebelo é, definitivamente o último prego no caixão de um péssimo governo
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Aldo Rebelo é, definitivamente o último prego no caixão de um péssimo governo
2011-11-18T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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sábado, 29 de outubro de 2011
A queda de Orlando Silva escancara a traição governista?
Caiu mais um ministro. O sexto. Quinto por corrupção denunciada pela mídia. Agora foi a vez do PCdoB, conhecido no movimento estudantil e sindical pelas práticas sujas, intimidação, faudes...
Mas pouco se sabe da veracidade das denúncias contra Orlando Silva. Não que ele seja inocente, não que seja impossível, mas com tanta coisa para se pegar o PCdoB no flagra, a mídia buscou o caminho mais tosco. E, claro, quem acusa é a Veja, a revista mais podre e falsa do país - mas que goza de milhões do nosso dinheiro investido pelo governo a título de propaganda institucional.
Mas foi bem sucedida. E não é a toa.
Amizade com a mídia
Comentei logo no início do governo Dilma que Lula teve uma falha terrível em seu governo: Não promoveu a democratização das comunicações e sequer tratou seriamente do controle social da mídia.
Era a chance de Dilma fazer alguma coisa, chegar de sola. Franklin Martins havia preparado um projeto que, segundo muitos, era excelente, mas foi engavetado sem nenhuma discussão, assim como outros ótimos projetos que eram discutidos pela sociedade, como a Reforma da Lei de Direitos Autorais.
E, de quebra, Dilma ainda passou algum tempo afagando a mídia, com entrevistas exclusivas a redes de TV e até uma visita especial à festa de 90 anos da Folha, o veículo que mais tentou derrubá-la durante a campanha.
Para uns uma forma de dar um tapa com luva de pelica na mídia, indo até ela com tom de desafio. Ledo engano. Meses depois, a verdade começa a surgir aos poucos, na medida em que ministros vão caindo como moscas.
O quinto ministro
Seis ministros caíram, mas cinco por pressão midiática. Dificilmente eram inocentes, mas surpreende a velocidade com que deixaram os cargos frente à denúncias que, muitas vezes, eram frágeis. De alguns Dilma se livrou rapidamente, o Orlando ainda resistiu 12 dias, mas mais por pressão e unidade do PCdoB do que por vontade da presidente.
O único ministro a cair por razões "legítimas", ou seja, sem a mãoinvisível extremamente vbisível da mídia foi o Jobim, que era insustentável em todos os sentidos. Mas a história ainda guarda surpresas.
Denúncias de corrupção vindas da mídia são comuns, por duas simples razões: Em primeiro lugar porque ela tem total interesse em minar o governo, já deixou isso claro, e em segundo lugar, porque corrupção é algo internalizado, comum e corriqueiro em todo e qualquer governo. Questão é saber o tamanho do rombo e o quanto isto é visível, detectável.
A questão da mídia querer minar o governo, aliás, é algo que merece análise pormenorizada e até mesmo teorias da conspiração que ficam cada vez mais populares.
Artigo completo pode ser lido no Amálgama
Mas pouco se sabe da veracidade das denúncias contra Orlando Silva. Não que ele seja inocente, não que seja impossível, mas com tanta coisa para se pegar o PCdoB no flagra, a mídia buscou o caminho mais tosco. E, claro, quem acusa é a Veja, a revista mais podre e falsa do país - mas que goza de milhões do nosso dinheiro investido pelo governo a título de propaganda institucional.
Mas foi bem sucedida. E não é a toa.
Amizade com a mídia
Comentei logo no início do governo Dilma que Lula teve uma falha terrível em seu governo: Não promoveu a democratização das comunicações e sequer tratou seriamente do controle social da mídia.
Era a chance de Dilma fazer alguma coisa, chegar de sola. Franklin Martins havia preparado um projeto que, segundo muitos, era excelente, mas foi engavetado sem nenhuma discussão, assim como outros ótimos projetos que eram discutidos pela sociedade, como a Reforma da Lei de Direitos Autorais.
E, de quebra, Dilma ainda passou algum tempo afagando a mídia, com entrevistas exclusivas a redes de TV e até uma visita especial à festa de 90 anos da Folha, o veículo que mais tentou derrubá-la durante a campanha.
Para uns uma forma de dar um tapa com luva de pelica na mídia, indo até ela com tom de desafio. Ledo engano. Meses depois, a verdade começa a surgir aos poucos, na medida em que ministros vão caindo como moscas.
O quinto ministro
Seis ministros caíram, mas cinco por pressão midiática. Dificilmente eram inocentes, mas surpreende a velocidade com que deixaram os cargos frente à denúncias que, muitas vezes, eram frágeis. De alguns Dilma se livrou rapidamente, o Orlando ainda resistiu 12 dias, mas mais por pressão e unidade do PCdoB do que por vontade da presidente.
O único ministro a cair por razões "legítimas", ou seja, sem a mão
Denúncias de corrupção vindas da mídia são comuns, por duas simples razões: Em primeiro lugar porque ela tem total interesse em minar o governo, já deixou isso claro, e em segundo lugar, porque corrupção é algo internalizado, comum e corriqueiro em todo e qualquer governo. Questão é saber o tamanho do rombo e o quanto isto é visível, detectável.
A questão da mídia querer minar o governo, aliás, é algo que merece análise pormenorizada e até mesmo teorias da conspiração que ficam cada vez mais populares.
Artigo completo pode ser lido no Amálgama
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Petição para Israel ser BANIDA das Olimpíadas de 2012
To: International Olympics Committee
Dear International Olympics Committee (IOC)
We, the undersigned citizens of the world, call on the international Olympics Committee to rescind Israel's participation in the London 2012 Olympics.
Israel's attack on a humanitarian aid fleet on Monday 31 May 2010, its murder of 9 human rights activists in international waters, and wounding many more, demonstrate that Israel rejects the structural tenets of our shared humanity, manifested in a global moral consensus and international law.
Israel was established on the ruins of another country, Palestine. In 1948 more than half the population of Palestine were uprooted from their cities and villages, 400 of which were completely destroyed. The state of Israel has never allowed Palestinian refugees to return and today their number has reached 7 million, many of whom are still stateless, living in refugee camps in Palestine and other Arab countries
Since its establishment the state of Israel has consistently violated international law. To date, it has defied 246 UN Security Council Resolutions. As a direct consequence, seven million Palestinians are excluded from the right to live on land internationally acknowledged to be theirs; and increasingly, they are being excluded from their right to any future at all as a nation. The 4 million Palestinians in the occupied territories have endured over 40 years of brutal occupation and denied even the most basic Human rights. The 1.4 million who remain in Israel are second class citizens.
The daily brutality of the Israeli army in Gaza and the West Bank continues; Palestinian land continues to be stolen, houses demolished and crops destroyed. For years now the state of Israel has been carrying out a slow genocide in the Gaza Strip, maintaining a tight blockade over its inhabitants and repeated bombing raids all of which are contrary to International Laws which prohibit collective punishment.
The Israeli military used white phosphorus munitions in the 2008-2009 Gaza war. The IDF acknowledged it's use after the war ended.
Several reports from human right groups during the war indicated that white phosphorus shells were being used by Israel in violation of international law. Human Rights Watch said shells exploded over populated civilian areas, including a crowded refugee camp, a UN compound where food was stored, and a United Nations school where civilians were seeking refuge.
Human Rights Watch said its experts in the region had witnessed the use of white phosphorus. Kenneth Roth, the organisation's executive director, added: "This is a chemical compound that burns structures and burns people. It should not be used in populated areas."
Amnesty International said a fact-finding team found "indisputable evidence of the widespread use of white phosphorus" in crowded residential areas of Gaza City and elsewhere in the territory. Donatella Rovera, the head of an Amnesty fact-finding mission to southern Israel and Gaza, said: "Israeli forces used white phosphorus and other weapons supplied by the USA to carry out serious violations of international humanitarian law, including war crimes."
"Israel's policy on settlements is not only unlawful, it also impacts severely on the human rights of Palestinians in the West Bank, including East Jerusalem, whose lives and livelihoods have been devastated by the constructions taking place on occupied Palestinian land," said Malcolm Smart, Amnesty International's Middle East and North Africa director.
Archbishop Desmond Tutu and other prominent South Africans have likened the situation of the Palestinians to apartheid for which South Africa were banned from international sporting events including the Olympic Games.
The challenge of apartheid was fought with the non-violent international response of a campaign of boycott, divestment, and sanctions. Today Palestinian artists, trade unionists, teachers, writers, film-makers and non-governmental organisations have called for a comparable boycott of Israel, as offering another path to a just peace, saying, “ At a time when the international movement to isolate Israel is gaining ground in response to the escalation of Israel's violently colonial and racist policies, we respectfully urge conscientious organisations, sportsmen, academics, artists and intellectuals from around the world, including those who visit [or host Israeli's from] the occupied Palestinian territory (OPT), to refrain from visiting [or hosting] Israel to participate in any event or encounter that is not explicitly dedicated to ending Israel's illegal occupation and other forms of oppression. Regardless of intentions, such visits only contribute to the prolongation of injustice by normalizing and thereby legitimizing it, and inadvertently support Israel's efforts to appear as a "normal" participant in the "civilized" world of sport, science, scholarship and art while at the same time practising a pernicious form of apartheid against Palestinians.” This call has been endorsed by some brave Israeli dissidents and many prominent international figures.
Boycott is a tactic which allows people, as distinct from their elected governments, to apply pressure on those wielding power in an unjust way. It is directed not against people but against oppressive and unjust policies and regimes in order to bring about change. I would also remind you that Principle 2 of the Olympic Charter declares the principles of Olympism to “place sport at the service of the harmonious development of man, with a view to promoting a peaceful society concerned with the preservation of human dignity”. Also principle 5 which states "Any form of discrimination with regard to a country or a person on grounds of race, religion,
politics, gender or otherwise is incompatible with belonging to the Olympic Movement." Clearly the acts of genocide against Palestinians and the forcing out by the illegal expansion of the settlements is a violation of this principle. By your own words in Principle 6 "Belonging to the Olympic Movement requires compliance with the Olympic Charter and recognition by the IOC." As Israel are not compliant how can they then participate under the current conditions that Palestinians are faced with? Particularly considering that "The name of an NOC must reflect the territorial extent and tradition of its country..." However many Israelis are living on disputed land and therefore Israeli athletes cannot be considered to be from the legitimate territorial extent of their country.
Contrary to Olympic Charter bye-laws stating "No kind of demonstration or political, religious or racial propaganda is permitted in any Olympic sites, venues or other areas" you will; by allowing Israel to participate and not taking a stand against their racist policies; be implicitly supporting war crimes, ethnic cleansing, dispossession, and continued oppression of the Palestinian people, a people seeking to end the silence of the international community and achieve a just peace. The Israeli politicians and citizens see every visit to and from Israel as an act of support for their policies. Every cancellation is a reminder to them that all is not well and that there will be a price for the ongoing oppression and the indifference for rights of Palestinians.
If you require more information about the situation in Israel and the Occupied Territories, organisations such as Amnesty International, the World Health Organisation and the Israeli human rights organisation B’Tselem have published detailed reports.
We feel sure that, in the light of the information available, you would not wish to lend support – however indirect and implicit – to Israel’s policies, by allowing them to attend and participate in such a high profile event that aims to be “a force for good”.
Sincerely,
The Undersigned
Sign the petition HERE (text HERE)
Dear International Olympics Committee (IOC)
We, the undersigned citizens of the world, call on the international Olympics Committee to rescind Israel's participation in the London 2012 Olympics.
Israel's attack on a humanitarian aid fleet on Monday 31 May 2010, its murder of 9 human rights activists in international waters, and wounding many more, demonstrate that Israel rejects the structural tenets of our shared humanity, manifested in a global moral consensus and international law.
Israel was established on the ruins of another country, Palestine. In 1948 more than half the population of Palestine were uprooted from their cities and villages, 400 of which were completely destroyed. The state of Israel has never allowed Palestinian refugees to return and today their number has reached 7 million, many of whom are still stateless, living in refugee camps in Palestine and other Arab countries
Since its establishment the state of Israel has consistently violated international law. To date, it has defied 246 UN Security Council Resolutions. As a direct consequence, seven million Palestinians are excluded from the right to live on land internationally acknowledged to be theirs; and increasingly, they are being excluded from their right to any future at all as a nation. The 4 million Palestinians in the occupied territories have endured over 40 years of brutal occupation and denied even the most basic Human rights. The 1.4 million who remain in Israel are second class citizens.
The daily brutality of the Israeli army in Gaza and the West Bank continues; Palestinian land continues to be stolen, houses demolished and crops destroyed. For years now the state of Israel has been carrying out a slow genocide in the Gaza Strip, maintaining a tight blockade over its inhabitants and repeated bombing raids all of which are contrary to International Laws which prohibit collective punishment.
The Israeli military used white phosphorus munitions in the 2008-2009 Gaza war. The IDF acknowledged it's use after the war ended.
Several reports from human right groups during the war indicated that white phosphorus shells were being used by Israel in violation of international law. Human Rights Watch said shells exploded over populated civilian areas, including a crowded refugee camp, a UN compound where food was stored, and a United Nations school where civilians were seeking refuge.
Human Rights Watch said its experts in the region had witnessed the use of white phosphorus. Kenneth Roth, the organisation's executive director, added: "This is a chemical compound that burns structures and burns people. It should not be used in populated areas."
Amnesty International said a fact-finding team found "indisputable evidence of the widespread use of white phosphorus" in crowded residential areas of Gaza City and elsewhere in the territory. Donatella Rovera, the head of an Amnesty fact-finding mission to southern Israel and Gaza, said: "Israeli forces used white phosphorus and other weapons supplied by the USA to carry out serious violations of international humanitarian law, including war crimes."
"Israel's policy on settlements is not only unlawful, it also impacts severely on the human rights of Palestinians in the West Bank, including East Jerusalem, whose lives and livelihoods have been devastated by the constructions taking place on occupied Palestinian land," said Malcolm Smart, Amnesty International's Middle East and North Africa director.
Archbishop Desmond Tutu and other prominent South Africans have likened the situation of the Palestinians to apartheid for which South Africa were banned from international sporting events including the Olympic Games.
The challenge of apartheid was fought with the non-violent international response of a campaign of boycott, divestment, and sanctions. Today Palestinian artists, trade unionists, teachers, writers, film-makers and non-governmental organisations have called for a comparable boycott of Israel, as offering another path to a just peace, saying, “ At a time when the international movement to isolate Israel is gaining ground in response to the escalation of Israel's violently colonial and racist policies, we respectfully urge conscientious organisations, sportsmen, academics, artists and intellectuals from around the world, including those who visit [or host Israeli's from] the occupied Palestinian territory (OPT), to refrain from visiting [or hosting] Israel to participate in any event or encounter that is not explicitly dedicated to ending Israel's illegal occupation and other forms of oppression. Regardless of intentions, such visits only contribute to the prolongation of injustice by normalizing and thereby legitimizing it, and inadvertently support Israel's efforts to appear as a "normal" participant in the "civilized" world of sport, science, scholarship and art while at the same time practising a pernicious form of apartheid against Palestinians.” This call has been endorsed by some brave Israeli dissidents and many prominent international figures.
Boycott is a tactic which allows people, as distinct from their elected governments, to apply pressure on those wielding power in an unjust way. It is directed not against people but against oppressive and unjust policies and regimes in order to bring about change. I would also remind you that Principle 2 of the Olympic Charter declares the principles of Olympism to “place sport at the service of the harmonious development of man, with a view to promoting a peaceful society concerned with the preservation of human dignity”. Also principle 5 which states "Any form of discrimination with regard to a country or a person on grounds of race, religion,
politics, gender or otherwise is incompatible with belonging to the Olympic Movement." Clearly the acts of genocide against Palestinians and the forcing out by the illegal expansion of the settlements is a violation of this principle. By your own words in Principle 6 "Belonging to the Olympic Movement requires compliance with the Olympic Charter and recognition by the IOC." As Israel are not compliant how can they then participate under the current conditions that Palestinians are faced with? Particularly considering that "The name of an NOC must reflect the territorial extent and tradition of its country..." However many Israelis are living on disputed land and therefore Israeli athletes cannot be considered to be from the legitimate territorial extent of their country.
Contrary to Olympic Charter bye-laws stating "No kind of demonstration or political, religious or racial propaganda is permitted in any Olympic sites, venues or other areas" you will; by allowing Israel to participate and not taking a stand against their racist policies; be implicitly supporting war crimes, ethnic cleansing, dispossession, and continued oppression of the Palestinian people, a people seeking to end the silence of the international community and achieve a just peace. The Israeli politicians and citizens see every visit to and from Israel as an act of support for their policies. Every cancellation is a reminder to them that all is not well and that there will be a price for the ongoing oppression and the indifference for rights of Palestinians.
If you require more information about the situation in Israel and the Occupied Territories, organisations such as Amnesty International, the World Health Organisation and the Israeli human rights organisation B’Tselem have published detailed reports.
We feel sure that, in the light of the information available, you would not wish to lend support – however indirect and implicit – to Israel’s policies, by allowing them to attend and participate in such a high profile event that aims to be “a force for good”.
Sincerely,
The Undersigned
Sign the petition HERE (text HERE)
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A Apartheid do Futebol e a TV por Asssinatura
Enquanto eu assistia ao jogo Palmeiras e Santo André, pensando porque o Palmeiras não entrava em campo fiquei pensando no curioso fato do jogo ter sido transmitido para a Capital com a cidade de Santo André sendo considerada "interior" ou outra praça e comecei então a raciocinar sobre a razão da proibição de jogos "da praça" de serem transmitidos pela TV aberta - basicamente, pela Globo.
Até certo ponto é compreensível que a TV seja proibida de passar os jogos locais, sob pena de públicos pequenos ou irrisórios nos jogos. Quem irá ao estádio se pode assistir ao jogo no conforto da sua casa?
Claro que a resposta a esta pergunta, no Brasil, é lógica. Mas na verdade ela deveria ser reformulada: Quem irá a um estádio sem qualquer condição, desconfortável, sem qualquer atrativo além, enfrentando um trânsito caótico e a violência urbana se pode ficar em casa vendo o jogo pela TV?
Na Europa estamos acostumados a ver casas cheias, mas isto não tem qualquer relação com o fato dos jogos serem ou não transmitidos e sim pela estrutura e qualidade dos estádios (alguns contam até com shoppings, restaurantes, enfim, entretenimento para além do jogo, você pode chegar na hora do almoço e sair só depois da partida que terá tido uma tarde interessante), e também porque não enfrentam os perigos da violência urbana do Brasil.
No Brasil àquele que vai ao estádio o faz por paixão, amor ao clube ou, ainda, é um saudosista dos bons jogos de domingo à tarde. Ir a um estádio no Brasil é quase uma aventura. Levar a família é quase um ato de loucura, na europa os estádios são ambientes muito mais familiares ou, pelo menos, com maior estrutura para receber a todos.
Enfim, o que se vê é que para a maioria é realmente mais cômodo ficar em casa do que enfrentar um jogo ao vivo. Mas esbarramos na praça, na proibição da transmissão de jogos locais.
Chegamos ao segundo problema e, aqui, vemos um imenso preconceito contra o pobre e o favorecimento absurdo das classes mais altas, dos que podem pagar mais.
Os jogos de futebol da praça não passam somente na TV ABERTA! Mas, na fechada, por assinatura - que excetuando o famoso "NetCat" só pode ser tradicionalmente adquirida pelas classes mais altas - a transmissão é livre!
Então vejam o raciocínio, aos pobres resta ir aos estádios ou acompanhar o jogo pelo rádio, mas para quem pode pagar mais, a TV fechada (SporTV, da Globo), é a solução.
O que vemos é o máximo do preconceito contra o pobre, forçado a enfrentar todas as intempéries para assistir ao jogo de seu time do coração enquanto a Classe Mé(r)dia assiste confortavelmente ao jogo da sala de casa, sem precisar se misturar, se estressar...
Mas a coisa não para por aí, com a popularização da TV por assinatura e os preços mais atrativos, a classe "c" chegou lá e agora pode ter uma assinatura básica. O que fizeram então os donos dos direitos de transmissão e a elite no geral que, além de não se misturar nos estádios ainda se recusa a assistir os mesmos canais temendo se sujar? Criaram o Pay-Per-View (PPV).
A TV por assinatura em sí tem um caráter elitista, mas neste ponto não é possível criticá-la como um todo, pois muito de sua programação é voltada para nichos específicos, possui programação segmentada - impossível de se manter se os canais fossem abertos - e uma estrutura diferenciada. É tão ridículo manter inalcansável para a maior parte da população quanto é estúpido baixar o nível para adequar ao gosto dos que sofreram lavagem cerebral da TV Aberta. Todos perdem.
A popularização com a manutenção da qualidade deveria ser uma meta, mas na verdade a qualidade em muitos casos cai e a programação mais atraente, por outro lado, torna-se a mais inalcansável, mais cara, mais exclusiva.
Hoje a moda é do "exclusivo". Quem não sente vontade de vomitar quando assiste à centenas de propagandas de imóveis, roupas, carros e afins, todas anunciando que são de "alto padrão", "exclusivos", "diferenciados", compreendendo que isto significa apenas que não é para os pobres? É só para a pequena elite que pode se dar ao luxo de pagar ou, nos casos mais comuns, para a Classe Mé(r)dia que pode comprar e dividir em 500 meses no cartão de crédito para ostentar e mostrar aos amigos como é bem de vida.
Além de pagar pela TV por assinatura ainda temos que assinar um pacote além - costumeiramente caro - para ter acesso aos jogos. Os canais que antes passavam futebol agora passam um ou outro jogo perdido, preferindo deixar o melhor para quem pagar mais.
Quem conseguiu chegar até a TV paga não pode aproveitar de seus benefícios, pois é preciso pagar sempre mais para ter acesso à alguma programação de qualidade e, no caso do futebol, é preciso pagar quase uma nova assinatura. O pobre continua forçado a ir aos estádios ou ouvir pelo rádio enquanto a classe mais alta pode sentar na poltrona da sala, colocar o "uísque" no copo e torcer por seu time.
Tudo é minimamente programado, acertado e planejado para excluir o máximo possível, para legitimar o verdadeiro apartheid social que existe no Brasil.
Os "de baixo" não podem, em hipótese alguma, ter acesso ao que a elite tem, não pode haver mistura ou confusão. Isto é fato no caso do futebol, mas pode ser observado em quase todos os casos. As festas, eventos e acontecimentos tradicionalmente democráticos são cada vez mais esvaziados. O rico vai de camarote, vai de salas especiais, tem pacotes exclusivos, tem moradias exclusivas, longe da "pobretada" em geral, excluída, limitada e humilhada.
Até certo ponto é compreensível que a TV seja proibida de passar os jogos locais, sob pena de públicos pequenos ou irrisórios nos jogos. Quem irá ao estádio se pode assistir ao jogo no conforto da sua casa?
Claro que a resposta a esta pergunta, no Brasil, é lógica. Mas na verdade ela deveria ser reformulada: Quem irá a um estádio sem qualquer condição, desconfortável, sem qualquer atrativo além, enfrentando um trânsito caótico e a violência urbana se pode ficar em casa vendo o jogo pela TV?
Na Europa estamos acostumados a ver casas cheias, mas isto não tem qualquer relação com o fato dos jogos serem ou não transmitidos e sim pela estrutura e qualidade dos estádios (alguns contam até com shoppings, restaurantes, enfim, entretenimento para além do jogo, você pode chegar na hora do almoço e sair só depois da partida que terá tido uma tarde interessante), e também porque não enfrentam os perigos da violência urbana do Brasil.
No Brasil àquele que vai ao estádio o faz por paixão, amor ao clube ou, ainda, é um saudosista dos bons jogos de domingo à tarde. Ir a um estádio no Brasil é quase uma aventura. Levar a família é quase um ato de loucura, na europa os estádios são ambientes muito mais familiares ou, pelo menos, com maior estrutura para receber a todos.
Enfim, o que se vê é que para a maioria é realmente mais cômodo ficar em casa do que enfrentar um jogo ao vivo. Mas esbarramos na praça, na proibição da transmissão de jogos locais.
Chegamos ao segundo problema e, aqui, vemos um imenso preconceito contra o pobre e o favorecimento absurdo das classes mais altas, dos que podem pagar mais.
Os jogos de futebol da praça não passam somente na TV ABERTA! Mas, na fechada, por assinatura - que excetuando o famoso "NetCat" só pode ser tradicionalmente adquirida pelas classes mais altas - a transmissão é livre!
Então vejam o raciocínio, aos pobres resta ir aos estádios ou acompanhar o jogo pelo rádio, mas para quem pode pagar mais, a TV fechada (SporTV, da Globo), é a solução.
O que vemos é o máximo do preconceito contra o pobre, forçado a enfrentar todas as intempéries para assistir ao jogo de seu time do coração enquanto a Classe Mé(r)dia assiste confortavelmente ao jogo da sala de casa, sem precisar se misturar, se estressar...
Mas a coisa não para por aí, com a popularização da TV por assinatura e os preços mais atrativos, a classe "c" chegou lá e agora pode ter uma assinatura básica. O que fizeram então os donos dos direitos de transmissão e a elite no geral que, além de não se misturar nos estádios ainda se recusa a assistir os mesmos canais temendo se sujar? Criaram o Pay-Per-View (PPV).
A TV por assinatura em sí tem um caráter elitista, mas neste ponto não é possível criticá-la como um todo, pois muito de sua programação é voltada para nichos específicos, possui programação segmentada - impossível de se manter se os canais fossem abertos - e uma estrutura diferenciada. É tão ridículo manter inalcansável para a maior parte da população quanto é estúpido baixar o nível para adequar ao gosto dos que sofreram lavagem cerebral da TV Aberta. Todos perdem.
A popularização com a manutenção da qualidade deveria ser uma meta, mas na verdade a qualidade em muitos casos cai e a programação mais atraente, por outro lado, torna-se a mais inalcansável, mais cara, mais exclusiva.
Hoje a moda é do "exclusivo". Quem não sente vontade de vomitar quando assiste à centenas de propagandas de imóveis, roupas, carros e afins, todas anunciando que são de "alto padrão", "exclusivos", "diferenciados", compreendendo que isto significa apenas que não é para os pobres? É só para a pequena elite que pode se dar ao luxo de pagar ou, nos casos mais comuns, para a Classe Mé(r)dia que pode comprar e dividir em 500 meses no cartão de crédito para ostentar e mostrar aos amigos como é bem de vida.
Além de pagar pela TV por assinatura ainda temos que assinar um pacote além - costumeiramente caro - para ter acesso aos jogos. Os canais que antes passavam futebol agora passam um ou outro jogo perdido, preferindo deixar o melhor para quem pagar mais.
Quem conseguiu chegar até a TV paga não pode aproveitar de seus benefícios, pois é preciso pagar sempre mais para ter acesso à alguma programação de qualidade e, no caso do futebol, é preciso pagar quase uma nova assinatura. O pobre continua forçado a ir aos estádios ou ouvir pelo rádio enquanto a classe mais alta pode sentar na poltrona da sala, colocar o "uísque" no copo e torcer por seu time.
Tudo é minimamente programado, acertado e planejado para excluir o máximo possível, para legitimar o verdadeiro apartheid social que existe no Brasil.
Os "de baixo" não podem, em hipótese alguma, ter acesso ao que a elite tem, não pode haver mistura ou confusão. Isto é fato no caso do futebol, mas pode ser observado em quase todos os casos. As festas, eventos e acontecimentos tradicionalmente democráticos são cada vez mais esvaziados. O rico vai de camarote, vai de salas especiais, tem pacotes exclusivos, tem moradias exclusivas, longe da "pobretada" em geral, excluída, limitada e humilhada.
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
Brasileiros vão ao Chile para tentar entrar no mapa do rúgbi
Um pouco fora dos objetivos deste blog mas, como um apaixonado pelo Rugby, não poderia deixar de divulgar!
Via Uol Esporte
Brasileiros vão ao Chile para tentar entrar no mapa do rúgbi
Marcos Jorge e Rafael KriegerNo país do futebol, o rúgbi é pouco divulgado, apesar de mover multidões em outros países, como a Argentina. Aqui, entretanto, é essencialmente amador e constantemente confundido com o similar norte-americano. Quem pratica esse esporte no Brasil tem que pagar para jogar. Mas, no próximo sábado, tudo pode começar a mudar.
Em São PauloA seleção brasileira de rúgbi treina desde janeiro para um único jogo - contra o Chile, em Viña del Mar, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2011. Mais do que a classificação, está em jogo a esperança brasileira de entrar na primeira divisão mundial da modalidade, o que significaria receber uma verba dez vezes maior da IRB (International Rugby Board), entidade máxima do esporte. Além disso, o Brasil pode quebrar o tabu de nunca ter vencido os chilenos.
RÚGBI AINDA É ESPORTE AMADOR Boa parte dos custos da preparação da seleção são bancados pelos próprios atletas Para o capitão Ramiro, 13 anos de seleção, "profissionalismo ficará para os mais novos"
Além do Chile, a Argentina também nunca perdeu para os brasileiros. Os "hermanos" ocupam a quinta posição no ranking e estão garantidos no Mundial. Os uruguaios estão em 20º, e os chilenos em 24º. O Brasil, em 27º, pode alcançar o top 25 com uma única vitória contra o Chile.
Quem fez as contas foi o francês Pierre Paparemborde, filho de Robert, que fez história no rugby do seu país. Pierre chegou no Brasil há quatro anos e assumiu a missão de desenvolver o esporte. Ele lembra que o potencial brasileiro é reconhecido internacionalmente, mas a estrutura por aqui ainda é bem precária e a parte técnica deixa a desejar.
Pierre explica que o Brasil está no limite que separa o amadorismo do profissionalismo. "Todas as seleções do top 20 do ranking são consideradas de padrão profissional", explica o francês, lembrando que os 25 primeiros da lista, que tem 95 países, já são considerados parte da elite do esporte. O Brasil saltou da 45ª para a 27ª posição nos últimos três anos - o último avanço veio com a inédita vitória contra o Paraguai, no ano passado.
Assim, os paraguaios foram eliminados da disputa por uma vaga na Copa, que agora está entre Brasil, Chile e Uruguai. Os brasileiros se classificam se vencerem os dois próximos jogos contra os rivais. Uma tarefa quase impossível, segundo o próprio treinador. "O Brasil é como a Costa Rica tentando ganhar da seleção brasileira no futebol. Mas há sempre uma chance", avalia Pierre, que está focado mesmo é na vaga para o Mundial de 2015.O grande objetivo da seleção nessas eliminatórias é uma vitória contra o Chile. Já bastaria para que o Brasil entrasse na elite. Assim, a verba da federação internacional, que atualmente é de US$ 50 mil por ano, aumentaria para US$ 500 mil. Um grande incentivo para os praticantes, que bancam a maior parte dos custos dos treinamentos da seleção brasileira.
'BRASIL SERÁ POLO DE RÚGBI' Pierre Paparemborde veio morar no Brasil porque conheceu uma brasileira (sua esposa atualmente) na saída do jogo da final da Copa de 98. Filho do astro do rúgbi francês Robert Paparemborde, já foi jogador em seu país, mas sofreu um acidente com 25 anos e teve que encerrar a carreira.
Ele mora no Brasil há quatro anos, e foi chamado para dirigir a seleção depois de ser bicampeão nacional treinando o Rio Branco. Para ele, o Brasil tem um potencial enorme no rúgbi.
"A federação internacional se deu conta disso, enviou observadores, jogadores de renome argentinos e franceses vieram nos ajudar, e tenho certeza que o Brasil será um pólo de desenvolvimento do rúgbi. Eles só estão esperando a gente fazer a nossa parte para depois investir pesado", analisa".
Ele explica que o Brasil tem potencial porque há mais de 80 cidades onde o esporte é praticado - um número 3 vezes mais que o do Uruguai, que já participou de três Mundiais. Pierre explica que o principal problema para o desenvolvimento do esporte é que faltam técnicos para tantos atletas.
Segundo o treinador, a preparação para a competição sul-americana custou R$ 250 mil. Deste valor, R$ 130 mil saiu do bolso dos jogadores. A Associação Brasileira de Rúgbi entrou com R$ 70 mil, e o recém-criado Grupo de Apoio ao Rúgbi Brasileiro contribuiu com R$ 50 mil. As passagens aéreas para os compromissos no exterior são pagas pela federação internacional.
O valor para cobrir esses custos poderia vir a partir do ano que vem, com uma simples vitória sobre o Chile, contabiliza Pierre. Ganhar do Uruguai, no entanto, é muito pouco provável. Mas, para os jogadores, somente entrar em campo já é uma satisfação - afinal, pagaram para isso. Capitão da seleção, Ramiro Mina, de 35 anos, não reclama: "A base do grupo é muito unida, estamos juntos quatro vezes por semana, todo mundo na amizade, treinando forte desde janeiro".
Com 13 anos de seleção brasileira e 20 de rúgbi, Ramiro ganha a vida como empresário do ramo de segurança, e começou no esporte por influência de seu irmão mais velho. Antes, ele jogava tênis, mas a maioria dos jogadores veio do handebol ou do próprio futebol. "Quando se descobre o rúgbi, não tem como largar", comenta Ramiro, que já não tem esperanças de se profissionalizar.
"Isso vai ficar para os mais novos", diz o capitão. "Eles teriam que partir para a Argentina, porque lá tem muitos olheiros. Os times de lá também são amadores, mas têm apoio, e o jogador não paga nada para jogar. O caminho é ser descoberto por um olheiro e ir para a Europa", explica Ramiro.
A seleção brasileira de rúgbi está concentrada em São José dos Campos, sede do clube campeão brasileiro da modalidade. O time embarca para o Chile nesta quinta-feira, e a menos importante das metas é conseguir se classificar para o Mundial. "Nosso projeto é se preparar para 2015", afirma Pierre, lembrando que a competição é a mais importante da modalidade e a terceira de maior audiência - perde apenas para a Copa do Mundo de Futebol e para as Olimpíadas.
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