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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A Supervia é o retrato do Brasil Privatizado



A SuperVia, que controla os Trens metropolitanos do Rio de Janeiro, aparentemente, resolveu adotar o modus operandi da Telefônica: Presta um serviço medíocre, trata o usuário como lixo, faz propaganda de que funciona e é maravilhosa, tem projetos risíveis de melhorias futuras que jamais sairão do papel e o governo não faz nada sobre a situação e, obviamente, não vai reestatizar o setor ou, pelo menos, repassar a concessão para alguma empresa decente.

Mas de tudo que eu vi e ouvi sobre os protestos dos usuários dos Trens nesses últimos dias, nada me surpreendeu tanto quanto a violência desmedida da polícia contra protestos legítimos e a resposta absurda dada pelo comandante da PM responsável por "controlar" a situação:

Para o comandante do 5º BPM (Praça da Harmonia), tenente-coronel Carlos Henrique Alves de Lima, não houve excesso da Polícia Militar. "Excesso foram as pedras portuguesas jogadas pelos manifestantes contra os policiais; foram as lixeiras reviradas e as tentativas de quebra-quebra. Usamos gás lacrimogêneo para afastar as pessoas e arrefecer os ânimos. Estávamos preocupados com o patrimônio da Supervia e o com os funcionários da concessionária", afirmou.
Que o Tenente-Coronel iria dizer que a PM não abusou da força era óbvio, honestidade não é pré-requisito para ser policial, mas a declaração de que a PM, uma força PÚBLICA, estava ali presente não para garantir o direito dos usuários lesados - muitos foram para casa sem receber o dinheiro da passagem que pagaram mas não usaram - mas para garantir a propriedade privada!

A PM não foi violentar o povo para protegê-lo, não prendeu nenhum diretor da SuperVia pelo roubo - sim, foi roubo - das passagens dos usuários, não foi para garantir que os usuários não fossem lesados e nem que o serviço fosse prestado decentemente... Estavam lá unicamente para defender o patrimônio da SuperVia que, na verdade, é patrimônio do POVO, dos Cariocas e Fluminenses e que foi criminosamente repassado para a iniciativa privada sem que o povo fosse consultado!

O comandante da PM acha que o protesto dos usuários e a depredação foram excessos, vandalismo. Talvez, mas será que o comandante parou 5 minutos para pensar (sic) nos motivos para tal atitude, ou melhor, reação?
Uma diarista que se identificou apenas como Maria da Penha, de 47 anos, disse que teve de se esconder para não ser pisoteada. Segundo ela, até grávidas tiveram de sair correndo na hora em que a PM jogou spray de pimenta contra os passageiros. "É uma falta de respeito o que fazem com a gente", queixou-se.
Não, sem dúvida não, PM não pensa, cumpre ordens, bate, espanca, violenta, prende e mata. Pensar, discernir e usar a cabeça são vocábulos desconhecidos e desencorajados na corporação.



A PM estava lá para defender a propriedade privada de uma empresa que abusa de seus direitos, que lesa o povo, que comete um crime.

"Os problemas de ontem (quarta-feira) e hoje (quinta-feira) ocorreram porque a Supervia arrancou os desvios da linha. Ou seja, se o trem sofre uma avaria a concessionária simplesmente não tem como retirá-lo da linha sem interromper o tráfego. É um absurdo e aumenta a insegurança na via férrea", afirmou o presidente do Sindicato dos Ferroviários, Valmir de Lemos.
Assim como a Telefônica, as operadoras de celulares e tantas outras empresas medíocres privatizadas ou donas de concessão, a Supervia lesa o povo diariamente. Não cumpre os contratos, não presta o serviço que deveria e ainda contam com a conivência dos órgãos públicos, dos políticos canalhas em geral e sempre podem contar com a mão amiga da polícia na hora de fazer o povo se calar.

É isto que nos espera no Rio 2016se nada for feito de concreto para mudar a ideologia dominante do "jeitinho" e a corrupção generalizada dos nossos governantes (e, porque também não dizer, do nosso próprio povo).

Foram 3 dias de caos, a Supervia faz questão de intencionalmente prover um serviço péssimo - e isto nos lembra de Telefônica, das Teles de Celular... E o poder público nada faz ou fará. É mais fácil e mais barato espancar quem reclama do que tomar uma atitude e perder um precioso dinheiro para as futuras campanhas e a caixinha que sustenta o nosso círculo vicioso de corrupção e descaso com o povo.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Oi e Claro: No Brasil, com "jeitinho" tudo se resolve

No fim do mês passado eu havia informado neste post, que a Oi e a Claro haviam sido multadas em 300 milhões por descaradamente descumprirem as regras do callcenter.

Pelo descumpirmento às regras, ambas as empresas pagavam apenas pequenas multas, pontuais, pelo desrespeito.

Multas insignificantes no entendimento destas. Valia mais à pena desrespeitar o consumidor e tratá-los como gado e pagar as irrisórias multas do que adequar seus callcenters à lei, o que obviamente custaria caro.

Nada mais que puro e simples deboche.
Assunto que tem certa ligação com os problemas eternos da Telefônica - e mais uma vez vitória do consumidor - é a da multa de 300 milhões de reais a ser aplicada na Oi e na Claro por descumprirem as regras do callcenter e, ainda pior, por debocharem das multas que antes recebiam. Valia mais à pena pagar as multas ínfimas que melhorar o serviço. Quem sabe com 300 milhões - mais do que a Telefônica diz investir nos seus problemas crônicos - ambas se adequem à lei.
A ação pede que cada uma das empresas seja condenada ao pagamento de R$ 300 milhões por danos morais coletivos. O valor é cem vezes maior que a multa máxima prevista pelo Código de Defesa do Consumidor, e o dinheiro irá para o Fundo de Direitos Difusos para subsidiar projetos voltados para a valorização da cidadania.
Este é o Brasil, terra do "jeitinho" onde, se você tem dinheiro, tudo dá certo.
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Lula e suas "Biografias": Gilmar Dantas agradece [Update]

"Jamais farei um pedido pessoal ou colocarei um alfinete para atrapalhar uma investigação. O Ministério Público tem o direito de agir com a máxima seriedade. Agora, tem que pensar não apenas na biografia de quem está investigando, mas na de quem também está sendo investigado. Porque não temos o direito de cometer erros no Brasil porque, dependendo da carga de manchete da imprensa, a pessoa já esta condenada. Por isso o Ministério Público precisa trabalhar com a maior lisura", Lula
Antes de mais nada, seria interessante alguém avisar ao Lula que "Biografia" não é sinônimo de "Ficha Corrida". Imagino que ele tenha se confundido ou, para usar a linguagem corrente, tenha tucanado a boa a velha ficha corrida.

Biografia, caro presidente, só vale se for honesta, se for justa, se merecer respeito. Gente como Sarney, ACM Neto e toda a corja parlamentar não tem biografia, tem ficha corrida e das mais podres.

Aliás, o Ministério Público e a Procuradoria Geral não tem que investigar pensando em "Biografia". Deve sempre presumir inocência, como mandam os preceitos mais básicos do direito, mas não investigar tendo em mente cargos, posição, hierarquia, poder e, enfim, biografia.

Lula acerta apenas em um ponto:
"- Você tem duas possibilidades. Você pode engavetar processo, você pode aceitar pressão do Poder Legislativo, você pode aceitar pressão do Poder Executivo, você pode aceitar pressão da imprensa - que às vezes quer condenar antes do processo ser feito corretamente. "
A imprensa, de fato, assume a posição de acusador e juiz, condena sem qualquer problema qualquer um ou qualquer organização sem sequer piscar. Por vezes - ou na maioria das vezes - erra feio o alvo, como quando ataca o MST, os Movimentos Sociais ao tempo em que faz vista grossa à visita de um genocida como Lieberman ao Brasil.

Este é, enfim, nosso PIG.

Mas, ainda assim, nada justifica a defesa de uma checagem da "biografia" de gente como Sarney e outros larápios de nosso congresso nacional. Frases lamentáveis como as de Lula na semana passada não só defendendo o Sarney ( o que é em parte compreensível dada a frágil base de sustentação do governo mas, ainda assim, injustificável do ponto de vista da ética e da decência) e dizendo que sua "história no Brasil" o tornaria alguém ou algo acima ou melhor que uma "pessoa comum" é nada mais que repetir e concordar com os bordões dos deputados mais tóxicos e perigosos que se afirmam acima da opinião pública, acima da ética, da justiça e da decência.
- Não li a reportagem do presidente (do Senado, José) Sarney, mas eu penso que o Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como uma pessoa comum.
Me deixa muito feliz, enfim, a consonância dos meus argumentos com os do PHA:

"Impropriedade número um:

O Ministério Público não deve levar em consideração a biografia de ninguém. Quem leva biografia em consideração é historiador.
O Ministério Público tem que defender a sociedade, independente da biografia de investigado ou investigador.

Biografia é o BO.

Impropriedade número dois:

O emprego da palavra “pirotecnia” escurece ainda mais a treva em que habita o Supremo Presidente do Supremo, Gilmar Dantas (*).
Ela traz de volta a caça às bruxas desferida pelo Supremo Presidente, que considerou uma pirotecnia e uma espetacularização o trabalho do ínclito delegado Protógenes Queiroz e do corajoso Juiz Fausto De Sanctis, que prenderem (duas vezes) o passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas, e duas vezes, em 48 horas, libertado por Ele.

O Ministério Público (leia-se Rodrigo de Grandis), Protógenes e De Sanctis faziam parte de um conluio – segundo Gilmar Dantas (*) – para instalar no Brasil um “estado policial” de viés nazista.

O Presidente Supremo do Supremo, na esteira dessa ofensiva contra a pirotecnia, conseguiu a proeza de cobrir o Brasil de vergonha: é o único país relativamente civilizado que não algema branco, rico e de olhos azuis.

Impropriedade número três:

O Presidente Lula mencionou a possibilidade de o Congresso – ou quem quer que seja – “castrar” o Ministério Público.

Quem mais quer isso – transformar o Ministério Público num eunuco, de voz fina e inaudível, é precisamente o Supremo Presidente do Supremo, Gilmar Dantas (*).

Gilmar Dantas (*) certamente prefere que o Conselho Nacional de Justiça, onde Impera, substitua as atribuições do Ministério Público.

O Presidente Lula perdeu a oportunidade de transformar a solenidade num ato de afirmação do Ministério Público como uma inalienável e irreversível conquista dos cidadãos (com ou sem biografia) dessa subdemocracia em que ainda vivemos.

Paulo Henrique Amorim"

Eis que não somente o PHA tem opinião contrária aos argumentos toscos do presidente Lula, Waldemar Rossi, para o Correio da Cidadania chuta o pau da barraca com o excelente artigo "Neste país alguns são mais iguais que os outros". Vai pelo mesmo caminho que o PHA e também pela minha linha de raciocínio, como assim respeitar a biografia e tratar de forma diferenciada alguém porque tem cargo ou é "otoridade"?
"Como aceitar que um presidente da República possa advertir que "é preciso ter cuidados com biografia de investigados", referindo-se ao caso Sarney? Convém lembrar que Lula já tinha extrapolado de suas funções ao defender o fim das denúncias sobre os crimes políticos de Sarney, afirmando que o senador "não é uma pessoa comum". Ora, mas não é isso que garante a Constituição brasileira, que "somos todos iguais perante a Lei? "Ora, a lei!", repetirá alguém, em defesa de Lula e de suas "derrapadas políticas".

Assim, para o presidente da República, todos são iguais perante a lei. Mas, alguns são mais iguais que os outros (*). Inclusive ele. O comportamento e as falas do presidente deixam claro: o povo que trabalha pode ficar desempregado, receber baixos salários, ter trabalho precário, ser tratado como escravo, viver de esmolas, ter sua vida devassada e denunciada publicamente, ficar preso sob as piores condições destinadas a um ser humano. Mas os políticos não podem porque são seres acima dos humanos comuns. Assim como ele e seus auxiliares mais diretos.

(*) "Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que os outros." Conforme "A Revolução dos Bichos" de George Orwell, Editora Globo."

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Brasil: Estado Laico? [2]


Mais um absurdo atentado contra o Estado Laico brasileiro. Neste caso a violência, a brutalidade não vão apenas contra a laicidade do Estado mas também contra a liberdade de expressão, contra a constituição, o bom senso, a decência e o respeito.

A Assembléia dos Deputados da Paraíba irá impor a leitura diária da bíblia antes das sessões. Quem não for cristão será FORÇADO a ouvir a leitura da bíblia. Em um prédio PÚBLICO a leitura de um livro religioso -em prejuízo aos demais - será lido para 'inspirar" os deputados.

Quem sabe, ao ler o velho testamento, os "nobres" parlamentares não roubem menos... Na verdade vão apenas passar a matar logo, diretamente, sem intermediário algum. Serão bem inspirados pela violência e intolerância do "livro sagrado".

É interessante notar que sob o manto do discurso de intolerância religiosa os religiosos passam eles a serem os intolerantes. Impõem sua visão única, forçam todos a aceitar e sequer aventam a possibilidade de que um ateu, um muçulmano, judeu e etc se sintam ofendidos com a imposição da leitura do livro de uma religião.

Acima disto está o desrespeito à constituição. A aprovação desta lei - e por unanimidade, pasmem! - demonstra por a mais b que nossos parlamentares simplesmente não fazem idéia do porque foram eleitos. Não tem qualquer preparação, não sabem o que é legislar. Ou legislam em causa própria ou legislam para "jesus". Neste meio tempo, roubam. Achincalham com os brasileiros.

Esta notícia surge exatamente na hora em que Lula chama os senadores de "pizzaiolos" e, de troco:
"Primeiro efeito da declaração de Lula: o Senado acaba de rejeitar por 30 votos contra 20 a indicação feita pelo governo de Bruno Pagnoccheschi para diretor da Agência Nacional de Águas.

Os senadores estão baixando o pau em Lula. Até mesmo senadores governistas."

Apenas uma correção ao caro Noblat, que nos traz a notícia, quem levou o troco não foi o presidente, foi o Brasil, fomos nós, brasileiros, que elegemos os canalhas para votar com a consciência - como se tivessem - e não por vingança à um ou outro.

O voto da "base aliada", o bom e velho fogo amigo, demonstra apenas o caráter das alianças espúrias do governo, do PT. Não importa a aliança, não importa a relevância, o interesse da nação. Importa a vingança, o lucro, a safadeza e o estúpido "troco".

Coisa de criança birrenta que quebra o carrinho do colega porque este não lhe permitiu brincar com ele.

Lamentável, este país não é sério! É uma piada de mal gosto!

Enfim, eis a vergonhosa notícia do estupro do Estado Laico, via G1, com comentários ao longo da mesma, não resisti:

"Lei obrigará deputados da Paraíba a 'refletir' sobre a Bíblia antes das sessões

Começa interessante "obrigará". Sejam religiosos, leiam a bíblia, temam jesus. Vocês são obrigados!

Autor de proposta acredita que decisão vai melhorar 'ânimo' no plenário.
Para deputado, decisão deveria ser adotada também pelo Senado.

É, respeitar a constituição e o povo não é bem um costume por lá, uma a mais ou uma a menos não faria muita diferença.

Um projeto aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa da Paraíba fará com que antes de cada sessão os parlamentares tenham cinco minutos para "refletir sobre a Bíblia".

Autor da proposta, o deputado Nivaldo Manoel (PPS) acredita que “a palavra de Deus ajudará a melhorar os ânimos” dos colegas para enfrentar os problemas no plenário.

Crise de consciência por roubar? Hmmm, não, isto eles não tem. Vai ver que serão alguns minutos para pensar nos próximos golpes e os problemas que enfrentarão se forem pegos... Mas, bem, no fim do túnel há sempre um Gilmar Mendes esperando por eles. Do jeito que brasileiro é daqui ha pouco fundam uma igreja em louvor ao Mendes, por ter salvo tanta gente!

“Às vezes são sessões acirradas, muito violentas, com muitas discussões pesadas. Então, acredito que a palavra de Deus possa melhorar um pouco os problemas que existem aqui no plenário”, diz o deputado, que já havia aprovado antes um projeto para que todas as sessões fossem abertas em nome de Deus e iniciadas com a leitura de um versículo bíblico.

É, ler a bíblia serviu muito,ao longo da história, para apaziguar ânimos... Normalmente apaziguava quando alguém de outra religião já estava morto mas... outra história!

O deputado calcula que serão usados sete minutos de cada sessão para leitura e reflexão sobre a Bíblia - feitos por ele mesmo - assim que o projeto, aprovado por unanimidade, for publicado no “Diário Oficial” da Casa. Neste tempo, afirma, os deputados “permanecerão da forma que eles quiserem”, mas pedirá silêncio.

Faltou especificar que só de terça à quinta, os dias em que eles trabalham! O que são 7 minutos em dias tão corridos de trabalho duro?

“Sou evangélico de uma igreja como a Assembleia de Deus, muito rígida, de mais titularidade à obediência da Bíblia. [...] Tenho essa vantagem e a coragem de fazer isso. E vou fazer em nome de Jesus essa reflexão pregando a palavra sem nenhum constrangimento, como se estivesse no púlpito de uma igreja”, afirma o deputado, que disse não ser pastor.

Ou seja, o crápula é evangélico, logo, vai impor sua visão pessoal ferindo à constituição e problema de quem não gostar.

Religiosos são engraçados, se eles acreditam pouco importa que o resto do mundo discorde ou não acredite também, só importa que jesus está com ele!

Manoel acredita que a reflexão poderia ser adotada também no Senado, como forma de melhorar “a atitude dos parlamentares”.

“Se tem um evangélico lá, deveria ter um seguimento bíblico para que haja maior tranquilidade e equilíbrio no plenário.”

Esta frase, em si, deveria levar à cassação sumária. Parlamentar tem que legislar para o POVO e não para os Evangélicos ou como um Evangélico. O Estado, cáspita, é LAICO... Bem, deveria ser.

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Finalmente, o nome do canalha: Nivaldo Manoel (PPS-PB)

Seu site: Link

Seu e-mail: nivaldo.manoel@al.pb.gov.br

Envio de mensagens: Link

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Não é de surpreender. O indivíduo legisla apenas em causa própria, para sua amada religião evangélica, em prejuízo e detrimento das demais religiõe,s do Estado Laico, enfim, do Brasil.

O deputado esqueceu apenas de lembrar que as igrejas, ao chegar a qualquer lugar, levam alienação, degradam o entorno, criam uma absurda poluição sonora, perturbam a paz... Meros detalhes. Isso para não citar o claro roubo do dinheiro dos pobres no famigerado dízimo.

Obrighado ao Andrehp, via Twitter, pelo link.

Nivaldo homenageia pastores evangélicos da Paraiba

O dia do Pastor foi comemorado no ultimo domingo(14), os Pastores são os responsáveis pelas igrejas evangélicas, cabe a eles a pregação, auxilio aos fiéis e administração dos templos religiosos.

O deputado Nivaldo Manoel (PPS) apresentou esta semana Votos de Aplausos na Assembléia Legislativa a Associação dos Pastores Evangélico da Paraíba (APEP) e a Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil (OMEB-PB) louvando estas instituições que representam os pastores evangélicos de todo estado.

Para Nivaldo Manoel os pastores evangélicos têm realizado um verdadeiro auxilio ao governo, ao promoverem em suas igrejas obras sociais como capacitação profissional, alfabetização, atendimento médico e odontológico, corte de cabelo, distribuição de alimentos e incentivo a cultura com seus grupos musicais, de teatro e expressão corporal. “Uma igreja evangélica chega em um bairro ou cidade, ela leva uma mensagem que liberta o homem do pecado mas também benefícios para comunidade local.” disse.

Fonte: Écliton Monteiro

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Brasil: Estado Laico?


Antes de mais nada, definamos Estado Laico como àquele que não professa qualquer religião, que não tem qualquer ligação oficial com religião ou igreja, seja qual for e pressupõe neutralidade do Estado frente à qualquer religião. Em panos limpos, o Estado não pode privilegiar nenhuma religião nem "ajudar" qualquer uma que seja. A lei vale para todos de maneira igual, sem privilégios e sem, por outro lado, qualquer perseguição.

Dito isto, já começo a estranhar a quantidade de feriados católicos no Brasil. Sendo Laico não me parece concebível que o Estado proponha e mantenha feriados que claramente beneficiam ou fazem menção à uma religião específica. Mas, bem, é o Brasil, terra do jeitinho.

Indo além, é simplesmente bárbaro (no sentido de barbarismo mesmo, não é gíria) que existe uma "Bancada Evangélica" ou sequer que algum parlamentar possa votar contra direitos das minorias (como os Gays e toda comunidade LGBT) ou contra uma questão de saúde pública (Aborto) tendo por base uma religião.

Religião e Estado não se misturam, não podem se misturar e o Estado não pode privilegiar ou sequer permitir que se legisle para alguma denominação ou credo e que algum grupo social seja prejudicado por posições religiosas.

Se um deputado ou parlamentar que seja usar "Deus", "Jesus", ou qualquer elemento de religião que seja para justificar voto ou posição deveria ser retirado imediatamente do cargo.

Nem vou entrar na questão dos crucifixos nos tribunais e repartições, que deveriam ser (são?) proibidos e são uma afronta ao Estado Laico. Será que não haveria reclamação caso um tribunal contivesse um Crescente, uma Estrela de David ou ainda uma frase atéia? A resposta é óbvia.

Todo este périplo tem por objetivo preparar o terreno para mais um absurdo do Estado pseudo-laico brasileiro:
"A prova do novo Exame Nacional do Ensino Médio 2009 (Enem) terá esquema especial para os estudantes que forem participantes de religiões em que o sábado deve ser guardado, como os adventistas de sétimo dia e os judeus. O exame do dia 3 de outubro, para estes candidatos, será aplicado no fim do dia. O esquema especial foi divulgado nesta quinta pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)."
Resumindo: Quem for Judeu ou Adventista do Sétimo Dia terá privilégios e direitos especiais, devido às suas religiões, em detrimento de todos os demais estudantes do país.

Estes e apenas estes farão as provas em horário diferente, causando um transtorno a mais para o Estado que terá que criar um esquema especial.

É simplesmente um absurdo, é abusivo que por motivos religiosos o Estado tenha que se desdobrar para que meia dúzia fiquem felizes. E, não, mesmo que os privilégios fossem para a maioria não importaria, religião não interessa ao Estado. Ao Estado cabe manter as liberdades e o respeito, evitar preconceito, violência e jamais censurar ou proibir (desde que não ocorram abusos, como flagelação e etc) mas não cabe ao Estado criar esquemas especiais para privilegiar uma ou outra religião ou grupo religioso.

É inconcebível que o Estado tenha que se desdobrar para alegrar a alguns religiosos que se recusam a seguir as regras do jogo.

A coisa é simples: a prova é sábado de tal a tal hora. Ponto final. Quer fazer compareça no horário, quer rezar vais ficar fora da universidade. Simples assim.

Quando membros da Seita do Monstro de Espaguete Voador pleitear folga ou privilégios pela religião o Estado vai ver a maravilha de palco que montou.
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