Escribo este post por razón de la participación de João Pedro Stédile (MST) junto a otras personalidades internacionales de izquierda en el pedido por la libertad de Arnaldo Otegi y por los presos políticos vascos. Y lo hago en castellano con la esperanza de que los amigos y las amigas de izquierda de Euskal Herria, Catalunya y Estado Español puedar no solo entender lo que escribo, pero también entender mejor la situación política de Brasil y las luchas de izquierda contra el gobierno Dilma (PT).
El MST aún es un grupo muy importante fuera de Brasil (y en Brasil,
por supuesto) a pesar de las tentativas de su lider, Stédile (que firma
la carta contra la dispersión y por Arnaldo Otegi),
de mobilizar el grupo solo para y dentro de los intereses del partido
en el poder en Brasil, el PT de Dilma, que recusa hacer la reforma
agrária, que pone una genocida de indígenas y defensora de la esclavitud
de campesinos en el ministério de agricultura (Katia Abreu) que ataca
con violencia a la gente que protesta en las calles, que pone el
ejército en favelas para controlar y matar a los negros y pobres, que
vulnera los derechos humanos, que privatiza, que... Bueno, que es un
gobierno de derechas, neoliberal en muchos aspectos.
Me acuerdo que hace un rato Emir Sader, que muchos de nosotros llamamos de Poodle del PT (término creado por los del MTST - http://is.gd/bd24HJ), estuvo en Iruñea para una actividad de Iratzar Fundazioa invitado por Floren Aoiz Monreal para presentar su libro en que, y no es un chiste, dice que los gobiernos Lula y Dilma son "post-neoliberales". Es para reírse.
Emir Sader representa lo que existe de peor en el PT, defiende de
manera radical políticas de derecha y contra el pueblo y mismo sale vez o
otra con frases (o tuíts) racistas (http://is.gd/fWEhhg), sexistas (http://is.gd/Vo0gCa) y cargadas de perjuicio conta los movimientos sociales y la izquierda (http://is.gd/4JGdSk, http://is.gd/6lt6Ds o http://is.gd/aqkKZh).
Pero, desafortunadamente, aún merece el respeto de sectores
internacionales de izquierda, pero este "respeto" debe ser denunciado,
es necesario que la izquierda del mundo sea solidaria a las luchas de
los pueblos indigenas brasileños contra las imposiciones del gobierno (y
el genocidio promocionado por este gobierno) que este señor Sader
defiende, o con las luchas de las mujeres que no tienen sus derechos
respetados y quetinen sus derechos intercambiados por favores de la
"Bancada Evangélica" o fundamentalista o con los negros que son muertos
todos los dias en las favelas bajo órdenes o con el permiso o mismo la
inmovilidad del gobierno que este señor defiende.
En fin, las
izquierdas del mundo y en particular la izquierda de Euskal Herria
necesita conocer un poco más de la realidad brasileña y de la izquierda
que, en las calles, favelas y campo, es victima del gobierno del PT.
Una cosa es reconocer los cambios impulsados por Lula en su primer
gobierno, otra es mantener la farsa de que este es un gobierno (aún) de
izquierdas.
Doy la bienvenida, sin duda, al documento firmado por las personalidades por la libertad de Otegi e por los presos políticos vascos, pero, utilizando este evento como fondo, es importante que las izquierdas del mundo miren com más atención a Brasil y entiendan mejor nuestra situación y toda la violencia y represión contra nosotros y nosotras.
Blog de comentários sobre política, relações internacionais, direitos humanos, nacionalismo basco e divagações em geral... Nome descaradamente baseado no The Angry Arab
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terça-feira, 24 de março de 2015
La sociedad brasileña necesita apoyo internacional y que conozcan lo que pasa en nuestro país
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
16:47
La sociedad brasileña necesita apoyo internacional y que conozcan lo que pasa en nuestro país
2015-03-24T16:47:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
Brasil|Dilma|Esquerda|Euskal Herria|Lula|País Basco|Política|PT|
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Com o "voto crítico" o Syriza jamais teria chegado ao poder
O partido grego de esquerda Syriza bateu na trave da maioria absoluta pese sua imensa e elástica vitória nas eleições do último domingo. Terá de negociar para conseguir ao menos os 2 votos, já que conseguiu 149 cadeiras ao invés das 151 necessárias para a maioria absoluta no parlamento. De fato, caso o partido consiga estes dois votos necessários e forme um novo governo forte, a Europa poderá ver mudanças significativas nos próximos anos, especialmente com o Podemos na Espanha crescendo e podendo até mesmo governar o país.
Mas o que me interessa aqui não é analisar o Syriza e sua vitória, e sim chamar à atenção para a derrocada do PASOK, o Partido "socialista" ao estilo do PS francês, PSOE espanhol e... do PT.
O partido derreteu, não chegou aos 5% dos votos, e se tornou basicamente irrelevante. O objetivo das esquerdas no Brasil deveria ser não apenas o de formar algo como Syriza/Podemos, mas relegar o PT, como o PASOK ,à irrelevância, mas esbarra em um problema (dentre muitos): O "voto crítico".
Como já escrevi antes, o "voto crítico" no PT é um câncer, a tese do "mal maior" apenas perpetua este câncer e impede seu tratamento. Ou melhor, ajuda a espalhar o câncer ao invés de tratá-lo. Não puxa o PT para a esquerda, Levy e os cortes em direitos deixam claro, mas simplesmente acomoda o partido que pensa ter votos garantidos sempre que no aperto. Pensa e realmente os tem.
Sabem como o PASOK (o PT grego) afundou? Galera de esquerda parou de votar neles, de dar "voto crítico" e buscou alternativa. É uma receita simples. Claro, foi preciso nascer uma alternativa, mas ao invés de simplesmente repetir "não há alternativa" os gregos (e espanhóis) foram às ruas e criaram uma. E a dica vale também para os sectários de esquerda, o Syriza originalmente era uma coalizão, mas (os partidos) conseguiram superar as principais divergências e concorrer como um só.
Imaginem se a esquerda grega ficasse repetindo o mantra do "voto crítico para combater o mal maior" e continuasse a votar no PASOK? O Syriza continuaria como um partido pequeno, pese incômodo. O PASOK no fim se aliou ao ND, apoiando políticas criminosas de austeridade, veremos o PT e o PSDB aliados em algum momento? Possivelmente, e há petistas que já pedem por isso.
O Syriza prova que é sim possível lutar contra a direita e contra os amigos da direita travestidos de esquerda, basta querer e se mobilizar. O Brasil precisa prestar muita atenção e buscar seguir o exemplo, ao contrário do Syriza que já foi questionado pelo FT se iria ser mais Lula ou mais Chávez.
Eu diria que nenhum deles, a Grécia não é a Venezuela ou o Brasil, mas sem dúvida, não devem nem sonhar em copiar o Lula, ou em pouquíssimo tempo terão se transformado no PASOK ou no PT e estarão basicamente pactando com a pior direita e realizando os "ajustes" exigidos pela troika e fazendo o povo grego sofrer novamente.
O desafio do Syriza é exatamente não copiar Chavez e muito menos Lula, mas inovar, buscar uma via grega para a saída da crise e inspirar.
A nós, brasileiros, cabe buscar inspiração, mas também buscar um caminho ou uma via própria e parar de uma vez por todas de manter no poder aqueles que se submetem aos mandos e desmandos das elites.
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Atualização 26/01/15:
Tem gente (corretamente) criticando a aliança do Syriza com o Gregos Independentes, de direita. Mas é preciso ter algumas coisas em mente.
O apoio do KKE (Comunistas) teria evitado isso, mas como os stalinistas se acham puros demais pra apoiar o Syriza...
Mas tem uma questão, o Gregos Independentes é sim de direita, mas fechou um acordo baseado num programa que é capitaneado pelo Syriza, que é o combate à austeridade. Ou seja, o Syriza não rebaixou (até o momento) seu programa, mas incluiu um partido que concorda com esse programa, seria como se a Katia Abreu defendesse reforma agrária ao invés do PT ir defender o agronegócio. Vamos ver no que dá. Aliás, era o que o PT deveria ter feito ha 12 anos, ter aproveitado o apoio crítico de setores da esquerda (mesmo internos) e imposto um programa aos aliados, não o contrário. É uma diferença fundamental.
O problema principal do Syriza (ou do PT) não foi em si ter se aliado com "a direita", mas sim ter rebaixado ou mesmo abandonado seu programa pelo da direita. E no caso do PT com um agravante, com claro e descarado estelionato eleitoral. Esta última eleição de Dilma, aliás, chega a ser um acinte.
Mas o que me interessa aqui não é analisar o Syriza e sua vitória, e sim chamar à atenção para a derrocada do PASOK, o Partido "socialista" ao estilo do PS francês, PSOE espanhol e... do PT.
O partido derreteu, não chegou aos 5% dos votos, e se tornou basicamente irrelevante. O objetivo das esquerdas no Brasil deveria ser não apenas o de formar algo como Syriza/Podemos, mas relegar o PT, como o PASOK ,à irrelevância, mas esbarra em um problema (dentre muitos): O "voto crítico".
Como já escrevi antes, o "voto crítico" no PT é um câncer, a tese do "mal maior" apenas perpetua este câncer e impede seu tratamento. Ou melhor, ajuda a espalhar o câncer ao invés de tratá-lo. Não puxa o PT para a esquerda, Levy e os cortes em direitos deixam claro, mas simplesmente acomoda o partido que pensa ter votos garantidos sempre que no aperto. Pensa e realmente os tem.
Sabem como o PASOK (o PT grego) afundou? Galera de esquerda parou de votar neles, de dar "voto crítico" e buscou alternativa. É uma receita simples. Claro, foi preciso nascer uma alternativa, mas ao invés de simplesmente repetir "não há alternativa" os gregos (e espanhóis) foram às ruas e criaram uma. E a dica vale também para os sectários de esquerda, o Syriza originalmente era uma coalizão, mas (os partidos) conseguiram superar as principais divergências e concorrer como um só.
Imaginem se a esquerda grega ficasse repetindo o mantra do "voto crítico para combater o mal maior" e continuasse a votar no PASOK? O Syriza continuaria como um partido pequeno, pese incômodo. O PASOK no fim se aliou ao ND, apoiando políticas criminosas de austeridade, veremos o PT e o PSDB aliados em algum momento? Possivelmente, e há petistas que já pedem por isso.
O Syriza prova que é sim possível lutar contra a direita e contra os amigos da direita travestidos de esquerda, basta querer e se mobilizar. O Brasil precisa prestar muita atenção e buscar seguir o exemplo, ao contrário do Syriza que já foi questionado pelo FT se iria ser mais Lula ou mais Chávez.
Eu diria que nenhum deles, a Grécia não é a Venezuela ou o Brasil, mas sem dúvida, não devem nem sonhar em copiar o Lula, ou em pouquíssimo tempo terão se transformado no PASOK ou no PT e estarão basicamente pactando com a pior direita e realizando os "ajustes" exigidos pela troika e fazendo o povo grego sofrer novamente.
O desafio do Syriza é exatamente não copiar Chavez e muito menos Lula, mas inovar, buscar uma via grega para a saída da crise e inspirar.
A nós, brasileiros, cabe buscar inspiração, mas também buscar um caminho ou uma via própria e parar de uma vez por todas de manter no poder aqueles que se submetem aos mandos e desmandos das elites.
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Atualização 26/01/15:
Tem gente (corretamente) criticando a aliança do Syriza com o Gregos Independentes, de direita. Mas é preciso ter algumas coisas em mente.
O apoio do KKE (Comunistas) teria evitado isso, mas como os stalinistas se acham puros demais pra apoiar o Syriza...
Mas tem uma questão, o Gregos Independentes é sim de direita, mas fechou um acordo baseado num programa que é capitaneado pelo Syriza, que é o combate à austeridade. Ou seja, o Syriza não rebaixou (até o momento) seu programa, mas incluiu um partido que concorda com esse programa, seria como se a Katia Abreu defendesse reforma agrária ao invés do PT ir defender o agronegócio. Vamos ver no que dá. Aliás, era o que o PT deveria ter feito ha 12 anos, ter aproveitado o apoio crítico de setores da esquerda (mesmo internos) e imposto um programa aos aliados, não o contrário. É uma diferença fundamental.
O problema principal do Syriza (ou do PT) não foi em si ter se aliado com "a direita", mas sim ter rebaixado ou mesmo abandonado seu programa pelo da direita. E no caso do PT com um agravante, com claro e descarado estelionato eleitoral. Esta última eleição de Dilma, aliás, chega a ser um acinte.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
11:30
Com o "voto crítico" o Syriza jamais teria chegado ao poder
2015-01-26T11:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
Brasil|Chávez|Eleição|Esquerda|Grécia|Lula|Mudança|PASOK|Política|PT|Socialismo|Syriza|
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Lula e a "Frente de Esquerda": A cooptação dos inocentes de novo e outra vez
Tem sido ventialado pela mídia que Lula estaria "insatisfeito" com o ministério formado por Dilma, sua sucessora e cria. Por isto, estaria formando uma "Fente de Esquerda" junto a organizações cooptadas há muito pelo petismo e pelo sub-petismo (o PCdoB), como UNE, CUT e MST, e buscando o apoio do PSOL, do MTST e do PSTU (Conlutas).
Imediatamente após questionamento o PSTU/Conlutas anunciou que aceitou apenas conversar, mas que mantém seu rechaço à proposta central desta Frente, o tiro no pé político conhecido como Constituinte Exclusiva. O MTST logo depois lançou nota rebatendo as várias críticas de que estaria sendo cooptado (sentimento que se tornou mais forte depois das cenas de profunda amizade entre Lula e o coordenador do movimento, Guilherme Boulos), mas não desmentiu sua participação em uma frente claramente eleitoreira e que bisca viabilizar o nome de Lula para a corrida presidencial de 2018.
Explico.
Lula criou a Dilma-candidata e a Dilma-presidente. Foi por indicação dele, passando por cima de tudo e todos (inclusive da base do PT) que Dilma acabou se tornando a candidata do partido à presidente e, logo, presidente. Suas políticas seguem, em geral, a cartilha lulista, com algumas diferenças sutis devido à personalidade de Dilma. Excetuando a Cultura, o governo Dilma tem seguido fielmente o Lulismo dos 8 anos anteriores, sejam nas comunicações, na economia ou na política de tratorar e passar por cima de direitos e movimentos. Não que Lula fosse muito diferente, mas ele tinha a capacidade de dialogar ou de ao menos fingir diálogo, enquanto Dilma não respeita nada e impõe sua vontade doa a quem doer.
O problema neste momento é que Lula, sendo um político extremamente esperto, notou que há imensa resistência à Dilma e suas políticas (que também são do Lula) não apenas na sociedade, mas dentro do próprio partido - pese as críticas sempre serem sufocadas pelo fanatismo e pal tropa de choque. O que fazer então?
Muito simples: Formar uma "Frente" usando o peso dos movimentos há muito cooptados e incapazes de qualquer crítica mais contundente contra os desmandos de Dilma e do PT, fingindo independência ou mesmo insatisfação, buscando aglutinar e cooptar outros movimentos e organizações ainda independentes (alguns sedentos por cargos, outros apenas achando que irão tirar benefícios) para dar legitimidade à empreitada que possivelmente tecerá críticas pontuais buscando "pressionar" um governo que só cede à pressão da extrema-direita ruralista e evangélica, mas que, no geral, servirá como um "exército" pessoal de Lula para posar de mediador, apoiando, no entanto, o governo sempre que este precisar.
Trata-se de uma manobra torpe, gasta, já usada mundo afora por movimentos da cripto-esquerda para se legitimar dando um ar de independência a seus apoiadores, ou seja, tentanto criar uma "massa crítica" aos olhos de fora, mas firmemente controlado por dentro.
Trata-se não apenas de tentativa de cooptar movimentos, mas de formar um palanque para Lula fingir que é de esquerda, que o PT é de esquerda e de que ele representa ao menos os setores de esuqerda do partido, como se não tivesse pessoalmente imposto Dilma e não a estivesse apoiando a todo momento. Trata-se, enfim, de propaganda para o consumo dos crédulos dispostos a embarcar num eventual Lula 2018.
De quebra Lula, Dilma e o PT conseguem apoio para a péssima e suicida ideia da Constituinte Exclusiva.
A grende questão que, no fim, denuncia toda a sordidez de tal iniciativa é: Se Lula é do PT, e se Dilma é do PT e se ambos são representantes da maioria ampla do partido e se há críticas dentro dessa maioria, porque a necessidade de buscar saídas externas para mudar e pressionar diretrizes que vem de dentro do próprio PT?
Seria compreensível (e excelente) uma Frente de Esquerda composta por organizações e movimentos que não passaram os últimos 12 anos dizendo amém para absolutamente tudo que o PT fez, por movimentos que não aceitaram =se abraçar e serem preteridos ou mesmo abandonados por neoaliados que são apenas seus maiores inimigos. Movimentos que estção e estiveram nas ruas por 12 anos, mantendo suas bandeiras intactas e não agindo como tropa de choque e como legitimadores de toda e cada política entreguista, lesa pátria e violadora dos direitos humanos vindas do PT e de seu governo.
Aceitar a tese de que Lula e setores do PT querem fazer uma crítica ao governo é legitimar a desculpa esfarrapada de "O PT não é Governo" que o Campo Majoritário do PT tentou fazer colar por 12 anos como forma de legitimar cada decisão criminosa de Dilma e, antes, de Lula.
As Mães de Maio foram as primeiras a sentir o que realmente está por trás de tal "Frente de Esquerda":
O alerta está dado e não poderia ser mais claro. A tal "Frente de Esquerda" não passa de um instrumento eleitoreiro, um "exército" pessoal do Lula para buscar legitimar sua candidatura pela esquerda e junto à esquerda, da mesma forma que o discurso fake de Dilma durante as eleições de "guinada à esquerda" que se mostrou um dos maiores engodos da história recente do país.
Lula é a figura de máxima importância dentro do PT, eminência parda do governo Dilma, legitimador dela e de suas políticas. É preciso ser muito trouxa ou querer ganhar cargos e verba para embarcar em uma frente criada sob medida para cooptar e dividir.
A época da inocência acabou há muito tempo.
Imediatamente após questionamento o PSTU/Conlutas anunciou que aceitou apenas conversar, mas que mantém seu rechaço à proposta central desta Frente, o tiro no pé político conhecido como Constituinte Exclusiva. O MTST logo depois lançou nota rebatendo as várias críticas de que estaria sendo cooptado (sentimento que se tornou mais forte depois das cenas de profunda amizade entre Lula e o coordenador do movimento, Guilherme Boulos), mas não desmentiu sua participação em uma frente claramente eleitoreira e que bisca viabilizar o nome de Lula para a corrida presidencial de 2018.
Explico.
Lula criou a Dilma-candidata e a Dilma-presidente. Foi por indicação dele, passando por cima de tudo e todos (inclusive da base do PT) que Dilma acabou se tornando a candidata do partido à presidente e, logo, presidente. Suas políticas seguem, em geral, a cartilha lulista, com algumas diferenças sutis devido à personalidade de Dilma. Excetuando a Cultura, o governo Dilma tem seguido fielmente o Lulismo dos 8 anos anteriores, sejam nas comunicações, na economia ou na política de tratorar e passar por cima de direitos e movimentos. Não que Lula fosse muito diferente, mas ele tinha a capacidade de dialogar ou de ao menos fingir diálogo, enquanto Dilma não respeita nada e impõe sua vontade doa a quem doer.
O problema neste momento é que Lula, sendo um político extremamente esperto, notou que há imensa resistência à Dilma e suas políticas (que também são do Lula) não apenas na sociedade, mas dentro do próprio partido - pese as críticas sempre serem sufocadas pelo fanatismo e pal tropa de choque. O que fazer então?
Muito simples: Formar uma "Frente" usando o peso dos movimentos há muito cooptados e incapazes de qualquer crítica mais contundente contra os desmandos de Dilma e do PT, fingindo independência ou mesmo insatisfação, buscando aglutinar e cooptar outros movimentos e organizações ainda independentes (alguns sedentos por cargos, outros apenas achando que irão tirar benefícios) para dar legitimidade à empreitada que possivelmente tecerá críticas pontuais buscando "pressionar" um governo que só cede à pressão da extrema-direita ruralista e evangélica, mas que, no geral, servirá como um "exército" pessoal de Lula para posar de mediador, apoiando, no entanto, o governo sempre que este precisar.
Trata-se de uma manobra torpe, gasta, já usada mundo afora por movimentos da cripto-esquerda para se legitimar dando um ar de independência a seus apoiadores, ou seja, tentanto criar uma "massa crítica" aos olhos de fora, mas firmemente controlado por dentro.
Trata-se não apenas de tentativa de cooptar movimentos, mas de formar um palanque para Lula fingir que é de esquerda, que o PT é de esquerda e de que ele representa ao menos os setores de esuqerda do partido, como se não tivesse pessoalmente imposto Dilma e não a estivesse apoiando a todo momento. Trata-se, enfim, de propaganda para o consumo dos crédulos dispostos a embarcar num eventual Lula 2018.
De quebra Lula, Dilma e o PT conseguem apoio para a péssima e suicida ideia da Constituinte Exclusiva.
O PT está sempre pronto e disposto a aceitar todas as exigências de seus aliados ruralistas, evangélicos fundamentalistas, banqueiros, empreiteiras... Iremos confiar neste partido para capitanear uma reforma política? Quem irá segurar a direita não será, sem dúvida, o PT, que hoje nada a amplas braçadas para (e com) a direita.Lula com isso ganha uma base para legitimar sua volta, se afasta de um governo que amplos setores da esquerda e parte do PT nutre críticas dos mais diferentes níveis, mas mantém um núcleo sempre pronto a apoiar as questões mais sensíveis e caras ao "petismo de coalizão".
Os eleitos para uma "constituinte exclusiva", tendo em mente a configuração política atual, as pressões, o crescimento do eleitorado fundamentalista e as alianças da ex-esquerda com a pior direita, seriam francamente conservadores. Isto basta para acabar com qualquer ânimo de quem é efetivamente de esquerda. De que importa que políticos com mandato não possam concorrer? Alguém acha que o PSC tem apenas o Feliciano na manga? Ou que o Malafaia, o Edir Macedo, os Ruralistas e outros não tem candidatos guardados para quando precisarem?
A grende questão que, no fim, denuncia toda a sordidez de tal iniciativa é: Se Lula é do PT, e se Dilma é do PT e se ambos são representantes da maioria ampla do partido e se há críticas dentro dessa maioria, porque a necessidade de buscar saídas externas para mudar e pressionar diretrizes que vem de dentro do próprio PT?
Seria compreensível (e excelente) uma Frente de Esquerda composta por organizações e movimentos que não passaram os últimos 12 anos dizendo amém para absolutamente tudo que o PT fez, por movimentos que não aceitaram =se abraçar e serem preteridos ou mesmo abandonados por neoaliados que são apenas seus maiores inimigos. Movimentos que estção e estiveram nas ruas por 12 anos, mantendo suas bandeiras intactas e não agindo como tropa de choque e como legitimadores de toda e cada política entreguista, lesa pátria e violadora dos direitos humanos vindas do PT e de seu governo.
Aceitar a tese de que Lula e setores do PT querem fazer uma crítica ao governo é legitimar a desculpa esfarrapada de "O PT não é Governo" que o Campo Majoritário do PT tentou fazer colar por 12 anos como forma de legitimar cada decisão criminosa de Dilma e, antes, de Lula.
As Mães de Maio foram as primeiras a sentir o que realmente está por trás de tal "Frente de Esquerda":
GOVERNISTAS x MOVIMENTOS AUTÔNOMOS
As Sucursais Governistas já definiram sua estratégia para 2015 em diante: enaltecer os movimentos sociais que dançarem estritamente sob a cartilha do Lulo-Dilmo-Petismo - sem sair um milímetro do script (ou seja: totalmente cooptados); e tentar isolar, desmoralizar e até criminalizar os movimentos sociais que manifestarem qualquer autonomia crítica em relação aos governos do PT.
O primeiro alvo já parece ser o Passe Livre São Paulo, que anuncia sua luta contra os aumentos de tarifa de ônibus na cidade de São Paulo a partir do dia 05/01/2015, vejam só que ousadia, contra o Prefeito Gato Gourmet Fernando Haddad. Por estarmos apoiando a mobilização do MPL e de todos movimentos que se organizam para resistir ao aumento, alguns trolls petistas começam a acusar nossa página de ser "coxinha"... Afinal, defender a Tarifa Zero para todxs trabalhadorxs é, realmente, uma pauta de direita e bastante elitista... Na esquerda, para estes trolls, devem estar as Empresas de Transporte e seus lucros bilionários - com o Prefeito Gato, este mártir anti-"coxinhas", defendendo seus interesses...
Algumas dessas Sucursais - historicamente alinhadas à Direção Nacional do PT - acusam o MPL-SP de estar se tornando "uma sucursal do PSTU", mesmo tendo profundo conhecimento do caráter autônomo e apartidário do movimento. E mesmo sabendo que Sucursais são @s própri@s...
Os próximos passos serão as tentativas de desmoralização e, quando vier a repressão da GCM, da PM ou do exército, fazerem vistas grossas ou até mesmo justificar a criminalização e a violência do Estado contra os legítimos manifestantes...
Tâmo Juntão até o fim com o Movimento Passe Livre e com tod@s aquel@s que lutam com autonomia pelxs Trabalhadorxs, para xs Trabalhadorxs!
É na hora do veneno que enxergamos quem é quem na luta de classes!
#Autonomia#NóisPorNóis#ContraAEXquerda#TrabalhadorxsUnidxs#PorUmaVidaSemCatracas
Lula é a figura de máxima importância dentro do PT, eminência parda do governo Dilma, legitimador dela e de suas políticas. É preciso ser muito trouxa ou querer ganhar cargos e verba para embarcar em uma frente criada sob medida para cooptar e dividir.
A época da inocência acabou há muito tempo.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
13:35
Lula e a "Frente de Esquerda": A cooptação dos inocentes de novo e outra vez
2014-12-29T13:35:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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quinta-feira, 15 de maio de 2014
O PT denuncia o golpe? O fim da receita do consumo e o levante das ruas
"A vida de quem mora numa favela melhorou da porta pra dentro... mas e da porta pra fora?!? continua a mesma merda... esse é o ponto central... e aí que está o ponto vital da coisa... Se o PT não fizer isso, ele tbm será substituído..." Thiago HonoratoEu tô sentindo uma vergonha alheia assustadora depois de assistir ao vídeo do PT que será veiculado hoje de noite no Brasil. Contrataram o roteirista da Lista de Schindler? Falta de vergonha na cara!
Engraçado como o vídeo não mostra as pessoas que HOJE morrem no chão dos hospitais, ou os milhares que vivem nas ruas pelo centro de São Paulo (culpa só do Alckmin, claro, e do Kassab... ops, não, ele é aliado). No Rio, por exemplo, tudo um paraíso. Pelo Brasil afora não tem índio sendo morto, gay sendo morto... O passado era terrível, hoje está tudo ótimo! Pessoas linchadas? Deve ser tentativa do PSDB dar um golpe. não tem relação alguma com o consumismo que o PT investe há mais de dez anos que torna produtos mais importantes e valiosos que vidas.
Sério, eu não sei nem por onde começar a criticar esse filme do PT. Eu só consigo sentir vergonha.
Uma coisa é dizer que o país melhorou com o PT - o que eu discordo em termos gerais, foram melhoras pontuais e que não se sustentarão para além da Copa e da continuidade da crise-, outra é fazer terrorismo ao estilo Regina Duarte como se Lula fosse o profeta que tirou
O medo assassinou a esperança. O PT incorporou Regina Duarte em seu momento mais apelativo.
Tiro no pé
Aliás, esse vídeo parece não ter caído nas graças da petistada, mesmo entre fanáticos destacados, raros foram os que comentaram comemorando. Há uma CLARA mudança no paradigma petista. Eles finalmente denunciaram o golpe pós-junho. O tom do PT até agora era sempre o do "o país está maravilhoso", agora não mais, o país está maravilhoso EM COMPARAÇÃO ao anterior. Voltaram 10 anos para resgatar FHC e atacá-lo. Antes era a continuação do excelente (sic) governo Lula, agora voltaram a comparar com FHC?
Algo deu errado no caminho, e foram as ruas se levantando e a certeza de que esse governo Dilma foi uma merda (desculpem, não há outro termo, o governo Dilma foi uma merda, um lixo, violações sob violações de direitos humanos, entreguismo, subserviência...). Os petistas acusaram finalmente o golpe.
Não que sirva pra algo, continuarão com seu fanatismo, com sua incapacidade de dialogar e reconhecer que algum dia cometeram algum erro, mas já notaram que o povo não está feliz como eles querem pintar, logo, não cola o papo de que tudo está bem, então tudo está melhor que antes talvez se encaixe. Me parece tiro no pé.
Lula e Dilma
Nesse momento pro PT valeria investir na imagem do Lula, não da Dilma. Dilma é um fracasso político. Ela é um poste em termos de imagem. Mas não sei até que ponto o PT quer desgastar o Lula com um navio afundando. Acho que gastará sim, mas não sei quando vão usar a carta do Lula. Quanto ao mensalão, o papo de que Lula não sabia de nada colou. É obviamente ridículo, mas colou. Isso o salvou.
Se o PT colocar Dilma pra falar ela perde de lavada, ela é uma incapaz que não consegue passar 5 minutos sem falar alguma besteira e, se for pra ler script, ela soará (como soa) um robô sem qualquer carisma.
Para entender a crise e o consumismo
Lula acertou a incentivar o consumo como saída (pontual) pra crise, mas o problema é que essa era a única arma do PT. Eles não sabiam ou sabem o que fazer depois disso. Incentivar indefinidamente consumo acaba dando em merda, em linchamento, em consumismo torpe... O PT achou a solução pra escapar da crise, mas nos fez entrar em outra e não sabe o que fazer.
Errado não é usar consumo como propaganda, mas pautar todo um governo nisso e ficar só nisso.
O povo vê que a inclusão de fato não existe. O rico vai pra PUC, o pobre pra Uniban e ele SABE que a Uniban é uma merda. Ele agradece a chance, mas não é burro de achar que a coisa é a mesma. O pobre hoje tem geladeira, carro e o diabo, mas o rico mora nos Jardins, ele mora e morre baleado na favela. A realidade geral é a mesma, mudaram aspectos. O Rolezinho é o exemplo disso. Moleques da favela que querem ter acesso e vêem que o papo de que ascenderam é só papo.
Eles podem consumir, mas eles não conseguem deixar de ser o que são consumindo, ou melhor, não conseguem se inserir na classe acima só pelo consumo. Muitos estão vendo que só consumir não adianta. Oras, posso até viajar pra Europa, mas quando fico doente morro deitado no chão do SUS. O consumismo mostra seus limites. E o PT demorou pra notar isso, aliás, nem diria que notou.
É óbvio que 1 é melhor que zero - estudar na UNIBAN é melhor do que não estudar -, mas continua sendo 1 e há limites pro contentamento/descontentamento quando o discurso oficial é de que você na verdade é 10. O consumo e a elevação da renda nos moldes propostos são incapazes de tornar realidade o discurso petista. E chegamos no momento em que uma importante parcela da população notou isso, e não só notou como sabe que nem a oposição tem respostas.
A melhora de vida "da porta pra dentro" é importante, é bem vinda, mas tem limites. Tanto no aspecto prático, quanto ideológico.
Enfim, estamos em um momento de profunda crise ideológica do PT (se é que restou alguma ideologia), de crise política e de representatividade no país (com altos índices de rejeição a candidatos e à política em si) e em meio a prenúncio de caos social com uma Copa rejeitada por parte considerável da população e ameaças concretas de violência por parte do Estado que não poupará esforços para fingir para o mundo que está tudo bem (mesmo que isto acabe até custando vidas).
A receita do PT para superar a crise se esgotou e o partido não tem novas receitas. Nem a oposição.
Resta às ruas surgirem com pautas que possam jogar uma luz, ou mesmo alternativas ao caos que enfrentamos.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
O PT denuncia o golpe? O fim da receita do consumo e o levante das ruas
2014-05-15T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Joaquim Barbosa deve satisfações pela foto com um foragido... E Lula?
Pra mim a foto do Barbosa com o bandido em Miami e a foto do Lula com o
Maluf tem o mesmo significado. São igualmente repudiáveis, condenáveis.
Mas há uma diferença na questão: Esse criminoso em Miami apenas tirou
uma foto com o Barbosa, já o Lula se aliou com o Maluf e lhe deu (mais)
poder.
Na época, me lembro bem, os petistas comemoraram mais uns minutos na TV e mais "apoio" no congresso. E só. Não houve NENHUMA condenação. Na verdade muitos ainda criticaram a Erundina por se recusar a ser vice com Maluf na chapa.
A única coisa que eu espero (aliás, não espero, sei que não vai vir mesmo) é que haja um mínimo de coerência por parte dos petistas. Se condenam o Barbosa com um bandido, condenem o Lula com outro.
Mas não, isso JAMAIS vai acontecer, porque o que o PT faz é sagrado (ainda mais o Lula), é "governabilidade", é "necessário", mas o que o Barbosa faz é criminoso. E, claro, em muitos casos ainda nos brindam com racismo contra o Barbosa, como se a cor dele fosse o problema e não muitas de suas atitudes (e eu parto do princípio de que os mensaleiros são culpados, o Barbosa é condenável por outros motivos).
E parto do princípio por uma simples razão: Os mensaleiros forma CONDENADOS pelo STF. Não pelo Barbosa, mas pela MAIORIA dos ministros, inclusive, no caso do Genoíno, até pelo advogado do PT, a indicação mais vergonhosa que o PT conseguiu fazer. Porque só atacam o JB? Porque não atacam o Toffoli? O Ayres Britto? Porque só o negro?
E é importante sim lembrar quem nomeou o Barbosa, assim como quem nomeou o Toffoli, pois assim entendemos o que motivava o PT ao nomeá-los. Esperava ter "alinhados" a seu serviço? Se deram mal.
Afirmar que "o julgamento do mensalão é uma farsa" é afirmar que a maioria dos juizes da mais alta esfera do país, em sua maioria nomeados pelo partido no poder, são incapazes e, no fim, criminosos - porque se acusar em falso é crime, que o diga sentenciar! É realmente isto que afirmam?
Quanto às demais acusações contra o JB, oras, o processem. Nem digo que acredito ou não, na verdade tendo a concordar com os críticos, o cara é bronco, faz merda...Mas vejo muita gente esperneando e ainda não vi o PT ou lideranças do PT abrindo qualquer processo.
Oras, porque o PT, no senado, com sua AMPLA maioria (Conquistada com Maluf, Collor, Katia Abreu e cia) não vai atrás dele? Ele não é criminoso, não julgou de forma política o Mensalão e etc?
A aliança entre Lula e Maluf não é apenas danosa "em termos políticos", ela é danosa em termos econômicos, visto que não se tem notícia de que o Maluf parou de roubar. Ainda tem grana dele sendo descoberta e devolvida por países europeus. É esta figura que, com seus asseclas, comanda a Habitação em São Paulo, as Cidades no governo federal.
Uma aliança com um bandido desses é MUITO mais grave que uma foto de um juiz com um foragido (que é execrável, sem duvida).
E precisamos lembrar que quem colocou o Barbosa no STF foi o Lula. Mas sabe o engraçado, o Frei Betto que sugeriu e não faltaram petistas pra atacar o... Frei Betto! Como se Lula, coitado, tivesse sido manipulado. PT não erra. Lula não erra.
Esse comportamento grotesco é inaceitável.
Eu acho ok, correto postar essa foto do Barbosa e criticá-lo, o problema é isso acontecer em um veículo (ou veículos, porque essa foto repercutiu em toda a "mídia petista") que não fez a mesma crítica quando era o Maluf ou tantos outros bandidos aliados do PT pelo país. Ou por gente que, na época, atacou.... a Erundina! Lembrem-se que sobrou até pra Marta, que até de serrista foi chamada.
Vai ter matéria denunciando aliança do PT com o Jader Barbalho? Teve com a escravista Katia Abreu?
Não, e nem vai ter. Mas vão publicar até foto do Barbosa mijando numa árvore e dizendo que por isso ele merece perder o cargo - mas não vão mover uma palha pra isso acontecer.
O problema, enfim, não é o que se publica, mas QUEM publica e o que ESCONDEM no processo.
Uma mídia que paga de esquerda, no fim, é IGUAL ao "PIG" que tanto criticam, e tão de direita quanto.
No fim esse papo é pra militância ficar satisfeita, continuar gritando e fechar os olhos pro que realmente importa. É mais útil mostrar foto do Barbosa fazendo merda - ainda que inofensiva no fim das contas -, do que mostrar foto do Lula entregando parte do país e do poder do país nas mãos de um bandido foragido.
Na época, me lembro bem, os petistas comemoraram mais uns minutos na TV e mais "apoio" no congresso. E só. Não houve NENHUMA condenação. Na verdade muitos ainda criticaram a Erundina por se recusar a ser vice com Maluf na chapa.
A única coisa que eu espero (aliás, não espero, sei que não vai vir mesmo) é que haja um mínimo de coerência por parte dos petistas. Se condenam o Barbosa com um bandido, condenem o Lula com outro.
Mas não, isso JAMAIS vai acontecer, porque o que o PT faz é sagrado (ainda mais o Lula), é "governabilidade", é "necessário", mas o que o Barbosa faz é criminoso. E, claro, em muitos casos ainda nos brindam com racismo contra o Barbosa, como se a cor dele fosse o problema e não muitas de suas atitudes (e eu parto do princípio de que os mensaleiros são culpados, o Barbosa é condenável por outros motivos).
E parto do princípio por uma simples razão: Os mensaleiros forma CONDENADOS pelo STF. Não pelo Barbosa, mas pela MAIORIA dos ministros, inclusive, no caso do Genoíno, até pelo advogado do PT, a indicação mais vergonhosa que o PT conseguiu fazer. Porque só atacam o JB? Porque não atacam o Toffoli? O Ayres Britto? Porque só o negro?
E é importante sim lembrar quem nomeou o Barbosa, assim como quem nomeou o Toffoli, pois assim entendemos o que motivava o PT ao nomeá-los. Esperava ter "alinhados" a seu serviço? Se deram mal.
Afirmar que "o julgamento do mensalão é uma farsa" é afirmar que a maioria dos juizes da mais alta esfera do país, em sua maioria nomeados pelo partido no poder, são incapazes e, no fim, criminosos - porque se acusar em falso é crime, que o diga sentenciar! É realmente isto que afirmam?
Quanto às demais acusações contra o JB, oras, o processem. Nem digo que acredito ou não, na verdade tendo a concordar com os críticos, o cara é bronco, faz merda...Mas vejo muita gente esperneando e ainda não vi o PT ou lideranças do PT abrindo qualquer processo.
Oras, porque o PT, no senado, com sua AMPLA maioria (Conquistada com Maluf, Collor, Katia Abreu e cia) não vai atrás dele? Ele não é criminoso, não julgou de forma política o Mensalão e etc?
A aliança entre Lula e Maluf não é apenas danosa "em termos políticos", ela é danosa em termos econômicos, visto que não se tem notícia de que o Maluf parou de roubar. Ainda tem grana dele sendo descoberta e devolvida por países europeus. É esta figura que, com seus asseclas, comanda a Habitação em São Paulo, as Cidades no governo federal.
Uma aliança com um bandido desses é MUITO mais grave que uma foto de um juiz com um foragido (que é execrável, sem duvida).
E precisamos lembrar que quem colocou o Barbosa no STF foi o Lula. Mas sabe o engraçado, o Frei Betto que sugeriu e não faltaram petistas pra atacar o... Frei Betto! Como se Lula, coitado, tivesse sido manipulado. PT não erra. Lula não erra.
Esse comportamento grotesco é inaceitável.
Eu acho ok, correto postar essa foto do Barbosa e criticá-lo, o problema é isso acontecer em um veículo (ou veículos, porque essa foto repercutiu em toda a "mídia petista") que não fez a mesma crítica quando era o Maluf ou tantos outros bandidos aliados do PT pelo país. Ou por gente que, na época, atacou.... a Erundina! Lembrem-se que sobrou até pra Marta, que até de serrista foi chamada.
Vai ter matéria denunciando aliança do PT com o Jader Barbalho? Teve com a escravista Katia Abreu?
Não, e nem vai ter. Mas vão publicar até foto do Barbosa mijando numa árvore e dizendo que por isso ele merece perder o cargo - mas não vão mover uma palha pra isso acontecer.
O problema, enfim, não é o que se publica, mas QUEM publica e o que ESCONDEM no processo.
Uma mídia que paga de esquerda, no fim, é IGUAL ao "PIG" que tanto criticam, e tão de direita quanto.
No fim esse papo é pra militância ficar satisfeita, continuar gritando e fechar os olhos pro que realmente importa. É mais útil mostrar foto do Barbosa fazendo merda - ainda que inofensiva no fim das contas -, do que mostrar foto do Lula entregando parte do país e do poder do país nas mãos de um bandido foragido.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Joaquim Barbosa deve satisfações pela foto com um foragido... E Lula?
2014-02-03T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
Movimento Passe Livre: A juventude acordou, e o PT não é mais referência
Quando Lula foi eleito, eu tinha 17 anos.
Eu sabia quem eram os tucanos e, mesmo militando no PSTU na época, fiz campanha e votei no Lula.
Eu já tinha sido militante do PT, como quase todos os meus amigos de colégio, no movimento estudantil, mas acabei aderindo ao PSTU, partido no qual militei até pelo menos 2007 e, desde então, tenho me mantido apartidário apesar de, nunca escondi, ter simpatia pelo PSOL (o que não me impediu de fazer campanha para candidatos do PT ao legislativo ou de ter, me arrependo amargamente, votado na Dilma na eleição passada).
Digo isto, pois devido à minha militância, que vem de família, eu sabia quem era FHC e o que era o PSDB. Venho de uma família de sindicalistas do Banco do Brasil e Caixa e, até então, nenhum governo havia sido mais nocivo a esta categoria - e outras - quanto FHC.
Ou seja, eu vivi os anos FHC e, mesmo ainda na adolescência, vi seus efeitos em primeira mão. O discurso do "mal maior" ou do "era pior com os tucanos" fazia - felizmente não mais - efeito sobre mim.
E fez efeito sobre muita gente por muito tempo.
O doloroso é que ainda faça algum efeito, mesmo depois de 10 anos de um governo com mais semelhanças que diferenças ao anterior, e com elementos-chave muito piores. Uma das únicas diferenças entre PT e PSDB que, no entanto, vem diminuindo, é o fato do PT bater, mas alisar antes, ou bater mais leve, sabendo que bater por mais tempo tem um efeito melhor do que dar logo uma porrada. Em outras palavras, o PSDB chega de sola, o PT finge ser seu amigo.
Não vou negar os avanços que conquistamos com o PT, como as cotas, o ProUni, o Bolsa Família e etc, mas critico o viés de tais projetos, que foram feitos com o único intuito de criar mercado consumidor e salvar a pele de investidores e empresários. Sem educação universalizada, não importa quantas cotas queiram impor, as mudanças serão cosméticas. Não importa colocar milhões de jovens na faculdade, se ela for no nível Uniban. Não importa que as pessoas possam comprar microondas, se o usam em uma casa sem saneamento básico e muito menos importa que possam comprar carros do ano e se endividar porque os juros estão (supostamente) baixos, já que ficarão presas no trânsito e ao banco.
Sim, há uma melhora na autoestima, isso é ótimo. Sim, há de fato melhora pontual na qualidade de vida, mas, infelizmente, é pontual, especialmente se considerarmos a ridícula barreira inferior aos 300 reais para se chegar à sonhada Classe Média (a mesma que Chauí e outros petistas atacam com violência).
Mas, chegando no ponto central deste artigo, preciso dizer que a juventude de hoje não conheceu FHC.
A juventude de hoje tinha 5-6 anos quando Lula foi eleito, viveram toda sua infância e adolescência sob o Lulismo. Hoje os jovens que chegam à universidade nasceram em 1994, 1995, são indiferentes ao tucanato no poder federal. A desculpa de um "mal maior" tem efeito muito mais restrito nesses jovens que não engolem, por sua vez, o papo do "pleno emprego", que são jogados como gado em universidades de péssima qualidade ou que veem seus professores entrar em greve e serem criminalizados.
A "esquerda" que o PT diz representar não encontra contraponto no PSDB que, para os jovens, é apenas imaginário.
Sim, em São Paulo todos sabem quem é Alckmin, Serra e o PSDB no poder, mas também sabem o que é o PMDB no poder (caso do Rio) e veem no PT de hoje um partido com o qual não se identificam, enfim, veem hoje o PT no poder e não pensam em termos de "é diferente do PSDB", mas sim que não é aquilo que buscam, que querem ou sonham.
Os jovens não lembram do governo Erundina, a vitrine que o PT hoje só usa para justificar seus absurdos, mas se recusa a resgatar seus bons projetos, como a Tarifa Zero.
Existe muito referencial teórico e pouca coisa palpável para que a juventude, como fazem os militantes fanáticos petistas, vejam no PT a alternativa que o partido prega ser.
Os jovens cresceram com o PT no poder federal e o PSDB no poder estadual e, ouço isso de muitos, não vêem diferenças significativas entre os dois.
E daí vem parte da explicação para o crescimento de um movimento que já existia, que esteve nas ruas em 2011 e antes, que é o MPL - apesar de tentativas torpes de petistas fanáticos de pregar um revisionismo histórico burro e irresponsável e fingir que 2011 nunca existiu.
O movimento em torno da redução das tarifas e do Passe Livre vai muito além destas reivindicações. A repressão da PM do PSDB e a conivência da prefeitura do PT fez apenas eclodir a revolta popular entre os jovens e contagiou os mais velhos. Jovens que não se importam se estão protestando contra o PT ou o PSDB, pois não enxergam em nenhum deles uma alternativa.
E não se enganem, nem todos participando dos protestos do MPL são de esquerda, há gente do PSDB revoltada com o Alckmin. Há gente apartidária e liberal nos protestos e muita gente apartidária de esquerda e, claro, há os partidários.
O Márvio fez um comentário impecável em seu blog:
Nos grupos que convocam manifestações há debates sobre a ampliação de pautas, a inclusão da discussão sobre a PEC37, sobre cotas, sobre consumismo, sobre questão indígena, educação....
É um movimento que se expande e que não encontra amarras e cujos partidos tradicionais e especialmente os partidos no poder tem pouca ou nenhuma ingerência. É autônomo, horizontal e nasce (e cresce) de forma absolutamente espontânea.
O PT não irá conseguir contê-lo apelando para sua história, que para a maioria dos jovens é irrelevante e distante.
O importante para nós é não apenas fortalecer o movimento, mas conseguir somar pautas e ampliar as reivindicações e, talvez, até conseguir criar uma mobilização permanente que transcenda os tópicos iniciais de reivindicação.
É interessante, e penso que o movimento já conseguiu uma vitória importante: Mobilizou não apenas a juventude, mas uma parcela imensa de pessoas que nunca protestaram, ou que sempre acompanharam de longe. Recebi convites e comentários - e conheço dezenas de pessoas que tiveram a mesma grata surpresa - de pessoas insuspeitas, que nunca foram às ruas, que nunca sequer simpatizaram com mobilizações como as do MPL, mas que, devido à brutalidade policial e também às pautas, passou a aderir e mesmo querer participar.
A juventude acordou, e com ela muitos estão indo atrás. E o PT não é mais a referência deste jovens, pelo contrário, virou, junto com o PSDB, um inimigo a ser combatido.
Eu sabia quem eram os tucanos e, mesmo militando no PSTU na época, fiz campanha e votei no Lula.
Eu já tinha sido militante do PT, como quase todos os meus amigos de colégio, no movimento estudantil, mas acabei aderindo ao PSTU, partido no qual militei até pelo menos 2007 e, desde então, tenho me mantido apartidário apesar de, nunca escondi, ter simpatia pelo PSOL (o que não me impediu de fazer campanha para candidatos do PT ao legislativo ou de ter, me arrependo amargamente, votado na Dilma na eleição passada).
Digo isto, pois devido à minha militância, que vem de família, eu sabia quem era FHC e o que era o PSDB. Venho de uma família de sindicalistas do Banco do Brasil e Caixa e, até então, nenhum governo havia sido mais nocivo a esta categoria - e outras - quanto FHC.
Ou seja, eu vivi os anos FHC e, mesmo ainda na adolescência, vi seus efeitos em primeira mão. O discurso do "mal maior" ou do "era pior com os tucanos" fazia - felizmente não mais - efeito sobre mim.
E fez efeito sobre muita gente por muito tempo.
"Todo dia milhões de trabalhadores,
quando ligam a sua televisão,
a Globo mostra apenas coisas boas e esconde toda a podridão.
O ministro que parecia santinho,
já mostrou que faz parte da armação.
Primeiro foi Collor,
agora é Henrique,
e continua a exploração.
Já congelou, o salário que eu sei.
E me enganou, que eu vi no replay.
A Globo é quem manda no FHC,
não deixe ele enganar você"
Musiquinha que o pessoal do PT cantava quando eu era criança, contra FHC. Nunca esqueci.
O doloroso é que ainda faça algum efeito, mesmo depois de 10 anos de um governo com mais semelhanças que diferenças ao anterior, e com elementos-chave muito piores. Uma das únicas diferenças entre PT e PSDB que, no entanto, vem diminuindo, é o fato do PT bater, mas alisar antes, ou bater mais leve, sabendo que bater por mais tempo tem um efeito melhor do que dar logo uma porrada. Em outras palavras, o PSDB chega de sola, o PT finge ser seu amigo.
Não vou negar os avanços que conquistamos com o PT, como as cotas, o ProUni, o Bolsa Família e etc, mas critico o viés de tais projetos, que foram feitos com o único intuito de criar mercado consumidor e salvar a pele de investidores e empresários. Sem educação universalizada, não importa quantas cotas queiram impor, as mudanças serão cosméticas. Não importa colocar milhões de jovens na faculdade, se ela for no nível Uniban. Não importa que as pessoas possam comprar microondas, se o usam em uma casa sem saneamento básico e muito menos importa que possam comprar carros do ano e se endividar porque os juros estão (supostamente) baixos, já que ficarão presas no trânsito e ao banco.
Sim, há uma melhora na autoestima, isso é ótimo. Sim, há de fato melhora pontual na qualidade de vida, mas, infelizmente, é pontual, especialmente se considerarmos a ridícula barreira inferior aos 300 reais para se chegar à sonhada Classe Média (a mesma que Chauí e outros petistas atacam com violência).
Mas, chegando no ponto central deste artigo, preciso dizer que a juventude de hoje não conheceu FHC.
A juventude de hoje tinha 5-6 anos quando Lula foi eleito, viveram toda sua infância e adolescência sob o Lulismo. Hoje os jovens que chegam à universidade nasceram em 1994, 1995, são indiferentes ao tucanato no poder federal. A desculpa de um "mal maior" tem efeito muito mais restrito nesses jovens que não engolem, por sua vez, o papo do "pleno emprego", que são jogados como gado em universidades de péssima qualidade ou que veem seus professores entrar em greve e serem criminalizados.
A "esquerda" que o PT diz representar não encontra contraponto no PSDB que, para os jovens, é apenas imaginário.
Sim, em São Paulo todos sabem quem é Alckmin, Serra e o PSDB no poder, mas também sabem o que é o PMDB no poder (caso do Rio) e veem no PT de hoje um partido com o qual não se identificam, enfim, veem hoje o PT no poder e não pensam em termos de "é diferente do PSDB", mas sim que não é aquilo que buscam, que querem ou sonham.
Os jovens não lembram do governo Erundina, a vitrine que o PT hoje só usa para justificar seus absurdos, mas se recusa a resgatar seus bons projetos, como a Tarifa Zero.
Existe muito referencial teórico e pouca coisa palpável para que a juventude, como fazem os militantes fanáticos petistas, vejam no PT a alternativa que o partido prega ser.
Os jovens cresceram com o PT no poder federal e o PSDB no poder estadual e, ouço isso de muitos, não vêem diferenças significativas entre os dois.
E daí vem parte da explicação para o crescimento de um movimento que já existia, que esteve nas ruas em 2011 e antes, que é o MPL - apesar de tentativas torpes de petistas fanáticos de pregar um revisionismo histórico burro e irresponsável e fingir que 2011 nunca existiu.
O movimento em torno da redução das tarifas e do Passe Livre vai muito além destas reivindicações. A repressão da PM do PSDB e a conivência da prefeitura do PT fez apenas eclodir a revolta popular entre os jovens e contagiou os mais velhos. Jovens que não se importam se estão protestando contra o PT ou o PSDB, pois não enxergam em nenhum deles uma alternativa.
E não se enganem, nem todos participando dos protestos do MPL são de esquerda, há gente do PSDB revoltada com o Alckmin. Há gente apartidária e liberal nos protestos e muita gente apartidária de esquerda e, claro, há os partidários.
O Márvio fez um comentário impecável em seu blog:
Falar que as manifestações que perturbam a ordem em São Paulo, Rio e outras cidades são causadas apenas por uma diferença de R$ 0,20 é uma bobagem. É ater-se apenas a um dos sintomas de um perigo muito maior e corrosivo, que é a perda do controle da inflação.Não penso que a inflação seja razão única ou principal, mas vem junto, mas agrega. Estamos diante de um movimento que inicialmente pregava redução das tarifas e uma discussão mais ampla sobre a cidade, seu uso e os direitos da população, para uma discussão ampla da sociedade e de outros aspectos.
Talvez estejamos assistindo ao primeiro grande protesto popular contra a desvalorização da moeda, o aumento trotante de preços e inconscientemente contrário à política econômica do governo Dilma. E é nisto que talvez tais protestos o representem, leitor, ligue você para os 20 centavos a mais na passagem ou não.
Economistas explicam assim o atual processo inflacionário: a melhor partilha da renda trouxe mais pessoas ao consumo – o que é ótimo –, mas não incentivou de maneira sólida a produção industrial, as exportações, a competitividade. A produção freou; o consumo não. Preços sobem, perde-se a noção do valor do dinheiro. Gasta-se mais, cobra-se mais ainda.
Nos grupos que convocam manifestações há debates sobre a ampliação de pautas, a inclusão da discussão sobre a PEC37, sobre cotas, sobre consumismo, sobre questão indígena, educação....
É um movimento que se expande e que não encontra amarras e cujos partidos tradicionais e especialmente os partidos no poder tem pouca ou nenhuma ingerência. É autônomo, horizontal e nasce (e cresce) de forma absolutamente espontânea.
O PT não irá conseguir contê-lo apelando para sua história, que para a maioria dos jovens é irrelevante e distante.
O importante para nós é não apenas fortalecer o movimento, mas conseguir somar pautas e ampliar as reivindicações e, talvez, até conseguir criar uma mobilização permanente que transcenda os tópicos iniciais de reivindicação.
É interessante, e penso que o movimento já conseguiu uma vitória importante: Mobilizou não apenas a juventude, mas uma parcela imensa de pessoas que nunca protestaram, ou que sempre acompanharam de longe. Recebi convites e comentários - e conheço dezenas de pessoas que tiveram a mesma grata surpresa - de pessoas insuspeitas, que nunca foram às ruas, que nunca sequer simpatizaram com mobilizações como as do MPL, mas que, devido à brutalidade policial e também às pautas, passou a aderir e mesmo querer participar.
A juventude acordou, e com ela muitos estão indo atrás. E o PT não é mais a referência deste jovens, pelo contrário, virou, junto com o PSDB, um inimigo a ser combatido.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Movimento Passe Livre: A juventude acordou, e o PT não é mais referência
2013-06-17T10:30:00-03:00
Raphael Tsavkko Garcia
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Governismo, a vertente tupiniquim do Stalinismo e o Sopão dos pobres
É interessante notar que desde que começamos, eu e o @elcapeto, a alimentar o tumblr Governismo, a doença infantil... as pérolas fanáticas dos governistas não deram pararam de chegar, na verdade a coisa vem piorando, chegando ao machismo, racismo e outros preconceitos lamentáveis e teorias conspiratórias sem pé nem cabeça.
Mas algo tem me chamado a atenção há alguns dias, que é a guerra civil que começa a crescer no seio dos governistas. Não que não sejam todos fanáticos, mas parece que há gradações. Desde bestas completas que não tem problema algum em passar por cima de qualquer um pelo dito desenvolvimento dilmista, através, por exemplo, da defesa fanática de Belo Monte, até quem critique pontualmente, por exemplo, aliança com Maluf ou o PP na Habitação de São Paulo - sem que isto abale seu apoio geral a tudo que faz ou manda o partido.
A questão é que, agora, estes que criticam minimamente tão sido ferozmente atacados pelos mais fanatizados, por aqueles que acham que Lula é deus e que o caminho lulista é a única resposta para os problemas da humanidade. Gente que sempre foi governista e/ou petista tem sido duramente atacada por essa horda de acéfalos que apenas sabem repetir ordens da direção. Uns chegam a sr chamados de Cabo Anselmo!
E a coisa é realmente feia, com acusações de traição, de falso-petismo e rompimento de amizades e relações. Não à toa o Governismo tem tido menos pérolas nos últimos dias: Os esforços parecem concentrados nos expurgos que os fanáticos tentam orquestrar contra os mooderados (se é que podem ser chamados assim).
E chamar de "expurgo" não é de graça. A semelhança não apenas com o stalinismo, como com outras ideologias de supremacia (ideológica, racial, étnica, etc) é clara. Repete-se fanaticamente, sem qualquer crítica, aquilo que vem de cima, da direção. Mesmo que as ordens sejam para que se esqueça todo o passado, tudo que se defendia antes - privatizações, direitos humanos, etc. Limite-se a obedecer e encontrar maneiras de justificar - memso que seja impossível - porque seu partido, sua direção e mesmo você mudaram de ideia, ou melhor, se neguem a aceitar que mudaram de idéia.
O ponto alto é dizer que SEMPRE defenderam o que estão fazendo, no máximo alterem o nome (chamar privatização de concessão) e, quando for impossível defender, mudar o nome ou disfarçar, ataquem o interlocutor de tucano, de vendido, de anti-patriota e etc....
Quando não for possível sustentar a defesa de algo tão absurdo quanto, por exemplo, remoções forçadas para obras feitas sob medida para a máfia da FIFA, a máfia do PMDB e etc, acusem o interlocutor.
Caso recente é o da re-privatização das empresas do setor elétrico patrocinada por Dilma. A maioria dos fanáticos e dos portais ligados ao PT, ao invés de criticar a privatização repetida - e desta vez pior, pois sequer o congresso é consultado -, se limita a acusar o PSDB de não querer se juntar à farra.
É óbvio, como já disse em artigo passado, que o PSDB se recusa a se juntar à farra por birra, mas é sintomático. O PT copia FHC sem o menor problema, mas seus militontos garantem o discurso de que são diferentes, mascarando a realidade e criando um mundo de fantasia que só eles enxergam - mas tentam forçar aos demais.
Meu temor é que estes expurgos acabem por piorar a situação. Mesmo que caminhando para o fanatismo e cegos para muitas coisas, os mais moderados tem o papel de, ao menos, servir como uma barreira de contenção apra o fanatismo pior. Mas estão falhando e sendo suplantados.
Podemos chamar estes fanáticos de stalinistas, mas outros termos servem da mesma forma. Como querem posar de esquerda, mesmo que não sejam, e que no fim apenas acabem denegrindo a imagem da esquerda, uso o termo.
Governo privatiza? O discurso é que vai "salvar" o povo, que ñão é privatização, é concessão. Governo é co-responsável pelos massacres contra indígenas? Oras, quem se importa com aqueles nômades invisíveis?
A ideologia por detrás nada mais é que o Lulo-Dilmismo (uma mistura de teoria lulista com praxis dilmista, talvez?). Ideologia esta que se entende por um misto de sopão dos pobres com incentivos pesados ao capitalismo, aliado com um entreguismo ímpar.
Em outras palavras, entrega-se ao pobre aquilo que é mínimo para sua sobrevivência, o básico do assistencialismo (que é necessário, diga-se de passagem), mas chega um ponto em que fica só nisso e tudo que vem depois é precarizado, feito nas coxas - vide ProUni que de boa ideia descambou pra garantir crescimento de UniEsquinas ao invés de forçar educação de qualidade.
E, passadas as necessidades mais básicas, resta o consumismo. O incentivo perpétuo a se ter mais, acumular. Ter uma TV de LCD e computador ultramoderno, mas morando em favela sem saneamento básico. Afinal, saneamento é caro, a TV é mais barata e, quem sabe, serve como cala-a-boca e garante votos.
De um necessário assistencialismo passamos para o consumismo incentivado e defendido com orgulho.
Uma classe média de 291 reais - que não é classe média nem aqui e nem no inferno - mas cujo mantra é repetido à exaustão até que vire verdade.
Se não pode convencer sem argumentos, repita incansavelmente até que, por osmose, sigam o que a direção do partido mandar.
E é óbvio que o assistencialismo - via Estado - tem outras intenções. O povo com mais dinheiro consome, gasta dinheiro com os parceiros e financiadores de campanha do Partido. Partido este que, além de incentivar o consumismo, garante o princípio do toma-lá-dá-cá com seus patrocinadores através de projetos megalomaníacos tirados da Ditadura ou fazendo vista grossa a abusos sitemáticos aos direitos humanos.
Aliás, um aparte: A Maria do Rosário é uma das figuras mais patéticas e cínicas da república com seu discurso simplesmente inverossímel de defesa dos Direitos Humanos ao passo que genocídios são lugar comum no país e o governo não prepara uma única política para melhorar a situação. Indígenas, LGBts, população negra... Nada. Dilma pessoalmente faz questão de agradar aliados e vetar políticas a favor de índios e LGBT's.
Um governo aliado de Katia Abreu, Bolsonaro, Malafaia, IURD e cia, não pode governar para o povo e para as minorias. Não faz "propaganda de oção sexual" enquanto gays morrem como moscas e ultrapassamos o récorde de mortes, não demarca terras e garante a segurança das diversas tribos ameaçadas pelo país, oras, índio atrapalha o progresso. Bom mesmo é que suas terras sejam usadas para mineração, soja ou hidrelétricas mil. E não surpreende almoço com militares e afagos aos bandidos enquanto quem fou torturado, perdeu amigos e parentes continua nas ruas tentando reparação e justiça.
Dilma só recebe quem tem poder - e farda.
Democratização das comunicações? Respeito aos direitos humanos? Desmilitarização da Polícia? Memória e justiça e revogação da Lei da Anistia? Direitos reprodutivos? Direitos LGBT's? Direitos Indígenas? Educação de qualidade para todos e todas? Salários decentes para professores?
Assuntos irrelevantes no entender governista. Mais importante é privatizar e garantir lucros ao Eike.
Mas, voltando, o Lulo-Dilmismo conseguiu o que parecia impossível. FHC apenas conseguia contentar os ricos, deixando trabalhadores com ódio e pobres abandonados, mas o Lula e a Dilma, com pesada propaganda e dinheiro para a grande mídia e para seus parceiros, conseguiram unir políticas assistencialistas eficazes e necessárias com lucros históricos para todos os principais setores capitalistas do país, ao passo que, graças ao esforço imenso dos seus fanáticos pagos e não-pagos, retira direitos atrás de direitos dos trabalhadores - privatização da previdência dos funcionários públicos e pretenção de flexibilizar a CLT.
Chegamos num ponto, porém, em que o processo de aprofundamento do capitalismo do mais violento no país acabou por causar algum desconforto entre as hostes menos fanáticas do governismo. É o momento em que veremos qual grupo prevalecerá. Pessoalmente não tenho dúvida de que o mais fanatizado irá prevalecer, e os mais moderados irão ter de se contentar a serem sacos de pancada ou terão de abandonar o Partido.
Para a maioria prevejo a conformação e a piada de que "lutam internamente", um eufemismo para "iremos fingir discordar internamente, mas votaremos TUDO com o governo", só que cada vez mais enfraquecidos, cada vez menores e cada vez menos eficazes e conscientes.
Estamos beirando um totalitarismo dentro do chamado "campo governista" e meu temor é que se espalhe, que transcenda esse campo já tão frágil em temros de resistência. Sou e sempre serei defensor de democratização das mídias, mas o que vemos hoje, em geral, é uma luta entre a mídia próxima do PT e a grande mídia, com raras exceções no meio. Lutas sociais são colocadas de lado em nome da governabilidade, direitos humanos são relativizados e, neste cenário, temo que tipo de processo de "democratização" possa vir de um governo que governa pro capital dando migalhas ao povo.
O mesmo vale pra "reforma política". Oras, com esta base aliada que tudo pode, que tudo ganha mesmo que não se preocupe em votar com o governo para justificar todas as benesses (e tem quem fale em voto de cabresto apenas exigir que "aliados" sejam... aliados! Na hora de privatizar o PMDB não vota "errado", mas pra questões populares...) , imaginem a maravilha que sairia a tal reforma!
Ano que vem a Dilma já declarou que seu objetivo é reduzir impostos. Educação? Direitos Humanos?
Não, reduzir impostos. E pra isso não se importa em privatizar, em subsidiar lucros das empresas, em manipular discursos sem, no fim, realizar uma necessária reforma tributária. É o Estado renunciando arrecadar, mas sem mexer no lucro dos amigos empresários. Temos a produção de carro mais barata do mundo, para dar apenas um exemplo, mas pagamos o valor mais alto do mundo pel oproduto final. O governo? Oras, reduz IPI, ou seja, impostos, pra baixar o preço de forma irrisória ao invés de FORÇAR uma menor margem de lucro às montadoras.
O Estado renuncia arrecadação (no caso criando um caso em municípios), mas mexer no lucro dos empresários? NUNCA! Isso seria ser de esquerda!
Militontos não cansam de xingar STF, não cansam de xingar qualquer opositor dentro ou fora do partido, mas batem palmas para higienismo e políticas genocidas repetindo cegamente que "quem não está conosco, é de direita", mesmo que o PT de hoje cause invejas ao PSDB que nunca conseguiu manipular tão perfeitamente as massas. É um nível de fanatismo que beira ou roça no totalitarismo.
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O blog entra hoje de férias e retorna em janeiro.
Mas algo tem me chamado a atenção há alguns dias, que é a guerra civil que começa a crescer no seio dos governistas. Não que não sejam todos fanáticos, mas parece que há gradações. Desde bestas completas que não tem problema algum em passar por cima de qualquer um pelo dito desenvolvimento dilmista, através, por exemplo, da defesa fanática de Belo Monte, até quem critique pontualmente, por exemplo, aliança com Maluf ou o PP na Habitação de São Paulo - sem que isto abale seu apoio geral a tudo que faz ou manda o partido.
A questão é que, agora, estes que criticam minimamente tão sido ferozmente atacados pelos mais fanatizados, por aqueles que acham que Lula é deus e que o caminho lulista é a única resposta para os problemas da humanidade. Gente que sempre foi governista e/ou petista tem sido duramente atacada por essa horda de acéfalos que apenas sabem repetir ordens da direção. Uns chegam a sr chamados de Cabo Anselmo!
E a coisa é realmente feia, com acusações de traição, de falso-petismo e rompimento de amizades e relações. Não à toa o Governismo tem tido menos pérolas nos últimos dias: Os esforços parecem concentrados nos expurgos que os fanáticos tentam orquestrar contra os mooderados (se é que podem ser chamados assim).
E chamar de "expurgo" não é de graça. A semelhança não apenas com o stalinismo, como com outras ideologias de supremacia (ideológica, racial, étnica, etc) é clara. Repete-se fanaticamente, sem qualquer crítica, aquilo que vem de cima, da direção. Mesmo que as ordens sejam para que se esqueça todo o passado, tudo que se defendia antes - privatizações, direitos humanos, etc. Limite-se a obedecer e encontrar maneiras de justificar - memso que seja impossível - porque seu partido, sua direção e mesmo você mudaram de ideia, ou melhor, se neguem a aceitar que mudaram de idéia.
O ponto alto é dizer que SEMPRE defenderam o que estão fazendo, no máximo alterem o nome (chamar privatização de concessão) e, quando for impossível defender, mudar o nome ou disfarçar, ataquem o interlocutor de tucano, de vendido, de anti-patriota e etc....
Quando não for possível sustentar a defesa de algo tão absurdo quanto, por exemplo, remoções forçadas para obras feitas sob medida para a máfia da FIFA, a máfia do PMDB e etc, acusem o interlocutor.
Caso recente é o da re-privatização das empresas do setor elétrico patrocinada por Dilma. A maioria dos fanáticos e dos portais ligados ao PT, ao invés de criticar a privatização repetida - e desta vez pior, pois sequer o congresso é consultado -, se limita a acusar o PSDB de não querer se juntar à farra.
É óbvio, como já disse em artigo passado, que o PSDB se recusa a se juntar à farra por birra, mas é sintomático. O PT copia FHC sem o menor problema, mas seus militontos garantem o discurso de que são diferentes, mascarando a realidade e criando um mundo de fantasia que só eles enxergam - mas tentam forçar aos demais.
Meu temor é que estes expurgos acabem por piorar a situação. Mesmo que caminhando para o fanatismo e cegos para muitas coisas, os mais moderados tem o papel de, ao menos, servir como uma barreira de contenção apra o fanatismo pior. Mas estão falhando e sendo suplantados.
Podemos chamar estes fanáticos de stalinistas, mas outros termos servem da mesma forma. Como querem posar de esquerda, mesmo que não sejam, e que no fim apenas acabem denegrindo a imagem da esquerda, uso o termo.
Governo privatiza? O discurso é que vai "salvar" o povo, que ñão é privatização, é concessão. Governo é co-responsável pelos massacres contra indígenas? Oras, quem se importa com aqueles nômades invisíveis?
A ideologia por detrás nada mais é que o Lulo-Dilmismo (uma mistura de teoria lulista com praxis dilmista, talvez?). Ideologia esta que se entende por um misto de sopão dos pobres com incentivos pesados ao capitalismo, aliado com um entreguismo ímpar.
Em outras palavras, entrega-se ao pobre aquilo que é mínimo para sua sobrevivência, o básico do assistencialismo (que é necessário, diga-se de passagem), mas chega um ponto em que fica só nisso e tudo que vem depois é precarizado, feito nas coxas - vide ProUni que de boa ideia descambou pra garantir crescimento de UniEsquinas ao invés de forçar educação de qualidade.
E, passadas as necessidades mais básicas, resta o consumismo. O incentivo perpétuo a se ter mais, acumular. Ter uma TV de LCD e computador ultramoderno, mas morando em favela sem saneamento básico. Afinal, saneamento é caro, a TV é mais barata e, quem sabe, serve como cala-a-boca e garante votos.
De um necessário assistencialismo passamos para o consumismo incentivado e defendido com orgulho.
Uma classe média de 291 reais - que não é classe média nem aqui e nem no inferno - mas cujo mantra é repetido à exaustão até que vire verdade.
Se não pode convencer sem argumentos, repita incansavelmente até que, por osmose, sigam o que a direção do partido mandar.
E é óbvio que o assistencialismo - via Estado - tem outras intenções. O povo com mais dinheiro consome, gasta dinheiro com os parceiros e financiadores de campanha do Partido. Partido este que, além de incentivar o consumismo, garante o princípio do toma-lá-dá-cá com seus patrocinadores através de projetos megalomaníacos tirados da Ditadura ou fazendo vista grossa a abusos sitemáticos aos direitos humanos.
Aliás, um aparte: A Maria do Rosário é uma das figuras mais patéticas e cínicas da república com seu discurso simplesmente inverossímel de defesa dos Direitos Humanos ao passo que genocídios são lugar comum no país e o governo não prepara uma única política para melhorar a situação. Indígenas, LGBts, população negra... Nada. Dilma pessoalmente faz questão de agradar aliados e vetar políticas a favor de índios e LGBT's.
Um governo aliado de Katia Abreu, Bolsonaro, Malafaia, IURD e cia, não pode governar para o povo e para as minorias. Não faz "propaganda de oção sexual" enquanto gays morrem como moscas e ultrapassamos o récorde de mortes, não demarca terras e garante a segurança das diversas tribos ameaçadas pelo país, oras, índio atrapalha o progresso. Bom mesmo é que suas terras sejam usadas para mineração, soja ou hidrelétricas mil. E não surpreende almoço com militares e afagos aos bandidos enquanto quem fou torturado, perdeu amigos e parentes continua nas ruas tentando reparação e justiça.
Dilma só recebe quem tem poder - e farda.
Democratização das comunicações? Respeito aos direitos humanos? Desmilitarização da Polícia? Memória e justiça e revogação da Lei da Anistia? Direitos reprodutivos? Direitos LGBT's? Direitos Indígenas? Educação de qualidade para todos e todas? Salários decentes para professores?
Assuntos irrelevantes no entender governista. Mais importante é privatizar e garantir lucros ao Eike.
Mas, voltando, o Lulo-Dilmismo conseguiu o que parecia impossível. FHC apenas conseguia contentar os ricos, deixando trabalhadores com ódio e pobres abandonados, mas o Lula e a Dilma, com pesada propaganda e dinheiro para a grande mídia e para seus parceiros, conseguiram unir políticas assistencialistas eficazes e necessárias com lucros históricos para todos os principais setores capitalistas do país, ao passo que, graças ao esforço imenso dos seus fanáticos pagos e não-pagos, retira direitos atrás de direitos dos trabalhadores - privatização da previdência dos funcionários públicos e pretenção de flexibilizar a CLT.
Chegamos num ponto, porém, em que o processo de aprofundamento do capitalismo do mais violento no país acabou por causar algum desconforto entre as hostes menos fanáticas do governismo. É o momento em que veremos qual grupo prevalecerá. Pessoalmente não tenho dúvida de que o mais fanatizado irá prevalecer, e os mais moderados irão ter de se contentar a serem sacos de pancada ou terão de abandonar o Partido.
Para a maioria prevejo a conformação e a piada de que "lutam internamente", um eufemismo para "iremos fingir discordar internamente, mas votaremos TUDO com o governo", só que cada vez mais enfraquecidos, cada vez menores e cada vez menos eficazes e conscientes.
Estamos beirando um totalitarismo dentro do chamado "campo governista" e meu temor é que se espalhe, que transcenda esse campo já tão frágil em temros de resistência. Sou e sempre serei defensor de democratização das mídias, mas o que vemos hoje, em geral, é uma luta entre a mídia próxima do PT e a grande mídia, com raras exceções no meio. Lutas sociais são colocadas de lado em nome da governabilidade, direitos humanos são relativizados e, neste cenário, temo que tipo de processo de "democratização" possa vir de um governo que governa pro capital dando migalhas ao povo.
O mesmo vale pra "reforma política". Oras, com esta base aliada que tudo pode, que tudo ganha mesmo que não se preocupe em votar com o governo para justificar todas as benesses (e tem quem fale em voto de cabresto apenas exigir que "aliados" sejam... aliados! Na hora de privatizar o PMDB não vota "errado", mas pra questões populares...) , imaginem a maravilha que sairia a tal reforma!
Ano que vem a Dilma já declarou que seu objetivo é reduzir impostos. Educação? Direitos Humanos?
Não, reduzir impostos. E pra isso não se importa em privatizar, em subsidiar lucros das empresas, em manipular discursos sem, no fim, realizar uma necessária reforma tributária. É o Estado renunciando arrecadar, mas sem mexer no lucro dos amigos empresários. Temos a produção de carro mais barata do mundo, para dar apenas um exemplo, mas pagamos o valor mais alto do mundo pel oproduto final. O governo? Oras, reduz IPI, ou seja, impostos, pra baixar o preço de forma irrisória ao invés de FORÇAR uma menor margem de lucro às montadoras.
O Estado renuncia arrecadação (no caso criando um caso em municípios), mas mexer no lucro dos empresários? NUNCA! Isso seria ser de esquerda!
Militontos não cansam de xingar STF, não cansam de xingar qualquer opositor dentro ou fora do partido, mas batem palmas para higienismo e políticas genocidas repetindo cegamente que "quem não está conosco, é de direita", mesmo que o PT de hoje cause invejas ao PSDB que nunca conseguiu manipular tão perfeitamente as massas. É um nível de fanatismo que beira ou roça no totalitarismo.
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Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Governismo, a vertente tupiniquim do Stalinismo e o Sopão dos pobres
2012-12-21T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Lula, Valério e o inútil #mimimi Governista
Apenas um pensamento rápido que me ocorreu depois de ver a postagem acima feita por um jornalista sério e que nunca demonstrou veia governista fanática.
Não seria mais fácil simplesmente exigir que a PF investigue as denúncias do que ficar fazendo essa palhaçada midiática em defesa do Lula? Se for mentira, pronto, Valério vai mofar na cadeia, mas e se não for?
Dilma é presidente pra que? Ela faz figuração apenas ou nem ela se preocupa com Lula ou com as denúncias de Valério?
Que ela mande a PF fazer seu trabalho, oras! Qualquer policial consegue rastrear a grana que Valério disse ter passado a assessor do Lula para despesas pessoais do ex-presidente em dois tempos e acaba com a palhaçada. Mas porque a Polícia Federal não se mexe e porque Dilma não entra em cena com a delicadeza típica que guarda para os momentos em que viola os direitos humanos das minorias?
Muito melhor a militância que ainda se mantém governista (inacreditável, mas...) pressionar para que o governo faça seu trabalho e mande a PF trabalhar que ficar louvando Lula, o que não resolve nada.
Aliás, não apenas não resolve como consegue aumentar ainda mais o ódio de vários setores e o ressentimento de outros.
Vale lembrar que, seguindo o raciocínio governista, se o Mensalão não existiu, então Valério não é culpado de nada. Porque o tratam como bandido então?
Pra dar porrada em índio, pra reintegrar posse de empresas e para fazer o trabalho sujo do governo a Polícia Federal, Força Nacional e o escambau estão prontas sempre, mas para fazer um trabalho simples e rápido e livrar a cara do Lula (ou condená-lo) levam uma eternidade?
Alguém explica?
Governistas fanáticos, tentem sair da bolha e usar o pouco de cérebro que lhes resta (se é que resta) e parem de louvar Lula como se fosse deus e pressionem uma vez na vida o governo a se mexer.
Não seria mais fácil simplesmente exigir que a PF investigue as denúncias do que ficar fazendo essa palhaçada midiática em defesa do Lula? Se for mentira, pronto, Valério vai mofar na cadeia, mas e se não for?
Dilma é presidente pra que? Ela faz figuração apenas ou nem ela se preocupa com Lula ou com as denúncias de Valério?
Que ela mande a PF fazer seu trabalho, oras! Qualquer policial consegue rastrear a grana que Valério disse ter passado a assessor do Lula para despesas pessoais do ex-presidente em dois tempos e acaba com a palhaçada. Mas porque a Polícia Federal não se mexe e porque Dilma não entra em cena com a delicadeza típica que guarda para os momentos em que viola os direitos humanos das minorias?
Muito melhor a militância que ainda se mantém governista (inacreditável, mas...) pressionar para que o governo faça seu trabalho e mande a PF trabalhar que ficar louvando Lula, o que não resolve nada.
Aliás, não apenas não resolve como consegue aumentar ainda mais o ódio de vários setores e o ressentimento de outros.
Vale lembrar que, seguindo o raciocínio governista, se o Mensalão não existiu, então Valério não é culpado de nada. Porque o tratam como bandido então?
Pra dar porrada em índio, pra reintegrar posse de empresas e para fazer o trabalho sujo do governo a Polícia Federal, Força Nacional e o escambau estão prontas sempre, mas para fazer um trabalho simples e rápido e livrar a cara do Lula (ou condená-lo) levam uma eternidade?
Alguém explica?
Governistas fanáticos, tentem sair da bolha e usar o pouco de cérebro que lhes resta (se é que resta) e parem de louvar Lula como se fosse deus e pressionem uma vez na vida o governo a se mexer.
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Raphael Tsavkko Garcia
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10:30
Lula, Valério e o inútil #mimimi Governista
2012-12-14T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Judicializar a política: Ficarão só os ratos?
O primeiro e mais relevante desses caminhos, como já comentamos antes, consiste naquilo que alguns autores estão chamando de judicialização da política, e eu prefiro chamar de criminalização da política e da ação dos partidos. A política e os partidos passam a ser julgados não mais pelo povo, mas por juízes que, no chamado processo do mensalão, se arrogaram o direito de mudar a natureza do crime cometido, desdenhar provas, atropelar a Constituição e os procedimentos legais instituídos e se colocar acima dos demais poderes republicanos. E se alguém pensa que o STF se contentará em dar um exemplo apenas com esse julgamento, talvez se engane redondamente. Tudo indica que o poder judiciário, sob a tutela da alta corte, se empenhará em substituir o Congresso com normas e leis que intensifiquem a criminalização da política e a paralisia do governo dirigido pelo PT, através do levantamento de novos casos de corrupção, reais ou forjados, que envolvam o ex-presidente Lula, a presidenta Dilma e o PT.É curioso notar que, antes do PT chegar ao poder, seus militantes bradavam a nacessidade de se condenar os corruptos do PSDB (FHC em especial), da necessidade de se fazer algo contra a privataria tucana...
Mas, uma vez no poder, corrupto sendo julgado não pode. É "judicializar a política".
Oras, quem vai julgar os corruptos? O povo? Povo é juiz? E se for, foi juiz para livrar o PSDB da forca, mesmo que petistas continuem a reclamar - aqui, com razão - da necessidade de se julgar a privataria tucana, o mensalão tucano e etc?
Me lembro de quando o PT ainda não tinha se vendido pro Maluf e seus militantes comemoravam quando este era julgado e condenado e diziam que o povo não sabia votar, já que sempre o elegiam ou que, ao menos, eram influenciados negativamente pela grande mídia - que hoje é financiada em grande parte pelo governo federal.
FHC usou e abusou de meios ilegais para se reeleger, entao o povo o perdoou por isso, já que ele foi eleito? É isso mesmo, petistas? Oras, os roubos petistas não forma perdoados pelo povo que votou em massa no PT nas eleições passadas? Ou será que o povo vota em quem lhe promete mais, em quem lhe dá mais poder de consumo e deixemos questões legais para o judiciário?
Mensalão ou Caixa 2, pouco importa o nome: É corrupção. É crime. E felizmente temos o STF para, neste e em outros casos, nos defender. Ou vamos ficar nas mãos da governista bancada evangélica, ou nos governistas ruralistas ou mesmo nas governistas empreiteiras?
O STF erra, e erra muito, mas sem ele teríamos de deixar o Bispo de Guarulhos decidir se mulheres teriam de morrer com fetos inviáveis ou abortar. Dentre outros exemplos cabíveis. É justo reclamar de uma decisão, mas é ridículo e vergonhoso achar que a decisão está errada na base do "todos fazem" ou que "o povo nos perdôou".
Crime continua sendo crime, mesmo que todos achem que ele compensa e vale à pena.
Até Kassab hoje é aliado! Se ele se eleger novamente para algum cargo deixará de ser higienista? Terá sido "perdoado"? Aliás, o PT já o perdoou, já o adotou e periga apoiá-lo para o senado! E não faltarão governistas o apoiando e dizendo que nós somos ressentidos e revanchistas por não fazê-lo.
O PT entrou no jogo sujo da política com fome, com muita fome, mas não aceita ser condenado ou mesmo que apontem o dedo para sua falta de ética, para sua indecência com o dinheiro público e para o fato de terem rasgado sua história, se aliando a TODA a corja que diziam combater. Não falta muito estarão unidos ao PSDB - oras, em Minas eram aliados até poucos meses!
Serra é um empecilho e depois de FHC morto se abrem as portas para a aliança.
Mas o petista médio, e mesmo certas lideranças são incapazes de enxergar qualquer erro. A culpa é sempre dos outros, ou da política! Oras, a política é corrupta, logo, vamos todos nos refestelar com o dinheiro público e privatizar o que não nos interessa mais.
Não há um pingo de autocrítica.
Ou melhor, começam a surgir vozes dissidentes. Dois apoiadores entusiasmados do lulo-dilmismo se insurgiram recentemente, Mino Carta e Ricardo Kotscho, e forma alvo do ódio infantil e burro da militância fanática.
Escreveu Kotscho:
E escreveu Mino, de forma ainda mais dura, acusando o PT de traição:A bonita história do partido, que foi fundamental na redemocratização do país, e a dos milhões de militantes que ajudaram a levar o PT ao poder merecem que seus líderes venham a público, não só para responder a FHC e às denúncias sobre a Operação Porto Seguro publicadas diariamente na imprensa, mas para reconhecer os erros cometidos e devolver a esperança a quem acreditou em seu projeto político original, baseado na ética e na igualdade de oportunidades para todos.
Chegou a hora da verdade para Lula e o PT.
É preciso ter a grandeza de vir a público para tratar francamente tanto do caso do mensalão como do esquema de corrupção denunciado pela Operação Porto Seguro, a partir do escritório da Presidência da República em São Paulo, pois não podemos eternamente apenas culpar os adversários pelos males que nos afligem. Isso não resolve.
O PT atual perdeu a linha, no sentido mais amplo. Demoliu seu passado honrado. Abandonou-se ao vírus da corrupção, agora a corroê-lo como se dá, desde sempre com absoluta naturalidade, com aqueles que partidos nunca foram. Seu maior líder, ao se tornar simplesmente Lula, fez um bom governo, e com justiça ganhou a condição de presidente mais popular da história do Brasil. Dilma segue-lhe os passos, com personalidade e firmeza. CartaCapital apoia a presidenta, bem como apoiou Lula. Entende, no entanto, que uma intervenção profunda e enérgica se faça necessária PT adentro.O professor Chico Bicudo, a quem tenho grande admiração, escreveu um longo e instigante texto em seu blog que recomendo a leitura, e seleciono trechos:
[...]
O PT não é o que prometia ser. Foi envolvido antes por oportunistas audaciosos, depois por incompetentes covardes. Neste exato instante a exibição de velhacaria proporcionada pelo relator da CPI do Cachoeira, o deputado petista Odair Cunha, é algo magistral no seu gênero. Leiam nesta edição como se deu que ele entregasse a alma ao demônio da pusilanimidade. Ou ele não acredita mesmo no que faz, ou deveria fazer?
Mas, no poder, Lula ficou maior que o PT. E o lulismo - misto de medidas econômicas conservadoras, políticas sociais e de distribuição de renda, amplo arco de alianças políticas e base social sustentada pelos menos favorecidos da pirâmide - acabou rendendo-se e adaptando-se à real politik. Para o cientista político André Singer, "o lulismo existe sob o signo da contradição. Conservação e mudança, reprodução e superação, decepção e esperança num mesmo movimento". Nessa dinâmica pendular, em nome da governabilidade, o PT acomodou-se. Começou a gostar do jogo - de um jogo que toca a bola de lado, administrando resultados, sem ousadia e alegria. O PT conciliou. Conchavou. Aos poucos, muitas bandeiras de luta petistas foram ficando para trás, perdidas na estrada - a reforma agrária talvez seja o exemplo mais gritante e lamentável. A transformação radical das estruturas foi substituída pela premissa das reformas, suaves. O lulismo caiu nos braços do capitalismo. Como projeto político, assumiu viés messiânico, distribuindo ordens, passando tratores e impondo verdades, a sugerir infalibilidade, a fomentar e comemorar o culto à personalidade, como se fora do lulismo não houvesse salvação possível para a sociedade brasileira.São poucos exemplos, mas exemplos de peso.
[...]
Fagocitado gradativamente pelo lulismo, e provavelmente deslumbrado com as benesses agudas e sedutoras oferecidas pelo governo, picado pela mosquinha, o PT apequenou-se. Diante do dilema tensionar para avançar ou pactuar para consolidar-se como porto seguro, optou pelo segundo caminho.
[...]
A carnificina da mídia e os desvios do Supremo não isentam nem justificam os erros do PT. Gente grande no partido sujou as mãos. Cometeram crimes, que careciam de julgamento, à luz e sob o rigor das leis e do Direito, não dos perigosos exercícios de suposições, ilações e do "não é possível que não soubesse". Tal comportamento só faz enfraquecer a democracia e abre delicadíssimos precedentes.[...]Em minha análise, o que aconteceu foi caixa 2, arrecadação irregular de recursos para pagamento de dívidas de campanha, inclusive de partidos aliados. O que, novamente, não absolve o PT. Também não lhe dá o direito de alegar que "todos os partidos são assim, não foi exclusividade nossa, estamos pagando por aquilo que todos fazem, é do jogo político, foi assim desde sempre e ninguém foi punido". Se era (é) assim, o PT foi eleito para fazer diferente. E o financiamento público de campanhas, por exemplo, bandeira que o partido empunhava? Se havia fantasmas no armário, o PT chegou ao governo para exorcizá-los, não para esparramar novas assombrações.[...]
O pecado original: o PT e o governo Lula tiveram medo, não bancaram uma Lei de Meios, o controle social da informação - que, muito longe de estabelecer censura, garante o exercício responsável e plural do jornalismo, a definir deveres e direitos, e a proibir a propriedade cruzada dos veículos. Sequer o projeto chegou a ser encaminhado ao Congresso Nacional. Bem ao contrário, continuam a adular os mandarins da mídia, como chamaria Mino Carta, a abarrotar os cofres destas empresas com verbas públicas, por meio de campanhas de estatais e inserções publicitárias muito bem pagas. A vítima financia o algoz. Dorme com o inimigo. Que masoquismo é esse? Por fim, numa manobra covarde e lastimável, joelhos dobrados, o partido patrocinou a retirada do nome de Policarpo Junior, da Veja, do relatório final da CPI do Cachoeira, na semana que passou.
Eu tenho imensa dificuldade em compreender quem ainda se mantém fiel, mesmo crítico, a este governo.
Respeito os que criticam, os que fazem autocrítica, mas não entendo porque não rompem de vez. Uns tem ligação afetiva, outros, não sei.
Claro que, do outro lado, há fanáticos como Eduardo Guimarães que investem em teorias conspiratórias de que a mídai financiada pelo governo/PT quer "derrotar" o Lula, como se fosse uma preocupação nacional "salvar" um ex-presidente que não detém qualquer cargo de um processo, caso chegue até isso, e caso haja motivos suficientes para que este processo exista
Cito trechos, tentem não rir:
Já faz muito tempo que Lula só aparece para o grande público de forma negativa, sendo associado a escândalos, julgamento no Supremo Tribunal Federal e, agora, até a infidelidade conjugal – conduta que, neste país latino, tampouco chega a ser execrada pela sociedade.O desespero de governistas incapazes de compreender que Lula não é deus, que ele erra, que o PT erra e que, enfim, erraram, roubaram, corromperam, desviaram, é impressionante! Pior, são eles que colocam o Lula na reta, assumindo que a mídia, o terrível "PIG" quer derrubá-lo (sic)!
Só que Lula apanha e não se defende. E apesar de ter sido defendido por aliados e pela própria Dilma, há que perguntar até quando isso pode bastar.
[...]
Fora da Presidência, Lula não tem mais voz. Até porque, parece não querer. Isso, claro, porque sabe que qualquer coisa que diga será distorcida. Então ele apanha amarrado e amordaçado. Esse silêncio funcionou durante seu mandato e até recentemente, mas com o passar do tempo e a continuidade do bombardeio em algum momento o país quererá ouvir a sua versão dos fatos.
Segundo se sabe, porquanto não terminou o julgamento do mensalão Lula optou por não se manifestar sobre o atual quadro político. Vem sendo ventilado que ele teme agravar as penas do dito “núcleo político” da ação penal 470. Contudo, em algum momento ele terá que vir a público dar a sua versão sobre os ataques que tem sofrido.
Lula não precisa dos melhores argumentos ou de provas de que não cometeu crimes. Até porque, se não há provas de que os cometeu não precisa apresentar provas de que não os cometeu. Mas ele precisa falar ao país. É o maior líder político brasileiro e, se quiser se manter assim, terá que exercer sua liderança.
Lula não se manifestou sobre o Mensalão e não tem se manifestado sobre muito do que acontece, mas no desespero de fiéis esperando uma palavra de sua divindade, petistas e governistas precisam que Lula se manifeste e os guie em todos os aspectos. Não é apenas infantilidade, é fanatismo.
A recente votação (ou falta dela) sobre o PT reconhecer ou não o resultado do Mensalão (algo risível, claro) dá o tom de galhofa e de controle sobre cães de guarda fanatizados que precisam apenas ser mantidos ocupados e no ataque. O PT joga pra platéia. Fará vaquinha pra pagar a dívida dos mensaleiros, reclama da mídia, reclama do STF, diz que vai fazer e acontecer, mas na hora de realmente ir pra briga, recua, se acovarda, ou melhor, deixa claro que só tem bravatas disponíveis.
Mas incita a militância a protestar, a ir às ruas (mesmo que no fim não vá ninguém), a reclamar, enfim, criam um inimigo ou inimigos que, na verdade, são aliados sempre que necessário (vide o tal PIG, a mídia que o PT manda seus cães baterem, mas paga rios de dinheiro e adora sair na capa da Veja e afins).
Os fanáticos do PT precisam de um inimigo e à medida que todos os inimigos históricos do PT viram aliados (Bancos, Ruralistas, Malufistas, Colloridos, Krents, Privatistas, grande capital, etc), é preciso fabricar novos.
Sobra pra mídia, pro STF que, quando a direção precisa, voltam a ser aliados.
O fato é que, para mim, o PT não tem mais volta. Restarão apenas os fanáticos gritando contra a mídia que eles próprios financiam enquanto o Brasil se tinge de vermelho. Não o vermelho do PT, mas o vermelho do sangue dos mortos devido Às políticas (ou falta delas) do governo.
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Postado por
Raphael Tsavkko Garcia
às
10:30
Judicializar a política: Ficarão só os ratos?
2012-12-10T10:30:00-02:00
Raphael Tsavkko Garcia
Brasil|Dilma|Fanáticos|Judicializar|Lula|Lulismo|Mensalão|Política|PT|Safadeza|STF|
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
Judiciário de Cabresto, o verdadeiro Golpe contra a democracia
Dos 11 ministros que participaram do julgamento do mensaleiro João Paulo Cunha, 8 haviam sido nomeados pelo PT (Dilma e Lula).
JP Cunha foi condenado por 9 votos a 2. Desses 9 votos que o condenaram, nada menos que 6 (SEIS) foram dados por ministros nomeados pelo Lula ou pela Dilma. Os dois que votaram pela absolvição foram o ministros Ricardo Levandowski (nomeado pelo Lula/PT, mas que condenou, por exemplo, diretores do Banco Rural. Pelo visto, o problema é só quando condenam o PT diretamente) e pelo ministro Dias Toffoli que, não surpreende, foi advogado do PT.
Apenas 3 dos 9 votos contra JP Cunha foram dados por ministros indicados por não-petistas, ou seja, a absoluta minoria.
Mas, mesmo assim, a "blogosfera progressista" não parou de atacar os ministros, como se fossem vendidos, parte do "PIG" - aquela entidade mágica que vive elogiando o PT e colocando Dilma na capa de revistas, mas quando critica vira o grande satã - e, no fim, golpistas.
Não faltaram aqueles que, com espaço garantido dentre os "progressistas" reclamassem que Lula e Dilma deveriam mesmo é nomear apenas amigos de confiança para cargos do judiciário. Escolher a dedo quem nomear para garantir que, ao invés do respeito à lei e à constituição, tivéssemos o respeito ao PT. Um judiciário de cabresto.
JP Cunha foi condenado por 9 votos a 2. Desses 9 votos que o condenaram, nada menos que 6 (SEIS) foram dados por ministros nomeados pelo Lula ou pela Dilma. Os dois que votaram pela absolvição foram o ministros Ricardo Levandowski (nomeado pelo Lula/PT, mas que condenou, por exemplo, diretores do Banco Rural. Pelo visto, o problema é só quando condenam o PT diretamente) e pelo ministro Dias Toffoli que, não surpreende, foi advogado do PT.
Apenas 3 dos 9 votos contra JP Cunha foram dados por ministros indicados por não-petistas, ou seja, a absoluta minoria.
Mas, mesmo assim, a "blogosfera progressista" não parou de atacar os ministros, como se fossem vendidos, parte do "PIG" - aquela entidade mágica que vive elogiando o PT e colocando Dilma na capa de revistas, mas quando critica vira o grande satã - e, no fim, golpistas.
- Vocês sabem que mexeram com o PT, um golpe grande, que faz parte de uma ação daqueles que foram derrotados nas urnas três vezes. São esses conservadores que diziam que o Brasil não podia crescer mais de 3%, que não podia dar aumento de salário, que gerava inflação. São esses mesmos conservadores que, junto com os setores da grande mídia, perderam na urna e tentam nos derrotar por outros meios - disse Falcão, durante o lançamento da candidatura do substituto de João Paulo à prefeitura de Osasco, Jorge Lapas (PT).Uma declaração destas mereceria por parte dos minitros do STF um belo processo. Mas além disso, as acusações torpes de que todo o STF (retirando dois ministros) seria "golpista" é uma ofensa contra a própria democracia brasileira e a balança de poderes da república: o judiciário é independente.
Não faltaram aqueles que, com espaço garantido dentre os "progressistas" reclamassem que Lula e Dilma deveriam mesmo é nomear apenas amigos de confiança para cargos do judiciário. Escolher a dedo quem nomear para garantir que, ao invés do respeito à lei e à constituição, tivéssemos o respeito ao PT. Um judiciário de cabresto.
O anterior Procurador Geral da Republica não foi sequer neutro. Ao classificar o grupo dos 40 do mensalão mostrou-se inimigo frontal de quem o indicou. Não pode funcionar um Pais que cria esse nivel de conflito institucional auto induzido pelo proprio Poder.
Frente a um PGR não-neutro, o famoso Engavetador Geral da República, a proposta é a de empossar outro igualmente não-neutro, mas do "nosso lado".
A Democracia é o menos ruim dos regimes, não é o ideal e nunca será, não é perfeito e precisa funcionar. O caminho do Supremo neste caso do mensalão é muito ruim, é inconsequente, age como se o Supremo estivesse em um vácuo e não inserido dentro de um sistema que tem que operar dentro de um minimo de harmonia.Entendemos, pois, que o Supremo deve se curvar à vontade do partido governante e rasgar a constituição, tornando o peculato, a corrupção e o uso criminoso de dinheiro público "garantias constitucionais".
O Supremo não pode desafiar o Governo em nome de principios que ele mesmo proclama. E neste processo está sendo criativo, o "garantismo" está sendo enterrado para abrir caminho para as condenações coletivas no modelo de Nuremberg.
Estas ideias e declarações passam longe de qualquer noção mínima de democracia e são a declarção definitiva de que a ditadura é o modelo ideal. Curiosamente, tais declarações vem de gente cujo partido foi grande responsável pela resistência à Ditadura Militar! Aparentemnte, o excesso de convivência com um regime ditatorial deixou marcas próximas às da Síndrome de Estocolmo. Para dizer o mínimo.
Existe uma enorme diferença entre considerar equivocada uma decisão do judiciário, de um ministro ou mesmo do colegiado. Isto faz parte da democracia. Mas é diferente quando acusamos frontalmente o judiciário de golpe quando não gostamos de uma decisão e nos consideramos acima da constituição.
Há tempos que dependemos do judiciário para evitar uma medievalização do pa´si nas mãos dos evangélicos - aliados de Dilma e do PT - que tentam jogar na fogueira - não duvidem se literalmente - gays, feministas e quaisquer minorias que apareçam na frente. Foi graças ao STF que gays garantiram direitos e mulheres garantiram direitos mínimos de abortar bebês que, enfim, já estão mortos, anencéfalos.
Pequenos passos que deveriam ter sido dados pelo governo e pelo congresso, mas estes foram no caminho contrário, propondo criminalizações e chegando ao ponto da presidente do país declarar que não faria "propaganda de opção sexual" frente aos pelos da comunidade LGBT que vem sendo massacrada.
Mas é óbvio que temos retrocessos, que temos equívocos e interpretações diferentes. Recentemente o ministro Ayres Britto - indicado pelo PT - permitiu que Belo Monte continuasse a ser construída. Apesar de considerar a decisão equivocada, não posso iniciar um movimento acusando-o de golpismo ou de apoiar o genocídio indígena iniciado e patrocinado pelo PT.
Exceções, porém, são dois casos especiais: Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O primeiro, cria de Fernando Henrique, possui ligações claras com o PSDB e pode estar envolvido no Mensalão Mineiro e deixa clara sua antipatia perigosa em relação ao PT. Longe de ser um democrata, usa a toga para benefícios pessoais e de compadres. Já Dias Toffoli talvez seja o primeiro experimento da tese "progressista" de que precisamos colocar nossos amigos na corte. Ex-advogado e empregado do PT, não se sabe se tem ou terá a independência necessária do partido. Sua posição no julgamento do Mensalão mostra que temos motivos para duvidar.
Ambos os minitros possuem ligações com partidos políticos falsamente antagonistas em termos ideológicos, mas que sedegladiam em nível federal (ainda quese aliam a nível local costumeiramente).
Enfim, declarações desastrosas e beirando a incitação à revolta como as seguintes, proferidas pelo presidente do PT são um verdadeiro perigo à democracia.
- Essa elite suja, reacionária, não tolera que um operário tenha mudado o país. Não tolera que uma mulher dê continuidade a esse projeto (...) E isso, para quem mantinha o povo subjulgado, é inaceitável. E quando eles são derrotados nas urnas, eles lançam mão dos instrumentos de poder que ainda dispõe, desde a mídia conservadora, passando pelo Judiciário, para tentar nos derrotar.
E o discurso é mero engodo para a platéia, pois a "elite suja", composta pela elite ruralista da aliada Katia Abreu, por Eike Batista, pelo empresariado da indústria pesada, construtoras e etc está INTEIRAMENTE ligada, aliada e financiando o PT. Ao passo que a "mídia conservadora" rasga elogios às privatizações dilmistas e à forma como ela trata grevistas: Na porrada.
Além disso, se não tivemos ainda um processo de democratização das comunicações - única forma de combater a tal mídia conservadora - é porque o PT não teve a menor vontade/intenção de dar o primeiro passo. Apesar disso, fanáticos não deixam de repetir incessantemente os mesmos mantras para a platéia.
Agora, acusar o judiciário de tentar "derrotar" o PT, quando a maior parte do judiciário foi NOMEADO pelo PT é, no mínimo, ridículo. É, na verdade, um golpe contra a democracia.O PT já deu um golpe em sua história, em sua militância e em sua ideologia, que não dê nenhum passo mais em direção ao abismo, levando o país junto.
Agora, acusar o judiciário de tentar "derrotar" o PT, quando a maior parte do judiciário foi NOMEADO pelo PT é, no mínimo, ridículo. É, na verdade, um golpe contra a democracia.O PT já deu um golpe em sua história, em sua militância e em sua ideologia, que não dê nenhum passo mais em direção ao abismo, levando o país junto.
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